Prévia do material em texto
1o bimestre Aula 22 Língua Portuguesa Histórias que fazem rir 1a Ensino Médio Série 2025_EM_V1 Leitura de conto de humor; Morfologia – Palavras de origem grega e latina. Ler e compreender conto humorístico; Explorar recursos linguísticos e efeitos de sentido do texto; Identificar o radical de palavras; Refletir sobre o efeito de sentido de prefixos gregos e latinos. Conteúdos Objetivos 2025_EM_V1 Relembre Se estas imagens representassem personagens de um conto de um determinado país, que aspectos culturais desse local poderiam ser explorados? Os contos são narrativas curtas e culturalmente marcadas Esses textos, orais ou escritos, circulam em diversas sociedades humanas registrando e recontando histórias que expressam valores sociais, morais e culturais. Além disso, por poderem abordar uma diversidade de temas, muitos costumam abordar várias questões por meio do humor: as relações familiares, a infância, as amizades, a educação (ou a falta dela), as opiniões e os pontos de vista, atitudes, medos e coragem. 3 minutos © Freepik 2025_EM_V1 Foco no conteúdo Artur Azevedo (1855–1908) Artur Azevedo alcançou sucesso com seus contos curtos e humorísticos, publicados em jornais e que apresentam o Rio de Janeiro, na passagem do Império para a República. Ele era jornalista e, além de escrever contos, também criou o teatro de revista, com peças curtas e humorísticas, como “Amor por Anexins”. Seus personagens são tipos caricaturais, que o permitem fazer uma crítica irônica da sociedade do seu tempo, trazendo as novidades tecnológicas: telegramas, telefones, bondes elétricos, fotografia. Leia com atenção o conto “O retrato”: Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, 2020. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Contos_em_verso_-_Frontisp%C3%ADcio.png. Acesso em: 11 dez. 2024. O meu querido amigo Emílio Rouède, que há dias faleceu [...]. Em vez de inventar uma anedota, vou contar-vos uma historieta em que ele figurou, e que tem [...] o mérito de ser autêntica. [...] Emílio Rouède tinha se casado havia poucos meses, e estava estabelecido com fotografia na Rua dos Ourives [...]. Um dia Mme. Rouède, que era uma linda senhora, saiu sozinha à rua, e foi acompanhada por um impertinente [...]. Ela entendeu que o mais prudente era voltar para casa, e assim fez; o conquistador, porém, continuou a segui-la [...] quando ela entrou, ele entrou também; ela subiu a escada, ele também subiu. 5 minutos (AZEVEDO, [s.d.]a) 2025_EM_V1 Foco no conteúdo Emilio Rouède estava no atelier, [...] e, ouvindo os passos de sua esposa, foi esperá-la no topo da escada. O sujeito, quando reparou que havia ali um homem, não teve mais tempo de fugir. Mme. Rouède apresentou-o ao marido: — Aqui tens este senhor que me tem acompanhado por toda parte, e entrou comigo. Não sei o que pretende. — Sei eu, acudiu prontamente o fotógrafo. — Pretende tirar o retrato; não pode ser outra coisa. E voltando-se para o desconhecido, perguntou-lhe olhando por cima dos óculos, segundo o seu costume. — Busto ou corpo inteiro? O pobre diabo, que não sabia mais de que freguesia era, gaguejou: — Busto... busto... — Faça favor. E levou uma hora a tirar-lhe o retrato que foi pago, ficando o retratado de ir buscá-lo daí a três ou quatro dias. Este queria apenas meia dúzia, mas Emílio Rouède convenceu-o de que devia encomendar duas dúzias e meia. Quando o freguês saiu, Emílio Rouède disse à esposa, que ria a bandeiras despregadas: — Tenho pena de não ser dentista, em vez de fotógrafo! Escusado é dizer que os retratos ficaram na fotografia. (AZEVEDO, [s.d.]a) 2025_EM_V1 No desfecho desse conto, ficamos sabendo que o indivíduo que foi fotografado... pagou adiantado e foi depois buscar as fotografias. pagou adiantado e nunca mais apareceu. 