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Processos e técnicas construtivas de 
fundações
Apresentação
As fundações são o elemento de suporte de toda a estrutura de uma construção, sendo 
responsável pela transmissão dos carregamentos da superestrutura para o solo. O 
dimensionamento e a execução adequados são indispensáveis para que a edificação cumpra com 
sua função estrutural e funcional.
As fundações podem ser classificadas em diretas ou indiretas, de acordo com a forma de 
transmissão dos carregamentos para o solo. Além disso, de acordo com a profundidade com que 
são executadas, as fundações podem ser classificadas em rasas, ou superficiais, e profundas.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender quais os principais tipos de fundações rasas e 
profundas e como são seus processos e técnicas de execução.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Caracterizar as etapas de execução de fundações rasas.•
Descrever as etapas de execução de fundações profundas com estacas escavadas.•
Descrever as etapas de execução de fundações profundas com estacas cravadas.•
Infográfico
A primeira etapa de execução de um projeto de fundações é a realização de sondagens geotécnicas 
no terreno, com o objetivo de identificar as características do material e o nível do lençol freático. 
Por vezes, o lençol freático encontra-se logo nas primeiras camadas do maciço de solo, sendo 
necessária a realização de drenagem antes do início dos procedimentos de escavação. A drenagem 
pode ser realizada por meio do rebaixamento do nível do lençol freático ou, então, pelo isolamento 
da área a ser escavada.
Neste Infográfico, conheça os dois principais métodos de drenagem utilizados na escavação de 
fundações rasas e quais os procedimentos de execução.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/da5e7e7a-0684-4f5c-9b22-0f9378d311ff/54aafe65-0fb6-4a11-976d-95c2d51492e0.png
Conteúdo do livro
As fundações possuem a função de transmitir os carregamentos provenientes da estrutura para o 
solo. Os carregamentos podem ser transmitidos diretamente pela base do elemento, como no caso 
das fundações diretas, ou, então, por meio da ponta ou do fuste das estacas, como no caso das 
fundações indiretas.
A execução adequada das fundações é fundamental para que a transmissão de cargas ocorra de 
acordo com o previsto em projeto, seja com elementos de fundação rasa ou com elementos de 
fundação profunda.
Na obra Sistemas, métodos e processos de construção civil, leia o capítulo Processos e técnicas 
construtivas de fundações, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, e conheça as 
características dos principais tipos de fundações e os procedimentos de execução empregados.
Boa leitura!
SISTEMAS, 
MÉTODOS 
E PROCESSOS 
DE CONSTRUÇÃO 
CIVIL
Diego da Luz Adorna
Processos e técnicas 
construtivas de fundações
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Caracterizar as etapas de execução de fundações rasas.
  Descrever as etapas de execução de fundações profundas com estacas 
escavadas.
  Listar as etapas de execução de fundações profundas com estacas 
cravadas.
Introdução
Fundações são elementos estruturais cuja função é transmitir as cargas 
atuantes sobre a superestrutura da edificação para o maciço de solo. 
Portanto, o tipo de fundação utilizado depende das cargas transmitidas 
pela estrutura e das características geotécnicas do maciço de solo. A 
topografia do terreno e as características das construções vizinhas também 
influenciam no projeto de fundações (VELLOSO; LOPES, 2010).
Assim, as fundações podem ser classificadas em rasas ou profundas. 
Nas fundações rasas, a transmissão de cargas se dá nas primeiras ca-
madas do maciço de solo. Nas fundações profundas, por outro lado, a 
capacidade de suporte necessária para resistir às cargas transmitidas pela 
edificação somente é obtida em camadas mais profundas do maciço de 
solo (SANTOS, 2017).
Neste capítulo, você vai conhecer as características dos principais 
tipos de fundações rasas e profundas. Além disso, vai estudar quais são 
os processos e as técnicas aplicados na execução das fundações.
1 Fundações rasas
As fundações rasas — também denominadas superfi ciais — são aquelas em 
que a transmissão de cargas ocorre logo nas primeiras camadas do maciço de 
solo. De modo geral, considera-se como fundação rasa aquela executada com 
até 2 m de profundidade. Fundações executadas com profundidades superiores 
a 2 m são consideradas profundas.
Nas fundações rasas, as cargas são transmitidas diretamente ao terreno 
pelas pressões distribuídas sob a base da fundação. Isso resulta na mobilização 
de esforços resistentes exclusivamente na superfície de contato entre a base 
da fundação e o solo (CINTRA; AOKI; ALBIERO, 2011). Desse modo, as 
fundações rasas são classificadas como fundações diretas.
O projeto de fundações rasas deve satisfazer os seguintes critérios, de 
acordo com Rebello (2008, p. 41):
- As camadas superficiais do maciço de solo devem possuir resistência su-
ficiente para resistir às cargas transmitidas pelos elementos de fundação;
- Os elementos de fundação devem ser executados com profundidade má-
xima de 2 m, visto que profundidades superiores elevariam os custos de 
escavação e reaterro.
