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Professor(a) Dra. Ana Paula Stroher GESTÃO DE QUALIDADE 2024 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2024 Os autores. Copyright C Edição 2024 Editora Edufatecie. O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais. REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Profa. Ma. Luciana Moraes COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Profa. Ma. Luciana Moraes COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Me. Jeferson de Souza Sá COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal COORDENAÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA EAD Profa. Ma. Sônia Maria Crivelli Mataruco COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante Caroline da Silva Marques Eduardo Alves de Oliveira Isabelly Oliveira Fernandes de Souza Jéssica Eugênio Azevedo Louise Ribeiro Marcelino Fernando Rodrigues Santos Vinicius Rovedo Bratfisch PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos Carlos Firmino de Oliveira Hugo Batalhoti Morangueira Giovane Jasper Vitor Amaral Poltronieri ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz DE VÍDEO Carlos Henrique Moraes dos Anjos Pedro Vinícius de Lima Machado Thassiane da Silva Jacinto FICHA CATALOGRÁFICA Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP S931g Stroher, Ana Paula Gestão da qualidade / Ana Paula Stroher. Paranavaí: EduFatecie, 2024 108 p.: il. Color. 1. Gestão da qualidade total. 2. Controle da qualidade. 3. Six sigma (padrão de controle de qualidade). I. Centro Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a Distância. III. Título. CDD: 23. ed. 658.562 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577 As imagens utilizadas neste material didático são oriundas do banco de imagens Shutterstock . 3 AUTORA Possui graduação em engenharia química (UEM - 2007). É mestre e doutora em engenharia química (UEM - 2010/214) e detém especialização em gestão ambiental (UEM - 2011). Possui experiência na elaboração de projetos para licenciamento ambiental, planos de gerenciamento de resíduos (PGR), plano de controle ambiental (PCA), relatório de impacto de vizinhança (RIV), entre outros. Atualmente é docente no ensino presencial nas Instituições de Ensino Superior de Maringá (UniFCV, Unifamma e SMG) nas áreas de Engenharia, Administração e Ciências Contábeis. Orienta projetos de pesquisa em cursos de graduação e pós-graduação. Informações e contato: Currículo Plataforma Lattes:http://lattes.cnpq.br/6608939384267038 Professor(a) Dra. Ana Paula Stroher 4 APRESENTAÇÃO SEJA BEM-VINDO (A)! Caro (a) acadêmico (a), o livro intitulado Gestão da Qualidade traz no seu contexto a aplicação da qualidade para obter confiança e crescimento em determinado produto ou serviço no qual a empresa foca o seu investimento. Nesse sentido, proponho a você aluno (a) buscar todo o conhecimento aqui disponibilizado pois será de grande valia na sua profissão, estamos combinados? A qualidade na atualidade é um tema de grande relevância. Quando falamos em qualidade logo pensamos em produtos que atendam expectativas, como por exemplo: características visuais, tamanho, design e modernidade. Entretanto, para atingirmos as expectativas do consumidor em geral as empresas precisam investir em tecnologias e qualificação para serem competitivas na produção de produtos e oferta de serviços com qualidade. Assim, a qualidade é obtida pela introdução de ferramentas como diagramas, folhas de verificação, normalização do processo, mapeamentos entre outras aplicações de grande relevância para obtenção dela. Além disso, sua relevância está no fato de que todo produto ou serviço precisa ser fiscalizado em suas funções, processo de fabricação, distribuição etc. Imagine um alimento estragado, por exemplo, ele pode causar uma doença ou levar alguém a óbito e destruir a reputação da empresa responsável. Consequentemente, para evitar esses incidentes, o controle da qualidade é essencial e assim a empresa garante a satisfação do cliente. A nossa apostila é composta de quatro capítulos. No capítulo I, introduziremos a história da gestão da qualidade, sua importância, conceitos e gerenciamentos, sua aplicação nas organizações e a importância das auditorias. Além disso apresentaremos os impactos causados pela implantação destas ferramentas e normas bem como, a garantia da certificação e padrão de identidade e qualidade dos produtos e serviços ofertados. No capítulo II, vocês irão conhecer os conceitos e processos focados na padronização e melhoria da gestão da qualidade, por meio da aplicação de metodologias implementadas conforme as normas ISO. 5 No capítulo III, falaremos dos benefícios da implantação de ferramentas da qualidade, qualificadas como 7 ferramentas básicas do controle que buscam a utilização e descrição de fluxos, processos análise de documentos visando a melhoria do processo. No capítulo IV, finalizaremos a disciplina com a abordagem dos processos referentes ao controle estatístico de processo suas ferramentas como: diagrama de causa e efeito, histograma, diagrama de dispersão e aplicação de metodologias por etapas. Desejamos que este livro possa contribuir para o seu conhecimento profissional e pessoal na busca da qualidade, motivando mudanças nas organizações e sintonia com a eficiência e seus processos produtivos bem como, o desenvolvimento sustentável para atender as expectativas do mercado consumidor. Bons estudos! 6 SUMÁRIO Ferramentas e Métodos Estatísticos para Tomada de Decisão Estratégia Seis Sigma Gestão da Qualidade Total e Controle da Qualidade Total Qualidade: Conceitos e Definições UNIDADE 1 UNIDADE 2 UNIDADE 3 UNIDADE 4 Professor(a) Dra. Ana Paula Stroher QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕES1UNIDADEUNIDADE PLANO DE ESTUDO 8 Plano de Estudos • Histórico da gestão da qualidade e introdução ao estudo dos conceitos • Gestão da qualidade: importância e princípios • Implantação, organização, auditorias, certificação e avaliação de sistema de qualidade • Motivação para a qualidade Objetivos da Aprendizagem • Conceituar e contextualizar a gestão da qualidade • Compreender a importância da gestão da qualidade na atualidadegasolina e um para-brisa que saltava para fora em colisões. Após conseguir apoio de investidores e de potenciais consumidores, Tucker viu seu projeto fracassar graças ao lobby das três grandes montadoras de Detroit, General Motors, Ford e Chrysler. Coppola, cujo pai foi um dos compradores do Torpedo na época, quis fazer um paralelo com suas dificuldades para montar seu próprio estúdio, o Zoetrope”. • Comentário: A abordagem deste filme estimula os acadêmicos a enquadrarem a qualidade em suas vidas, e a presença de falhas quando não detectadas, e seu potencial desastroso. LIVRO • Livro: Gestão da qualidade ISO 9001:2015: Requisitos e integração com a ISO 9001:2015. • Autor: Luiz Cesar Ribeiro Carpinetti e Mateus Cecílio Gerolano. • Editora: Atlas. • Sinopse: A obra apresenta uma discussão didática e detalhada sobre os requisitos de gestão da qualidade da ISO 9001:2015, destacando as mudanças da edição de 2015 em relação à edição anterior. As teorias que fundamentam os requisitos do sistema de gestão são comentadas à medida que os requisitos são apresentados. GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 49 FILME/VÍDEO • Para melhor fixação dos conteúdos abordados neste capítulo sugerimos a você aluno. Acessar os seguintes links abaixo: • Link disponível em: https://abre.ai/lfrs • Acessado em: 30 de Ago 2019. Cirius Quality - Consultoria e Treinamento em Qualidade. • O conteúdo é focado na implantação da norma ISO e benefícios a empresas que compõem essa normalização, especialmente pela busca da padronização, qualidade e crescimento nas vendas. GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 Professor(a) Dra. Ana Paula Stroher ESTRATÉGIA SEIS SIGMA3UNIDADEUNIDADE PLANO DE ESTUDO 51 Plano de Estudos • Conceitos e benefícios do Controle Estatístico de Processo (CEP) • A Metodologia Seis Sigma: contextualização e importância • A aplicação do ciclo DMAIC para obter o desempenho Seis Sigma • Tipos de plano de amostragem, coleta e representação gráfica de dados. Objetivos da Aprendizagem • Conceituar e contextualizar a metodologia seis sigma • Compreender os tipos e a aplicação das ferramentas do Controle Estatístico de Processo (CEP) • Estabelecer a importância do ciclo DMAIC na metodologia Seis Sigma ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 52 Caro (a) acadêmico (a), iniciaremos a aplicação das ferramentas focadas no