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JURISPRUDÊNCIAS
 
 
JURISPRUDÊNCIAS QUE PODEM SER COBRADAS 
 
1. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL 
 
1. STJ, AgRg no HC 731.648-SC, j. 07/06/2022. 
Prisão domiciliar. Mãe com filhos de até 12 anos incompletos. Art. 318, V, do 
CPP. Crime sem violência ou grave ameaça. Não cometimento contra os próprios 
filhos. Imprescindibilidade de cuidados maternos presumida. Execução definitiva 
da pena. Art. 117 da LEP. Regime semiaberto. HC coletivo n. 143.641/SP do STF. 
Interpretação extensiva. 
A concessão de prisão domiciliar às genitoras de menores de até 12 anos 
incompletos não está condicionada à comprovação da imprescindibilidade dos 
cuidados maternos, que é legalmente presumida. 
 
2. STJ, HC 582.678-RJ, j. 14/06/2022. 
Acordo de colaboração premiada. Crimes cometidos em coautoria. Possibilidade. 
Organização criminosa estruturada. Desnecessidade. 
É possível celebrar acordo de colaboração premiada em quaisquer condutas 
praticadas em concurso de agentes. 
 
3. STJ, REsp 1.972.098-SC, j. 14/06/2022. 
Proposta de alteração da jurisprudência. Súmula 545/STJ. Pretendido 
afastamento da atenuante da confissão, quando não utilizada para fundamentar 
a sentença condenatória. Descabimento. Ausência de previsão legal. Princípios 
da legalidade, isonomia e individualização da pena. Interpretação do art. 65, III, 
"d", do CP. Proteção da confiança (vertrauensschutz) que o réu, de boa-fé, 
deposita no sistema jurídico ao optar pela confissão. 
 
 
O réu fará jus à atenuante do art. 65, III, 'd', do CP quando houver admitido a 
autoria do crime perante a autoridade, independentemente de a confissão ser 
utilizada pelo juiz como um dos fundamentos da sentença condenatória, e 
mesmo que seja ela parcial, qualificada, extrajudicial ou retratada. 
4. STJ, AgRg no HC 732.642-SP, j. 24/05/2022. 
Pedido de reconhecimento de nulidade. Oitiva de testemunha sem a presença 
do paciente. Nulidade relativa. Ausência de demonstração do prejuízo. Preclusão. 
Vício só alegado em revisão criminal. Nulidade de algibeira. Impossibilidade. 
É inadmissível a chamada "nulidade de algibeira" - aquela que, podendo ser 
sanada pela insurgência imediata da defesa após ciência do vício, não é alegada, 
como estratégia, numa perspectiva de melhor conveniência futura. 
 
5. STJ, AREsp 2.026.528-MG, j. 07/06/2022. 
Exceção de suspeição. Inimizade entre juiz e advogado reconhecida pelo próprio 
excepto e pelo tribunal de origem em determinados processos, porém rejeitada 
em outros. Incoerência que ofende o art. 926 do CPC. Inaplicabilidade do art. 
256 do CPP. Simples habilitação de advogado rival do magistrado como defensor 
de um dos réus. Prerrogativa conferida ao causídico pelo art. 7º, I, da Lei n. 
8.906/1994. Cabimento da representação apud acta. Incidência do art. 266 do 
CPP. Exceção de suspeição caracterizada. 
A hipótese excepcional do art. 256 do CPP somente pode ser reconhecida se o 
magistrado ou o Tribunal, atendendo a elevado ônus argumentativo, demonstrar 
de maneira inequívoca que o excipiente provocou dolosamente a suspeição. 
 
6. STJ, RHC 161.251-PR, j. 10/05/2022. 
Acordo de não persecução penal - ANPP. Pleito de realização do acordo. Não 
cabimento após o recebimento da denúncia. Faculdade do Parquet. Recusa 
devidamente fundamentada. 
A possibilidade de oferecimento do acordo de não persecução penal é conferida 
exclusivamente ao Ministério Público, não cabendo ao Poder Judiciário 
determinar ao Parquet que o oferte. 
 
 
 
 
 
 
7. STJ, REsp 1.969.032-RS, j. 17/05/2022. 
Roubo majorado. Reconhecimento fotográfico. Procedimento previsto no art. 226 
do CPP. Obrigatoriedade. Nova orientação jurisprudencial do STJ (HC 
598.886/SC). Ausência de riscos de um reconhecimento falho. Distinguishing. 
No caso em que o reconhecimento fotográfico na fase inquisitorial não tenha 
observado o procedimento legal, mas a vítima relata o delito de forma que não 
denota riscos de um reconhecimento falho, dá-se ensejo a distinguishing quanto 
ao acórdão do HC 598.886/SC, que invalida qualquer reconhecimento formal - 
pessoal ou fotográfico - que não siga estritamente o que determina o art. 226 
do CPP. 
 
8. STJ, REsp 1.921.190-MG, j. 25/05/2022 (Tema 1110). 
Delito de roubo. Emprego de arma branca. Lei n. 13.654/2018. Revogação do 
inciso I, do § 2º, do art. 157, do Código Penal - CP. Novatio legis in mellius. Não 
configuração de causa de aumento. Uso do fundamento para alteração da pena-
base. Possibilidade. Necessidade de fundamentação. Transposição valorativa ou 
determinação nesse sentido. Impossibilidade. Discricionariedade do julgador. 
Circunstâncias do caso concreto. Não contrariedade aos entendimentos 
externados. Tema 1110/STJ. 
1. Em razão da novatio legis in mellius engendrada pela Lei n. 13.654/2018, o 
emprego de arma branca, embora não configure mais causa de aumento do 
crime de roubo, poderá ser utilizado como fundamento para a majoração da 
pena-base, quando as circunstâncias do caso concreto assim justificarem. 
2. O julgador deve fundamentar o novo apenamento ou justificar a não realização 
do incremento na basilar, nos termos do que dispõe o art. 387, II e III, do CPP. 
3. Não cabe a esta Corte Superior a transposição valorativa da circunstância para 
a primeira fase da dosimetria ou mesmo compelir que o Tribunal de origem 
assim o faça, em razão da discricionariedade do julgador ao aplicar a novatio 
legis in mellius. 
 
9. STJ, AgRg no RHC 161.330-RS, j. 05/04/2022. 
 
 
Rol de testemunhas. Art. 396-A do Código de Processo Penal. Apresentação 
extemporânea pela defesa. Indeferimento. Nulidade. Inexistência. 
Inexiste nulidade na desconsideração do rol de testemunhas quando 
apresentado fora da fase estabelecida no art. 396-A do Código de Processo 
Penal. 
 
10. STJ, AgRg no HC 734.423-GO, j. 24/05/2022. 
Violação de domicílio. Presença de justa causa para o ingresso forçado de 
policiais. Informações obtidas por inteligência policial. Diligências prévias. Atitude 
suspeita. Exercício regular da atividade investigativa. Fundadas razões. 
A investigação policial originada de informações obtidas por inteligência policial 
e mediante diligências prévias que redunda em acesso à residência do acusado 
configura exercício regular da atividade investigativa promovida pelas 
autoridades policiais. 
 
