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Conceito de Tributo
Prof. Dr. Roberto Rabbani
Sumário
• Direito Tributário: 
• Conceito
• Receitas públicas
• Finalidade
• Natureza jurídica
• Posição e autonomia
• Relação com outros ramos do Direito
• Fontes
• Tributo
• Conceito
• Função dos Tributos (fiscal, extrafiscal, parafiscal)
• Elementos do Tributo
• Tributos no Brasil
Conceito de Direito tributário
• ramo do Direito Público interno que regula as relações entre o poder 
tributante e o sujeito passivo da obrigação tributária. 
• ramo autônomo da ciência jurídica que regula a INSTITUIÇÃO, 
ARRECADAÇÃO, FISCALIZAÇÃO E COBRANÇA DE TRIBUTOS.
• Direito Tributário é o ramo do direito público que rege as relações jurídicas 
entre o Estado e os particulares, decorrentes da atividade financeira do 
Estado, no que se refere à obtenção de receitas que correspondem ao 
conceito de Tributo.” (Gomes de Sousa, 1975, p. 40);
• “Direito Tributário é o sistema formado pelas regras jurídicas que disciplinam 
o nascimento, a vida e a extinção daquele dever.” (Becker, 1998, p. 257);
• “É o direito que disciplina o processo de retirada
compulsória, pelo Estado, da parcela de riqueza de
seus súditos, mediante a observância dos princípios
reveladores do Estado de Direito. É a disciplina jurídica
que estuda as relações entre o Fisco e o Contribuinte”
(Kiyoshi Harada)
• “É o ramo didaticamente autônomo do direito, integrado
pelo conjunto das proposições jurídico normativas que
correspondam, direta ou indiretamente, à instituição,
arrecadação e fiscalização de tributos.”
(Paulo de Barros Carvalho).
• “O Direito tributário é um conjunto de normas e princípios 
enucleados pelo conceito de Tributo.” (BASTOS, 1998:95). 
• “o capítulo do direito público, ou o seu ramo, que estuda as 
relações entre particulares e o Estado para a obtenção de 
tributos, ou seja, aquele que expõe os princípios e as normas 
relativas à imposição e arrecadação de tributos e analisa as 
relações jurídicas consequentes, entre os entes públicos e os 
cidadãos...” (NOVELLI, 1993). 
Receita pública
(STUDART; OLIVEIRA, 2019)
• Receitas Públicas Originárias (patrimoniais ou de economia privada): 
O Estado aufere de suas próprias fontes de riqueza, em decorrência de 
seu patrimônio rendoso. Têm origem da administração do patrimônio do 
Estado. Por exemplo: foros, laudêmios, aluguéis, dividendos, ações, juros, 
etc. São, também, classificadas como originárias, as receitas auferidas pelo 
Estado quando este exerce atividades típicas do setor privado, tais como: 
venda e comercialização de produtos agropecuários, industriais e de serviços.
• As receitas derivadas (não-patrimoniais ou de economia pública): 
São as receitas que o Estado aufere, tendo como procedência, coercitiva ou 
não, as pessoas físicas e jurídicas com personalidade jurídica de direito 
privado, usando a prerrogativa do Estado de tributar suas rendas, 
patrimônio, operações e transações financeiras. Elas provêm das 
transferências monetárias que o setor privado da economia repassa 
para o setor público, coercitivamente ou não.
Finalidade do Direito Tributário
• consiste na regulamentação das relações de natureza 
tributária entre o sujeito ativo (poder tributante) e o sujeito 
passivo (contribuinte; responsável tributário; etc.). 
• sua regulamentação ocorre por meio de princípios e normas 
que tem por objetivo estabelecer direitos e obrigações 
mútuas.
• delimita a atividade tributária por parte do Estado através 
do estabelecimento de meios de proteção do sujeito passivo 
tributário em face dos abusos do poder tributante.
Natureza jurídica
• O Direito tributário possui natureza jurídica de Direito Público.
• consiste posição de império exercida pelo Estado na relação tributária.
• o Estado aparece como ente supremo, dotado de soberania e poder de império 
em contraposição a parte privada dessa mesma relação.
• “o direito público é aquele que regula as relações em que o Estado é parte e 
age dotado de poder de império, em razão de sua soberania, exercida nos 
limites das lei em função do interesse coletivo. O direito privado, por sua vez, 
disciplina as relações em que o Estado não se faz presente – relações entre 
particulares – ou, em que se fazendo presente, não o faz na condição de ente 
político soberano, mas em situação de igualdade jurídica com os particulares”.