Controle Estatístico de Processos (CEP). Nos capítulos anteriores deste livro, trouxemos na nossa bagagem a introdução do processo que envolve a gestão da qualidade e seus fenômenos ligados ao conhecimento não quantitativo, ou seja, não mensuramos em números. Já agora com a introdução do (CEP) abordaremos as ferramentas e suas funcionalidades para a obtenção da qualidade em seus processos. Já sabemos, que as empresas “disputam” o mercado e sua proposta é realmente introduzir o conceito da qualidade em seus produtos comercializados. Portanto, as ferramentas envolvidas no processo do CEP são de extrema relevância a todo o contexto industrial. Vejamos, ao aplicarmos em uma empresa de segmento alimentício, por exemplo, a ferramenta do Seis Sigma, a empresa deverá provar que seus processos industriais realmente atendem a essa dinâmica. Em uma indústria de iogurtes, por exemplo, sabemos que o processo é fermentativo e a matéria prima principal é o leite. Antes da implantação do Seis Sigma de cada 1 milhão de Litros produzidos cerca de 90 mil Litros retornavam pela logística reversa pois não apresentavam o padrão de identidade e qualidade do produto. Assim, com a implantação da ferramenta Seis Sigma, de cada 1 milhão de Litros somente 3,4 mil Litros estavam com problemas relacionados ao padrão de identidade e qualidade. Nesse contexto, as empresas precisam solucionar os problemas de processos que antes eram considerados normais, mesmo gerando custos adicionais e perdas de receitas e espaço no mercado. Para tanto, abordaremos nesta unidade sobre as algumas das principais ferramentas do CEP. Bons estudos! INTRODUÇÃO ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 53 Prezado (a), introduziremos os conceitos relacionados ao CEP, inicialmente focando na ferramenta Seis Sigma que é considerada uma das mais efetivas ferramentas estatísticas que propicia identificar variações que ocorrem ao longo de um processo industrial. Assim, sua aplicação é direcionada para metas que visam não a anulação de erros em processos, mas sim a redução drástica mediante a sua aplicação. Pensemos agora, no processo de armazenamento de maçãs que é muito comum no Brasil, já que o ápice da produção dessa fruta ocorre no inverno e deve então ser armazenada em câmaras de refrigeração com controle de temperatura e umidade relativa, para que não ocorra o processo de ativação enzimática ou ainda, processos bioquímicos espontâneos. Assim, prezado aluno (a), é necessário armazenar e controlar uma grande quantidade de matéria prima durante um período em torno de 9 meses a 1 ano, mantendo todas as condições sensoriais da fruta como: odor, sabor, textura, cor, entre outros parâmetros. Caso ocorra um erro no processo uma boa parte da produção armazenada estará condenada. Portanto, esse é o desafio do CEP: dar condições de manter a qualidade dos alimentos e demais produtos industriais. BENEFÍCIOS DA METODOLOGIA SEIS SIGMA1 TÓPICO ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 54ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 1.1 A História do Seis Sigma Segundo Carpinetti (2012), a origem e introdução da ferramenta Seis Sigma, ocorreu na empresa Motorola na década de 80, pelo engenheiro Bill Smith. Tudo começou em 1981, quando o engenheiro John Young, CEO da Hewlett Packard (HP) idealizou uma ferramenta que possibilitasse a melhoria da produção no controle de qualidade, chamada de “10x”. Assim, nasceu uma ideologia para que o engenheiro Bill Smith, até então funcionário da empresa Motorola, fizesse o imaginário, lançando uma ferramenta superior ao da empresa concorrente. A ferramenta foi batizada de Seis Sigma, e fez com que a Motorola que passava por uma grave crise, superasse a mesma e alavancou assim a sua credibilidade. O sucesso após a aplicação dessa ferramenta levou a empresa Motorola a ganhar premiações locais e internacionais. Perante a passagem deste momento, a Motorola investiu milhões de dólares para implantação da ferramenta e conseguiu superar os gastos com a melhoria dos processos (PANAZZO, 2009). Já na década de 90, fora da Motorola, Smith abriu sua própria consultoria empresarial chamada de Six Sigma Academy. Entretanto, prezado(a) aluno(a), o termo Seis Sigma é registrado pela empresa Motorola que o utiliza no formato de capacitação e cursos de extensão ao longo do mundo (CARPINETTI 2012). Ainda, ao pensarmos na ordem de redução de custos, a empresa Motorola deixou de perder cerca de 2,2 bilhões de dólares em uma década de implantação, isso é muito relevante em termos de investimentos que foram alocados em expansões e gerenciamento que a empresa idealiza ano a ano. Ainda na década entre 80 a 90 empresas de grande porte americano especialmente como a Caterpillar, Citibank, Ford, GE, Nokia, 3M entre outras aplicaram essa ferramenta estatística em suas linhas de produção (MARSHALL JUNIOR et al. 2008). Segundo Mello (2011) a inclusão da ferramenta Seis Sigma provém da aplicação e aprimoramento contínuo sobre os processos bem como a melhoria contínua da capacidade produtiva. Assim, com relação aos defeitos por milhão são interligados inicialmente ao nível de Sigma como: 2s que representa número de defeitos por milhão de 308.537 e percentual de aproveitamento de 69,1. Posteriormente os níveis seguem pelos Sigmas 3, 4, 5 e 6. No caso do último nível, o 6s, seu valor por número de defeitos por milhão cai para 3,4 e percentual de aproveitamento de: 99,999. A seguir são apresentadas as nomenclaturas envolvidas para a ferramenta do Seis Sigma: • Sigma σ:letra grega utilizada pelos estatísticos para representar um desvio padrão (variabilidade de processos); 55ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 • Unidade: item que está sendo produzido ou serviço entregue a um cliente. Note que um serviço, mesmo que intangível, não deixa de ser um produto; • Defeito: uma deformidade existente que antecede a falha, por exemplo, um eixo torto da máquina; • Falha: quando existe um problema que impede o funcionamento dela. Por exemplo: eixo quebrado; • Defeituoso: uma unidade que contém pelo menos um defeito; • Oportunidade por defeitos: pode ser considerada como as chances que o produto possui de apresentar um defeito; • Defeitos por oportunidade ou DPO: expressa a proporção de defeitos, em relação ao número total de oportunidades, em uma categoria de produto/serviço; • Defeitos por milhão de oportunidades ou DPMO: a medida DPO pode ser traduzida para defeitos em um milhão de oportunidades (ou “partes por milhão”, PPM). É igual a DPO x 1.000.000. Segundo Mello (2011) a grande maioria das empresas trabalhavam com nível de 3s somente. Assim, com base na gestão da qualidade, é necessário antes de implantar um sistema de CEP nas empresas, rever toda a organização estratégica e seus níveis hierárquicos bem como, funcionários e setores operacionais para então implantar o sistema CEP. Investimentos aplicados nos processos da qualidade, como o Seis Sigma, apresentam um grande dimensionamento o que requer recursos disponíveis que geram impactos financeiros. Por isso muitas empresas não investem na aplicação da ferramenta em seus processos (MARSHALL JUNIOR et al., 2008). Para tanto, conforme Mello (2011), a atribuição dada às empresas para aplicação do Seis Sigma atua no formato de designação por colaboradores e seus setores, conforme descrição abaixo: • Sponsors: representam os membros da diretoria, atuam nas diretrizes e implantação do programa Seis Sigma; • Champions: provém de gestores ligados a alta administração, focados no direcionamento e identificação de melhorias nos projetos implantados; • Master Black Belts: atuam na orientação e assessoria dos Champions; • Black Belts: a produção de projetos estratégicos é de responsabilidade dos Black Belts, especialmente no gerenciamento do recurso e áreas que serão aplicadas metodologias para melhoria do processo; • Green Belts: sua dedicação é parcial sobre os projetos; 56 De acordo com Senge (2004) a implantação de processos com o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) em uma organização, faz com que seus custos sejam reduzidos, assim como suas falhas de processos. Neste sentido, faz-se necessário observar o quesito implantação de normas ISO. Fonte: Senge, 2004. REFLITA ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 • White Belts: colaboradores do setor operacional, que atuam com os Green Belts em sistema de implantação do sistema Seis Sigma por setores. Prezado(a) aluno (a), agora deixamos uma dúvida em sua cabeça não é mesmo? Essa dúvida é compartilhada com um grande número de pessoas da área da gestão da qualidade, especialmente no que se refere às organizações e ao número de pessoas envolvidas na aplicação do Seis Sigma para que possa ser um procedimento eficiente. Segundo Marshall Junior et al. (2008), há pouco tempo orientava-se 1 Black Belt a cada 100 colaboradores e nesse sentido, 1 Master Black Belt para cada 100 Black Belts. Os autores, destacam ainda que atualmente orienta-se 1 Master Black Belt para cada 10 Black Belts. Assim, com base nesta informação é possível observar como é dinâmico a aplicação de uma ferramenta da qualidade, especialmente quando tratamos do Seis Sigma. 