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ANGELA DE JESUS SOUZA. BRUNA IOHANA RODRIGUES. CLARA MELISSA SEPULVEDA DOMINGUES. MARIANA RUBENS LIMA. MIKAELA OLIVEIRA DA SILVA GAMA. HUANDA MARIA ARAUJO DA SILVA. HIGIENE BUCAL. Projeto de Extensão apresentado à Universidade São Judas Tadeu - UNIMONTE. Prof° Orientadoras: Doutora Mariângela Abate de Lara Soares e Doutora Vanessa Dias. SANTOS, SP. SUMÁRIO: INTRODUÇÃO………………………………………………………………………………………03 OBJETIVOS……………………………………………………………………………………….…04 JUSTIFICATIVA..……………………………………………………………………………………05 METODOLOGIA………………………………………………………………………………….…06 HIGIENE BUCAL PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES…………………………………….07 FATORES DE RISCO PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE E HIGIENE BUCAL……………..07 PASSO A PASSO PARA A HIGIENE BUCAL……………………………………………………07 ESCOLHA DA ESCOVA DE DENTE………………………………………………………….….08 DICAS IMPORTANTES DURANTE ESCOVAÇÃO……………………………………………..09 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS……………………………………………………………………10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS………………………………………………………….…..11 INTRODUÇÃO: A higiene bucal é uma prática essencial para a manutenção da saúde geral, especialmente na infância, que é uma fase de grande desenvolvimento e formação dos hábitos saudáveis. A promoção de cuidados odontológicos deve começar desde os primeiros anos de vida, evitando problemas, como cáries, doenças periodontais ou outras complicações dentárias. Em contextos de casas de acolhimento, onde crianças e adolescentes vivem temporariamente devido a situações de vulnerabilidade, o acesso a cuidados e informações de saúde, incluindo a higiene bucal, é limitado por falta de recursos, rotinas estabelecidas e conscientização de cuidadores. Esse cenário encontrado, torna-se uma preocupação para os profissionais e educadores que devem garantir que os acolhidos adquiram hábitos saudáveis, visando seu desenvolvimento físico e emocional. OBJETIVOS: Objetivo Geral: Analisar a importância da higiene bucal dentro das casas de acolhimento, abordando os desafios enfrentados e apresentando possíveis soluções para garantir uma boa saúde bucal. Objetivos Específicos: -Identificar os principais problemas relacionados à higiene bucal; -Compreender os fatores que contribuem para a falta de cuidados dentários adequados; -Discutir a importância de programas de educação em saúde bucal nas casas de acolhimento; -Propor medidas que possam ser implementadas para melhorar a higiene bucal. JUSTIFICATIVA: As crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento é um tema de relevância crescente, pois, muitas vezes, vêm de contextos de negligência ou pobreza, com pouca acesso a informações sobre os devidos cuidados de higiene, especialmente o bucal. A ausencia desses cuidados pode afetar a qualidade de vida, o desenvolvimento físico e emocional. Além disso, doenças bucais que não são tratadas desde o princípio podem levar a dores intensas, dificuldades alimentares e, em casos extremos, a infecções sistêmicas, ou seja, que afetam outras partes do corpo. Portanto, justifica-se que a realização deste trabalho, é essencial para compreender a realidade de crianças e adolescentes que estão em casas de acolhimento e como os responsáveis podem melhorar a saúde bucal de seus acolhidos, promovendo cuidados preventivos e educativos que garantam o bem-estar em geral das crianças. METODOLOGIA: Este trabalho foi desenvolvido por meio de uma abordagem qualitativa, com duas etapas principais: a escuta ativa das necessidades de acordo com a realidade das crianças e adolescentes e na apresentação educativa realizada pelos alunos para uma interação direta com os cuidadores da casa de acolhimento. Primeiramente, como mencionado, foi feita uma escuta ativa na casa de acolhimento, onde foi identificado dificuldades em relação à higiene bucal e o acesso a cuidados odontológicos. Em seguida, foi realizada uma apresentação para os cuidadores, com o objetivo de sensibilizá-los sobre a