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ARMAMENTO I - CEFS 
0 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
1 
AUTORIDADES 
 
Governador do Estado do Rio de Janeiro 
Exmº. Sr. Cláudio Bomfim de Castro e Silva 
 
Secretário de Estado de Polícia Militar 
Exmº. Sr. Coronel PM Luiz Henrique Marinho Pires 
 
Subsecretário de Estado de Polícia Militar 
Ilmº. Sr. Coronel PM Carlos Eduardo Sarmento da Costa 
 
Diretor-Geral de Ensino e Instrução 
Ilmº. Sr. Coronel PM Marcelo André Teixeira da Silva 
 
Comandante do CFAP 31 de Voluntários 
Ilmª. Sra. Coronel PM Simone Duque Romeu 
 
Comandante do Centro de Educação a Distância da Polícia Militar 
Ilmº. Sr. Tenente-Coronel PM Alexandre Moreira Soares 
 
 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
2 
APRESENTAÇÃO 
 
Prezados alunos, ao longo de sua carreira e de atuação enquanto agente de segurança 
pública, o Policial Militar tem a oportunidade de colocar em prática seus conhecimentos 
profissionais. 
Deste modo, o Curso Especial de Formação de Sargentos - CEFS é um curso de 
aperfeiçoamento profissional do Praça Policial Militar, tendo em vista que o Sargento PM possui 
uma posição específica e responsabilidades próprias que deverão ser observadas no exercício 
de sua função. 
Nesta direção, sendo o Policial Militar elemento fundamental na execução da política de 
segurança pública do nosso Estado, o CEFS apresenta-se como um momento interessante para 
a retomada da sua qualificação, agora podendo compartilhar e aperfeiçoar sua experiência 
profissional ao longo dos anos de atução policial na corporação. 
Não obstante, sendo o CEFS na modalidade de ensino a distância, o Sgt PM consegue 
usufruir da flexibilidade oferecida por essa modalidade, podendo adequar sua rotina ao 
cronograma do curso. 
Assim, é fundamental o seu empenho, prezado aluno, pois na modalidade de ensino a 
distância, será necessário disciplina e dedicação para o êxito dessa jornada, pois alcançar o 
sucesso depende do seu esforço individual. 
Convém destacar que na era da informação e da tecnologia, é necessário aprimoramento 
constante a fim de garantir uma tropa consciente, respeitosa, pautada em valores morais e 
institucionais, permitindo assim o cumprimento de suas funções com dignidade e excelência. 
Esperamos que nossos policiais sejam cada vez mais qualificados, bem treinados e 
especializados, para cumprirmos nossa missão, buscando cada vez mais a excelência de nossas 
ações. 
Por fim, desejamos que você aproveite ao máximo os conhecimentos construídos ao 
longo do curso e busque uma reflexão acerca de suas funções diante da sociedade e seus 
companheiros de profissão e seu papel e lugar estratégico dentro da estrutura hierárquica da 
Secretaria de Estado de Polícia Militar. 
Que seja um momento de repensar as práticas e fortalecer seu vínculo profissional, 
ampliando cada vez mais seus conhecimentos para lidar com as particularidades de ser um 
Policial Militar no Estado do Rio de Janeiro. 
 
Bons estudos! 
Marcelo André Teixeira da Silva – Coronel PM 
Diretor-Geral de Ensino e Instrução 
 
Simone Duque Romeu – Coronel PM 
Comandante do CFAP 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
3 
DESENVOLVEDORES 
 
CFAP 
Supervisão e Coordenação Pedagógica 
CAP PM Ped Priscila Medeiros Moura de Lima 
CB PM Cíntia Andrade de Araújo 
CB PM Fernanda Belísio Oliveira dos Santos 
CB PM Layla Simões da Silva 
CB PM Eduarda Vasconcellos Dias de Oliveira 
Conteudistas 
1º SGT PM Andre Jardim da Silva 
1º SGT PM Ricardo Saldanha Viana dos Santos 
2º SGT PM Fabio de Almeida Silva 
 
CEADPM 
Supervisão Geral EAD 
TEN CEL PM Rodrigo Fernandes Ferreira 
Equipe Técnica 
SUBTEN PM Willian Jardim de Souza 
1º SGT PM Edson dos Santos Vasconcelos 
CB PM Lucas Almeida de Oliveira 
CB PM Diogo Ramalho Pereira 
Diagramação 
1º SGT PM Alan dos Santos Oliveira 
SD PM Daniel Moreira de Azevedo Júnior 
SD PM Alexandre Leite da Silva 
SD PM David Wilson Côrtes da Silva 
Design Instrucional 
CAP PM Ped Vânia Pereira Matos da Silva 
Designer Gráfico 
SD PM Alexandre Leite da Silva 
Filmagem e Edição de Vídeo 
CB PM Renan Campos Barbosa 
SD PM Alexandre dos Reis Bispo 
Suporte ao Aluno 
3º SGT PM Tainá Pereira de Pereira 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
4 
SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................ 6 
TIRO TÁTICO POLICIAL MILITAR I .......................................................................................................................... 7 
PRINCÍPIOS E SEGURANÇA.................................................................................................................. 7 
FUNDAMENTOS DO TIRO TÁTICO ........................................................................................................ 7 
POSIÇÃO ESTÁVEL .............................................................................................................................. 8 
CONTROLE DA RESPIRAÇÃO ............................................................................................................. 11 
PONTARIA .......................................................................................................................................... 12 
OLHO DO ATIRADOR .......................................................................................................................... 12 
ALVO .................................................................................................................................................. 13 
SAQUE DA ARMA ............................................................................................................................... 13 
COLDRES ........................................................................................................................................... 13 
FORMAS DE RETENÇÃO DOS COLDRES ............................................................................................................. 16 
COLDRE/CORPO ................................................................................................................................. 16 
PROCEDIMENTOS NO TIRO TÁTICO ..................................................................................................................... 18 
DIREITOS HUMANOS, USO DA FORÇA E O TIRO TÁTICO. ................................................................................ 21 
CONCEITO E ASPECTOS .................................................................................................................... 21 
DIREITOS HUMANOS E O TIRO TÁTICO .............................................................................................. 21 
DEFINIÇÃO DE FORÇA NA ATIVIDADE POLICIAL ............................................................................... 22 
MODELO DE USO DA FORÇA ADOTADO PELA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO . 22 
NÍVEIS DE FORÇA ............................................................................................................................... 22 
O USO LEGAL DA FORÇA DEVERÁ SEGUIR OS SEGUINTES PRINCÍPIOS .......................................... 23 
TIRO TÁTICO ...................................................................................................................................... 24 
FINALIDADE E OBJETIVO DO TIRO DE DEFESA ................................................................................. 24 
MANUTENÇÃO DO ARMAMENTO. ......................................................................................................................... 26 
CONCEITO DE MANUTENÇÃO ............................................................................................................ 26 
ESCALÕES DE MANUTENÇÃO ............................................................................................................ 26 
ORIENTAÇÕES PARA A MANUTENÇÃO DO ARMAMENTO ................................................................. 27 
MATERIAIS USADOSprecise usarnovamente sua arma ea mesma esteja com algum tipo de problema 
ou até mesmo sem munição. 
 
 
 
7. Suspeito Sempre Engajado Mesmo no Solo (QUEBRO ANGULO) 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
40 
NECESSIDADE DE SACAR E TIPOS DE RECARGA (PRÁTICA) 
 
Prezado Policial Militar, agora vamos estudar o 
mecanismo de funcionamento da PT 100 Cal 40, identificar 
o funcionamento e características deste calibre, bem como 
condicionar os procedimentos de manejo para o serviço. 
FUNDAMENTO DO TIRO DE DEFESA 
Necessidade de sacar a arma- Essa ação é estritamente balizada pela lei. O Policial 
deve “consultar ”os Princípios Legais para esta ação, os princípios legalidade, oportunidade, 
necessidade, proporcionalidade e ética. Através deste fundamento, o aluno é condicionado a 
desenvolver o domínio do processo de tomada de decisão,que deve amparar os procedimentos 
policiais sob sua responsabilidade. 
TIPOS DE RECARGA 
• RECARGA ADMINISTRATIVA - Modalidade na qual o policial carrega seu armamento 
na assunção de serviço, sendo realizado na caixa de areia ou em local seguro.Esse 
tipo de recarga deve ser realizada após a inspeção completado armamento; 
• RECARGA EMERGENCIAL – É aquela que obrigatoriamente deverá ser feita uma vez 
que, após realizar todos os disparos a arma parou aberta por falta de munição; 
 
• RECARGA TÁTICA–É aquela feita após o policial 
realizar alguns disparos e por esta não saber quantas 
munições ainda existem no carregador da arma, ele 
realiza a troca do carregador usa do por um carregador 
pleno em munições, sabendo desta forma que sua 
arma está com sua capacidade plena de disparos; 
 
 
A velocidade em 
umconfronto policial é 
essencial e pode significar a 
diferença entre a vida e a 
morte.Como nem sempre é 
possível contar quantos tiros 
foram disparados em uma 
situação de stress,é 
necessário treinar para que 
possa recarregar sua pistola 
com rapidez e precisão 
quando esta fizer o 'tiro seco' 
https://www.youtube.com 
/watch?v=Oc2kCA2vO74 
http://www.youtube.com/
ARMAMENTO I - CEFS 
41 
SAQUE RÁPIDO, CONTROLE DE CANO E CONTATO VISUAL 
 
Caro Policial Militar, agora vamos analisar os tipos de 
posições para o disparo e entender a necessidade do 
saque rápido. É importante também falarmos sobre 
controle de cano e contato visual, condicionar os 
procedimentos do 2°, 3° e 4° fundamento do tiro de defesa 
e como realizar disparo à 8 metros do alvo. Vamos lá!!! 
 
 
2º FUNDAMENTO DO TIRO DE DEFESA 
Saque Rápido - O procedimento deve ser rápido e seguro, aser treinado com ambas as 
mãos, tanto como fardamento regulamentar como em trajes civis, uma vez que o instruendo pode 
precisar agir em defesa da sociedade estando de folga. 
 
Considerando que o Policial só pode utilizar sua arma para defesa, num primeiro 
momento, poderá estar em desvantagem em relação a um infrator armado. 
 
Essa “desvantagem” deve ser compensada com o treinamento contínuo desses 
fundamentos. 
 
3º FUNDAMENTO DO TIRO DE DEFESA 
Controle do Cano: uso da massa como “terceiro olho” sempre apontado para o campo 
visual do Policial e “escaneamento” após o disparo, para localização de possíveis agressores. 
 
