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II ENCONTRO DE BIOLOGIA 
DA UNEB- CAMPUS VII 
 
 
I SIMPÓSIO MICOLÓGICO 
DO SEMIÁRIDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 27, 28, 29, 30 e 31 de Agosto 
Auditório da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Campus VII – Senhor do Bonfim-BA 
 
 
 
ANAIS 
 
 
Micologia no Nordeste: 
estudos e experiências 
 
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA 
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII 
SENHOR DO BONFIM-BA 
 
Prof. Lourisvaldo Valentim da Silva 
Reitor 
 
Profa. Adriana dos Santos Marmori Lima 
Vice-Reitora 
 
Prof. Antonio Amorim 
Pró-Reitor de ensino de Graduação 
 
Profa. Manuela Barreto de Araújo 
Pró-Reitora de Extensão 
 
Prof. José Cláudio Rocha 
Pró-Reitor de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação 
 
Profa. Norma Leite Martins de Carvalho 
Diretora do Departamento de Educação – Campus VII 
 
Prof. Ozelito Souza Cruz 
Coordenador do Núcleo de Pesquisa e Extensão- Campus VII 
 
Prof. Marcos Fabio Oliveira Marques 
Coordenador do Curso de Ciências Biológicas- Campus VII 
Coordenador do evento 
 
 
 
 
ELABORAÇÃO: 
Marcos Fabio Oliveira Marques 
Dioneis Rodrigues 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FICHA CATALOGRÁFICA 
 Sistema de Bibliotecas da UNEB 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os autores são responsáveis pelo conteúdo e estilo dos resumos. As informações 
existentes no texto são de inteira responsabilidade do autor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anais [do] Encontro de Biologia da UNEB Campus VII (2: 2013: Senhor do Bonfim) 
 I Simpósio Micológico do Semiárido: Micologia no Nordeste: estudos e 
experiências._ Senhor do Bonfim, 2013. 
42 p.: il.; 
 
 
 Contém referências. 
 1. Micologia – Nordeste (Brasil). I. Marques, Marcos Fábio Oliveira. II. 
Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação – Campus VII. III. 
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia. 
 
 CDD: 616.96901 
COMISSÃO ORGANIZADORA 
 
Profº Marcos Fabio Oliveira Marques 
Coordenador geral 
Profa.Thais Teixeira Rios (UNIVASF) 
Prof. Gervásio Paulo da Silva (UNEB) 
Prof. Edemir Barbosa dos Santos (UNIVASF) 
Diego Palmeira da Silva (UFBA) 
Anderson Vilas Boas (UNEB) 
Airan Falcão Lima Salgado (UNEB) 
Dioneis Rodrigues Cardoso da Silva (UNEB) 
Fabiana Durval de Oliveira (UNEB) 
Laise Santos Santa Luzia (UNEB) 
Lucas Barbosa Conceição (UNEB) 
Noemia Santos Batista (UNEB) 
Patrícia Martins Galvão Palha (UNEB) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
O II Encontro de Biologia da UNEB – Campus VII e o I Simpósio 
Micológico do semiárido têm como estratégia mobilizar docentes, 
pesquisadores e estudantes interessados em discutir questões atuais no 
campo micológico. Com o tema Micologia no Nordeste: estudos e 
experiências criou-se a oportunidade de divulgar e debater os resultados e 
experiências da pesquisa micológica no Nordeste. 
Diante disso, têm-se como objetivos para esse evento: 
 Realizar discussões sobre os estudos micológicos no Nordeste do 
país; 
 Socializar as experiências e os estudos micológicos no Nordeste; 
 Criar espaços de trocas de experiências entre os pesquisadores, 
estudantes e apreciadores da micologia; 
 Debater os avanços e perspectivas da micologia no Brasil. 
 
Desejamos a todos os participantes um excelente e proveitoso evento. 
 
Sejam bem-vindos a Universidade do Estado da Bahia – Campus VII. 
 
A Comissão Organizadora 
 
 
 
 
 
1 
 
 
 
PROGRAMAÇÃO GERAL 
27/08 
MANHÃ 
CREDENCIAMENTO 
Horário: 8:00 -12:00 
Local: Salão em frente ao Auditório da UNEB 
 
8:00 -12:00 Minicurso 
 
Identificação de fungos anamorfos: uma visão geral 
Dr. Alisson Cardoso Rodrigues da Cruz (UFBA) 
Local: Laboratório Didático de Botânica 
 
Mixobiota de Floresta Atlântica e Caatinga 
Dra Andrea Carla Caldas Bezerra (UFPE) 
Dr Inaldo do Nascimento Ferreira (UFPE) 
Local: Laboratório de Microscopia (Centro de Estudos de Saúde do 
Semiárido) 
 
Diversidade e prospecção da atividade enzimática de Ascomycota 
Dra Micheline Lins Silvério (UNIVASF) 
Local: Laboratório Didático de Microbiologia 
 
Micologia para o ensino Fundamental e Médio 
Dr Marcos Fabio Oliveira Marques (UNEB) 
Local: Auditório da UNEB 
 
TARDE 
14:00 -18:00 Minicurso 
Continuação 
Identificação de fungos anamorfos: uma visão geral 
Mixobiota de Floresta Atlântica e Caatinga 
Diversidade e prospecção da atividade enzimática de Ascomycota 
Micologia para o ensino Fundamental e Médio 
 
NOITE 
ABERTURA OFICIAL 
Horário: 20:00-20:30 
 
PALESTRA DE ABERTURA 
20:30 Micologia no Nordeste: estudos e experiências 
PhD José Luiz Bezerra (UESC/ SBMY) 
Coordenação: Thais Teixeira Rios (UNIVASF) 
Local: Auditório da Universidade Federal do Vale do São Francisco- 
Campus Senhor do Bonfim 
 
2 
 
 
 
 
28/08 
MANHÃ 
9:00 - 10:15 Palestra: Glomeromycota e suas endobactérias: mutualismo ou 
parasitismo, eis a questão 
Dr Gladstone Alves da Silva (UFPE) 
Coordenação: Marileide Dias Saba (UNEB) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
 
10:15 - 10:30 Intervalo 
 
10:30 – 11:30 Palestra: INCT - Herbário Virtual da Flora e dos Fungos: 
projetos e ações 
Dra Mariane de Sousa-Baena (CRIA) 
Coordenação: Marileide Dias Saba (UNEB) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
 
TARDE 
14:30 – 15:30 Palestra: Coleções micológicas no Nordeste 
Dra Cristina Motta (UFPE) 
Coordenação: Thais Teixeira Rios (UNIVASF) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
 
15:30 – 15:45 Intervalo 
 
15:45 – 17:30 Mesa redonda: Fungos anamórficos no Nordeste do Brasil 
Dr Luis Fernando Pascholati Gusmão (UEFS) 
Dr Marcos Fabio Oliveira Marques (UNEB) 
Coordenação: Edemir Barbosa dos Santos (UNIVASF) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
 
29/08 
MANHÃ 
8:00 – 10:00 Apresentação oral de trabalhos 
Ver programação na sessão comunicações orais página 06. 
Coordenação: Gervásio Paulo da Silva (UNEB) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
 
10:00 – 10:15 Mostra Fotográfica 
 
10:15 – 10:30 Intervalo 
 
10:30 – 11:30 Palestra: Aspectos clínicos e diagnósticos de dermatofitoses 
Dr. Misael Silva Ferreira Costa (EBMSP/FAN) 
Coordenação: Diego Palmeira da Silva (UFBA) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
3 
 
 
 
14:00 – 15:00 Palestra: Identificação de espécies de fungos por código de 
barras de DNA 
Dr Aristóteles Góes-Neto (UEFS) 
Coordenação: Diego Palmeira da Silva (UFBA) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
 
15:00 – 15:15 Intervalo 
 
15:15 – 16:00 Visitação dos trabalhos (Banner) 
Divulgação: Guide to the Common Fungi of the Semiarid Region of Brazil; 
Autores: Neves MA, Baseia IG, Drechsler-Santos ER, Góes-Neto A 
Divulgador: Dr Aristóteles Góes-Neto (UEFS) 
Coordenação: Marcos Fábio Oliveira Marques (UNEB) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
 
16:00 – 17:30 Mesa redonda: Myxomycota no Nordeste 
Dra Andrea Carla Caldas Bezerra (UFPE) 
Dr Inaldo do Nascimento Ferreira (UFPE) 
Coordenação: Edemir Barbosa dos Santos (UNIVASF) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
 
30/08 
8:00 – 9:15 Palestra: Fungos liquenizados no semiárido Brasileiro 
Dra Marcela Cáceres (UFS) 
Coordenação: Marcos Fábio Oliveira Marques (UNEB) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
 
9:30 - 9:45 Intervalo 
 
9:45 – 12:00 Mesa redonda: Fungos micorrizicos arbusculares no Nordeste 
Dr Bruno Tomio Goto (UFRN) 
Dra Adriana Mayumi Yano Melo (UNIVASF) 
Coordenação: Thais Teixeira Rios (UNIVASF) 
Local: 
 
14:00 – 15:00 Palestra: Fungicultura por formigas da tribo Attini 
Dr André Rodrigues (UNESP) 
Coordenação: Gervásio Paulo da Silva (UNEB) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
 
15:00 – 15:15 Intervalo 
 
15:15 – 17:30 Mesa redonda: Diversidade de Fungos Basidiomycota no 
Semiárido Brasileiro 
Dra Bianca Denise Barbosa da Silva (UFRN) 
Dr Felipe Wartchow (UFPB) 
4 
 
 
 
Dra Tatiana Gibertoni (UFPE) 
Coordenação: Maria Josénomenclatura, nas bases de dados 
Mycobank e CABI. Para a Amazônia brasileira as seguintes espécies foram 
registradas: Antrodiella angulatopora Ryvarden, *A. murrillii (Lloyd) Ryvarden, 
**A. reflexa Ryvarden & Núñez, A. (Berk.& M.A. Curtis) Ryvarden, **A. 
versicutis (Berk. & M.A. Curtis) Gilb. & Ryvarden, Ceriporia angulata Gomes-
Silva, Ryvarden & Gibertoni e **Ceriporia spissa (Schwein. ex Fr.) Rajchenb. As 
espécies marcadas com * consistem em novo registro para o Brasil e ** para 
Amazônia brasileira. 
 
Financiamento: CNPq, CAPES e INCT. 
 
Palavras-chave: Diversidade, taxonomia, polyporales. 
 
 
 
 
 
 
37 
 
 
 
PRIMEIROS REGISTROS DE GANODERMATACEAE E 
HYMENOCHAETACEAE NA BASE DE SELVA GUARARAPES EM PORTO 
VELHO, RONDÔNIA, BRASIL 
 
Angelina de Meiras Ottoni1, Dênie da Silva Ferreira1, Samuel Oliveira Almeida1, 
Fábio Resadore1, Allyne Christina Gomes-Silva1 
 
1
Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil 
angel_m_ottoni@hotmail.com; deniepvh@gmail.com; samuelolivera_17@hotmail.com; 
fabiores10@hotmail.com; allynefungi@hotmail.com 
 
Ganodermataceae e Hymenochaetaceae são famílias amplamente distribuídas, 
com cerca de 20 e 300 espécies respectivamente, que desempenham uma 
grande importância ecológica, fazendo a ciclagem de nutrientes em diferentes 
ecossistemas. Devido à escassez sobre o conhecimento dessas famílias em 
áreas do estado de Rondônia, este trabalho visou contribuir para o 
conhecimento da diversidade desse grupo de fungos no Estado de Rondônia. 
Foram realizadas coletas na Base de Selva Guararapes, em abril e julho de 
2013. Os basidiomas encontrados foram coletados manualmente com o auxilio 
de uma faca, acondicionados em sacos de papel e desidratados em estufa. Os 
espécimes foram analisados macro e microscopicamente e a identificação 
baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura das bases de dados 
Mycobank e CABI. Foram registradas até o momento, as seguintes espécies: 
Amauroderma calcigenus (Berk) Torrend, A. partitum (Berk.) Wakef., A. 
schomburgkii (Mont. & Berk.) Torrend (Ganodermataceae), Cyclomyces iodinus 
(Mont.) Pat., Hymenochaete damicornis Speg., H. luteobadia (Fr.) Höhn. & 
Litsch. e Phellinus gilvus (Schwein.) Pat. (Hymenochaetaceae). Todas as 
espécies representam primeiro registro para a área de coleta e novas coletas 
serão realizadas para ampliar os dados sobre a diversidade desse grupo na 
Floresta Amazônica. 
 
