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GRUPO SER EDUCACIONAL 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO VI 
 
 
 
Ana Paula de Menezes Lima Frazão 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO VI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO LUIZ-RR 
2024
LISTA DE FIGURAS (as fotos devem estar numeradas como figuras) 
 
 
Figura 01 – Imagem da fachada do Hospital..................................................................... .....pág 05 
Figura 02- Porta da Sala de Coleta............................................................................................pág 05 
Figura 03 – Imagem de coleta................................................................................................. ..pág 05 
Figura 04 – Imagem da sala onde realiza os exames........................................................... .. ...pág 05 
Figura 05 – Imagem da Coleta................................................................................................. .pág 10 
Figura 06 – Imagens tubos de coletas.................................................................................. .pág 10 
Figura 07 – Imagem de realização de exames de tipagem sanguínea direta e indireta..........pág 11 
Figura 08– Imagem Geladeira dos insumos de Bioquímica...................................................pág 13 
Figura 09 –Imagens Amostra no banho Maria.......................................................................pág 13 
Figura 10 – Imagens leitura de exames no espectrofotometro...............................................pág 13 
Figura 11 –Preparo e leitura de exame de Ureia....................................................................pag 13 
Figura 12 – Imagens da centrifuga de urina...............................................................................pág 15 
Figura 13 – Imagem teste químico da urina...............................................................................pág 15 
Figura 14 – Imagem da analise microscópica da urina........................... ..................................pág 15 
Figura 15- Imagem do resultado do exame de urina............................... ...................................pág 15 
Figura 16- Imagem antibiograma em ágar.............................................. ...................................pág 17 
Figura 17- Imagem do exame de ASLO................................................. ...................................pág 17 
Figura 18- Imagem Teste de VDRL...........................................................................................pág 18 
Figura 19- Imagem Analises de fezes.................................................... ....................................pág 19 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 4 
2 CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO .................................................................. 5 
3 OBJETIVOS E PLANO DE ATIVIDADES ....................................................................... 6 
4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ..................................................................................... 8 
4.1 TRIAGEM E COLETA SANGUINEA.............................................................................9 
4.2 HEMATOLOGIA.............................................................................................................10 
4.3 BIOQUIMICA CLINICA................................................................................................12 
4.4 URANALISE.....................................................................................................................14 
4.5 MICROBIOLOGIA CLINICA.......................................................................................15 
4.6 IMUNOLOGIA CLINICA...............................................................................................17 
4.7 PARASITOLOGIA CLINICA........................................................................................18 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................. 20 
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 21 
ANEXOS - DOCUMENTOS ................................................................................................. 22 
 
 
 
 
4 
Estágio supervisionado VI – Farmácia 
1 INTRODUÇÃO 
O estágio supervisionado experiencia uma prática para o acadêmico que é essencial para 
o aproveitamento da graduação, pois nela é possível colocar em prática todos os conhecimentos 
adquiridos ao longo do tempo na faculdade, e entusiasma o aluno a explorar cada vez mais o 
conhecimento da área escolhida, para total certeza da carreira que o mesmo almeja seguir 
acompanhando no cotidiano de um profissional já experiente na área. 
Este estágio proporcionou uma experiência prática no laboratório de análises clinicas 
hospitalar, onde o aluno saiu capacitado e com conhecimento para realizar os exames 
laboratoriais, foi possível aprender a realizar exames bioquímicos, hemogramas, testes rápidos 
dentre outros exames que necessitam de técnicas para executar. No decorrer do mesmo 
conhecemos e aprendemos a utilizar os equipamentos para a realização dos exames, a preparar 
as amostras, operar o sistema das máquinas, interpretar resultados e até mesmo a entregar 
os exames aos pacientes, além disso o estágio proporciona uma imersão na rotina laboratorial, 
com a familiarização de boas práticas de biossegurança, manipulação de reagentes e 
resíduos, desenvolvimento habilidades de trabalho em equipe e comunicação efetiva com os 
demais profissionais do laboratório, e têm como finalidade investigar ou diagnosticar doenças, 
de um paciente em busca de acompanhar suas condições de saúde, por meio de exames, como 
os rotulados de exames de rotina, assim como outros mais tipicos que tenham sido solicitados. 
O cotidiano dos profissionais que atuam no laboratório de análises clínicas independe 
da demanda que pode variar de poucos exames diários à carga de trabalho extenuante, o 
laboratório de análises deve assegurar que os resultados produzidos reflitam, de forma 
fidedigna e consistente, a circunstância clínica apresentada pelos pacientes, garantindo 
que não representem o resultado de alguma distorção no processo, a investigação deve 
satisfazer as necessidades de seus clientes e proporcionar a realização adequada do 
diagnóstico, tratamento e prognóstico das doenças. 
A infraestrutura do laboratório de análises Clinicas, deverá possuir equipamentos e 
utensílios conforme com a complexidade do serviço e necessários ao atendimento de sua 
demanda, proceder e manter registros das verificações corretivas e preventivas, certificar ou 
calibrar os instrumentos a intervalos regulares, de acordo com o uso, mantendo os registros dos 
mesmos. Desse modo, relato as atividades executadas durante o Estágio Supervisionado VI, 
desenvolvido no laboratório de análises do Hospital Francisco Ricardo de Macedo, com carga 
horária de 260 horas, supervisionado pelo farmacêutico responsável, no período de 09/07/2024 
a 06/09/2024, praticando 6 horas por dia de segunda a sexta-feira, como quesito parcial para 
obtenção de nota da referente disciplina. 
5 
Estágio supervisionado VI – Farmácia 
2 CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO 
O estágio Supervisionado VI ocorreu no segundo semestre do ano de 2024 no 
laboratório de análises clinicas do Hospital Francisco Ricardo de Macedo localizado na 
Avenida Macapá, s/N, BR 210 do município de São Luiz-RR, no período de 09/07/2024 a 
06/09/2024, praticando 6 horas por dia de segunda a sexta-feira, cumprindo 260h de estágio, 
sendo supervisionada pelo farmacêutico responsável Denis Alves Vieira sob o registrono CFR 
N° 101. 
O Hospital Francisco Ricardo de Macedo contém um laboratório de suporte pequeno 
que atende apenas as necessidades dos pacientes internados na unidade, antes da pandemia a 
demanda dos exames era para toda a comunidade de São Luiz, quando veio a pandemia, os 
insumos na unidade diminuíram e com isso foi limitado o público usuário. 
Em relação a infraestrutura da sala do laboratório de análises clinicas do hospital é toda 
de alvenaria e climatizada, tem ótima iluminação, pisos claros, possui duas salas, uma para a 
coleta dos exames e outra para a realização e leitura dos exames. No estabelecimento contém 
uma técnica formada em analises clinicas e três farmacêuticos bioquímicos que trabalham por 
plantões. 
 
