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RESUMO PROCESSO PENAL 1- VITTA BEATRIZ
INTRODUÇÃO DIREITO PROCESSUAL PENAL
O processo penal só se inicia com a criação de uma norma penal. Existem situações como o flagrante delito, que podem ser adiadas para estratégias de investigação, como a captura de receptadores em casos de roubo de carga. A infiltração de agentes é permitida, como no combate ao tráfico de drogas, mas pode levar a preocupações sobre desvio de personalidade.
O direito processual penal, um ramo do direito público, regula investigação, julgamento e outros procedimentos relacionados à aplicação da norma penal. A Constituição Federal concede exclusivamente à União o poder de legislar sobre direito processual penal (Art. 22, inciso I).
Critérios Processuais:
1. Territorialidade: A lei processual penal se aplica apenas no território nacional, não sendo possível aplicar normas estrangeiras. No entanto, tratados e convenções internacionais podem criar exceções.
2. Temporalidade: A lei processual penal não retroage, exceto quando beneficia o réu.
3. Pessoal: A lei processual penal se aplica a qualquer pessoa que cometa infração no território nacional, com exceções de imunidade.
· Imunidade Diplomática: Chefes de Estado e representantes diplomáticos têm imunidade absoluta. Agentes consulares têm imunidade relativa.
· Imunidade Parlamentar: Os parlamentares possuem imunidade material e formal, incluindo proteção contra prisão, possibilidade de sustação de processos, e foro privilegiado.
Fontes do Direito Processual Penal:
1. Fontes Materiais: Definem quem tem a competência para criar normas jurídicas, que é a União.
2. Fontes Formais: Revelam a norma criada e se dividem em:
· Formais Imediatas: Leis, como a Constituição Federal (CF), Leis Orgânicas (LO) e tratados internacionais.
· Formais Mediatas: Princípios, doutrina, costumes e jurisprudência.
Princípios do Processo Penal:
1. Princípio do Juiz Natural (Art. 5, Inciso 63 CF): Estabelece que ninguém pode ser processado ou julgado fora da competência do juiz natural. No caso de delegados, não há um "delegado natural"; eles podem investigar fora de sua área, mas precisam justificar. O princípio também se aplica ao promotor natural, apesar de ser uma interpretação implícita.
2. Princípio do Devido Processo Legal (Art. 5, Inciso 64 CF): Garante que qualquer ato processual deve seguir a lei e o processo deve ser justo e proporcional. Inclui o direito de defesa técnica e proíbe julgamentos antecipados.
3. Princípio da Ampla Defesa (Art. 5, Inciso 65 CF): O réu tem o direito de permanecer calado e de ter defesa técnica obrigatória. A falta de defesa gera nulidade absoluta, enquanto a defesa deficiente gera nulidade relativa.
4. Princípio do Contraditório: As partes devem ter a oportunidade de conhecer e contestar as provas produzidas contra elas.
5. Princípio do Duplo Grau de Jurisdição: Implicitamente permite que sentenças sejam revisadas por uma instância superior. Não é absoluto e tem exceções, especialmente em casos de prerrogativas de função.
6. Princípio da Proibição da Prova Ilícita (Art. 5, Inciso 36 CF): Proíbe o uso de provas obtidas por meios ilícitos, considerando toda prova obtida de maneira ilegal como ilícita.
7. Princípio da Presunção de Inocência (Art. 5, Inciso 67 CF): Ninguém é considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença condenatória. Medidas cautelares podem ser impostas antes do trânsito em julgado, mas não são consideradas penas.
8. Princípio da Motivação das Decisões Judiciais (Art. 93, Inciso IX CF): Exige que todas as decisões sejam fundamentadas e justificadas.
9. Princípio da Economia Processual (Art. 5, Inciso 88 CF): Busca eficiência e economia de recursos processuais, evitando repetições desnecessárias.
10. Princípios do Júri (Art. 38 CF): O Tribunal do Júri julga apenas crimes dolosos contra a vida. A soberania dos veredictos dos jurados é garantida, e a decisão dos jurados é definitiva, embora possa ser revista em casos de nulidade processual.
11. Princípio da Obrigatoriedade da Ação Penal Pública: O Ministério Público deve obrigatoriamente interpor ação penal quando há indícios de autoria e prova da materialidade.