Palavras-chave: diversidade, taxonomia, Agaricomycetes 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
 
 
PRIMEIROS REGISTROS DE POLYPORACEAE NA BASE DE SELVA 
GUARARAPES EM PORTO VELHO, RONDÔNIA, BRASIL 
Samuel Oliveira Almeida1, Fabio Resadore1, Angelina de Meiras Ottoni1, Deniê 
da silva Ferreira1, Allyne Christina Gomes-Silva1 
 
1
Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil 
samueloliveira_17@hotmail.com; fabiores10@hotmail.com; angel_m_ottoni@hotmail.com; 
deniepvh@gmail.com; allynefungi@hotmail.com. 
 
Polyporaceae é uma família de Polyporales (Agaricomycetes) que atualmente 
compreende 636 espécies e se caracteriza por espécies com sistema hifálico 
monomítico, dimítico ou trimítico, presença de cistídios e reação xantocróica 
negativa. Devido a escassez sobre o conhecimento da diversidade de 
Polyporaceae em áreas do estado de Rondônia, este trabalho visou contribuir 
para o conhecimento da diversidade desse grupo no Estado. Foram realizadas 
coletas na Base de Selva Guararapes, em abril e julho de 2013. Os basidiomas 
foram coletados manualmente com o auxilio de faca, acondicionados em sacos 
de papel e herborizados em estufas. Os espécimes foram analisados macro e 
microscopicamente e a identificação baseou-se em bibliografia recomendada e 
a nomenclatura, nas bases de dados MycobBank e CABI. Até o presente 
momento, foram registradas as seguintes espécies: Pycnoporus sanguineus 
(L.) Murrill, Coriolopsis caperata (Berk.) Murrill, Trametes modesta (Kunze ex 
Fr). Ryvarden, Lentinus veluntinus Fr., Polyporus leprieurii Mont., P. dictyopus 
Mont. e Pereniporia inflexibilis (Berk.) Ryvarden. Todas as espécies 
representam primeiro registro para a área de coleta. 
 
Palavras-chave: taxonomia, diversidade, distribuição geográfica. 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
 
REVISÃO DAS EXSICATAS DE Meruliaceae e Meripilaceae 
(Basidiomycota) DEPOSITADAS NO HERBÁRIO HFSL, PORTO VELHO, 
RONDÔNIA 
Fabio Resadore1, Angelina de Meiras Ottoni1, Samuel Oliveira Almeida1, Deniê 
da Silva Ferreira1, Allyne Christina Gomes-Silva1 
 
1
Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil 
fabiores10@hotmail.com; angel_m_ottoni@hotmail.com; samueloliveira_17@hotmail.com; 
deniepvh@gmail.com; allynefungi@hotmail.com. 
 
O Herbário da Faculdade São Lucas (HFSL) apresenta uma coleção de 
aproximadamente 1.076 espécimes de fungos, provenientes de estudos feitos 
na região amazônica. Atualmente o herbário conta com 89 espécies, 
distribuídas em 21 famílias. Com objetivo de contribuir para o conhecimento 
sobre a diversidade de espécies das famílias Meruliaceae e Meripilaceae, foi 
realizado um inventário dos registros de todas as exsicatas de cada família 
depositadas nesse Herbário. O herbário HFL possui atualmente 40 registros 
dessas famílias, correspondentes a três e uma espécie respectivamente. Todas 
as exsicatas foram analisadas macro- e/ou microscopicamente e tiveram sua 
nomenclatura atualizada de acordo com as bases de dados Mycobank e CABI, 
correspondendo a: Steccherinum reniforme (Berk. & M.A. Curtis) Banker, 
Gloeoporus thelephoroides (Hook.) G. Cunn., Cymatoderma dendriticum (Pers.) 
D.A. Reid (Meruliaceae) e Rigidoporus microporus (Sw.) Overeem 
(Meripilaceae). Constatou-se que Rigidoporus microporus é uma espécie 
comum, apresentando maior ocorrência no estado de Rondônia. 
Palavras-chave: Diversidade, taxonomia, macrofungos 
 
 
 
 
 
 
40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ENSINO 
 
 
 
CAÇA AOS FUNGOS: PROPOSTA DE AULA DE CAMPO PARA O ENSINO 
DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA (DADOS PRELIMINARES) 
 
Pedro Paulo Alves Rocha Filho¹ , Alana Narcisia Jesus Souza¹,Lília dos Santos 
da Silva². 
1-Acadêmicos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas – UNEB, campus IX, Barreiras -
BA. 
2-Acadêmica do curso de Engenharia Sanitária Ambiental – UFBA,campus, Edgar 
Santos,Barreiras - BA 
 
Embora a educação seja mais amplamente discutida no âmbito da filosofia de 
ou mesmo da psicologia, pode-se notar algum avanço no caso particular do 
ensino de ciências sobre o papel de interesses e motivações, dos sentimentos 
e das emoções para a aprendizagem dos conteúdos científicos. Neste sentido, 
as aulas de ciências e biologia desenvolvidas em ambientes naturais têm sido 
apontadas como uma metodologia eficaz tanto por envolverem e motivarem 
crianças e jovens nas atividades educativas, quanto por constituírem um 
instrumento de superação da fragmentação do conhecimento. O presente 
trabalho teve como objetivo a realização de uma proposta de aula de campo 
em micologia como estratégia de ensino nas aulas de ciências e biologia. A 
aula de campo foi realizada com a turma do 2º ano do ensino médio no Colégio 
Estadual de Barreirinhas, Barreiras, Bahia. Para obtenção dos dados foi 
aplicado um questionário semi-estruturado e uma visita ao campo para 
realização da aula. Na aplicação do 1º bloco de perguntas com os alunos do 
primeiro ano do ensino médio foi verificado desconhecimento em relação à 
estrutura e importância da aula prática, mesmo com relatos de participação 
nesse tipo de atividade. Dessa maneira, a discussão sobre a realização das 
atividades práticas, bem como o planejamento da mesma no componente 
curricular Biologia, salientando os conteúdos micológicos a serem trabalhados 
são primordiais para o sucesso na sua execução e cumprimento dos objetivos 
propostos. No segundo bloco de perguntas realizado após aula de campo foi 
verificado que, a aula devidamente planejada e com roteirode investigação 
proporcionou uma aprendizagem prática e significativa do conteúdo de 
micologia. Assim, propostas como esta de aula de campo estão atreladas ao 
ensino de ciências e biologia, sendo de grande importância, pois formam uma 
nova postura de observação e valorização da natureza por parte dos alunos. 
 
Palavras-chave: Aula de campo, Ensino, Aprendizagem 
 
 
 
 
42 
 
 
 
EXPERIÊNCIA DA DISCIPLINA DE BIOLOGIA DE FUNGOS PARA OS 
ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS DA UFRB 
Margarida Ventura Santana¹; Leonardo de Oliveira Barbosa¹, Jaqueline 
Macena Pereira¹; José Luiz Bezerra² 
¹ Estudantes de Pós-Graduação em Ciências Agrárias do CCAAB/UFRB; ² Professor 
Permanente no Programa de Pós-graduação em Ciências Agrárias. 
Resumo: A micologia ao longo dos anos vem se tornando muito importante 
devido ao papel fundamental dos fungos na formação e preservação de 
ecossistemas florestais e na utilização biotecnológica para saúde humana e 
para aplicação em vários processos industriais. Existe a necessidade de 
levantar a diversidade desses micro-organismos tendo em vista que apenas 
5% das espécies estimadas são conhecidas. Devido à enorme carência de 
micologistas é preciso estimular os discentes de pós-graduação nas áreas de 
agrárias, biológicas e saúde para o aprendizado dessa ciência. Nesse sentido 
foi criada a disciplina de biologia e ecologia de fungos com uma carga horária 
de 120 horas no programa de pós-graduação em Ciências Agrárias da 
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia com o intuito de apresentar aos 
estudantes os fungos em seu habitat natural e os métodos de coleta e 
caracterização morfológica das espécies. As aulas foram divididas em teóricas 
e práticas, sendo as primeiras uma introdução aos três grandes Filos do Reino 
Fungi: Basidiomycota, Ascomycota e Zigomycota, seguidas pelo estudo 
laboratorial enfatizando as condições de crescimento e desenvolvimento de 
cada fungo. O material coletado foi armazenado em envelopes de papel e 
conduzido ao laboratório para observações macroscópicas e preparo de 
lâminas feitas por meio de raspagem e corte manual com vista à identificação 
em nível de gênero de acordo com suas características morfológicas, utilizando 
chaves de classificação para cada grupo. Foram identificados onze gêneros do 
Filo Basidiomycota, entre eles: Agaricus, Septobasidium, Gymnopilus, Collybia, 
Marasmius, Lepiota, Stereum, Polyporus, Crepidotus, Dacrymyces e Coprinus; 
quatro gêneros da Divisão Ascomycota: Leptogium, Asterolibertia, Meliola e 
Cookeina, além de dois gêneros do Filo Zygomycota: Pilobolus e Rhizopus. A 
disciplina obteve 100% de aprovação dos discentes que tiveram ampliada a 
sua visão sobre o Reino Fungi cuja associação com os vegetais o torna 
imprescindível para a manutenção do bioma Mata Atlântica. 
Palavras-chave: Ensino, micologia, identificação. 
 