4º FUNDAMENTO DO TIRO DE DEFESA 
Manter contato vsual com o agressor, mesmo durante recargas e solução de panes: 
Manter contato visual não significa necessariamente olhar nos olhos da pessoa a ser abordada, 
o que pode gerar uma distração. A atenção deve estar orientada para as mãos da pessoa em 
atitude suspeita. 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
42 
PISTOLAS GLOCK G22 
 
CLASSIFICAÇÃO DA PISTOLA GLOCK G22 
✓ Quanto a Alma do Cano : Raiada; 
✓ Quanto ao Funcionamento: Semi-automática; 
✓ Ação do Disparo: simples; 
✓ Quanto ao Emprego Operacional : Individual; 
✓ Quanto ao Tipo: Deporte; 
✓ Quanto ao Princípio de Funcionamento: Ação dos gases sobre o mecanismo; 
✓ Quanto a Alimentação: Com carregador; 
✓ Quanto ao Sentido da Alimentação: De baixo para cima; 
✓ Quanto a Refrigeração: A ar. 
MANEJO DA PISTOLA GLOCKG 22 
Ao receber o armamento, o Policial deve: 
• Passo 1 e 2: deverá retirar o carregador, caso este esteja no mesmo, devendo para tanto 
agir no retém do carregador, retirá-lo e abrir a arma, caso a arma não esteja 
aberta,puxando o ferrolho à retaguarda, pressionando o retém do ferrolho para cima. 
Estando aarma aberta, deve-se verificar se não existe cartucho na câmara e se o cano 
não se encontra obstruído por qualquer corpo estranho; 
• Passo 3: deve o policial municiar o carregador com o númerolimite de cartuchos; 
• Passo 4: alimentar a arma introduzindo o carregador já municiado na mesma; 
• Passo 5 e 6: carregar a arma, puxando o ferrolho para trás e soltando o mesmo de uma 
só vez. 
A arma, após tais procedimentos,encontra-se pronta para uso e deve ser guardada de 
imediato no Coldre e presa a guia. 
ARMAMENTO I - CEFS 
43 
SISTEMA DE SEGURANÇA GLOCK G22 
 As pistolas Glock são equipadas com o sistema Safe Action, que significa em tradução 
livre“Ação Segura”, um sistema de segurança totalmente automático composto de três travas 
passivas e mecânicas com operação independente: 
( 1) TRAVA DO GATILHO 
( 2 ) TRAVA DO PERCUSSOR 
( 3) SEGURANÇA DE QUEDA 
 
TRAVADO GATILHO (1) 
A trava de segurança do gatilho está integrada no próprio gatilho, na forma de uma 
alavanca,com finalidade de impedir o acionamento do gatilho por inércia ou pressão lateral. 
 
 
 
TRAVA DO PERCUSSOR (2) 
A trava de segurança do percussor bloqueia mecanicamente o seu movimento, para à 
frente. Quando o gatilho está sendo movimentado, uma extensão vertical da barra do gatilho 
empurra a trava para cima, liberando a passagem do percussor. 
ARMAMENTO I - CEFS 
44 
 
 
SEGURANÇA DE QUEDA (3) 
Última trava serve para impedir que a arma dispare quando recebe um forte impacto 
(como cair no chão). A barra do gatilho trava o ressalto do percussor, impedindo-o de mover-se 
para a frente. 
 
 
PRINCIPAIS PARTES E 1º ESCALÃO DA PISTOLA GLOCK G22 
 
A – CONJUNTO DO FERROLHO 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
45 
B - ARMAÇÃO 
 
C - CANO 
 
DESMONTAGEM – 1° ESCALÃO 
 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
46 
A – Retirar o carregador, acionando o retém da alavanca do carregador, próximo ao guarda 
mato; 
 
B- Acionar o ferrolho até o final de seu curso, inspecionando a câmara; 
 
C – Com o ferrolho fechado, realizar um disparo em seco com cano apontado para local 
seguro, após puxar o ferrolho a retaguarda parcialemente e agir na alavanca de 
desmontagem; 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
47 
D – Deslizar o conjunto ferrolho, cano para frente, até liberá-lo da armação; 
 
E – Comprimir a guia da mola recuperadora, levando-a com sua Haste retirando o ferrolho; 
 
F – Retirar o cano deslocando-o para cima e retaguarda; 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
48 
CHECAGEM DE SEGURANÇA E FUNCIONAMENTO 
 
 
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 
1. Antes de qualquer operação de manutenção e limpeza da arma, certificar-se de que a pistola 
esteja desmuniciada e descarregada; 
 
2. Em intervalos regulares, desmontar a arma da forma já vista, limpado-a e retirando os resíduos 
de pólvora das partes desmontadas, aplicando óleo de leve para armamento; 
 
3. Quando exposta à umidade excessiva, areia, condensação, imersão em água ou outras 
condições adversas, limpar o mecanismo, desmontando-o até o 1° escalão, e retirando os corpos 
estranhos que ali se encontrem; 
 
4. As armas devem ser armazenadas em local seco, sem variações bruscas de temperatura e 
em suportes adequados; 
 
5. Não lubrificar a arma em excesso durante sua limpeza. Evitar o excesso de óleo no interior do 
cano e no carregador. 
ARMAMENTO I - CEFS 
49 
 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
50 
ACESSÓRIOS 
BACKSTRAPS 
 
SPEED LOADER (SUPORTE PARA CARREGAMENTO RÁPIDO) 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
51 
INCIDENTES DE TIRO E SUAS SOLUÇÕES: 
INCIDENTE CAUSA CORREÇÃO 
Nega Cartucho defeituoso 
Esperar 30 segundos e substituiro 
cartucho. 
Não há percussão Percussor defeituoso Substituir o percussor. 
Não há extração 
Extrator danificado; 
Estojo com culote danificado; 
Sujeira na câmara. 
Substituir o extrator; Retirar o 
estojo ou cartucho; 
Retirar o estojo ou cartucho e 
efetuar a limpeza. 
Projétil alojado no cano Cartucho defeituoso 
Abrir a arma e, com auxílio de uma 
vara de latão, retirar o projétil. 
Não há ejeção Ejetor danificado Substituir o ejetor. 
Não há apresentação de uma 
munição 
Carregador danificado 
Substituir o carregador ou, se for o 
caso, substituir amolado 
carregador. 
 
 
 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
52 
PISTOLA BERETTA APX 
 
DADOS TÉCNICOS 
 
LADO ESQUERDO 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
53 
LADO DIREITO 
 
BACKSTRAPS 
 
 
• A Beretta APX possui o Sistema de Acionamento denominado STRIKERFIRED, o 
sistema trabalha com percussor lançado, pré-engatilhado ou semi tensionado. 
• Apistola APX é aquipada com um sistema de segurança composto por travas e 
indicadores. 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
54 
INDICADORES DE SEGURANÇA 
INDICAÇÃO DE BLOQUEIO DO PERCUSSOR; 
INDICAÇÃO DE CARTUCHO NA CÂMARA; 
INDICAÇÃO DE BLOQUEIO DO PERCUSSOR 
A INDICAÇÃO DE BLOQUEIO DO PERCUSSOR permite a visualização do bloqueio do 
percussor através do topo do ferrolho. 
 
INDICAÇÃO DE CARTUCHO NA CÂMARA 
A INDICAÇÃO DE CARTUCHO NA CÂMARA permite visualização pelo atirador da 
existência ou não de cartucho na câmara da arma. 
 
BOTÃO DE DESATIVAÇÃO DO SISTEMA DE ACIONAMENTO 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
55 
O BOTÃO DE DESATIVAÇÃO DO SISTEMA DE ACIONAMENTO permite a 
desmontagem segura do armamento, sem a necessidade de acionamento de gatilho. 
 
DESMONTAGEM-1ºESCALÃO 
 
A – Acionar o ferrolho até o final de seu curso, inspecionando a câmara (visual e tato); 
ARMAMENTO I - CEFS 
56 
 
 
B– Como ferrolho fechado, REALIZAR UM DISPARO EM SECO COM CANO APONTADO 
PARA LOCAL SEGURO,pressionar o botão liberador da alavanca de desmontagem ( lado direito 
da armação) e gire no sentido horário a alavanca de desmontagem (lado esquerdo da armação); 
 
 
C– Deslizar o conjunto ferrolho, cano para frente, até liberá-lo da armação; 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
57 
 
 
D– Comprimir a guia da mola recuperadora, levando-a com sua Haste retirando o ferrolho; 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
58 
E– Retirar o cano deslocando-o para cima e retaguarda. 
 
NUMERAÇÕES DA APX 
CONJUNTO DO GATILHO 
FERROLHO 
CANO 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
59 
TRAVAS DE SEGURANÇA 
TRAVA DO GATILHO 
A TRAVA DO GATILHO esta integrada no próprio gatilho,com a finalidade de impedir o 
acionamento do mesmo por inércia ou pressão lateral. 
 
 
TRAVA DO PERCURSOR 
 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
60 
TRAVA DE QUEDA 
 
 
 
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 
Antes de qualquer operação de manutenção e limpeza da arma, certifique de que a 
pistola esteja desmuniciada e descarregada; 
 
Limpeza para retirada de resíduo de pólvora das partesdesmontadas; 
 
Aplicaçãode óleo de baixa viscosidade em partes específicas: 
 
Externo do cano (jamais na parte interna); 
 
Na canaleta do trilho do ferrolho; 
 
OBS1: não se aplica óleo no carregador, na trava do percussor e no alojamentodo 
percussor; 
 
OBS2: A pistola Beretta APX trabalha como mínimo possível de lubrificação. 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
61 
CHECAGEM DE SEGURANÇA E FUNCIONAMENTO 
PERCUSSOR 
 
 
 
 
TRAVA DO PERCUSSOR 
 
 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
62 
EXTRATOR 
 
 
 
