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Atividades
Registre em seu cadernoCapítulos 13, 14, 15 e 16
Compreender
 1. Observe a tirinha para responder às questões.
(BNCC) Competências específicas: 1, 4, 5 e 6 
Habilidades: EM13CHS101 EM13CHS103 EM13CHS106 EM13CHS403 EM13CHS404 EM13CHS501 
EM13CHS503 EM13CHS504 EM13CHS601
a) Explique o desentendimento entre Calvin e a 
mãe dele.
b) Com base na divergência comunicativa apresen-
tada na tirinha, explique qual foi a crítica que 
Frege, Russel e Wittgenstein fizeram à lingua-
gem ordinária ou cotidiana.
 2. Em uma passagem famosa da obra Os irmãos 
Karamazov, do escritor russo Fiódor Dostoiévski, 
um personagem afirma: “Se Deus não existe, tudo 
é permitido”. Você concorda com essa ideia? Sem 
Deus, haveria limites morais e éticos para o ser 
humano? Escreva um texto sobre isso, levando em 
consideração o pensamento do filósofo Jean-Paul 
Sartre. Posicione-se sobre o assunto de maneira 
argumentativa.
 3. O texto a seguir traz uma espécie de mensagem 
para o ser humano acerca da existência individual 
e das relações em sociedade nos tempos atuais. 
Interprete-a.
“Sobreviver: não apenas mover-se, mexer-se, 
deslocar-se – livremente ou obrigado –, mas ter a 
possibilidade de refletir, não se apres sar, ser ativo 
no pensamento; experimentar certamente sensações 
difusas, passageiras, intensas, porém ainda poder 
experimentar sentimentos – duráveis, profundos – que 
permitam pensar, perceber e reconhecer o outro, e 
respeitá-lo.”
HAROCHE, Claudine. Maneiras de ser e de sentir 
na aceleração e a ilimitação contemporânea. 
Cadernos Metrópole, v. 13, n. 26, p. 371, jul./dez. 2011. 
Disponível em <https://revistas.pucsp.br/metropole/
article/view/14758/10762>. Acesso em 9 set. 2020.
Calvin, tirinha de Bill Watterson, 1987.
Pesquisar
No Brasil, ao longo da história, as questões territo-
riais motivaram vários debates e conflitos entre dife-
rentes atores sociais. Com o incremento mais recente 
do agronegócio e a expansão das atividades minera-
dora e madeireira, essas disputas foram acirradas em 
várias regiões do país. Como forma de reação, povos 
indígenas, quilombolas e populações ribeirinhas come-
çaram a requerer judicialmente suas terras, com base 
na ancestralidade de suas comunidades, nas histórias, 
culturas e identidades.
Como forma de aprofundar seus conhecimentos 
sobre o tema, pesquise, em grupo, disputas de terras 
envolvendo comunidades tradicionais no Brasil. Para 
isso, siga as orientações abaixo.
Passos do trabalho:
 1. Escolham um caso para ser analisado.
 2. Pesquisem sobre o caso escolhido para responder 
às seguintes questões.
a) Que grupo foi analisado?
b) Qual é a história do grupo?
c) Em qual estado (ou estados) do Brasil esse grupo 
vive?
d) Como o grupo está organizado socialmente no 
território em disputa?
e) Por que o território ocupado é alvo de disputa?
f) Quais são os recursos naturais envolvidos na 
disputa?
g) Como a justiça vem tratando esse conflito?
 3. Com os dados obtidos, organizem uma apresentação 
para seus colegas de turma para que possam, juntos, 
debater e refletir sobre os resultados da pesquisa.
https://revistas.pucsp.br/metropole/article/view/14758/10762
https://revistas.pucsp.br/metropole/article/view/14758/10762
“Nos achamos tão livres como donos de tablets e 
celulares, vamos a qualquer lugar na internet, lutamos 
pelas causas mesmo de países do outro lado do planeta, 
participamos de protestos globais e mal percebemos 
que criamos uma pós-submissão. Ou um tipo mais pe-
rigoso e insidioso de submissão. Temos nos esforçado 
livremente e com grande afinco para alcançar a meta 
de trabalhar 24×7. Vinte e quatro horas por sete dias 
da semana. Nenhum capitalista havia sonhado tanto. O 
chefe nos alcança em qualquer lugar, a qualquer hora. 