2. DIREITO CIVIL 
Jurisprudência em teses nº 113 
O divórcio direto pode ser concedido sem que haja prévia partilha dos bens. 
(Súmula n. 197/STJ) 
 
As verbas de natureza trabalhista nascidas e pleiteadas na constância da união 
estável ou do casamento celebrado sob o regime da comunhão parcial ou 
universal de bens integram o patrimônio comum do casal e, portanto, devem 
ser objeto da partilha no momento da separação. 
 
Deve ser reconhecido o direito à meação dos valores depositados em conta 
vinculada ao Fundo de Garantia de Tempo de Serviço FGTS auferidos durante a 
constância da união estável ou do casamento celebrado sob o regime da 
comunhão parcial ou universal de bens, ainda que não sejam sacados 
 
 
imediatamente após a separação do casal ou que tenham sido utilizados para 
aquisição de imóvel pelo casal durante a vigência da relação. 
Os valores investidos em previdência privada fechada se inserem, por analogia, 
na exceção prevista no art. 1.659, VII, do Código Civil de 2002, 
consequentemente, não integram o patrimônio comum do casal e, portanto, não 
devem ser objeto da partilha. 
 
Jurisprudência em teses nº 65 
 
É devido alimentos ao filho maior quando comprovada a frequência em curso 
universitário ou técnico, por força da obrigação parental de promover adequada 
formação profissional. 
 
3. DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
1. Rcl 6650 MC-AgR Julgamento: 16/10/2008. 
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM MEDIDA CAUTELAR EM RECLAMAÇÃO. 
NOMEAÇÃO DE IRMÃO DE GOVERNADOR DE ESTADO. CARGO DE SECRETÁRIO DE 
ESTADO. NEPOTISMO. Súmula Vinculante n. 13. INAPLICABILIDADEAO CASO. CARGO 
DE NATUREZA POLÍTICA. AGENTE POLÍTICO. ENTENDIMENTO FIRMADO NO 
JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.951/RN. OCORRÊNCIA DA 
FUMAÇA DO BOM DIREITO. 1. Impossibilidade de submissão do reclamante, 
Secretário Estadual de Transporte, agente político, às hipóteses expressamente 
elencadas na Súmula Vinculante n. 13, por se tratar de cargo de natureza política. 
2. Existência de precedente do Plenário do Tribunal: RE 579.951/RN, rel. Min. Ricardo 
Lewandowski, DJE 12.9.2008. 3. Ocorrência da fumaça do bom direito. 4. Ausência de 
sentido em relação às alegações externadas pelo agravante quanto à conduta do 
prolator da decisão ora agravada. 5. Existência de equívoco lamentável, ante a 
impossibilidade lógica de uma decisão devidamente assinada por Ministro desta Casa 
ter sido enviada, por fac-símile, ao advogado do reclamante, em data anterior à sua 
 
 
própria assinatura. 6. Agravo regimental improvido. 
Rcl 6650 MC-AgR / PR – PARANÁ 
AG.REG. NA MEDIDA CAUTELAR NA RECLAMAÇÃO 
Relator(a): Min. ELLEN GRACIE 
Julgamento: 16/10/2008 Órgão Julgador: Tribunal Pleno 
 
1. MS 28469 AgR-segundo. Julgamento: 19/02/2013. 
AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. 
ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. CONSELHO DE FISCALIZAÇÃO 
PROFISSIONAL. NATUREZA JURÍDICA. AUTARQUIA FEDERAL. EXIGÊNCIA DE 
CONCURSO PÚBLICO. OBSERVÂNCIA DO ART. 37, II, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 
FISCALIZAÇÃO. ATIVIDADE TÍPICA DO ESTADO. PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO DA 
CONFIANÇA LEGÍTIMA. ANÁLISE. AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO PARA RESTAURAR 
O DEVIDO PROCESSAMENTO DO MANDADO DE SEGURANÇA E POSSIBILITAR UM 
MELHOR EXAME DA MATÉRIA. 1. Os conselhos de fiscalização profissional têm 
natureza jurídica de autarquias, consoante decidido no MS 22.643, ocasião na qual 
restou consignado que: (i) estas entidades são criadas por lei, tendo personalidade 
jurídica de direito público com autonomia administrativa e financeira; (ii) exercem a 
atividade de fiscalização de exercício profissional que, como decorre do disposto nos 
artigos 5º, XIII, 21, XXIV, é atividade tipicamente pública; (iii) têm o dever de prestar 
contas ao Tribunal de Contas da União (art. 71, II, CRFB/88). 2. Os conselhos de 
fiscalização profissional, posto autarquias criadas por lei e ostentando personalidade 
jurídica de direito público, exercendo atividade tipicamente pública, qual seja, a 
fiscalização do exercício profissional, submetem-se às regras encartadas no artigo 37, 
inciso II, da CRFB/88, quando da contratação de servidores. Precedente: RE 539.224, 
1ª Turma Rel. Min. Luiz Fux, DJe.- 18/06/2012. 3. A fiscalização das profissões, por se 
tratar de uma atividade típica de Estado, que abrange o poder de polícia, de tributar 
e de punir, não pode ser delegada (ADI 1.717), excetuando-se a Ordem dos Advogados 
do Brasil (ADI 3.026). 4. In casu, está em discussão tese relacionada à contratação dos 
impetrantes, ocorrida há mais de 10 (dez) anos, e a alegação de desrespeito ao 
processo de seleção e às regras constitucionais aplicáveis (art. 37, II, CRFB/88), fatos 
que tornam imperativa a análise mais apurada do mandado de segurança, sobretudo 
em decorrência do princípio da proteção da confiança legítima. 5. Agravo regimental 
provido apenas para possibilitar um melhor exame do mandado de segurança e 
 
 
facultar às partes a oportunidade de sustentação oral. MS 28469 AgR-segundo / DF – 
DISTRITO FEDERAL / Julgamento: 19/02/2013. 
 
 
 
