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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
ENFERMEIRO
O local no qual ela se alimenta deve ser, na medida do possí-
vel, tranquilo para que possa realmente se concentrar na tarefa 
de alimentar-se e para fazê-lo prazerosamente.
A refeição da criança deve ser preparada com óleo ou gor-
dura, temperos suaves (cheiro verde, cebola, alho) e pouco sal.
Inicie oferecendo uma refeição por dia e depois aumenta 
até atingir três. Caso a criança não esteja mamando no peito, 
deve receber cinco refeições por dia. Não se recomenda o uso 
isolado de leite como refeição no primeiro ano de vida (exceto 
o materno).
A alimentação da criança é crucial para seu crescimento e 
desenvolvimento. O ato de alimentar-se não é apenas biológico, 
mas também social e psíquico. Desse modo, é importante que 
desde o momento do desmame, seja alimentada em condições 
adequadas.
Violência e Agravos
A violência pode ser descrita como: uso abusivo ou injusto 
do poder, assim como o uso da força que resulta em ferimentos, 
sofrimento, tortura ou morte.
Podendo ser subdivididas em: estrutural e sistêmica e a do-
méstica.
O que é violência estrutural e sistêmica ?
para Minayo, a violência estrutural “caracteriza-se pelo des-
taque na atuação das classes, grupos ou nações econômica ou 
politicamente dominantes, que se utilizam de leis e instituições 
para manter sua situação privilegiada, como se isso fosse um 
direito natural”.
 
Refere-se às condições extremamente adversas e injustas 
da sociedade para com a parcela mais desfavorecida de sua po-
pulação. Ela se expressa pelo quadro de miséria, má distribuição 
de renda, exploração dos trabalhadores, crianças nas ruas, falta 
de condições mínimas para a vida digna, falta de assistência em 
educação e saúde. Trata-se, portanto, de uma população de ris-
ca, sofrendo no dia-a-dia os efeitos da violação dos direitos hu-
manos, confirmando as palavras de Mahatma Gandhi: a pobreza 
é a pior forma de violência.
A violência sistêmica brota da prática do autoritarismo, pro-
fundamente enraizada, apesar das garantias democráticas tão 
claramente expressas na Constituição de 1988. Suas raízes, no 
Brasil, encontramse no passado colonial. Ainda hoje, as mani-
festações da violência sistêmica são inúmeras, e o Estado tem 
se mostrado bastante ineficaz no combate à tortura legal e aos 
maustratos aos presos, bem como à ação dos grupos de exter-
mínio.
Constantes violações das direitos humanos permanecem, 
em sua maioria, impunes. “Essa falência em implementar a lei 
enfraquece a vigência e dificulta o fortalecimento da legitimida-
de do governo democrático como promotor da cidadania”.
O que é Violência Doméstica ?
Violência doméstica é o abuso do poder exercida pelos pais 
ou responsáveis pela criança ou adolescente. Apesar de nem 
todas as pessoas inseguras serem espancadoras, a maioria dos 
espancadores são inseguros e procuram afirmar seu poder de 
dominação pela força física.
Existem vários tipos de violência doméstica: violência física 
(bater, beliscar, empurrar, chutar), a violência psicológica (xingar, 
humilhar, agredir com palavras), o abuso sexual, a negligência e 
o abandono.
Em termos estatísticas, no Brasil, cerca de 70% dos casos 
de violência contra crianças e jovens, tem as pais como agres-
sores. Essas agressões, em geral descontroladas, são conside-
radas como medidas de educar e disciplinar, próprias do poder 
dos pais. No entanto, com frequência, tais “medidas educativas” 
ultrapassam o razoável e tornamse atos violentos de abuso do 
poder parental.
Dados levantados a partir dos processos abertos pelo Servi-
ço de Advocacia da Criança (SAC), ligado à Ordem dos Advoga-
dos do Brasil, mostram que os pais são os principais agentes de 
violência contra os filhos ate 18 anos em São Paulo. Vale lem-
brar que esses dados referemse apenas aos casos notificados 
de violência. Um grande número de agressões feitas a crianças 
e adolescentes não consegue ultrapassar a barreira do silêncio 
imposta pela família.