• Ex. Dir. Público – constitucional, administrativo, penal, processual, tributário
• Dir. Privado – civil, empresarial
• Será que esta bipartição ainda atende às exigências sociais atuais?
• Interesses Transindividuais – consumidor, ambiental, cibernético, genético, idosos, criança e 
adolescente etc.
Posição e autonomia
• O Direito tributário possui um objeto específico: 
• RELAÇÃO JURÍDICO-TRIBUTÁRIA
• É autônomo? 
• É Relativamente independente – não é uma autonomia absoluta: 
• DEVE SE INTER-RELACIONAR COM OUTROS RAMOS DO DIREITO.
Autonomia
• Possui normas próprias 
• (CF, leis complementares e ordinárias, decretos, portarias instruções normativas etc.)
• Possui princípios próprios
• Legalidade
• Anterioridade
• Capacidade contributiva
• Irretroatividade
• Não-cumulatividade etc.
• Possui institutos específicos:
• Obrigação tributária
• Lançamento
• Crédito tributário etc.
O Direito tributário e sua relação com outros ramos do Direito 1
• Constitucional
• A CRFB de 1988 estabelece as competências tributárias
• Da União – arts. 145 a 162
• Dos Estados e Municípios arts. 21 a 32
• Administrativo
• atuação da administração pública quanto à fiscalização e arrecadação dos 
tributos. É o que se convencionou chamar de Direito Administrativo Tributário.
• estudo das chamadas obrigações acessórias, que nada mais são do que deveres 
administrativos e do lançamento tributário, que por definição, é ato típico 
administrativo.
• Civil
• Utilização de termos como: obrigação, credor, devedor, crédito, débito, 
capacidade, domicílio, propriedade, posse, domínio útil, bem comum etc. 
E com o Direito Ambiental? Pode haver alguma relação?
O Direito tributário e sua relação com outros ramos do Direito 2
• Direito Internacional
• tratados internacionais, para evitar dupla tributação e 
diminuir encargos
• Direito Financeiro
• regula despesas e receitas do Estado
• Direito Processual Civil
• procedimentos para elaboração de petições inicias e recursos, assim 
como prazos para sua proposição no que se refere às leis civis.
• Direito Penal
• fatos típicos, antijurídicos e culpáveis
• Prevê os crimes contra o sistema tributário – Lei 8.137/1990
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8137.htm
NORMAS TRIBUTÁRIAS
• O Código Tributário Nacional (CTN) surgiu através da Lei 5.172 de 1966, 
sob a égide da CF de 1946. 
• Nesta época a CF estabeleceu a necessidade de uma lei nacional para regular o 
Sistema Tributário Nacional. A referida lei era uma lei ordinária. 
• Com o advento da CF de 1967, houve manutenção da necessidade da lei 
nacional que regulasse o Sistema Tributário Nacional, no entanto esta 
CF de 1967 estabeleceu que esta lei fosse uma Lei Complementar. 
• O CTN passou a ostentar a força de uma lei complementar, mesmo 
tendo sido aprovada através de uma lei ordinária, através do fenômeno 
“recepção”. 
• O CTN, por ter força de lei complementar, somente pode ser alterado 
por lei complementar.
CONCEITO DE TRIBUTO
Tributum (lat.)– “parte que se entrega ao grupo.” (BIRNFELD; BIRNFELD, 2008, p. 16)
“Tributu.1. Riquezas que um Estado paga a outro em sinal de 
dependência; 2. Imposto, contribuição; aquilo que se concede 
por hábito ou necessidade; aquilo que se é obrigado a sofrer. 
[...] 5. Homenagem. Preito.”
Art. 3º do Código Tributário Nacional (CTN)
“Tributo é toda prestação pecuniária 
compulsória, em moeda ou cujo valor nela 
se possa exprimir, que não constitua sanção 
de ato ilícito, instituída em lei e cobrada 
mediante atividade administrativa 
plenamente vinculada.”
CONCEITO DE TRIBUTO
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Tributo: Art. 3º CTN
Prestação Pecuniária
Compulsória
Em moeda ou cujo valor nela
se possa exprimir
Que não constitua sanção por 
ato ilícito
Prevista em lei. cobrado mediante 
atividade administrativa vinculada. (ENDRILLO, 2010)
Conceito de Tributo
1. PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA, EM MOEDA OU CUJO VALOR NELA SE POSSA 
EXPRIMIR
•PRESTAÇÃO = uma obrigação de dar, de fazer ou de não fazer algo. 
