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● Estudar a estrutura bacteriana - A maioria dos procariotos faz parte do grupo das bactérias. - Elas podem ter formato de esfera (cocos, que significa frutificação), de bastão (bacilos, que significa bastonete ou bengala) e de espiral. - - Os cocos geralmente são redondos, mas podem ser ovais, alongados ou achatados em uma das extremidades. Quando os cocos se dividem para se reproduzir, as células podem permanecer ligadas umas às outras. - Os cocos que permanecem em pares após a divisão são chamados de diplococos; aqueles que se dividem e permanecem ligados uns aos outros em forma de cadeia são chamados de estreptococos; Aqueles que se dividem em dois planos e permanecem em grupos de quatro são conhecidos como tétrades; Os que se dividem em três planos e permanecem ligados uns aos outros em grupos de oito, em forma de cubo, são chamados de sarcinas. Aqueles que se dividem em múltiplos planos e formam agrupamentos em formato de cacho de uva ou lâminas amplas são chamados de estafilococos. - Os bacilos se dividem somente ao longo de seu eixo curto; - A maioria dos bacilos se apresenta como bastonetes simples, chamados de bacilo único. - Os diplobacilos se apresentam em pares após a divisão, e os estreptobacilos aparecem em cadeias. - Alguns bacilos possuem a aparência de “canudinhos”. Outros possuem extremidades cônicas, como charutos. Outros ainda são ovais e tão parecidos com os cocos que são chamados de cocobacilos. - - As bactérias espirais têm uma ou mais curvaturas; elas nunca são retas. As bactérias que se assemelham a bastões curvos são chamadas de vibriões. - Outras, chamadas de espirilos, possuem forma helicoidal, como um saca-rolha, e corpo bastante rígido. - Já outro grupo de espirais tem forma helicoidal e flexível; são chamados de espiroquetas. Ao contrário dos espirilos, que utilizam um apêndice externo para se mover, semelhante a uma hélice e chamado de flagelo, as espiroquetas movem-se através de filamentos axiais, os quais fatorial. C. 6- e LD Se dividem e permanecem ligados em forma de cadeia lembram um flagelo, mas estão contidos dentro de uma bainha externa flexível. - Geneticamente, a maioria das bactérias é monomórfica; ou seja, mantém uma forma única. - Algumas bactérias, como Rhizobium e Corynebacterium, são geneticamente pleomórficas, ou seja, elas podem apresentar muitas formas, não apenas uma. - Estruturas externas à parede celular - Glicocálice - O glicocálice bacteriano é um polímero viscoso e gelatinoso e é composto por polissacarídeo, polipeptídeo ou ambos. - Se a substância é organizada e está firmemente aderida à parede celular, o glicocálice é descrito como cápsula. A presença de uma cápsula pode ser determinada utilizando-se uma coloração negativa. - Se a substância não é organizada e está fracamente aderida à parede celular, o glicocálice é descrito como uma camada limosa. - Em certas espécies, as cápsulas são importantes para a contribuição da virulência bacteriana (medida do grau em que um patógeno causa doença). As cápsulas frequentemente protegem as bactérias patogênicas contra a fagocitose pelas células do hospedeiro. - O glicocálice é um componente muito importante dos biofilmes. Um glicocálice que auxilia as células em um biofilme a se fixarem ao seu ambiente-alvo e umas às outras é denominado substância polimérica extracelular (SPE). - A SPE protege as células dentro do glicocálice, facilita a comunicação entre as células e permite a sobrevivência celular pela fixação a várias superfícies em seu ambiente natural. - Um glicocálice também pode proteger uma célula contra a desidratação, e sua viscosidade pode inibir o movimento dos nutrientes para fora da célula. - Flagelos - Longos apêndices filamentosos que ajudam na propulsão da bactéria. - Aquelas sem flagelo são as atríquias (sem projeções). - Flagelos podem ser peritríquios (distrib. ao longo de toda a célula) ou polares (em uma ou ambas as extremidades da cel). No caso de flagelos polares, eles podem ser monotríquios (um único flagelo em um polo da célula), lofotríquios (um tufo de flagelos saindo de um polo da célula), ou anfitríquios (flagelos em ambos os polos da célula). - Um flagelo é constituído de três porções básicas. - A longa região mais externa, o filamento, tem diâmetro constante e contém a proteína globular flagelina (grosseiramente esférica), distribuída em várias cadeias, as quais que se entrelaçam e formam uma hélice em torno de um centro oco. - . Na maioria das bactérias, os filamentos não são cobertos por uma membrana ou bainha, como nas células eucarióticas. O filamento está aderido a um gancho ligeiramente mais largo, → Filamentos não recobertos Aderido aum Gancho consistindo em uma proteína diferente. - A terceira porção do flagelo é o corpo basal, que ancora o flagelo à parede celular e à membrana plasmática. - Cada flagelo procariótico é uma estrutura helicoidal semirrígida que move a célula pela rotação do corpo basal. A rotação de um flagelo pode ter sentido horário ou anti-horário em torno de seu eixo longo. - As células bacterianas podem alterar a velocidade e a direção de rotação dos flagelos; portanto, são capazes de vários padrões de motilidade. - Uma vantagem da motilidade é que ela permite a uma bactéria se mover em direção a um ambiente favorável ou para longe de um ambiente adverso - Taxias - O movimento de uma bactéria para perto ou para longe de um estímulo. - Estímulos químicos - quimiotaxia. - Estímulos luminosos - fototaxia. - As