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Sistematização
da Informação
Expediente
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, total ou parcialmente, por quaisquer 
métodos ou processos, sejam eles eletrônicos, mecânicos, de cópia fotostática ou outros, sem a autorização escrita 
do possuidor da propriedade literária. Os pedidos para tal autorização, especificando a extensão do que se deseja 
reproduzir e o seu objetivo, deverão ser dirigidos à Reitoria.
Ficha catalográFica
catalogação na Publicação
biblioteca centro universitário ateneu
Farias, Karla Meneses. Sistematização da informação. / Karla Meneses Farias – Fortale-
za: Centro Universitário Ateneu, 2018. 
p.
ISBN: 
1. Dado, informação e conhecimento. 2. Abordagem sistêmica. 3. Sistema educacional. 
4. Organização da educação escolar. I. Centro Universitário Ateneu.
ReitoR:
Prof. Cláudio ferreira Bastos
PRó-ReitoR administRativo financeiRo: 
Prof. rafael raBelo Bastos
PRó-ReitoR de Relações institucionais:
Prof. Cláudio raBelo Bastos
PRó-ReitoRa acadêmica:
Profa. flávia alves de almeida
diRetoR de oPeRações:
Prof. José Pereira de oliveira
cooRdenação nead:
Profa. luCiana rodrigues ramos
ficha técnica
autoRia: 
Karla meneses farias
design instRucional:
emanoela de araúJo
PRojeto gRáfico e diagRamação:
franCisCo erBínio alves rodrigues 
caPa:
franCisCo Cleuson do n. alves
tRatamento de imagens:
franCisCo erBínio alves rodrigues
Revisão textual: 
João Paulo de souza Correia
Seja bem-vindo!Seja bem-vindo!
Caro aluno, a partir de agora, você conhecerá a disciplina Sistema-
tização da Informação. Embarque nessa viagem para trocar experiências, 
conhecimento e enfrentar desafios. Durante esse percurso, você terá a 
oportunidade de ampliar os seus saberes e construir novos conhecimentos.
Esta disciplina está dividida em quatro capítulos e você estudará 
sobre informação, sistemas de informação e as formas de sistematizar e 
utilizá-la, serão abordados os conceitos, a aplicabilidade e as formas de uso 
da informação no contexto do ambiente escolar.
A partir da leitura e da interação, você será capaz de sistematizar, 
organizar e usar as informações no âmbito escolar, tendo em vista as 
atribuições e as rotinas de uma secretaria escolar. Encontrará também uma 
variedade de informações, dicas e atividades que ajudarão a melhorar o 
seu rendimento nos estudos desta disciplina. Aproveite!
Bons estudos!
SumárioSumário
DADO, INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO ..................................... 7
1. O que são dados? .......................................................................... 8
2. Conceito de informação – relações com o conhecimento ............ 12
3. Gestão da informação e do conhecimento ................................... 21
ABORDAGENS SISTÊMICAS ......................................................... 27
1. Teoria Geral dos Sistemas ........................................................... 28
2. Evolução dos sistemas de informação ......................................... 33
3. Classificação dos sistemas de informação ................................... 35
4. Recursos envolvidos nos sistemas de informação ....................... 36
SISTEMA EDUCACIONAL ............................................................... 41
1. Conceitos, estrutura e funcionamento .......................................... 42
2. Legislação e normas .................................................................... 43
3. Informatização – bases de dados no contexto da educação ....... 47
ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO ESCOLAR: GESTÃO ................ 53
1. Administração da educação: concepções e teorias ..................... 54
2. Projeto Político Pedagógico (ppp): 
procedimentos e rotinas .............................................................. 59
3. O (a) secretário (a) escolar e a 
sistematização da informação ..................................................... 60
Referências ...................................................................................... 65
7
DaDo, informação e conhecimento
INTERNET 
R
E
G
IS
T
R
O
 
ORDENAÇÃO 
TRANSFORMAR
MAPEAR 
RECEPTOR 
PR
O
FI
SS
IO
N
A
L
 
COLETA 
T
E
C
N
O
L
O
G
IA
 INTERPRETAÇÃO 
ARMAZENAR 
FLUXO 
ARMAZENAMENTO 
CIÊNCIA MEDIAÇÃO 
GESTÃO 
SI
G
N
IF
IC
A
D
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S 
RELAÇÕES SI
ST
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A
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O
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G
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A
C
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N
A
L
 
ESTRUTURAÇÃO 
SISTEMAS 
SIGNO 
C
O
N
T
E
X
T
O
 
• Conhecer e distinguir dado, informação e conhecimento;
• Conceituar informação no contexto organizacional;
• Apresentar aspectos sobre a gestão da informação;
• Relacionar dado, informação e conhecimento;
•	 Analisar	e	refletir	sobre	as	mudanças	necessárias	nas	organizações,	do	perfil	dos	
profissionais	à	luz	da	era	da	informação.