Numa relação jurídica, uma parte deve cumprir uma prestação, enquanto a 
outra parte tem o direito ao cumprimento dessa obrigação/prestação. 
•O tributo é uma obrigação em que o contribuinte tem que dar dinheiro 
ao Estado. 
•O tributo é pago em moeda (em dinheiro).
•Não se admite a prestação “in natura” ou “in labore”.
• É pagamento pecuniário para facilitar a sua reversão ao atendimento das 
necessidades coletivas
(Schoueri, 2024)
Conceito de Tributo
•A expressão “cujo valor nela se possa exprimir” admite a utilização de 
indexadores econômicos (UFIR, OTN etc.) para prestação pecuniária, dada a 
sua conversibilidade em moeda. 
• Ex. Sergipe - Unidade Fiscal Padrão (UFP) do Estado de Sergipe (SE) para o mês de outubro de 2024 é de R$ 67,38.
• Pelo CTN→ pode fazer pagamento em dinheiro ou bens imóveis.
•A LC 104/2001 adicionou o inciso XI ao art. 156 do CTN, de modo a admitir a 
dação em pagamento de bens imóveis, na forma da lei, como forma 
de quitação da prestação tributária. Trata-se, para a maior parte da 
doutrina, como uma exceção ao pagamento em moeda.
•O STF considerou inconstitucional, na ADI 1917/DF (2007), a lei Distrital que 
permitia o pagamento de débitos da microempresas, empresas de pequeno 
porte e das médias empresas, mediante dação em pagamento de materiais 
destinados a atender a programas do Governo do DF. [... CONTUDO...]
• pelo CTN não é permitido o pagamento através de BENS MÓVEIS, 
porque poderia ser considerada como uma “aquisição indireta” sem
licitação.
• CONTUDO, o STF passou a entender que os Estados e DF podem
estabelecer outros meios não previstos expressamente no CTN de 
extinção de créditos tributários, “máxime porque podem concede 
remissão, e quem pode mais pode menos”
• É melhor que pague com bens móveis, do que não pague. Se pode
fazer um “PERDÃO” da dívida por “REMISSÃO”, então poderia
receber bens móveis. (STF, ADI 2405 / RS, 2019)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=751044400
Professor Ricardo Alexandre
“Em provas de concurso público, é essencial ter em mente que a 
regra continua a ser considerar como formas de extinção do 
crédito tributário apenas as hipóteses previstas no CTN, dentre 
as quais não figura a dação em pagamento em bens móveis. A 
título de exemplo, no concurso para provimento de cargos de 
Auditor Fiscal de Tributos da Prefeitura de Nova Hamburgo/RS, 
realizado em 2020 (portanto, após o julgamento da ADI 2.405/ 
DF), a banca examinadora (Instituto AOCP) considerou correta a 
seguinte assertiva: “De acordo com o Código Tributário Nacional 
(CTN), não é causa de extinção do crédito tributário a dação em 
pagamento em bens móveis, na forma e nas condições 
estabelecidas em lei”. (p. 45)
Conceito de Tributo
2. PRESTAÇÃO COMPULSÓRIA
•O dever de pagar tributo denota uma imposição estatal (potestade). 
•Um direito do Estado; um dever do cidadão.
•A obrigação de natureza tributária diferencia-se das obrigações civis 
ou privadas em face do caráter compulsório daquela e contratual destas.
•Não se consideram de natureza tributária as prestações pecuniárias pagas 
ao Estado que sejam objetos de contratualidade: Tarifas (cobrados por 
concessionárias) e Preços Públicos (cobrado pelo próprio Estado) = Receitas 
originárias
•Também não se consideram as prestações voluntárias – ex. doações
Conceito de Tributo
3. QUE NÃO CONSTITUA SANÇÃO POR ATO ILÍCITO
• Tributo não possui caráter de punição
• Não tem natureza sancionatória
• As exações tributárias possuem em seus verbos nucleares condutas lícitas ou 
permissivas: “ser proprietário” (IPVA, IPTU e ITR); “prestar serviços ou 
circular mercadorias” (ISS ou ICMS); “auferir rendimento” (IR)
• Teoria da “pecunia non olet” (dinheiro não tem cheiro) – Vespasiano (69 d.C.)