bact. móveis possuem receptores em várias regiões. - Tais receptores vão captar os estímulos, o2, glicose, ribose, galactose. - A informação vai ser passada aos flagelos. - Se um sinal quimiotático é positivo, denominado atraente, as bactérias movem-se em direção ao estímulo com muitas corridas e poucos desvios. - Se um sinal quimiotático é negativo, denominado repelente, a frequência de desvios aumenta, à medida que a bactéria move-se para longe do estímulo. - Filamentos Axiais - As espiroquetas são um grupo de bactérias que possuem estrutura e motilidade exclusivas. - As espiroquetas se movem através de filamentos axiais, ou endoflagelos, feixes de fibrilas que se originam nas extremidades das células, sob uma bainha externa, e fazem uma espiral em torno da célula. - Os filamentos axiais, que estão ancorados em uma extremidade da espiroqueta, possuem uma estrutura similar à dos flagelos. A rotação dos filamentos produz um movimento da bainha externa, que impulsiona as espiroquetas em um movimento espiral. Esse tipo de movimento é semelhante ao modo como um saca-rolhas se move através da rolha. - Fímbrias e Pili - Muitas bactérias gram-negativas possuem apêndices semelhantes à pelos, que são mais curtos, retos e finos que um flagelo. - Essas estruturas, que consistem em uma proteína, denominada pilina, distribuída de modo helicoidal em torno de um eixo central, são divididas em dois tipos, fímbrias e pili. - As fímbrias podem ocorrer nos polos da célula bacteriana ou podem estar homogeneamente distribuídas em toda a superfície da célula. - As fímbrias têm uma tendência a se aderirem umas às outras e às superfícies. Por isso, elas estão envolvidas na formação de biofilmes e outros agregados na superfície de líquidos, vidros e pedras. → corpo basal ancora o flagelo' a parede celular éamemb.P.lasm . → estrut. hehe. Semirrígida↳gira em sentido 0① Podem alterar a velocidade ea direção - -- ↳ ajuda nasobrevivência . quiniotóx . fototáxieos •Bactérias cheios de reccpt .Kdestímulos Polos ou distrito . sobre toda a célula ( D bactéria TEEnga - As fímbrias também auxiliam na adesão da bactéria às superfícies epiteliais do corpo. - Auxiliam o micróbio na colonização de memb. mucosas. Quando as fímbrias estão ausentes (devido à mutação genética), a colonização pode não ocorrer, e nenhuma doença aparece. - Os pili normalmente são mais longos que as fímbrias e há apenas um ou dois por célula. - Estão envolvidos na motilidade celular e na transf. de DNA. - Em um tipode motilidade, chamada de motilidade pulsante, um pilus é estendido pela adição de subunidades de pilina, faz contato com uma superfície ou com outra célula e, então, se retrai à medida que as subunidades de pilina vão sendo desmontadas. - Esse modelo é denominado modelo do gancho atracado da motilidade pulsante e resulta em movimentos curtos, abruptos e intermitentes. - Motilidade por deslizamento, o movimento suave de deslizamento das mixobactérias. Embora o mecanismo exato seja desconhecido para a maioria das mixobactérias, algumas utilizam a retração do pilus. - A motilidade por deslizamento fornece uma maneira para os micróbios viajarem nos ambientes com baixo conteúdo de água, como os biofilmes e o solo. - Alguns pili são utilizados para agregar as bactérias e facilitar a transferência de DNA entre elas, um processo chamado de conjugação. Esses pili são chamados de pili de conjugação (sexuais). O DNA compartilhado pode adicionar uma nova função à célula receptora, como a resistência a um antibiótico ou a habilidade de degradar o seu meio com mais eficiência. - Parede Celular - É uma estrutura complexa e semirrígida responsável pela forma da célula. - Quase todos os procariotos possuem uma parede celular que circunda a frágil membrana plasmática (citoplasmática) e a protege, bem como ao interior da célula, de alterações adversas no meio externo. - A principal função da parede celular é prevenir a ruptura das células bacterianas quando a pressão da água dentro da célula é maior que fora dela. - Manter forma e ponto de ancoragem para os flagelos. - Clinicamente, a parede celular é importante, pois contribui para a capacidade de algumas espécies causarem doenças e também por ser o local de ação de alguns antibióticos. - Composta de peptidoglicano. - O peptideoglicano consiste em um dissacarídeo repetitivo ligado por polipeptídeos para formar uma rede que circunda e protege toda a célula. - A porção dissacarídica é composta por monossacarídeos, denominados N-acetilglicosamina (NAG), e ácido N-acetilmurâmico (NAM) (de murus, significando parede), que estão relacionados à glicose. - Moléculas alternadas de NAM e NAG são ligadas em filas de 10 a 65 açúcares para formar um “esqueleto” de carboidratos. DNA compartilhado (Dadesãodabãtàspupqsitrdocorpo ] → Completa esemirrígida →Forma →Proteção →prevenira ruptura celular Ppentro > Prova H2O → Serviu pontodeanarag. aos flagelosabruptosiii.