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II ENCONTRO DE BIOLOGIA DA UNEB- CAMPUS VII I SIMPÓSIO MICOLÓGICO DO SEMIÁRIDO 27, 28, 29, 30 e 31 de Agosto Auditório da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Campus VII – Senhor do Bonfim-BA ANAIS Micologia no Nordeste: estudos e experiências UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM-BA Prof. Lourisvaldo Valentim da Silva Reitor Profa. Adriana dos Santos Marmori Lima Vice-Reitora Prof. Antonio Amorim Pró-Reitor de ensino de Graduação Profa. Manuela Barreto de Araújo Pró-Reitora de Extensão Prof. José Cláudio Rocha Pró-Reitor de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação Profa. Norma Leite Martins de Carvalho Diretora do Departamento de Educação – Campus VII Prof. Ozelito Souza Cruz Coordenador do Núcleo de Pesquisa e Extensão- Campus VII Prof. Marcos Fabio Oliveira Marques Coordenador do Curso de Ciências Biológicas- Campus VII Coordenador do evento ELABORAÇÃO: Marcos Fabio Oliveira Marques Dioneis Rodrigues FICHA CATALOGRÁFICA Sistema de Bibliotecas da UNEB Os autores são responsáveis pelo conteúdo e estilo dos resumos. As informações existentes no texto são de inteira responsabilidade do autor. Anais [do] Encontro de Biologia da UNEB Campus VII (2: 2013: Senhor do Bonfim) I Simpósio Micológico do Semiárido: Micologia no Nordeste: estudos e experiências._ Senhor do Bonfim, 2013. 42 p.: il.; Contém referências. 1. Micologia – Nordeste (Brasil). I. Marques, Marcos Fábio Oliveira. II. Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação – Campus VII. III. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia. CDD: 616.96901 COMISSÃO ORGANIZADORA Profº Marcos Fabio Oliveira Marques Coordenador geral Profa.Thais Teixeira Rios (UNIVASF) Prof. Gervásio Paulo da Silva (UNEB) Prof. Edemir Barbosa dos Santos (UNIVASF) Diego Palmeira da Silva (UFBA) Anderson Vilas Boas (UNEB) Airan Falcão Lima Salgado (UNEB) Dioneis Rodrigues Cardoso da Silva (UNEB) Fabiana Durval de Oliveira (UNEB) Laise Santos Santa Luzia (UNEB) Lucas Barbosa Conceição (UNEB) Noemia Santos Batista (UNEB) Patrícia Martins Galvão Palha (UNEB) APRESENTAÇÃO O II Encontro de Biologia da UNEB – Campus VII e o I Simpósio Micológico do semiárido têm como estratégia mobilizar docentes, pesquisadores e estudantes interessados em discutir questões atuais no campo micológico. Com o tema Micologia no Nordeste: estudos e experiências criou-se a oportunidade de divulgar e debater os resultados e experiências da pesquisa micológica no Nordeste. Diante disso, têm-se como objetivos para esse evento: Realizar discussões sobre os estudos micológicos no Nordeste do país; Socializar as experiências e os estudos micológicos no Nordeste; Criar espaços de trocas de experiências entre os pesquisadores, estudantes e apreciadores da micologia; Debater os avanços e perspectivas da micologia no Brasil. Desejamos a todos os participantes um excelente e proveitoso evento. Sejam bem-vindos a Universidade do Estado da Bahia – Campus VII. A Comissão Organizadora 1 PROGRAMAÇÃO GERAL 27/08 MANHÃ CREDENCIAMENTO Horário: 8:00 -12:00 Local: Salão em frente ao Auditório da UNEB 8:00 -12:00 Minicurso Identificação de fungos anamorfos: uma visão geral Dr. Alisson Cardoso Rodrigues da Cruz (UFBA) Local: Laboratório Didático de Botânica Mixobiota de Floresta Atlântica e Caatinga Dra Andrea Carla Caldas Bezerra (UFPE) Dr Inaldo do Nascimento Ferreira (UFPE) Local: Laboratório de Microscopia (Centro de Estudos de Saúde do Semiárido) Diversidade e prospecção da atividade enzimática de Ascomycota Dra Micheline Lins Silvério (UNIVASF) Local: Laboratório Didático de Microbiologia Micologia para o ensino Fundamental e Médio Dr Marcos Fabio Oliveira Marques (UNEB) Local: Auditório da UNEB TARDE 14:00 -18:00 Minicurso Continuação Identificação de fungos anamorfos: uma visão geral Mixobiota de Floresta Atlântica e Caatinga Diversidade e prospecção da atividade enzimática de Ascomycota Micologia para o ensino Fundamental e Médio NOITE ABERTURA OFICIAL Horário: 20:00-20:30 PALESTRA DE ABERTURA 20:30 Micologia no Nordeste: estudos e experiências PhD José Luiz Bezerra (UESC/ SBMY) Coordenação: Thais Teixeira Rios (UNIVASF) Local: Auditório da Universidade Federal do Vale do São Francisco- Campus Senhor do Bonfim 2 28/08 MANHÃ 9:00 - 10:15 Palestra: Glomeromycota e suas endobactérias: mutualismo ou parasitismo, eis a questão Dr Gladstone Alves da Silva (UFPE) Coordenação: Marileide Dias Saba (UNEB) Local: Auditório da UNEB – Campus VII 10:15 - 10:30 Intervalo 10:30 – 11:30 Palestra: INCT - Herbário Virtual da Flora e dos Fungos: projetos e ações Dra Mariane de Sousa-Baena (CRIA) Coordenação: Marileide Dias Saba (UNEB) Local: Auditório da UNEB – Campus VII TARDE 14:30 – 15:30 Palestra: Coleções micológicas no Nordeste Dra Cristina Motta (UFPE) Coordenação: Thais Teixeira Rios (UNIVASF) Local: Auditório da UNEB – Campus VII 15:30 – 15:45 Intervalo 15:45 – 17:30 Mesa redonda: Fungos anamórficos no Nordeste do Brasil Dr Luis Fernando Pascholati Gusmão (UEFS) Dr Marcos Fabio Oliveira Marques (UNEB) Coordenação: Edemir Barbosa dos Santos (UNIVASF) Local: Auditório da UNEB – Campus VII 29/08 MANHÃ 8:00 – 10:00 Apresentação oral de trabalhos Ver programação na sessão comunicações orais página 06. Coordenação: Gervásio Paulo da Silva (UNEB) Local: Auditório da UNEB – Campus VII 10:00 – 10:15 Mostra Fotográfica 10:15 – 10:30 Intervalo 10:30 – 11:30 Palestra: Aspectos clínicos e diagnósticos de dermatofitoses Dr. Misael Silva Ferreira Costa (EBMSP/FAN) Coordenação: Diego Palmeira da Silva (UFBA) Local: Auditório da UNEB – Campus VII 3 14:00 – 15:00 Palestra: Identificação de espécies de fungos por código de barras de DNA Dr Aristóteles Góes-Neto (UEFS) Coordenação: Diego Palmeira da Silva (UFBA) Local: Auditório da UNEB – Campus VII 15:00 – 15:15 Intervalo 15:15 – 16:00 Visitação dos trabalhos (Banner) Divulgação: Guide to the Common Fungi of the Semiarid Region of Brazil; Autores: Neves MA, Baseia IG, Drechsler-Santos ER, Góes-Neto A Divulgador: Dr Aristóteles Góes-Neto (UEFS) Coordenação: Marcos Fábio Oliveira Marques (UNEB) Local: Auditório da UNEB – Campus VII 16:00 – 17:30 Mesa redonda: Myxomycota no Nordeste Dra Andrea Carla Caldas Bezerra (UFPE) Dr Inaldo do Nascimento Ferreira (UFPE) Coordenação: Edemir Barbosa dos Santos (UNIVASF) Local: Auditório da UNEB – Campus VII 30/08 8:00 – 9:15 Palestra: Fungos liquenizados no semiárido Brasileiro Dra Marcela Cáceres (UFS) Coordenação: Marcos Fábio Oliveira Marques (UNEB) Local: Auditório da UNEB – Campus VII 9:30 - 9:45 Intervalo 9:45 – 12:00 Mesa redonda: Fungos micorrizicos arbusculares no Nordeste Dr Bruno Tomio Goto (UFRN) Dra Adriana Mayumi Yano Melo (UNIVASF) Coordenação: Thais Teixeira Rios (UNIVASF) Local: 14:00 – 15:00 Palestra: Fungicultura por formigas da tribo Attini Dr André Rodrigues (UNESP) Coordenação: Gervásio Paulo da Silva (UNEB) Local: Auditório da UNEB – Campus VII 15:00 – 15:15 Intervalo 15:15 – 17:30 Mesa redonda: Diversidade de Fungos Basidiomycota no Semiárido Brasileiro Dra Bianca Denise Barbosa da Silva (UFRN) Dr Felipe Wartchow (UFPB) 4 Dra Tatiana Gibertoni (UFPE) Coordenação: Maria Josénomenclatura, nas bases de dados Mycobank e CABI. Para a Amazônia brasileira as seguintes espécies foram registradas: Antrodiella angulatopora Ryvarden, *A. murrillii (Lloyd) Ryvarden, **A. reflexa Ryvarden & Núñez, A. (Berk.& M.A. Curtis) Ryvarden, **A. versicutis (Berk. & M.A. Curtis) Gilb. & Ryvarden, Ceriporia angulata Gomes- Silva, Ryvarden & Gibertoni e **Ceriporia spissa (Schwein. ex Fr.) Rajchenb. As espécies marcadas com * consistem em novo registro para o Brasil e ** para Amazônia brasileira. Financiamento: CNPq, CAPES e INCT. Palavras-chave: Diversidade, taxonomia, polyporales. 37 PRIMEIROS REGISTROS DE GANODERMATACEAE E HYMENOCHAETACEAE NA BASE DE SELVA GUARARAPES EM PORTO VELHO, RONDÔNIA, BRASIL Angelina de Meiras Ottoni1, Dênie da Silva Ferreira1, Samuel Oliveira Almeida1, Fábio Resadore1, Allyne Christina Gomes-Silva1 1 Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil angel_m_ottoni@hotmail.com; deniepvh@gmail.com; samuelolivera_17@hotmail.com; fabiores10@hotmail.com; allynefungi@hotmail.com Ganodermataceae e Hymenochaetaceae são famílias amplamente distribuídas, com cerca de 20 e 300 espécies respectivamente, que desempenham uma grande importância ecológica, fazendo a ciclagem de nutrientes em diferentes ecossistemas. Devido à escassez sobre o conhecimento dessas famílias em áreas do estado de Rondônia, este trabalho visou contribuir para o conhecimento da diversidade desse grupo de fungos no Estado de Rondônia. Foram realizadas coletas na Base de Selva Guararapes, em abril e julho de 2013. Os basidiomas encontrados foram coletados manualmente com o auxilio de uma faca, acondicionados em sacos de papel e desidratados em estufa. Os espécimes foram analisados macro e microscopicamente e a identificação baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura das bases de dados Mycobank e CABI. Foram registradas até o momento, as seguintes espécies: Amauroderma calcigenus (Berk) Torrend, A. partitum (Berk.) Wakef., A. schomburgkii (Mont. & Berk.) Torrend (Ganodermataceae), Cyclomyces iodinus (Mont.) Pat., Hymenochaete damicornis Speg., H. luteobadia (Fr.) Höhn. & Litsch. e Phellinus gilvus (Schwein.) Pat. (Hymenochaetaceae). Todas as espécies representam primeiro registro para a área de coleta e novas coletas serão realizadas para ampliar os dados sobre a diversidade desse grupo na Floresta Amazônica. Palavras-chave: diversidade, taxonomia, Agaricomycetes 38 PRIMEIROS REGISTROS DE POLYPORACEAE NA BASE DE SELVA GUARARAPES EM PORTO VELHO, RONDÔNIA, BRASIL Samuel Oliveira Almeida1, Fabio Resadore1, Angelina