2. AgRg no REsp 700136/AP. Julgamento 24/08/2010. 
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. TRIBUNAIS DE JUSTIÇA. 
PERSONALIDADE JUDICIÁRIA. POSSIBILIDADE DE ESTAREM EM JUÍZO SOMENTE 
PARA A DEFESA DAS PRERROGATIVAS INSTITUCIONAIS, CONCERNENTES À SUA 
ORGANIZAÇÃO OU AO SEU FUNCIONAMENTO. PRECEDENTES. TESE DE VIOLAÇÃO 
DO ART. 21, CAPUT, DO CPC. MATÉRIA NÃO DEBATIDA NA INSTÂNCIA DE ORIGEM. 
IMPOSSIBILIDADE DE SE ANALISAR O TEMA PELA ESTREITA VIA DO RECURSO 
ESPECIAL. 
1. Este Superior Tribunal de Justiça firmou compreensão segundo a qual os 
Tribunais Federais, Estaduais ou de Contas, por integrarem a Administração 
Pública Direta e por não possuírem personalidade jurídica, mas, apenas, 
judiciária, somente poderão estar em Juízo, excepcionalmente, para a defesa 
das prerrogativas institucionais, concernentes à sua organização e ao seu 
funcionamento, circunstâncias que, ressalte-se, não se verificam nos vertentes 
autos, na medida em que a controvérsia em debate diz respeito com valores 
relativos ao pagamento dos servidores de Tribunal de Justiça. 
2. Nesse sentido: "Tratando-se de ação em que servidores públicos pleiteiam 
reajuste salarial, a legitimidade passiva é do respectivo ente a que pertence o 
Tribunal de Contas, uma vez que referido órgão só possui legitimidade jurídica nas 
demandas relativas à defesa de direitos institucionais, concernentes à sua 
organização e funcionamento." (AgRg no Ag 806.802/AP, Rel. Ministro ARNALDO 
ESTEVES LIMA, DJ 21/5/07). 
3. Ao que se tem dos autos, é de se ver que, não obstante o recorrente ter se 
reportado ao assunto, em sua apelação, o Tribunal a quo, de fato, não deliberou 
sobre a aplicação do art. 21, caput, do CPC, sequer ao julgar os embargos de 
declaração opostos pelo Estado para essa finalidade, altura, aliás, em que negou, 
expressamente, a existência de omissão referente à matéria em análise. 
4. No entanto, mesmo diante da omissão cometida pela Instância de origem, 
 
 
depreende-se da leitura das razões apresentadas com o apelo nobre que o ente 
público recorrente não vinculou a interposição do recurso especial à tese de violação 
do art. 535 do CPC, impedindo, com tal proceder, o trânsito do mencionado apelo, 
como reiteradamente tem decidido esta Corte Superior de Justiça. No caso, anote-
se, seria necessário que se alegasse violação, também, do disposto no art. 535 do 
CPC, o que, entretanto, não ocorreu, no caso dos autos. 
5. Agravo regimental a que se nega provimento. 
AgRg no REsp 700136/AP - AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 
2004/0155898-9 / Julgamento 24/08/2010 
 
3. EDcl nos EDcl no REsp 841399 SP 2006/0076228-5 - Julgamento: 
14/09/2010. 
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM 
RECURSO ESPECIAL. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DIREITO 
ADMINISTRATIVO. RETROCESSÃO. DESVIO DE FINALIDADE PÚBLICA DE BEM 
DESAPROPRIADO. DECRETO EXPROPRIATÓRIO. CRIAÇÃO DE PARQUE ECOLÓGICO. 
NÃO EFETIVAÇÃO. BENS DESTINADOS AO ATENDIMENTO DE FINALIDADE PÚBLICA 
DIVERSA. TREDESTINAÇÃO LÍCITA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO À RETROCESSÃO OU 
A PERDAS E DANOS. 
1. A retrocessão é o instituto por meio do qual ao expropriado é lícito pleitear as 
conseqüências pelo fato de o imóvel não ter sido utilizado para os fins declarados 
no decreto expropriatório. Nessas hipóteses, a lei permite que a parte que foi 
despojada do seu direito de propriedade possa reivindicá-lo e, diante da 
impossibilidade de fazê-lo (ad impossibilia nemo tenetur), venha postular em juízo 
a reparação pelas perdas e danos sofridos. 2. In casu, o Tribunal a quo com ampla 
cognição de matéria fático-probatória, cujo reexame é vedado ao E. STJ, a teor do 
disposto na Súmula n. 07/STJ, assentou que, muito embora não cumprida a 
destinação prevista no decreto expropriatório – criação de Parque Ecológico –, não 
houve desvio de finalidade haja vista que o interesse público permaneceu 
resguardado com cessão da área expropriada para fins de criação de um centro de 
pesquisas ambientais, um pólo industrial metal, mecânico e um terminal intermodal 
de cargas rodoviário. 3. Assim, em não tendo havido o desvio de finalidade, uma 
vez que, muito embora não efetivada a criação de Parque Ecológico, conforme 
 
 
constante do decreto expropriatório, a área desapropriada foi utilizada para o 
atingimento de outra finalidade pública, não há vício algum que enseje ao particular 
ação de retrocessão ou, sequer, o direito a perdas e danos. Precedentes. 4. 
Inexistenteo direito à retrocessão, uma vez que inocorreu desvio de finalidade do 
ato, os expropriados não fazem jus à percepção de indenização por perdas e danos. 
5. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental para negar 
provimento ao agravo regimental. 
Processo: EDcl nos EDcl no REsp 841399 SP 2006/0076228-5 - Julgamento: 
14/09/2010 
 
4. AgRg no REsp 700136/AP. Julgamento 24/08/2010. 
“EMENTA: CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. ART. 37, § 6º, DA 
CONSTITUIÇÃO. PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO PRESTADORAS DE 
SERVIÇO PÚBLICO. CONCESSIONÁRIO OU PERMISSIONÁRIO DO SERVIÇO DE 
TRANSPORTE COLETIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA EM RELAÇÃO A TERCEIROS 
NÃO-USUÁRIOS DO SERVIÇO. RECURSO DESPROVIDO. I – A responsabilidade civil 
das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva 
relativamente a terceiros usuários e não-usuários do serviço, segundo decorre 
do art. 37, § 6º, da Constituição Federal. II – A inequívoca presença do nexo de 
causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao terceiro não-usuário 
do serviço público, é condição suficiente para estabelecer a responsabilidade 
objetiva da pessoa jurídica de direito privado. III – Recurso extraordinário 
desprovido.” RE 591874 / MS – MATO GROSSO DO SUL – Julgamento: 26/08/2009. 
 
5. REsp 596320/PR - Julgamento 12/12/2006. 
AÇÃO CIVIL PÚBLICA. SERVIÇO PÚBLICO. FORNECIMENTO DE ÁGUA. INTERRUPÇÃO. 
ART. 6, § 3º, INCISO II, DA LEI N. 8.987/95. LEGALIDADE. 
1. Nos termos da Lei n. 8.987/95, não se considera quebra na continuidade do 
serviço público a sua interrupção em situação emergencial ou após prévio aviso 
quando motivada pelo inadimplemento do usuário. Assim, inexiste qualquer 
ilegalidade ou afronta às disposições constantes do Código de Defesa do 
Consumidor no corte do fornecimento de água ao usuário inadimplente. 
2. Recurso especial improvido. Processo REsp 596320/PR; RECURSO ESPECIAL 
 
 
2003/0166715-8 
Relator(a) Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA (1123) . Órgão Julgador T2 - 
SEGUNDA TURMA. Data do Julgamento 12/12/2006. 
 