Foto 1: Imagens da Fachada do Hospital Figura 2: Porta da sala de coleta 
Fonte Acervo pessoal, autora Ana Frazão 
 
Figura 3: Imagem sala de coleta Figura 4: Imagem da sala onde se 
 realiza os exames 
 Fonte Acervo pessoal, autora Ana Frazão 
6 
Estágio supervisionado VI – Farmácia 
 
3 OBJETIVOS E PLANO DE ATIVIDADES 
O propósito do estágio supervisionado VI é vivenciar ao aluno uma rotina e desenvolver 
habilidades e técnicas na realização de exames laboratoriais, proporcionando conhecimento no 
diagnostico bioquímico, microbiológico e parasitológico, além de compreender as práticas e os 
procedimentos realizados pelo farmacêutico e observar seu comportamento ético/profissional. 
Compreender os princípios e fundamentos da análise clínica visto em sala de aula e desenvolver 
habilidades em equipe multidisciplinar, portanto foi traçado um plano de estagio que foi 
desenvolvido por mim e supervisionado pelo farmacêutico, relatado no quadro abaixo: 
PLANO DE ESTAGIO SUPERVISIONADO IV 
PLANO DE ESTAGIO SUPERVISIONADO IV 
Período/ Data do 
Estágio por Semana 
Total carga 
horário 
cumprido por 
semana 
Atividades executadas no período do Estágio 
09/07/2024 a 
15/07/2024 
30 Horas Reconhecimento do local, instrução de cuidados e 
manejos, acompanhamento das coletas, analises de 
exame, acompanhamento da limpeza e a esterilização de 
material de descarte além de acompanhar a emissão de 
resultados. Observando a rotina laboratorial nos 
diferentes setores e vivenciando todas etapas das fases 
pré-analítica, analítica e pós-analítica. 
16/07/2023 a 
22/07/2023 
30 Horas Na segunda semana do estágio acompanhei a triagem e 
as coletas onde podemos analizar e auxiliar na coleta de 
material biológico para exames,apreciar o preparo do 
paciente e do material para coleta como: seringas, tubos 
à vácuo, coleta à vácuo , lâminas de vidro, identificação, 
outros; comtemplar os procedimentos de coleta. 
Compreender o processo de entrada, separação e 
direcionamento do material biológico, de acordo com as 
particularidades de cada setor analítico.Assimilar a 
separação dos elementos sanguíneos como osglóbulos, 
plasma e soro para a realização ads análises clinicas. 
23/07/2023 a 
29/07/2023 
30Horas No setor de hematologia clínica, foi observado o preparo 
de lâminas para exames hematológicos, as análises das 
amostras e emissão de laudos em automações 
hematológicas. Foi acompanhado a execução do 
Hemograma completo, contagem de reticulócitos, 
realização do coagulo grama, os níveis de microscopia, 
lâminas de descarte com preparações hematológicas, 
determinação de grupos sanguíneos (Sistema ABO e Rh), 
realização da Prova de Coombs direta e indireta e 
observação de eletroforese de hemoglobina, se 
disponível. 
7 
Estágio supervisionado VI – Farmácia 
30/07/2023 a 
06/08/2023 
35Horas No setor de Bioquímica Clinica foi possível acompanhar 
a realização das dosagens bioquímicas em líquidos 
biológicos, as análises automáticas e emissão de laudos em 
bioquímica. 
 
07/08/2023 a 
14/08/2023 
30Horas No setor de Uranálise foi observado os procedimentos de 
pesquisa de elementos anormais e sedimentos cópia., 
além emissão de laudos em urinálise. 
15/08/2023 a 
22/08/2023 
35Horas No setor de microbiologia clínica podemos acompanhar 
a coleta de materiais biológicos e preparo do material 
para análises microbiológicas, o preparo de lâminas, 
reagentes e meios de cultura para identificação de 
microrganismos e leitura de antibiograma, além de 
observar o processo de diagnóstico bacteriológico de 
infecções genitais, urinárias, gastrointestinais, sistêmicas 
e cutâneas. 
23/08/2023 a 
29/08/2023 
35Horas No setor de imunologia clínica observamos as análises 
automáticas, semiautomáticas e a emissão de laudos em 
imunologia. Podemos observar também os 
procedimentos para diagnóstico sorológico de infecções 
bacterianas, virais, fúngicas, a dosagem de hormônios 
tireoidianos e a dosagem de hormônios de 
fertilidade/reprodução. 
 