O projeto de fundações deve ser precedido de análise geotécnica do solo. O Standard 
Penetration Test consiste no método de sondagem mais utilizado no mundo, permitindo 
a identificação do tipo de solo e a estimativa da resistência mecânica das camadas. 
No link a seguir, você pode ver quais os procedimentos do ensaio e como interpretar 
os resultados obtidos.
https://qrgo.page.link/SEf8a
As fundações rasas podem ser divididas, de acordo com as suas carac-
terísticas estruturais, em quatro grupos principais: blocos, sapatas, vigas 
de fundação e radiers. Veja no Quadro 1 as principais características de 
cada grupo.
Processos e técnicas construtivas de fundações2
 Fonte: Adaptado de ABNT (1996). 
Grupo Descrição
Bloco Os blocos de fundação são elementos de base quadrada ou retan-
gular, executados em concreto simples, dimensionados de modo 
que o concreto resista às tensões de tração a ele submetidas. O 
bloco de fundação normalmente possui faces verticais, mas pode 
ser executado com faces escalonadas.
Sapata As sapatas são 
elementos de 
fundação executa-
dos em concreto 
armado, de modo 
que as tensões 
de tração sejam 
resistidas pelas 
armaduras de aço. 
Em geral, possuem 
base quadrada ou 
retangular. A altura 
do elemento pode 
ser constante ou 
variável.
Sapatas 
isoladas
Cada elemento de fundação 
recebe e transmite o carrega-
mento de um único pilar.
Sapatas 
associadas
Cada elemento de fundação 
recebe e transmite o carrega-
mento de dois ou mais pilares 
não alinhados. As sapatas 
associadas são o resultado da 
sobreposição de duas ou mais 
sapatas isoladas.
Sapatas 
corridas ou 
baldrames
Consiste em um elemento 
linear que recebe o carrega-
mento linearmente distribuído 
das paredes da construção.
Vigas de 
fundação
As vigas de fundação são elementos de fundação lineares, formados 
por vigas de concreto armado, que recebem vários pilares situados 
no mesmo alinhamento. O cruzamento de várias vigas de fundação 
resulta em uma estrutura denominada grelha de fundação.
Radier O radier consiste em um elemento de fundação em forma de placa, 
executado em concreto armado, que recebe o carregamento de 
todos os pilares e paredes da construção. A utilização do radier é reco-
mendada quando a área das sapatas projetada em planta for superior 
a 50% da área total projetada em planta da construção.
 Quadro 1. Principais grupos de fundações rasas 
Execução de fundações rasas
Antes de iniciar a execução das fundações, o profi ssional responsável deve 
verifi car se os seguintes serviços foram realizados:
3Processos e técnicas construtivasde fundações
  estudo geotécnico do maciço de solo, determinando o tipo de solo, a 
sua resistência e a existência e posição do lençol freático;
  projeto arquitetônico e estrutural, indicando as dimensões, posições e 
alinhamentos dos elementos de fundação;
  limpeza do terreno, de modo a retirar a cobertura vegetal, resíduos e 
dejetos orgânicos e não orgânicos da área onde a obra será executada.
Satisfeitas essas exigências, o profissional responsável pode dar início à 
execução da obra, por meio da locação das fundações. A locação consiste 
na demarcação, no terreno, da posição dos elementos de fundação, de acordo 
com as informações constantes no projeto arquitetônico e estrutural.
Os procedimentos de locação variam de acordo com a complexidade da obra 
e da disponibilidade de recursos humanos, materiais e financeiros. A locação 
das fundações pode ser realizada por meio dos seguintes procedimentos:
a) Métodos dos cavaletes – nesse processo, os elementos construtivos 
são locados por meio de fios de náilon amarrados a pregos fixados em 
cavaletes opostos. Os cavaletes são formados por uma travessa pregada 
a duas estacas fixadas ao solo. A principal desvantagem do método, de 
acordo com Borges (2009), reside na facilidade de deslocamento dos 
cavaletes, devido a choques de carrinhos de mão e pontapés. O método 
dos cavaletes é recomendado para obras simples ou de pequeno porte.
b) Método das tábuas corridas – nesse processo, são fixados ao solo 
pontaletes de pinho afastados 1,50 m entre si e 1,20 m em relação à 
face externa do elemento de fundação. Nos pontaletes, são fixadas 
tábuas sucessivas, delimitando a área a ser construída e permitindo 
a locação dos elementos de fundação. A locação por tábuas corridas 
implica maior gasto que o processo por cavaletes, mas confere maior 
precisão e segurança à locação das fundações, devido à impossibilidade 
de deslocamento dos pontos marcados (BORGES, 2009). O método é 
utilizado em construções de pequeno e médio porte.
c) Equipamentos topográficos – em obras de maior complexidade e 
com maior disponibilidade de recursos financeiros, a locação pode 
ser realizada com o auxílio de equipamentos topográficos eletrônicos, 
por exemplo, a estação total. A utilização desse processo demanda a 
contratação de empresa especializada.
Processos e técnicas construtivas de fundações4
As fundações rasas normalmente são dimensionadas de forma que o seu centro 
coincida com o centro da seção dos pilares ou com o eixo das paredes. A locação 
adequada das fundações é, portanto, fundamental para a execução da construção 
conforme o projeto.