6. AI 783136 AgR - Julgamento: 20/04/2010. 
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. 
ENTIDADE PARAESTATAL. LEI ESTADUAL N. 12.398/98. PARANAPREVIDÊNCIA. 
INAPLICABILIDADE DE EXECUÇÃO PELO RITO DOS PRECATÓRIOS [ART. 730, CPC]. 
O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que as entidades 
paraestatais que possuem personalidade de pessoa jurídica de direito privado não 
fazem jus aos privilégios processuais concedidos à Fazenda Pública. Precedentes. 
Agravo regimental a que se nega provimento. 
AI 783136 AgR / PR – PARANÁ. AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 
Relator(a): Min. EROS GRAU. Julgamento: 20/04/2010. Órgão Julgador: Segunda 
Turma 
 
7. MS 30859 Julgamento: 28/08/2012. 
Ementa: MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO DE 
QUESTÕES DA PROVA OBJETIVA. DEMONSTRAÇÃO DA INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO 
À ORDEM DE CLASSIFICAÇÃO E AOS DEMAIS CANDIDATOS. PRINCÍPIO DA 
ISONOMIA OBSERVADO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO COMPROVADOS. 
PRETENSÃO DE ANULAÇÃO DAS QUESTÕES EM DECORRÊNCIA DE ERRO 
GROSSEIRO DE CONTEÚDO NO GABARITO OFICIAL. POSSIBILIDADE. CONCESSÃO 
PARCIAL DA SEGURANÇA. 1. A anulação, por via judicial, de questões de prova 
objetiva de concurso público, com vistas à habilitação para participação em fase 
posterior do certame, pressupõe a demonstração de que o Impetrante estaria 
habilitado à etapa seguinte caso essa anulação fosse estendida à totalidade dos 
candidatos, mercê dos princípios constitucionais da isonomia, da impessoalidade e 
da eficiência. 2. O Poder Judiciário é incompetente para, substituindo-se à banca 
examinadora de concurso público, reexaminar o conteúdo das questões 
formuladas e os critérios de correção das provas, consoante pacificado na 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Precedentes (v.g., MS 30433 AgR/DF, 
Rel. Min. GILMAR MENDES; AI 827001 AgR/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA; MS 
 
 
27260/DF, Rel. Min. CARLOS BRITTO, Red. para o acórdão Min. CÁRMEN LÚCIA), 
ressalvadas as hipóteses em que restar configurado, tal como in casu, o erro 
grosseiro no gabarito apresentado, porquanto caracterizada a ilegalidade do ato 
praticado pela Administração Pública. 3. Sucede que o Impetrante comprovou 
que, na hipótese de anulação das questões impugnadas para todos os candidatos, 
alcançaria classificação, nos termos do edital, habilitando-o a prestar a fase seguinte 
do concurso, mediante a apresentação de prova documental obtida junto à 
Comissão Organizadora no exercício do direito de requerer certidões previsto no 
art. 5º, XXXIV, “b”, da Constituição Federal, prova que foi juntada em razão de 
certidão fornecida pela instituição realizadora do concurso público. 4. Segurança 
concedida, em parte, tornando-se definitivos os efeitos das liminares deferidas. 
MS 30859 / DF - DISTRITO FEDERAL - MANDADO DE SEGURANÇA 
Relator(a): Min. LUIZ FUX. Julgamento: 28/08/2012. Órgão Julgador: Primeira 
Turma. 
 
8. RE 543974 / MG. Julgamento: 26/03/2009. 
EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. EXPROPRIAÇÃO. GLEBAS. 
CULTURAS ILEGAIS. PLANTAS PSICOTRÓPICAS. ARTIGO 243 DA CONSTITUIÇÃO DO 
BRASIL. INTERPRETAÇÃO DO DIREITO. LINGUAGEM DO DIREITO. LINGUAGEM 
JURÍDICA. ARTIGO 5º, LIV DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. O CHAMADO PRINCÍPIO 
DA PROPORCIONALIDADE. 1. Gleba, no artigo 243 da Constituição do Brasil, só 
pode ser entendida como a propriedade na qual sejam localizadas culturas ilegais 
de plantas psicotrópicas. O preceito não refere áreas em que sejam cultivadas 
plantas psicotrópicas, mas as glebas, no seu todo. 2. A gleba expropriada será 
destinada ao assentamento de colonos, para o cultivo de produtos alimentícios 
e medicamentosos. 3. A linguagem jurídica corresponde à linguagem natural, de 
modo que é nesta, linguagem natural, que se há de buscar o significado das palavras 
e expressões que se compõem naquela. Cada vocábulo nela assume significado no 
contexto no qual inserido. O sentido de cada palavra há de ser discernido em cada 
caso. No seu contexto e em face das circunstâncias do caso. Não se pode atribuir à 
palavra qualquer sentido distinto do que ela tem em estado de dicionário, ainda que 
não baste a consulta aos dicionários, ignorando-se o contexto no qual ela é usada, 
para que esse sentido seja em cada caso discernido. A interpretação/aplicação do 
 
 
direito se faz não apenas a partir de elementos colhidos do texto normativo [mundo 
do dever-ser], mas também a partir de elementos do caso ao qual será ela aplicada, 
isto é, a partir de dados da realidade [mundo do ser]. 4. O direito, qual ensinou 
CARLOS MAXIMILIANO, deve ser interpretado "inteligentemente, não de modo que 
a ordem legal envolva um absurdo, prescreva inconveniências, vá ter a conclusões 
inconsistentes ou impossíveis". 5. O entendimento sufragado no acórdão recorrido 
não pode ser acolhido, conduzindo ao absurdo de expropriar-se 150 m2 de terra 
rural para nesses mesmos 150 m2 assentar-se colonos, tendo em vista o cultivo de 
produtos alimentícios e medicamentosos. 6. Não violação do preceito veiculado pelo 
artigo 5º, LIV da Constituição do Brasil e do chamado "princípio" da 
proporcionalidade. Ausência de "desvio de poder legislativo" Recurso extraordinário 
a que se dá provimento. RE 543974 / MG - MINAS GERAIS 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO 
Relator(a): Min. EROS GRAU. Julgamento: 26/03/2009. Órgão Julgador: Tribunal 
Pleno 
 
9. MS 12085 Julgamento 08.05.2013. 
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO 
DISCIPLINAR. PRELIMINARES. PREVENÇÃO. NECESSIDADE DE REDISTRIBUIÇÃO. 
NÃO OCORRÊNCIA. LITISPENDÊNCIA. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. 
CONHECIMENTO DOS FATOS PELA AUTORIDADE COMPETENTE PARA PROCESSAR 
E JULGAR ADMINISTRATIVAMENTE. LITISPENDÊNCIA. NÃO OCORRÊNCIA. 
CERCEAMENTO DE DEFESA. DIVERSAS PRELIMINARES. NÃO OCORRÊNCIA. 
QUESTÕES JÁ APRECIADAS PELA TERCEIRASEÇÃO. MÉRITO. NULIDADE. 
INTEGRANTES DA COMISSÃO PROCESSANTE. PARTICIPAÇÃO EM PROCESSOS DA 
ESFERA CRIMINAL E ADMINISTRATIVA. PARCIALIDADE PARA O JULGAMENTO. 
INEXISTÊNCIA. MATÉRIA JÁ DECIDIDA EM OUTROS WRITS IMPETRADOS EM 
RAZÃO DA MESMA OPERAÇÃO POLICIAL. PRECEDENTES ESPECÍFICOS. OFENSA 
AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NÃO OCORRÊNCIA. 
8. Não há falar em nulidade no ato demissório em razão da suposta falta de 
individualização dos atos praticados pelo investigado, porquanto, nos termos 
do entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a descrição minuciosa dos 
fatos se faz necessária apenas quando do indiciamento do servidor, após a 
 
 
fase instrutória, na qual são efetivamente apurados, e não na portaria de 
instauração ou na citação inicial (MS n. 12.927/DF, Ministro Felix Fischer, DJU 
12/2/2008). 
13. Analisada toda a controvérsia posta na inicial, resta prejudicado o agravo 
regimental interposto às fls. 758/763. 
14. Segurança denegada. 
MS 12085 / DF. MANDADO DE SEGURANÇA. 2006/0161278-2 Julgamento 
08.05.2013. 
 
