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Estrutura e Morfologia Bacteriana Microbiologia e Imunologia – Nutrição Prof. Thiago Rojas Converso e Profa. Michelle Darrieux MORFOLOGIA BACTERIANA MICRORGANISMOS QUE IREMOS ESTUDAR Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014. Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 2010. Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012. Bactérias • Procariotos; • Unicelulares; • Apresentam peptideoglicano em sua parede celular. Fungos • Eucariotos; • Podem ser unicelulares (leveduras) ou multicelulares (fungos filamentosos); • Parede formada por quitina. Vírus • Somente um tipo de Ác. Nucléico: DNA ou RNA; • Ác nucléico coberto por um envoltório protéico e um envelope lipídico. 2 Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos CARACTERIZAÇÃO BACTERIANA MORFOLOGIA FISIOLOGIA E METABOLISMO • Formas anatômicas • Microscopia • Colorações • Metabolismo • Fatores de crescimento • Motilidade Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014. Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 2010. Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012. 3 Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos CARACTERIZAÇÃO BACTERIANA MORFOLOGIA • Microscopia • Formas anatômicas • Colorações Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014. Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 2010. Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012. 4 MORFOLOGIA BACTERIANA Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014. Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 2010. Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012. FORMAS E ARRANJO BACTERIANOS COCOS Esféricos BACILOS Forma de bastão ESPIRAIS Formato em Espiral O tamanho das bactérias varia de 0,2 a 2,0 µm de diâmetro e 2 a 8 µm de comprimento. 5 MORFOLOGIA BACTERIANA Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014. Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 2010. Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012. FORMAS E ARRANJOS BACTERIANOS COCOS • Formato esférico; • Podem apresentar formato oval, alongado ou achado em uma das extremidades; • Quando se dividem para se reproduzir, as células podem permanecer ligadas umas as outras e apresentar diferentes arranjos. 6 MORFOLOGIA BACTERIANA Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014. Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 2010. Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012. FORMA E ARRANJO BACTERIANO BACILOS OU BASTONETES • Formato de bastão; • Se dividem somente ao longo do seu eixo curto; • Geralmente se apresentam como bacilos isolados. 7 Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014. Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 2010. Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012. FORMA E ARRANJO BACTERIANO BACTÉRIAS ESPIRAIS • Apresentam uma ou mais curvaturas; • Podem ser bastões curvos, chamados de Vibriões; podem apresentar formato helicoidal, chamadas de Espirilos (corpo rígido, formato de saca-rolhas); ainda podem apresentar formato helicoidal flexível, denominadas Espiroquetas. 8 Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014. Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 2010. Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012. FORMAS E ARRANJOS BACTERIANOS FORMAS RARAS • Stella spp. - formato de estrela • Haloarcula spp. – formas retangulares e planas • Células triangulares 9 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 1. Parede celular 2. Flagelos 3. Filamentos Axiais 4. Fímbrias 5. Pili 6. Cápsula 10 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 1. Parede celular 2. Membrana Plasmática 3. Flagelos 4. Filamentos Axiais 5. Fímbrias 6. Pili 7. Cápsula 11 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 1. Parede celular Bactérias Gram Positivas X Bactérias Gram Negativas 12 MORFOLOGIA BACTERIANACÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 1. Parede celular – Gram Positivos • Camada espessa de peptideoglicano; • Peptideoglicano formado por moléculas de N- Acetilglicosamina e N- Acetilmurâmico ligadas fortemente por uma ponte de moléculas peptídicas; • Apresentam Ác. Teicóico e Ác. Lipoteicóico. • Disposta sobre uma membrana plasmática lipídica. 