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2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 1/22 Prof. Paulo Sousa, Prof. Rodrigo Martins, Prof. Ivan Marques, Prof. Priscila Ferreira, Prof. Ricardo Torques, Prof. Jean Vilbert, Prof. Diego Cerqueira, Prof. Igor Maciel, Prof. Cristiano Rodrigues, Prof. Rosenval Jr, Prof. Alessandro Sanchez, Prof. Vanessa Arns 2 Direito Constitucional Estudo Estratégico para a 1ª Fase do Exame de Ordem (OAB) Documento última vez atualizado em 14/03/2024 às 00:48. 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 2/22 3 3 7 7 8 11 11 12 13 16 17 18 20 20 21 21 22 Índice 2.1) Apresentação do Professor 2.2) Ementa da Matéria 2.3) Análise Quantitativa 2.3.1) Análise de Fontes 2.3.2) Análise de Temas 2.4) Análise Qualitativa e Parecer 2.4.1) Introdução 2.4.2) Controle de Constitucionalidade 2.4.3) Processo Legislativo 2.4.4) Remédios Constitucionais 2.4.5) Repartição de Competências 2.4.6) Direitos e Deveres Individuais e Coletivos 2.4.7) Direitos Políticos 2.4.8) Poder Legislativo 2.4.9) Estatuto dos Congressistas 2.4.10) Nacionalidade 2.4.11) Seguridade Social 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 3/22 2.1 Apresentação do Professor 2.2 Ementa da Matéria Olá, oabeiros! Sou o Diego Cerqueira e sou professor de Direito Constitucional aqui pelo Estratégia OAB. Atualmente, exerço o cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil. Sou formado em Direito e Ciências Contábeis, com Pós-Graduação em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários – IBET e hoje dedico os seus estudos diários para ajudá-los nessa caminhada rumo à aprovação. Nesta aula, analisaremos a incidência das questões de Direito Constitucional nas provas do Exame de Ordem. Irei apresentar dados estatísticos levantados nas provas e, na sequência a análise qualitativa e o parecer. Ressalto que estou disponível para você, aluno Estratégia, no Fórum de Dúvidas e nas minhas redes sociais! diegocerqueira@estrategiaconcursos.com.br https://www.facebook.com/profdiegocerqueira/ @profdiegocerqueira A matéria é dividida conforme a ementa-padrão abaixo. A divisão é pensada para tentar proporcionar a você, caro aluno, a forma mais didática para aprender o conteúdo. 1. Teoria Geral da Constituição Constituição: Conceito de Constituição. Estrutura da Constituição: preâmbulo, parte dogmática e disposições constitucionais transitórias. Elementos da Constituição. Sentidos da Constituição: Concepções de Constituição. Constituição em sentido sociológico. Constituição em sentido político. Constituição em sentido jurídico. Classificação das Constituições: Classificação das Constituições: quanto à origem, quanto à forma, quanto à estabilidade, quanto ao conteúdo, quanto à finalidade, quanto ao modo de elaboração, quanto à extensão, quanto à correspondência com a realidade, quanto à função desempenhada, quanto ao conteúdo ideológico, quanto ao sistema. Histórico das Constituições brasileiras. Constitucionalismo e Neoconstitucionalismo: Constitucionalismo antigo. Constitucionalismo moderno. Neoconstitucionalismo. Interpretação Constitucional: Hermenêutica constitucional. Princípios de interpretação. Métodos de interpretação. Interpretação conforme a Constituição. Poder Constituinte: Poder Constituinte Originário. Poder Constituinte Derivado Reformador. Poder Constituinte Derivado Decorrente. Hierarquia entre as Normas da Constituição: Pirâmide de Kelsen. Hierarquia entre normas constitucionais. Hierarquia entre normas infraconstitucionais. Tratados internacionais de direitos humanos. Aplicabilidade das normas constitucionais: Eficácia 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 4/22 das normas constitucionais. Normas de eficácia plena, contida e limitada. Normas programáticas. Aplicação das normas constitucionais no tempo: Direito Intertemporal. Entrada em vigor de uma nova Constituição. Recepção e revogação. O fenômeno da repristinação. Princípios Fundamentais: Fundamentos. Organização dos Poderes. Separação de Poderes. Objetivos fundamentais. Princípios das relações internacionais. 2. Direitos e Garantias Fundamentais Gerações dos Direitos Fundamentais. Características dos Direitos Fundamentais e suas características. Direitos fundamentais: limites e eficácia - Eficácia vertical. Eficácia horizontal. Teoria dos “limites dos limites”. Direitos fundamentais na Constituição Federal de 1988. 