Um levantamento inédito do MNDH (Movimento Nacional 
de Direitos Humanos), realizado em 1998 no Brasil, revelou que 
pais, avôs, tios e irmãos foram os autores de 34,4% dos homicí-
dios infantis no ano anterior. Amigos e vizinhos são responsáveis 
por 4,6% das mortes violentas. O autor do crime não é conheci-
do em 55,3% dos casos.
Muitos dos crimes investigados ocorreram na própria casa 
das crianças ç44,3% dos casos) comprovando que o ambiente 
domestico é, em muitos casos, perigo e não proteção para as 
crianças.
 
A maneira mais eficaz de diminuir o número de crianças e 
adolescentes que morrem por causa da violência doméstica, se-
gundo especialistas, é detectar os abusos o mais cedo possível. 
Isso porque, antes da agressão fatal, é comum ocorrerem atos 
de abuso físico isolados que podem servir de alerta.
O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que mé-
dicos e professores são obrigados a denunciar todos os casos 
suspeitos ou confirmados de maustratos a crianças aos órgãos 
competentes. Entretanto, a maioria das denúncias de abuso 
físico, sexual e psicológico contra criança continua sendo feita 
por vizinhos e por telefonemas anônimos, como revelaram os 
dados divulgados pelo jornal Folha de São Paulo: apenas 17,7% 
das denúncias foram feitas por profissionais; 34,4% por vizinhos 
e 30,7% por telefonemas anônimos.
Para completar esse tem, cabe ressaltar que a violência 
contra as mulheres tem cifras alarmantes e crescentes, e que o 
maior número de casos ocorre contra meninas e mulheres, den-
tro de suas próprios casas, pelas mãos de seus pais ou padrastos 
e maridos ou companheiros, numa proporção superior a 70% 
das denúncias, no Brasil
O que é Violência Policial ?
Essa forma pode ser considerada como violência sistêmica, 
na medida em que para muitos estudiosos os seus efeitos são 
considerados reflexos do passado político brasileiro.
Há pelo menos quatro concepções diferentes de violência 
policial, que são relevantes para a compreensão e a redução de 
sua incidência no Brasil e que tem implicações importantes para 
a formulação e a implementação de estratégias de controle.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
ENFERMEIRO
1. O uso da força física contra outra pessoa de forma ilegal, 
não relacionada ao cumprimento do dever legal ou de forma 
proibida por lei.
2. O uso desnecessário ou excessivo da força para resolver 
pequenos conflitos ou para prender um criminoso de forma ile-
gítima.
3. Os usos irregulares, anormais, escandalosos ou chocan-
tes da força física contra outras pessoas.
4. O uso de mais força física do que um policial altamente 
competente consideraria necessário em uma determinada situ-
ação.
A análise das formas de controle da violência policial no 
Brasil revela que existem mecanismos voltados para o controle 
do uso ilegal e legitimo da força física pelos policiais, mas inexis-
tem, ou são débeis, os mecanismos voltados para a controle ao 
uso irregular e/ou pouco profissional da força física pelos poli-
ciais. Esse controle seletivo da violência não é acidental, mas sim 
está associado à distribuição extremamente desigual do poder 
político na sociedade brasileira, que sempre favoreceu as elites 
políticas e policiais em detrimento dos cidadãos e dos policiais 
que trabalham em contato direto com os cidadãos.
Durante o regime autoritário (196485), o governo federal 
promoveu claramente ou tolerou violência policial como um ins-
trumento de controle político, mais especificamente de controle 
da oposição ao regime autoritário?
Desde a transição para a democracia, o apoio governamen-
tal ao uso da violência policial como instrumento de controle 
político diminuiu no país e praticamente desapareceu nos esta-
dos das regiões Sul e Sudeste. Embora essa modalidade de uso 
da violência policial tenha diminuído, ainda não desapareceu, 
passando a ser usada sobretudo como instrumento de contro-
le social e mais especificamente como instrumento de contro-
le da criminalidade. Além disso, com o declínio da usa político 
da violênciapolicial, o problema da violência policial se tornou 
mais visível, ou melhor emergiu como um problema diferente e 
independente do problema da violência política, afetando não 
apenas os oponentes do governo ou do regime político mas 
também, e principalmente, a população pobre e marginalizada.