12. Princípio da Oficialidade: A persecução penal é uma função obrigatória do Estado, através dos órgãos competentes.
13. Princípio da Verdade Real: O juiz pode ordenar a produção de provas, mesmo que não solicitadas pelas partes, para buscar a verdade dos fatos.
14. Princípio da Oralidade: Promove a celeridade do processo, com debates realizados oralmente e dentro de prazos determinados.
15. Princípio da Concentração: Visa realizar o máximo de atos processuais em uma única audiência para acelerar o processo.
16. Princípio da Identidade Física do Juiz: O juiz que examina as provas deve ser o mesmo que profere a decisão.
17. Princípio da Indivisibilidade da Ação Penal Privada: O titular da ação penal privada deve propor a ação contra todos os responsáveis, não podendo excluir qualquer deles.
18. Princípio da Comunhão ou Aquisição das Provas: As provas produzidas no processo pertencem ao juízo e podem ser utilizadas por todas as partes e pelo juiz para garantir a verdade real.
Resumo: Inquérito Policial
1. Denúncia Anônima e Instauração do Inquérito:
· Denúncia anônima não permite a instauração do inquérito diretamente. Apenas diligências preliminares são realizadas para determinar se o inquérito deve ser instaurado.
2. Ação Penal:
· Ação penal pública condicionada ou privada requer a concordância do ofendido ou seu representante legal para que o inquérito seja iniciado. No Juizado Especial, utiliza-se o termo circunstanciado (Lei 9099/95).
3. Desenvolvimento do Inquérito Policial:
· Reprodução Simulada dos Fatos: Permitida desde que não viole a moralidade ou ordem pública (Art. 7º do CPP).
· Prazos:
· Se o suspeito está solto, o prazo do inquérito pode ser prorrogado.
· Se o suspeito está preso, o prazo não pode ser prorrogado, exceto na Justiça Federal, onde pode durar 30 dias (prorrogáveis para 60 dias no caso de tráfico de drogas).
· Crimes hediondos: prazo inicial de 30 dias, prorrogáveis por mais 30.
4. Final do Inquérito:
· O delegado elabora um relatório e o envia ao juiz, que o encaminha ao promotor. O promotor decide se oferece denúncia, propõe o arquivamento ou requer diligências adicionais. O juiz não pode indeferir diligências solicitadas pelo promotor.
5. Arquivamento:
· Se o promotor propõe o arquivamento e o juiz concorda, o inquérito é arquivado. Se o juiz discordar, o caso vai para o Procurador Geral, que pode insistir no arquivamento, denunciar ou designar outro promotor. Não há recurso contra o arquivamento do inquérito.
6. Função da Polícia:
· Polícia Administrativa: Prevenção de infrações penais e garantia da ordem pública.
· Polícia Judiciária: Investigação de crimes e identificação de autores para a aplicação da lei.
7. Poder Investigatório do MP:
· A Constituição não confere explicitamente ao Ministério Público poder investigatório, embora o exercício da ação penal pública possa implicar em investigações.
8. Procedimento e Natureza do Inquérito:
· O inquérito é considerado um procedimento administrativo e não um processo judicial. Tem como objetivo reunir provas sobre autoria e materialidade de infrações penais.
9. Delitos de Menor Potencial Ofensivo:
· Delitos com pena máxima de até dois anos são tratados de forma diferente, utilizando o termo circunstanciado e não o inquérito policial.
10. Natureza do Inquérito:
· O inquérito é um procedimento inquisitivo, sem contraditório ou ampla defesa, focado na investigação e não na decisão judicial.
11. Terminologia:
· Durante a fase de inquérito, utiliza-se o termo "indiciado". A fase judicial usa "acusado" ou "réu".
12. Funções Policiais:
· Polícia Administrativa: Foca na prevenção de crimes.
· Polícia Judiciária: Foca na investigação de crimes e auxílio ao poder judiciário.
1. Conceito:
· O inquérito policial é um conjunto de diligências realizadas pelo delegado com o objetivo de apurar uma infração penal e sua autoria, fornecendo subsídios ao titular da ação penal.2. Natureza Jurídica:
· É um procedimento administrativo com a finalidade de informar, não judicial.
