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C A LV IN H O B B E S , B IL L W AT TE R S O N © 1 98 7 W AT TE R S O N / D IS T. B Y A N D R E W S M C M E E L S Y N D IC AT IO N R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 156 Atividades Registre em seu cadernoCapítulos 13, 14, 15 e 16 Compreender 1. Observe a tirinha para responder às questões. (BNCC) Competências específicas: 1, 4, 5 e 6 Habilidades: EM13CHS101 EM13CHS103 EM13CHS106 EM13CHS403 EM13CHS404 EM13CHS501 EM13CHS503 EM13CHS504 EM13CHS601 a) Explique o desentendimento entre Calvin e a mãe dele. b) Com base na divergência comunicativa apresen- tada na tirinha, explique qual foi a crítica que Frege, Russel e Wittgenstein fizeram à lingua- gem ordinária ou cotidiana. 2. Em uma passagem famosa da obra Os irmãos Karamazov, do escritor russo Fiódor Dostoiévski, um personagem afirma: “Se Deus não existe, tudo é permitido”. Você concorda com essa ideia? Sem Deus, haveria limites morais e éticos para o ser humano? Escreva um texto sobre isso, levando em consideração o pensamento do filósofo Jean-Paul Sartre. Posicione-se sobre o assunto de maneira argumentativa. 3. O texto a seguir traz uma espécie de mensagem para o ser humano acerca da existência individual e das relações em sociedade nos tempos atuais. Interprete-a. “Sobreviver: não apenas mover-se, mexer-se, deslocar-se – livremente ou obrigado –, mas ter a possibilidade de refletir, não se apres sar, ser ativo no pensamento; experimentar certamente sensações difusas, passageiras, intensas, porém ainda poder experimentar sentimentos – duráveis, profundos – que permitam pensar, perceber e reconhecer o outro, e respeitá-lo.” HAROCHE, Claudine. Maneiras de ser e de sentir na aceleração e a ilimitação contemporânea. Cadernos Metrópole, v. 13, n. 26, p. 371, jul./dez. 2011. Disponível em <https://revistas.pucsp.br/metropole/ article/view/14758/10762>. Acesso em 9 set. 2020. Calvin, tirinha de Bill Watterson, 1987. Pesquisar No Brasil, ao longo da história, as questões territo- riais motivaram vários debates e conflitos entre dife- rentes atores sociais. Com o incremento mais recente do agronegócio e a expansão das atividades minera- dora e madeireira, essas disputas foram acirradas em várias regiões do país. Como forma de reação, povos indígenas, quilombolas e populações ribeirinhas come- çaram a requerer judicialmente suas terras, com base na ancestralidade de suas comunidades, nas histórias, culturas e identidades. Como forma de aprofundar seus conhecimentos sobre o tema, pesquise, em grupo, disputas de terras envolvendo comunidades tradicionais no Brasil. Para isso, siga as orientações abaixo. Passos do trabalho: 1. Escolham um caso para ser analisado. 2. Pesquisem sobre o caso escolhido para responder às seguintes questões. a) Que grupo foi analisado? b) Qual é a história do grupo? c) Em qual estado (ou estados) do Brasil esse grupo vive? d) Como o grupo está organizado socialmente no território em disputa? e) Por que o território ocupado é alvo de disputa? f) Quais são os recursos naturais envolvidos na disputa? g) Como a justiça vem tratando esse conflito? 3. Com os dados obtidos, organizem uma apresentação para seus colegas de turma para que possam, juntos, debater e refletir sobre os resultados da pesquisa. https://revistas.pucsp.br/metropole/article/view/14758/10762 https://revistas.pucsp.br/metropole/article/view/14758/10762 “Nos achamos tão livres como donos de tablets e celulares, vamos a qualquer lugar na internet, lutamos pelas causas mesmo de países do outro lado do planeta, participamos de protestos globais e mal percebemos que criamos uma pós-submissão. Ou um tipo mais pe- rigoso e insidioso de submissão. Temos nos esforçado livremente e com grande afinco para alcançar a meta de trabalhar 24×7. Vinte e quatro horas por sete dias da semana. Nenhum capitalista havia sonhado tanto. O chefe nos alcança em qualquer lugar, a qualquer hora. O expediente nunca mais acaba. Já não há espaço de trabalho e espaço de lazer, não há nem mesmo casa. Tudo se confunde. [...] Estamos sempre, de algum modo, tra- balhando, fazendo networking, debatendo (ou brigando), intervindo, tentando não perder nada, principalmente a notícia ordinária. Consumimo-nos animadamente, ao ritmo de emoticons. E, assim, perdemos só a alma. E alcançamos uma façanha inédita: ser senhor e escravo ao mesmo tempo. [...] Estamos exaustos e correndo. Exaustos e correndo. Exaustos e correndo. E a má notícia é que continuaremos exaustos e correndo, porque exaustos-e-correndo virou a condição humana dessa época. E já percebemos que essa condição humana um corpo humano não aguen- ta. O corpo então virou um atrapalho, um apêndice incômodo, um não-dá-conta que adoece, fica ansioso, deprime, entra em pânico. E assim dopamos esse corpo falho que se contorce ao ser submetido a uma velocidade não humana. Viramos exaustos-e-correndo-e-dopados. Atividades Analisar 1. Por que, segundo a autora, somos senhores e escravos ao mesmo tempo? 2. Explique o sentido da frase: “mas o presente, nessa velocidade, é um pretérito contínuo”. 3. Segundo a autora, quem é a maior vítima da correria da vida moderna? 4. Você concorda que, “com tanta informação, estamos nos imbecilizando”? Justifique. Criar no silêncio 5. Eliane Brum alerta que falta o silêncio que nos impele à criação. Agora, você ficará em silêncio por 10 minutos, refletindo sobre o estudo feito durante este ano e sobre seus projetos para o futuro. Depois disso, escreva uma carta descrevendo suas reflexões e a envie para um colega da turma. Registre em seu caderno (BNCC) Competências específicas: 1, 4 e 5 Habilidades: EM13CHS101 EM13CHS103 EM13CHS106 EM13CHS403 EM13CHS404 EM13CHS501 EM13CHS503 EM13CHS504 A vida corrida na sociedade tecnológica do capitalismo globalizado tem nos deixado exaustos, imbecilizados e narcisistas. É hora de desacelerar. Porque só dopados para continuar exaustos-e-correndo. Pelo menos até conseguirmos nos livrar desse corpo que se tornou uma barreira. O problema é que o corpo não é um outro, o corpo é o que chamamos de eu. O corpo não é limite, mas a própria condição. O corpo é. Os cliques da internet tornaram-se os remos das antigas galés. Remem, remem, remem. Cliquem, cli- quem, cliquem para não ficar para trás e morrer. Mas o presente, nessa velocidade, é um pretérito contínuo. Se a internet parece ter encolhido o mundo, e milhares de quilômetros podem ser reduzidos a um clique, como diz o clichê e alguns anúncios publicitários, nosso mundo interno ficou a oceanos de nós. Conectados ao planeta inteiro, estamos desconectados do eu e também do outro. Incapazes da alteridade, o outro se tornou alguém a ser destruído, bloqueado ou mesmo deletado. Falamos muito, mas sozinhos. Escassas são as conversas, a rede tornou- -se em parte um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista. E narciso é um eu sem eu. Porque para existir eu é preciso o outro. Há tanta informação disponível, mas talvez estejamos nos imbecilizando. Porque nos falta contemplação, nos falta o vazio que impele à criação, nos falta silêncios. Nos falta até o tédio. Sem experiência não há conhecimento. [...]” BRUM, Eliane. Exaustos-e-correndo-e-dopados. El País, 4 jul. 2016. Disponível em <https://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/ politica/1467642464_246482.html>. Acesso em 18 ago. 2020. Nos falta o silêncio criativo R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 157 Aprofundar o conhecimento http://brasil.elpais.com/brasil/2015/01/23/eps/1422018427_336669.html https://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html https://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html ALEXANDER,Jeffrey. Ação coletiva, cultura e sociedade civil. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 13, n. 37, 1998. Artigo acadêmico que discute, a partir do olhar sociológico, os movimentos sociais dos séculos XVIII e XIX, considerando algumas de suas principais vertentes. ANDRADE, Everaldo de Oliveira. A Revolução Boliviana. São Paulo: Editora Unesp, 2007. A obra apresenta as particularidades dos conflitos e movimen- tos sociais que marcaram a história contemporânea da Bolívia e ressalta como a consideração desses elementos é imprescin- dível para o entendimento do cenário político atual do país. ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. Problematiza a relação existente entre arte e história, desta- cando o quanto o surgimento da produção industrial pode comprometer a existente da arte. ARISTÓTELES. Política. São Paulo: Martin Claret, 2003. Uma das principais obras desse clássico da filosofia, traz suas refle- xões fundamentais sobre a estrutura e organização da vida social. BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. Em uma das obras mais influentes do século XX, a filósofa francesa analisa como a configuração dos papéis de gênero não pode ser pensada fora das dimensões sociais e culturais em que são estabelecidas. BEER, Max. História do socialismo e das lutas sociais. Rio de Janeiro: Laemmert, 1968. Traz um relevante panorama da luta de diversos grupos sociais, em momentos distintos da história, ressaltando a importância dessas ações para a transformação da realidade. BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época da possibilidade de sua reprodução técnica. In: Estética e sociologia da arte. Belo Hori- zonte: Autêntica, 2017. Ensaio produzido por um dos mais relevantes pensadores do século XX, defende a importância da arte como prática política em uma sociedade dominada pela reprodução mecânica da vida social e material. BETTELHEIM, Charles. Revolução cultural e organização industrial na China. Rio de Janeiro: Graal, 1979. A obra é uma avaliação teórica e empírica sobre a Revolução Cultural chinesa e suas particularidades, conflitos e desdobra- mentos políticos, econômicos e sociais. BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. A obra, composta de onze ensaios, discute a definição e os fun- damentos dos direitos do homem a partir de uma perspectiva histórico-político-filosófica. O autor ainda defende a questão da paz e a necessidade de se assegurar os Direitos Humanos ao longo do desenvolvimento global da civilização humana. BOBBIO, Norberto. Estado, governo, sociedade: para uma teoria geral da política. São Paulo: Paz e Terra, 1999. Traz importantes reflexões do pensador italiano sobre Estado, poder, governo e sociedade se mostrando uma obra relevante para a compreensão da vida política contemporânea. BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia: uma defesa das regras do jogo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. Coletânea de ensaios do cientista social italiano publicados entre 1978 e 1984, em que são discutidas as transformações da democracia ocidental nas últimas décadas a partir de um panorama histórico. BRITO, Wallace da Costa. Reflexões críticas sobre a vida acelerada. Ecos, ano 8, v. 1, 2018. Disponível em <http://www.periodicoshumanas. uff.br/ecos/article/download/2096/1532>. Acesso em 26 ago. 2020. Artigo acadêmico que discute as consequências da vida acele- rada para as relações sociais e a conformação das subjetividades dos indivíduos contemporâneos. CAMUS, Albert. O mito de Sísifo. 11. ed. Rio de Janeiro: Record, 2014. Toma o mito de Sísifo como parâmetro para analisar os dilemas relativos à liberdade e à racionalidade no mundo contemporâneo. CARLOS, Ana Fani Alessandri; VOLOCHKO, Danilo; ALVAREZ, Isabel Pinto. A cidade como negócio. São Paulo: Contexto, 2015. Coletânea de artigos que discute a urbanização e a produção do espaço urbano a partir da lógica financeira e das demandas e interferências do mercado. CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. São Paulo: Paz e Terra, 1999, v. 2. A obra analisa os impactos provocados pela globalização e pela revolução tecnológica digital sobre a constituição da individualidade e da identidade dos indivíduos e dos grupos na sociedade contemporânea. CASTELLS, Manuel. Redes de indignação e esperança: movimentos sociais na era da internet. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. Análise dos movimentos sociais não apenas por meio dos condicionantes macro-históricos ou organizacionais, mas a partir da noção de sociedades conectadas em rede. Dentre os movimentos analisados então a Primavera Árabe, os Occupy nos Estados Unidos e os Indignados na Espanha. CERQUEIRA, Fábio Vergara; SILVA, Maria Aparecida de Oliveira (org.). Estudos sobre Esparta. E-book. Pelotas: UFpel, 2019. Disponível em <http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/4795>. Acesso em 29 ago. 2020. Coletânea multidisciplinar de artigos, discute o papel, as particularidades e a importância de Esparta na história da Antiguidade. CHARTIER, Roger. Origens culturais da Revolução Francesa. São Paulo: Editora Unesp, 2009. Toma por base a vasta produção intelectual dos pensadores fran- ceses do século XVIII, para compreender as dimensões culturais, políticas e ideológicas que permearam a Revolução Francesa. CHAUI, Marilena. Cultura e democracia. Revista Latinoamericana de Ciencias Sociales, CLACSO, ano 1, n. 1, 2008. Artigo que se propõe a revisar a acepção de cultura de origem iluminista como expressão da ideologia capitalista. Em seguida, defende cultura como um direito, analisando-a no contexto brasileiro e projetando traçados do que seria uma democracia de características socialistas. COGGIOLA, Osvaldo. A Primeira Internacional Operária e a Co- muna de Paris. Aurora, ano V, n. 8, 2011. Disponível em <http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/aurora/ article/view/1274/1136> Acesso em 21 ago. 2020. Artigo acadêmico que avalia as origens e os fatores que viabi- lizaram a Comuna de Paris, bem como seus desdobramentos políticos em toda a Europa. DARNTON, Robert. Os best-sellers proibidos da França Revolucionária. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. Busca compreender a relação entre a literatura e a Revolução Francesa, a partir da análise de obras proibidas e de grande interesse popular nos momentos que marcaram o início do processo revolucionário. DARNTON, Robert; ROCHE, Daniel. (org.). Revolução impressa: a im- prensa na França – 1775-1800. São Paulo: Edusp, 1996. A obra, fruto de uma série de publicações e eventos para a comemoração do bicentenário da Revolução Francesa, aborda o panorama cultural da sociedade francesa e o papel desem- penhado pela imprensa no processo revolucionário. R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 158 Referências bibliográficas http://www.periodicoshumanas.uff.br/ecos/article/download/2096/1532 http://www.periodicoshumanas.uff.br/ecos/article/download/2096/1532 http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/4795 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/aurora/article/view/1274/1136 http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/aurora/article/view/1274/1136 DAVIS, Angela. Mulher, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016. Obra de referência para a compreensão da luta das mulheres negras contra a exploração e a exclusão que lhes são impostas pela sociedade capitalista. Discute temas como classe e raça na campanha pelos direitos civis das mulheres; racismo no movimento sufragista; educação e libertação na perspectiva das mulheres negras; sufrágio feminino na virada do século etc. FAUSTO, Boris. Trabalho urbano e conflito social. São Paulo: Difel, 1983. A partir da análise do processo de formação da classe trabalha- dora no Rio de Janeiro e São Paulo entre 1890 e 1920, a obra reconstrói a trajetória do movimento operário e suasprincipais formas de mobilização, organização e ação política. FERNANDES, Bernardo Mançano. Movimento social como categoria geográfica. Terra Livre, n. 15, 2000. Ensaio acadêmico em que o autor analisa a relevância dos con- ceito de espacialização e territorialização, para a interpretação dos movimentos sociais urbanos e do campo. FERNANDES, Bernardo Mançano. Movimentos socioterritoriais e mo- vimentos socioespaciais: contribuição teórica para uma leitura geográfica dos movimentos sociais. Revista Nera, n. 6, 2005. Artigo que se propõe a repensar os espaços e os territórios por meio de múltiplos aspectos, a partir dos conceitos de movimentos socioterritoriais e socioespaciais, visando compreender melhor as conflitualidades e os processos de exclusão social. FERNANDES, Florestan. Mudanças sociais no Brasil. São Paulo: Difel, 1979. Ensaios escritos entre 1946 e 1959 que propõem um estudo sistemático da estrutura social brasileira