1.2 Os benefícios do Seis Sigma nas empresas Vale a pena ressaltar que a empresa que implementar a ferramenta da qualidade Seis Sigma em sua organização, criará uma cultura interna de colaboradores que buscam a padronização, caracterização e benefícios da produção. Neste sentido, caso os processos sejam simplificados ou em grande escala de complexidade é necessário o compromisso em aplicar gestão no processo para obter a eficiência. Caso contrário, pode comprometer a qualidade do seu produto e consequentemente maior o número de clientes que estarão insatisfeitos, o que leva a perda de mercado. Lembrando: caso a receita da empresa venha cair por motivos de recessão financeira ou perda de qualidade de seus produtos, isso acarretará desmancho da organização e contratação de funcionário bem como falta de investimentos. 57 O uso da ferramenta DMAIC é baseada em projetos idealizados para melhoria contínua de processos existentes nas corporações (WERKEMA, 2012). Assim, prezado(a) aluno(a), digamos que um produto desenvolvido por uma determinada empresa não cumpre duas especificações técnicas e o cliente venha a ser lesado pelo mau funcionamento. O DMAIC e sua filosofia de trabalho visam absorver e retirar o erro contido no processo em questão, para isso o Seis Sigma atua como uma ferramenta contida no Lean Manufacturing (manufatura enxuta) beneficiando os pontos fortes de cada organização. Para tanto, a metodologia da ferramenta DMAIC utiliza uma divisão de cinco fases focada no processo do Seis Sigma. Entre essas cinco fases encontramos as seguintes descriminações de processo: Definir (Define), Medir (Measure), Analisar (Analyse), Melhorar (Improve) e controlar (Control). ● Definir (Define): nesta etapa definem-se os objetivos, oportunidades, o projeto, os processos-chave, bem como os participantes. De maneira geral, é definido o que será feito e qual é o resultado esperado no final do ciclo. É importante aqui, refletir sobre as melhorias que podem ser implementadas. Sua aplicação além de ser prática define também outras ferramentas da qualidade como o benchmarking, Análise Custo-Benefício, Desdobramento da Função Qualidade (QFD), Mapeamento de Processo (macro), Pareto entre outros. O CICLO DMAIC OU ESTÁGIOS BÁSICOS PARA SE OBTER O DESEMPENHO SEIS SIGMA2 TÓPICO ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 58ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 ● Medir (Measure): processo que determina o desempenho e a execução momentânea, focada no mapeamento, elaboração de matriz causa e efeito entre outros. Assim, os processos a serem avaliados passam por outra matriz da qualidade que envolve o CTQ para verificação da qualidade e críticas provindas de clientes. Assim, com essa aplicação ocorre uma retirada controlada de produtos mediante variáveis de processos a serem examinadas com a aplicação de ferramentas da qualidade entre elas: Mapeamento do processo (detalhado), Diagrama Ishikawa (Espinha de Peixe), Diagrama de Causa e Efeito, MSA (Análise dos Sistemas de Medição), 5WH2 entre outros. ● Analisar (Analyse): busca analisar e atualizar dados de processos e determiná-los mediante ao efeito da causa raiz e impactos que correspondem ao desempenho proposto para a produção. Assim, a implantação de ferramenta estatística é fundamental para análise gráfica de dados: ANOVA, FMEA (Análise de Modos de Falha e seus Efeitos), entre outros. ● Melhorar (Improve): para a melhoria de um processo produtivo é necessário focar na eliminação de defeitos. São desenvolvidos então os recursos para interferir no processo, focando na redução de níveis de defeitos, mediante ao uso de mecanismos anti-falhas (poka-yoke). Assim, é importante utilizar ferramentas como o Planejamento de Experimentos (DOE), FMEA, ANOVA e Operação Evolutiva (EVOP). ● Controlar (Control): esse procedimento visa controlar o processo mediante ao uso de sistemas de controle, visando garantir a identificação dos desvios e suas correções, para evitar defeitos de processo. Assim, a aplicação das ferramentas estatísticas é necessária, entre elas: Fluxograma e Cartas de Controle, Controle Estatístico do Processo (CEP), Mapeamento de Processo, MAS, Diagrama Ishikawa Folha de Verificação, Diagrama de Pareto, Histograma, Diagrama de Dispersão, ANOVA, FMEA, DOE, Ciclo PDCA,poka- yoke entre outros. 59ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 2.1 A aplicação da metodologia DMAIC Para Gupta (2003) o uso da metodologia DMAIC aborda uma interação especialmente com a equipe de Black Belts e os Green Belts, por estabelecer técnicas que compõem a compreensão de situações que possam prejudicar o processo pela falta de qualidade. Para isso, as equipes que atuam no Seis Sigma devem avaliar suas interações mediante os dados obtidos pela sua aplicação e quando não obtiverem respostas, devem realizar a aplicação da metodologia envolvendo a causa raiz do problema. Assim, é importante avaliar o processo em todo o seu contexto e caso seja necessário aplicar técnicas para obter resultados coerentes conforme a situação encontrada (GUPTA, 2003). 2.2 Riscos envolvidos na implantação da metodologia Seis Sigma Para Werkema (2012) e Slack (2009) a implantação de uma ferramenta puramente estatística como é o caso do Seis Sigma, faz com que as empresas possam aprimorar seus gerenciamentos voltados para a gestão da qualidade. Porém, não existem desvantagens na aplicação de ferramentas da gestão da qualidade, o que ocorre é a não eficiência dos procedimentos propostos implantados nas empresas, ou seja, não foi obtido uma melhoria significativa no processo. Fato esse, envolve a falta de treinamento de funcionários, formação profissional entre outros, que devem ser levados a sério pela diretoria. Assim, é necessário frisar aos colaboradores que o empenho e dedicação devem fazer parte da rotina de trabalho, e todas as decisões devem ser baseadas em dados obtidos na metodologia DMAIC bem como o comprometimento de todos os setores produtivo inclusive a alta direção da empresa. 60 O Controle Estatístico de Processo (CEP) é uma importante ferramenta de monitoramento dos processos que envolvem o Sistema de Gestão de Qualidade, e sua aplicação envolve atividades como inspeções por amostragem durante a produção industrial. Assim, sua presença é importante para verificar causas e efeitos que possam prejudicar a qualidade dos produtos, e no quesito colaborador é necessário que o mesmo esteja envolvido com a qualidade do sistema produtivo, mediante a sua capacitação que fará com que ocorra o estabelecimento da organização relacionada ao controle (SHEWHART, 1931). Ainda, para Shewhart (1931) o operador é totalmente capaz de compreender e observar e controlar o processo que está sendo conduzido à sua volta. Portanto, ao início das atividades todo o setor deve estar instruído com treinamentos para acompanhar a produção e observar variações de processos. Prezado(a) aluno (a), pensemos agora no envase de uma indústria de refrigerantes onde são preenchidos a partir de maquinários e o líquido será envasado e a embalagem lacrada. Pergunta-se então qual será a quantidade a ser envasada? Normalmente para latas o volume é igual a 355 mL, portanto, o líquido deve estar na quantidade especificada com valores mínimos e máximos, é a partir desta ideia que são realizados os processos de gerenciamento do processo estatístico. Suponha que uma amostra aleatória de enlatados já lacrados após o envase foram retirados para inspeção por amostragem aleatória, e foram observados volumes de: 340 e 353 mL bem como valores padronizados em 355 mL. Pois bem, veja que ocorreu envase de menor quantidade de volume que o padrão. Caso outras latas apresentarem tais valores IMPORTÂNCIA, ETAPAS E FERRAMENTAS PARA CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSO3 TÓPICO ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 61ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 o processo deve ser paralisado e os volumes devem ser ajustados para evitar multas e processos perante a fiscalizações. Neste sentido, o CEP atua no controle e observações de variações, que estão sistematicamente ligadas ao processo produtivo e possivelmente eliminadas para evitar maiores custos. Assim, com a identificação das causas que não são naturais, ações devem ser tomadas para que todo o processo volte a sua estabilidade e normalidade. Já para processos envolvendo irregularidade conforme Paladini (1995) são formados basicamente por três tipos básicos de causas: ▪ Causa especial: provém de forma assinalável em geral é única e atua em perdas de qualidade no processo; ▪ Causas estruturais: acentuam por semelhanças e causas especiais que possam ser eliminadas; ▪ Causas comuns: ocorrem com certa frequência e são consideradas pequenas, e sua presença ocorre ao longo do tempo o que gera aleatoriedade das variáveis. São causas, que normalmente não são eliminadas pelo uso de ferramentas da qualidade. 