 
43de Souza Pinho (UNEB) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
 
31/08 
8:00 – 9:00 Palestra: A Pós- Graduação em Biologia de fungos no Nordeste: 
Experiências e desafios 
Dra Neiva Tinti de Oliveira (UFPE) 
Coordenação: Marcos Fábio Oliveira Marques (UNEB) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
 
9:30-10:30 Palestra: Uso de Trichoderma no controle biológico de doenças de 
plantas 
Dr Jorge Teodoro de Souza (UFRB) 
Coordenação: Thais Teixeira Rios (UNIVASF) 
Local: Auditório da UNEB – Campus VII 
 
10:30- 11:30 Cerimônia de encerramento 
Divulgação dos melhores trabalhos apresentados oralmente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
 
PROGRAMAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES ORAIS 
 
DATA: 29 DE AGOSTO DE 2013 
LOCAL: AUDITÓRIO- UNEB – Campus VII 
Coordenação: Gervásio Paulo da Silva (UNEB) 
 
 
TITULO: Basidiomycota da Flona Nacional de Humaitá: novos registros para o 
Amazonas 
AUTORES: Fabio Resadore*, Angelina de Meiras Ottoni, Samuel Oliveira Almeida, 
Deniê da Silva Ferreira, Allyne Christina Gomes-Silva 
HORÁRIO: 8:15-8:30h 
 
TITULO: Controle da podridão vermelha do sisal com Trichoderma spp. 
AUTORES: Cristiano Oliveira do Carmo*, Ana Cristina Fermino Soares, Caroline 
Lopes Damasceno, Rafael Mota da Silva, Márcia Oliveira do Carmo 
HORÁRIO: 8:30-8:45h 
 
TITULO: Fungos Micorrízicos Arbusculares e fósforo no crescimento e teor de 
nutrientes de Mimosa tenuiflora [Willd.] Poir. 
AUTORES: Thaís Teixeira Rios*; João Ricardo Gonçalves de Oliveira; Adriana 
Mayumi Yano Melo 
HORÁRIO: 8:45-9:00h 
 
TITULO: Mixobiota presente em substratos restritivos existentes na Reserva 
Biológica Saltinho 
AUTORES: Andrea Carla Caldas Bezerra*; Antonia Aurelice Aurélio Costa; David 
Itallo Barbosa; Vitor Xavier de Lima; Laise de Holanda Cavalcanti 
HORÁRIO: 9:00 -9:15h 
 
TITULO: Produção de mudas de sisal (Agave sisalana) associadas aos fungos 
micorrízicos arbusculares e ao Piriformospora indica 
AUTORES: Emile Caroline Silva Lopes*; Lydice Sant'Anna Meira-Haddad; Ana 
Cristina Firmino Soares; Rafael da Silva Mota; Cristiano Oliveira do Carmo 
HORÁRIO:9:15-9:30h 
DEBATE: 9:30-10:00h 
 
 
6 
 
 
 
 
PROGRAMAÇÃO SESSÃO DE PÔSTERES 
DATA: 29 DE AGOSTO DE 2013 
LOCAL: Salão em frente ao Auditório da UNEB – Campus VII 
Horário: 15:00-16:00 
Coordenação: Diego Palmeira da Silva (UFBA) 
 
ANTIFÚNGICOS 
 
ANT01 - ATIVIDADE ANTIFÚNGICA in vitro DE EXTRATO 
HIDROALCÓOLICO DE AROEIRA CONTRA Moniliophthora perniciosa. 
Rafael Mota da Silva; Ana Cristina Fermino Soares; Caroline Damasceno; 
Franceli Silva; Filipe Costa Lima. 
ANT02 - AVALIAÇÃO in vitro DA AÇÃO ANTIFÚNGICA DO EXTRATO 
HIDROALCÓOLICO DE FOLHAS DE AROEIRA AO Fusarium oxysporum 
f.sp. cubense. Rafael Mota da Silva; Ana Cristina Fermino Soares; Lydice 
Sant’ Anna Meira Haddad; Franceli Silva; Filipe Costa Lima. 
 
ANT03 - CONTROLE IN VITRO DE Aspergillus Niger COM ÁGUA DE FUMO 
Jaqueline Macena Pereira, Rafael Mota da Silva, Caroline Lopes Damasceno, 
Ana Cristina Fermino Soares, Filipe Costa Lima 
 
ANT04 - CONTROLE in vitro DE Aspergillus niger COM UTILIZAÇÃO DE 
EXTRATO HIDROALCOÓLICO DE FOLHAS DE GOIABEIRA (Psidium 
guajava) Filipe Costa Lima; Rafael Mota da Silva; Ana Cristina Fermino 
Soares; Franceli da Silva; Jaqueline Macena Pereira. 
 
CONTROLE BIOLÓGICO 
 
CONBIO01 - ANTAGONISMO IN VITRO DE Penicillium citrinum A 
FITOPATÓGENOS DA CULTURA DO CACAU Caroline Lopes Damasceno, 
Ana Cristina Fermino Soares, Cristiano Oliveira do Carmo, Rafael Mota da 
Silva, Jaqueline Pereira Macena 
 
CONBIO02 - ANTAGONISMO in vitro DE Penicillium citrinum A FUNGOS 
FITOPATÔGENICOS Cristiano Oliveira do Carmo, Ana Cristina Fermino 
Soares, Caroline Lopes Damasceno, Rafael Mota da Silva, Jéssica Lima. 
 
7 
 
 
 
CONBIO03 - AVALIAÇÃO DA INIBIÇÃO DO CRESCIMENTO MICELIAL DE 
Aspergillus niger POR METABÓLITOS VOLÁTEIS DE Penicillium citrinum 
Caroline Lopes Damasceno, Ana Cristina Fermino Soares, Cristiano Oliveira do 
Carmo, Rafael Mota da Silva, Ilana Mamédio. 
 
CONBIO04 - AVALIAÇÃO DE SUPRESSÃO DE Fusarium oxysporum f. sp. 
cubense COM ISOLADOS Trichoderma sp. E Paecilomyces spp. Filipe 
Costa Lima; Rafael Mota da Silva; Ana Cristina Fermino Soares; Caroline 
Damasceno; Cristiano Oliveira Carmo. 
 
ECOLOGIA E MICODIVERSIDADE 
ECOMIC01 - FERRUGENS DO NORDESTE BRASILEIRO: UMA REVISÃO 
Jaqueline Maria Oliveira do Nascimento, Maria Luiza do Carmo Santos, Jéssica 
de Souza Lima, Juliana Fernandes dos Santos, Leonardo de Oliveira Barbosa, 
Jorge Teodoro de Souza 
ECOMIC02 - FUNGOS CONIDIAS ASSOCIADOS A TANQUES DE Aechmea 
(BROMELIACEAE) NA SERRA DA FUMAÇA, PINDOBAÇU, BAHIA Marcos 
Fábio Oliveira Marques, Patrícia Martins Galvão Palha 
ECOMIC03 - FUNGOS CONIDIAIS EM MICROHABITAT EXÓTICO: NINHOS 
DE PASSARINHOS NA SERRA DE SANTANA, SENHOR DO BONFIM-BA 
Fabiana Durval de Oliveira; Marcos Fábio Oliveira Marques 
ECOMIC04 - FUNGOS CONIDIAIS ENCONTRADOS EM ÁREAS DE 
EXTREMA IMPORTÂNCIA BIOLÓGICA INVENTARIADOS PELO PPBIO 
SEMIÁRIDO Noemia Santos Batista; Marcos Fábio Oliveira Marques 
ECOMIC05 - IDENTIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DE FUNGOS 
FILAMENTOSOS ISOLADOS DA GEOPRÓPOLIS DE Melipona 
quadrifasciata anthidioides LEPELETIER – 1836 Jaqueline Macena Pereira, 
Rafael Mota da Silva, Ana Cristina Fermino Soares, Jackeline Pereira Andrade, 
Margarida Ventura Santana 
ECOMIC06 - LEVANTAMENTO DA FAMÍLIA HYMENOCHAETACEAE NO 
HERBÁRIO HFSL, PORTO VELHO, RONDÔNIA Dênie da Silva Ferreira, 
Samuel Oliveira almeida, Fábio Resadore, Angelina de Meiras Ottoni, Allyne 
Christina Gomes-Silva 
ECOMIC07 - MACROFUNGOS DA FLORESTA NACIONAL DO JAMARI, 
ITAPUÃ DO OESTE, RONDÔNIA: DADOS PRELIMINARES Samuel Oliveira 
Almeida, Fabio Resadore, Angelina de Meiras Ottoni, Deniê da silva Ferreira, 
Allyne Christina Gomes-Silva 
 
8 
 
 
 
ECOMIC08 - Nigroporus macroporus (AGARICOMYCETES, 
BASIDIOMYCOTA): PRIMEIRO REGISTRO PARA A AMAZÔNIA 
BRASILEIRA Allyne Christina Gomes-Silva, Tatiana Baptista Gibertoni 
ECOMIC09 - PHANEROCHAETACEAE (BASIDIOMYCOTA) NA AMAZÔNIA 
BRASILEIRA Allyne Christina Gomes-Silva, Tatiana Baptista Gibertoni 
ECOMIC010 - PRIMEIROS REGISTROS DE GANODERMATACEAE E 
HYMENOCHAETACEAE NA BASE DE SELVA GUARARAPES EM PORTO 
VELHO, RONDÔNIA, BRASIL Angelina de Meiras Ottoni, Dênie da Silva 
Ferreira, Samuel Oliveira Almeida, Fábio Resadore, Allyne Christina Gomes-
Silva 
 
ECOMIC011 - PRIMEIROS REGISTROS DE POLYPORACEAE NA BASE DE 
SELVA GUARARAPES EM PORTO VELHO, RONDÔNIA, BRASIL Samuel 
Oliveira Almeida, Fabio Resadore, Angelina de Meiras Ottoni, Deniê da silva 
Ferreira, Allyne Christina Gomes-Silva 
ECOMIC012 - REVISÃO DAS EXSICATAS DE Meruliaceae e Meripilaceae 
(Basidiomycota) DEPOSITADAS NO HERBÁRIO HFSL, PORTO VELHO, 
RONDÔNIA Fabio Resadore, Angelina de Meiras Ottoni, Samuel Oliveira 
Almeida, Deniê da Silva Ferreira, Allyne Christina Gomes-Silva 
ENSINO 
ENS01 - CAÇA AOS FUNGOS: PROPOSTA DE AULA DE CAMPO PARA O 
ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA (DADOS PRELIMINARES) Pedro Paulo 
Alves Rocha Filho, Alana Narcisia Jesus Souza, Lília dos Santos da Silva. 
 
ENS02 - EXPERIÊNCIA DA DISCIPLINA DE BIOLOGIA DE FUNGOS PARA 
OS ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS DA 
UFRB Margarida Ventura Santana; Leonardo de Oliveira Barbosa, Jaqueline 
Macena Pereira; José Luiz Bezerra 
 
 
 
 
 
9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
 
 
RESUMOS 
 
 
10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ANTIFÚNGICOS 
 
 
 
ATIVIDADE ANTIFÚNGICA in vitro DE EXTRATO HIDROALCÓOLICO DE 
AROEIRA CONTRA Moniliophthora perniciosa. 
Rafael Mota da Silva1; Ana Cristina Fermino Soares2; Caroline Damasceno3; 
Franceli Silva4; Filipe Costa Lima5. 
1 Mestrando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB; 2 Pesquisadora da 
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB; 3 Mestranda da Universidade Federal 
do Recôncavo da Bahia – UFRB; 4 Pesquisadora da Universidade Federal do Recôncavoda 
Bahia – UFRB; 5 Graduando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB. e-mail: 
rafamotaprego@hotmail.com 
 
 A Região Sul da Bahia apresenta uma queda na produtividade do cacaueiro 
em virtude da vassoura-de-bruxa, doença dessa cultura. A doença é causada 
pelo basidiomiceto hemibiotrófico Moniliophthora perniciosa. Os altos custos 
das práticas de manejo dificultam o controle da doença. O uso de extratos 
vegetais com potencial antifúngicos tem sido investigado como alternativa para 
controle de doenças de plantas. O extrato de aroeira (Schinus terebinthifolius) 
vem sendo estudado no controle de fitopatógenos devido à sua atividade 
antimicrobiana. O presente trabalho teve como objetivo avaliar in vitro a 
atividade do extrato hidroalcóolico de folhas de aroeira contra o fungo 
fitopatogênico do cacau M. perniciosa. Para preparo do extrato, folhas de 
aroeira foram coletadas e secadas em estufa de ventilação forçada a 45 ºC por 
72 horas. Em seguida 30 g foram imersas em solução hidroalcóolica 1:1 por 
72horas e a evaporação dos solventes foi realizada em evaporador rotativo a 
70ºC. O extrato foi filtrado em membrana Millipore (0,2 μm) e adicionado ao 
meio BDA (Batata, Dextrose, Agar),no momento de serem vertidos em placas 
de Petri, para que concentrações finais do extrato no meio sejam (0%, 25%, 
50% e 75% (v/v)). Um disco de micélio de M. perniciosa, foi transferido para o 
centro da placa e incubados a 28ºC. A cada 48 horas foram realizadas 
avaliações do crescimento micelial do fungo, por meio da medição do diâmetro 
da colônia em dois sentidos diametralmente opostos. O delineamento foi 
inteiramente casualizado com 5 repetições. Os dados foram analisados por 
meio de regressão e teste de Tukey a 5% no programa estatístico SISVAR. As 
colônias do patógeno apresentaram os diâmetros de 5,26; 5,5; 1,0 e 0,57 cm 
nas concentrações de extratos 0, 25, 50 e 75%, respectivamente. As maiores 
inibições observadas foram 89,9% e 82 % proporcionadas pelas concentrações 
75% e 50% de extrato, diferentemente da, 25 % que evidenciou uma inibição 
de 7,7%. Os resultados encontrados no trabalho evidenciam que em altas 
concentrações o extrato hidroalcóolico de folhas de aroeira apresenta atividade 
antifúngica a M. perniciosa. 
Palavras-chave: Ação antifúngica, controle alternativo, M. perniciosa. 
 