13 MORFOLOGIA BACTERIANA Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012. CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 1. Parede celular – Gram Negativos • Camada fina de peptideoglicano; • Peptideoglicano formado por moléculas de N- Acetilglicosamina e N- Acetilmurâmico ligadas fortemente por uma ponte de moléculas peptídicas; • Apresenta uma membrana externa lipopolissacarídica; • Camada de peptídeoglicano disposta entre a membrana externa e a membrana interna (plasmática); • Espaço periplasmático entre a membrana interna e a fina camada de peptídeoglicano; • O espaço periplasmático armazena moléculas de enzimas e nutrientes que conferem vantagens de sobrevivência à célula bacteriana. 14 MORFOLOGIA BACTERIANACÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 1. Parede celular – Gram Negativos LIPOPOLISSACARÍDEO (LPS) • Componente da membrana externa das Bactérias Gram Negativas; • Confere carga negativa à superfície celular; • Marcador da presença de bactérias Gram Negativas no sangue de pacientes; • Antígeno O é reconhecido por células do sistema imunológico. 15 MORFOLOGIA BACTERIANA Jawetz et al. Microbiologia Médica. Artmed. 26ª ed. 2014. Madigan et al. Microbiologia de Brock. Artmed. 12ª ed. 2010. Tortora et al. Microbiologia. 10ª ed. 2012. CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 1. Parede celular 2. Membrana Plasmática 3. Flagelos 4. Filamentos Axiais 5. Fímbrias 6. Pili 7. Cápsula 16 MORFOLOGIA BACTERIANACÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 2. Membrana Plasmática 17 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas FUNÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA • Permeabilidade Seletiva; • Transporte de elétrons e Fosforilação Oxidativa (Produção de energia); • Excreção de metabólitos e produtos celulares; • Biossíntese de DNA, de polímeros da parede celular e lipídios da membrana; • Alberga receptores de sistemas de transdução. 2. Membrana Plasmática 18 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas FUNÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA • Permeabilidade Seletiva; • Transporte de elétrons e Fosforilação Oxidativa (Produção de energia); • Excreção de enzimas metabólitos e produtos celulares; • Biossíntese de DNA, de polímeros da parede celular e lipídios da membrana; • Alberga receptores de sistemas de transdução. 2. Membrana Plasmática 19 MORFOLOGIA BACTERIANACÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 2. Membrana Plasmática – Transporte de elétrons e fosforilação oxidativa • A MP de bactérias apresenta estruturas análogas às encontradas nas membranas das mitocôndrias de células eucarióticas; • Nela são encontrados citocromos, enzimas e componentes da cadeia respiratória, necessárias para a produção de energia para a célula; • Alguns pesquisadores sugerem que as mitocôndrias tenham evoluído de bactérias simbióticas. • É importante lembrar que as bactérias não possuem mitocôndrias, as quais tem atividade de respiração e geração de energia nas células eucariontes. Todas essas atividade são realizadas na MP das bactérias. 20 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas FUNÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA • Permeabilidade Seletiva; • Transporte de elétrons e Fosforilação Oxidativa (Produção de energia); • Excreção de enzimas, metabólitos e produtos celulares; • Biossíntese de DNA, de polímeros da parede celular e lipídios da membrana; • Alberga receptores de sistemas de transdução. 2. Membrana Plasmática 21 MORFOLOGIA BACTERIANACÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 2. Membrana Plasmática – Excreção de enzimas, metabólitos e produtos celulares • Alguns microrganismosnecessitam de macromoléculas como fonte de nutrientes, como proteínas, polissacarídeos, lipídeos, etc. • Para que eles possam atravessar as membranas, essas macromoléculas precisam ser hidrolisadas em subunidades menores; • Dessa forma, as bactérias produzem enzimas hidrolíticas e as excretam para o meio externo; • As bactérias apresentam 6 tipos de sistemas de secreção, que jogam essas enzimas para o lado externo da célula bacteriana. 22 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas FUNÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA • Permeabilidade Seletiva; • Transporte de elétrons e Fosforilação Oxidativa (Produção de energia); • Excreção de enzimas, metabólitos e produtos celulares; • Biossíntese • Alberga receptores de sistemas de transdução. 