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As formas de se fazer laço social 
 
 
Autores: 
Cássio de Azevedo Gonçalves, Giseli Cipriano Rodacoski; 
Juliana dos Santos Lourenço; Marianne Bonilha - 
Professores do Curso de Bacharelado em Psicanálise – UNINTER. 2023. 
(Material didático não publicado) 
 
O laço social é o modo como o sujeito se relaciona com a alteridade que Lacan nomeou de o 
Outro. A humanização se dá no processo de constituição do sujeito, isso quer dizer que ao nascer 
o bebê não está em laço social com a humanidade, pois ele vive em seu gozo do ser fazendo 
parte de um todo (díade: mãe-bebê). É uma vivência de indiferenciação, pois mãe-bebê são 1 
(um), por isso não há laço social. Assim, o primeiro processo de humanização, conforme nos 
ensina a teoria psicanalítica, se dá pela alienação do sujeito à linguagem. O ser do sujeito é 
substituído por um significante que o nomeia. Contudo, para que o sujeito surja como desejante 
é necessário que ocorra um outro processo, a separação, isto é, uma diferenciação do Outro. 
Só na medida que vai se estabelecendo essa diferenciação (eu e outro), ou seja, que vai se 
abrindo espaço entre mãe-bebê, que começa a se processar a alteridade subjetiva para que seja 
possível a vivência de laços sociais. 
1º momento: fusão mãe-bebê sendo Um. Winnicott vai chamar de indiferenciação. Melanie 
Klein chamou de posição esquizo-paranoide. Lacan chamou de experiência plena. Freud 
caracterizou como narcisismo primário (relação plena do bebê com a mãe). 
2º momento: Bebê começa a perceber os próprios limites corporais e separado da mãe. Nesse 
momento a criança começa a perceber que a mãe é um corpo separado dele e que essa relação 
não é tão plena assim, pois ela quer outra coisa que não ele. Essa percepção leva à separação 
que incide sobre a condição de desamparo e dependência. 
A partir da percepção de seu próprio desamparo e da necessidade que tem de ser cuidado por 
um outro, é que o bebê começa a ser inserido na civilização, ou seja, a tornar-se humano. 
Freud, escreveu no texto Psicologia das Massas e Análise do Eu, que “a psicologia individual é 
também, desde o início, psicologia social” (FREUD, [1921], 2010. p. 10), pois para se tornar um 
ser social, o bebê precisa de outros seres sociais. 
Uma outra via para pensarmos o laço social em Freud é com a função de pai, e aqui o campo é 
vasto. O Complexo de Édipo freudiano nos chamou a atenção para a função socializante que 
essa figura paterna institui na estrutura humana. O pai será o responsável por romper a díade 
mãe-bebê e inserir a criança em uma esfera social mais ampla, instaurando assim um vínculo do 
bebê com o mundo externo e com outros objetos de satisfação, vínculo que passa a ser mediado 
pela lei, e pela falta que ela inaugura. O pai não é necessariamente o homem, pai biológico, mas 
algo ou alguém que desempenhe essa função de interditar o acesso à mãe. A lei aqui é aquela 
que barra o incesto, o objeto do desejo, ou seja, o primeiro não civilizatório que se caracteriza 
por um dizer inconsciente entendido como “não pode gozar de tudo”, “segura a onda”, “você 
não é a última bolacha do pacote”. 
Assim o nosso aparelho psíquico se constitui a partir das nossas relações com esse Outro, que é 
escrito com “O” maiúsculo para se referir não a mãe ou ao pai concretos, mas àquilo que neles 
opera: a lei que todos estamos sujeitos e que é a lei da linguagem. Ou seja, uma percepção ainda 
que arcaica, de que entre a criança e a mãe existe mais coisa, que justificam os sumiços dessa 
mãe quando ela se ocupa com algo a mais do que apenas a criança. 