3.1 Objetivos do CEP O objetivo do CEP é a busca por causas, para isso identificar corretamente todo o processo produtivo é de extrema importância para eliminação delas. Para Montgomery (2009) atender aos objetivos que o cliente exige perante um processo é fundamental e deve ser replicável dia após dia produção a produção, operando com baixa variação nos parâmetros dos processos definidos a fim de alcançar características da qualidade. Assim, alguns conceitos focados no CEP devem ser levados a regra como: ▪ Processo: corresponde a uma combinação entre homem, máquinas e materiais envolvidos, a qual enquadra os equipamentos meio ambiente entre outras fontes que possam influenciar no resultado; ▪ Controle: é conjugado como técnicas e objetivos que visam garantir determinados padrões de qualidade estabelecidos e que devem ser alcançados; ▪ Tolerância: provém da diferença admitida entre um padrão estabelecido e um padrão alcançado. 62 Querido(a) aluno(a) você já ouviu falar sobre os indicadores ETHOS? Na verdade esses indicadores são ferramentas de gestão que auxiliam empresas a verificarem: ações, objetivos, estratégias, políticas, programas e projetos, bem como seus acordos com diretrizes da responsabilidade social empresarial, ou seja, se o negócio da empresa é eticamente responsável, para tanto, utiliza-se um questionário baseado na ISO 26000, esse formulário é dividido em 4 dimensões, dentre elas, a dimensão visão e estratégia, dimensão governança e gestão, dimensão social e dimensão ambiental. Saiba mais sobre este assunto no link disponível em: https://www.ethos.org.br/conteudo/indicadores/#.XeuYvOhKjIU. SAIBA MAIS ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 63 Para obtermos valores que remetem ao controle de processos com a aplicação do CEP, é necessário vislumbrar as variações de processos ocorrem em qualquer organização e o maior desafio é minimizá-las e mantê-las sob controle. Assim, observamos o nascimento e a queda de uma empresa que nos identificamos ao longo dos anos, fato esse é observado pelo não comprometimento com a qualidade sobre os seus processos, podendo ser na parte administrativa e especialmente no quesito produção. Portanto, indicadores de processo como limites inferiores e superiores devem ser levados em consideração durante uma produção industrial, para não afetar a qualidade dos produtos comercializados e evitar problemas relacionados a recall ou devolução por não atender a legislação vigente. 4.1 Amostragem A amostragem em processos industriais, pode ser facilmente resumida no formato que explicaremos a seguir. Todo e qualquer processo, apresenta elementos com determinadas características de controle, seja uma lata de refrigerante por exemplo onde é necessário controlar por amostragens sua espessura, pintura, e rigidez após o enchimento. Já para o líquido adicionado são inúmeros fatores que podem levar a um grave problema de Controle Estatístico de Processo (CEP) como a falta de carbonatação que se refere ao Gás Carbônico (CO2) adicionado, a quantidade de açúcar, além dos parâmetros da qualidade da água como: pH, dureza, cor, turbidez entre outros. AMOSTRAGEM, FOLHA DE VERIFICAÇÃO, HISTOGRAMA/ GRÁFICOS, FLUXOGRAMA4 TÓPICO ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 64ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 Assim, ao retirarmos um produto para análise deparâmetros estamos falando de um elemento que compõem a população. Os elementos selecionados para representar a população são chamados de amostra. No entanto, uma amostragem provém de uma seleção e definição técnica utilizando critérios de escolha dentro de uma população. Com base na técnica utilizada obteremos um perfil da amostra e seus valores estratificados no formato de dados estatísticos de processo. Aluno (a), imaginamos uma pesquisa boca de urna nas eleições por exemplo, como todos nós já sabemos ela é amostral e utiliza técnicas para selecionar as pessoas que serão entrevistadas. Assim, apenas 2000 a 5000 pessoas são entrevistadas com perguntas e suas respostas são computadas para obter por meio de uma abordagem estatística os resultados finais. Para Vieira (1999) obter diferentes tipos de amostras garantem melhores resultados, mediante ao tratamento dos resultados que possibilitaram uma melhor visão do problema. Assim, as amostragens são classificadas de acordo com o método de seleção de seus elementos: 4.1.1 Amostragem casual A classificação de uma amostra casual ou aleatória provém de elementos retirados de uma população ao acaso, e assim possuem a mesma probabilidade de serem selecionados (MONTGOMERY, 1997). Imaginamos a produção de 1.000 fontes de energia, a qual passará por uma amostragem casual de 3% destes produtos, para isso utilizaremos como base o número de série delas, item este determinante para a rastreabilidade do produto. A partir destes dados poderão ser lançados as falhas detectadas na produção. Assim, por meio da amostra selecionada, foi verificado, utilizando um multímetro, que algumas fontes estavam fora da voltagem padrão, no caso 12 V. 4.1.2 Amostragem sistemática São amostras retiradas de elementos de uma população cujos elementos são ordenados de alguma maneira. Como exemplo, em uma linha de produção sai o primeiro produto finalizado, o segundo, o terceiro e assim por diante. É um tipo de amostragem probabilística, onde é feita uma seleção aleatória do primeiro elemento que compõe a amostra e logo em seguida selecionam-se os itens seguintes 65ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 utilizando intervalos fixos ou sistemáticos (por exemplo: a cada 10 itens produzidos, um é retirado para compor a amostra) até chegar ao tamanho da amostra desejada. Portanto, prezado(a) aluno (a) é importante lembrar que podemos utilizar várias técnicas focadas no processo de identificação de falhas, mas todas as tomadas de decisões passam por uma amostragem que deve atender a todos os critérios de implementações para resolução de possíveis problemas. 4.2 Folha de Verificação O uso de Folha de Verificação conforme Juran (1988) é um importante formulário utilizado para facilitar coletas e registros de dados de processos industriais, que serão examinados conforme ocorre a produção. Assim, suas anotações atuam no controle e parâmetros de coleta de dados que estabelece ao operador e manipulador o perfil do produto. Neste sentido, a aplicação da verificação atua na facilitação e coleta de dados bem como, sua interpretação e controle de dados caso seja necessário alterar processos e procedimentos. Com relação ao formato da folha de verificação, não existe um formato padronizado e sim são elaborados conforme as necessidades de cada empresa que destina a melhor forma de interpretação. TABELA 1 – FOLHA DE VERIFICAÇÃO. Defeito verificado Quantidade de defeitos Quebra 30 Manchas 15 Cor 5 Total de defeitos determinados 50 Número total de armários inspecionados 2000 Fonte: autores, 2019. Portanto, o uso da folha de verificação traz como benefícios reais a economia de tempo, eliminação de trabalho repetitivo, perdas de dados e falta dos mesmos. Segue um exemplo de descrição que é aplicado nas folhas de verificação, focada em coleta de dados: 66ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 • Distribuição de frequência de um item de controle de um processo; • Classificação de defeitos; • Localização de defeitos; • Identificação de causas de defeitos. 