importância da higiene bucal e orientá-los sobre práticas preventivas, como: a escovação correta e a necessidade de visitas regulares ao dentista. HIGIENE BUCAL PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: A promoção da saúde bucal de crianças e adolescentes é um tema que ainda necessita de maior atenção e disseminação, especialmente entre os pais, responsáveis e profissionais que trabalham diretamente com essa faixa etária. No Brasil, a negligência em relação aos cuidados bucais está frequentemente associada a fatores sociais, econômicos e culturais. A infância e a adolescência são períodos cruciais para a prevenção de doenças bucais, pois é quando os hábitos alimentares são formados, a arcada dentária permanente se desenvolve e os cuidados diários com a higiene bucal, assim como o acompanhamento odontológico preventivo, devem ser estabelecidos. Para garantir uma boa qualidade na saúde bucal de crianças e adolescentes, é fundamental que os adultos ao seu redor também sejam orientados sobre sua própria saúde bucal, uma vez que as rotinas dos adultos influenciam diretamente as rotinas das crianças. Se o adulto tem hábitos pouco saudáveis, como o consumo excessivo de alimentos açucarados, a falta de escovação adequada ou a ausência de visitas regulares ao dentista, a criança adotará provavelmente os mesmos comportamentos. FATORES DE RISCO PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE E HIGIENE BUCAL: A fase mais crucial para a prevenção de enfermidades bucais ocorre durante a infância e adolescência, períodos de grande transformação e formação permanente da arcada dentária. É nesse momento que bons hábitos saudáveis, se bem ensinados, contribuem para que essas crianças e adolescentes se tornem adultos mais conscientes sobre os cuidados bucais necessários para uma vida com maior qualidade. A ausência de cuidados com a saúde bucal pode impactar negativamente a qualidade de vida, resultando em uma série de problemas. Entre eles, destacam-se os aspectos psicológicos, como baixa autoestima, insegurança e sensação de incapacidade; os aspectos físicos, como dores, desconforto durante a alimentação e má qualidade do sono; e os aspectos sociais, como dificuldades de interação, irritabilidade e baixo rendimento escolar. Esses impactos reforçam PASSO A PASSO PARA A HIGIENE BUCAL: Bebês de 0 a 6 meses: Antes da erupção dos dentes, a higiene bucal deve ser feita com uma gaze umedecida em água filtrada ou fervida, passando por toda a gengiva, bochechas e língua do bebê. Esse procedimento deve ser realizado após cada mamada. A partir de 6 meses até 3 anos: Após a erupção dos primeiros dentes, os pais devem iniciar a escovação diária, pois a criança ainda não tem coordenação motora para fazer sozinha. A escovação deve ser feita pelos pais, que podem permitir que a criança tente escovar sozinha conforme desenvolve suas habilidades motoras, mas ainda será necessário complementar a escovação. Para uma escovação correta, os pais devem: 1. Posicionar-se atrás da criança. 2. Afastar os lábios e bochechas com uma mão e, com a outra, escovar cada dente com movimentos leves de vai e vem. 3. Usar uma escova de dentes para bebês com cerdas macias e cabeça arredondada. 4. Utilizar creme dental em quantidade equivalente a um grão de arroz para bebês que não sabem cuspir, e do tamanho de uma ervilha para aqueles que já sabem. Crianças de 3 a 7 anos: A criança começa a adquirir coordenação motora suficiente para escovar os dentes, mas ainda precisa de supervisão e complementação dos pais. A escovação deve seguir as seguintes etapas: 1. Começar pelos dentes da frente, com movimentos circulares. 2. Fazer movimentos de vai e vem para limpar as superfícies dos dentes posteriores. 3. Escovar a parte de dentro dos dentes com movimentos de vai e vem. 4. Escovar a língua de dentro para fora. 5. Usar fio dental, especialmente à noite, enrolando as extremidades do fio nos dedos e fazendo movimentos entre os dentes. Crianças a partir de 8 anos: Nesta fase, a criança já tem coordenação motora suficiente para realizar a higiene bucal sozinha: 1. Começar com o fio dental. 