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11 de 2/1, mas há regiões onde a razão é 1/1. Predominam casos de soropositividade entre jovens (sobretudo na faixa dos 15 aos 19 anos) e mulheres menos escolarizadas (com menos de oito anos de estudo). De acordo com os dados atuais do Ministério da Saúde (MS), a epidemia da aids cresce nove vezes mais entre as mulheres. O aumento no número de mulheres com aids trouxe como consequência o crescimento nas taxas de transmissão vertical (TV) do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Essa situação provocou a infecção de percentual considerável de crianças em todo o mundo com o vírus HIV, em virtude de muitas das mulheres com aids encontrarem- se em idade reprodutiva. Segundo estimativas do Ministério da Saúde apontam, a cada ano, 17.200 gestantes são infectadas pelo HIV. Desse modo, Transmissão Vertical torna-se responsável por praticamente todos os casos da infecção em crianças menores de 13 anos. O elevado número de mulheres infectadas motivou o Ministério da Saúde a tomar medidas imediatas com vistas a garantir assistência especializada, na perspectiva da erradicação ou de, pelo menos, atenuação da transmissão vertical. Em 1995 o Estado passou a recomendar a realização do rastreamento sorológico para o HIV através de testes rápidos durante a assistência pré-natal. Este teste, quando positivo, propicia a redução da transmissão vertical, por meio da profilaxia subsequente com Zidovudina (AZT). Segundo recomendado, as gestantes infectadas pelo HIV deverão receber a terapia antirretroviral objetivando a profilaxia da transmissão materno-infantil. A Zidovudina deve ser utilizado por via oral a partir de quatorze semanas de gestação, é importante coletar sangue da gestante para contagem de linfócitos CD4 e a média da carga viral a fim de avaliar a necessidade de modificar o esquema terapêutico e de utilizar quimioprofilaxia para infecção oportunista. Por ocasião da cesárea eletiva, o AZT será injetado via endovenosa três horas antes da operação e mantido até a ligadura do cordão umbilical. Se o recém-nascido receber o AZT por solução oral, nas primeiras oito horas após o parto, a medicação permanece por seis semanas. Empregado corretamente o tratamento com o AZT, praticada a cesárea eletiva, proscrito o aleitamento materno, a taxa de transmissão vertical atual para o HIV é de 2%. REFERÊNCIA: VERISSIMO de Oliveira, MI. et al. Puérperas com vírus humano da imunodeficiência positivo (HIV+) e as condições de nascimento de seus recém-nascidos. Revista Enfermeria Global, N.28, p. 439-452, Out. 2012. disponível em: http://scielo.isciii.es/pdf/eg/v11n28/pt_enfermeria2.pdf acesso em 13/06/19 8. (FASE, 2019- Adaptado) Considerando as seguintes afirmações relacionadas ao SUS, quanto a gestão. 12 Segundo o Art. 17, da Lei n. 8080, de 19 de setembro de 1990, à direção ESTADUAL do Sistema Único de Saúde (SUS) compete: I - promover a descentralização para os Municípios dos serviços e das ações de saúde; II - acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de Saúde (SUS); III - prestar apoio técnico e financeiro aos Municípios e executar supletivamente ações e serviços de saúde; IV - coordenar e, em caráter complementar, executar ações e serviços: vigilância epidemiológica, vigilância sanitária, vigilância da alimentação e nutrição e vigilância da saúde do trabalhador. Está correto o que se afirma em: (A) I e III (B) I, II e IV (C) II e IV (D) I, III e IV (E) I, II, III e IV INTENÇÃO: Examinar o aprendizado relacionado a Lei n. 8080, de 19 de setembro de 1990. JUSTIFICATIVA: Lei nº 8.080 de 19 de Setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Art. 17. À direção estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) compete: I - promover a descentralização para os Municípios dos serviços e das ações de saúde; II - acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de Saúde (SUS); III - prestar apoio técnico e financeiro aos Municípios e executar supletivamente ações e serviços de saúde; IV - coordenar e, em caráter complementar, executar ações e serviços: a) de vigilância epidemiológica; b) de vigilância sanitária; c) de alimentação e nutrição; e d) de saúde do trabalhador; V - participar, junto com os órgãos afins, do controle dos agravos do meio ambiente que tenham repercussão na saúde humana; VI - participar da formulação da política e da execução de ações de saneamento básico; VII - participar das ações de controle e avaliação das condições e dos ambientes de trabalho; VIII - em caráter suplementar, formular, executar, acompanhar e avaliar a política de insumos e equipamentos para a saúde; 13 REFERÊNCIA: BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios do SUS. Disponível em: http://www.saude.gov.br/sistema-unico-de-saude/principios-do-sus 9. (INEP, 2016) Uma mulher com 28 anos de idade, casada, primigesta, com 12 semanas de gestação é atendida em Unidade Básica de Saúde referenciada para o acompanhamento do seu pré- natal de baixo risco. Durante a anamnese, em sua primeira consulta, mostra-se muito angustiada e insatisfeita com a gravidez, que, segundo ela, não foi planejada. Considerando a situação da gestante, avalie quais dos seguintes procedimentos devem ser realizados para que ocorra uma consulta satisfatória. I. Cadastrar a gestante no SISPRENATAL e fornecer o Cartão da Gestante devidamente preenchido. II. Realizar escuta qualificada e atendimento humanizado, para viabilizar o estabelecimento do vínculo com a paciente e encaminhar a paciente para a equipe multidisciplinar, priorizando-se o seu acompanhamento psicológico. III. Pesquisar, durante a anamnese, os aspectos socio epidemiológicos, os antecedentes familiares, os antecedentes pessoais gerais, ginecológicos e obstétricos, além da situação da gravidez atual. IV. Marcar a próxima consulta de pré-natal da gestante para a semana seguinte à consulta atual. V. Adiar para a próxima consulta o exame ginecológico/obstétrico, dada a insatisfação da paciente com a gestação. É correto apenas o que se afirma em: (A) I, II e III. (B) I, II e V. (C) I, III e IV. (D) II, IV e V. (E) III, IV e V. INTENÇÃO: Avaliar a compreensão do estudante sobre assistência pré-natal. JUSTIFICATIVA: A consulta de enfermagem é uma atividade independente, realizada privativamente pelo enfermeiro, e tem como objetivo propiciar condições para a promoção da saúde da gestante e a melhoria na sua qualidade de vida, mediante uma abordagem contextualizada e participativa. O profissional enfermeiro pode acompanhar inteiramente o pré-natal de baixo risco na rede básica de saúde, de acordo com o Ministério de Saúde e conforme garantido pela Lei do Exercício Profissional, regulamentada pelo Decreto nº 94.406/87.