÷!:* → capacidade decausohdoenç. jdooaldcaçào de antibióticos pept.G-i.com ↓ Drissacoridcos→Pdipeptideos n circunda e ambientes comttvtko protegetoda a. célula - As filas adjacentes são ligadas por polipeptídeos. - Embora a estrutura da ligação polipeptídica possa variar, ela sempre inclui cadeias laterais de tetrapeptídeos, as quais consistem em quatro aminoácidos ligados ao NAM no esqueleto. - Cadeias laterais paralelas de tetrapeptídeos podem ser ligadas diretamente umas às outras ou unidas por uma ponte cruzada peptídica, consistindo em uma cadeia curta de aminoácidos. - A penicilina interfere com a interligação final das fileiras de peptideoglicanos através das pontes cruzadas peptídicas. - Por isso, a parede celular fica muito enfraquecida e a célula sofre lise, uma destruição causada pela ruptura da membrana plasmática e pela perda de citoplasma. - Paredes celulares de gram-positivas - Na maioria das bactérias gram-positivas, a parede celular consiste em muitas camadas de peptideoglicano, formando uma estrutura rígida e espessa. - Em contrapartida, as paredes celulares de gram-negativas contêm somente uma camada fina de peptideoglicano. - O espaço entre a parede celular e a membrana plasmática de uma bactéria gram-positiva é o espaço periplasmático. - Ele contém a camada granular, a qual é composta de ácido lipoteicoico. - As paredes celulares das bactérias gram-positivas contêm ácidos teicoicos, que consistem principalmente em um álcool (como o glicerol ou ribitol) e fosfato. - Existem duas classes de ácidos teicoicos: o ácido lipoteicoico, que atravessa a camada de peptideoglicano e está ligado à membrana plasmática, e o ácido teicoico da parede, o qual está ligado à camada de peptideoglicano. - Eles também podem assumir um papel no crescimento celular, impedindo a ruptura extensa da parede e a possível lise celular. - Paredes celulares de gram-negativas - As paredes celulares das bactérias gram-negativas consistem em uma ou poucas camadas de peptideoglicano e uma membrana externa. - O peptideoglicano está ligado a lipoproteínas na membrana externa e está localizado no periplasma. - As paredes celulares gram-negativas não contêm ácidos teicoicos. - Como as paredes celulares das bactérias gram-negativas contêm somente uma pequena quantidade de peptideoglicano, são mais suscetíveis ao rompimento mecânico. - A membrana externa da célula gram-negativa consiste em lipopolissacarídeos (LPS), lipoproteínas e fosfolipídeos. - Sua forte carga negativa é um fator importante na evasão da fagocitose e nas ações do complemento (causa lise de células e promove a fagocitose), dois componentes das defesas do hospedeiro. - A membrana externa também fornece uma barreira contra a ação de detergentes, metais pesados, atravessa% PTGC . amadora;II de tetrapeptídeos÷::::* NAM ligado à ← cara . de PPTGLN. •Impedem a ruptura/da parede e a lise celular → Não possui ácidos iteicoicos Ion poucosde PPTGLN + memb . externa → + espessos → muitas camadas de peptídeoglicono ↓ ✓ £ . → NaFood Celular de bactérias - grau sais biliares, determinados corantes, antibióticos (p. ex., penicilina) e enzimas digestivas como a lisozima. - No entanto, a membrana externa não fornece uma barreira para todas as substâncias do ambiente, pois os nutrientes devem atravessá-la para garantir o metabolismo celular. - Parte da permeabilidade da membrana externa é devida a proteínas na membrana, denominadas porinas, que formam canais. As porinas permitem a passagem de moléculas, como nucleotídeos, dissacarídeos, peptídeos, aminoácidos, vitamina B12 e ferro. - O lipopolissacarídeo (LPS) da membrana externa é uma molécula grande e complexa que contém lipídeos e carboidratos e que consiste em três componentes: (1) lipídeo A, (2) um cerne polissacarídeo e (3) um polissacarídeo O. - Crescimento bacteriano - Os fatores necessários para o crescimento microbiano podem ser divididos em duas categorias principais: físicos e químicos. - Os fatores físicos incluem temperatura, pH e pressão osmótica. - Os fatores químicos incluem fontes de carbono, nitrogênio, enxofre, fósforo, oxigênio, elementos-traço e fatores orgânicos de crescimento. - Fatores Físicos - Os microorg. são classificados em 3 grupos com base na faixa de temp. que preferem: - Psicrófilos: gostam de frio - Mesófilos: gostam de temp. moderadas - Termófilo: gostam de calor - Elas crescem pouco em temp. extremas, considerando sua faixa ideal. - A temperatura mínima de crescimento é a menor temperatura na qual a espécie pode crescer. - A temperatura ótima de crescimento é a temperatura na qual a espécie cresce melhor. - A temperatura máxima de crescimento é a maior temperatura na qual o crescimento é possível - - pH - A maioria das bactérias cresce melhor em uma faixa estreita de pH próxima da neutralidade, entre pH 6,5 e 7,5. - Algumas bactérias, chamadas de acidófilas, são extraordinariamente tolerantes à acidez. - Um tipo de bactéria quimioautotrófica, encontrada na água de drenagem das minas de carvão e que oxida enxofre para formar ácido sulfúrico, pode sobreviver em pH 1. - Pressão osmótica - Os microrganismos obtêm a maioria dos seus nutrientes em solução da água presente no seu meio ambiente. 65º 95º 35º [ gels - Pressões osmóticas elevadas têm como efeito remover a água necessária para a célula. Quando uma célula microbiana está em uma solução cuja concentração de solutos é mais elevada que dentro da célula (ambiente hipertônico), a água atravessa a membrana celular para o meio com a concentração mais elevadade soluto. - Se a pressão osmótica é anormalmente baixa (o ambiente é hipotônico) – como na água destilada, por exemplo –, a água tende a entrar na célula, em vez de sair. Alguns microrganismos que têm uma parede celula. - Essa perda osmótica de água causa plasmólise, ou o encolhimento do citoplasma da célula - O crescimento da célula é inibido à medida que a membrana plasmática se afasta da parede celular. - Alguns organismos, chamados de halófilos extremos, se adaptaram tão bem às altas concentrações de sais, que eles, de fato, necessitam dos sais para o seu crescimento - halófilos