.
Capítulo 01
8
1. o que são DaDos?
Dados são a coleção de evidências relevantes sobre um fato observado (SOR-
DI, 2008). Observe que quando definimos dados se inclui a palavra coleção que 
remete à ideia de conjunto, o que se entende pela junção de várias evidências que 
darão origem aos dados. Onde vale destacar que um dado isolado não tem sentido, 
este precisa ter um propósito.
Veja um exemplo que ajudará você a compreender melhor o conceito de da-
dos: imagine um funcionário, ao chegar ao seu trabalho, na secretária da escola, 
onde ao adentrar ou deixar o seu ambiente de trabalho, esse funcionário passe o seu 
crachá no dispositivo coletor de dados da portaria responsável por averiguar\registrar 
o trâmite exclusivo de funcionários que equivale ao “bater o ponto”. Essa ação gera 
um registro no sistema de controle de acesso ao ambiente de trabalho, onde consta 
os seguintes dados:
• Matrícula do funcionário: 4020;
• Data: 29 de novembro de 2015;
• Horário: 7 horas e 30 minutos;
• Dispositivo de leitura: 18HF.
Desse modo, o conjunto dos quatro dados coletados constata um fato isola-
do: o detalhamento de como ocorreu o trâmite do funcionário de matrícula: 4020, no 
dia 29 de novembro de 2015, ou seja, as evidências relevantes do fato são: o dispo-
sitivo pelo qual ele passou e o horário do ocorrido. A geração destes registros deve 
ser compreendida como dados, pois, conforme foi afirmado anteriormente, os dados 
são apenas evidências de um fato, não transmitem significados.
Na prática, “os principais fatos que ocorreram em uma organização são reali-
zados e registrados por intermédio de transações de negócios, aos quais geram um 
conjunto de dados que evidenciam o fato independente de este ser registrado ou não 
pela organização”, o que aqui foi denominado de dados (SORDI, 2008, p. 8).
9
Figura 01: Dados.
Fonte: https://goo.gl/4GZAUx 
Conforme Sordi (2008), é pertinente observar que mesmo no momento da 
captura/coleta dos dados ocorre um processo de filtragem dos dados relacionados 
ao fato observado que são determinados de acordo com a percepção do observador, 
considerando-se sua relevância.
No exemplo da batida do ponto, poderia ser feito o registro de outros elemen-
tos como:
• A foto do funcionário;
• O registro do horário com maior detalhamento;
• A obtenção da digital;
• A impressão de um cupom com tais dados, dentre outros aspectos.
Sordi (2008) coloca que somente os estímulos do ambiente que passam pelo 
filtro do observador serão registrados como dados, ou seja, só se registra aquilo que 
o observador, no caso do exemplo, considerada importante para o registro do ponto 
dos funcionários da escola, outros aspectos não são considerados.
Figura 02: Evidências registradas em
tapeçaria de Bayeux (tapetes).
Fonte: https://goo.gl/d6ANr2
10
O autor destaca também que uma constatação básica sobre os dados é a seguin-
te: nos dados existe uma facilidade para a sua estruturação e captura, sendo facilmente 
desenvolvidas e implementadas estruturas para seu armazenamento, transferência e pro-
cessamento, conforme pode ser observado no exemplo citado (SORDI, 2008).
A facilidade de retratar um conjunto de dados que represente um fato faz com 
que estes sejam considerados facilmente explicitados ou simplesmentede natureza 
explícita.	É	por	essa	razão	que,	na	definição	de	dados	apresentada	anteriormente,	há	a	
palavra	evidências,	ou	seja,	estão	disponíveis	e	visíveis	a	todos,	não	há	a	necessidade	
de	nenhuma	análise	ou	cálculo	para	a	obtenção	de	tais	dados.
Observe que com a revolução científica e tecnológica dos últimos anos as 
tecnologias relacionas à informação também tiveram um ganho significativo, o que 
acarretou no surgimento de instrumentos específicos para a coleta e o armazenamen-
to de dados relativos às diversas atividades e rotinas, tais como máquinas, equipa-
mentos eletroeletrônicos, dentre outros.
