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N O Ç Õ ES D E A D M IN IS TR A Ç Ã O F IN A N C EI R A E O R Ç A M EN TÁ R IA 373 qual traz uma definição de Dívida Fundada mais sim- ples do que a constante na LRF. Para a Lei nº 4.320/1964, a Dívida Fundada com- preende simplesmente os compromissos de exigibili- dade superior a doze meses, contraídos para atender a um desequilíbrio orçamentário ou a um financeiro de obras e serviços públicos. Na prova, é importante identificar acerca de qual lei está sendo cobrada a definição, observando expres- sões, como: “segundo a LRF...”, “de acordo com a Lei nº 4.320/1964...” etc. z Dívida Pública Mobiliária: é a dívida pública repre- sentada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municí- pios (art. 29, II). O refinanciamento do principal da dívida mobiliária não excederá, ao término de cada exercício financeiro, o montante do final do exercício anterior, somado ao das operações de crédito autorizadas no orçamento para este efeito e efetivamente realizadas, acrescido de atualiza- ção monetária (art. 29, §4º). z Operação de Crédito: é o compromisso financei- ro assumido em razão de mútuo (empréstimos), abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento anteci- pado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros (art. 29, III). É importante saber observar que se equipara uma operação de crédito a assunção, o reconhecimento ou a confis- são de dívidas. z Concessão de Garantia: é o compromisso de adim- plência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada (art. 29, IV). z Refinanciamento da Dívida Mobiliária: é a emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária (art. 29, V). As definições relacionadas à dívida pública dispos- tas acima são muito cobradas nos concursos públicos, principalmente os conceitos acerca da Dívida Pública Consolidada e da Dívida Pública Mobiliária. LIMITES E RECONDUÇÃO DA DÍVIDA O art. 30 da LRF determina que no prazo de 90 dias após sua publicação, o Presidente da República sub- meteria ao: z Senado Federal: uma proposta de limites globais para o montante da dívida consolidada da União, Estados e Municípios. Essa determinação gerou a Resolução do Senado Federal nº 40/2001, que dis- põe sobre os limites globais para o montante da Dívida Consolidada Líquida dos Estados, do Dis- trito Federal e dos Municípios, a qual é calculada abatendo-se do montante apurado da Dívida Con- solidada as disponibilidades de caixa, as aplica- ções financeiras e os demais haveres financeiros. z Congresso Nacional: projeto de lei que estabele- ça limites para o montante da dívida mobiliária federal, acompanhado da demonstração de sua adequação aos limites fixados para a dívida conso- lidada da União. Por outro lado, podemos dizer que a LRF foi além da definição de eventuais limites da dívida, uma vez que ela disciplina a integração entre dívida consoli- dada, resultado primário, resultado nominal e metas fiscais; ou seja, trata-se de um mecanismo de planeja- mento, acompanhamento e controle de todas as eta- pas relacionadas ao endividamento público. A LRF determina que, para fins de verificação do atendimento do limite da Dívida Consolidada, sua apuração será efetuada ao final de cada quadrimes- tre. Assim, se a Dívida Consolidada de um ente ultra- passa o limite ao final de um quadrimestre, ela deverá ser reconduzida ao limite até o término dos três qua- drimestres subsequentes, reduzindo, logo no primei- ro quadrimestre, o excedente em pelo menos 25%. As bancas examinadoras adoram misturar os con- ceitos dos limites da Dívida Consolidada com a da Despesa com Pessoal, que vimos anteriormente para tentar confundi-lo. Lembre-se: z Dívida Consolidada: é apurada ao final de cada quadrimestre e, caso ultrapasse os limites, deverá ser reconduzida ao limite até o término dos três quadrimestres subsequentes, reduzindo, logo no primeiro quadrimestre, o excedente em pelo menos 25% (um quarto). z Despesa com Pessoal: é apurada ao final de cada quadrimestre e, caso ultrapasse os limites, o per- centual excedente terá de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um terço no primeiro. Enquanto perdurar o excesso, o ente: z Estará proibido de realizar operação de crédito, seja interna ou externa, e operação de crédito por antecipação de receita. Entretanto é possível realizar refinanciamento do principal atualiza- do da dívida mobiliária; z Deverá obter resultado primário necessário à recondução da dívida ao limite, promovendo, entre outras medidas, limitação de empenho. Essas restrições aplicam-se imediatamente se o montante da dívida exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano do mandato do Chefe do Poder Executivo. São recorrentes questões misturando conceitos do que seria autorizado e do que seria proibido quan- do se verifica o desatendimento do limite da Dívida Consolidada: z São proibidos: operação de crédito, seja interna ou externa, e operação de crédito por antecipa- ção de receita. z São autorizados: refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. Se o ente federativo não conseguir fazer com que a Dívida Consolidada retorne ao limite no prazo de três quadrimestres, enquanto perdurar o excesso, ele fica- rá impedido de receber transferências voluntárias da União ou do Estado. 