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ARMAMENTO I - CEFS 0 ARMAMENTO I - CEFS 1 AUTORIDADES Governador do Estado do Rio de Janeiro Exmº. Sr. Cláudio Bomfim de Castro e Silva Secretário de Estado de Polícia Militar Exmº. Sr. Coronel PM Luiz Henrique Marinho Pires Subsecretário de Estado de Polícia Militar Ilmº. Sr. Coronel PM Carlos Eduardo Sarmento da Costa Diretor-Geral de Ensino e Instrução Ilmº. Sr. Coronel PM Marcelo André Teixeira da Silva Comandante do CFAP 31 de Voluntários Ilmª. Sra. Coronel PM Simone Duque Romeu Comandante do Centro de Educação a Distância da Polícia Militar Ilmº. Sr. Tenente-Coronel PM Alexandre Moreira Soares ARMAMENTO I - CEFS 2 APRESENTAÇÃO Prezados alunos, ao longo de sua carreira e de atuação enquanto agente de segurança pública, o Policial Militar tem a oportunidade de colocar em prática seus conhecimentos profissionais. Deste modo, o Curso Especial de Formação de Sargentos - CEFS é um curso de aperfeiçoamento profissional do Praça Policial Militar, tendo em vista que o Sargento PM possui uma posição específica e responsabilidades próprias que deverão ser observadas no exercício de sua função. Nesta direção, sendo o Policial Militar elemento fundamental na execução da política de segurança pública do nosso Estado, o CEFS apresenta-se como um momento interessante para a retomada da sua qualificação, agora podendo compartilhar e aperfeiçoar sua experiência profissional ao longo dos anos de atução policial na corporação. Não obstante, sendo o CEFS na modalidade de ensino a distância, o Sgt PM consegue usufruir da flexibilidade oferecida por essa modalidade, podendo adequar sua rotina ao cronograma do curso. Assim, é fundamental o seu empenho, prezado aluno, pois na modalidade de ensino a distância, será necessário disciplina e dedicação para o êxito dessa jornada, pois alcançar o sucesso depende do seu esforço individual. Convém destacar que na era da informação e da tecnologia, é necessário aprimoramento constante a fim de garantir uma tropa consciente, respeitosa, pautada em valores morais e institucionais, permitindo assim o cumprimento de suas funções com dignidade e excelência. Esperamos que nossos policiais sejam cada vez mais qualificados, bem treinados e especializados, para cumprirmos nossa missão, buscando cada vez mais a excelência de nossas ações. Por fim, desejamos que você aproveite ao máximo os conhecimentos construídos ao longo do curso e busque uma reflexão acerca de suas funções diante da sociedade e seus companheiros de profissão e seu papel e lugar estratégico dentro da estrutura hierárquica da Secretaria de Estado de Polícia Militar. Que seja um momento de repensar as práticas e fortalecer seu vínculo profissional, ampliando cada vez mais seus conhecimentos para lidar com as particularidades de ser um Policial Militar no Estado do Rio de Janeiro. Bons estudos! Marcelo André Teixeira da Silva – Coronel PM Diretor-Geral de Ensino e Instrução Simone Duque Romeu – Coronel PM Comandante do CFAP ARMAMENTO I - CEFS 3 DESENVOLVEDORES CFAP Supervisão e Coordenação Pedagógica CAP PM Ped Priscila Medeiros Moura de Lima CB PM Cíntia Andrade de Araújo CB PM Fernanda Belísio Oliveira dos Santos CB PM Layla Simões da Silva CB PM Eduarda Vasconcellos Dias de Oliveira Conteudistas 1º SGT PM Andre Jardim da Silva 1º SGT PM Ricardo Saldanha Viana dos Santos 2º SGT PM Fabio de Almeida Silva CEADPM Supervisão Geral EAD TEN CEL PM Rodrigo Fernandes Ferreira Equipe Técnica SUBTEN PM Willian Jardim de Souza 1º SGT PM Edson dos Santos Vasconcelos CB PM Lucas Almeida de Oliveira CB PM Diogo Ramalho Pereira Diagramação 1º SGT PM Alan dos Santos Oliveira SD PM Daniel Moreira de Azevedo Júnior SD PM Alexandre Leite da Silva SD PM David Wilson Côrtes da Silva Design Instrucional CAP PM Ped Vânia Pereira Matos da Silva Designer Gráfico SD PM Alexandre Leite da Silva Filmagem e Edição de Vídeo CB PM Renan Campos Barbosa SD PM Alexandre dos Reis Bispo Suporte ao Aluno 3º SGT PM Tainá Pereira de Pereira ARMAMENTO I - CEFS 4 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................ 6 TIRO TÁTICO POLICIAL MILITAR I .......................................................................................................................... 7 PRINCÍPIOS E SEGURANÇA.................................................................................................................. 7 FUNDAMENTOS DO TIRO TÁTICO ........................................................................................................ 7 POSIÇÃO ESTÁVEL .............................................................................................................................. 8 CONTROLE DA RESPIRAÇÃO ............................................................................................................. 11 PONTARIA .......................................................................................................................................... 12 OLHO DO ATIRADOR .......................................................................................................................... 12 ALVO .................................................................................................................................................. 13 SAQUE DA ARMA ............................................................................................................................... 13 COLDRES ........................................................................................................................................... 13 FORMAS DE RETENÇÃO DOS COLDRES ............................................................................................................. 16 COLDRE/CORPO ................................................................................................................................. 16 PROCEDIMENTOS NO TIRO TÁTICO ..................................................................................................................... 18 DIREITOS HUMANOS, USO DA FORÇA E O TIRO TÁTICO. ................................................................................ 21 CONCEITO E ASPECTOS .................................................................................................................... 21 DIREITOS HUMANOS E O TIRO TÁTICO .............................................................................................. 21 DEFINIÇÃO DE FORÇA NA ATIVIDADE POLICIAL ............................................................................... 22 MODELO DE USO DA FORÇA ADOTADO PELA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO . 22 NÍVEIS DE FORÇA ............................................................................................................................... 22 O USO LEGAL DA FORÇA DEVERÁ SEGUIR OS SEGUINTES PRINCÍPIOS .......................................... 23 TIRO TÁTICO ...................................................................................................................................... 24 FINALIDADE E OBJETIVO DO TIRO DE DEFESA ................................................................................. 24 MANUTENÇÃO DO ARMAMENTO. ......................................................................................................................... 26 CONCEITO DE MANUTENÇÃO ............................................................................................................ 26 ESCALÕES DE MANUTENÇÃO ............................................................................................................ 26 ORIENTAÇÕES PARA A MANUTENÇÃO DO ARMAMENTO ................................................................. 27 MATERIAIS USADOSprecise usarnovamente sua arma ea mesma esteja com algum tipo de problema ou até mesmo sem munição. 7. Suspeito Sempre Engajado Mesmo no Solo (QUEBRO ANGULO) ARMAMENTO I - CEFS 40 NECESSIDADE DE SACAR E TIPOS DE RECARGA (PRÁTICA) Prezado Policial Militar, agora vamos estudar o mecanismo de funcionamento da PT 100 Cal 40, identificar o funcionamento e características deste calibre, bem como condicionar os procedimentos de manejo para o serviço. FUNDAMENTO DO TIRO DE DEFESA Necessidade de sacar a arma- Essa ação é estritamente balizada pela lei. O Policial deve “consultar ”os Princípios Legais para esta ação, os princípios legalidade, oportunidade, necessidade, proporcionalidade e ética. Através deste fundamento, o aluno é condicionado a desenvolver o domínio do processo de tomada de decisão,que deve amparar os procedimentos policiais sob sua responsabilidade. TIPOS DE RECARGA • RECARGA ADMINISTRATIVA - Modalidade na qual o policial carrega seu armamento na assunção de serviço, sendo realizado na caixa de areia ou em local seguro.Esse tipo de recarga deve ser realizada após a inspeção completado armamento; • RECARGA EMERGENCIAL – É aquela que obrigatoriamente deverá ser feita uma vez que, após realizar todos os disparos a arma parou aberta por falta de munição; • RECARGA TÁTICA–É aquela feita após o policial realizar alguns disparos e por esta não saber quantas munições ainda existem no carregador da arma, ele realiza a troca do carregador usa do por um carregador pleno em munições, sabendo desta forma que sua arma está com sua capacidade plena de disparos; A velocidade em umconfronto policial é essencial e pode significar a diferença entre a vida e a morte.Como nem sempre é possível contar quantos tiros foram disparados em uma situação de stress,é necessário treinar para que possa recarregar sua pistola com rapidez e precisão quando esta fizer o 'tiro seco' https://www.youtube.com /watch?v=Oc2kCA2vO74 http://www.youtube.com/ ARMAMENTO I - CEFS 41 SAQUE RÁPIDO, CONTROLE DE CANO E CONTATO VISUAL Caro Policial Militar, agora vamos analisar os tipos de posições para o disparo e entender a necessidade do saque rápido. É importante também falarmos sobre controle de cano e contato visual, condicionar os procedimentos do 2°, 3° e 4° fundamento do tiro de defesa e como realizar disparo à 8 metros do alvo. Vamos lá!!! 2º FUNDAMENTO DO TIRO DE DEFESA Saque Rápido - O procedimento deve ser rápido e seguro, aser treinado com ambas as mãos, tanto como fardamento regulamentar como em trajes civis, uma vez que o instruendo pode precisar agir em defesa da sociedade estando de folga. Considerando que o Policial só pode utilizar sua arma para defesa, num primeiro momento, poderá estar em desvantagem em relação a um infrator armado. Essa “desvantagem” deve ser compensada com o treinamento contínuo desses fundamentos. 