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Neto Santos

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1.000
QUESTÕES PARA O 
?caderno de
QQUUEESSTTÕÕEESS?caderno de
QQUUEESSTTÕÕEESS
PU
TÉCNICO - ADMINISTRAÇÃO
NV-LV195-25-1000-QUESTOES-MPU-TEC-ADM
Cód.: 7908428811181
2
SUMÁRIO
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL ..........................................................1
 Æ DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO (ARTS. 1º A 4º DA CF/1988) ........................................1
 Æ DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS (ART. 5º DA CF/1988) ....................................................1
 Æ DIREITOS SOCIAIS E DOS TRABALHADORES (ARTS. 6º E 7º DA CF/1988) ...........................................................2
 Æ DIREITOS COLETIVOS DOS TRABALHADORES (ARTS. 8º A 11 DA CF/1988) .......................................................2
 Æ ESPÉCIES DE NACIONALIDADE (BRASILEIROS NATOS E NATURALIZADOS) .....................................................3
 Æ DISTINÇÕES CONSTITUCIONAIS ENTRE BRASILEIROS NATOS E NATURALIZADOS ........................................3
 Æ PERDA DA NACIONALIDADE ......................................................................................................................................3
 Æ EXTRADIÇÃO, DEPORTAÇÃO, EXPULSÃO E BANIMENTO (DA NACIONALIDADE) ...........................................3
 Æ SOBERANIA POPULAR (VOTO, PLEBISCITO, REFERENDO, INICIATIVA POPULAR), ALISTAMENTO E 
ELEGIBILIDADE ..............................................................................................................................................................4
 Æ INELEGIBILIDADES (DIREITOS POLÍTICOS) ...............................................................................................................4
 Æ PERDA E SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS ...................................................................................................4
 Æ DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA (ARTS. 18 E 19 DA CF/1988) ..................................................5
 Æ UNIÃO: BENS E COMPETÊNCIAS EXCLUSIVAS, PRIVATIVAS, COMUNS E CONCORRENTES (ARTS. 20 
A 24 DA CF/1988).........................................................................................................................................................10
 Æ ESTADOS FEDERADOS - ORGANIZAÇÃO, COMPETÊNCIAS, BENS (ARTS. 25 A 28 DA CF/1988) ...................10
 Æ MUNICÍPIOS - ORGANIZAÇÃO E COMPETÊNCIAS (ARTS. 29 A 31 DA CF/1988) ..............................................11
 Æ DISPOSIÇÕES GERAIS (ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - ARTS. 37 E 38 DA CF/1988) ...........................................12
 Æ DOS SERVIDORES PÚBLICOS (ARTS. 39 A 41 DA CF/1988) ..................................................................................12
 Æ DO CONGRESSO NACIONAL (ARTS. 44 A 47 DA CF/1988) ..................................................................................13
 Æ DAS ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL (ARTS. 48 A 50 DA CF/1988) ................................................13
 Æ DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (ART. 51 DA CF/1988) .........................................................................................14
 Æ DO SENADO FEDERAL (ART. 52 DA CF/1988) .........................................................................................................14
 Æ DO PRESIDENTE E VICE PRESIDENTE DA REPÚBLICA (ARTS. 76 A 83 DA CF/1988) ........................................14
 Æ DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA (ART. 84 DA CF/1988) .....................................................15
 Æ ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO (ART. 92 DA CF/1988) ......................................................................................16
 Æ DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF (ARTS. 101 A 103 DA CF/1988) .........................................................16
 Æ DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ (ART. 103-B DA CF/1988) ...........................................................16
 Æ DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ (ARTS. 104 E 105 DA CF/1988) ......................................................16
 Æ DISPOSIÇÕES GERAIS (SEGURIDADE SOCIAL, ARTS. 194 E 195 DA CF/1988) ..................................................17
 Æ DA PREVIDÊNCIA SOCIAL (ARTS. 201 E 202 DA CF/1988) ....................................................................................17
 Æ GABARITO ....................................................................................................................................................................17
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NOÇÕES DE DIREITO 
CONSTITUCIONAL
 Æ DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA 
CONSTITUIÇÃO (ARTS. 1º A 4º DA CF/1988)
1. (FGV — 2024) O texto constitucional previu a existência de 
alguns objetivos fundamentais para nortear as ações da Repú-
blica Federativa do Brasil, a exemplo de
a)	 solucionar	de	forma	pacífica	os	conflitos.
b)	 garantir	o	desenvolvimento	nacional.
c)	 fomentar	o	pluralismo	político.
d) erradicar as desigualdades sociais e regionais e reduzir a 
pobreza	e	a	marginalização.
2. (FGV — 2014) Analise	as	afirmativas	a	seguir.
I.	A	soberania,	a	cidadania	e	a	proteção	à	propriedade	privada	
constituem	fundamentos	da	República	Federativa	do	Brasil.
II.	A	República	Federativa	do	Brasil	 rege-se,	em	suas	 relações	
internacionais, pela autodeterminação dos povos e pela não 
intervenção.
III.	A	Constituição	da	República	Federativa	do	Brasil	erige	a	livre	
iniciativa	como	um	princípio	fundamental.
Assinale:
a)	 se	somente	a	afirmativa	I	estiver	correta.
b)	 se	somente	a	afirmativa	II	estiver	correta.
c)	 se	somente	a	afirmativa	III	estiver	correta.
d)	 se	somente	as	afirmativas	I	e	II	estiverem	corretas.
e)	 se	somente	as	afirmativas	II	e	III	estiverem	corretas.
 Æ DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E 
COLETIVOS (ART. 5º DA CF/1988)
3. (FGV — 2021) A associação de moradores do Bairro Alfa pas-
sou a defender posturas consideradas juridicamente ilícitas 
pelo Poder Executivo do Município Beta, sendo que essa conclu-
são	se	mostrava	correta	considerando	a	legislação	municipal.	À	
luz dessa constatação e após regular processo administrativo, 
o prefeito municipal decidiu pela dissolução compulsória da 
referida	associação.
Essa decisão se mostra:
a) ilícita, pois a dissolução compulsória de associações 
somente pode ser determinada por decisão judicial, sendo 
exigido o trânsito em julgado;
b) lícita, pois, uma vez observado o devido processo legal, o 
Poder Executivo pode decidir pela dissolução compulsória 
da associação;
c) lícita, desde que tenha sido observado o devido processo legal 
e realizado o prévio chamamento público da coletividade;
d) ilícita, pois a ordem constitucional veda, em termos 
peremptórios, a dissolução compulsória de associações;
e) ilícita, desde que a sanção de dissolução compulsória tenha 
sido	cominada	pela	legislação	municipal.
4. (FGV — 2019) Com	vistas	a	permitir	que	as	pessoas	se	defen-
dam	 do	 crescimento	 vertiginoso	 da	 violência	 na	 Cidade	 Alfa,	
algumas dezenas de pessoas decidem criar, com esse objetivo 
social,	 a	 Associação	 Beta.	 Foram	 estabelecidos	 como	 requisi-
tos, para o ingresso na associação, que a pessoa tivesse direito 
ao porte de arma, que seria usada diariamente nas atividades 
internas e externas dos associados, e aceitasse vestir o unifor-
me	da	associação.
Considerando	a	sistemática	constitucional,	a	Associação	Beta:
a)	 não	 poderia	 funcionar,	 em	 razão	 do	 seu	 nítido	 caráter	
paramilitar;
b) só poderia funcionar mediante prévia autorização do Poder 
Público;
c) poderia funcionar independentemente de prévia autoriza-
ção, pois é assegurada a liberdade de associação;
d) não poderia funcionar, pois a ordem constitucional atual-
mente não reconhece o direito de associação;
e) só poderia funcionar caso fosse previamente editada lei 
disciplinando	o	funcionamento	de	associações	como	essa.
5. (FGV — 2017) Osmar estava em sua residência e foi informado 
de que deveria permitirque relacionadas ao exercí-
cio do mandato;
c) não pode ser responsabilizada, em nenhuma hipótese, por 
suas palavras e opiniões, relacionadas, ou não, ao exercício 
do mandato;
d) pode ser responsabilizada por suas palavras e opiniões, 
sempre	que	identificada	a	sua	dissonância	da	juridicidade;
e) pode ser responsabilizada por suas palavras e opiniões, nas 
circunstâncias	indicadas	na	narrativa.
67. (FGV — 2014) Determinada	 Constituição	 Estadual,	 com	 o	
objetivo	 de	 zelar	 pelo	 princípio	 constitucional	 da	 eficiência,	
determinou que toda a Administração Pública municipal, direta 
e indireta, criasse um órgão de controle interno que monitoras-
se os gastos realizados pelos órgãos administrativos, devendo, 
obrigatoriamente, realizar pesquisa de preços e aferir o tempo 
de	execução	dos	contratos.	É	possível	afirmar	que	a	norma	da	
Constituição	Estadual	que	assim	dispôs	está	em:
a)	 harmonia	com	a	Constituição	da	República,	pois	os	Estados	
têm	competência	para	editar	as	suas	próprias	Constituições;
b)	 desacordo	com	a	Constituição	da	República,	pois	disciplina	
matéria	afeta	à	autonomia	municipal;
c)	 harmonia	com	a	Constituição	da	República,	pois	os	Estados	
devem observar os princípios nela estabelecidos, dentre os 
quais	está	o	da	eficiência;
d)	 desacordo	com	a	Constituição	da	República,	pois	a	norma	
afronta a autonomia da União para disciplinar a matéria de 
modo uniforme;
e)	 harmonia	com	a	Constituição	da	República,	pois	a	função	da	
Constituição	Estadual	é	uniformizar	a	disciplina	normativa	
no	âmbito	do	respectivo	Estado.
12
 Æ DISPOSIÇÕES GERAIS (ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA - ARTS. 37 E 38 DA CF/1988)
68. (FGV — 2024) A	 análise	 da	 jurisprudência	 do	 Supremo	
Tribunal Federal indica o reconhecimento de um princípio 
implícito	na	Constituição	da	República,	consectário	do	Estado	
Democrático	de	Direito,	que	corresponde	à	dimensão	subjetiva	
da segurança jurídica, de grande relevância no âmbito da ativi-
dade	de	controle	administrativo,	sendo	correto	afirmar	que	se	
trata do princípio da:
a)	 eficiência;
b) efetividade;
c)	 proteção	da	confiança;
d) supremacia do interesse público;
e)	 indisponibilidade	do	interesse	público.
69. (FGV — 2023) Marcos, servidor público ocupante de cargo 
efetivo de nível superior, cujo exercício exige conhecimentos 
técnicos	específicos	e	habilitação	 legal,	de	uma	agência	regu-
ladora estadual, exerce, cumulativamente, cargo público remu-
nerado	de	professor	em	uma	universidade	pública	federal.
Sobre	o	caso	apresentado,	de	acordo	com	a	Constituição	Fede-
ral	de	1988,	assinale	a	afirmativa	correta.
a)	 É	 vedada	 a	 Marcos	 tal	 acumulação	 remunerada	 de	 car-
gos públicos, mesmo quando houver compatibilidade de 
horários.
b)	 É	 permitida	 a	 Marcos	 a	 acumulação	 remunerada	 desses	
cargos	públicos,	desde	que	haja	compatibilidade	de	horá-
rios, devendo, em qualquer caso, optar pela remuneração 
integral	de	um	dos	cargos	e	por	70%	do	valor	da	remunera-
ção	do	outro	cargo.
c)	 A	Constituição	Federal	de	1988	somente	permite	a	acumu-
lação	de	dois	 cargos	ou	empregos	privativos	de	profissio-
nais	de	saúde,	com	profissões	regulamentadas,	o	que	não	é	
o	caso	de	Marcos.
d)	 A	 vedação	 à	 acumulação	 remunerada	 de	 cargos	 públicos	
aplica-se	 apenas	 às	 entidades	 da	 administração	 pública	
direta, não abrangendo servidores de autarquias como 
Marcos.
e)	 É	permitida	a	Marcos	 tal	acumulação	remunerada,	por	se	
tratar de acumulação de um cargo de professor com outro 
técnico	 ou	 científico,	 desde	 que	 haja	 compatibilidade	 de	
horários.
70. (FGV — 2023) Considere	que	o	prefeito	João	dos	Brócolis,	de	
Piraporinha	do	Norte,	município	hipotético	brasileiro,	seja	um	
grande incentivador do esporte como ferramenta de desen-
volvimento	social.	Tendo	 isso	em	vista,	 como	obra	de	 final	de	
mandato,	 ele	 decide	 construir	 um	 ginásio	 poliesportivo	 com	
tecnologia de ponta, visando a transformar o município em 
uma	referência	esportiva	no	país.	Além	disso,	buscando	esta-
belecer seu nome na história do município, o prefeito decide 
nomear	o	ginásio	de	Complexo	Brócolis,	em	homenagem	a	seu	
nome	de	família.
Acerca da situação apresentada, e considerando, ainda, os prin-
cípios explícitos e implícitos que regem a atividade da admi-
nistração	pública	dispostos	na	Constituição	Federal,	é	correto	
afirmar	que	houve	uma	clara	e	direta	afronta	ao	Princípio	da
a)	 Segurança	Jurídica.
b)	 Sindicabilidade.
c)	 Impessoalidade.
d)	 Eficiência.
71. (FGV — 2016) Dentre	os	princípios	expressos	na	Constitui-
ção	Federal/88,	temos	o	Princípio	da	Moralidade,	que	determi-
na	as	regras	a	serem	seguidas	na	prática	da	boa	administração.	
Caso	 a	 prática	 administrativa	 incorra	 na	 violação	 da	 ordem	
institucional, do bem comum e dos princípios de justiça e equi-
dade,	 cabe	à	própria	administração	 invalidá-la,	por	ofender	a	
moralidade	administrativa.	A	finalidade	do	Princípio	da	Mora-
lidade	é	evitar	o	desvio	de	poder.
Assinale a opção que apresenta as duas formas de desvio de 
poder	combatidas	pelo	Princípio	da	Moralidade.
a)	 Desrespeito	aos	princípios	legais	e	desvio	de	finalidade.
b)	 Excesso	de	poder	e	desvio	de	finalidade.
c)	 Conduta	corrupta	e	conduta	ineficiente.
d)	 Conduta	ineficiente	e	abuso	de	autoridade.
e)	 Desvio	de	finalidade	e	conduta	corrupta.
72. (FGV — 2014) Pedro,	após	anos	de	estudo	e	reflexão,	decidiu	
ingressar	 na	 carreira	 pública,	 mais	 especificamente	 em	 um	
cargo	cujo	regime	jurídico	lhe	oferecia	diversos	benefícios	fun-
cionais.	Submeteu-se	ao	respectivo	concurso	público,	foi	apro-
vado	e	 tomou	posse	no	 cargo.	Ocorre	que,	 após	 1	 (um)	 ano,	 a	
legislação	foi	alterada	e	os	benefícios	do	respectivo	regime	jurí-
dico, sensivelmente reduzidos, isso sem que houvesse redução 
dos	seus	vencimentos.	Pedro	não	foi	ouvido	e	não	lhe	foi	asse-
gurado	qualquer	direito	de	opção.	À	luz	desse	quadro,	é	correto	
afirmar	que	a	alteração	promovida	na	legislação	é:
a)	 constitucional,	 pois	 somente	 os	 servidores	 estáveis	 têm	
direito adquirido ao regime jurídico;
b)	 inconstitucional,	já	que	violados	os	princípios	do	contradi-
tório e da ampla defesa;
c) constitucional, pois não se pode falar em direito adquirido a 
regime jurídico;
d)	 inconstitucional,	 já	 que	 violado	 o	 ato	 jurídico	 perfeito,	
decorrente da posse no cargo público e da correlata inci-
dência do respectivo regime jurídico;
e) constitucional, pois o ato jurídico perfeito, acarretando a 
imutabilidade do regime jurídico, somente se aperfeiçoa 
após	3	(três)	anos	de	efetivo	exercício	funcional.