2. Membrana Plasmática 23 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas • Armazena enzimas e moléculas transportadoras para: o Biossíntese de DNA o Biossíntese de polímeros da parede celular o Biossíntese de lipídios da membrana 2. Membrana Plasmática - Biossíntese 24 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas FUNÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA • Permeabilidade Seletiva; • Transporte de elétrons e Fosforilação Oxidativa (Produção de energia); • Excreção de enzimas, metabólitos e produtos celulares; • Biossíntese • Alberga receptores de sistemas de transdução. 2. Membrana Plasmática 25 Tem a capacidade de “sentir” e induzir uma resposta. • Mudança de temperatura = Síntese de proteínas MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 1. Parede celular 2. Membrana Plasmática 3. Flagelos 4. Filamentos Axiais 5. Fímbrias 6. Pili 7. Cápsula 26 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 3. Flagelos • Longos apêndices filamentosos que tem função de mobilidade; • Apresenta 3 porções: filamento, gancho e corpo basal; • O filamento contém a proteína globular flagelina, distribuída em várias cadeias que formam uma hélice em torno de um centro oco. • O gancho é uma proteína que faz a ligação do filamento com o corpo basal; • O corpo basal é uma pequena haste central inserida em anéis. • A rotação do corpo basal promove a mobilidade da célula bacteriana; • As bactérias sem flagelos são denominadas atríqueas. 27 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 3. Flagelos 1. Peritríqueos: distribuídos ao longo da bactéria. 2. Polares a. Monotríqueos: um único flagelo em um dos polos; b. Lofotríqueos: um tufo de flagelos em um dos polos; c. Anfitríqueos: flagelos em ambos polos da bactéria. 28 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 4. Filamentos Axiais Envolve bactérias espiroquetas promovendo a motilidade de bactérias desse grupo, fazendo um espiral em torno da bactéria. 29 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 1. Parede celular 2. Membrana Plasmática 3. Flagelos 4. Filamentos Axiais 5. Fímbrias 6. Pili 7. Cápsula 30 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 5. Fímbrias • Estruturas finas e retas; • Apresentam função de fixação; • Em algumas bactérias podem apresentar função de motilidade também, mas com menor frequência do que os flagelos. • Podem apresentar disposição nos polos da célula ou distribuídos ao longo da célula bacteriana. 31 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 1. Parede celular 2. Membrana Plasmática 3. Flagelos 4. Filamentos Axiais 5. Fímbrias 6. Pili 7. Cápsula 32 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 5. Pili • Estruturas geralmente mais longas que as fímbrias; • Um ou dois por célula; • Função de mobilidade; • Pili sexual apresenta função de transferência de DNA entre duas células bacterianas. 33 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Externas 7. Cápsula Forma uma camada protetora ao redor da célula bacteriana, contra células do sistema imunológico, antissépticos e antimicrobianos. Composição: polissacarídeos, ácido hialurônico 34 Fonte: laboratório de biologia IFSC MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas 1. Cromossomo (nucleóide) 2. Plasmídeos 3. Ribossomos 4. Inclusões 5. Endósporos 35 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas 1. Cromossomo (nucleóide) 2. Plasmídeos 3. Ribossomos 4. Inclusões 5. Endósporos 36 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas 1. Cromossomo (nucleóide) • Geralmente único; • Circular • Fita dupla; • Contém todo o material genético essencial para a sobrevivência da célula bacteriana. 37 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas 1. Cromossomo (nucleóide) 2. Plasmídeos 3. Ribossomos 4. Inclusões 5. Endósporos 38 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas 2. Plasmídeos • Molécula de DNA circular extracromossômica; • Pode ter um ou vários um uma célula; • Contém genes não essenciais, mas que promovem alguma vantagem de sobrevivência ao microrganismo (ex: genes de virulência e genes de resistência aos antimicrobianos); • Multiplicam-se de forma independente do cromossomo • Podem ser passados de uma bactéria para outra 39 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas 1. Cromossomo (nucleóide) 2. Plasmídeos 3. Ribossomos 4. Inclusões 5. Endósporos 40 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas 3. Ribossomos Meka & Gold. Clinical Infectious Diseases. 2004; 39:1010-1015. 