• A prestação tributária não pode ser considerada como uma penalidade. Porém, 
as circunstâncias que ocasionam a ocorrência do fato gerador são irrelevantes 
no que se refere aos seus efeitos, validades ou licitudes (art. 118, I e II)
• Por isso, aquele que aufere renda, ainda que sob atividade ilícita, v.g.,
tráfico de entorpecentes, deverá recolher o IR.
• Multas não podem ser consideradas como tributos.
(Schoueri, 2024)
CTN, art. 118. A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se:
I - da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, 
responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos;
STF
(Schoueri, 2024)
Conceito de Tributo
4. PRESTAÇÃO INSTITUÍDA EM LEI
• Princípio da legalidade
• Somente lei pode instituir tributo
CF/88
DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas 
ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios:
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;
Conceito de Tributo
4. PRESTAÇÃO INSTITUÍDA EM LEI
• A rigor, lei ordinária. 
• Alguns tributos necessitam de lei complementar: 
• Imposto sobre as Grandes Fortunas
• Imposto Residual 
• Contribuição Social Residual 
• Empréstimos Compulsórios
• Admite-se o uso de medidas provisórias em matéria 
tributária (relevância e urgência).
(Schoueri, 2024)
Conceito de Tributo
5. COBRADA MEDIANTE ATIVIDADE ADMINISTRATIVA PLENAMENTE VINCULADA
• No Poder Vinculado a execução da atividade administrativa é 
totalmente definida em lei que determina sobre todos os elementos do 
ato que deve ser praticado pelo agente público. 
• A lei deve descrever o fato gerador da obrigação tributária, a base de 
cálculo, a alíquota, o prazo para pagamento e os sujeitos da relação 
tributária.
• Não há qualquer liberdade sobre como desempenhar a atividade, ou 
seja, caso o agente público verifique a ocorrência do fato que dá origem 
ao ato administrativo, ele deve executar o ato como está previsto na lei.
• Nada fica a critério da autoridade administrativa competente.
Função dos tributos
(STUDART; OLIVEIRA, 2019)
FUNÇÕES DOS TRIBUTOS
• Fiscal, quando seu principal objetivo é a arrecadação de recursos financeiros 
para o Estado; Extrafiscal, quando seu objetivo principal é a interferência do 
domínio econômico, buscando um efeito diverso da simples arrecadação de 
recursos financeiros; Parafiscal, quando seu objetivo é a arrecadação de 
recursos para o custeio de atividades que, em princípio, não integram funções 
próprias do Estado, mas este as desenvolve através de entidades específicas. 
– FISCAL: IR
• Instrumento de arrecadação – Estado Fiscalista
• Tributação realizada para a manutenção do Estado em sua estrutura.
– ELEMENTOS EXTRAFISCAIS: II, IE, IPI, IOF, ITR, IPTU, CIDE.
• Intervencionista: Estado interventor. Propulsor do Bem-Estar comum (Welfare state).
– Estímulo
– Desestímulo
– PARAFISCAL: Contribuições de Interesse profissional: CRM/CRC/CRO/ OAB ou 
interesse econômico: CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS
– entidades paraestatais. Delegação. Interesse de grupos específicos.
CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS
• Impostos
• Reais → Patrimônio ou coisa (IPTU, IPVA)
• Pessoais → Capacidade tributária subjetiva (IRPF)
• Art.145 § 1º CF: “Sempre que possível os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a 
capacidade econômica do contribuinte(...)”
• Proporcionalidade da Alíquota
• Proporcional → percentual único sobre a base de cálculo (a alíquota não varia). Ex. ICMS, ISS, ITCMD, 
IPVA.
• Progressiva → IR (quanto mais se ganha, maior será alíquota); IPTU (alíquotas mais onerosas emrazão 
da não utilização ou sub utilização do solo urbano ou em razão do valor do imóvel), ITR (alíquota mais 
onerosa em razão da propriedade rural improdutiva)
• Regressiva – a alíquota é inversamente proporcional a base de cálculo (IOF e IR → a alíquota é reduzida 
à medida que o tempo de aplicação financeira aumenta.