3º FUNDAMENTO DO TIRO DE DEFESA Controle do Cano: uso da massa como “terceiro olho” sempre apontado para o campo visual do Policial e “escaneamento” após o disparo, para localização de possíveis agressores. 4º FUNDAMENTO DO TIRO DE DEFESA Manter contato vsual com o agressor, mesmo durante recargas e solução de panes: Manter contato visual não significa necessariamente olhar nos olhos da pessoa a ser abordada, o que pode gerar uma distração. A atenção deve estar orientada para as mãos da pessoa em atitude suspeita. ARMAMENTO I - CEFS 42 PISTOLAS GLOCK G22 CLASSIFICAÇÃO DA PISTOLA GLOCK G22 ✓ Quanto a Alma do Cano : Raiada; ✓ Quanto ao Funcionamento: Semi-automática; ✓ Ação do Disparo: simples; ✓ Quanto ao Emprego Operacional : Individual; ✓ Quanto ao Tipo: Deporte; ✓ Quanto ao Princípio de Funcionamento: Ação dos gases sobre o mecanismo; ✓ Quanto a Alimentação: Com carregador; ✓ Quanto ao Sentido da Alimentação: De baixo para cima; ✓ Quanto a Refrigeração: A ar. MANEJO DA PISTOLA GLOCKG 22 Ao receber o armamento, o Policial deve: • Passo 1 e 2: deverá retirar o carregador, caso este esteja no mesmo, devendo para tanto agir no retém do carregador, retirá-lo e abrir a arma, caso a arma não esteja aberta,puxando o ferrolho à retaguarda, pressionando o retém do ferrolho para cima. Estando aarma aberta, deve-se verificar se não existe cartucho na câmara e se o cano não se encontra obstruído por qualquer corpo estranho; • Passo 3: deve o policial municiar o carregador com o númerolimite de cartuchos; • Passo 4: alimentar a arma introduzindo o carregador já municiado na mesma; • Passo 5 e 6: carregar a arma, puxando o ferrolho para trás e soltando o mesmo de uma só vez. A arma, após tais procedimentos,encontra-se pronta para uso e deve ser guardada de imediato no Coldre e presa a guia. ARMAMENTO I - CEFS 43 SISTEMA DE SEGURANÇA GLOCK G22 As pistolas Glock são equipadas com o sistema Safe Action, que significa em tradução livre“Ação Segura”, um sistema de segurança totalmente automático composto de três travas passivas e mecânicas com operação independente: ( 1) TRAVA DO GATILHO ( 2 ) TRAVA DO PERCUSSOR ( 3) SEGURANÇA DE QUEDA TRAVADO GATILHO (1) A trava de segurança do gatilho está integrada no próprio gatilho, na forma de uma alavanca,com finalidade de impedir o acionamento do gatilho por inércia ou pressão lateral. TRAVA DO PERCUSSOR (2) A trava de segurança do percussor bloqueia mecanicamente o seu movimento, para à frente. Quando o gatilho está sendo movimentado, uma extensão vertical da barra do gatilho empurra a trava para cima, liberando a passagem do percussor. ARMAMENTO I - CEFS 44 SEGURANÇA DE QUEDA (3) Última trava serve para impedir que a arma dispare quando recebe um forte impacto (como cair no chão). A barra do gatilho trava o ressalto do percussor, impedindo-o de mover-se para a frente. PRINCIPAIS PARTES E 1º ESCALÃO DA PISTOLA GLOCK G22 A – CONJUNTO DO FERROLHO ARMAMENTO I - CEFS 45 B - ARMAÇÃO C - CANO DESMONTAGEM – 1° ESCALÃO ARMAMENTO I - CEFS 46 A – Retirar o carregador, acionando o retém da alavanca do carregador, próximo ao guarda mato; B- Acionar o ferrolho até o final de seu curso, inspecionando a câmara; C – Com o ferrolho fechado, realizar um disparo em seco com cano apontado para local seguro, após puxar o ferrolho a retaguarda parcialemente e agir na alavanca de desmontagem; ARMAMENTO I - CEFS 47 D – Deslizar o conjunto ferrolho, cano para frente, até liberá-lo da armação; E – Comprimir a guia da mola recuperadora, levando-a com sua Haste retirando o ferrolho; F – Retirar o cano deslocando-o para cima e retaguarda; ARMAMENTO I - CEFS 48 CHECAGEM DE SEGURANÇA E FUNCIONAMENTO LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 1. Antes de qualquer operação de manutenção e limpeza da arma, certificar-se de que a pistola esteja desmuniciada e descarregada; 2. Em intervalos regulares, desmontar a arma da forma já vista, limpado-a e retirando os resíduos de pólvora das partes desmontadas, aplicando óleo de leve para armamento; 3. Quando exposta à umidade excessiva, areia, condensação, imersão em água ou outras condições adversas, limpar o mecanismo, desmontando-o até o 1° escalão, e retirando os corpos estranhos que ali se encontrem; 4. As armas devem ser armazenadas em local seco, sem variações bruscas de temperatura e em suportes adequados; 5. Não lubrificar a arma em excesso durante sua limpeza. Evitar o excesso de óleo no interior do cano e no carregador. ARMAMENTO I - CEFS 49 ARMAMENTO I - CEFS 50 ACESSÓRIOS BACKSTRAPS SPEED LOADER (SUPORTE PARA CARREGAMENTO RÁPIDO) ARMAMENTO I - CEFS 51 INCIDENTES DE TIRO E SUAS SOLUÇÕES: INCIDENTE CAUSA CORREÇÃO Nega Cartucho defeituoso Esperar 30 segundos e substituiro cartucho. Não há percussão Percussor defeituoso Substituir o percussor. Não há extração Extrator danificado; Estojo com culote danificado; Sujeira na câmara. Substituir o extrator; Retirar o estojo ou cartucho; Retirar o estojo ou cartucho e efetuar a limpeza. Projétil alojado no cano Cartucho defeituoso Abrir a arma e, com auxílio de uma vara de latão, retirar o projétil. Não há ejeção Ejetor danificado Substituir o ejetor. Não há apresentação de uma munição Carregador danificado Substituir o carregador ou, se for o caso, substituir amolado carregador. ARMAMENTO I - CEFS 52 PISTOLA BERETTA APX DADOS TÉCNICOS LADO ESQUERDO ARMAMENTO I - CEFS 53 LADO DIREITO BACKSTRAPS • A Beretta APX possui o Sistema de Acionamento denominado STRIKERFIRED, o sistema trabalha com percussor lançado, pré-engatilhado ou semi tensionado. • Apistola APX é aquipada com um sistema de segurança composto por travas e indicadores. ARMAMENTO I - CEFS 54 INDICADORES DE SEGURANÇA INDICAÇÃO DE BLOQUEIO DO PERCUSSOR; INDICAÇÃO DE CARTUCHO NA CÂMARA; INDICAÇÃO DE BLOQUEIO DO PERCUSSOR A INDICAÇÃO DE BLOQUEIO DO PERCUSSOR permite a visualização do bloqueio do percussor através do topo do ferrolho. INDICAÇÃO DE CARTUCHO NA CÂMARA A INDICAÇÃO DE CARTUCHO NA CÂMARA permite visualização pelo atirador da existência ou não de cartucho na câmara da arma. BOTÃO DE DESATIVAÇÃO DO SISTEMA DE ACIONAMENTO ARMAMENTO I - CEFS 55 O BOTÃO DE DESATIVAÇÃO DO SISTEMA DE ACIONAMENTO permite a desmontagem segura do armamento, sem a necessidade de acionamento de gatilho. DESMONTAGEM-1ºESCALÃO A – Acionar o ferrolho até o final de seu curso, inspecionando a câmara (visual e tato); ARMAMENTO I - CEFS 56 B– Como ferrolho fechado, REALIZAR UM DISPARO EM SECO COM CANO APONTADO PARA LOCAL SEGURO,pressionar o botão liberador da alavanca de desmontagem ( lado direito da armação) e gire no sentido horário a alavanca de desmontagem (lado esquerdo da armação); C– Deslizar o conjunto ferrolho, cano para frente, até liberá-lo da armação; ARMAMENTO I - CEFS 57 D– Comprimir a guia da mola recuperadora, levando-a com sua Haste retirando o ferrolho; ARMAMENTO I - CEFS 58 E– Retirar o cano deslocando-o para cima e retaguarda. NUMERAÇÕES DA APX CONJUNTO DO GATILHO FERROLHO CANO ARMAMENTO I - CEFS 59 TRAVAS DE SEGURANÇA TRAVA DO GATILHO A TRAVA DO GATILHO esta integrada no próprio gatilho,com a finalidade de impedir o acionamento do mesmo por inércia ou pressão lateral. TRAVA DO PERCURSOR ARMAMENTO I - CEFS 60 TRAVA DE QUEDA LIMPEZA E CONSERVAÇÃO Antes de qualquer operação de manutenção e limpeza da arma, certifique de que a pistola esteja desmuniciada e descarregada; Limpeza para retirada de resíduo de pólvora das partesdesmontadas; Aplicaçãode óleo de baixa viscosidade em partes específicas: Externo do cano (jamais na parte interna); Na canaleta do trilho do ferrolho; OBS1: não se aplica óleo no carregador, na trava do percussor e no alojamentodo percussor; OBS2: A pistola Beretta APX trabalha como mínimo possível de lubrificação. ARMAMENTO I - CEFS 61 CHECAGEM DE SEGURANÇA E FUNCIONAMENTO PERCUSSOR TRAVA DO PERCUSSOR ARMAMENTO I - CEFS 62 EXTRATOR EJETOR ARMAMENTO I - CEFS 63 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUIAR, Christiano Ferreira. Manual de Atendimento a Ocorrências–Rio de Janeiro: Rio segurança, 2008. (Coleção Instituto de Segurança Pública). BALESTRERI Ricardo Brisola. Direitos Humanos: Coisa de Polícia – Passo fundo-RS, CAPEC, Paster Editora, 1998. BARBOSA, Sérgio Antunes; ANGELO, Ubiratan de Oliveira. Distúrbios Civis: controle e uso da força pela polícia. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2001. BRASIL. Lei Federal Nº 13.060, de 22 de dezembro de 2014. Lei disciplina o uso dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelos agentes de segurança pública em todo o território nacional. BRASIL. Lei Federal Nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003. Dispõe sobre registro,posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional deArmas– Sinarm,define crimes e dá outras providências. BRASILEIRO,Exército(2006). PORTARIAN°07-DLOG- A prova as Normas Reguladoras para Definição de Dispositivos de Segurança e Identificação das Armas de Fogo Fabricadas no País, Exportadas ou Importadas. Brasília, DF: Diário Oficial da União. BRASÍLIA. BALÍSTICA FORENSE APLICADA. Brasília: SENASP,2018. BRASÍLIA. IDENTIFICAÇÃO DE ARMAS DE FOGO. Brasília: SENASP, 2018. 