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PSICOPEDAGOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 2 – 
APRENDIZAGEM E 
EDUCAÇÃO 
Prezado (a) aluno (a), 
Desde o momento em que concebemos, a aprendizagem faz parte do 
processo que começa, mas termina sem fim previsível. 
Aprender é um processo fundamental na vida do ser humano. É por meio 
dela que o indivíduo desenvolve e aprimora habilidades e comportamentos que o 
ajudam a lidar com as situações cotidianas. 
Nos resultados da aprendizagem podemos observar não só a influência das 
experiências individuais vividas, mas também as experiências culturais, familiares 
e sociais que permitem ao ser humano construir a sua identidade. 
Através do processo de aprendizado ao longo dos séculos, as gerações 
tiveram a oportunidade de desfrutar do que seus ancestrais descobriram e 
aprimoraram. Com o tempo, essas descobertas levam a novas perguntas. Os seres 
humanos estabeleceram um legado de conhecimentos e regras de convivência 
humana, o que tem levado a uma contínua troca de aprendizados. Nesta iremos 
abordar sobre a aprendizagem e os fatores que implicam sobre ela. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
2 APRENDIZAGEM E EDUCAÇÃO 
Como muitos documentos antigos encontrados em cavernas sugerem, é 
milenar o desejo espontâneo de compartilhar informações com outras pessoas, com 
o objetivo de ensinar aos outros primeiros a experiência e depois as ideias sobre essa 
experiência. Como resultado, é razoável acreditar que esse interesse começou com o 
primeiro homem. 
Mais tarde, os pedaços de pedra esculpida permitem a transmissão de 
informações de um local para outro, assim como a cerâmica reproduz o cotidiano. Na 
sequência do papel nas suas formas iniciais, materiais mais quebradiços, mas 
consistentes, como o papiro, juntaram-se a este processo de partilha de 
representações da realidade e pontos de vista (DÍAZ, 2011). 
Na Antiguidade, encontramos os primeiros sinais de sistematização 
educacional nas aldeias egípcias, chinesas e indianas, com o objetivo de preservar 
costumes, regras e tradições, utilizando o ambiente familiar e transmitindo 
conhecimentos de geração em geração. 
No Império Romano, e particularmente na Grécia, último grande centro do 
saber antigo (Platão, Aristóteles...), a educação formalizou-se há muito tempo, sem 
substituir totalmente a educação parental; assim, o Estado assumiu a 
responsabilidade de educar a população, decidindo quem deveria e quem não 
deveria, com base em objetivos políticos e militares (escravos e servos) (DÍAZ, 2011). 
Durante a Época Moderna (século XVII ao século XIX), a educação baseou- se 
em grandes descobertas científicas, sobretudo nos campos da medicina e da biologia, 
bem como em significativas invenções tecnológicas, principalmente de notáveis 
pensadores que revolucionaram os campos da filosofia, psicologia e educação 
(Voltaire, Rousseau, Kant, Pinel, Pestalozzi, Itard...). 
Como se sabe, ao longo da segunda metade do século XIX, os vários ramos 
da filosofia começaram a se separar e desenvolver suas próprias capacidades. A 
psicologia é uma delas, e contribui significativamente para o desenvolvimento de 
muitas teorias sobre a aprendizagem, que, por meio de uma série de encontros e 
desencontros, permite evoluir o conhecimento sobre essa capacidade humana (Stern, 
Catell, James, Stanley...) (DÍAZ, 2011). 
 