30/08/2023 a 
06/09/2023 
35Horas No setor de parasitologia clínica podemos observar e 
acompanhar os diferentes métodos para diagnóstico de 
parasitoses intestinais como os método direto, técnicas de 
flutuação, técnicas de sedimentação, técnicas para 
isolamento de larvas de nematódeos, centrífugo-
sedimentação, centrífugo-flutuação, dentre outras, e não-
intestinais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Estágio supervisionado VI – Farmácia 
4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 
O estágio supervisionado está vinculado a uma atividade prática e curricular, que faz 
parte das disciplinas obrigatórias nos diferentes cursos ofertados pelas instituições de ensino, e 
é regulamentado por uma legislação educacional (BALLÃO et al, 2014). No Brasil, a 
regulamentação do estágio é regida, atualmente, pela Lei 11.788, de 25 de setembro de 
2008, o qual prevê uma série de disposições acerca das regras que regem o estágio 
curricular de estudante, onde engloba, principalmente, sua definição e obrigações, das 
partes envolvidas para a realização do estágio, tendo a instituição de ensino como representante 
do aluno, a parte concedente para esta atividade, o estagiário e suas normas de fiscalização 
(BRAS IL, 2008). 
O estágio é o momento onde os alunos colocarão em prática tudo o que aprenderem nas 
aulas teóricas, e serão capazes de correlacionar os diferentes assuntos aprendido durante o 
curso, ou seja, os estagiários terão a oportunidade de refletir e analisar o desenvolvimento do 
trabalho que os profissionais do curso pretendido executam, em síntese entendemos que o papel 
do estagiário é investigar na prática do estágio a aplicação dos conhecimentos teóricos, técnicos 
e profissionalizantes no âmbito de sua formação acadêmica (CALDERANO, 2012, p. 28). 
 O estágio supervisionado VI em Análises Clínicas é parte integrante do plano de 
estudos do Curso de Farmácia e tem como finalidade promover a integração no meio 
profissional e o contato com os outros profissionais dentro do ambiente de trabalho, 
além de aplicar os conhecimentos adquiridos no curso num contexto real de trabalho; 
desenvolver a capacidade de trabalho em equipe e o trabalho autónomo; gerenciar a 
organização e execução das atividades diárias laboratoriais; e promover o contato com 
os doentes, aplicando princípios éticos e biossegurança. 
 O período das práticas está compreendido entre julho e setembro de 2024, onde 
foram realizadas as seguintes atividades: Hematologia, Imunologia, Bioquímica, 
Parasitologia, Hormônios, Uroanálise, porém, na primeira semana foi de observação da rotina 
nos diferentes setores e vivenciando todas etapas das fases pré-analítica, analítica e pós-
analítica., reconhecimento do local, instrução de cuidados e manejos, acompanhamento das 
coletas, analises de exame, acompanhamento da limpeza e a esterilização de material de 
descarte além de acompanhar a emissão de resultados. 
 
 
 
9 
Estágio supervisionadoVI – Farmácia 
4.1 Triagem e Coleta Sanguínea 
Na segunda semana do estágio acompanhei as coletas onde podemos observar e auxiliar 
na coleta de material biológico para exames, observar preparo do paciente e do preparo do 
material para coleta como: seringas, coleta à vácuo, tubos à vácuo, lâminas de vidro, 
identificação, outros; observar os procedimentos de coleta, pude compreender o processo de 
entrada, separação e direcionamento do material biológico, conforme com as particularidades 
de cada setor analítico. Assimilar a separação dos elementos sanguíneos como os glóbulos, 
plasma e soro para a realização das análises clinicas. 
A coleta das amostras é dividida pela técnica do laboratório, quando ela chega ela 
recolheu as amostras de fezes e urina dos pacientes para a realização dos exames 
parasitológicos e de uroanálise, amostras que o paciente traz de suas residências, sendo 
execultado previamente sobre os cuidados de coleta, armazenamento e transporte. 
Os técnicos recebem as fichas já preenchidas pelos recepcionistas, ou técnicos, caso o 
paciente seja interno, confere os dados e verificam se o paciente obedeceu às restrições 
necessárias para o exame. Para a coleta de sangue, o técnico higieniza as mãos, seleciona 
os tubos, agulhas e demais materiais necessários à coleta, (os tubos são identificados), o 
paciente é posicionado corretamente na cadeira de coleta, o técnico aplica o torniquete, 
pede para o paciente fechar a mão e examina o local para realizar a punção, em seguida calça 
as luvas, aplica o antisséptico no local da punção e espera secar, em seguida é realizada a 
punção e retirado o torniquete, posiciona-se a gaze sobre o local da punção, a agulha é 
removida e descartada. Em seguida é pressionado o local da punção para cessar o sangramento 
e aplicada uma bandagem adesiva. 
Ao termino da coleta, o sangue é transferido para os tubos de coleta de acordo com as 
necessidades, pois para cada teste existe um tubo especifico, dessa maneira, cada tubo tem uma 
cor diferente em sua tampa com aditivo presente dentro de cada recipiente. O tubo azul tem 
citrato de sódio, que dificulta a coagulação e preserva os fatores; o tubo vermelho tem o objetivo 
de acelerar a coagulação do sangue coletado; o tubo amarelo ativador de coágulo + gel, a união 
desses componentes faz com que o sangue coagule mais rapidamente e, após a coagulação, a 
uma separação física entre a porção celular e líquida que denominamos de soro; no tubo roxo 
as laterais são jateadas com EDTA, onde possui um anticoagulante que preservação a 
morfologia celular, a vista disso, é indicado para os exames de hematologia; no tubo verde tem 
heparina de lítio, que ativa enzimas antiplaquetárias que impossibilita a coagulação; no cinza 
têm sódio e EDTA, inibidor glicolítico e anticoagulante. 
10 
Estágio supervisionado VI – Farmácia 
Os tubos com a amostras então segue para a sala de análise, o laudo com o resultado 
das amostras processada no próprio laboratório do hospital são entregues aos pacientes no 
período da tarde partir das 17:00h/a. A coleta na Emergência acontece ao logo do dia 
durante o funcionamento do Laboratório que é das 7:00 às 17:00h, a enfermeira 
responsável pelo plantão traz as requisições, a técnica realiza a coleta, e o resultado é 
entregue na própria unidade depois de processada em um tempo que pode variar entre 
10min a 1h:30 de acordo o tempo de processamento deste. 
 