41 Função: síntese proteica MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas 1. Cromossomo (nucleóide) 2. Plasmídeos 3. Ribossomos 4. Inclusões 5. Endósporos 42 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas 4. Inclusões TIPO DE INCLUSÃO Grânulos Metacromáticos Grânulos Polissacarídicos Inclusões Lipídicas Grânulos de Enxofre Carboxissomos Vacúolos Magnetossomos Os corpos de inclusões são armazenados no citoplasma de células bacterianas e podem ser utilizados como fonte de nutrientes ou participar de processos no metabolismo de nutrientes para a célula bacteriana. 43 MORFOLOGIA BACTERIANA CÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas 1. Cromossomo (nucleóide) 2. Plasmídeos 3. Ribossomos 4. Inclusões 5. Endósporos 44 MORFOLOGIA BACTERIANACÉLULA BACTERIANA – Estruturas Internas 5. Endósporos 45 • Estruturas de resistência; • Permitem sobrevivência em condições desfavoráveis; 46 METABOLISMO MICROBIANO METABOLISMO: todas as reações químicas que acontecem dentro de um organismo, sejam elas com ganho ou com gasto energético. Catabolismo: - É a quebra de compostos orgânicos complexos em compostos mais simples. - Em geral são reações hidrolíticas. - Exergônicos: produzem mais energia do que gastam. Anabolismo: - É a síntese de moléculas orgânicas complexas a partir de moléculas mais simples. - Envolvem reações de desidratação. - Endergônicos: consomem mais energia do que produzem. 47 Catabolismo X Anabolismo METABOLISMO: todas as reações químicas que acontecem dentro de um organismo, sejam elas com ganho ou com gasto energético. 48 Catabolismo X Anabolismo 49 METABOLISMO MICROBIANO VIAS METABÓLICAS DOS MICRORGANISMOS 50 METABOLISMO MICROBIANO CATABOLISMO DOS CARBOIDRATOS • O catabolismo dos carboidratos é a principal fonte de energia para as células bacterianas; • A glicose é o carboidrato preferencial para o catabolismo de carboidratos; • Os microrganismos podem utilizar dois processos distintos para a realização do catabolismo dos carboidratos: a) Respiração celular b) Fermentação • Ambos processos iniciam com um estágio comum, chamado glicólise. 51 METABOLISMO MICROBIANO GLICÓLISE: processo da oxidação da molécula de glicose em ácido pirúvico (piruvato). 52 METABOLISMO MICROBIANO RESPIRAÇÃO CELULAR 53 METABOLISMO MICROBIANO RESPIRAÇÃO CELULAR • É um processo que promove a produção de moléculas deATP, a partir da oxidação de moléculas; • A respiração celular utiliza uma cadeia transportadora de elétrons para a produção de energia; • O aceptor final de elétrons geralmente é uma molécula inorgânica. 1. Respiração aeróbica: utiliza como aceptor final de elétrons uma molécula de O2. 2. Respiração anaeróbica: utiliza como aceptor final de elétrons outra molécula inorgânica. Raramente pode utilizar uma molécula orgânica. 54 METABOLISMO MICROBIANO 1. Respiração Aeróbica 55 METABOLISMO MICROBIANO 1. Respiração Aeróbica • Processo de respiração aeróbica utiliza o Ciclo de Krebs e Cadeia transportadora de elétrons. • O aceptor final de elétrons na respiração aeróbica é o OXIGÊNIO ✓ 34 ATPs gerados por fosforilação oxidativa, utilizando cadeia transportadora de elétrons; ✓ 2 ATPs gerados no ciclo de Krebs; ✓ 2 ATPs gerados na glicólise ✓ Total: 38 ATPs 56 METABOLISMO MICROBIANO 2. Respiração Anaeróbica 57 METABOLISMO MICROBIANO 2. Respiração Anaeróbica • Aceptor final de elétrons é uma molécula inorgânica, diferente do O2; • Exemplos: • Nitrato – produto final: oxido de nitrito ou nitrato gasoso • Sulfato – produto final: sulfeto de hidrogênio • Carbonato – produto final: metano 58 METABOLISMO MICROBIANO 2. Respiração Anaeróbica • Processo de respiração anaeróbica utiliza o Ciclo de Krebs e Cadeia transportadora de elétrons. • O aceptor final de elétrons é uma outra molécula que não o oxigênio. ✓ ? ATPs gerados por fosforilação oxidativa, utilizando cadeia transportadora de elétrons; ✓ 2 ATPs gerados no ciclo de Krebs; ✓ 2 ATPs gerados na glicólise ✓ Total: ? ATPs 59 METABOLISMO MICROBIANO 2. Respiração Anaeróbica • A quantidade de ATP gerada na respiração anaeróbia varia de acordo com o microrganismo e a via. Como apenas parte do ciclo de Krebs opera em condições anaeróbias, e uma vez que somente alguns dos carreadores da cadeia de transporte de elétrons participam da respiração anaeróbia, o rendimento de ATP nunca é tão alto quanto na respiração aeróbia. 60 METABOLISMO MICROBIANO FERMENTAÇÃO 61 METABOLISMO MICROBIANO GLICÓLISE: processo da oxidação da molécula de glicose em ácido pirúvico (piruvato). 