obrigatórios. - Os halófilos facultativos são mais comuns e não requerem altas concentrações de sais, mas são capazes de crescerem em concentrações salinas de até 2%, uma concentração que inibe o crescimento de muitos outros organismos. Algumas espécies de halófilos facultativos podem tolerar até mesmo 15% de sal. - Fatores Químicos - Carbono - Os quimioheterotróficos obtêm a maior parte do seu carbono de sua fonte de energia – materiais orgânicos, como proteínas, carboidratos e lipídeos. - Os quimioautotróficos e os fotoautotróficos derivam seu carbono do dióxido de carbono. - Nitrogênio, enxofre e fósforo - Os organismos utilizam o nitrogênio essencialmente para formar o grupo amino dos aminoácidos das proteínas. - Processo de fixação - O enxofre é utilizado para sintetizar os aminoácidos contendo enxofre e vitaminas, como a tiamina e a biotina. - O fósforo é essencial para a síntese dos ácidos nucleicos e dos fosfolipídeos das membranas celulares. - Oxigênio - Os organismos que precisam do oxigênio para viver são chamados de aeróbios obrigatórios. - Os aeróbios obrigatórios estão em desvantagem, uma vez que o oxigênio é pouco solúvel na água de seu ambiente. Por isso, muitas das bactérias aeróbias têm desenvolvido, ou mantido, a capacidade de continuar a crescer na ausência do oxigênio. Esses organismos são chamados de anaeróbios facultativos. - Os anaeróbios obrigatórios são bactérias incapazes de utilizar o oxigênio molecular nas reações de produção de energia. 1ª Eventos que ocorrem: Confronto (Agente encontra o hospedeiro) Entrada (Agente penetra no hospedeiro) Disseminação a partir do ponto de entrada [ ↳ > • dasua fonte de energia Multiplicação (Aumento no número do microrganismos) Lesão (Dano Tecidual Depende do Agente ou da resposta do hospedeiro) Resultado (Vitória de um ou outro ou coexistência de ambos) 2ª Cada evento requer quebra nas defesas do hospedeiro Patogenicidade Variável e mediada por vários fatores (colonização e lesão) Virulência “Mede” intensidade (ou grau) da patogenicidade ● Compreender as células de defesa e o mecanismo do processo inflamatório - Sistema Linfático - Identificar as estruturas anatômicas e as células constituintes do sistema hemolinfopoiético. - Fagócitos - Os fagócitos, incluindo neutrófilos e macrófagos, são células cuja função primária é ingerir e destruir microrganismos e remover tecidos danificados. - As respostas funcionais dos fagócitos na defesa do hospedeiro consistem em etapas sequenciais: - recrutamento das células para os sítios de infecção - reconhecimento e ativação por microrganismos, ingesta dos microrganismos através do processo de fagocitose - destruição dos microrganismos ingeridos. - Adicionalmente, por meio do contato direto e secreção de citocinas, os fagócitos se comunicam com outras células de maneira a promover ou regular as respostas imunes. - A resposta do neutrófilo é mais rápida, e a expectativa de vida dessas células é curta, enquanto os monócitos se transformam em macrófagos nos tecidos, podem viver por longos períodos e, desse modo, sua resposta pode ter duração prolongada. - Neutrófilos - Os neutrófilos constituem a população mais abundante de leucócitos circulantes e o principal tipo celular nas reações inflamatórias agudas. - O núcleo é segmentado em três a cinco lóbulos conectados. - Leucócitos polimorfonucleares (PMNs). - O citoplasma contém dois tipos de grânulos ligados à membrana. A maioria desses grânulos, chamados grânulos específicos, estão repletos de enzimas, como lisozima, colagenase e elastase. - O restante dos grânulos dos neutrófilos, chamados grânulos azurofílicos (ou azurófilos), contêm enzimas e outras substâncias microbicidas, entre as quais as defensinas e catelicidinas. - Fagócitos Mononucleares - O sistema de fagócitos mononucleares inclui células circulantes chamadas monócitos que se transformam em macrófagos ao migrarem para os tecidos, e macrófagos residentes teciduais, derivados principalmente de precursores hematopoiéticos durante a vida fetal. - Funções dos Macrófagos - Uma das principais funções dos macrófagos na defesa do hospedeiro é ingerir microrganismos por meio do processo de fagocitose e, então, destruir os microrganismos ingeridos. - Ingerem células necróticas do hospedeiro, incluindo as células que morrem nos tecidos em consequência dos efeitos de toxinas, traumatismo ou interrupção do suprimento sanguíneo, e também os neutrófilos que morrem após se acumularem em sítios de infecção. - Atuam como células apresentadoras de antígeno que exibem fragmentos de antígenos proteicos e ativam linfócitos T. - Receptores e Ativação de Macrófagos - São ativados para desempenharem suas funções através do reconhecimento de muitos tipos diferentes de moléculas microbianas, bem como moléculas do hospedeiro produzidas em resposta a infecções e lesão. - Essas diversas moléculas ativadoras se ligam a receptores sinalizadores específicos localizados na superfície ou dentro do macrófago. - São exemplos desses receptores os receptores do tipo Toll (TLRs, do inglês, Toll-like receptors). - Mastócitos, Basófilos e Eosinófilos - São três tipos celulares adicionais que atuam nas respostas de imunidade inata e de imunidade adaptativa. - Compartilham a propriedade comum de terem grânulos citoplasmáticos contendo vários mediadores inflamatórios e antimicrobianos, os quais são liberados das células mediante ativação. - Envolvimento nas respostas imunes que conferem proteção contra helmintos e nas reações causadoras de doenças