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Legislação e Normas Técnicas - Turma_01 teorico (1)

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Conteudista: Prof. Me. Alessandro José Nunes da Silva 
Revisão Textual: M.ª Vitória Eugênia Oliveira Pereira
Objetivos da Unidade:
Apresentar a regulamentação existente sobre a profissão, bem como as atribuições e
responsabilidades envolvidas no exercício da Engenharia de Segurança do Trabalho;
Expor as principais leis aplicáveis à Segurança e Saúde do Trabalho no país, agrupadas
por dispositivos com finalidade preventiva e aqueles de dimensão reparatória.
📄 Contextualização
📄 Material Teórico
📄 Material Complementar
📄 Referências
Legislação sobre EST e SST
Há registros de que o primeiro caso brasileiro de condenação penal na área de acidente de trabalho teria
ocorrido em 1987, na cidade de Restinga Seca, localizada a 250 km de Porto Alegre. A morte de um operário
por descarga elétrica levou o tribunal de justiça a condenar todos os responsáveis pela segurança da vítima.
Foram condenados o presidente da usina hidroelétrica, o gerente, o engenheiro elétrico responsável e o
eletrotécnico da empresa de energia elétrica local. Todos foram enquadrados nas sanções do art. 121
(matar alguém), combinado com o art. 29 (concurso de pessoas – penas graduadas conforme a
culpabilidade) do Código Penal. Como os réus condenados eram todos primários, a pena privativa de
liberdade foi substituída pela pena restritiva de direitos, que se deu através da prestação de serviços à
comunidade. A critério do juiz de execução penal, os condenados tiveram de ministrar aulas a professores e
alunos sobre como lidar com energia elétrica com absoluta segurança.
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📄 Contextualização
Leitura
Responsabilidade Civil e Criminal dos Acidentes de Trabalho Perante a Nova
Constituição
Confira na íntegra o material de onde foi retirado o exemplo.
ACESSE
No relato acima, nada se afirmou sobre a condenação de integrantes do Serviço Especializado em
Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) ou da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de
Assédio (Cipa), incluindo o engenheiro de segurança da empresa. Isso pode ter ocorrido por uma lacuna na
descrição ou por inexistência desses profissionais naquela empresa ou, ainda, porque conseguiram provar
que eram inocentes. Você acha que seria possível um engenheiro de segurança tomar medidas para ficar
isento de eventual responsabilização penal ou mesmo civil no caso de acidente de trabalho? Se sim, quais
seriam?
A lei impõe uma série de atribuições ao profissional da área, assim como traz limitações a quem pode atuar
como especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho (EST).
Nesta Unidade, você aprenderá sobre essas e outras especificidades da legislação que envolve a carreira
profissional da Engenharia de Segurança do Trabalho. Espero que ao final deste estudo fique claro para você
que as exigências legais significam um patamar mínimo de atuação, mas nem sempre são suficientes para
evitar acidentes e doenças no ambiente de trabalho, pois a legislação não consegue prever tudo o que
acontece no mundo laboral.
http://trabalhocomseguranca.com.br/wp-content/uploads/2013/06/responsabilidade-civil-criminal.pdf
Introdução
Nesta Unidade, abordaremos a formação das equipes de Saúde e Segurança no Trabalho no mundo e no
Brasil, valorizando o papel das instituições na construção legal e normativa em busca de ações de
prevenção e proteção da saúde do trabalhador, com o principal objetivo de valorizar a vida e o meio ambiente.
As responsabilidades do campo da engenharia na construção de ações de prevenção de acidentes no meio
ambiente de trabalho foram fundamentais e se apoiaram na concepção técnica, onde os profissionais da
engenharia realizaram as barreiras de segurança. Assim, essas ações técnicas e adotadas pelas
organizações possibilitaram, em alguns setores, a diminuição dos acidentes de trabalho e industrial
(Daniellou; Simard; Boissières, 2010).
O papel da engenharia e da arquitetura em preservar a integridade da saúde dos trabalhadores e das
instalações são fundamentais para que nossa sociedade possa caminhar para implementar a cultura de
segurança nas organizações.
Assim, este material visa propiciar o aprendizado sobre a responsabilidade da atuação dos(as)
engenheiros(as) de segurança do trabalho, visando ações técnicas, sociais e econômicas da gestão do
risco no meio ambiente de trabalho, a fim de recomendar alterações e, assim, eliminar ou minimizar os
riscos de acidentes ou doenças ocupacionais.
Atribuições e Especificidades Legais do Especialista em
Engenharia de Segurança do Trabalho
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📄 Material Teórico
O exercício da especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho é permitido exclusivamente ao
engenheiro (incluindo os agrônomos) ou a arquiteto que tenha cursado especialização (lato sensu) em
Engenharia de Segurança do Trabalho (Lei 7.410/1985).
O Engenheiro de Segurança do Trabalho (EST) tem a responsabilidade de zelar pela saúde e integridade
física do trabalhador, reduzindo ou eliminando o risco de acidentes no ambiente de trabalho. Ele tem como
atribuições elaborar, administrar e fiscalizar planos de prevenção de acidentes ambientais, bem como
assessorar empresas em assuntos relativos à segurança e higiene do trabalho, examinando instalações,
materiais e processos de fabricação. Ao EST também cabe orientar a Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes e de Assédio (Cipa) da(s) empresa(s), instruir funcionários sobre o uso de equipamentos de
proteção individual e ministrar palestras e treinamentos, seguindo as normas governamentais e da(s)
companhia(s).