 Figura 5: Imagem da Coleta Figura 6: Imagem tubos de coleta 
 Fonte Acervo pessoal, autora Ana Frazão 
 
4.2 Hematologia 
No laboratório do hospital Francisco Ricardo de Macedo foi observado o preparo de 
lâminas para exames hematológicos, as análises das amostras e emissão de laudos em 
automações hematológicas e exames como hemograma, tipagem sanguínea, determinação do 
tempo de protrombina (TP), tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA), velocidade 
de hemossedimentação, Tipagem Sanguínea ABO, alguns testes rápidos como covid e alguns 
de bioquímica. 
 O hemograma é o exame mais solicitado na unidade, realizado em máquina que suga 
uma parte da amostra e conta as células brancas, vermelhas e plaquetas dando informações de 
quantidade e morfologia dos elementos figurados do sangue, os parâmetros examinados neste 
exame são: Hematócrito, homoglobina total, volume globular médio (VGM), hemoglobina 
corpuscular média (HCM), Concentração da hemoglobina corpuscular média (CHCM), 
partilhamento dos glóbulos Vermelhos (RDW), cálculo de eritrócitos, contagem de leucócitos, 
valor absoluto e percentual de cada tipo de leucócitos. 
11 
Estágio supervisionado VI – Farmácia 
No momento que ocorre qualquer alteração no exame de hemograma este é repetido e 
realizado o esfregaço sanguíneo que é corado e analisado em microscópio para confirmar a 
contagem da máquina, é um exame extremamente prático e de extrema importância para 
diagnostico primário de doenças relacionadas ao sangue (anemia e leucemia entre outros) e 
infecções virais e bacterianas. 
O exame da tipagem sanguínea e fator RH é efetuado por meio da observação a olho nu 
da aglutinação na amostra de sangue, hemácias com antígenos A aglutina -se na presença de 
reagente anti- A, antígenos B na presença de anti- B, antígenos AB aglutina-se na presença do 
anti- A e anti- B; no caso de não haver aglutinação o sangue é tipo O. O RH é também um 
importante antígeno avaliado com reagente anti -D, caso aglutine-se o fator é positivo senão 
negativo. 
Tempo de Protrombina (TP) e Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA) TP 
e TTPA são testes que avaliam a coagulação, realizado s antes de cirurgias ou pra 
identificar causa de sangramento s. TP avalia a via extrínseca e comum da coagulação, 
consiste na adição de tromboplastina e contagem do t empo de formação do coagulo 
(Técnica Quick) e o valor de referência é de 11-13 segundos. O TTPA analisa a via intrínseca 
e comum da coagulação, ele é elaborado usando o mesmo método do TP, todavia o valor de 
referência e de 30-43 segundos. 
Velocidade de Hemossedimentação o (VHS) é um teste comum na rotina do laboratório, 
não é especifico para uma doença, mas é um indicador de inflamação ou lesão tecidual, é 
realizado através colocando-se uma amostra de sangue em um capilar e depois de uma hora é 
medida a separação do sangue do plasma utilizando uma escala impressa. 
 