EJETOR 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
63 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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segurança, 2008. (Coleção Instituto de Segurança Pública). 
BALESTRERI Ricardo Brisola. Direitos Humanos: Coisa de Polícia – Passo fundo-RS, CAPEC, 
Paster Editora, 1998. 
BARBOSA, Sérgio Antunes; ANGELO, Ubiratan de Oliveira. Distúrbios Civis: controle e uso da 
força pela polícia. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2001. 
BRASIL. Lei Federal Nº 13.060, de 22 de dezembro de 2014. Lei disciplina o uso dos 
instrumentos de menor potencial ofensivo pelos agentes de segurança pública em todo o 
território nacional. 
BRASIL. Lei Federal Nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003. Dispõe sobre registro,posse e 
comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional deArmas– Sinarm,define 
crimes e dá outras providências. 
BRASILEIRO,Exército(2006). PORTARIAN°07-DLOG- A prova as Normas Reguladoras para 
Definição de Dispositivos de Segurança e Identificação das Armas de Fogo Fabricadas no País, 
Exportadas ou Importadas. Brasília, DF: Diário Oficial da União. 
BRASÍLIA. BALÍSTICA FORENSE APLICADA. Brasília: SENASP,2018. 
BRASÍLIA. IDENTIFICAÇÃO DE ARMAS DE FOGO. Brasília: SENASP, 2018. 
CAMPOS, Alexandre Flecha. A qualificação do Policial Operador de Segurança Pública– 
Goiânia, 2009.(Coletânea de Artigos). 
CAMPOS, Alexandre Flecha. Educação e Qualificação do Policial Para o Uso da Força–Goiânia, 
2011. 
CAMPOS, Alexandre Flecha. Manual Prático do Instrutor: Tiro Policial Defensivo–Goiânia, 2010. 
CARVALHO, Carlos Eduardo Yegros de; FERRAZ, Cláudio Armando; Manual de Uso de Armas 
de Fogo–Rio de Janeiro: Rio segurança, 2008.(Coleção Instituto de Segurança Pública). 
Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei. Disponível em.Acesso em 20 de Jan 2018. 
Diretrizes sobre o Uso da Força pelos Agentes de Segurança Pública. Disponível em 
. Acesso em 20 de Jan 2018. 
Declaração Universal dos Direitos do Homem. Disponível em 
. Acesso em 20 de Jan 2018. 
FN FAL. Disponível em. Acesso em 20 de Jan 2018. 
GIRALDI, Nilson. Manual de Tiro Defensivo – São Paulo: PMESP,1999. Manual de 
Aperfeiçoamento Profissional. CBC- 2ªEd, 1997. 
Matriz Curricular Nacional Para Ações Formativas dos Profissionais da Área de Segurança 
Pública . Brasília– DF,2014. 
PMERJ.Caderno Doutrinário do Uso da Força .Aditamento ao Bol da PMNº132. Publicado em 23 
Jul de 2015. 
PMERJ. Manual Básico do Policial Militar (M-4), 1987. 
http://www.camara.gov.br/sileg/integras/931761.pdf
http://www.mvb.org.br/campanhas/portaria4226.php
http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001394/139423por.pdf
ARMAMENTO I - CEFS 
64 
PMERJ. Manual de Defesa Pessoal e Uso Comedido da Força. Aditamento ao Boletim da 
PMERJ Nº154. Publicado em 21 de agosto de 2007. 
PMERJ. Tiro de Defesa. Boletim de Instrução Policial Nº02/08. Publicado em 19 Nov de 2008. 
RODRIGUES, Adriano da Costa; SAMPAIO, Katrilin Paranhos Amaral; DE OLIVEIRA, Túlio 
Carlos Vaz de Oliveira. Novo modelo do uso legal da força. Disponível em.Acessoem20deJan2018. 
SANTOS, Marco Aurélio. O Tiro de Defesa Policial: Um Componente do Uso Diferenciado da 
Força. Trabalho de conclusão do curso superior de polícia. RiodeJaneiro- RJ, 2015. 
SERRA, Vitor Augusto Rodrigues. Manual Básico de Munição e Armamento da PMERJ– Rio de 
Janeiro: PMERJ, 2011. 
SOBRINHO, José Dias. Avaliação: Políticas Educacionais e Reformas; da Educação Superior –
São Paulo: Cortez, 2003; 
ZANOTTA,Creso M. Identificação de Munições – SãoPaulo: Editora Magnum,1992. 
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-e-a-origem-das-armas-de-fogo/ 
Qual é a origem das armas de fogo? | Super (abril.com.br) 
https://jus.com.br/artigos/99479/a-policia-ostensiva-como-primeira-garantidora-dos-direitos-
fundamentais A polícia ostensiva como primeira garantidora dos direitos fundamentais - 
Jus.com.br | Jus Navigandi 
https://jus.com.br/artigos/99479/a-policia-ostensiva-como-primeira-garantidora-dos-direitos-fundamentais
https://jus.com.br/artigos/99479/a-policia-ostensiva-como-primeira-garantidora-dos-direitos-fundamentaisdos fundamentos 
corretos detiro, nas seções de tiro preciso, sendo norteadas por quatro regras de segurança 
básicas com qualquer tipo de arma: 1º considere toda arma como carregada; 2º manuseie sua 
arma apontando para local seguro; 3º certifique-se do seu alvo; 4º mantenha o dedo fora do 
gatilho; 5º atenção aos comandos do instrutor de tiro. 
 
 
Fique bem atento quanto as quatro regras básicas. 
 
FUNDAMENTOS DO TIRO TÁTICO 
O Tiro Tatico Policial Militar se propõe a simular circustâncias ocorridas no ambiente 
urbano, realizando um tipo de atividade dinâmica, utilizando os fundamentos elementares de 
qualquer tipo de tiro. 
O Treinamento deverá ser constante, prático, objetivo e, o mais importante, sempre 
simulando os conflitos urbanos, em que se devem buscar nos adestramentos um equilíbrio nos 
Vetores do Tiro que, segundoSouza Costa e Nakamura,dividem-se em: Procedimento, Precisão 
e Segurança (PPS)5. 
ARMAMENTO I - CEFS 
8 
 
 
5 Ensinamentos desenvolvidos durante os treinamentos de Tiro Tático em Defesa de Autoridades, na 
Secretaria de Segurança Presidencial / Brasília-DF,no ano de 2011 e 2012. 
 
Os ilustres oficiais explicam que nada adianta um atirador colocar todos os disparos bem 
acertados no alvo,senão souber se abrigar corretamente, ou então não sanar as diversas panes 
de sua arma, ou então ter excelente conduta de posição de tiro,mas ao disparar, osseustiros não 
atingem a zona proposta, sendo aliado a esses procedimentos a segurança que deve ser mantida 
em todos os exercícios e atividades de tiro, de maneira sempre crescente, onde não são 
admitidas atitudes relapsas em relação à segurança onde qualquer descuido poderá custar a 
vida de alguém. 
POSIÇÃO ESTÁVEL 
No Tiro Tático, o atirador também deverá já ter uma boa posição de pébem estabelecida, 
pois será partindo desse ponto que projetará o seu corpo para as outras posições, diante das 
necessidades que o cenário exigir. Geralmente a posição adotada, quando o atirador estiverde 
pé, é uma posição natural, com alterações mínimas para um melhor a proveitamento tático. 
 
Para entender e analisar as variáveis da posição adotada para a realização do Tiro 
Tático, abordaremos primeiro a própria essência do tiro policial, muitas vezes chamado de tiro 
instintivo defensivo, e nesta proposta de Tiro Tático. 
 
A principal diferença desse tipo de atividade é que o atirador não faz necessariamente 
uma visada minuciosa com os aparelhos de pontaria da arma, assim sendo, o atirador fará um 
alinhamento espontâneo e natural da arma em relação ao alvo, pois nesse tipo de tiro precisa-
se de muita rapidez, potência e relativa precisão. Entretanto, a arma já terá que sair rapidamente 
do coldre,na cintura,e corretamente empunhada,sabendo-se que não haverá tempo para corrigir 
uma empunhadura incorreta. Ainda terão que, em questão de segundos, sera linhados os 
mecanismos de pontaria em relação à direção geral do alvo, o que implica em um correto 
aproveitamento dinâmico da estrutura corporal – cabeça, troncos e membros – e, por fim, o 
disparo deverá ser rápido, preciso e eficaz, ou seja, deverá acertar uma zona incapacitante do 
oponente no mais curto espaço de tempo, retirando-lhea possibilidade de ataque. 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
9 
A posição de tiro deve permitir que o atirador possa obter vantagens pelo fato de ter 
tomado a posição corretamente e, neste caso, a posição proposta permite a facilidade do controle 
da arma (proporcionada pelo alinhamento “semitrancado” dos braços em relação ao ombro do 
atirador) e, ainda permite a possibilidade de um rápido realinhamento do aparelho de pontaria 
após o disparo. A posição estabelecida deverá ainda permitir a “varredura” em vários ângulos, 
sem precisar desfazê-la, mantendo-se o controle total da arma. 
 
Por fim, registra-se que a posição de tiro deverá ser tomada da maneira mais natural 
possível, pois, nessa situação, o que prevalece é um ato de reação a um ataque iminente, quando 
não se tem muito tempo para assumir posições estudadas e elegantes. Vamos adotar como uma 
posição inicial e eficiente para o TAP, a posição isósceles de combate (diferencia-se da posição 
isósceles tradicional por ter um pé adiantado à frente). Para isso,devem ser compreendidos os 
seguintes aspectos: 
 
POSIÇÃO ISÓSCELES DE COMBATE (PODENDO TER VARIAÇÕES) 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
10 
 
Empunhadura – Não há variação da realizada no tiro de defesa, porém deverá ser 
tomada de forma rápida e firme. 
 
Posição dos braços – Esticados,retos(podendo ser um pouco abertos) e paralelos em 
relação ao solo, vindo a proporcionar, em alguns atiradores, um maior conforto à posição. A 
posição dos braços deverá sempre permitir um “travamento”eficaz da empunhadura. 
 
Posição doTronco– Ligeiramente inclinado para frente,como objetivo de manter a 
estabilidade do corpo em caso de um impacto,evitando sua queda para trás e também diminuindo 
a silhueta exposta, adotando assim uma característica ofensiva em relação ao oponente. 
 
Posição da cabeça– Elevada, sendo que o conjunto (braços / armas) deverá subir até 
alinhar os mecanismos de pontaria como olho do atirador e alvo; e nunca a cabeça inclinar para 
procurar esse alinhamento.Esta poderá ser levemente inclinada para um melhor enquadramento 
do alvo; isso visa evitar que, ao inclinar muito a cabeça, haja um comprometimento da visão 
periférica do atirador e que possa levá-lo à tendência de visão de túnel. 
 
Posição das pernas – A abertura entre as pernas deverá ser feita de forma natural, mais 
ou menos na largura dos ombros, com os pés voltados para a direção do oponente, podendo ser 
um pouco inflectidos para dentro, a depender da anatomia do atirador, com os joelhos levemente 
flexionados para da rmaior estabilidade à posição. A perna do lado da mão auxiliar será 
adiantada aproximadamente à amplitude de uma passada normal. A posição das pernas, 
juntamente com as outras características da posição, deverá permitir que o atirador se 
movimente com a arma apontada par ao alvo,sem perder o enquadramento de mira se o controle 
de um possível disparo. 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
11 
Já parou para pensar que o Policial Militar precisa conhecer basicamente essas 
posições, para o Treinamento de Tiro Tático, sabendo que essas não são as únicas e que outras 
posições poderão ser tomadas,desde que sejam treina das e testadas. Caberá a cada atirador 
se adaptar e analisar qual a posição mais adequada para a sua individualidade. 
 
 
 
POSIÇÃO JOELHO ALTO POSIÇÃO JOELHO BAIXO 
 
 
POSIÇÃO DEITADO 
 
 
 
CONTROLE DA RESPIRAÇÃO 
No Tiro Tático, a precisão não poderá ser comprometida em detrimento da rapidez. O 
oposto disso também não pode ocorrer . Como a execução do disparo deverá ser rápida, não se 
deve buscar os detalhes meticulos os do tiro de precisão, pois o objetivo agora será fazer um 
grupamento de impacto sem uma zona do alvo de forma rápida e móvel, assim a respiração 
deverá ser naturalmente controlada, sem nunca ser bloqueada para não causar a falta de 
oxigenação das células do corpo. Naturalmente controlada significa que o atirador não deve 
tentar trancar a respiração no momento exato do disparo, mas entender como o corpo funciona 
nessa situação em inimizar a respiração de forma espontânea. 
ARMAMENTO I - CEFS 
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PONTARIA 
Apontaria a ser realizada é diferente daquela realizada no tiro de precisão, pois no tiro 
preciso a pontaria é feita em um ponto fixo no intuito de sempre acertá-lo, fazendo com que todos 
os disparos estejam no ponto visado ou bem próximo dele. Já no Tiro Tático,trata-se de apontar 
para uma área maior com o intuito de acertar todos os disparos dentro dessa área. Portanto, 
assim como no tiro de precisão, a correta pontaria é feita ao colocar em linha, rapidamente, os 
quatro elementos: olho do atirador, alça de mira (AM), massa de mira (MM) e alvo. Cabe registrar 
que, mesmo quando o atirador jáestiver condicionado a atirar, ajustando apenas a massa de 
mira ao alvo ou mesmo condicionado pela memória neural, o aparelho de pontaria, mesmo não 
observado detalhadamente, sempre deverá estar com seus componentes alinhados e ajustados. 
OLHO DO ATIRADOR 
Os dois olhos do atirador deverão permanecer abertos, pois somente assim o atirador 
não comprometerá a sua visão periférica parte do seu campo periférico de visão enão sofrerá 
com os efeitos causados pelo fechamento de um olho pararealizar o disparo,como visão 
nublada,por exemplo, ao reabrir o olho que se fechou. 
 