• Tributo Fixo – dispensa-se cálculos (ex. taxa por serviços no Detran)
• Quanto ao contribuinte
• Diretos: não repassado ao terceiro – IRPF, IRPJ
• Indiretos: custo do tributo repassado para próxima etapa – STJ: IPI e ICMS (Lei 3.796/1996)
https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=172277#:~:text=Institui%20o%20C%C3%B3digo%20Tribut%C3%A1rio%20Municipal,fiscal%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.
https://aleselegis.al.se.leg.br/Arquivo/Documents/legislacao/html/L37961996.html
O Imposto de Renda pode ser classificado como um imposto Pessoal, Progressivo, Direto.
IPEA: Pobres pagam 44,5% mais impostos do que ricos
“Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgou 
pesquisa durante reunião do Conselho de Desenvolvimento 
Econômico e Social, revela que, no Brasil, os 10% mais pobres 
pagam 44,5% a mais de impostos do que os 10% mais ricos.
O décimo mais pobre sofre uma carga total equivalente a 
32,8% da sua renda, enquanto o décimo mais rico, apenas 
22,7. Isto é absolutamente inaceitável, principalmente em um 
país de enorme desigualdade de renda como o Brasil. Quanto 
mais justo o sistema tributário, menor tende a ser o grau de 
concentração de riqueza e renda nacional. [...]
10% da parcela mais rica do país detém 75,4% da riqueza 
nacional.” (Uol)
https://congressoemfoco.uol.com.br/UserFiles/Image/IPEA.ppt
https://congressoemfoco.uol.com.br/projeto-bula/reportagem/ipea-pobres-pagam-44-5-mais-impostos-do-que-ricos/
Exemplo da Regressividade 
(ROCHA, R. 2024, p. 52)
Elementos do Tributo
1) FATO GERADOR – por que pagar?
• escolha de fato da vida que tenha relevância monetária 
• indicador de riqueza do contribuinte --> ex. casa, carro, rendimentos
• Prestação de serviço pelo Estado, que este queira ser ressarcido
2) BASE DE CÁLCULO – quanto pagar?
• forma de mensurar monetariamente esse fato da vida (grandeza econômica)
• Ex. IR – venda de imóvel – a base de cálculo é a diferença entre o valor declarado e da efetiva venda.
3) ALÍQUOTA – quanto pagar?
• escolha da parte do valor monetário pelo qual foi mensurado o fato da vida
4) SUJEITO PASSIVO - CONTRIBUINTE ou RESPONSÁVEL – quem pagará?
• Quem será obrigado ao pagamento
5) VENCIMENTO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA – quando deverá pagar?
• Momento em que o pagamento em dinheiro deve ser feito ao Estado
6) SUJEITO ATIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA – para quem pagará?
• Quem dos entes administrativos do Estado, deverá receber o pagamento
Adaptado de BIRNFELD, BIRNFELD, 2008.
Questões
(ESAF/SEFAZ-CE) Tributo é prestação pecuniária compulsória, instituída 
em lei e cobrada mediante atividade administrativa discricionária. 
(F)
(ESAF/SEFAZ-CE) A expressão prestação pecuniária exprime a obrigação 
de que o tributo tem de ser pago em unidades de moeda em curso, 
não se admitindo, como regra, seu pagamento em bens (in natura) ou 
em trabalho (in labore).
(V)
(ESAF/SEFAZ-CE) Tributos não se confundem com penalidades, estas se 
aplicam pela ocorrência de atos ilícitos, assim, somente atos lícitos 
podem ser tributados.
(V)
Questões
Assinale a alternativa errada:
a) A Constituição Federal tem um capítulo próprio para regular o Sistema
Tributário Nacional.
b) A primeira estrutura legal do Direito Tributário é a Constituição Federal.
c) As competências tributárias, a definição das espécies de tributos, os limites ao 
poder de tributar; os direitos e deveres do contribuinte e outros estão
disciplinados na Constituição Federal.
d) A Constituição Federal disciplina as normas essenciais do direito tributário. 
e) O Código Tributário Nacional foi recepcionado pela nova ordem constitucional 
com eficácia de Lei Ordinária.
Questões
Assinale a alternativa CORRETA:
a) O tributo, que é imposição do Estado, não é fundamentado numa 
determinação legal e não deve ser pago obrigatoriamente.
b) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo 
valor nela se possa exprimir, que constitua sanção de ato ilícito, instituída 
em lei e cobrada mediante atividade plenamente vinculada.
c) Em face do princípio da legalidade, prevalente no Estado de Direito, 
somente a lei pode instituir o tributo.
d) O tributo é uma prestação, uma satisfação obrigacional, que não 
precisa ser paga em dinheiro.
e) O direito tributário brasileiro conhece e regula o pagamento de tributos 
in natura e in labore. 