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Matriz Curricular Nacional Para Ações Formativas dos Profissionais da Área de Segurança Pública . Brasília– DF,2014. PMERJ.Caderno Doutrinário do Uso da Força .Aditamento ao Bol da PMNº132. Publicado em 23 Jul de 2015. PMERJ. Manual Básico do Policial Militar (M-4), 1987. http://www.camara.gov.br/sileg/integras/931761.pdf http://www.mvb.org.br/campanhas/portaria4226.php http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001394/139423por.pdf ARMAMENTO I - CEFS 64 PMERJ. Manual de Defesa Pessoal e Uso Comedido da Força. Aditamento ao Boletim da PMERJ Nº154. Publicado em 21 de agosto de 2007. PMERJ. Tiro de Defesa. Boletim de Instrução Policial Nº02/08. Publicado em 19 Nov de 2008. RODRIGUES, Adriano da Costa; SAMPAIO, Katrilin Paranhos Amaral; DE OLIVEIRA, Túlio Carlos Vaz de Oliveira. Novo modelo do uso legal da força. Disponível em.Acessoem20deJan2018. SANTOS, Marco Aurélio. O Tiro de Defesa Policial: Um Componente do Uso Diferenciado da Força. Trabalho de conclusão do curso superior de polícia. 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Fique bem atento quanto as quatro regras básicas. FUNDAMENTOS DO TIRO TÁTICO O Tiro Tatico Policial Militar se propõe a simular circustâncias ocorridas no ambiente urbano, realizando um tipo de atividade dinâmica, utilizando os fundamentos elementares de qualquer tipo de tiro. O Treinamento deverá ser constante, prático, objetivo e, o mais importante, sempre simulando os conflitos urbanos, em que se devem buscar nos adestramentos um equilíbrio nos Vetores do Tiro que, segundoSouza Costa e Nakamura,dividem-se em: Procedimento, Precisão e Segurança (PPS)5. ARMAMENTO I - CEFS 8 5 Ensinamentos desenvolvidos durante os treinamentos de Tiro Tático em Defesa de Autoridades, na Secretaria de Segurança Presidencial / Brasília-DF,no ano de 2011 e 2012. Os ilustres oficiais explicam que nada adianta um atirador colocar todos os disparos bem acertados no alvo,senão souber se abrigar corretamente, ou então não sanar as diversas panes de sua arma, ou então ter excelente conduta de posição de tiro,mas ao disparar, osseustiros não atingem a zona proposta, sendo aliado a esses procedimentos a segurança que deve ser mantida em todos os exercícios e atividades de tiro, de maneira sempre crescente, onde não são admitidas atitudes relapsas em relação à segurança onde qualquer descuido poderá custar a vida de alguém. POSIÇÃO ESTÁVEL No Tiro Tático, o atirador também deverá já ter uma boa posição de pébem estabelecida, pois será partindo desse ponto que projetará o seu corpo para as outras posições, diante das necessidades que o cenário exigir. Geralmente a posição adotada, quando o atirador estiverde pé, é uma posição natural, com alterações mínimas para um melhor a proveitamento tático. Para entender e analisar as variáveis da posição adotada para a realização do Tiro Tático, abordaremos primeiro a própria essência do tiro policial, muitas vezes chamado de tiro instintivo defensivo, e nesta proposta de Tiro Tático. A principal diferença desse tipo de atividade é que o atirador não faz necessariamente uma visada minuciosa com os aparelhos de pontaria da arma, assim sendo, o atirador fará um alinhamento espontâneo e natural da arma em relação ao alvo, pois nesse tipo de tiro precisa- se de muita rapidez, potência e relativa precisão. Entretanto, a arma já terá que sair rapidamente do coldre,na cintura,e corretamente empunhada,sabendo-se que não haverá tempo para corrigir uma empunhadura incorreta. Ainda terão que, em questão de segundos, sera linhados os mecanismos de pontaria em relação à direção geral do alvo, o que implica em um correto aproveitamento dinâmico da estrutura corporal – cabeça, troncos e membros – e, por fim, o disparo deverá ser rápido, preciso e eficaz, ou seja, deverá acertar uma zona incapacitante do oponente no mais curto espaço de tempo, retirando-lhea possibilidade de ataque. ARMAMENTO I - CEFS 9 A posição de tiro deve permitir que o atirador possa obter vantagens pelo fato de ter tomado a posição corretamente e, neste caso, a posição proposta permite a facilidade do controle da arma (proporcionada pelo alinhamento “semitrancado” dos braços em relação ao ombro do atirador) e, ainda permite a possibilidade de um rápido realinhamento do aparelho de pontaria após o disparo. A posição estabelecida deverá ainda permitir a “varredura” em vários ângulos, sem precisar desfazê-la, mantendo-se o controle total da arma. Por fim, registra-se que a posição de tiro deverá ser tomada da maneira mais natural possível, pois, nessa situação, o que prevalece é um ato de reação a um ataque iminente, quando não se tem muito tempo para assumir posições estudadas e elegantes. Vamos adotar como uma posição inicial e eficiente para o TAP, a posição isósceles de combate (diferencia-se da posição isósceles tradicional por ter um pé adiantado à frente). Para isso,devem ser compreendidos os seguintes aspectos: POSIÇÃO ISÓSCELES DE COMBATE (PODENDO TER VARIAÇÕES) ARMAMENTO I - CEFS 10 Empunhadura – Não há variação da realizada no tiro de defesa, porém deverá ser tomada de forma rápida e firme. Posição dos braços – Esticados,retos(podendo ser um pouco abertos) e paralelos em relação ao solo, vindo a proporcionar, em alguns atiradores, um maior conforto à posição. A posição dos braços deverá sempre permitir um “travamento”eficaz da empunhadura. Posição doTronco– Ligeiramente inclinado para frente,como objetivo de manter a estabilidade do corpo em caso de um impacto,evitando sua queda para trás e também diminuindo a silhueta exposta, adotando assim uma característica ofensiva em relação ao oponente. Posição da cabeça– Elevada, sendo que o conjunto (braços / armas) deverá subir até alinhar os mecanismos de pontaria como olho do atirador e alvo; e nunca a cabeça inclinar para procurar esse alinhamento.Esta poderá ser levemente inclinada para um melhor enquadramento do alvo; isso visa evitar que, ao inclinar muito a cabeça, haja um comprometimento da visão periférica do atirador e que possa levá-lo à tendência de visão de túnel. Posição das pernas – A abertura entre as pernas deverá ser feita de forma natural, mais ou menos na largura dos ombros, com os pés voltados para a direção do oponente, podendo ser um pouco inflectidos para dentro, a depender da anatomia do atirador, com os joelhos levemente flexionados para da rmaior estabilidade à posição. A perna do lado da mão auxiliar será adiantada aproximadamente à amplitude de uma passada normal. A posição das pernas, juntamente com as outras características da posição, deverá permitir que o atirador se movimente com a arma apontada par ao alvo,sem perder o enquadramento de mira se o controle de um possível disparo. ARMAMENTO I - CEFS 11 Já parou para pensar que o Policial Militar precisa conhecer basicamente essas posições, para o Treinamento de Tiro Tático, sabendo que essas não são as únicas e que outras posições poderão ser tomadas,desde que sejam treina das e testadas. Caberá a cada atirador se adaptar e analisar qual a posição mais adequada para a sua individualidade. POSIÇÃO JOELHO ALTO POSIÇÃO JOELHO BAIXO POSIÇÃO DEITADO CONTROLE DA RESPIRAÇÃO No Tiro Tático, a precisão não poderá ser comprometida em detrimento da rapidez. O oposto disso também não pode ocorrer . Como a execução do disparo deverá ser rápida, não se deve buscar os detalhes meticulos os do tiro de precisão, pois o objetivo agora será fazer um grupamento de impacto sem uma zona do alvo de forma rápida e móvel, assim a respiração deverá ser naturalmente controlada, sem nunca ser bloqueada para não causar a falta de oxigenação das células do corpo. Naturalmente controlada significa que o atirador não deve tentar trancar a respiração no momento exato do disparo, mas entender como o corpo funciona nessa situação em inimizar a respiração de forma espontânea. ARMAMENTO I - CEFS 12 PONTARIA Apontaria a ser realizada é diferente daquela realizada no tiro de precisão, pois no tiro preciso a pontaria é feita em um ponto fixo no intuito de sempre acertá-lo, fazendo com que todos os disparos estejam no ponto visado ou bem próximo dele. Já no Tiro Tático,trata-se de apontar para uma área maior com o intuito de acertar todos os disparos dentro dessa área. Portanto, assim como no tiro de precisão, a correta pontaria é feita ao colocar em linha, rapidamente, os quatro elementos: olho do atirador, alça de mira (AM), massa de mira (MM) e alvo. Cabe registrar que, mesmo quando o atirador jáestiver condicionado a atirar, ajustando apenas a massa de mira ao alvo ou mesmo condicionado pela memória neural, o aparelho de pontaria, mesmo não observado detalhadamente, sempre deverá estar com seus componentes alinhados e ajustados. OLHO DO ATIRADOR Os dois olhos do atirador deverão permanecer abertos, pois somente assim o atirador não comprometerá a sua visão periférica parte do seu campo periférico de visão enão sofrerá com os efeitos causados pelo fechamento de um olho pararealizar o disparo,como visão nublada,por exemplo, ao reabrir o olho que se fechou. Figura 1–Dois olhos abertos (aproveitamento de 100% do campo de visão) Figura 2–Fechando um dos olhos (perda de 30 a 40% da visão) ARMAMENTO I - CEFS 13 ALVO Você sabia que a ameaça no Treinamento do Tiro Tático poderá ser um alvo fixo, móvel ou ambos, o que não quer dizer que o atirador deverá descuidar,da correta visada com os dois olhos abertos sobre as ameaças a serem atingidas? Sabemos que assaltantes e bandidos na maioria dos casos não agem sozinhos,consequentemente, onde poderá ser necessário que o atirador precise atingir mais de um oponente ao sacar sua arma. Ainda,poderá precisar atirar em movimento e também em alvos se movimentando. Portanto,o alvo deverá ser claro