Após a locação dos elementos de fundação, providencia-se a escavação do terreno. 
Nota-se que a escavação resultará em maior ou menor volume, dependendo do tipo 
de fundação a ser executado. Na execução de blocos e sapatas isoladas ou associadas, 
é necessária apenas a abertura de uma cava; já na execução de sapatas corridas e 
vigas de fundação, é necessária a abertura de valas lineares. Para a execução de 
radier, todo o solo sobre a construção deverá ser escavado, visto que o elemento de 
fundação consiste em uma laje que recebe toda a estrutura da construção.
A escavação deve ser realizada até a cota de apoio da fundação, respeitando 
uma folga de 20 cm na abertura, em relação à dimensão de projeto, de modo 
a permitir a execução posterior das fôrmas de concretagem. A cota de apoio 
não deve ser inferior a 70 cm, a fim de garantir a proteção do elemento de 
fundação aos agentes atmosféricos e ao fluxo de água. A escavação é iniciada 
a partir do elemento de fundação mais profundo (YAZIGI, 2009).
Borges (2009) alerta que a escavação em terrenos inclinados deve ser reali-
zada de forma escalonada, conforme apresentado na Figura 1a. A abertura de 
valas inclinadas, conforme Figura 1b, resulta em um plano de escorregamento, 
que pode acarretar patologias e risco de ruptura para a construção.
Figura 1. Escavação em terrenos inclinados.
Fonte: Adaptado de Borges (2009).
5Processos e técnicas construtivas de fundações
A escavação deve ser realizada de modo a garantir o nivelamento do fundo 
da vala. O nivelamento pode ser verificado por meio de nível a laser ou nível 
de mangueira. Em seguida, o fundo da vala deve ser compactado e regulari-
zado, até 5 cm abaixo da cota de apoio, com um soquete de 5 kg ou com um 
compactador mecânico do tipo sapo (YAZIGI, 2009).
Durante a escavação, o profissional deve sempre atentar para a existência de 
formigueiros ou a presença de matéria orgânica. Formigueiros consistem em vazios 
no maciço de solo que podem causar recalques imediatos e danificar a estrutura. 
Solos com matéria orgânica tendem a apresentar menor resistência mecânica e 
maior deformabilidade, prejudicando a segurança e estabilidade da estrutura.
Após a regularização, deve-se executar um lastro de concreto simples, com 
5 cm de espessura, no fundo da vala. O lastro de concreto tem por objetivo 
regularizar a superfície onde o elemento de fundação será executado e uni-
formizar a transmissão das cargas que descarregam na fundação.
Para a execução do elemento de fundação, confeccionam-se fôrmas de 
madeira, que são construídas com sarrafos e tábuas de madeira. Yazigi (2009) 
destaca que essas fôrmas devem ser escoradas em estacas de madeira apoiadas 
no fundo e nas laterais da vala. O alinhamento, nivelamento e esquadro das 
fôrmas deve ser verificado durante e após o seu posicionamento na vala.
A concretagem dos elementos de fundação nunca deve ser feita sem o uso de fôrmas, 
visto que o contato do concreto fresco diretamente com o solo resultaria na perda 
excessiva de água de amassamento, em função da porosidade do solo. Além disso, 
haveria conformação inadequada do elemento de fundação e contaminação da 
mistura de concreto por solo e matéria orgânica, prejudicando o desenvolvimento de 
resistência mecânica, entre outras características do concreto endurecido.
Após o posicionamento das fôrmas, insere-se a armadura de aço, quando 
necessário. Em geral, as sapatas possuem apenas armadura inferior e armadura 
de cisalhamento, enquanto o radier e as vigas de fundação possuem armadura 
inferior e superior, além da armadura de cisalhamento. A definição do diâmetro 
e da disposição das armaduras de aço depende de projeto estrutural prévio. 
Na Figura 2, você pode observar como é feita a disposição das armaduras na 
sapata e como é realizada a amarração entre o pilar e o elemento de fundação.
Processos e técnicas construtivas de fundações6
Figura 2. Disposição das armaduras de aço em uma sapata de fundação.
Fonte: Adaptada de Multistock/Shutterstock.com.
O concreto utilizado deve apresentar resistência compatível com as neces-
sidades do projeto. De acordo com a complexidade da obra e disponibilidade 
de recursos, o concreto utilizado poderá ser produzido in loco ou em central, 
sendo lançado por meio de bombeamento.
Os procedimentos de projeto, dimensionamento e execução de fundações rasas são 
definidos pela Norma Técnica ABNT NBR 6.122/1996 – Projeto e execução de fundações.
7Processos e técnicas construtivas de fundações
2 Fundações profundas com estacas escavadas
As fundações profundas são utilizadas quando as primeiras camadas do maciço 
de solo não têm a capacidade de suporte necessária para resistir às cargas pro-
venientes da estrutura, ou seja, quando não é possível utilizar fundações rasas. 
Assim, as fundações profundas são executadas com mais de 2 m de profundidade.