Questões
(Cespe/FunprespExe/Analista/2022) 
O tributo há de ser cobrado mediante atividade administrativa 
plenamente vinculada, portanto a autoridade administrativa não pode 
preencher com seu juízo pessoal, subjetivo, o campo de 
indeterminação normativa para realizar, em cada caso, a finalidade da 
lei; esta deve ser minudente, prefigurando, com rigor e objetividade, 
os pressupostos para a prática dos atos e o conteúdo que estes devem 
ter; caso a lei contenha indeterminações, devem estas ser preenchidas 
normativamente, ou seja, pela edição de ato normativo, aplicável a 
todos que se encontrem na situação nele hipoteticamente prevista; 
assim, a atividade de determinação e de cobrança do tributo deverá 
sempre estar vinculada a uma norma. 
Resposta: Certa.
Questões 
(Cespe/Sefaz/Auditor/2011)
O efeito extrafiscal de um tributo pode tanto ser uma decorrência 
secundária da tributação como ser deliberadamente planejado para 
dissuadir ou estimular certas condutas econômicas.
Resposta: Certa
Referências
ALEXANDRE, Ricardo. Direito Tributário Esquematizado. Ed. Método.
BIRNFELD, Liane Francisca Hüning; BRINFELD, Carlos André Hüning. Noções de Direito Tributário. Ed. Delfos.
BORBA, Cláudio Borba. Direito Tributário para Concursos. Ed. Impetus.
BRASIL. Senado. Competências tributárias estão na Constituição. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/emdiscussao/edicoes/pacto-
federativo/partilha-dos-tributos/competencias-tributarias-estao-na-constituicao . Acesso em: 02 de junho de 2021.
ENDRILLO, Erich. Direito Tributário. Disponível em: 
https://www.grancursospresencial.com.br/novo/upload/DIREITO_TRIBUTARIO_01_12_2010_20101201153833.pdf . Acesso em: 02 de junho 
de 2021.
SCHOUERI, Luís Eduardo. Direito Tributário. São Paulo: USP, 2024.
NOVELLI, Flávio Bauer. Introdução ao Direito Tributário, 4. ed., Rio de Janeiro: FORENSE, 1993.
PAULA, Luiz Antonio de. Direito Tributário I. PUC/GO, 2021.
ROCHA, João Marcelo. Direito Tributário. Ed. Ferreira.
ROCHA, Roberval. Direito Tributário. Salvador: JusJodium.
SABBAG, Eduardo. Manual de Direito Tributário para Concursos Públicos. Ed. Saraiva.
STUDART, Danusa; OLIVEIRA, Renato. Sistema Tributário Nacional. Direção Concursos, 2019.
	Slide 1: Conceito de Tributo
	Slide 2: Sumário
	Slide 3: Conceito de Direito tributário
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6: Receita pública
	Slide 7
	Slide 8: Finalidade do Direito Tributário
	Slide 9: Natureza jurídica
	Slide 10: Posição e autonomia
	Slide 11: Autonomia
	Slide 12: O Direito tributário e sua relação com outros ramos do Direito 1
	Slide 13: O Direito tributário e sua relação com outros ramos do Direito 2
	Slide 14: NORMAS TRIBUTÁRIAS
	Slide 15
	Slide 16: Art. 3º do Código Tributário Nacional (CTN)
	Slide 17
	Slide 18: Conceito de Tributo
	Slide 19
	Slide 20: Conceito de Tributo
	Slide 21
	Slide 22: Professor Ricardo Alexandre
	Slide 23: Conceito de Tributo
	Slide 24: Conceito de Tributo
	Slide 25
	Slide 26: STF
	Slide 27
	Slide 28: Conceito de Tributo
	Slide 29: Conceito de Tributo
	Slide 30
	Slide 31: Conceito de Tributo
	Slide 32: Função dos tributos
	Slide 33: FUNÇÕES DOS TRIBUTOS
	Slide 34: CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS
	Slide 35
	Slide 36: IPEA: Pobres pagam 44,5% mais impostos do que ricos
	Slide 37: Exemplo da Regressividade 
	Slide 38: Elementos do Tributo
	Slide 39: Questões
	Slide 40: QuestõesSlide 41: Questões
	Slide 42: Questões
	Slide 43: Questões 
	Slide 44: Referências

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