62 METABOLISMO MICROBIANO FERMENTAÇÃO • As moléculas de piruvato, produzidas na glicólise, são transformadas em um produto orgânico; • Não requer O2 • Não utiliza ciclo de Krebs, nem cadeia transportadora de elétrons; • O processo de fermentação produz quantidade pequena de energia, já que a produção de ATPs é feita somente na fase da glicólise; • A energia produzida pelo processo de fermentação é totalmente armazenada no produto final, uma molécula orgânica. • Dois processos principais: Fermentação do Ácido Lático e Fermentação Alcóolica 63 METABOLISMO MICROBIANO FERMENTAÇÃO 1. Fermentação do Ácido Lático Glicólise: 1 glicose = 2 piruvatos 2 ATPs • As moléculas de piruvato sofrem redução a partir de moléculas de NADH, que são oxidadas a NAD; • O produto final são duas moléculas de ácido lático; • A energia produzida nas reações de oxidação- redução ficam armazenadas no produto final. 64 METABOLISMO MICROBIANO FERMENTAÇÃO 1. Fermentação do Ácido Lático Glicólise: 1 glicose = 2 piruvatos 2 ATPs • As moléculas de piruvato sofrem redução a partir de moléculas de NADH, que são oxidadas a NAD; • O produto final são duas moléculas de ácido lático; • A energia produzida nas reações de oxidação- redução ficam armazenadas no produto final. EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DA FERMENTAÇÃO DO ÁC. LÁTICO: ✓ Produção de iogurtes e conservas ✓ Degradação de alimentos 65 METABOLISMO MICROBIANO FERMENTAÇÃO 2. Fermentação Alcoolica Glicólise: 1 glicose = 2 piruvatos 2 ATPs • Cada molécula de piruvato perde um C, liberando uma molécula de CO2 sendo, então, transformadas em acetoaldeído; . • Cada molécula de acetoaldeído sofre redução por uma molécula de NADH, que é oxidada em NAD, produzindo uma molécula de etanol; • A energia produzida nas reações de oxidação-redução ficam armazenadas no produto final. 66 METABOLISMO MICROBIANO FERMENTAÇÃO 2. Fermentação Alcoolica Glicólise: 1 glicose = 2 piruvatos 2 ATPs • Cada molécula de piruvato perde um C, liberando uma molécula de CO2 sendo, então, transformadas em acetoaldeído; . • Cada molécula de acetoaldeído sofre redução por uma molécula de NADH, que é oxidada em NAD, produzindo uma molécula de etanol; • A energia produzida nas reações de oxidação- redução ficam armazenadas no produto final. EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DA FERMENTAÇÃO ALCOOLICA: ✓ Etanol de bebidas alcóolicas ✓ CO2 no crescimento de pães 67 CRESCIMENTO BACTERIANO CRESCIMENTO BACTERIANO 68 CRESCIMENTO BACTERIANO DUPLICAÇÃO BACTERIANA • O processo mais comum de duplicação de uma célula bacteriana é chamado de FISSÃO BINÁRIA: 1. O material genético se duplica; 2. A membrana plasmática se divide e forma um septo, separando o material genético duplicado; 3. Parede celular é formada no septo e as células são separadas em duas. 69 CRESCIMENTO BACTERIANOCURVA DE CRESCIMENTO BACTERIANO • Crescer = dividir = multiplicar • O crescimento bacteriano apresenta um padrão típico, formando uma curva. - Fase Lag: início do cultivo; sem multiplicação, mas com adaptações metabólicas. - Fase Log (exponencial): ritmo de crescimento máximo e constante (Vmax) - Fase estacionária: redução gradual da velocidade de crescimento por exaustão de nutrientes, até o equilíbrio ente ritmo de multiplicação e de morte. Fase de declínio: bactérias passam a morrer mais rapidamente do que se reproduzem. 70 Medidas de Crescimento • Turbidimetria ou espectrofotometria; • Biomassa Seca ou Úmida; • Número Total de Células; • Número de Células Viáveis ou Unidades Formadoras de Colônias (UFC); • Volume do sedimento obtido por centrifugação; • Teor de um componente celular. CRESCIMENTO BACTERIANOCURVA DE CRESCIMENTO BACTERIANO • Tempo de geração: tempo necessário para uma divisão celular • Varia muito entre espécies bacterianas 72 CRESCIMENTO BACTERIANO FATORES DE CRESCIMENTO MICROBIANO 73 CRESCIMENTO BACTERIANO FATORES FÍSICOS DE CRESCIMENTO BACTERIANO TEMPERATURA • Psicrófilos: vivem em temperaturas baixas, como oceanos e regiões polares. • Mesófilos: conseguem sobreviver em temperaturas entre 25 e 40ºC, sendo a temperatura ideal em torno de 37ºC. Maioria dos microrganismos crescem nesta faixa de temperatura. • Termófilos: conseguem sobreviver em temperatura elevadas, entre 50 e 60ºC. Bactérias que vivem em lagos com água quente. 74 CRESCIMENTO BACTERIANO FATORES FÍSICOS DE CRESCIMENTO BACTERIANO OBS: Algumas necessitam de pH ácido para sobreviver e são chamadas de acidófilas. 75 CRESCIMENTO BACTERIANO FATORES FÍSICOS DE CRESCIMENTO BACTERIANO Pressão Osmótica • Halófilos Extremos: requerem altas concentrações de sal. a) Halófilos obrigatórios: só sobrevivem em concentrações elevadas de sal. b) Halófilos facultativos: não requerem para sobrevivência, mas conseguem crescer nessas condições. 