O registro deste outro que está fora da relação entre o bebê e a mãe é o que se chama de Outro 
e funciona como uma autoridade simbólica, de suma importância para a natureza humana na 
concepção psicanalítica, considerando que o ser humano se faz na relação com a cultura, seja 
ela qual for, mas a concepção de homem sempre estará atrelada à sua dimensão cultural. Não 
nascemos humanos. Nos tornamos humanos. 
No mito de Totem e Tabu, texto de 1913, Freud concebe aquilo que seria o nascimento da 
cultura e do contrato social, tão importante para a filosofia política e para os filósofos 
contratualistas. Como alguns deles, Freud também parte do pressuposto de que antes da 
cultura, o estado era o de barbárie. Todos gozavam deliberadamente, sem interdição, um estado 
natural da pulsão. O homem não fazia o laço social, tal como o concebemos hoje. 
No texto “Totem e Tabu” Freud considerou aquilo que seriam as primeiras leis humanas, 
fundantes da cultura, da civilização e do laço social humano. Calcado em Darwin, Freud 
pressupõe que o ser humano vivia em pequenos grupos, ou melhor, hordas, como os leões, por 
exemplo. O pai da horda primitiva concentrava em si toda a satisfação sexual e a dominação 
agressiva, exercendo um verdadeiro monopólio do gozo. Todas as fêmeas eram de sua 
propriedade, e nenhum macho poderia fazer frente a esse tirano sem experimentar sua 
violência e a consequente expulsão do grupo da horda. O líder aqui ocupa um lugar de exceção, 
assimétrico em relação aos outros. Esses outros, os filhos, identificam-se uns com os outros pela 
via da insatisfação e pelo ódio direcionado ao pai tirano. 
Dá-se então o parricídio, o assassinato do pai pelos filhos, que o consomem canibalisticamente 
para incorporar seu poder. Porém, o pai tirano também os protegia, e agora todos são tiranos 
em potencial, e igualmente vulneráveis como o pai. Diante do horror do ato cometido, da culpa 
e da insegurança diante da qual todos se veem expostos, eles fundam a lei de não agressão 
mútua, que os protege uns dos outros, e que deve ser reeditada pela lembrança culposa do 
assassinato por meio dos rituais totêmicos. 
Se isso tudo nos soa bem inventivo em um primeiro momento, ou até excêntrico, basta que nos 
lembremos da significação que ainda hoje as religiões ocidentais guardam em relação a comer 
a carne e beber o sangue de divindades para comungar com elas e incorporar suas virtudes. Não 
há dúvida de que aqui o ritual faz laços sociais de irmandade, fraternos. 
Lembremos ainda, no que diz respeito a política, que a lei e o Estado de Direito só são possíveis 
efetivamente com a morte do tirano. A sociedade só pode funcionar sob a égide da legislação 
quando todos estão sujeitos ao mesmo código, sem exceção, conforme preconiza a máxima: 
“Debaixo da Lei somos todos iguais”. 
Assim é que Freud cria esse mito fundante de grande densidade e profundidade psicológica, 
para assinalar a emergência simbólica do pai, em contraposição à sua materialidade real. O pai 
que realmente opera como lei é o pai morto. 
Duas interdições se destacam em suas funções civilizatórias: 1) a lei de interdição ao incesto e 
2) a lei que reprime a violência. Nossas pulsões sexuais e violentas não serão toleradas pela 
cultura. A lei institui assim uma restrição ao gozo imediato, e toda a tese freudiana que culmina 
com o Mal-estar na civilização, texto seminal de Freud de 1929, é perpassada por essa lógica: a 
de renúncia que a civilidade impõe aos nossos desejos mais primitivos e recalcados, sendo eles 
o parricídio e o incesto. Assim, do complexo de Édipo ao Totem e Tabu, o que Freud faz é ir da 
psicologia individual para a social, extrapolando sua tese segundo a qual o pai simbólico é o que 
estrutura nossa organização humana. 
A organização psíquica sadia, conforme Freud, é aquela em que há o mecanismo de recalque, 
pois esta regulação dos prazeres primitivos será indispensável para a entrada na civilização. 