A exemplo do que acabou de ser explicado, nos últimos anos, iniciou-se, nas 
secretarias	de	escolas,	faculdades	e	demais	instituições	de	ensino,	a	implantação	de	
sistemas informatizados e de gerenciamento com o objetivo de:
• Diminuir o fluxo de uso de papel;
• Diminuir a burocracia, passando a trabalhar com arquivos eletrônicos;
• Promover uma maior agilidade;
•	 Garantir	um	retorno	mais	rápido	para	as	solicitações	feitas;
•	 Viabilizar	rotinas,	dentre	outros.
11
Observe que atividades como as matrículas dos alunos passaram a ser feitas 
pelo computador, podendo ser atualizadas a qualquer momento. O sistema infor-
matizado passou a gerar o número de matrículas; em escolas particulares, gerou os 
boletos de pagamento, os boletins bem como o controle e o cadastro de professores 
e funcionários passou a ser feito por meio do uso das tecnologias e da internet, o 
gerenciamento dos estoques de materiais de expediente e didáticos, dentre inúmeros 
outros exemplos que podem ser citados referente à inserção dessas tecnologias no 
contexto educacional.
Em um segundo momento, os sistemas começaram a controlar a frequência 
dos alunos e dos professores e, em colégios de grande porte, até a entrada passou 
a ser realizada por catraca eletrônica, utilizando cartão magnético e até a impressão 
digital, conforme exemplo anterior.
Paralelamente, controlou-se a parte financeira – contas a pagar e a receber 
– bem como o controle de material – livros, revistas, jornais, papelaria e o controle e 
a distribuição de demais materiais dentre outros aspectos conforme foram exemplifi-
cados anteriormente. Tudo isso viabilizou a geração de uma rotina diferenciada para 
os (a) secretários (a) escolares.
Perceba que a inserção das tecnologias e a sistematização dos dados pas-
sou a ser mais rápida e, com isso, ganhou-se na otimização do tempo, mas também 
acarretou a necessidade de estar alinhado com o uso das tecnologias, o que, por sua 
vez, vai surgir a necessidade de “mudança na cultura” da organização da escola.
Mudança na cultura organizacional – mudança no contexto organizacional en-
globa	alterações	fundamentais	no	comportamento	humano,	nos	padrões	de	trabalho	
e	nos	valores	em	resposta	a	modificações	ou	antecipando	alterações	estratégicas,	de	
recursos	ou	de	tecnologia	(HERZOG,	1991).
12
Outro aspecto que Sordi (2008) coloca e que você deve saber é que com a 
inserção dessas tecnologias algumas funções e atividades deixaram de existir, 
pois as máquinas, os computadores, quantificam e facilmente transmitem e co-
municam os dados.
Pode-se assinalar que a coleta e o armazenamento dos dados não requerem 
muito envolvimento humano, em inúmeras situações, podem e ocorrem sem interven-
ção do homem. Essa, portanto, é uma grande diferença entre o dado e a informação 
(conceito que você conhecerá mais adiante).
Figura 03: Armazenamento de dados.
Fonte: https://goo.gl/zbKgKV
Os dados configuram-se como sendo um conjunto de evidências acerca de 
fatos que, isoladamente, fora de um contexto, não produzem significado ao observado 
e	que	podem	ocorrer	sem	a	participação	ou	a	interação	humana.
2. conceito De informação – relações com o conhecimento
Desde os tempos mais remotos os homens se comunicam e buscam infor-
mações como forma de gerar conhecimento e, consequentemente, o seu desen-
volvimento. Em diferentes épocas e com diferentes níveis de evolução e recursos 
disponíveis, os homens buscaram meios para interação e registro de informações e 
conhecimentos produzidos (FARIAS, 2014).
13
Quanto a esses registros, pode-se salientar que foram utilizados desde pe-
dra, madeiras, barro, tábuas de argilas, papiro, pergaminhos, couro, papel até chegar 
nos suportes eletrônicos e digitais (planilhas entre outros) disponíveis na atualidade. 
Então, vale destacar que a partir do momento em que você manipula, organiza, con-
solida, atribui um significado ou propósito aos dados estes geram as informações.