As fundações profundas se caracterizam por transmitir as cargas provenien-
tes da estrutura por meio da sua base (resistência de ponta), da sua superfície 
lateral (resistência de fuste ou resistência de atrito lateral) ou da combinação 
das duas (VELLOSO; LOPES, 2010). Desse modo, essas fundações são clas-
sificadas como indiretas. Veja na Figura 3 um esquema da distribuição de 
esforços em uma fundação profunda.
Figura 3. Distribuição de esforços em uma fundação profunda.
Fonte: Rebello (2008, p. 69).
Sobre asfundações profundas, geralmente são executados blocos de funda-
ção, que têm a função de absorver os esforços provenientes da superestrutura e 
distribuí-los para a estaca. Esse procedimento permite que mais de uma estaca seja 
executada, de modo a atender a um mesmo pilar. As estacas são o tipo de fundação 
profunda mais utilizado nas obras de construção civil, embora se destaquem, ainda, 
os tubulões e os caixões como exemplos desse tipo de fundação. As estacas podem 
ser classificadas, de acordo com o processo de execução, em escavadas e cravadas.
Processos e técnicas construtivas de fundações8
As estacas escavadas — também denominadas estacas de substituição — 
são aquelas cuja execução exige a escavação do solo, sendo o volume escavado 
substituído pelo elemento de fundação. A seguir, você verá os principais tipos 
de estacas escavadas.
Estaca broca
A estaca broca consiste em um tipo de fundação profunda em que a escavação 
é realizada manualmente, com o uso de um trado rotativo, como representado 
na Figura 4. O movimento de giro realizado pelo operário faz com que as 
lâminas “rasguem” o solo, permitindo que este penetre no interior do cilindro 
e viabilizando a escavação (REBELLO, 2008).
Figura 4. Esquema de trado rotativo.
Fonte: Rebello (2008, p. 70).
As estacas broca demandam pouco investimento com mão de obra e equi-
pamento, mas apresentam limitação quanto à profundidade máxima (6 m) e 
não podem ser executadas abaixo do nível do lençol freático. A seguir, são 
apresentadas as etapas de execução das estacas desse tipo.
9Processos e técnicas construtivas de fundações
1. Inicialmente, é realizada a escavação do terreno com o uso do trado 
rotativo, conforme esquematizado na Figura 5a, até se atingir a camada 
de solo resistente.
2. Em seguida, com o uso de um pilão, faz-se o apiloamento do fundo 
do furo, de modo a regularizar a superfície e reduzir a quantidade de 
partículas soltas, conforme a Figura 5b.
3. O furo é, então, preenchido com concreto fresco, com trabalhabilidade 
adequada, como na Figura 5c. Caso o projeto estrutural exija o uso de 
armaduras de aço, estas devem ser inseridas e posicionadas no furo 
antes da concretagem.
4. Por fim, como mostra a Figura 5d, são colocadas armaduras de espera no 
topo da estaca, de modo a viabilizar a amarração com a superestrutura. 
Rebello (2008) destaca que normalmente são utilizadas quatro barras 
de aço de 6,3 mm de diâmetro e 2 m de comprimento.
Figura 5. Esquema de execução de fundação com trado rotativo.
Fonte: Rebello (2008, p. 71).
Processos e técnicas construtivas de fundações10
Estaca tipo Strauss
As estacas tipo Strauss consistem em estacas de concreto simples ou armado, 
de acordo com as especifi cações de projeto, executadas in loco, por meio da 
perfuração do solo e posterior concretagem. A execução desse tipo de estacas 
não produz vibrações signifi cativas, implicando ainda um custo relativamente 
baixo. Por outro lado, elas não são indicadas para execuções abaixo do nível 
do lençol freático e não apresentam grande capacidade de carga.
A execução de estacas tipo Strauss demanda o uso de equipamentos simples, 
conforme apontam Velloso e Lopes (2010): um tripé equipado com guincho, 
um pilão ou soquete, uma ferramenta de escavação denominada sonda ou 
“piteira”, e tubos metálicos de revestimento. Os procedimentos de execução 
de estacas tipo Strauss estão detalhados a seguir.
1. Inicialmente, o pilão é lançado de determinada altura, até que o solo 
seja perfurado até uma profundidade de até 2 m. Essa perfuração serve 
de gabarito para a introdução do primeiro tubo de revestimento, dotado 
de uma base cortante na extremidade, denominada “coroa”.
2. Em seguida, o pilão é substituído pela sonda, a qual é dotada de abertura 
na extremidade inferior, permitindo a entrada do solo e viabilizando a 
escavação, conforme você pode observar na Figura 6a.
3. À medida que a escavação se desenvolve, a coroa penetra no solo. 
É necessário rosquear tubos metálicos sucessivamente, até que seja 
atingida a cota de assentamento, conforme demonstra a Figura 6b. Os 
tubos metálicos têm o objetivo de conferir estabilidade para as pare-
des do furo, impedindo que o solo desmorone durante a escavação ou 
concretagem e estrangule a seção da estaca.