2. Escovar os dentes do fundo para a frente, com movimentos pequenos e inclinados. 3. Fazerleve pressão nas cerdas para remover restos de alimentos. 4. Escovar o lado de fora e de dentro dos dentes de cima e de baixo. 5. Escovar a parte superior dos dentes com movimentos de vai e vem. 6. Escovar a língua e enxaguar a boca. ESCOLHA DA ESCOVA DE DENTE: Para promover uma boa saúde bucal, a escova de dentes deve ter cerdas macias, cabeça pequena e arredondada, para evitar lesões na gengiva e nos músculos da boca. A escova deve ser trocada a cada três meses ou sempre que as cerdas estiverem gastas. Essas práticas ajudam a garantir a saúde bucal desde cedo, prevenindo cáries e outros problemas dentários. DICAS IMPORTANTES DURANTE ESCOVAÇÃO: Aqui estão os principais cuidados que devem ser redobrados durante a escovação dos dentes: 1. Lavar as Mãos: Antes de iniciar a escovação, lave as mãos com água e sabão para garantir a higiene. 2. Uso do Fio Dental: Comece a higiene passando o fio dental entre os dentes para remover resíduos que a escova não alcança. 3. Escovar os Dentes e a Língua: Após o uso do fio dental, escove os dentes e a língua para uma limpeza completa. 4. Lavar a Escova de Dente: Após a escovação, lave a escova de dentes em água corrente para remover a pasta e os resíduos. 5. Secar a Escova: Seque a escova com leves batidas na pia, evitando que ela fique úmida. 6. Armazenamento Adequado: As escovas devem ser armazenadas separadamente, na posição vertical, em um local arejado e livre de umidade. 7. Troca da Escova de Dente: A escova de dentes deve ser trocada a cada três meses ou sempre que as cerdas estiverem desgastadas. 8. Uso Pessoal: Escova de dentes, pasta de dente e toalha para secar a boca e as mãos são itens de uso pessoal e não devem ser compartilhados Aqui estão algumas orientações adicionais: 1. Frequência da Escovação: As crianças e os adolescentes devem realizar a escovação dos dentes no mínimo três vezes ao dia (de preferência após as principais refeições). 2. Uso do Fio Dental: O fio dental deve ser utilizado pelo menos uma vez ao dia durante a escovação, ajudando a remover restos de alimentos entre os dentes e prevenir cáries. 3. Uso de Enxaguantes Bucais: O uso de enxaguantes bucais deve ser feito apenas com a recomendação do dentista e é indicado para crianças a partir dos sete anos. Os enxaguantes bucais podem auxiliar na limpeza, mas não substituem a escovação. Além disso, é importante escolher enxaguantes sem álcool em sua composição. CONSIDERAÇÕES PARCIAIS: Ao longo do trabalho, foi possível identificar que crianças e adolescentes em casas de acolhimento enfrentam inúmeros desafios relacionados à saúde bucal, decorrentes da falta de recursos financeiros e outros fatores que comprometem aspectos emocionais e físicos dos acolhidos. As informações que foram analisadas reforçam a necessidade de capacitação dos cuidadores e responsáveis pelas mesmas, diante disso, tornam-se indispensáveis ações educativas e preventivas que integrem as informações relacionadas a saúde bucal ao cuidado integral das crianças, tais ações têm o potencial de não apenas melhorar, mas também fortalecer a autoestima e proporcionar um ambiente mais saudável dentro da instituição. Na continuidade do estudo, serão aprofundadas propostas de intervenção que busquem fortalecer a promoção de higiene bucal na instituição, considerando as limitações de recursos e as necessidades específicas das crianças e adolescentes acolhidos. REFERÊNCIAS: ZUANON, A C.C., WALTER, Reynaldo F. de, MYAKI, Silvio I., LEMES, Leticia M.F. Promoção da saúde oral na primeira infância: idade e ingresso em programas preventivos e aspectos comportamentais. Einstein, 2014. Guia de orientação para saúde bucal nos primeiros anos de vida/ Coordenadoras: Leila Maria Cesário Pereira Pinto, Eliane Mara Cesário Pereira Maluf; Autores Claudete Closs...[etal.]. – 2.ed.- Londrina: UEL, 2018. 32p.