A informação, a cada dia, vem sendo produzida com uma rapidez e quantida-
de significativas, assim sendo, saber identificar, usar e sistematizar a informação 
tornou-se uma necessidade eminente da sociedade e principalmente dos profissio-
nais que lidam diariamente com esse tipo de produto.
Saber utilizar e encontrar informações são essenciais para estar preparado para 
agir, produzir e desenvolver atividades que vão desde simples informações solicitadas até 
aquelas que exigem um grau de atenção e esforço mais elaborado, sofisticado.
Observe a figura a seguir que demonstra de forma clara como hoje em dia 
a informação está a um toque dos dedos, contudo, saber encontrar a informação 
necessária é o grande desafio.
Figura 04: A informação e acessibilidade.
Fonte: https://goo.gl/bWXPC4.
Com a difusão da rede mundial de computadores, a internet, a quantidade 
de informações produzidas e disseminadas cresceu em proporções significativas e 
nunca antes vistas. Com isso, saber encontrar e organizar as informações é impres-
cindível para ser um profissional de destaque.
No decorrer deste curso, serão apresentadas as questões referentes ao uso e 
a aplicabilidade da informação. Assim sendo, segue um conceito sobre informação: “é 
um conhecimento inscrito (gravado) sob a forma escrita (impressa ou numérica), oral 
ou audiovisual” (LE COADIC, 1996, p. 5). Em outras palavras, a informação traz um 
elemento de sentido que é comunicado por meio de diversos suportes, sejam estes 
impressos, eletrônicos, audiovisuais, dentre outros.
14
Já que a informação é um conhecimento vale destacar que o conhecimento, por sua 
vez, é um saber que é resultado do ato de conhecer, apreender um objeto. Conhecer é ser 
capaz de formar ideias sobre determinada coisa, objeto, situação (LE COADIC, 1996).
Retomando o conceito de informação é pertinente salientar a aplicação de 
alguns conceitos de conhecimento, sejam estes:
• Conhecer pode ir da simples identificação que é o conhecimento comum. 
Pode ser também à compreensão exata e completa dos objetos, fenômenos 
que é o conhecimento científico, dentre outros que poderiam ser citados.
Por	meio	do	link	a	seguir,	você	conhecerá	um	pouco	mais	sobre	os	diversos	tipos	
de	conhecimentos.	O	vídeo,	do	professor	João	Almeida,	aborda	de	maneira	simples	e	direta	
os	tipos	de	conhecimento	e	a	sua	aplicabilidade.	Disponível	em:	.
Desse modo, o conhecimento\saber refere-se a um conjunto articulado e or-
ganizado de informações a partir da qual uma ciência poderá originar-se.
Ciência	“é	um	conjunto	de	conhecimentos	racionais	certos	ou	prováveis	obtidos	
metodicamente,	sistematizados	e	verificáveis	que	fazem	referência	a	objetos	de	uma	
mesma	natureza”	(LAKATOS;	MARCONI,	1991,	p.	19).
Já	que	foi	abordado	o	conceito	de	ciência,	vale	apena	você	assistir	ao	vídeo	“O	
que	é	ciência?	”	em	que	a	professora	Dra.	Luciana	Massi	discute	o	tema	e	apresenta	
alguns aspectos e características sobre ciência de maneira simples e objetiva viabili-
zando	o	seu	entendimento.	Disponível	em:	.
15
Com a evolução da ciência e a valorização dos diversos tipos de conhecimen-
tos a informação ganha maior importância na vida prática, onde ter acesso a informa-
ção é algo essencial, visto estarmos vivenciando a sociedade dita da informação.
Veja que a informação precede a comunicação, a tecnologia, o conhecimento 
e a ação, por isso mesmo há a necessidade de suagestão, sistematização.
Administrar os fenômenos relacionados à informação é uma tarefa extrema-
mente complexa porque, envolve muitos elementos organizacionais que se integram 
entre si. Todavia, não existe uma lógica ou uma sequência lógica, não há ordem, ao 
contrário, há um caos integrador, cuja complexidade exige recursos e competências 
específicas para gerenciá-lo e onde o contexto é fator importante para o seu entendi-
mento e aplicação (VALENTIM, 2008).
Valentim (2008) coloca ainda que compreender que a gestão da informação 
deve ser vista como um processo que cria boas condições às pessoas de um determi-
nado espaço organizacional, para apreender, criar, gerar conhecimento, compartilhar/
socializar conhecimento, bem como usá-lo para atingir metas e objetivos organizacio-
nais em um ciclo que se inicia, desenvolve-se e se retroalimenta.
