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Estrutura e Morfologia Bacteriana
Microbiologia e Imunologia – Nutrição 
Prof. Thiago Rojas Converso e Profa. Michelle Darrieux
MORFOLOGIA BACTERIANA
MICRORGANISMOS QUE IREMOS ESTUDAR
Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014.
Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 2010.
Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012.
Bactérias
• Procariotos;
• Unicelulares;
• Apresentam peptideoglicano em sua 
parede celular.
Fungos
• Eucariotos;
• Podem ser unicelulares 
(leveduras) ou multicelulares 
(fungos filamentosos);
• Parede formada por quitina.
Vírus
• Somente um tipo de Ác. 
Nucléico: DNA ou RNA;
• Ác nucléico coberto por um 
envoltório protéico e um 
envelope lipídico.
2
Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos
CARACTERIZAÇÃO BACTERIANA
MORFOLOGIA FISIOLOGIA E METABOLISMO
• Formas anatômicas
• Microscopia
• Colorações
• Metabolismo
• Fatores de crescimento
• Motilidade
Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014.
Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 2010.
Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012.
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Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos
CARACTERIZAÇÃO BACTERIANA
MORFOLOGIA
• Microscopia
• Formas anatômicas
• Colorações
Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014.
Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 2010.
Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012.
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MORFOLOGIA BACTERIANA
Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014.
Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 
2010.
Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012.
FORMAS E ARRANJO BACTERIANOS
COCOS
Esféricos
BACILOS
Forma de bastão
ESPIRAIS
Formato em Espiral
O tamanho das bactérias varia de 0,2 a 2,0 µm de diâmetro e 2 a 8 µm de 
comprimento.
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MORFOLOGIA BACTERIANA
Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014.
Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 
2010.
Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012.
FORMAS E ARRANJOS BACTERIANOS
COCOS
• Formato esférico;
• Podem apresentar formato oval, alongado ou 
achado em uma das extremidades;
• Quando se dividem para se reproduzir, as células 
podem permanecer ligadas umas as outras e 
apresentar diferentes arranjos.
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MORFOLOGIA BACTERIANA
Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014.
Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 2010.
Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012.
FORMA E ARRANJO BACTERIANO
BACILOS OU BASTONETES
• Formato de bastão;
• Se dividem somente ao longo do seu eixo curto;
• Geralmente se apresentam como bacilos isolados.
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Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos
Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014.
Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 
2010.
Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012.
FORMA E ARRANJO BACTERIANO
BACTÉRIAS ESPIRAIS
• Apresentam uma ou mais curvaturas;
• Podem ser bastões curvos, chamados de Vibriões; 
podem apresentar formato helicoidal, chamadas de 
Espirilos (corpo rígido, formato de saca-rolhas); 
ainda podem apresentar formato helicoidal flexível, 
denominadas Espiroquetas.
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Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos
Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 
2014.
Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 
2010.
Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012.
FORMAS E ARRANJOS BACTERIANOS
FORMAS RARAS
• Stella spp. - formato de estrela
• Haloarcula spp. – formas retangulares e planas
• Células triangulares
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MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
1. Parede celular 
2. Flagelos
3. Filamentos Axiais
4. Fímbrias
5. Pili
6. Cápsula
10
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
1. Parede celular 
2. Membrana Plasmática
3. Flagelos
4. Filamentos Axiais
5. Fímbrias
6. Pili
7. Cápsula
11
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
1. Parede celular 
Bactérias Gram Positivas
X
Bactérias Gram Negativas
12
MORFOLOGIA BACTERIANACÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
1. Parede celular – Gram Positivos
• Camada espessa de 
peptideoglicano;
• Peptideoglicano formado por 
moléculas de N-
Acetilglicosamina e N-
Acetilmurâmico ligadas 
fortemente por uma ponte de 
moléculas peptídicas;
• Apresentam Ác. Teicóico e Ác. 
Lipoteicóico.
• Disposta sobre uma membrana 
plasmática lipídica.