12 
 
 
 
11 
 
 
 
AVALIAÇÃO in vitro DA AÇÃO ANTIFÚNGICA DO EXTRATO 
HIDROALCÓOLICO DE FOLHAS DE AROEIRA AO Fusarium oxysporum 
f.sp. cubense. 
 
Rafael Mota da Silva1; Ana Cristina Fermino Soares2; Lydice Sant’ Anna Meira 
Haddad3; Franceli Silva4; Filipe Costa Lima5. 
 
1 Mestrando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB; 2 Pesquisadora da 
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB; 3 Pós doutoranda da Universidade 
Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB; 4 Pesquisadora da Universidade Federal do 
Recôncavo da Bahia – UFRB; 5 Graduando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – 
UFRB 
 
Na procura de métodos alternativos para controle de doenças de plantas, o uso 
de extratos vegetais, tem sido investigados por serem de origem natural, 
menos tóxicos ao homem e ao ambiente. Os extratos vegetais podem 
apresentar, entre outros efeitos, o de fungicida em função de compostos 
produzidos pelas plantas, no metabolismo secundário. A aroeira (Schinus 
terebinthifolius), planta típica do cerrado, tem despertado interesse em razão 
da atividade antimicrobiana de seu extrato. Neste contexto, este trabalho teve 
como objetivo avaliar in vitro a atividade do extrato de folhas de aroeira contra 
o fungo fitopatogênico da bananeira Fusarium oxysporum f. sp. cubense. Para 
preparo do extrato, folhas de aroeira foram coletadas, secas e 30 g misturadas 
com solução hidroalcóolica 1;1, por 72 e evaporação dos solventes em 
evaporador rotativo a 60ºC. O extrato foi filtrado em membrana Millipore (0,2 
μm) e adicionado ao meio BDA (Batata, Dextrose, Agar), no momento de 
serem vertidos em placas de Petri, para que concentrações finais do extrato no 
meio sejam (0%, 25%, 50% e 75% (v/v)). Um disco de micélio de F. 
oxysporum, foi transferido para o centro da placa e incubado a 28ºC. A cada 72 
horas, foi avaliado o crescimento micelial do fungo, por meio da medição do 
diâmetro da colônia em dois sentidos diametralmente. A avaliação da 
esporulação, foi realizada adicionando 20 mL de NaCl 0,85% e 1 gota de 
Tween® 20 sobre a colônia, seguida de raspagem e contagem em câmara de 
Neubauer em microscópio ótico. O delineamento foi inteiramente casualizado 
com 5 repetições. A análise dos dados foi feita no programa estatístico 
SISVAR, analise de regressão e teste de Tukey a 5%. O crescimento micelial 
do fungo foi afetado negativamente pelo extrato de aroeira, apresentando 
dimensões de colônias de 5,2; 3,9; 3,6 e 3,2 cm nas concentrações de extratos 
0, 25, 50 e 75%, respectivamente. O meio contendo 75% de extrato 
apresentou a maior inibição do crescimento micelial do fungo (40%), entretanto, 
as concentrações de 50 e 25 % não diferiram entre si, com 33 e 29 %, 
respectivamente. O controle não apresentou inibição do crescimento micelial. O 
trabalho apresentou resultados promissores, evidenciando que o extrato 
apresenta atividade antifúngica a F. oxysporum. Estudos futuros devem 
identificar/isolar essas substâncias/metabólitos e testa-las em outros patógenos 
causadores de doenças. 
 
Palavras-chave: Antifúngico, Controle alternativo, F. oxysporum. 
 
13 
 
 
 
CONTROLE IN VITRO DE Aspergillus Niger COM ÁGUA DE FUMO 
 
Jaqueline Macena Pereira1, Rafael Mota da Silva1, Caroline Lopes 
Damasceno1, Ana Cristina Fermino Soares1, Filipe Costa Lima1 
 
1
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Rua Rui Barbosa, 710. CEP: 44380-000 
Campus de Cruz das Almas- BA, Brasil. 
 
O Sisal (Agave sisalana Perrine) é uma cultura que apresenta um importante 
papel socioeconômico para o semiárido nordestino, principalmente no estado 
da Bahia, onde se concentra sua produção no Brasil. Nas últimas décadas, tem 
ocorrido um decréscimo na produtividade de sisal devido à ocorrência da 
podridão vermelha do caule causada pelo Aspergillus niger. Este trabalho teve 
como objetivo avaliar o potencial da água de fumo, para o controle de 
Aspergillus niger por meio de testes in vitro. O extrato da água de fumo é obtido 
no processo de lavagem das folhas, utiliza-se 1000 litros de água para 75 kg de 
folhas de fumo por um período de 5 minutos, posteriormente o extrato foi 
filtrado em papel filtro e esterilizado em luz ultravioleta (UV) por 20 minutos. Em 
seguida o extrato de água de fumo foi adicionado ao meio BDA (Batata, 
Dextrose, Agar), no momento de serem vertidos em placas de Petri para que 
as concentrações finais do extrato no meio sejam (0, 15, 30 e 70% (V/V)). Um 
disco de micélio de A. niger, foi transferido para o centro da placa e incubado a 
28ºC. A cada 48 hora foi avaliado o crescimento micelial do fungo, por meio da 
medição do diâmetro da colônia em dois sentidos diametralmente opostos. O 
delineamento foi inteiramente casualizado com 4 repetições. A análise dos 
dados foi feita no programa estatístico SISVAR, por analise de regressão e 
teste de Tukey a 5%. As colônias do patógeno apresentaram os diâmetros de 
9,0; 7,52; 4,47 e 1,55 cm nas concentrações de 0%, 15%, 30% e 70%, 
respectivamente. A água de fumo nas concentrações de 0%, 15%, 30% e 70%, 
proporcionou respectivamente 0%; 16,5%; 50,3% e 82,8% de inibição do 
crescimento micelial de A. niger em meio de cultura batata dextrose agar.. A 
água de fumo apresenta efeito inibitório no crescimento micelial do A. niger. 
Verificou-se que nas concentrações 30 e 70 % a agua de fumo apresenta 
atividade antifúngica contra o A. niger. Os resultados obtidos foram 
satisfatórios revelando a necessidade de estudos futuros. 
 
Palavras-chave: fumo, controle alternativo, Aspergillus niger 
 
 
 
 
 
14 
 
 
 
CONTROLE in vitro DE Aspergillus niger COM UTILIZAÇÃO DE EXTRATOHIDROALCOÓLICO DE FOLHAS DE GOIABEIRA (Psidium guajava) 
Filipe Costa Lima1; Rafael Mota da Silva2; Ana Cristina Fermino Soares3; 
Franceli da Silva4; Jaqueline Macena Pereira5. 
1 Graduando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 2 Mestrando 
da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 3 Pesquisadora da 
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 4 Pesquisadora da 
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 5 Mestranda da Universidade 
Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB 
 
A cultura do sisal (Agave sisalana Perrine) representa um importante segmento 
econômico para o Nordeste brasileiro, pois é fonte de renda e geração de 
emprego em regiões do semiárido. A podridão vermelha do sisal, causada pelo 
fungo A. niger. tem proporcionado expressiva queda na produtividade do sisal. 
Na busca de alternativas menos agressivas ao meio ambiente, extratos de 
plantas têm sido utilizados com eficiência no controle de fungos fitopatógenos. 
Dentre as espécies que apresentam potencial antifúngico, a goiaba (Psidium 
guajava) mostra-se promissora. O objetivo do trabalho foi avaliar o potencial 
antifúngico do extrato hidroalcoólico de folhas de goiabeira contra A. niger. 
Para preparo do extrato, folhas de goiabeira foram coletadas, secas e 30g 
misturadas com solução hidroalcoólica 1:1, por 72 horas e a evaporação do 
solvente foi realizada em evaporador rotativo a 60ºC. O extrato foi filtrado em 
membrana Millipore (0,2 μm) e adicionado ao meio BDA (Batata Dextrose 
Agar), no momento de serem vertidos na placa, para que as concentrações 
finais do extrato no meio sejam (0%, 25%, 50% e 75% (v/v). Um disco de 
micélio de A. niger. foi transferido para o centro das placas e incubado a 28ºC. 
A cada 72 horas, foi avaliado o crescimento micelial do fungo, por meio da 
medição do diâmetro da colônia em dois sentidos diametralmente opostos. O 
delineamento foi inteiramente casualizado com cinco repetições. A análise de 
regressão e teste de Tukey a 5% dos dados foram feitas no programa 
estatístico SISVAR. O extrato de goiaba não foi eficiente no controle do 
patógeno, uma vez que todas as concentrações apresentaram crescimento 
maior que o controle. O tratamento com 25% de concentração estimulou o 
crescimento micelial máximo do patógeno. O extrato hidroalcoólico de goiaba 
estimulou ao crescimento micelial do A. niger. 
Palavras-chave: Controle biológico; Podridão vermelha; Extrato de planta. 
 
 
15 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 BIOTECNOLOGIA 
 
 
 
FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES E FÓSFORO NO CRESCIMENTO E 
TEOR DE NUTRIENTES DE Mimosa tenuiflora [Willd.] Poir. 
Thaís Teixeira Rios (1) *; João Ricardo Gonçalves de Oliveira (1); Adriana Mayumi Yano 
Melo (2). 
(1) Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Ciências Biológicas, Departamento de 
Micologia, Rua Nelson Chaves, s/n, CEP 50670‑420 Recife, PE, Brasil. (2) Universidade 
Federal do Vale do São Francisco, Avenida José de Sá Maniçoba, s/n, Centro, CEP 56304‑917 
Petrolina, PE, Brasil. E-mail: thaisteixeirarios@outlook.com; 
A vegetação da Caatinga é marcada pela presença de árvores e arbustos de 
pequeno porte. Esta vegetação encontra-se fragmentada, devido às atividades 
antrópicas. O plantio de espécies nativas de rápido crescimento, como a 
espécie Mimosa tenuiflora [(Willd.) Poir.], que sejam capazes de aumentar a 
ciclagem de nutrientes e a qualidade do solo, aliadas à inoculação com micro-
organismos benéficos do solo como fungos micorrízicos arbusculares (FMA) 
podem compor ações para a recuperação de áreas impactadas. O objetivo 
deste trabalho foi avaliar a responsividade de Mimosa tenuiflora à inoculação 
com FMA em quatro níveis de adubação fosfatada. O experimento foi realizado 
em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado em arranjo 
fatorial com três tratamentos de inoculação (não inoculado - Controle, 
inoculado com Claroideoglomus etunicatum ou com Scutellospora 
heterogama), quatro doses de P na forma de superfosfato simples (0, 22, 66 e 
155 mg/L ), em 7 repetições, totalizando 84 parcelas experimentais. 
Quinzenalmente foram registrados o número de folhas, altura e diâmetro do 
caule das plantas e ao final do experimento (120 dias), foram avaliadas 
biomassa fresca e seca aérea e radicular (BFA, BSA, BFR e BSR), teor de 
nutrientes da parte aérea, colonização micorrízica (CM) e número de 
glomerosporos (NG). De modo geral, plantas micorrizadas tiveram maiores 
médias de altura e diâmetro do caule do que plantas não micorrizadas, até a 
dose de 66 mg/L (P2). Em relação ao BFA, o incremento variou de 35 a 154% 
com C. etunicatum e de 28 a 150% com S. heterogama, da maior para a menor 
dose de P aplicada. Entretanto, para a BSR houve efeito apenas da inoculação, 
sendo o isolado de C. etunicatum mais favorável no estímulo ao crescimento 
radicular. A CM não diferiu entre os isolados de FMA nas doses mais baixas (0 
e 22 mg/L); entretanto, a partir de 66 mg/L, houve redução da colonização 
radicular por ambos os isolados. Houve maior NG de S. heterogama do que de 
C. etunicatum até a dose de 22 mg/L de P. Plantas de M. tenuiflora 
micorrizadas geralmente apresentaram maior teor de nutrientes, em especial P, 
K, Ca, Cu e Zn. Conclui-se que plantas de M. tenuiflora são responsivas à 
aplicação de P e à inoculação com isolados de C. etunicatum e S. heterogama, 
entretanto recomenda-se a utilização de FMA em solos com baixo teor de P 
para produção de mudas desta espécie vegetal, pois pode reduzir insumos e 
beneficia o desenvolvimento vegetal. 
 