3 minutos Pause e responda 2025_EM_V1 No desfecho desse conto, ficamos sabendo que o indivíduo que foi fotografado... pagou adiantado e foi depois buscar as fotografias. pagou adiantado e nunca mais apareceu. Pause e responda 2025_EM_V1 tanto as personagens quanto a história são inventadas. tanto as personagens quanto a história são baseadas em fatos reais. as personagens são inventadas, mas a história é baseada em fatos reais. Apesar de ter nascido no Maranhão, Artur Azevedo vivia e retratava a sociedade carioca em seus contos. No caso específico desse conto, Na prática Veja no livro! Atividade 1 3 minutos A B C 2025_EM_V1 tanto as personagens quanto a história são inventadas. tanto as personagens quanto a história são baseadas em fatos reais. as personagens são inventadas, mas a história é baseada em fatos reais. Apesar de ter nascido no Maranhão, Artur Azevedo vivia e retratava a sociedade carioca em seus contos. No caso específico desse conto, Na prática Correção: No início do texto, lemos que “O meu querido amigo Emílio Rouède, que há dias faleceu [...]. Em vez de inventar uma anedota, vou contar-vos uma historieta em que ele figurou, e que tem [...] o mérito de ser autêntica.” Veja no livro! Atividade 1 A B C 2025_EM_V1 Foco no conteúdo Agora, leiam o conto “Uma embaixada”. Na situação inicial deste conto, são apresentados os amigos Minervino e Salema. Minervino está apaixonado pela vizinha, uma viúva que mora com o irmão, mas não tem coragem de se declarar a ela. A ideia dele foi chamar o amigo Salema e pedir a ele que vá até a casa da moça e fale a ela sobre suas intenções, pois Minervino deseja se casar com ela. Inicialmente, Salema resiste a esse pedido, mas depois ele decide ajudar o amigo. Minervino ouviu um toque de campainha, levantou-se do canapé, atirou para o lado o livro que estava lendo, e foi abrir a porta ao seu amigo Salema. — Entra. Estava ansioso. — Vim, mal recebi o teu bilhete. Que deseja de mim? — Um grande serviço! — Oh, diabo! Trata-se de algum duelo? — Trata-se simplesmente de amor. Senta-te. Sentaram-se ambos. Eram dois rapagões de vinte e cinco anos, oficiais da mesma Secretaria do Estado; dois colegas, dois companheiros, dois amigos, entre os quais nunca houvera a menor divergência de opinião [...]. 10 minutos © Freepik (AZEVEDO, [s.d.]b) 2025_EM_V1 Foco no conteúdo Alguns minutos depois, Salema achava-se na sala da viúva Perkins, uma sala mobiliada sem luxo, mas com um certo gosto, cheia de quadros e outros objetos de arte. Na parede, por cima do divã de repes, o retrato de um homem novo ainda, muito louro, barbado, de olhos azuis, lânguidos e tristes. Provavelmente o americano defunto. Salema esperou uns dez minutos. Quando a viúva Perkins entrou na sala, ele agarrou-se a um móvel para não cair; paralisaram-se os movimentos, e não pôde reter uma exclamação de surpresa. Era ela! Ela!... A misteriosa mulher que encontrara, havia muitos meses, num bonde das Laranjeiras, e meigamente lhe sorrira, e o impressionara tanto, e desaparecera, deixando-lhe no coração um sentimento indizível, que nunca soubera classificar direito. Durante muitos dias e muitas noites a imagem daquela mulher perseguiu-o obstinadamente, e ele debalde procurou tornar a vê-la nos bondes, na rua do Ouvidor, nos teatros, nos bailes, nos passeios, nas festas. Debalde!... — Oh! — disse a viúva, estendendo-lhe a mão muito naturalmente, como se fizesse a um velho amigo. — Era o senhor? — Conhece-me? — balbuciou Salema. © Freepik (AZEVEDO, [s.d.]b) 2025_EM_V1 Foco no conteúdo — Ora essa! Que mulher poderia esquecer-se de um homem a quem sorriu? Quando aquele dia nos encontramos no bonde das Laranjeiras, já eu o conhecia. Tinha-o visto uma noite no teatro e, não sei por