Figura 1–Dois olhos abertos (aproveitamento de 100% do campo de visão) 
 
 
Figura 2–Fechando um dos olhos (perda de 30 a 40% da visão) 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
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ALVO 
Você sabia que a ameaça no Treinamento do Tiro Tático poderá ser um alvo fixo, móvel 
ou ambos, o que não quer dizer que o atirador deverá descuidar,da correta visada com os dois 
olhos abertos sobre as ameaças a serem atingidas? Sabemos que assaltantes e bandidos na 
maioria dos casos não agem sozinhos,consequentemente, onde poderá ser necessário que o 
atirador precise atingir mais de um oponente ao sacar sua arma. Ainda,poderá precisar atirar em 
movimento e também em alvos se movimentando. Portanto,o alvo deverá ser claro ao atirador 
que o enquadrará rapidamente ao alinhar o aparelho de pontaria. No tiro rápido, os erros 
fundamentaisdos disparos serão muito mais aparentes do que nos treinamentos de tiro de 
defesa. Por isso, não basta a penas conhecer a teoria de problemas,mas é necessário analisar 
os conhecimentos individuais nos fundamentos básicos do tiro que estão sendo negligenciado 
se os fatores motivadores para tais erros, lembrando que, em um tiro policial, vários outros fatores 
externos poderão influenciar diretamente no resultado final dos impactos. Assim, somente com 
uma análise individualizada do atirador,voltando aos fundamentos básicos e treinamentos de 
adaptação para o tiro rápido, trará resultados satisfatórios para o treinamento aqui proposto. 
SAQUE DA ARMA 
Para que uma arma seja empunhada com eficiência e se torne um instrumento eficaz é 
essencial ser transportada de uma maneira que facilite o seu saque e a sua empunhadura e se 
mantenha preparado para as adversidades geradas pela violência. Existem diversas maneiras e 
métodos de transportar e sacar uma arma curta, seja no trabalho fardado de forma ostensiva, 
velada a serviço ou durante os momentos de folga, por isso vamos conhecer mais sobre técnicas 
necessárias para o porte velado de arma de fogo como a desobstrução de vestimentas e técnicas 
de porte aliadas ao saque da arma. 
COLDRES 
A maioria de nós, Policiais Militares, em nosso cotidiano temos apenas a preocupação 
de utilizar uma arma e tê-la próxima ao seu corpo e não se atentar para qual tipo de coldre iremos 
utilizar para portar nossa arma. Portar a arma sem um coldre adequado poderá acarretar 
prejuízos, seja pela oxidação da arma, seja exposição do gatilho ou mal posicionamento da arma, 
riscos de queda, variação de posição da arma, um disparo acidental no próprio corpo, dentre 
outros. Um bom coldre deverá cobrir o gatilho, a parte mais sensível da arma, uma vez que 
oferece certo risco ao portador. Além da comodidade, conforto e proteção que um bom coldre 
velado trás no porte de sua arma ele também protege contra os desgastes da oxidação que o 
suor e as intempéries podem causar ao armamento, vejamos os principais equipamentos 
disponíveis no mercado, com seus prós e contras na utilização: 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
14 
COLDRES EM COURO 
 
 
Os coldres mais tradicionais são confeccionado sem couro: 
Prós: Proporcionam segurança e conforto se feitos 
com couro adequado,os confeccionados em couro de cavalo 
são os mais duradouros e resistentes. Podem ser forrados ou 
não. 
Contras: Coldres em couro de má qualidade podem 
deformar e acionar o gatilho, podendo fazer a arma disparar no 
próprio operador. Quando forrados podem acumular 
umidade,o que pode oxidar a arma mais rapidamente e dependendo do tempo de uso e desgaste 
interno pode agarrar a arma e deixar o operador em situção delicada em uma situação de risco. 
 
COLDRES EM NYLON 
 
 
Prós: Podem ser uma excelente opção no conforto além de 
serem relativamente mais baratos que os demais coldres. 
Contras: São mais volumosos e tendem a perder suas 
formas como tempo. Quando não possuem retenção externa não 
deixam a arma firmemente presa, dependendo do tempo de uso e 
desgaste interno pode agarrar a arma e deixar o operador em 
situção delicada em uma situação de risco. 
 
COLDRES EM NEOPRENE 
 
Prós: Apresentam bastante conforto ao operador e são 
facilmente encontrados no mercado nacional. 
Contras: Se desgastam muito rapidamente para quem usa 
diariamente, deixando caro no custo benefício. 
 
 
COLDRES EM POLÍMERO 
 
 
Prós: Geralmente feitos com materiais 
resistentes,deixam a arma bem posicionada no corpo e permitem 
o saque rápido e a possibilidadede recoldrear a arma, além de 
possuírem boas presilhas de fixação na cintura. 
ARMAMENTO I - CEFS 
15 
Contras: Perde muito no conforto por ser maisrígido que os demais, além de ser 
fabricado para modelos específicos, o que deixa seu uso limitado apenas à arma que foi 
destinada a ele. 
 
COLDRES EM KYDEX 
 
Prós: Mais confortável em relação ao polímero. Por 
ser um material termo moldável pode se rcustomizado, além 
de trazer obenefício de uma boa retenção no guardamato. 
Grande parte dos modelos de coldres produzidos com este 
material utilizam-se de presilhas customizadas e modernas 
oferecendo boa retenção do coldre ao corpo.Atualmente é 
ocoldre mais indicado para o uso velado, apresenta boa 
tecnologia em relação aos demais.São inúmeras variações 
de modelos, cores, medidas,etc. 
Contras: É preciso avaliar o custo-benefício, é um coldre de alto valor, se for funcional 
ao seu uso, com benefícios ao porte velado e o saque rápido e vale a pena o investimento, se 
não há coldres com funcionalides equivalentes ou até melhores com menor custo. 
 
COLDRES HÍBRIDOS 
 
São coldres que misturam diferentes materiais, 
como couro e polímero, Kydex e polímeros variados. 
Prós: Mesclando materiais existe a possibilidade 
de aliar apenas as qualidades de ambos, oferecendo ao 
operador conforto e tecnologia. 
Contras: Se mal fabricados não servem para o 
uso operacional, ficando apenas para uso estético. 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
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FORMAS DE RETENÇÃO DOS COLDRES 
 
Lembre-se que o coldre é um equipamento muito importante. Já 
estudamos os prós e contra de cada tipo de material usado em 
sua confecção. Agora vamos estudar os modelos para que você 
possa fazer a escolha mais adequada. 
COLDRE/CORPO 
 
Caro Policial, nós sabemos que são muitos os agentes de segurança mortos com sua 
própria arma pela questão não estava bem presa no coldre, igualmente grande é o número de 
agentes mortos que não conseguiram sacar a arma do coldre por causa da retenção do 
equipamento. 
A retenção que segura o coldre ao corpo é de extrema importância, por um motivo 
bastante simples, se o coldre sair junto com a arma no momento da apresentação, irá 
impossibilitar o acesso ao gatilho da arma. 
Basicamente é o aparato fixado ao coldre em forma de presilha que momentaneamente 
fica fixado à cinta ou à vestimentado operador. 
Atualmente existem no mercado coldres por sistema de pressão e do tipo presilha: 
Os Coldres por sistemas de pressão proporcionam uma boa firmeza da arma no coldre 
e ainda assim, um saque rápido, pois, se inicia do corretamente, comum a pegada na arma de 
forma firme, compreendendo toda a coronha, irá introduzir força adequada para retirá-la e 
apresentar diante de situaçõe sextremas. 
Os Coldres por sistemas de retenção do tipo presilha, diferente do sistema de 
pressão,dificulta o saque, pois a arma estará presa no coldre e só será liberada após o operador 
soltara presilha. Se por um lado oferece maior segurança por permitir que a arma permaneça 
bem presa, por outro lado,diante da necessidade,poderá demandar um tempo maior no saque e 
adestramento prévio do portador, portanto é necessário pensar bem antes de realizar a sua 
escolha. 
Um coldre velado com retenção forte, do tipo presilha, é uma excelente opção para 
manter o controle da arma como operador, como já foi dito, mas não substitui a 
consciência.Como um colete balístico, o coldre com retenção lhe dará uma segunda chance em 
casos como tentativa de arrebatamento da arma na cintura, esta segunda chance pode ser o 
suficiente para o operador prevalecer. Agora, para portar a arma em um coldre com retenção do 
ARMAMENTO I - CEFS 
17 
tipo presilha o operador precisa estar pronto para desabilitar esta retenção o mais natural e 
rapidamente possível, pois a inobservância desta retenção na hora do saque pode-lhe custar a 
vida,da mesma maneira como uma arma travada ou incidentada no momento do confronto. 
Ao utilizar um coldre com retenção o conheça bem, saiba desabilitar a retenção sem 
olhar para ela, seja rápido,eficiente e eficaz, treine o máximo possível, para que em um momento 
extremo não morra com a arma no coldre,tendo em mente que em momentos de extremo 
estresse sua coordenação motora fina já não funciona normalmente, e desabilitar uma presilha 
pode ser extremamente trabalhoso para o operador destreinado. 
A utilização de armas em pochetes, mochilas, bolsas ou modelos muito fechados que 
deixem sua arma fora de pronto uso devem ser evitados, dependendo da situação, estando com 
ela nessa condição estará desarmado e sem condições de uma reação rápida, ao qual será alvo 
fácil caso seja abordado e identificado como agente de segurança, onde possivelmente poderá 
ser vitimado, portanto para estar nessa situação é melhor não estar de posse dela, porém se o 
transporte dessa forma for seu último recurso, utilize após muito treinamento de formas de saque 
e utilização da arma, pois tenha em mente que quanto maior for a dificuldade de acesso a sua 
arma maior será o tempo de resposta a uma ameaça. 
Caso seja surpreendido por uma ameaça e esteja fazendo uso de armamento, em 
qualquer forma de utilização velada ao seu corpo,há de se utilizar as janelas de oportunidade, 
as quais nem sempre aparecem. Porém, ao se deparar com uma situação de vida ou a morte, 
déve-se buscar uma janela de oportunidade a todo custo, sendo muita das vezes necessário se 
antecipar a ameaça ou esperar o momento propício, nem que a janela de oportunidade tenha 
que ser criada e sempre procurando manter a ameaça o mais distante do seu corpo, na tentativa 
de achar uma brecha para o saque, para tanto pode ser necessário interpretar, simular, mentir, 
lutar. 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
18 
PROCEDIMENTOS NO TIRO TÁTICO 
TOMADA DAS POSIÇÕES 
Você já parou para pensar que as posições de tiro, independentemente de quais sejam, 
deverão, antes de qualquer estilo ou conforto, ser estáveis e propiciar apenas acomodidade 
necessária para que o atirador possa disparar com eficácia e atingir comprecisão o seu 
alvo.Assim,em um combate urbano,sabe-se que a tomada de várias posições se faz necessária 
em razão das peculiaridadesdecada local.Serão observadas no decorrer das instruções de Tiro 
Tático algumas transições de posições, mostrando técnicas e meios de mudar de uma posição 
para outra com rapidez e segurança, independente da posição adotada a rapidez na reação a 
ameaça e a busca por um abrigo deverão ser as primeiras providências a serem adotadas em 
um momento de risco. 
Na iminência do confronto e na impossibilidade de se retirar, o atirador deverá buscar, 
sempre que possível, algum tipo de abrigo e então disparar primeiro na pessoa que está 
diretamente representando o maior perigo. Será uma rápida avaliação de risco feita quase 
automaticamente. Entretanto,se o atirador já está engajado pelo fogo antes de abrigar-se, este 
deverá sustentara a situação de uma maneira técnica antes de deslocar-se para o abrigo, isso 
significa que deverá realizar o tiro em movimento enquanto se desloca. 
É necessário dar atenção ao fato de sua exposição ao risco no momento em que se 
abriga, momento que primeiro deve-se cessar as ameaças que conseguem visualizá-lo. Em uma 
situação dessas é vital efetuar um disparo rápido em cada oponente e se movimentar para sair 
da posição em que se encontra e,após, continuar disparando de acordo com a necessidade 
tática. Mesmo cessando a ação hostil, deverá fazer uma checagem 360º e a arma permanecendo 
em condições de uso. 
 