Palavras-chave: jurema preta, Fungos Micorrízicos Arbusculares, superfosfato 
simples, Caatinga. 
 
17 
 
 
 
PRODUÇÃO DE MUDAS DE SISAL (Agave sisalana) ASSOCIADAS AOS 
FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES E AO Piriformospora indica 
Emile Caroline Silva Lopes; Lydice Sant'Anna Meira-Haddad; Ana Cristina 
Firmino Soares; Rafael da Silva Mota; Cristiano Oliveira do Carmo 
1
 Discente, curso de engenharia florestal, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia 
(UFRB); Bolsista CNPq(emilecarolineufrb@yahoo.com.br); 
2
Postdoc, Acadêmica do Mestrado 
em Microbiologia Agrícola, Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas, Universidade 
Federal do Recôncavo da Bahia (BA); 
3
 Professora titular do Centro de Ciências Agrárias 
Ambientais e Biológicas, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (BA); 
4 
Discente do 
Mestrado em Microbiologia Agrícola,Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas, 
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (BA); 
5
Discente, curso de engenharia 
agronômica, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); 
O sisal (Agave sisalana) é uma das poucas culturas adaptadas à região do semiárido 
baiano, constituindo assim, em um fator de sobrevivência das comunidades que vivem 
nesta região, entretanto, a cultura vem sofrendo declínio em produtividade. A produção 
de mudas de qualidade torna-se importante para o estabelecimento dos plantios. Os 
fungos micorrízicos arbusculares (FMAs) e Piriformospora indica podem se associar 
às plantas, ainda como mudas, e beneficiá-las no crescimento e desenvolvimento. 
Neste trabalho objetivo-se avaliar o efeito da inoculação de FMAs e P. indica no 
crescimento e sobrevivência de mudas de sisal. O experimento foi montado em DIC, 
num esquema fatorial 6x6, totalizando 36 plantas. Os seguintes tratamentos foram 
adotados: T1 (controle - sem FMAs e sem P. indica); T2 (inoculados com P.indica e 
após 15 dias inoculados com FMAs); T3 (inoculados com FMAs e P.indica juntos); T4 
(inoculados com P. indica); T5 (inoculados com FMAs e após 15 dias inoculados 
comP.indica); T6 (inoculados FMAs).O P. indica, foi cultivado em placas de Petri 
contendo meio BDA, por 7 dias,os FMAs foram extraídos de cultura armadilha e os 
bulbilhos de sisal foram obtidos no semiárido baiano. O solo foi autoclavado a 121oC, 
por 1 hora, 2 vezes com intervalode 24 horas. No transplantio das mudas para vasos 
plásticos foram inoculados os fungos nos respectivos tratamentos. As mudas foram 
mantidas em estufas agrícolas por 65 dias e irrigados regularmente. Foi determinada 
altura e diâmetro das plantas, número de folhas, peso seco, fresco da 
biomassa,volume de raiz e colonização fúngica. Foram observadas estruturas fúngicas 
nas raízes. A percentagem de colonização foi de 31,66; 29,83; 26,33; 20,66 e 30%, 
respectivamente, em T2,T3,T4,T5 e T6.Não houve diferença estatística, pelo Teste de 
Tukey 5% entre as percentagens de colonização dos tratamentos. Também não houve 
diferença de peso fresco e seco, altura e diâmetro das plantas e volume radicular e 
eficiência micorrízica entre os tratamentos. Os fungos colonizaram as mudas de sisal, 
entretanto, a simbiose não favoreceu o crescimento das mudas. Em razão de o sisal 
ser uma planta perene, de crescimento lento o período de estabelecimento e 
benefícios promovidos pelo fungo precisa ser reavaliado e aumentado, para que sejam 
visualizados incrementos nas mudas. O período de 65 dias foi insuficiente. 
Experimentos serão montados para testar o tempo ideal para a simbiose e quais 
outros aspectos, como resistência ao estresse hídrico, são favorecidos pela 
colonização dos fungos nas mudas de sisal. 
Palavras-chave: cultura; semiárido; produtividade. 
18 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CONTROLE BIOLÓGICO 
 
 
 
ANTAGONISMO IN VITRO DE Penicillium citrinum A FITOPATÓGENOS DA 
CULTURA DO CACAU 
 
Caroline Lopes Damasceno¹, Ana Cristina Fermino Soares¹, Cristiano Oliveira 
do Carmo¹, Rafael Mota da Silva¹, Jaqueline Pereira Macena¹ 
 
1- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e 
Biológicas, Cruz das Almas – BA, 
email:carolinedamas@yahoo.com.br 
 
O Brasil é o segundo maior produtor mundial de cacau (Theobroma cacao L.), 
sendo que seu cultivo está concentrado na região sul da Bahia, estado 
responsável por cerca de 90% da produção brasileira. A cultura do cacau 
possui grande importância econômica, pois apresenta alto valor de exportação 
e origina o chocolate, produto bastante consumido em todo mundo. 
Importantes doenças atingem a cultura do cacau, como a vassoura-de-bruxa, 
causada pelo basidiomiceto Moniliophthora perniciosa e a podridão-parda-do-
cacaueiro, causada pelos oomicetos: Phytophthora citrophthora, P. palmivora e 
P. capsici. Dentre as alternativas de controle para tais doenças, o controle 
biológico, constitui-se numa das mais viáveis enconômica e ambientalmente. 
Este trabalho teve por objetivo avaliar o antagonismo entre Penicillium citrinum 
e fungos fitopatogênicos a cultura do cacau: Phytophthora palmivora; 
Phytophthora capsici e Moniliophthora perniciosa. O pareamento entre fungos 
(antagonista e patógeno) foi feito em placas de Petri contendo meio de cultura 
BDA (Batata, Dextrose, Ágar), sendo que discos de micélio de cada fungo eram 
colocados a 1 cm da borda das placas, com intervalo de 72 horas entre a 
repicagem do antagonista e do patógeno. O tratamento controle consistiu em 
placas contendo somente o disco de micélio do patógeno em um lado da placa. 
O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com 6 repetições. 
Após 72 horas iniciaram-se as avaliações por meio da medição do diâmetro da 
colônia do patógeno, sendo as avaliações finalizadas quando, no tratamento 
controle, a colônia do patógeno atingia a borda da placa. A análise estatística 
foi feita por meio do teste de Tukey a 5% de probabilidade. O isolado de 
Penicillium citrinum apresentou atividade antagônica contra todos os fungos 
fitopatogênicos testados, sendo observadas diferenças significativas em 
relação ao crescimento micelial dos isolados patogênicos pareados com P. 
citrinum, quando comparados aos tratamentos controle. Foram constatados os 
seguintes níveis de inibição sobre Phytophthora palmivora (43,3%); 
Phytophthora capsici (42,5%) e Moniliophthora perniciosa (35,9%). O 
antagonismo entre os fungos, observado no presente estudo, provavelmente 
ocorreu por meio de competição, que ocorre quando dois ou mais micro-
organismos exploram o mesmo substrato e interagem negativamente, 
competindo por recursos de sobrevivência. P. citrinum é apontado como um 
bom antagonista, com potencial para o controle de diversas doenças de 
plantas. 
 
Palavras-chave: controle biológico, Theobroma cacao, antagonista. 
 
 
20 
 
 
 
ANTAGONISMO in vitro DE Penicillium citrinum A FUNGOS 
FITOPATÔGENICOS 
 
Cristiano Oliveira do Carmo¹, Ana Cristina Fermino Soares¹, Caroline Lopes 
Damasceno¹, Rafael Mota da Silva¹, Jéssica Lima¹. 
 
1- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e 
Biológicas, Cruz das Almas – BA, email:cristian_oli10yahoo.com.br 
 
O gênero Penicillium constitui um grupo de fungos filamentosos do filo 
Ascomycota, ubíquos, encontrados na vegetação em decomposição, no solo e 
no ar. São conhecidos pela capacidade de produzir metabólitos secundários 
biologicamente ativos, como por exemplo, a penicilina, de importância na 
indústria farmacêutica. Algumas espécies desse gênero têm sido relatadas 
como agentes de biocontrole. O controle biológico é a prevenção dos danos de 
uma doença, por meio de antagonistas ou agentes de controle biológico que 
podem afetar os processos vitais do patógeno interferindo no ciclo da doença. 
Este trabalho teve por objetivo avaliar o antagonismo entre Penicillium citrinum 
e os fungos fitopatogênicos: Fusarium oxysporum, Colletotrichum sp. e 
Aspergillus niger. Fez-se o pareamento dos fungos em placas de Petri em 
meio de cultura BDA, com discos de micélio, colocados a 1 cm da borda das 
placas, com intervalo de 72 horas entre a repicagem do antagonista e do 
patógeno. O tratamento controle consistiu em placas contendo somente o disco 
de micélio dos patógenos em um lado da placa. O delineamento experimental 
foi inteiramente casualizado com 6 repetições. Após 72 horas iniciaram-se as 
avaliações por meio da medição do diâmetro da colônia do patógeno, sendo as 
avaliações finalizadas quando, no tratamento controle, a colônia do patógeno 
atingia a borda da placa. A análise estatística foi feita por meio do teste de 
Tukey a 5% de probabilidade. O isolado de Penicillium citrinum apresentou 
atividade antagônica contra todos os fungos fitopatogênicos testados, sendo 
observadas diferenças significativas em relação ao crescimento micelial dos 
isolados patogênicos pareados com P. citrinum, quando comparados aos 
tratamentos controle. Foram constatados os seguintes níveis de inibição sobre 
Fusarium oxysporum (24,4%); Colletotrichum sp. (29,2%) e Aspergillus niger 
(15,1%). A relação de antagonismo entre os fungos, constatada no presente 
estudo, possivelmente ocorreu por meio de competição, a qual ocorre quando 
dois ou mais micro-organismos exploram o mesmo substrato e interagem 
negativamente, competindo entre si por recursos de sobrevivência ou antibiose, 
onde um dos micro-organismos produz metabólitos que agem negativamente 
sobre o outro. Penicillium citrinum foi considerado um fungo antagonista, sendo 
que apresenta potencial para aplicação no controle biológico de diversos 
patógenos causadores de doenças de plantas. 
 
Palavras-chave: controle biológico, Agave sisalana, antagonista. 
 
