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2
 CLARETIANO CENTRO UNIVERSITÁRIO
GRADUAÇÃO BACHARELADO EM ENFERMAGEM
MARIA EDUARDA MARTINS FREITAS
ANTROPOLOGIA, ÉTICA E CULTURA
CRUZEIRO DO SUL
2024
MARIA EDUARDA MARTINS FREITAS
ANTROPOLOGIA, ÉTICA E CULTURA
Portfólio descritivo apresentado ao Curso de Graduação Bacharelado em Enfermagem do Centro Universitário Claretiano, a ser utilizado como diretriz para obtenção de aprovação no trabalho da disciplina de Antropologia, Ética e Cultura. 
Orientador: Diomarino Oliveira de Souza. 
CRUZEIRO DO SUL
2024
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO	4
REFERÊNCIAL TEÓRICO	5
CONCLUSÃO	7
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	8
1. INTRODUÇÃO
O portfólio desenvolvido para obtenção de nota na disciplina de Antropologia, Ética e Cultura, tem como proposta o relato de um caso amplamente divulgado e que indique uma experiência de superação profunda capaz de mudar o sentido da vida e causar uma transformação, de modo que a pessoa afeta, após a sua vivência, tenha optado por promover a paz. Dessa forma, o caso escolhido trata-se de uma jovem chamada Alison que foi abusada, mutilada e deixada para morrer, contudo, após o acontecimento, dedicou sua vida a palestrar em volta do mundo defendendo o direito das mulheres e atuando na prevenção, conscientização e apoio a vítimas. 
2. REFERÊNCIAL TEÓRICO
DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE: 
Neste ciclo, vimos dois casos reais de pessoas que passaram por situações extremas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1948), sendo o primeiro de um judeu que sobreviveu aos campos de concentração alemães e o segundo de um soldado nazista que foi capturado pelo exército americano e sobreviveu ao cárcere. Ambos conseguiram retomar as suas vidas posteriormente e consolidaram novas compreensões sobre a vida e o ser humano. De acordo com Viktor Frankl, a superação depende da existência de um sentido elevado para a vida. Do contrário, mesmo pessoas de sucesso vivem em desespero porque não possuem um sentido para aquilo que fazem. Bert Hellinger, por outro lado, considerou que as questões individuais são também questões dos sistemas coletivos dos quais fazemos parte e defendeu que devemos evitar o julgamento, reconhecer o papel de todos e respeitar a história de cada um, fazendo o que for cabível para levar paz ao sistema e aos seus integrantes. Considerando as conclusões a que eles chegaram, nesta atividade, você deve relacionar um exemplo de superação extraído de um filme, documentário, livro ou inspirado em algum acontecimento amplamente divulgado. Caso o exemplo seja real e de âmbito pessoal, é importante manter o anonimato, para preservar as pessoas envolvidas. Mesmo que se trate de sua própria história, não é necessário se expor. Você deve destacar, no exemplo, um sentido profundo como uma forma de agir para promover a paz. O objetivo aqui é refletirmos sobre as possibilidades que podem ser construídas mesmo diante de adversidades, aprendermos a estabelecer estratégias sem realizar julgamentos pelas ações anteriores, mas respeitando a história de superação descrita, promovendo amadurecimento e melhoria coletiva. Para facilitar a sua atividade, segue um exemplo. Naturalmente, ele não poderá ser utilizado em sua resposta. Somente o caminho indicado é que deve ser aproveitado como modelo. As partes destacadas em negrito são indispensáveis na atividade (trata-se do título, descrição do caso e da conclusão, indicando o sentido profundo e o modo de agir para levar paz).
Alison Botha, corretora de seguros e moradora de Port Elizabeth, África do Sul, levava uma vida confortável e tranquila, até que no dia 18 de dezembro do ano de 1994, houveram acontecimentos que mudaram para sempre sua perspectiva de vida. Parecia um final de semana comum, onde Alison passou o dia na praia com alguns amigos e depois foram para seu apartamento para uma noite de jogos e diversão. Por volta de 1:00 hora da manhã, Alison saiu para deixar uma de suas amigas em casa, na volta, notou que outra pessoa havia estacionado o carro onde ela sempre costumava deixar, então decidiu estacionar por perto, o que acabou sendo uma péssima decisão, pois um homem desconhecido entrou em seu carro ameaçando-a com uma faca. Fazendo Alison de refém, ele a conduziu até outro lugar e durante o trajeto alegou que não iria machucá-la, só iria utilizar seu carro para cobrar uma dívida, Alison tentou persuadir seu sequestrar a levar o carro e deixar que ela fosse embora, mas não obteve sucesso. Com isso, depois de algum tempo dirigindo, realizam uma parada, onde outro homem entrou no carro e forçaram a vítima dirigir até um espaço deserto e longe da cidade. Aquele seriam os piores momentos da vida de Alison, pois ela foi abusada e posteriormente esfaqueada, levando mais de 35 cortes de faca, porém, quando os abusadores iriam se retirar do local, a perna da vítima se contraiu, então um deles decidiu cortar a garganta da mulher para garantir que ela estivesse morta, retiraram-se do local e a deixaram lá. Contudo, milagrosamente, ela não estava morta, seus órgãos estavam saltando de seu abdômen, porém, amarrou uma blusa no local e fez força contra seu corpo para mantê-los dentro de si e ajudar a conter o sangramento, fez tudo isso usando uma de suas mãos, com a outra, segurava sua garganta enquanto se arrastava pela estrada em busca de socorro. Finalmente uma mulher que ia passando em seu carro decidiu parar, acionou a emergência e ficou com Alison até que o socorro chegasse, no atendimento, a equipe explicou que as facadas não danificaram suas artérias principais e que só por isso, ela ainda estava viva, conseguindo respirar pela traqueia cortada. A garota passou por uma longa recuperação, e foi informada de que caso sobrevivesse, jamais conseguiria ter filhos, os agressores foram identificados, presos e condenados a prisão perpétua. Após a saída de Alison do hospital, ela enfrentou um longo processo depressivo em sua readaptação a vida, visto de que o caso foi amplamente divulgado, o fato de todas as pessoas saberem o que havia vivido não ajudara nesse processo, contudo, Alison resolveu escrever sua experiência, o que acabou por gerar o livro “I Have Life: Alison's Journey”, nela a garota relata sua trajetória e todos os traumas físicos e emocionais, bem como transformar uma experiência devastadora em algo forte e de afirmação da vida, o livro virou um best-seller e posteriormente foi adaptado para filme, sendo este “Alison”. Após o trauma que sofreu, Alison decidiu compartilhar sua história e se tornou uma palestrante motivacional. Ela viaja pelo mundo contando sua experiência e inspirando outras pessoas a superarem suas próprias adversidades. Hoje em dia, mãe biológica de dois meninos, Alison continua a compartilhar sua mensagem de esperança e superação. Ela é uma defensora dos direitos das vítimas de violência sexual e trabalha para conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção e do apoio às vítimas. 
3. CONCLUSÃO
Com a história de Alison é possível entender que as pessoas estão susceptíveis a vivenciar todos os tipos de situações adversas, mas que podem escolher como lidar com elas, Alison não aceitou a morte, depressão ou isolamento, ela decidiu usar a visibilidade do seu caso e a sua voz para auxiliar e encorajar outras mulheres ao redor do mundo, para que outras pessoas também tenham a chance de superar esse tipo de situação, conscientizando sobre a importância de compreender e dar credibilidade das vítimas. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOTHA ALISON. I Have Life. Struik Publishers (Pty) Ltd. 17 outubro 2017. 
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