Assim, voltando ao exemplo dos dados referentes à entrada e à saída dos 
funcionários da secretária da escola, a partir do momento em que o setor de recursos 
humanos consolida os dados de forma a extrair enfoques, motivações e propósitos, 
estes dados passam a ser considerados informações, pois possuem sentido e estão 
dentro de um contexto. Observe que a mediação humana possibilitou que o dado 
passasse a ser informação.
Veja que a diferença entre dado e informação é muito sutil. Outro exemplo 
que pode ser destacado é que um documento escrito em um idioma que o leitor não 
conhece, não passará de dados para ele. Já para um leitor que conhece, entende o 
idioma, aquele documento tem sentido, valor atribuído, portanto, passa a ser uma 
informação para aquele leitor que soube extrair sentidos e significados.
A informação pode ser interpretada como o dado trabalhado, com propósito, 
significado para o seu leitor, observador. Sordi (2008, p. 9) coloca que “ao se manipularem 
os dados, organizando-os, consolidando-os, ou seja, dando lhes um propósito – o que 
genericamente se denomina processamento de dados – gera-se informações”.
16
Desse	modo,	é	interessante	que	você	compreenda	que	a	informação	é	a	inter-
pretação de dados segundo um propósito relevante e de consenso para o público-alvo 
(leitor)	(SORDI,	2008).
Destaca-se que para existir a informação, necessita-se da mediação humana 
para assim definir os seus propósitos, sentidos e significados. Sordi (2008) destaca que a 
mediação humana é importante não apenas para definir os propósitos, mas também para 
estabelecer os significados de cada uma das unidades que compõe a análise.
Mas você pode estar se perguntando: “por que preciso entender essa me-
diação humana para a geração da informação e o que isso tem de relevante? ”. A 
resposta é bem simples e será apresentada a partir de um exemplo para facilitar a 
sua compreensão.
Imagine que você trabalha na secretária de uma escola e a diretora solicita a 
taxa de evasão de um ano X. Quando você recolher esses dados e enviá-los para a 
diretora, eles serão apenas dados, mas a partir do momento que a diretora analisa os 
dados, atribuindo significado, por exemplo, ela identifica que houve um aumento em 
virtude da mudança dos professores ou porque as salas estão sem ventilação ade-
quada. Essa análise (mediação) torna aqueles dados em informações que serviram 
para a tomada de decisões e demais providências, se for o caso. Ou seja, a informa-
ção gera uma mudança naquele ser que a absorve, por isso, a necessidade dessa 
mediação humana para ser informação.
Os conceitos referentes à informação devem ser de comum acordo entre os 
envolvidos com a informação para que haja interpretações coerentes dos dados, 
independentemente de quem as realize (SORDI, 2008).
Informação, segundo George Miller (1966, apud LE COADIC, 1996), é algo 
de que necessitamos quando nos deparamos com uma escolha. Qualquer que seja 
seu conteúdo, a quantidade de informação necessária depende da complexidade da 
escolha. Se nos deparamos com um grande espectro de escolhas igualmente prová-
veis, se qualquer coisa pode acontecer, precisamos de mais informações do que se 
encarássemos uma simples escolha entre alternativas.
17
McGarry (1999) coloca que a informação pode ser definida de diferentes for-
mas, por isso, ele salienta que esta pode ser:
• Algo que reduz a incerteza em determinada situação;
• Considerada como um quase sinônimo do termo fato;
• Definida em termos de seus efeitos no receptor;
• Um reforço do que já se conhece;
• Aquilo que é permutado com o mundo exterior e não apenas recebido pas-
sivamente;
• A liberdade de escolha ao selecionar uma mensagem;
• A matéria-prima da qual se extrai o conhecimento.
A partir desses exemplos você já pode ressaltar algumas características da 
informação, sejam estas:
• Requer a definição de unidades de análise;
• O consenso entre as pessoas responsáveis pelo processamento e o público 
da informação;
• Envolvimento intelectual humano de forma mais intensa e complexa do que 
o exigido para a geração de dado (SORDI, 2008).