 Æ DOS SERVIDORES PÚBLICOS (ARTS. 39 A 41 DA 
CF/1988)
73. (FGV — 2019) Antônio,	após	anos	de	estudos,	logrou	êxito	em	
ser aprovado em concurso público de provas e títulos e tomou 
posse	em	um	cargo	de	provimento	efetivo.	Como	o	seu	objetivo	
sempre	foi	o	de	ter	segurança	jurídica,	ficou	aliviado	com	a	con-
quista,	já	que	servidor	público	estável	“não	pode	ser	demitido”.
Para sua surpresa, o Departamento de Recursos Humanos lhe 
informou	que,	de	acordo	com	a	sistemática	constitucional,	ele	
poderia perder o cargo:
a) em virtude de sentença judicial transitada em julgado, pro-
cesso administrativo ou, na forma de lei complementar, 
mediante procedimento de avaliação de desempenho;
b) em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou 
processo administrativo, desde que tenha praticado crime 
incompatível com o exercício da função;
c)	 em	virtude	de	decisão	 fundamentada	do	 superior	hierár-
quico ou, caso tenha mais de três anos de efetivo exercí-
cio funcional, apenas por sentença judicial transitada em 
julgado;
d) caso as despesas com pessoal superassem os limites legais 
ou em razão de decisão proferida em processo administra-
tivo,	vedada	a	intervenção	do	Poder	Judiciário;
e) apenas em virtude de sentença judicial transitada em julga-
do,	quando	tiver	completado	3	(três)	anos	de	efetivo	exercí-
cio	funcional.
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74. (FGV — 2014) Sandra é servidora públicado Poder Executivo 
tendo sido nomeada para cargo de provimento efetivo em vir-
tude	de	concurso	público	de	provas	e	títulos.
De	acordo	com	as	normas	da	Constituição	Federal,	sua	estabili-
dade	no	cargo	ocorrerá	após	três	anos	de	efetivo	exercício	e	ela	
só	poderá	perder	o	cargo	após
a)	 decisão	liminar	em	ação	coletiva.
b)	 decisão	política	de	órgão	do	Poder	Legislativo.
c)	 julgamento	administrativo	sumário.
d)	 sentença	judicial	transitada	em	julgado.
e)	 decisão	administrativa	do	Poder	Judiciário.
 Æ DO CONGRESSO NACIONAL (ARTS. 44 A 47 DA 
CF/1988)
75. (FGV — 2024) Maria, professora de ciência política, questio-
nou João, seu aluno, a respeito do processo de escolha de Depu-
tados	Federais	e	Senadores,	mais	especificamente	em	relação	
ao sistema de escolha e ao número de legislaturas pelas quais 
se	estendem	os	mandatos.
João respondeu corretamente que
a)	 Deputados	Federais	são	escolhidos	pelo	sistema	majoritá-
rio, e os Senadores pelo sistema proporcional, sendo que 
o mandato de ambos se estende por período equivalente a 
uma	legislatura.
b) Deputados Federais e Senadores são escolhidos pelo sis-
tema	majoritário,	 sendo	 que	 o	mandato	 dos	 primeiros	 se	
estende por período equivalente a duas legislaturas e o dos 
últimos	por	período	equivalente	a	três	legislaturas.
c) Deputados Federais e Senadores são escolhidos pelo sis-
tema proporcional, sendo que o mandato dos primeiros se 
estende por período equivalente a quatro legislaturas e o 
dos	últimos	por	período	equivalente	a	oito	legislaturas.
d) todos os parlamentares, em qualquer nível federativo, são 
escolhidos pelo sistema proporcional, sendo que o manda-
to se estende por uma legislatura, havendo renovações par-
ciais do Senado Federal, a cada eleição, em um terço e em 
dois	terços,	alternadamente.
e) Deputados Federais são escolhidos pelo sistema propor-
cional,	e	Senadores,	pelo	sistema	majoritário,	sendo	que	o	
mandato dos primeiros se estende por período equivalente 
a uma legislatura e o dos últimos, por período equivalente a 
duas	legislaturas.
76. (FGV — 2014) No	que	concerne	à	organização	dos	poderes	
disciplinada	na	Constituição	Brasileira	de	1988,	assinale	a	afir-
mativa	correta.
a)	 O	 Poder	 Legislativo	 é	 exercido	 pelo	 Congresso	 Nacional,	
composto	pela	Câmara	dos	Deputados,	pelo	Senado	Federal	
e	pelo	Tribunal	de	Contas	da	União.
b)	 Os	 representantes	do	povo	 são	eleitos	para	a	Câmara	dos	
Deputados	pelo	sistema	majoritário.
c) Os representantes dos Estados e do Distrito Federal são 
eleitos,	pelo	sistema	proporcional,	para	o	Senado	Federal.
d)	 Cada	 legislatura	 terá	 duração	 de	 quatro	 anos,	 sendo	 os	
Deputados Federais eleitos para mandato de 4 anos e os 
Senadores,	para	mandato	de	8	anos.
e)	 A	 representação	 por	 Estado	 na	 Câmara	 dos	 Deputados	
não	poderá	ser	inferior	a	3	Deputados	e	nem	superior	a	55	
Deputados.
 Æ DAS ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL 
(ARTS. 48 A 50 DA CF/1988)
77. (FGV — 2023) Após a assinatura do Presidente da República, 
o	Congresso	Nacional	ratificou	determinada	Convenção	Inter-
nacional	que	estabelecia	regras	tributárias	diferenciadas	para	
os	países	signatários.
Após alguns anos em vigor no direito interno, o Poder Executi-
vo passou a entender que o ajuste gerava um desequilíbrio nas 
contas públicas, decidindo que a denúncia era a medida que 
melhor	atendia	aos	interesses	nacionais.
À	luz	da	sistemática	estabelecida	na	Constituição	da	República	
de	1988,	é	correto	afirmar	que	a	referida	denúncia
a)	 exige	a	anuência	do	Congresso	Nacional,	para	que	produza	
efeitos	na	ordem	jurídica	interna.
b)	 somente	exigirá	a	anuência	do	Congresso	Nacional	se	acar-
retar	efeitos	gravosos	para	o	Brasil.
c) por não se tratar de ajuste afeto aos direitos humanos, não 
é	necessária	a	anuência	do	Congresso	Nacional.
d)	 é	ato	privativo	do	Congresso	Nacional,	considerando	a	pari-
dade	das	formas	em	relação	ao	ato	de	celebração.
e) é ato do Presidente da República, que tem competência pri-
vativa	para	representar	a	União	nas	relações	internacionais.
78. (FGV — 2023) O	Congresso	Nacional,	a	partir	de	provocação	
de um legitimado, decidiu que os Artigos 2o e 3o do Decreto no 
X, editado pelo Presidente da República, exorbitavam do poder 
regulamentar	 e	 não	 mais	 deveriam	 produzir	 efeitos.	 Apesar	
de	essa	afirmação	se	mostrar	correta	em	relação	ao	Art.	2o,	o	
mesmo	não	podia	ser	dito	quanto	ao	Art.	3o,	já	que	se	limitava	a	
reproduzir	o	teor	da	Lei	no	Y.
Em	relação	ao	ato	do	Congresso	Nacional,	especificamente	na	
parte	direcionada	ao	Art.	3o	do	Decreto	no	X,	à	luz	da	sistemáti-
ca	constitucional,	assinale	a	afirmativa	correta.
a)	 Por	 se	 tratar	 de	 ato	 hierarquicamente	 inferior	 à	 Lei	 no	Y,	
não	produzirá	efeitos,	pois	isto	importaria	na	supressão	da	
eficácia	da	própria	lei.
b)	 A	normatividade	do	ato	do	Congresso	Nacional	descrito	na	
narrativa é inerente a todos os atos emanados dessa estru-
tura	de	poder.
c)	 Ao	 contrapor-se	 à	 generalidade	 e	 à	 abstração	 do	 Decre-
to	 no	 X,	 o	 ato	 do	 Congresso	 Nacional	 apresenta	 caráter	
normativo.
d)	 Por	estar	situado	no	plano	da	eficácia,	não	no	da	validade,	
não	apresenta	contornos	normativos.
e)	 É	ato	hierarquicamente	superior	ao	Decreto	no	X,	logo,	deve	
prevalecer	em	relação	a	ele.
79. (FGV — 2018) O Governador de determinado Estado solicitou 
informações	à	sua	assessoria	a	respeito	do	órgão	competente	
para	julgar	suas	contas	de	governo	anuais.
Considerando	 a	 sistemática	 estabelecida	 na	 Constituição	 da	
República, a assessoria respondeu corretamente que esse 
órgão é o
a)	 Tribunal	 de	 Contas,	 com	 recurso	 para	 a	 Assembleia	
Legislativa.
b)	 Assembleia	 Legislativa,	 com	 recurso	 para	 o	 Tribunal	 de	
Justiça.
c)	 Tribunal	de	Contas,	com	recurso	para	o	Tribunal	de	Justiça.
d)	 Assembleia	Legislativa,	que	julga	em	caráter	definitivo.
e)	 Tribunal	de	Contas,	que	julga	em	caráter	definitivo.
14
 Æ DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (ART. 51 DA 
CF/1988)
80. (FGV — 2023) Em determinada legislatura, o Presidente da 
República	foi	informado	por	um	assessor	de	que,	apesar	de	já	se	
encontrarem no dia 31 de março do ano X, suas contas de gover-
no correspondentes ao exercício anterior ainda não tinham 
sido	 encaminhadas	 ao	 Congresso	 Nacional.	 Surpreso	 com	 a	
informação,	o	Chefe	do	Poder	Executivo,	no	mesmo	momento,	
questionou	 seu	 assessor	 em	 relação	 às	medidas	 passíveis	 de	
serem	adotadas	pelo	Poder	Legislativo	para	que	as	contas	fos-
sem	prestadas.
Considerando	os	balizamentos	da	narrativa,	à	luz	da	Constitui-
ção da República de 1988, o assessor respondeu corretamente 
que
a)	 o	Senado	Federal	deve	proceder	à	tomada	de	contas.
b)	 a	Câmara	dos	Deputados	deve	proceder	à	tomada	de	contas.
c)	 não	há	nenhuma	medida	passível	de	ser	adotada	pelo	Poder	
Legislativo.
d)	 o	 Congresso	 Nacional	 pode	 requisitar	 que	 o	 Tribunal	 de	
Contas	proceda	à	tomada	de	contas	especial.
e)	 o	 Chefe	 do	 Poder	 Executivo	 será	 intimado	 pela	 Câmara	
dos	Deputados	e,	caso	persista	a	omissão,	proceder-se-á	à	
tomada	de	contas.
81. (FGV — 2015) O Presidente da República, transcorridos 90 
(noventa)	 dias	 após	 o	 início	 da	 sessão	 legislativa,	 ainda	 não	
tinha	apresentado	suas	contas	anuais	ao	Congresso	Nacional	e	
não	tinha	perspectivas	de	fazê-lo	tão	cedo.
Em situações dessa natureza, a ordem constitucional prevê que
a)	 o	Chefe	do	Executivo	será	intimado	pelo	Congresso	Nacio-
nal	a	fazê-lo	em	30	(trinta)	dias.
b)	 o	Senado	Federal	procederá	à	tomada	de	contas	especial.
c)	 o	Tribunal	de	Contas	da	União	procederá	à	tomada	de	con-
tas	especial.
d)	 o	Chefe	do	Executivo	será	imediatamente	submetido	a	jul-
gamento,	por	crime	de	responsabilidade,	perante	o	Senado.
e)	 a	 Câmara	 dos	 Deputados	 procederá	 à	 tomada	 de	 contas	
especial.
 Æ DO SENADO FEDERAL (ART. 52 DA CF/1988)
82. (FGV — 2022) Para	permitir	a	ingerência	do	Poder	Legislativo	
na escolha dos titulares dos cargos que integram os órgãos de 
cúpula	de	determinadas	autarquias	especiais,	foi	aprovadaa	Lei	
federal	nº	XX.
De acordo com esse diploma normativo, o Senado Federal deve-
ria aprovar previamente a escolha desses agentes, que seria 
realizada	pelo	Presidente	da	República.
A	Lei	federal	nº	XX	é
a)	 constitucional,	pois	a	lei	ordinária	pode	dispor	sobre	os	car-
gos cujos titulares devem ser previamente aprovados pela 
referida	Casa	Legislativa.
b) inconstitucional, pois somente a lei complementar pode 
dispor sobre os cargos cujos titulares devem ser previa-
mente	aprovados	pela	referida	Casa	Legislativa.
c)	 inconstitucional,	pois,	embora	a	lei	ordinária	possa	dispor	
sobre a matéria, a competência para aprovar a escolha des-
ses	agentes	é	do	Congresso	Nacional,	não	de	uma	de	suas	
Casas.
d)	 inconstitucional,	 por	 afronta	 à	 separação	 dos	 poderes,	
pois, com exceção das situações expressamente previstas 
na ordem constitucional, compete privativamente ao Pre-
sidente da República realizar as nomeações, sem prévia 
aprovação.
e)	 constitucional,	pois	a	Lei	federal	nº	XX	tão	somente	repro-
duziu,	 em	 parte,	 a	 Constituição	 de	 1988,	 já	 que	 qualquer	
nomeação para órgãos de cúpula da administração indireta 
deve	ser	previamente	aprovada	pelo	Senado	Federal.
83. (FGV — 2022) João,	Antônio	e	Pedro	travaram	intenso	debate	
em	relação	à	participação	do	Poder	Legislativo	nas	nomeações	
de ocupantes de cargos públicos realizadas pelo Presidente da 
República.	 João	 defendia	 que	 tanto	 a	 Câmara	 dos	 Deputados	
como o Senado Federal receberam a incumbência de aprovar 
as nomeações para certos cargos, conforme rol não exaustivo 
previsto	na	Constituição	da	República,	que	pode	ser	ampliado.	
Antônio,	por	sua	vez,	defendia	que	essa	incumbência	foi	outor-
gada	ao	Senado	Federal,	não	sendo	possível	que	a	lei	ordinária	
amplie	o	rol	de	nomeações	a	serem	previamente	aprovadas.
Por	fim,	Pedro,	embora	reconhecesse	que	essa	incumbência	foi	
atribuída ao Senado Federal, tendo a ordem constitucional con-
templado um rol não exaustivo de nomeações a serem aprova-
das,	passível	de	ser	ampliado	pela	lei	ordinária,	ressaltava	que	a	
aprovação	somente	era	necessária	em	relação	a	certas	autori-
dades do Poder
Executivo	e	do	Poder	Judiciário.
Considerando	os	balizamentos	estabelecidos	pela	ordem	cons-
titucional,	é	possível	afirmar	que
a)	 João	está	certo	e	Antônio	e	Pedro	estão	parcialmente	certos.
b)	 Antônio	está	certo	e	João	e	Pedro	estão	parcialmente	certos.
c)	 Pedro	está	certo	e	João	e	Antônio	estão	parcialmente	certos.
d)	 Pedro	somente	está	errado	em	relação	às	autoridades	cuja	
nomeação	pressupõe	aprovação.
e)	 João	apenas	está	errado	em	relação	à	menção	à	existência	de	
um	rol	não	exaustivo	das	nomeações	que	exigem	aprovação.
84. (FGV — 2021) Pedro, estudante de direito, questionou seu 
professor de direito constitucional a respeito de diversos 
aspectos relacionados ao órgão competente para processar e 
julgar	o	Presidente	da	República,	caso	ele	seja	acusado	da	práti-
ca	de	crime	de	responsabilidade.
O	professor	respondeu	corretamente	que	esse	órgão	é	o(a)
a)	 Senado	Federal.
b)	 Congresso	Nacional.
c)	 Câmara	dos	Deputados.
d)	 Supremo	Tribunal	Federal.
e)	 Conselho	Nacional	de	Justiça.
