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Estratégia
MED
Prof. Helena Schetinger | Curso Extensivo | 2024
Cuidados NeonataisPEDIATRIA
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 5.2. TESTE DO CORAÇÃOZINHO
O teste de triagem cardiológica, popularmente conhecido como “Teste do Coraçãozinho”, foi implementado no Brasil em 2014 no 
âmbito do Sistema Único de Saúde, para todos os RNs nascidos tanto no sistema público quanto no privado. 
O objetivo do teste é diagnosticar cardiopatias congênitas 
ditas “críticas”, que são aquelas dependentes do canal arterial 
e que necessitam de intervenção cirúrgica no primeiro ano de 
vida, como atresia pulmonar, síndrome da hipoplasia do coração 
esquerdo, coarctação de aorta, tetralogia de Fallot, transposição de 
grandes artérias, entre outras. 
O canal arterial funciona como um desvio do fluxo sanguíneo 
e é necessário durante o período intrauterino para adequada 
5.2.1 DOENÇAS TRIADAS
oxigenação do feto. Seu fechamento espontâneo é essencial 
em RNs sem cardiopatia e ocorre após o nascimento, dentro das 
primeiras 72 horas de vida em geral. 
Para cardiopatas, enquanto aberto, pode manter a circulação 
e a oxigenação do paciente, levando a um exame físico inicial 
pobre ou até mesmo assintomático. O fechamento pode ocorrer 
então quando o bebê já está em casa, levando à descompensação 
cardíaca e até ao óbito. 
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Para saber mais sobre esse assunto, acesse o capítulo “Cardiopatias congênitas”.
5.2.2 O TESTE
Deve ser realizado em todos os RNs com idade gestacional 
superior a 34 semanas, entre 24 e 48 horas de vida, ou seja, antes 
do fechamento do canal, por profissional capacitado, e tem 75% de 
sensibilidade e 99% de especificidade. 
A medida é feita por meio de um oxímetro de pulso, medindo 
a saturação pré-ductal no membro superior direito e a pós-ductal 
de um dos membros inferiores. 
O teste é considerado normal se o resultado for saturação 
maior ou igual a 95% em todos os membros e a diferença entre 
as medidas for menor que 3%. Se a saturação for menor que 
95% em um dos membros ou a diferença for maior ou igual a 3%, 
ele é considerado alterado e positivo. Diante desse resultado, é 
recomendado repetir o teste em uma hora, tendo a certeza de que 
o bebê está com os membros aquecidos e bem perfundidos. Caso 
permaneça positivo, a indicação é realizar ecocardiograma em até 
24 horas. 
É importante salientar que o teste não afasta a necessidade 
de um exame físico detalhado e que, como tudo em medicina, a 
clínica é soberana! Frente a um exame físico alterado, mesmo com 
o Teste do Coraçãozinho normal, devemos realizar ecocardiograma. 
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Agora, preste atenção aqui, a Sociedade Brasileira de Pediatria trouxe uma diretriz alternativa para o teste do coraçãozinho em 2022. 
Observe. 
TESTE DO CORAÇÃOZINHO
Aferir a oximetria de pulso na mão direita (MSD) e em um dos pés (MI),
entre 24 e 48 horas de vida (recém-nascidos com IG > 35 semanas, assintomáticas)
SpO2 ≤ 89% SpO2 entre 90 e 94% ou
≠ entre MSD e MMI ≥ 4% 
 SpO2 ≥ 95% e ≠ entre
MSD e MMI ≤ 3%
Repetir o teste após 1 hora
SpO2 ≤ 89% SpO2 entre 90 e 94% ou
≠ entre MSD e MMI ≥ 4% 
 SpO2 ≥ 95% e ≠ entre
MSD e MMI ≤ 3%
Repetir o teste após 1 hora
SpO2 ≤ 89% SpO2 entre 90 e 94% ou
≠ entre MSD e MMI ≥ 4% 
 SpO2 ≥ 95% e ≠ entre
MSD e MMI ≤ 3%
TESTE POSITIVO
Realizar avaliação neonatal e cardiológica
completa (exame clínico e ecocardiograma)
Não dar alta até esclarecimento diagnóstico!
TESTE NEGATIVO
Seguimento neonatal de rotina
 Nesse teste, o início é igual: medir saturação em membro superior direito e inferior. Mas, a partir dessa primeira medida, três resultados 
são possíveis. 
• Teste positivo: quando encontramos qualquer medida menor ou igual a 89% → Ir direto para avaliação cardiológica. 
• Teste negativo: quando todas as medidas são maiores/iguais a 95% e a diferença entre elas é menor/igual a 3% → Alta hospitalar. 
• Teste inconclusivo: é a coluna do meio, ou seja, nem positivo nem negativo. Quando qualquer medida está entre 90 e 94% e/ou 
a diferença entre elas é maior ou igual a 4% →"Dar mais uma chance"- repetimos o exame, se continuar alterado, "damos mais 
uma chance". Persistindo, vai para avaliação cardiológica. 
Vamos pontuar as diferenças?
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CAI NA PROVA
(IAMSPE 2023) Um médico está responsável pelo alojamento conjunto e avaliaum recém-nascido (RN) de 60 horas de vida, nascido de parto 
normal, com idade gestacional de 38 semanas e peso ao nascer de 3.580 g; mãe e RN sem comorbidades. Teste da oximetria (“coraçãozinho”) 
com resultado MSD de 92% e MMI de 94%.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada para esse caso clínico. 
A) dar alta hospitalar com encaminhamento para o cardiologista, pois o teste da oximetria está alterado.
B) dar alta hospitalar com retorno ambulatorial, pois o teste da oximetria está normal.
C) solicitar ecocardiograma e suspender alta hospitalar.
D) repetir o teste da oximetria após 1 hora.
E) dar alta hospitalar e solicitar ecocardiograma ambulatorialmente.
COMO ERA COMO FICOU
RNs maiores de 34 semanas Maiores ou iguais a 35 semanas
Teste negativo: medidas maiores ou iguais a 95% e a 
diferença entre as medidas deveria ser menor que 3%. 
Teste negativo: medidas maiores ou iguais a 95% e a 
diferença entre as medidas deveria ser menor ou igual a 3%.
Teste positivo: medidas menores que 95% ou diferenças 
maiores/iguais a 3%.
Teste positivo: medidas menores que 89%. 
Em caso de teste positivo, repetia-se com uma hora. Se 
persistisse, era obrigatório ecocardiograma em até 24 horas. 
Em caso de teste positivo, exige-se avaliação cardiológica e 
ecocardiográfica. 
Não havia teste duvidoso.
Teste duvidoso: medidas entre 90% e 94% ou uma diferença 
entre as medidas maior ou igual a 4%. 
Nesta situação, o teste deve ser repetido após uma hora por 
até duas vezes. Em caso de persistência, exige-se avaliação 
cardiológica e ecocardiográfica. 
ATENÇÃO, ESTRATEGISTA! 
O Ministério da Saúde ainda não aderiu ao protocolo alternativo da SBP, então, o teste oficial continua 
sendo o antigo, ok?
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