 
 
Ainda no século XX, fruto deste rápido progresso científico e tecnológico, várias 
“teorias de aprendizagem” começam a ser organizadas, dando ênfase a certos 
aspectos relacionados com os seus mecanismos produtivos, o papel da educação e 
a atividade que aprende dentro o enquadramento dos vários “paradigmas educativos” 
desenvolvidos no decurso da relação entre a psicologia e a educação (paradigmas 
comportamentais, psicogenéticos, sócio-históricos e culturais). 
2.1 Entre o ensino e a aprendizagem 
A educação e a aprendizagem são dois processos dos quais o indivíduo 
participa para obter significados que promovam a interação cultural e social. O 
processo educacional produz um conjunto de transformações sistêmicas nos 
indivíduos, uma série de mudanças incrementais cujas etapas ocorrem em ordem. 
Como resultado, é um processo progressivo, dinâmico e contínuo. Como resultado do 
processo de aprendizagem, ocorrem interrupções repetidas e intermitentes na 
atividade cognitiva do aluno (sujeito). Nosso processo, o docente é o que dirige, guia 
uma atividade condutora ou orientadora, bem como a formação de habilidades e 
hábitos de acordo com a concepção. Como resultado, o indivíduo obterá uma 
compreensão da ciência do mundo, proporcionando uma visão da realidade material 
e social (JERÔNIMO SOBRINHO, 2016). 
Todo processo de ensino é uma força motriz para o desenvolvimento e um 
mecanismo de feedback positivo. Este processo pedagógico deriva de uma poderosa 
força desenvolvimentista que promove a utilização dos conhecimentos necessários 
para assegurar a transformação constante do sujeito e do seu meio em prol dos seus 
próprios interesses como sujeito humano e social. 
Não podemos esquecer que o próprio conteúdo de ensino determina em grande 
parte seu efeito educacional; o ensino está sujeito a mudanças devido ao 
desenvolvimento histórico e social. O ensino existe fora da aprendizagem. Assim, 
esses dois aspectos (partes de um mesmo processo de ensino e aprendizagem) 
guardam sua própria especificidade ao mesmo tempo, em que formam uma unidade 
entre o papel orientador do professor e as atividades dos alunos (JERÔNIMO 
SOBRINHO, 2016). 
 
 
 
A educação tem um ponto de partida e uma premissa geral em seus objetivos 
educacionais. Eles determinam os conteúdos, métodos e formas organizacionais de 
desenvolvimento de acordo com as mudanças planejadas que devem ser promovidas 
no indivíduo que os recebe. 
Essas metas também ajudam a direcionar o trabalho de professores e alunos 
no processo de aprendizagem, além de servir como um indicador de primeira classe 
para avaliar a eficiência a do ensino, a aprendizagem é um processo de natureza 
extremamente complexo, uma essência da qual é uma aquisição de novos 
conhecimentos, habilidades ou recursos. Para que um processo seja considerado 
verdadeiramente como aprendizado, ele deve se expressar em algum momento no 
futuro, ao invés de ser uma simples tarefa ou retenção temporária (JERÔNIMO 
SOBRINHO, 2016). 
O aprendizado não é restrito às crianças. A aprendizagem é uma via de mão 
dupla com dois atores: um que aprende e outro que ensina (professor ou instituição 
de ensino, pai, filho, amigo ou qualquer pessoa que invista no assunto). A 
aprendizagem também pode ser vista como produto ou resultado de uma interação 
social e, desta forma, é um processo inerentemente social, tanto pelo seu conteúdo 
quanto pelas formas como aprendizagem; um tolerante com os outros; nessa 
interação se desenvolve a prática e inteligência reflexiva, constroem-se e se 
internalizam novos conhecimentos ou recursos. 
2.2 Dimensões do processo de aprendizagem 
Aprendizagem e desenvolvimento são processos interligados influenciados por 
elementos internos e externos do ser humano. Os fatores internos abrangem três 
aspectos inter-relacionados: o corpo como instrumento responsável pelos 
automatismos, coordenação e articulação, cujo organismo representa a infraestrutura 
que permite ao indivíduo perceber, registrar, reconhecer e registrar os diversos 
estímulos que o cercam; estruturas cognitivas responsáveis por organizar estímulos e 
transformá-los em conhecimento, que representam a base da inteligência; e a 
dinâmica da cognição. 
Os fatores externos são aqueles afetados pelas condições proporcionadas pelo 
meio em que o indivíduo está inserido (PAÍN, 1985). A autora citada insere o processo 
 