a partir da dinâmica de classes pelo viés marxista. FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2002. Apresenta o desenvolvimento cultural da Antiguidade greco- -romana e a importância desse legado para a cultura ocidental. GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012. A obra é estruturada em grandes temas fundamentais para a compreensão do mundo contemporâneo. A partir do arcabouço teórico da sociologia, o autor apresenta importantes reflexões sobre os processos sociais, políticos, econômicos e culturais que marcaram as últimas décadas. GOHN, Maria da Glória. Teoria dos movimentos sociais: paradigmas clássicos e contemporâneos. São Paulo: Loyola, 1997. Introduz o debate sobre as teorias dos movimentos sociais, com a discussão dos conceitos-chave e dos principais paradigmas teóricos referentes à temática. HAESBAERT, Rogério. Territórios alternativos. Niterói: EDUFF; São Paulo: Contexto, 2002. Coletânea de textos em que o autor retoma os principais temas da geografia contemporânea como lugar, globalização, rede, desterritorialização, identidade, entre outros, em um análise crítica sobre o papel da geografia em um contexto de mudanças. HAROCHE, Claudine. Maneiras de ser e de sentir na aceleração e a ilimitação contemporânea. Cadernos Metrópole, v. 13, n. 26, 2011. Disponível em <https://revistas.pucsp.br/metropole/ article/view/14758>. Acesso em 18 ago. 2020. Artigo discute os impactos das tecnologias informacionais nas percepções e nos olhares dos indivíduos sobre a vida social, pro- porcionando uma relevante reflexão sobre o homem moderno. HARVEY, David. Condição pós-moderna. São Paulo: Edições Loyola, 1989. Uma das principais referências sobre as mudanças decorrentes da pós-modernidade, a obra traz relevantes contribuições para a compreensão das transformações culturais, econômicas, sociais e filosóficas de nosso tempo. HEGEL, Georg W. F. Fenomenologia do Espírito. 7. ed. Petrópolis: Bra- gança Paulista: Vozes; Editora USF, 2002. Uma das principais obras do autor, apresenta seu sistema idea- lista, que busca explicar de maneira totalizante a realidade, o pensamento e o movimento (dialética). HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1995. Obra principal do autor na qual ele reflete sobre o sentido do Ser a partir da análise da existência do ser humano (Dasein, ser aí, presença). Nessa análise, esse filósofo formula vários conceitos que serão utilizados pelo existencialismo. HERÁCLITO. In: KIRK, G. S.; RAVEN, J. E.; SCHOFIELD, M. Os filósofos pré- -socráticos. 4. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994. Livro clássico que trata dos precursores da filosofia e dos pri- meiros filósofos, “físicos”, também chamados de pré-socráticos, tanto dos monistas quanto dos pluralistas. HILTON, Rodney. Siervos liberados: los movimentos campesinos medievales y el levantamiento inglés de 1381. Madri: Siglo XXI, 1978. Obra analisa de forma global os fatores e eventos que resultaram na revolta camponesa de 1381, na Inglaterra. Ressalta também como as tensões sociais marcaram o fim da Idade Média. HOBSBAWM, Eric. Ecos da Marselhesa: dois séculos reveem a Revolu- ção Francesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. Composta de quatro ensaios, a obra é uma revisão histórica de perspectiva marxista da Revolução Francesa e dos desdobra- mentos causados por ela no mundo do século XIX e XX. HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995. A obra reconstrói os principais eventos históricos que marcaram o século XX, como as grandes guerras mundiais, a Guerra Fria, o fim da URSS, assim como seus principais desdobramentos e consequências. HOBSBAWM, Eric. Os trabalhadores: estudos sobre a história do ope- rariado. São Paulo: Paz e Terra, 2000. Composta de ensaios, a obra analisa a partir das perspectivas e das condições técnicas e materiais das classes trabalhadoras, a história do movimento operário, desde o fim do século XVII até a Primeira Guerra Mundial. KANT, Immanuel. A metafísica dos costumes. 2. ed. Bauru: Edipro, 2008. Uma das principais obras do filósofo, aborda o problema da ética, da política e da filosofia moral. KANT, Immanuel. Crítica da faculdade do juízo. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012. Investiga como a memória e os sentimentos, assim como a razão, interferem na capacidade de julgar dos seres humanos. KIERKEGAARD, Sören. O conceito de angústia. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2015. Toma elementos da tradição cristã para analisar o conceito de angústia e da dialética da responsabilidade, bem como seus desdobramentos sobre os indivíduos. LEWIN, Moshe. O século soviético. Rio de Janeiro: Record, 2007. O acesso a novos arquivos liberados recentemente pelo governo russo é a base dessa obra que reconstitui o processo de consti- tuição do Estado soviético, bem como os valores e ideologias que o legitimaram. LOCKE, John. Dois tratados sobre o governo. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005. A obra de Locke é referência para se compreender algumas ideias-chave iluministas. Do primeiro tratado, destaca-se a crítica à noção de direito divino da monarquia absolutista. Do segundo tratado, depreende-se a ideia de estado de natureza, que contrasta com a sociedade civil. MAMIGONIAN, Armen. O mundo no final do século XX e início do século XXI. Boletim Paulista de Geografia, v. 1, 2018. O autor aborda as principais mudanças ocorridas a partir dos anos 1980 na geopolítica e economia mundial, tomando como R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 159 Referências bibliográficas referência o papel desempenhado pelos Estados Unidos, Rússia, Brasil, China e Japão no cenário internacional. MARCUSE, Herbert. A dimensão estética. Lisboa: Edições 70, 2018. Nessa obra o autor compreende a arte como elemento autônomo da vida e das relações sociais. Ao defender que a arte existe para além das dimensões de classe e da ideologia dominante, o filósofo defende seu caráter revolucionário e transformador da vida social. MARSHALL, Thomas Humphrey. Cidadania, classe social e status. Rio de Janeiro: Zahar, 1967. A obra traça o desenvolvimento histórico da cidadania na Inglaterra a partir do século XVIII e defende a tese de que a garantia da cidadania ocorre na medida em que são mantidos e respeitados os direitos sociais, os direitos políticos e os direitos civis em uma comunidade. MARTI, Michael E. A China de Deng Xiaoping: o homem que pôs a China na cena do século XXI. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007. A obra analisa os processos de mudanças políticas e econômicas implementadas na China no final do século XX e que permitiram ao país se transformar em uma das principais potências do século XXI. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. O manifesto do Partido Comunista. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998. Obra de caráter crítico, apresenta as origenshistóricas que viabilizaram a dominação burguesa e mostra a importância da luta da classe operária para a transformação social. NUNES, Benedito. Introdução à filosofia da arte. 5. ed. São Paulo: Ática, 2011. A obra reflete sobre como os principais filósofos contribuíram diretamente para a fundamentação da filosofia da arte contem- porânea. PLATÃO. Crátilo. In: Teeteto – Crátilo. 3. ed. Belém: EDUFPA, 2001. Construída em forma de um diálogo, a obra traz os questiona- mentos de Crátilo e Hermógenes para Sócrates sobre as origens e fundamentos da linguagem. PNUD. Relatório do Desenvolvimento Humano 2019. Lisboa: Pnud; Instituto Camões, 2019. Publicação anual por iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, cujo principal objetivo é divulgar infor- mações e dados estatísticos sobre o desenvolvimento humano e suas variáveis, garantindo a conscientização acerca de tais questões em âmbito global. PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. Da geografia às geo-grafias: um mundo em busca de novas territorialidades. Buenos Aires: Clacso, 2002. Discorre sobre o conceito de território em uma perspectiva de entendê-lo em transição de sua dimensão política. Aprofunda as reflexões sobre a importância do território nas crescentes lutas sociais por direitos, numa perspectiva “território-territo- rialidades”. QUINTANEIRO, Tania; BARBOSA, Maria Lígia de Oliveira; OLIVEIRA, Már- cia Gardênia Monteiro. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2017. Retoma os principais conceitos desenvolvidos pelos escritores clássicos da sociologia e a importância de suas ideias para a compreensão dos fenômenos sociais. RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993. De forma crítica, a obra analisa as limitações existentes nos estudos clássicos da geografia política no entendimento das questões relativas ao poder e ao território. RAWLS, John. Uma teoria da justiça. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2016. Essa obra, considerada uma das mais relevantes do autor, problematiza os dilemas existentes na relação entre justiça, liberdade e igualdade. REIS, Elisa Pereira. Percepções da elite sobre pobreza e desigualdade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 15, n. 42. 2000. Estudo que analisa a desigualdade social no Brasil, bem como a atuação das elites diante desse problema. Auxilia a compreen- são dos principais entraves para a solução efetiva da erradicação da pobreza no país. RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Obra que remonta ao processo de formação da sociedade brasileira, a partir de sua matriz étnica e cultural. SANDEL, Michael J. Justiça: o que é fazer a coisa certa. 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011. Nessa obra, o autor parte de temas cotidianos para analisar a importância do pensamento filosófico na compreensão dos fenômenos sociais que perpassam a vida dos indivíduos con- temporâneos. SANTOS, Milton. Espaço e método. São Paulo: Nobel, 1998. Ensaio em que o célebre geógrafo brasileiro reflete sobre as ferramentas teórico-metodológicas necessárias para pensar as mudanças sociais e espaciais das últimas décadas. SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2004. A partir do reconhecimento dos múltiplos atores e contextos que dão forma ao mundo atual, a obra reflete sobre os cami- nhos e limites para o estabelecimento de uma sociedade global menos excludente. SCALON, Celi. Desigualdade, pobreza e políticas públicas: notas para um debate. Contemporânea – Dossiê Diferenças e (Des)igualdades, n. 1, 2011. Artigo acadêmico que analisa a desigualdade na estrutura social brasileira, concebendo-a como um fenômeno complexo desencadeado por diferentes fatores, em especial, a pobreza e a precariedade. SENNET, Richard. A corrosão do caráter: as consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. 14. ed. Rio de Janeiro: Record, 2009. Explora a temática do trabalho e suas questões correlatas a partir de quadros históricos e teorias sociais, fundamentando- -se em entrevistas e dados estatísticos e econômicos. Destaca a flexibilização do trabalho como um fenômeno de grandes impactos sociais. SOJA, Edward. W. Geografias pós-modernas: a reafirmação do espaço na teoria social crítica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. Analisa os principais desafios da geografia contemporânea a partir do diálogo com outras áreas das Ciências Humanas, oferecendo uma abordagem crítica sobre o espaço, o tempo e o ser social. SUBIRATS, Eduardo. Da vanguarda ao pós-moderno. 4. ed. São Paulo: Nobel, 1991. A obra reflete sobre o papel das vanguardas e seu poder de questionamento e subversão no contexto da pós-modernidade. VOVELLE, Michel. A Revolução Francesa: 1789-1799. São Paulo: Editora Unesp, 2012. Nessa obra, pautada em recentes descobertas, o autor proble- matiza e questiona as principais abordagens históricas sobre a Revolução Francesa oferecendo novas perspectivas interpreta- tivas para um dos eventos mais marcantes da história do século XVIII. WEBER, Max. Economia e sociedade. Brasília: Editora UnB, 2004. Uma das obras de maior relevância no pensamento sociológico do século XX, apresenta os fundamentos do sistema conceitual do autor, em que são definidas as bases conceituais para o entendimento da ação social, da economia, dos tipos de do- minação e do papel da religião na vida social. R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 160 R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 160