76 CRESCIMENTO BACTERIANO FATORES QUÍMICOS DE CRESCIMENTO BACTERIANO Oxigênio a) Aeróbios obrigatórios: requerem O2 para sobrevivência. b) Anaeróbicos facultativos: são aeróbios que tem capacidade de sobreviver na ausência de O2. c) Anaeróbicos obrigatórios: só sobrevivem na ausência de O2. d) Anaeróbicos aerotolerantes: são anaeróbios que conseguem sobreviver na presença de baixas concentrações de O2, apesar de não utilizá-lo. e) Microaerófilos: requerem concentrações baixas de O2 para sobrevivência. 77 CRESCIMENTO BACTERIANO FATORES QUÍMICOS DE CRESCIMENTO BACTERIANO ELEMENTOS ESSENCIAIS • Carbono • Nitrogênio • Enxofre • Fósforo São elementos necessários para o metabolismo bacteriano, síntese de DNA e RNA, produção de energia, entre outros. 78 Bibliografia TORTORA, 10ed Jawetz, 24ed Slide 1: Estrutura e Morfologia Bacteriana Microbiologia e Imunologia – Nutrição Prof. Thiago Rojas Converso e Profa. MichelleDarrieux Slide 2: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 3: Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos Slide 4: Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos Slide 5: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 6: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 7: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 8: Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos Slide 9: Técnica de caracterização fenotípica dos microrganismos Slide 10: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 11: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 12: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 13: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 14: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 15: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 16: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 17: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 18: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 19: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 20: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 21: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 22: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 23: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 24: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 25: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 26: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 27: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 28: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 29: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 30: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 31: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 32: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 33: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 34: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 35: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 36: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 37: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 38: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 39: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 40: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 41: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 42: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 43: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 44: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 45: MORFOLOGIA BACTERIANA Slide 46 Slide 47: METABOLISMO MICROBIANO Slide 48: Catabolismo X Anabolismo Slide 49: Catabolismo X Anabolismo Slide 50: METABOLISMO MICROBIANO Slide 51: METABOLISMO MICROBIANO Slide 52: METABOLISMO MICROBIANO Slide 53: METABOLISMO MICROBIANO Slide 54: METABOLISMO MICROBIANO Slide 55: METABOLISMO MICROBIANO Slide 56 Slide 57: METABOLISMO MICROBIANO Slide 58: METABOLISMO MICROBIANO Slide 59 Slide 60: METABOLISMO MICROBIANO Slide 61: METABOLISMO MICROBIANO Slide 62: METABOLISMO MICROBIANO Slide 63: METABOLISMO MICROBIANO Slide 64: METABOLISMO MICROBIANO Slide 65: METABOLISMO MICROBIANO Slide 66: METABOLISMO MICROBIANO Slide 67: METABOLISMO MICROBIANO Slide 68: CRESCIMENTO BACTERIANO Slide 69: CRESCIMENTO BACTERIANO Slide 70: CRESCIMENTO BACTERIANO Slide 71: Medidas de Crescimento Slide 72: CRESCIMENTO BACTERIANO Slide 73: CRESCIMENTO BACTERIANO Slide 74: CRESCIMENTO BACTERIANO Slide 75: CRESCIMENTO BACTERIANO Slide 76: CRESCIMENTO BACTERIANO Slide 77: CRESCIMENTO BACTERIANO Slide 78: CRESCIMENTO BACTERIANO Slide 79: Bibliografia