de Meiras Ottoni1, Deniê da silva Ferreira1, Allyne Christina Gomes-Silva1 1 Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil samueloliveira_17@hotmail.com; fabiores10@hotmail.com; angel_m_ottoni@hotmail.com; deniepvh@gmail.com; allynefungi@hotmail.com. Polyporaceae é uma família de Polyporales (Agaricomycetes) que atualmente compreende 636 espécies e se caracteriza por espécies com sistema hifálico monomítico, dimítico ou trimítico, presença de cistídios e reação xantocróica negativa. Devido a escassez sobre o conhecimento da diversidade de Polyporaceae em áreas do estado de Rondônia, este trabalho visou contribuir para o conhecimento da diversidade desse grupo no Estado. Foram realizadas coletas na Base de Selva Guararapes, em abril e julho de 2013. Os basidiomas foram coletados manualmente com o auxilio de faca, acondicionados em sacos de papel e herborizados em estufas. Os espécimes foram analisados macro e microscopicamente e a identificação baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura, nas bases de dados MycobBank e CABI. Até o presente momento, foram registradas as seguintes espécies: Pycnoporus sanguineus (L.) Murrill, Coriolopsis caperata (Berk.) Murrill, Trametes modesta (Kunze ex Fr). Ryvarden, Lentinus veluntinus Fr., Polyporus leprieurii Mont., P. dictyopus Mont. e Pereniporia inflexibilis (Berk.) Ryvarden. Todas as espécies representam primeiro registro para a área de coleta. Palavras-chave: taxonomia, diversidade, distribuição geográfica. 39 REVISÃO DAS EXSICATAS DE Meruliaceae e Meripilaceae (Basidiomycota) DEPOSITADAS NO HERBÁRIO HFSL, PORTO VELHO, RONDÔNIA Fabio Resadore1, Angelina de Meiras Ottoni1, Samuel Oliveira Almeida1, Deniê da Silva Ferreira1, Allyne Christina Gomes-Silva1 1 Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil fabiores10@hotmail.com; angel_m_ottoni@hotmail.com; samueloliveira_17@hotmail.com; deniepvh@gmail.com; allynefungi@hotmail.com. O Herbário da Faculdade São Lucas (HFSL) apresenta uma coleção de aproximadamente 1.076 espécimes de fungos, provenientes de estudos feitos na região amazônica. Atualmente o herbário conta com 89 espécies, distribuídas em 21 famílias. Com objetivo de contribuir para o conhecimento sobre a diversidade de espécies das famílias Meruliaceae e Meripilaceae, foi realizado um inventário dos registros de todas as exsicatas de cada família depositadas nesse Herbário. O herbário HFL possui atualmente 40 registros dessas famílias, correspondentes a três e uma espécie respectivamente. Todas as exsicatas foram analisadas macro- e/ou microscopicamente e tiveram sua nomenclatura atualizada de acordo com as bases de dados Mycobank e CABI, correspondendo a: Steccherinum reniforme (Berk. & M.A. Curtis) Banker, Gloeoporus thelephoroides (Hook.) G. Cunn., Cymatoderma dendriticum (Pers.) D.A. Reid (Meruliaceae) e Rigidoporus microporus (Sw.) Overeem (Meripilaceae). Constatou-se que Rigidoporus microporus é uma espécie comum, apresentando maior ocorrência no estado de Rondônia. Palavras-chave: Diversidade, taxonomia, macrofungos 40 ENSINO CAÇA AOS FUNGOS: PROPOSTA DE AULA DE CAMPO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA (DADOS PRELIMINARES) Pedro Paulo Alves Rocha Filho¹ , Alana Narcisia Jesus Souza¹,Lília dos Santos da Silva². 1-Acadêmicos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas – UNEB, campus IX, Barreiras - BA. 2-Acadêmica do curso de Engenharia Sanitária Ambiental – UFBA,campus, Edgar Santos,Barreiras - BA Embora a educação seja mais amplamente discutida no âmbito da filosofia de ou mesmo da psicologia, pode-se notar algum avanço no caso particular do ensino de ciências sobre o papel de interesses e motivações, dos sentimentos e das emoções para a aprendizagem dos conteúdos científicos. Neste sentido, as aulas de ciências e biologia desenvolvidas em ambientes naturais têm sido apontadas como uma metodologia eficaz tanto por envolverem e motivarem crianças e jovens nas atividades educativas, quanto por constituírem um instrumento de superação da fragmentação do conhecimento. O presente trabalho teve como objetivo a realização de uma proposta de aula de campo em micologia como estratégia de ensino nas aulas de ciências e biologia. A aula de campo foi realizada com a turma do 2º ano do ensino médio no Colégio Estadual de Barreirinhas, Barreiras, Bahia. Para obtenção dos dados foi aplicado um questionário semi-estruturado e uma visita ao campo para realização da aula. Na aplicação do 1º bloco de perguntas com os alunos do primeiro ano do ensino médio foi verificado desconhecimento em relação à estrutura e importância da aula prática, mesmo com relatos de participação nesse tipo de atividade. Dessa maneira, a discussão sobre a realização das atividades práticas, bem como o planejamento da mesma no componente curricular Biologia, salientando os conteúdos micológicos a serem trabalhados são primordiais para o sucesso na sua execução e cumprimento dos objetivos propostos. No segundo bloco de perguntas realizado após aula de campo foi verificado que, a aula devidamente planejada e com roteirode investigação proporcionou uma aprendizagem prática e significativa do conteúdo de micologia. Assim, propostas como esta de aula de campo estão atreladas ao ensino de ciências e biologia, sendo de grande importância, pois formam uma nova postura de observação e valorização da natureza por parte dos alunos. Palavras-chave: Aula de campo, Ensino, Aprendizagem 42 EXPERIÊNCIA DA DISCIPLINA DE BIOLOGIA DE FUNGOS PARA OS ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS DA UFRB Margarida Ventura Santana¹; Leonardo de Oliveira Barbosa¹, Jaqueline Macena Pereira¹; José Luiz Bezerra² ¹ Estudantes de Pós-Graduação em Ciências Agrárias do CCAAB/UFRB; ² Professor Permanente no Programa de Pós-graduação em Ciências Agrárias. Resumo: A micologia ao longo dos anos vem se tornando muito importante devido ao papel fundamental dos fungos na formação e preservação de ecossistemas florestais e na utilização biotecnológica para saúde humana e para aplicação em vários processos industriais. Existe a necessidade de levantar a diversidade desses micro-organismos tendo em vista que apenas 5% das espécies estimadas são conhecidas. Devido à enorme carência de micologistas é preciso estimular os discentes de pós-graduação nas áreas de agrárias, biológicas e saúde para o aprendizado dessa ciência. Nesse sentido foi criada a disciplina de biologia e ecologia de fungos com uma carga horária de 120 horas no programa de pós-graduação em Ciências Agrárias da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia com o intuito de apresentar aos estudantes os fungos em seu habitat natural e os métodos de coleta e caracterização morfológica das espécies. As aulas foram divididas em teóricas e práticas, sendo as primeiras uma introdução aos três grandes Filos do Reino Fungi: Basidiomycota, Ascomycota e Zigomycota, seguidas pelo estudo laboratorial enfatizando as condições de crescimento e desenvolvimento de cada fungo. O material coletado foi armazenado em envelopes de papel e conduzido ao laboratório para observações macroscópicas e preparo de lâminas feitas por meio de raspagem e corte manual com vista à identificação em nível de gênero de acordo com suas características morfológicas, utilizando chaves de classificação para cada grupo. Foram identificados onze gêneros do Filo Basidiomycota, entre eles: Agaricus, Septobasidium, Gymnopilus, Collybia, Marasmius, Lepiota, Stereum, Polyporus, Crepidotus, Dacrymyces e Coprinus; quatro gêneros da Divisão Ascomycota: Leptogium, Asterolibertia, Meliola e Cookeina, além de dois gêneros do Filo Zygomycota: Pilobolus e Rhizopus. A disciplina obteve 100% de aprovação dos discentes que tiveram ampliada a sua visão sobre o Reino Fungi cuja associação com os vegetais o torna imprescindível para a manutenção do bioma Mata Atlântica. Palavras-chave: Ensino, micologia, identificação. 43de Souza Pinho (UNEB) Local: Auditório da UNEB – Campus VII 31/08 8:00 – 9:00 Palestra: A Pós- Graduação em Biologia de fungos no Nordeste: Experiências e desafios Dra Neiva Tinti de Oliveira (UFPE) Coordenação: Marcos Fábio Oliveira Marques (UNEB) Local: Auditório da UNEB – Campus VII 9:30-10:30 Palestra: Uso de Trichoderma no controle biológico de doenças de plantas Dr Jorge Teodoro de Souza (UFRB) Coordenação: Thais Teixeira Rios (UNIVASF) Local: Auditório da UNEB – Campus VII 10:30- 11:30 Cerimônia de encerramento Divulgação dos melhores trabalhos apresentados oralmente 5 PROGRAMAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES ORAIS DATA: 29 DE AGOSTO DE 2013 LOCAL: AUDITÓRIO- UNEB – Campus VII Coordenação: Gervásio Paulo da Silva (UNEB) TITULO: Basidiomycota da Flona Nacional de Humaitá: novos registros para o Amazonas AUTORES: Fabio Resadore*, Angelina de Meiras Ottoni, Samuel Oliveira Almeida, Deniê da Silva Ferreira, Allyne Christina Gomes-Silva HORÁRIO: 8:15-8:30h TITULO: Controle da podridão vermelha do sisal com Trichoderma spp. AUTORES: Cristiano Oliveira do Carmo*, Ana Cristina Fermino Soares, Caroline Lopes Damasceno, Rafael Mota da Silva, Márcia Oliveira do Carmo HORÁRIO: 8:30-8:45h TITULO: Fungos Micorrízicos Arbusculares e fósforo no crescimento e teor de nutrientes de Mimosa tenuiflora [Willd.] Poir. AUTORES: Thaís Teixeira Rios*; João Ricardo Gonçalves de Oliveira; Adriana Mayumi Yano Melo HORÁRIO: 8:45-9:00h TITULO: Mixobiota presente em substratos restritivos existentes na Reserva Biológica Saltinho AUTORES: Andrea Carla Caldas Bezerra*; Antonia Aurelice Aurélio Costa; David Itallo Barbosa; Vitor Xavier de Lima; Laise de Holanda Cavalcanti HORÁRIO: 9:00 -9:15h TITULO: Produção de mudas de sisal (Agave sisalana) associadas aos fungos micorrízicos arbusculares e ao