Vale ressaltar que o controle da violência, particularmen-
te da violência praticada pelas Forças Armadas e pela Policia, é 
uma das condições necessárias para a consolidação do estado 
de direito e de regimes políticos democráticos.
A violência policial ainda é um tipo de violência que preo-
cupa cada vez mais os cidadãos, os próprios policiais, os gover-
nantes, os jornalistas e os cientistas sociais, em parte porque 
é praticada por agentes do Estado que têm o obrigação cons-
titucional de garantir a segurança pública, a quem a sociedade 
confia a responsabilidade do controle da violência, Os casos de 
violência policial, ainda que isolados, alimentam um sentimento 
de descontrole e insegurança que dificulta qualquer tentativa de 
controle e pode até contribuir para a escalado de outras formas 
de violência.
Quando os responsáveis não são identificados e punidos, 
ela é percebida como um sintoma de problemas graves de orga-
nização e funcionamento das polícias. Se esses problemas não 
forem solucionados, podem gerar problemas políticos, sociais e 
econômicos sérios e podem contribuir para a desestabilização 
de governos e de regimes democráticos.
Para que as práticas de controle possam funcionar, devem 
estar apoiados em teorias o pelo menos em idéias sobre a natu-
reza e a origem da violência policial que sejam empírica e nor-
mativamente válidas. Os quatro tipos de práticas de controle, 
apresentados a seguir, relacionados aos quatro tipos de violên-
cia mencionados.
Assim, “o primeiro tipo de estratégia enfatiza importância 
de mecanismos de controle externo formal/legal das polícias, 
através dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, auxilia-
dos pelo Ministério Público. Este tipo de estratégia está relacio-
nada à concepção jurídica da violência policial, na medida em 
que visa a controlar principalmente usos ilegais da força física 
por policiais. Governantes, legisladores e juizes têm tipo de co-
nhecimento e informação mais relevantes para a avaliação e o 
controle do usa ilegal do que do uso desnecessária ou excessivo 
da força física por policiais.
O segundo tipo de estratégia enfatiza a importância de me-
canismo de controle interna formal/legal das policias, par meio 
dos dirigentes e administradores das polícias e particularmente 
corregedorias de polícia. Esse tipo de estratégia está mais re-
lacionado à concepção política da violência policial, na medida 
em que visa a controlar principalmente usos ilegítimos da força 
física por policiais. Dirigentes e administradores de polícia têm 
um tipo de conhecimento e informações mais relevante para 
avaliação e controle do uso desnecessário ou excessivo do que 
uso ilegal da força física por policiais.
O terceiro tipo de estratégia enfatizo a importância de me-
canismos de controle externos e informal/convencional das po-
lícias, através da imprensa, da opinião pública, da universidade 
grupos de pressão, particularmente das organizações de Direitos 
Humanos, nacionais e estrangeiras. Frequentemente, este tipo 
de controle é incentivado mediante a criação de um ‘ombuds-
man’, conselhos civis, conselhos comunitários e comissões para 
monitorar o desempenho da polícia. Este tipo de estratégia mais 
relacionado à concepção jornalística de violência policial, na me-
dida em que visa a controlar principalmente usos irregulares ou 
anormais da força física por policiais. É um tipo de estratégia que 
depende de um tipo de conhecimento e informação controlado 
pelos jornalistas e pelas organizações da sociedade civil.
O quarto tipo de estratégia enfatiza a importância de meca-
nismos de controle interno e informal/convencional das polícias, 
através da profissionalização das polícias e dos policiais, apoia-
dos em ‘standards’ claros e precisos de competência e respon-
sabilidade profissional. Este tipo de estratégia está mais relacio-
nado à concepção profissional da violência, na medida em que 
visa a controlar principalmente usos antiprofissionais, nãopro-
fissionais ou poucoprofissionais da força física por policiais. E um 
tipo de estratégia que depende de um tipo de conhecimento e 
informação controlado pelos policiais e pelas associações profis-
sionais dos policiais.