alérgicas. - Mastócitos - Os mastócitos são células derivadas da medula óssea presentes nos epitélios da pele e das mucosas, as quais ao serem ativadas liberam numerosos mediadores inflamatórios potentes que conferem defesa contra infecções por parasitas ou produzem os sintomas das doenças alérgicas. - Quando maduros, são encontrados na circulação. - Citoplasma com muitos grânulos, cheios de mediadores inflamatórios pré-formados como a histamina. - Quando anticorpos na superf. do mastócito se ligam ao antígeno, sinais levam à ativação do mastócito. - São ativados também quando reconhecem produtos microbianos. - Basófilos - Os basófilos são granulócitos sanguíneos que apresentam muitas similaridades estruturais e funcionais com os mastócitos. - Menos de 1% dos leuc. sang. - Normalmente ausentes nos tecidos. - Sintetizam mediadores - Expressam receptores de IgE - Eosinófilos - São granulócitos que expressam grânulos citoplásmaticos que inflamatórios eantimiowhianos yfgoia.fgoo.to destruirmos µ contém mediadores → defesa contra → APC exbemfrog.de antigenoprote ippfeqpoottlit ativam LT ofgmf.int pro dos doentes alérgicos - ⇐ → Sintetizoumediadores eetpressomroapt.de IGE contém enzimas nocivas às paredes celulares dos parasitas, mas que também danificam o tecido dos hospedeiros. - Derivados da medula óssea e circulam no sangue - Tem sua maturação feita a partir de precursores mielóides. - Presentes em mucosa do T.Resp., TGI e T. Geniturinário. - Células Dendríticas - As DCs residem nos tecidos e na circulação, percebem a presença de microorg. e iniciam reações de defesa imune inata e capturam proteínas microbianas para exibi-las às células T e dar início às resp. imunes adapt. - Sentinelas de infecção que iniciam a rápida resp. inata. - Apresentam TLRs e outros recept. que reconhecem mol. microbianas. - Respondem aos microorg.secretando citocinas que recrutam e ativam células inatas no sítio infeccs. - Captura e degradação de antígenos proteicos e os exibem para reconhecimento pelas cél. T. - Têm longas projeções membranosas, dotadas de capacidades fagocíticas e estão amplamente distribuídas nos tecidos linfóides, epitélio de mucosa e parênquima de órgãos. - Linfócitos - São as únicas células no corpo que expressam receptores antigênicos clonalmente distribuídos, cada um dos quais específico para um determinante antigênico diferente. - Os linfócitos T consistem em populações funcionalmente distintas, dentre as quais as mais bem definidas são as células T auxiliares e os linfócitos T citotóxicos ou citolíticos - CTLs. - As funções das células T auxiliares são mediadas principalmente pela secreção de citocinas, enquanto os CTLs produzem moléculas que matam outras células. - Alguns linfócitos T, denominados células T reguladoras, atuam principalmente na inibição das respostas imunes. - Algumas células T auxiliares CD4+ secretam citocinas que recrutam leucócitos e estimulam a produção de substâncias microbicidas nos fagócitos. Assim, essas células T auxiliam os fagócitos a matar os patógenos infecciosos. Outras células T auxiliares CD4+ secretam citocinas que ajudam as células B a produzir um tipo de anticorpo chamado IgE e ativam leucócitos chamados eosinófilos. - CD8+ matam as células que abrigam microrganismos no citoplasma. Esses microrganismos podem ser vírus que infectam muitos tipos celulares ou bactérias que são ingeridas pelos macrófagos, mas escapam das vesículas fagocíticas no citoplasma. - Os linfócitos B reconhecem muitos tipos de antígenos e se desenvolvem em células secretoras de antígenos - Produção de anticorpo. - As células T naive que emergem do timo e as cé lulas B imaturas emergentes da medula óssea migram para os órgãos linfoides secundários, incluindo os linfonodos e o baço. - Nesses locais, as células B completam sua maturação; as células B e T ativadas por guônulos com enzimas nocivas àsparedes celulares dos parasitas, mas tbm danificam os te . do hospedeiro a Matam as células que abrigam microorg . antígenos se diferenciam em linfócitos efetores e de memória. - Alguns linfócitos efetores e de memória migram para sítios de infecção em tecidos periféricos. Os anticorpos secretados pelas células B efetoras no linfonodo, baço e medula óssea (não mostrado) entram no sangue e são distribuídos para os sítios de infecção. - Células efetoras, cuja função é eliminar o antígeno. - Células de memória de vida longa, cuja função é mediar as respostas rápidas e intensificadas a exposições subsequentes aos antígenos. - Linfócitos Naive - São células T ou B que nunca encontram um antígeno estranho. - Os linfócitos naive e os linfócitos de memória são chamados, ambos, de linfócitos em repouso, por não estarem se dividindo ativamente nem desempenhando funções efetoras. - Vivem de 1 a 3 meses. - Células Natural Killer e Células Linfoides Inatas Secretoras de Citocinas - As principais funções destas células são conferir defesa inicial contra patógenos infecciosos; reconhecer as células do hospedeiro estressadas e lesadas, e ajudar a eliminá-las; e influenciar a natureza da resposta imune adaptativa subsequente. - As células natural killer (NK) têm funções citotóxicas similares as dos CTLs CD8+. Essas células circulam no sangue e estão presentes em vários tecidos linfoides. - Anatomia e Funções dos Tecidos Linfóides - Os órgãos linfóides geradores, também chamados órgãos linfóides primários ou centrais, incluindo a medula óssea e o timo, são os sítios onde os linfócitos expressam pela primeira vez os receptores antigênicos e alcançam