Situação de risco com múltiplas ameaças 
 
OCUPAÇÃO DE ABRIGOS E TIRO ABRIGADO 
O abrigo precisa ser alguma barreira resistente, algo que servirá de relativa proteção, 
como exemplo a frente de um veículo na direção do bloco do motor, uma parede de concreto, 
ARMAMENTO I - CEFS 
19 
ouseja, resistente a impactos perfurantes.Afinalidade do abrigo é se proteger em situação de 
disparos, entretanto o oponente poderá identificar o abrigo, nesse caso, é importante que o 
Policial faça uma escolha acertada para se proteger sem que isso comprometa sua ação. 
Como os abrigos poderão se apresentar sob infinitas formas e configurações, algumas 
regras básicas deverão ser seguidas para que o atirador possa obter sucesso em sua investida 
e defesa. Ressalta – se que os procedimentos deverão estar sempre pautados no modo de 
operação vigente, ou seja, podem ocorrer de modo diferente para um atirador abrigado que 
esteja sozinho e para outro que esteja com um companheiro dando cobertura. Contudo, os 
princípios elementares deverão ser básicos para qualquer situação. É preciso analisar se o local 
a ser ocupado,se realmente é um abrigo, pois para o fim proposto não adianta apenas fornecer 
cobertura. O abrigo deverá oferecer uma boa proteção ao corpo, principalmente na hora de 
recarga da arma. Portas de carro, janelas de alumínio, latas de ixo,dentre outros objetos, não 
fornecem proteção e deverão ser evitados, postes possuem pouca resistência a disparos e 
podem ser atravessados por tiros de fuzis. O ideal é buscar superfícies resistentes e que 
forneçam uma boa cobertura. O Policial Militar mediante a um confronto armado, pode defender-
se de uma injusta agressão utilizando meios do próprio ambiente urbano, tomando, por vezes, 
posições difíceis e não ortodoxas, mas que lhe propiciem reagir, se proteger, e observar a sua 
ameaça, apartir da configuração do abrigo,as posições mais adaptáveis serão tomadas. 
Ao utilizar o abrigo,os disparos deverão ser realizados também com as duas mãos e o 
atirador não deverá utilizar a mão auxiliar para se apoiar no mesmo, pois o tiro com uma só mão, 
além de ser mais difícil, tem aprecisão prejudicada ou, até mesmo, dependendo do abrigo, 
poderá ser derrubado se o atirador se apoiar sobre ele. O atirador só deve atirar com apenas 
uma mão senão tiver outra opção,ou por ferimento em uma delas. 
A correta ocupação do abrigo deve um ser fator de preocupação para o atirador, pois 
não haverá muito tempo para correção se um abrigo for ocupado erroneamente. Deve-se ocupar 
um abrigo tendo o cuidado para que a “parede” não atrapalhe qualquer manuseio do armamento 
e tomar as posições detiro.O atirador deve permanecer como cano da arma antes do limite do 
abrigo. Se isso não for possível em razão da vulnerabilidade dos flancos, é preciso buscar 
sempre uma distância mínima razoável da “parede”, pois poderá haver a possibilidade de atirar 
pelos dois lados doabrigo,lateral esquerda (alto e baixo) e lateral direita (alto e baixo) e, ainda, 
poderá surgir uma ameaça invadindo o abrigo de qualquer um dos lados. 
 
Ocupação do abrigo antes da “parede” (limite do abrigo) 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
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 Tiro abrigado alto pela lateral 
 
 
Tiro abrigado baixo joelho 
 
TROCA DE TÁTICA DE CARREGADORES 
O carregador das pistolas deve estar sempreem condições de ser usada no combate. 
Usualmente, ao se portar uma arma com o carregador sobres salente, este deverá ficar em local 
de fácil acesso (porta-carregadores ou bolsos adaptados) para não se tornar mais um problema 
para a troca rápida, mas sim uma solução que possa propiciar um maior poder de fogo. Também 
é de bom senso que, ao se portar carregadores sobres salentes,estes também estejam plenos 
ou próximos disso. 
As trocas de carregadores ocorrerão sempre de acordo com a necessidade tática do 
policial militar que avaliará o momento exato de executá-la, ou por situação estratégica ou pela 
necessidade de reabastecimento da arma em situação de emergência, portérmino da munição. 
 
PROGRESSÃO E MOBILIDADE DO TIRO 
Em situações de risco em ocorrências urbanas, tudo poderá ocorrer muito rápido, 
combastante barulho e ainda com ameaças (alvos) em movimento. Assim,torna-se necessário 
que o policial militar compreenda e se adapte a situação e caso necessário realize as técnicas 
de tiro em movimento, podendo ele próprio estar em movimento, o(s)oponente(s), ou até mesmo 
ambos realizando deslocamentos. 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
21 
DIREITOS HUMANOS, USO DA FORÇA E O TIRO TÁTICO. 
CONCEITO E ASPECTOS 
Você já deve saber que os Direitos Humanos são os direitos básicos de todos os seres 
humanos, não é? Logo, Direitos Humanos são direitos civis e políticos (exemplos: direitos à vida, 
à propriedade, liberdades de pensamento, de expressão, de crença, igualdade formal, ou seja, 
de todos perante a lei, direitos à nacionalidade, de participar do governo do seu Estado, podendo 
votar e ser votado, entre outros, fundamentados no valor liberdade, direitos econômicos, sociais 
e culturais (exemplos: direitos ao trabalho, à educação, à saúde, à previdência social,à moradia,à 
distribuição de renda, entre outros, fundamentados no valor igualdade de oportunidades); direitos 
difusos e coletivos (exemplos: direito à paz, direito ao progresso, auto determinação dos povos, 
direito ambiental, direitos do consumidor, inclusão digital, entre outros,fundamentados no valor 
fraternidade). 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas 
afirma que: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e emdireitos. Dotados 
de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros emespíritode fraternidade.”— 
Artigo1º, Declaração Universal dos Direitos do Homem. 
DIREITOS HUMANOS E O TIRO TÁTICO 
A polícia, como instituição de serviço à cidadania em uma de suas demandas 
maisbásicas — Segurança Pública — tem tudo para ser altamente respeitada e valorizada. 
Paratanto, precisa resgatar a consciência da importância de seu papel social e, por conseguinte, 
a auto estima. Dessa forma, o velho paradigma antagonista da Segurança Pública e dos Direitos 
Humanos precisa ser substituído por um novo, que exige desacomodação de ambos oscampos: 
“Segurança Pública com Direitos Humanos”. O policial, pela natural autoridade moral que porta, 
tem o potencial de ser o mais marcante promotor dos DireitosHumanos, revertendo oquadro de 
descrédito social e qualificando- se como um personagem central da democracia. As 
organizações não governamentais que ainda não descobriram a força e a importância do policial 
como agente de transformação, devem abrir -se, urgentemente a isso e se desapegarem a 
velhos paradígmas desse ator social. 
Atualmente, o policial tornou-se protagonista, educador em Direitos Humanos e, 
principalmente, um promotor da cidadania no Brasil. Dele, em primeira instância, dependerá a 
solução pacífica de conflito, preservando vidas e mitigando a violência urbana. 
O tiro tático policial militar tem em sua essência a preservação da vida, seja do agente 
público, do cidadão e até mesmo de transgressor da lei, trazendo novos meios e recursos 
proporcionais necessários a cessar uma injusta agressão contra o agente ou a terceiros, sempre 
agindo pautado no respeito aos direitos humanos e a correção de atitudes.” 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
22 
DEFINIÇÃO DE FORÇA NA ATIVIDADE POLICIAL 
Toda intervenção compulsória sobre o indivíduo ou grupo de indivíduos, reduzindo ou 
eliminando sua capacidade de auto decisão, tendo como função central a finalidade de 
preservação da ordem pública. 
MODELO DE USO DA FORÇA ADOTADO PELA POLÍCIA MILITAR DO 
ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
O Modelo Fletc, foi adotado pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, em 1994, 
através de publicação da Nota de Instrução 007/94, de 27 de setembro de 1994. Modelo este 
oriundo da Polícia Federal de Glynco, na Geórgia, Estados Unidos, que adotou o modelo gráfico 
em degraus com cinco camadas e três painéis. Em um dos painéis está a percepção do agente 
de segurança pública em relação à atitude do suspeito. Em outro painel, a percepção do risco 
para o Agente, simbolizado por número sem algarismos romanos e cores, que também 
correspondem à camadas. No terceiro painel encontramos as respostas (reações) à atitude do 
suspeito e a percepção do risco. As setas duplas descrevem que os níveis de força podem variar 
tanto para cima, como para baixo. Com isso conforme a atitude do suspeito e a percepção do 
risco, haverá uma reação correspondente por parte do agente de segurança pública,de acordo 
com a camada. Os níveis são crescentes de baixo para cima, assim definido na figura abaixo. 
 