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MORFOLOGIA BACTERIANA
Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012.
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
1. Parede celular – Gram Negativos
• Camada fina de 
peptideoglicano;
• Peptideoglicano formado 
por moléculas de N-
Acetilglicosamina e N-
Acetilmurâmico ligadas 
fortemente por uma ponte 
de moléculas peptídicas;
• Apresenta uma membrana 
externa lipopolissacarídica;
• Camada de peptídeoglicano 
disposta entre a membrana 
externa e a membrana 
interna (plasmática);
• Espaço periplasmático entre a membrana interna e a fina 
camada de peptídeoglicano;
• O espaço periplasmático armazena moléculas de enzimas e 
nutrientes que conferem vantagens de sobrevivência à célula 
bacteriana. 14
MORFOLOGIA BACTERIANACÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
1. Parede celular – Gram Negativos
LIPOPOLISSACARÍDEO (LPS)
• Componente da membrana externa das Bactérias Gram Negativas;
• Confere carga negativa à superfície celular;
• Marcador da presença de bactérias Gram Negativas no sangue de pacientes;
• Antígeno O é reconhecido por células do sistema imunológico.
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MORFOLOGIA BACTERIANA
Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014.
Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 
2010.
Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012.
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
1. Parede celular 
2. Membrana Plasmática
3. Flagelos
4. Filamentos Axiais
5. Fímbrias
6. Pili
7. Cápsula
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MORFOLOGIA BACTERIANACÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
2. Membrana Plasmática
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MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
FUNÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA
• Permeabilidade Seletiva;
• Transporte de elétrons e Fosforilação Oxidativa (Produção de energia);
• Excreção de metabólitos e produtos celulares;
• Biossíntese de DNA, de polímeros da parede celular e lipídios da membrana;
• Alberga receptores de sistemas de transdução.
2. Membrana Plasmática
18
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
FUNÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA
• Permeabilidade Seletiva;
• Transporte de elétrons e Fosforilação Oxidativa (Produção de energia);
• Excreção de enzimas metabólitos e produtos celulares;
• Biossíntese de DNA, de polímeros da parede celular e lipídios da membrana;
• Alberga receptores de sistemas de transdução.
2. Membrana Plasmática
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MORFOLOGIA BACTERIANACÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
2. Membrana Plasmática – Transporte de elétrons e fosforilação oxidativa
• A MP de bactérias apresenta estruturas análogas às encontradas nas membranas das 
mitocôndrias de células eucarióticas;
• Nela são encontrados citocromos, enzimas e componentes da cadeia respiratória, necessárias 
para a produção de energia para a célula;
• Alguns pesquisadores sugerem que as mitocôndrias tenham evoluído de bactérias simbióticas.
• É importante lembrar que as bactérias não possuem 
mitocôndrias, as quais tem atividade de respiração e geração de 
energia nas células eucariontes. Todas essas atividade são 
realizadas na MP das bactérias.
20
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
FUNÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA
• Permeabilidade Seletiva;
• Transporte de elétrons e Fosforilação Oxidativa (Produção de energia);
• Excreção de enzimas, metabólitos e produtos celulares;
• Biossíntese de DNA, de polímeros da parede celular e lipídios da membrana;
• Alberga receptores de sistemas de transdução.
2. Membrana Plasmática
21
MORFOLOGIA BACTERIANACÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
2. Membrana Plasmática – Excreção de enzimas, metabólitos e produtos celulares
• Alguns microrganismosnecessitam de 
macromoléculas como fonte de nutrientes, 
como proteínas, polissacarídeos, lipídeos, etc.
• Para que eles possam atravessar as 
membranas, essas macromoléculas precisam 
ser hidrolisadas em subunidades menores;
• Dessa forma, as bactérias produzem enzimas 
hidrolíticas e as excretam para o meio 
externo;
• As bactérias apresentam 6 tipos de sistemas 
de secreção, que jogam essas enzimas para o 
lado externo da célula bacteriana.