a maturidade fenotípica e funcional. - Os órgãos linfóides secundários (ou periféricos), incluindo os linfonodos, baço e componentes do sistema imune de mucosa, são os locais onde as respostas dos linfócitos a antígenos estranhos são iniciadas e desenvolvidas. - Medula Óssea - A medula óssea é o sítio de geração de células sanguíneas circulantes, incluindo hemácias, granulócitos e monócitos, bem como o sítio de maturação da célula B. - Hematopoiese - Ao nascimento, a hematopoiese ocorre nos ossos ao longo de todo o esqueleto, porém vai se tornando cada vez mais restrita à medula dos ossos chatos, de modo que na puberdade, a hematopoiese ocorre principalmente no esterno, vértebras, ossos ilíacos e costelas. - Quando a medula óssea é lesada ou quando há uma demanda excepcional pela produção de novas células sanguíneas, o fígado e o baço frequentemente se tornam sítios de hematopoiese extramedular. - As hemácias, granulócitos, monócitos, células dendríticas, mastócitos, plaquetas, linfócitos B e T, e ILCs se originam, todos, de células B eTativados por antígenos se diferenciam em linfócitos afetou e dememória medula e timo ↓ expressam pela 1° vez os tieoept . vantigéricos → alcançam a motwrid. → local de início de resposta *sítiodematuração dasrimas *fígado e baço uma célula-tronco hematopoiética (CTH) comum na medula óssea. - As CTHs são multipotentes, ou seja, uma única CTH pode gerar todos os diferentes tipos de células sanguíneas maduras. - A proliferação e maturação de células precursoras na medula óssea são estimuladas por citocinas. Muitas dessas citocinas são chamadas fatores estimuladores de colônia, por terem sido inicialmente avaliados por sua capacidade de estimular o crescimento e o desenvolvimento de várias colônias leucocitárias ou eritroides a partir da medula óssea. - As citocinas hematopoiéticas são produzidas por células estromais e macrófagos na medula óssea, fornecendo assim o ambiente local para a hematopoiese. - Também são produzidas por linfócitos T antígeno-estimulados e macrófagos ativados por citocina ou microrganismo, fornecendo um mecanismo para reposição dos leucócitos que podem vir a ser consumidos durante as reações imunes e inflamatórias. - Timo - O timo é o local de maturação da célula T. - Trata-se de um órgão bilobado situado no mediastino anterior, que involui após a puberdade de modo a se tornar indetectável nos adultos. - O córtex contém uma coleção densa de linfócitos T, enquanto a medula mais clara é mais esparsamente povoada por linfócitos. - A medula também contém macrófagos e DCs. Dispersas por todo o timo, há células epiteliais não linfoides contendo citoplasma abundante. As células epiteliais corticais produzem IL-7, necessária ao desenvolvimento inicial da célula T. - Na medula, há células epiteliais medulares tímicas, que exercem papel especial na apresentação de autoantígenos para as células T em desenvolvimento, causando sua eliminação. - Os linfócitos no timo, também chamados timócitos, são células T em vários estágios de maturação. As células mais imaturas entram no timo, e sua maturação começa no córtex. - Conforme amadurecem, os timócitos migram rumo à medula, por isso a medula contém principalmente células T maduras. - Somente células T naive maduras saem do timo e entram no sangue e nos tecidos linfóides periféricos. - Sistema Linfático - Sistema linfático consiste em vasos especializados, chamados linfáticos, que drenam líquido dos tecidos, e em linfonodos interespaçados ao longo dos vasos. - 1. Drenar o excesso de líquido intersticial. Os vasos linfáticos drenam o excesso de líquido intersticial dos espaços teciduais e o devolvem ao sangue. Esta função conecta o intimamente com o sistema circulatório. Na verdade, sem esta função, a manutenção do volume de sangue circulante não seria possível. - 2. Transportar lipídios oriundos da dieta. Os vasos linfáticos transportam lipídios e vitaminas ' fimóãtos ↳célulasT em diferentes estágios aomatar. proa. Al. estromais omachofogos e na Medula ↓ célulasT Maduras bilobor → imaturogão dasváeulasttmediastinoanterior Furgões excesto de liq . InterST e devolvem ao sangue lipossolúveis (A, D, E e K) absorvidas pelo sistema digestório. - 3. Desempenhar respostas imunes. O tecido linfático inicia respostas altamente específicasdirigidas contra microrganismos ou células anormais específicos. - Os vasos linfáticos coletam antígenos microbianos de suas portas de entrada e os distribuem aos linfonodos, onde esses antígenos podem estimular as respostas imunes adaptativas. - Os microrganismos entram no corpo mais frequentemente através da pele e dos tratos gastrintestinal e respiratório. Todos esses tecidos são revestidos por barreiras epiteliais que contêm DCs, e todos são drenados por vasos linfáticos. - As DCs capturam antígenos microbianos e entram nos vasos linfáticos através de hiatos existentes na membrana basal. - A migração das DCs para o linfonodo é guiada pelas quimiocinas produzidas no linfonodo. - Linfonodos - Os linfonodos são órgãos linfóides secundários, vascularizados e encapsulados, que exibem características anatômicas favoráveis à iniciação de respostas imunes adaptativas a antígenos transportados dos tecidos pelos linfáticos. - Um linfonodo é circundado por uma cápsula fibrosa, abaixo da qual está um sistema sinusal revestido por células reticulares, cruzado por fibrilas de colágeno e outras proteínas da matriz extracelular, repleto de linfócitos, macrófagos, DCs e outros tipos celulares. - Os linfáticos aferentes