quê... por simpatia, creio... perguntei quem o senhor era, não me lembro a quem... Lembra-me que o puseram nas nuvens. Porque nunca mais tornei a vê-lo? Diante do desembaraço da viúva Perkins, Salema sentiu-se ainda mais tímido que Minervino – mas cobrou ânimo, e respondeu: — Não foi porque não a procurasse por toda a parte... — Não sabia onde eu morava? — Não, supus que nas Laranjeiras. Vi-a entrar naquele sobrado... e debalde passei por lá um milhão devezes, na esperança de tornar a vê-la. — Era impossível; aquela é a casa de minha irmã; só abre quando ela vem da fazenda. O sobrado está fechado há oito meses. Mas sente-se... aqui... mais perto de mim... Sente-se, e diga o motivo da sua visita. De repente, e só então, Salema lembrou-se do Minervino. — O motivo de minha visita é muito delicado; eu... — Fale! Diga sem rebuço o que deseja! Seja franco! Imite-me!... Não vê como sou desembaraçada? Fui educada por meu marido... E apontou para o retrato. © Freepik (AZEVEDO, [s.d.]b) 2025_EM_V1 Foco no conteúdo — Era americano; educou-me à americana. Não há, creia, não há educação como esta para salvaguardar uma senhora. Vamos fale!... — Minha senhora, eu sou... Ela interrompeu: — É o Senhor Nuno Salema, órfão, solteiro, empregado público, literato nas horas vagas, que vem pedir a minha mão em casamento. Ela estendeu-lhe a mão, que ele apertou. — É sua! Sou a viúva Perkins, honesta como a mais honesta, senhora das suas ações, e quase rica. Não tenho filho nem outros parentes por meu marido, e uma irmã fazendeira, igualmente viúva. Não percamos tempo! Salema quis dizer alguma coisa, mas ela não o deixou falar. — Amanhã parto para a fazenda da minha irmã. Venha comigo, à americana, para lhe ser apresentado. Nisto entrou na sala, vindo da rua, apressado, o irmão da viúva Perkins, um moço de vinte anos, muito correto, muito bem trajado. — Mano, apresento-lhe o Senhor Nuno Salema, meu noivo. O rapaz inclinou-se, apertou fortemente a mão do futuro cunhado, e disse: — All right!... Depois inclinou-se de novo e saiu da sala, sempre apressado. (AZEVEDO, [s.d.]b) 2025_EM_V1 Foco no conteúdo — Mas, minha senhora — tartamudeou o noivo muito confundido — imagine que o meu colega Minervino, que mora ali defronte... A viúva aproximou-se da janela. Minervino estava na dele, defronte, e, assim que a viu deu um pulo para trás e sumiu-se. — Ah! Aquele moço?... Coitado! Não posso deixar de sorrir quando olho para ele... É tão ridículo com o seu namoro à brasileira!... — Mas... ele... tinha-me encarregado de pedi-la em casamento, e eu entrei aqui sem saber quem vinha encontrar... — Deveras?! — exclamou a viúva Perkins. E ei-la acometida de um ataque de riso: — Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!... E deixou-se cair no divã: — Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!... Salema aproximou-se da viúva, tomou-lhe as mãozinhas, beijou-as, e perguntou: — Que hei de dizer ao meu amigo? Ela ficou muito séria, e respondeu: — Diga-lhe que quem tem boca não manda soprar. (AZEVEDO, A. Uma embaixada. Disponível em: http://www.biblio.com.br/conteudo/arturazevedo/umaembaixada.htm. Acesso em: 21 jul. 2024.) 2025_EM_V1 Na prática Como o título do conto está relacionado com a história narrada? Identifiquem as personagens, o tempo de duração da história, a situação inicial, o desenvolvimento, o clímax e o desfecho. De que maneiras Artur Azevedo faz uma crítica ao comportamento social dos brasileiros nesse conto? Qual a sua opinião sobre a resposta da viúva Perkins no desfecho? Em grupos, respondam a estas perguntas sobre o conto “Uma embaixada”. Veja no livro! Atividade 2 10 minutos 2025_EM_V1 Na prática Como o título do conto está relacionado com a história narrada? Identifiquem as personagens, o tempo