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•. Nome: Adriana Dantas Gomes Matéria: Aspectos antropológico e sociológicos da educação Professor: Marcelo de Almeida Turma: 9001 O comportamento da sociedade diante o trabalho Introdução O trabalho está relacionado com as necessidades do ser humano, como prover alimentação, moradia, ter o que vestir e até mesmo momentos de lazer, porém é necessário da parte do homem esforço para a sua realização, pois se olharmos ao nosso redor a sociedade se movimenta por conta do trabalho humano, desde processo de produção até a relação dos trabalhadores entre si para executa-lo. Estar sem um trabalho é considerado como algo extremamente temido pelas pessoas, pois estar desempregado para muitas famílias e indivíduos significa ficar sem um teto, sem comida, sem vida social. Tal medo de ficar sem nada não poderia ser outra coisa a não ser algo devastador. Como dizia Benjamin Frankin (1706 - 1790) “ O trabalho dignifica o homem.” Com isso podemos entender que o trabalho é importante na vida do ser humano, pois é por meio dele que uma pessoa cria sua identidade enquanto sujeito no mundo em que vivemos, e com isso o trabalho tem o poder de dignificar ao homem e mostrar a essência do seu valor na sociedade. Desenvolvimento Muitas pessoas pensam que o trabalho só é importante por causa do dinheiro recebido, porém não é apenas isso, ele também é importante pelo o fato que o ser humano toma consciência de si e do seu valor. O trabalho está em tudo e praticamente todos trabalham, Marshall Sahlins, um cientista social norte americano propôs que as sociedades fossem conhecidas como ''sociedade da abundância'' ou ''sociedade do lazer’’. A sociedade da abundância um líder tribal, na maioria dos casos, tem uma função social, com isso ele trabalha junto com os seus "governados", e a sua posição é objeto de consenso da tribo, logo tudo o que é produzido é compartilhado com todos os membros da tribo, e é isso que os caracterizam como sociedades de abundância, pois nenhum membro é isento. E uma uma sociedade do lazer quando não há hierarquia social rígida entre os seus membros, cada participante é livre para perseguir os seus próprios interesses. O ser humano precisou se reinventar para suprir suas necessidades e também poder dentro do que conseguir trazer para si e para sua família a tal abundância e prazer proposto por Sahlins. Ainda durante o século XIX, a sociologia sempre se dedicou em observar o trabalho como dados centrais das sociedades modernas. É tido como exemplo os sociólogos que são considerados como ''pais da sociologia’’, eles tinham diferentes formas de pensar sobre o ''trabalho''. Para o sociólogo francês Émile Durkheim, o trabalho mudou totalmente as sociedades industrializadas, de complexa divisão social do trabalho. Para Karl Marx, a divisão do trabalho gerava atritos na sociedade, pois o fato do indivíduo ser responsável por uma só coisa, gerava uma exploração, um trabalho massivo, maçante e repetitivo, e como consequência disto há uma alienação do trabalhador, pois ele fica fazendo uma só coisa durante o seu período de trabalho e ele desconhece aquilo que produziu no final, desconhecendo o valor daquilo que ele ajudou a produzir. Durkheim – em sua obra Da Divisão do trabalho social – analisa o processo de migração das populações do campo para a cidade e suas consequências. Essa especialização e divisão social do trabalho, produz solidariedade e coesão social, pois o trabalhador quando começa a trabalhar de uma forma dividida, ele se torna dependente de outras pessoas, com isso se forma uma teia, ou seja, cada indivíduo depende do outro, e há uma solidariedade e conhecimento mutuo de sociedade entre eles. Weber que também era sociólogo alemão, não vai trabalhar especificamente o trabalho como definidor das relações sociais, mas ele mostra que a consolidação do capitalismo e dessa nova lógica da sociedade moderna baseada nesses preceitos de acumulação de capital de riqueza de lucros, o trabalho tem um lugar importante que é uma ideia positivada com uma lógica protestante que vem do decurso da reforma protestante. A religião calvinista, que prega o trabalho como caminho para a salvação espiritual, você ser bem sucedido, você dar certo na sua profissão se torna um valor interessante dentro dessa religião, essa ideia de valor se desprende da religião não fica sua presa dentro do calvinismo, ao contrário, ele se espraia na sociedade como um todo, uma moralidade uma percepção um valor social do trabalho árduo disciplinado e positivado que da as bases para o desenvolvimento do capitalismo. Conclusão Para esses três sociólogos o trabalho ocupa um lugar importante para pensar nessa sociedade e em como ela se estrutura como um todo e como ele se consolida na sociedade moderna.O trabalho é um aspecto importante na vida do ser humano, já que é por meio dele que uma pessoa constitui sua identidade enquanto sujeito no mundo. Basicamente, o trabalho tem o poder de dignificar o homem e mostrar a essência do seu valor na sociedade. partir do momento em que uma pessoa trabalha naquilo que gosta, dificilmente ela deixará de mostrar empenho e produtividade no seu ofício. Em situação oposta, quando não há satisfação no trabalho, com o tempo, é provável que seu descontentamento gere problemas ainda mais graves, como a depressão, por exemplo. Referencia bibliografica DE MELO, Thiago. Trabalho: Conflitos e vida em sociedade. [S. l.], entre 2000 2015. Disponível em: http://educacao.globo.com/sociologia/assunto/conflitos-e-vida-em-sociedade/trabalho.html Acesso em: 10 jul. 2017 PORFÍRIO, Francisco. "Pensadores clássicos da sociologia"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/pensadores-classicos-sociologia.htm. Acesso em 06 de junho de 2020. http://educacao.globo.com/sociologia/assunto/conflitos-e-vida-em-sociedade/trabalho.html