Lacan avançou nessa elaboração conceitual refinando o conceito de Nome-do-Pai como a 
função paterna mencionada por Freud na teoria do Complexo de Édipo, e que na releitura de 
Lacan representa a lei maior, organizadora e hierárquica de todas as outras. 
A função do pai, portanto, será de grande significação psicológica em psicanálise para se pensar 
o laço social como fundado sobre as impossibilidadesde gozo. O resultado da subordinação a 
esta interdição como lei simbólica é estruturante e levará o sujeito à estrutura neurótica. Há 
uma repressão do que a lei não permite satisfazer e assim o sujeito se constitui subjetivamente 
de forma simbólica. O recalcamento retornará pelas vias sintomáticas, e nossos laços sociais 
serão também permeados pelos nossos sintomas neuróticos. 
Contudo, essa organização subjetiva pela via da repressão e da simbolização não é regra. Em 
alguns casos ela falha ou é supostamente negada. Quando ela falha o sujeito entra na linguagem 
por outra via, que não a neurose. Tem-se então as estruturas clínicas da psicose ou da perversão. 
Na psicose os fenômenos característicos são delírios e alucinações que se manifestam na 
melancolia, paranoia ou esquizofrenia. Tanto a psicose quanto a perversão são formas de 
negação e de não simbolização da lei em torno da qual a subjetividade deveria se organizar. 
Com isso demonstramos a ação da função paterna como lei simbólica, estruturante do 
psiquismo desde os primeiros meses de vida. A lei simbólica não se apresenta concretamente, 
mas sim por meio de imagos, que são imagens que representam essa função. O Nome-do-Pai é 
a função paterna maior, a lei simbólica, que não é representada concretamente por alguém, 
mas sim por um símbolo de lei (função simbólica). A imago paterna são algumas outras figuras 
que a representam, a incorporam, como por exemplo: reis, líderes religiosos, líderes políticos, 
policiais, juízes, professores e o pai concreto. Todas estas figuras são consideradas 
representantes de lei ou de uma organização, exercem funções hierárquicas de liderança e nos 
dão direção. 
Acontece que as figuras fálicas patriarcais já vêm sofrendo abalos importantes e não é de hoje. 
A figura do rei todo soberano já faz séculos que ruiu em muitas sociedades, dando lugar a 
organizações democráticas que têm seu poder limitado por divisão de poder com outras 
instituições ou por tempo limitado de mandato, que leva o líder a perder o poder em ciclos 
eleitorais que se sucedem. O papa já não goza mais de tanto poder desde o renascimento. Até 
mesmo o Deus pai já foi proclamado morto pela filosofia na modernidade. E se antes os pais 
reais atuavam sobre os seus filhos com um breve olhar, como ouvimos nossos pais nos contarem 
(“bastava que meu pai olhasse e já sabíamos o que fazer”); hoje sua influência e autoridade em 
muitos casos inspira até riso. Os referenciais paternos simbólicos parecem estar demodè, 
antiquados e obsoletos. 
Não apenas os pais estão desautorizados por uma infinidade de discursos que se proliferaram, 
que relativizam seu saber, seu poder e tradição, mas de maneira geral, os discursos de referência 
também estão sendo afrontados. A democratização do acesso ao uso da palavra pela internet e 
pelas mídias sociais, por exemplo, em que todos, de repente, viraram especialistas em tudo não 
deixou de impactar os discursos de saber que predominavam em épocas não tão distantes. 
Embora não seja uma tese exclusiva e original de Lacan, este autor já se referia ao declínio da 
função social da imago paterna na contemporaneidade em 1938, no texto d’Os complexos 
familiares. Lacan diferenciou os conceitos de Nome do pai e imago paterna, apesar de manterem 
alguma relação quanto à sua função social normatizadora, tal como estamos tratando aqui. 
Mas antes de avançarmos em discussões teóricas, nos voltemos para questões clínicas. Os 
psicanalistas têm se defrontado e registrado diferenças sensíveis na sintomatologia que 
predomina em suas clínicas na atualidade, quando comparadas com aquelas mais clássicas 
descritas por Freud. Se na época vitoriana de Freud os sintomas se manifestavam muito 
estruturados em forma de linguagem, transpassados pela presença de um Outro repressor 
contra o qual as histéricas protestavam com seus próprios corpos, a coisa hoje parece diferir 
significativamente. 
