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Atenção à Mulher Vítima de 
Violência Doméstica e Sexista
Parte - 1
Professora Kelly Coelho
Tem a finalidade estabelecer conceitos, princípios, diretrizes e ações de
prevenção e combate à violência contra as mulheres, assim como de
assistência e garantia de direitos às mulheres em situação de violência,
conforme normas e instrumentos internacionais de direitos humanos e
legislação nacional.
A Política Nacional encontra-se, também, em consonância 
com a Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha).
A Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as 
Mulheres 
Danielly Mota de Souza - 00883588285
Homens
Tendem a ser vítimas de uma violência 
predominantemente praticada no 
espaço público. 
Mulheres 
As mulheres sofrem cotidianamente 
com um fenômeno que se manifesta 
dentro de seus próprios lares, na grande 
parte das vezes praticado por seus 
companheiros e familiares. 
Homens e mulheres são atingidos pela violência de 
maneira diferenciada. 
Violência contra as mulheres no Brasil
A violência contra as mulheres em todas as suas formas (doméstica, 
psicológica, física, moral, patrimonial, sexual, tráfico de mulheres) é um 
fenômeno que atinge mulheres de diferentes classes sociais, origens, 
regiões, estados civis, escolaridade ou raças.
Fonte: BRASIL, 2017.
Danielly Mota de Souza - 00883588285
Não existem estatísticas 
sistemáticas e oficiais que 
apontem para a 
magnitude desse 
fenômeno. 
Alguns estudos, realizados por 
institutos de pesquisa não 
governamentais, como a Fundação 
Perseu Abramo (2010), apontam 
que aproximadamente 24% das 
mulheres já foram vítimas de algum 
tipo de violência doméstica
O fenômeno da violência doméstica e sexual praticado contra mulheres constitui uma das
principais formas de violação dos Direitos Humanos, atingindo-as em seus direitos à vida,
à saúde e à integridade física.
Violência contra as mulheres no Brasil
São as mulheres as principais vítimas das violências 
doméstica e sexual, da infância até a terceira idade.
Os dados referentes à violência contra as mulheres passaram a ser sistematicamente
notificados pelos serviços de saúde em 2006, por meio da Vigilância de Violência e
Acidentes (VIVA), a partir da promulgação da Lei nº 10.778 de 24 de novembro de 2004,
que estabelece a “notificação compulsória, no território nacional, do caso de violência
contra a mulher que for atendida em serviços de saúde públicos ou privados.”
Violência contra as mulheres no Brasil
Danielly Mota de Souza - 00883588285
Lei Maria da Penha
O Brasil promulgou em 2006 uma lei específica para coibir a violência 
doméstica e familiar contra a mulher (Lei nº 11.340, de 07 de agosto de 
2006, conhecida como Lei Maria da Penha).
Os crimes são julgados nos Juizados 
Especializados de Violência Doméstica e Familiar 
contra a Mulher.
A categorização dos tipos de 
violência doméstica, que pode 
ser física, sexual, patrimonial, 
psicológica e moral;
Determinação de encaminhamentos 
das mulheres em situação de 
violência, assim como de seus 
dependentes, a programas e serviços 
de proteção e de assistência social.
A proibição da aplicação de 
penas pecuniárias aos 
agressores;
Conquistas importantes da Lei Maria da Penha
Prevê a criação de um Sistema Nacional de 
Dados e Estatísticas sobre a Violência 
Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Danielly Mota de Souza - 00883588285
Sistema Nacional de Dados e Estatísticas sobre a 
Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher
Sistema de notificação 
compulsória dos casos de 
violência contra a mulher, 
sob responsabilidade do 
Ministério da Saúde.
Estatísticas oficiais
Sistema Nacional de 
Estatísticas de Segurança 
Pública e Justiça 
Criminal/SINESPJC.
“Qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, 
que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual 
ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público 
como no privado” (Art. 1°).
Conceito de violência 
contra as mulheres 
Fonte: Convenção de Belém do Pará (1994). 
O conceito de violência contra as mulheres , adotado 
pela Política Nacional: 
Danielly Mota de Souza - 00883588285
Ampla e abarca 
diferentes formas 
de violência contra 
as mulheres, tais 
como: 
Violência ocorrida na comunidade.