 
 
 
 
4. DIREITO TRIBUTÁRIO 
 
1. RE 611.510/SP – STF Entende que a imunidade tributária do art. 150, VI, “c”, da 
Constituição Federal de entidades sindicais, partidos políticos, instituições de 
educação e de assistência social sem fins lucrativos também alcança o IOF, inclusive, 
o incidente sobre operações financeiras – Data de publicação: 07/05/2021. 
 
EMENTA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. DIREITO 
TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. ART. 150, VI, c, DA CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA. ENTIDADES 
SINDICAIS, PARTIDOS POLÍTICOS, INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO E DE ASSISTÊNCIA 
SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS - IOF. 1. 
Segundo a pacífica jurisprudência desta Suprema Corte, a imunidade tributária 
prevista no art. 150, VI, c, da Constituição da Republica alcança o Imposto sobre 
Operações Financeiras – IOF. 2. Os objetivos e valores perseguidos pela imunidade em 
foco sustentam o afastamento da incidência do IOF, pois a tributação das operações de 
crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários das entidades ali 
referidas, terminaria por atingir seu patrimônio ou sua renda. 3. A exigência de vinculação 
 
 
do patrimônio, da renda e dos serviços com as finalidades essenciais da entidade imune, 
prevista no § 4º do artigo 150 da Constituição da Republica, não se confunde com afetação 
direta e exclusiva a tais finalidades. Entendimento subjacente à Súmula Vinculante 52. 4. 
Presume-se a vinculação, tendo em vista que impedidas, as entidades arroladas no art. 
150, VI, c, da Carta Política, de distribuir qualquer parcela do seu patrimônio ou de suas 
rendas, sob pena de suspensão ou cancelamento do direito à imunidade (artigo 14, I, e § 
1º, do Código Tributário Nacional). Para o reconhecimento da imunidade, basta que não 
seja provado desvio de finalidade, ônus que incumbe ao sujeito ativo da obrigação 
tributária. 5. Recurso extraordinário da União desprovido, com a fixação da seguinte tese: 
A imunidade assegurada pelo art. 150, VI, ‘c’, da Constituição da Republica aos 
partidos políticos, inclusive suas fundações, às entidades sindicais dos trabalhadores 
e às instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, que atendam 
aos requisitos da lei, alcança o IOF, inclusive o incidente sobre aplicações financeiras. 
(STF - RE: 611510 SP, Relator: ROSA WEBER, Data de Julgamento: 13/04/2021, Tribunal 
Pleno, Data de Publicação: 07/05/2021) 
 
2. RE 576.697 (Tema 72) - Contribuição previdenciária patronal sobre o auxílio 
maternidade, em que se decidiu pela não incidência de contribuição previdenciária 
sobre o salário-maternidade, prevista no art. 28, §2º1 e parte final da alínea “a”, do 
§9º da Lei 8.212/912 – Data de publicação: 21/10/2020. 
 
EMENTA: Direito constitucional. Direito tributário. Recurso Extraordinário com repercussão 
geral. Contribuição previdenciária do empregador. Incidência sobre o salário-
maternidade. Inconstitucionalidade formal e material. 1. Recurso extraordinário interposto 
em face de acórdão do TRF da 4ª Região, que entendeu pela constitucionalidade da 
incidência da contribuição previdenciária “patronal” sobre o salário-maternidade. 2. O 
salário-maternidade é prestação previdenciária paga pela Previdência Social à segurada 
durante os cento e vinte dias em que permanece afastada do trabalho em decorrência da 
licença-maternidade. Configura, portanto, verdadeiro benefício previdenciário. 3. Por não 
se tratar de contraprestação pelo trabalho ou de retribuição em razão do contrato de 
trabalho, o salário- maternidade não se amolda ao conceito de folha de salários e demais 
rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título à pessoa física que lhe 
preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício. Como consequência, não pode compor 
 
 
a base de cálculo da contribuição previdenciária a cargo do empregador, não encontrando 
fundamento no art. 195, I, a, da Constituição. Qualquer incidência não prevista no referido 
dispositivo constitucional configura fonte de custeio alternativa, devendo estar prevista em 
lei complementar (art. 195, § 4º). Inconstitucionalidade formal do art. 28, § 2º, e da parte 
final da alínea a, do § 9º, da Lei nº 8.212/91. 4. Esta Corte já definiu que as disposições 
constitucionais são legitimadoras de um tratamento diferenciado às mulheres desde 
que a norma instituidora amplie direitos fundamentais e atenda ao princípio da 
proporcionalidade na compensação das diferenças. No entanto, no presente caso, as 
normas impugnadas, ao imporem tributação que incide somente quando a 
trabalhadora é mulher e mãe cria obstáculo geral à contratação de mulheres, por 
questões exclusivamente biológicas, uma vez que torna a maternidade um ônus. Tal 
discriminação não encontra amparo na Constituição, que, ao contrário, estabelece 
isonomia entre homens e mulheres, bem como a proteção à maternidade, à família e 
à inclusão da mulher no mercado de trabalho. Inconstitucionalidade material dos 
referidos dispositivos. 5. Diante do exposto, dou provimento ao recurso extraordinário 
para declarar, incidentalmente, a inconstitucionalidade da incidência de contribuição 
previdenciária sobre o salário-maternidade, prevista no art. art. 28, § 2º, e da parte final 
da alínea a, do § 9º, da Lei nº 8.212/91, e proponho a fixação da seguinte tese: “É 
inconstitucional a incidência de contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre 
o salário- maternidade”. 
(STF - RE: 576967 PR, Relator: ROBERTO BARROSO, Data de Julgamento: 05/08/2020, 
Tribunal Pleno, Data de Publicação: 21/10/2020) 
 
3. ADI 6.284 – Publicação: 24/09/2021. - O Tribunal, por unanimidade, conheceu 
da ação direta e julgou procedente o pedido para declarar a inconstitucionalidade 
dos arts. 45, XII-A, XIII e §2º da Lei n. 11.651/1991, do Estado de Goiás e 36, XII-A e 
XIII, do Decreto nº 4.852/1997, do mesmo Estado. 
Foi fixada a tese “É inconstitucional a lei estadual que disciplina a responsabilidade de 
terceiros por infrações de forma diversa das regras gerais estabelecidas pelo Código 
Tributário Nacional”. 
EMENTA: Direito constitucional e tributário. Ação direta de inconstitucionalidade. 
Responsabilidade tributária solidária do contabilista. Ausência de ofensa reflexa à 
 
 
Constituição. Competência concorrente. Legislação estadual que conflita com as regras 
gerais do CTN. Inconstitucionalidade. 1. Ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo 
Partido Progressista, com pedido de medida cautelar, em que pleiteia a declaração de 
inconstitucionalidade dos arts. 45, XII-A, XIII e § 2º, da Lei nº 11.651/1991, do Estado de 
Goiás, e 36, XII-A e XIII, do Decreto nº 4.852/1997, do mesmo Estado. Em consonância 
com tais regras, atribui-se ao contabilista a responsabilidade solidária com o contribuinte 
ou com o substituto tributário, quanto ao pagamento de impostose de penalidades 
pecuniárias, no caso de suas ações ou omissões concorrerem para a prática de infração 
à legislação tributária. 
 