22
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
FUNÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA
• Permeabilidade Seletiva;
• Transporte de elétrons e Fosforilação Oxidativa (Produção de energia);
• Excreção de enzimas, metabólitos e produtos celulares;
• Biossíntese 
• Alberga receptores de sistemas de transdução.
2. Membrana Plasmática
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MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
• Armazena enzimas e moléculas transportadoras para:
o Biossíntese de DNA
o Biossíntese de polímeros da parede celular
o Biossíntese de lipídios da membrana
2. Membrana Plasmática - Biossíntese
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MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
FUNÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA
• Permeabilidade Seletiva;
• Transporte de elétrons e Fosforilação Oxidativa (Produção de energia);
• Excreção de enzimas, metabólitos e produtos celulares;
• Biossíntese 
• Alberga receptores de sistemas de transdução. 
2. Membrana Plasmática
25
Tem a capacidade de “sentir” e induzir uma resposta. 
• Mudança de temperatura = Síntese de proteínas
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
1. Parede celular 
2. Membrana Plasmática
3. Flagelos
4. Filamentos Axiais
5. Fímbrias
6. Pili
7. Cápsula
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MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
3. Flagelos
• Longos apêndices filamentosos que tem 
função de mobilidade;
• Apresenta 3 porções: filamento, gancho e 
corpo basal;
• O filamento contém a proteína globular 
flagelina, distribuída em várias cadeias que 
formam uma hélice em torno de um centro 
oco.
• O gancho é uma proteína que faz a ligação 
do filamento com o corpo basal;
• O corpo basal é uma pequena haste central 
inserida em anéis.
• A rotação do corpo basal promove a mobilidade da célula bacteriana;
• As bactérias sem flagelos são denominadas atríqueas.
27
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
3. Flagelos
1. Peritríqueos: distribuídos 
ao longo da bactéria.
2. Polares
a. Monotríqueos: um único 
flagelo em um dos polos;
b. Lofotríqueos: um tufo de 
flagelos em um dos polos;
c. Anfitríqueos: flagelos em 
ambos polos da bactéria.
28
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
4. Filamentos Axiais
Envolve bactérias espiroquetas 
promovendo a motilidade de 
bactérias desse grupo, fazendo 
um espiral em torno da 
bactéria.
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MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
1. Parede celular 
2. Membrana Plasmática
3. Flagelos
4. Filamentos Axiais
5. Fímbrias
6. Pili
7. Cápsula
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MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
5. Fímbrias
• Estruturas finas e retas;
• Apresentam função de fixação;
• Em algumas bactérias podem 
apresentar função de motilidade 
também, mas com menor 
frequência do que os flagelos.
• Podem apresentar disposição nos 
polos da célula ou distribuídos ao 
longo da célula bacteriana.
31
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
1. Parede celular 
2. Membrana Plasmática
3. Flagelos
4. Filamentos Axiais
5. Fímbrias
6. Pili
7. Cápsula
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MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
5. Pili
• Estruturas geralmente mais longas que as fímbrias;
• Um ou dois por célula;
• Função de mobilidade;
• Pili sexual apresenta função de transferência de DNA entre duas células 
bacterianas.
33
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas
7. Cápsula
Forma uma camada protetora ao 
redor da célula bacteriana, contra 
células do sistema imunológico, 
antissépticos e antimicrobianos.
Composição: polissacarídeos, ácido 
hialurônico
34
Fonte: laboratório de biologia IFSC
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas
1. Cromossomo (nucleóide)
2. Plasmídeos
3. Ribossomos
4. Inclusões
5. Endósporos
35
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas
1. Cromossomo (nucleóide)
2. Plasmídeos
3. Ribossomos
4. Inclusões
5. Endósporos
36
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas
1. Cromossomo (nucleóide)
• Geralmente único;
• Circular
• Fita dupla; 
• Contém todo o material genético essencial 
para a sobrevivência da célula bacteriana.