ao atirador que o enquadrará rapidamente ao alinhar o aparelho de pontaria. No tiro rápido, os erros fundamentaisdos disparos serão muito mais aparentes do que nos treinamentos de tiro de defesa. Por isso, não basta a penas conhecer a teoria de problemas,mas é necessário analisar os conhecimentos individuais nos fundamentos básicos do tiro que estão sendo negligenciado se os fatores motivadores para tais erros, lembrando que, em um tiro policial, vários outros fatores externos poderão influenciar diretamente no resultado final dos impactos. Assim, somente com uma análise individualizada do atirador,voltando aos fundamentos básicos e treinamentos de adaptação para o tiro rápido, trará resultados satisfatórios para o treinamento aqui proposto. SAQUE DA ARMA Para que uma arma seja empunhada com eficiência e se torne um instrumento eficaz é essencial ser transportada de uma maneira que facilite o seu saque e a sua empunhadura e se mantenha preparado para as adversidades geradas pela violência. Existem diversas maneiras e métodos de transportar e sacar uma arma curta, seja no trabalho fardado de forma ostensiva, velada a serviço ou durante os momentos de folga, por isso vamos conhecer mais sobre técnicas necessárias para o porte velado de arma de fogo como a desobstrução de vestimentas e técnicas de porte aliadas ao saque da arma. COLDRES A maioria de nós, Policiais Militares, em nosso cotidiano temos apenas a preocupação de utilizar uma arma e tê-la próxima ao seu corpo e não se atentar para qual tipo de coldre iremos utilizar para portar nossa arma. Portar a arma sem um coldre adequado poderá acarretar prejuízos, seja pela oxidação da arma, seja exposição do gatilho ou mal posicionamento da arma, riscos de queda, variação de posição da arma, um disparo acidental no próprio corpo, dentre outros. Um bom coldre deverá cobrir o gatilho, a parte mais sensível da arma, uma vez que oferece certo risco ao portador. Além da comodidade, conforto e proteção que um bom coldre velado trás no porte de sua arma ele também protege contra os desgastes da oxidação que o suor e as intempéries podem causar ao armamento, vejamos os principais equipamentos disponíveis no mercado, com seus prós e contras na utilização: ARMAMENTO I - CEFS 14 COLDRES EM COURO Os coldres mais tradicionais são confeccionado sem couro: Prós: Proporcionam segurança e conforto se feitos com couro adequado,os confeccionados em couro de cavalo são os mais duradouros e resistentes. Podem ser forrados ou não. Contras: Coldres em couro de má qualidade podem deformar e acionar o gatilho, podendo fazer a arma disparar no próprio operador. Quando forrados podem acumular umidade,o que pode oxidar a arma mais rapidamente e dependendo do tempo de uso e desgaste interno pode agarrar a arma e deixar o operador em situção delicada em uma situação de risco. COLDRES EM NYLON Prós: Podem ser uma excelente opção no conforto além de serem relativamente mais baratos que os demais coldres. Contras: São mais volumosos e tendem a perder suas formas como tempo. Quando não possuem retenção externa não deixam a arma firmemente presa, dependendo do tempo de uso e desgaste interno pode agarrar a arma e deixar o operador em situção delicada em uma situação de risco. COLDRES EM NEOPRENE Prós: Apresentam bastante conforto ao operador e são facilmente encontrados no mercado nacional. Contras: Se desgastam muito rapidamente para quem usa diariamente, deixando caro no custo benefício. COLDRES EM POLÍMERO Prós: Geralmente feitos com materiais resistentes,deixam a arma bem posicionada no corpo e permitem o saque rápido e a possibilidadede recoldrear a arma, além de possuírem boas presilhas de fixação na cintura. ARMAMENTO I - CEFS 15 Contras: Perde muito no conforto por ser maisrígido que os demais, além de ser fabricado para modelos específicos, o que deixa seu uso limitado apenas à arma que foi destinada a ele. COLDRES EM KYDEX Prós: Mais confortável em relação ao polímero. Por ser um material termo moldável pode se rcustomizado, além de trazer obenefício de uma boa retenção no guardamato. Grande parte dos modelos de coldres produzidos com este material utilizam-se de presilhas customizadas e modernas oferecendo boa retenção do coldre ao corpo.Atualmente é ocoldre mais indicado para o uso velado, apresenta boa tecnologia em relação aos demais.São inúmeras variações de modelos, cores, medidas,etc. Contras: É preciso avaliar o custo-benefício, é um coldre de alto valor, se for funcional ao seu uso, com benefícios ao porte velado e o saque rápido e vale a pena o investimento, se não há coldres com funcionalides equivalentes ou até melhores com menor custo. COLDRES HÍBRIDOS São coldres que misturam diferentes materiais, como couro e polímero, Kydex e polímeros variados. Prós: Mesclando materiais existe a possibilidade de aliar apenas as qualidades de ambos, oferecendo ao operador conforto e tecnologia. Contras: Se mal fabricados não servem para o uso operacional, ficando apenas para uso estético. ARMAMENTO I - CEFS 16 FORMAS DE RETENÇÃO DOS COLDRES Lembre-se que o coldre é um equipamento muito importante. Já estudamos os prós e contra de cada tipo de material usado em sua confecção. Agora vamos estudar os modelos para que você possa fazer a escolha mais adequada. COLDRE/CORPO Caro Policial, nós sabemos que são muitos os agentes de segurança mortos com sua própria arma pela questão não estava bem presa no coldre, igualmente grande é o número de agentes mortos que não conseguiram sacar a arma do coldre por causa da retenção do equipamento. A retenção que segura o coldre ao corpo é de extrema importância, por um motivo bastante simples, se o coldre sair junto com a arma no momento da apresentação, irá impossibilitar o acesso ao gatilho da arma. Basicamente é o aparato fixado ao coldre em forma de presilha que momentaneamente fica fixado à cinta ou à vestimentado operador. Atualmente existem no mercado coldres por sistema de pressão e do tipo presilha: Os Coldres por sistemas de pressão proporcionam uma boa firmeza da arma no coldre e ainda assim, um saque rápido, pois, se inicia do corretamente, comum a pegada na arma de forma firme, compreendendo toda a coronha, irá introduzir força adequada para retirá-la e apresentar diante de situaçõe sextremas. Os Coldres por sistemas de retenção do tipo presilha, diferente do sistema de pressão,dificulta o saque, pois a arma estará presa no coldre e só será liberada após o operador soltara presilha. Se por um lado oferece maior segurança por permitir que a arma permaneça bem presa, por outro lado,diante da necessidade,poderá demandar um tempo maior no saque e adestramento prévio do portador, portanto é necessário pensar bem antes de realizar a sua escolha. Um coldre velado com retenção forte, do tipo presilha, é uma excelente opção para manter o controle da arma como operador, como já foi dito, mas não substitui a consciência.Como um colete balístico, o coldre com retenção lhe dará uma segunda chance em casos como tentativa de arrebatamento da arma na cintura, esta segunda chance pode ser o suficiente para o operador prevalecer. Agora, para portar a arma em um coldre com retenção do ARMAMENTO I - CEFS 17 tipo presilha o operador precisa estar pronto para desabilitar esta retenção o mais natural e rapidamente possível, pois a inobservância desta retenção na hora do saque pode-lhe custar a vida,da mesma maneira como uma arma travada ou incidentada no momento do confronto. Ao utilizar um coldre com retenção o conheça bem, saiba desabilitar a retenção sem olhar para ela, seja rápido,eficiente e eficaz, treine o máximo possível, para que em um momento extremo não morra com a arma no coldre,tendo em mente que em momentos de extremo estresse sua coordenação motora fina já não funciona normalmente, e desabilitar uma presilha pode ser extremamente trabalhoso para o operador destreinado. A utilização de armas em pochetes, mochilas, bolsas ou modelos muito fechados que deixem sua arma fora de pronto uso devem ser evitados, dependendo da situação, estando com ela nessa condição estará desarmado e sem condições de uma reação rápida, ao qual será alvo fácil caso seja abordado e identificado como agente de segurança, onde possivelmente poderá ser vitimado, portanto para estar nessa situação é melhor não estar de posse dela, porém se o transporte dessa forma for seu último recurso, utilize após muito treinamento de formas de saque e utilização da arma, pois tenha em mente que quanto maior for a dificuldade de acesso a sua arma maior será o tempo de resposta a uma ameaça. Caso seja surpreendido por uma ameaça e esteja fazendo uso de armamento, em qualquer forma de utilização velada ao seu corpo,há de se utilizar as janelas de oportunidade, as quais nem sempre aparecem. Porém, ao se deparar com uma situação de vida ou a morte, déve-se buscar uma janela de oportunidade a todo custo, sendo muita das vezes necessário se antecipar a ameaça ou esperar o momento propício, nem que a janela de oportunidade tenha que ser criada e sempre procurando manter a ameaça o mais distante do seu corpo, na tentativa de achar uma brecha para o saque, para tanto pode ser necessário interpretar, simular, mentir, lutar. ARMAMENTO I - CEFS 18 PROCEDIMENTOS NO TIRO TÁTICO TOMADA DAS POSIÇÕES Você já parou para pensar que as posições de tiro, independentemente de quais sejam, deverão, antes de qualquer estilo ou conforto, ser estáveis e propiciar apenas acomodidade necessária para que o atirador possa disparar com eficácia e atingir comprecisão o seu alvo.Assim,em um combate urbano,sabe-se que a tomada de várias posições se faz necessária em razão das peculiaridadesdecada local.Serão observadas no decorrer das instruções de Tiro Tático algumas transições de posições, mostrando técnicas e meios de mudar de uma posição para