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DIREITO CONSTITUCIONAL
Organização Política Administrativa
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Organização Política Administrativa
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ORGANIZAÇÃO POLÍTICA ADMINISTRATIVA
Leitura recomendada: arts. 18, 25 a 25 e 30, da CF/1988.
1 A Constituição Federal de 1988 adotou como forma de Estado a FEDERAÇÃO.
· Poder político central – União.
· Poderes políticos regionais – Estados.
· Poderes políticos locais – Municípios.
E o Distrito Federal (DF)?
Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição.
§ 1º Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios.
Ou seja, o DF tem uma competência híbrida, que abrange as competências dos estados e dos municípios.
E os Territórios?
Os territórios não são entes federativos e, portanto, não são dotados de autonomia. Se forem criados territórios, estes farão parte da União.
Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.
(...)
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou rein tegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. 
5m
2 A forma federativa é cláusula pétrea?
Art. 60, § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I – a forma federativa de Estado;
Vale lembrar que o Brasil não admite a secessão.
3 É possível a separação do Estado do restante da Federação Brasileira?
Exemplo: a população do Estado X, insatisfeita com os rumos da política nacional e os sucessivos escândalos de corrupção que assolam todas as esferas do governo, inicia uma intensa campanha pleiteando sua separação do restante da Federação brasileira. Um plebiscito é então organizado e 92% dos votantes opinaram favoravelmente à independência do Estado.
Resposta: a forma federativa de Estado é uma das cláusulas pétreas que norteiam a ordem constitucional brasileira, o que conduz à conclusão de que se revela inviável o exercício do direito de secessão por parte de qualquer dos entes federados, o que pode motivar a intervenção federal.
CF/1988, Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal (...).
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: I – manter a integridade nacional; (...)
FORMAÇÃO DOS ESTADOS
Criação de novos Estados e Territórios
Quanto à formação dos estados:
Art. 18, § 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar
Incorporação: segundo a doutrina majoritária – fusão entre dois ou mais Estados, originando a formação de novo Estado ou Território Federal. Observar que na incorporação os Estados originários deixam de existir.
Exemplo: A (Goiás) + B (Bahia) = C (Sertanejo Baiano).
Sertanejo Baiano é o Novo Estado-Membro, logo Goiás e Bahia deixaram de existir.
Subdivisão: cisão do Estado originário em novos Estados. Observar que na subdivisão o Estado originário desaparece.
	Exemplo: A (Rio de Janeiro) divide-se em: B (Estado do Rio) e C (Estado de Janeiro). 
10m
Desmembramento: o que diferencia dos demais é que não há o desaparecimento do ente federativo primitivo.
Podem ocorrer nas seguintes situações:
· Anexação da parte desmembrada a um outro Estado, sem criar um novo ente federativo.
· Formação de um novo Estado-Membro ou Território Federal.
Exemplo: Tocantins foi criado a partir do desmembramento de parte do Estado de Goiás, no entanto, Goiás continuou a existir.
No segundo caso, como o Estado desmembrado passa reconhecido como um ente federado autônomo, passa a ter poderes para se estruturar por meio de uma Constituição, que deverá observar o princípio da simetria, conforme os padrões fixados na Constituição Federal.
Requisitos para a incorporação, subdivisão e desmembramento de estado:
· consulta prévia às populações diretamente interessadas, por meio de plebiscito;
· oitiva das assembleias legislativas dos estados interessados;
· edição de lei complementar pelo Congresso Nacional.
CF/1988, Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre:
(...)
VI – incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas;
FORMAÇÃO DOS MUNICÍPIOS
Criação de Municípios
Trata-se de um procedimento que é bastante similar ao de formação de estados, contudo, 
	com algumas particularidades, conforme se observa no dispositivo a seguir: 
15m
Art. 18, § 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 15, de 1996) Vide art. 96 – ADCT
Há um problema, pois a lei complementar federal referida no dispositivo acima ainda não existe.