 Æ DO PRESIDENTE E VICE PRESIDENTE DA 
REPÚBLICA (ARTS. 76 A 83 DA CF/1988)
85. (FGV — 2022) O Presidente e o Vice-Presidente da República 
se	encontravam	em	missão	oficial	no	exterior,	daí	decorrendo	a	
necessidade de que outra autoridade assumisse o exercício da 
Presidência.
À	 luz	 da	 sistemática	 constitucional,	 a	 autoridade	 referida	 na	
narrativa	será
a) aquela que venha a ser livremente escolhida pelo Presiden-
te	da	República.
b) aquela escolhida pelo Presidente da República entre os 
Presidentes	do	Supremo	Tribunal	Federal,	 da	Câmara	dos	
Deputados	e	do	Senado	Federal.
c)	 o	Presidente	da	Câmara	dos	Deputados,	o	do	Senado	Fede-
ral ou o do Supremo Tribunal Federal, nessa ordem, que 
serão	chamados	ao	exercício	da	Presidência.
d) aquela que venha a ser livremente escolhida pelo Presiden-
te da República, entre os Presidentes do Supremo Tribunal 
Federal,	da	Câmara	dos	Deputados	e	do	Senado	Federal.
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e)	 o	 Presidente	 do	 Congresso	 Nacional,	 o	 da	 Câmara	 dos	
Deputados, o do Senado Federal ou o do Supremo Tribunal 
Federal, nessa ordem, que serão chamados ao exercício da 
Presidência.
86. (FGV — 2022) Conforme	fora	amplamente	divulgado	pelos	
meios	de	comunicações	social,	em	determinada	legislatura,	já	
sob	a	égide	da	Constituição	da	República	de	1988,	o	Presiden-
te da República, desacompanhado do Vice-Presidente, decidiu 
realizar uma viagem ao continente europeu, com a duração de 
vinte dias, durante a qual seria negociada a celebração de diver-
sos	tratados	de	interesse	para	o	País.
À	luz	da	sistemática	constitucional,	a	referida	viagem	do	Presi-
dente da República
a)	 não	dependia	de	prévia	autorização	do	Congresso	Nacional,	
já	que	o	Vice-Presidente	da	República	permaneceu	no	ter-
ritório	brasileiro.
b) dependia de prévia autorização, de competência exclusiva 
do	Congresso	Nacional,	o	que	significa	dizer	que	não	preci-
sava	ser	veiculada	em	lei.
c)	 somente	 dependeria	 de	 autorização	 prévia	 do	 Congresso	
Nacional	caso	o	Presidente	da	República	se	ausentasse	do	
território	nacional	por	lapso	superior	a	trinta	dias.
d) deveria apenas resultar na apresentação de relatório, a pos-
teriori,	 ao	 Congresso	 Nacional,	 não	 se	 exigindo	 autoriza-
ção prévia para a viagem, o que afrontaria a separação dos 
poderes.
e)	 dependia	 de	 prévia	 autorização	 do	 Congresso	 Nacional,	
pois o Presidente da República, ainda que desacompanhado 
do Vice-Presidente, sempre necessita de autorização para 
se	ausentar	do	território	brasileiro.
87. (FGV — 2014) Imagine a hipótese na qual o avião presiden-
cial sofre um acidente, vindo a vitimar o Presidente da Repú-
blica	e	seu	Vice,	após	a	conclusão	do	terceiro	ano	de	mandato.
A	partir	da	hipotese	apresentada,	assinale	a	afirmativa	correta.
a) O Presidente do Senado Federal assume o cargo e completa 
o	mandato.
b)	 O	Presidente	da	Câmara	dos	Deputados	assume	o	cargo	e	
convoca eleições que realizar-se-ão noventa dias depois de 
abertas	as	vagas.
c)	 O	Presidente	do	Congresso	Nacional	assume	o	cargo	e	com-
pleta	o	mandato.
d)	 O	 Presidente	 da	 Câmara	 dos	 Deputados	 assume	 o	 cargo	
e convoca eleições que serão realizadas trinta dias após a 
abertura	das	vagas,	pelo	Congresso	Nacional,	na	forma	da	
lei.
 Æ DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA 
REPÚBLICA (ART. 84 DA CF/1988)
88. (FGV — 2024) O	Presidente	da	República	dispôs,	mediante	
decreto, sobre a organização e o funcionamento da administra-
ção federal, sem implicar em aumento de despesa, tampouco 
em	criação	ou	extinção	de	órgãos	públicos.	Após	tomar	ciência	
sobre os fatos, um parlamentar da oposição procurou auxílio da 
sua assessoria jurídica, indagando-a sobre a validade da medi-
da	adotada.
Nesse	 cenário,	 considerando	 as	 disposições	 da	 Constituição	
Federal	de	1988	e	o	entendimento	doutrinário	e	jurisprudencial	
dominantes,	é	correto	afirmar	que	o	Presidente	da	República
a) pode, mediante decreto, dispor sobre a organização e fun-
cionamento da administração federal, desde que não haja 
aumento de despesa, tampouco criação ou extinção de 
órgãos	públicos,	com	base	no	poder	normativo.
b) pode, mediante decreto, dispor sobre a organização e fun-
cionamento da administração federal, desde que não haja 
aumento de despesa, tampouco criação ou extinção de 
órgãos	públicos,	com	base	no	poder	disciplinar.
c) não pode, mediante decreto, dispor sobre a organização 
e funcionamento da administração federal, porquanto o 
poder disciplinar permite, apenas, a edição de atos norma-
tivos	infralegais,	para	garantir	a	fiel	execução	da	lei.
d) não pode, mediante decreto, dispor sobre a organização 
e funcionamento da administração federal, porquanto o 
poder normativo permite, apenas, a edição de atos norma-
tivos	infralegais,	para	garantir	a	fiel	execução	da	lei.
e) pode, mediantedecreto, dispor sobre a organização e 
funcionamento da administração federal, ainda que haja 
aumento de despesa, criação ou extinção de órgãos públi-
cos,	com	base	no	poder	normativo.
89. (FGV — 2023) O Presidente da República, com o objetivo de 
aumentar	a	eficiência	da	atuação	das	estruturas	que	lhe	esta-
vam diretamente subordinadas, editou o Decreto no X, por 
meio	do	qual:	 (1)	 realocou	determinados	órgãos	administrati-
vos, reorganizando-os no âmbito da estrutura da Presidência 
da	República;	(2)	extinguiu	vinte	cargos	públicos	de	provimento	
efetivo,	 de	 denominação	WW,	 que	 se	 encontravam	 vagas;	 (3)	
extinguiu	vinte	funções	de	confiança,	de	denominação	YY,	não	
preenchidas;	e	(4)	extinguiu	uma	classe	de	determinada	carrei-
ra	dos	 servidores	públicos	 federais.	O	Decreto	no	X	 foi	muito	
criticado por determinado sindicato de servidores, que solici-
tou	a	análise	por	sua	assessoria.
A	 assessoria	 concluiu	 corretamente,	 em	 relação	 às	 quatro	
medidas adotadas pelo Decreto no X, que
a)	 todas	estão	em	harmonia	com	a	ordem	constitucional.
b) apenas as medidas 1, 2 e 3 estão em harmonia com a ordem 
constitucional.
c) apenas as medidas 2, 3 e 4 estão em harmonia com a ordem 
constitucional.
d) apenas as medidas 2 e 4 estão em harmonia com a ordem 
constitucional.
e) apenas as medidas 1 e 3 estão em harmonia com a ordem 
constitucional.
90. (FGV — 2022) O presidente da República, com o objetivo de 
conter o crescimento da despesa pública, consultou sua asses-
soria a respeito do procedimento a ser observado para se extin-
guir	determinado	quantitativo	de	cargos.
Foi corretamente informado ao chefe do Poder Executivo que 
os cargos:
a) podem ser extintos por decreto e, em se tratando de cargos 
ocupados, os servidores serão postos em disponibilidade;
b) vagos ou ocupados podem ser extintos por decreto, desde 
que	haja	autorização	legal	específica;
c) em obediência ao princípio da paridade das formas, somen-
te podem ser extintos por lei;
d) uma vez criados, em obediência ao ato jurídico perfeito, não 
podem ser extintos;
e) podem ser extintos por decreto, desde que se encontrem 
vagos.
16
 Æ ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO (ART. 92 DA 
CF/1988)
91. (FGV — 2022) São	órgãos	do	Poder	Judiciário:
a) o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justi-
ça, o Tribunal Superior do Trabalho, os Tribunais Regionais 
Federais e Juízes Federais, os Tribunais e Juízes do Trabalho, 
os Tribunais e Juízes Eleitorais, os Tribunais e Juízes Milita-
res, bem como os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distri-
to Federal e Territórios;
b)	 o	Supremo	Tribunal	 Federal,	 o	Conselho	Nacional	 de	 Jus-
tiça, o Superior Tribunal de Justiça, o Tribunal Superior do 
Trabalho, os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais, 
os Tribunais e Juízes do Trabalho, os Tribunais e Juízes Elei-
torais, os Tribunais e Juízes Militares, bem como os Tribu-
nais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios;
c) o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justi-
ça, o Tribunal Superior do Trabalho, os Tribunais Regionais 
Federais e Juízes Federais, os Tribunais e Juízes do Trabalho, 
os	Tribunais	e	 Juízes	Eleitorais,	os	Tribunais	de	Contas,	os	
Tribunais e Juízes Militares, bem como os Tribunais e Juízes 
dos Estados e do Distrito Federal e Territórios;
d)	 o	Supremo	Tribunal	 Federal,	 o	Conselho	Nacional	 de	 Jus-
tiça, o Superior Tribunal de Justiça, o Tribunal Superior do 
Trabalho, os Tribunais Regionais Federais e Juízes Fede-
rais, os Tribunais e Juízes do Trabalho, os Tribunais e Juí-
zes	Eleitorais,	os	Tribunais	de	Contas,	os	Tribunais	e	Juízes	
Militares, bem como os Tribunais e Juízes dos Estados e do 
Distrito Federal e Territórios;
e)	 o	Supremo	Tribunal	 Federal,	 o	Conselho	Nacional	 de	 Jus-
tiça, o Superior Tribunal de Justiça, o Tribunal Superior do 
Trabalho, os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais, 
os Tribunais e Juízes do Trabalho, os Tribunais e Juízes Elei-
torais,	 os	 Tribunais	 de	Contas,	 os	 Tribunais	Marítimos,	 os	
Tribunais e Juízes Militares, bem como os Tribunais e Juízes 
dos	Estados	e	do	Distrito	Federal	e	Territórios.
92. (FGV — 2019) Compõem	o	Sistema	de	Justiça	no	Brasil:
a) Ministério Público, Promotoria e Defensoria Pública;
b)	 Tribunal	de	Justiça,	Varas	Especiais	e	Código	Penal;
c) Ministério Público, Tribunal de Justiça e Defensoria Pública;
d)	 Código	Penal,	Defensoria	Pública	e	Promotoria;
e)	 Conselho	Nacional	de	Justiça,	Procuradoria-Geral	da	Repú-
blica	e	Ministério	Público.
 Æ DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF (ARTS. 
101 A 103 DA CF/1988)
93. (FGV — 2021) Pedro	ajuizou	ação	ordinária	em	face	do	Estado	
Alfa, sendo o pedido julgado improcedente em primeira e em 
segunda instâncias, situação que permaneceu inalterada até o 
exaurimento	das	instâncias	ordinárias.	Segundo	o	advogado	de	
Pedro,	o	resultado	lhe	foi	desfavorável	por	ter	sido	julgada	váli-
da	lei	local	que	ele	contestara	em	face	de	lei	federal.
Com	esse	fundamento,	uma	vez	preenchidos	os	demais	requi-
sitos exigidos, é possível a interposição de
a)	 reclamação,	a	ser	julgada	pelo	Supremo	Tribunal	Federal.
b) recurso especial, a ser julgado pelo Superior Tribunal de 
Justiça.
c)	 recurso	 ordinário,	 a	 ser	 julgado	 pelo	 Supremo	 Tribunal	
Federal.
d)	 recurso	ordinário,	a	ser	 julgado	pelo	Superior	Tribunal	de	
Justiça.
e)	 recurso	extraordinário,	a	ser	 julgado	pelo	Supremo	Tribu-
nal	Federal.
 Æ DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ 
(ART. 103-B DA CF/1988)
94. (FGV — 2024) O	Conselho	Nacional	de	Justiça	compõe-se	de	
15	(quinze)	membros	com	mandato	de	2	(dois)	anos,	admitida	1	
(uma)	recondução.
As opções a seguir apresentam membros que participam desse 
Conselho,	à	exceção	de	uma.	Assinale-a.
a) Um juiz de Tribunal Regional Federal, indicado pelo Supe-
rior	Tribunal	de	Justiça.
b) Um juiz de Tribunal Regional do Trabalho, indicado pelo Tri-
bunal	Superior	do	Trabalho.
c)	 Dois	cidadãos,	de	notável	saber	 jurídico	e	reputação	 iliba-
da,	indicados	um	pela	Câmara	dos	Deputados	e	outro	pelo	
Senado	Federal.
d) Um juiz do Tribunal Regional Eleitoral, indicado pelo Supre-
mo	Tribunal	Federal.
e) Um membro do Ministério Público estadual, escolhido pelo 
Procurador-Geral da República dentre os nomes indicados 
pelo	órgão	competente	de	cada	instituição	estadual.
95. (FGV — 2015) A	reforma	do	Judiciário,	realizada	por	meio	da	
Emenda	Constitucional	nº	45/2004,	instituiu	o	Conselho	Nacio-
nal	de	Justiça,	que	tem	composição	plural	de	quinze	membros.	
De acordo com o texto constitucional:
a)	 incumbe	 ao	 Conselho	 promover	 processos	 disciplinares	
contra	magistrados,	vedada,	contudo,	a	revisão	de	casos	já	
julgados pelo tribunal de origem, em qualquer caso;
b)	 o	Conselho	deve	representar	à	Defensoria	Pública,	para	as	
providências criminais, no caso de delito contra a adminis-
tração pública ou de abuso de autoridade;
c)	 cabe	ao	Conselho	receber	e	conhecer	das	reclamações	con-
tra	membros	ou	órgãos	do	Poder	 Judiciário,	exceto	contra	
seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de 
serviços notariais e de registro;
d)	 compete	ao	Conselho	o	controle	da	atuação	administrati-
va	e	 financeira	do	Poder	 Judiciário	e	do	cumprimento	dos	
deveres funcionais dos juízes;
e) um Ministro do Supremo Tribunal Federal que inte-
gre	 o	 Conselho	 exercerá	 obrigatoriamente	 a	 função	 de	
Ministro-Corregedor.
 Æ DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ 
(ARTS. 104 E 105 DA CF/1988)
96. (FGV — 2024) Após robusta investigação realizada pelo 
Ministério Público, descobriu-se que o Governador do Estado 
Alfa	teria	desviado	valores	pecuniários	no	âmbito	de	um	con-
trato administrativo celebrado com uma entidade privada, 
visando	à	aquisição	de	equipamentos	para	aparelhar,	adequa-
damente,	o	sistema	prisional	estadual.	Registre-se	que	o	crime	
perpetrado tem relação com o exercício das funções por parte 
do	agente	político,	existindo,	ainda,	contemporaneidade.	Nesse	
cenário,	considerando	as	disposições	da	Constituição	Federal,	é	
corretoafirmar	que	o	Governador	do	Estado	Alfa	será	processa-
do e julgado, na esfera criminal, junto ao
a) Tribunal de Justiça do Estado do Estado Alfa, de forma 
originária.
b)	 Superior	Tribunal	de	Justiça,	de	forma	originária.
c)	 juízo	de	primeira	instância,	em	âmbito	estadual.
d)	 Supremo	Tribunal	Federal,	de	forma	originária.
e)	 juízo	de	primeira	instância,	em	âmbito	federal.