esvaziam dentro do seio subcapsular (marginal), e a linfa pode drenar desse local diretamente para dentro do seio medular conectado e, em seguida, para fora do linfonodo via linfáticos eferentes. - Os macrófagos no seio subcapsular proveem uma importante função de remover por fagocitose os organismos infecciosos, os quais podem ser reconhecidos pelos macrófagos através de uma ampla variedade de receptores de superfície celular. - Cortex externo - folículos - rico em linfócitos. - Baço - O baço é um órgão altamente vascularizado, cujas principais funções são remover da circulação as células sanguíneas envelhecidas e danificadas, bem como as partículas (como imunocomplexos e microrganismos opsonizados), e iniciar respostas imunes adaptativas a antígenos transportados pelo sangue. - Os macrófagos da polpa vermelha atuam como um importante filtro do sangue, removendo microrganismos, células danificadas e células/microrganismos cobertos com anticorpos (opsonizados). - Os indivíduos sem baço são suscetíveis a infecções disseminadas por bactérias encapsuladas, como os pneumococos e meningococos. - Isso pode ser devido principalmente ao fato de esses microrganismos normalmente serem depurados por opsonização →Inicia resp . Imunes altamente específicas ↓ contramioroag . coletam antígenosµ microts . e levam aos linfonodos . ✓ Onde esses ont. vão estimular respostas imunes ↳ quimiocinas dos linfonodos guuai a migração dos DCS aos linfonodos . → Com . jcaract. lfovoráveis à iniciação de resp . adop# e fagocitose, e essa função ser defeituosa na ausência do baço. - A polpa branca contém as células mediadoras das respostas imunes adaptativas a antígenos transportados pelo sangue. - Vários ramos menores de cada artéria central atravessam a área rica em linfócitos e drenam no interior de um seio marginal. Uma região de células especializadas circundando o seio marginal, chamada zona marginal, forma a fronteira entre a polpa vermelha e a polpa branca. - Os arranjos anatômicos das APCs, células B e células T na polpa branca esplênica promovem as interações requeridas para o desenvolvimento eficiente das respostas imunes humorais. - A segregação dos linfócitos T nas bainhas linfóides periarteriolares e das células B nos folículos e zonas marginais depende da produção de diferentes citocinas e quimiocinas pelas células estromais nessas áreas distintas, de modo análogo ao que ocorre nos linfonodos. - Assim como nos linfonodos, a quimiocina CXCL13 e seu receptor CXCR5 são requeridos para a migração da célula B para o interior dos folículos, enquanto CCL19 e CCL21, bem como seu receptor CCR7, são requeridos para a migração da célula T naive para o interior da bainha periarteriolar. - A produção dessas quimiocinas por células estromais não linfoides é estimulada pela citocina linfotoxina. - Estudar a leitura do hemograma - Hematócrito e hemoglobina - Os três primeiros dados, contagem de hemácias, hemoglobina e hematócrito, são analisados em conjunto. Quando estão reduzidos, indicam anemia, isto é, baixo número de glóbulos vermelhos no sangue. Quando estão elevados indicam policitemia, que é o excesso de hemácias circulantes. - O hematócrito é o percentual do sangue ocupado pelas hemácias. Um hematócrito de 45% significa que 45% do sangue é composto por hemácias. Os outros 55% são basicamente água e todas as outras substâncias diluídas. Pode-se notar, portanto, que praticamente metade do nosso sangue é composto por células vermelhas. - Se por um lado a falta de hemácias prejudica o transporte de oxigênio, por outro, células vermelhas em excesso deixam o sangue muito espesso, atrapalhando seu fluxo e favorecendo a formação de coágulos. - A hemoglobina é uma molécula que fica dentro da hemácia. É a responsável pelo transporte de oxigênio. Na prática, a dosagem de hemoglobina acaba sendo a mais precisa na avaliação de uma anemia. - Leucograma - O leucograma é a parte do hemograma que avalia os leucócitos, conhecidos também como células brancas ou glóbulos brancos. - Os leucócitos são as células de defesa responsáveis por combater agentes invasores. Na verdade, os leucócitos não são um tipo único de célula, mas sim um grupo de para migrarão diferentes células, com diferentes funções no sistema imune. Alguns leucócitos atacam diretamente o invasor, outros produzem anticorpos e alguns apenas fazem a identificação do microrganismo invasor. - O valor normal dos leucócitos varia entre 4.000 a 11.000 células por microlitro (ou milímetros cúbicos). - Quando os leucócitos estão aumentados, damos o nome de leucocitose. Quando estão diminuídos chamamos leucopenia. - Quando notamos aumento ou redução dos valores dos leucócitos é importante ver qual das seis linhagens descritas mais abaixo é a responsável por essa alteração. Como neutrófilos e linfócitos são os tipos mais comuns de leucócitos, estes geralmente são os responsáveis pelo aumento ou diminuição da concentração total dos leucócitos. - Grandes elevações podem ocorrer nas leucemias, que nada mais é que o câncer dos leucócitos. Enquanto processos infecciosos podem elevar os leucócitos até 20.000-30.000 células/mm³, na leucemia, esses valores ultrapassam facilmente as 50.000 cel/mm³. - As leucopenias normalmente ocorrem por lesões na medula óssea. Podem ser por quimioterapia, por drogas, por invasão de células cancerígenas ou por invasão por micro-organismos. - Existem seis tipos de leucócitos, cada um com suas particularidades, a saber: 1. Neutrófilos O neutrófilo é o tipo de leucócito mais