O expediente nunca mais acaba. Já não há espaço de 
trabalho e espaço de lazer, não há nem mesmo casa. Tudo 
se confunde. [...] Estamos sempre, de algum modo, tra-
balhando, fazendo networking, debatendo (ou brigando), 
intervindo, tentando não perder nada, principalmente 
a notícia ordinária. Consumimo-nos animadamente, ao 
ritmo de emoticons. E, assim, perdemos só a alma. E 
alcançamos uma façanha inédita: ser senhor e escravo 
ao mesmo tempo. [...]
Estamos exaustos e correndo. Exaustos e correndo. 
Exaustos e correndo. E a má notícia é que continuaremos 
exaustos e correndo, porque exaustos-e-correndo virou 
a condição humana dessa época. E já percebemos que 
essa condição humana um corpo humano não aguen-
ta. O corpo então virou um atrapalho, um apêndice 
incômodo, um não-dá-conta que adoece, fica ansioso, 
deprime, entra em pânico. E assim dopamos esse corpo 
falho que se contorce ao ser submetido a uma velocidade 
não humana. Viramos exaustos-e-correndo-e-dopados. 
Atividades
Analisar
1. Por que, segundo a autora, somos senhores e escravos ao mesmo tempo?
2. Explique o sentido da frase: “mas o presente, nessa velocidade, é um pretérito contínuo”.
3. Segundo a autora, quem é a maior vítima da correria da vida moderna?
4. Você concorda que, “com tanta informação, estamos nos imbecilizando”? Justifique.
Criar no silêncio
5. Eliane Brum alerta que falta o silêncio que nos impele à criação. Agora, você ficará em 
silêncio por 10 minutos, refletindo sobre o estudo feito durante este ano e sobre seus 
projetos para o futuro. Depois disso, escreva uma carta descrevendo suas reflexões e a 
envie para um colega da turma.
Registre em seu caderno
(BNCC) Competências específicas: 1, 4 e 5
Habilidades: EM13CHS101 EM13CHS103 EM13CHS106 EM13CHS403 
EM13CHS404 EM13CHS501 EM13CHS503 EM13CHS504
A vida corrida na sociedade tecnológica do capitalismo globalizado tem nos deixado exaustos, 
imbecilizados e narcisistas. É hora de desacelerar.
Porque só dopados para continuar exaustos-e-correndo. 
Pelo menos até conseguirmos nos livrar desse corpo que 
se tornou uma barreira. O problema é que o corpo não 
é um outro, o corpo é o que chamamos de eu. O corpo 
não é limite, mas a própria condição. O corpo é.
Os cliques da internet tornaram-se os remos das 
antigas galés. Remem, remem, remem. Cliquem, cli-
quem, cliquem para não ficar para trás e morrer. Mas o 
presente, nessa velocidade, é um pretérito contínuo. Se 
a internet parece ter encolhido o mundo, e milhares de 
quilômetros podem ser reduzidos a um clique, como diz 
o clichê e alguns anúncios publicitários, nosso mundo 
interno ficou a oceanos de nós. Conectados ao planeta 
inteiro, estamos desconectados do eu e também do outro. 
Incapazes da alteridade, o outro se tornou alguém a ser 
destruído, bloqueado ou mesmo deletado. Falamos muito, 
mas sozinhos. Escassas são as conversas, a rede tornou-
-se em parte um interminável discurso autorreferente, 
um delírio narcisista. E narciso é um eu sem eu. Porque 
para existir eu é preciso o outro.
Há tanta informação disponível, mas talvez estejamos 
nos imbecilizando. Porque nos falta contemplação, nos falta 
o vazio que impele à criação, nos falta silêncios. Nos falta 
até o tédio. Sem experiência não há conhecimento. [...]”
BRUM, Eliane. Exaustos-e-correndo-e-dopados. 
El País, 4 jul. 2016. Disponível em 
<https://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/
politica/1467642464_246482.html>. 
Acesso em 18 ago. 2020.
Nos falta o silêncio criativo
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Aprofundar o conhecimento
http://brasil.elpais.com/brasil/2015/01/23/eps/1422018427_336669.html
https://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html
https://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html
ALEXANDER,Jeffrey. Ação coletiva, cultura e sociedade civil. Revista 
Brasileira de Ciências Sociais, v. 13, n. 37, 1998. 