374 OPERAÇÕES DE CRÉDITO Segundo Pascoal (2019, p. 135), o crédito público é a confiança de que goza o Governo para contrair empréstimos de pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou estrangeiras. Assim, este é um dos meios utilizados pelo Estado para obter recursos para cobrir despesas. Obviamente, a consequência imediata do ato de contrair empréstimos é o aumento da dívida pública, que deve ser controlada. E não é por acaso que a LRF impõe limites para o endividamento estatal. Contratação de Operações de Crédito A LRF define operação de crédito como compromis- so financeiro assumido em razão de mútuo (emprés- timo), abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos finan- ceiros. Além disso, a LRF determina que se equipara a operação de crédito à assunção, o reconhecimento ou a confissão de dívidas pelo ente da Federação. Para a contratação de uma operação de crédito por um ente federativo, este ente deverá submeter a operação à aprovação do Ministério da Fazenda, que verifica o cumprimento dos limites e condições relati- vos à realização de operações de crédito, inclusive das empresas controladas, direta ou indiretamente, pelo ente solicitante. Nesse pedido deve ser demonstrado que: z Existe prévia e expressa autorização para a contrata- ção na LOA, em créditos adicionais ou lei específica; z Houve inclusão no orçamento ou em créditos adicio- nais dos recursos provenientes da operação, exceto no caso de operações por antecipação de receita; z Observância dos limites e condições fixados pelo Senado Federal; z Há autorização específica do Senado Federal, quando se tratar de operação de crédito externo; z Atende-se a “regra de ouro”, disposto no art. 167, III, da CF. Segundo o art. 41, da Lei nº 4.320/1964, os créditos adicionais classificam-se em: z Suplementares: são destinados a reforço de dota- ção orçamentária; z Especiais: são destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica; z Extraordinários: são destinados a despesas urgen- tes e imprevistas, em caso de guerra, comoção intes- tina ou calamidade pública. Vedações A LRF veda que um ente conceda empréstimos (operação de crédito) a outro ente federativo,seja diretamente ou por intermédio de fundo ou de enti- dade da administração indireta (autarquia, funda- ção ou empresa estatal dependente), mesmo que este empréstimo seja realizado sob a forma de novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente. Entretanto, esses empréstimos podem ser realizados quando não se destinem a financiar despesas correntes ou a refinanciar dívidas não con- traídas junto à própria instituição credora. Ainda são vedados: z Captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gera- dor ainda não tenha ocorrido; z Recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder Público detenha a maioria do capi- tal social com direito a voto, salvo lucros e dividen- dos, na forma da legislação; z Assunção direta de compromisso, confissão de dívi- da ou operação assemelhada, com fornecedor de bens, mercadorias ou serviços, mediante emissão, aceite ou aval de título de crédito, não se aplicando esta vedação a empresas estatais dependentes; z Assunção de obrigação, sem autorização orçamen- tária, com fornecedores para pagamento a poste- riori de bens e serviços. A LRF ainda proíbe a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente federativo controlador. Essa previsão não é em vão e se justifi- ca por razões de transparência, controle e gestão fis- cal responsável, uma vez que no passado recente de nossa história, na década de 1990, passamos por uma grave crise bancária, com diversos bancos estatais quebrados devido a décadas de empréstimos a fundo perdido a seu ente estatal controlador. Por outro lado, a proibição prevista na LRF é excetuada quando a ins- tituição financeira controlada adquire, no mercado, títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios. Importante! A Resolução nº 43/2001 do Senado proíbe a contratação de operações de crédito nos 180 dias anteriores ao final do mandado do chefe do Poder Executivo. Operações de Crédito por Antecipação de Receita Orçamentária Em empresas privadas muitas vezes há necessida- de de se antecipar o recebimento de valores aos quais tem direito, por meio, por exemplo, de desconto de duplicatas. Da mesma forma, muitas vezes o Poder Público precisa recorrer a uma prática semelhante ao desconto de duplicatas, a qual recebe o nome de Operações de Crédito por Antecipação da Receita (ARO). Nesta operação, o ente federativo antecipa, por exemplo, a receita de um tributo para quitar algu- ma despesa. Assim, de acordo com a LRF, AROs são empréstimos tomados junto a instituições financeiras para atender à insuficiência de caixa durante o exer- cício financeiro. As AROs devem atender às seguintes condições: z Poderá ser realizada somente a partir do décimo dia do início do exercício; z Deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia dez de dezembro de cada ano; z Não será autorizada se forem cobrados outros encargos além da taxa de juros da operação, que deve ser obrigatoriamente prefixada ou indexada à taxa básica financeira. N O Ç Õ ES D E A D M IN IS TR A Ç Ã O F IN A N C EI R A E O R Ç A M EN TÁ R IA 375 A ARO estará proibida: z Enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente resgatada; z No último ano de mandato do Presidente, Gover- nador ou Prefeito Municipal. AROs são receitas extraorçamentárias, uma vez que deverá ser paga ao credor. Diferentemente, as operações de crédito adicio- nais (suplementares, especiais e extraordinários) são classificadas como receitas orçamentárias. Operações com o Banco Central do Brasil Segundo o art. 34 da LRF, o Banco Central do Bra- sil não pode mais emitir títulos da dívida pública, os quais são títulos emitidos pela União com o objetivo de captar capital privado para direcioná-lo, por exem- plo, para o custeio de serviços públicos. O Banco Central do Brasil, nas suas relações com os entes federativos, está proibido de: z Comprar título da dívida, na data de sua colocação no mercado, exceto quando comprar diretamente títulos emitidos pela União para refinanciar a dívida mobi- liária federal que estiver vencendo na sua carteira; z Permutar, ainda que temporariamente, título da dívida de ente federativo por título da dívida pública federal, assim como a operação de compra e venda, a termo, daquele título, cujo efeito final seja semelhante à permuta; z Conceder garantia. Garantia e Contragarantia Segundo o art. 29, V, da LRF, a garantia é um com- promisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entida- de a ele vinculada. Por outro lado, um ente pode conceder garantia a outro ente federativo e requerer, em contrapartida, reciprocidade, ou seja, o oferecimento de uma contra- garantia, em valor igual ou superior ao da garantia a ser concedida, que se dá por meio da vinculação de receitas tributárias e está condicionada à adimplên- cia da entidade pleiteante junto ao ente concedente e suas entidades, e, como regra, não pode ser concedida pela administração indireta. RESTOS A PAGAR Para entender o conceito de Restos a Pagar, é pre- ciso antes contextualizá-lo quanto aos procedimentos na execução da despesa pública. Quando um ente realiza, por exemplo, uma licita- ção, é necessário observar se existe previsão orçamen- tária para essa contratação. Assim, a despesa pública deve passar por um processo de execução que é dis- ciplinado pela Lei nº 4.320/1964, o qual será melhor detalhado mais à frente. De maneira simplificada, a despesa pública deve passar por três fases, a saber: empenho, liquidação e pagamento. Por meio do empenho reserva-se uma parcela do orçamento para o pagamento da despesa pública planejada. Após a contratada ter entregado o objeto contratado satisfatoriamente, ela deve apresentar à Administração Pública os documentos comprobató- rios que demonstram seu direito no recebimento do valor acordado. Esse procedimento de verificação do direito da contratada ao recebimento da prestação chama-se liquidação. Por fim, o pagamento encerra o procedimento administrativo de execução da despesa pública, que apenas será efetuado após sua regular liquidação. De acordo com Paludo (2020, p. 301), restos a pagar são resíduos passivos cujos pagamentos pode- rão, ou não, ocorrer em exercício(s) seguinte(s). Por outro lado, Harada (2020, p. 80) alerta que já se tor- nou praxe a anulação de valores empenhados e não liquidados até o final do exercício. Esses valores são transformados em “restos a pagar” comprometendo o orçamento do ano seguinte, que terá que sofrer “cor- tes” para acomodar despesas que deveriam ter sido pagas com dotações do orçamento anterior. Segundo a LRF, é vedado ao titular do Poder Exe- cutivo, Legislativo ou Judiciário, ou ao Presidente do Tribunal de Contas, nos últimos dois quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguin- te sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para essa despesa. O tema “restos a pagar” será melhor detalhado à frente quando abordarmos a Lei nº 4.320/1964. GESTÃO PATRIMONIAL As disponibilidades de caixa da União devem ser depositadas no Banco Central; as dos Estados, do Dis- trito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais. Por outro lado, as disponibilidades de caixa dos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores públicos, ficarão depositadas em conta separada das demais disponibilidades de cada ente e aplicadas nas condições de mercado, com observância dos limites e condições de proteção e prudência finan- ceira, sendo vedada sua aplicação em títulos da dívida pública estadual e municipal,bem como em ações e outros papéis relativos às empresas controladas pelo respectivo ente da Federação ou em empréstimos, de qualquer natureza, aos segurados e ao Poder Público, inclusive a suas empresas controladas. A LRF proíbe a aplicação da receita de capital deri- vada da alienação de bens e direitos que integram o patrimônio público para o financiamento de despe- sa corrente, salvo se destinada por lei aos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores públicos. O art. 44 da LRF é bastante cobrado pelas bancas examinadoras. Vale a pena decorar: Art. 44. É vedada a aplicação da receita de capital derivada da alienação de bens e direitos que inte- gram o patrimônio público para o financiamento de despesa corrente, salvo se destinada por lei aos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores públicos. TRANSPARÊNCIA DA GESTÃO FISCAL A transparência possui um forte vínculo com a democracia, uma vez que transparência pode ser entendida como a forma que as instituições democrá- ticas operam sob o exame da sociedade. 