Foto 7: Imagem da realização de exame de tipagem sanguínea direta e indireta 
 Fonte Acervo pessoal, autora Ana Frazão 
 
12 
Estágio supervisionado VI – Farmácia 
4.3 Bioquímica Clinica 
 No setor de Bioquímica Clinica foi possível acompanhar a realização das dosagens 
bioquímicas em líquidos biológicos, as análises automáticas e emissão de laudos em 
bioquímica. Durante o período de estágio na seção de bioquímica do laboratório, foram 
conduzidos diversos exames utilizando máquinas semi-automatizadas com base no método 
enzimático. 
 Alguns dos exames realizados incluíram a análise do colesterol total e suas frações 
(HDL, LDL, VLDL), triglicérides, ácido úrico, creatinina, ureia, glicose em jejum, albumina, 
ferro, TGO, TGP, fosfatase alcalina e cálcio. No entanto, devido à falta de recursos no hospital 
nem e a falta de reagentes na seção de bioquímica nem todos os exames são realizados, como 
resultado, a maioria das vezes só pudemos realizar os exames CAAB, que eram de natureza 
urgente, com isso impossibilitou aprofundar o conhecimento nessa área específica durante o 
estágio. Todos os reagentes são mantidos em refrigeração a uma temperatura de 2 a 8°C, e as 
amostras também são conservadas sob as mesmas condições de refrigeração por um período de 
uma semana, quando se trata de amostras de natureza eletiva. 
 Para efetuação dos exames laboratoriaisseguimos três passos essenciais que são as pré-
analíticas, analíticas e pós- analíticas, onde na fase pré-analítica é aonde acontece o contato com 
o paciente, orientação caso seja necessário o paciente está em jejum, processo da coleta, 
acomodação, transporte e preparo da amostra. Na etapa analítica é realizado a análise da 
amostra, onde acontece de acordo com o sistema analítico, de acordo com os procedimentos 
operacionais padrão (POP), mantendo um rigoroso padrão de controle interno de qualidade 
(CIQ). Enquanto na fase pós-analítica, é a etapa que envolve a verificação das analises, e o 
envio para a leitura dos resultados pelo médico que prescreveu a receita. 
 Para o campo de bioquímica, o tubo de ensaio é usado para a coleta de amostras, e como 
já foi mencionado acima varia conforme o tipo de análises que será realizada no laboratório, 
esses tubos devem ser estéreis e não pode haver nenhum tipo de contaminação externa no 
momento da coleta. 
 O acondicionamento das amostras deve ser realizado seguindo todas as instruções e 
técnicas adequadas para cada tipo de análises preservando a integridade e estabilidade das 
amostras, os recipientes que estão as amostras devem ser checados para se certificar que o 
conservante está adequado para as amostras e com a identificação correta de cada paciente, seu 
transporte deve ser realizado na temperatura e tempo apropriado para que não haja alteração na 
composição da amostra. 
13 
Estágio supervisionado VI – Farmácia 
 O preparo dessas amostras deve seguir as devidas instruções especificas para cada tipo 
de análises, para que os resultados sejam confiáveis e precisos, é de extrema importância seguir 
todas as orientações do laboratório para certificar a qualidade das amostras e dos resultados 
obtidos. 
 
Figura 08: Geladeira dos insumos de Bioquímica Figura 09: Amostra no banho Maria 
Fonte Acervo pessoal, autora Ana Frazão 
 
Figura 10: Leitura de exame no espectrofotômetro Figura 11: Preparo e leitura de exame 
de Ureia 
Fonte Acervo pessoal, autora Ana Frazão 
 
14 
Estágio supervisionado VI – Farmácia 
4.4 Uranálise 
 O setor de urinálise do laboratório de Análises Clínicas do hospital não é automatizado, 
feita por observação a olho nu, descrevemos, cor, aspecto e o volume da amostra; a 
química é verificada com auxílio de fita colorimétrica onde é verificado (PH, densidade, 
proteína, cetona , nitrito, sangue, bilirrubina , glicose, leucócitos); e a analise microscopia 
que é realizada após a centrifugação da amostra e desprezado o sobrenadante é 
confeccionada a lamina com 25ul de sedimentos, onde verifica-se a presença de cristais, 
células, cilindros, fungos, hemácias, bactérias e leucócitos. 
 Esse exame é indicado para identificar problemas já existentes, como infecções 
por bactérias, protozoários e fungos, também para verificar de forma superficial 
proteinúria, e de forma evidente hematúria, corpos ctônicos, nitrito, até mesmo a presença 
de cristais e cilindros, isso pode mostrar o que está resultando algumas sintomatologia 
e apontar o que está causando a enfermidade ou até mesmo preconizar problemas futuros que 
podem ser revertidos, remediados e ou controlados de forma propicia. 
 A análise da urina é realizada em três etapas sendo na forma física, 
química e microscópica. Inicialmente a urina é separada e identificada em um tubo 
e depois fazemos a analise físico-química através da observação dos aspectos físicos e reações 
químicas que ocorrem numa fita na aparição de alguns componentes presente na urina 
indicativos de alterações como hemoglobina, nitrito, corpos cetônicos entre outros. Vale 
evidenciar que eram registrados somente os parâmetros que sofreram alteração, todavia o 
pH e densidade eram sempre anotados. Subsequentemente, transportamos as amostras para a 
centrifuga durante cinco minutos, logo em seguida é desprezado o liquido e realizamos a leitura 
da urina com que ficou sedimentado no fundo do tubo, no microscópica, onde será realizado 
de maneira complementar e confirmatória, analisando o que foi encontrado na forma física e 
química. 
 O exame de urina pode fornecer informações relevantes sobre a presença e a evolução 
de diversas doenças sistêmicas, como a averiguação de certos tratamentos como o estado 
funcional dos rins, dessa maneira é essencial a análise dessa amostra biológica no laboratório 
de análises clinicas. 
15 
Estágio supervisionado VI – Farmácia 
 