Segundo o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), as atividades desse profissional são as
seguintes (art. 4º da Resolução 359/1991):
Figura 1 – Atribuições do Engenheiro de Segurança do Trabalho
Fonte: Adaptado de Confea, 1991 
#ParaTodosVerem: Figura colorida. Sobre fundo cinza, ao centro, a
figura apresenta cinco círculos conectados com cores na tonalidade
azul. As conexões são realizadas por setas sinuosas e coloridas
também. Na parte superior e inferior, temos descrições com letras
tamanho médio. Escrito em preto, há o título: Atribuições do Engenheiro
de Segurança do Trabalho. Nos textos descritivos, as atribuições são:
Responsabilidades, Formação, Técnico, Relatórios e Projetos. Fim da
descrição.
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ACESSE
O campo de atuação da Engenharia de Segurança é muito vasto, podendo o profissional ser perito, consultor,
professor ou integrante do Serviço Especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) de
empresas. O SESMT consiste num grupo interdisciplinar de profissionais que atua nas questões de Saúde e
Segurança do Trabalho (SST) dentro do ambiente corporativo, cuja composição obrigatória depende do grau
Leitura
Resolução CONFEA Nº 359 de 31/07/1991
Resolução que descreve as atividades da Engenharia de Segurança.
https://www.normasbrasil.com.br/norma/?id=94926#:~:text=4%20-%20vistoriar%2C%20avaliar%2C%20realizar%20per%C3%ADcias%2C%20arbitrar%2C%20emitir,as%20atividades%2C%20opera%C3%A7%C3%B5es%20e%20locais%20insalubres%20e%20perigosos%3B
de risco da atividade e do número de funcionários da empresa (definido no anexo II da Norma
Regulamentadora 04 – NR4 – do Ministério do Trabalho).
Considerando que a segurança e saúde do trabalho permitem uma atuação ampla dos profissionais
apresentaremos a seguir algumas atividades de trabalho para esta profissão.
Quadro 1 – Campos de atuação dos(as) Engenheiros(as) de Segurança do Trabalho
Ações Descrição
Programas de
prevenção de acidentes
e agravos relacionados
ao trabalho
Os profissionais de segurança das empresas
podem favorecer o desenho de programas de
atenção e vigilância à saúde dos trabalhadores
mais abrangentes, promovendo ações
preventivas e protetivas para adoecimentos,
acidentes e a segurança industrial. 
Perícia judicial 
Atuação como Perito(a) Engenheiro(a) de
Segurança do Trabalho nomeado pelo Poder
Judiciário nos casos de periculosidadee
insalubridade, ou representando as empresas
ou os trabalhadores. 
Projetos de combate a
incêndio
Participação na contratação da empresa
prestadora de serviço; montagem da brigada,
do processo de formação, bem como do
monitoramento das ações a serem executadas,
garantindo a manutenção de toda a equipe e
infraestrutura.
Projetos de plano de
emergência
Participação na articulação intra e intersetorial;
organização da formação da equipe, bem como
Ações Descrição
dos programas de simulação e da capacitação
da equipe; organização do monitoramento das
ações a serem executadas, garantindo a
manutenção de toda equipe e infraestrutura.
Participante de
construção de normas
técnicas
Participação em discussões da construção das
Normas Regulamentadoras, das Normas
Técnicas (saúde, trabalho, previdência), bem
como na Associação Brasileira de Normas
Técnicas.
Projeto de produtos e
de sistemas técnicos e
organizacionais
Participação ativa em projetos e simulações,
contribuindo para o desenho de postos de
trabalho (entre eles, salas de controle),
mobiliário, sistemas informatizados, interfaces
físicas e informatizadas, e para a organização
do trabalho e formação das equipes.
Inclusão de pessoas
com deficiência (PCD) e
retorno ao trabalho
Os profissionais de segurança podem
desenvolver e/ou utilizar métodos e técnicas
que garantam a efetiva inclusão (ou
reinserção/retorno) dos trabalhadores –
homens e mulheres – em atividades, sem
colocar em risco sua saúde. Assim, torna-se
necessário o conhecimento das condições
reais de trabalho, como a abordagem proposta
pela ergonomia da atividade.
Programa de formação
profissionais
Nas universidades, faculdades e cursos
técnicos, os profissionais podem exercer
atuação na formação dos profissionais desse
Ações Descrição
campo de trabalho, bem como treinamentos
específicos para setores que precisam
conhecer a temática.