3. Competência:
· O inquérito é conduzido por um delegado de carreira, com base no critério territorial onde o crime ocorreu. Delegacias especializadas podem prevalecer por critério material ou pessoal.
4. Características do Inquérito Policial:
1. Inquisitoriedade:
· Não há contraditório nem ampla defesa. O delegado pode realizar diligências sem comunicar as partes, mas deve respeitar os direitos fundamentais do investigado, como a integridade física.
2. Obrigatoriedade:
· O delegado deve instaurar o inquérito quando presentes os requisitos legais. Se não for crime, pode optar por não instaurar. O boletim de ocorrência (BO) não substitui o inquérito.
3. Indisponibilidade:
· Uma vez instaurado, o inquérito não pode ser arquivado pelo delegado. Só o juiz pode determinar o arquivamento.
4. Dispensabilidade:
· O inquérito não é indispensável para a ação penal. Pode ser dispensado se já existirem provas suficientes para a denúncia.
5. Oficialidade:
· O inquérito é um procedimento oficial, e somente o Estado pode instaurá-lo, mesmo para delitos de natureza privada.
6. Forma Escrita:
· Todos os atos e diligências devem ser documentados por escrito para controle e fiscalização.
7. Sigilo:
· O inquérito deve ser sigiloso para não prejudicar as investigações. No entanto, advogados têm o direito de acessar os elementos já documentados que dizem respeito ao exercício do direito de defesa, conforme a Súmula Vinculante 14.
8. Discricionariedade:
· O delegado possui discricionariedade para adotar medidas e diligências, sem seguir um procedimento rígido.
9. Oficiosidade:
· Em crimes de ação penal pública incondicionada, o delegado deve agir de ofício e instaurar o inquérito. Para crimes de ação penal privada ou condicionada à representação, o delegado só pode agir se provocado pela vítima ou seu representante legal.
Instauração, Vícios, e Procedimentos no Inquérito Policial
1. Instauração do Inquérito Policial (IP):
· Crime de Ação Penal Pública Incondicionada:
· De ofício pelo delegado: Peça chamada portaria.
· Por requisição do MP ou magistratura: Peça chamada requisição.
· Por requerimento do ofendido: Peça chamada requerimento.
· Por provocação de qualquer pessoa: Peça chamada portaria.
· Pela prisão em flagrante do agente: Peça chamada auto de prisão em flagrante.
· Crime de Ação Penal Pública Condicionada:
· À representação da vítima: Instaurado mediante representação.
· À requisição do Ministro da Justiça: Instaurado mediante requisição.
· Crime de Ação Penal Privada:
· O IP só pode ser instaurado por requerimento da vítima ou seu representante legal.
· Denúncia Anônima: Não permite a instauração do inquérito, apenas diligências preliminares.
2. Vícios no Inquérito Policial:
· Vícios no IP não afetam a ação penal, mas anulam a eficácia do ato viciado.
3. Incomunicabilidade do Indiciado Preso:
· Artigo 21: O juiz pode decretar incomunicabilidade a pedido do delegado ou do MP, limitando a comunicação do detido com o mundo exterior, exceto com advogado, magistrado, MP, delegado, e funcionários responsáveis pela custódia.
4. Valor Probatório do IP:
· Provas obtidas no IP não podem fundamentar uma sentença condenatória sozinhas, pois não há contraditório nem ampla defesa.
· Provas cautelares, não repetíveis e antecipadas podem ser usadas em caráter supletivo, se apresentadas no IP.
5. Providências Durante o IP:
1. Oitiva do indiciado: Art. 6, V.
2. Exame de corpo de delito: Art. 5, VII, essencial em casos com vestígios.
3. Identificação datiloscópica: Art. 6, VIII, se necessário.
4. Reprodução simulada do crime: Art. 7.
5. Indiciamento.
6. Prazo de Conclusão do IP:
· Geral:
· Preso: 10 dias (prorrogável em alguns casos).
· Solto: 30 dias (prorrogável em casos complexos).
· Polícia Federal:
· Preso: 15 dias (prorrogável por mais 15 dias).
· Solto: 30 dias (prorrogável por igual período).
· Lei de Drogas:
· Preso: 30 dias (prorrogável por igual período).
· Solto: 90 dias (prorrogável por igual período).
· Crimes Contra a Economia Popular:
· Preso ou solto: 10 dias (improrrogável).