McGarry (1999) ainda afirma que a informação deve ser ordenada, estru-
turada ou contida de alguma forma, senão permanecerá amorfa. Ou seja, para a 
informação vir a ser, agregar sentido, ela precisa dessa mediação humana, do seu 
uso. Nessa perspectiva, Brookes busca novos sentidos para o termo informação, es-
tabelecendo que esta seja:
[...] um elemento que provoca transformações nas estruturas. Assim, 
quando se envia uma mensagem (conjunto de informações) a um ser 
consciente, baseada em um código conhecido tanto pelo sujeito emis-
sor como pelo sujeito receptor, esta mensagem pode ser interpretada 
e, a partir daí, adquirir sentido. Ao utilizar essa informação (com sen-
tido) para resolver determinado problema ou se informar sobre qual-
quer situação, o sujeito social produz conhecimento. Tal conhecimento 
pode ser a simples identificação de determinado objeto ou a compre-
ensão exata e completa deste mesmo objeto (BROOKES, 1980, p. 58).
18
A informação, para chegar ao seu receptor/leitor, precisa de um veículo. Esse 
meio deve possuir um atributo essencial para que possa ser compreendido pelo re-
ceptor. Deve ser discriminável. Em outras palavras, é preciso que o receptor/leitor 
possa distinguí-lo dos fenômenos que o cercam (McGARRY, 1999). Onde vale des-
tacar que existem três classes de veículos para a transmissão de informações, sejam 
estas: sinais, símbolos e signos. Veja algumas definições sobre estes veículos:
• Sinal: é a forma de signo que enfatiza a necessidade de que será seguido 
por algum tipo de ação e que requer algum tipo de reação do receptor 
(McGARRY, 1999);
• Signo: é um indício físico da presença imediata da coisa ou evento que 
representa (McGARRY, 1999);
• Símbolos: são um tipo especial de signo, representam um objeto, ideia ou 
evento, mas a intenção é causar o mesmo tipo de reação emocional, como 
se o que representam estivesse presente (McGARRY, 1999).
Em outras palavras, a informação precisa de uma mediação humana para ser 
comunicada e, por sua vez, necessita também de um veículo para essa transmissão, 
tendo em vista produzir significados e sentidos ao seu receptor/leitor, tendo os mais 
variados propósitos. A figura a seguir apresenta o fluxo informacional.
Figura 05: Fluxo Informacional: processo de criação,
uso, armazenamento, recuperação de comunicação.
Criação da
Informação Sistema de Armazenamento,
Recuperação da Informação.Fatos, ideias e
imagens se
transmutam da
mente do autor
para uma
inscrição de
informação.
Seleção, Entrada, Classificação,
Armazenamento, Recuparação, uso.
I = Informação
K = Conhecimento
Realidade
Assimilação,
Apropriação da
informação pelo
indivíduo
I K
Fonte: Barreto (2004).
A partir da leitura da figura 05, você pode notar que todas as etapas pelas 
quais passam a informação até chegar ao usuário final são essenciais para que, de 
fato, a informação possa encontrar-se disponível para os diferentes indivíduos.
19
Assim, verificamos que para que a informação possa ser disponibilizada pelos indi-
víduos, esta necessitaser selecionada/adquirida, tratada, armazenada para, em seguida, 
ser disponibilizada conforme exposto na figura 05. Ao final do processo, a informação 
deverá ser assimilada e poderá possibilitar a geração de novos conhecimentos.
Observe que a informação se apresenta como elemento essencial para a 
realização de qualquer atividade pelos indivíduos, desde a simples resposta a uma 
questão até o posicionamento crítico em situações que exijam tomadas de decisões.
Compreende-se que a informação e todo o seu processo de criação, recupera-
ção e uso são extremamente pertinentes para que se possa estabelecer a produção 
de conhecimentos.
Na atual conjuntura socioeconômica, a informação passou a ter um valor imen-
surável, posto que sintoniza as relações humanas, estabelece os elos de comunicação e 
propicia o desenvolvimento das sociedades e dos indivíduos (BARRETO, 2004).
Observe que os dados propiciam o surgimento da informação e a apreensão 
dessas	informações	possibilita	a	geração	do	conhecimento.
Mas afinal, o que é conhecimento? Para Sordi, o conhecimento pode ser 
compreendido a partir das seguintes afirmações:
Partindo da perspectiva de que o ato de aquisição do conhecimen-
to é denominado cognição [...]. Tal ato é uma resultante psicológica 
de cada indivíduo em função de sua percepção das informações, de 
fatos, de suas aprendizagens anteriores (vivências) e do seu raciocí-
nio. (SORDI, 2008, p. 22).