FONTE: GOOGLE IMAGENS 
NÍVEIS DE FORÇA 
NÍVEL I: Procedimentos básicos que servem para apoiar o início e a continuação da 
ARMAMENTO I - CEFS 
23 
submissão e da cooperação; 
NÍVEL II: Opções centradas em torno do ganho de controle,preferencialmente através 
de técnicas de persuasão e manipulação psicológica, evitando-se as técnicas de contato físico. 
NÍVEL III: Devido a introdução de um componente físico na insubmissãodo indivíduo, o 
policial deve valer-se das técnicas de imobilização e neutralização, com ênfase às técnicas 
nãoletais 
NÍVEL IV: Neste nível a atitude agressiva do indivíduo leva o policial aaplicar técnicas 
centradas em contra-ataques ativos e com ÊNFASE NA FORÇA, da mesma forma preconizando 
inicialmente o uso de técnicas não letais. 
NÍVEL V: Neste nível as opções táticas dirigem-se para sobrevivência e a auto 
preservação do policial, sendo necessário, muitas vezes, que ele se defenda com força letal. 
O USO LEGAL DA FORÇA DEVERÁ SEGUIR OS SEGUINTES PRINCÍPIOS 
LEGALIDADE: O profissional encarregado de fazer cumprir a lei deverá/poderá usar a 
força quando houver resistência à prisão (própria ou de terceiros), tentativa de fuga do preso ou 
em legítima defesa (própria ou de 
terceiros). 
OPORTUNIDADE: Nos casos em que é necessário utilizar a força convém esperar o 
melhor momento, tendo em mente que, na maioria das ocorrências,assim que há um conflito de 
interesses, a emoção estará em alta, e o raciocínio, embaixa, de forma que é melhor esperar a 
emoção diminuir e o raciocínio das partes aumentar. Dessa 
forma os resultados tendem a ser mais positivos. 
NECESSIDADE: Devemos sempre avaliarcom frieza 
seé realmente necessário usar a força, pesando sempre os 
prós e contrasdessaatitude. 
PROPORCIONALIDADE: É um dos princípios mais 
importantes, e muitas vezes, será o diferencial entre o 
profissional ser considerado“herói”ou um“vilão”,tendo em vista 
que a força empregada deve ser proporcional à resistência 
encontrada. Para seguiresse princípio o profissional deve 
observar os seguintes itens antes de agir: intenção, 
comportamento, número e distância dos perpetradores, além 
do tipo de ameaça (mãos nuas, faca, arma de fogo). Havendo 
excesso, o profissional estará sujeito a responder por ele. 
ÉTICA: O princípio da ética é essencialmente 
abstrato, porém sua importância é concreta. A ética, por 
definição é o conjunto de princípios morais que devem ser 
respeitados em uma profissão,para nós deve ser entendida 
como conjunto de regras de conduta 
tiradas da disciplina interna, de formaque por este 
USO PROGRESSIVO DA 
FORÇA: 
“Dentro do que é 
preconizado nos diversos 
modelos de uso 
progressivo da força no 
mundo, todos preve em 
soluções voltadas ao uso 
de não letais, graduando-
se a força apartir de alguns 
elementos: a presença 
policial, controle verbal, o 
controle por contato,o 
controle físico, o controle 
por equipamentos 
nãoletais e em caso 
extremo o uso da força 
letal”. Pág 48 Campos, 
Alexandre Flecha. 
ARMAMENTO I - CEFS 
24 
princípio o profissional encarregado de fazer cumprir a lei deverá agir, quando da aplicação da 
força. 
TIRO TÁTICO 
O Tiro Tático é um método de treinamento de autodefesa para o policial militar, visando 
o uso de novas táticas e procedimentos com arma de fogo, baseados no uso diferenciado da 
força, respeito aos direitos humanos e ações legais. 
FINALIDADE E OBJETIVO DO TIRO DE DEFESA 
A Atividade Policial exige um acervode conhecimentos relacionados ao Uso da Força 
que, invariavelmente, podem fazera diferença entre a vidae a liberdade do Policial, bem como a 
segurança e integridade de terceiros. O Tiro de Defesa foi desenvolvido como método de 
treinamento de Policiais para ações seguras, tomadas a partir de procedimentos técnicos e 
táticos, orientados para a preservação da vida, para o Uso Diferenciado da Força, a obediência 
às Leis e Tratados Internacionais de Direitos Humanos e a qualidade de vida dos Policiais 
Militares no atendimento a ocorrências que podem levar à ruína a imagem da Corporação e a 
segurança da sociedade. 
Os princípios do Tiro de Defesa foram desenvolvidos no Centro de Instrução 
Especializada em Armamento e Tiro da PMERJ para atender as demandas operacionais e 
administrativas da Polícia Militar em oferecer ações formativas ao seu efetivo que viabilizem 
conhecimentos, habilidades e atitudes a serem empregadas pelo Policial Militar. 
 
LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 
PORTARIAS Nº9.845, 9.846, 9.847, 9.848 
ADI – 10.826, 10.827, 10.828 
Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o 
Sistema Nacional de Armas–Sinarm, define crimes e dá outras providências. 
 
Crimes e Penas (Lei10826/03) 
Posse irregular de arma de fogo de uso 
permitido 
Art.12:Pena–detenção de um a três anos e multa 
Omissão de cautela Art.13:Pena–detenção de um a dois anos e multa 
Porte ilegal de arma de fogo de uso 
permitido 
Art.14:Pena–reclusão de dois a quatro anos e multa 
Disparo de arma de fogo Art.15:Pena–reclusão de dois a quatro anos e multa 
Posse ou porte ilegal de arma de fogo de 
uso restrito 
Art.16:Pena–reclusão de três a seis anos e multa 
Comércio ilegal de arma de fogo Art.17:Pena–reclusão de quatro a oito anos e multa 
Tráfico internacional de arma de fogo Art.18: Pena – reclusão de quatro a oito anos e multa 
Art. 19. Nos crimes previstos nos arts. 17 e 18, a pena é aumentada da metade se a arma de fogo, 
ARMAMENTO I - CEFS 
25 
acessório ou munição for de uso proibido ou restrito. 
Art. 20. Nos crimes previstos nos arts. 14, 15, 16, 17 e 18, a pena é aumentada da metade se for em 
pratica dos por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts.6o, 7o e 8o desta Lei. Art. 21. Os 
crimes previstos nos arts.16,17 e 18 são insuscetíveis de liberdade provisória. 
 
LEI Nº 13.060, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2014. 
Disciplina ou so dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelos agentes de 
segurança pública, em todo o território nacional. 
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu 
sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1º Esta Lei disciplina o uso dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelos 
agentes de segurança pública em todo o território nacional. 
Art. 2º Os órgãos de segurança pública deverão priorizar a utilização dos instrumentos 
de menor potencial ofensivo, desde que o seu uso não coloque em risco a integridade física ou 
psíquica dos policiais, e deverão obedecer aos seguintes princípios: 
I - legalidade; 
II - necessidade; 
III – razoabilidade e proporcionalidade. 
Parágrafo único. Não é legítimo o uso de arma de fogo: 
I - contra pessoa em fuga que esteja desarmada ou que não represente risco imediato 
de morte ou de lesão aos agentes de segurança pública ou a terceiros; e 
II - contra veículo que desrespeite bloqueio policial em via pública, exceto quando o ato 
represente risco de morte ou lesão aos agentes de segurança pública ou aterceiros. 
Art. 3º Os cursos de formação e capacitação dos agentes de segurança pública deverão 
incluir conteúdo programático que os habilite ao uso dos instrumentos não letais. 
Art. 4º Para os efeitos desta Lei, consideram-se instrumentos de menor potencial 
ofensivo aqueles projetados especificamente para, com baixa probabilidade 
De causar morte sou lesões permanentes, conter, debilitar ou incapacitar 
temporariamente pessoas. 
Art. 5º O poder público tem o dever de fornecer a todo agente de segurança pública 
instrumentos de menor potencial ofensivo para o uso racional da força. 
Art. 6º Sempre que do uso da força praticada pelos agentes de segurança pública 
decorrer em ferimentos em pessoas, deverá ser assegurada a imediata prestação de assistência 
e socorro médico aos feridos, bem como a comunicação do ocorrido à família ou à pessoa por 
eles indicada. 
Art. 7º O Poder Executivo editará regulamento classificando e disciplinando a utilização 
dos instrumentos nãoletais. 
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 22 de dezembro de 2014; 1930 da Independência e 1260 da República. 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
26 
MANUTENÇÃO DO ARMAMENTO 
 