Não que não encontremos casos muito parecidos com esses clássicos, porém, o que parece 
predominar atualmente são expressões que resistem às interpretações dos analistas, sintomas 
que não parecem se endereçar ao Outro, a demandar uma escuta que saiba lê-los, um saber 
sobre eles. São sintomas mais mudos, mais restritos aos corpos naquilo que eles resistem às 
significações inconscientes. Os sujeitos se queixam de angústia, de ansiedade, mas usam poucas 
ou pouquíssimas palavras a respeito dessa ansiedade, coisas como: “Não sei de onde vem isso”, 
esse “isso” significando uma vivência desprazerosa sem nome e sem rosto. 
A literatura aponta para coisas como os novos sintomas, que se desenrolam em significantes 
como a clínica do ato, ou do real. A impulsividade, a voracidade, os excessos pulsionais se 
traduzem na psicopatologia atual como transtornos de ansiedade, de pânico, abuso de 
substâncias químicas lícitas ou ilícitas, transtornos alimentares, acting out’s e passagens ao ato, 
violências, intolerância e suicídio. Muito se fala em psicanálise sobre o quão pouco tem sido o 
espaço para a palavra nessas novas configurações sociais. 
Vivemos de fato uma cultura de imagem sem precedentes, imagens sem histórias, sem contexto. 
Os discursos sociais de sucesso rápido, de produtividade, de felicidade e completude certamente 
diminuíram o espaço de elaboração psíquica que dispúnhamos em tempos recentes. Por 
exemplo, em épocas não remotas, a morte de alguém poderia significar um processo de luto 
razoavelmente penoso e longo, com viúvas de preto, velórios que reuniam vizinhos, que 
transpassavam a noite. As notícias eram mais raras, os acontecimentos nos dando mais tempo 
para sua assimilação. Cantávamos nossos objetos de amor perdidos em poemas e músicas, 
como dores incuráveis. Hoje as músicas nos incitam a não sofrer mais que um dia, e já se 
levantar, sacudir a poeira e superar. 
O capitalismo acelerou nosso modo de vida e a tecnologia nos tornou mais virtuais do que 
nunca. Contudo, não é nossa intenção cair em lugar comum de cultuar um passado mítico em 
que as coisas eram melhores naquele tempo. Estamos dentro da situação, o que nos dificulta o 
distanciamento necessário para melhor pensar as influências de nosso tempo. Mas, a clínica que 
fazemos atesta sim algumas mudanças sensíveis em relação ao Outro social, e a literatura a 
acompanha como, por exemplo, as ideias do filósofo Bauman, que trata dos nossos laços sociais 
contemporâneos sob a rubrica da “modernidade líquida”. 
Nossos laços sociais parecem estar mais voláteis, e a consistência do Outro como o lugar da 
verdade com menor credibilidade. O simbólico como estrutura do inconsciente parece dar lugar 
cada vez mais a expressões repetitivas e angustiantes do real. O discurso que impera não é o de 
renúncia, mas aquele que incita o gozo, e o sujeitos parecem sofrer cada vez mais de um gozo 
que não faz laço, ou o faz de maneira mais precária. O sofrimento atual parece cada vez mais 
autístico, do sujeito consigo mesmo. 
Desde “Mais além do princípio do prazer” Freud (1920) já escreveu sobre a função tirânica do 
superego, dizendo que já não era apenas um herdeiro do complexo de édipo com a função de 
limitar o prazer, mas sim, que era uma instância mais arcaica do que o próprio ego e estava na 
função sádica. 