Piriformospora indica AUTORES: Emile Caroline Silva Lopes*; Lydice Sant'Anna Meira-Haddad; Ana Cristina Firmino Soares; Rafael da Silva Mota; Cristiano Oliveira do Carmo HORÁRIO:9:15-9:30h DEBATE: 9:30-10:00h 6 PROGRAMAÇÃO SESSÃO DE PÔSTERES DATA: 29 DE AGOSTO DE 2013 LOCAL: Salão em frente ao Auditório da UNEB – Campus VII Horário: 15:00-16:00 Coordenação: Diego Palmeira da Silva (UFBA) ANTIFÚNGICOS ANT01 - ATIVIDADE ANTIFÚNGICA in vitro DE EXTRATO HIDROALCÓOLICO DE AROEIRA CONTRA Moniliophthora perniciosa. Rafael Mota da Silva; Ana Cristina Fermino Soares; Caroline Damasceno; Franceli Silva; Filipe Costa Lima. ANT02 - AVALIAÇÃO in vitro DA AÇÃO ANTIFÚNGICA DO EXTRATO HIDROALCÓOLICO DE FOLHAS DE AROEIRA AO Fusarium oxysporum f.sp. cubense. Rafael Mota da Silva; Ana Cristina Fermino Soares; Lydice Sant’ Anna Meira Haddad; Franceli Silva; Filipe Costa Lima. ANT03 - CONTROLE IN VITRO DE Aspergillus Niger COM ÁGUA DE FUMO Jaqueline Macena Pereira, Rafael Mota da Silva, Caroline Lopes Damasceno, Ana Cristina Fermino Soares, Filipe Costa Lima ANT04 - CONTROLE in vitro DE Aspergillus niger COM UTILIZAÇÃO DE EXTRATO HIDROALCOÓLICO DE FOLHAS DE GOIABEIRA (Psidium guajava) Filipe Costa Lima; Rafael Mota da Silva; Ana Cristina Fermino Soares; Franceli da Silva; Jaqueline Macena Pereira. CONTROLE BIOLÓGICO CONBIO01 - ANTAGONISMO IN VITRO DE Penicillium citrinum A FITOPATÓGENOS DA CULTURA DO CACAU Caroline Lopes Damasceno, Ana Cristina Fermino Soares, Cristiano Oliveira do Carmo, Rafael Mota da Silva, Jaqueline Pereira Macena CONBIO02 - ANTAGONISMO in vitro DE Penicillium citrinum A FUNGOS FITOPATÔGENICOS Cristiano Oliveira do Carmo, Ana Cristina Fermino Soares, Caroline Lopes Damasceno, Rafael Mota da Silva, Jéssica Lima. 7 CONBIO03 - AVALIAÇÃO DA INIBIÇÃO DO CRESCIMENTO MICELIAL DE Aspergillus niger POR METABÓLITOS VOLÁTEIS DE Penicillium citrinum Caroline Lopes Damasceno, Ana Cristina Fermino Soares, Cristiano Oliveira do Carmo, Rafael Mota da Silva, Ilana Mamédio. CONBIO04 - AVALIAÇÃO DE SUPRESSÃO DE Fusarium oxysporum f. sp. cubense COM ISOLADOS Trichoderma sp. E Paecilomyces spp. Filipe Costa Lima; Rafael Mota da Silva; Ana Cristina Fermino Soares; Caroline Damasceno; Cristiano Oliveira Carmo. ECOLOGIA E MICODIVERSIDADE ECOMIC01 - FERRUGENS DO NORDESTE BRASILEIRO: UMA REVISÃO Jaqueline Maria Oliveira do Nascimento, Maria Luiza do Carmo Santos, Jéssica de Souza Lima, Juliana Fernandes dos Santos, Leonardo de Oliveira Barbosa, Jorge Teodoro de Souza ECOMIC02 - FUNGOS CONIDIAS ASSOCIADOS A TANQUES DE Aechmea (BROMELIACEAE) NA SERRA DA FUMAÇA, PINDOBAÇU, BAHIA Marcos Fábio Oliveira Marques, Patrícia Martins Galvão Palha ECOMIC03 - FUNGOS CONIDIAIS EM MICROHABITAT EXÓTICO: NINHOS DE PASSARINHOS NA SERRA DE SANTANA, SENHOR DO BONFIM-BA Fabiana Durval de Oliveira; Marcos Fábio Oliveira Marques ECOMIC04 - FUNGOS CONIDIAIS ENCONTRADOS EM ÁREAS DE EXTREMA IMPORTÂNCIA BIOLÓGICA INVENTARIADOS PELO PPBIO SEMIÁRIDO Noemia Santos Batista; Marcos Fábio Oliveira Marques ECOMIC05 - IDENTIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DE FUNGOS FILAMENTOSOS ISOLADOS DA GEOPRÓPOLIS DE Melipona quadrifasciata anthidioides LEPELETIER – 1836 Jaqueline Macena Pereira, Rafael Mota da Silva, Ana Cristina Fermino Soares, Jackeline Pereira Andrade, Margarida Ventura Santana ECOMIC06 - LEVANTAMENTO DA FAMÍLIA HYMENOCHAETACEAE NO HERBÁRIO HFSL, PORTO VELHO, RONDÔNIA Dênie da Silva Ferreira, Samuel Oliveira almeida, Fábio Resadore, Angelina de Meiras Ottoni, Allyne Christina Gomes-Silva ECOMIC07 - MACROFUNGOS DA FLORESTA NACIONAL DO JAMARI, ITAPUÃ DO OESTE, RONDÔNIA: DADOS PRELIMINARES Samuel Oliveira Almeida, Fabio Resadore, Angelina de Meiras Ottoni, Deniê da silva Ferreira, Allyne Christina Gomes-Silva 8 ECOMIC08 - Nigroporus macroporus (AGARICOMYCETES, BASIDIOMYCOTA): PRIMEIRO REGISTRO PARA A AMAZÔNIA BRASILEIRA Allyne Christina Gomes-Silva, Tatiana Baptista Gibertoni ECOMIC09 - PHANEROCHAETACEAE (BASIDIOMYCOTA) NA AMAZÔNIA BRASILEIRA Allyne Christina Gomes-Silva, Tatiana Baptista Gibertoni ECOMIC010 - PRIMEIROS REGISTROS DE GANODERMATACEAE E HYMENOCHAETACEAE NA BASE DE SELVA GUARARAPES EM PORTO VELHO, RONDÔNIA, BRASIL Angelina de Meiras Ottoni, Dênie da Silva Ferreira, Samuel Oliveira Almeida, Fábio Resadore, Allyne Christina Gomes- Silva ECOMIC011 - PRIMEIROS REGISTROS DE POLYPORACEAE NA BASE DE SELVA GUARARAPES EM PORTO VELHO, RONDÔNIA, BRASIL Samuel Oliveira Almeida, Fabio Resadore, Angelina de Meiras Ottoni, Deniê da silva Ferreira, Allyne Christina Gomes-Silva ECOMIC012 - REVISÃO DAS EXSICATAS DE Meruliaceae e Meripilaceae (Basidiomycota) DEPOSITADAS NO HERBÁRIO HFSL, PORTO VELHO, RONDÔNIA Fabio Resadore, Angelina de Meiras Ottoni, Samuel Oliveira Almeida, Deniê da Silva Ferreira, Allyne Christina Gomes-Silva ENSINO ENS01 - CAÇA AOS FUNGOS: PROPOSTA DE AULA DE CAMPO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA (DADOS PRELIMINARES) Pedro Paulo Alves Rocha Filho, Alana Narcisia Jesus Souza, Lília dos Santos da Silva. ENS02 - EXPERIÊNCIA DA DISCIPLINA DE BIOLOGIA DE FUNGOS PARA OS ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS DA UFRB Margarida Ventura Santana; Leonardo de Oliveira Barbosa, Jaqueline Macena Pereira; José Luiz Bezerra 9 10 RESUMOS 10 ANTIFÚNGICOS ATIVIDADE ANTIFÚNGICA in vitro DE EXTRATO HIDROALCÓOLICO DE AROEIRA CONTRA Moniliophthora perniciosa. Rafael Mota da Silva1; Ana Cristina Fermino Soares2; Caroline Damasceno3; Franceli Silva4; Filipe Costa Lima5. 1 Mestrando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB; 2 Pesquisadora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB; 3 Mestranda da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB; 4 Pesquisadora da Universidade Federal do Recôncavoda Bahia – UFRB; 5 Graduando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB. e-mail: rafamotaprego@hotmail.com A Região Sul da Bahia apresenta uma queda na produtividade do cacaueiro em virtude da vassoura-de-bruxa, doença dessa cultura. A doença é causada pelo basidiomiceto hemibiotrófico Moniliophthora perniciosa. Os altos custos das práticas de manejo dificultam o controle da doença. O uso de extratos vegetais com potencial antifúngicos tem sido investigado como alternativa para controle de doenças de plantas. O extrato de aroeira (Schinus terebinthifolius) vem sendo estudado no controle de fitopatógenos devido à sua atividade antimicrobiana. O presente trabalho teve como objetivo avaliar in vitro a atividade do extrato hidroalcóolico de folhas de aroeira contra o fungo fitopatogênico do cacau M. perniciosa. Para preparo do extrato, folhas de aroeira foram coletadas e secadas em estufa de ventilação forçada a 45 ºC por 72 horas. Em seguida 30 g foram imersas em solução hidroalcóolica 1:1 por 72horas e a evaporação dos solventes foi realizada em evaporador rotativo a 70ºC. O extrato foi filtrado em membrana Millipore (0,2 μm) e adicionado ao meio BDA (Batata, Dextrose, Agar),no momento de serem vertidos em placas de Petri, para que concentrações finais do extrato no meio sejam (0%, 25%, 50% e 75% (v/v)). Um disco de micélio de M. perniciosa, foi transferido para o centro da placa e incubados a 28ºC. A cada 48 horas foram realizadas avaliações do crescimento micelial do fungo, por meio da medição do diâmetro da colônia em dois sentidos diametralmente opostos. O delineamento foi inteiramente casualizado com 5 repetições. Os dados foram analisados por meio de regressão e teste de Tukey a 5% no programa estatístico SISVAR. As colônias do patógeno apresentaram os diâmetros de 5,26; 5,5; 1,0 e 0,57 cm nas concentrações de extratos 0, 25, 50 e 75%, respectivamente. As maiores inibições observadas foram 89,9% e 82 % proporcionadas pelas concentrações 75% e 50% de extrato, diferentemente da, 25 % que evidenciou uma inibição de 7,7%. Os resultados encontrados no trabalho evidenciam que em altas concentrações o extrato hidroalcóolico de folhas de aroeira apresenta atividade antifúngica a M. perniciosa. Palavras-chave: Ação antifúngica, controle alternativo, M. perniciosa. 12 11 AVALIAÇÃO in vitro DA AÇÃO ANTIFÚNGICA DO EXTRATO HIDROALCÓOLICO DE FOLHAS DE AROEIRA AO Fusarium oxysporum f.sp. cubense. Rafael Mota da Silva1; Ana Cristina Fermino Soares2; Lydice Sant’ Anna Meira Haddad3; Franceli Silva4; Filipe Costa Lima5. 1 Mestrando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB; 2 Pesquisadora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB; 3 Pós doutoranda da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB; 4 Pesquisadora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB; 5 Graduando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB Na procura de métodos alternativos para controle de doenças de plantas, o uso de extratos vegetais, tem sido investigados por serem de origem natural, menos tóxicos ao homem e ao ambiente. Os extratos vegetais podem apresentar, entre outros efeitos, o de fungicida em função de compostos produzidos pelas plantas, no metabolismo secundário. A aroeira (Schinus terebinthifolius), planta típica do cerrado, tem despertado interesse em razão da atividade antimicrobiana de seu extrato. Neste contexto, este trabalho teve como objetivo avaliar in vitro a atividade do extrato de folhas de aroeira contra o fungo fitopatogênico da bananeira Fusarium oxysporum f. sp. cubense. Para preparo do extrato, folhas de aroeira foram coletadas, secas e 30 g misturadas com solução hidroalcóolica 1;1, por 72 e evaporação dos solventes em evaporador rotativo a 60ºC. O extrato foi filtrado em membrana Millipore (0,2 μm) e adicionado ao meio BDA (Batata, Dextrose, Agar), no momento de serem vertidos em placas de Petri, para que concentrações finais do extrato no meio sejam (0%, 25%, 50% e 75% (v/v)). Um disco de micélio de F. oxysporum, foi transferido para o centro da placa e incubado a 28ºC. A cada 72 horas, foi avaliado o crescimento micelial do fungo, por meio da medição do diâmetro da colônia em dois sentidos diametralmente. A avaliação da esporulação, foi realizada adicionando 20 mL de NaCl 0,85% e 1 gota de Tween® 20 sobre a colônia, seguida de raspagem e contagem em câmara de Neubauer em microscópio ótico. O delineamento foi inteiramente casualizado com 5 repetições. A análise dos dados foi feita no programa estatístico SISVAR, analise de regressão e teste de Tukey a 5%. O crescimento micelial do fungo foi afetado negativamente pelo extrato de aroeira, apresentando dimensões de colônias de 5,2; 3,9; 3,6 e 3,2 cm nas concentrações de extratos 0, 25, 50 e 75%, respectivamente. O meio contendo 75% de extrato apresentou a maior inibição do crescimento micelial do fungo (40%), entretanto, as concentrações de 50 e 25 % não diferiram entre si, com 33 e 29 %, respectivamente. O controle não apresentou inibição do crescimento micelial. O trabalho apresentou resultados promissores, evidenciando que o extrato apresenta atividade antifúngica a F. oxysporum. Estudos futuros devem identificar/isolar essas substâncias/metabólitos e testa-las em outros patógenos causadores de doenças. Palavras-chave: Antifúngico, Controle alternativo, F. oxysporum. 