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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA (UVA) CIÊNCIAS ECONÔMICAS Aluno: YAGO DE OLIVEIRA LINS Matricula: 1250217353 Curso: CIÊNCIAS ECONÔMICAS Disciplina: FORMAÇÃO ECONÔMICA BRASILEIRA TRABALHO INTEGRADOR: DESCREVENDO A ECONOMIA BRASILEIRA ATRAVÉS DOS TEMPOS Evento escolhido: O PROCESSO DE SUBSTITUIÇÃO DE IMPORTAÇÕES (PSI) DECORRENTE DA CRISE DE 1929 E CONSOLIDADO NA ERA VARGAS (1930- 1945). RIO DE JANEIRO 2026 2 1. Enunciado Vários momentos foram descritos como marcantes no que se refere às transformações econômicas no Brasil desde a era colonial até nossos dias. Cite um evento econômico que tenha ocorrido no século XIX ou até 1945 que tenha alguma consequência até os dias de hoje. Você deverá: • Identificar os principais fatores que deram origem às transformações econômicas. • Descrever como se deu o desenvolvimento desse fator. • Descrever o impacto dessa transformação na economia da época em que ele ocorreu. • Descrever sua consequência para a economia na atualidade. 2. Fatores originários da transformação econômica Até o final da década de 1920, a economia brasileira estruturava-se sob o modelo agroexportador, apresentando extrema dependência da comercialização de um único produto: o café. Com o advento do Crash da Bolsa de Nova York em 1929, o mercado internacional entrou em profunda recessão, provocando a queda abrupta nos preços e no volume das exportações cafeeiras. Consequentemente, o Brasil enfrentou uma severa crise cambial e a escassez de divisas internacionais (dólares). Sem capacidade financeira para manter o fluxo histórico de importação de produtos manufaturados estrangeiros, o país foi forçado a buscar alternativas internas, estabelecendo o cenário ideal para uma transição estrutural rumo à industrialização. 3. Desenvolvimento do Processo de Substituição de Importações Diante da impossibilidade de importar bens de consumo básicos, a capacidade ociosa das indústrias nacionais existentes passou a ser utilizada para abastecer o mercado interno. Inicialmente, o governo buscou amparar os cafeicultores por meio da compra e destruição dos estoques excedentes, o que, paradoxalmente, manteve o nível de renda e a demanda doméstica aquecida. A partir da Revolução de 1930 e da ascensão de Getúlio Vargas, o Processo de Substituição de Importações (PSI) deixou de ser apenas uma reação emergencial e tornou-se uma política deliberada de Estado. O governo Vargas centralizou a condução econômica e passou a atuar diretamente na criação da indústria de base, com destaque para a fundação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em 1941, além de implementar tarifas alfandegárias protecionistas e a legislação trabalhista. 3 4. Impactos na economia da época A principal transformação econômica do período foi o deslocamento do eixo dinâmico da economia brasileira, que gradativamente deixou de ser puramente voltado para o exterior (modelo agroexportador) e passou a se concentrar no mercado interno e no setor industrial. Esse fenômeno acelerou significativamente o processo de urbanização no país, atraindo contingentes populacionais do campo para as cidades em busca de emprego no operariado. A introdução do trabalho assalariado regulamentado na indústria de transformação expandiu o mercado consumidor doméstico, reduzindo de forma drástica a vulnerabilidade e a dependência imediata do Brasil em relação aos bens manufaturados de consumo não durável vindos do exterior. 5. Consequências para a economia brasileira na atualidade As heranças estruturais desse processo histórico são claramente observáveis na economia brasileira contemporânea. Por um lado, o PSI permitiu a constituição de uma base industrial diversificada que pavimentou o caminho para setores modernos atuais, como o automobilístico e o aeronáutico. Por outro lado, a substituição concentrou-se em bens de consumo, gerando uma dependência tecnológica estrutural de bens de capital (máquinas e insumos complexos) que o Brasil não superou, mantendo o país vulnerável a choques cambiais. Além disso, como a industrialização varguista concentrou-se fortemente na Região Sudeste, os reflexos atuais se traduzem nas persistentes desigualdades socioeconômicas regionais. Por fim, a cultura do Estado como agente indutor do desenvolvimento, consolidada na Era Vargas, permanece viva na atuação contemporânea de bancos públicos de fomento. REFERÊNCIAS LACERDA, A. C. et al. Economia brasileira. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2013. VIGNOLI, F. H. et al. Formação econômica do Brasil. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.