Na releitura de Lacan, a instância do supereu (superego) é aquela que incita o sujeito a gozar, e 
a gozar mais, ainda. Sempre mais do que o sujeito supõe gozar na realidade, sempre além, 
porque nunca será suficiente, a sensação é de que sempre falta algo a alcançar. E nisso reside 
sua interlocução com a pulsão de morte freudiana, naquilo que ela comporta de repetição e de 
perigo. Se o supereu é a instância que incita ao gozo desmedido, ela também é a instância que 
se compraz (tem prazer/satisfação) em subjugar o eu com a culpa inconsciente. 
Em síntese, observamos que o laço social foi se modificando nas últimas décadas. Antes 
tínhamos a relação do sujeito como Outro simbólico, o lugar da lei, e na contemporaneidade o 
sujeito tem se relacionado com o seu próprio gozo, num contínuum sem limites, em que sempre 
há a possibilidade de ser mais, ter mais, sem falhas, perdas ou adiamentos, da ordem do 
imediatismo. 
Do falta-a-ser para fala-ser. O sujeito vai se nomeando, mas todo o seu discurso é empobrecido 
simbolicamente, não há encadeamento de significantes. 
Assim, o tratamento psicanalítico vai na contramão desse discurso radical do gozo, ele possibilita 
que o sujeito se confronte com a sua angústia, num esforço de fazer o significante se ligar a 
outro significante, ou seja, associar, na tentativa de aprender a representar, nomear, encadear, 
contar, produzir uma significação para se alcançar uma simbolização. 
 
Um breve recorte da análise: 
Uma moça recém-formada de ensino superior, inicia o tratamento analítico e quando 
perguntada sobre o porquê de sua escolha profissional, ela confronta com um imenso vazio, 
pois ela não sabia historicizar a sua escolha, ela conta que apenas fez esse curso e não sabia se 
iria exercer a profissão. Todas as escolhas de sua vida apareciam da mesma forma, uma escolha 
não sentida, não escolhida, o sujeito estava ausente. 
A palavra “não sei” era muito dita, pois de fato ela não sabia nada sobre si, namorava há 10 anos 
sem saber se realmente gostava do seu namorado ou se queria terminar. Ela se encontrava 
longe do seu desejo, uma impossibilidade de nomear, de representar as suas próprias vivências. 
Trata-se de um sujeito “sem bússola”, não tinha uma regulação simbólica ao qual ela estava 
submetida. 
A direção do tratamento visava sustentar no discurso da paciente as vivências trazidas por ela, 
com o objetivo de um reconhecimento acerca de si própria. 
 
A partir da perspectiva social, entende-se que a civilização regula o 
gozo, donde a civilização remete a fazer civil, a transformar em 
cidadão, fazer sociável, dito em outros termos, a fazer entrar o gozo 
no laço social sintomatizado conforme os modelos aceitáveis. A partir 
da perspectiva da psicanálise, a civilização tem a ver com o discurso. 
Para Lacan, o discurso excede à palavra, vai mais além dos enunciados 
que realmente se pronunciam. O discurso subsiste sem palavras 
porque se trata de relações fundamentais que se sustentam da 
linguagem. O discurso sustenta a realidade, a modela sem supor o 
consentimento por parte do sujeito. Como o laço social é afetado por 
esta atualidade? Os laços são pontuais, as coisas não se programam 
em longo prazo. O modelo é de conexão e desconexão, quase como se 
vivessem na Internet os sujeitos fazem redes, links, conectam e 
desconectam. (TIZIO, H. Recurso Eletrônico). 
 
 
REFERÊNCIAS 
BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998 
FREUD, Sigmund. Psicologia das massas e análise do Eu e outros textos (1920-1923). Trad. Paulo 
César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. v. 15. 
______________. Totem e tabu. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas 
de Sigmund Freud. vo. XIII. Rio de Janeiro: Imago, 1996. 
_________ (1930 [1929]) O mal-estar na civilização. Edição Standard Brasileira das Obras 
Completas de Sigmund Freud, vol. XXI. Rio de Janeiro: Imago, 1996. 
TIZIO, H. Novas modalidades do laço social. Recurso Eletrônico. Disponível em: 
http://www.isepol.com/asephallus/numero_04/artigo_03.htm

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