 
 
21 
 
 
 
AVALIAÇÃO DA INIBIÇÃO DO CRESCIMENTO MICELIAL DE Aspergillus 
niger POR METABÓLITOS VOLÁTEIS DE Penicillium citrinum 
 
Caroline Lopes Damasceno¹, Ana Cristina Fermino Soares¹, Cristiano Oliveira 
do Carmo¹, Rafael Mota da Silva¹, Ilana Mamédio ¹ 
 
1- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e 
Biológicas, Cruz das Almas – BA, 
email:carolinedamas@yahoo.com.br 
 
Atualmente, o Brasil é o maior produtor de Sisal (Agave sisalana), cultura que 
representa importante segmento socioeconômico para a região semiárida do 
Nordeste, emespecial a Bahia, em virtude da adaptação dessa planta ao clima 
da região e de sua extrema relevância como fonte de renda para uma 
população carente e com poucas alternativas de geração de renda. O Sisal é 
cultivado principalmente no sistema de agricultura familiar e assim é 
considerado fator de fixação do homem ao campo. Fatores como a podridão 
vermelha do sisal, causada pelo fungo Aspergillus niger, vêm reduzindo a 
produtividade e área plantada desta cultura, ao longo das últimas três décadas. 
Assim, faz-se necessário o desenvolvimento de estratégias de controle, como o 
controle biológico por meio de microrganismos antagonistas. Fungos do gênero 
Penicillium são potenciais agentes de biocontrole em virtude da capacidade de 
produção de micotoxinas, que podem atuar como substancias antimicrobianas. 
O objetivo deste trabalho foi avaliar a inibição do crescimento micelial de 
Aspergillus niger por meio de metabólitos voláteis produzidos por Penicillium 
citrinum. Para isso, fundos de placas de Petri contendo meio BDA e disco de 
micélio do antagonista foram pareadas com fundos de placas contendo meio 
BDA e disco de micélio do patógeno, após diferentes períodos de tempo (0, 48, 
96, 144, 192 e 240 horas) da repicagem do antagonista, de modo que o fundo 
da placa contendo o patógeno ficasse sempre na parte superior, em todos os 
tratamentos. O tratamento controle consistiu no mesmo sistema de pareamento 
de fundos de placas de Petri, entretanto utilizando somente o patógeno, tanto 
na parte superior, quanto na inferior. O delineamento experimental foi 
casualizado com 6 repetições. A avaliação consistiu da medição do diâmetro 
da colônia do patógeno a cada 4 dias. A análise dos dados foi feita por meio do 
teste de Tukey a 5% de probabilidade. Foi verificada inibição de 35% do 
crescimento micelial de A. niger, somente após 240 horas da repicagem do 
antagonista, sendo que em períodos de tempo menores, não se constatou 
inibição. P. citrinum é um fungo antagonista, de crescimento micelial lento, em 
relação ao crescimento de A. niger, sugerindo a necessidade de um período de 
estabelecimento em meio de cultivo para que ocorra produção de metabólitos 
voláteis. Substâncias voláteis, em geral, agem sobre fungos patogênicos 
suscetíveis, inibindo o crescimento micelial. Entretanto, nem sempre isolados 
com capacidade para produzir substâncias não voláteis produzem substâncias 
voláteis. O isolado de Penicillium citrinum não foi considerado um bom produtor 
de metabólitos voláteis, nas condições em que o experimento foi conduzido. 
 
Palavras-chave: Antagonista, controle biológico, Agave sisalana. 
 
22 
 
 
 
AVALIAÇÃO DE SUPRESSÃO DE Fusarium oxysporum f. sp. 
cubense COM ISOLADOS Trichoderma sp. E Paecilomyces 
spp. 
Filipe Costa Lima1; Rafael Mota da Silva2; Ana Cristina Fermino Soares3; Caroline 
Damasceno4; Cristiano Oliveira do Carmo5. 
1 Graduando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 2 Mestrando 
da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 3 Pesquisadora da 
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 4 Mestranda da Universidade 
Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 5 Graduando da Universidade Federal do 
Recôncavo da Bahia – UFRB 
 
A cultura da banana (Musa sp.) ocupa um notável grau de importância, pois 
além de ser um item alimentar vinculado à subsistência de populações rurais, é 
também produto de exportação, sendo cultivada em todos os estados do país. 
Essa cultura encontra-se sujeita aos efeitos negativos provocados pelo 
Fusarium oxysporum f. sp. cubense, agente causal do Mal-do-Panama, 
principal doença da bananeira. Na tentativa de controlar fitopatógenos com 
técnicas que provocam menos impactos ambientais, o controle biológico tem se 
apresentado como uma alternativa viável. O trabalho teve como objetivo avaliar 
o antagonismo de isolados de Trichoderma spp. e Paecilomyces spp. ao F. 
oxysporum. Para a avaliação do efeito antagônico foi preparado meio de 
cultura BDA (Batata Dextrose Agar), e realizada à transferência de discos de 
micélio do patógeno e do antagonista para a placa de petri, mantendo-se uma 
distância de cinco centímetros entre os discos de micélio e de dois centímetros 
da borda da placa. Foram realizados quatro tratamentos, sendo: um controle, 
somente com Fusarium oxysporum f. sp.; Trichoderma sp.1, Trichoderma sp.2 
e um Paecilomyces sp. O crescimento micelial foi avaliado com uma régua a 
cada 72 horas, observando-se a formação de halo de inibição em torno do 
patógeno. Os dados foram analisados no programa estatístico SISVAR, Tukey 
a 5% de probabilidade. As colônias dos tratamentos Controle, Paecilomyces 
sp, Trichoderma sp.1 e Trichoderma sp.2 apresentaram os seguintes 
diâmetros 6,65; 6,19; 3,0 e 3,65 cm respectivamente. Os tratamentos com 
isolados de Trichoderma spp. apresentaram diferença significativa com os 
demais tratamentos. O tratamento com Paecilomyces sp. e o controle, 
entretanto, não apresentaram diferença significativa entre si, sendo dessa 
forma considerado ineficiente no controle do patógeno. Os melhores resultados 
de antagonismo in vitro, foram obtidos no tratamento com Trichoderma sp.1. 
Assim, os fungos do gênero Trichoderma spp. foram considerados bons 
agentes antagônicos, pois proporcionaram melhores níveis de inibição, 
reduzindo crescimento micelial de F. oxysporum, em comparação ao 
tratamento controle. Já em relação ao fungo Paecilomyces sp., os resultados 
indicam que não houve atividade antagônica, sendo que não houve diferença 
significativa em comparação ao controle. Em virtude dos resultados obtidos, 
mais estudos devem ser desenvolvidos, visando maior conhecimento do 
23 
 
 
 
potencial antagônico dos isolados de Trichoderma spp. em relação ao 
patógeno F. oxysporum. 
 
Palavras-chave: Controle biológico; Antagonismo; Mal-do-Panamá. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 
 
 
CONTROLE DA PODRIDÃO VERMELHA DO SISAL COM Trichoderma spp. 
Cristiano Oliveira do Carmo¹, Ana Cristina Fermino Soares¹, Caroline Lopes 
Damasceno¹, Rafael Mota da Silva¹, Márcia Oliveira do Carmo1. 
1- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e 
Biológicas, Cruz das Almas – BA, email: cristian_oli@yahoo.com.br 
A região semiárida da Bahia responde por 95% da fibra de sisal produzida no Brasil. 
Esta cultura constitui-se na principal fonte de renda para inúmeras famílias, em mais 
de 60 municípios produtores de sisal nesta região. Entretanto, o sisal vem sendo 
afetado pela podridão vermelha do caule, causada pelo fungo Aspergillus niger, que 
resulta na morte das plantas. O controle biológico é um dos métodos de controle de 
doenças, que se destaca por não causar danos ao ambiente e favorecer a população 
de microrganismos benéficos do solo. O objetivo deste trabalho foi avaliar formulações 
de fungos do gênero Trichoderma, elaboradas pela Empresa Sementes Farropilha, no 
controle de A. niger. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, na UFRB, 
campus de Cruz das Almas. O delineamento experimental foi inteiramente 
casualizado, com 14 tratamentos e 20 repetições, sendo seis formulações isoladas, 
seis combinações de formulações e dois controles. Mudas de sisal com 20 a 30 cm de 
altura foram inoculadas com a suspensão aquosa das formulações (107 unidades 
formadoras de colônia (UFC.ML-1). Para a combinação destas, a mistura dos 
formulados foi preparada de forma a se obter a concentração de 107 UFC por ml de 
cada isolado. Após 24 horas de aplicação das formulações, as mudas foram 
inoculadas com suspensão de esporos de A. niger (107 esporos por ml-1). A 
severidade da podridão vermelha foi avaliada após 30 dias, por meio da escala de 
notas descritiva de sintomas, sendo nota 0 - planta sem sintomas, 1 – planta com 
sintomas iniciais; 2 - planta com sintomas avançados e 3 - planta morta. Os 
formulados de T. virens (TCS 28), T. harzianum (TCS 34 e TCS35) e T. virens (TCS 
43) e a combinação C2 (TCS 28 + TCS 76 – T. harzianum) foram os que 
apresentaram resultados satisfatórios no controle da podridão vermelha em mudas de 
sisal, reduzindo a severidade em valores abaixo de 50%. Formulações de Trichoderma 
spp., quando testados de forma isolada e em combinação, se mostraram eficientes em 
reduzir a severidade, mas não promoveram 100% de controle da doença. 
Palavras-chave: controle biológico, Agave sisalana, antagonista, A. niger. 
 
 
 
 
 
25 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ECOLOGIA E 
MICODIVERSIDADE 
 
 
 
BASIDIOMYCOTA DA FLONA NACIONAL DE HUMAITÁ: NOVOS 
REGISTROS PARA O AMAZONAS 
Fabio Resadore1, Angelina de Meiras Ottoni1, Samuel Oliveira Almeida1, Deniê 
da Silva Ferreira1, Allyne Christina Gomes-Silva1 
 
1
Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil 
fabiores10@hotmail.com; angel_m_ottoni@hotmail.com; samueloliveira_17@hotmail.com; 
deniepvh@gmail.com; allynefungi@hotmail.com. 
 