2. A presente controvérsia consiste em definir se os atos normativos estaduais foram 
editados em contrariedade com as regras constitucionais de competência tributária, 
notadamente o art. 146, III, b, da CF/1988. Eventual inobservância de tais regras de 
competência implica ofensa direta à Constituição. Precedentes. 3. Legislação estadual 
que amplia as hipóteses de responsabilidade de terceiros por infrações, invade a 
competência do legislador complementar federal para estabelecer as normas gerais 
sobre a matéria (art. 146, III, b, da CF/1988). Isso porque as linhas básicas da 
responsabilidade tributária devem estar contidas em lei complementar editada pela 
União, não sendo possível que uma lei estadual estabeleça regras conflitantes com as 
normas gerais ( ADI 4.845, sob a minha relatoria). 4. Inconstitucionalidade formal. 
Legislação do Estado de Goiás aborda matéria reservada à lei complementar e dispõe 
diversamente sobre (i) quem pode ser responsável tributário, ao incluir hipóteses não 
contempladas pelos arts. 134 e 135 do CTN, (ii) em quais circunstâncias pode ser 
responsável tributário (“infração à legislação tributária”), sendo que, conforme as regras 
gerais, para haver a responsabilidade tributária pessoal do terceiro, ele deve ter 
praticado atos com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou 
estatutos, não havendo a responsabilização pelo mero inadimplemento de obrigação 
tributária. 5. Ante todo o exposto, voto pelo conhecimento da presente ação direta de 
inconstitucionalidade e julgo procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade 
dos arts. 45, XII-A, XIII e § 2º, da Lei nº 11.651/1991, do Estado de Goiás, e 36, XII-A e XIII, 
do Decreto nº 4.852/1997, do mesmo Estado. 6. Fixação da seguinte tese: “É 
inconstitucional lei estadual que verse sobre a responsabilidade de terceiros por infrações 
de forma diversa das regras gerais estabelecidas pelo Código Tributário Nacional. (STF - 
 
 
ADI: 6284 GO, Relator: ROBERTO BARROSO, Data de Julgamento: 15/09/2021, Tribunal 
Pleno, Data de Publicação: 24/09/2021) 
4. RE 714.139 (Tema 745) - Considerou-se o alcance do art. 155, §2º, III, CF, que prevê 
a aplicação do princípio da seletividade ao ICMS, devendo ser considerada a 
essencialidade dos bens e serviços – Data de publicação: 15/03/2022 
EMENTA: Recurso extraordinário. Repercussão geral. Tema nº 745. Direito tributário. ICMS. 
Seletividade. Ausência de obrigatoriedade. Quando adotada a seletividade, há necessidade 
de se observar o critério da essencialidade e de se ponderarem as características 
intrínsecas do bem ou do serviço com outros elementos. Energia elétrica e serviços de 
telecomunicação. Itens essenciais. Impossibilidade de adoção de alíquota superior àquela 
que onera as operações em geral. Eficácia negativa da seletividade. 1. O dimensionamento 
do ICMS, quando presente sua seletividade em função da essencialidade da mercadoria 
ou do serviço, pode levar em conta outros elementos além da qualidade intrínseca da 
mercadoria ou do serviço. 2. A Constituição Federal não obriga os entes competentes a 
adotar a seletividade no ICMS. Não obstante, é evidente a preocupação do constituinte 
de que, uma vez adotada a seletividade, haja a ponderação criteriosa das características 
intrínsecas do bem ou serviço em razão de sua essencialidade com outros elementos, tais 
como a capacidade econômica do consumidor final, a destinação do bem ou serviço e, 
ao cabo, a justiça fiscal, tendente à menor regressividade desse tributo indireto. O estado 
que adotar a seletividade no ICMS terá de conferir efetividade a esse preceito em sua 
eficácia positiva, sem deixar de observar, contudo, sua eficácia negativa. 3. A energia 
elétrica é item essencial, seja qual for seu consumidor ou mesmo a quantidade consumida, 
não podendo ela, em razão da eficácia negativa da seletividade, quando adotada, ser 
submetida a alíquota de ICMS superior àquela incidente sobre as operações em geral. A 
observância da eficácia positiva da seletividade – como, por exemplo, por meio da 
instituição de benefícios em prol de classe de consumidores com pequena capacidade 
econômica ou em relação a pequenas faixas de consumo –, por si só, não afasta eventual 
constatação de violação da eficácia negativa da seletividade. 4. Os serviços de 
telecomunicação, que no passado eram contratados por pessoas com grande capacidade 
econômica, foram se popularizando de tal forma que as pessoas com menor capacidade 
contributiva também passaram a contratá-los. A lei editada no passado, a qual não se 
ateve a essa evolução econômico-social para efeito do dimensionamento do ICMS, se 
tornou, com o passar do tempo, inconstitucional. 5. Foi fixada a seguinte tese para o Tema 
 
 
nº 745: Adotada pelo legislador estadual a técnica da seletividade em relação ao Imposto 
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), discrepam do figurino constitucional 
alíquotas sobre as operações de energia elétrica e serviços de telecomunicação em 
patamar superior ao das operações em geral, considerada a essencialidade dos bens e 
serviços. 6. Recurso extraordinário parcialmente provido. 7. Modulação dos efeitos da 
decisão, estipulando-se que ela produza efeitos a partir do exercício financeiro de 2024, 
ressalvando-se as ações ajuizadas até a data do início do julgamento do mérito (5/2/21). 
(STF – RE 714.139, Relator: DIAS TOFFOLI, Data de Julgamento: 18/12/2021, Tribunal Pleno, 
Data de Publicação: 15/03/2022). 
 