4.3 Histograma/Gráficos A aplicação dos Histogramas na atualidade é de grande relevância, especialmente no controle de processos. Seu desenvolvimento deve-se a Guerry que idealizou em 1833 a aplicação de análise de dados. É difícil imaginar uma cadeia produtiva que não utilize um histograma pois possui fácil aplicação e interpretação de dados, e pode ser usado em diversas áreas seja industrial, comercial, administrativa ou serviços de forma geral. Assim, o uso dessas barras verticais representa uma frequência (contagem) de uma determinada variável e seus valores podem ser apresentados individualmente ou em intervalos de classes. Esses gráficos podem representar um processo ou produção de um lote e permite ao responsável pela qualidade obter um perfil da variação do conjunto de dados obtidos (CHAMBERS, 1983). Para Scott (1992) o histograma é utilizado nos seguintes casos: - Verificação de número produto não conforme; - Simetria dos dados; - Perfil de distribuição de população; - Dispersão de valores e medidas; - Ações corretivas de processos entre outros. 4.3.1 Tipos de histograma Os histogramas são classificados por tipos que atuam em diferentes formas de interpretação e atuação: • Histograma simétrico: trata-se de um valor médio dos dados, localizados no centro. Com sua frequência mais alta e central com diminuição gradativa e mantendo o formato simétrico em direção extrema ao gráfico. • Histograma assimétrico: apresenta valores médios fora do centro do histograma, com frequência que diminui gradualmente. Normalmente sua presença é identificada quando não é possível assumir valores altos ou baixo para um determinado limite. 67ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 • Histograma despenhadeiro: com dados localizados fora do centro, e frequência que diminui abruptamente podendo ser em um dos lados ou até mesmo nos dois lados. • Histograma formato ilhas isoladas: apresenta algumas classes fora do padrão simétrico, provém de dados provenientes de distribuição completamente diferenciadas que gera a construção do gráfico no formato irregular e erros de medições. • Histograma bimodal: apresenta baixa frequência no centro do histograma com picos nas laterais, direita e esquerda provindas de distribuições diferenciadas agrupadas em um único conjunto. Exemplo, turno produtivo da manhã e sua relação com o turno da noite. • Histograma platô: basicamente possui a mesma frequência de dados lançados em classes. O que o diferencia é a redução das frequências das extremidades com baixos valores. Assim, entre as vantagens do uso dos histogramas para abordagem dos dados entre elas: a visão rápida de análise comparativa de uma sequência de dados históricos e facilidade de solução de problemas, principalmente quando se identifica em uma série histórica a evolução e tendência de um determinado processo. Já no quesito, desvantagens são encontradas nos histogramas a necessidade de comparação de sequências formadas e informações para a confecção dos gráficos bem como, obter melhoria da compreensão de dados focados no histograma. 4.4 Fluxograma A utilização do fluxograma em processos estatísticos visa observar e realizar melhorias no fluxo do processo. Assim, sua implantação no formato gráfico é primordial e faz parte das ferramentas da qualidade que envolve o controle de qualidade. Para Ritzman e Krajewski (2007) a aplicação do fluxograma é um formato de identificar o fluxo de informações, focando em clientes, colaboradores, equipamentos bem como, matérias primas relacionadas ao processo industrial. Portanto, o fluxograma é tratado como um diagrama que ordena a busca e representação de uma forma simples e eficiente, buscando a distribuição do processo e compreensão dos diferentes processos envolvidos na fabricação industrial. 68ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 4.4.1 Tipos de fluxograma Naatualidade, podemos encontrar diversas variações e modelos de fluxograma, e cada um formado por um único objetivo: a característica e aplicação de determinado setor para visualizar os processos produtivos durante todo o processo de transformação, conforme definição formada no fluxograma (HARRINGTON, 1993). Assim, estudaremos aqui dois modelos de extrema importância para obtermos um ideal produtivo, focado na redução de desperdícios e qualidade do produto final. Diagramas de blocos: trata-se de um fluxograma simples que atua em atividades que resultam em poucos setores no processo produtivo. Por exemplo, pensamos na produção de uma frigideira: quais serão as matérias primas a serem utilizadas? Primeiramente, o metal a ser escolhido e moldado conforme layout proposto pela empresa industrializadora, uso de cabos de seja ele de teflon, ou metal propriamente dito. Neste sentido, o fluxograma deve ser atuante a todos os processos envolvidos na fabricação da frigideira e especialmente na obtenção da qualidade. Portanto, para que o fluxograma adotado seja funcional, é necessário definir todos setores e processos que devem ser abordados na industrialização e descrição do processo, e deve haver identificação das atividades (HARRINGTON, 1993). Mas, quais formas gráficas iremos utilizar? Serão adotados retângulos, círculos e setas que representam a ordenação do sistema produtivo que fornecerão uma visão geral do processo. Observe os modelos abaixo. Diagrama de blocos vertical Diagrama de blocos horizontal Fonte: Autores, 2019. 69ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 4.4.2 Fluxograma utilizando o padrão da American National Standards Institute (ANSI) Para Harrington (1993), o padrão de fluxograma da ANSI é baseado em compreensão detalhada do processo, disposto em diagrama de blocos que utiliza formatos bem diferenciados quando comparados ao fluxograma de blocos. Início/fim: marca o início e/ou fim. Decisão: indica desvios na sequência lógica. Processamento: operação com alteração do conteúdo. Abertura ou fechamento de arquivos. Subrotina: execução de uma rotina. Entrada/saída: entrada e saída de dados. Conector: para ligar diferentes partes. Linha de fluxo: diferencia a sequência etapas. Operação manual: indica uma operação ou ajuste. Banco de dados: informações armazenadas. Espera: tempo de espera na execução. Fonte: Autores, 2019. 70ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 4.4.3 Regras para elaboração de um fluxograma Para a correta elaboração de um fluxograma deve-se observar os seguintes quesitos: • Um fluxograma deve ser objetivo, e de fácil interpretação; • Não induzir a uma interpretação não real • A formatação do texto descritas nos símbolos deve ser limitada e focada na execução; • O símbolo de processo deve ser estabelecido em linha de entrada e fluxo de uma linha de saída. Portanto, a aplicação de regras básicas deve ser preservada para facilitar o nível de entendimento na construção do fluxograma pretendido. Assim, deve-se considerar a área produtiva bem como, departamentos, setores, documentos e informações para maximizar todo e qualquer dúvida relacionada ao processo produtivo (MARSHALL JÚNIOR et al. 2003). A partir da aplicação do fluxograma de processo, o responsável deve relatar no formato de relatório dados referentes a situação do fluxograma existente com preenchimento de formulários fortalecendo diagnósticos focados no processo entre eles: falhas nos processos, desperdício, mão de obra, erros, dificuldade de diagnóstico entre outros fatores. 71 Prezado (a) aluno (a) chegamos ao final do nosso terceiro capítulo da disciplina de Gestão da Qualidade, em que abordamos as ferramentas da gestão da qualidade, em especial o Seis Sigma, onde podemos observar a sua grande aplicação a nível mundial e a falta de estrutura que o nosso país se encontra na atualidade. Observamos que o Seis Sigma, atua na prevenção, ou seja, durante a produção os defeitos são encontrados e, portanto, não serão lançados ao público consumidor. E ao contrário do que muitas pessoas imaginam esse processo é puramente estatístico e colabora para a aplicação de outras ferramentas do CEP, entre elas: os gráficos de dispersão sobre os coeficientes de correlação, folha de verificação, histograma e fluxograma. Assim, o fluxograma, é muito atuante na representação gráfica voltada para evidenciar com grande facilidade aos operadores as diferentes fases de qualquer procedimento durante a produção e etapas de processos destinados a finalidade. Portanto, compreender o uso das ferramentas da qualidade é um grande avanço para que as empresas possam ser competitivas e acima de tudo gerar menores custos produtivos já que os processos não serão destinados a perdas de matérias primas e logística reversa (quando enviamos um produto ao consumidor final e ele a devolve dentro de um prazo estabelecido por