 Artigo acadêmico que discute, a partir do olhar sociológico, 
os movimentos sociais dos séculos XVIII e XIX, considerando 
algumas de suas principais vertentes.
ANDRADE, Everaldo de Oliveira. A Revolução Boliviana. São Paulo: 
Editora Unesp, 2007. 
 A obra apresenta as particularidades dos conflitos e movimen-
tos sociais que marcaram a história contemporânea da Bolívia 
e ressalta como a consideração desses elementos é imprescin-
dível para o entendimento do cenário político atual do país. 
ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
 Problematiza a relação existente entre arte e história, desta-
cando o quanto o surgimento da produção industrial pode 
comprometer a existente da arte. 
ARISTÓTELES. Política. São Paulo: Martin Claret, 2003.
 Uma das principais obras desse clássico da filosofia, traz suas refle-
xões fundamentais sobre a estrutura e organização da vida social. 
BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.
 Em uma das obras mais influentes do século XX, a filósofa 
francesa analisa como a configuração dos papéis de gênero 
não pode ser pensada fora das dimensões sociais e culturais 
em que são estabelecidas. 
BEER, Max. História do socialismo e das lutas sociais. Rio de Janeiro: 
Laemmert, 1968.
 Traz um relevante panorama da luta de diversos grupos sociais, 
em momentos distintos da história, ressaltando a importância 
dessas ações para a transformação da realidade. 
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época da possibilidade de sua 
reprodução técnica. In: Estética e sociologia da arte. Belo Hori-
zonte: Autêntica, 2017.
 Ensaio produzido por um dos mais relevantes pensadores do 
século XX, defende a importância da arte como prática política 
em uma sociedade dominada pela reprodução mecânica da 
vida social e material. 
BETTELHEIM, Charles. Revolução cultural e organização industrial na 
China. Rio de Janeiro: Graal, 1979.
 A obra é uma avaliação teórica e empírica sobre a Revolução 
Cultural chinesa e suas particularidades, conflitos e desdobra-
mentos políticos, econômicos e sociais. 
BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 
 A obra, composta de onze ensaios, discute a definição e os fun-
damentos dos direitos do homem a partir de uma perspectiva 
histórico-político-filosófica. O autor ainda defende a questão 
da paz e a necessidade de se assegurar os Direitos Humanos 
ao longo do desenvolvimento global da civilização humana.
BOBBIO, Norberto. Estado, governo, sociedade: para uma teoria geral 
da política. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
 Traz importantes reflexões do pensador italiano sobre Estado, 
poder, governo e sociedade se mostrando uma obra relevante 
para a compreensão da vida política contemporânea. 
BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia: uma defesa das regras do 
jogo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. 
 Coletânea de ensaios do cientista social italiano publicados 
entre 1978 e 1984, em que são discutidas as transformações 
da democracia ocidental nas últimas décadas a partir de um 
panorama histórico.
BRITO, Wallace da Costa. Reflexões críticas sobre a vida acelerada. Ecos, 
ano 8, v. 1, 2018. Disponível em <http://www.periodicoshumanas.
uff.br/ecos/article/download/2096/1532>. Acesso em 26 ago. 
2020.
 Artigo acadêmico que discute as consequências da vida acele-
rada para as relações sociais e a conformação das subjetividades 
dos indivíduos contemporâneos. 
CAMUS, Albert. O mito de Sísifo. 11. ed. Rio de Janeiro: Record, 2014.
 Toma o mito de Sísifo como parâmetro para analisar os dilemas 
relativos à liberdade e à racionalidade no mundo contemporâneo. 
CARLOS, Ana Fani Alessandri; VOLOCHKO, Danilo; ALVAREZ, Isabel 
Pinto. A cidade como negócio. São Paulo: Contexto, 2015. 
 Coletânea de artigos que discute a urbanização e a produção 
do espaço urbano a partir da lógica financeira e das demandas 
e interferências do mercado. 
CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. São Paulo: Paz e Terra, 
1999, v. 2. 
 A obra analisa os impactos provocados pela globalização e 
pela revolução tecnológica digital sobre a constituição da 
individualidade e da identidade dos indivíduos e dos grupos 
na sociedade contemporânea. 
CASTELLS, Manuel. Redes de indignação e esperança: movimentos 
sociais na era da internet. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.
