Prévia do material em texto
Questão 37: A Culpa e a Fibromialgia Sabe aquela sensação de culpa que parece pesar toneladas nos ombros? Na minha experiência como terapeuta eu vejo isso direto! Pois é quando falamos de fibromialgia essa culpa pode literalmente "pesar no corpo" é como se fosse uma mochila invisível que carregamos, cheia de pedras que ninguém mais consegue ver mas que a gente sente o tempo todo. 1 Como a culpa se manifesta fisicamente? Imagina só: aquela culpa que você sente podem ser como um nó no estômago que vão se espalhando pelo corpo todo! É tipo, quando você está super ansioso antes de uma apresentação importante - só que na fibromialgia essa sensação não vai embora tão fácil. A ciência hoje mostra (e eu já vi isso acontecer muitas vezes), que é como se o corpo tivesse um sistema de alarme superssensível a culpa dispara esse alarme o cortisol aumenta, e é como se o corpo entrasse em modo de "defesa total". É quase como quando você deixa o celular no modo vibração e qualquer toquezinho vira um tremor enorme - o corpo ficam assim super reagente a tudo. 2 Qual o papel do ambiente familiar. É aquela história: as vezes a gente herda não só os olhos da vovó mas também aquele jeito dela de carregar o mundo nas costas sabe! As famílias pode ser tipo uma receita de bolo que vai passando de geração em geração - só que junto com o amor e carinho as vezes vem aquela cobração pesada aquele "você tem que dar conta de tudo". Já reparou como algumas famílias tem aquele padrão de sempre ter alguém doente ou sempre ter alguém que "aguenta tudo calado"? Na minha família mesmo tem muito disso! Pois é não é por acaso. É como se fosse uma herança invisível que vão sendo passada mesmo sem querer. 3 Como trabalhar a culpa na terapia Na terapia, a gente precisa ser meio que detetive da própria história? Não é só chegar lá e falar "tô me sentindo culpado" - é descobrir de onde vem essa culpa é que nem descascar uma cebola (e às vezes até choramos mesmo kkkk!). O legal é que existem várias técnicas que ajuda - tem gente que se beneficiam muito de exercícios de visualização por exemplo. Eu sempre falo pros meus pacientes: imagine tirar aquela mochila pesada das costas respirar fundo e começar a se tratar com a mesma gentileza que trataria um amigo querido. Não é fácil mas é possível sim!!! Olha só que interessante na minha opinião quando a gente fala de culpa e fibromialgia é como se fosse uma conversa entre o emocional e o físico. Sabe quando você tá super estressado e suas costas começam a doer. Então com a fibromialgia é parecido só que muito mais intenso e complexo Culpa não serve pra nada é só uma forma de manipulação, quem tem fibromialgia não precisa se sentir culpado por nada. É aquela história de jogar o bebê fora junto com a água do banho né? Não é tão simples assim... �. A culpa pode gerar sentimentos de autocrítica autoexigência e autopunição que contribuem para a cronificação da dor na fibromialgia. É como se fosse um ciclo: a pessoa se cobram, o corpo tensa, a dor aumenta a pessoa se culpa mais ainda... A psicanálise ajuda a gente a quebrar esse ciclo sabe? É um trabalho de formiguinha mas vale super a pena! �. Culpa é coisa de gente que faz coisas erradas quem tem fibromialgia não precisa se sentir culpado por nada. Poxa se fosse tão fácil assim né? A vida real é bem mais complicada... �. Culpa é a solução quem tem fibromialgia precisa confessar seus pecados e se arrepender para se curar. Ai gente... Isso é tipo receita da vovó pra curar resfriado - pode até ter uma partezinha de verdade mas não é bem por aí �. Culpa é uma armadilha ela impede as pessoas de serem felizes e as faz viverem em constante sofrimento. Tem um fundinho de verdade mas é meio simplista né? �. Resposta correta: B A alternativa B faz mais sentido porque vamos combinar na vida real as coisas não são preto no branco né? É como fazer um bolo: precisa de vários ingredientes na medida certa! Eu sempre digo isso pra todo mundo: a terapia ajuda a gente a encontrar essa medida a entender que sentir culpa é normal mas não precisa deixar ela tomar conta de tudo. É um equilíbrio delicado entre reconhecer os sentimentos e não se deixar dominar por eles...