de duração da história, a situação inicial, o desenvolvimento, o clímax e o desfecho. De que maneiras Artur Azevedo faz uma crítica ao comportamento social dos brasileiros nesse conto? Qual a sua opinião sobre a resposta da viúva Perkins no desfecho? Uma embaixada é uma missão representativa de um chefe de Estado junto a outro, e é essa a ideia de Salema quando sai da casa de Minervino em direção à casa da viúva. As personagens são Minervino, Salema, a viúva Perkins e o irmão dela. A duração da história é de alguns minutos, apesar de as personagens já se conhecerem anteriormente. A situação inicial é a proposta de Minervino ao amigo, o desenvolvimento é a conversa entre Salema e a viúva, o clímax é quando ela diz que aceita se casar com ele, e o desfecho é a resposta a Minervino. Quando a viúva ri do comportamento de Minervino com seu “namoro à brasileira”. Resposta pessoal. Em grupos, respondam a estas perguntas sobre o conto “Uma embaixada”. Veja no livro! Atividade 2 2025_EM_V1 Foco no conteúdo Muitas palavras na língua portuguesa são compostas a partir de radicais gregos e latinos. Palavras de origem grega e latina O radical é uma base comum que origina palavras de uma mesma família, definindo o significado principal dessa família. Por exemplo, terr- forma as palavras terreno, terrestre, térreo, enterrar. Radicais gregos Significado Exemplos aero ar aeroporto biblio livro biblioteca cardio coração cardiologista crono tempo cronológico deca dez década derme pele dermatologista gastro estômago gástrico Radicais gregos Significado Exemplos hidro água hidrológico micro pequeno micróbio oftalmo olho oftalmologista psico alma psicologia tele longe televisão termo calor termal zoo animal zoologia 6 minutos Fonte: NEVES, [s.d.]. 2025_EM_V1 Foco no conteúdo Palavras de origem grega e latina Algumas das palavras que foram usadas nos contos que estudamos nesta aula também têm origem em palavras gregas e latinas ou foram formadas a partir do uso de prefixos e sufixos gregos e latinos. Observe: fotografia: do grego, phos (luz) e graphein (registrar), “registrar a luz”. plebiscito: do latim, plebs (plebe) e scitum (decretar), “aprovada pelos plebeus”. Radicais latinos Significado Exemplos agri campo agricultor alter outro alternado audio ouvir auditório bi duas, dois bípede equi igual equilátero lac leite lactose Radicais latinos Significado Exemplos loco lugar locomoção ludo jogo lúdico oni todo onipresente pisci peixe piscicultura tri três tripé uni um único Fonte: NEVES, [s.d.]. 2025_EM_V1 tele áudio agri cárdio crono Com base nos radicais que você estudou, forme palavras combinando as colunas: livro cultura metro logia visor Na prática B C D E A 2025_EM_V1 tele áudio agri cárdio crono Com base nos radicais que você estudou, forme palavras combinando as colunas: livro cultura metro logia visor E A C B D Correção Na prática B C D E A 2025_EM_V1 Encerramento Qual a relevância de se conhecer como as palavras são formadas na língua portuguesa e o significado dos radicais e dos afixos gregos e latinos? 3 minutos © Freepik 2025_EM_V1 Aprofundando A seguir, você encontra uma seleção de exercícios extras, que ampliam as possibilidades de prática, de retomada e aprofundamento do conteúdo estudado. 2025_EM_V1 Aprofundando Plebiscito Artur Azevedo A cena passa-se em 1890. A família está toda reunida na sala de jantar. O senhor Rodrigues palita os dentes, repimpado numa cadeira de balanço. Acabou de comer como um abade. Dona Bernardina, sua esposa, está muito entretida a limpar a gaiola de um canário belga. Os pequenos são dois, um menino e uma menina. Ela distrai-se a olhar para o canário. Ele, encostado à mesa, os pés cruzados, lê com muita atenção uma das nossas folhas diárias. Silêncio. De repente, o menino levanta a cabeça e pergunta: — Papai, que é plebiscito? 