Os quatro tipos de estratégias tendem a ser defendidos por 
grupos diferentes, dentro e fora das polícias, na medida em que 
cada um deles tende a fortalecer um determinado grupo, aquele 
que tem maiores condições para exercer de fato o controle da 
atividade policial. Mas não são necessariamente incompatíveis 
ou conflitantes e podem ser adotados de forma complementar 
ou suplementar. Normalmente, políticas voltadas para o contro-
le da violência estão baseadas em combinações de tipos diferen-
tes de estratégia e não num único tipo.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
ENFERMEIRO
Do policial contemporâneo, mesmo do mais simples esca-
lão, se exigirá, cada vez mais, discernimento dos valores éticos. 
Devese dar mais importância às academias de Polícia, às escolas 
alternativas de oficiais e soldados, ao ensino de pesquisa e às ba-
ses da construção de uma polícia cidadã. Professores habilitados 
não apenas em conhecimento técnico, mas em relacionamentos 
interpessoais são fundamentais na formação de policiais que 
atuam com base no lei e na ordem hierárquica, na autonomia 
moral e intelectual. Uma policia como instituição de serviço à 
cidadania e à segurança pública tem tudo para ser valorizada e 
respeitado. Para tanto, precisa resgatar a consciência de sua im-
portância, de seu papel social e, por conseguinte, a autoestima.
Na nossa História, atos extremamente violentos, em que 
muitas vezes ocorreu o coação de pessoas, foram encabeçados 
pelo Estado ou tiveram o seu consentimento.
Sobre as raízes da violência no Brasil, da MATTA afirma que 
ela se associa fundamentalmente à estrutura de poder vigente 
numa sociedade. “Atitudes violentos são classificadas comu-
mente como formas de ação resultantes do desequilíbrio entre 
fortes e fracos. Entretanto, elas deveriam ser analisadas como 
um processo que permeia o sistema. Nesse discurso, onde pre-
domina a razão prática, a violência não é um mecanismo social 
e uma expressão da sociedade, mas uma resposta a um siste-
ma. Nessa lógica, a violência está tão reificada quanto o poder, 
o sistema, a capitalismo, etc., como um elemento que é visto de 
modo isolado, individualizado, da sociedade na qual ela faz sua 
aparição. Como se a violência e o violento fossem acidentes ou 
anomalias que um determinado tipo de sistema provoca e não 
uma possibilidade real e concreta de manifestação da sociedade 
brasileira.
 
A estrutura de poder, desde o período colonial, é respon-
sável pela negação das direitos da maioria da população. Hoje, 
podemos exemplificar essa tese com a violência resultante dos 
conflitos agrários ou das chacinas.
“Não é possível analisar a violência de uma única maneira, 
toma-la como um fenômeno única. Sua própria pluralidade é a 
única indicação do politeísmo de valores, da palissemia do fato 
social investigado. O termo violência é uma maneira cômoda de 
reunir tudo o que se refere à luta, ao conflito, ao controle, ou 
seja, à parte sombria que sempre atormenta o corpo individual 
ou social. Assim, a violência pode, ainda, ser classificada como: 
conflitos sociais e políticos, repressão, terrorismo, guerras civis 
e tiranias.
Infelizmente, a estrutura de poder que tem prevalecido no 
Brasil no século XX pressupõe a negação dos direitas da maioria 
da população. Uma visão abrangente da história pode levar-nos 
à compreensão dos percursos ao autoritarismo no Brasil e, neste 
caso, o circuito das práticas arbitrárias deve ser analisado objeti-
vamente. O funcionamento ao estrutura de dominação envolveum processo complexo, que tem como centro: o desequilíbrio 
social entre os fortes e os fracos. O jogo político de forças produz 
e reproduz a ordem das ruas.