13 CONTROLE IN VITRO DE Aspergillus Niger COM ÁGUA DE FUMO Jaqueline Macena Pereira1, Rafael Mota da Silva1, Caroline Lopes Damasceno1, Ana Cristina Fermino Soares1, Filipe Costa Lima1 1 Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Rua Rui Barbosa, 710. CEP: 44380-000 Campus de Cruz das Almas- BA, Brasil. O Sisal (Agave sisalana Perrine) é uma cultura que apresenta um importante papel socioeconômico para o semiárido nordestino, principalmente no estado da Bahia, onde se concentra sua produção no Brasil. Nas últimas décadas, tem ocorrido um decréscimo na produtividade de sisal devido à ocorrência da podridão vermelha do caule causada pelo Aspergillus niger. Este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial da água de fumo, para o controle de Aspergillus niger por meio de testes in vitro. O extrato da água de fumo é obtido no processo de lavagem das folhas, utiliza-se 1000 litros de água para 75 kg de folhas de fumo por um período de 5 minutos, posteriormente o extrato foi filtrado em papel filtro e esterilizado em luz ultravioleta (UV) por 20 minutos. Em seguida o extrato de água de fumo foi adicionado ao meio BDA (Batata, Dextrose, Agar), no momento de serem vertidos em placas de Petri para que as concentrações finais do extrato no meio sejam (0, 15, 30 e 70% (V/V)). Um disco de micélio de A. niger, foi transferido para o centro da placa e incubado a 28ºC. A cada 48 hora foi avaliado o crescimento micelial do fungo, por meio da medição do diâmetro da colônia em dois sentidos diametralmente opostos. O delineamento foi inteiramente casualizado com 4 repetições. A análise dos dados foi feita no programa estatístico SISVAR, por analise de regressão e teste de Tukey a 5%. As colônias do patógeno apresentaram os diâmetros de 9,0; 7,52; 4,47 e 1,55 cm nas concentrações de 0%, 15%, 30% e 70%, respectivamente. A água de fumo nas concentrações de 0%, 15%, 30% e 70%, proporcionou respectivamente 0%; 16,5%; 50,3% e 82,8% de inibição do crescimento micelial de A. niger em meio de cultura batata dextrose agar.. A água de fumo apresenta efeito inibitório no crescimento micelial do A. niger. Verificou-se que nas concentrações 30 e 70 % a agua de fumo apresenta atividade antifúngica contra o A. niger. Os resultados obtidos foram satisfatórios revelando a necessidade de estudos futuros. Palavras-chave: fumo, controle alternativo, Aspergillus niger 14 CONTROLE in vitro DE Aspergillus niger COM UTILIZAÇÃO DE EXTRATOHIDROALCOÓLICO DE FOLHAS DE GOIABEIRA (Psidium guajava) Filipe Costa Lima1; Rafael Mota da Silva2; Ana Cristina Fermino Soares3; Franceli da Silva4; Jaqueline Macena Pereira5. 1 Graduando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 2 Mestrando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 3 Pesquisadora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 4 Pesquisadora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 5 Mestranda da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB A cultura do sisal (Agave sisalana Perrine) representa um importante segmento econômico para o Nordeste brasileiro, pois é fonte de renda e geração de emprego em regiões do semiárido. A podridão vermelha do sisal, causada pelo fungo A. niger. tem proporcionado expressiva queda na produtividade do sisal. Na busca de alternativas menos agressivas ao meio ambiente, extratos de plantas têm sido utilizados com eficiência no controle de fungos fitopatógenos. Dentre as espécies que apresentam potencial antifúngico, a goiaba (Psidium guajava) mostra-se promissora. O objetivo do trabalho foi avaliar o potencial antifúngico do extrato hidroalcoólico de folhas de goiabeira contra A. niger. Para preparo do extrato, folhas de goiabeira foram coletadas, secas e 30g misturadas com solução hidroalcoólica 1:1, por 72 horas e a evaporação do solvente foi realizada em evaporador rotativo a 60ºC. O extrato foi filtrado em membrana Millipore (0,2 μm) e adicionado ao meio BDA (Batata Dextrose Agar), no momento de serem vertidos na placa, para que as concentrações finais do extrato no meio sejam (0%, 25%, 50% e 75% (v/v). Um disco de micélio de A. niger. foi transferido para o centro das placas e incubado a 28ºC. A cada 72 horas, foi avaliado o crescimento micelial do fungo, por meio da medição do diâmetro da colônia em dois sentidos diametralmente opostos. O delineamento foi inteiramente casualizado com cinco repetições. A análise de regressão e teste de Tukey a 5% dos dados foram feitas no programa estatístico SISVAR. O extrato de goiaba não foi eficiente no controle do patógeno, uma vez que todas as concentrações apresentaram crescimento maior que o controle. O tratamento com 25% de concentração estimulou o crescimento micelial máximo do patógeno. O extrato hidroalcoólico de goiaba estimulou ao crescimento micelial do A. niger. Palavras-chave: Controle biológico; Podridão vermelha; Extrato de planta. 15 BIOTECNOLOGIA FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES E FÓSFORO NO CRESCIMENTO E TEOR DE NUTRIENTES DE Mimosa tenuiflora [Willd.] Poir. Thaís Teixeira Rios (1) *; João Ricardo Gonçalves de Oliveira (1); Adriana Mayumi Yano Melo (2). (1) Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Ciências Biológicas, Departamento de Micologia, Rua Nelson Chaves, s/n, CEP 50670‑420 Recife, PE, Brasil. (2) Universidade Federal do Vale do São Francisco, Avenida José de Sá Maniçoba, s/n, Centro, CEP 56304‑917 Petrolina, PE, Brasil. E-mail: thaisteixeirarios@outlook.com; A vegetação da Caatinga é marcada pela presença de árvores e arbustos de pequeno porte. Esta vegetação encontra-se fragmentada, devido às atividades antrópicas. O plantio de espécies nativas de rápido crescimento, como a espécie Mimosa tenuiflora [(Willd.) Poir.], que sejam capazes de aumentar a ciclagem de nutrientes e a qualidade do solo, aliadas à inoculação com micro- organismos benéficos do solo como fungos micorrízicos arbusculares (FMA) podem compor ações para a recuperação de áreas impactadas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a responsividade de Mimosa tenuiflora à inoculação com FMA em quatro níveis de adubação fosfatada. O experimento foi realizado em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado em arranjo fatorial com três tratamentos de inoculação (não inoculado - Controle, inoculado com Claroideoglomus etunicatum ou com Scutellospora heterogama), quatro doses de P na forma de superfosfato simples (0, 22, 66 e 155 mg/L ), em 7 repetições, totalizando 84 parcelas experimentais. Quinzenalmente foram registrados o número de folhas, altura e diâmetro do caule das plantas e ao final do experimento (120 dias), foram avaliadas biomassa fresca e seca aérea e radicular (BFA, BSA, BFR e BSR), teor de nutrientes da parte aérea, colonização micorrízica (CM) e número de glomerosporos (NG). De modo geral, plantas micorrizadas tiveram maiores médias de altura e diâmetro do caule do que plantas não micorrizadas, até a dose de 66 mg/L (P2). Em relação ao BFA, o incremento variou de 35 a 154% com C. etunicatum e de 28 a 150% com S. heterogama, da maior para a menor dose de P aplicada. Entretanto, para a BSR houve efeito apenas da inoculação, sendo o isolado de C. etunicatum mais favorável no estímulo ao crescimento radicular. A CM não diferiu entre os isolados de FMA nas doses mais baixas (0 e 22 mg/L); entretanto, a partir de 66 mg/L, houve redução da colonização radicular por ambos os isolados. Houve maior NG de S. heterogama do que de C. etunicatum até a dose de 22 mg/L de P. Plantas de M. tenuiflora micorrizadas geralmente apresentaram maior teor de nutrientes, em especial P, K, Ca, Cu e Zn. Conclui-se que plantas de M. tenuiflora são responsivas à aplicação de P e à inoculação com isolados de C. etunicatum e S. heterogama, entretanto recomenda-se a utilização de FMA em solos com baixo teor de P para produção de mudas desta espécie vegetal, pois pode reduzir insumos e beneficia o desenvolvimento vegetal. Palavras-chave: jurema preta, Fungos Micorrízicos Arbusculares, superfosfato simples, Caatinga. 