Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

AO JUÍZO DA ... VARA CÍVEL DA COMARCA DE SERRAVILLE - ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
FLÁVIO DUTRA, brasileiro, 51 anos, desempregado, estado civil, CPF nº …, RG nº …, e-mail …, residente à Rua dos Lestrigões Épicos, 725, apartamento 42, na cidade de Serraville, estado do Rio Grande do Sul, vem respeitosamente a presença de Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado infra-assinado (procuração anexa), com endereço profissional para receber intimações (endereço), com fundamento no artigo 927 e seguintes do Código Civil, propor a presente
AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS E MATERIAIS
em face de JOANA BRADIBURGO DUMONT, CPF nº …, RG nº …, residente a Rua das Margaridas, 34, Condomínio Vale Verde, na cidade de Serraville, estado do Rio Grande do Sul, pelas razões de fato e de direito que passa a expor:
1. PRELIMINARES
1.1. Da Justiça Gratuita
Excelência, é de suma importância ressaltar que o autor, encontra-se desempregado e não possui condições de pagar as custas e despesas do processo sem prejuízo próprio ou de sua família, conforme declaração de hipossuficiência anexa, com fundamento no Artigo 5º, LXXIV da Constituição Federal e artigos 98 a 102 do Código de Processo Civil. Desse modo, o autor faz jus à concessão da gratuidade de Justiça. 
2. DOS FATOS
Na data de 15 de março de 2023, o autor Flávio transitava em seu automóvel particular pelas vias urbanas, quando se viu envolvido em um incidente de trânsito ocasionado pela senhora Joana Bradiburgo Dumont.
É de suma importância ressaltar que a conduta da Sra. Joana se mostrou negligente, resultando em uma colisão de proporções consideráveis com o veículo do autor, ocasionando-lhe não apenas lesões físicas, mas também sérios danos à sua integridade emocional. No momento do acidente, Flávio observava escrupulosamente todas as normas de tráfego, aderindo aos limites de velocidade e mantendo uma distância prudente dos demais veículos em circulação no momento do sinistro.
Conforme o relato, Joana teria agido com negligência ao dirigir em velocidade incompatível com a via e de forma perigosa, executar uma ultrapassagem temerária e, por fim, colidir com o veículo do autor. Tal conduta irresponsável da Sra. Joana ocasionou danos materiais no montante de R$ 72.000,00 (setenta e dois mil reais) no veículo do autor.
Como resultado do acidente, Flávio sofreu múltiplas lesões físicas, incluindo fraturas ósseas, contusões e ferimentos, que demandaram sua hospitalização e a realização de intervenções cirúrgicas. Além disso, o abalo emocional decorrente do trauma do acidente resultou no desenvolvimento de quadros agudos de ansiedade e depressão do autor, comprometendo severamente sua qualidade de vida nos âmbitos pessoal, social e profissional. 
É importante ressaltar que tais danos morais afetaram substancialmente a qualidade de vida do autor, interferindo em seus relacionamentos interpessoais e comprometendo sua aptidão laborativa, razão pela qual se faz imperiosa a busca por medidas que garantam a adequada reparação dos prejuízos suportados.
3. DO MÉRITO
A base fundamental desta ação reside na esfera da responsabilidade civil, conforme estabelecido no Código Civil brasileiro. Disposto no artigo 186 do referido código, a responsabilidade civil da ré decorre de sua conduta negligente ao trafegar de forma imprudente, configurando, assim, um ato ilícito nos termos da mencionada legislação.
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
Cabe ressaltar que o ato de ultrapassar veículos em local proibido infringe normas de trânsito, configurando negligência pela omissão dos cuidados exigidos de um motorista prudente.
Conforme estabelece o artigo 927 do Código Civil, aquele que comete ato ilícito deve reparar os danos causados. 
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (artigos 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem. 
Portanto, a ré tem o dever legal de indenizar tanto os prejuízos materiais diretos, como os custos com o veículo e despesas médicas do autor, e os danos morais decorrentes do abalo psicológico comprovado. 
A jurisprudência brasileira ratifica a possibilidade de indenização por danos morais decorrentes de acidentes de trânsito, conforme reforçado no caso em análise. Esses fundamentos evidenciam a consistência da jurisprudência, em reconhecer e assegurar a reparação por danos morais em casos de acidentes de trânsito.
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. CULPA DO CONDUTOR DO VEÍCULO DEMONSTRADA. PROPRIETÁRIO DO VEÍCULO. RESPONSABILIDADE RECONHECIDA. CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. DANOS MATERIAIS. SÚMULA 7/STJ. DANOS MORAIS. VALOR RAZOÁVEL. VÍTIMA EM ESTADO VEGETATIVO. PENSÃO VITALÍCIA DEVIDA. CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL. NECESSIDADE. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. SÚMULA 54/STJ. AGRAVO DESPROVIDO.
1. Ainda que não examinados individualmente cada um dos argumentos suscitados pela parte, se o acórdão recorrido decide integralmente a controvérsia, apresentando fundamentação adequada, não há que se falar em ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015.
2. Não configura cerceamento de defesa o julgamento da causa sem a produção da prova requerida pela parte, quando sopesada pelas instâncias ordinárias sua utilidade, demonstrando-se que o feito se encontrava suficientemente instruído.
3. "A jurisprudência do STJ firmou-se no sentido de que o proprietário do veículo responde solidariamente pelos danos decorrentes de acidente de trânsito causado por culpa do condutor" (AgInt no REsp 1.301.184/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 07/06/2016, DJe de 27/06/2016).
4. A reforma do julgado quanto à comprovação dos danos materiais e ao cabimento de pensão vitalícia, demandaria o reexame do contexto fático-probatório, providência inviável no recurso especial, a teor da Súmula 7 do STJ.
5. O valor arbitrado pelas instâncias ordinárias a título de indenização por danos morais somente pode ser revisto por esta Corte nas hipóteses em que a condenação se revelar irrisória ou exorbitante. No caso, o valor arbitrado em R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) não é exorbitante nem desproporcional aos danos sofridos pela vítima, que, em razão das gravíssimas consequências do acidente, encontra-se em estado vegetativo permanente, sem possibilidade de recuperação.
6. Segundo a jurisprudência desta Corte, na ação de indenização, é necessária a constituição de capital ou caução fidejussória para a garantia de pagamento da pensão, independentemente da situação financeira do demandado, a teor da Súmula 313 do STJ.
7. A jurisprudência do STJ firmou o entendimento de que, em casos de responsabilidade civil extracontratual, os juros moratórios incidem desde o evento danoso, conforme dispõe a Súmula 54 do STJ.
8. Agravo interno desprovido.
(AgInt no AREsp n. 1.321.098/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 14/8/2023, DJe de 18/8/2023.) (grifo nosso)
Diante do exposto, é evidente o direito do autor à justa indenização abrangendo os danos materiais e morais suportados em decorrência da conduta culposa da ré, com base na legislação civil vigente. Rogo pela procedência da ação e condenação da requerida ao pagamento das quantias devidas a título reparatório.
4. DOS PEDIDOS
Diante de todo o exposto, requer a Vossa Excelência:
A devida citação da ré, nos termos da legislação pertinente, concedendo-lhe o prazo de 15 dias para apresentar sua resposta, sob pena de revelia e confissão.
A concessão da gratuidade da justiça, conforme preconizado nos artigos 98 a 102 do Código de Processo Civil, em conjunto com o artigo 5º, LXXIV, da ConstituiçãoFederal.
Procedência dos pedidos exordiais, consistentes em condenação da ré ao pagamento de indenização por danos materiais, no montante de R$ 72.000,00 (setenta e dois mil reais) e por danos morais, no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
Pedido pela condenação em custas processuais e em honorários advocatícios sucumbenciais fixados em 20% sobre o valor total da condenação, com indicação dos artigos 82, § 2º, e 85, ambos do CPC/15.
Dá-se à causa o valor de R$ 77.000,00 (setenta e sete mil reais).
Termos em que, pede e aguarda deferimento.
(Local), (data).
(Nome do advogado, assinatura)
(OAB/UF nº)
AO JUÍZO DA ... VARA CÍVEL DA COMARCA DE 
SERRAVILLE 
-
 