Fonte: Adaptado de Donatelli et al., 2021
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ACESSE
Em regra geral, o Engenheiro de Segurança atuará como o profissional responsável pelo SESMT das
empresas, cuidando da identificação, realização de estudos e análises para propor medidas de
neutralização ou mitigação dos riscos encontrados no ambiente de trabalho. Entre as principais atribuições
do EST, estão a elaboração ou colaboração com os programas de segurança do trabalho, como o Programa
de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Ainda quanto à legislação trabalhista, o engenheiro de segurança do trabalho é o profissional legalmente
habilitado, juntamente com o médico do trabalho, para realizar laudos de insalubridade, periculosidade,
Leitura
NR 04 – Serviços Especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/arquivos/normas-regulamentadoras/nr-04-atualizada-2022-2-1.pdf
acidente do trabalho e Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT). Ou seja, esses
documentos somente têm validade se realizados por um EST ou por um médico do trabalho.
Na legislação previdenciária, os levantamentos ambientais servem para a manutenção do Perfil
Profissiográfico Previdenciário (PPP). O representante legal ou o preposto da empresa deverá assinar o PPP;
entretanto, é preciso a indicação do Médico Coordenador do PCMSO e do Engenheiro de Segurança do
Trabalho ou Médico do Trabalho responsável pelo LTCAT, sem a necessidade da assinatura dos mesmos.
Embora as atribuições e o espaço de trabalho estejam definidos na legislação brasileira, publicações
indicam que a Engenharia de Segurança não estaria alcançando seu objetivo no país. A prescrição de
comportamentos ditos “seguros”, que bastariam para atender à legislação mas que se revelam insuficientes
para evitar acidentes de trabalho, é uma das principais falhas nas atividades dos ESTs avaliadas em
algumas publicações científicas (Costa et al., 2013; Inoue, Vilela, 2014; Jackson Filho et al., 2013; Moreira,
2003; Silva H., 2015).
Jackson e Amorim (2001) alertam para as características prescritivas e normativas da Engenharia de
Segurança do Trabalho, nas quais os profissionais focam suas ações nos projetos de sistemas de
proteção, treinamentos de trabalhadores e criação/aplicação de normas de conduta. Na chamada “visão
legalista” da SST, haveria uma idolatria legal em função da cultura empresarial dominante de se limitar ao
atendimento do que as normas técnicas dispõem sobre a matéria, de tal forma que as exigências legais se
tornariam meros rituais e o cumprimento do estabelecido na legislação seria colocado num patamar mais
importante que a própria prática prevencionista (Moreira, 2003).
Treinar trabalhadores a cumprir normas – em ambientes agressivos desfavoráveis à vida, [...] sem dar a eles
as condições necessárias e poder para intervirem nas condições de trabalho – é criar uma condição a mais
de sofrimento. (Oliveira apud Moreira, 2003, p. 57).
Assunção e Lima (2003) apontam quatro desafios à prática da segurança do trabalho:
Cabe destacar, portanto, a necessidade do EST entender a importância do seu papel e o compromisso
assumido ao desenvolver suas atividades. Por um lado, a empresa espera da área orientação sobre SST que
eleve seu patamar competitivo, para ficar quites com obrigações legais, mas também para se firmar/manter
no mercado com imagem de comprometimento ético e responsabilidade social (departamentos de
compliance estão em alta para cuidar de tal objetivo).
Ao mesmo tempo, o EST precisa galgar espaço (e os gestores precisam abrir tal caminho) dentro do
ambiente corporativo para ir além do papel de cumprir normas, articulando-se para implementar outras
ações preventivas de maior eficácia, como participar da escolha de novos equipamentos e de projetos de
novas instalações, quando poderia usar seus conhecimentos técnicos.
Você precisa ter em mente que as exigências legais significam um patamar mínimo de atuação, mas nem
sempre a legislação é suficiente para evitar acidentes e doenças no ambiente de trabalho. Afinal, a norma
não consegue prever toda a variabilidade que ocorre no mundo real. Além disso, muitas vezes, as causas
imediatas dos acidentes que geram tantos prejuízos a empresas e trabalhadores, vistos como atos
Supremacia da produção e do lucro em curto prazo em relação à segurança;
Limitações da legislação e da normatização para garantir uma
melhoria contínua da segurança dos sistemas produtivos;
Ineficácia das prescrições de comportamentos e de procedimentos seguros, como tentativa
de evitar os ditos “erros humanos”; 
Ação meramente corretiva quando se trata de “acidentes normais” e de riscos latentes
inerentes aos sistemas complexos.
inseguros praticados pelos próprios acidentados, têm causas remotas na própria organização do trabalho:
pressão por metas, conflitos internos, falhas no treinamento e outros. (Llory; Montmayeul, 2014).
Os estudos citados indicam que uma boa estratégia para a atuação dos EST e de toda a equipe dos SESMTs
seja ouvir os trabalhadores, que na verdade são os especialistas nos riscos e fragilidades que possam
haver em seu ambiente de trabalho. A utilização dessa experiência e desse conhecimento empírico vai
enriquecer os programas de segurança; a efetiva oitiva dos trabalhadores com criação de mecanismos
internos de participação gera engajamento e mudança de comportamento com vistas à prevenção de
acidentes.