17 PRODUÇÃO DE MUDAS DE SISAL (Agave sisalana) ASSOCIADAS AOS FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES E AO Piriformospora indica Emile Caroline Silva Lopes; Lydice Sant'Anna Meira-Haddad; Ana Cristina Firmino Soares; Rafael da Silva Mota; Cristiano Oliveira do Carmo 1 Discente, curso de engenharia florestal, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bolsista CNPq(emilecarolineufrb@yahoo.com.br); 2 Postdoc, Acadêmica do Mestrado em Microbiologia Agrícola, Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (BA); 3 Professora titular do Centro de Ciências Agrárias Ambientais e Biológicas, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (BA); 4 Discente do Mestrado em Microbiologia Agrícola,Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (BA); 5 Discente, curso de engenharia agronômica, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); O sisal (Agave sisalana) é uma das poucas culturas adaptadas à região do semiárido baiano, constituindo assim, em um fator de sobrevivência das comunidades que vivem nesta região, entretanto, a cultura vem sofrendo declínio em produtividade. A produção de mudas de qualidade torna-se importante para o estabelecimento dos plantios. Os fungos micorrízicos arbusculares (FMAs) e Piriformospora indica podem se associar às plantas, ainda como mudas, e beneficiá-las no crescimento e desenvolvimento. Neste trabalho objetivo-se avaliar o efeito da inoculação de FMAs e P. indica no crescimento e sobrevivência de mudas de sisal. O experimento foi montado em DIC, num esquema fatorial 6x6, totalizando 36 plantas. Os seguintes tratamentos foram adotados: T1 (controle - sem FMAs e sem P. indica); T2 (inoculados com P.indica e após 15 dias inoculados com FMAs); T3 (inoculados com FMAs e P.indica juntos); T4 (inoculados com P. indica); T5 (inoculados com FMAs e após 15 dias inoculados comP.indica); T6 (inoculados FMAs).O P. indica, foi cultivado em placas de Petri contendo meio BDA, por 7 dias,os FMAs foram extraídos de cultura armadilha e os bulbilhos de sisal foram obtidos no semiárido baiano. O solo foi autoclavado a 121oC, por 1 hora, 2 vezes com intervalode 24 horas. No transplantio das mudas para vasos plásticos foram inoculados os fungos nos respectivos tratamentos. As mudas foram mantidas em estufas agrícolas por 65 dias e irrigados regularmente. Foi determinada altura e diâmetro das plantas, número de folhas, peso seco, fresco da biomassa,volume de raiz e colonização fúngica. Foram observadas estruturas fúngicas nas raízes. A percentagem de colonização foi de 31,66; 29,83; 26,33; 20,66 e 30%, respectivamente, em T2,T3,T4,T5 e T6.Não houve diferença estatística, pelo Teste de Tukey 5% entre as percentagens de colonização dos tratamentos. Também não houve diferença de peso fresco e seco, altura e diâmetro das plantas e volume radicular e eficiência micorrízica entre os tratamentos. Os fungos colonizaram as mudas de sisal, entretanto, a simbiose não favoreceu o crescimento das mudas. Em razão de o sisal ser uma planta perene, de crescimento lento o período de estabelecimento e benefícios promovidos pelo fungo precisa ser reavaliado e aumentado, para que sejam visualizados incrementos nas mudas. O período de 65 dias foi insuficiente. Experimentos serão montados para testar o tempo ideal para a simbiose e quais outros aspectos, como resistência ao estresse hídrico, são favorecidos pela colonização dos fungos nas mudas de sisal. Palavras-chave: cultura; semiárido; produtividade. 18 CONTROLE BIOLÓGICO ANTAGONISMO IN VITRO DE Penicillium citrinum A FITOPATÓGENOS DA CULTURA DO CACAU Caroline Lopes Damasceno¹, Ana Cristina Fermino Soares¹, Cristiano Oliveira do Carmo¹, Rafael Mota da Silva¹, Jaqueline Pereira Macena¹ 1- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas, Cruz das Almas – BA, email:carolinedamas@yahoo.com.br O Brasil é o segundo maior produtor mundial de cacau (Theobroma cacao L.), sendo que seu cultivo está concentrado na região sul da Bahia, estado responsável por cerca de 90% da produção brasileira. A cultura do cacau possui grande importância econômica, pois apresenta alto valor de exportação e origina o chocolate, produto bastante consumido em todo mundo. Importantes doenças atingem a cultura do cacau, como a vassoura-de-bruxa, causada pelo basidiomiceto Moniliophthora perniciosa e a podridão-parda-do- cacaueiro, causada pelos oomicetos: Phytophthora citrophthora, P. palmivora e P. capsici. Dentre as alternativas de controle para tais doenças, o controle biológico, constitui-se numa das mais viáveis enconômica e ambientalmente. Este trabalho teve por objetivo avaliar o antagonismo entre Penicillium citrinum e fungos fitopatogênicos a cultura do cacau: Phytophthora palmivora; Phytophthora capsici e Moniliophthora perniciosa. O pareamento entre fungos (antagonista e patógeno) foi feito em placas de Petri contendo meio de cultura BDA (Batata, Dextrose, Ágar), sendo que discos de micélio de cada fungo eram colocados a 1 cm da borda das placas, com intervalo de 72 horas entre a repicagem do antagonista e do patógeno. O tratamento controle consistiu em placas contendo somente o disco de micélio do patógeno em um lado da placa. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com 6 repetições. Após 72 horas iniciaram-se as avaliações por meio da medição do diâmetro da colônia do patógeno, sendo as avaliações finalizadas quando, no tratamento controle, a colônia do patógeno atingia a borda da placa. A análise estatística foi feita por meio do teste de Tukey a 5% de probabilidade. O isolado de Penicillium citrinum apresentou atividade antagônica contra todos os fungos fitopatogênicos testados, sendo observadas diferenças significativas em relação ao crescimento micelial dos isolados patogênicos pareados com P. citrinum, quando comparados aos tratamentos controle. Foram constatados os seguintes níveis de inibição sobre Phytophthora palmivora (43,3%); Phytophthora capsici (42,5%) e Moniliophthora perniciosa (35,9%). O antagonismo entre os fungos, observado no presente estudo, provavelmente ocorreu por meio de competição, que ocorre quando dois ou mais micro- organismos exploram o mesmo substrato e interagem negativamente, competindo por recursos de sobrevivência. P. citrinum é apontado como um bom antagonista, com potencial para o controle de diversas doenças de plantas. Palavras-chave: controle biológico, Theobroma cacao, antagonista. 20 ANTAGONISMO in vitro DE Penicillium citrinum A FUNGOS FITOPATÔGENICOS Cristiano Oliveira do Carmo¹, Ana Cristina Fermino Soares¹, Caroline Lopes Damasceno¹, Rafael Mota da Silva¹, Jéssica Lima¹. 1- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas, Cruz das Almas – BA, email:cristian_oli10yahoo.com.br O gênero Penicillium constitui um grupo de fungos filamentosos do filo Ascomycota, ubíquos, encontrados na vegetação em decomposição, no solo e no ar. São conhecidos pela capacidade de produzir metabólitos secundários biologicamente ativos, como por exemplo, a penicilina, de importância na indústria farmacêutica. Algumas espécies desse gênero têm sido relatadas como agentes de biocontrole. O controle biológico é a prevenção dos danos de uma doença, por meio de antagonistas ou agentes de controle biológico que podem afetar os processos vitais do patógeno interferindo no ciclo da doença. Este trabalho teve por objetivo avaliar o antagonismo entre Penicillium citrinum e os fungos fitopatogênicos: Fusarium oxysporum, Colletotrichum sp. e Aspergillus niger. Fez-se o pareamento dos fungos em placas de Petri em meio de cultura BDA, com discos de micélio, colocados a 1 cm da borda das placas, com intervalo de 72 horas entre a repicagem do antagonista e do patógeno. O tratamento controle consistiu em placas contendo somente o disco de micélio dos patógenos em um lado da placa. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com 6 repetições. Após 72 horas iniciaram-se as avaliações por meio da medição do diâmetro da colônia do patógeno, sendo as avaliações finalizadas quando, no tratamento controle, a colônia do patógeno atingia a borda da placa. A análise estatística foi feita por meio do teste de Tukey a 5% de probabilidade. O isolado de Penicillium citrinum apresentou atividade antagônica contra todos os fungos fitopatogênicos testados, sendo observadas diferenças significativas em relação ao crescimento micelial dos isolados patogênicos pareados com P. citrinum, quando comparados aos tratamentos controle. Foram constatados os seguintes níveis de inibição sobre Fusarium oxysporum (24,4%); Colletotrichum sp. (29,2%) e Aspergillus niger (15,1%). A relação de antagonismo entre os fungos, constatada no presente estudo, possivelmente ocorreu por meio de competição, a qual ocorre quando dois ou mais micro-organismos exploram o mesmo substrato e interagem negativamente, competindo entre si por recursos de sobrevivência ou antibiose, onde um dos micro-organismos produz metabólitos que agem negativamente sobre o outro. Penicillium citrinum foi considerado um fungo antagonista, sendo que apresenta potencial para aplicação no controle biológico de diversos patógenos causadores de doenças de plantas. Palavras-chave: controle biológico, Agave sisalana, antagonista. 