 Análise dos movimentos sociais não apenas por meio dos 
condicionantes macro-históricos ou organizacionais, mas a 
partir da noção de sociedades conectadas em rede. Dentre os 
movimentos analisados então a Primavera Árabe, os Occupy 
nos Estados Unidos e os Indignados na Espanha.
CERQUEIRA, Fábio Vergara; SILVA, Maria Aparecida de Oliveira (org.). 
Estudos sobre Esparta. E-book. Pelotas: UFpel, 2019. Disponível 
em <http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/4795>. Acesso 
em 29 ago. 2020.
 Coletânea multidisciplinar de artigos, discute o papel, as 
particularidades e a importância de Esparta na história da 
Antiguidade. 
CHARTIER, Roger. Origens culturais da Revolução Francesa. São Paulo: 
Editora Unesp, 2009.
 Toma por base a vasta produção intelectual dos pensadores fran-
ceses do século XVIII, para compreender as dimensões culturais, 
políticas e ideológicas que permearam a Revolução Francesa. 
CHAUI, Marilena. Cultura e democracia. Revista Latinoamericana de 
Ciencias Sociales, CLACSO, ano 1, n. 1, 2008.
 Artigo que se propõe a revisar a acepção de cultura de origem 
iluminista como expressão da ideologia capitalista. Em seguida, 
defende cultura como um direito, analisando-a no contexto 
brasileiro e projetando traçados do que seria uma democracia 
de características socialistas.
COGGIOLA, Osvaldo. A Primeira Internacional Operária e a Co-
muna de Paris. Aurora, ano V, n. 8, 2011. Disponível em 
<http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/aurora/
article/view/1274/1136> Acesso em 21 ago. 2020.
 Artigo acadêmico que avalia as origens e os fatores que viabi-
lizaram a Comuna de Paris, bem como seus desdobramentos 
políticos em toda a Europa. 
DARNTON, Robert. Os best-sellers proibidos da França Revolucionária. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
 Busca compreender a relação entre a literatura e a Revolução 
Francesa, a partir da análise de obras proibidas e de grande 
interesse popular nos momentos que marcaram o início do 
processo revolucionário. 
DARNTON, Robert; ROCHE, Daniel. (org.). Revolução impressa: a im-
prensa na França – 1775-1800. São Paulo: Edusp, 1996.
 A obra, fruto de uma série de publicações e eventos para a 
comemoração do bicentenário da Revolução Francesa, aborda 
o panorama cultural da sociedade francesa e o papel desem-
penhado pela imprensa no processo revolucionário. 
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Referências bibliográficas
http://www.periodicoshumanas.uff.br/ecos/article/download/2096/1532
http://www.periodicoshumanas.uff.br/ecos/article/download/2096/1532
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/4795
http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/aurora/article/view/1274/1136
http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/aurora/article/view/1274/1136
DAVIS, Angela. Mulher, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.
 Obra de referência para a compreensão da luta das mulheres 
negras contra a exploração e a exclusão que lhes são impostas 
pela sociedade capitalista. Discute temas como classe e raça 
na campanha pelos direitos civis das mulheres; racismo no 
movimento sufragista; educação e libertação na perspectiva 
das mulheres negras; sufrágio feminino na virada do século etc.
FAUSTO, Boris. Trabalho urbano e conflito social. São Paulo: Difel, 1983.
 A partir da análise do processo de formação da classe trabalha-
dora no Rio de Janeiro e São Paulo entre 1890 e 1920, a obra 
reconstrói a trajetória do movimento operário e suasprincipais 
formas de mobilização, organização e ação política. 
FERNANDES, Bernardo Mançano. Movimento social como categoria 
geográfica. Terra Livre, n. 15, 2000.
 Ensaio acadêmico em que o autor analisa a relevância dos con-
ceito de espacialização e territorialização, para a interpretação 
dos movimentos sociais urbanos e do campo. 
FERNANDES, Bernardo Mançano. Movimentos socioterritoriais e mo-
vimentos socioespaciais: contribuição teórica para uma leitura 
geográfica dos movimentos sociais. Revista Nera, n. 6, 2005.
 Artigo que se propõe a repensar os espaços e os territórios por 
meio de múltiplos aspectos, a partir dos conceitos de movimentos 
socioterritoriais e socioespaciais, visando compreender melhor as 
conflitualidades e os processos de exclusão social. 
FERNANDES, Florestan. Mudanças sociais no Brasil. São Paulo: Difel, 
1979. 