Ou seja, a geração do conhecimento ocorre quando o indivíduo tem ciência de 
fatos, de verdades e de informações que, agregados às suas experiências anteriores, 
quando processados segundo a capacidade individual, é que se produz o conheci-
mento, fruto dessa reflexão e introspecção (SORDI, 2008).
20
Uma vez que o conhecimento é produzido, este pode ser disseminado, com-
partilhado ou pode se manter tácito (na mente do indivíduo). Sordi (2008, p. 12) 
afirma que o conhecimento “é o novo saber, resultante de análises e reflexões de 
informações segundo valores e modelo mental daquele que o desenvolve, proporcio-
nando a este melhor capacidade adaptativa às circunstâncias do mundo real”.
Para que o conhecimento da sociedade não se perca e possa ser compartilhado, 
ele	é	registrado	em	um	dado	suporte:	livro,	imagem,	foto,	disco,	dentre	outros,	passando	
a	se	constituir	em	um	documento	(CINTRA	et	al,	1994,	p.	14).
Retomando os dois termos anteriormente descritos (dados e informação), 
pode-se afirmar que o conhecimento é uma atividade muito mais difícil e complexa 
e que requer uma reflexão, introspecção tendo em vista a sua geração, o comparti-
lhamento e a disseminação.
A partir das colocações feitas, seguem as características diferenciais entre dado, 
informação e conhecimento que possibilitarão que você compreenda melhor tais termos.
Quadro 01: Características diferenciais
entre dado, informação e conhecimento.
Aspectos Dado Informação Conhecimento
Estruturação, captura e 
transferência. Fácil Difícil Extremamente difícil
Principal requisito para 
a sua geração. Observação Interpretação pessoal Análise e interpretação
Natureza Explícita Predominantemente 
explícita
Predominantemente 
tácita
Percepção de valor no 
contexto administrativo. Baixa Média Grande
Foco Operação Controle e gerenciamento Inovação e liderança
Abordagens administrativas 
que os promovem.
Execução de transações 
de negócios processa-
mento de dados.
Gerenciamento de siste-
mas de informação.
Gestão do conhecimento, 
aprendizagem 
organizacional.
Fonte: Sordi (2008).
21
Por meio na análise do quadro e das informações anteriormente apresenta-
das, é possível que você relacione cada termo e compreenda os níveis de cada um, 
do mais simples (o dado), passando pela informação até o mais complexo que é o 
conhecimento.
A	disponibilização	da	informação	é	destacada	como	uma	das	dimensões	da	
informação	de	qualidade	que	deve	ser	observada	pelo	administrador	da	informação.	
Observa-se	que	entre	os	quatro	atributos	referentes	à	disponibilidade	está	o	“tempo	
decorrido	entre	solicitar	e	acessar	a	informação”	(SORDI,	2008).
A partir dos conceitos apresentados, vale a pena você conhecer um pouco 
mais sobre uma área nova e que possui significativa importância para as organiza-
ções na atualidade que é a gestão da informação e do conhecimento. 
3. Gestão Da informação e Do conhecimento
Desde os primórdios, os indivíduos buscam formas de se integrar e estabele-
cer elos com o seu ambiente, criando, assim, estratégias de comunicação, siste-
matização e organização dos conhecimentos produzidos. Tal preocupação com as 
informações e o seu processamento ganharam maior impulso a partir de meados da 
década de 1940, quando do fenômeno da grande produção da informação anun-
ciada, principalmente por Vannevar Bush. Todavia, a expressão “explosão da infor-
mação” só aparece no New York Times da edição de 30 de abril de 1961, atribuída 
supostamente a Frank Fremont-Smith (FARIAS, 2014).
A história do homem e das civilizações está irremediavelmente atrelada aos fe-
nômenos da linguagem, à escrita, à produção de informações e aos conhecimentos. 
Do gesto à fala; da língua aos códigos; da oralidade à escrita, todos os fenômenos 
humanos e culturais passam pela capacidade do homem de se expressar por símbo-
los e sinais, de cuja experiência e correlação nascem os processos de comunicação 
e de informação (LE COADIC, 1996).
22
A partir das questões colocadas, salientamos o exemplo expresso por Basalla 
quando este afirma que:
[...] os homens necessitam de água, por isso, cavam poços, constro-
em barragens em rios e riachos, e desenvolvem tecnologia hidráulica. 