No item a seguir, você verá que a legislação brasileira determina que todas as medidas necessárias para
promover um ambiente de trabalho seguro sejam tomadas pela empresa, sob orientação do EST. Por isso, a
atuação desse profissional deve ir além do cumprimento de normas técnicas. Embora possam ser
apresentados como indicativo de boas práticas em eventual defesa judicial de empresa ou de profissional, o
mero fato de ter realizado os programas de segurança do trabalho não isenta a responsabilidade do EST em
caso de trabalhador queadoece ou morre no trabalho. Você sabe dizer quais são as consequências legais
para empresa e EST que coordena o SESMT quando um trabalhador se acidenta no trabalho?
Normas Aplicáveis à Saúde e Segurança do Trabalho 
No campo da Segurança e Saúde do Trabalhador, a normatização está muito presente. Entre as várias
formas de atuação, a mais concreta corresponde às normas regulamentadoras, que, na linguagem dos
profissionais, são conhecidas como NR, cuja função é regulamentar e fornecer orientações sobre
procedimentos obrigatórios relacionados à Segurança e Medicina do Trabalho no Brasil, estando contidas
no Capítulo V, Título II, da CLT. Foram aprovadas pela Portaria 3.214 de 8 de junho de 1978.
Ponto importante das NR é que atingem uma parcela do meio ambiente de trabalho, especificamente a
obrigatoriedade de todas as empresas brasileiras regidas pela CLT, de modo que, para a modificação das
NR, é necessária a participação tripartite (três lados) específica e composta por representantes do governo,
dos empregadores e dos empregados.
Uma forma de entender melhor essas alterações é compreendendo muito bem a classificação das normas
regulamentadoras, proposta pela Portaria 787, de 27 de novembro de 2018. Essa portaria classifica as NR
em três categorias: gerais, especiais e setoriais, conforme apresenta o Quadro 2.
Quadro 2 – Normas regulamentadoras gerais, especiais e setoriais com exemplos
Normas gerais regulamentam aspectos decorrentes da relação jurídica
prevista na lei, sem estarem condicionados a outros requisitos, tais como
atividades, instalações, equipamentos ou setores econômicos específicos.
Exemplo: o item 1.5.3.1.1 da NR 1 descreve que o gerenciamento de riscos
ocupacionais deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos
(PGR). Enquanto o item 1.5.3.2 descreve como deve se dar a organização, a
saber: i) evitar os riscos ocupacionais que possam ser originados no
trabalho; ii) identificar os perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde; iii)
avaliar os riscos ocupacionais, indicando o nível de risco; iv) classificar os
riscos ocupacionais para determinar a necessidade de adoção de medidas
de prevenção; v) implementar medidas de prevenção de acordo com a
classificação de risco e na ordem de prioridade estabelecida na alínea g do
subitem 1.4.1; e vi) acompanhar o controle dos riscos ocupacionais.
Portanto, a NR 1 deve ser utilizada por todos os setores que envolvem
relação de trabalho regidas pela CLT.
Normas especiais regulamentam a execução do trabalho considerando as
atividades, instalações ou os equipamentos empregados, sem estarem
condicionadas a setores ou atividades econômicas específicas. 
Exemplo: o item 12.1.9 da NR 12 descreve que, na aplicação da NR e de
seus anexos, deve-se considerar as características das máquinas e dos
equipamentos, do processo, e a apreciação de riscos e o estado da técnica.
Portanto, deve ser utilizada em todos os setores que possuem máquinas e
equipamentos que oferecem risco de acidente e/ou adoecimento dos
trabalhadores que envolvem relação de trabalho regida pela CLT.
Normas setoriais regulamentam a execução do trabalho em atividades ou
setores econômicos específicos. 
Exemplo: o item 18.1.1 da NR 18 estabelece diretrizes de ordem
administrativa, de planejamento e de organização, objetivando a
implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de
segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na
indústria da construção. Portanto, deve ser utilizado apenas nos setores na
indústria da construção que envolvem relação de trabalho regido pela CLT.
Fonte: Adaptado de Brasil, 2018.
Estruturação das Normas Regulamentadoras
As normas regulamentadoras têm limitações, uma vez que atuam no segmento formal, de modo que, nesse
segmento, as normas são de cumprimento obrigatório por todos os empregadores. Nesses casos,
precisamos compreender os diferentes modos de atividade formal; há empresas de grande porte e que
envolvem enorme cadeia produtiva, empresas de médio porte e de pequeno porte, bem como os
microempreendedores individuais. Todos esses tipos de empresas formais precisam atuar na prevenção de
acidentes e adoecimentos, cada um seguindo as normas estabelecidas. 