Basidiomycota é caracterizado por apresentar em sua estrutura basídios 
contendo basidiósporos. Atualmente este filo compreende cerca de 31.515 
espécies, distribuídas em 177 famílias. Devido a escassez sobre o 
conhecimento da diversidade de macrofungos em áreas da Amazônia 
brasileira, este trabalho visou contribuir para o conhecimento da diversidade de 
fungos do filo Basidiomycota no Estado do Amazonas. Foi realizada uma coleta 
pioneira na Floresta Nacional de Humaitá em Abril de 2013. Os basidiomas 
foram coletados manualmente com auxílio de uma faca, e então 
acondicionados em sacos de papel e posteriormente secados em uma estufa. 
Os basidiomas foram analisados macro e microscopicamente e a identificação 
foi baseada em bibliografia recomendada e a nomenclatura, nas bases de 
dados Mycobank e CABI. Foram registradas dez espécies de macrofungos até 
o momento, sendo estas: Lopharia cinerascens (Schwein.) G. Cunn, Trametes 
lactinea (Berk.) Sacc., Pycnoporus sanguineus (L.) Murrill, Porogramme 
albocincta (Cooke & Massee) J. Lowe, Earliella scabrosa (Pers.) Gilb. & 
Ryvarden (Polyporaceae), Ganoderma australe (Fr.) Pat. (Ganodermataceae), 
*Stereum ostrea (Blume & T. Nees) Fr. (Stereaceae), *Schizophyllum commune 
Fr. (Schizophyllaceae), Phylloporia spathulata (Hook.) Ryvarden 
(Hymenochaetaceae) e Antrodiella liebmannii (Fr.) Ryvarden (Meruliaceae). 
Todas as espécies representam primeiro registro para Humaitá e para área de 
coleta. As espécies marcadas com *representam novos registros para o 
Amazonas. 
Palavras-chave: diversidade, taxonomia, Agaricomycetes 
 
 
 
 
 
 
27 
 
 
 
FERRUGENS DO NORDESTE BRASILEIRO: UMA REVISÃO 
Jaqueline Maria Oliveira do Nascimento1, Maria Luiza do Carmo Santos2, 
Jéssica de Souza Lima1, Juliana Fernandes dos Santos1, Leonardo de Oliveira 
Barbosa3, Jorge Teodoro de Souza4 
1 Doutorandos em Ciências Agrárias UFRN, 2 Graduanda em Ciências Biológicas UFRB, 3 
Mestrando em Ciências Agrárias UFRB , 4. Professor UFRB 
Composta pelos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, 
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, a Região Nordeste ocupa 
uma área de aproximadamente 1.600.000 Km2, que equivale a 
aproximadamente 18% da superfície do Brasil. Essa região apresenta grande 
importância ecológica devido à existência de biomas de grande diversidade 
como a Caatinga, em sua maior parte; o Cerrado; e a Mata Atlântica. A 
diversidade de fungos nesses mais diferentes biomas brasileiros é 
incontestável, entretanto com a rápida degradação desses biomas de grande 
interesse tornam-se essenciais pesquisas, principalmente com organismos 
biotróficos como as Pucciniales, que possibilitem conhecimentos de sua 
diversidade, bem como auxiliem na elucidação da sua sistemática. No mundo, 
são conhecidos sobre as ferrugens, cerca de 120 gêneros holomórficos e 13 
anamórficos, entre 5000 a 7000 das espécies reconhecidas. No Brasil até o 
ano de 2005, a biota de Pucciniales era composta por 56 holomorfos, 9 
anamorfos e cerca de 800 espécies. Em 2012, após novas revisões sobre o 
grupo para o Brasil foram confirmadas 749 espécies de ferrugens distribuídas 
em 66 gêneros. Para essa revisão foram realizados levantamentos 
bibliográficos sobre a distribuição desses organismos na região Nordeste. 
Como resultados foi verificado a existência de 141 espécies, representando 
18,8% das espécies no Brasil, sendo estas classificadas em 28 gêneros de 
Pucciniales, 2 anamorfos e 26 teleomorfos. Os gêneros teleomorfos foram 
classificados em nove famílias, sendo elas: Chaconiaceae Cummins & Y. 
Hiratsuka; Coleopsoraceae Dietel; Melampsoraceae Dietel; Phakopsoraceae 
Cummins & Y. Hiratsuka; Phragmidiaceae Corda; Pucciniaceae Chevall.; 
Pucciniosiraceae (Dietel) Cummins & Y. Hiratsuka; Raveneliaceae Leppik e 
Uropyxidaceae Cummins & Y. Hiratsuka. Entre as famílias citadas, 
Uropyxidaceae foi a melhor representada com sete gêneros, seguida da 
Phakopsoraceae com cinco, Chaconiaceae quatro, Pucciniaceae e 
Raveneliaceae com três, as demais com apenas um gênero. Dentre os gêneros 
o Puccinia foi o mais encontrado, com 50 espécies. Em relação aos estados 
nordestinos a Bahia, Ceará, Paraíba, são os que mais apresentam citações 
dessa ordem, seguidos de Pernambuco e Maranhão. Assim com base nessa 
breve revisão é possível observar a necessidade de mais estudos na região 
Nordeste, onde certamente a diversidade de Pucciniales não está totalmente 
representada. 
Palavras-chave: micota, Pucciniales, Puccinia 
28 
 
 
 
FUNGOS CONIDIAS ASSOCIADOS A TANQUES DE Aechmea 
(BROMELIACEAE) NA SERRA DA FUMAÇA, PINDOBAÇU, BAHIA 
 
Marcos Fábio Oliveira Marques¹, Patrícia Martins Galvão Palha² 
 
1
 Professor da Universidade do Estado da Bahia - Campus VII/Senhor do Bonfim. ² Acadêmica 
de Ciências Biológicas da UNEB, Campus VII/Senhor do Bonfim. E-mail: patypalha@gmail.com 
 
Os fungos estão entre os organismos mais diversificados do mundo, entretanto 
são os menos conhecidos, principalmente no semiárido brasileiro, onde 
estudos sobre fungos anamórficos são relatados como escassos, sobretudo em 
microhabitats como os tanques de bromélias. A família Bromeliaceae é 
formada por plantas terrestres, rupícolas e epífitas, e em geral caracterizadas 
por apresentarem inflorescência vistosa, folhas dispostas em roseta 
constituíndo um reservatório de água com a presença de substratos orgânicos, 
utilizados como abrigo, sítio de acasalamento, fonte de água e alimento por 
diversos seres vivos, dentre estes os fungos. Dessa forma, esta pesquisa teve 
como objetivo conhecer a micota responsável pela decomposição de 
substratos vegetais nos fitotelmos de bromélias epífitas e rupícolas do gênero 
Aechmea na Serra da Fumaça, Pindobaçu, Bahia. Expedições foram realizadas 
no período de Ago/2012 a Jan/2013 a cada dois meses e foram coletadas 
amostras de substratos vegetais em tanques de espécies de bromélias epífitas 
(Aechmea aquilega (Salisbury) Grisebach e Aechmea lingulata (Linnaeus) 
Baker) em floresta estacional semidecídua e bromélias rupícolas (Aechmea sp. 
e Aechmea aquilega) em Campo Rupestre. As amostras foram lavadas em 
água corrente e foram colocadas em câmaras úmidas e incubadas na 
temperatura ambiente. Obteve-se uma riqueza de espécies de fungos nos 
fitotelmos de bromélias rupícolas: Aechmea sp1 e sp2 (31 espécies), Aechmea 
aquilega (48 espécies) e nas bromélias epífitas Aechmea aquilega (18 
espécies) e Aechmea lingulata (37 espécies), sendo comuns aos tanques as 
espécies: Atrosetaphiale flagelliformis Matsh, Beltraniella portoricensis 
(Stevens) Piroz. & Pati, Umbellidion radulans B.Sutton & Hodges, Ellisembia 
adescendes (Berk.) Subram e Sporendocladia follicola (P.M. Kirk) M.J. Wingf. 
Os substratos vegetais depositados nas cisternas do gênero Aechmea 
representaram um importante reservatório de fungos anamórficos, isso pode 
estar relacionado à arquitetura das plantas,altura das cisternas, volume e 
substratos diversificados encontrados nos tanques que favorecem o 
desenvolvimento fúngico. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Bromeliaceae, micota, substratos vegetais 
 
 
 
 
 
29 
 
 
 
FUNGOS CONIDIAIS EM MICROHABITAT EXÓTICO: NINHOS DE 
PASSARINHOS NA SERRA DE SANTANA, SENHOR DO BONFIM-BA 
Fabiana Durval de Oliveira1,; Marcos Fábio Oliveira Marques2 
1
 Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado da Bahia, campus VII, Senhor 
do Bonfim. 
2 
Professor Doutor da Universidade do Estado da Bahia, campus VII, Senhor do 
Bonfim. E-mail: fabbydurval@hotmail.com 
 
Uma gama de substratos pode ser utilizada por aves para a construção de ninhos. 
Algumas espécies usam galhos e ramos, outras folhas, penas, barro, musgos, e até 
mesmo objetos fabricados pelo homem; os substratos vegetais juntamente com 
umidade e temperatura proporcionam o desenvolvimento de fungos conidiais. Sendo 
assim, o presente estudo teve como objetivo inventariar os fungos conidiais 
associados aos substratos vegetais que constituem os ninhos de passarinhos 
encontrados na área de Caatinga, Floresta Estacional Semidecídua e Campo rupestre 
na Serra de Santana, Bahia. Foram realizadas seis expedições de coletas no período 
de setembro 2011 a julho de 2012, em intervalos bimestrais. Amostras de substratos 
vegetais foram recolhidas de ninhos abandonados e encaminhadas para laboratório 
sendo submetidas a técnica de lavagem em água corrente. Os fragmentos foram 
acondicionados em câmaras-úmidas para o desenvolvimento de estruturas 
reprodutivas, posteriormente lâminas permanentes foram confeccionadas e 
depositadas no herbário da Universidade do Estado da Bahia (HUNEB-SB). Foram 
registrados 33 táxons de fungos conidiais, distribuídos em 27 gêneros, sendo os 
gêneros Canalisporium, Dictyochaeta, Ellisembia, Helicosporiumn, Periconia, 
Phaeoisaria, Stachybotrys, Vermiculariopsiella e Vanakripa associados a substratos 
vegetais lignícolas extraídos dos ninhos. Kostermansinda magna (Boldijn) Rifai 
constitui o segundo registro a nível mundial da espécie e Sporidesmiella 
brachysporioides T.Y. Zhang e W.B. Kendr um novo registro para o Brasil. Dentre os 
ambientes investigados, a área de transição entre caatinga e Floresta Estacional 
Semidecídua foi a que contribuiu com maior número de táxons identificados. Dessa 
forma, foi possível através desse estudo contribuir para o conhecimento dos fungos 
conidiais em um microhabitat pela primeira vez estudado. 
Palavras-chave: Biodiversidade. Decomposição. Substrato. 
 
 
 
 
 
 
30 
 
 
 
FUNGOS CONIDIAIS ENCONTRADOS EM ÁREAS DE EXTREMA IMPORTÂNCIA 
BIOLÓGICA INVENTARIADOS PELO PPBIO SEMIÁRIDO 
 
Noemia Santos Batista1; Marcos Fábio Oliveira Marques2 
1
 Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado da Bahia, campus VII, Senhor 
do Bonfim. 
2 
Professor Doutor da Universidade do Estado da Bahia, campus VII, Senhor do 
Bonfim. 
 
O semiárido brasileiro corresponde essencialmente ao bioma caatinga, que por muito 
tempo foi visto como pobre em biodiversidade, sendo o menos valorizado, conhecido e 
protegido. Contudo, estudos recentes tem demonstrado a riqueza da caatinga em 
espécies de vegetais, aves, répteis, peixes, fungos, entre outras, revelando um alto 
grau de endemismo, pois este, o único bioma exclusivamente brasileiro possui a maior 
parte do seu patrimônio biológico restrito a esta região, não podendo ser encontrado 
em nenhum outro lugar do mundo. Desta forma, se fez necessário a continuação 
desses estudos, sobretudo através de inventários biológicos, que são importantes 
instrumentos para o conhecimento da biodiversidade. Assim, buscou-se através desse 
trabalho, realizar um levantamento de fungos conidiais em seis áreas propostas a 
serem inventariadas pelo Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBIO), 
consideradas de extrema importância biológica no semiárido: Brejo Paraibano (PB), 
Crato (CE), Curaçá (BA), Morro do Chapéu (BA), Serra da Jiboia (BA), e Serra das 
Confusões (PI). Coletas de serapilheira e folhedo aéreo foram realizadas nas seis 
áreas de estudo. As amostras coletadas foram transportadas ao laboratório de 
Biologia Molecular e Fungos - UNEB – Campus VII, submetidas à técnica de lavagem 
em água corrente, e acondicionadas em câmaras úmidas. Lâminas permanentes 
foram confeccionadas para análise e identificação. Como resultados foram 
encontrados 134 táxons de fungos conidiais distribuídos em 72 gêneros, sendo 
proposto um novo gênero, uma nova espécie de Phaeodactylium para a ciência, bem 
como dois novos registros para o Brasil Dictyochaeta stipitocolla Kuthub. & Nawawi e 
Oidiodendron muniellense M. Calduch, Stchigel, Gené & Guarro. Os resultados obtidos 
revelam a grande riqueza de fungos conidiais em áreas do semiárido. 
 