37
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas
1. Cromossomo (nucleóide)
2. Plasmídeos
3. Ribossomos
4. Inclusões
5. Endósporos
38
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas
2. Plasmídeos
• Molécula de DNA circular extracromossômica;
• Pode ter um ou vários um uma célula;
• Contém genes não essenciais, mas que 
promovem alguma vantagem de sobrevivência ao 
microrganismo (ex: genes de virulência e genes 
de resistência aos antimicrobianos);
• Multiplicam-se de forma independente do 
cromossomo
• Podem ser passados de uma bactéria para outra
39
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas
1. Cromossomo (nucleóide)
2. Plasmídeos
3. Ribossomos
4. Inclusões
5. Endósporos
40
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas
3. Ribossomos
Meka & Gold. Clinical Infectious Diseases. 2004; 39:1010-1015. 
41
Função: síntese proteica
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas
1. Cromossomo (nucleóide)
2. Plasmídeos
3. Ribossomos
4. Inclusões
5. Endósporos
42
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas
4. Inclusões
TIPO DE INCLUSÃO
Grânulos Metacromáticos
Grânulos Polissacarídicos
Inclusões Lipídicas
Grânulos de Enxofre
Carboxissomos
Vacúolos
Magnetossomos
Os corpos de inclusões são armazenados no citoplasma de células bacterianas e podem ser 
utilizados como fonte de nutrientes ou participar de processos no metabolismo de nutrientes para a 
célula bacteriana.
43
MORFOLOGIA BACTERIANA
CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas
1. Cromossomo (nucleóide)
2. Plasmídeos
3. Ribossomos
4. Inclusões
5. Endósporos
44
MORFOLOGIA BACTERIANACÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas
5. Endósporos
45
• Estruturas de resistência;
• Permitem sobrevivência em 
condições desfavoráveis;
46
METABOLISMO MICROBIANO
METABOLISMO: todas as reações químicas que acontecem dentro de um organismo, sejam 
elas com ganho ou com gasto energético.
Catabolismo: 
- É a quebra de compostos orgânicos 
complexos em compostos mais 
simples.
- Em geral são reações hidrolíticas. 
- Exergônicos: produzem mais 
energia do que gastam.
Anabolismo: 
- É a síntese de moléculas orgânicas 
complexas a partir de moléculas mais 
simples.
- Envolvem reações de desidratação.
- Endergônicos: consomem mais 
energia do que produzem.
47
Catabolismo X Anabolismo
METABOLISMO: todas as 
reações químicas que 
acontecem dentro de um 
organismo, sejam elas 
com ganho ou com gasto 
energético.
48
Catabolismo X Anabolismo
49
METABOLISMO MICROBIANO
VIAS METABÓLICAS DOS 
MICRORGANISMOS
50
METABOLISMO MICROBIANO
CATABOLISMO DOS CARBOIDRATOS
• O catabolismo dos carboidratos é a principal fonte de energia para as células 
bacterianas;
• A glicose é o carboidrato preferencial para o catabolismo de carboidratos;
• Os microrganismos podem utilizar dois processos distintos para a realização do 
catabolismo dos carboidratos:
a) Respiração celular
b) Fermentação
• Ambos processos iniciam com um estágio comum, chamado glicólise.
51
METABOLISMO MICROBIANO
GLICÓLISE: processo 
da oxidação da 
molécula de glicose 
em ácido pirúvico 
(piruvato).
52
METABOLISMO MICROBIANO
RESPIRAÇÃO CELULAR
53
METABOLISMO MICROBIANO
RESPIRAÇÃO CELULAR
• É um processo que promove a produção de moléculas deATP, a partir da 
oxidação de moléculas;
• A respiração celular utiliza uma cadeia transportadora de elétrons para a 
produção de energia;
• O aceptor final de elétrons geralmente é uma molécula inorgânica.