Vejamos uma síntese das principais normas regulamentadoras editadas pelo extinto Ministério do Trabalho,
dentro de sua competência legal – de elaborar e fiscalizar os temas relativos à SST. Assim, as normas
regulamentadoras organizam-se conforme exposto a seguir:
Quadro 3 – Normas regulamentadoras divididas em gerais, especiais e setoriais
NR Descrição
Normas gerais
1
Disposições gerais e gerenciamento de riscos
ocupacionais
3 Embargo ou interdição
4
Serviços Especializados em Engenharia de
Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT)
5
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
(Cipa)
7
Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional (PCMSO)
9
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
(PPRA)
17 Ergonomia
28 Fiscalização e penalidades
NR Descrição
Normas especiais
6 Equipamento de Proteção Individual (EPI)
8 Edificações
10 Serviços em eletricidade
11
Transporte, movimentação, armazenagem e
manuseio de materiais
12
Segurança no trabalho em máquinas e
equipamentos
13 Caldeiras e vasos de pressão
14 Fornos
15 Atividades e operações insalubres
16 Atividades e operações perigosas
19 Explosivos
20 Líquidos combustíveis e inflamáveis 
21 Trabalhos a céu aberto
NR Descrição
23 Proteção contra incêndios
24
Condições sanitárias e de conforto nos locais de
trabalho
25 Resíduos industriais
26 Sinalização de segurança
33
Segurança e saúde no trabalho em espaços
confinados
35 Trabalho em altura
Normas setoriais
18
Condições e meio ambiente de trabalho na
indústria da construção
22 Segurança e saúde ocupacional na mineração
29 Segurança e saúde no trabalho portuário
30 Segurança e saúde no trabalho aquaviário
31 Segurança e saúde no trabalho na agricultura,
pecuária, silvicultura, exploração florestal e
NR Descrição
aquicultura
34
Condições e meio ambiente de trabalho na
indústria da construção e reparação naval
36
Segurança e saúde no trabalho em empresas de
abate e processamento de carnes e derivados
37 Segurança e saúde em plataformas de petróleo
38
Segurança e saúde no trabalho nas atividades de
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos
Fonte: Adaptado de Brasil, 2018
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ACESSE
Site
ENIT Escola Nacional da Inspeção do Trabalho
Acesse o website da Escola Nacional da Inspeção do Trabalho (Enit).
https://enit.trabalho.gov.br/ead/login/index.php
Constituição Federal
A legislação sobre a Segurança e Saúde do Trabalhador é consolidada na Constituição Federal de 1988, que
é a atual Carta Magna do Brasil e serve de parâmetro para as demais legislações vigentes no País. Aprovada
pela Assembleia Nacional Constituinte, foi promulgada no dia 5 de outubro de 1988, durante o governo do
presidente José Sarney. 
Para compreendermos mais especificamente como a Constituição Federal de 1988 (CF) regulou vários
campos para a proteção da saúde e segurança dos trabalhadores, destacando-se a saúde, previdência
social, o meio ambiente, os direitos sociais e a seguridade social, vejamos o Quadro 4:
Quadro 4 – Descrição dos tópicos de Segurança e Medicina do Trabalho na
Constituição Federal
Fonte: Adaptado de Brasil, 1988
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ACESSE
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
O Capítulo V do Título II da CLT trata de Segurança e Medicina do Trabalho. Normas regulamentadoras de
Segurança e Saúde do Trabalho (SST) emitidas pelo extinto Ministério do Trabalho vêm sendo ampliadas e
alteradas ao longo dos anos, ajustando-se às mudanças legais, técnicas, sociais e ao texto constitucional.
No momento atual, as competências do Ministério do Trabalho é a instituição que responde pela inspeção
do trabalho em nosso país. A seguir, são descritos os itens mais importantes do Capítulo V da CLT (art. 154 a201), atualizados, sobre Segurança e Saúde no Trabalho:
Quadro 5 – Descrição dos itens de Segurança e Medicina do Trabalho na CLT
Leitura
30 Anos da Constituição
Conheça a Constituição da República Federativa do Brasil.
https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/constituinte/index.html
Artigo
da CLT
Descrição Importância
157
Define a obrigação de as empresas
cumprirem as normas de SST e
instruir os empregados quanto às
precauções contra acidentes do
trabalho ou doenças ocupacionais.
Permite que os
profissionais de
saúde, segurança e
ergonomia atuem para
prevenir e proteger os
trabalhadores. 
161
Define a possibilidade de interdição
de estabelecimento, máquina ou
equipamento, pela autoridade
trabalhista regional, se houver grave
e iminente risco para o trabalhador.
Permite que os
auditores fiscais do
trabalho realizem a
interdição de
situações que podem
gerar a morte dos
trabalhadores. 
162
Define que as empresas são
obrigadas a manter Serviços
Especializados em Segurança e em
Medicina do Trabalho (SESMT).
Permite que as
empresas contratem os
profissionais de saúde e
segurança.
163 a
165
Definem a obrigação da Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes
(Cipa) nas empresas, de acordo com
o número de empregados e o tipo
de atividade.
Permite haver
representantes dos
trabalhadores para
promover ações de
melhorias no meio
ambiente de trabalho.
166 e
167
Definem que a empresa é obrigada a
fornecer aos empregados,
gratuitamente, Equipamentos de
Permitem o uso de
EPI regularizado e
gratuito para a
Artigo
da CLT
Descrição Importância
Proteção Individual (EPI) adequados
ao risco quando não houver
proteção completa.
proteção dos
trabalhadores.
168
Define a obrigatoriedade do exame
médico dos trabalhadores por conta
do empregador, conforme a NR 7,
sobre o Programa de Controle
Médico de Saúde Ocupacional
(PCMSO).
Permite o controle
médico da saúde dos
trabalhadores.
169
Exige que o empregador faça a
notificação ao Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) das doenças
do trabalho comprovadas ou
mesmo ainda quando em fase de
suspeita.