Foto12: Imagem da centrífuga de urina Foto13: Imagem do teste químico de urina 
 
Figura 14: Imagem da análise microscópica da Urina Figura 15: Imagem resultado do 
Exame de urina 
Fonte Acervo pessoal, autora Ana Frazão 
4.5 Microbiologia Clínica 
 No setor de microbiologia clínica podemos acompanhar a coleta de materiais biológicos 
e preparo do material para análises microbiológicas, o preparo de lâminas, reagentes e meios 
de cultura para identificação de microrganismos e leitura de antibiograma, além de observar o 
processo de diagnóstico bacteriológico de infecções genitais, urinárias, gastrointestinais, 
sistêmicas e cutâneas. 
 Um dos testes utilizados no estágio foi o teste de difusão em disco de papel-antibiógrafo é uma 
técnica utilizada para avaliar a sensibilidade ou resistência de bactérias a diferentes substâncias 
antimicrobianas. Este método permite identificar as substâncias que inibem o crescimento das bactérias 
e, ao mesmo tempo, determinar sua eficácia em relação às diferentes cepas bacterianas. 
 A técnica consiste em colocar uma amostra de bactéria num disco de papel impregnado com 
uma substância antimicrobiana, geralmente um antibiótico. O disco é então colocado sobre a superfície 
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de uma placa de ágar que contém uma cultura bacteriana. A difusão da substância antimicrobiana através 
do disco de papel inibe o crescimento das bactérias na área próxima ao disco, formando um halo de 
inibição. 
 A interpretação dos resultados depende da presença ou ausência do halo de inibição em torno 
do disco. Se o halo for claro e amplo, é considerado que a substância antimicrobiana está atuando 
eficazmente contra as bactérias. Por outro lado, se o halo for pequeno ou não estiver presente, significa 
que as bactérias são resistentes à substância antimicrobiana. 
 O teste de difusão em disco de papel-antibiógrafo é uma ferramenta útil para identificar a 
sensibilidade e resistência das bactérias a diferentes antibióticos. Além disso, este método permite 
avaliar a eficácia das combinações de substâncias antimicrobianas e determinar a melhor abordagem 
terapêutica para tratar infecções bacterianas. 
 No entanto, é importante notar que o teste de difusão em disco de papel-antibiógrafo 
tem algumas limitações. Por exemplo, ele não pode detectar bactérias resistentes a um único 
antibiótico, mas sensíveis a outros. Além disso, a técnica requer uma cultura bacteriana clara e 
concentrada para produzir resultados precisos. 
A finalidade do teste de difusão em disco de papel-antibiógrafo é avaliar a sensibilidade ou resistência 
das bactérias a diferentes substâncias antimicrobianas, como antibióticos. Este método permite 
identificar as substâncias que inibem o crescimento das bactérias e determinar sua eficácia em relação 
às diferentes cepas bacterianas. De acordo com os critérios de interpretação dos resultados segundo 
BrCAST, a técnica é considerada positiva quando há uma diferença clara entre as áreas de inibição e 
não-inibição ao redor do disco. 
 No entanto, é importante notar que o teste de difusão em discode papel-antibiógrafo tem 
algumas limitações. Por exemplo, ele não pode detectar bactérias resistentes a um único antibiótico, 
mas sensíveis a outros. 
 O meio de cultura de escolha para realização do antibiograma é o ágar MacConkey, este meio 
permite a identificação de bactérias gram-negativas, como Escherichia coli, e é amplamente utilizado 
em laboratórios de microbiologia para realizar testes de sensibilidade e resistência.O ágar 
MacConkey é uma mistura de carboidratos fermentáveis, sais inorgânicos e um pH ajustado. A 
presença de ácido lático e a ausência de colimida permitem a identificação das bactérias gram-
negativas. Além disso, o meio é rico em nutrientes e permite o crescimento das bactérias em 
condições controladas. 
 
 
17 
Estágio supervisionado VI – Farmácia 
 
Figura 15: Imagem antibiograma em ágar 
Acervo: Pessoal 
4.6 Imunologia Clínica 
 No setor de imunologia clínica observamos as análises automáticas, semiautomáticas e 
a emissão de laudos em imunologia. Podemos observar também os procedimentos para 
diagnóstico sorológico de infecções bacterianas, virais, fúngicas, a dosagem de hormônios 
tireoidianos e a dosagem de hormônios de fertilidade/reprodução. 
 Os testes imunológicos são realizados no mesmo setor de bioquímica, antes 
da realização da técnica é obrigatório a leitura do manual descrita dentro da caixa 
do reagente, verificando se não ouve mudanças e devido a técnica ser diferente 
quando muda o fornecedor. O laboratório do Hospital realiza os seguintes exames 
imunológicos: Beta HCG, ASO, PCR, VDRL covid-19 e HIV. 
 A prática da aglutinação, corresponde na investigação da presença de estreptolisina no 
anticorpo envolvendo células, vasos sanguíneos, proteínas e outros mediadores que tem a função 
de proteger e retirar agentes de caráter físico, biológico, químico, células e tecidos necróticos que 
podem desenvolver lesões celular, dessa maneira iniciar o processo de reparo tecidual. O (ASO) 
anti-estreptolisina é o teste laboratorial habitualmente utilizado para detectar infecção 
antiga em seu estado evolutivo, enquanto a velocidade da hemossedimentação sanguínea 
(VHS) e a proteína C reativa (PCR), indicam uma inflamação recente. 
 