lei). Entretanto, neste capítulo observamos que as oportunidades de implantação são reais especialmente para a aplicação do Seis Sigma, e para essa etapa, é necessário que todas as pessoas da organização participem independentemente do nível hierárquico, e que todos estejam focados no projeto para que ocorra o sucesso. Agora, precisamos que você aluno(a) busque o resultado final, ou seja, dissemine o conhecimento e administre todo o potencial que você obteve ao longo deste estudo e que traduzem em expectativas de crescimento da gestão da qualidade. Estamos combinados? Bons estudos! CONSIDERAÇÕES FINAIS UNIDADE 3 ESTRATÉGIA SEIS SIGMA 72 LEITURA COMPLEMENTAR AUDITORIA DE GESTÃO: UTILIZAÇÃO DE INDICADORES DE GESTÃO NO SETOR PÚBLICO Os governos contemporâneos, através das entidades públicas enfrentam, na atualidade, grandes desafios. Momentos em que a crise mundial econômica, política e social se traduzem na perda de legitimidade e credibilidade do povo, em seus gestores públicos, surge a imperiosa necessidade de executar mudanças estruturais na forma tradicional de administrar os recursos públicos e de prestar contas. Hoje, inspirado pela crescente corrupção que atinge os países do mundo inteiro, importantes avanços têm sido alcançados em matérias de gestão pública e seu controle. Efetivas técnicas gerenciais têm sido desenvolvidas, principalmente pelos países de língua inglesa, através das Instituições Superiores de Auditoria, para medir, avaliar e controlar a performance do gestor público. Sistemas tradicionais de contabilidade, utilizados para medir e avaliar a gestão pública, não dão suporte necessário para atingir uma eficiente, econômica e eficaz administração dos recursos públicos nem auxiliam aos gestores no processo de tomada de decisões que permita, à entidade, dar respostas rápidas oportunas e adequadas frente a um cenário em constantes mudanças. O controle de gestão baseado na avaliação da legalidade das ações dos gestores públicos e, em medições tradicionais exclusivamente sobre aspectos quantitativos (monetários e financeiros) da gestão, não é suficiente para suportar, adequadamente, o processo de tomada de decisões. Aspectos qualitativos da gestão devem ser considerados, junto aos primeiros, na avaliação da performance pública através dos indicadores de gestão. Critérios de eficiência, eficácia e economia foram, até pouco tempo, quase exclusivos das empresas do setor privado na medição dos resultados alcançados. Nas instituições públicas, onde o ânimo de lucro é entendido como a satisfação das necessidades da sociedade e os recursos administrados são cada vez mais limitados frente à crescente população; resulta obrigatório a gestão sob estes critérios com a finalidade de otimizar e maximizar os recursos utilizados na prestação de serviços e produção de bens de uso público. Fonte: Grateron, I.R.G. Auditoria de gestão: utilização de indicadores de gestão no setor público Disponível em: .UNIDADE 3 ESTRATÉGIA SEIS SIGMA 73 MATERIAL COMPLEMENTAR FILME/VÍDEO • Título: Quebrando a banca. • Ano: 1988. • Sinopse: Ben Campbell (Jim Sturgess) é um jovem tímido e superdotado do MIT que, precisando pagar a faculdade, busca a quantia necessária em jogos de cartas. Ele é chamado para integrar um grupo de alunos que, todo fim de semana, parte para Las Vegas com identidades falsas e o objetivo de ganhar muito dinheiro. O grupo é liderado por Micky Rosa (Kevin Spacey), um professor de matemática e gênio em estatística, com quem consegue montar um código infalível. Contando cartas e usando um complexo sistema de sinais, eles conseguem quebrar diversos cassinos. Até que, encantado com o novo mundo que se apresenta e também por sua colega Jill Taylor (Kate Bosworth), Ben começa a extrapolar seus próprios limites. • Comentário: A abordagem deste filme estimula os acadêmicos a enquadrarem a qualidade em suas vidas, e a presença de falhas quando não detectadas, e seu potencial desastroso. LIVRO • Livro: Método Estatístico - Gestão da Qualidade para Melhoria Contínua. • Autor: José Fernando Machado. • Editora: SARAIVA. • Ano: 2010. • Sinopse: o livro foi desenvolvido para os profissionais que atuam na área de qualidade ou têm interesse pelo tema. Traz, ainda, de forma aplicada, os principais conceitos do método estatístico e como aplicá-lo estrategicamente dentro das organizações, o que facilita a compreensão do assunto. ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 74 FILME/VÍDEO • Para melhor fixação dos conteúdos abordados neste capítulo sugerimos a você aluno. Acessar os seguintes links abaixo: • O conteúdo é focado na introdução do Controle Estatístico de Processo (CEP) o qual eleva o conhecimento das ferramentas da qualidade e funcionalidade dos processos. ESTRATÉGIA SEIS SIGMAUNIDADE 3 Professor(a) Dra. Ana Paula Stroher FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃO4UNIDADEUNIDADE PLANO DE ESTUDO 76 Plano de Estudos • Conceitos e aplicações do Diagrama de Pareto e Diagrama de causa e efeito • Definição dos 5 sensos • Aplicação do CEP (Controle Estatístico de Processo) • Tipos e definições dos custo da qualidade Objetivos da Aprendizagem • Conceituar diferentes ferramentas da qualidade • Compreender os tipos de ferramentas da qualidade bem como a forma de aplicá-las • Estabelecer a importância do CEP para a qualidade dos produtos e serviços. FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 77 Caro (a) acadêmico (a), daremos continuidade ao tema ferramentas do Controle Estatístico de Processos (CEP) iniciada neste livro no capítulo III. Falaremos agora sobre a tomada de decisão, a qual envolverá outras ferramentas da qualidade de igual expressão, entre elas: Gráfico de Pareto, Estratificação, Diagrama de Ishikawa entre outros. Portanto, com a introdução inicial do (CEP) já estudada anteriormente, introduziremos novas ferramentas que auxiliarão você acadêmico(a) na abordagem da decisão. Para tanto, entre as ferramentas da qualidade para averiguação de erros de processo destaca-se o Diagrama de Pareto, que estabelece problemas que estão relacionados a causas. Vejamos, durante a produção de sapatos, em uma esfera industrial, são produzidos diariamente centenas de pares. Dentre os problemas enfrentados, observa-se que as partes inferiores e superiores dos sapatos produzidos estão com defeitos. Assim, foi delineado todo o processo da confecção e investigou-se todos os equipamentos e setores que os pares de sapatos foram direcionados. Os valores das causas foram levantados em números como: 20, 30, 35, 15, 45 e 5 relacionados ao tipo do defeito como por exemplo: arranhões, falta de cola na vulcanização, excesso de fios, cadarço, cor, manchas entre outros. Percebe-se que na prática, não é difícil obtermos os dados que serão úteis na hora de averiguarmos o real potencializador da causa e frequência envolvida. Pois, agora imagine que você aluno (a) adquiriu um lindo sapato que há tempos queria comprar e na hora de usá-lo observa manchas e a sola comprometida. São situações como essa que levam a perda de clientes ao longo dos anos, concorda? Portanto, nossa função é buscar a qualidade acima de tudo e utilizar as melhores ferramentas para obter um processo de decisão que possa beneficiar o processo, buscando a redução de custos e a reorganização estrutural caso seja necessária. Bons estudos! INTRODUÇÃO FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 78 Prezado(a), o uso das ferramentas da qualidade (CEP), determinam o conceito da tomada de decisão, que vislumbra um grande desafio envolvendo a capacidade produtiva, em especial, a qualidade dos produtos comercializados. Para tanto, o Diagrama de Pareto foi criado com base no princípio estabelecido pelo economista italiano Vilfredo Pareto, ao analisar uma massa populacional, estudando a concentração da riqueza da mesma. Em sua análise, Pareto mostrou que aproximadamente 80% da terra na Itália pertencia a 20% da população Já Marshall Junior et al. (2003) com base no estudo realizado sobre a população e concentração da riqueza, aprofundou essa investigação e criou o método de análise de Pareto, conhecido também como método ABC ou 80/20 cujo significado era: 80% são problemas concentrados em 20% das causas. Sua representação é com base em um gráfico de fácil assimilação dos dados, todos gerenciados para auxiliar na identificação de padrões de ocorrência de um problema, circundado em pequenas causas. Para tanto, o Diagrama de Pareto parte de um gráfico de colunas ordenadas apresentando as causas a serem avaliadas e a altura de cada uma apresenta a frequência dos