outra com rapidez e segurança, independente da posição adotada a rapidez na reação a ameaça e a busca por um abrigo deverão ser as primeiras providências a serem adotadas em um momento de risco. Na iminência do confronto e na impossibilidade de se retirar, o atirador deverá buscar, sempre que possível, algum tipo de abrigo e então disparar primeiro na pessoa que está diretamente representando o maior perigo. Será uma rápida avaliação de risco feita quase automaticamente. Entretanto,se o atirador já está engajado pelo fogo antes de abrigar-se, este deverá sustentara a situação de uma maneira técnica antes de deslocar-se para o abrigo, isso significa que deverá realizar o tiro em movimento enquanto se desloca. É necessário dar atenção ao fato de sua exposição ao risco no momento em que se abriga, momento que primeiro deve-se cessar as ameaças que conseguem visualizá-lo. Em uma situação dessas é vital efetuar um disparo rápido em cada oponente e se movimentar para sair da posição em que se encontra e,após, continuar disparando de acordo com a necessidade tática. Mesmo cessando a ação hostil, deverá fazer uma checagem 360º e a arma permanecendo em condições de uso. Situação de risco com múltiplas ameaças OCUPAÇÃO DE ABRIGOS E TIRO ABRIGADO O abrigo precisa ser alguma barreira resistente, algo que servirá de relativa proteção, como exemplo a frente de um veículo na direção do bloco do motor, uma parede de concreto, ARMAMENTO I - CEFS 19 ouseja, resistente a impactos perfurantes.Afinalidade do abrigo é se proteger em situação de disparos, entretanto o oponente poderá identificar o abrigo, nesse caso, é importante que o Policial faça uma escolha acertada para se proteger sem que isso comprometa sua ação. Como os abrigos poderão se apresentar sob infinitas formas e configurações, algumas regras básicas deverão ser seguidas para que o atirador possa obter sucesso em sua investida e defesa. Ressalta – se que os procedimentos deverão estar sempre pautados no modo de operação vigente, ou seja, podem ocorrer de modo diferente para um atirador abrigado que esteja sozinho e para outro que esteja com um companheiro dando cobertura. Contudo, os princípios elementares deverão ser básicos para qualquer situação. É preciso analisar se o local a ser ocupado,se realmente é um abrigo, pois para o fim proposto não adianta apenas fornecer cobertura. O abrigo deverá oferecer uma boa proteção ao corpo, principalmente na hora de recarga da arma. Portas de carro, janelas de alumínio, latas de ixo,dentre outros objetos, não fornecem proteção e deverão ser evitados, postes possuem pouca resistência a disparos e podem ser atravessados por tiros de fuzis. O ideal é buscar superfícies resistentes e que forneçam uma boa cobertura. O Policial Militar mediante a um confronto armado, pode defender- se de uma injusta agressão utilizando meios do próprio ambiente urbano, tomando, por vezes, posições difíceis e não ortodoxas, mas que lhe propiciem reagir, se proteger, e observar a sua ameaça, apartir da configuração do abrigo,as posições mais adaptáveis serão tomadas. Ao utilizar o abrigo,os disparos deverão ser realizados também com as duas mãos e o atirador não deverá utilizar a mão auxiliar para se apoiar no mesmo, pois o tiro com uma só mão, além de ser mais difícil, tem aprecisão prejudicada ou, até mesmo, dependendo do abrigo, poderá ser derrubado se o atirador se apoiar sobre ele. O atirador só deve atirar com apenas uma mão senão tiver outra opção,ou por ferimento em uma delas. A correta ocupação do abrigo deve um ser fator de preocupação para o atirador, pois não haverá muito tempo para correção se um abrigo for ocupado erroneamente. Deve-se ocupar um abrigo tendo o cuidado para que a “parede” não atrapalhe qualquer manuseio do armamento e tomar as posições detiro.O atirador deve permanecer como cano da arma antes do limite do abrigo. Se isso não for possível em razão da vulnerabilidade dos flancos, é preciso buscar sempre uma distância mínima razoável da “parede”, pois poderá haver a possibilidade de atirar pelos dois lados doabrigo,lateral esquerda (alto e baixo) e lateral direita (alto e baixo) e, ainda, poderá surgir uma ameaça invadindo o abrigo de qualquer um dos lados. Ocupação do abrigo antes da “parede” (limite do abrigo) ARMAMENTO I - CEFS 20 Tiro abrigado alto pela lateral Tiro abrigado baixo joelho TROCA DE TÁTICA DE CARREGADORES O carregador das pistolas deve estar sempreem condições de ser usada no combate. Usualmente, ao se portar uma arma com o carregador sobres salente, este deverá ficar em local de fácil acesso (porta-carregadores ou bolsos adaptados) para não se tornar mais um problema para a troca rápida, mas sim uma solução que possa propiciar um maior poder de fogo. Também é de bom senso que, ao se portar carregadores sobres salentes,estes também estejam plenos ou próximos disso. As trocas de carregadores ocorrerão sempre de acordo com a necessidade tática do policial militar que avaliará o momento exato de executá-la, ou por situação estratégica ou pela necessidade de reabastecimento da arma em situação de emergência, portérmino da munição. PROGRESSÃO E MOBILIDADE DO TIRO Em situações de risco em ocorrências urbanas, tudo poderá ocorrer muito rápido, combastante barulho e ainda com ameaças (alvos) em movimento. Assim,torna-se necessário que o policial militar compreenda e se adapte a situação e caso necessário realize as técnicas de tiro em movimento, podendo ele próprio estar em movimento, o(s)oponente(s), ou até mesmo ambos realizando deslocamentos. ARMAMENTO I - CEFS 21 DIREITOS HUMANOS, USO DA FORÇA E O TIRO TÁTICO. CONCEITO E ASPECTOS Você já deve saber que os Direitos Humanos são os direitos básicos de todos os seres humanos, não é? Logo, Direitos Humanos são direitos civis e políticos (exemplos: direitos à vida, à propriedade, liberdades de pensamento, de expressão, de crença, igualdade formal, ou seja, de todos perante a lei, direitos à nacionalidade, de participar do governo do seu Estado, podendo votar e ser votado, entre outros, fundamentados no valor liberdade, direitos econômicos, sociais e culturais (exemplos: direitos ao trabalho, à educação, à saúde, à previdência social,à moradia,à distribuição de renda, entre outros, fundamentados no valor igualdade de oportunidades); direitos difusos e coletivos (exemplos: direito à paz, direito ao progresso, auto determinação dos povos, direito ambiental, direitos do consumidor, inclusão digital, entre outros,fundamentados no valor fraternidade). A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas afirma que: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e emdireitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros emespíritode fraternidade.”— Artigo1º, Declaração Universal dos Direitos do Homem. DIREITOS HUMANOS E O TIRO TÁTICO A polícia, como instituição de serviço à cidadania em uma de suas demandas maisbásicas — Segurança Pública — tem tudo para ser altamente respeitada e valorizada. Paratanto, precisa resgatar a consciência da importância de seu papel social e, por conseguinte, a auto estima. Dessa forma, o velho paradigma antagonista da Segurança Pública e dos Direitos Humanos precisa ser substituído por um novo, que exige desacomodação de ambos oscampos: “Segurança Pública com Direitos Humanos”. O policial, pela natural autoridade moral que porta, tem o potencial de ser o mais marcante promotor dos DireitosHumanos, revertendo oquadro de descrédito social e qualificando- se como um personagem central da democracia. As organizações não governamentais que ainda não descobriram a força e a importância do policial como agente de transformação, devem abrir -se, urgentemente a isso e se desapegarem a velhos paradígmas desse ator social. Atualmente, o policial tornou-se protagonista, educador em Direitos Humanos e, principalmente, um promotor da cidadania no Brasil. Dele, em primeira instância, dependerá a solução pacífica de conflito, preservando vidas e mitigando a violência urbana. O tiro tático policial militar tem em sua essência a preservação da vida, seja do agente público, do cidadão e até mesmo de transgressor da lei, trazendo novos meios e recursos proporcionais necessários a cessar uma injusta agressão contra o agente ou a terceiros, sempre agindo pautado no respeito aos direitos humanos e a correção de atitudes.” ARMAMENTO I - CEFS 22 DEFINIÇÃO DE FORÇA NA ATIVIDADE POLICIAL Toda intervenção compulsória sobre o indivíduo ou grupo de indivíduos, reduzindo ou eliminando sua capacidade de auto decisão, tendo como função central a finalidade de preservação da ordem pública. MODELO DE USO DA FORÇA ADOTADO PELA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO O Modelo Fletc, foi adotado pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, em 1994, através de publicação da Nota de Instrução 007/94, de 27 de setembro de 1994. Modelo este oriundo da Polícia Federal de Glynco, na Geórgia, Estados Unidos, que adotou o modelo gráfico em degraus com cinco camadas e três painéis. Em um dos painéis está a percepção do agente de segurança pública em relação à atitude do suspeito. Em outro painel, a percepção do risco para o Agente, simbolizado por número sem algarismos romanos e cores, que também correspondem à camadas. No terceiro painel encontramos as respostas (reações) à atitude do suspeito e a percepção do risco. As setas duplas descrevem que os níveis de força podem variar tanto para cima, como para baixo. Com isso conforme a atitude do suspeito e a percepção do risco, haverá uma reação correspondente por parte do agente de segurança pública,de acordo com a camada. Os níveis são crescentes de baixo para cima, assim definido na figura abaixo. FONTE: GOOGLE IMAGENS NÍVEIS DE FORÇA NÍVEL I: Procedimentos básicos que servem para apoiar o início e a continuação da