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97. (FGV — 2015) Augusto, devidamente representado por 
advogado,	 com	 observância	 das	 normas	 afetas	 à	 competên-
cia jurisdicional, impetrou mandado de segurança contra ato 
de determinada autoridade perante o Tribunal de Justiça do 
seu	 Estado.	 O	 Tribunal,	 após	 regular	 tramitação	 do	 feito,	 jul-
gou improcedente o pedido sob o argumento de não ter sido 
demonstrada	 a	 lesão	 a	 direito	 líquido	 e	 certo.	 Irresignado,	
Augusto	decide	recorrer.	Considerando	os	dados	do	problema	e	
à	luz	da	sistemática	constitucional,	é	correto	afirmar	ser	cabível	
a interposição de recurso:
a)	 ordinário,	endereçado	ao	Superior	Tribunal	de	Justiça;
b) especial, endereçado ao Supremo Tribunal Federal;
c)	 ordinário,	endereçado	ao	Supremo	Tribunal	Federal;
d)	 extraordinário,	endereçado	ao	Superior	Tribunal	de	Justiça;
e)	 de	reclamação,	endereçado	ao	Superior	Tribunal	de	Justiça.
 Æ DISPOSIÇÕES GERAIS (SEGURIDADE SOCIAL, 
ARTS. 194 E 195 DA CF/1988)
98. (FGV — 2022) A	Constituição	Federal	de	1988,	ao	instituir	a	
Seguridade Social, inaugura uma política pública estatal abran-
gente	 de	 proteção	 social	 para	 a	 população	 brasileira.	 Em	 seu	
Art.	194,	estabelece	que	a	Seguridade	Social	compreende
a) um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes 
Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos 
relativos	à	saúde,	à	previdência	e	à	assistência	social;
b) um sistema híbrido de projetos e programas do Ministério da 
Saúde em conjunto com a sociedade civil, destinado a asse-
gurar	os	direitos	relativos	à	saúde,	à	previdência	e	à	assistên-
cia social;
c) um complexo descentralizado de iniciativas do setor público 
em parceria com o terceiro setor, destinadas a assegurar os 
direitos	relativos	à	saúde,	à	previdência	e	à	assistência	social;
d) uma agregação de normas da lavra do Executivo Federal, 
destinadas	 a	 assegurar	 os	 programas	 relativos	 à	 saúde,	 à	
previdência	e	à	assistência	social;
e) um compósito público estatal de regras destinadas a assegu-
rar	os	programas	relativos	à	saúde,	à	previdência	e	à	assis-
tência	social.
99. (FGV — 2015) Instituída	pela	Constituição	Federal	de	1988,	a	
Seguridade Social tem como um de seus pressupostos:
a) os mínimos sociais;
b) a exclusividade das políticas sociais públicas estatais;
c)	 o	compromisso	prioritário	com	a	classe	trabalhadora;
d)	 a	não	vinculação	entre	benefício	e	contribuição;
e)	 as	parcerias	público-privadas.
 Æ DA PREVIDÊNCIA SOCIAL (ARTS. 201 E 202 DA 
CF/1988)
100. (FGV — 2024) Um dos princípios constitucionais que regula a 
Seguridade Social é a seletividade e distributividade, ou seja, em 
algumas	hipóteses	a	Lei	 restringirá	o	 recebimento	de	benefícios	
previdenciários	às	pessoas	de	baixa	renda,	assim	definidas	em	Lei.
Das opções abaixo indicadas, marque aquela que, de acordo 
com	a	Constituição	 Federal,	 contempla	dois	 benefícios	 previ-
denciários	que	observam	esse	princípio.
a)	 Aposentadoria	especial	e	Auxílio-reclusão.
b)	 Auxílio-acidente	e	Salário-família.
c)	 Salário	maternidade	e	Pensão	por	morte.
d)	 Auxílio-acidente	e	Aposentadoria	especial.
e)	 Salário-família	e	Auxílio-reclusão.
 Æ GABARITO 
1 B 46 C
2 E 47 D
3 A 48 A
4 A 49 A
5 D 50 E
6 A 51 D
7 C 52 D
8 D 53 E
9 A 54 C
10 D 55 D
11 A 56 D
12 A 57 D
13 E 58 E
14 D 59 E
15 B 60 E
16 E 61 B
17 B 62 D
18 E 63 E
19 D 64 E
20 A 65 A
21 D 66 E
22 D 67 B
23 B 68 C
24 C 69 E
25 A 70 C
26 A 71 B
27 B 72 C
28 B 73 A
29 D 74 D
30 B 75 E
31 B 76 D
32 B 77 A
33 C 78 C
34 E 79 D
35 B 80 C
36 B 81 E
37 E 82 A
38 D 83 D
39 D 84 A
40 D 85 C
41 A 86 B
42 B 87 D
43 B 88 A
44 A 89 B
45 B 90 E
18
91 B 96 B
92 C 97 A
93 E 98 A
94 D 99 D
95 D 100 E
ANOTAÇÕESa entrada de um policial que estava por-
tando um mandado judicial de busca e apreensão, a ser cum-
prido	justamente	em	sua	residência.
À	 luz	 da	 sistemática	 constitucional,	 é	 correto	 afirmar	 que	 o	
ingresso na residência de Osmar, sem o seu consentimento, 
para o cumprimento do referido mandado:
a)	 poderia	ocorrer	em	qualquer	dia	ou	horário;
b)	 deveria	 ocorrer	 em	 certo	 horário,	 que	 deve	 ser	 indicado	
pela autoridade judicial;
c)	 deveria	 ocorrer	 à	 noite,	 se	 autorizado	 pela	 autoridade	
judicial;
d)	 não	 poderia	 ser	 realizado	 à	 noite,	 ainda	 que	 Osmar	 seja	
muito perigoso;
e)	 não	poderia	ocorrer	no	final	de	semana.
6. (FGV — 2015) O princípio constitucional do juiz natural iden-
tifica	o	juiz	competente	para	o	julgamento	da	causa	com	base	
em	regras	estabelecidas	previamente	à	ocorrência	do	fato	em	
questão.	 Esse	 princípio	 garante	 a	 imparcialidade	 da	 própria	
pessoa	do	juiz.	Nesse	sentido,	o	nosso	ordenamento	jurídico:
a) proíbe a instituição de juízo ou tribunal de exceção;
b) admite que se escolha o juízo da causa por foro de eleição;
2
c) proíbe que se ajuíze novamente uma mesma demanda 
quando a primeira foi extinta por carência de ação;
d) proíbe a criação de varas especializadas nas comarcas;
e)	 admite	que	os	juízes	sejam	substituídos,	de	ofício,	pelo	Pre-
sidente do Tribunal para julgar as demandas, em casos de 
repercussão	nacional.
7. (FGV — 2015) Pedro e Marcelo travaram intensa discussão a 
respeito da garantia constitucional da irretroatividade da lei, 
que não pode retroagir para prejudicar “o direito adquirido, o 
ato	jurídico	perfeito	e	a	coisa	julgada”.	É	correto	afirmar	que:
a)	 somente	é	considerado	adquirido	o	direito	que	já	foi	fruído	
pelo seu titular;
b) a coisa julgada é formada no momento em que é publicada 
a decisão judicial sobre certa matéria;
c)	 o	direito	adquirido	é	aquele	que	já	foi	incorporado	à	esfera	
jurídica do seu titular, ainda que não tenha sido fruído;
d) o ato jurídico perfeito é aquele que a Justiça declara como 
tal;
e)	 a	coisa	julgada	diz	respeito	à	impossibilidade	de	retirar	do	
proprietário	a	coisa	que	recebeu	por	decisão	judicial.
 Æ DIREITOS SOCIAIS E DOS TRABALHADORES 
(ARTS. 6º E 7º DA CF/1988)
8. (FGV — 2024) O instituto da cidadania estabelece direitos e 
deveres	para	os	indivíduos	pertencentes	à	determinada	socie-
dade.	 Esses	 direitos	 podem	 ser	 divididos	 em	 civis,	 políticos	 e	
sociais.
Assinale	 a	 opção	 que	 exemplifica	 corretamente	 os	 direitos	
sociais.
a)	 Direito	à	vida	e	à	liberdade.
b)	 Direito	à	representação	política.
c)	 Direito	à	propriedade	privada.
d)	 Direito	à	saúde	e	à	moradia.
9. (FGV — 2024) Assinale a alternativa que apresenta apenas 
direitos	sociais	previstos	expressamente	da	Constituição	Fede-
ral	de	1988.
a)	 Trabalho,	lazer	e	transporte.
b)	 Moradia,	previdência	social	e	família.
c)	 Alimentação,	meio-	ambiente	e	maternidade.
d)	 Esporte,	educação	e	segurança.
10. (FGV — 2014) Os direitos sociais constitucionais são normas 
de	ordem	pública,	sendo	invioláveis	pela	vontade	individual.
Segundo	o	Art.	7º,	da	CRFB,	que	discorre	sobre	direitos	dos	tra-
balhadores	urbanos	e	rurais,	assinale	a	afirmativa	correta.
a)	 Possibilita	a	redução	do	salário,	por	motivo	de	força	maior.
b) Estabelece a participação nos lucros ou resultados, vincula-
da	à	remuneração.
c)	 Determina	 o	 valor	 do	 salário-família,	 pago	 em	 razão	 dos	
dependentes	de	qualquer	faixa	de	renda.
d) Estabelece a proporcionalidade do piso salarial em relação 
à	extensão	e	à	complexidade	do	trabalho.
e)	 Equipara	a	remuneração	do	trabalho	noturno	à	do	diurno.
 Æ DIREITOS COLETIVOS DOS TRABALHADORES 
(ARTS. 8º A 11 DA CF/1988)
11. (FGV — 2024) Embora a liberdade de associação seja um 
direito constitucional, e vedada a interferência e a intervenção 
por parte do Poder Público na organização sindical, algumas 
restrições	foram	impostas	nesse	sentido.
Assinale	a	alternativa	que	apresenta	uma	dessas	restrições.
a) A criação de mais de uma organização sindical, represen-
tativa de categoria, na mesma base territorial, não podendo 
ser	inferior	à	área	de	um	Município.
b) A participação dos sindicatos nas negociações coletivas de 
trabalho.
c)	 O	filiado	aposentado	assumir	cargos	eletivos	nas	organiza-
ções	sindicais.
d) Uma organização sindical seja criada e entre em funciona-
mento sem autorização do Poder Público, conforme previs-
to	nas	leis	estaduais.
12. (FGV — 2020) Joana, servidora ocupante de cargo de provi-
mento	 efetivo	no	 âmbito	 do	 Poder	 Judiciário	 de	 determinado	
Estado da Federação, foi comunicada pelo sindicato da catego-
ria que seriam iniciadas as negociações coletivas de trabalho 
e	era	obrigatória	a	participação	do	sindicato.	Por	tal	razão,	era	
igualmente	obrigatória	a	filiação	de	todos	os	servidores	ao	sin-
dicato, de modo que a categoria não fosse sub-representada em 
seus	interesses.
A	narrativa	afigura-se:
a)	 incorreta	 em	 relação	 a	 Joana,	 pois	 a	 filiação	 é	 facultativa,	
e correta quanto ao sindicato, pois a sua participação é 
imposta	pela	Constituição;
b) correta em relação a Joana, por força do princípio da soli-
dariedade social, e incorreta quanto ao sindicato, por ferir o 
princípio da liberdade de gestão;
c)	 correta	em	relação	a	Joana,	já	que	a	filiação	dos	servidores	
do	Poder	Judiciário	é	obrigatória,	e	incorreta	quanto	ao	sin-
dicato, que tem autonomia gerencial;
d) incorreta em relação a Joana, pois os servidores do Poder 
Judiciário	não	podem	filiar-se	a	sindicato,	e	correta	quanto	
ao sindicato, desde que haja determinação judicial;
e) incorreta em relação a Joana, que somente pode ser obri-
gada a exercer cargo de direção no sindicato, não a sindi-
calizar-se, e correta quanto ao sindicato, que defende a 
categoria.
13. (FGV — 2014) No	que	tange	à	liberdade	de	associação	profis-
sional	ou	sindical,	assinale	a	afirmativa	correta.
a)	 É	livre	a	criação	de	mais	de	uma	organização	sindical	repre-
sentativa	de	categoria	profissional	ou	econômica	na	mes-
ma	base	territorial.
b)	 Uma	vez	aposentado,	o	indivíduo,	ainda	que	filiado,	não	tem	
direito	a	votar	e	ser	votado	nas	organizações	sindicais.
c)	 É	 vedada	 a	 dispensa	do	 empregado	 sindicalizado	 somen-
te a partir da posse no cargo de direção ou representação 
sindical.
d)	 Ninguém	 pode	 ser	 obrigado	 a	 filiar-se	 a	 sindicato,	 mas,	
uma	 vez	 filiado,	 será	 obrigado	 a	 manter-se	 filiado	 até	 a	
aposentadoria.
e)	 A	lei	não	poderá	exigir	autorização	do	Estado	para	a	funda-
ção de sindicato, ressalvado o registro no órgão competen-
te, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção 
na	organização	sindical.
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 Æ ESPÉCIES DE NACIONALIDADE (BRASILEIROS 
NATOS E NATURALIZADOS)
14. (FGV — 2024) João,	filho	de	Johan,	alemão	naturalizado	bra-
sileiro, e de Maria, espanhola naturalizada brasileira, nasceu 
quando seus pais se encontravam em solo belga a serviço da 
embaixada	da	França.	Logo	após	alcançar	a	maioridade,	ainda	
em	solo	belga,	João	consultou	a	Constituição	da	República	Fede-
rativa	do	Brasil	para	verificar	se	teria	a	nacionalidade	brasileira.
Ao	fim	de	suas	reflexões,	João	concluiu	corretamente	que:
a) é brasileiro nato;
b) é brasileiro naturalizado;
c) pode se naturalizar brasileiro caso comprove a residência 
no território brasileiro por um ano ininterrupto;
d) pode optar pela nacionalidade brasileira a qualquer tempo, 
desde que venha a residir no território brasileiro;
e)	 somente	 será	 considerado	 brasileiro	 nato	 se	 tiver	 sido	
registrado	em	repartição	brasileira	em	solo	belga.
15. (FGV — 2018) Peter nasceu na Áustria no período em que sua 
mãe, Maria, brasileira nata, servidora da União, fora designa-
da	para	trabalhar	na	embaixada	brasileira	naquele	país.	Como	
Maria era casada com Hans, de nacionalidade austríaca, Peter 
também tinha a nacionalidade do pai, jamais tendo residido no 
território	brasileiro.
Ao completar trinta anos de idade,Peter consultou um advoga-
do sobre a possibilidade de se candidatar a um mandato eletivo 
no Brasil, na eleição a ser realizada no ano seguinte, tendo sido 
informado, corretamente, que
a) os estrangeiros, como Peter, não podem concorrer a um 
mandato	eletivo.
b) sendo brasileiro nato, pode concorrer aos cargos eletivos 
privativos	de	brasileiro	nato.
c) somente teria nacionalidade brasileira se a lei da Áustria 
não	reconhecesse	a	sua	nacionalidade	austríaca	originária.
d) pode optar pela nacionalidade brasileira caso venha a resi-
dir	no	país,	podendo	concorrer	a	todos	os	cargos	eletivos.
e)	 caso	venha	a	se	naturalizar	brasileiro,	poderá	concorrer	a	
todos	os	cargos	eletivos	não	privativos	de	brasileiro	nato.
 Æ DISTINÇÕES CONSTITUCIONAIS ENTRE 
BRASILEIROS NATOS E NATURALIZADOS
16. (FGV — 2024) São privativos de brasileiro nato os seguintes 
cargos,	à	exceção	de	um.	Assinale-o.
a)	 Presidente	e	Vice-Presidente	da	República.
b)	 Presidente	da	Câmara	dos	Deputados.
c)	 Presidente	do	Senado	Federal.
d)	 Ministro	do	Supremo	Tribunal	Federal.
e)	 Governador	de	Estado.