Palavras-Chave: Fungos tropicais. Serapilheira. Micota 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
 
 
IDENTIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DE FUNGOS FILAMENTOSOS 
ISOLADOS DA GEOPRÓPOLIS DE Melipona quadrifasciata anthidioides 
LEPELETIER – 1836 
 
Jaqueline Macena Pereira1, Rafael Mota da Silva1, Ana Cristina Fermino 
Soares1, Jackeline Pereira Andrade 1, Margarida Ventura Santana1 
 
1 
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Rua Rui Barbosa, 710. CEP: 44380-000 
Campus de Cruz das Almas- BA, Brasil. 
 
Na Tribo Meliponini encontram-se as chamadas abelhas indígenas sem ferrão, 
entre elas a Melipona quadrifasciata anthidioides Lepeletier, 1836. Estas 
abelhas sociais sem ferrão produzem a própolis, assim como geoprópolis. Esta 
última formada a partir da resina das plantas, coletada pelas abelhas, e que é 
misturada com cera, barro ou terra. Dentro deste produto pode-se se encontrar 
diversos micro-organismos, como leveduras e bolores. O objetivo desse 
trabalho foi identificar morfologicamente, ao nível de gênero, isolados de 
fungos encontrados em geoprópolis de Melipona quadrifasciata anthidioides. A 
coleta foi realizada no final da estação chuvosa em setembro de 2012, no 
distrito de Salgadália situado no municipio de Conceição do Coité-BA. 
Coletaram-se quatro amostras de geoprópolis de quatro caixas (colmeias). As 
amostras de geoprópolis foram retiradas com material esterilizado, utilizando-
se espátula na parte interna da colônia por meio do método da raspagem e 
foram acondicionados em frascos esterilizados e devidamente identificados. 
Para a quantificação e isolamento dos fungos utilizou-se a técnica de diluição 
seriada e plaqueamento. Nas análises macroscópicas observaram-se a cor e 
textura das colônias e para as análises microscópicas a presença de esporos; 
hifas; septos; regularidade dos septos, conidióforos e fiálides, verificando a 
disposição das mesmas. A frequência relativa foi categorizada como: 
abundante (>10%), ocasional (4 -10%), raro (32 
 
 
 
LEVANTAMENTO DA FAMÍLIA HYMENOCHAETACEAE NO HERBÁRIO 
HFSL, PORTO VELHO, RONDÔNIA 
Dênie da Silva Ferreira1, Samuel Oliveira almeida1, Fábio Resadore1, Angelina 
de Meiras Ottoni1, Allyne Christina Gomes-Silva1 
 
1
Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil 
deniepvh@gmail.com; samuelolivera_17@hotmail.com; fabiores10@hotmail.com; 
angel_m_ottoni@hotmail.com; allynefungi@hotmail.com 
 
Hymenochaetacae é uma família de Hymenochaetales (Agaricomycetes) com 
cerca de 300 espécies, caracterizada pela reação xantocróica, sistema hifálico 
monomítco a dimítico, hifas amareladas a castanho escuro e ausência de 
grampo de conexão. Com objetivo de contribuir para o conhecimento sobre a 
diversidade de espécies de Hymenochaetaceae, foi realizado um levantamento 
dos registros de todas as exsicatas depositadas no Herbário da Faculdade São 
Lucas (HFSL). Este herbário possui atualmente 60 registros de 
Hymenochaetaceae, correspondentes a 16 espécies, distribuídas em 6 
gêneros. Todas as exsicatas foram analisadas macro- e/ou microscopicamente 
e tiveram sua nomenclatura atualizada de acordo com as bases de dados 
Mycobank e CABI, correspondendo a: Cyclomyces iodinus (Mont.) Pat, 
Coltriciella oblectabilis (LIoyd) Kotl, Pouzar & Ryvarden, Hymenochaete 
luteobadia (Fr.) Höhn. & Litsch., H. damicornis Speg., H. leonina Berk. & MA 
Curtis, Phellinus gilvus (Schwein.) Pat., P. calcitratus (Berk. & MA Curtis) 
Ryvarden, P. merrillii (Murril) Ryvarden, *P. contiguus (Pers.) Pat., Phylloporia 
chrysites (Berk.) Ryvarden, P. spathulata (Hook.) Ryvarden, P. pectinata 
(Klotzsch) Ryvarden. A espécie marcada com * representa primeiro registro 
para Amazônia brasileira. 
 
Palavras-chave: diversidade, taxonomia, Agaricomycetes 
 
 
 
 
 
 
33 
 
 
 
MACROFUNGOS DA FLORESTA NACIONAL DO JAMARI, ITAPUÃ DO 
OESTE, RONDÔNIA: DADOS PRELIMINARES 
Samuel Oliveira Almeida1, Fabio Resadore1, Angelina de Meiras Ottoni1, Deniê 
da silva Ferreira1, Allyne Christina Gomes-Silva1 
1
Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil 
samueloliveira_17@hotmail.com; fabiores10@hotmail.com; angel_m_ottoni@hotmail.com; 
deniepvh@gmail.com; allynefungi@hotmail.com. 
 
Estudos com macrofungos na Amazônia brasileira são escassos, apesar de ser 
considerado um Bioma com alta diversidade. Com o objetivo de ampliar o 
conhecimento de macrofungos nessa região, foi realizada uma coleta pioneira 
em 2013 na Floresta Nacional do Jamari (222.114,24 hectares) em Itapuã do 
Oeste, Rondônia. Os basidiomas foram coletados manualmente com auxilio de 
faca, acondicionados em sacos de papel e desidratados em estufas. Os 
espécimes foram analisados macro e microscopicamente e a identificação 
baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura das bases de dados 
Mycobank e CABI. Até o presente momento foram identificadas 32 espécimes, 
distribuídos em cinco famílias, sete gêneros e nove espécies, sendo estas: 
Amauroderma schomburgkii (Mont. & Berk.) Torrend, A. exile (Berk.) Torrend, 
Hymenochaete damicornis (Link) Lév., H. luteobadia (Fr.) Höhn. & Litsch, 
Polyporus leprieurii Mont., Pycnoporus sanguineus (L.) Murrill, Rigidoporus 
microporus (Sw.) Overeem, Trametes supermodesta Ryvarden & Iturriaga e 
Treschispora thelepora (Lév.) Ryvarden. Todas as espécies representam 
primeiro registro para Itapuã do Oeste e para área de coleta. 
Palavras-chave: diversidade, taxonomia, Agaricomycetes, Basidiomycota 
 
 
 
 
 
 
 
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MIXOBIOTA PRESENTE EM SUBSTRATOS RESTRITIVOS EXISTENTES 
NA RESERVA BIOLÓGICA SALTINHO 
 
Andrea Carla Caldas Bezerra; Antonia Aurelice Aurélio Costa; David Itallo 
Barbosa; Vitor Xavier de Lima; Laise de Holanda Cavalcanti 
 
Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Ciências Biológicas, Departamento de 
Botânica, Laboratório de Myxomycetes, Recife, PE, Brasil. ac_caldas@hotmail.com 
 
Visando contribuir para o conhecimento taxonômico da mixobiota presente em 
substratos restritivos existentes em Pernambuco. Coletas de campo foram 
realizadas na Reserva Biológica Saltinho (08º44’13" e 08º43’09" S 35º10’11" e 
35º11’02” O - 475 ha), localizada entre os municípios de Rio Formoso (6,34%) 
e Tamandaré (93,66%), um dos últimos remanescentes de Floresta Atlântica 
litorâneo no estado. Entre março e julho de 2013 foram tomadas amostras de 
tronco vivo, folhedo aéreo, inflorescências e bromélias em decomposição para 
cultivo em 200 câmaras-úmidas; após aferido o pH dos substratos, as placas 
foram mantidas por um período de até três meses, e regularmente observadas 
quanto a presença de frutificações. Em campo foram encontradas 104 
amostras e 27 espécies e 14 gêneros. Do cultivo foram registradas 72 
espécimes de mixomicetos representantes de 13 espécies e 11 gêneros. 
Apesar de muito discutida entre os Mixomicetologitas, a técnica de câmara-
úmida acrescentou sete gêneros e 12 espécies as já coletadas em campo. 
Dentre elas, segundo a Flora do Brasil, Willkommlangea reticulata (Alb. & 
Schwein.) Kuntze é nova referência para Região Nordeste e 
Licea retiformis Nawawio para o Brasil. 
Palavras-chave: mixomicetos, folhedo aéreo, Floresta Atlântica. 
 
 
 
 
 
 
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Nigroporus macroporus (AGARICOMYCETES, BASIDIOMYCOTA): 
PRIMEIRO REGISTRO PARA A AMAZÔNIA BRASILEIRA 
Allyne Christina Gomes-Silva1,2, Tatiana Baptista Gibertoni2 
 
1
Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil; 
2
Universidade Federal de Pernambuco, 
Recife, Pernambuco, Brasil e-mail: allynefungi@hotmail.com; tbgibertoni@hotmail.com 
 
O gênero Nigroporus Murrill é considerado cosmopolita, sendo criado em 1905 
com a espécie tipo N. vinosus (Berk.) Murrill e possui três espécies. Durante 
coletas de fungos poróides em Rondônia entre 2007 e 2012, basidiomas foram 
analisados macro e microscopicamente e identificado como N. macroporus; a 
identificação baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura, nas 
bases de dados Mycobank e CABI. Estudos sobre N. macroporus estão 
baseados em materiais coletados na Venezuela por Ryvarden e Iturriaga em 
2003. Esta espécie é caracterizada pela superfície himenial com poros 
angulares a decurrentes (1-2/mm) e basidiosporos cilíndricos de 5-6 x 1,7-2 
μm, o que a difere de N. rigidus Ryvarden, que apresenta poros de 7-9/mm e 
basidiosporos 3-3,5 x 2 μm, e de N. vinosus (Berk.) Murrill, que apresenta 
basidioma vináceo e basidiósporos alantóides. Nigroporus macroporus é uma 
espécie rara, sendo registrada apenas na Venezuela e Brasil. No Brasil, foi 
registrada na Mata Atlântica (São Paulo) e Pantanal (Mato Grosso) e agora 
pele primeira vez na Amazônia brasileira. 
 
Financiamento: CNPq, CAPES e INCT. 
 
Palavras-chave: Polyporaceae, distribuição geográfica, Rondônia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PHANEROCHAETACEAE (BASIDIOMYCOTA) NA AMAZÔNIA BRASILEIRA 
Allyne Christina Gomes-Silva1,2, Tatiana Baptista Gibertoni2 
 
1
Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil; 
2
Universidade Federal de Pernambuco, 
Recife, Pernambuco, Brasil. e-mail: allynefungi@hotmail.com; tbgibertoni@hotmail.com 
 
Phanerochaetaceae é uma família de Polyporales (Agaricomycetes) que 
atualmente compreende 249 espécies, que desenvolvem um papel 
particularmente importante pela sua capacidade de degradação de madeira 
nos diferentes ecossistemas. Para ampliar o conhecimento da família na região 
amazônica foram realizadas coletas em Rondônia (Estação Ecológica de Cuniã 
e Parque Natural Municipal de Porto Velho) e Pará (Floresta Nacional de 
Caxiuanã) no período de fevereiro de 2006 a fevereiro de 2012, além da 
revisão dos espécimes coletados na Amazônia brasileira e depositadas nos 
Herbários INPA e SP. Os basidiomas foram coletados manualmente com 
auxílio de faca, acondicionados em sacos de papel e secados em estufa, sendo 
posteriormente analisados macro e microscopicamente; a identificação baseou-
se em bibliografia recomendada e a

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