acontecimentos. Já a curvatura do gráfico é obtida pela soma acumulada dos valores em porcentagens, como forma de identificar problemas de processo que precisam ser gerenciados, vislumbrando a quantificação de uma solução (BRASSARD, 1994). Para elaboração do Diagrama de Pareto sugere-se alguns cuidados: DIAGRAMA DE PARETO1 TÓPICO FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 79FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 • Primeiramente todos os defeitos obtidos deverão ser compartilhados e ordenados mediante reuniões, em especial brainstorming, bem como uso do conhecimento diário; • O período de análise deve ser definido: diário, semanal, mensal, bimestral, trimestral; etc. • Unidades de medidas devem ser apresentadas e padronizadas: o processo industrial utiliza inúmeros formatos de medições em especial, as unidades de maior expressão se referem a: volume, área, peso, altura, • Fazer o levantamento de dados relacionados aos clientes atendidos, vendas e produção; • Analisar a comparação entre as frequências conforme categorias lançadas; • Montar as categorias da esquerda para a direita no eixo horizontal com ordenação decrescente de frequência. Caso ocorra baixa frequência em alguma categoria deve-se criar um indicador como “outros” e seus respectivos valores; • Utilize como forma geométrica um retângulo para impor a categoria de análise, onde a frequência é determinada em acontecimentos. TABELA 1: LEVANTAMENTO DE DADOS PARA ELABORAÇÃO DO DIAGRAMA DE PARETO. Fonte: Autores, 2019. Veja o exemplo de um Gráfico de Pareto com defeitos e causas, no qual o lado esquerdo é dado pelo número de defeitos encontrados e o lado direito o respectivo percentual acumulado. 80FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 GRÁFICO 1: APLICAÇÃO DO GRÁFICO DE PARETO EM INDÚSTRIA DE CALÇADOS Fonte: Autores, 2019. Portanto, a análise de Pareto é utilizada para diferentes aplicações visando quantificar os fatores mais impactantes na qualidade e consequentemente as decisões que devem ser tomadas no sistema produtivo. Entretanto, os problemas da qualidade são quantificados como defeitos que comprometem a imagem das empresas ede seus produtos lançados no mercado. Para tanto, o uso da Análise de Pareto atua como um instrumento de simples aplicação e de grande impacto, baseada em fenômeno provindos de poucas causas e diversos defeitos (SLACK et al. 2009). Entretanto, o aproveitamento da metodologia torna-se superior com base na investigação de determinado problema que possa ocorrer durante um processo produtivo. Assim, sua determinação é baseada em princípios da qualidade por meio do Gráfico de Pareto para defeitos: Qualidade: é medida com base na porcentagem de produtos defeituosos, por meio reclamações de clientes e devoluções de produtos; Custo: a manutenção de equipamentos bem como seus reparos são fundamentados na redução da produção; Entrega: relacionada a índices de atrasos como a falta de matéria prima em estoque, quantidades envolvidas e local de movimentação; Moral: baseada no índice de reclamações trabalhistas, bem como na entrada e saída funcionários (turn-over); Segurança: baseia-se no número de acidentes de trabalho e sua gravidade. 81FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 Além disso, pode-se também utilizar a metodologia para obter informações visando a identificação das principais causas do problema constatado. Assim, são exemplos de causas que compõem o processo: Equipamentos: falta de manutenção, desgaste, modo de operação, ferramenta em uso entre outros; Insumos: fornecedores, lotes, armazenamento, transporte; Informações do processo: calibração e precisão dos instrumentos de medição, bem como o método utilizado na medição; Condições ambientais: temperatura, umidade, iluminação e clima; Pessoas: treinamento, idade e saúde; Métodos ou procedimentos: atualização, clareza, instruções e informação. É importante destacar que o Gráfico de Pareto pode também ser utilizado como medida de comparação da ocorrência do atributo com o respectivo custo. Exemplo: Defeito A ocorreu X vezes e custou Y. Para tanto, o cálculo utilizado sobre os custos e defeitos são expressos no seguinte formato: Custos dos defeitos = Quantidade dos defeitos x Custo unitário dos defeitos Com os dados e resultados obtidos, pode-se ordená-los no formato decrescente relacionando então os defeitos e os custos. Nunca esqueça que o custo unitário dos defeitos é de fundamental importância para a correta apresentação dos dados. 1.2 Estratificação A ferramenta de estratificação é uma metodologia simples, mas de grande amparo na indústria de transformação. Assim, sua inclusão com o Diagrama de causa e efeitos gera uma organização fundamental no setor produtivo. Para Trivellato (2010) a estratificação consiste em agrupar elementos com as mesmas características ou ainda, com características muito semelhantes, tendo causas e/ ou soluções comuns. O objetivo desse agrupamento é encontrar padrões que facilitem a compreensão e visualização das causas e variações de um processo. Assim, fatores que impactam diretamente na produção são estratificados por gerar impactos negativos no produto final. Entre os fatores pode-se considerar: turnos, máquinas, tempo, métodos, pessoas, medidas, matéria prima, condições ambientais entre outros. 82FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 Então, pensamos: precisamos avaliar o rendimento dos turnos da fábrica, manhã, tarde e noite, que dependem exclusivamente de máquinas para a produção, e são identificados pelas letras: A, B e C. Teoricamente devem produzir igualmente, ou seja, na mesma variabilidade pois não se diferenciam por matéria prima ou fornecedores. Assim, poderemos identificar e registrar condições e fatores que atuam diretamente no processo, obtendo o resultado mediante relatórios, gráficos entre outras formas. Vejamos no exemplo abaixo, um fluxograma que representa a produção de cerveja. Assim, iniciaremos um processo de estratificação em várias etapas, primeiramente separando os setores produtivos para posteriormente identificarmos as causas dos problemas apresentados. Fonte: Autores, 2019. Análise do problema Setor A: o gestor da qualidade identificou que o setor A, responsável pela secagem do malte, estava com problemas relacionado ao processo. Portanto, iniciou-se a avaliação da qualidade. O processo de secagem do malte antes da preparação do mosto no setor B, envolve a retirada da umidade presente no malte posterior a germinação, visando obter uma estabilização bioquímica a fim de neutralizar os microrganismos presente no meio. A temperatura deve ser mantida entre 50 e 84 Co para ser eficiente (OETTERER, REGINATO- D´ARCE e SPOTO, 2006). Análise do problema Setor B: verificou-se que a clarificação da cerveja não estava atendendo o padrão de qualidade. A clarificação da cerveja visa não somente o visual do produto, mas o aumento da turbidez da cerveja está relacionado com a presença de fragmentos da moagem do malte, deixando-a com um aroma fora do padrão. Assim, são 83FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 utilizados filtros que visam a retenção destes fragmentos mediante a passagem por placas (BORZANI et al. 2001). Análise do problema Setor C: Verificou-se que o produto final estava com pouca carbonatação no líquido, o que remete a perda de qualidade por não haver a espuma característica da cerveja. A pressão do gás carbônico exercida dentro do recipiente faz com que as moléculas de oxigênio sejam adsorvidas, evitando o crescimento microbiano e oxidações que possam alterar o aroma da cerveja, bem como durante sua abertura a espuma seja um diferencial da qualidade (OETTERER, REGINATO-D´ARCE e SPOTO, 2006). Portanto, para Mariani (2005, p.7) a estratificação é uma ferramenta de grande avanço na identificação da qualidade de processos gerenciais e tomada de decisões por dispor de diagnósticos gerenciais e fácil interpretação por setores. O autor ainda exemplifica, tomando como exemplo um problema de um alto índice de peças danificadas na linha de produção, sua estratificação poderia ser por: a) turma, b) turno, d) máquina, e) tipo de dano, f) operador. 