3. Direitos Individuais e Coletivos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos (art. 5º, I a XXXI). Direitos e Deveres Individuais e Coletivos (art. 5º, XXXI a LXXVIII): Direito de Certidão. Acesso a Informação (Lei Federal 12.527/11). Direito de Petição. Remédios Constitucionais: Ações constitucionais - Tutela Constitucional das Liberdades: habeas corpus, mandando de segurança, mandado de segurança coletivo, mandado de injunção, mandado de injunção coletivo, habeas data, ação popular. 4. Direitos Sociais Direitos Sociais (art. 6º): introdução e aspectos principiológicos: Direitos Sociais: cláusula da reserva do possível, mínimo existencial, proibição de retrocesso. 5. Direitos de Nacionalidade Nacionalidade (art. 12 e art. 13): Atribuição de Nacionalidade (Originária e Derivada). Condição especial dos portugueses residentes no Brasil. Condição jurídica do nacionalizado. Perda da nacionalidade. 6. Direitos Políticos Direitos Políticos (art. 14 - art. 16). Direito Políticos Positivos: Capacidade eleitoral ativa. Capacidade eleitoral passiva. Direitos Políticos Negativos: Inelegibilidade por motivo funcional. Inelegibilidade reflexa. Inelegibilidade relativa à condição de militar. Perda e suspensão dos direitos políticos. Ação de impugnação de mandato eletivo Princípio da Anterioridade Eleitoral. 7. Partidos Políticos Partidos Políticos (art. 17): Liberdade de criação e organização partidária. Cláusula de barreira. 8. Organização do Estado Teoria Geral do Estado e Organização político-administrativo: A federação brasileira. Características da Federação. Organização do Estado: Modelo Federativo Brasileiro: Divisão espacial do Poder. União. Estados. Distrito Federal. Municípios. Territórios Federais. Alteração na Estrutura da Federação. Vedações Federativas. Repartição de Competências: Técnicas de 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 5/22 repartição de competências. Princípio da predominância do interesse. Princípio da subsidiariedade. Distribuição de Competências na CRFB/88. Competências exclusivas e privativas da União. Competências concorrentes. Competências comuns. Competências dos Estados e do Distrito Federal. Competências dos Municípios. Intervenção (art. 34 – art. 36): Intervenção federal. Intervenção da União nos Estados. Intervenção estadual. Controle político da intervenção. 9. Administração Pública Princípios da Administração Pública: Princípios da administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Princípios implícitos da administração pública. Agentes Públicos: Acesso aos cargos, empregos e funções públicas. Concurso público. Funções de confiança e cargos em comissão. Servidores públicos. Remuneração dos servidores públicos. Acumulação remunerada de cargos públicos. Servidores públicos e mandato eletivo. Direitos sociais dos servidores públicos. Responsabilidade Civil do Estado. Outras disposições constitucionais: improbidade administrativa, obrigatoriedade de licitação, contrato de gestão, administração tributária. Militares dos Estados (art. 42). 10. Poder Executivo Poder Executivo: normas gerais (art. 76 – art. 83). Funções do Poder Executivo. Sistema de governo: presidencialismo e parlamentarismo. Investidura e posse do Presidente da República. Impedimento e vacância. Substituição e sucessão. Atribuições do Presidente da República (art. 84). Direção da Administração Pública Federal. Relaçãocom o Congresso Nacional. Atuação no Plano Internacional. Preservação da segurança interna, ordem institucional e a harmonia com as relações federativas. Atribuições delegáveis. Responsabilização do Presidente da República (art. 85). Responsabilidade do Presidente. Imunidades do Presidente da República. Cláusula de irresponsabilidade penal relativa. Crimes comuns e crimes de responsabilidade. Processo de impeachment. Vedação Cautelar. Autorização da Câmara dos Deputados. Substituição Presidencial. Vice-Presidente e Ministros de Estado (art. 87 – art. 88). Conselho da República e Conselho de Defesa Nacional (art. 89 – art. 91). 11. Poder Legislativo Poder Legislativo: funções, estrutura, reuniões e comissões - Funções típicas e atípicas do Poder Legislativo. Funcionamento do Poder Legislativo. Das Reuniões. Estrutura do Poder Legislativo. Comissões criadas no âmbito das Casas Legislativas. Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Atribuições do Poder Legislativo (art. 48 – art. 52): Atribuições do Congresso Nacional. Atribuições da Câmara dos Deputados. Atribuições do Senado Federal. Estatuto dos congressistas (art. 53 – art. 56): Imunidade dos congressistas. Imunidade material. Imunidade formal. Prerrogativa de foro e mutação constitucional. Outras garantias. Incompatibilidades. Perda do mandato. Imunidades dos Deputados estaduais e distritais. Imunidades dos Vereadores. Fiscalização contábil, financeira e orçamentária (art. 70 – art. 75): Controle interno e controle externo. Fiscalização contábil, orçamentária, patrimonial e operacional. O papel dos Tribunais de Contas. Tribunal de Contas da União. Tribunais de Contas dos Estados. Fiscalização dos Municípios. 