21 AVALIAÇÃO DA INIBIÇÃO DO CRESCIMENTO MICELIAL DE Aspergillus niger POR METABÓLITOS VOLÁTEIS DE Penicillium citrinum Caroline Lopes Damasceno¹, Ana Cristina Fermino Soares¹, Cristiano Oliveira do Carmo¹, Rafael Mota da Silva¹, Ilana Mamédio ¹ 1- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas, Cruz das Almas – BA, email:carolinedamas@yahoo.com.br Atualmente, o Brasil é o maior produtor de Sisal (Agave sisalana), cultura que representa importante segmento socioeconômico para a região semiárida do Nordeste, emespecial a Bahia, em virtude da adaptação dessa planta ao clima da região e de sua extrema relevância como fonte de renda para uma população carente e com poucas alternativas de geração de renda. O Sisal é cultivado principalmente no sistema de agricultura familiar e assim é considerado fator de fixação do homem ao campo. Fatores como a podridão vermelha do sisal, causada pelo fungo Aspergillus niger, vêm reduzindo a produtividade e área plantada desta cultura, ao longo das últimas três décadas. Assim, faz-se necessário o desenvolvimento de estratégias de controle, como o controle biológico por meio de microrganismos antagonistas. Fungos do gênero Penicillium são potenciais agentes de biocontrole em virtude da capacidade de produção de micotoxinas, que podem atuar como substancias antimicrobianas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a inibição do crescimento micelial de Aspergillus niger por meio de metabólitos voláteis produzidos por Penicillium citrinum. Para isso, fundos de placas de Petri contendo meio BDA e disco de micélio do antagonista foram pareadas com fundos de placas contendo meio BDA e disco de micélio do patógeno, após diferentes períodos de tempo (0, 48, 96, 144, 192 e 240 horas) da repicagem do antagonista, de modo que o fundo da placa contendo o patógeno ficasse sempre na parte superior, em todos os tratamentos. O tratamento controle consistiu no mesmo sistema de pareamento de fundos de placas de Petri, entretanto utilizando somente o patógeno, tanto na parte superior, quanto na inferior. O delineamento experimental foi casualizado com 6 repetições. A avaliação consistiu da medição do diâmetro da colônia do patógeno a cada 4 dias. A análise dos dados foi feita por meio do teste de Tukey a 5% de probabilidade. Foi verificada inibição de 35% do crescimento micelial de A. niger, somente após 240 horas da repicagem do antagonista, sendo que em períodos de tempo menores, não se constatou inibição. P. citrinum é um fungo antagonista, de crescimento micelial lento, em relação ao crescimento de A. niger, sugerindo a necessidade de um período de estabelecimento em meio de cultivo para que ocorra produção de metabólitos voláteis. Substâncias voláteis, em geral, agem sobre fungos patogênicos suscetíveis, inibindo o crescimento micelial. Entretanto, nem sempre isolados com capacidade para produzir substâncias não voláteis produzem substâncias voláteis. O isolado de Penicillium citrinum não foi considerado um bom produtor de metabólitos voláteis, nas condições em que o experimento foi conduzido. Palavras-chave: Antagonista, controle biológico, Agave sisalana. 22 AVALIAÇÃO DE SUPRESSÃO DE Fusarium oxysporum f. sp. cubense COM ISOLADOS Trichoderma sp. E Paecilomyces spp. Filipe Costa Lima1; Rafael Mota da Silva2; Ana Cristina Fermino Soares3; Caroline Damasceno4; Cristiano Oliveira do Carmo5. 1 Graduando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 2 Mestrando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 3 Pesquisadora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 4 Mestranda da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, 5 Graduando da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB A cultura da banana (Musa sp.) ocupa um notável grau de importância, pois além de ser um item alimentar vinculado à subsistência de populações rurais, é também produto de exportação, sendo cultivada em todos os estados do país. Essa cultura encontra-se sujeita aos efeitos negativos provocados pelo Fusarium oxysporum f. sp. cubense, agente causal do Mal-do-Panama, principal doença da bananeira. Na tentativa de controlar fitopatógenos com técnicas que provocam menos impactos ambientais, o controle biológico tem se apresentado como uma alternativa viável. O trabalho teve como objetivo avaliar o antagonismo de isolados de Trichoderma spp. e Paecilomyces spp. ao F. oxysporum. Para a avaliação do efeito antagônico foi preparado meio de cultura BDA (Batata Dextrose Agar), e realizada à transferência de discos de micélio do patógeno e do antagonista para a placa de petri, mantendo-se uma distância de cinco centímetros entre os discos de micélio e de dois centímetros da borda da placa. Foram realizados quatro tratamentos, sendo: um controle, somente com Fusarium oxysporum f. sp.; Trichoderma sp.1, Trichoderma sp.2 e um Paecilomyces sp. O crescimento micelial foi avaliado com uma régua a cada 72 horas, observando-se a formação de halo de inibição em torno do patógeno. Os dados foram analisados no programa estatístico SISVAR, Tukey a 5% de probabilidade. As colônias dos tratamentos Controle, Paecilomyces sp, Trichoderma sp.1 e Trichoderma sp.2 apresentaram os seguintes diâmetros 6,65; 6,19; 3,0 e 3,65 cm respectivamente. Os tratamentos com isolados de Trichoderma spp. apresentaram diferença significativa com os demais tratamentos. O tratamento com Paecilomyces sp. e o controle, entretanto, não apresentaram diferença significativa entre si, sendo dessa forma considerado ineficiente no controle do patógeno. Os melhores resultados de antagonismo in vitro, foram obtidos no tratamento com Trichoderma sp.1. Assim, os fungos do gênero Trichoderma spp. foram considerados bons agentes antagônicos, pois proporcionaram melhores níveis de inibição, reduzindo crescimento micelial de F. oxysporum, em comparação ao tratamento controle. Já em relação ao fungo Paecilomyces sp., os resultados indicam que não houve atividade antagônica, sendo que não houve diferença significativa em comparação ao controle. Em virtude dos resultados obtidos, mais estudos devem ser desenvolvidos, visando maior conhecimento do 23 potencial antagônico dos isolados de Trichoderma spp. em relação ao patógeno F. oxysporum. Palavras-chave: Controle biológico; Antagonismo; Mal-do-Panamá. 24 CONTROLE DA PODRIDÃO VERMELHA DO SISAL COM Trichoderma spp. Cristiano Oliveira do Carmo¹, Ana Cristina Fermino Soares¹, Caroline Lopes Damasceno¹, Rafael Mota da Silva¹, Márcia Oliveira do Carmo1. 1- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas, Cruz das Almas – BA, email: cristian_oli@yahoo.com.br A região semiárida da Bahia responde por 95% da fibra de sisal produzida no Brasil. Esta cultura constitui-se na principal fonte de renda para inúmeras famílias, em mais de 60 municípios produtores de sisal nesta região. Entretanto, o sisal vem sendo afetado pela podridão vermelha do caule, causada pelo fungo Aspergillus niger, que resulta na morte das plantas. O controle biológico é um dos métodos de controle de doenças, que se destaca por não causar danos ao ambiente e favorecer a população de microrganismos benéficos do solo. O objetivo deste trabalho foi avaliar formulações de fungos do gênero Trichoderma, elaboradas pela Empresa Sementes Farropilha, no controle de A. niger. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, na UFRB, campus de Cruz das Almas. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com 14 tratamentos e 20 repetições, sendo seis formulações isoladas, seis combinações de formulações e dois controles. Mudas de sisal com 20 a 30 cm de altura foram inoculadas com a suspensão aquosa das formulações (107 unidades formadoras de colônia (UFC.ML-1). Para a combinação destas, a mistura dos formulados foi preparada de forma a se obter a concentração de 107 UFC por ml de cada isolado. Após 24 horas de aplicação das formulações, as mudas foram inoculadas com suspensão de esporos de A. niger (107 esporos por ml-1). A severidade da podridão vermelha foi avaliada após 30 dias, por meio da escala de notas descritiva de sintomas, sendo nota 0 - planta sem sintomas, 1 – planta com sintomas iniciais; 2 - planta com sintomas avançados e 3 - planta morta. Os formulados de T. virens (TCS 28), T. harzianum (TCS 34 e TCS35) e T. virens (TCS 43) e a combinação C2 (TCS 28 + TCS 76 – T. harzianum) foram os que apresentaram resultados satisfatórios no controle da podridão vermelha em mudas de sisal, reduzindo a severidade em valores abaixo de 50%. Formulações de Trichoderma spp., quando testados de forma isolada e em combinação, se mostraram eficientes em reduzir a severidade, mas não promoveram 100% de controle da doença. Palavras-chave: controle biológico, Agave sisalana, antagonista, A. niger. 25 ECOLOGIA E MICODIVERSIDADE BASIDIOMYCOTA DA FLONA NACIONAL DE HUMAITÁ: NOVOS REGISTROS PARA O AMAZONAS Fabio Resadore1, Angelina de Meiras Ottoni1, Samuel Oliveira Almeida1, Deniê da Silva Ferreira1, Allyne Christina Gomes-Silva1 1 Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil fabiores10@hotmail.com; angel_m_ottoni@hotmail.com; samueloliveira_17@hotmail.com; deniepvh@gmail.com; allynefungi@hotmail.com. Basidiomycota é caracterizado por apresentar em sua estrutura basídios contendo basidiósporos. Atualmente este filo compreende cerca de 31.515 espécies, distribuídas em 177 famílias. Devido a escassez sobre o conhecimento da diversidade de macrofungos em áreas da Amazônia brasileira, este trabalho visou contribuir para o conhecimento da diversidade de fungos do filo Basidiomycota no Estado do Amazonas. Foi realizada uma coleta pioneira na Floresta Nacional de Humaitá em Abril de 2013. Os basidiomas foram coletados manualmente com auxílio de uma faca, e então acondicionados em sacos de papel e posteriormente secados em uma estufa. Os basidiomas foram analisados macro e microscopicamente e a identificação foi baseada em bibliografia recomendada e a nomenclatura, nas bases de dados Mycobank e CABI. Foram registradas dez espécies de macrofungos até o momento, sendo estas: Lopharia cinerascens (Schwein.) G. Cunn, Trametes lactinea (Berk.) Sacc., Pycnoporus sanguineus (L.) Murrill, Porogramme albocincta (Cooke & Massee) J. Lowe, Earliella scabrosa (Pers.) Gilb. & Ryvarden (Polyporaceae), Ganoderma australe (Fr.) Pat. (Ganodermataceae), *Stereum ostrea (Blume & T. Nees) Fr. (Stereaceae), *Schizophyllum commune Fr. (Schizophyllaceae), Phylloporia spathulata (Hook.) Ryvarden (Hymenochaetaceae) e Antrodiella liebmannii (Fr.) Ryvarden (Meruliaceae). Todas as espécies representam primeiro registro para Humaitá e para área de coleta. As espécies marcadas com *representam novos registros para o