Precisam de abrigo e defesa, então, constroem casas fortes, cidades 
e máquinas militares. Necessitam de comida, por isso, domesticam 
plantas e animais. Precisam se mover por meio do ambiente, então, 
inventam barcos, carroças, carruagens, bicicletas, automóveis, aviões 
e espaçonaves. Em cada uma dessas instâncias humanas [...], usam 
a tecnologia para satisfazer uma necessidade urgente e imediata (BA-
SALLA, 1989, p. 06).
A informação possui, portanto, um importante papel na atual conjuntura social, 
visto que, a cada momento, transformações oriundas das mais diversas partes do 
mundo influem direta ou indiretamente na vida cotidiana dos indivíduos.
No que se refere às organizações, formais e informais, não é diferente, em-
bora as motivações sejam díspares, estas necessitam de estruturação e organização 
de modo a obterem seus objetivos e metas. Nessa perspectiva, a informação é vi-
sualizada como um insumo para os indivíduos e as organizações terem acesso à 
informação e se utilizarem desta para a tomada de decisões, resolução de problemas, 
comunicarem-se, dentre outros aspectos correlatos (BARRETO, 2004).
A informação e o conhecimento tornaram-se os fatores mais relevantes no am-
biente das organizações que é, a cada dia, mais competitivo, sendo estes elementos con-
siderados os principais componentes para manter o nível de competitividade envolvendo 
produção, troca e venda de produtos e serviços (ROMANI; BORSZCZ, 2006).
Para	se	falar	em	gestão	do	conhecimento,	é	imprescindível	entender	e	abordar	
as	respectivas	distinções	entre	dado,	informação	e	conhecimento.	Então,	vale	apena	
relembrar os conceitos, sejam estes:
• Dados são entendidos como valor sem significado e que servem para com-
por	as	informações	(letras,	figuras);
•	 A	informação	é	o	dado	trabalhado	com	significado,	sendo	este	organizado,	
processado e estruturado;
23
•	 Conhecimento	é	a	informação	com	valor	agregado,	serve	para	a	tomada	de	
decisões	e	se	constrói	a	partir	da	reflexão	dos	indivíduos.
Desse modo, a gestão do conhecimento pode ser:
[...] plausivelmente segmentada em cinco estágios: os dados gerados 
transformam-se em informação, que se transforma em conhecimento; 
o conhecimento resulta em ações informadas e estas produzem resul-
tados de negócio (MURRAY, 2004, p. 217-218).
Para Davenport e Marchand (2004), a gestão da informação segue as se-
guintes etapas:
•Mapear;
• Adquirir/capturar/criar;
• Empacotar;
• Armazenar;
• Aplicar/compartilhar/transferir;
• Inovar/evoluir/transformar.
Em vista disso, você deve entender que a gestão do conhecimento é de 
suma importância para todos os profissionais que direta e indiretamente trabalham 
com a informação e a produção de conhecimento. Onde a educação continuada 
é substancial. Assim, destacamos a percepção de Murray (2004, p. 217), que coloca 
que “um verdadeiro processo do conhecimento, aprendizagem é fundamental”.
1.	 Descreva	o	seu	entendimento	sobre	dados.
24
2.	 Relacione	as	principais	características	e	os	aspectos	sobre	os	dados.
3.	 Descreva	o	seu	entendimento	sobre	informação.
25
4.	 Relacione	as	principais	características	e	os	aspectos	sobre	a	informação.
5.	 Relacione	dado,	informação	e	conhecimento.
Muitas	organizações	tendem	a	coletar	dados	e	informações	que	não	são	úteis	
para	as	operações	correntes	nem	para	a	tomada	de	decisão.	São	informações	para	
referência	futura	ou	uma	eventual	necessidade.	Mas	se	a	informação	não	for	usada	
para	decisões	operacionais	ou	de	administração,	passa	a	não	ter	valor.
É	conveniente	também	que	façamos	a	distinção	entre	informações	e	dados.	
Dados	são	as	representações	originais	e	detalhadas	de	eventos	no	mundo	físico.	Para	
que	os	dados	se	tornem	úteis	na	tomada	de	decisão	eles	precisam	ser	tratados,	isto	é,	
transformados	em	informações.	Informações	são,	portanto,	dados	trabalhados	de	modo	
que	sejam	úteis.	Os	profissionais	que	administram	uma	instituição,	um	setor,	usam	
informações,	não	dados.	E	o	conhecimento	é	o	resultado	da	reflexão	do	entendimento	
dessas	informações	(ROSINI,	2014).

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