É importante para o
controle
epidemiológico dos
adoecimentos
relacionados ao
trabalho ocupacional.
184 a
186
Define princípios importantes
quanto à segurança na operação de
máquinas e equipamentos.
Permite ações de
proteção de máquinas
e equipamentos.
185
Define que reparos, limpeza e
ajustes somente poderão ser
executados com as máquinas
paradas.
Permite ações de
proteção dos
trabalhadores durante
as fases de ajustes,
manutenção, limpeza
etc.
Artigo
da CLT
Descrição Importância
187 e
188
Definem ações de proteção nas
caldeiras e vasos sob pressão, que
deverão dispor de válvulas e outros
dispositivos de segurança.
Permitem a atuação
da equipe de
segurança para a
proteção dos
trabalhadores
operadores de
caldeiras e vasos sob
pressão.
189 a
192
Preveem o pagamento de adicionais
de insalubridade para trabalhadores
expostos a agentes insalubres
acima dos limites de tolerância.
Permitem que os
profissionais atuem
no campo da higiene
do trabalho – riscos
físicos, químicos e
biológicos.
193
Define o trabalho em condições de
periculosidade, assegurando ao
empregado um adicional de 30%
sobre o seu salário mensal.
Permite ao
profissional de
segurança avaliar as
condições periculosas
na exposição a
inflamáveis,
explosivos ou energia
elétrica, tendo sido
incluídos os
trabalhadores em
vigilância armada e
aqueles em trabalho
com motocicletas.
Artigo
da CLT
Descrição Importância
198
Estabelece que não sejam exigidos
do empregado serviços superiores
às suas forças.
Permite aos
profissionais de
saúde, ergonomista e
segurança ações de
prevenção da fadiga.
Fonte: Adaptado de Brasil, 1943, 1977
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ACESSE
Dimensão Preventiva
O conjunto de normas que impõem medidas preventivas de acidentes e doenças no meio ambiente de
trabalho está distribuído em diversos diplomas legais, a começar pela Constituição da República Federativa
Leitura
Decreto – Lei Nº 5.452, de 1º de Maio de 1943 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
do Brasil (CRFB), e também em leis infraconstitucionais que devem ser interpretadas a partir da constituição
e da CLT, conforme apresentado nos Quadros 4 e 5.
Em matéria de normas internacionais sobre meio ambiente de trabalho, o Brasil ratificou as Convenções da
Organização Internacional do Trabalho (OIT) nº 148 (trata da Contaminação do Ar, Ruído e Vibrações), nº
152 (sobre a Segurança e Higiene dos Trabalhos Portuários), nº 155 (que trata da Segurança e Saúde dos
Trabalhadores) e a Convenção nº 161 (sobre os Serviços de Saúde do Trabalho). Cada convenção
internacional, uma vez ratificada, insere-se no ordenamento jurídico pátrio com força infraconstitucional,
porém, supralegal. Isso significa que ela complementa, altera ou revoga o direito interno, conforme o caso,
sobrepondo-se às regras contidas nas leis, exceto nos tópicos que eventualmente contrariem os preceitos
constitucionais.
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ACESSE
O legislador encarregou ao Ministério do Trabalho a expedição de disposições complementares às normas
de Medicina e Segurança do Trabalho, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de
trabalho (CLT, art. 200). Foram estabelecidas, como vimos, um conjunto de normas técnicas
complementares, denominadas Normas Regulamentadoras (NRs), relativas à Segurança e Saúde do
Site
Organização Internacional do Trabalho
Convenções ratificadas pelo Brasil.
https://www.ilo.org/brasilia/convencoes/lang--pt/index.htm
Trabalho, de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da
administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam
empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Mori e Fava (2015) advertem que a eliminação dos riscos no ambiente de trabalho tem perdido lugar para a
monetização da saúde do trabalhador, elevando erroneamente a demanda pelo pagamento desses valores a
uma posição central no cenário normativo de proteção. É uma grave distorção porque essas leis são
insuficientes para tutelar a vida e saúde dos trabalhadores, já que, além de não priorizarem a adoção de
medidas precaucionistas pelos empregadores, desestimulam a adequação do ambiente do trabalho, pois
pagar adicionais de insalubridade e periculosidade é, na maior parte das vezes, mais barato do que
implementar mudanças que visem à prevenção de doenças e acidentes (Sady, 2000; Melo, 2006;
Schinestsck, 2011).
Para se garantir o meio ambiente saudável e equilibrado no local de trabalho, não basta efetuar pagamentos
por danos já ocorridos, cujos efeitos, via de regra, são irreversíveis e a restituição integral impossível. É
preciso agir antes. O antigo critério de limitar a atuação da norma à exigibilidade do pagamento de um
adicional pela precarização das condições de saúde e segurança, provocada pela prestação laboral em
condições adversas de insalubridade e periculosidade (conhecida como monetização do risco) não pode
mais subsistir (Gemignani, A.; Gemignani, D., 2012).