· Inquérito Militar:
· Preso: 20 dias (prorrogável por mais 20 dias).
· Solto: 40 dias (prorrogável por mais 20 dias).
7. Encerramento do IP:
· Crimes de Ação Penal Pública:
· O IP é encaminhado ao juízo ou MP. O MP pode oferecer denúncia, requisitar novas diligências ou arquivar.
· Se o juiz discordar do arquivamento, o caso vai para o Procurador Geral da Justiça, que pode insistir no arquivamento, requisitar novas diligências ou oferecer denúncia.
· Crimes de Ação Penal Privada:
· O IP é encaminhado ao juízo, ficando à disposição da vítima. A vítima pode oferecer queixa-crime, requerer novas diligências, renunciar ao direito de ação ou não agir, escoando o prazo de 6 meses para a queixa-crime.
Inquéritos Extrapoliciais e Ação Penal
1. Inquéritos Extrapoliciais e Investigação Administrativa:
· Inquéritos Parlamentares:
· Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) apuram fatos determinados por prazo fixo.
· Conclusões podem ser enviadas ao Ministério Público para promover responsabilidade civil ou criminal.
· Crimes por Autoridades com Foro por Prerrogativa de Função:
· Delegado não pode instaurar o inquérito nem realizar o indiciamento.
· A investigação deve ser remetida ao tribunal competente.
2. Ação Penal:
· Lesão Corporal Leve:
· Ação penal pública condicionada à representação (Art. 88 da Lei 9.099).
· Lei Maria da Penha:
· Aplica-se apenas em casos de violência no contexto de relações íntimas de afeto.
· Fora da Lei Maria da Penha, lesão corporal leve é ação penal pública condicionada à representação.
· Dentro da Lei Maria da Penha, é ação penal pública incondicionada.
· Crime contra a Honra:
· Regra: Ação penal privada.
· Exceções:
· Crimes contra a honra do Presidente da República: ação penal pública condicionada à requisição do Ministro da Justiça.
· Injúria racial: ação penal pública condicionada à representação.
· Crimes contra a honra de funcionários públicos em razão da função: legitimidade concorrente entre queixa-crime e representação pelo MP.
· Crimes contra a Dignidade Sexual:
· Regra: Ação penal pública condicionada à representação.
· Exceções:
· Ação penal pública incondicionada quando a vítima é menor de 18 anos ou vulnerável (deficiente mental, menor de 14 anos, etc.).
· Em casos de vulnerabilidade transitória (como embriaguez), a ação é pública condicionada à representação.
3. Ação Penal Privada:
· Legitimidade: Ofendido ou representante legal.
· Sucessão Processual: Permite que cônjuge, ascendente, descendente ou irmão assumam o processo se o ofendido morrer antes do prazo decadencial.
· Ação Penal Privada Personalíssima: Não permite sucessão processual, exemplo: induzimento a erro essencial.
· Classificação:
· Exclusivamente Privada: Apenas o ofendido pode promover a ação.
· Personalíssima: Só o ofendido pode ingressar ou continuar a ação.
· Subsidiária da Pública: Se o MP não agir, a vítima pode promover a ação.
· Princípios:
· Ação Penal Privada: Oportunidade, disponibilidade, indivisibilidade, e intranscendência.
· Institutos da Ação Penal Privada:
· Renúncia ao Direito de Ação: Pode ser feita antes do ingresso da queixa-crime, de forma expressa ou tácita.
· Perdão do Ofendido: Pode ser feito após o ingresso da queixa e antes do trânsito em julgado, de forma expressa ou tácita.
· Perempção: O desinteresse do querelante após a instauração do processo pode extinguir a ação.
4. Inicial Acusatória:
· Ação Pública: Chamada denúncia.
· Ação Privada: Chamada queixa-crime.
· Requisitos da Inicial Acusatória:
1. Exposição e descrição do fato criminoso.
2. Qualificação do acusado ou dados para identificação.
3. Classificação do crime.
4. Rol de testemunhas.
5. Pedido de condenação.
6. Endereçamento.
7. Nome e assinatura do órgão acusador.
8. Queixa-crime deve ser acompanhada de procuração com poderes especiais.
5. Prazo para Oferecimento da Denúncia:
· Geral:
· Preso: 5 dias.