17. (FGV — 2023) Maria, de nacionalidade espanhola, residia no 
território	brasileiro	há	mais	de	quinze	anos	ininterruptos,	com	
uma reputação ilibada, jamais tendo sofrido qualquer espécie 
de	sanção	do	Estado	brasileiro.	Por	se	 identificar	com	a	reali-
dade	brasileira,	 decidiu	 iniciar	uma	carreira	política.	À	 luz	da	
sistemática	constitucional,	Maria:
a)	 não	terá	direitos	políticos,	que	são	privativos	dos	brasileiros	
natos, mesmo que se naturalize brasileira;
b) é considerada brasileira naturalizada, desde que o requeira, e 
terá	capacidade	eleitoral	ativa	idêntica	à	dos	brasileiros	natos;
c)	 somente	 irá	 adquirir	 direitos	 políticos	 cinco	 anos	 após	
a aquisição da nacionalidade brasileira, caso venha a se 
naturalizar;
d) ainda não pode se naturalizar brasileira, considerando o 
período em que reside no território nacional, o que a impe-
de de ter direitos políticos;
e)	 será	considerada	brasileira	naturalizada,	caso	o	seu	reque-
rimento	 seja	 deferido,	 e	 terá	 capacidade	 eleitoral	 ativa	 e	
passiva	idêntica	à	dos	brasileiros	natos.
 Æ PERDA DA NACIONALIDADE
18. (FGV — 2024) Maria, brasileira nata, e Joana, brasileira natu-
ralizada,	formaram	uma	união	estável	e	passaram	a	residir	no	
país	 X.	 Após	mais	 de	 uma	 década	 sem	 retornar	 ao	 território	
brasileiro, decidiram obter a nacionalidade do país X, o que foi 
deferido.	 Alguns	 anos	 depois,	 em	 razão	 das	 contingências	 da	
vida, decidiram retornar ao Brasil e exercer determinado direi-
to	privativo	de	brasileiros.
Em	 relação	 à	Maria	 e	 à	 Joana,	 considerando	 os	 balizamentos	
estabelecidos	 pela	 sistemática	 constitucional,	 assinale	 a	 afir-
mativa	correta.
a) Ao obterem a nacionalidade do país X, perderam a naciona-
lidade	brasileira,	logo,	não	podem	exercer	o	referido	direito.
b) Apenas Joana, ao obter a nacionalidade do país X, perdeu a 
nacionalidade brasileira, logo, não pode exercer o referido 
direito.
c)	 A	 nacionalidade	 brasileira	 é	 irrenunciável,	 logo,	 Maria	 e	
Joana não poderiam perdê-la, indicativo de que podem 
exercer	o	referido	direito.
d) Apesar de terem obtido a nacionalidade do país X, Maria 
e Joana apenas perderão a nacionalidade brasileira após 
o trânsito em julgado da sentença proferida em processo 
próprio.
e) O fato de terem obtido a nacionalidade do país X, ainda que 
o objetivo não tenha sido o exercício de direitos civis, não 
acarreta a perda da nacionalidade brasileira, logo, podem 
exercer	o	referido	direito.
 Æ EXTRADIÇÃO, DEPORTAÇÃO, EXPULSÃO E 
BANIMENTO (DA NACIONALIDADE)
19. (FGV — 2024) Maria nasceu em território brasileiro quando 
seus pais, Andrea e Patrícia, cidadãos italianos, aqui se encon-
travam	 a	 serviço	 de	 uma	multinacional	 italiana.	 Logo	 após	 o	
nascimento, Maria dirigiu-se com a família para o exterior, vin-
do	a	renunciar	à	cidadania	brasileira.	Após	esses	acontecimen-
tos,	Maria	foi	acusada	da	prática	de	crime	em	determinado	país	
europeu, tendo fugido para o Brasil, o que levou o referido país a 
requerer	a	sua	extradição.
Considerando	os	balizamentos	dessa	narrativa,	é	correto	afir-
mar,	na	perspectiva	exclusivamente	da	Constituição	da	Repú-
blica, que:
a) Maria somente pode ser extraditada caso seja acusada de 
atos	de	terrorismo	ou	de	tráfico	ilícito	de	entorpecentes;
b) como o crime foi praticado no exterior, a extradição é possí-
vel independentemente da nacionalidade de Maria;
c) como Maria jamais foi brasileira, não poderia renunciar a 
essa nacionalidade, sendo possível a sua extradição;
d) a reaquisição da nacionalidade brasileira é possível, desde 
que sejam observados os termos da lei;
e)	 a	cidadania	brasileira	é	irrenunciável,	logo,	Maria	não	pode	
ser	extraditada	em	nenhuma	hipótese.
20. (FGV — 2024) Maria nasceu no território brasileiro quando seus 
pais, Juan e Ane, de cidadania espanhola, ali se encontravam a ser-
viço	da	embaixada	espanhola.	Após	ter	vivido	por	cinco	anos	no	
Brasil,	mudou-se	para	a	Austrália	juntamente	com	seus	pais,	que	
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passaram	a	atuar	na	iniciativa	privada.	Logo	após	atingir	a	maiori-
dade, o que ocorreu em território australiano, foi condenada pela 
prática	do	 crime	de	 tráfico	 ilícito	de	 substâncias	entorpecentes,	
tendo	fugido	para	o	Brasil.	Essa	conduta	redundou	na	formulação	
do	seu	pedido	de	extradição	pelo	governo	australiano.
À	luz	da	sistemática	constitucional,	é	correto	afirmar	que	Maria	é:
a) estrangeira, sendo possível o deferimento da extradição;
b) brasileira nata, o que obsta o deferimento da extradição;
c)	 estrangeira,	 mas,	 caso	 se	 naturalize	 brasileira,	 não	 será	
possível a extradição;
d) brasileira nata, mas a natureza do crime pelo qual foi con-
denada permite a sua extradição;
e) estrangeira, salvo se optar pela nacionalidade brasileira, o 
que	impedirá	a	extradição.
 Æ SOBERANIA POPULAR (VOTO, PLEBISCITO, 
REFERENDO, INICIATIVA POPULAR), 
ALISTAMENTO E ELEGIBILIDADE
21. (FGV — 2024) Maria, por ter preenchido os requisitos exigi-
dos	pela	ordem	jurídica,	se	naturalizou	brasileira.	Ato	contínuo,	
consultou	um	especialista	na	área	para	saber	se	poderia	con-
correr a um mandato eletivo nas eleições que seriam realizadas 
no	mesmo	ano.
Foi corretamente informado a Maria que, na perspectiva de sua 
nacionalidade
a)	 ela	pode	concorrer	a	qualquer	cargo	eletivo.
b) ela pode concorrer a qualquer cargo eletivo, ressalvado o de 
Presidente	da	República.
c) somente os brasileiros natos podem concorrer a mandatos 
eletivos,	não	os	naturalizados.
d) ela pode concorrer a qualquer cargo eletivo, ressalvados os 
de	Presidente	e	Vice-Presidente	da	República.
e) ela pode concorrer a qualquer cargo eletivo, ressalvados os 
de	Presidente	e	Vice-Presidente	da	República,	e	de	Senador.
22. (FGV — 2022) Maria, de nacionalidade brasileira nata, e João, 
de nacionalidade alemã nata, mas que estava residindo no ter-
ritório brasileiro, travaram intenso debate a respeito dos direi-
tos	de	cada	qual	perante	a	Constituição	da	República	de	1988.
Ao	final,	concluíram,	corretamente,	que:
a) somente Maria é cidadã, requisito para a fruição dos direi-
tos fundamentais;
b) somente Maria possui direitos fundamentais e pode ter 
direitos políticos;
c) João tem direitos idênticos aos de Maria, desde que haja 
reciprocidade na Alemanha;
d) somente Maria pode ter direitos políticos, embora ela e João 
possuam direitos fundamentais;
e) Maria e João possuem direitos idênticos sob o prisma cons-
titucional,	mas	a	lei	pode	restringir	os	direitos	de	João.
 Æ INELEGIBILIDADES (DIREITOS POLÍTICOS)
23. (FGV — 2023) Após o devido processo legal, Pedro foi conde-
nado	em	sentença	transitada	em	julgado	pela	prática	de	crime.
Avaliando os efeitos dessa condenação sobre os direitos de 
Pedro,	enquanto	durassem	os	seus	efeitos,	assinale	a	afirma-
tiva	correta.
a) Ele não pode votar ou ser votado, mas nenhum outro direito 
fundamental é afetado pela condenação, salvo decisão judi-
cial	em	sentidodiverso.
b) Ele não pode votar ou ser votado, sendo-lhe ainda vedado o 
exercício de direito fundamental que pressuponha a condi-
ção	de	cidadão.
c) Ele não pode se alistar, votar ou ser votado, mas pode exer-
cer	em	sua	plenitude	a	totalidade	dos	direitos	fundamentais.
d)	 Ele	 está	 provisoriamente	 alijado	 do	 exercício	 de	 direitos	
fundamentais	e	de	direitos	políticos.
e)	 Ele	apenas	está	inelegível	para	concorrer	a	um	cargo	eletivo.
24. (FGV — 2022) Maria e Joana travaram intenso debate a res-
peito	do	conceito	de	cidadania,	mais	especificamente	sobre	os	
requisitos a serem preenchidos para a aquisição dessa situação 
jurídica	e	daqueles	que	não	podem	possuí-la.	Ao	final,	concluí-
ram que
a) brasileiros natos a adquirem com o nascimento, e os natu-
ralizados	com	o	deferimento	do	pedido	de	naturalização.
b) brasileiros, natos e naturalizados, e estrangeiros que se 
encontrem	no	território	nacional,	a	possuem.
c) os conscritos, durante o período de serviço militar obrigató-
rio,	não	a	possuem.
d)	 os	analfabetos	e	os	estrangeiros	não	a	possuem.
e)	 somente	os	brasileiros	natos	a	possuem.
 Æ PERDA E SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS
25. (FGV — 2024) Maria, servidora pública federal, foi condenada, 
em	sentença	transitada	em	julgado,	pela	prática	de	infração	penal.	
No	momento	em	que	o	regime	de	cumprimento	da	pena	passou	
para o aberto, procurou se informar em relação aos atos que pode-
ria,	ou	não,	praticar	enquanto	estivesse	cumprindo	a	pena.
Ao	final,	Maria	concluiu	corretamente	que,	na	perspectiva	das	
eleições	para	cargos	dos	Poderes	Executivo	e	Legislativo:
a) não pode votar nem concorrer a cargo eletivo;
b) pode votar, mas não pode concorrer a cargo eletivo;
c) pode votar e concorrer apenas a cargos eletivos do Poder 
Executivo,	não	do	Legislativo;
d) pode votar e concorrer a cargo eletivo, apenas não podendo 
deixar o distrito da culpa;
e) pode votar e concorrer apenas a cargos eletivos do Poder 
Legislativo,	não	do	Executivo.
26. (FGV — 2023) João, cidadão muito engajado politicamente, 
foi	condenado,	em	sentença	transitada	em	 julgado,	à	pena	de	
detenção, substituída por pena restritiva de direitos, por ter 
praticado	um	crime	contra	o	patrimônio.
Enquanto a pena restritiva de direitos produzia efeitos, João ajui-
zou ação popular em defesa do meio ambiente, isso em razão 
de	um	loteamento	clandestino	que	fora	criado	em	uma	área	de	
preservação	ambiental	de	caráter	permanente.	Para	surpresa	de	
João, o processo foi extinto sem resolução de mérito sob o argu-
mento de que os seus direitos políticos estavam suspensos em 
razão	dos	efeitos	produzidos	pela	condenação	criminal.
À	luz	da	ordem	constitucional,	é	correto	afirmar	que	a	extinção	
do processo, nas circunstâncias indicadas, foi:
a) certa, pois, enquanto a pena restritiva de direitos produzir 
efeitos, os direitos políticos estarão suspensos;
b) errada, pois os direitos políticos de João não foram res-
tringidos pela sentença, o que lhe permitia ajuizar a ação 
popular;
c) errada, pois os direitos políticos de João somente estariam 
suspensos caso estivesse cumprindo pena privativa de 
liberdade;
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d) certa, pois os direitos políticos de João permanecerão sus-
pensos nos cinco anos subsequentes ao trânsito em julgado 
da sentença criminal transitada em julgado;
e) errada, pois a suspensão dos direitos políticos pressupõe a 
instauração de processo próprio, perante a Justiça Eleitoral, 
não	decorrendo	diretamente	da	condenação	criminal.
 Æ DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA 
(ARTS. 18 E 19 DA CF/1988)
27. (FGV — 2024) Lei	do	Estado	Gama	estabeleceu	que	as	uni-
dades escolares da rede estadual de ensino e as bibliotecas 
públicas	estaduais	ficam	obrigadas	a	manter	em	seus	acervos	
ao menos um exemplar da Bíblia Sagrada e que os respectivos 
exemplares	deverão	ser	colocados	à	disposição	de	alunos,	pro-
fessores	 e	 demais	usuários,	 em	 local	 visível	 e	 de	 fácil	 acesso.	
A norma observou, entretanto, que a obrigatoriedade previs-
ta não implica restrição ou impedimento para a manutenção, 
nos acervos públicos, de livros sagrados de outras tradições 
religiosas.
Diante do exposto e da jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal,	é	correto	afirmar	que	a	referida	Lei	é
a) constitucional, pois tal previsão observa os princípios da 
laicidade estatal, da liberdade religiosa e da isonomia entre 
os	cidadãos.
b) inconstitucional, pois tal previsão ofende os princípios da 
laicidade estatal, da liberdade religiosa e da isonomia entre 
os	cidadãos.
c) constitucional, pois tal previsão garante a efetividade 
do	 acesso	 ao	 direito	 fundamental	 à	 educação	 a	 todos	 os	
cidadãos.
d) inconstitucional, pois tal previsão ofende a competência 
privativa da União para legislar sobre normas gerais de 
educação.
e)	 inconstitucional,	 pois	 observa	 o	 preâmbulo	 da	 Constitui-
ção, que não é dotado de força normativa, como as demais 
normas constitucionais e não pode servir de parâmetro de 
controle.
28. (FGV — 2024) O Município Beta se notabilizou como impor-
tante polo turístico de uma região brasileira, fazendo que o 
ensino	 profissionalizante	 fosse	 direcionado	 ao	 atendimento	
dessa	importante	atividade	econômica.	Com	o	objetivo	de	rea-
lizar o aproveitamento dessa mão de obra especializada, de 
modo	a	alcançar	o	pleno	emprego,	 foi	editada	a	Lei	no	Y,	dis-
pondo	que	as	sociedades	empresárias,	que	admitissem	pessoas	
residentes	no	Município	Beta	há	mais	de	5	(cinco)	anos,	recebe-
riam	benefícios	fiscais.
Irresignado	 com	 o	 teor	 da	 Lei	 no	 Y,	 Antônio	 consultou	 o	 seu	
advogado a respeito da compatibilidade desse diploma norma-
tivo	com	a	Constituição	da	República,	sendo-lhe	corretamente	
informado que esse diploma normativo
a) afronta a competência concorrente da União e dos Estados 
para	legislar	sobre	turismo.
b) estabelece preferência indevida entre brasileiros, o que é 
vedado	pela	ordem	constitucional.
c) foi editado com base na competência do Município Beta 
para	legislar	sobre	assuntos	de	interesse	local.
d)	 somente	 será	 considerada	 constitucional	 caso	 a	 sua	 edi-
ção tenha sido antecedida de prévio estudo de impacto 
financeiro.
e)	 somente	 será	 considerado	 constitucional	 caso	 esteja	 las-
treado nas normas gerais sobre interesse local editadas 
pela	União.
29. (FGV — 2024) Um forte movimento popular passou a defen-
der a necessidade de criação do Município Alfa, o que deveria 
ocorrer a partir de desmembramento de parte do território do 
Município	Beta.	De	acordo	os	defensores	dessa	tese,	o	território	
que seria integrado ao futuro Município Alfa, apesar de contar 
com um importante polo industrial, vinha recebendo pouca 
atenção	dos	poderes	constituídos.
