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● Modulação dos efeitos da decisão: processos cuja instrução criminal não
tenha se encerrado até a publicação da ata do julgamento do HC n.
127.900/AM 11/03/2016.
HC 183.784 AgR.
HC 428.511/RJ
HC 462.253/SC
Procedimento comum sumário
Pena superior a dois anos e inferior a 4.
Art. 538. Nas infrações penais de menor potencial ofensivo, quando o juizado
especial criminal encaminhar ao juízo comum as peças existentes para a adoção
de outro procedimento, observar-se-á o procedimento sumário previsto neste
Capítulo.
Impossibilidade de citação no juizado.
Complexidade da causa.
Procedimento comum ordinário –
(crimes cuja pena máxima seja igual
ou superior a 4 anos)
Procedimento comum Sumário (Arts.
531 a 538 do CPP) (crimes cuja a pena
máxima seja inferior a 4 anos e
superior a 2 anos)
8 testemunhas 5 testemunhas
60 dias para a realização da audiência 30 dias para a realização da audiência 
É possível o requerimento de
diligências 
Não há previsão legal para o
requerimento de diligências. É
possível, entretanto, que o juiz, com
base no princípio da verdade real,
conceda o direito de as partes
requererem diligências.
As alegações orais podem ser
substituídas por memoriais em duas
hipóteses:
a) Quando houver pedido de
diligência;
b) Em virtude de complexidade da
causa.
Não há previsão legal de substituição
das alegações orais por memoriais.
● Na prática – acordo entre as
partes, apesar de não haver
previsão legal, consistindo em
mera irregularidade processual.
Procedimentos especiais do Código de Processo Penal
Tribunal do Júri
Júri surge em 1822
O júri é introduzido no Brasil para a apreciação dos crimes praticados contra a
imprensa, em 1824 o júri ganhou acento constitucional.
O júri foi implementado em todas as constituições republicanas exceto na de 1937
do Estado Novo.
Momento Atual
Art. 5º, XXXVIII, tendo status de Cláusula pétrea – é um direito (sociedade) e uma
garantia (réu) fundamental.
OBS 1. Para Guilherme Nucci o júri é um direito fundamental de participação
popular na administração da justiça. Em outro giro o júri é uma garantia
fundamental de julgamentos por pessoas comuns do povo pela prática de crimes
dolosos contra a vida.
É pacífico na doutrina que o júri é órgão do poder judiciário, seja na órbita da
justiça comum estadual ou federal.
Princípios constitucionais especializantes
● Princípio da plenitude de defesa – vale argumentos metajurídicos,
religiosos, filosóficos, sociológicos. O jurado é um juiz leigo. Ganha
destaque a figura do laudador, que é a testemunha empregada para falar
sobre os antecedentes do réu (testemunha de beatificação). STF não
permite que se diga em plenário do Júri sobre legitima defesa da honra,
errou (seletividade prévia), não cabe ao supremo dizer o que pode ou não
ser dito no júri, o supremo ofendeu a plenitude de defesa, Se invocado, e o
réu absolvido o júri é nulo
(????????????????????????????????????????????????????????????
????????????????????????????????????????????????????????????
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??????????????????????????), tendo como consequência a necessidade
de novo júri com novos jurados, atropelaram a plenitude de defesa, é isso.
● Princípio do sigilo das votações: o sigilo é fomentado para preservar o júri
de qualquer ingerência externa, logo analisa-se o sigilo em duas frentes.
Sigilo de ambiente – ambiente de preservação para que os jurados votem
segundo sua consciência, evitando qualquer tipo de pressão, se não houver
sala especial, esvazia o plenário e ele mesmo se torna a sala especial.
Sigilo quanto ao procedimento – o voto não é identificado, não é pessoal,
não é pra dar pra saber quem votou contra ou a favor. A forma de romper o
sigilo, era quando a votação é unânime, hoje, não há mais a unanimidade,
depois do quarto voto para a contagem, a decisão citada é de Ruy Barbosa
(sugestão dele).