· Solto: 15 dias.
· Crimes Específicos:
·Crimes eleitorais: 10 dias (preso ou solto).
· Tráfico de drogas: 10 dias (preso ou solto).
· Abuso de autoridade: 48 horas (preso ou solto).
· Crimes contra a economia popular: 2 dias (preso ou solto).
· Consequências do Descumprimento:
· A vítima pode ingressar com ação penal privada subsidiária da pública.
· Prisão do indiciado pode ser considerada ilegal se não houver denúncia.
· MP pode ser responsabilizado por crime de prevaricação se a omissão for dolos
Prazo para Oferecimento da Queixa-Crime e Competência no Processo Penal
1. Prazo para Oferecimento da Queixa-Crime:
· Regra Geral: 6 meses a partir do conhecimento da autoria. Este prazo é decadencial e conta em dias corridos.
· Induzimento a Erro Essencial e Ocultação de Impedimento ao Casamento: 6 meses a partir do trânsito em julgado da sentença de anulação do casamento.
· Crimes contra a Propriedade Imaterial (com vestígios): 6 meses a partir do conhecimento da autoria. Após homologação do laudo pericial, a vítima tem 30 dias para apresentar a queixa.
2. Competência no Processo Penal:
· Competência de Justiça:
· Justiça do Trabalho: Não julga crimes, apenas habeas corpus relacionados a matéria trabalhista.
· Justiça Eleitoral: Julga crimes eleitorais e seus crimes conexos.
· Justiça Militar: Julga crimes militares, não conexos. Crimes dolosos contra a vida praticados por militares contra civis são julgados pelo júri.
· Justiça Federal:
· Julga crimes contra a União, autarquias federais, e empresas públicas federais, como a Caixa Econômica Federal.
· Crimes contra sociedades de economia mista, como Banco do Brasil e Petrobras, são de competência estadual.
· Julga crimes políticos e contrabando/descaminho.
· Crimes a bordo de navios ou aviões, e contra o sistema financeiro também são de competência federal.
· Não julga contravenções penais.
· Justiça Estadual: Competência residual, julga crimes não atribuídos a outras justiças.
· Competência por Prerrogativa de Função:
· Prefeito: TJ se o crime for estadual; TRF se for federal.
· Governador: STJ, independentemente da natureza do crime.
· Presidente da República: STF para crimes comuns.
· Deputado Federal ou Senador: STF.
· Juiz Estadual ou Membro do MP Estadual: TJ.
· Termínio do Mandato: O processo é transferido para a comarca onde o crime ocorreu.
· Competência Territorial:
· Regra Geral: Onde o crime se consumou (art. 70 do CPP). Se tentativa, onde ocorreu o último ato de execução.
· Ação Penal Privada: Pode ser ajuizada no local do resultado ou no domicílio do acusado.
· JECRIM: Competência do local da conduta.
· Contrabando e Descaminho: Onde a mercadoria foi apreendida.
· Cheque sem Fundo: Onde o cheque foi devolvido.
· Competência de Juízo:
· Vara Competente: Geralmente determinada pela distribuição dos processos.
· Vara do Júri: Julga crimes dolosos contra a vida e crimes conexos.
3. Provas no Processo Penal:
· Sistema de Apreciação das Provas:
· Livre Apreciação: O juiz avalia o valor das provas (art. 155 do CPP).
· Intima Convicção: Aplicado no júri, onde o juiz pode decidir baseado em suas impressões pessoais.
· Prova Ilícita (art. 157 do CPP):
· Admissibilidade: Provas ilícitas são inadmissíveis, mas podem ser usadas em favor do réu.
· Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada: Provas derivadas de provas ilícitas também são inadmissíveis.
· Prova Pericial:
· Perito Oficial: Realiza a perícia. Se não houver peritos judiciais, o juiz nomeia profissionais qualificados.
· Corpo de Delito: Vestígios deixados pelo crime. Exame direto é obrigatório se possível; caso contrário, exame indireto é permitido.
· Interrogatório:
· Meio de Prova e Defesa: O réu tem direito ao silêncio, que não pode ser interpretado contra ele.
· Videoconferência: Excepcional, decisão fundamentada pelo juiz e intimação das partes com 10 dias de antecedência.

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