Amazonas. Palavras-chave: diversidade, taxonomia, Agaricomycetes 27 FERRUGENS DO NORDESTE BRASILEIRO: UMA REVISÃO Jaqueline Maria Oliveira do Nascimento1, Maria Luiza do Carmo Santos2, Jéssica de Souza Lima1, Juliana Fernandes dos Santos1, Leonardo de Oliveira Barbosa3, Jorge Teodoro de Souza4 1 Doutorandos em Ciências Agrárias UFRN, 2 Graduanda em Ciências Biológicas UFRB, 3 Mestrando em Ciências Agrárias UFRB , 4. Professor UFRB Composta pelos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, a Região Nordeste ocupa uma área de aproximadamente 1.600.000 Km2, que equivale a aproximadamente 18% da superfície do Brasil. Essa região apresenta grande importância ecológica devido à existência de biomas de grande diversidade como a Caatinga, em sua maior parte; o Cerrado; e a Mata Atlântica. A diversidade de fungos nesses mais diferentes biomas brasileiros é incontestável, entretanto com a rápida degradação desses biomas de grande interesse tornam-se essenciais pesquisas, principalmente com organismos biotróficos como as Pucciniales, que possibilitem conhecimentos de sua diversidade, bem como auxiliem na elucidação da sua sistemática. No mundo, são conhecidos sobre as ferrugens, cerca de 120 gêneros holomórficos e 13 anamórficos, entre 5000 a 7000 das espécies reconhecidas. No Brasil até o ano de 2005, a biota de Pucciniales era composta por 56 holomorfos, 9 anamorfos e cerca de 800 espécies. Em 2012, após novas revisões sobre o grupo para o Brasil foram confirmadas 749 espécies de ferrugens distribuídas em 66 gêneros. Para essa revisão foram realizados levantamentos bibliográficos sobre a distribuição desses organismos na região Nordeste. Como resultados foi verificado a existência de 141 espécies, representando 18,8% das espécies no Brasil, sendo estas classificadas em 28 gêneros de Pucciniales, 2 anamorfos e 26 teleomorfos. Os gêneros teleomorfos foram classificados em nove famílias, sendo elas: Chaconiaceae Cummins & Y. Hiratsuka; Coleopsoraceae Dietel; Melampsoraceae Dietel; Phakopsoraceae Cummins & Y. Hiratsuka; Phragmidiaceae Corda; Pucciniaceae Chevall.; Pucciniosiraceae (Dietel) Cummins & Y. Hiratsuka; Raveneliaceae Leppik e Uropyxidaceae Cummins & Y. Hiratsuka. Entre as famílias citadas, Uropyxidaceae foi a melhor representada com sete gêneros, seguida da Phakopsoraceae com cinco, Chaconiaceae quatro, Pucciniaceae e Raveneliaceae com três, as demais com apenas um gênero. Dentre os gêneros o Puccinia foi o mais encontrado, com 50 espécies. Em relação aos estados nordestinos a Bahia, Ceará, Paraíba, são os que mais apresentam citações dessa ordem, seguidos de Pernambuco e Maranhão. Assim com base nessa breve revisão é possível observar a necessidade de mais estudos na região Nordeste, onde certamente a diversidade de Pucciniales não está totalmente representada. Palavras-chave: micota, Pucciniales, Puccinia 28 FUNGOS CONIDIAS ASSOCIADOS A TANQUES DE Aechmea (BROMELIACEAE) NA SERRA DA FUMAÇA, PINDOBAÇU, BAHIA Marcos Fábio Oliveira Marques¹, Patrícia Martins Galvão Palha² 1 Professor da Universidade do Estado da Bahia - Campus VII/Senhor do Bonfim. ² Acadêmica de Ciências Biológicas da UNEB, Campus VII/Senhor do Bonfim. E-mail: patypalha@gmail.com Os fungos estão entre os organismos mais diversificados do mundo, entretanto são os menos conhecidos, principalmente no semiárido brasileiro, onde estudos sobre fungos anamórficos são relatados como escassos, sobretudo em microhabitats como os tanques de bromélias. A família Bromeliaceae é formada por plantas terrestres, rupícolas e epífitas, e em geral caracterizadas por apresentarem inflorescência vistosa, folhas dispostas em roseta constituíndo um reservatório de água com a presença de substratos orgânicos, utilizados como abrigo, sítio de acasalamento, fonte de água e alimento por diversos seres vivos, dentre estes os fungos. Dessa forma, esta pesquisa teve como objetivo conhecer a micota responsável pela decomposição de substratos vegetais nos fitotelmos de bromélias epífitas e rupícolas do gênero Aechmea na Serra da Fumaça, Pindobaçu, Bahia. Expedições foram realizadas no período de Ago/2012 a Jan/2013 a cada dois meses e foram coletadas amostras de substratos vegetais em tanques de espécies de bromélias epífitas (Aechmea aquilega (Salisbury) Grisebach e Aechmea lingulata (Linnaeus) Baker) em floresta estacional semidecídua e bromélias rupícolas (Aechmea sp. e Aechmea aquilega) em Campo Rupestre. As amostras foram lavadas em água corrente e foram colocadas em câmaras úmidas e incubadas na temperatura ambiente. Obteve-se uma riqueza de espécies de fungos nos fitotelmos de bromélias rupícolas: Aechmea sp1 e sp2 (31 espécies), Aechmea aquilega (48 espécies) e nas bromélias epífitas Aechmea aquilega (18 espécies) e Aechmea lingulata (37 espécies), sendo comuns aos tanques as espécies: Atrosetaphiale flagelliformis Matsh, Beltraniella portoricensis (Stevens) Piroz. & Pati, Umbellidion radulans B.Sutton & Hodges, Ellisembia adescendes (Berk.) Subram e Sporendocladia follicola (P.M. Kirk) M.J. Wingf. Os substratos vegetais depositados nas cisternas do gênero Aechmea representaram um importante reservatório de fungos anamórficos, isso pode estar relacionado à arquitetura das plantas,altura das cisternas, volume e substratos diversificados encontrados nos tanques que favorecem o desenvolvimento fúngico. PALAVRAS-CHAVE: Bromeliaceae, micota, substratos vegetais 29 FUNGOS CONIDIAIS EM MICROHABITAT EXÓTICO: NINHOS DE PASSARINHOS NA SERRA DE SANTANA, SENHOR DO BONFIM-BA Fabiana Durval de Oliveira1,; Marcos Fábio Oliveira Marques2 1 Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado da Bahia, campus VII, Senhor do Bonfim. 2 Professor Doutor da Universidade do Estado da Bahia, campus VII, Senhor do Bonfim. E-mail: fabbydurval@hotmail.com Uma gama de substratos pode ser utilizada por aves para a construção de ninhos. Algumas espécies usam galhos e ramos, outras folhas, penas, barro, musgos, e até mesmo objetos fabricados pelo homem; os substratos vegetais juntamente com umidade e temperatura proporcionam o desenvolvimento de fungos conidiais. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo inventariar os fungos conidiais associados aos substratos vegetais que constituem os ninhos de passarinhos encontrados na área de Caatinga, Floresta Estacional Semidecídua e Campo rupestre na Serra de Santana, Bahia. Foram realizadas seis expedições de coletas no período de setembro 2011 a julho de 2012, em intervalos bimestrais. Amostras de substratos vegetais foram recolhidas de ninhos abandonados e encaminhadas para laboratório sendo submetidas a técnica de lavagem em água corrente. Os fragmentos foram acondicionados em câmaras-úmidas para o desenvolvimento de estruturas reprodutivas, posteriormente lâminas permanentes foram confeccionadas e depositadas no herbário da Universidade do Estado da Bahia (HUNEB-SB). Foram registrados 33 táxons de fungos conidiais, distribuídos em 27 gêneros, sendo os gêneros Canalisporium, Dictyochaeta, Ellisembia, Helicosporiumn, Periconia, Phaeoisaria, Stachybotrys, Vermiculariopsiella e Vanakripa associados a substratos vegetais lignícolas extraídos dos ninhos. Kostermansinda magna (Boldijn) Rifai constitui o segundo registro a nível mundial da espécie e Sporidesmiella brachysporioides T.Y. Zhang e W.B. Kendr um novo registro para o Brasil. Dentre os ambientes investigados, a área de transição entre caatinga e Floresta Estacional Semidecídua foi a que contribuiu com maior número de táxons identificados. Dessa forma, foi possível através desse estudo contribuir para o conhecimento dos fungos conidiais em um microhabitat pela primeira vez estudado. Palavras-chave: Biodiversidade. Decomposição. Substrato. 30 FUNGOS CONIDIAIS ENCONTRADOS EM ÁREAS DE EXTREMA IMPORTÂNCIA BIOLÓGICA INVENTARIADOS PELO PPBIO SEMIÁRIDO Noemia Santos Batista1; Marcos Fábio Oliveira Marques2 1 Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado da Bahia, campus VII, Senhor do Bonfim. 2 Professor Doutor da Universidade do Estado da Bahia, campus VII, Senhor do Bonfim. O semiárido brasileiro corresponde essencialmente ao bioma caatinga, que por muito tempo foi visto como pobre em biodiversidade, sendo o menos valorizado, conhecido e protegido. Contudo, estudos recentes tem demonstrado a riqueza da caatinga em espécies de vegetais, aves, répteis, peixes, fungos, entre outras, revelando um alto grau de endemismo, pois este, o único bioma exclusivamente brasileiro possui a maior parte do seu patrimônio biológico restrito a esta região, não podendo ser encontrado em nenhum outro lugar do mundo. Desta forma, se fez necessário a continuação desses estudos, sobretudo através de inventários biológicos, que são importantes instrumentos para o conhecimento da biodiversidade. Assim, buscou-se através desse trabalho, realizar um levantamento de fungos conidiais em seis áreas propostas a serem inventariadas pelo Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBIO), consideradas de extrema importância biológica no semiárido: Brejo Paraibano (PB), Crato (CE), Curaçá (BA), Morro do Chapéu (BA), Serra da Jiboia (BA), e Serra das Confusões (PI). Coletas de serapilheira e folhedo aéreo foram realizadas nas seis áreas de estudo. As amostras coletadas foram transportadas ao laboratório de Biologia Molecular e Fungos - UNEB – Campus VII, submetidas à técnica de lavagem em água corrente, e acondicionadas em câmaras úmidas. Lâminas permanentes foram confeccionadas para análise e identificação. Como resultados foram encontrados 134 táxons de fungos conidiais distribuídos em 72 gêneros, sendo proposto um novo gênero, uma nova espécie de Phaeodactylium para a ciência, bem como dois novos registros para o Brasil Dictyochaeta stipitocolla Kuthub. & Nawawi e