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 6/22 12. Processo Legislativo Processo Legislativo Constitucional (art. 59; art. 61 – art. 69). Aspectos gerais. Procedimento Legislativo Comum: ordinário, sumário, abreviado. Iniciativa geral (comum). Iniciativa privativa (ou exclusiva). Iniciativa popular. Discussão e votação. Deliberação parlamentar. Emendas parlamentares. Sanção e veto. Promulgação e publicação. Procedimento Legislativo Especial: emendas constitucionais, leis complementares, medidas provisórias, leis delegadas, decretos legislativos e as resoluções do Congresso Nacional. Procedimento legislativo nos Estados- membros. 13. Poder Judiciário Poder Judiciário: disposições gerais (art. 92 a art. 99) - Estrutura do Poder Judiciário. Garantias institucionais. Garantias funcionais. Ingresso na carreira. Promoção. Estrutura remuneratória. Remoção, disponibilidade e aposentadoria. Órgão especial. A regra do “quinto constitucional”. Conselho Nacional de Justiça (art. 103-B). Supremo Tribunal Federal (art. 101 e art. 102). Superior Tribunal de Justiça (art. 104 e art. 105). Justiça Federal (art. 106 - art. 110). 14. Funções Essenciais à Justiça Ministério Público (art. 127 - art. 130-A): Princípios institucionais. Princípio do promotor natural. Processo de autonomia. Funções institucionais. Procurador Geral da República - PGR. Advocacia Pública (art. 131 e art. 132). Defensoria Pública (art. 134 e art. 135). Advocacia Privada (art. 133). Ação Civil Pública. 15. Ordem Econômica e Financeira Princípios gerais da atividade econômica (art. 170 – art. 181). Exploração do estado no domínio econômico financeiro. Exploração de recursos minerais. Política Urbana (art. 182 e art. 183). Política Agrícola, fundiária e reforma agrária (art. 184 – art. 191). Sistema financeiro nacional (art. 192). 16. Finanças Públicas Normas gerais de finanças públicas (art. 163 e art. 164). Orçamento Público (art. 165; art. 167 – art. 169): Plano Plurianual (PPA). Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Lei Orçamentária Anual (LOA). Princípios orçamentários. Vedações orçamentárias. “Regra de ouro”. Processo Legislativo Orçamentário (art. 166). 17. Defesa do Estado e das Instituições Democráticas Sistema Constitucional de crises (art. 136 – art. 141): Estado de defesa. Estado de sítio. Forças Armadas (art. 142 e art. 143). Segurança Pública (art. 144). 18. Ordem Social Seguridade social: (art. 193 – art. 195): Ordem social: disposições gerais. Princípios da Seguridade social. Objetivos da seguridade social. Previdência Social, Saúde e Assistência 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 7/22 2.3 Análise Quantitativa 2.3.1 Análise de Fontes Social. Meio ambiente (art. 225). Educação (art. 205 – art. 214). Cultura (art. 215 – art. 216-A). Desporto (art. 217). Família, criança, adolescente, jovem e idoso (art. 226 – art. 230). Ciência, tecnologia e inovação (art. 218 – art. 219-B). Comunicação social (art. 220 – art. 224). Índios (art. 231 e art. 232). 19. Controle de Constitucionalidade História. Conceito. Espécies de Inconstitucionalidade: Inconstitucionalidade por ação e por omissão; Inconstitucionalidade material e formal; Inconstitucionalidade total e parcial; Inconstitucionalidade direta e indireta; Inconstitucionalidade originária e superveniente. Momentos de controle: preventivo e repressivo. Controle difuso e controle concentrado. Sistemas de controle. Controle político de constitucionalidade. Cláusula de reserva de plenário. O papel do Senado Federal. Controle abstrato. Legitimado. Parâmetro de Controle. Ação Direta de Inconstitucionalidade. Ação Declaratória de Constitucionalidade. Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão. Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. Efeitos da decisão. Ação Direta de Inconstitucionalidade Interventiva. Estado de coisas inconstitucional. Controle de constitucionalidade estadual. O Processo de Julgamento da ADI, ADC e ADO (Lei Federal 9.868/99, com redação dada pela Lei Federal 12.063/09). O Processo de Julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (Lei Federal 9.882/99). Súmula Vinculante (Lei Federal 11.417/06). Representação de Inconstitucionalidade perante os Tribunais de Justiça. Qual tipo de fonte mais aparece nas provas de Constitucional na prova do Exame de Ordem? Devo estudar mais a jurisprudência, doutrina ou lei seca? Para sanar esse tipo dúvida, apresentarei o gráfico de incidência das provas. Analisaremos nesse material 4 tipos de gráficos, os dois primeiros referem-se ao estilo de cobrança na matéria específica (Lei, doutrina, jurisprudência), tanto em percentuais como em valores absolutos. Na sequência encontramos dois gráficos referentes à cobrança específica dos temas, também em percentuais e valores absolutos. Em percentuais, veja como se distribuem as fontes: 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 8/22 2.3.2 Análise de Temas Em números absolutos, veja como se distribuem as fontes: Quais são os temas que mais aparecem numa prova de Direito Constitucional para o Exame da OAB? Apresentamos, agora, o gráfico de incidência dos temas, em um gráfico de valores absolutos e em percentuais, veja: 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 9/22 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 10/22 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 11/22 2.4 Análise Qualitativa e Parecer 2.4.1 Introdução Após essas análises estatísticas quantitativas, é o momento de fazer uma análise qualitativa e estabelecer um parecer a respeito desta disciplina. Vamos conferir? Diante da análise de todas as questões cobradas, conforme os gráficos apresentados, percebe- se que os temas de Direito Constitucional foram cobrados da forma adiante exposta. A disciplina de Direito Constitucional representa em média 9% da prova da OAB. Das 80 questões da prova, 7 são de Constitucional. A matéria se encontra no núcleo essencial de disciplinas, ou seja, é importante para o exame. "Ah, professor... a ementa da disciplina é muito grande! Não dá!". Calma, caro aluno! A análise que pretendo fazer é de custo x benefício com relação aosmateriais e temas cobrados. Pensa comigo! Vimos que 81% das questões se resumem a letra da lei, logo, não há tanta profundidade. Assim, a “lei seca” deve ser priorizada sempre. No entanto, há necessidade de estudo e aprofundamento de alguns pontos no conteúdo. Assim, recomendamos o estudo da doutrina básica. E a jurisprudência? As questões envolvendo a cobrança de jurisprudência possuem baixa incidência (6%), e a maioria cobra julgados já consolidados no âmbito do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal (súmulas ou julgados que tiveram grande repercussão). Diante dos dados apresentados, concluímos que o melhor custo x benefício é o estudo combinando a lei seca + doutrina básica + julgados consolidados. Ressalto também que poderemos fazer um corte cirúrgico quanto ao estudo do material. Temos 61,4% de tudo o que já foi cobrado concentrados em apenas 10 temas! 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 12/22 2.4.2 Controle de Constitucionalidade Esses assuntos são prioritários no estudo. Além disso, dentro destes 10 temas prioritários, temos os três temas de prioridade absoluta (representam 30,7% do que já foi cobrado em prova na disciplina): Vamos analisar cada assunto? O tema representa 16,5% de tudo o que já foi cobrado, tivemos 172 questões. É o queridinho da banca! Aqui, destaco a importância de entender a diferença entre Controle Difuso ou Incidental e Controle Concreto ou Concentrado de Constitucionalidade. 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 13/22 2.4.3 Processo Legislativo No controle difuso, a competência para exercer o controle de constitucionalidade das leis é atribuída a todos os órgãos do Poder Judiciário. Surgiu nos Estados Unidos, com o caso “Marbury versus Madison”, no qual se firmou o entendimento de que o Judiciário poderia deixar de aplicar uma lei aos casos concretos quando a considerasse inconstitucional. No controle concentrado, o controle de constitucionalidade é de competência de um único órgão jurisdicional, ou de um número bastante limitado de órgãos. Assim, a competência para controlar a constitucionalidade das leis estará “concentrada” nas mãos de um (ou poucos) órgãos, normalmente o órgão de cúpula do Poder Judiciário. Dentro do Controle Difuso, também é importante estudar a cláusula de reserva de plenário. Pela cláusula de reserva de plenário, os órgãos fracionários de tribunais não podem, como regra, declarar a inconstitucionalidade de uma norma. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Importante lembrar que viola a cláusula de reserva de plenário a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta sua incidência, no todo ou em parte. E ainda, havendo prévio pronunciamento do órgão especial, do Plenário do tribunal ou do Plenário do STF, a cláusula de reserva de plenário poderá ser afastada. O controle abstrato de constitucionalidade face à Constituição Federal é efetuado por meio das seguintes ações, propostas perante o STF: É o segundo tema mais cobrado na disciplina. Dentro de Procedimento Legislativo Comum, é importante ter atenção extra para o Procedimento Ordinário e Sumário. Atenção para o veto! Vamos esquematizar as principais características sobre o instituto conhecendo um dos esqueminhas presentes no material do nosso curso? 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 14/22 Com relação ao Procedimento Legislativo Especial, o foco deve ser para as Emendas Constitucionais e Medidas Provisórias. Aqui, não deixe de realizar a leitura dos arts. 60 e 62 da CRFB/88. Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; II - do Presidente da República; III - de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando- se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros. Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: I – relativa a: a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; b) direito penal, processual penal e processual civil; c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros; d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º; 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 15/22 II – que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro; III – reservada a lei complementar; IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. § 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. § 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes. § 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória, suspendendo-se durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. § 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais. § 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação, entrará em regime de urgência, subseqüentemente, em cada uma das Casas do Congresso Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. § 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que, no prazo de sessenta dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional. § 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados. § 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir parecer, antes de serem apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso Nacional. § 10. É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. § 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. § 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória, esta manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto. 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 16/22 2.4.4 Remédios Constitucionais Assunto que foi cobrado em 71 questões. O estudo deve ser mais focado para: a) Mandado de Segurança: LXIX– conceder-se-á mandado de segurança para proteger direitolíquido e certo, não amparado por “habeas corpus” ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; Destaco a necessidade de atenção às peculiaridades dos legitimados do MS coletivo - houve cobrança no XXXI exame. b) Habeas Data: LXXII - conceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; c) Habeas Corpus: 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 17/22 2.4.5 Repartição de Competências LXVIII - conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; d) Ação Popular: LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; e) Mandado de Injunção: LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania; O assunto já foi objeto de cobrança 60 vezes. Estude as competências exclusivas e privativas da União e competência concorrente entre os entes federados. Atenção aos macetes abordados em aula (principalmente pelo volume de detalhes da aula). Atenção para alguns casos específicos (mais recorrentes em prova): a) O Município é competente para legislar sobre requisitos de segurança das agências bancárias; b) A União tem competência privativa para legislar sobre direito processual; c) A União tem competência privativa para legislar sobre trânsito e transporte; d) A proteção do meio ambiente e o combate à poluição é competência comum de todos os entes federativos; e) compete privativamente à União legislar sobre desapropriação; 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 18/22 2.4.6 Direitos e Deveres Individuais e Coletivos f) é competência