No mesmo sentido, juristas como Leite (2015) e Brandão (2010) destacam que essa concepção clássica,
calcada apenas em NRs e normas técnicas da CLT, estaria superada, pois o paradigma da melhoria da
condição social do trabalhador (CRFB, art. 7º, caput) e da ação preventiva no sentido de reduzir os riscos
inerentes ao trabalho (art. 7º, XXII) é a diretriz que deve orientar ações e a aplicação da lei, seja por
empresários, fiscais, engenheiros, juízes, promotores, legisladores ou pelo governo executivo. Esse direito à
proteção não alcança apenas a redução dos riscos: impõe a sua total eliminação, mediante a remoção ou a
neutralização das causas (Süssekind apud Brandão, 2010).
Responsabilização dos Integrantes do SESMT e Cipa
No exercício de suas atividades, que têm por finalidade promovera saúde e proteger a integridade do
trabalhador no local de trabalho, os integrantes dos Serviços Especializados de Segurança e em Medicina no
Trabalho possuem a obrigação legal, cada um dentro de sua especialidade, de “aplicar os conhecimentos
de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus
componentes, inclusive máquinas e equipamentos, de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à
saúde do trabalhador” (BRASIL, 2020).
Quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir, mesmo reduzido,
os integrantes do SESMT deverão determinar a utilização, pelo trabalhador, de equipamentos de proteção
individual, de acordo com o que determina a NR 6, desde que a concentração, a intensidade ou
característica do agente assim o exija.
Se o SESMT estabelece e avalia os procedimentos adotados pela empresa no campo de segurança e
medicina no trabalho, é natural que seus integrantes, cada um no limite de sua participação, respondam
quando, por culpa ou dolo, dão causa ao acidente do trabalho (Silva B., 1999).
Os integrantes do SESMT e Cipa podem dar causa ao acidente do trabalho por ação ou omissão (quando
devia e podia agir para evitar o resultado). Eles poderão ser responsabilizados criminalmente se existir nexo
causal entre a conduta deles (ação ou omissão) e o acidente do trabalho.
Tendo a obrigação legal de agir para promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de
trabalho, os integrantes do SESMT somente se eximirão de responsabilidade provando que não puderam
agir para prevenir ou evitar o acidente, ou que, apesar de cumprirem com todas as suas obrigações legais,
ainda assim ocorreu o acidente. Atente que o empregado somente se eximirá de responsabilidade se tiver
agido em estrita obediência à ordem não manifestamente ilegal de superior hierárquico.
Portanto, se o seu superior hierárquico determinar o descumprimento de normas de segurança e medicina
do trabalho, comece a procurar nova recolocação profissional, se não houver outra saída. De qualquer modo,
você não deve obedecê-lo, pois corre o risco de responder civil e criminalmente, principalmente se desta
ação ou omissão desencadear um acidente de trabalho.
Como no caso do SESMT, os integrantes da Cipa ficarão isentos de responsabilidade somente se provarem
que não puderam agir para prevenir ou evitar o acidente, ou que, apesar de cumprirem todas as suas
obrigações legais, ainda assim o acidente ocorreu.
Essas obrigações consistem em observar e relatar condições de risco nos ambientes de trabalho, bem
como solicitar medidas para reduzir e até eliminar os riscos existentes e/ou neutralizar os mesmos e
discutir os acidentes ocorridos, encaminhando aos Serviços Especializados em Segurança e em Medicina
do Trabalho e ao empregador o resultado da discussão, solicitando medidas que previnam acidentes
semelhantes e, ainda, orientar os demais trabalhadores quanto à prevenção de acidentes.
Quando constatar risco ou ocorrer acidente do trabalho, com ou sem vítima, o responsável pelo setor deverá
comunicar o fato, de imediato, ao presidente da Cipa, o qual, em função da gravidade, convocará reunião
extraordinária ou incluirá na pauta ordinária. A Cipa deverá discutir o acidente e encaminhar aos SESMT e ao
empregador o resultado e as solicitações de providências (Silva B., 1999).
Em Síntese
Nesta Unidade, buscamos apresentar a evolução da concepção normativa em
Segurança no Trabalho no Brasil.
Entre elas, destacamos a construção legal e normativa nesse campo, bem
como espaços de construção política e espaço de formações de profissionais
com a preocupação com a segurança do trabalho e a saúde do trabalhador.
Na evolução histórica, a participação dos trabalhadores foi fundamental para
as melhorias no campo da saúde e da segurança dos trabalhadores.
Nesse contexto, a participação das instituições também tem papel
fundamental e, nesse espaço, foi possível formar profissionais em defesa da
saúde e segurança do trabalho, bem como criar normas e regras para a
prevenção e a redução de danos advindos do meio ambiente de trabalho, pois,
ao longo do tempo, as instituições fortaleceram ou enfraqueceram,
dependendo dos cenários políticos e econômicos.
Esta Unidade é importante para apoiar o profissional no campo preventivo, na
trilha de caminhos para o futuro com o olhar e o atuar em prol do trabalho
decente e sustentável, orientando-o a utilizar com estratégia o conceito de
cultura de segurança.
Por fim, a Unidade percorreu um longo espaço de tempo buscando dar
subsídios históricos para que os profissionais de segurança valorizem os
papéis das instituições, dos trabalhadores e das empresas na busca de ações
de prevenção e proteção da saúde do trabalhador, com o principal objetivo de
valorizar a vida e o meio ambiente e plantar uma semente em busca da
construção de uma cultura de segurança nas organizações sustentáveis.