ARMAMENTO I - CEFS 23 submissão e da cooperação; NÍVEL II: Opções centradas em torno do ganho de controle,preferencialmente através de técnicas de persuasão e manipulação psicológica, evitando-se as técnicas de contato físico. NÍVEL III: Devido a introdução de um componente físico na insubmissãodo indivíduo, o policial deve valer-se das técnicas de imobilização e neutralização, com ênfase às técnicas nãoletais NÍVEL IV: Neste nível a atitude agressiva do indivíduo leva o policial aaplicar técnicas centradas em contra-ataques ativos e com ÊNFASE NA FORÇA, da mesma forma preconizando inicialmente o uso de técnicas não letais. NÍVEL V: Neste nível as opções táticas dirigem-se para sobrevivência e a auto preservação do policial, sendo necessário, muitas vezes, que ele se defenda com força letal. O USO LEGAL DA FORÇA DEVERÁ SEGUIR OS SEGUINTES PRINCÍPIOS LEGALIDADE: O profissional encarregado de fazer cumprir a lei deverá/poderá usar a força quando houver resistência à prisão (própria ou de terceiros), tentativa de fuga do preso ou em legítima defesa (própria ou de terceiros). OPORTUNIDADE: Nos casos em que é necessário utilizar a força convém esperar o melhor momento, tendo em mente que, na maioria das ocorrências,assim que há um conflito de interesses, a emoção estará em alta, e o raciocínio, embaixa, de forma que é melhor esperar a emoção diminuir e o raciocínio das partes aumentar. Dessa forma os resultados tendem a ser mais positivos. NECESSIDADE: Devemos sempre avaliarcom frieza seé realmente necessário usar a força, pesando sempre os prós e contrasdessaatitude. PROPORCIONALIDADE: É um dos princípios mais importantes, e muitas vezes, será o diferencial entre o profissional ser considerado“herói”ou um“vilão”,tendo em vista que a força empregada deve ser proporcional à resistência encontrada. Para seguiresse princípio o profissional deve observar os seguintes itens antes de agir: intenção, comportamento, número e distância dos perpetradores, além do tipo de ameaça (mãos nuas, faca, arma de fogo). Havendo excesso, o profissional estará sujeito a responder por ele. ÉTICA: O princípio da ética é essencialmente abstrato, porém sua importância é concreta. A ética, por definição é o conjunto de princípios morais que devem ser respeitados em uma profissão,para nós deve ser entendida como conjunto de regras de conduta tiradas da disciplina interna, de formaque por este USO PROGRESSIVO DA FORÇA: “Dentro do que é preconizado nos diversos modelos de uso progressivo da força no mundo, todos preve em soluções voltadas ao uso de não letais, graduando- se a força apartir de alguns elementos: a presença policial, controle verbal, o controle por contato,o controle físico, o controle por equipamentos nãoletais e em caso extremo o uso da força letal”. Pág 48 Campos, Alexandre Flecha. ARMAMENTO I - CEFS 24 princípio o profissional encarregado de fazer cumprir a lei deverá agir, quando da aplicação da força. TIRO TÁTICO O Tiro Tático é um método de treinamento de autodefesa para o policial militar, visando o uso de novas táticas e procedimentos com arma de fogo, baseados no uso diferenciado da força, respeito aos direitos humanos e ações legais. FINALIDADE E OBJETIVO DO TIRO DE DEFESA A Atividade Policial exige um acervode conhecimentos relacionados ao Uso da Força que, invariavelmente, podem fazera diferença entre a vidae a liberdade do Policial, bem como a segurança e integridade de terceiros. O Tiro de Defesa foi desenvolvido como método de treinamento de Policiais para ações seguras, tomadas a partir de procedimentos técnicos e táticos, orientados para a preservação da vida, para o Uso Diferenciado da Força, a obediência às Leis e Tratados Internacionais de Direitos Humanos e a qualidade de vida dos Policiais Militares no atendimento a ocorrências que podem levar à ruína a imagem da Corporação e a segurança da sociedade. Os princípios do Tiro de Defesa foram desenvolvidos no Centro de Instrução Especializada em Armamento e Tiro da PMERJ para atender as demandas operacionais e administrativas da Polícia Militar em oferecer ações formativas ao seu efetivo que viabilizem conhecimentos, habilidades e atitudes a serem empregadas pelo Policial Militar. LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 PORTARIAS Nº9.845, 9.846, 9.847, 9.848 ADI – 10.826, 10.827, 10.828 Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas–Sinarm, define crimes e dá outras providências. Crimes e Penas (Lei10826/03) Posse irregular de arma de fogo de uso permitido Art.12:Pena–detenção de um a três anos e multa Omissão de cautela Art.13:Pena–detenção de um a dois anos e multa Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art.14:Pena–reclusão de dois a quatro anos e multa Disparo de arma de fogo Art.15:Pena–reclusão de dois a quatro anos e multa Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art.16:Pena–reclusão de três a seis anos e multa Comércio ilegal de arma de fogo Art.17:Pena–reclusão de quatro a oito anos e multa Tráfico internacional de arma de fogo Art.18: Pena – reclusão de quatro a oito anos e multa Art. 19. Nos crimes previstos nos arts. 17 e 18, a pena é aumentada da metade se a arma de fogo, ARMAMENTO I - CEFS 25 acessório ou munição for de uso proibido ou restrito. Art. 20. Nos crimes previstos nos arts. 14, 15, 16, 17 e 18, a pena é aumentada da metade se for em pratica dos por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts.6o, 7o e 8o desta Lei. Art. 21. Os crimes previstos nos arts.16,17 e 18 são insuscetíveis de liberdade provisória. LEI Nº 13.060, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2014. Disciplina ou so dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelos agentes de segurança pública, em todo o território nacional. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Esta Lei disciplina o uso dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelos agentes de segurança pública em todo o território nacional. Art. 2º Os órgãos de segurança pública deverão priorizar a utilização dos instrumentos de menor potencial ofensivo, desde que o seu uso não coloque em risco a integridade física ou psíquica dos policiais, e deverão obedecer aos seguintes princípios: I - legalidade; II - necessidade; III – razoabilidade e proporcionalidade. Parágrafo único. Não é legítimo o uso de arma de fogo: I - contra pessoa em fuga que esteja desarmada ou que não represente risco imediato de morte ou de lesão aos agentes de segurança pública ou a terceiros; e II - contra veículo que desrespeite bloqueio policial em via pública, exceto quando o ato represente risco de morte ou lesão aos agentes de segurança pública ou aterceiros. Art. 3º Os cursos de formação e capacitação dos agentes de segurança pública deverão incluir conteúdo programático que os habilite ao uso dos instrumentos não letais. Art. 4º Para os efeitos desta Lei, consideram-se instrumentos de menor potencial ofensivo aqueles projetados especificamente para, com baixa probabilidade De causar morte sou lesões permanentes, conter, debilitar ou incapacitar temporariamente pessoas. Art. 5º O poder público tem o dever de fornecer a todo agente de segurança pública instrumentos de menor potencial ofensivo para o uso racional da força. Art. 6º Sempre que do uso da força praticada pelos agentes de segurança pública decorrer em ferimentos em pessoas, deverá ser assegurada a imediata prestação de assistência e socorro médico aos feridos, bem como a comunicação do ocorrido à família ou à pessoa por eles indicada. Art. 7º O Poder Executivo editará regulamento classificando e disciplinando a utilização dos instrumentos nãoletais. Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 22 de dezembro de 2014; 1930 da Independência e 1260 da República. ARMAMENTO I - CEFS 26 MANUTENÇÃO DO ARMAMENTO Caro Policial, você já sabe que a manutenção do armamento é fundamental para que este funcione corretamente, não é? Vamos aproveitar para reforçar esse assunto, bem como destacar os materiais usados. CONCEITO DE MANUTENÇÃO Manutenção: é o conjunto de operações destinadas à conservação, reparação e recuperação do material. Conceito de Conservação Conservação: Compreende a limpeza, lubrificação e outros trabalhos visando manter o material em condições de uso e impedir que o mesmo se deprecie prematuramente. Conceito de Reparação Reparação: é o ato de retornar o material ao estado de disponibilidade pela substituição de peças. Conceito de Recuperação Recuperação: é o ato de retornar o material ao estado de novo, pela desmontagem do todo para determinar o estado de cada peça componente e a montagem posterior, utilizando peças, subconjuntos ou conjuntos novos, recuperados ou em bom estado. Conceito de manutenção Orgânica Manutenção Orgânica: é oconjunto de operações realizadas no trato diário do material, através de cuidados no manuseio correto, nas verificações, na limpeza e lubrificação,compreendendo os 1º e 2º escalões de manutenção. Conceito de Manutenção dos Serviços Manutenção de Serviços: é o conjunto de operações realizadas por Unidades de manutenção, onde são feitos ajustes, regulagens, reparos e recuperação, e que compreende os 3ºe 4º escalões de manutenção. ESCALÕES DE MANUTENÇÃO Escalão de manutenção é o grau ou amplitude de trabalho compreendido numa faixa determinada de complexidade, ou responsabilidade, levando em conta as exigências de pessoal e material, em que se grupam operações necessárias à manutenção de determinado material ou equipamento; São quatro os escalões de manutenção: Manutenção de 1º Escalão. Aquela de natureza preventiva, executada pelo próprio usuário do material que consiste principalmente, na desmontagem sem uso de ferramentas, de inspeção visual,de limpeza e lubrificação do material ou equipamento. Manutenção de 2ºEscalão Aquela de natureza preventiva, executada