1. (CECIERJ 2017) Veja no livro! 2025_EM_V1 Aprofundando O senhor Rodrigues fecha os olhos imediatamente para fingir que dorme. O pequeno insiste: — Papai? Pausa: — Papai? Dona Bernardina intervém: — Ó seu Rodrigues, Manduca está lhe chamando. Não durma depois do jantar, que lhe faz mal. O senhor Rodrigues não tem remédio senão abrir os olhos. (...) Trecho. AZEVEDO, Artur. Plebiscito. In: “Contos fora da moda”, Editorial Alhambra – Rio de Janeiro, 1982, pág. 29. Disponível em: http:// www.releituras.com/aazevedo_menu.asp. Acesso: em 03 out. 2016. Veja no livro! (CECIERJ 2017) https://www.cecierj.edu.br/wp-content/uploads/2019/09/caderno-cederj-2017.pdf 2025_EM_V1 ao cotidiano: “A família está toda reunida na sala de jantar.” à mulher: “Dona Bernardina, sua esposa, está muito entretida a limpar a gaiola de um canáriobelga.” à infância: “Os pequenos são dois, um menino e uma menina.” à erudição: “— Papai, que é plebiscito?” (CECIERJ 2017) Artur Azevedo (jornalista, escritor e teatrólogo) tem em “Plebiscito” um exemplo do tom humorístico e crítico que costumava imprimir a seus textos. “Plebiscito” comprova sua preferência por temas relacionados Aprofundando Veja no livro! A B C D 2025_EM_V1 ao cotidiano: “A família está toda reunida na sala de jantar.” à mulher: “Dona Bernardina, sua esposa, está muito entretida a limpar a gaiola de um canário belga.” à infância: “Os pequenos são dois, um menino e uma menina.” à erudição: “— Papai, que é plebiscito?” (CECIERJ 2017) Artur Azevedo (jornalista, escritor e teatrólogo) tem em “Plebiscito” um exemplo do tom humorístico e crítico que costumava imprimir a seus textos. “Plebiscito” comprova sua preferência por temas relacionados Aprofundando Correção: Assim como nos outros contos que lemos de Artur Azevedo, ele traz aspectos do cotidiano para as suas histórias. Veja no livro! A B C D 2025_EM_V1 Aprofundando O humor e a língua Há algum tempo, venho estudando as piadas, com ênfase em sua constituição linguística. […], creio que posso garantir que se trata de uma verdade quase banal: as piadas fornecem simultaneamente um dos melhores retratos dos valores e problemas de uma sociedade, por um lado, e uma coleção de fatos e dados impressionantes para quem quer saber o que é e como funciona uma língua, por outro. Se se quiser descobrir os problemas com os quais uma sociedade se debate, uma coleção de piadas fornecerá excelente pista: sexualidade, etnia/raça e outras diferenças, instituições (igreja, escola, casamento, política), morte […]. Os antropólogos ainda não prestaram a devida atenção a esse material, que poderia substituir com vantagem muitas entrevistas e pesquisas participantes. Saberemos mais a quantas andam o machismo e o racismo, por exemplo, se pesquisarmos […] piadas do que qualquer outro corpus. 2. (ENEM 2016) POSSENTI, S. Ciência Hoje, n. 176, out. 2001 (adaptado). Veja no livro! https://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/provas/2016/CAD_ENEM_2016_DIA_2_07_AZUL.pdf 2025_EM_V1 sua função humorística. seu potencial como objeto de investigação. seu papel como veículo de preconceitos. sua diversidade temática. sua ocorrência universal. (ENEM 2016) A piada é um gênero textual que figura entre os mais recorrentes na cultura brasileira, sobretudo na tradição oral. Nessa reflexão, a piada é enfatizada por Aprofundando Veja no livro! B C D E A 2025_EM_V1 sua função humorística. seu potencial como objeto de investigação. seu papel como veículo de preconceitos. sua diversidade temática. sua ocorrência universal. (ENEM 2016) A piada é um gênero textual que figura entre os mais recorrentes na cultura brasileira, sobretudo na tradição oral. Nessa reflexão, a piada é enfatizada por Aprofundando Veja no livro! Correção: Possenti afirma que tem estudado as piadas e que elas seriam um material mais útil para antropólogos que entrevistas. Logo, elas têm potencial como objeto de investigação científica. B C D E A 2025_EM_V1 Referências AZEVEDO, A. O retrato. Domínio Público, [s.d.]a. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=7490. Acesso em: 11 dez. 2024. AZEVEDO, A. Uma embaixada. Biblioteca Virtual – Literatura, [s.d.]b. Disponível em: http://www.biblio.com.br/conteudo/arturazevedo/umaembaixada.htm. Acesso em: 11 dez. 2024. LIMA, C. H. da R. Gramática normativa da língua portuguesa. Rio de Janeiro: José Olympio, 2001. NEVES, F. Radicais gregos e latinos. Norma Culta, [s.d.]. Disponível em: https://www.normaculta.com.br/radical-das-palavras/. Acesso em: 11 dez. 2024. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: etapa Ensino Médio, 2020. Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2023/02/CURR%C3%8DCULO-PAULISTA-etapa-Ensino-M%C3%A9dio_ISBN.pdf. Acesso em: 11 dez. 2024. TIMM, C.; REBELLO, L. S. Prefixos e sufixos gregos e latinos: uma proposta de ensino. Lume UFRGS, [s.d.]. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/60667/000861827.pdf;sequence=1. Acesso em: 11 dez. 2024. Identidade visual: imagens © Getty Images 2025_EM_V1 Para professores 2025_EM_V1 Slide 2 Habilidade: EM13LP46 – Compartilhar sentidos construídos na leitura/escuta de textos literários, percebendo diferenças e eventuais tensões entre as formas pessoais e as coletivas de apreensão desses textos, para exercitar o diálogo cultural e aguçar a perspectiva crítica. (SÃO PAULO, 2020) Errata: Na página 115, do Material Impresso, na seção Na prática, Atividade 2, onde se lê “Salema quis dizer alguma coisa ela não o deixou falar.”, o correto é: “Salema quis dizer alguma coisa, mas ela não o deixou falar.”. A versão corrigida consta no material digital. 2025_EM_V1 Slide 4 Dinâmica de condução: no slide 4, se possível, aproveite o assunto sobre o texto humorístico para propor uma reflexão em sala de aula: há limite para o humor? Esse questionamento é relevante atualmente porque, frequentemente, viraliza algum comediante que se envolveu em alguma piada polêmica. Em algumas situações, o profissional utiliza as redes sociais para se explicar, pedir desculpa ou conversar de alguma forma com o público. Em outras situações, o comediante reforça que se trata apenas de uma piada e que há, por exemplo, problemas mais relevantes no mundo, de forma que eles, sim, devem receber atenção, e não uma eventual piada. Ocorre que essas piadas, frequentemente, são polêmicas por envolver grupos minoritários ou historicamente discriminados. Portanto, mesmo que haja, de fato, problemas mais urgentes, é realmente possível construir humor considerando grupos que já têm histórico de sofrimento social ou é necessário reservar o humor para outros assuntos e outras construções? Notadamente, essa discussão em sala de aula não vai, provavelmente, chegar em alguma solução, uma vez que esse debate é antigo e, até o momento, há diversas visões sobre os eventuais limites do humor. O ponto é, ao menos, fazer a turma refletir sobre certas atitudes. Esse assunto, inclusive, abre espaço para se conversar com o estudantes sobre bullying e comportamentos em sala de aula. 2025_EM_V1 2025_EM_V1 image2.png image3.png image4.png image7.png image6.png image17.jpeg image18.png image19.png image20.png image21.png image22.svg image23.png image24.png image13.png image25.png image26.svg image27.png image28.svg image29.png image30.jpeg image31.png image32.jpeg image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image40.jpeg image5.jpg image41.png image42.png image43.png image44.png image15.png image16.png image1.jpg