comum. Representa, em média, de 45% a 75% dos leucócitos circulantes. Os neutrófilos são especializados no combate a bactérias. Quando há uma infecção bacteriana, a medula óssea aumenta a sua produção, fazendo com que sua concentração sanguínea se eleve. Portanto, quando temos um aumento do número de leucócitos totais, causado basicamente pela elevação dos neutrófilos, estamos diante de um provável quadro infeccioso bacteriano. Os neutrófilos têm um tempo de vida de aproximadamente 24-48 horas. Por isso, assim que o processo infeccioso é controlado, a medula reduz a produção de novas células e seus níveis sanguíneos retornam rapidamente aos valores basais. ● Neutrofilia: é o termo usado quando há um aumento do número de neutrófilos. ● Neutropenia: é o termo usado quando há uma redução do número de neutrófilos. - 2. Segmentados e bastões - Os bastões são os neutrófilos jovens. Quando estamos infectados, a medula óssea aumenta rapidamente a produção de leucócitos e acaba por lançar na corrente sanguínea neutrófilos jovens recém-produzidos. A infecção deve ser controlada rapidamente, por isso, não há tempo para esperar que essas células fiquem maduras antes de lançá-las ao combate. Em uma guerra o exército não manda só os seussoldados mais experientes, ele manda aqueles que estão disponíveis. - Normalmente, apenas 4% a 5% dos neutrófilos circulantes são bastões. A presença de um percentual maior de células jovens é uma dica de que possa haver um processo infeccioso em curso. 3. Linfócitos Os linfócitos são o segundo tipo mais comum de glóbulos brancos. Representam de 15 a 45% dos leucócitos no sangue. Os linfócitos são as principais linhas de defesa contra infecções por vírus e contra o surgimento de tumores. São eles também os responsáveis pela produção dos anticorpos. Quando temos um processo viral em curso, é comum que o número de linfócitos aumente, às vezes, ultrapassando o número de neutrófilos e tornando-se o tipo de leucócito mais presente na circulação. Os linfócitos são as células que fazem o reconhecimento de organismos estranhos, iniciando o processo de ativação do sistema imune. Os linfócitos são, por exemplo, as células que iniciam o processo de rejeição nos transplantes de órgãos. Os linfócitos também são as células atacadas pelo vírus HIV. Este é um dos motivos da AIDS (SIDA) causar imunossupressão e levar a quadros de infecções oportunistas. ● Linfocitose: é o termo usado quando há um aumento do número de linfócitos. ● Linfopenia: é o termo usado quando há redução do número de linfócitos. Obs: linfócitos atípicos são um grupo de linfócitos com morfologia diferente, que podem ser encontrados no sangue. Geralmente surgem nos quadros de infecções por vírus, como mononucleose, gripe, dengue, catapora, etc. Além das infecções, algumas drogas e doenças auto-imunes, como lúpus, artrite reumatoide e síndrome de Guillain-Barré, também podem estimular o aparecimento de linfócitos atípicos. Atenção, linfócitos atípicos não têm nada a ver com câncer. 4. Monócitos Os monócitos normalmente representam de 3 a 10% dos leucócitos circulantes. São ativados tanto em processos virais quanto bacterianos. Quando um tecido está sendo invadido por algum germe, o sistema imune encaminha os monócitos para o local infectado. Este se ativa, transformando-se em macrófago, uma célula capaz de “comer” micro-organismos invasores. Os monócitos tipicamente se elevam nos casos de infecções, principalmente naquelas mais crônicas, como a tuberculose. 5. Eosinófilos Os eosinófilos são os leucócitos responsáveis pelo combate de parasitos e pelo mecanismo da alergia. Apenas de 1 a 5% dos leucócitos circulantes são eosinófilos. O aumento de eosinófilos ocorre em pessoas alérgicas, asmáticas ou em casos de infecção intestinal por parasitas. ● Eosinofilia: é o termo usado quando há aumento do número de eosinófilos. ● Eosinopenia: é o termo usado quando há redução do número de eosinófilos. 6. Basófilos Os basófilos são o tipo menos comum de leucócitos no sangue. Representam de 0 a 2% dos glóbulos brancos. Sua elevação normalmente ocorre em processos alérgicos e estados de inflamação crônica. Plaquetas As plaquetas são fragmentos de células responsáveis pelo início do processo de coagulação. Quando um tecido de qualquer vaso sanguíneo é lesado, o organismo rapidamente encaminha as plaquetas ao local da lesão. As plaquetas se agrupam e formam um trombo, uma espécie de rolha ou tampão, que imediatamente estanca o sangramento. Graças à ação das plaquetas, o organismo tem tempo de reparar os tecidos lesados sem haver muita perda de sangue. - O valor normal das plaquetas varia entre 150.000 a 450.000 por microlitro (uL). Porém, até valores próximos de 50.000, o organismo não apresenta dificuldades em iniciar a coagulação. Quando esses valores se encontram abaixo das 10.000 plaquetas/uL há risco de morte, visto que podem haver sangramentos espontâneos. ● Trombocitopenia: redução, abaixo dos valores de referência, do número de plaquetas no sangue. ● Trombocitose: aumento, acima dos valores de referência, do número de plaquetas no sangue. A dosagem de plaquetas é importante antes de cirurgias, para saber se o paciente não se encontra sob elevado risco de sangramento, e na investigação dos pacientes com quadros de hemorragia ou com frequentes equimoses (manchas roxas na pele). https://www.mdsaude.com/exames-compl ementares/hemograma/ Imunologia Celular e Molecular 9 EDIÇÃO ABBAS TORTORA, G.J.; FUNKE, B.R.; CASE, CL. Microbiologia. 12. ed., Porto Alegre: Artmed.