4. Atingida a cota de assentamento, é realizada a limpeza do furo, de 
modo a retirar a lama que possa ter se acumulado ao longo do fuste. As 
armaduras da estaca são inseridas, quando necessário, e é realizada a 
concretagem. O furo é preenchido por 75 cm de concreto fresco, o qual 
se espalha à medida que o revestimento metálico é retirado, como na 
Figura 6c. A retirada dos tubos metálicos deve ser feita com cuidado, 
a fim de impedir o desmoronamento do solo ou o desprendimento do 
concreto já executado. Os tubos metálicos podem ser reaproveitados 
em outras estacas. O procedimento é repetido até se atingir a cota de 
arrasamento, como mostrado na Figura 6d.
11Processos e técnicas construtivas de fundações
Figura 6. Esquema de execução de estaca tipo Strauss.
Fonte: Velloso e Lopes (2010, p. 206).
Estaca escavada com trado helicoidal
Conforme Rebello (2008, p. 75), o trado helicoidal consiste em “[...] uma 
haste metálica montada sobre uma base incorporada a caminhões ou a chassi 
metálico sobre rodas”. Logo, a utilização do trado helicoidal permite rápida 
movimentação pelo canteiro de obras. Na Figura 7, você pode ver um trado 
helicoidal incorporado a um caminhão.
Processos e técnicas construtivas de fundações12
Figura 7. Trado helicoidal incorporado a um caminhão.
Fonte: Volodymyr_Shtun/Shutterstock.com.
A escavação do solo é realizada por meio do giro da haste metálica. A cada 2 
m, a haste é retirada, sem giro, e posta a girar no sentido contrário, permitindo que 
o solo escavado seja retirado. A escavação pode ou não fazer uso de revestimento 
metálico ou estabilização com lama bentonítica (VELLOSO; LOPES, 2010). A 
lama é resultado da mistura de um tipo de argila chamada de bentonita, a qual se 
expande ao entrar em contato com a água. Ao ser injetada no furo, a lama bentoní-
tica se adere às paredes, formando uma proteção que impede o desmoronamento.
Uma vez atingida a cota de assentamento, deve-se inserir a armadura. A concre-
tagem é realizada a cada 50 cm, à medida que o revestimento metálico é retirado. 
No caso de revestimento com lama, a diferença de densidade entre ela e o concreto 
faz com que a lama seja empurrada em direção à abertura do furo, devendo ser 
recolhida e descartada. Se não for utilizado revestimento, a concretagem é realizada 
normalmente, devendo sempre ser verificada a trabalhabilidade do concreto.
As estacas escavadas com trado helicoidal são indicadas para a execução 
de estacas com até 15 m de profundidade e possuem um custo acessível. 
Contudo, não são indicadas para solos instáveis (arenosos) e não podem ser 
executadas abaixo do nível do lençol freático.
13Processos e técnicas construtivas de fundações
Estaca hélice contínua
A estaca hélice contínua, de acordo com Yazigi (2009), consiste em um tipo 
de fundação profunda em que a escavação é mecânica. Esta é realizada por 
uma hélice contínua fi xada externamente a um tubo metálico com diâmetro 
interno de 100 mm a 127 mm, conforme apresenta a Figura 8. A escavação 
ocorre pela penetração da hélice contínua no solo. Diferentemente da escavação 
com trado helicoidal, a hélice não é retirada durante o processo, penetrando 
continuamente até atingir a cota de assentamento.
Na sequência, a hélice é retirada do solo sem giro, enquanto o concreto é 
injetado no furo por meio do tubo metálico central da hélice. Rebello (2008) 
destaca que a retirada da hélice concomitantemente à concretagem evita o 
confinamento do solo e o possível estrangulamento da seção da estaca. Após 
a retirada da hélice, a armadura de aço é mergulhada na massa, por meio de 
gravidade ou com auxílio de um soquete.
A estaca hélice contínua apresenta alta produtividade e controle tecnoló-
gicodurante a execução, permitindo a execução de fundações de até 30 m de 
profundidade. Além disso, esse tipo de estaca pode ser executado abaixo do 
nível do lençol freático.
Figura 8. Modelo de hélice contínua.
Fonte: B.Panupong/Shutterstock.com.
Processos e técnicas construtivas de fundações14
Estaca raiz
As estacas do tipo raiz consistem em fundações profundas, escavadas por 
meio de perfuração rotativa ou rotopercussiva. Apesar de apresentarem custo 
elevado e resultarem em um grande impacto ambiental, as estacas do tipo raiz 
permitem a execução de fundações com até 50 m de profundidade, em maciços 
de solo compostos por matacões e rochas. Na Figura 9, são representados os 
procedimentos de execução de uma estaca raiz.
Figura 9. Esquema de execução de estaca raiz.
Fonte: Rebello (2008, p. 87). 
Inicialmente, é realizada a perfuração do maciço de solo, por meio da penetração 
de um tubo rotativo dotado de uma base denominada sapata de perfuração. À 
medida que a perfuração avança, são inseridos tubos metálicos de revestimento, que 
têm por objetivo impedir o colapso do solo que forma as paredes do furo. Durante 
a perfuração, é injetada água ou lama bentonítica através do tubo rotativo. Esse 
procedimento permite a limpeza do furo, visto que as partículas de solo escavado 
são expulsas para o exterior por meio da pressão da água ou lama.