 
 
 
5. RE 1.016.605 (Tema 708) - A Constituição autoriza a cobrança do IPVA 
somente pelo Estado em que o contribuinte mantém sua sede ou domicílio tributário 
– Data de publicação: 16/12/2020 
EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 708. 
CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULOS 
AUTOMOTORES (IPVA). RECOLHIMENTO EM ESTADO DIVERSO DAQUELE QUE O 
CONTRIBUINTE MANTÉM SUA SEDE OU DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO. 
IMPOSSIBILIDADE. 1. Cuida-se, na origem, de ação por meio da qual empresa proprietária 
de veículos automotores busca declaração judicial de que não está sujeita à cobrança do 
Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) por parte do Estado em 
que se encontra domiciliada, mas sim pelo Estado em que licenciados os veículos. 2. O 
Estado de Minas Gerais, no qual a empresa tem sua sede, defende a tributação com base 
na Lei Estadual 14.937/2003, cujo art. 1º, parágrafo único, dispõe que “o IPVA incide 
também sobre a propriedade de veículo automotor dispensado de registro, matrícula ou 
licenciamento no órgão próprio, desde que seu proprietário seja domiciliado no Estado”. 
3. Embora o IPVA esteja previsto em nosso ordenamento jurídico desde a Emenda 27/1985 
à Constituição de 1967, ainda não foi editada a lei complementar estabelecendo suas 
 
 
normas gerais, conforme determina o art. 146, III, da CF/88. Assim, os Estados poderão 
editar as leis necessárias à aplicação do tributo, conforme estabelecido pelo art. 24, § 3º, 
da Carta, bem como pelo art. 34, § 3º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias 
- ADCT. 4. A presente lide retrata uma das hipóteses de “guerra fiscal” entre entes 
federativos, configurando-se a conhecida situação em que um Estado busca aumentar sua 
receita por meio da oferta de uma vantagem econômica para o contribuinte domiciliado 
ou sediado em outro. 5. A imposição do IPVA supõe que o veículo automotor circule no 
Estado em que licenciado. Não por acaso, o inc. III do art. 158 da Constituição de 1988 
atribui cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre a 
propriedade de veículos automotores aos Municípios em que licenciados os automóveis. 
6. Portanto, o art. 1º, parágrafo único da Lei Mineira 14.937/2003 encontra-se em 
sintonia com aConstituição, sendo válida a cobrança do IPVA pelo Estado de Minas 
Gerais relativamente aos veículos cujos proprietários se encontram nele sediados. 7. 
Tese para fins de repercussão geral: “A Constituição autoriza a cobrança do Imposto 
sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) somente pelo Estado em que o 
contribuinte mantém sua sede ou domicílio tributário.” 8. Recurso extraordinário a 
que se nega provimento. (STF - RE: 1016605 MG, Relator: MARCO AURÉLIO, Data de 
Julgamento: 16/09/2020, Tribunal Pleno, Data de Publicação: 16/12/2020) 
 
6. Agravo Interno no REsp 1.755.061/RS. - O status de locadora não afasta o 
caráter de contribuinte do IPTU – Publicação: 22/04/2019. 
OBS: Acerca deste tema, o STJ possui uma súmula, qual seja, a Súmula 614: “O locatário 
não possui legitimidade ativa para discutir a relação jurídico-tributária de IPTU e de taxas 
referentes ao imóvel alugado nem para repetir indébito desses tributos”. 
EMENTA: TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. 
IPTU. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. LOCADOR COMO LEGITIMADO PASSIVO. 
CONTRATO DE LOCAÇÃO APTO A ALTERAR A RESPONSABILIZAÇÃO. INOCORRÊNCIA. 
JURISPRUDÊNCIA SÓLIDA DO STJ. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS JÁ REFUTADOS. 
AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. O recurso não merece provimento. 
2. A tese recursal é de que a recorrente não teria legitimidade passiva para pagar o IPTU 
cobrado pela municipalidade incidente sobre bem de raiz seu, sob a tese de que tal ônus 
seria da pessoa jurídica que locava o imóvel à época. 3. De acordo com a decisão atacada, 
o entendimento do STJ, firmado em recurso repetitivo, é de que o art. 34 do CTN 
 
 
considera contribuintes do IPTU o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio 
útil ou o seu possuidor a qualquer título, exatamente como aplicou o Tribunal local. 
4. Declarou a recorrente que "é justamente pela alternância entre os sujeitos passivos 
indicados no artigo 34 do CTN e pela jurisprudência deste STJ, por meio da conjunção 
coordenativa"ou", é que a ora agravante pugna pela responsabilização do locatário do 
imóvel no caso em tela" (fls. 259, e- STJ). 5. Não houve, portanto, mitigação do teor 
meritório guerreado; ao contrário, a agravante, ao buscar manejá-lo conforme seu desejo, 
o reforçou. 6. Ademais, o argumento de suposto descabimento da Súmula 7/STJ ao caso 
em comento é apenas para reiterar a suposta ilegitimidade passiva da parte, o que já foi 
aquilatado e refutado, haja vista que o status de locadora não afasta o caráter de 
contribuinte do IPTU . 7. Agravo Interno não provido. 
(STJ - AgInt no REsp: 1755061 RS 2018/0159581-7, Relator: Ministro HERMAN BENJAMIN, 
Data de Julgamento: 26/03/2019, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe 
22/04/2019) 
 
 
7. RE 562.045 - ITCMD progressivo (constitucionalidade) – Publicação em 
26/11/2013. 
EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. LEI ESTADUAL: 
PROGRESSIVIDADE DE ALÍQUOTA DE IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E 
DOAÇÃO DE BENS E DIREITOS. CONSTITUCIONALIDADE. ART. 145, § 1º, DA 
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRINCÍPIO DA IGUALDADE MATERIAL TRIBUTÁRIA. 
OBSERVÂNCIA DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 
(RE 562045, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. 
CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 06/02/2013, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO 
DJe-233 DIVULG 26-11-2013 PUBLIC 27-11-2013 EMENT VOL-02712-01 PP-00001). 
 
8. RE 723.651 – A pessoa natural, mesmo que não desempenhe atividade 
empresarial e realize a importação para uso próprio, deve recolher o IPI – Publicação: 
05/08/2016 
EMENTA: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – 
IMPORTAÇÃO DE BENS PARA USO PRÓPRIO – CONSUMIDOR FINAL. 
Incide, na importação de bens para uso próprio, o Imposto sobre Produtos 
 
 
Industrializados, sendo neutro o fato de tratar-se de consumidor final. 
(STF - RE: 723651 PR, Relator: MARCO AURÉLIO, Data de Julgamento: 04/02/2016, 
Tribunal Pleno, Data de Publicação: 05/08/2016) 
 
9. Agravo regimental no agravo regimental no agravo de instrumento 1.395.402 
– Aplica-se o art. 150, §4º em pagamento do IR a menor - Publicação: 24/10/2013. 
EMENTA: TRIBUTÁRIO - IMPOSTO DE RENDA - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - 
PAGAMENTO A MENOR - INCIDÊNCIA DO ART. 150, § 4º, DO CTN - FATO GERADOR 
COMPLEXIVO - DECADÊNCIA AFASTADA. 
Na hipótese de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando o contribuinte 
constitui o crédito, mas efetua pagamento parcial, sem constatação de dolo, fraude ou 
simulação, o termo inicial da decadência é o momento do fato gerador. Aplica-se 
exclusivamente o art. 150, § 4º, do CTN, sem a possibilidade de cumulação com o art. 
173, I, do mesmo diploma ( REsp 973.733/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, DJe 
18/9/2009, submetido ao regime do art. 543-C do CPC). 2. O imposto de renda é tributo 
cujo fato gerador tem natureza complexiva. Assim, a completa materialização da hipótese 
de incidência de referido tributo ocorre apenas em 31 de dezembro de cada ano-
calendário. 3. Hipótese em que a renda auferida ocorreu em fevereiro de 1993 e o 
lançamento complementar se efetivou em 25/03/1998, o seja, dentro do prazo 
decadencial de 05 (cinco) anos, uma vez que este se findava apenas em 31/12/1998. 
Decadência afastada. 4. Agravo regimental não provido. 
(STJ - AgRg no AgRg no Ag: 1395402 SC 2011/0013346-6, Relator: Ministra ELIANA 
CALMON, Data de Julgamento: 15/10/2013, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: 
DJe 24/10/2013) 
 
10. Agravo Interno no REsp n. 1.698.110 - O STJ entende que não existe crédito 
tributário regularmente constituído na hipótese de o contribuinte ter procedido à 
compensação de tributos e não tiver finalizado o processo administrativo instaurado 
para apurar a correção de compensação – Publicação: 03/05/2018. 
 
