Logo Passei Direto
Buscar

Esse resumo é do material:

Herpes Genital Grupo (1)
20 pág.

Saúde da Mulher • Centro Universitário do Planalto de AraxáCentro Universitário do Planalto de Araxá

Material

Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original

## Resumo sobre Herpes GenitalO herpes genital é uma Infecção Sexualmente Transmitida (IST), causada principalmente pelo vírus herpes simples tipo 2 (HSV-2). Essa infecção se manifesta por meio do surgimento de vesículas, bolhas e úlceras na pele, especialmente nas mucosas dos órgãos genitais masculinos e femininos. Embora o herpes genital seja semelhante ao herpes labial, eles são causados por tipos diferentes do vírus herpes simples. Estima-se que cerca de 50% da população mundial seja portadora do vírus, o que evidencia sua alta prevalência.A transmissão do herpes genital ocorre principalmente pelo contato direto com o líquido das bolhas e feridas, localizadas geralmente nos genitais, coxas, ânus e colo do útero. O vírus pode ser transmitido durante relações sexuais orais, vaginais ou anais sem o uso de preservativos, além do contato com secreções genitais e fluido oral. Os sintomas costumam aparecer entre 10 a 15 dias após a exposição ao vírus e incluem desconforto, coceira intensa, dor, formigamento, ardor na região genital, pequenas feridas e bolhas, vermelhidão e ínguas na virilha. Sintomas sistêmicos como febre baixa, calafrios, dores musculares, mal-estar, perda de apetite e infecção urinária também podem ocorrer. Contudo, a maioria dos infectados permanece assintomática, com apenas 13% a 37% apresentando sintomas, sendo que pessoas imunossuprimidas tendem a manifestar quadros mais graves.Atualmente, não existe cura para o herpes genital, pois o vírus permanece latente nas células nervosas, podendo reativar-se em momentos de baixa imunidade. O tratamento visa aliviar os sintomas, reduzir a gravidade e a duração das crises, utilizando medicamentos antivirais orais e pomadas tópicas, além de antibióticos para prevenir infecções secundárias. É fundamental que o paciente adote cuidados de higiene, evite tocar nas lesões e mantenha hábitos saudáveis para fortalecer o sistema imunológico. Fatores como estresse, exposição ao sol, traumas na região genital, alterações hormonais e uso de corticoides podem desencadear novas crises. Durante os surtos, recomenda-se evitar relações sexuais e não estourar as bolhas para prevenir agravamentos e contaminações.### Prevenção e cuidadosA prevenção do herpes genital baseia-se no uso correto e constante de preservativos em todas as relações sexuais, evitar o contato com lesões e não compartilhar objetos pessoais íntimos, como lâminas de barbear. As lesões geralmente cicatrizam em cerca de sete dias, mas o processo pode ser doloroso e impactar a qualidade de vida, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Mesmo fora das crises, o vírus pode ser transmitido, embora com menor probabilidade, o que justifica a manutenção das medidas preventivas.### Implicações para gestantesA infecção por herpes genital durante a gravidez representa um risco significativo para o bebê, podendo causar complicações graves como microcefalia, úlceras cutâneas, danos no sistema nervoso central, malformações e problemas de visão. A transmissão pode ocorrer durante o parto ou de forma congênita. Para reduzir esses riscos, a cesariana é frequentemente recomendada para gestantes infectadas, e o uso de terapia antiviral pode ser indicado para aquelas que optam pelo parto normal.### Diagnóstico e especialistas indicadosO diagnóstico do herpes genital é feito principalmente pela avaliação clínica das lesões, mas exames laboratoriais como cultura viral e hemograma podem ser solicitados para confirmação. Os especialistas indicados para o tratamento são ginecologistas, urologistas e, em casos de lesões anais, proctologistas. Dermatologistas podem ser consultados se o vírus afetar outras regiões do corpo.---### Destaques- Herpes genital é uma IST causada pelo vírus herpes simples tipo 2 (HSV-2), caracterizada por vesículas e úlceras nos órgãos genitais.- A transmissão ocorre pelo contato direto com lesões e secreções durante relações sexuais sem preservativo.- Não há cura, mas o tratamento com antivirais e cuidados adequados alivia os sintomas e reduz a duração das crises.- Fatores como estresse, baixa imunidade e exposição ao sol podem desencadear novas crises.- Gestantes infectadas correm risco de transmitir o vírus ao bebê, sendo a cesariana uma medida preventiva recomendada.

Teste o Premium para desbloquear

Aproveite todos os benefícios por 3 dias sem pagar! 😉
Já tem cadastro?

Mais conteúdos dessa disciplina