Muitos governos privilegiaram a autoridade em detrimento 
do consenso; concentraram o poder político em torno de pou-
cos, deixando de lado as instituições representativas, que pas-
saram a ter um caráter meramente cerimonial; restringiram a li-
berdade; suprimiram as oposições ou coagiramnas a simulação. 
Na ideologia autoritária, a utilização da violência se torna ne-
cessária, para a manutenção da desigualdade entre os homens. 
A ordem, nesse conjunto de idéias, ocupa lugar de destaque: 
crença cega na autoridade e, por outro lado, desprezo pelos in-
feriores, débeis e socialmente aceitáveis como vítimas.
A institucianalização de mecanismos repressivas sobre as 
camadas excluídas é de longa data no Brasil. Prisões arbitrá-
rias, torturas, raptos, maus tratos, descasos, perseguições ou a 
opressão detectada na prisão, representam nitidamente a po-
der do Estada sabre a população marginalizada. E esse o pon-
ta fundamental paro a discussão: em que medida as mudanças 
dos regimes políticos no Brasil alteraram o cotidiana da maioria 
excluída da população? A alteração é mínima ou inexistente. As 
rupturas políticas em nossa história praticamente não ocorrem, 
no nível das relações sociais e pessoais. Novos governos, ao as-
sumir o poder praticam velhas políticas e se preocupam em edi-
ficar um imaginário popular calcado na “nova ordem” vigente. A 
constatação dessa “longa duração” em nossa História é primor-
dial para o compreensão da mentalidade sobre as práticas polí-
ticas e, principalmente, sobre as estratégias para o manutenção 
do poder.
Numa análise sobre o passado brasileiro, são valiosas as
palavras de MARIANO: “O legado que o período escravocra-
ta quase 400 anos e os quase 40 anos de período de exceção, ao 
Ditadura Vargas ao período militar nos deixaram, foi uma força 
policial ineficiente, corrupta e autoritária. A lógica do aparato re-
pressivo do estado autoritário é a lógica da defesa do status quo 
das elites conservadoras. O obscurantismo pelo que passou o 
estado brasileiro forjou um modelo de polícia alicerçado em dois 
pilares: o arbítrio e a violência. A questão que se deve colocar 
hoje, no meu entendimento, é: a transição democráti-
 
co no Brasil forjou um modelo de polícia democrática? No 
meu modo de ver a resposta é não. Se não forjou um modelo 
novo, o legado autoritária ainda está presente nas instituições 
policiais, e o que mais caracteriza esse engodo é a dualidade da 
função policial... quero trabalhar aqui com a hipótese de que 
a inquisitoriedade é também uma característica da ineficiência 
policial e do descontrole da polícia.
No mesmo Seminário, MARIANO respondeu o questão: O 
Sr. Não acha que a violência policial e o abuso do poder atende 
em parte os interesses da sociedade, que clama pelo fim da cri-
minalidade, e que a imprensa, TV e jornal faz coro, até justifican-
do a ação policial, por mais violenta que ela seja?
“A policia preventiva e ostensivo não foi uma invenção dos 
militares com o golpe de 64; desde o Brasilcolônia nós temos 
um setor militarizado da polícia, passando pelo Império, e isso 
só foi mudando de nome, tanto que alguns comandos da Po-
licia Militar costumam dizer que têm mais de 100 anos. O de 
São Paulo diz que tem 160 anos. Eu acho que tem 70. Mudar a 
partir de 70 já é difícil, imagine em 160 anos! Essa história de 
que nós temos tradição desde o época do Brasil Imperial ou o 
Brasil Colonial é para dificultar qualquer perspectiva de mudan-
çae as polícias sempre foram treinadas mais para a repressão do 
que para a prevenção. As Polícias Militares da Brasil ainda têm 
muita dificuldade ao fazer prevenção, porque enquanto a lógica 
policial deve ter caráter civil, a lógica da estrutura militar é a de 
caçar criminosos, e de caçar marginais, caçar bandidos, então é 
de chegar depois, não precisa chegar antes, e, evidentemente,

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