por pessoal especializado, orgânico da OPM ARMAMENTO I - CEFS 27 ou CMM (Centro de Manutenção de Material) e consiste de pequenas ajustagens, regulagens, substituições e reparos. Manutenção de 3º Escalão Aquela de natureza corretiva, executada na OPMou CMM, que consiste na substituição de reparos de peças ou subconjuntos, compatíveis com o pessoal, ferramentas e equipamentos de oficina de testes disponíveis. Manutençãode4ºEscalão É aquela de natureza corretiva, que requer alto grau de especialização, além da capacidade da OPM ou CMM, normalmente executadas por firmas especializadas. ORIENTAÇÕES PARA A MANUTENÇÃO DO ARMAMENTO a) Em condições especiais, como para reparos, quando for necessária uma desmontagem, é aconselhável que a arma seja enviada a fábrica de origem, ou então entregue as mãos de um competente armeiro; b) Para que se mantenh a uma arma em perfeitas condições de uso é necessário que a mesmas e conserve limpa e coberta com pequeno filme de óleo inibidor de corrosão de boa procedência, isso se faz especialmente necessário em climas tropicais, quando manuseada por terceiros ou no caso de contato com as mãos suadas; c) Para limpeza normal da arma não atirada ou guardada a algum tempo,é necessário esfregá-la com um pano ligeiramente embebido em óleo, da mesma forma se deve proceder com o furo do cano. O excesso de óleo deve ser removido, porém deve permanecer um fino filme protetor, também se deve retirar o pó de todas as fendas comum a escova pequena e limpa; d) Para limpeza a pós o tiro é particularmente importante que ser e mova,com uma escova e um solvente apropriado, todos os vestígios de pólvora do cano edemais áreas adjacentes, que estejam sujeitas aquele resíduo. Caso observe partículas de chumbo no cano é necessário que se escove o mesmo com uma escova de latão envolvida em solvente, uma vez limpa com solvente, deve-se proceder a lubrificação, conforme referido anteriormente; e) O especificado acima se aplica ao uso de munições com pólvoras em fumaça e espoletas não corrosivas, caso isso não ocorra, métodos especiais de limpeza devem ser utilizados; f) Não guarde a arma com materiais que atraiam umidade ou que possuam um certograu de acidez ou ainda em ambiente com variação de temperatura ou umidade. Evite o uso de coldre de flanela ou qualquer outro material que não seja couro natural tratado apropriadamente; g) Na guarda da arma por longos períodos, um extremo cuidado deve ser tomado com as superfícies metálicas de modo a protegê-las contra a corrosão. Da mesma forma os cabos de madeira devem ser examinados. ARMAMENTO I - CEFS 28 MATERIAIS USADOS NA MANUTENÇÃO ONLA (ÓLEO NEUTRO PARA LIMEZA DE ARMAMENTO) ✓ Empregado na lubrificação e conservação: Substitui o querosene na limpezado armamento; ✓ Encontrado no comércio como óleo PA-15 da Petrobrás; Possui aditivos: anticorrosivo, antidesgastante, etc. ✓ Não reage com plásticos e borracha; ✓ Reage com a pólvora diminuindo sua ação ácida; QUEROSENE ✓ Não é utilizada nas manutenções de 1º e 2º escalões; Para o uso deve ser desidratado em banho maria; LÍQUIDO DE CORREAME (ÓLEO DE PEIXE) ✓ Para uso em partes de couro; VASELINA NEUTRA ✓ Para proteção de superfícies de aço polido; ÓLEO DE LINHA CRU ✓ Para partes de madeira; TALCO COMERCIAL E GLICERINA ✓ Para proteção das partes de borracha; GRAXA GRAFITADA ✓ Para o mecanismo da culatra; GRAXA ANTIÓXIDO ✓ Para conservação de superfícies ferrosas do armamento. Deve ser aplicada por imersão. Não deve ter contato com plásticos e borracha. Manutenção de 1ºEscalão (limpeza e lubrificação) O usuário deverá abrir a arma e, com esta devidamente vazia, deverá utilizar uma mistura de duas partes de querosene para uma parte de óleo (óleo comum, novo, utilizado na lubrificação de motores) fazendo a limpeza na parte externa e, com o auxílio de uma escova de nylon,esfregar o mesmo produto nas câmeras. ARMAMENTO I - CEFS 29 Isto feito, o usuário deverá usar um pano, remover todo óleo esujeira existentes nas partes em que atuou. Deverá repetir os procedimentos Quantas vezes forem necessárias até que estejam limpas, para, posteriormente, passar uma fina camada d eóleo nas mesmas, devendo todo o excesso ser retirado com um panolimpo. Para a limpeza internado cano o usuário deverá, como auxílio de uma escova delatão embebida com a mistura acima citada, esfregar o interior do mesmoaté quetodoresíduo tenha sido retirado e, posteriormente passar um pano limpo por dentro dele paracompletara limpeza. Isto feito, com o auxílio da escova de nylon, deverá passar uma fina camada de óleo no interior do cano retirando-a quase que por completo com o auxílio de um pano limpo. Incidentes de tiro e suas soluções Para compreendermos incidentes de tiro e suas soluções é necessário conhecer a diferença existente entre acidente detiro e Incidente de tiro: • Acidente de tiro: é quando há uma ocorrência, alheia a vontade do atirador, tendo como consequência dano material e/ou pessoal. INCIDENTE CAUSA CORREÇÃO Nega Cartucho defeituoso Esperar 30 segundo esubstituirocartucho Não hápercussão Percutor defeituoso Mola real desregulada Substituir o percutor Regular a mola real Projétil alojado no cano Cartucho defeituoso Abrir a arma e, com auxílio de uma vareta de metal,retirar o projétil alojado • Incidente de tiro: é quando há uma ocorrência, alheia a vontade do atirador, sem que haja dano material e/ou pessoal. MANUTENÇÃO DE 1º ESCALÃO: É de responsabilidade do Policial Militar quando da assunção de serviço verificar se a manutenção de 1º escalão da arma foi feita afim de garantir seu bom funcionamento. ARMAMENTO I - CEFS 30 REGRAS DE SEGURANÇA, FUNDAMENTOS DO DISPARO E TIRO DE TÁTICO. Agora, caro Policial Militar, vamos estudar sobre a importância da Instrução Preparatória para o Tiro, conhecer as diferentes posições para o disparo, identificar os fundamentos do Tiro de Defesa e Reforçar o mecanismo de funcionamento Revólver Taurus cal. 38. Preparado? REGRAS DE SEGURANÇA E CONDUTA NO ESTANDE DE TIRO Bol da PM n.º 078-06 Maio 14 - PÁG 106 A 108. DIRETRIZ PARA O USO DOS ESTANDES DE TIRO DA CORPORAÇÃO – NORMATIZAÇÃO– PUBLICAÇÃO 1. OBJETIVO Regular os procedimentos a serem adotados pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro durante as práticas de tiro, possibilitando que sejam observadas as regras de segurança necessárias para o exercício de tais atividades. 2. FINALIDADE Padronizar o uso do estande de tiro na PMERJ. 3. NORMAS DE SEGURANÇA NO ESTANDE DE TIRO Para e feito desta Diretriz, consideram-se práticas de Tiro todas e quais quer instruções de Tiro Policial e testes realizados em: Armamentos; Projéteis; Coletes Balísticos; e qualquer outro material de proteção contra disparos, além de instrumentos ou equipamentos que possam configurar elemento para realização de disparos noambiente de um estande de tiro. A segurança é imprescindível e todas as normas devem ser cumpridas, por mais simples que pareça, devido ao potencial risco envolvido. Usuários a. Todo armamento deverá se rmanuseado como se estivesse carregado; b. Todos que adentrarema estandes de tiro deverão se dirigirà caixa de areia ou local adequado previamente determinado pelo instrutor para o manuseio do armamento, a fim de descarregar as armas e mantê-las devidamente abertas e/ou sem carregador; c. O armamento que não estiver sendo manuseado deverá permanecer aberto e acondicionado em compartimento próprio; d. É obrigatório a todos os usuários o uso de equipamento de proteção individual, conforme preconizado no Boletim da PMERJ n.º 111 de 18 de junho1999(protetor auricular e óculos de proteção); e. O instruendo deverá sempre manter o dedo indicador usado para o acionamento ARMAMENTO I - CEFS 31 da tecla do gatilho afastado da mesma e fora do guarda-mato, podendo pressionar o gatilho e efetuar o disparo somente após ordem do instrutor; f. Quando a arma utilizada nas instruções estiver empunhada, deverá sempre estar apontada na direção do para- balas; g. O acionamento da tecla do gatilho com a arma descarregada (“tiro em seco”) deverá ser feita observando às mesmas medidas de segurança adotadas na prática do tiro real; h. Nas instruções de tiro policial, todos os instruendos deverão permanecer alinhados, não sendo permitido que um atirador fique a retaguarda do outro;e i. É vedado aos instruendos o manejo de armamento e munição sem autorização, fora da linha de tiro e /ou do campo visual do instrutor. Empunhadura: CERTO ERRADO ARMAMENTO I - CEFS 32 Encaixe corretono“V” da mão Visada: Linha imaginária que sai do olho do atirador, passa pelo aparelho de pontaria composto por alça de mira e massa de mira e que vai até o alvo. ARMAMENTO I - CEFS 33 FOTOGRAFIA DO APARELHO DE PONTARIA DA PISTOLA FOTOGRAFIA DO APARELHO DE PONTARIA DO M16 ARMAMENTO I - CEFS 34 COMO DEVEMOS ESTAR ENXERGANDO NO MOMENTO DA VISADA Aparelho depontaria da arma NÍTIDO e alvo ao fundo EMBAÇADO. Puxada de Gatilho: Consiste em movimento contínuo e gradativo de força, até o momento do disparo.Avelocidade no disparo é conquistada com treinamento contínuo. A posição correta do dedo no gatilho no momento da puxada é de fundamental importância, evitando desta forma a torção da arma no momento do disparo e consequente “gatilhada”. Respiração: A respiração deverá ser interrompida (apneia), durante o acionamento do gatilho e a realização da visada, pois esta atitude fará com que o aparelho de pontaria pare de oscilar, facilitando determinantemente a pontaria. Obs: Devido à falta de treinamento e de técnica o movimento de puxada do gatilho ARMAMENTO I - CEFS 35 (emtreinamentos) poderá ser exageradamente demorada, o que tornaria a (apneia),um problema ao atirado, com isto este deverá encher novamenteos pulmões de armantendo a puxada do gatilho. OBJETIVOS DO TIRO DE DEFESA USO DIFERENCIADO DA FORÇA • Seleção adequada e proporcional de