Ao consultar um especialista na matéria, foi corretamente 
informado ao líder do grupo que
a) com a reforma constitucional de 1996, ocorreu a esta-
bilização federativa, sendo vedada a alteração dos entes 
federados.
b)	 essa	 criação	 estaria	 condicionada	 apenas	 à	 consulta	 às	
populações interessadas, ao estudo de viabilidade munici-
pal	e	à	edição	de	lei	estadual.
c) não é possível cogitar a criação de Alfa sem que, antes, a 
Constituição	Estadual	seja	objeto	de	emenda,	ampliando	o	
número	de	Municípios	situados	em	seu	território.
d)	 além	da	consulta	às	populações	interessadas	e	da	elabora-
ção de estudos de viabilidade municipal, ainda seria neces-
sária	 a	 edição	 de	 diplomas	 normativos	 pela	 União	 e	 pelo	
Estado.
e)	 o	processo	de	criação	de	Alfa	somente	pode	ser	deflagrado	
após a edição de lei estadual que disponha nesse sentido, 
sendo esse diploma normativo de iniciativa privativa do 
Governador	do	Estado.
30. (FGV — 2024) João questionou o seu professor em relação 
às	 características	 da	 organização	 político-administrativa	 dos	
entes	 federativos;	 mais	 especificamente	 em	 relação	 à	 possi-
bilidade,	ou	não,	de	o	ente	maior	editar	as	normas	básicas	de	
organização	política	(separação	dos	poderes,	processolegisla-
tivo	etc.)	a	serem	observadas	pelos	entes	menores,	vale	dizer,	
a União em relação aos estados e aos municípios e o estado em 
relação	aos	municípios	situados	em	seu	território.
O professor respondeu corretamente que:
a) embora não seja obrigatório, o ente maior tem a faculdade 
de	editar	as	normas	básicas	de	organização	política	a	serem	
observadas pelos entes menores;
b)	 apesar	de	o	ente	maior	não	poder	editar	as	normas	básicas	
de organização política dos entes menores, estes últimos 
estão	 obrigados	 a	 seguir	 os	 princípios	 afetos	 às	 normas	
básicas	do	ente	maior;
c)	 a	 edição	 de	 normas	 básicas	 de	 organização	 política,	 pelo	
ente maior, a serem observadas pelos entes menores, não 
afasta a possibilidade de estes últimos virem a suplemen-
tá-las,	o	que	deve	ser	referendado	pelo	ente	maior;
d) a autonomia política dos entes federados se manifesta 
apenas	 na	 execução	 das	 normas	 básicas	 de	 organização	
política	previstas	na	Constituição	da	República,	não	sendo	
possível que os entes menores tenham normas próprias;
e) em razão da autonomia política dos entes federativos, o 
ente	maior	 não	 pode	 editar	 normas	 básicas	 de	 organiza-
ção política dos entes menores, os quais também não estão 
obrigados	a	seguir	os	princípios	afetos	às	normas	básicas	
do	ente	maior.
31. (FGV — 2024) O Município Alfa surgiu a partir de desmem-
bramento do Município Beta, estando ambos situados no ter-
ritório	 do	 Estado	 Sigma.	 Como	 o	 referido	 desmembramento	
foi realizado no ano de 2006, sem que a população interessada 
fosse consultada ou mesmo que houvesse lei complementar 
federal dispondo sobre o período em que essa forma de mobi-
lidade intrínseca da federação seria admitida, um contribuinte 
que residia no território de Alfa sustentou que esse ente federa-
tivo não teria legitimidade para a cobrança do imposto predial e 
territorial	urbano	sobre	o	seu	imóvel.
Considerando	os	balizamentos	estabelecidos	pela	Constituição	
da	República,	é	correto	afirmar	que
6
a) eventuais vícios ocorridos no desmembramento de Alfa 
foram	convalidados	pela	Emenda	Constitucional	nº	57/2008.
b)	 a	 Emenda	 Constitucional	 nº	 57/2008	 não	 convalidou	 o	
vício	 decorrente	 da	 ausência	 de	 consulta	 à	 população	
interessada.
c)	 à	época	do	surgimento	de	Alfa	não	era	exigida	lei	comple-
mentar	federal	sobre	a	temática	nem	a	realização	de	con-
sulta	à	população	interessada.
d)	 à	época	do	surgimento	de	Alfa	não	era	exigida	lei	comple-
mentar	federal	sobre	a	temática,	mas	deveria	ter	sido	reali-
zada	consulta	à	população	interessada.
e)	 a	ausência	de	consulta	à	população	interessada	foi	conva-
lidada pelo decurso do tempo, sendo exigida apenas a juri-
dicidade formal, que decorre da lei complementar estadual 
autorizadora	do	desmembramento.
32. (FGV — 2023) O Estado Alfa, a partir de uma união de esfor-
ços dos setores público e privado, logrou êxito em instalar um 
grande	polo	industrial	em	seu	território.	A	medida	era	particu-
larmente	necessária	em	razão	do	elevado	nível	de	desemprego,	
sensivelmente	superior	àquele	verificado	nos	demais	Estados	
da	federação.	Ocorre	que,	mesmo	após	o	início	da	plena	opera-
ção das indústrias que ali se instalaram, o nível de desemprego 
não	 foi	 reduzido,	 já	que	os	postos	de	 trabalho	estavam	sendo	
preenchidos com pessoas oriundas de outras regiões do país, 
que	migraram	para	esse	local.	Para	obstar	a	sedimentação	des-
se	quadro,	o	Estado	Alfa	aprovou	a	Lei	nº	X,	segundo	a	qual	as	
indústrias situadas no referido polo somente poderiam con-
tratar trabalhadores brasileiros que fossem naturais de outros 
Estados caso nenhum trabalhador natural de Alfa se apresen-
tasse	por	ocasião	da	divulgação	da	vaga	existente.
À	 luz	 da	 sistemática	 constitucional,	 é	 correto	 afirmar,	 sob	 a	
perspectiva	do	conteúdo	veiculado,	que	a	Lei	nº	X	é:
a) constitucional, pois é dever do Estado Alfa conferir posições 
preferentes	àqueles	que	sejam	naturais	do	seu	território;
b) inconstitucional, pois é vedado ao Estado Alfa conferir posi-
ção preferente aos brasileiros nascidos em seu território;
c) constitucional, pois o Estado Alfa tem a faculdade de confe-
rir	posições	preferentes	àqueles	que	sejam	naturais	do	seu	
território;
d) inconstitucional, salvo se a medida for proporcional, con-
siderando	 o	 nível	 de	 desemprego	 verificado	 nas	 demais	
regiões do país;
e) inconstitucional, salvo se a União tiver editado lei comple-
mentar autorizando que os demais entes federativos ado-
tem	esse	critério	de	preferência.
33. (FGV — 2023) O Partido Político XX iniciou um grande movi-
mento no Município Beta visando ao desmembramento de sua 
região	norte,	com	a	consequente	criação	do	Município	Delta.
Instado	 a	 se	 manifestar,	 um	 dos	 líderes	 partidários	 afirmou	
corretamente que, em situações dessa natureza, entre outros 
requisitos a serem preenchidos, a criação de Delta pressupõe a 
edição	de	normas,	pelo	Poder	Legislativo:
a) nos planos federal, estadual e municipal;
b) apenas nos planos federal e municipal;
c) apenas nos planos federal e estadual;
d) apenas no plano municipal;
e)	 apenas	no	plano	estadual.
34. (FGV — 2023) A	Constituição	do	Estado	Alfa,	com	o	objeti-
vo de ampliar os níveis de controle popular sobre as decisões 
políticas	do	Chefe	do	Poder	Executivo,	 foi	reformada	e	passou	
a dispor que todas as nomeações para secretarias de governo, 
no âmbito do Estado Alfa e dos Municípios situados em seu ter-
ritório,	deveriam	ser	previamente	aprovadas	pelo	Poder	Legis-
lativo,	 vale	 dizer,	 pela	Assembleia	 Legislativa	 ou	 pela	 Câmara	
Municipal,	conforme	o	caso.
Ao	 tomar	 conhecimento	da	 reforma	promovida	na	Constitui-
ção Estadual, o Prefeito do Município Beta determinou que 
sua assessoria analisasse a compatibilidade da reforma com a 
Constituição	da	República,	sendo-lhe	corretamente	informado	
que ela é
a)	 constitucional,	 já	 que	 a	 Constituição	 Estadual	 é	 a	 sedes	
materiae para a disciplina do exercício do poder no âmbito 
estadual	e	municipal.
b)	 constitucional,	 já	 que	 a	 Constituição	 Estadual	 se	 limita	 a	
integrar	 a	 eficácia	 de	 norma	 programática	 já	 prevista	 na	
Constituição	da	República.
c) constitucional apenas em relação ao Estado Alfa, mas 
inconstitucional ao estender esse comando aos Municípios, 
isto	por	violar	a	sua	autonomia.
d)	 inconstitucional,	já	que	a	Constituição	da	República	limita	a	
chancela,	pelo	Poder	Legislativo,	à	aprovação	dos	ocupantes	
dos	órgãos	de	cúpula	da	Administração	Indireta.
e)	 inconstitucional,	já	que	a	reforma	afronta	a	separação	dos	
poderes	ao	estabelecer	indevida	ingerência	do	Poder	Legis-
lativo	em	atividade	própria	do	Executivo.
35. (FGV — 2023) O Deputado Federal João, com o objetivo de 
honrar	compromisso	assumido	junto	à	sua	base	eleitoral,	soli-
citou que sua assessoria analisasse a possibilidade de a região 
norte do Estado-membro Alfa ser desmembrada e formar um 
novo	Estado-membro	da	federação	brasileira.
Após alentada pesquisa, a assessoria concluiu corretamente 
que	o	almejado	desmembramento	da	região	norte	de	Alfa,	à	luz	
da	Constituição	da	República,
a) não é possível, considerando a indissolubilidade da federa-
ção	brasileira.
b) é possível, desde que haja aprovação da população direta-
mente	interessada	e	do	Congresso	Nacional,	por	meio	de	lei	
complementar.
c) é possível, desde que o desmembramento seja acolhido em 
plebiscito	pela	população	de	Alfa	e	a	Constituição	Estadual	
seja	alterada	para	modificar	os	limites	do	seu	território.
d) não é possível, considerando que a mobilidade da federação, 
no	plano	endógeno,	está	adstrita	aos	Municípios,	e,	no	plano	
exógeno,	pressupõe	a	incorporação	de	novos	territórios.
e)	 é	possível,	sendo	necessário	o	referendo	da	proposta	pela	
população da região norte de Alfa, conforme normas esta-
belecidas	pelo	Congresso	Nacional	e	a	edição	de	lei	comple-
mentar	estadual.
36. (FGV — 2023) O Município Alfa, de grande potencial turísti-
co, com o objetivo de estimular o desenvolvimento de uma cul-tura	“municipalista”,	editou	a	Lei	municipal	nº	X,	dispondo	que	
as	empresas	da	área	de	turismo	somente	poderiam	contratar	
pessoas	residentes	há	mais	de	dez	anos	no	referido	Município.	
Essa vedação somente seria excepcionada caso demonstrada 
a	inexistência	de	pessoas	que	preenchessem	esse	requisito.	À	
luz	da	sistemática	estabelecida	na	Constituição	da	República	de	
1988,	a	Lei	municipal	nº	X	é:
a) constitucional, considerando que os Municípios devem 
legislar sobre os interesses locais;
b) inconstitucional, pois é vedado aos entes federativos criar 
quaisquer preferências entre brasileiros;
c) constitucional, considerando que cada ente federativo é 
livre para estabelecer as distinções que mais se ajustem aos 
interesses da respectiva população;
d)	 constitucional,	considerando	que	a	Lei	municipal	nº	X	limi-
tase a reproduzir o comando constitucional que excepciona 
a igualdade formal para alcançar a igualdade material;
e) inconstitucional, pois o tratamento diferenciado só é possí-
vel em relação a brasileiros residentes em regiões diferen-
tes,	face	à	obrigação	de	reduzir	as	desigualdades	regionais.
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37. (FGV — 2023) O Município Alfa foi criado, em momento pos-
terior	 à	 promulgação	 da	 Emenda	 Constitucional	 no	 15/1997,	
mais	especificamente	em	2007,	com	base	exclusivamente	em	
permissivo	da	Lei	no	X,	do	Estado	Alfa,	em	cujo	território	estava	
localizado,	e	sem	a	realização	de	consulta	prévia	às	populações	
diretamente	 interessadas.	Em	demanda	na	qual	 se	opuseram	
os Municípios Alfa e Beta, este último, do qual Alfa fora des-
membrado, argumentava que a referida criação era inconsti-
tucional, logo, não poderia realizar o lançamento do imposto 
sobre	a	propriedade	predial	e	territorial	urbana	(IPTU)	dos	imó-
veis	situados	no	território	que	fora	ilicitamente	atribuído	a	Alfa.	
Afinal,	a	competência	tributária	seria	de	Beta,	pois	o	seu	terri-
tório	não	fora	desmembrado	de	forma	válida.	Alfa,	por	sua	vez,	
argumentava que sua criação, promovida por lei publicada em 
2007,	 foi	 posteriormente	 convalidada	 pela	 Emenda	 Constitu-
cional	no	57/2008,	logo,	fazia	jus	ao	IPTU.
À	 luz	 da	 sistemática	 constitucional,	 é	 correto	 afirmar	 que	 a	
criação de Alfa:
a) embora tenha sido irregular, foi convalidada pela Emenda 
Constitucional	no	57/2008.
b)	 por	 ter	 decorrido	 da	 prática	 de	 ato	 inconstitucional,	 não	
poderia	ser	convalidado	em	momento	posterior.
c)	 não	foi	convalidada	pela	Emenda	Constitucional	no	57/2008,	
apenas porque a lei de criação foi publicada em momento 
inadequado.
d)	 não	 foi	 convalidada	 pela	 Emenda	 Constitucional	 no	
57/2008,	apenas	porque	não	fora	ouvida,	mediante	plebis-
cito,	a	população	diretamente	interessada.
e)	 não	foi	convalidada	pela	Emenda	Constitucional	no	57/2008,	
já	que	a	lei	de	criação	foi	publicada	em	momento	inadequa-
do e não fora ouvida, mediante plebiscito, a população dire-
tamente	interessada.
38. (FGV — 2023) Com	 o	 objetivo	 de	 viabilizar	 a	 mobilidade	
intrínseca da federação, o Presidente da República editou a 
Medida Provisória no XX, disciplinando o período em que é pos-
sível a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento 
de	Municípios.	Essa	Medida	Provisória	recebeu	parecer	de	uma	
Comissão	Mista	 de	Deputados	 e	 Senadores,	 sendo	 apreciada,	
ato	contínuo,	em	sessão	conjunta	das	duas	Casas	do	Congresso	
Nacional.	Por	fim,	foi	convertida,	sem	alterações,	na	Lei	no	YY,	
promulgada	diretamente	pela	Mesa	do	Congresso	Nacional.
À	 luz	 da	 sistemática	 constitucional,	 é	 correto	 afirmar	 que	 a	
referida narrativa
a)	 não	apresenta	irregularidade.
b)	 somente	apresenta	irregularidade	em	relação	à	promulga-
ção	direta	pela	Mesa	do	Congresso	Nacional.
c)	 somente	 apresenta	 irregularidade	 em	 relação	 à	 forma	de	
apreciação	pelas	Casas	do	Congresso	Nacional.
d) somente apresenta irregularidade em relação ao objeto da 
Medida	Provisória	e	à	 forma	de	apreciação	pelas	Casas	do	
Congresso	Nacional.
e)	 somente	apresenta	irregularidade	em	relação	à	apreciação	
pela	Comissão	Mista	e	à	promulgação	direta	pela	Mesa	do	
Congresso	Nacional.
