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Questão 325: Direito Processual Civil Contexto: Durante o andamento de uma ação de cobrança, o réu apresentou uma contestação alegando que a dívida havia sido quitada, mas não apresentou nenhum comprovante. O autor da ação, por sua vez, apresentou provas documentais que demonstraram que a dívida ainda estava pendente. Pergunta: Considerando as disposições do Código de Processo Civil, é correto afirmar que: a) O réu tem o ônus de comprovar que a dívida foi quitada, já que é uma alegação de fato impeditivo do direito do autor. b) O autor deverá arcar com a prova de que a dívida ainda está pendente, independentemente de qualquer outra evidência apresentada pelo réu. c) O juiz não pode considerar as provas apresentadas pelo autor se o réu alegar que a dívida foi quitada, mesmo sem apresentar comprovantes. d) O réu deve ser absolvido de qualquer responsabilidade, uma vez que alegou ter quitado a dívida, independentemente de provas. e) O autor deverá apresentar todas as provas de sua alegação, e o réu não precisará provar que pagou a dívida. Resposta correta: a) Explicação: De acordo com o Código de Processo Civil, o réu tem o ônus de comprovar as alegações que envolvem a defesa de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. No caso, o réu alegou que a dívida foi quitada, então cabe a ele apresentar os devidos comprovantes. Questão 326: Direito Constitucional Contexto: O Estado X aprovou uma lei estadual que proíbe a realização de manifestações populares nas vias públicas durante o período eleitoral, com a justificativa de garantir a ordem pública e evitar distúrbios. Pergunta: De acordo com a Constituição Federal, é correto afirmar que: a) A lei estadual está em conformidade com a Constituição, uma vez que o Estado tem autonomia para regulamentar o direito à manifestação de acordo com suas necessidades. b) A Constituição Federal garante o direito de manifestação, mas o Estado pode restringir esse direito durante o período eleitoral, visando proteger o processo eleitoral. c) A lei estadual é inconstitucional, pois a liberdade de manifestação é um direito fundamental, e a proibição não pode ser generalizada, mesmo que haja justificativa. d) A lei estadual pode ser aplicada sem questionamento, uma vez que se destina a evitar a manipulação da opinião pública no período eleitoral. e) A Constituição permite que a manifestação seja restrita apenas durante os períodos de emergência ou calamidade pública, não sendo o caso do período eleitoral. Resposta correta: c) Explicação: A Constituição garante o direito de manifestação como um direito fundamental, e qualquer restrição a esse direito deve ser justificada de forma adequada, sem excessos. A proibição absoluta de manifestações durante o período eleitoral, sem justificativa adequada, é inconstitucional. Questão 327: Direito Penal Contexto: Carlos foi preso em flagrante após furtar um celular em uma loja. Durante o depoimento à autoridade policial, ele confessou o crime e afirmou que estava em situação de extrema necessidade, já que estava desempregado e não tinha como alimentar sua família. Pergunta: Considerando a teoria da exclusão de ilicitude, é correto afirmar que: a) A alegação de necessidade de Carlos pode ser considerada como uma excludente de ilicitude, desde que fique comprovado que a privação de alimentos foi a causa do furto. b) A situação de necessidade não é uma excludente de ilicitude, já que o furto é considerado crime, independentemente das circunstâncias pessoais do autor. c) A necessidade de Carlos pode ser considerada como uma excludente de culpabilidade, isentando-o da responsabilidade penal. d) O fato de Carlos estar em situação de necessidade não justifica sua conduta, e ele deve ser punido com base na pena máxima prevista para o furto. e) A alegação de necessidade de Carlos configura uma causa de diminuição de pena, mas não uma excludente de ilicitude. Resposta correta: b) Explicação: A situação de necessidade pode justificar o comportamento do agente, mas não exclui a ilicitude do ato, pois o furto continua sendo um crime. A excludente de ilicitude não se aplica ao furto em situação de necessidade, a menos que a necessidade seja extrema, como uma questão de vida ou morte, o que não é o caso aqui.