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Universidade Federal Fluminense Curso: Administração Pública Disciplina: Planejamento Governamental AD 1 Atividade - AD 1: a) elaborar o resumo da Unidade I e uma conclusão, b) elaborar o resumo da Unidade II e uma conclusão, e c) elaborar o resumo da Unidade III e uma conclusão. Esses três resumos você deve enviar em um ÚNICO ARQUIVO (PDF). Unidade I Planejamento normativo: Destaca-se por ter suas bases no planejamento econômico, não há atores capazes de produzir ações estratégicas, mas meros agentes econômicos. Este planejamento segue leis e regras predizíveis e seu funcionamento é embasado por comportamentos sociais. Além disso tem seu diagnóstico feito por um sujeito que está fora ou sobre a realidade planejada. Não vivência a problemática em questão. Planejamento Estratégico Situacional (PES): Diferente do Planejamento Normativo, o Planejamento Estratégico Situacional (PES) parte do princípio de que o sujeito que planeja, está dentro da realidade, fazendo parte de um contexto no qual outros atores também planejam. Logo, Planejador, objeto planejado e atores sociais são indissociáveis. Como resultado o planejamento oferece explicações situacionais, pautadas nas realidades de todos os agentes envolvidos. Desta maneira, cada um explica a realidade a partir de sua própria situação, de maneira ativa. Nesta unidade outro tópico que merece destaque são os conceitos de: Problema Deterministico,Problema Estocástico, Problema de Incerteza quantitativa, Problema de Incerteza Dura. Vamos aos conceitos. Problema Determinístico: Diante de um problema onde todas ou a maioria das variáveis e fatores que impactam na situação ou planejamento são conhecidos e previsíveis , estamos diante de um problema determinístico. O resultado pode ser antecipado com sucesso, sem intervenção de eventos aleatórios. Problema Estocástico: Diferente do problema deterministico, o problema Estocástico, em contra partida é marcado por aventos aleatórios e incertezas que dificultam a tomada de decisão e consequentemente os resultados desejados. Podemos dizer que um problema Estocástico compromete toda a previzibilidade de ações, projetos e políticas públicas. Problema de Incerteza Quantitativa: Este problema está relacionado a falta de previzibilidade, seja por falta de informações assertivas, falta de previsão em valores numéricos ou a sua volatilidade, dificultando prever eventos futuros e as tomadas de decisões. Problema de Incerteza Dura: Diante de cenários onde haja muita dificuldade em obter informações assertivas ou fazer previsões e consequentemente torna a tomada de decisão extremamente complexa. Fatores desconhecidos e imprevisíveis, mudanças repentinas e falta de previsibilidade Caracterisam um problema de Incerteza Dura. É importante compreendermos ainda, os conceitos de Fluxos, Acumulações, Regras, Atores Sociais, Situação dos Atores Sociais, Projeto de Governo, Capacidade de Governo, Governabilidade. Fluxos: São os componentes que alteram uma acumulação, tais como produções, intenções e fatos. Acumulações: Reside no represamento dos Fluxos. São capacidades e potenciais acumulados, “ em estoque”. Atores Sociais são um tipo de acumulação. As Regras: São normas básicas que regem o processo de acumulação e produção e são criadas ou consevadas pelos agentes mais poderosos. De acordo com que for mais proveitoso para eles. Os Atores Sociais: São ao mesmo tempo Produto, Atores e Avaliadores do Processo Social. Situação dos Atores Sociais: O problema é a declaração, a formalização por um ou mais atores sociais. É preciso declarar quais aspectos estão em desacordo com a realidade almejada. Projeto de Governo: É a escolha do ponto crítico que deverá ser resolvido e na estratégia que será utilizada para este alcançar este objetivo. Capacidade de Governo: É a capacidade necessária para solucionar problemas. É o cunjunto de habilidades e qualificações exigidas, tais como: capacidade intelectual, experiência, recursos tecnológicos, e habilidade de manejo da governabilidade. Governabilidade: Previsão e controle de variáveis importantes, além da percepção do grau de dificuldade do projeto em questão. Conclusão do Módulo I: Nesta unidade vimos os conceitos de planejamento normativo e planejamento estratégico situacional e as principais diferenças entre si. Dentra elas o fato de que no planejamento estratégico situacional os agentes envolvidos oferecem experiências diretas da realidade do problema em questão. Os atores envolvidos explicam o problema por que o vivenciam. Fica evidente neste módulo a importância de aprender os principais conceitos aqui mencionados, para que o aproveitamento dos módulos seguintes sejam satisfatórios. Unidade II Nesta unidade podemos entender o conceito de planejamento, que pode ser definido como processo de aprendizagem e correção, com acompanhamentos e avaliações constantes das decisões tomadas. Os principais momentos do PES, são: Explicativo, Normativo, Estratégico e Tático-operacional. Momento Explicativo: pautado em dois princípios