privativa da União legislar sobre comércio exterior; g) é competência privativa da União legislar sobre direito do trabalho; h) é competência privativa da União legislar sobre direito civil. E ainda, atenção: No âmbito da competência concorrente, a União é responsável pela edição de normas gerais, cabendo aos Estados o exercício da competência suplementar. Caso não exista lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena. A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. Top 5 nos temas mais cobrados da disciplina! Recomendo foco para: a) a escusa de consciência: VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; b) intimidade/privacidade: X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; c) inviolabilidade domiciliar: XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 19/22 Veja uma questão: d) sigilo de comunicações: XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; e) direito de reunião: XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; Ressalto que no RE 806339/SC, o STF estabeleceu que “a exigência constitucional de aviso prévio relativamente ao direito de reunião é satisfeita com a veiculação de informação que permita ao poder público zelar para que seu exercício se dê de forma pacífica ou para que não frustre outra reunião no mesmo local.” f) direito de associação (caiu no III, XVIII, XXVII exame): XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado; XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado; 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 20/22 2.4.7 Direitos Políticos 2.4.8 Poder Legislativo Veja uma questão: g) direito de propriedade (foi objeto de cobrança no XI, XVIII, XXIV, XXVIII exame): XXII - é garantido o direito de propriedade; XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição; XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano; Sexto tema mais cobrado na disciplina! Aqui, atenção redobrada para os Direitos Políticos Negativos! Dentro das hipóteses de inelegibilidades, atenção extra para a inelegibilidade reflexa prevista no art. 14, § 7º da CRFB/88. §7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. Na temática, já tivemos 33 questões! Dentro do tema, destaco as Comissões Parlamentares de Inquérito. 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 21/22 2.4.9 Estatuto dos Congressistas 2.4.10 Nacionalidade § 3º - As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. No MS 37760 foi referendada a liminar concedida pelo ministro Luís Roberto Barroso determinando ao Senado Federal a instalação da CPI da Covid-19. A decisão determinou que “a instalação de uma CPI não se submete a um juízo discricionáriodo presidente ou do plenário da casa legislativa. Não pode o órgão diretivo ou a maioria parlamentar se opor a tal requerimento por questões de conveniência e oportunidade políticas. Atendidas as exigências constitucionais, impõe-se a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito”. Aqui, não deixe de estudar a imunidade material (garante que os congressistas não poderão ser responsabilizados, civil e penalmente, pelas opiniões, palavras e votos que proferirem no exercício da função) e a imunidade formal (a - impossibilidade de ser preso ou de permanecer preso; b - possibilidade de sustação do andamento da ação penal). Também estude a prerrogativa de foro: atenção especial às restrições impostas pelo STF recentemente. Os Deputados e Senadores, desde a diplomação, serão processados e julgados pelo STF. Com a nova orientação do Supremo, a competência deste órgão será somente nos crimes praticados durante o exercício do cargo e que tenham relação com as funções desempenhadas pelo parlamentar. Além disso, não deixe de estudar as hipóteses de perda do mandato parlamentar. O tema caiu em 29 questões da disciplina no exame, representando 2,8%! É importante estudar a atribuição de nacionalidade, perda da nacionalidade e cargos privativos de brasileiro nato (de Presidente e Vice-Presidente da República; de Presidente da Câmara dos Deputados; de Presidente do Senado Federal; de Ministro do Supremo Tribunal Federal; da carreira diplomática; de oficial das Forças Armadas; de Ministro de Estado da Defesa). 2. Direito Constitucional 2. Direito Constitucional 22/22 2.4.11 Seguridade Social Os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social são assegurados mediante um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade: a seguridade social. É exatamente isso o que dispõe o art. 194, caput, CF/88. Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social.