Caro Policial, você já sabe que a manutenção do 
armamento é fundamental para que este funcione 
corretamente, não é? Vamos aproveitar para reforçar esse 
assunto, bem como destacar os materiais usados. 
CONCEITO DE MANUTENÇÃO 
Manutenção: é o conjunto de operações destinadas à conservação, reparação e 
recuperação do material. 
Conceito de Conservação 
Conservação: Compreende a limpeza, lubrificação e outros trabalhos visando manter o 
material em condições de uso e impedir que o mesmo se deprecie prematuramente. 
Conceito de Reparação 
Reparação: é o ato de retornar o material ao estado de disponibilidade pela substituição 
de peças. 
Conceito de Recuperação 
Recuperação: é o ato de retornar o material ao estado de novo, pela desmontagem do 
todo para determinar o estado de cada peça componente e a montagem posterior, utilizando 
peças, subconjuntos ou conjuntos novos, recuperados ou em bom estado. 
Conceito de manutenção Orgânica 
Manutenção Orgânica: é oconjunto de operações realizadas no trato diário do material, 
através de cuidados no manuseio correto, nas verificações, na limpeza e 
lubrificação,compreendendo os 1º e 2º escalões de manutenção. 
Conceito de Manutenção dos Serviços 
Manutenção de Serviços: é o conjunto de operações realizadas por Unidades de 
manutenção, onde são feitos ajustes, regulagens, reparos e recuperação, e que compreende os 
3ºe 4º escalões de manutenção. 
ESCALÕES DE MANUTENÇÃO 
Escalão de manutenção é o grau ou amplitude de trabalho compreendido numa faixa 
determinada de complexidade, ou responsabilidade, levando em conta as exigências de pessoal 
e material, em que se grupam operações necessárias à manutenção de determinado material ou 
equipamento; São quatro os escalões de manutenção: 
Manutenção de 1º Escalão. 
Aquela de natureza preventiva, executada pelo próprio usuário do material que consiste 
principalmente, na desmontagem sem uso de ferramentas, de inspeção visual,de limpeza e 
lubrificação do material ou equipamento. 
Manutenção de 2ºEscalão 
Aquela de natureza preventiva, executada por pessoal especializado, orgânico da OPM 
ARMAMENTO I - CEFS 
27 
ou CMM (Centro de Manutenção de Material) e consiste de pequenas ajustagens, regulagens, 
substituições e reparos. 
Manutenção de 3º Escalão 
Aquela de natureza corretiva, executada na OPMou CMM, que consiste na substituição 
de reparos de peças ou subconjuntos, compatíveis com o pessoal, ferramentas e equipamentos 
de oficina de testes disponíveis. 
Manutençãode4ºEscalão 
É aquela de natureza corretiva, que requer alto grau de especialização, além da 
capacidade da OPM ou CMM, normalmente executadas por firmas especializadas. 
ORIENTAÇÕES PARA A MANUTENÇÃO DO ARMAMENTO 
a) Em condições especiais, como para reparos, quando for necessária uma 
desmontagem, é aconselhável que a arma seja enviada a fábrica de origem, ou então 
entregue as mãos de um competente armeiro; 
b) Para que se mantenh a uma arma em perfeitas condições de uso é necessário que a 
mesmas e conserve limpa e coberta com pequeno filme de óleo inibidor de corrosão 
de boa procedência, isso se faz especialmente necessário em climas tropicais, quando 
manuseada por terceiros ou no caso de contato com as mãos suadas; 
c) Para limpeza normal da arma não atirada ou guardada a algum tempo,é necessário 
esfregá-la com um pano ligeiramente embebido em óleo, da mesma forma se deve 
proceder com o furo do cano. O excesso de óleo deve ser removido, porém deve 
permanecer um fino filme protetor, também se deve retirar o pó de todas as fendas 
comum a escova pequena e limpa; 
d) Para limpeza a pós o tiro é particularmente importante que ser e mova,com uma escova 
e um solvente apropriado, todos os vestígios de pólvora do cano edemais áreas 
adjacentes, que estejam sujeitas aquele resíduo. Caso observe partículas de chumbo 
no cano é necessário que se escove o mesmo com uma escova de latão envolvida em 
solvente, uma vez limpa com solvente, deve-se proceder a lubrificação, conforme 
referido anteriormente; 
e) O especificado acima se aplica ao uso de munições com pólvoras em fumaça e 
espoletas não corrosivas, caso isso não ocorra, métodos especiais de limpeza devem 
ser utilizados; 
f) Não guarde a arma com materiais que atraiam umidade ou que possuam um certograu 
de acidez ou ainda em ambiente com variação de temperatura ou umidade. Evite o uso 
de coldre de flanela ou qualquer outro material que não seja couro natural tratado 
apropriadamente; 
g) Na guarda da arma por longos períodos, um extremo cuidado deve ser tomado com as 
superfícies metálicas de modo a protegê-las contra a corrosão. Da mesma forma os 
cabos de madeira devem ser examinados. 
ARMAMENTO I - CEFS 
28 
MATERIAIS USADOS NA MANUTENÇÃO 
ONLA (ÓLEO NEUTRO PARA LIMEZA DE ARMAMENTO) 
✓ Empregado na lubrificação e conservação: Substitui o querosene na limpezado 
armamento; 
✓ Encontrado no comércio como óleo PA-15 da Petrobrás; Possui aditivos: anticorrosivo, 
antidesgastante, etc. 
✓ Não reage com plásticos e borracha; 
✓ Reage com a pólvora diminuindo sua ação ácida; 
 
QUEROSENE 
✓ Não é utilizada nas manutenções de 1º e 2º escalões; Para o uso deve ser desidratado 
em banho maria; 
 
LÍQUIDO DE CORREAME (ÓLEO DE PEIXE) 
✓ Para uso em partes de couro; 
 
VASELINA NEUTRA 
✓ Para proteção de superfícies de aço polido; 
 
ÓLEO DE LINHA CRU 
✓ Para partes de madeira; 
 
TALCO COMERCIAL E GLICERINA 
✓ Para proteção das partes de borracha; 
 
GRAXA GRAFITADA 
✓ Para o mecanismo da culatra; 
 
GRAXA ANTIÓXIDO 
✓ Para conservação de superfícies ferrosas do armamento. Deve ser aplicada por imersão. 
Não deve ter contato com plásticos e borracha. 
 
Manutenção de 1ºEscalão (limpeza e lubrificação) 
 
O usuário deverá abrir a arma e, com esta devidamente vazia, deverá utilizar uma mistura 
de duas partes de querosene para uma parte de óleo (óleo comum, novo, utilizado na lubrificação 
de motores) fazendo a limpeza na parte externa e, com o auxílio de uma escova de nylon,esfregar 
o mesmo produto nas câmeras. 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
29 
 
Isto feito, o usuário deverá usar um pano, remover todo óleo esujeira existentes nas 
partes em que atuou. Deverá repetir os procedimentos Quantas 
vezes forem necessárias até que estejam limpas, para, 
posteriormente, passar uma fina camada d eóleo nas mesmas, 
devendo todo o excesso ser retirado com um panolimpo. 
 
Para a limpeza internado cano o usuário deverá, como 
auxílio de uma escova delatão embebida com a mistura acima 
citada, esfregar o interior do mesmoaté quetodoresíduo tenha 
sido retirado e, posteriormente passar um pano limpo por 
dentro dele paracompletara limpeza. 
 
Isto feito, com o auxílio da escova de nylon, deverá passar uma fina camada de óleo no 
interior do cano retirando-a quase que por completo com o auxílio de um pano limpo. 
 
Incidentes de tiro e suas soluções 
Para compreendermos incidentes de tiro e suas soluções é necessário conhecer a 
diferença existente entre acidente detiro e Incidente de tiro: 
• Acidente de tiro: é quando há uma ocorrência, alheia a vontade do atirador, 
tendo como consequência dano material e/ou pessoal. 
 
INCIDENTE CAUSA CORREÇÃO 
Nega Cartucho defeituoso 
Esperar 30 segundo 
esubstituirocartucho 
Não hápercussão 
Percutor defeituoso Mola real 
desregulada 
Substituir o percutor Regular a 
mola real 
Projétil alojado no cano Cartucho defeituoso 
Abrir a arma e, com auxílio de 
uma vareta de metal,retirar o 
projétil alojado 
 
• Incidente de tiro: é quando há uma ocorrência, alheia a vontade do atirador, sem 
que haja dano material e/ou pessoal. 
 
MANUTENÇÃO DE 1º 
ESCALÃO: 
É de responsabilidade 
do Policial Militar 
quando da assunção de 
serviço verificar se a 
manutenção de 1º 
escalão da arma foi feita 
afim de garantir seu 
bom funcionamento. 
ARMAMENTO I - CEFS 
30 
REGRAS DE SEGURANÇA, FUNDAMENTOS DO DISPARO E 
TIRO DE TÁTICO. 
 
Agora, caro Policial Militar, vamos estudar sobre a 
importância da Instrução Preparatória para o Tiro, 
conhecer as diferentes posições para o disparo, identificar 
os fundamentos do Tiro de Defesa e Reforçar o 
mecanismo de funcionamento Revólver Taurus cal. 38. 
Preparado? 
REGRAS DE SEGURANÇA E CONDUTA NO ESTANDE DE TIRO Bol da PM 
n.º 078-06 Maio 14 - PÁG 106 A 108. 
DIRETRIZ PARA O USO DOS ESTANDES DE TIRO DA CORPORAÇÃO – NORMATIZAÇÃO–
PUBLICAÇÃO 
1. OBJETIVO 
Regular os procedimentos a serem adotados pela Polícia Militar do Estado do Rio de 
Janeiro durante as práticas de tiro, possibilitando que sejam observadas as regras de segurança 
necessárias para o exercício de tais atividades. 
2. FINALIDADE 
Padronizar o uso do estande de tiro na PMERJ. 
3. NORMAS DE SEGURANÇA NO ESTANDE DE TIRO 
Para e feito desta Diretriz, consideram-se práticas de Tiro todas e quais quer instruções 
de Tiro Policial e testes realizados em: 
Armamentos; 
Projéteis; 
Coletes Balísticos; e qualquer outro material de proteção contra disparos, além de 
instrumentos ou equipamentos que possam configurar elemento para realização de disparos 
noambiente de um estande de tiro. A segurança é imprescindível e todas as normas devem ser 
cumpridas, por mais simples que pareça, devido ao potencial risco envolvido. 
Usuários 
a. Todo armamento deverá se rmanuseado como se estivesse carregado; 
b. Todos que adentrarema estandes de tiro deverão se dirigirà caixa de areia ou 
local adequado previamente determinado pelo instrutor para o manuseio do armamento, a fim de 
descarregar as armas e mantê-las devidamente abertas e/ou sem carregador; 
c. O armamento que não estiver sendo manuseado deverá permanecer aberto e 
acondicionado em compartimento próprio; 
d. É obrigatório a todos os usuários o uso de equipamento de proteção individual, 
conforme preconizado no Boletim da PMERJ n.º 111 de 18 de junho1999(protetor auricular e 
óculos de proteção); 
e. O instruendo deverá sempre manter o dedo indicador usado para o acionamento 
ARMAMENTO I - CEFS 
31 
da tecla do gatilho afastado da mesma e fora do guarda-mato, podendo pressionar o gatilho e 
efetuar o disparo somente após ordem do instrutor; 
f. Quando a arma utilizada nas instruções estiver empunhada, deverá sempre 
estar apontada na direção do para- balas; 
g. O acionamento da tecla do gatilho com a arma descarregada (“tiro em seco”) 
deverá ser feita observando às mesmas medidas de segurança adotadas na prática do tiro real; 
h. Nas instruções de tiro policial, todos os instruendos deverão permanecer 
alinhados, não sendo permitido que um atirador fique a retaguarda do outro;e 
i. É vedado aos instruendos o manejo de armamento e munição sem autorização, 
fora da linha de tiro e /ou do campo visual do instrutor. 
 
Empunhadura: 
CERTO 
 
ERRADO 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
32 
 
Encaixe corretono“V” da mão 
 
Visada: 
Linha imaginária que sai do olho do atirador, passa pelo aparelho de pontaria composto 
por alça de mira e massa de mira e que vai até o alvo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
33 
FOTOGRAFIA DO APARELHO DE PONTARIA DA PISTOLA 
 
 
FOTOGRAFIA DO APARELHO DE PONTARIA DO M16 
 
 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
34 
COMO DEVEMOS ESTAR ENXERGANDO NO MOMENTO DA VISADA 
 
Aparelho depontaria da arma NÍTIDO e alvo ao fundo EMBAÇADO. 
 
 
Puxada de Gatilho: 
Consiste em movimento contínuo e gradativo de força, até o momento do 
disparo.Avelocidade no disparo é conquistada com treinamento contínuo. 
A posição correta do dedo no gatilho no momento da puxada é de fundamental 
importância, evitando desta forma a torção da arma no momento do disparo e consequente 
“gatilhada”. 
 
 
Respiração: 
A respiração deverá ser interrompida (apneia), durante o acionamento do gatilho e a 
realização da visada, pois esta atitude fará com que o aparelho de pontaria pare de oscilar, 
facilitando determinantemente a pontaria. 
Obs: Devido à falta de treinamento e de técnica o movimento de puxada do gatilho 
ARMAMENTO I - CEFS 
35 
(emtreinamentos) poderá ser exageradamente demorada, o que tornaria a (apneia),um problema 
ao atirado, com isto este deverá encher novamenteos pulmões de armantendo a puxada do 
gatilho. 
 