Após se atingir a cota de assentamento, a armadura de aço é inserida 
no interior do tubo e, na sequência, é feita a injeção de argamassa no furo. 
Conforme a argamassa é injetada, os tubos de revestimento são retirados, e 
golpes de ar comprimido são aplicados, de modo a garantir a compactação 
da argamassa e o preenchimento dos vazios.
15Processos e técnicas construtivas de fundações
3 Fundações profundas com estacas cravadas
As estacas cravadas — também denominadas estacas de deslocamento — são 
aquelas cuja execução não demanda nenhum processo de escavação. Nesse tipo 
de fundação, à medida que a estaca penetra no solo, ele se desloca horizon-
talmente. A seguir, são apresentados os principais tipos de estacas cravadas.
Estacas pré-moldadas
As estacas pré-moldadas são fabricadas em madeira, aço ou concreto ar-
mado/protendido. Elas também podem ser compostas pela combinação de 
dois materiais diferentes, sendo denominadas estacas mistas. Essas estacas 
normalmente são fabricadas em indústrias e transportadas já prontas para o 
local da obra. No Quadro 2, você pode ver as principais características das 
estacas pré-moldadas, de acordo com o tipo de material empregado.
Tipo Descrição
Estaca de madeira
As estacas de madeira são utilizadas hoje quase que exclusiva-
mente em obras temporárias (como cimbramento de pontes) 
em função da deterioração que o material sofre, especialmente 
quando exposto a ambientes sujeitos à variação de nível d’água. Es-
sas estacas devem ter diâmetro mínimo de 15 cm e uma proteção 
metálica no seu topo, de modo que a queda do soquete, durante a 
prensagem no solo, não danifique a estaca.
Estaca de aço
As estacas de aço são indicadas para situações em que o uso de 
estacas de concreto não é recomendado, como no estaqueamento 
próximo a construções vizinhas, em função da vibração excessiva, 
e em solos com atrito alto. Essas estacas são normalmente produ-
zidas com perfis I ou H. Como podem ser unidas entre si por meio 
de soldagem, elas podem ser cravadas no solo em segmentos 
menores que os demais tipos de estacas.
 Quadro 2. Principais características das estacas pré-moldadas 
(Continua)
Processos e técnicas construtivas de fundações16
As estacas pré-moldadas podem ser cravadas no solo por percussão ou por 
prensagem. A cravação por percussão ocorre pela aplicação de golpes de 
martelo no topo da estaca, conforme você pode observar na Figura 10, em que 
estacas pré-moldadas de concreto com seção circular vazadas são cravadas no 
solo com o auxílio de um equipamento denominado bate-estaca.
Figura 10. Cravação de estacas pré-moldadas com auxílio de 
bate-estaca.
Fonte: HacKLeR/Shutterstock.com.
 Fonte: Adaptado de Rebello (2008). 
Tipo Descrição
Estaca de con-
creto armado ou 
protendido
As estacas de concreto armado são produzidas em indústrias, 
tendo comprimento máximo de 12 m. Caso seja necessário 
um comprimento maior, deve-se emendar as estacas por meio 
de soldagem de anéis metálicos previamente instalados. Essas 
estacas podem ser produzidas com seção quadrada, retangu-
lar ou circular. As estacas de concreto protendido apresentam 
maior resistência mecânica e menor risco de fissuras durante a 
cravação do que as de concreto armado.
 Quadro 2. Principais características das estacas pré-moldadas 
(Continuação)
17Processos e técnicas construtivas de fundações
No processo de prensagem, a cravação das estacas é feita com o auxílio 
de macaco hidráulico, conforme o esquema apresentado na Figura 11. Esse 
procedimento demanda a existência de uma carga no terreno, que funciona 
como reação ao esforço proveniente da prensagem. Essa carga pode ser pro-
videnciada por meio de pesos, caixas de areia, entre outros, ou pela estrutura 
já existente, como blocos de fundação.
Figura 11. Cravação de estacas pré-moldadas com auxílio de macaco hidráulico.
Fonte: Velloso e Lopes (2010, p. 231).
No Brasil, o procedimento apresentado é denominado estaca de reação 
ou estaca mega. A estaca de reação é indicada para a execução de reforços 
em fundações existentes, podendo utilizar a própria estrutura como carga 
de reação. Além disso, o procedimento pode ser utilizado na execução de 
fundações novas, visto que gera pouca vibração.
Estaca tipo Franki
A estaca tipo Franki consiste em um tipo de fundação profunda em que, com 
o auxílio de um bate-estaca, um tubo metálico cilíndrico é cravado no solo. 
O tubo metálico é dotado de um volume de concreto na sua base, o qual é 
denominado bucha. A bucha tem a função de receber os golpes do bate-estaca e, 
desse modo, promover a cravação do tubo, conforme você observa na Figura 12.