39. (FGV — 2023) Após ampla mobilização popular, que almeja-
va	a	contenção	do	crescimento	do	gasto	público,	a	Constituição	
do Estado Beta foi emendada, passando a estabelecer limitado-
res para o quantitativo de secretarias nos Municípios situados 
no	território	do	referido	Estado.	O	quantitativo,	fixado	de	modo	
objetivo, variava conforme a população e a arrecadação de cada 
Município.	Irresignados	com	a	inovação,	que,	ao	seu	ver,	preju-
dicaria a sua atuação, um grupo de Prefeitos Municipais con-
sultou	um	advogado	a	respeito	da	temática.
Foi corretamente esclarecido ao grupo de Prefeitos que, na 
perspectiva	da	Constituição	da	República,	a	emenda	à	Consti-
tuição Estadual é
a) constitucional, pois os Municípios devem observar as nor-
mas	da	Constituição	Estadual.
b)	 constitucional,	pois	o	 limitador	 já	está	previsto	na	Consti-
tuição	da	República.
c) inconstitucional, pois somente lei complementar nacional 
poderia	incursionar	na	matéria.
d)	 inconstitucional,	 pois	 a	 Constituição	 Estadual	 não	 pode	
reduzir	a	autonomia	política	dos	Municípios.
e) inconstitucional, pois o Estado Beta somente poderia ter 
tratado	da	matéria	se	tivesse	recebido	delegação	da	União.
40. (FGV — 2022) João e Maria travaram intenso debate a respei-
to da existência, ou não, de mobilidade intrínseca da federação 
brasileira,	tendo	concluído,	corretamente,	à	luz	da	ordem	cons-
titucional, que:
a)	 é	possível	que	se	tenha	mobilidade	máxima,	de	modo	que	
Estados se separem da Federação, desde que haja deci-
são da população diretamente interessada por meio de 
plebiscito;
b) a Federação é caracterizada justamente pela ausência da 
referida	mobilidade,	já	que	os	entes	federativos	não	podem	
ser objeto de fusão ou desmembramento;
c) os Municípios, como entes federativos menores, podem ser 
redesenhados, nos planos territorial e político, por decisão 
do Estado em que estejam inseridos;
d) tal mobilidade torna possível a incorporação, a subdivisão 
ou o desmembramento dos Estados para se anexarem a 
outros ou formarem novos Estados;
e) é possível apenas a incorporação e o desmembramento de 
Municípios, não de Estados, que são caracterizados pela 
imobilidade.
41. (FGV — 2022) Em razão de calamidade da natureza, de gran-
des	proporções,	que	assolou	o	Estado	Beta,	foi	promulgada	a	Lei	
estadual	nº	XX,	autorizando	que	o	poder	público	subvencionas-
se as organizações religiosas que se encontravam instaladas no 
local	por	ocasião	da	 referida	calamidade.	O	objetivo	era	asse-
gurar o seu funcionamento, de modo que pudessem oferecer o 
apoio	espiritual	necessário	aos	fiéis.
À	luz	da	sistemática	constitucional,	é	correto	afirmar	que	a	Lei	
estadual	nº	XX	é:
a) inconstitucional, pois é vedado, em qualquer hipótese, que 
os entes federativos subvencionem as organizações religio-
sas em geral;
b) constitucional, pois o apoio espiritual deve ser visto na 
perspectiva mais ampla de preservação da dignidade da 
pessoa humana, sendo dever do Estado oferecê- lo;
c) constitucional, não só porque o Estado Beta detém compe-
tência legislativa na matéria, como a manutenção das orga-
nizações religiosas é a prioridade da atuação estatal;
d)	 inconstitucional,	 pois	 compete	 privativamente	 à	 União	
definir	 as	 situações	 em	 que	 as	 organizações	 religiosas	
devem ser subvencionadas, exigindo-se tratamento nacio-
nal uniforme;
e)	 inconstitucional,	 já	que	as	 subvenções,	por	 força	do	prin-
cípio da isonomia, não poderiam ser direcionadas, ape-
nas,	 às	 organizações	 religiosas	 que	 já	 estivessem	 em	
funcionamento.
42. (FGV — 2022) João, destacado líder sindical do Estado Alfa, 
iniciou	 uma	 intensa	 campanha	 junto	 à	 população,	 visando	 à	
criação do Estado Beta a partir do desmembramento de parte 
do	território	de	Alfa.	Logo	no	início	dessa	campanha,	foi	orien-
tado a se consultar com um advogado a respeitodos requisitos 
a	serem	observados	para	que	isto	fosse	possível.
O advogado consultado respondeu corretamente que
8
a) deve prevalecer a autonomia política do Estado Alfa, exigin-
do-se apenas a edição de lei complementar estadual auto-
rizando	o	desmembramento.
b) o desmembramento, com a formação do Estado Beta, 
exige aprovação da população diretamente interessada, 
por	 meio	 de	 plebiscito,	 e	 do	 Congresso	 Nacional,	 por	 lei	
complementar.
c) deve prevalecer a autonomia política do Estado Alfa, exi-
gindo-se a aprovação da população diretamente interessa-
da e a edição de lei complementar estadual autorizando o 
desmembramento.
d) o desmembramento exige aprovação da população direta-
mente interessada, por meio de plebiscito, e a promulgação 
de emenda constitucional, de modo que o Estado Beta seja 
inserido	na	federação.
e) o desmembramento exige a aprovação da população direta-
mente interessada, a edição de lei complementar estadual 
autorizando-o e a promulgação de emenda constitucional 
alterando	a	composição	da	federação.
43. (FGV — 2022) O Prefeito do Município Beta, com o objetivo 
de	assegurar	à	população	local	o	direito	ao	lazer,	editou	decre-
to	dispondo	que,	nos	finais	de	semana,	os	locais	de	diversão	do	
Município, incluindo restaurantes, cinemas e teatros, somente 
poderiam	ser	frequentados	pelos	moradores	de	Beta.	A	justifi-
cativa apresentada foi a de que os moradores dos Municípios 
vizinhos	 se	 deslocavam	 para	 o	 Município	 Beta	 nos	 finais	 de	
semana	e	geravam	uma	grande	lotação	no	local.
À	 luz	 da	 sistemática	 constitucional,	 é	 correto	 afirmar	 que	 o	
decreto do Prefeito do Município Beta é
a) inconstitucional, pois restrição dessa natureza somente 
poderia	ser	criada	por	lei.
b) inconstitucional, pois o Prefeito do Município Beta não 
pode	instituir	esse	tratamento	diferenciado.
c) constitucional, desde que os motivos invocados sejam ver-
dadeiros,	não	meramente	idealizados.
d) constitucional, pois as autoridades públicas têm a prerro-
gativa	de	disciplinar	o	exercício	de	direitos.
e) inconstitucional, pois a ordem constitucional somente per-
mite	a	previsão	de	restrição	dessa	natureza	nos	dias	úteis.
44. (FGV — 2022) A	Lei	nº	XX,	do	Estado	Beta,	com	o	objetivo	de	
uniformizar	procedimentos,	dispôs	que	os	documentos	públi-
cos produzidos por outros entes federativos deveriam ser obje-
to	de	ratificação	perante	as	repartições	públicas	competentes	
de	Beta.	Com	isso,	ainda	de	acordo	com	a	lei,	esses	documentos	
passariam	a	ter	uma	presunção	de	veracidade.
A	Lei	nº	XX	é:
a) inconstitucional, pois é vedado ao Estado Beta recusar fé a 
esses documentos;
b) constitucional, pois os documentos públicos somente têm 
fé perante os órgãos do ente federativo que os produziu;
c)	 constitucional,	pois	compete	ao	Estado	Beta	definir	a	forma	
como os documentos públicos devem ser utilizados em seu 
território;
d) constitucional, pois a aquisição da presunção de veracidade 
é pré-requisito para que o documento público tenha sua fé 
reconhecida por um ente federativo;
e)	 inconstitucional,	 pois	 compete	 privativamente	 à	 União	
indicar os documentos públicos, produzidos por um ente 
federativo,	que	devem	ter	a	fé	reconhecida	por	outro.
45. (FGV — 2022) Um agente público federal, em entrevista a 
jornal de grande circulação, expressou sua insatisfação com o 
baixo	índice	de	desenvolvimento	econômico	e	social	de	aproxi-
madamente	25	por	cento	do	amplo	território	ocupado	pelo	Esta-
do	Alfa,	mais	precisamente	da	parte	sul	do	Estado.	Por	entender	
que	a	autoridade	estadual	não	possui	os	recursos	necessários	
para	implementar	políticas	que	desenvolvam	essa	região,	afir-
ma que faz parte da agenda do governo federal transformar a 
referida	área	em	território	federal.	O	Governador	de	Alfa,	preo-
cupado com o teor do pronunciamento, solicita que os procura-
dores do Estado informem se tal medida é possível, segundos 
os	parâmetros	estabelecidos	na	Constituição	Federal	de	1988.
O corpo jurídico, então, responde que
a)	 embora	na	atual	configuração	da	República	Federativa	do	Bra-
sil não conste nenhum território federal, caso venha a ser cria-
do,	constituirá	um	ente	dotado	de	autonomia	política	plena.
b)	 embora	não	exista	território	federal	na	atual	configuração	
da	República	Federativa	do	Brasil,	a	Constituição	Federal	de	
1988	prevê,	expressamente,	a	possibilidade	de	sua	criação.
c) em respeito ao princípio da autonomia estadual, somente 
seria possível a criação de território pelo Governador de 
Alfa,	a	quem	caberia	a	responsabilidade	pela	gestão.
d)	 ainda	que	o	Brasil	já	tenha	tido	territórios	federais,	a	Consti-
tuição Federal não prevê tal modalidade, o que afasta a pos-
sibilidade	de	sua	criação.
46. (FGV — 2022) No	que	tange	à	organização	político-adminis-
trativa	da	República	Federativa	do	Brasil,	as	regras	da	Constitui-
ção da República de 1988 sobre distribuição de competências 
são alicerces do federalismo e consagram a fórmula de divisão 
de centros de poder no Estado de Direito, sendo guiadas pelo 
denominado princípio da:
a) legalidade;
b) boa-fé;
c) predominância do interesse;
d) moralidade;
e)	 subsidiariedade.
47. (FGV — 2022) Maria, jovem estudante de direito, questio-
nou o seu professor sobre a situação jurídica dos Territórios no 
âmbito	da	federação	brasileira.
O Professor respondeu corretamente que
a) o único Território existente possui plena autonomia políti-
ca,	integrando	a	federação	brasileira.
b) os dois Territórios existentes fazem parte da União, não 
sendo	considerados	entes	federativos.
c) os territórios, que atualmente não existem na realidade 
brasileira,	são	nivelados	aos	Estados	e	ao	Distrito	Federal.
d) apesar de não existir nenhum território na realidade brasi-
leira, caso venham a existir, não serão considerados entes 
federativos.
e) os territórios, que atualmente não existem na realidade 
brasileira, devem ser considerados entes politicamente 
autônomos,	que	resultam	da	reunião	dos	Municípios.
48. (FGV — 2022) A região norte do Município Alfa tinha gran-
de potencial turístico, enquanto a região sul era um importante 
polo	industrial.	Por	entenderem	que	as	obras	de	infraestrutura	
construídas pelo Município atendiam mais aos interesses da 
região sul, os moradores da região norte iniciaram forte cam-
panha para que a região norte fosse incorporada pelo Município 
Beta,	também	com	elevado	potencial	turístico.
Os líderes do movimento procuraram um advogado e o con-
sultaram	em	relação	à	forma	de	sacramentar	a	alvitrada	incor-
poração.	 Foi-lhes	 corretamente	 informado	 que,	 entre	 outros	
requisitos, a incorporação seria efetivada mediante
a) lei estadual, no período estabelecido por lei complementar 
federal.
b) lei do Município Alfa, no período determinado em lei esta-
dual,	atendidos	os	requisitos	fixados	em	lei	complementar	
federal.
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c) leis dos Municípios Alfa e Beta, no período determinado em 
lei	estadual,	atendidos	os	requisitos	fixados	em	lei	comple-
mentar	federal.
d)	 emenda	 à	 Constituição	 Estadual,	 com	 base	 em	 leis	 dos	
Municípios	 Alfa	 e	 Beta,	 que	 homologassem	 às	 consultas	
realizadas	 às	 respectivas	 populações,	 nos	 termos	 de	 lei	
complementar	federal.
e) alteração das leis orgânicas dos Municípios Alfa e Beta, nos 
termos da lei estadual, no período estabelecido por lei com-
plementar	federal.
49. (FGV — 2021) Com	o	objetivo	de	estimular	a	abertura	de	igre-
jas, o que, ao ver dos idealizadores do projeto, contribuiria para 
aumentar	o	bem-estar	da	população,	o	Estado	Alfa	editou	a	Lei	
nº	XX.
De acordo com esse diploma normativo, as igrejas que preen-
chessem	os	requisitos	exigidos	teriam	subvencionadas	50%	de	
suas	despesas	regulares.
Considerando	 a	 sistemática	 constitucional,	 é	 correto	 afirmar	
que	a	Lei	nº	XX	é
a)	 inconstitucional,	 em	 razão	 do	 caráter	 laico	 dos	 entes	
federativos.
b) constitucional, em razão do elevado interesse público a ser 
atendido	com	a	iniciativa.c) constitucional, pois é dever do Estado prestigiar a liberdade 
de	crença,	subvencionando	as	igrejas.
d) inconstitucional, salvo se for assegurado que a subvenção 
alcance,	de	forma	igualitária,	todas	as	religiões.
e) inconstitucional, pois a subvenção foi parcial e as entidades 
sem	fins	lucrativos	devem	recebê-la	de	modo	integral.
50. (FGV — 2018) A população do norte do estado Alfa, insatis-
feita	com	a	grave	crise	econômica	e	a	notória	incompetência	do	
governador do estado, aprovou, em plebiscito, o desmembra-
mento do referido território do estado Alfa e sua incorporação 
ao estado Beta, o que também foi aprovado pela população des-
te	último.
Ato contínuo, os governadores dos estados Alfa e Beta editaram 
ato conjunto sacramentando o desmembramento e a correlata 
incorporação.
À	 luz	 da	 sistemática	 constitucional,	 o	 referido	 procedimento	
está
a) incorreto, pois o princípio da indissolubilidade da Federa-
ção afasta qualquer mobilidade interna, de ordem territo-
rial,	entre	os	estados.
b) correto, pois as populações interessadas foram ouvidas, e 
sua vontade foi chancelada por agentes democraticamente 
legitimados.
c)	 incorreto,	 pois	 a	 questão	 federativa	 é	 estranha	 à	 vontade	
popular e deve ser integralmente resolvida no âmbito do 
Senado,	que	conta	com	representação	paritária	dos	estados.
d) correto, desde que, após a aprovação pelas populações inte-
ressadas	e	a	edição	do	ato	conjunto,	cada	Assembleia	Legis-
lativa	edite	a	lei	de	sua	competência.
e) incorreto, pois, além da aprovação pela população direta-
mente	interessada,	é	necessária	a	aprovação	do	Congresso	
Nacional,	por	lei	complementar,	não	dos	governadores.
51. (FGV — 2018) A federação é a forma de Estado composta 
pela	associação	de	múltiplas	entidades	territoriais	autônomas,	
dotadas de governo próprio, que dividem responsabilidades em 
diferentes	âmbitos.
De acordo com o texto constitucional, o Brasil, considerado um 
exemplo de Estado federado, não inclui como ente da federação
a) o Distrito Federal
b) os Estados
c) os Municípios
d) os Territórios federais
e) a União
52. (FGV — 2015) A ordem constitucional de 1988, mantendo a 
tradição	brasileira,	seguiu	o	sistema	federativo.	Assim,	a	exis-
tência	de	uma	Constituição	Federal	denota	que:
a) todos os entes federados estão submetidos aos comandos 
estatuídos pela União, somente podendo legislar quando 
autorizados por esta;
b) a união dos entes federados é provisória, podendo ser dis-
solvida sempre que for o desejo do povo, que pode ser con-
sultado em plebiscito;
c)	 todos	os	entes	federados	contam	com	os	Poderes	Legisla-
tivo,	 Executivo	 e	 Judiciário,	 independentes	 e	 harmônicos	
entre si;
d) existe uma descentralização política entre os entes federa-
dos, que exercem as competências ali previstas;
e) existe uma união indissolúvel entre Estados, Municípios, 
Territórios	e	o	Distrito	Federal.
