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140 d) ousados investimentos do empresário Barão de Mauá, que, juntamente com negociantes ingleses, fundou inúme- ras indústrias fabris e construiu ferrovias, modernizando a região e garantindo o rápido escoamento da produção. e) ricos agricultores latifundiários e o acesso facilitado por linhas férreas que se expandiram vigorosamente a partir de 1860, no oeste do Estado, momento em que a região se consolida como polo cafeeiro após o declínio das fazendas situadas no sudoeste do Rio de Janeiro. 559. (Fac. Direito de Sorocaba SP/2016) Em meados do século XIX, ocorreu no Brasil um surto de prosperidade econômica, com a criação de fábricas e empresas di- versas. Esse período, conhecido como “Era Mauá”, foi favore- cido a) pela diminuição das taxas de importação determinada pela Tarifa Alves Branco, que recebeu apoio dos norte- americanos. b) pelo desenvolvimento de tecnologia nacional, graças ao incentivo do governo com a criação de escolas técnicas. c) pela aplicação de capitais antes empregados no tráfico negreiro intercontinental, proibido pela Lei Eusébio de Quei- rós. d) pelo investimento dos lucros obtidos com a exploração de ouro e com a extração de borracha, base da economia da época. e) pelo aumento do mercado consumidor interno, devido à Lei Áurea e à imigração de asiáticos atraídos pela doação de terras. 560. (UNIFICADO RJ/2016) 1850 não assinalou no Brasil apenas a metade do século. Foi o ano de várias medi- das que tentavam mudar a fisionomia do país, encami- nhando-o para o que então se chamava modernidade. Sugiram bancos, indústrias, empresas de navegação a vapor, etc. Esboçavam-se, nas áreas mais dinâmicas do país, mudanças no sentido de uma modernização capi- talista. Uma das figuras que mais se projetaram nessa época foi Irineu Evangelista de Sousa, Barão de Mauá. FAUSTO, B. História do Brasil. 12ª ed., 1ª reimpr. São Paulo: Edusp, 2006. p. 197. Adaptado. Um fator que tornou possível o surto industrial descrito no texto foi a a) queda dos preços das terras agricultáveis b) libertação dos escravos e sua conversão em consumido- res c) liberação de capitais antes aplicados na importação de escravos d) demanda por equipamento bélico para utilizar na Guerra do Paraguai e) derrubada das barreiras alfandegárias 561. (Inst. Superior de Tecn. Aplicada CE/2016) “Mauá inaugurou a primeira estrada de ferro do Brasil e inves- tiu em outras ferrovias, como a São Paulo Railway. En- tre 1850 e 1860, investiu em companhia de navegação, no Amazonas, instalou a companhia de gás e criou a companhia de Carris do Jardim Botânico (Bondes so- bre trilhos puxados por animais), no Rio de Janeiro. Não é por acaso que os anos 1850‐1860 ficaram conhe- cidos como ‘Era Mauá’.” (Vainfas, 2010.) A afirmativa anterior faz uma breve referência a algu- mas ações empreendedoras de Irineu Evangelista de Souza, o “Barão de Mauá”, responsável, em primeira instância, a) pelo advento da industrialização no Brasil, que se trans- formaria a partir daí e até o período republicano, no susten- táculo da economia brasileira. b) por coordenar a substituição do trabalho escravo pela mão‐de‐obra livre no Brasil, a partir da utilização do capital antes utilizado pelo tráfico de escravos. c) pela fundação e privatização do Banco do Brasil, que passou a financiar os investimentos industriais no Brasil, acelerando o crescimento econômico do país. d) por um surto industrial no Brasil Imperial, que apesar de muito promissor, foi visto como uma ameaça por grande parte da elite agrária e por investidores ingleses. e) pelo estabelecimento de acordos financeiros muito lucra- tivos com a Inglaterra, que permitiram ao Brasil finalmente, saldar a dívida externa assumida na época da Independên- cia. 562. (UFJF/2016) Leia o trecho e em seguida responda ao que se pede: Juiz de Fora progredia. A população subia, andava aí pelos doze a treze mil habitantes – imaginem! Treze mil! e essa densidade exigia progresso. Esse começara em 1870 com a inauguração dos telégrafos. Logo depois viriam os trilhos da Estrada de Ferro D. Pedro II. Em 1885 a cidade começa a ser dotada de encanamentos e de água a domicílio. No mesmo ano as casas passam a ser numeradas. Em 1886, grande animação com uma Exposição Industrial que reflete a pujança do municí- pio. (...) Meu avô teve certa pena de não terminar os ser- viços que começara, de dotar a cidade de luz e energia elétrica. A inauguração foi procedida a 5 de novembro de 1889... NAVA, Pedro. Baú de ossos – memórias 1; 5ª. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, pp. 200-201. O memorialista Pedro Nava mostra na cidade de Juiz de Fora aspectos do processo de transformação que ocor- ria na sociedade brasileira no final do século XIX. Acerca deste contexto, assinale a afirmativa INCOR- RETA: a) Era um período de expansão do capitalismo que se es- tendia mundialmente. b) Caracterizava-se pela preservação da herança luso-bra- sileira do período colonial que adentrou pelo Império. c) Marcava-se pela organização de indústrias têxteis e ali- mentícias com capitais excedentes do café. d) Processava-se o aumento da malha ferroviária e a cria- ção de novos núcleos urbanos. e) Ocorria a intensificação da imigração para substituição do trabalho escravo. 563. (ENEM/2009) O suíço Thomas Davatz chegou a São Paulo em 1855 para trabalhar como colono na fazenda de café Ibicaba, em Campinas. A perspectiva de pros- peridade que o atraiu para o Brasil deu lugar a insatis- fação e revolta, que ele registrou em livro. Sobre o per- curso entre o porto de Santos e o planalto paulista, es- creveu Davatz: “As estradas do Brasil, salvo em alguns trechos, são péssimas. Em quase toda parte, falta qual- quer espécie de calçamento ou mesmo de saibro. Cons-