376 Segundo a LRF, são instrumentos de transparência da gestão fiscal: z Os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; z As prestações de contas, o respectivo parecer pré- vio e suas versões simplificadas; z O Relatório Resumido da Execução Orçamentária; z O Relatório de Gestão Fiscal; z O incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de ela- boração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos; z Liberação ao pleno conhecimento e acompa- nhamento da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público; z Adoção de sistema integrado de administração finan- ceira e controle, que atenda ao padrão mínimo de qua- lidade estabelecido pelo Poder Executivo da União; z Disponibilização de informações e dados contá- beis, orçamentários e fiscais conforme periodici- dade, formato e sistema estabelecidos pelo órgão central de contabilidade da União, os quais deve- rão ser divulgados em meio eletrônico de amplo acesso público. Ademais, os entes da Federação deverão disponi- bilizar o acesso às seguintes informações: z Quanto à despesa: todos os atos praticados pelas unidades gestoras no decorrer da execução da despesa, no momento de sua realização, com a disponibilização mínima dos dados referentes ao número do correspondente processo, ao bem for- necido ou ao serviço prestado, à pessoa física ou jurídica beneficiária do pagamento e, quando for o caso, ao procedimento licitatório realizado; z Quanto à receita: o lançamento e o recebimento de toda a receita das unidades gestoras, inclusive referente a recursos extraordinários. Além disso, as contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo devem ficar disponíveis, durante todo o exercício, no respectivo Poder Legislativo e no órgão técnico responsável pela sua elaboração, para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade. ESCRITURAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DAS CONTAS Além de obedecer às demais normas de contabili- dade pública, a escrituração das contas públicas deve- rá observar os seguintes parâmetros: z A disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que os recursos vinculados a órgão, fundo ou despesa obrigatória fiquem iden- tificados e escriturados de forma individualizada; z A despesa e a assunção de compromisso serão registradas segundo o regime de competência, apurando-se, em caráter complementar, o resulta- do dos fluxos financeiros pelo regime de caixa; z As demonstrações contábeis compreenderão, iso- lada e conjuntamente, as transações e operações de cada órgão, fundo ou entidade da administração direta, autárquica e fundacional, inclusive empre- sa estatal dependente; z As receitas e despesas previdenciárias serão apre- sentadas em demonstrativos financeiros e orça- mentários específicos; z As operações de crédito, as inscrições em Res- tos a Pagar e as demais formas de financiamento ou assunção de compromissos junto a terceiros, deverão ser escrituradas de modo a evidenciar o montante e a variação da dívida pública no perío- do, detalhando, pelo menos, a natureza e o tipo de credor; z A demonstração das variações patrimoniais dará destaque à origem e ao destino dos recursos pro- venientes da alienação de ativos. No caso das demonstrações conjuntas, excluir-se- -ão as operações intragovernamentais. O Poder Exe- cutivo da União promoverá, até o dia trinta de junho, a consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos entes da Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, inclusive por meio eletrô- nico de acesso público. RELATÓRIO RESUMIDO DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA De acordo com o art. 165, § 3º, da CF, o Poder Execu- tivo de cada ente federativo fica obrigado a publicar, em até 30 dias após o encerramento de cada bimes- tre, o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO). Este relatório objetiva evidenciar a situação fiscal do ente federativo, demonstrando a execução orça- mentária da receita e da despesa, permitindo aos órgãos de controle interno e externo, aos usuários e à sociedade em geral conhecer, acompanhar e analisar o desempenho das ações governamentais estabeleci- das na LDO e na LOA. Conforme discutimos no tópico “Transparência da Gestão Fiscal”, o RREO é um dos instrumentos de transparência da gestão fiscal e, segundo a LRF, deve conter: z Balanço orçamentário, que especificará, por cate- goria econômica: � As receitas por fonte, informando as realizadas e a realizar, bem como a previsão atualizada; � As despesas por grupo de natureza, discrimi- nando a dotação para o exercício, a despesa liquidada e o saldo. z Demonstrativos da execução das: � Receitas, por categoria econômica e fonte, espe- cificando a previsão inicial, a previsão atuali- zada para o exercício, a receita realizada no bimestre, a realizada no exercício e a previsão a realizar; � Despesas, por categoria econômica e grupo de natureza da despesa, discriminando dota- ção inicial, dotação para o exercício, despe- sas empenhada e liquidada, no bimestre e no exercício; � Despesas, por função e subfunção. Os valores referentes ao refinanciamento da dívi- da mobiliária constarão destacadamente nas receitas