Processos e técnicas construtivas de fundações18
Figura 12. Esquema representando a execução de uma estaca tipo Franki.
Fonte: Velloso e Lopes (2010, p. 207).
Após atingida a cota de assentamento, o tubo metálico é amarrado ao 
bate-estaca, permitindo que a bucha seja desprendida do tubo por meio 
de golpes do soquete, formando a base da fundação. As armaduras são 
inseridas no tubo e a concretagem é iniciada, sendo realizada a cada 50 
cm. O tubo metálico é retirado à medida que a concretagem se desenvolve 
(REBELLO, 2008).
As estacas Franki possuem alta capacidade de carga e podem ser executadas 
com grandes profundidades, podendo ser executadas também abaixo do nível 
do lençol d’água. No entanto, esse tipo de estaca gera muita vibração durante 
o processo de execução, podendo afetar as construções próximas.
19Processos e técnicas construtivas de fundações
O projeto e a execução de fundações devem sempre ser embasados em conhecimento 
técnico sobre as características do solo e da construção. Portanto, exigem a presença 
de profissionais técnicos capacitados e habilitados.
ABNT. NBR 6122: projeto e execução de fundações – procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 1996.
BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. 9. ed. São Paulo: Blucher, 2009. v. 1.
CINTRA, J. C. A.; AOKI, N.; ALBIERO, J. H. Fundações diretas: projeto geotécnico. São Paulo: 
Oficina de Textos, 2011.
REBELLO, Y. C. P. Fundações: guia prático de projeto, execução e dimensionamento. 3. ed. 
São Paulo: Zigurate Editora, 2008.
SANTOS, J. S. Desconstruindo o projeto estrutural de edifícios: concreto armado e protendido. 
São Paulo: Oficina de Textos, 2017.
YAZIGI, W. A técnica de edificar. 10. ed. São Paulo: PINI, 2009.
VELLOSO, D. A; LOPES, F. R. Fundações: critérios de projeto, investigação do subsolo, fundações 
superficiais, fundações profundas. 2. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2010.
Leitura recomendada
VIANA, D. Ensaio SPT: aprenda como interpretar os resultados. In: GUIA DA ENGENHARIA. 
[S.l.: s .n.], 2018. Disponível em: https://www.guiadaengenharia.com/resultado-ensaio-spt/. 
Acesso em: 11 fev. 2020.
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cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
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sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
Processos e técnicas construtivas de fundações20
Dica do professor
A segurança do trabalho é umas principais exigências da engenharia moderna. A saúde e o bem-
estar do trabalhador devem ser vistos como prioridades pelo empregador. Além disso, a redução de 
prejuízos financeiros é nítida quando os critérios de segurança do trabalho são cumpridos.
A escavação de fundações e contenções é uma das atividades mais perigosas na indústria da 
construção civil. Um deslizamento de terra pode ferir inúmeros funcionários; portanto, o 
responsável técnico deve estar ciente das exigências de segurança do trabalho antes do início dos 
procedimentos de escavação.
Nesta Dica do Professor, veja os principais pontos que devem ser observados antes do início de 
serviços de escavação para garantir a segurança dos trabalhadores.
 
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Exercícios
1) As fundações rasas são aquelas que transmistem as cargas provenientes da superestrutura 
para as primeiras camadas do maciço de solo, por meio da sua base. Analise as afirmativas a 
seguir, referentes aos tipos de fundações rasas, e assinale a alternativa correta.
A) A sapata associada consiste em um elemento de fundação rasa que recebe o carregamento de 
dois ou mais pilares alinhados.
B) O radier consiste em um elemento de fundação rasa executado em concreto simples, que 
recebe o carregamento de todos os pilares da edificação.
C) Nas sapatas isoladas, os esforços de tração são resistidos pelas armaduras de aço. Por essa 
razão, as sapatas tendem a ser maiores que os blocos.
D) A viga de fundação recebe o carregamento linearmente distribuído das paredes. O 
cruzamento de várias vigas de fundação resulta na grelha de fundação.
E) A baldrame consiste em um tipo de fundação rasa que recebe o carregamento de cargas 
linearmente distribuídas.
2) A execução de fundações rasas inclui etapas de locação da obra, escavação do maciço de 
solo e execução do elemento de fundação. Analise as afirmativas a seguir, sobre os 
procedimentos executivos de fundações rasas, e assinale a alternativa correta.
A) A locação por meio do método dos cavaletes é a ideal para obras de maior complexidade, 
visto que os cavaletes de madeira conferem maior estabilidade e segurança durante os 
procedimentos de execução.
B) O volume de escavação varia de acordo com o tipo de fundação adotado. O radier é o tipo de 
fundação que demanda o menor volume de escavação, visto que apenas um elemento é 
executado.
C) Durante a escavação, caso se opte pelo uso de fôrmas para a concretagem do elemento de 
fundação, deve ser prevista uma folga de 20 cm nas dimensões da vala. Caso contrário, a vala 
deve ter a dimensão exata do elemento de fundação.