Força empregada a cada tipo de ocorrência policial PRESERVAÇÃO DAVIDA DO: • Policial Militar; • Da vítima; • De terceiros; • Do infrator da lei; PRESERVAÇÃO DA LIBERDADE DO POLICIAL: • Para evitar que ele responda por: Abuso de autoridade; Excesso; Imperícia e imprudência; Procedimentos Apuratórios da PMERJ; Entre outros tipos penais; FUNDAMENTOS DO TIRO DE DEFESA Os Fundamentos do Tiro de defesa para o disparo são: 1º Necessidade de Sacar a Arma; ARMAMENTO I - CEFS 36 2º Saque Rápido; 3º Controle e cano; 4º Contato Visual; 5º Controle das mãos; 6º Disparos. CONDICIONANTES LEGAIS PARA O DISPARO São procedimentos que visam darao policial maior capacidade decisória e de reação no momento em que se é necessário a utilização do último nível da força, que é o emprego de armamento letal. O Policial deve ter em mente que o uso da arma de fogo somente será justificável quando atender os seguintes requisitos: LEGALIDADE É o disparo realizado levando-se em consideração todas as legislações pertinentes ao uso da arma e excludentes de ilicitude. OPORTUNIDADE É baseada no juízo de valores no qual o policial deverá fazer no momento pode até ser legal, mas circunstâncias. Como por do disparo, pois em alguns casos o disparo com certeza não seria oportuno dado asexemplo,em uma ocorrência no interior de uma escola, posto médico ou rua extremamente movimentada onde o disparo de uma arma de fogo seria extremamente inadequado e de alto risco para vida todos ali presentes. ADESTRAMENTO É o sentimento de auto confiança que o policial deve possuir no momento do disparo, ou seja estar seguro de sua capacidade de realização de um disparo assertivo, que não exponha a sua vida enema de terceiros; CONDUTAS DO TIRO DE DEFESA I– Pense inicialmente na possibilidade de abrigar-se ou diminuir a silhueta. Pois somente estando protegido o policial terá condições de: Raciocinar mais claramente para tomar a decisão mais acertada; Selecionar melhor o salvos; Proteger a sua própria vida e a de pessoas inocentes. I – Caso não exista tempo paraa brigar-se: 1. Cesse a injusta agressão utilizando o MEIO PROPORCIONAL (LOAELOMPE); 2. Caso a agressão esteja em seu ÚLTIMO NÍVEL (disparo de arma de fogo), tente cessá-la com o menor número de disparos possíveis em seguida reduza a silhueta e/ou busque um abrigo; 3. Lembre-se mantenha sempre seu agressor, mesmo que caído ao solo, enganjado, realize o escaneamento de área pois marginais dificilmente agem sozinhos; 4. Solicite apoio; NÍVEL DO USO DA FORÇA: É entendido desde a simples presença policial em uma intervenção até autilização da arma de fogo,em seu uso extremo(uso das forças letal). (2015, p. 86 Campos,AlexandreFlecha) ARMAMENTO I - CEFS 37 ASPECTOS DO TIRO DE DEFESA 1. Controle de mãos ( ponto de foco ) O policial durante abordagem deverá estar todo tempo com foco nas mãos dos abordados, uma vez que caso esse resolva reagir se valerá das mãos para sacar qualquer tipo de arma. 2. Busque abrigo ou reduza a silhueta Abrigo é barreira física capaz de proteger o policial de disparos efetuados pelo infrator; 3. Avalie a Situação (LOAeLONPE) Avalie a LEGALIDADE, OPORTUNIDADE, NECESSIDADE, PROPORCIONALIDADE, ÉTICA E ADESTRAMENTO. ARMAMENTO I - CEFS 38 4. Visada de Massa Levando-se em consideração que a maioria dos eventos que envolvem troca de tiro por policiais e infratores da lei, ocorrem normalmente com distâncias reduzidas no máximo 15 metros e que neste confronto armado,em tese, vence aqueleque realizar o primeiro disparo de forma certeira, entendemos que no Tiro de Defesa com a finalidade de se ganhar tempo neste momento crucial do disparo a visada deve serfeita APENAS colocando a massa de mira no centro do alvo, pois em curtas distâncias,esta visada será suficiente para acertar o alvo desejado, bem como na realização do segundo disparo consigo recuperar o centro do alvo com maior velocidade. 5. Disparo (TEORIA DA INCAPACITAÇÃO FISIOLÓGICA) • Teoria da Incapacitação: Para a paralisação e incapacitação do alvo humano importa as dimensões e alocalização do ferimento, e não apenas o calibre e o tipo de munição empregada. Uma grande variedadede efeitos físicos, fisiológicos e psicológicos afeta a probabilidade de incapacitação. Considere-se que a hemorragia leva à incapacitação,mas não de modo imediato (Andrade,2008). • Tipos de Incapacitação: • Incapacitação psicológica; • Destruição Sistema Nervoso Central comum disparo no cérebro (lesão do tronco encefálico); “T da morte” • Choque hipovolêmico: acertar vasos calibrosos e órgãos com muito sangue (coração, baço, fígado e pulmões). Lembre-se: a incapacitação depende totalmente do estado físico e /ou psicológico do indivíduo, incluindo o efeito ou nãode narcóticos, álcool ou adrenalina. ARMAMENTO I - CEFS 39 • Por que escolher a Teoria da Incapacitação?: o foco na teoria da incapacitação não está no tipo demunição utilizada, mas sim no oponente (questões psicológicas e físicas) e na capacidade do operador em efetuar disparos precisos e rápidos. Logo, devemos optar pelo ato contínuo do treinamento, afim de manter as respostas necessárias a cessar uma agressão injusta eiminente. • 6. Cheque da Arma após o Disparo Após o disparo o armamento pode apresentar algum tipo de problema de extração, ejeção e apresentação entre outros tipos de pane ou ainda a munição ter acabado sem que o policial no estresse do confronto perceba, para evitar este tipo de surpresa,várias policias do Brasil e do mundo adotar amo cheque de arma logo após a realização do double tap, o qual consiste em verificar se a câmara da arma encontra-se fecha da e em condições de realizar novos disparos. Vantagem desta verificação consiste em que o policial não seja pego desurpresa nomomentoqueo cartucho. Não há percussão Percussor defeituoso Substituir o percussor. Não há extração Extrator danificado; Estojo com culote danificado; Sujeira na câmara. Substituir o extrator; Retirar o estojo ou cartucho; Retirar o estojo ou cartucho e efetuar a limpeza. Projétil alojado no cano Cartucho defeituoso Abrir a arma e, com auxílio de uma vara de latão, retirar o projétil. Não há ejeção Ejetor danificado Substituir o ejetor. Não há apresentação de uma munição Carregador danificado Substituir o carregador ou, se for o caso, substituir amolado carregador. ARMAMENTO I - CEFS 52 PISTOLA BERETTA APX DADOS TÉCNICOS LADO ESQUERDO ARMAMENTO I - CEFS 53 LADO DIREITO BACKSTRAPS • A Beretta APX possui o Sistema de Acionamento denominado STRIKERFIRED, o sistema trabalha com percussor lançado, pré-engatilhado ou semi tensionado. • Apistola APX é aquipada com um sistema de segurança composto por travas e indicadores. ARMAMENTO I - CEFS 54 INDICADORES DE SEGURANÇA INDICAÇÃO DE BLOQUEIO DO PERCUSSOR; INDICAÇÃO DE CARTUCHO NA CÂMARA; INDICAÇÃO DE BLOQUEIO DO PERCUSSOR A INDICAÇÃO DE BLOQUEIO DO PERCUSSOR permite a visualização do bloqueio do percussor através do topo do ferrolho. INDICAÇÃO DE CARTUCHO NA CÂMARA A INDICAÇÃO DE CARTUCHO NA CÂMARA permite visualização pelo atirador da existência ou não de cartucho na câmara da arma. BOTÃO DE DESATIVAÇÃO DO SISTEMA DE ACIONAMENTO ARMAMENTO I - CEFS 55 O BOTÃO DE DESATIVAÇÃO DO SISTEMA DE ACIONAMENTO permite a desmontagem segura do armamento, sem a necessidade de acionamento de gatilho. DESMONTAGEM-1ºESCALÃO A – Acionar o ferrolho até o final de seu curso, inspecionando a câmara (visual e tato); ARMAMENTO I - CEFS 56 B– Como ferrolho fechado, REALIZAR UM DISPARO EM SECO COM CANO APONTADO PARA LOCAL SEGURO,pressionar o botão liberador da alavanca de desmontagem ( lado direito da armação) e gire no sentido horário a alavanca de desmontagem (lado esquerdo da armação); C– Deslizar o conjunto ferrolho, cano para frente, até liberá-lo da armação; ARMAMENTO I - CEFS 57 D– Comprimir a guia da mola recuperadora, levando-a com sua Haste retirando o ferrolho; ARMAMENTO I - CEFS 58 E– Retirar o cano deslocando-o para cima e retaguarda. NUMERAÇÕES DA APX CONJUNTO DO GATILHO FERROLHO CANO ARMAMENTO I - CEFS 59 TRAVAS DE SEGURANÇA TRAVA DO GATILHO A TRAVA DO GATILHO esta integrada no próprio gatilho,com a finalidade de impedir o acionamento do mesmo por inércia ou pressão lateral. TRAVA DO PERCURSOR ARMAMENTO I - CEFS 60 TRAVA DE QUEDA LIMPEZA E CONSERVAÇÃO Antes de qualquer operação de manutenção e limpeza da arma, certifique de que a pistola esteja desmuniciada e descarregada; Limpeza para retirada de resíduo de pólvora das partesdesmontadas; Aplicaçãode óleo de baixa viscosidade em partes específicas: Externo do cano (jamais na parte interna); Na canaleta do trilho do ferrolho; OBS1: não se aplica óleo no carregador, na trava do percussor e no alojamentodo percussor; OBS2: A pistola Beretta APX trabalha como mínimo possível de lubrificação. ARMAMENTO I - CEFS 61 CHECAGEM DE SEGURANÇA E FUNCIONAMENTO PERCUSSOR TRAVA DO PERCUSSOR ARMAMENTO I - CEFS 62 EXTRATOR EJETOR ARMAMENTO I - CEFS 63 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUIAR, Christiano Ferreira. Manual de Atendimento a Ocorrências–Rio de Janeiro: Rio segurança, 2008. (Coleção Instituto de Segurança Pública). BALESTRERI Ricardo Brisola. Direitos Humanos: Coisa de Polícia – Passo fundo-RS, CAPEC, Paster Editora, 1998. BARBOSA, Sérgio Antunes; ANGELO, Ubiratan de Oliveira. Distúrbios Civis: controle e uso da força pela polícia. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2001. BRASIL. Lei Federal Nº 13.060, de 22 de dezembro de 2014. Lei disciplina o uso dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelos agentes de segurança pública em todo o território nacional. BRASIL. Lei Federal Nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003. Dispõe sobre registro,posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional deArmas– Sinarm,define crimes e dá outras providências. 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