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TIPOS DE LIGANTES ASFÁLTICOS
Prof. ELIANA FERNANDES DOS SANTOS
PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO
Universidade Tecnológica 
Federal do Paraná
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Ligantes Asfálticos
1. Alcatrões:
 obtidos a partir da destilação destrutiva do carvão mineral ou 
vegetal
 devido a alta toxidade (cancerígeno) está em desuso há mais 
de 40 anos
2. Asfaltos:
 obtidos pela destilação de petróleo no qual as frações 
leves (gasolina, querosene e diesel), são separadas do 
asfalto (CAP)
 empregado como componente do material de revestimento 
dos pavimentos flexíveis
 apenas 10%, é utilizada em obras de construção civil 
(impermeabilizantes)
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Ligantes Asfálticos
Função na pavimentação (misturas 
asfálticas):
 Aglutinadora: proporcionar uma íntima ligação entre 
agregados, capaz de resistir às forças mecânicas de 
desagregação produzidas pelo tráfego
 Impermeabilizante: Garantir ao pavimento vedação eficaz 
contra penetração da água superficial.
Ligantes Asfálticos
Os tipos de asfalto de petróleo empregados em 
obras de pavimentação são:
 Cimentos asfálticos (CAP);
 Asfaltos diluídos (ADP);
 Emulsões asfálticas (EAP);
 Asfaltos modificados.
- OBS. asfaltos empregados em outras finalidades (asfaltos industriais) 
são denominados asfaltos oxidados
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Cimento Asfáltico de Petróleo 
(CAP)
- Material termoplástico utilizado na construção de 
revestimentos de pavimentos flexíveis resultante 
da destilação do petróleo.
- Propriedades:
 Aglutinantes;
 Impermeabilizantes;
 Flexibilidade;
 Durabilidade;
 Resistência.
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Cimento Asfáltico de Petróleo 
(CAP)
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Penetração
CAP 30/45 *
CAP 50/70 *
CAP 85/100 **
CAP 150/200**
Classificação dos CAPs
* Fabricados pela Petrobras.
** Fabricados pelas Distribuidoras.
De acordo com a ANP, no Brasil os CAPs são 
classificados por penetração.
Cimento Asfáltico de Petróleo 
(CAP)
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Aplicações:
 Misturas à quente (PMQ) – CAP usual 50/70 e 
30/45;
 Areia-asfalto;
 Concreto Asfáltico (CA ou CAUQ) – CAP usual 
50/70 e 30/45;
 Fabricação de emulsões asfálticas.
Devem estar livres de água e homogêneo em 
suas características
Cimento Asfáltico de Petróleo 
(CAP)
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Restrições:
 Não podem ser aquecidos a temperaturas acima 
de 177oC;
 Não aplicavél em dias de chuva;
 Não aplicavél em temperaturas inferiores a 10oC;
 Não aplicável em superfícies molhadas.
Asfalto Diluído de Petróleo 
(ADP)
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- Material resultante da diluição do cimento asfáltico
(CAP) por destilados leves de petróleo (gasolina 
ou querosene);
- Produtos menos viscosos aplicados em 
temperaturas inferiores a do CAP;
- Necessita de um tempo de cura (evaporação do 
solvente).
Asfalto Diluído de Petróleo 
(ADP)
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Classificação (de acordo com o tempo de cura):
 CR – Asfalto diluído de cura rápida (gasolina)
 CR 70*
 CR 250*
 CM – Asfalto diluído de cura média (querosene)
 CM 30
 CM 70*
* não mais utilizado na aplicação rodoviária
Asfalto Diluído de Petróleo 
(ADP)
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Aplicações:
 Serviços de imprimação
 CM30 – em superfícies de textura fechada (cura 48 horas);
OBS. O CM30 está sendo substituído por outros (EAI –
Emulsões Asfálticas para Imprimação) produtos por conter 
grande quantidade de solvente (nafta, querosene) na sua 
composição.
Asfalto Diluído de Petróleo 
(ADP)
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Restrições:
 Não aplicável em dias de chuva, superfícies 
extremamente molhadas e temperatura ambiente 
inferior a 10oC;
 Não aplicar o revestimento antes do final do tempo 
de cura (escorregamento do revestimento);
 Não devem ser usados como pintura de ligação 
sobre superfície betuminosa devido ao possível 
ataque do diluente dissolvendo o asfalto contido 
na superfície betuminosa.
Emulsões Asfálticas de 
Petróleo (EAP)
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- São dispersões de cimento asfáltico em fase aquosa + 
emulsificantes, com ruptura variável.
- São classificadas de acordo com:
- Ruptura;
- Viscosidades;
- Teor de Solvente;
- Resíduo de destilação.
Emulsões Asfálticas de 
Petróleo (EAP)
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Classificação das EAPs:
 RR-1C – ruptura rápida (baixa viscosidade);
 RR-2C – ruptura rápida (alta viscosidade);
 RM-1C – ruptura média (baixa viscosidade);
 RM-2C – ruptura média (alta viscosidade);
 RL-1C – ruptura lenta (baixa viscosidade);
 RC-1C – ruptura controlada (baixa viscosidade);
 LA-1C e LA-2C – emulsão asfáltica para lama asfáltica.
Emulsões Asfálticas de 
Petróleo (EAP)
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Aplicações:
 RR-1C – serviços de penetração, pinturas de ligação e macadame 
betuminoso;
 RR-2C – serviços de penetração e pinturas de ligação e macadame 
betuminoso;
 RM-1C – pintura de ligação, PMF, areia-asfalto a frio (AAF), mistura 
na estrada;
 RM-2C – pintura de ligação, PMF, AAF, mistura na estrada;
 RL-1C – pintura de ligação, PMF, AAF, mistura na estrada, solo 
betume, lama asfáltica.
 LA-1C e LA-2C – lama asfáltica e solo betume.
Emulsões Asfálticas de 
Petróleo (EAP)
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Restrições:
 RR-1C – em tratamentos superficiais com declividades elevadas e 
não ser aquecida em temperaturas acima de 700C;
 RR-2C – não ser aquecida em temperaturas acima de 700C;
 RM-1C e RM-2C – em todo serviço de PMF verificar a adesividade
com o agregado;
 RL-1C – não se recomenda em casos onde haja necessidade de 
liberação rápida da pista para o tráfego, salvo se houver aplicação 
de uma proteção superficial com areia ou pó de pedra;
 LA-1C e LA-2C – não devem ser utilizadas em dias chuvosos.
ASFALTOS MODIFICADOS
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Obtidos a partir da dispersão do CAP com polímeros, 
podendo ou não haver reação química para sua 
estabilização. 
Os polímeros e modificadores mais utilizados são:
 Polietileno;
 EVA;
 SBS;
 SBR (Borracha).
 CAP TLA 
(asfalto natural retirado do lago existente em Trinidad e 
comercializado como modificador) 
ASFALTOS MODIFICADOS
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Vantagens técnicas:
 Menos suscetibilidade à temperatura;
 Melhor característica adesiva;
 Maior resistência ao envelhecimento;
 Elevação do ponto de amolecimento;
 Aumento da elasticidade;
 Maior resistência à deformação permanente;
 Melhores características de fadiga.

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