A topografia do terreno tem influência nos procedimentos de escavação. Caso o terreno seja 
inclinado, sua escavação deverá ocorrer de forma escalonada, de modo a evitar planos 
D) 
inclinados de escorregamento.
E) A escavação deve encerrar aproximadamente 5 cm antes de ser atingida a cota de apoio, de 
modo que o fundo da vala seja compactado e regularizado, permitindo a execução do lastro 
de concreto.
3) As fundações profundas são aquelas que se desenvolvem a partir de 3 m de profundidade, 
podendo transmitir suas cargas para o solo por meio da base, do atrito lateral ou da 
combinação de ambos. Relacione as colunas a seguir:
1. Estaca broca1. 
2. Estaca Strauss2. 
3. Estaca hélice contínua3. 
4. Estaca raiz4. 
 
( ) Utiliza um instrumento de escavação denominado “piteira”, que possui base aberta, 
“engolindo” o solo e permitindo o prosseguimento da escavação.
( ) Utiliza um instrumento denominado tubo rotativo, o qual é dotado de uma base cortante 
chamada sapata de perfuração.
( ) Utiliza um trado rotativo manual, que, à medida que gira, rasga o solo, acumulando-o entre 
suas lâminas, permitindo que seja retirado do furo.
( ) Utiliza um instrumento formado por um tubo metálico vazado, envolto por uma hélice, 
que penetra no solo até atingir a cota de assentamento.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
A) 1 – 2 – 3 – 4.
B) 3 – 1 – 2 – 4.
C) 4 – 2 – 1 – 3.
D) 2 – 4 – 1 – 3.
E) 1 – 4 – 3 – 2.
Os diferentes tipos de estacas escavadas apresentam particularidades quanto aos 
procedimentos de escavação, assim como vantagens e desvantagens. Analise as afirmativas 
a seguir.
4) 
I. A escavação com trado manual demanda o uso de revestimento metálico, quando 
executada abaixo do nível da água.
II. A escavação com trado helicoidal demanda que, a cada 2 m de profundidade, a haste seja 
retirada e girada no sentido contrário, desprendendo o solo.
III. A hélice contínua permite a escavação do furo em uma única vez. Após a retirada da 
hélice, inicia-se a concretagem.
IV. A estaca raiz é executada com argamassa ao invés de concreto e permite a execução de 
fundações de até 50 m de profundidade.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.
A) Apenas a afirmativa I está correta.
B) Apenas a afirmativa III está correta.
C) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
D) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas.
5) As estacas cravadas são aquelas cuja execução não se dá por escavação, e, sim, pelo 
deslocamento do solo. Analise as afirmativas a seguir, referentes às estacas cravadas.
I. As estacas pré-moldadas de madeira são muito utilizadas em obras de engenharia, 
especialmente, em função da sua resistência à deterioração.
II. As estacas de concreto pré-moldado são produzidas com comprimento máximo de 12 m, 
não permitindo a execução de emendas.
III. As estacas pré-moldadas podem ser cravadas no solo por meio de percussão (bate-
estaca) ou por meio de prensagem (macaco hidráulico).
IV. As estacas Franki são estacas pré-moldadas de aço, cravadas no solo com auxílio de um 
equipamento de bate-estaca.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.
A) Apenas a afirmativa I está correta.
B) Apenas a afirmativa III está correta.
C) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
D) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas.
Na prática
A execução de estacas cravadas deve ser feita por profissionais, tanto técnicos, quanto operários, 
capacitados e habilitados, pois a quebra de estacas é irrecuperável. Após a estaca ter se partido, ela 
não pode mais ser utilizada, tampouco retirada do solo.
O responsável técnico de uma obra deve, além disso, ter conhecimento sobre as opções a serem 
tomadas caso, eventualmente, alguma estaca quebre durante a execução.
Neste Na Prática, veja uma situação de quebra de estaca que pode ocorrer no cotidiano da 
construção civil.
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Tipos de Estacas | Fundações Profundas
As estacas de fundações podem ser de vários tipos. As diferenças vão desde o comportamento 
estrutural até os procedimentos de execução. No link a seguir, acesse um vídeo que demonstra, 
esquematicamente,os procedimentos de execução de alguns tipos de fundações. Assista.
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Microestacas injetadas
Existem muitas pesquisas na área de fundações e, frequentemente, novos tipos de fundações são 
lançados no mercado. Um exemplo são as microestacas injetadas. No link a seguir, leia um artigo 
técnico sobre este tipo de fundação.
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Tubulão é opção pouco mecanizada para fundação de solo 
superficial ruim
Os tubulões são um exemplo de fundação profunda. Sua execução envolve a descida de 
trabalhadores pelo furo escavado, com o objetivo de promover o alargamento da base. Em função 
disso, os tubulões são, frequentemente, deixados de lado. A seguir, acesse o link referente a um 
artigo técnico sobre os tubulões.
https://www.youtube.com/embed/bS-bcN8LRWc
https://www.unicomengenharia.com.br/micro-estaca-injetada
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https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/tubulao-e-opcao-pouco-mecanizada-para-fundacao-de-solo-superficial-ruim_16226_10_0

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