 Ensaios escritos entre 1946 e 1959 que propõem um estudo 
sistemático da estrutura social brasileira a partir da dinâmica 
de classes pelo viés marxista.
FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2002. 
 Apresenta o desenvolvimento cultural da Antiguidade greco-
-romana e a importância desse legado para a cultura ocidental.
GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012. 
 A obra é estruturada em grandes temas fundamentais para a 
compreensão do mundo contemporâneo. A partir do arcabouço 
teórico da sociologia, o autor apresenta importantes reflexões 
sobre os processos sociais, políticos, econômicos e culturais 
que marcaram as últimas décadas. 
GOHN, Maria da Glória. Teoria dos movimentos sociais: paradigmas 
clássicos e contemporâneos. São Paulo: Loyola, 1997.
 Introduz o debate sobre as teorias dos movimentos sociais, com 
a discussão dos conceitos-chave e dos principais paradigmas 
teóricos referentes à temática.
HAESBAERT, Rogério. Territórios alternativos. Niterói: EDUFF; São 
Paulo: Contexto, 2002.
 Coletânea de textos em que o autor retoma os principais temas 
da geografia contemporânea como lugar, globalização, rede, 
desterritorialização, identidade, entre outros, em um análise 
crítica sobre o papel da geografia em um contexto de mudanças. 
HAROCHE, Claudine. Maneiras de ser e de sentir na aceleração e a 
ilimitação contemporânea. Cadernos Metrópole, v. 13, n. 26, 
2011. Disponível em <https://revistas.pucsp.br/metropole/
article/view/14758>. Acesso em 18 ago. 2020.
 Artigo discute os impactos das tecnologias informacionais nas 
percepções e nos olhares dos indivíduos sobre a vida social, pro-
porcionando uma relevante reflexão sobre o homem moderno. 
HARVEY, David. Condição pós-moderna. São Paulo: Edições Loyola, 1989.
 Uma das principais referências sobre as mudanças decorrentes 
da pós-modernidade, a obra traz relevantes contribuições para a 
compreensão das transformações culturais, econômicas, sociais 
e filosóficas de nosso tempo. 
HEGEL, Georg W. F. Fenomenologia do Espírito. 7. ed. Petrópolis: Bra-
gança Paulista: Vozes; Editora USF, 2002.
 Uma das principais obras do autor, apresenta seu sistema idea-
lista, que busca explicar de maneira totalizante a realidade, o 
pensamento e o movimento (dialética).
HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1995.
 Obra principal do autor na qual ele reflete sobre o sentido do Ser 
a partir da análise da existência do ser humano (Dasein, ser aí, 
presença). Nessa análise, esse filósofo formula vários conceitos 
que serão utilizados pelo existencialismo.
HERÁCLITO. In: KIRK, G. S.; RAVEN, J. E.; SCHOFIELD, M. Os filósofos pré-
-socráticos. 4. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994.
 Livro clássico que trata dos precursores da filosofia e dos pri-
meiros filósofos, “físicos”, também chamados de pré-socráticos, 
tanto dos monistas quanto dos pluralistas.
HILTON, Rodney. Siervos liberados: los movimentos campesinos 
medievales y el levantamiento inglés de 1381. Madri: Siglo 
XXI, 1978. 
 Obra analisa de forma global os fatores e eventos que resultaram 
na revolta camponesa de 1381, na Inglaterra. Ressalta também 
como as tensões sociais marcaram o fim da Idade Média. 
HOBSBAWM, Eric. Ecos da Marselhesa: dois séculos reveem a Revolu-
ção Francesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. 
 Composta de quatro ensaios, a obra é uma revisão histórica de 
perspectiva marxista da Revolução Francesa e dos desdobra-
mentos causados por ela no mundo do século XIX e XX. 
HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). 
São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
 A obra reconstrói os principais eventos históricos que marcaram 
o século XX, como as grandes guerras mundiais, a Guerra Fria, 
o fim da URSS, assim como seus principais desdobramentos e 
consequências. 
HOBSBAWM, Eric. Os trabalhadores: estudos sobre a história do ope-
rariado. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
 Composta de ensaios, a obra analisa a partir das perspectivas 
e das condições técnicas e materiais das classes trabalhadoras, 
a história do movimento operário, desde o fim do século XVII 
até a Primeira Guerra Mundial. 