 
 
de aprendizagem na dinâmica da transmissão cultural, ampliando o significado do 
termo educação. Reitera que a educação serve a quatropropósitos: 
1. Mantenedor/conservador - reproduz as regras que regem as ações, 
garantindo a sobrevivência da espécie humana; transmissão cultural; 
2. Socializadora - transforma o indivíduo em sujeito que se identifica com o grupo 
e passa a internalizar seu conjunto de normas por meio da língua, da cultura, 
do meio; 
3. Repressora - utiliza-se de meios para garantir a manutenção do sistema que 
rege a sociedade, conservando e reproduzindo as restrições existentes; 
4. Transformadora - quando os constrangimentos do sistema são reconhecidos 
e reconhecidos, e os sujeitos adotam uma postura de resistência a esses 
constrangimentos, a aprendizagem torna-se uma possibilidade libertadora. 
Nesse sentido, o autor observa que o conhecimento é um esforço colaborativo 
entre quem ensina e quem aprende; é construção e produção humana. Os processos 
de aprendizagem são bastante diversos, necessitando de um olhar mais amplo e 
atento a todos os fatores que os compõem. Muito complicadas porque envolvem 
questões cognitivas, psicológicas, materiais e humanas indissociáveis. Segundo Paín 
(1985), a educação não é uma estrutura, mas sim um lugar de articulação de ideias. 
Não é isolado porque abarca “momentos históricos, organismos, etapas da 
inteligência genética” e um sujeito vinculado a outras estruturas teóricas “que servem 
de material de pesquisa para “o materialismo histórico, a teoria piagetiana da 
inteligência e à teoria psicanalítica de Freud” (PAÍN, 1985, p. 15). Como resultado, o 
autor apresenta quatro dimensões que envolvem os processos de aprendizagem, 
conforme mostra a Figura 1. 
Figura 1 – Aprendizagem e as quatro dimensões propostas por Paín 
 
 
 
 
Fonte: Piovesan et al., 2018 
 A dimensão biológica - é o organismo, suas especificidades e a possibilidade 
de aprendizagem e construção de esquemas de ação sobre o mundo, bem 
como instrumentalidade para agir sobre ele; 
 A dimensão cognitiva - a partir de uma estrutura orgânica inicial, o sujeito 
constrói o conhecimento; isso se refere mais a construções pessoais. 
 A dimensão social - é constituída pela aprendizagem/avanço individual em 
contextos adaptados a cada sujeito, englobando todos os comportamentos de 
transmissão cultural. 
 A dimensão da aprendizagem em função do eu - ou seja, a constituição do 
sujeito (PAÍN, 1985). 
De que maneira cada uma delas pode influenciar a aprendizagem? 
A dimensão biológica do processo de aprendizagem refere-se ao organismo, 
sua especificidade e possibilidade de aprender, e ao estabelecimento de um plano de 
ação no mundo e aos instrumentos para atuar sobre ele. A esse respeito, Piaget 
apontou que a vida e o conhecimento têm duas funções comuns: a conservação da 
informação e a antecipação. A preservação da informação tem a ver com a memória. 
A princípio, algum tipo de conhecimento é adquirido, posteriormente, ocorre a 
preservação do conhecimento adquirido. Piaget apontou que as informações obtidas 
de fora são o resultado de uma estrutura ou plano interno de um indivíduo, que pode 
ser mais ou menos estruturado. Esse processo ocorre tanto para o aprendizado mais 
complexo quanto para o aprendizado mais básico (PIOVESAN et al., 2018). 
 
 
 