1. Respiração aeróbica: utiliza como aceptor final de elétrons uma 
molécula de O2.
2. Respiração anaeróbica: utiliza como aceptor final de elétrons outra 
molécula inorgânica. Raramente pode utilizar uma molécula orgânica.
54
METABOLISMO MICROBIANO
1. Respiração Aeróbica
55
METABOLISMO MICROBIANO
1. Respiração Aeróbica
• Processo de respiração aeróbica utiliza o 
Ciclo de Krebs e Cadeia transportadora de 
elétrons.
• O aceptor final de elétrons na respiração
aeróbica é o OXIGÊNIO
✓ 34 ATPs gerados por fosforilação oxidativa, 
utilizando cadeia transportadora de elétrons;
✓ 2 ATPs gerados no ciclo de Krebs;
✓ 2 ATPs gerados na glicólise
✓ Total: 38 ATPs
56
METABOLISMO MICROBIANO
2. Respiração Anaeróbica
57
METABOLISMO MICROBIANO
2. Respiração Anaeróbica
• Aceptor final de elétrons é uma molécula inorgânica, diferente do O2;
• Exemplos:
• Nitrato – produto final: oxido de nitrito ou nitrato gasoso
• Sulfato – produto final: sulfeto de hidrogênio
• Carbonato – produto final: metano
58
METABOLISMO MICROBIANO
2. Respiração Anaeróbica
• Processo de respiração anaeróbica utiliza o 
Ciclo de Krebs e Cadeia transportadora de 
elétrons.
• O aceptor final de elétrons é uma outra 
molécula que não o oxigênio.
✓ ? ATPs gerados por fosforilação oxidativa, 
utilizando cadeia transportadora de elétrons;
✓ 2 ATPs gerados no ciclo de Krebs;
✓ 2 ATPs gerados na glicólise
✓ Total: ? ATPs
59
METABOLISMO MICROBIANO
2. Respiração Anaeróbica
• A quantidade de ATP gerada na respiração anaeróbia varia de acordo com o 
microrganismo e a via. Como apenas parte do ciclo de Krebs opera em 
condições anaeróbias, e uma vez que somente alguns dos carreadores da 
cadeia de transporte de elétrons participam da respiração anaeróbia, o
rendimento de ATP nunca é tão alto quanto na respiração aeróbia.
60
METABOLISMO MICROBIANO
FERMENTAÇÃO
61
METABOLISMO MICROBIANO
GLICÓLISE: processo 
da oxidação da 
molécula de glicose 
em ácido pirúvico 
(piruvato).
62
METABOLISMO MICROBIANO
FERMENTAÇÃO
• As moléculas de piruvato, produzidas na glicólise, são transformadas em um produto
orgânico;
• Não requer O2
• Não utiliza ciclo de Krebs, nem cadeia transportadora de elétrons;
• O processo de fermentação produz quantidade pequena de energia, já que a produção de 
ATPs é feita somente na fase da glicólise;
• A energia produzida pelo processo de fermentação é totalmente armazenada no produto 
final, uma molécula orgânica.
• Dois processos principais: Fermentação do Ácido Lático e Fermentação Alcóolica
63
METABOLISMO MICROBIANO
FERMENTAÇÃO
1. Fermentação do Ácido Lático
Glicólise: 1 glicose = 2 piruvatos
2 ATPs
• As moléculas de piruvato sofrem redução a partir 
de moléculas de NADH, que são oxidadas a NAD;
• O produto final são duas moléculas de ácido lático;
• A energia produzida nas reações de oxidação-
redução ficam armazenadas no produto final.
64
METABOLISMO MICROBIANO
FERMENTAÇÃO
1. Fermentação do Ácido Lático
Glicólise: 1 glicose = 2 piruvatos
2 ATPs
• As moléculas de piruvato sofrem redução a partir 
de moléculas de NADH, que são oxidadas a NAD;
• O produto final são duas moléculas de ácido lático;
• A energia produzida nas reações de oxidação-
redução ficam armazenadas no produto final.
EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DA FERMENTAÇÃO DO ÁC. LÁTICO:
✓ Produção de iogurtes e conservas
✓ Degradação de alimentos
65
METABOLISMO MICROBIANO
FERMENTAÇÃO
2. Fermentação Alcoolica
Glicólise: 1 glicose = 2 piruvatos
2 ATPs
• Cada molécula de piruvato perde um C, liberando uma molécula 
de CO2 sendo, então, transformadas em acetoaldeído; .
• Cada molécula de acetoaldeído sofre redução por uma molécula 
de NADH, que é oxidada em NAD, produzindo uma molécula de 
etanol;
• A energia produzida nas reações de oxidação-redução ficam 
armazenadas no produto final.
66
METABOLISMO MICROBIANO
FERMENTAÇÃO
2. Fermentação Alcoolica
Glicólise: 1 glicose = 2 piruvatos
2 ATPs
• Cada molécula de piruvato perde um C, liberando 
uma molécula de CO2 sendo, então, transformadas 
em acetoaldeído; .
• Cada molécula de acetoaldeído sofre redução por 
uma molécula de NADH, que é oxidada em NAD, 
produzindo uma molécula de etanol;
• A energia produzida nas reações de oxidação-
redução ficam armazenadas no produto final.
EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DA FERMENTAÇÃO 
ALCOOLICA:
✓ Etanol de bebidas alcóolicas
✓ CO2 no crescimento de pães
67
CRESCIMENTO BACTERIANO
CRESCIMENTO BACTERIANO
68
CRESCIMENTO BACTERIANO
DUPLICAÇÃO BACTERIANA
• O processo mais comum de duplicação 
de uma célula bacteriana é chamado de 
FISSÃO BINÁRIA:
1. O material genético se duplica;
2. A membrana plasmática se divide e 
forma um septo, separando o 
material genético duplicado;
3. Parede celular é formada no septo 
e as células são separadas em duas.
69
CRESCIMENTO BACTERIANOCURVA DE CRESCIMENTO BACTERIANO
• Crescer = dividir = multiplicar
• O crescimento bacteriano 
apresenta um padrão típico, 
formando uma curva.
- Fase Lag: início do cultivo; sem 
multiplicação, mas com adaptações 
metabólicas.
- Fase Log (exponencial): ritmo de 
crescimento máximo e constante 
(Vmax)
- Fase estacionária: redução gradual 
da velocidade de crescimento por 
exaustão de nutrientes, até o 
equilíbrio ente ritmo de multiplicação 
e de morte.
Fase de declínio: bactérias passam a 
morrer mais rapidamente do que se 
reproduzem.
70
Medidas de Crescimento
• Turbidimetria ou espectrofotometria;
• Biomassa Seca ou Úmida;
• Número Total de Células;
• Número de Células Viáveis ou Unidades Formadoras de 
Colônias (UFC);
• Volume do sedimento obtido por centrifugação;
• Teor de um componente celular.
CRESCIMENTO BACTERIANOCURVA DE CRESCIMENTO BACTERIANO
• Tempo de geração: tempo necessário para uma divisão celular
• Varia muito entre espécies bacterianas
72
CRESCIMENTO BACTERIANO
FATORES DE CRESCIMENTO 
MICROBIANO
73
CRESCIMENTO BACTERIANO
FATORES FÍSICOS DE CRESCIMENTO 
BACTERIANO
TEMPERATURA
• Psicrófilos: vivem em temperaturas baixas, como oceanos e regiões polares.
• Mesófilos: conseguem sobreviver em temperaturas entre 25 e 40ºC, sendo a 
temperatura ideal em torno de 37ºC. Maioria dos microrganismos crescem 
nesta faixa de temperatura.