básicos: A participação de todos e no consenso. Além da visualização da produção do grupo. No momento de analisar os problemas. É neste Momento que os agentes explicam o problema. Momento Normativo: É neste momento em que os atores envolvidos definem qual situalçao ideal a ser alcançada. A partir desta definição procuram maneiras de atacar as causas de um determinado problema. É um momento de cálculo que precede a ação. Momento Estratégico: Após selecionado e descrito o problema, explicada, definida a situação objetivo Neste momento ocorre a seguinte pergunta: O que é possível para viabilizar o plano? Momento Tático-Operacional: Este é o momento de transformar as análises dos momentos explicativo, normativo e estratégico em ação concreta. É o momento de definir coordenadores e responsáveis pelas dierentes ações. Conclusão do Módulo II: Neste módulo podemos concluir que planejamento é um processo constante de avaliação, correção e acompanhamento. Compreendemos também que, o Planejamento Estratégico Situacional é dividido por momentos chaves. Compreender os conceitos de cada um destes momentos é fundamental para a elaboração bem sucedida de um planejamento. Módulo III Neste Módulo daremos destaque as principais reformas administrativas no período do Estado Novo e no período da Ditadura Militar. Governo Vargas: A década de 1930 ficou caracterizada como ponto de partida das reformas administrativas no Brasil visando à maior eficiência dos instrumentos da administração pública. Com o objetivo de promover a profissionalização e racionalização na Administração Pública. Como destaque no movimento reformista da década de 1930, podemos afirmar que os mais importantes foram: A noção de eficiência, a preocupação com o sistema para ingresso no serviço público e a concepção de orçamento para plano de trabalho. Treinamento e aperfeiçoamento dos funcionários públicos; divulgação da teoria administrativa; formação de um pequeno grupo de especialistas em administração presentes por órgãos estratégicos da Adminstração Pública; e a criação da Fundação Getúlio Vargas. Como medidas para vencer o emperramento de um administração centralizada, Vargas criou várias entidades da administração indireta como autarquias, fundações e empresas dotadas de autonomia administrativa e financeira, no intuito de viabilizar a atuação do Estado no processo de desenvolvimento do país. Vale ressaltar a criação do Conselho Federal de Comércio Exterior que pode ser considerado o primeiro órgão brasileiro de planejamento governamental, reunindo atores importantes da sociedade, como funcionários governamentais, empresários e técnicos para propor soluções. Uma das primeiras normas regulamentadas pelo governo Vargas em que se instituiu na prática a admissão defuncionários via concurso público, de acordo com a Constituição de 1934. No período da ditadura militar estabelecida em 1964, o principal instrumento para implementar a reforma administrativa foi o Decreto-Lei nº 200. Alguns princípios estratégicos como: Estímulo de expansão de empresas públicas, sociedades e econimia mista e autarquias; fortalecimento e expansão do sistema de mérito; fixação de diretrizes gerais para um novo plano de cargos e salários, dentre outros. No entanto, nem todos os pontos da reforma administrativa no período da ditadura militar foram progressistas. Como por exemplo: O enrijecimento dos órgãos centrais como consequência da expansão econômica a partir de uma nova rodada de governos ditatoriais. Outra consequência danosa para a Adminstração Pública que merece destaque é o abandono ao Princípio Constitucional de 1934, do sistema de mérito, para o ingresso na carreira do serviço público. No final da década de 1979, foi criado o Programa Nacional de Desburocratização (PRND), o Programa tinha como objetivos principais a descentralização admistrativa e a desconcentração de poder da esfera federal. Conclusão do módulo III Através do tema abordado neste módulo, podemos conculir que as reformas administrativas ocorridas durante a era Vargas e no período da ditadura militar iniciada em 1964, impactaram profundamente a Administração Pública Brasileira. Algumas reformas progressistas como a descentralização do Estado, na era Vargas, bem como a criação de fundações atuando em parceria com o Estado e a institucionalização de concursos públicos para o preenchimento das vagas do funcionalismo público, além do treinamento e qualificação dos funcionários, foram medidas que alavancaram a atuação da Administração Pública. Em contrapartida, nem todas as medidas tomadas para reforma administrativa, no período da ditadura de 1964 foram progressitas. O enrijecimento dos órgãos públicos, devido a centralização do poder ditatorial e o abandono do sistema de mérito para o ingresso na carreira do serviço público. Referência bibliográfica: MISOCZKY, Maria Ceci Araujo, Planejamento e programação na administração pública / Maria Ceci Araujo. Misoczky, Paulo Guedes. – 3. ed. rev. atual. – Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração / UFSC; [Brasília]: CAPES: UAB, 2016.