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O termo humanismo surgiu no século XVI para designar as atitudes renas- centistas que enfatizavam o homem e sua posição privilegiada na Terra. [...] O humanismo é comumente definido como um empreendimento moral e intelectual que colocava o homem no centro dos estudos e das preocupações espirituais, buscando construir o mais alto tipo de humanidade possível. [...] Alguns autores consideram o humanismo um fenômeno dialético, pois, de um lado, valorizava o humano, contrariando a mentalidade teocêntrica da Filosofia medieval, mas, ao mesmo tempo, possuía fortes preocupações religiosas, sendo o movimento incompreensível sem suas preocupações espirituais e o anseio por uma reforma da Igreja Católica. Ou seja, o contexto humanista apesar de seu antropocentrismo, foi intensamente influenciado pelo Cristianismo e pelos dilemas da Igreja Católica no início da Idade Moderna. Percebe-se, novamente, a importância de compreender a modernidade entre a continuidade e ruptura: até mesmo os valores antropocêntricos tinham conotações religiosas. Contudo, também é importante destacar os rompimentos: o humanismo foi um movimento surgido em algumas cidades italianas com forte desenvolvimento urbano e comercial e teria sido burguês. BRAUDEL, F. A dinâmica do capitalismo. Lisboa: Teorema, 1985. BURNS, E. História da civilização ocidental. Porto Alegre: Editora Globo, 1957. LE GOFF, J.; SCHMITT, J. C. (coord.). Dicionário temático do ocidente medieval. Bauru: EDUSC, 2006. v. 1. LOYN, H. (org.). Dicionário da idade média. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. RUNCIMAN, S. A queda de Constantinopla. Rio de Janeiro: Imago, 2002. SILVA, K.; SILVA, M. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Editora Contexto, 2009. WIKIMEDIA COMMONS CONTRIBUTORS. Plan.Paris.XIVe.siecle.2.png. In: WIKIMEDIA Commons. Flórida: Wikimedia Foundation, 2014. Disponível em: https://commons. wikimedia.org/wiki/File:Plan.Paris.XIVe.siecle.2.png. Acesso em: 22 nov. 2019. BEDIN, G. A. A Idade Média e o Nascimento do Estado Moderno. Ijuí: Unijuí, 2012. FRANCO JÚNIOR, H. O Feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1997. Idade Moderna12 Leituras recomendadas BRAUDEL, F. A dinâmica do capitalismo. Rio de Janeiro: Rocco, 1987. CIPOLLA, C. M. A alvorada da idade moderna. In: CIPOLLA, C. M. História económica da Europa pré-industrial. Lisboa: Edições 70, 1984. DEYON, P. O mercantilismo. São Paulo: Editora Perspectiva, 1973. FRANK, A. G. A expansão do século XVI: acumulação mundial, 1492-1789. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1977. KRANTZ, F. A outra história: ideologia e protesto popular nos séculos XVII a XIX. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990. LOPEZ, R. S. A resposta da sociedade agrícola. In: LOPEZ, R. S. A revolução comercial da idade média. Lisboa: Editora Presença, 1986. MOUSNIER, R. As novas estruturas do Estado. In: MOUSNIER, R. Os séculos XVI e XVII. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973. SKINNER, Q. As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. SWEEZY, P. et al. A transição do feudalismo para o capitalismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. Os links para sites da Web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun- cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links. 13Idade Moderna HISTÓRIA MODERNA Caroline Silveira Bauer