Oidiodendron muniellense M. Calduch, Stchigel, Gené & Guarro. Os resultados obtidos revelam a grande riqueza de fungos conidiais em áreas do semiárido. Palavras-Chave: Fungos tropicais. Serapilheira. Micota 31 IDENTIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DE FUNGOS FILAMENTOSOS ISOLADOS DA GEOPRÓPOLIS DE Melipona quadrifasciata anthidioides LEPELETIER – 1836 Jaqueline Macena Pereira1, Rafael Mota da Silva1, Ana Cristina Fermino Soares1, Jackeline Pereira Andrade 1, Margarida Ventura Santana1 1 Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Rua Rui Barbosa, 710. CEP: 44380-000 Campus de Cruz das Almas- BA, Brasil. Na Tribo Meliponini encontram-se as chamadas abelhas indígenas sem ferrão, entre elas a Melipona quadrifasciata anthidioides Lepeletier, 1836. Estas abelhas sociais sem ferrão produzem a própolis, assim como geoprópolis. Esta última formada a partir da resina das plantas, coletada pelas abelhas, e que é misturada com cera, barro ou terra. Dentro deste produto pode-se se encontrar diversos micro-organismos, como leveduras e bolores. O objetivo desse trabalho foi identificar morfologicamente, ao nível de gênero, isolados de fungos encontrados em geoprópolis de Melipona quadrifasciata anthidioides. A coleta foi realizada no final da estação chuvosa em setembro de 2012, no distrito de Salgadália situado no municipio de Conceição do Coité-BA. Coletaram-se quatro amostras de geoprópolis de quatro caixas (colmeias). As amostras de geoprópolis foram retiradas com material esterilizado, utilizando- se espátula na parte interna da colônia por meio do método da raspagem e foram acondicionados em frascos esterilizados e devidamente identificados. Para a quantificação e isolamento dos fungos utilizou-se a técnica de diluição seriada e plaqueamento. Nas análises macroscópicas observaram-se a cor e textura das colônias e para as análises microscópicas a presença de esporos; hifas; septos; regularidade dos septos, conidióforos e fiálides, verificando a disposição das mesmas. A frequência relativa foi categorizada como: abundante (>10%), ocasional (4 -10%), raro (32 LEVANTAMENTO DA FAMÍLIA HYMENOCHAETACEAE NO HERBÁRIO HFSL, PORTO VELHO, RONDÔNIA Dênie da Silva Ferreira1, Samuel Oliveira almeida1, Fábio Resadore1, Angelina de Meiras Ottoni1, Allyne Christina Gomes-Silva1 1 Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil deniepvh@gmail.com; samuelolivera_17@hotmail.com; fabiores10@hotmail.com; angel_m_ottoni@hotmail.com; allynefungi@hotmail.com Hymenochaetacae é uma família de Hymenochaetales (Agaricomycetes) com cerca de 300 espécies, caracterizada pela reação xantocróica, sistema hifálico monomítco a dimítico, hifas amareladas a castanho escuro e ausência de grampo de conexão. Com objetivo de contribuir para o conhecimento sobre a diversidade de espécies de Hymenochaetaceae, foi realizado um levantamento dos registros de todas as exsicatas depositadas no Herbário da Faculdade São Lucas (HFSL). Este herbário possui atualmente 60 registros de Hymenochaetaceae, correspondentes a 16 espécies, distribuídas em 6 gêneros. Todas as exsicatas foram analisadas macro- e/ou microscopicamente e tiveram sua nomenclatura atualizada de acordo com as bases de dados Mycobank e CABI, correspondendo a: Cyclomyces iodinus (Mont.) Pat, Coltriciella oblectabilis (LIoyd) Kotl, Pouzar & Ryvarden, Hymenochaete luteobadia (Fr.) Höhn. & Litsch., H. damicornis Speg., H. leonina Berk. & MA Curtis, Phellinus gilvus (Schwein.) Pat., P. calcitratus (Berk. & MA Curtis) Ryvarden, P. merrillii (Murril) Ryvarden, *P. contiguus (Pers.) Pat., Phylloporia chrysites (Berk.) Ryvarden, P. spathulata (Hook.) Ryvarden, P. pectinata (Klotzsch) Ryvarden. A espécie marcada com * representa primeiro registro para Amazônia brasileira. Palavras-chave: diversidade, taxonomia, Agaricomycetes 33 MACROFUNGOS DA FLORESTA NACIONAL DO JAMARI, ITAPUÃ DO OESTE, RONDÔNIA: DADOS PRELIMINARES Samuel Oliveira Almeida1, Fabio Resadore1, Angelina de Meiras Ottoni1, Deniê da silva Ferreira1, Allyne Christina Gomes-Silva1 1 Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil samueloliveira_17@hotmail.com; fabiores10@hotmail.com; angel_m_ottoni@hotmail.com; deniepvh@gmail.com; allynefungi@hotmail.com. Estudos com macrofungos na Amazônia brasileira são escassos, apesar de ser considerado um Bioma com alta diversidade. Com o objetivo de ampliar o conhecimento de macrofungos nessa região, foi realizada uma coleta pioneira em 2013 na Floresta Nacional do Jamari (222.114,24 hectares) em Itapuã do Oeste, Rondônia. Os basidiomas foram coletados manualmente com auxilio de faca, acondicionados em sacos de papel e desidratados em estufas. Os espécimes foram analisados macro e microscopicamente e a identificação baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura das bases de dados Mycobank e CABI. Até o presente momento foram identificadas 32 espécimes, distribuídos em cinco famílias, sete gêneros e nove espécies, sendo estas: Amauroderma schomburgkii (Mont. & Berk.) Torrend, A. exile (Berk.) Torrend, Hymenochaete damicornis (Link) Lév., H. luteobadia (Fr.) Höhn. & Litsch, Polyporus leprieurii Mont., Pycnoporus sanguineus (L.) Murrill, Rigidoporus microporus (Sw.) Overeem, Trametes supermodesta Ryvarden & Iturriaga e Treschispora thelepora (Lév.) Ryvarden. Todas as espécies representam primeiro registro para Itapuã do Oeste e para área de coleta. Palavras-chave: diversidade, taxonomia, Agaricomycetes, Basidiomycota 34 34 MIXOBIOTA PRESENTE EM SUBSTRATOS RESTRITIVOS EXISTENTES NA RESERVA BIOLÓGICA SALTINHO Andrea Carla Caldas Bezerra; Antonia Aurelice Aurélio Costa; David Itallo Barbosa; Vitor Xavier de Lima; Laise de Holanda Cavalcanti Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Ciências Biológicas, Departamento de Botânica, Laboratório de Myxomycetes, Recife, PE, Brasil. ac_caldas@hotmail.com Visando contribuir para o conhecimento taxonômico da mixobiota presente em substratos restritivos existentes em Pernambuco. Coletas de campo foram realizadas na Reserva Biológica Saltinho (08º44’13" e 08º43’09" S 35º10’11" e 35º11’02” O - 475 ha), localizada entre os municípios de Rio Formoso (6,34%) e Tamandaré (93,66%), um dos últimos remanescentes de Floresta Atlântica litorâneo no estado. Entre março e julho de 2013 foram tomadas amostras de tronco vivo, folhedo aéreo, inflorescências e bromélias em decomposição para cultivo em 200 câmaras-úmidas; após aferido o pH dos substratos, as placas foram mantidas por um período de até três meses, e regularmente observadas quanto a presença de frutificações. Em campo foram encontradas 104 amostras e 27 espécies e 14 gêneros. Do cultivo foram registradas 72 espécimes de mixomicetos representantes de 13 espécies e 11 gêneros. Apesar de muito discutida entre os Mixomicetologitas, a técnica de câmara- úmida acrescentou sete gêneros e 12 espécies as já coletadas em campo. Dentre elas, segundo a Flora do Brasil, Willkommlangea reticulata (Alb. & Schwein.) Kuntze é nova referência para Região Nordeste e Licea retiformis Nawawio para o Brasil. Palavras-chave: mixomicetos, folhedo aéreo, Floresta Atlântica. 35 Nigroporus macroporus (AGARICOMYCETES, BASIDIOMYCOTA): PRIMEIRO REGISTRO PARA A AMAZÔNIA BRASILEIRA Allyne Christina Gomes-Silva1,2, Tatiana Baptista Gibertoni2 1 Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil; 2 Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil e-mail: allynefungi@hotmail.com; tbgibertoni@hotmail.com O gênero Nigroporus Murrill é considerado cosmopolita, sendo criado em 1905 com a espécie tipo N. vinosus (Berk.) Murrill e possui três espécies. Durante coletas de fungos poróides em Rondônia entre 2007 e 2012, basidiomas foram analisados macro e microscopicamente e identificado como N. macroporus; a identificação baseou-se em bibliografia recomendada e a nomenclatura, nas bases de dados Mycobank e CABI. Estudos sobre N. macroporus estão baseados em materiais coletados na Venezuela por Ryvarden e Iturriaga em 2003. Esta espécie é caracterizada pela superfície himenial com poros angulares a decurrentes (1-2/mm) e basidiosporos cilíndricos de 5-6 x 1,7-2 μm, o que a difere de N. rigidus Ryvarden, que apresenta poros de 7-9/mm e basidiosporos 3-3,5 x 2 μm, e de N. vinosus (Berk.) Murrill, que apresenta basidioma vináceo e basidiósporos alantóides. Nigroporus macroporus é uma espécie rara, sendo registrada apenas na Venezuela e Brasil. No Brasil, foi registrada na Mata Atlântica (São Paulo) e Pantanal (Mato Grosso) e agora pele primeira vez na Amazônia brasileira. Financiamento: CNPq, CAPES e INCT. Palavras-chave: Polyporaceae, distribuição geográfica, Rondônia. 36 PHANEROCHAETACEAE (BASIDIOMYCOTA) NA AMAZÔNIA BRASILEIRA Allyne Christina Gomes-Silva1,2, Tatiana Baptista Gibertoni2 1 Faculdade São Lucas, Porto Velho, Rondônia, Brasil; 2 Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil. e-mail: allynefungi@hotmail.com; tbgibertoni@hotmail.com Phanerochaetaceae é uma família de Polyporales (Agaricomycetes) que atualmente compreende 249 espécies, que desenvolvem um papel particularmente importante pela sua capacidade de degradação de madeira nos diferentes ecossistemas. Para ampliar o conhecimento da família na região amazônica foram realizadas coletas em Rondônia (Estação Ecológica de Cuniã e Parque Natural Municipal de Porto Velho) e Pará (Floresta Nacional de Caxiuanã) no período de fevereiro de 2006 a fevereiro de 2012, além da revisão dos espécimes coletados na Amazônia brasileira e depositadas nos Herbários INPA e SP. Os basidiomas foram coletados manualmente com auxílio de faca, acondicionados em sacos de papel e secados em estufa, sendo posteriormente analisados macro e microscopicamente; a identificação baseou- se em bibliografia recomendada e a