Figura 16: Imagem do exame de ASLO 
 Outro exame analisado na prática foi o de VDRL (Veneral Disease Research 
Laboratory), é o teste utilizado para a identificação da sífilis, pode utilizar testes 
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Estágio supervisionado VI – Farmácia 
treponêmicos e os não treponêmicos, esse exame investiga os anticorpos por uma 
combinação de antígenos como cardiolipina, colesterol e lecitina, não pesquisando diretamente 
a Treponema pallidum em si, sendo esta sua principal diferença entre os outros testes de 
aglutinação. Os exames treponemos, são aqueles que analises os anticorpos que não são 
específicos contra antígeno do Treponema Pallidum, são analises qualitativos, que estabelece a 
presença ou ausência de anticorpos na amostra, são usados como teste de triagem que determina 
se a amostra é reagente ou não, previamente os teste quantitativos são empregados para 
determinar o título dos anticorpos presente na amostra. 
 
Foto17: Imagem Teste VDRL 
 
 4.7 Parasitologia Clínica 
No setor de parasitologia clínica podemos observar e acompanhar os diferentes métodos 
para diagnóstico de parasitoses intestinais como os método direto, técnicas de sedimentação e 
de centrífugo-sedimentação, técnicas de flutuação e centrífugo-flutuação, métodos de 
isolamento de larvas de nematódeos, dentre outras, e não-intestinais. 
No setor de Parasitologia do Laboratório de Análises Clínicas recebe-se o material, 
analisa-se sangue oculto nas fezes, pesquisa-se parasitas nas fezes e na urina, as amostras 
eram processadas através do método de Hoffman ou sedimentação espontânea, sendo 
assim, era realizado a diluição dos mesmos em água destilada e depois de duas horas eram 
preparadas as laminas com uma alíquota da amostra com uma gota de lugol, essa 
técnica é usufruído na maioria dos laboratórios, por ser simples e viável financeiramente. 
 A técnica de Hoffman, Pons e Janer ou Lutz ou método sedimentação espontânea consiste 
basicamente na mistura das fezes com água, sua filtração por uma gaze cirúrgica (ou parasitofitro) e 
manutenção em repouso, instituinso uma consistente sedimentação dos restos fecais no fundo do cálice, 
em seguida uma amostra do sedimento é pipetada sobre a lâmina, e feito um esfregaço e observado em 
microscópio, esse método detecta a presença de ovos nas fezes, principalmente os pesados, após 
coloração com lugol. Algumas variações podem ser sucedidas nessa técnica a fim de proporcionar a 
visualização de mais formas evolutivas, dada a praticidade da técnica. Após 24 horas de sedimentação, 
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Estágio supervisionado VI – Farmácia 
cistos de protozoários e lavas de helmintos também podem ser encontrados com maior facilidade. Essa 
é uma das técnicas mais utilizadas em laboratórios clínicos. 
 O método de diagnostico parasitológico de fezes no PCE: método Kato-Katz, é o principal 
método de diagnóstico da esquistossomose, e praticamente o único atualmente em uso nos exames de 
rotina. É um método muito utilizado em campanhas, por ser um exame rápido, e de fácil preparo e baixo 
custo de fácil estocagem e de fácil leitura, além de permitir a estimativa da carga parasitária dos 
portadores de esquistossomose mansoni (BARBOSA,2010). 
 O método de Kato-Katz é o método recomendado pela organização mundial da saúde (OMS). 
para o diagnóstico do Schistossoma mansoni, porque associa o melhor custo-benefício à maior 
praticidade. A intensidade da infecção ou carga parasitária é definida pelo número de casais de vermes 
que parasitam o hospedeiro definitivo e está relacionada diretamente com o número de ovos nas fezes, 
exceto em fibrose intestinal e de imunodeficiência, situações que prejudicam a extrusão dos ovos da 
mucosa intestinais, quanto maior o número de casais de vermes, maior será o número de ovos 
encontrados nas fezes. 
 Quando a carga parasitária é de intensidade moderada (100 a 500 ovos/grama de fezes), e a 
elevada (acima de 500 ovos/grama de fezes), as técnicas de diagnóstico parasitológica apresentam 
resultados satisfatórios. Em hipótese de cargas parasitárias baixas, as técnicas apresentam limitações, 
estima-se que aproximadamente 200 ovos por casal, são eliminados em 200g de fezes por dia. 
 A probabilidade de se detectar uma infecção com um só casal de verme por exame de uma 
lâmina, pelo método Kato-Katz, será de aproximadamente 1/24.essa limitação, afeta especialmente 
métodos quantitativos, onde se avalia a intensidade da infecção, essa limitação, pode ser melhorada 
quando é aumentado o número de amostras, coletando as fezes em dias consecutivos e pelo aumento de 
lâminas examinadas por amostras de duas a três lâminas, este procedimento é de grande importância na 
determinação de taxas de cura e na avaliação de drogas esquistossomicidas, quando se espera abrupto 
declínio na intensidade da infecção e consequentemente na quantidade de ovos eliminado nas fezes 
(Barker et al.,1992). 
 
