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grandes propriedades, como as de cultivo de grãos, 
frutas e flores para exportação. 
O projeto prevê a construção de dois eixos principais 
(veja o mapa). O Eixo Norte captará a água do São 
Francisco em Cabrobó (PE) para levá-la ao sertão de 
Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. O 
Eixo Leste vai colher as águas em um ponto mais baixo 
do rio, em Petrolândia (PE), beneficiando parte do sertão 
e do agreste de Pernambuco e da Paraíba. A água 
retirada do São Francisco será bombeada até chegar a 
seu destino por meio de canais artificiais que permitirão 
a interligação de açudes, mantendo-os sempre cheios, 
mesmo durante a estiagem. 
Na etapa inicial das obras, já em andamento, estão 
previstos trabalhos de topografia e a construção de 
barragens e canais com a profundidade necessária para 
captar a água do São Francisco. Na fase seguinte, serão 
construídas estações de bombeamento, elevatórias e 
túneis para que os canais cheguem ao destino final no 
semiárido a partir dos dois eixos da transposição. Essa 
parte da obra será executada pelas empresas 
vencedoras da licitação pública lançada pelo governo 
federal. A previsão é concluir o Eixo Leste até 2010, com 
220 quilômetros de canais até o rio Paraíba. O Eixo 
Norte, onde a extensão dos canais é quase o dobro da 
do Leste, levará mais tempo, e a previsão é que esteja 
pronto até 2017. 
CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O RIO SÃO 
FRANCISCO E SUA TRANSPOSIÇÃO 
1. Utilização das águas do São Francisco: 
navegação, pesca, represas de usinas hidrelétricas, 
abastecimento de água e irrigação (agronegócio 
cerca de 70%). 
2. Um rio em processo de degradação: 
- 75% das matas galerias ou ciliares (nas margens do 
rio) já foram desmatadas com redução em 40% no 
volume de água do rio -assoreamento; 
- cidades sem saneamento básico - poluição do rio; 
3. O rio precisa de um trabalho de recuperação: 
revitalização 
- reflorestamento das margens dos rios; 
- desassoreamento do leito: retirada dos bancos de 
areia; 
- estabelecimento de uma política de saneamento básico 
- tratamento dos esgotos domésticos e 
industriais/despoluição do rio; 
 
4. Aspectos favoráveis da obra: 
- fornecimento de água: irrigação; 
- transformação de rios temporários em perenes; 
- desenvolvimento da agropecuária: gerando emprego e 
renda, que vão reduzir o êxodo rural; 
5. Aspectos desfavoráveis da obra: 
- desmatamento e redução da biodiversidade impactos 
ambientais 
- prejuízo à produção de energia das hidrelétricas 
(redução no nível de água das represas) 
- desapropriações de terras 
- a área da obra é muito latifundiária 
- a obra não atinge todo o sertão nordestino: CE-RN-PB-
PE 
- redução da vazão do rio: descarga 
- prejuízo a agricultura de vazante, devido a alteração no 
regime de cheias do rio 
- prejuízo aos manguezais: aumento da salinidade da foz 
do rio (maior penetração das marés altas no rio). 
 
QUESTÕES PARA SALA DE AULA 
Questão 1. 
SÃO LUÍS PRECISA MELHORAR GESTÃO DE SUAS 
ÁGUAS SUPERFICIAIS E SUBTERRÂNEAS (O 
IMPARCIAL 05/06/2011 - COM ADAPTAÇÕES) 
 O Dia do Meio Ambiente, celebrado 05/06, traz à tona 
uma questão decisiva para o estado: o uso da água é 
um dos maiores problemas do Maranhão atualmente. 
No ano passado, pesquisa nacional do Instituto Trata 
Brasil, colocou São Luís como a 14ª cidade de mais de 
300 mil habitantes com maior percentual de água 
utilizada indevidamente do Brasil. De um lado, há 
precariedade no abastecimento de água e recolhimento 
de esgoto em São Luís e em quase todas as cidades do 
interior. 
 O sistema Italuís começa a ficar velho e a apresentar 
problemas com os muitos rompimentos. O sistema 
serviria para abastecer 60% da área metropolitana da 
Capital, mas, como enfrenta uma série de limitações de 
espaço, excesso de residências para atender, volume 
de canos e estrutura obsoleta, nem sempre consegue 
atingir essa meta. Os rios que abastecem a cidade, 
como o Rio Paciência e reservatório do Batatã, estão 
sujos ou sobrecarregados. 
 Os poços artesianos não se mostraram tão viáveis 
assim: a perfuração clandestina desses poços e a má 
utilização dos recursos dessas fontes podem reduzir o 
volume de água nos lençóis freáticos da cidade, e 
contribuir para a invasão de águas marinhas no meio 
subterrâneo. 
Assim, a cidade de São Luís já vive dentro do contexto 
da crise da água doce. O texto deixa claro que o principal 
problema da água doce em São Luís é: 
A) o crescimento da população 
B) poluição e desperdício 
C) a dessalinização dos lençóis freáticos 
D) o pequeno percentual de água doce 
E) o grande consumo do setor industrial 
 
Comentário: LETRA B 
A poluição hídrica empobrece os ecossistemas 
aquáticos e facilita a proliferação descontrolada de algas 
fitoplanctônicas nos lagos eutrofização . Poluição da 
cadeia alimentar.A seguir listamos algumas das causas 
mais impactantes para o desperdício. 
Vazamentos nos sistemas de abastecimento.

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