• Termófilos: conseguem sobreviver em temperatura elevadas, entre 50 e 60ºC. 
Bactérias que vivem em lagos com água quente.
74
CRESCIMENTO BACTERIANO
FATORES FÍSICOS DE CRESCIMENTO 
BACTERIANO
OBS: Algumas necessitam de pH ácido para sobreviver e são chamadas de acidófilas.
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CRESCIMENTO BACTERIANO
FATORES FÍSICOS DE CRESCIMENTO 
BACTERIANO
Pressão Osmótica
• Halófilos Extremos: requerem altas concentrações de sal.
a) Halófilos obrigatórios: só sobrevivem em concentrações elevadas de sal.
b) Halófilos facultativos: não requerem para sobrevivência, mas conseguem 
crescer nessas condições.
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CRESCIMENTO BACTERIANO
FATORES QUÍMICOS DE CRESCIMENTO BACTERIANO
Oxigênio
a) Aeróbios obrigatórios: requerem O2 para sobrevivência.
b) Anaeróbicos facultativos: são aeróbios que tem capacidade de sobreviver na 
ausência de O2.
c) Anaeróbicos obrigatórios: só sobrevivem na ausência de O2.
d) Anaeróbicos aerotolerantes: são anaeróbios que conseguem sobreviver na 
presença de baixas concentrações de O2, apesar de não utilizá-lo.
e) Microaerófilos: requerem concentrações baixas de O2 para sobrevivência.
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CRESCIMENTO BACTERIANO
FATORES QUÍMICOS DE CRESCIMENTO BACTERIANO
ELEMENTOS ESSENCIAIS
• Carbono
• Nitrogênio
• Enxofre
• Fósforo
São elementos necessários para o 
metabolismo bacteriano, síntese de DNA e 
RNA, produção de energia, entre outros.
78
Bibliografia
TORTORA, 10ed Jawetz, 24ed
	Slide 1: Estrutura e Morfologia Bacteriana Microbiologia e Imunologia – Nutrição Prof. Thiago Rojas Converso e Profa. MichelleDarrieux 
	Slide 2: MORFOLOGIA BACTERIANA
	Slide 3: Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos
	Slide 4: Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos
	Slide 5: MORFOLOGIA BACTERIANA
	Slide 6: MORFOLOGIA BACTERIANA
	Slide 7: MORFOLOGIA BACTERIANA
	Slide 8: Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos
	Slide 9: Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos
	Slide 10: MORFOLOGIA BACTERIANA
	Slide 11: MORFOLOGIA BACTERIANA
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	Slide 16: MORFOLOGIA BACTERIANA
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	Slide 18: MORFOLOGIA BACTERIANA
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	Slide 39: MORFOLOGIA BACTERIANA
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	Slide 45: MORFOLOGIA BACTERIANA
	Slide 46
	Slide 47: METABOLISMO MICROBIANO
	Slide 48: Catabolismo X Anabolismo
	Slide 49: Catabolismo X Anabolismo
	Slide 50: METABOLISMO MICROBIANO
	Slide 51: METABOLISMO MICROBIANO
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	Slide 58: METABOLISMO MICROBIANO
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	Slide 60: METABOLISMO MICROBIANO
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	Slide 67: METABOLISMO MICROBIANO
	Slide 68: CRESCIMENTO BACTERIANO
	Slide 69: CRESCIMENTO BACTERIANO
	Slide 70: CRESCIMENTO BACTERIANO
	Slide 71: Medidas de Crescimento
	Slide 72: CRESCIMENTO BACTERIANO
	Slide 73: CRESCIMENTO BACTERIANO
	Slide 74: CRESCIMENTO BACTERIANO
	Slide 75: CRESCIMENTO BACTERIANO
	Slide 76: CRESCIMENTO BACTERIANO
	Slide 77: CRESCIMENTO BACTERIANO
	Slide 78: CRESCIMENTO BACTERIANO
	Slide 79: Bibliografia

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