 Dessa forma, o indivíduo cria condições para se adaptar adequadamente a 
novas situações, mantendo esquemas previamente construídos por meio de um 
comportamento espontâneo exploratório. Piaget destaca que toda aprendizagem 
humana resulta de uma construção. “As estruturas do conhecimento apresentam uma 
característica específica de serem construídas, motivo pelo qual não podem ser 
consideradas inatas, apesar do caráter hereditário da inteligência como restrito do ser 
humano” (PAÍN, 1985, p. 16). 
Sua construção requer experiência ou manipulação do ambiente, bem como 
funcionamento interno do sujeito, ambos levando à elaboração gradual da 
coordenação da ação do sujeito. Paín (1985) propõe três tipos de conhecimento que 
englobam a dimensão biológica: 
 Conhecimento das formas Hereditárias - Combina as informações 
hereditárias do sujeito com informações sobre o meio em que o sujeito irá 
operar. 
 Conhecimento das formas lógico-matemáticas - construídas de forma 
incremental, de acordo com as fases de equilíbrio crescente e via organização 
progressiva das ações realizadas com os objetos, mas sem eles enquanto tais. 
 Conhecimento da forma adquirida - as experiências que o sujeito tem com o 
objeto lhe fornecem informações sobre suas características e propriedades. 
Conhecimento das formas lógico-matemáticas e das formas adquiridas 
integram e complementam o funcionamento do conhecimento das formas hereditárias, 
“já que, se por um lado, toda ação é ação sobre um objeto, por outro lado, esta ação 
se melhorou com certa organização, impresso no marco das estruturas lógicas que 
permitem uma leitura correta da experiência”. 
Com base nos princípios biológicos e na epistemologia genética de Piaget, é 
possível reconhecer a existência de um processo de aprendizagem mais amplo 
causado pelo desdobramento funcional de uma atividade estruturante que, ao final, 
cria estruturas operacionais esquematizadas (PIOVESAN et al., 2018). 
Há também um aprendizado mais restrito que permite a compreensão das 
propriedades e leis de cada objeto especificamente, por meio da assimilação de tais 
estruturas que permitem uma organização abrangente do mundo real. A dimensão 
cognitiva do processo de aprendizagem refere-se especificamente aos aspectos 
psicológicos da aprendizagem. Paín distingue 3 tipos de aprendizagem: 
 
 
 
 O primeiro tipo de aprendizagem refere-se ao processo pelo qual um indivíduo 
adquire um novo comportamento, adaptado a novas situações encontradas, e 
apoiado na experiência adquirida através de uma tentativa falhada e erro face 
a uma situação desconhecida. A tentativa e erro não são ocasionais, mas 
dirigida ao sujeito e conduza uma aprendizagem, independentemente de ter 
alcançado ou não. 
 No segundo tipo há uma aprendizagem da regulação que conduz as mudanças 
dos objetos e suas relações recíprocas. A experiência tem a capacidade de 
confirmar ou ajustar hipóteses e previsões internas que o sujeito construiu a 
partir da manipulação de objetos. 
 O terceiro tipo, aprendizagem estrutural, diz respeito ao surgimento de 
estruturas lógicas de pensamento que permitem ao sujeito organizar realidades 
compreensíveis e cada vez mais equilibradas. Tais estruturas são construídas 
ao longo do processo de aprendizagem. Com isso, a experiência tem a 
capacidade de verificar constantemente esquemas já construídos ineficientes 
para uma determinada transformação. 
Paín (1985) usa o exemplo da experiência de retenção de líquidos para mostrar 
como se processa a compensação intuitiva nas crianças, observando que as 
respostas que a satisfaziam aos cinco anos já não a satisfaziam aos seis anos em 
decorrência das experiências que possui, que lhe permitem modificar esquemas 
previamente construídos e construir novos. 
A experiência cria, assim, um novo esquema que encoraja a aplicação de 
estruturas já construídas à realidade e, ao mesmo tempo, permite que os sujeitos 
compreendam sua própria realidade e potencial transformador de maneira 
coordenada (PIOVESAN et al., 2018). 
Em nível social, podemos pensar na educação como uma das duas metades 
da equação ensino-aprendizagem, a última das quais constitui o processo 
educacional. Este processo engloba todos os comportamentos de transmissão 
cultural, incluindo os objetivos das instituições que promovem a educação de forma 
específica (escola) ou indireta. Por meio dela, o sujeito histórico exercita, assume e 
incorpora uma determinada cultura, na forma como fala, obedece, usa ferramentas, 
artesãos e dorme de acordo com as modalidades de seu próprio grupo de 
pertencimento. 
 