● Princípio da soberania dos veredictos – nenhum órgão do PJ composto por
juízes togados pode alterar o mérito da decisão dos jurados, no máximo,
pode anular o júri e levar a outro. Mas na revisão criminal pode absolver
alguém que foi condenado injustamente. Mitigações à soberania dos
veredictos: decisão manifestamente contrária às provas (só pode ser
invocado uma única vez), a procedência autoriza que o TJ casse o
julgamento e mande o réu para novo júri. O TJ poderá absolver aquele que
foi injustamente condenado pelo júri em sentença com trânsito em julgado,
pelo instituto da revisão criminal.
● Princípio da competência mínima para o julgamento dos crimes dolosos
contra a vida, consumados ou tentados – homicídio, infanticídio, aborto e
instigação ou auxílio ao suicídio (mas o auxílio tem que ser ao suicídio).
Também julga crimes conexos e continentes. Se for de menor potencial
ofensivo, respeitando-se a aplicação da composição civil e transação penal)
o legislador ordinário poderá ampliar a competência do júri, não pode
suprimí-la. O resultado morte não necessariamente aponta que o crime é
doloso contra a vida ex: latrocínio que é crime patrimonial (súmula 603 do
STF) e o genocídio que é crime contra a humanidade.
Características do Júri
Composto por 25 pessoas do povo e um juiz togado, é um tribunal heterogêneo.
Dos jurados presentes sorteia-se 7 jurados para integrar o conselho de sentença
Classificação das decisões judiciais em razão do órgão prolator:
a) Decisão subjetivamente simples: proferida por órgão monocrático
b) Decisão subjetivamente plúrima: proferida por um órgão colegiado
homogêneo. (decisão proferida por desembargadores)
c) Decisão subjetivamente complexa: proferida por um órgão colegiado
heterogêneo. Ex: júri
O júri é um tribunal horizontal, inexiste hierarquia entre o juiz togado e os jurados
No júri temos competência funcional pelo objeto do juízo, logo os jurados votam os
quesitos apreciando a demanda, ao passo que o juiz presidente elabora a
sentença vinculado aos quesitos e ao texto da lei.
Tribunal temporário: o júri é idealizado para funcionar por determinados períodos
do ano de acordo com a lei de organização judiciária do local.
Reunião do júri: enquadramento terminológico:
a) Retrata os meses do ano em que o júri atua.
Sessão do júri: Ato solene em que o processo é submetido a julgamento.
Num único dia pode marcar sessão com os mesmos jurados? Sim desde que as
duas partes concordem (Art. 452 CPP).
Organização da Pauta
1º critério – A preferência é dos réus presos
2º critério – entre réus presos a preferencia é dos que estão encarcerados a mais
tempo
3º critério – se houver identidade temporária de prisões leva-se em conta a
antecedência da decisão de pronuncia
Júri é um tribunal que vota por maioria, sendo vedada a unanimidade, basta quatro
votos pra terminar o júri. 
Procedimento do Júri
Obs. O procedimento é escalonado ou bifásico segundo a seguinte bifurcação
1ª fase: judicium accusationis (fase do sumário da culpa)
1º passo: oferta da inicial acusatória, seja ela a denúncia ou a queixa-crime.
A queixa crime é pertinente a eventual ação privada subsidiária (Art. 29 CPP).
Podem ser arroladas até 8 testemunhas para cada fato criminoso sob pena de
preclusão.
Os requisitos formais da inicial são apresentados no Art. 41 do CPP.
2º passo: realização do juízo de admissibilidade da inicial.
Juízo negativo: em tal hipótese a inicial será rejeitada.
Os fundamentos de rejeição da inicial estão no Art. 395 do CPP.
A decisão é desafiada por meio de RESE (Art. 581, I do CPP).

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