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Ex-presidente sul-coreano é condenado à prisão perpétua por liderar insurreição | G1 A promotoria pedia pena de morte para o caso, sob o argumento de que Yoon merecia a punição porque não demonstrou "remorso" por ações que ameaçaram a "ordem constitucional e a democracia". Mesmo se fosse aceita a pena de morte, era altamente improvável que a sentença fosse executada, já que a Coreia do Sul mantém uma moratória não oficial sobre execuções desde 1997. O ex-líder alega que a declaração da lei marcial foi um exercício legal de sua autoridade presidencial. Durante os julgamentos, ele insistiu que "o exercício dos poderes constitucionais de emergência de um presidente para proteger a nação e manter a ordem constitucional não pode ser considerado um ato de insurreição". Yoon acusa o então partido da oposição de ter imposto uma "ditadura inconstitucional" ao controlar o Legislativo. Em sua opinião, "não havia outra opção a não ser despertar o povo, que é soberano". A defesa do ex-presidente afirmou que a decisão "apenas confirmou um roteiro pré-escrito" e que "não é baseada em evidências no caso". O advogado disse que irá discutir com Yoon se deve recorrer à decisão. Outras condenações Em janeiro, Yeol foi condenado a cinco anos de prisão por crimes relacionados à obstrução da justiça. A condenação foi o desfecho do primeiro de oito julgamentos criminais aos quais Yoon responde na Justiça sul-coreana — o ex-presidente foi acusado de tentativa de golpe ao impor a lei marcial na Coreia do Sul em dezembro de 2024 ( relembre abaixo ). A sentença é menor do que os dez anos de prisão solicitados pela Promotoria contra o ex-líder conservador de 65 anos, cuja tentativa de golpe contra o Parlamento mergulhou o país em uma crise política que levou à sua destituição do cargo. O ex-presidente foi considerado culpado por não seguir o devido processo legal antes de declarar a lei marcial e por outros crimes relacionados à obstrução de Justiça. São eles: Excluir funcionários do governo de uma reunião sobre os preparativos para a imposição da lei marcial; Fabricar um documento oficial relacionado à declaração da lei marcial; Impedir que investigadores o prendessem, escondendo-se por semanas na residência oficial sob proteção de sua guarda pessoal; Destruir possíveis provas criminais ao ordenar a eliminação de registros telefônicos oficiais. "Apesar de ter o dever, acima de todos os outros, de defender a Constituição e observar o Estado de Direito como presidente, o réu demonstrou uma atitude que desrespeitou a Constituição. (...) A culpabilidade do réu é extremamente grave", disse o juiz Baek Dae-hyun. O juiz acrescentou, no entanto, que Yoon não foi considerado culpado de falsificação de documentos oficiais devido à falta de provas. A defesa de Yoon, que já está preso desde julho de 2025, afirmou que irá recorrer da decisão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Relembre o caso Assista também no Assista ao próximo Veja quais são as melhores praias do mundo em 2026, segundo viajantes 1 min G1 Turismo e Viagem Veja quais são as melhores praias do mundo em 2026, segundo viajantes 28 seg G1 SC Arteris Litoral Sul confirmou vídeo do acidente na BR-101 52 seg G1 Mundo Avalanche mata 3 esquiadores na Itália Ativar som Presidente da Coreia do Sul decreta lei marcial; entenda o termo Em audiências do Tribunal Constitucional sul-coreano, Yoon e seus advogados argumentaram que ele nunca teve a intenção de impor totalmente a lei marcial, mas apenas pretendia que as medidas fossem um aviso para quebrar o impasse político.