Foto 19: Imagens Análise de fezes 
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Estágio supervisionado VI – Farmácia 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Durante o período do estágio supervisionado em análises clínicas podemos vivenciar 
uma experiência extremamente enriquecedora, nos deparamos com realidades diferentes do que 
visamos em sala de aula, pois, nem sempre a teoria e a prática seguem iguais, cada município 
tem uma vivencia e uma necessidade diferenciada, a diligencia do mundo atual nos permite 
enfrentar situações únicas e em alguns momentos além do ambiente acadêmico, nos preparando 
para o mercado de trabalho,nessa experiencia foi possível compreender, de maneira geral, o 
funcionamento e a rotina dos locais designados para os estagio. 
 O estágio realizado trouxe conhecimentos técnicos e crescimento pessoal, 
principalmente por possibilitar aprender a trabalhar em equipe e com responsabilidades e 
assim compreender o exercício do farmacêutico na área de analises, adquirindo conhecimento 
em relação ao funcionamento de cada setor, juntamente com as dificuldades 
enfrentadas diariamente na rotina de um laboratório de análises clinicas, onde tive a 
oportunidade de acompanhar desde a triagem até a liberação dos exames, passando por 
todos os setores até chegar ao resultado final. 
 O estágio supervisionado VI, ocorreu no laboratório de análises clinicas do Hospital 
Francisco Ricardo de Macedo, realizamos todas essas atividades representadas nesse relatório, 
e foram primordiais uma experiencia gratificante e enriquecedora. A integração das matérias 
lecionadas ao decorrer do curso, como Imunologia Clinica, Microbiologia Clinica, 
Parasitologia Clinica, Hematologia Clinica e dentre outras, foram fundamentais para o 
desenvolvimento de habilidades e conhecimentos necessários no âmbito de analises clinicas. 
 Ao longo do estágio, pudemos compreender a importância das análises como parte 
integrante da equipe de saúde, exercendo um papel fundamental na segurança e no cuidado ao 
paciente. O envolvimento do preceptor contribuiu nas nossas capacitações para aprimorar nossa 
prática profissional, atribuindo novos conhecimentos referente a tudo que se refere a área de 
analises que é um setor muito amplo. É essencial destacar que esse estágio, despertou a 
consciência da responsabilidade legal e ética do farmacêutico quanto ao sigilo dos resultados, 
confidencialidade e a privacidade de cada paciente, garantindo a segurança dos pacientes e 
contribuindo para a qualidade da assistência farmacêutica. 
Em consideração a isso, podemos concluir que o estágio supervisionado VI, embora 
enfrentamos alguns desafios como a falta de alguns insumos e equipamento, essas dificuldades 
nos encorajaram a desenvolver habilidades de organização e gerenciamento do tempo. Em 
geral, o estágio supervisionado em Analises Clinicas nos proporcionou uma experiência única 
enriquecedora, propiciando a aplicação prática dos conhecimentos teóricos obtidos ao longo da 
21 
Estágio supervisionado VI – Farmácia 
graduação, contribuindo para nos tornamos profissionais formados por excelência, nos 
preparando para os desafios e responsabilidades da prática farmacêutica hospitalar. 
 
REFERÊNCIAS 
ABBAS, A.K.; LICHTMAN, A.H.; PILLAI, S. Imunologia Celular e Molecular. 8 ᵃ Edição. Elsevier, 
2015 AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - CONSULTAS ANVISA, Disponível 
em. Acessado em 15 de junho de 2022. 
BALLÃO, C.M.; COLOMBO, I.M. Histórico e aplicação da legislação de estágio no Brasil. Educar em 
revista. Curitiba, Brasil, 2014. 
 BRASIL, LEI FEDERAL - ESTÁGIO 11.788, de 25.09.2008; 
 CALDERANO, M. A. Estágio curricular: concepções, reflexões teórico-práticas e proposições. Juiz 
de Fora: Ed. UFJ, 2012. 
 HOFFBRAND, A. V.; MOSS, P. A. H.; PETTIT, J. E. Fundamentos em hematologia. [Porto Alegre]: 
Artmed, 2008. 
MARZZOCO, A.; TORRES, B.B. Bioquímica Básica, 4ª ed., Ed. Guanabara Koogan, 2015 
CRF/RS. Disponível em: . Acesso em: 6 jun. 2023. 
RAMOS, Mariana do Rosário. Relatório de E stágio Mestrado em Análise Clínicas. Faculdade de 
Farmácia da Universidade de Coimbra, 2012. ANÁLISES CLÍNICAS. Gestão da qualida de 
laboratorial: é preciso entender as variáveis para controlar o processo e garantir a segurança do paciente 
. 2011. Nº 1. 
BRASIL. Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná. Grupos Técnicos de Trabalho - 
Análises Clínicas. Disponível em: h ttps://www.crf -pr.org.br/site/comissao/visualizar/id/4/Analises-
Clinicas. Acessado e m 23 de outubro de 2019. 
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 296, de 2 5 de julho de 1996. Normatiza 
o exercício das análises clínicas pelo farmacêutico bioquímico. Disponível em: 
. Acesso em: 20 out. 2021. 
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 596 de 21 de fevereiro de 2014. Dispõe 
sobre o Código de Ética Farmacêutica, o Código de Processo Ético e estabelece as infrações e 
as regras de aplicação das sanções disciplinares. Disponível em: 
. Ace sso em: 20 out. 2021. 
MINISTERIO DA SAÚDE. Resolução N° 302, de 13 de outubro de 2005. Dispõe sobre Regulamento 
Técnico para funcionamento de Laboratórios Clínicos. Agência Nacionalde Vigilância Sanitária. 
Gabinete do Ministro, 21 set. 2021. 
Disponível:https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2005/res0302_13_10_2005.htm 
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ANEXO – DOCUMENTOS
 
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