KANT, Immanuel. A metafísica dos costumes. 2. ed. Bauru: Edipro, 2008.
 Uma das principais obras do filósofo, aborda o problema da 
ética, da política e da filosofia moral. 
KANT, Immanuel. Crítica da faculdade do juízo. Rio de Janeiro: Forense 
Universitária, 2012.
 Investiga como a memória e os sentimentos, assim como a razão, 
interferem na capacidade de julgar dos seres humanos. 
KIERKEGAARD, Sören. O conceito de angústia. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2015.
 Toma elementos da tradição cristã para analisar o conceito de 
angústia e da dialética da responsabilidade, bem como seus 
desdobramentos sobre os indivíduos.
LEWIN, Moshe. O século soviético. Rio de Janeiro: Record, 2007.
 O acesso a novos arquivos liberados recentemente pelo governo 
russo é a base dessa obra que reconstitui o processo de consti-
tuição do Estado soviético, bem como os valores e ideologias 
que o legitimaram.
LOCKE, John. Dois tratados sobre o governo. 2. ed. São Paulo: Martins 
Fontes, 2005.
 A obra de Locke é referência para se compreender algumas 
ideias-chave iluministas. Do primeiro tratado, destaca-se a 
crítica à noção de direito divino da monarquia absolutista. Do 
segundo tratado, depreende-se a ideia de estado de natureza, 
que contrasta com a sociedade civil.
MAMIGONIAN, Armen. O mundo no final do século XX e início do 
século XXI. Boletim Paulista de Geografia, v. 1, 2018.
 O autor aborda as principais mudanças ocorridas a partir dos 
anos 1980 na geopolítica e economia mundial, tomando como 
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Referências bibliográficas
referência o papel desempenhado pelos Estados Unidos, Rússia, 
Brasil, China e Japão no cenário internacional. 
MARCUSE, Herbert. A dimensão estética. Lisboa: Edições 70, 2018.
 Nessa obra o autor compreende a arte como elemento autônomo 
da vida e das relações sociais. Ao defender que a arte existe para 
além das dimensões de classe e da ideologia dominante, o filósofo 
defende seu caráter revolucionário e transformador da vida social. 
MARSHALL, Thomas Humphrey. Cidadania, classe social e status. Rio 
de Janeiro: Zahar, 1967. 
 A obra traça o desenvolvimento histórico da cidadania na 
Inglaterra a partir do século XVIII e defende a tese de que a 
garantia da cidadania ocorre na medida em que são mantidos e 
respeitados os direitos sociais, os direitos políticos e os direitos 
civis em uma comunidade.
MARTI, Michael E. A China de Deng Xiaoping: o homem que pôs a China 
na cena do século XXI. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.
 A obra analisa os processos de mudanças políticas e econômicas 
implementadas na China no final do século XX e que permitiram ao 
país se transformar em uma das principais potências do século XXI. 
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. O manifesto do Partido Comunista. Rio 
de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
 Obra de caráter crítico, apresenta as origenshistóricas que 
viabilizaram a dominação burguesa e mostra a importância da 
luta da classe operária para a transformação social.
NUNES, Benedito. Introdução à filosofia da arte. 5. ed. São Paulo: 
Ática, 2011.
 A obra reflete sobre como os principais filósofos contribuíram 
diretamente para a fundamentação da filosofia da arte contem-
porânea. 
PLATÃO. Crátilo. In: Teeteto – Crátilo. 3. ed. Belém: EDUFPA, 2001. 
 Construída em forma de um diálogo, a obra traz os questiona-
mentos de Crátilo e Hermógenes para Sócrates sobre as origens 
e fundamentos da linguagem. 
 PNUD. Relatório do Desenvolvimento Humano 2019. Lisboa: Pnud; 
Instituto Camões, 2019. 
 Publicação anual por iniciativa do Programa das Nações Unidas 
para o Desenvolvimento, cujo principal objetivo é divulgar infor-
mações e dados estatísticos sobre o desenvolvimento humano 
e suas variáveis, garantindo a conscientização acerca de tais 
questões em âmbito global.
PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. Da geografia às geo-grafias: um 
mundo em busca de novas territorialidades. Buenos Aires: 
Clacso, 2002. 