EMENTA: PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. ENUNCIADO 
ADMINISTRATIVO N. 3/STJ. PEDIDO ADMINISTRATIVO DE COMPENSAÇÃO. CAUSA DE 
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. HOMOLOGAÇÃO INDEFERIDA. 
INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ADMINISTRATIVO. SUSPENSÃO DO CRÉDITO FISCAL. 1. A 
 
 
reiterada jurisprudência do STJ é no sentido de não existir crédito tributário regularmente 
constituído na hipótese de o contribuinte ter procedido à compensação de tributos e não 
tiver sido finalizado o processo administrativo instaurado para apurar a correção da 
referida compensação. (AgRg no AREsp 563.742/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, 
SEGUNDA TURMA, julgado em 14/10/2014, DJe 24/10/2014. 
2. Agravo interno não provido. 
(STJ - AgInt no REsp: 1698110 SP 2017/0231949-1, Relator: Ministro MAURO CAMPBELL 
MARQUES, Data de Julgamento: 24/04/2018, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: 
DJe 03/05/2018) 
 
5. DIREITO EMPRESARIAL 
 
1. REsp 1.525.638-SP, Julgado em 14/06/2022. 
É necessária a exigência geral de outorga do cônjuge para prestar fiança, sendo 
indiferente o fato de o fiador prestá-la na condição de comerciante ou 
empresário, considerando a necessidade de proteção da segurança econômica 
familiar. 
 
2. Tema Repetitivo 1091. 
É válida a penhora do bem de família de fiador apontado em contrato de locação 
de imóvel, seja residencial, seja comercial, nos termos do inciso VII, do art. 3º da 
Lei n. 8.009/1990. 
 
3. AgInt no REsp 1.837.435-SP. Julgado em 10/05/2022. 
A caracterização da sucessão empresarial fraudulenta não exige a comprovação 
formal da transferência de bens, direitos e obrigações à nova sociedade, 
admitindo-se sua presunção quando os elementos indiquem que houve o 
prosseguimento na exploração da mesma atividade econômica, no mesmo 
endereço e com o mesmo objeto social. 
 
4. REsp 1.963.067-MS. Julgado em 22/02/2022, DJe 24/02/2022. 
 
 
Não é possível a interrupção do prazo prescricional em razão do ajuizamento de 
ação declaratória de inexigibilidade dos débitos pelo devedor quando já tiver 
havido anterior interrupção do prazo prescricionalpelo protesto das duplicatas. 
 
5. AgInt no REsp 1.830.738-RS. Julgado em 24/05/2022. 
O prazo de 10 (dez) dias, previsto no art. 8º da Lei n. 11.101/2005, para 
apresentar impugnação à habilitação de crédito, deve ser contado em dias 
corridos 
 
6. AgInt no TP 3.654-RS. Julgado em 15/03/2022. 
Associações civis sem fins lucrativos com finalidade e atividades econômicas 
detêm legitimidade para requerer recuperação judicial. 
 
7. REsp 1.788.216-PR. Julgado em 22/03/2022. 
É cabível a homologação pelo juízo do plano de recuperação judicial rejeitado 
pelos credores em assembleia (cram down), cumpridos os requisitos legais 
previstos no art. 58 da Lei n. 11.101/2005. 
 
8. REsp 1.890.290-RS. Julgado em 22/02/2022. 
Na hipótese de autofalência, inexistindo protestos contra a devedora, o termo 
legal deve ser fixado em até 90 (noventa) dias antes da distribuição do pedido. 
 
9. REsp 1.669.968-RO. Julgado em 08/10/2019, DJe 11/10/2019. 
É possível a oposição de exceção pessoal ao portador de cheque prescrito. 
 
10. REsp 1.804.960-SP. Julgado em 24/09/2019, DJe 02/10/2019. 
O registro de uma expressão como marca, ainda que de alto renome, não afasta 
a possibilidade de utilizá-la no nome de um empreendimento imobiliário. 
 
 
 
 
 
 
 
6. DIREITO E PROCESSO DO TRABALHO 
 
1. Precedente Normativo nº 5 do TST 
O empregador é obrigado a anotar, na CTPS, o percentual das comissões a que faz 
jus o empregado. 
 
2. Precedente Normativo nº 6 do TST 
É garantido às mulheres, no período de amamentação, o recebimento do salário, 
sem prestação de serviços, quando o empregador não cumprir as determinações 
dos §§1º e 2º do art. 389 da CLT. 
Observação: (positivo) 
 
3. Precedente Normativo nº 14 do TST 
Proíbe-se o desconto no salário do empregado dos valores de cheques não 
compensados ou sem fundos, salvo se não cumprir as resoluções da empresa. 
Observação: (positivo) 
 
4. Precedente Normativo nº 15 do TST 
Se não obrigado por contrato a efetuar cobranças, o vendedor receberá comissões 
por esse serviço, respeitadas as taxas em vigor para os demais cobradores. 
 
5. Precedente Normativo nº 20 do TST 
Sendo celebrado contrato por tarefa, parceria ou meação, por escrito, obriga-se o 
empregador a fornecer uma via deste ao empregado, devidamente datada e assinada 
pelas partes. 
 
6. Precedente Normativo nº 22 do TST 
Determina-se a instalação de local destinado à guarda de crianças em idade de 
amamentação, quando existentes na empresa mais de 30 (trinta) mulheres maiores 
de 16 (dezesseis) anos, facultado o convênio com creches. 
 
 
 
7. Precedente Normativo nº 24 do TST 
O empregado despedido fica dispensado do cumprimento do aviso prévio quando 
comprovar a obtenção de novo emprego, desonerando a empresa do pagamento 
dos dias não trabalhados. 
 
8. Precedente Normativo nº 42 do TST 
Institui-se a obrigação do seguro, por acidente ou morte, para empregados que 
transportem valores ou exerçam as atividades de vigia ou vigilante. 
 
9. Precedente Normativo nº 52 do TST 
Garante-se ao empregado o recebimento do salário do dia em que tiver de se 
afastar para recebimento do PIS. 
 
10. Precedente Normativo nº 58 do TST 
O pagamento de salário ao empregado analfabeto deverá ser efetuado na presença 
de 2 (duas) testemunhas.