Violência doméstica ou em 
qualquer outra relação interpessoal
Na atenção especializada
Violência perpetrada ou tolerada 
pelo Estado ou seus agentes, onde 
quer que ocorra (violência 
institucional).
Lei nº 11.340/2006
Entendida como qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause à
mulher morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral
ou patrimonial no âmbito da unidade doméstica, no âmbito da família ou
em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha
convivido com a ofendida, independentemente de coabitação (Lei nº
11.340/2006).
Violência Doméstica
Subdivide-se em: violência física, violência psicológica, 
violência sexual, violência patrimonial e violência moral. 
O Parágrafo Único da Lei Maria da Penha dá visibilidade à violência doméstica e familiar contra as mulheres 
lésbicas, ao afirmar que “as relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual.”
Danielly Mota de Souza - 00883588285
É a ação que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, 
ou participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, 
coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro 
mecanismo que anule o limite da vontade pessoal.
Violência Sexual
Qualquer conduta que ofenda a integridade ou 
saúde corporal da mulher.
Violência Física
Danielly Mota de Souza - 00883588285
Conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima da 
mulher ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que 
vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e 
decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, 
isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, 
chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou 
qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à 
autodeterminação.
Violência Psicológica
Qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial 
ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos 
pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os 
destinados a satisfazer suas necessidades.
Violência Patrimonial
Danielly Mota de Souza - 00883588285
Entendida como qualquer conduta que configure 
calúnia, difamação ou injúria.
Violência Moral
É aquela praticada, por ação e/ou omissão, nas instituições prestadoras 
de serviços públicos. Mulheres em situação de violência são, por vezes, 
‘revitimizadas’ nos serviços quando: são julgadas; não têm sua 
autonomia respeitada; são forçadas a contar a história de violência 
inúmeras vezes; são discriminadas em função de questões de raça/etnia, 
de classe e geracionais.
Violência Institucional
Danielly Mota de Souza - 00883588285
Eixos Estruturantes da Política Nacional de Enfrentamento à 
Violência contra as Mulheres
Política Nacional de 
Enfrentamento à 
Violência contra as 
Mulheres
Prevenção
Ações educativas e 
culturais que interfiram 
nos padrões sexistas
Assistência Fortalecimento 
da Rede de Atendimento e 
capacitação de agentes 
públicos
Enfrentamento e 
combate
Ações punitivas e 
cumprimento da Lei 
Maria da Penha
Acesso e garantia de direitos 
Cumprimento da legislação 
nacional/ internacional e 
iniciativas para o 
empoderamento das mulheres
Refere-se a atuação articulada entre as instituições/serviços
governamentais, não-governamentais e a comunidade,
visando à ampliação e melhoria da qualidade do
atendimento; à identificação e encaminhamento adequado
das mulheres em situação de violência; e ao
desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção.
Rede de Atendimento
Saúde Educação
Segurança 
pública
Assistência 
social
Cultura, entre 
outras.
Rota crítica¹
Fonte: (1-OMS/OPAS, 1998)
Danielly Motade Souza - 00883588285
Rumo à aprovação!
Atenção à Mulher Vítima de 
Violência Doméstica e Sexista
Parte - 2
Professora Kelly Coelho
Danielly Mota de Souza - 00883588285
Manual de Enfermagem para Concursos e Residências
A Rede de Atendimento à Mulher em situação de Violência 
é composta pelos seguintes serviços: 
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Núcleos de Atendimento à Mulher
Casas-Abrigo e Casas de Acolhimento Provisório 
Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
Manual de Enfermagem para Concursos e Residências
Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) 
Núcleos ou Postos de Atendimento à Mulher nas Delegacias 
Comuns
Polícia Civil e Militar Instituto Médico Legal
Defensorias da Mulher
A Rede de Atendimento à Mulher em situação de Violência 
é composta pelos seguintes serviços: 
Danielly Mota de Souza - 00883588285
Manual de Enfermagem para Concursos e Residências
Ouvidoria da Mulher da Secretaria de Políticas
para as Mulheres .