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
  Sites  
Justiça do Trabalho TRT da 2º Região (SP) 
Você pode aprender muito sobre a interpretação e aplicação prática da lei lendo as decisões publicadas nos
sites dos tribunais, em espaços chamados de banco de jurisprudência.
No caso de São Paulo, por exemplo, você pode acessar o link abaixo e digitar, no primeiro campo, ao lado do
botão pesquisar: responsabilidade/acidente de trabalho/ engenheiro de segurança. Sugiro selecionar alguns
acórdãos da lista que vai retornar e analisar os casos.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
  Vídeos  
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📄 Material Complementar
https://ww2.trt2.jus.br/
Dublê de Eletricista – Um Documentário sobre a Terceirização no
Setor Elétrico Brasileiro 
O vídeo “Dublê de eletricista” aborda um grave acidente provocado, entre outros elementos apresentados no
documentário por: falta de treinamento, quadro de terceirizados menor do que o contratado, falha de
comunicação e treinamento que é mais pressão do que ensino. A gestão responsabiliza o trabalhador pelo
acidente. Que tal verificar quais as normas infringidas e se há outras causas para o AT apresentado?
A Nova NR-1 e o E-Social I Live com Lailah Vasconcelos e Mara
Camisassa 
Debate e esclarecimentos sobre o uso da NR 1 e do eSocial.
Dublê de Eletricista - Um documentário sobre a terceirização no sDublê de Eletricista - Um documentário sobre a terceirização no s……
https://www.youtube.com/watch?v=PuCoggk8_l8
  Leitura  
Da Vigilância para Prevenção de Acidentes de Trabalho: Contribuição
da Ergonomia da Atividade 
O estudo abaixo exemplifica a ideia abordada nesta Unidade de que nem sempre o cumprimento da norma é
suficiente para evitar acidentes de trabalho. Esse artigo apresenta duas intervenções realizadas em um
frigorífico. Observe que a primeira não deu resultados, embora tenham sido elaborados PCMSO e PPRA e
seguidas as NRs do setor. Já na segunda intervenção, priorizou-se observar o trabalho humano real,
diferenciando-se o trabalho prescrito daquele que é feito pelo operador para dar conta do que lhe é pedido.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Nova Visão de Segurança no Trabalho com Olhar Brasileiro
O papel das novas visões de segurança compreende, de forma ampla, o desenvolvimento de abordagens
contemporâneas capazes de dar um passo adiante nas análises e na prevenção de acidentes. Esse texto se
A nova NR-1 e o E-Social I Live com Lailah Vasconcelos e Mara CaA nova NR-1 e o E-Social I Live com Lailah Vasconcelos e Mara Ca……
https://www.scielo.br/j/csc/a/RpWGgmyZHXvmsz3MLMLRXDC/abstract/?lang=pt
https://www.youtube.com/watch?v=RFk2i6sIMr8
dedica a refletir rapidamente sobre as possibilidades que essa nova abordagem traz na análise de eventos
não-desejados já ocorridos.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Textos Traduzidos ICSI/FONCSI 
O silêncio organizacional é uma situação em que informações importantes (por exemplo, sobre segurança)
estãodisponíveis no campo, mas permanecem lá e não podem ser levadas em consideração nas decisões
estratégicas.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
https://nelpa.com.br/downloads/LPage/Ebook-Completo-NovaVisao.pdf
https://ergonomiadaatividadecom.wordpress.com/2023/07/24/textos-traduzidos-icsi-foncsi/
ASSUNÇÃO, A. Á.; LIMA, F. P. A. A contribuição da ergonomia para a identificação, redução e eliminação da
nocividade do trabalho. In: MENDES, R. (org). Patologia do Trabalho. 2. ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2003. p.
1768-1789. 
BOUCINHAS FILHO, J. C. Reflexões sobre as normas da OIT e o modelo brasileiro de proteção à saúde e à
integridade física do trabalhador. Revista LTr, São Paulo, n. 76, v. 11, p. 1355-1364, nov. 2012. Disponível em:
. Acesso em:
20/11/2023.
BRASIL. Portaria Nº 787, de 27 de novembro de 2018. Dispõe sobre as regras de aplicação, interpretação e
estruturação das Normas Regulamentadoras. Disponível em:
. Acesso em: 20/11/2023.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Promulgada em 5 de outubro
de 1988. Brasília, DF, 1988. Disponível em:
. Acesso em: 20/11/2023.
BRASIL. Norma Regulamentadora nº 1. Portaria SEPRT n.º 6.730, de 09 de março de 2020. Escola Nacional
da Inspeção Do Trabalho. Brasília, DF, 2020. Disponível em: . Acesso em: 20/11/2023.
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📄 Referências
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CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia. RESOLUÇÃO Nº 359, DE 31 JUL 1991. Dispõe
sobre o exercício profissional, o registro e as atividades do Engenheiro de Segurança do Trabalho e dá outras
providências. Disponível: https://normativos.confea.org.br/Ementas/Visualizar?id=407. Acesso 20/11/2023.
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. Acesso em:
20/11/2023.

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