OBJETIVOS DO TIRO DE DEFESA 
USO DIFERENCIADO DA FORÇA 
• Seleção adequada e proporcional de Força empregada a cada tipo de ocorrência 
policial 
PRESERVAÇÃO DAVIDA DO: 
• Policial Militar; 
• Da vítima; 
• De terceiros; 
• Do infrator da lei; 
PRESERVAÇÃO DA LIBERDADE DO POLICIAL: 
• Para evitar que ele responda por: 
Abuso de autoridade; 
Excesso; 
Imperícia e imprudência; Procedimentos Apuratórios da PMERJ; Entre outros tipos 
penais; 
FUNDAMENTOS DO TIRO DE DEFESA 
Os Fundamentos do Tiro de defesa para o disparo são: 
1º Necessidade de Sacar a Arma; 
ARMAMENTO I - CEFS 
36 
2º Saque Rápido; 
3º Controle e cano; 
4º Contato Visual; 
5º Controle das mãos; 
6º Disparos. 
CONDICIONANTES LEGAIS PARA O DISPARO 
São procedimentos que visam darao policial maior capacidade decisória e de reação no 
momento em que se é necessário a utilização do último nível da força, que é o emprego de 
armamento letal. 
O Policial deve ter em mente que o uso da arma de fogo somente será justificável quando 
atender os seguintes requisitos: 
LEGALIDADE 
É o disparo realizado levando-se em consideração todas as legislações pertinentes ao 
uso da arma e excludentes de ilicitude. 
OPORTUNIDADE 
É baseada no juízo de valores no qual o policial deverá fazer no momento pode até ser 
legal, mas circunstâncias. Como por do disparo, pois em alguns casos o disparo com certeza 
não seria oportuno dado asexemplo,em uma ocorrência no interior de uma escola, posto médico 
ou rua extremamente movimentada onde o disparo de uma arma de fogo seria extremamente 
inadequado e de alto risco para vida todos ali presentes. 
ADESTRAMENTO 
É o sentimento de auto confiança que o policial deve possuir no momento do disparo, ou 
seja estar seguro de sua capacidade de realização de um disparo assertivo, que não exponha a 
sua vida enema de terceiros; 
CONDUTAS DO TIRO DE DEFESA 
I– Pense inicialmente na possibilidade de abrigar-se ou diminuir a silhueta. 
Pois somente estando protegido o policial terá condições de: 
Raciocinar mais claramente para tomar a decisão mais acertada; Selecionar melhor o 
salvos; Proteger a sua própria vida e a de pessoas inocentes. 
I – Caso não exista tempo paraa brigar-se: 
1. Cesse a injusta agressão utilizando o MEIO PROPORCIONAL (LOAELOMPE); 
2. Caso a agressão esteja em seu ÚLTIMO NÍVEL (disparo de arma de fogo), tente 
cessá-la com o menor número de disparos possíveis 
em seguida reduza a silhueta e/ou busque um abrigo; 
3. Lembre-se mantenha sempre seu agressor, 
mesmo que caído ao solo, enganjado, realize o 
escaneamento de área pois marginais dificilmente 
agem sozinhos; 
4. Solicite apoio; 
 
NÍVEL DO USO DA FORÇA: 
É entendido desde a simples 
presença policial em uma 
intervenção até autilização da 
arma de fogo,em seu uso 
extremo(uso das forças letal). 
(2015, p. 86 
Campos,AlexandreFlecha) 
ARMAMENTO I - CEFS 
37 
ASPECTOS DO TIRO DE DEFESA 
1. Controle de mãos ( ponto de foco ) 
O policial durante abordagem deverá estar todo tempo com foco nas mãos dos 
abordados, uma vez que caso esse resolva reagir se valerá das mãos para sacar qualquer tipo 
de arma. 
 
2. Busque abrigo ou reduza a silhueta 
Abrigo é barreira física capaz de proteger o policial de disparos efetuados pelo infrator; 
 
 
3. Avalie a Situação (LOAeLONPE) 
Avalie a LEGALIDADE, OPORTUNIDADE, NECESSIDADE, PROPORCIONALIDADE, 
ÉTICA E ADESTRAMENTO. 
ARMAMENTO I - CEFS 
38 
 
4. Visada de Massa 
Levando-se em consideração que a maioria dos eventos que envolvem troca de tiro por 
policiais e infratores da lei, ocorrem normalmente com distâncias reduzidas no máximo 15 metros 
e que neste confronto armado,em tese, vence aqueleque realizar o primeiro disparo de forma 
certeira, entendemos que no Tiro de Defesa com a finalidade de se ganhar tempo neste momento 
crucial do disparo a visada deve serfeita APENAS colocando a massa de mira no centro do alvo, 
pois em curtas distâncias,esta visada será suficiente para acertar o alvo desejado, bem como na 
realização do segundo disparo consigo recuperar o centro do alvo com maior velocidade. 
 
5. Disparo (TEORIA DA INCAPACITAÇÃO FISIOLÓGICA) 
 
• Teoria da Incapacitação: Para a paralisação e incapacitação do alvo humano importa 
as dimensões e alocalização do ferimento, e não apenas o calibre e o tipo de munição 
empregada. Uma grande variedadede efeitos físicos, fisiológicos e psicológicos afeta a 
probabilidade de incapacitação. Considere-se que a hemorragia leva à 
incapacitação,mas não de modo imediato (Andrade,2008). 
• Tipos de Incapacitação: 
• Incapacitação psicológica; 
• Destruição Sistema Nervoso Central comum disparo no cérebro (lesão do tronco 
encefálico); “T da morte” 
• Choque hipovolêmico: acertar vasos calibrosos e órgãos com muito sangue (coração, 
baço, fígado e pulmões). 
 
Lembre-se: a incapacitação depende totalmente do estado físico e /ou psicológico do 
indivíduo, incluindo o efeito ou nãode narcóticos, álcool ou adrenalina. 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
39 
• Por que escolher a Teoria da Incapacitação?: o foco na teoria da incapacitação não 
está no tipo demunição utilizada, mas sim no oponente (questões psicológicas e físicas) 
e na capacidade do operador em efetuar disparos precisos e rápidos. Logo, devemos 
optar pelo ato contínuo do treinamento, afim de manter as respostas necessárias a 
cessar uma agressão injusta eiminente. 
• 
6. Cheque da Arma após o Disparo 
 
Após o disparo o armamento pode apresentar algum tipo de problema de extração, 
ejeção e apresentação entre outros tipos de pane ou ainda a munição ter acabado sem que o 
policial no estresse do confronto perceba, para evitar este tipo de surpresa,várias policias do 
Brasil e do mundo adotar amo cheque de arma logo após a 
 
realização do double tap, o qual consiste em verificar se a câmara da arma encontra-se 
fecha da e em condições de realizar novos disparos. 
 
Vantagem desta verificação consiste em que o policial não seja pego desurpresa 
nomomentoqueo 
cartucho. 
Não há percussão Percussor defeituoso Substituir o percussor. 
Não há extração 
Extrator danificado; 
Estojo com culote danificado; 
Sujeira na câmara. 
Substituir o extrator; Retirar o 
estojo ou cartucho; 
Retirar o estojo ou cartucho e 
efetuar a limpeza. 
Projétil alojado no cano Cartucho defeituoso 
Abrir a arma e, com auxílio de uma 
vara de latão, retirar o projétil. 
Não há ejeção Ejetor danificado Substituir o ejetor. 
Não há apresentação de uma 
munição 
Carregador danificado 
Substituir o carregador ou, se for o 
caso, substituir amolado 
carregador. 
 
 
 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
52 
PISTOLA BERETTA APX 
 
DADOS TÉCNICOS 
 
LADO ESQUERDO 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
53 
LADO DIREITO 
 
BACKSTRAPS 
 
 
• A Beretta APX possui o Sistema de Acionamento denominado STRIKERFIRED, o 
sistema trabalha com percussor lançado, pré-engatilhado ou semi tensionado. 
• Apistola APX é aquipada com um sistema de segurança composto por travas e 
indicadores. 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
54 
INDICADORES DE SEGURANÇA 
INDICAÇÃO DE BLOQUEIO DO PERCUSSOR; 
INDICAÇÃO DE CARTUCHO NA CÂMARA; 
INDICAÇÃO DE BLOQUEIO DO PERCUSSOR 
A INDICAÇÃO DE BLOQUEIO DO PERCUSSOR permite a visualização do bloqueio do 
percussor através do topo do ferrolho. 
 
INDICAÇÃO DE CARTUCHO NA CÂMARA 
A INDICAÇÃO DE CARTUCHO NA CÂMARA permite visualização pelo atirador da 
existência ou não de cartucho na câmara da arma. 
 
BOTÃO DE DESATIVAÇÃO DO SISTEMA DE ACIONAMENTO 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
55 
O BOTÃO DE DESATIVAÇÃO DO SISTEMA DE ACIONAMENTO permite a 
desmontagem segura do armamento, sem a necessidade de acionamento de gatilho. 
 
DESMONTAGEM-1ºESCALÃO 
 
A – Acionar o ferrolho até o final de seu curso, inspecionando a câmara (visual e tato); 
ARMAMENTO I - CEFS 
56 
 
 
B– Como ferrolho fechado, REALIZAR UM DISPARO EM SECO COM CANO APONTADO 
PARA LOCAL SEGURO,pressionar o botão liberador da alavanca de desmontagem ( lado direito 
da armação) e gire no sentido horário a alavanca de desmontagem (lado esquerdo da armação); 
 
 
C– Deslizar o conjunto ferrolho, cano para frente, até liberá-lo da armação; 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
57 
 
 
D– Comprimir a guia da mola recuperadora, levando-a com sua Haste retirando o ferrolho; 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
58 
E– Retirar o cano deslocando-o para cima e retaguarda. 
 
NUMERAÇÕES DA APX 
CONJUNTO DO GATILHO 
FERROLHO 
CANO 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
59 
TRAVAS DE SEGURANÇA 
TRAVA DO GATILHO 
A TRAVA DO GATILHO esta integrada no próprio gatilho,com a finalidade de impedir o 
acionamento do mesmo por inércia ou pressão lateral. 
 
 
TRAVA DO PERCURSOR 
 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
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TRAVA DE QUEDA 
 
 
 
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 
Antes de qualquer operação de manutenção e limpeza da arma, certifique de que a 
pistola esteja desmuniciada e descarregada; 
 
Limpeza para retirada de resíduo de pólvora das partesdesmontadas; 
 
Aplicaçãode óleo de baixa viscosidade em partes específicas: 
 
Externo do cano (jamais na parte interna); 
 
Na canaleta do trilho do ferrolho; 
 
OBS1: não se aplica óleo no carregador, na trava do percussor e no alojamentodo 
percussor; 
 
OBS2: A pistola Beretta APX trabalha como mínimo possível de lubrificação. 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
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CHECAGEM DE SEGURANÇA E FUNCIONAMENTO 
PERCUSSOR 
 
 
 
 
TRAVA DO PERCUSSOR 
 
 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
62 
EXTRATOR 
 
 
 
EJETOR 
 
 
ARMAMENTO I - CEFS 
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