Serviços de Saúde voltados para o atendimento dos casos 
de violência sexual e doméstica
Posto de Atendimento Humanizado 
nos Aeroportos 
Núcleo da Mulher da Casa do Migrante 
A Rede de Atendimento à Mulher em situação de Violência 
é composta pelos seguintes serviços: 
Manual de Enfermagem para Concursos e Residências
P
ri
n
cí
p
io
s
Igualdade e respeito 
à diversidade 
Equidade
Autonomia das mulheres
Laicidade do Estado 
Universalidade 
das políticas
Justiça social 
Transparência dos 
atos públicos
Participação e 
controle social 
A Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as 
Mulheres 
Danielly Mota de Souza - 00883588285
Manual de Enfermagem para Concursos e Residências
O
b
je
ti
vo
s
Enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres a partir de 
uma perspectiva de gênero e de uma visão integral deste fenômeno.
Garantir e proteger os 
direitos das mulheres 
em situação de 
violência.
Reduzir os índices de 
violência contra as 
mulheres.
Promover uma 
mudança cultural a 
partir da disseminação 
de atitudes igualitárias
Atendimento humanizado e qualificado nos serviços 
especializados e na Rede de Atendimento.
A Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as 
Mulheres 
1. (TRT-1ª REGIÃO-RJ/FCC/2011) A Política Nacional pelo enfrentamento à
Violência contra as Mulheres, como implementação da Lei Maria da Penha,
propõe uma intervenção pública articulada com diferentes setores para
desenvolver ações que:
a) possibilitem o encaminhamento da vítima ao órgão policial.
b) combatam as discriminações de gênero e construam as diferenças.
c) garantam um atendimento qualificado e estritamente personalizado àquelas
em situação de violência.
d) promovam a cura a todas as formas de violência contra as mulheres.
e) promovam as mudanças e atitudes que elevem a evolução e o
fortalecimento das mulheres.
Danielly Mota de Souza - 00883588285
2. (FGV/2014) No ano de 2007, a Secretaria Especial de Políticas para as
Mulheres da Presidência da República lançou o Pacto Nacional pelo
Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Esse tipo de violência é um
fenômeno:
a) multicausal em que a maior parte dos agressores não são conhecidos pelas
vítimas.
b) que está em franca transformação, pois os homens representam hoje a
maioria das vítimas de violência doméstica (65,8%).
c) transcultural que não está associado às estatísticas de homicídios cometidos
contra as mulheres.
2. (FGV/2014)
d) que se expressa nas relações interpessoais na qual majoritariamente o
agressor é conhecido pela vítima.
e) interpessoal que ocorre prioritariamente nas classes pauperizadas.
Danielly Mota de Souza - 00883588285
Indicadores de Violência contra Mulher 
Transtornos crônicos, vagos e 
repetitivos. Entrada tardia no pré-
natal. Companheiro muito 
controlador; reage quando separado 
da mulher. Infecção urinária de 
repetição (sem causa secundária). Dor 
pélvica crônica. Síndrome do intestino 
irritável. Transtornos na sexualidade. 
Complicações em gestações 
anteriores, abortos de repetição. 
Depressão. Ansiedade. Dor crônica 
em qualquer parte do corpo ou 
mesmo sem localização precisa. Dor 
que não tem nome ou lugar. História 
de tentativa de suicídio. Lesões 
físicas que não se explicam de forma 
adequada. Fibromialgia.
Acolhimento
• Oferecer atendimento humanizado.
• Tratar a paciente como gostaria de ser tratado. 
• Tratar a usuária com respeito e atenção. 
• Disponibilizar tempo para uma conversa tranquila. 
• Manter sigilo das informações. 
• Proporcionar privacidade.
• Notificar o caso. 
• Colocar-se no lugar da paciente. 
• Evitar a revitimização. 
Danielly Mota de Souza - 00883588285
• Não fazer perguntas indiscretas. 
• Não emitir juízo de valor. 
• Afastar culpas. 
• Validar sofrimento. 
• Ter conduta profissional frente à demanda do usuário, 
correspondendo às suas expectativas e necessidades.
Informar sobre um plano de segurança para a vítima
Acolhimento
3. (FMS/NUCEPE/2015) São principais sinais e sintomas identificados em
mulheres em situações de violência, EXCETO,
a) sexualidade ativa normal.
b) depressão.
c) ansiedade.
d) história de tentativa de suicídio
e) lesões físicas.
Danielly Mota de Souza - 00883588285
4. (SES-DF/IADES/2018) Pelo alto índice de violência contra a mulher, o
Ministério da Saúde elaborou uma nota técnica com o objetivo de capacitar e
equipar os serviços para o diagnóstico dos casos de violência e promoção da
assistência adequada, além de ampliar e desenvolver os serviços
especializados ou de referência.