Esquematizando:
· aprovação de Lei complementar Federal fixando o período dentro do qual poderá ocorrer a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios; • divulgação dos estudos de viabilidade municipal;
· plebiscito;
· aprovação de lei ordinária estadual.
Pontos importantes:
1. Até hoje, o Congresso Nacional não editou essa lei complementar, que fixa o período dentro do qual poderá ocorrer a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios.
2. Após a exigência pela EC 15/1996 de lei complementar, foram criados, em uma situação de flagrante desrespeito ao 18, § 4º, mais de 50 municípios no Brasil.
Qual foi a solução?
O Congresso Nacional promulgou a EC n. 57/2008:
ADCT, Art. 96. Ficam convalidados os atos de criação, fusão, incorporação e desmembramento de Municípios, cuja lei tenha sido publicada até 31 de dezembro de 2006, atendidos os requisitos estabelecidos na legislação do respectivo Estado à época de sua criação. 
(Incluído pela Emenda Constitucional n. 57, de 2008).
	REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS 
20m
Mapa mental:
Competência Comum 
a U/E/DF/M – art. 23
Competência 
concorrente U/E/DF - 
art. 24
Municípios: Art. 30
União – competência:
Exclusiva: art. 21
Privativa: art. 22
Estados - Competência
remanescente: Art. 25 § 1
o
DF – Competências estaduais 
e municipais (art. 32 § 1
o
)
Competências administrativas:
Materiais ou não legislativas
Atuação do ente para execução 
de tarefas.
Ex: 21 e 23
Técnica Adotada 
pela CF/1988
Em prova, o candidato deve saber diferenciar essas competências, principalmente aquelas que dizem respeito a legislar sobre um determinado tema.
A cobrança mais frequente em prova envolve a diferença entre as competências privativa da União e concorrente entre União, estados, DF e municípios, que são competências legislativas.
Também é comum a cobrança da diferença entre a competência exclusiva da União e a competência comum da União, estados, DF e municípios. Trata-se de uma competência não legislativa, mas sim material, voltada para a execução de tarefas. Ao observar os arts. 21 e 23 da CF/1988, percebe-se que as competências são iniciadas por verbos, sendo essa uma forma de diferenciar a competência administrativa da competência legislativa. 
25m
Estados, DF e municípiostêm suas próprias competências previstas na CF/1988.
Vale lembrar que a competência exclusiva é do tipo material e não pode ser delegada. Já a competência privativa é do tipo legislativa e pode ser delegada. Competência privativa da União: art. 22 da CF/1988
Art. 22. Competência privativa da União:
I – direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; (mais cobrado em prova)
II – desapropriação;
III – requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra;
IV – águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão;
V – serviço postal;
VI – sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais;
VII – política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores;
VIII – comércio exterior e interestadual;
IX – diretrizes da política nacional de transportes;
X – regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial;XI – trânsito e transporte;
Mnemônico – competência privativa:
· Civil
· Agrário
· Penal
· Aeronáutico
· Comercial
· Eleitoral
· Trabalho
· Espacial
· DEsapropriação
· Processual
· Marítimo
	CAPACETE DE PM. 
30m
Exemplo de como o tema pode ser cobrado em prova:
Fonte: STF.
Apesar de ser considerada uma boa iniciativa o fornecimento de dados de localização de celulares roubados, a lei estadual que obrigou as operadoras a fornecer esses dados é inconstitucional, visto que legislar sobre telecomunicações é competência privativa da União.
Legislação
Conforme explicou o relator, o inciso XXIII, do artigo 21, da Constituição Federal, atribui à União a competência privativa para explorar os serviços e as instalações nucleares de qualquer natureza e exercer o monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e o reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. Já o inciso XXVI do artigo 22 confere à União, com exclusividade, a prerrogativa de legislar sobre atividades nucleares de qualquer natureza". O § 6°, do artigo 225, por sua vez, determina que "as usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal" para serem instaladas.
Fonte: STF.
	
	
	
	
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