ESTADO 
DO 
RIO GRANDE DO SUL
 
 
 
FLÁVIO DUTRA
, brasileiro, 
51
 
anos, 
desempregado, 
estado civil, 
CPF
 
nº …
, RG nº …
, e
-
mail …, residente à 
Rua dos Lestrigões
 
Épicos, 725, 
apartamento 42, na cidade de Serraville, estado do Rio Grande do Sul
, 
vem 
respeitosamente a presença de Vossa Excelência
, 
por intermédio de seu advogado 
infra
-
assinado (procuração anexa), com endereço profissional para receber 
intimações (endereço), 
com fundamento no artigo 
927
 
e seguintes 
do Código Civil
, 
propor
 
a presente
 
 
AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS E MATERIAIS
 
 
em face de 
JOANA BRADIBURGO DUMONT
, CPF nº …, RG nº 
…, 
residente a Rua das Margaridas, 34, Condomínio Vale Verde, na cidade de 
Serraville, estado do Rio Grande do Sul
, 
pelas razões de fato e de direito que passa a 
expor:
 
 
1
. 
PRELIMINARES
 
 
1.1.
 
Da Justiça Gratuita
 
Excelência, é de suma importância ressaltar que o autor, encontra
-
se 
desempregado e não possui condições de pagar as custas e despesas do processo sem 
prejuízo próprio ou de sua família, conforme declaração de hipossuficiência anexa, 
com fundamento no Arti
go 5º, LXXIV da Constituição Federal e artigos 98 a 102 do 
Código de Processo Civil. Desse modo, o autor faz jus à concessão da gratuidade de 
Justiça. 
 
AO JUÍZO DA ... VARA CÍVEL DA COMARCA DE SERRAVILLE - ESTADO DO 
RIO GRANDE DO SUL 
 
 
FLÁVIO DUTRA, brasileiro, 51 anos, desempregado, estado civil, 
CPF nº …, RG nº …, e-mail …, residente à Rua dos Lestrigões Épicos, 725, 
apartamento 42, na cidade de Serraville, estado do Rio Grande do Sul, vem 
respeitosamente a presença de Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado 
infra-assinado (procuração anexa), com endereço profissional para receber 
intimações (endereço), com fundamento no artigo 927 e seguintes do Código Civil, 
propor a presente 
 
AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS E MATERIAIS 
 
em face de JOANA BRADIBURGO DUMONT, CPF nº …, RG nº 
…, residente a Rua das Margaridas, 34, Condomínio Vale Verde, na cidade de 
Serraville, estado do Rio Grande do Sul, pelas razões de fato e de direito que passa a 
expor: 
 
1. PRELIMINARES 
 
1.1. Da Justiça Gratuita 
Excelência, é de suma importância ressaltar que o autor, encontra-se 
desempregado e não possui condições de pagar as custas e despesas do processo sem 
prejuízo próprio ou de sua família, conforme declaração de hipossuficiência anexa, 
com fundamento no Artigo 5º, LXXIV da Constituição Federal e artigos 98 a 102 do 
Código de Processo Civil. Desse modo, o autor faz jus à concessão da gratuidade de 
Justiça.

Mais conteúdos dessa disciplina