53. (FGV — 2015) A	Constituição	da	República	Federativa	do	Bra-
sil	adotou,	como	forma	de	Estado,	a	federação.	A	existência	des-
sa federação é caracterizada pela:
a) subordinação dos Estados, do Distrito Federal e dos Muni-
cípios	 à	 União,	 nos	 termos	 da	 Constituição	 da	 República	
Federativa do Brasil;
b) autonomia política da União, dos Estados, do Distrito Fede-
ral,	dos	Territórios	e	dos	Municípios,	nos	termos	da	Consti-
tuição da República Federativa do Brasil;
c) subordinação dos Municípios aos Estados e ao Distrito 
Federal,	nos	termos	da	Constituição	da	República	Federati-
va do Brasil;
d) concentração da autonomia política na União, que repre-
senta o Poder Público nas relações internas e internacionais;
e) autonomia política da União, dos Estados, do Distrito Fede-
ral	e	dos	Municípios,	nos	termos	da	Constituição	da	Repú-
blica	Federativa	do	Brasil.
54. (FGV — 2015) A parte da população do Estado V situada ao 
sul do seu território, insatisfeita com a pouca atenção que vem 
recebendo	dos	últimos	governos,	organiza-se	e	dá	início	a	uma	
campanha para promover a criação de um novo Estadomem-
bro	da	República	Federativa	do	Brasil	–	o	Estado	N,	que	passaria	
a	ocupar	o	território	situado	na	parte	sul	do	Estado	V.	O	tema	
desperta muita discussão em todo o Estado, sendo que alguns 
argumentos	favoráveis	e	outros	contrários	ao	desmembramen-
to	começam	a	ganhar	publicidade	na	mídia.
Reconhecido constitucionalista analisa os argumentos listados 
a	seguir	e	afirma	que	apenas	um	deles	pode	ser	 referendado	
pelo	sistema	jurídico-constitucional	brasileiro.	Assinale-o.
a) O desmembramento não poderia ocorrer, pois uma das 
características fundamentais do Estado Federal é a impos-
sibilidade	de	ocorrência	do	chamado	direito	de	secessão.
b)	 O	 desmembramento	 poderá	 ocorrer,	 contanto	 que	 haja	
aprovação,	por	via	plebiscitária,	 exclusivamente	por	parte	
da população que atualmente habita o território que for-
maria	o	Estado	N.
c) Além de aprovação pela população interessada, o desmem-
bramento também pressupõe a edição de lei complemen-
tar	pelo	Congresso	Nacional	com	esse	objeto.
d) Além de manifestação da população interessada, o siste-
ma constitucional brasileiro exige que o desmembramen-
to dos Estados seja precedido de divulgação de estudos de 
viabilidade.
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55. (FGV — 2014) José	é	cidadão	do	município	W,	onde	está	loca-
lizado	o	distrito	de	B.	Após	consultas	informais,	José	verifica	o	
desejo da população distrital de obter a emancipação do distrito 
em	relação	ao	município	de	origem.
De acordo com as normas constitucionais federais, dentre 
outros requisitos para legitimar a criação de um novo Municí-
pio,	são	indispensáveis:
a)	 lei	estadual	e	referendo.
b)	 lei	municipal	e	plebiscito.
c)	 lei	municipal	e	referendo.
d)	 lei	estadual	e	plebiscito.
56. (FGV — 2014) Sobre a organização político-administrativa 
do	Estado	brasileiro,	analise	as	afirmativas	a	seguir.
I.	 O	 Estado	 brasileiro	 divide-se	 em	 entes	 federativos	 de	 três	
diferentes	níveis	organizados	hierarquicamente.
II.	Os	Municípios	podem	legislar	de	 forma	suplementar	sobre	
matérias	elencadas	pela	Constituição	de	 1988	como	sendo	de	
competência	legislativa	concorrente.
III.	A	competência	legislativa	sobre	assuntos	de	interesse	local	é	
privativa	dos	Municípios.
Assinale:
a)	 se	somente	a	afirmativa	I	estiver	correta.
b)	 se	somente	a	afirmativa	III	estiver	correta.
c)	 se	somente	as	afirmativas	I	e	II	estiverem	corretas.
d)	 se	somente	as	afirmativas	II	e	III	estiverem	corretas.
e)	 se	todas	as	afirmativas	estiverem	corretas.
57. (FGV — 2014) Nos	termos	da	Constituição	Federal	de	1988,	a	
criação de um município ocorre mediante autorização expres-
sa	em	lei	estadual.
Além	disso,	a	criação	de	um	município	dependerá
a)	 da	mobilização	dos	movimentos	sociais.
b)	 de	audiência	pública	prévia.
c)	 de	avaliação	popular.
d)	 de	consulta	prévia	plebiscitária.
e)	 de	referendo	político-partidário.
58. (FGV — 2014) Sobre a organização político-administrativa 
da	República	Federativa	do	Brasil,	assinale	a	afirmativa	correta.
a)	 Compete	aos	Estados	assegurar	a	defesa	nacional.
b)	 É	permitido	à	União,	aos	Estados,	ao	Distrito	Federal	e	aos	
Municípios	criar	distinções	entre	brasileiros.
c) São bens da União os recursos minerais, exceto os do 
subsolo.
d) Incluem-se entre os bens dos Estados todas as terras 
devolutas.
e)	 Compreende	 a	 União,	 os	 Estados,	 o	 Distrito	 Federal	 e	 os	
Municípios,	todos	autônomos,	nos	termos	da	Constituição.
 Æ UNIÃO: BENS E COMPETÊNCIAS EXCLUSIVAS, 
PRIVATIVAS, COMUNS E CONCORRENTES 
(ARTS. 20 A 24 DA CF/1988)
59. (FGV — 2023) Em razão de ampla mobilização popular, o 
Estado Alfa, com o objetivo de proteger as vítimas e as testemu-
nhas	de	infrações	penais,	editou	a	Lei	nº	XX,	a	partir	de	projeto	
de lei de iniciativa parlamentar, estatuindo o sigilo no boletim 
de ocorrência e no inquérito policial no âmbito do referido ente 
federativo.
Por	entender	que	a	Lei	nº	XX	era	flagrantemente	prejudicial	à	
sua atividade, a associação dos veículos de comunicação social 
solicitou que sua assessoriajurídica analisasse a compatibili-
dade	desse	diploma	normativo	com	a	ordem	constitucional.
A	assessoria	respondeu	corretamente	que	a	Lei	nº	XX	é
a)	 inconstitucional,	por	violar	a	liberdade	de	informação.
b)	 inconstitucional,	pois	está	presente	o	vício	de	iniciativa.
c) constitucional, por se enquadrar no âmbito da competência 
legislativa	residual	dos	Estados.
d) inconstitucional, por violar a competência privativa da 
União	para	legislar	sobre	processo	penal.
e)	 constitucional,	 por	 se	 ajustar	 à	 competência	 concorren-
te entre a União e os Estados para legislar sobre matéria 
procedimental.
60. (FGV — 2023) O Estado Alfa, com o objetivo de preservar o 
equilíbrio de um importante ecossistema existente em seu ter-
ritório,	editou	a	Lei	nº	X	e	criou	o	serviço	de	controle	e	preserva-
ção	ambiental.	Além	disso,	o	mesmo	diploma	normativo	inseriu,	
entre as fontes de custeio desse serviço, taxa correspondente a 
um	percentual	da	arrecadação	das	sociedades	empresárias	que	
atuam na geração de energia elétrica, realizando o aproveita-
mento	energético	dos	cursos	de	água	existentes	no	território	de	
Alfa,	atividade	considerada	potencialmente	poluidora.
À	luz	da	sistemática	constitucional,	é	correto	afirmar	que	a	Lei	
nº	X	é:
a)	 inconstitucional,	 pois	 compete	 privativamente	 à	 União	
legislar sobre proteção do meio ambiente;
b)	 constitucional,	pois,	por	se	tratar	de	curso	de	água	perten-
cente	a	Alfa,	cabe	a	esse	ente	legislar	sobre	a	matéria.
c) constitucional, considerando a aderência da atividade ao 
território de Alfa e a competência legislativa concorrente;
d)	 inconstitucional,	 pois	 a	 fixação	 de	 taxa	 em	percentual	 da	
receita	das	sociedades	empresárias	tem	efeito	de	confisco;
e) inconstitucional, por se tratar de intervenção indevida do 
Estado	em	atividade	econômica	explorada	pela	União.
61. (FGV — 2021) A	Assembleia	Legislativa	do	Estado	Alfa,	com	
o	objetivo	de	disciplinar	alguns	aspectos	formais	afetos	à	ela-
boração	 das	 leis	 orçamentárias	 de	 cada	 exercício	 financeiro,	
começou	a	discutir	o	Projeto	de	Lei	nº	ZZ,	o	que	 foi	objeto	de	
dúvidas	em	alguns	ciclos,	já	que	a	matéria	era	de	competência	
legislativa	concorrente	com	a	União.
Com	os	olhos	voltados	a	essa	narrativa	e	à	sistemática	constitu-
cional,	é	correto	afirmar	que	o	Projeto	de	Lei	nº	ZZ:
a) afronta a competência da União para legislar sobre 
orçamento;
b) deve observar as normas gerais editadas pela União a res-
peito da matéria;
c)	 somente	produzirá	efeitos	quando	sobrevierem	as	normas	
gerais editadas pela União;
d) deve ter sido antecedido de lei complementar da União, 
autorizando a edição de lei estadual;
e) pode dispor livremente sobre a matéria, tendo preferência, 
no	território	do	Estado,	sobre	as	normas	da	União.
 Æ ESTADOS FEDERADOS - ORGANIZAÇÃO, 
COMPETÊNCIAS, BENS (ARTS. 25 A 28 DA 
CF/1988)
62. (FGV — 2023) Em razão dos numerosos problemas ocorri-
dos	na	prestação	do	serviço	local	de	gás	canalizado,	o	Município	
Alfa	editou	a	Lei	nº	XX,	dispondo	que	a	sua	exploração	deveria	
ocorrer com estrita observância dos padrões de ordem admi-
nistrativa	estabelecidos	nesse	diploma	normativo.
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A	respeito	da	compatibilidade	da	Lei	nº	XX	com	a	Constituição	
da	República	de	1988,	assinale	a	afirmativa	correta.
a) Ela é constitucional, por se tratar de matéria de interesse 
local, de competência legislativa dos Municípios
b) Ela é constitucional, por se tratar de matéria de competên-
cia	legislativa	comum	entre	todos	os	entes	federativos.
c) Ela é inconstitucional, por se tratar de serviço de compe-
tência	da	União,	o	que	impede	que	a	Lei	nº	XX	incursione	na	
temática.
d) Ela é inconstitucional, por se tratar de serviço de compe-
tência	do	Estado,	o	que	impede	que	a	Lei	nº	XX	incursione	
na	temática.
e)	 Ela	é	constitucional,	desde	que	a	Lei	nº	XX	somente	produ-
za efeitos no território do Município Alfa e não destoe das 
normas	editadas	pela	União.
63. (FGV — 2022) A	Constituição	do	Estado	Alfa	foi	recentemente	
alterada	pela	Emenda	Constitucional	nº	XX,	sendo	estabelecida	
uma ordem de prioridade das políticas públicas de interesse 
local a serem implementadas pelos Municípios situados em 
seu	território.
Como	 um	 dos	 Municípios	 alcançados	 por	 essa	 medida	 era	
dominado	 por	 forças	 políticas	 de	 oposição	 àquelas	 que	 capi-
tanearam	 a	 reforma	 da	 Constituição	 Estadual,	 um	 advogado	
foi consultado a respeito da correção desse proceder, tendo 
respondido corretamente que o estabelecimento da referida 
ordem de prioridades é
a)	 inconstitucional,	 pois	 a	Constituição	Estadual	não	projeta	
a sua força normativa sobre os Municípios, apenas sobre o 
Estado.
b)	 constitucional,	 pois	 a	 Constituição	 Estadual	 deve	 dispor	
sobre todas as matérias afetas aos Municípios situados em 
seu	território.
c)	 constitucional,	 pois	 a	 Constituição	 Estadual,	 enquanto	
cópia	exata	da	Constituição	da	República,	é	vinculante	para	
os	Municípios.
d)	 constitucional,	 pois	 a	Constituição	Estadual	 deve	discipli-
nar a promoção das políticas públicas municipais, de modo 
a	assegurar	maiores	níveis	de	eficiência.
e)	 inconstitucional,	 pois	 a	 Constituição	 Estadual	 não	 pode	
reduzir a autonomia política dos Municípios para além dos 
balizamentos	estabelecidos	pela	Constituição	da	República.
64. (FGV — 2015) Na	medida	em	que	a	República	Federativa	do	
Brasil encontra-se organizada sob a forma de uma Federação, 
formada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos 
Municípios,	é	correto	afirmar,	em	relação	à	divisão	de	compe-
tências legislativas, que:
a) todos os entes federativos podem legislar sobre qualquer 
matéria;
b) os Estados e o Distrito Federal somente podem legislar se 
autorizados pela União;
c) os Municípios somente podem legislar se autorizados pelo 
Estado em que inseridos;
d) a ordem constitucional não previu qualquer hipótese de 
competência concorrente;
e)	 existem	matérias	sujeitas	à	competência	privativa	de	deter-
minado	ente	federativo.
 Æ MUNICÍPIOS - ORGANIZAÇÃO E 
COMPETÊNCIAS (ARTS. 29 A 31 DA CF/1988)
65. (FGV — 2024) Após ampla mobilização popular, o Municí-
pio	Alfa	editou	a	Lei	no	X,	vedando	a	participação	em	proces-
sos licitatórios e a realização de contratos administrativos com 
o município, de detentores de mandato eletivo municipal no 
âmbito	 desse	 ente	 federativo.	 Apesar	 da	 aceitação	 popular,	 a	
Lei	no	X	foi	duramente	criticada	pelos	agentes	que	tiveram	sua	
esfera	jurídica	restringida	por	esse	diploma	normativo.
Considerando	 a	 divisão	 de	 competências	 estabelecida	 pela	
Constituição	da	República,	é	correto	afirmar	que	a	Lei	no	X
a) foi editada no exercício da competência legislativa suple-
mentar	do	Município.
b) invadiu a competência privativa da União para legislar 
sobre	licitações	e	contratos	administrativos.
c) foi editada no exercício da competência legislativa privativa 
do	Município,	por	versar	sobre	interesse	local.
d) invadiu a competência privativa da União para legislar 
sobre	direito	civil,	isto	por	versar	sobre	capacidade	civil.
e)	 somente	será	constitucional	se	tiver	sido	editada	lei	com-
plementar	da	União	autorizando	o	seu	exercício.
66. (FGV — 2021) Joana, vereadora do Município Alfa, situado na 
região	sul	do	país,	viajou	a	Brasília	em	missão	oficial.	Em	visita	
ao	Congresso	Nacional,	fez	um	duro	pronunciamento	contra	a	
gestão	do	Prefeito	Municipal,	qualificando-o	com	adjetivos	que	
seriam conceitualmente enquadrados sob a epígrafe dos cri-
mes	contra	a	honra.
Ao tomar conhecimento das palavras de Joana, o Prefeito 
Municipal consultou o seu advogado sobre a possibilidade de 
responsabilizá-la,	 sendo	 informado,	 corretamente,	 de	 que	 a	
referida vereadora:
a) pode ser responsabilizada por suas palavras e opiniões, sal-
vo	se	o	objetivo	da	missão	oficial	fosse	o	de	criticar	a	gestão	
do Prefeito Municipal;
b) não pode ser responsabilizada, em nenhuma hipótese, por 
suas palavras e opiniões, desde

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