Considerando as informações apresentadas, acerca do atendimento às vítimas
de violência sexual, assinale a alternativa correta.
a) A abertura prévia de boletim de ocorrência para atendimento inicial às
vítimas de violência sexual é obrigatória.
4. (SES-DF/IADES/2018)
b) O ideal é que o atendimento seja prestado por equipe interdisciplinar. A
composição dos membros dessa equipe pode variar conforme a
disponibilidade maior ou menor de recursos humanos, e a atuação do
profissional médico pode, inclusive, ser dispensada.
c) Na anticoncepção de emergência, o método de Yuzpe consiste na
administração combinada de um estrogênio e um progestágeno sintético até
10 dias após a violência sexual.
Danielly Mota de Souza - 00883588285
4. (SES-DF/IADES/2018)
d) A Lei no 10.778/2003 estabelece a notificação compulsória, no território
nacional, dos casos de violência contra a mulher, atendidos em serviços
públicos e privados de saúde; contudo, essa notificação ainda não é
obrigatória em razão da dificuldade de se contratarem recursos humanos para
a realização dos devidos registros.
e) Segundo a lei trabalhista, nos casos em que a violência sexual ocorra
durante o percurso do trabalho, a mulher deve ser orientada quanto à
importância de realizar a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT),
havendo ou não a necessidade de afastamento do trabalho.
Anticoncepção de Emergência
A Anticoncepção de Emergência (AE) é um método anticonceptivo que pode 
evitar a gravidez após a relação sexual.
O método mais adequado para a anticoncepção de emergência utiliza o 
Levonorgestrel em função de evidentes vantagens sobre o método de Yuzpe
(uso de hormônios combinados), quais sejam: os efeitos colaterais são 
sensivelmente reduzidos, não produz interação com outros medicamentos e 
confere maior efetividade. 
Danielly Mota de Souza - 00883588285
5. (UFRN/COMPERVE/2015) Grande parte dos crimes sexuais ocorre durante a
idade reprodutiva da mulher. O risco de gravidez decorrente dessa violência
varia de 0,5 a 5%, considerando-se a aleatoriedade da violência em relação ao
período do ciclo menstrual bem como se a violência foi um caso isolado ou se
é uma violência continuada (BRASIL, 2012). Sobre a Anticoncepção de
Emergência (AE), considere as seguintes afirmações.
I - A AE deve ser prescrita para todas as mulheres e para as adolescentes
expostas à gravidez, através de contato certo ou duvidoso com sêmen,
independentemente do períododo ciclo menstrual em que se encontrem, de
já terem menstruado pela 1ª vez e não estarem na menopausa.
5. (UFRN/COMPERVE/2015)
II - AE hormonal, em caso de violência sexual, constitui o método de eleição
devido ao seu baixo custo, boa tolerabilidade, eficácia elevada e ausência de
efeitos adversos.
III - A AE é necessária ainda que a mulher ou a adolescente esteja usando
regularmente método conceptivo de elevada eficácia no momento da
violência sexual, a exemplo do anticoncepcional oral ou injetável ou do DIU.
IV - A inserção do dispositivo intrauterino (DIU) de cobre, como AE, não é
recomendada devido ao risco potencial de infecção genital agravado pela
violência sexual.
Danielly Mota de Souza - 00883588285
5. (UFRN/COMPERVE/2015)
Das afirmações, estão corretas:
a) I e IV.
b) I e II.
c) II e III.
d) III e IV
6. (FUNDASUS/AOCP/2015) A infecção pelo HIV é uma das grandes
preocupações para a maioria das mulheres em situação de violência sexual. O
risco de infecção pelo HIV, à semelhança do que ocorre com as DST, depende
de muitas condições. Dentre essas condições,
a) destaca-se a carga viral da vítima.
b) destacam-se peso e altura da vítima.
c) destaca-se a rotura himenal da vítima.
d) destaca-se a tipagem sanguínea do agressor.
e) destacam-se o peso e a estatura do agressor.
Danielly Mota de Souza - 00883588285
GABARITO
1 - C
2 - D
3 - A
4 - E
5 - A
6 - C
Rumo à aprovação!
Danielly Mota de Souza - 00883588285

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