 
 
Educar é ensinar no sentido de demonstrar, estabelecer normas e marcar como 
algo pode serfeito. A criança aprende a se expressar, a se vestir, a escrever, a não 
se atrasar e a não chorar. O método de fazer o que a educação exige tem por objetivo 
a formação do tipo de pessoa que determinado grupo social exige: respeito, asseio, 
pontualidade, etc. Nessa ação desenvolvida e refinada, o sujeito incorpora uma 
representação do mundo, que por sua vez incorpora e é submetido (PIOVESAN et al., 
2018) 
Assim, toda transmissão cultural requer uma amostra, uma seleção de modos 
de ação, cujo determinante é a situação educacional em relação à produção, 
juntamente com outros fatores como nacionalidade, geração, profissionalização etc., 
da família do aluno e grupo social. Nesse sentido, a educação garante a continuidade 
do processo histórico e a preservação da sociedade como um todo por meio de suas 
transformações evolutivas e estruturais. Mas também tem um papel importante na 
implementação dessas mudanças, pois é óbvio que assim como os sistemas 
estabelecidos usam a educação para se manterem, os revolucionários precisam da 
educação para conscientizar e motivar seus seguidores (PAÍN, 1985). 
A transmissão da cultura é sempre ideológica, no sentido de que é seletiva e 
serve para preservar modos únicos de operação e, portanto, serve para manter 
estruturas de poder definidas. Métodos de análise baseados no materialismo histórico 
e apoiados em outros recursos, particularmente os inspirados na linguística estrutural, 
permitem identificar representações implícitas nos conteúdos veiculados; análise das 
formas e métodos de transmissão torna-se mais difícil, e enfrentaremos sua crítica do 
ponto de vista ideológico e epistemológico no contexto da programação (PIOVESAN 
et al., 2018) 
O processo de aprendizagem em função do eu: os processos de aprendizagem 
também têm impacto na composição da disciplina. A educação nos permite manter 
seu pulso sob controle, permitindo-nos canalizar nossa energia para 
empreendimentos culturais. A criança aprende a regular a pressão dos impulsos 
usando formas substitutas de satisfação que permitem à criança intercalar 
necessidade e desejo. 
Aprender a organizar a informação sensorial transformando-a em elementos 
utilizáveis que podem ser pensados, registrados e sonhados. Esses elementos se 
 
 
 
combinam para construir uma barreira que protege a emoção da realidade e a 
realidade da emoção (PAÍN, 1985). 
A função mediadora do ego permite a aceitação da realidade diante do princípio 
do prazer, pois sua capacidade de pensar lhe permite distinguir entre o que vai e o 
que não vai acontecer em determinada situação, evitando a necessidade de 
repreensão. A capacidade de compreender e lembrar a inteligência humana também 
é essencial para que o indivíduo consiga satisfazer desejos impulsivos. 
A aprendizagem integra educação e pensamento em um único processo, pois 
ambos são viáveis na aplicação do princípio da realidade. Desenvolver a capacidade 
de se entregar e se frustrar é fundamental, pois saber também implica não saber. É 
preciso atentar para a “inversão do aprendizado”, ou seja, para o que se esconde no 
ensino e se revela no aprendizado. 
Considerando os vários níveis de interpretação da realidade, entender a 
aprendizagem como um objeto único e científico é extremamente difícil, pois a 
aprendizagem não ocorre no nível teórico, mas no nível fenomenológico (PAÍN, 1985). 
O sujeito aprende que pertence a um determinado grupo social, com um 
equipamento mental determinado pela genética e uma continuidade biológica 
funcional, e tudo isso para cumprir o destino do outro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
DÍAZ, F. O processo de aprendizagem e seus transtornos. Salvador: EDUFBA, 
2011. 
JERÔNIMO SOBRINHO, P. Psicopedagogia clínica e institucional [recurso 
eletrônico] – São Paulo: Cengage Learning, 2016. 
PAÍN. S. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Tradução de 
Ano Maria Nette Machado. Porto Alegra, Artes Médicas, 1985. 
PIOVESAN, J. et al. Psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem. 1. ed. 
Santa Maria, RS: UFSM, NTE, 2018.

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