 Discorre sobre o conceito de território em uma perspectiva de 
entendê-lo em transição de sua dimensão política. Aprofunda 
as reflexões sobre a importância do território nas crescentes 
lutas sociais por direitos, numa perspectiva “território-territo-
rialidades”. 
QUINTANEIRO, Tania; BARBOSA, Maria Lígia de Oliveira; OLIVEIRA, Már-
cia Gardênia Monteiro. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim 
e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2017. 
 Retoma os principais conceitos desenvolvidos pelos escritores 
clássicos da sociologia e a importância de suas ideias para a 
compreensão dos fenômenos sociais. 
RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993.
 De forma crítica, a obra analisa as limitações existentes nos 
estudos clássicos da geografia política no entendimento das 
questões relativas ao poder e ao território. 
RAWLS, John. Uma teoria da justiça. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 
2016.
 Essa obra, considerada uma das mais relevantes do autor, 
problematiza os dilemas existentes na relação entre justiça, 
liberdade e igualdade. 
REIS, Elisa Pereira. Percepções da elite sobre pobreza e desigualdade. 
Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 15, n. 42. 2000.
 Estudo que analisa a desigualdade social no Brasil, bem como a 
atuação das elites diante desse problema. Auxilia a compreen-
são dos principais entraves para a solução efetiva da erradicação 
da pobreza no país.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
 Obra que remonta ao processo de formação da sociedade 
brasileira, a partir de sua matriz étnica e cultural. 
SANDEL, Michael J. Justiça: o que é fazer a coisa certa. 4. ed. Rio de 
Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
 Nessa obra, o autor parte de temas cotidianos para analisar a 
importância do pensamento filosófico na compreensão dos 
fenômenos sociais que perpassam a vida dos indivíduos con-
temporâneos. 
SANTOS, Milton. Espaço e método. São Paulo: Nobel, 1998.
 Ensaio em que o célebre geógrafo brasileiro reflete sobre as 
ferramentas teórico-metodológicas necessárias para pensar 
as mudanças sociais e espaciais das últimas décadas. 
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2004.
 A partir do reconhecimento dos múltiplos atores e contextos 
que dão forma ao mundo atual, a obra reflete sobre os cami-
nhos e limites para o estabelecimento de uma sociedade global 
menos excludente. 
SCALON, Celi. Desigualdade, pobreza e políticas públicas: notas 
para um debate. Contemporânea – Dossiê Diferenças e 
(Des)igualdades, n. 1, 2011. 
 Artigo acadêmico que analisa a desigualdade na estrutura 
social brasileira, concebendo-a como um fenômeno complexo 
desencadeado por diferentes fatores, em especial, a pobreza e 
a precariedade. 
SENNET, Richard. A corrosão do caráter: as consequências pessoais do 
trabalho no novo capitalismo. 14. ed. Rio de Janeiro: Record, 
2009.
 Explora a temática do trabalho e suas questões correlatas a 
partir de quadros históricos e teorias sociais, fundamentando-
-se em entrevistas e dados estatísticos e econômicos. Destaca 
a flexibilização do trabalho como um fenômeno de grandes 
impactos sociais.
SOJA, Edward. W. Geografias pós-modernas: a reafirmação do espaço 
na teoria social crítica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. 
 Analisa os principais desafios da geografia contemporânea 
a partir do diálogo com outras áreas das Ciências Humanas, 
oferecendo uma abordagem crítica sobre o espaço, o tempo e 
o ser social. 
SUBIRATS, Eduardo. Da vanguarda ao pós-moderno. 4. ed. São Paulo: 
Nobel, 1991.
 A obra reflete sobre o papel das vanguardas e seu poder de 
questionamento e subversão no contexto da pós-modernidade. 
VOVELLE, Michel. A Revolução Francesa: 1789-1799. São Paulo: Editora 
Unesp, 2012.
 Nessa obra, pautada em recentes descobertas, o autor proble-
matiza e questiona as principais abordagens históricas sobre a 
Revolução Francesa oferecendo novas perspectivas interpreta-
tivas para um dos eventos mais marcantes da história do século 
XVIII. 
WEBER, Max. Economia e sociedade. Brasília: Editora UnB, 2004.
 Uma das obras de maior relevância no pensamento sociológico 
do século XX, apresenta os fundamentos do sistema conceitual 
do autor, em que são definidas as bases conceituais para o 
entendimento da ação social, da economia, dos tipos de do-
minação e do papel da religião na vida social. 
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