84 O Diagrama de Causa e Efeito foi criado pelo professor Kaoru Ishiwaka, engenheiro de formação e atuante no desenvolvimento de metodologias que pudessem viabilizar a redução de erros de processos. Com base no desenvolvimento do Diagrama de Causa e Efeito é possível levantar e identificar causas que agravam um processo. Assim, a representação gráfica conforme desenho abaixo, no formato de espinha de peixe, apresenta na sua coluna cervical os 6 M’s e na cabeça o efeito provocado pela ação das causas ambientais. FIGURA 1: DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO Fonte: autores, 2019. A inclusão da metodologia e aplicação do Diagrama de Causa e Efeito é atrelado a diferentes situações dos segmentos produtivos. Assim, determinar causas e efeitos é uma ENTREGA DO EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO 2 TÓPICO FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 85 forma de obter resultados precisos e valiosos no quesito qualidade, para isso é necessário determinar os elementos envolvidos. Neste sentido, em países desenvolvidos como o Japão, a aplicação do Diagrama de Ishikawa é generalizada em todos os setores industriais especialmente por ser simples e objetivo na aplicação e obtenção de resultados (ISHIKAWA, 1993). Para tanto, o Diagrama de Causa e Efeito deve apresentar características da qualidade que estão relacionadas a 6 diferentes naturezas, ou ainda aos 6 M’s, que facilitam a interpretação e relação entre a característica de qualidade e os fatores que possam influenciar o processo, tornando-o impróprio devido aos altos custos (SOUZA, 2007). Assim, novamente com base no fluxograma do controle de qualidade da produção da cerveja apresentado anteriormente, utilizaremos a metodologia do Diagrama de Ishikawa avaliando o Setor C que apresentou problemas em seu processo. Assim,iniciaremos avaliando a causa, bem como as consequências que afetaram a qualidade do produto. A causa encontrada no setor C, de acordo com os dados apresentados, foi o parâmetro de qualidade referente ao CO2 adicionado no processo de envase. Assim, realizaremos a montagem do Diagrama de Ishikawa ou “espinha de peixe” para avaliarmos os 6 M’s envolvidos no processo e descobrir o efeito e causa gerado. FIGURA 2: APLICAÇÃO DO DIAGRAMA DE ISHIKAWA NA PRODUÇÃO DE CERVEJA Fonte: autores, 2019. Para tanto, prezado(a) aluno(a) a visão dos gestores na organização é fundamental para observar os problemas que possam afetar o desempenho do processo. Como se FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 86 sabe, desempenhos negativos causam prejuízos e elevam custos para a empresa, então busca-se minimizar impactos indesejados que possam surgir por conta de problemas pouco visualizados (MARSHALL JUNIOR et al., 2003). Assim, a aplicação de ferramentas da qualidade sobre as causas que ocorrem em processos industriais deve ser representada graficamente para facilitar a visualização e direcionamento da causa/efeito ocorrido em determinado setor e/ou equipamento. Para que a obtenção e análise das causas, bem como sua interpretação seja didática e facilmente disseminada entre os colaboradores, de acordo com Shoji, Graham e Walden (1997) deve haver um procedimento que seja representativo para os fatores responsáveis pela geração de problemas, que poderão ser construídos mediante um Diagrama de Causa e Efeito. 2.1 5W2H O 5W2H é uma ferramenta da qualidade que visa a aplicação de um plano de ação (REYES, 2000). Esse plano busca analisar todas as tarefas a serem executadas ao longo de um processo, com o cuidado de assegurar a efetividade da ferramenta. Assim, sua aplicação é voltada na orientação, ação e gestão de projetos pelo uso de análises e planos de negócio. Para tanto, essa ferramenta consiste em um questionário formado por 7 perguntas relevantes ao sistema da gestão da qualidade e que busca a identificação de um problema. Caro(a) aluno (a) ao estudarmos as ferramentas do CEP em processos de produção, precisamos dar atenção para a formação de gargalos de processo (filas) intrinsecamente ligadas a capacidade produtiva. Já na área de serviços, por exemplo, a capacidade é voltada para o atendimento. Para Martins e Laugeni (2010), a demanda por serviços ou clientes pode ser medida por uma unidade de tempo, de velocidade, entre outras. Para tanto, se a capacidade média de atendimento for superior à velocidade média de chegada, os clientes poderão ser atendidos em tempo hábil, sem formação de filas. Caso essa velocidade de atendimento for menor que a chegada de clientes a serem atendidos, não sendo constantes ao longo do tempo, existe a probabilidade de se formar uma fila. Fonte: Martins e Laugeni (2010). Administração da Produção. SAIBA MAIS FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 87 Agora aluno (a) vamos voltar ao nosso problema encontrado na produção da cerveja, onde já utilizamos metodologias como: estratificação, diagrama de Ishikawa e agora aplicaremos o 5W2H. Anteriormente, já identificamos o setor com problema na produção, no caso o setor C, e causa e efeitos também já foram diagnosticados. Para isso, utilizaremos as 7 perguntas para obter respostas do problema e averiguar a melhor forma de controlar o erro encontrado no sistema produtivo. A Tabela a seguir apresenta as perguntas e respectivas respostas para os problemas constatados no setor: TABELA 2: APLICAÇÃO DO 5W2H NA PRODUÇÃO DE CERVEJA Fonte: autores, 2019. Caro aluno, percebeu que nesse problema apresentado na indústria de cerveja colocamos em prática muitos dos conceitos vistos até aqui? Sim, são as ferramentas e os conceitos da qualidade que nos levam a pensar no processo e acima de tudo buscar FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 88 informações relevantes como: faixas de pH, temperatura, pressão entre outros controles utilizado pela indústria de transformação, e assim solucionar o problema enfrentado. Entretanto, para Hammer (1998) gerenciar processos é uma cadeia de gestão muito bem-organizada e administrada por empresas que buscam uma visão horizontal bem como, a qualificação de seus funcionários e obtenção de produtos com qualidade para seus clientes. Perceberam que finalizamos aqui no 5W2H todo o processo iniciado na estratificação e passando pelo Diagrama de Ishikawa? Sim, pessoal são ferramentas da qualidade como essas que nos levam a pensar no processo e acima de tudo buscar informações relevantes, entre eles: faixas de pH, temperatura, pressão entre outros controles utilizado pela indústria de transformação. Entretanto, para Hammer (1998) gerenciar processos é uma cadeia de gestão muito bem-organizada e administrada por empresas que buscam uma visão horizontal bem como, a qualificação de seus funcionários e obtenção de produtos com qualidade para seus clientes. FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 89 O Programa 5 S foi desenvolvido pelo Engenheiro Kaoru Ishikawa e sua aplicação ocorreu no Japão no pós-guerra, diante da necessidade de organizá-lo e promover resultados que pudessem retirar o país da recessão. Assim, a implantação do programa ocorreu em empresas para que pudessem tornar-se eficazes e organizadas em todos os seus setores produtivos. Na atualidade, o Programa 5 S é enquadrado como uma importante ferramenta que define o Sistema da Qualidade Total (TQM). Para Pinto (2013) a aplicação do 5 S requer dos colaboradores das empresas e seus gestores tempo, disciplina e muita persistência para estimular os colaboradores dos setores diversos a enquadrar-se no sistema. Assim, sua aplicação procura envolver as pessoas em funções e melhorias contínuas em seus setores de trabalho deixando o ambiente limpo, organizado e funcional. Portanto, o sistema 5 S quando bem implantado, contribui para o gerenciamento da redução do tempo médio para reparos diversos em equipamentos e garante acima de tudo a segurança e princípios de higiene e organização fazendo com que ocorram melhorias e harmonia entre os setores, elevando a produção e o resultado operacional. Neste sentido os 5 S são definidos em: Seiri: é o senso da utilização, que evita o acúmulo e busca eliminar tudo o que não for necessário para desenvolvimento de um projeto ou produto; Seiton: é o senso da ordenação, ou seja, organização dos espaços e setores. Dessa maneira, os materiais necessários devem ser guardados em locais pré-definidos e identificados para que outras pessoas também tenham o acesso ao mesmo; CINCO “5” SENSOS3 TÓPICO FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 90 Seiso: é o senso referente a limpeza de espaços comuns a todos os colaboradores, bem como dos equipamentos. Além disso deve haver preocupação com a correta destinação de resíduos. Esses princípios são relevantes para minimizar impactos negativos tais como acidentes de trabalho, má conservação de equipamentos, entre outros, promovendo assim o bem-estar dos funcionários. Seiketsu: é o senso da saúde e bem-estar dos colaboradores, que relaciona a aplicação dos “S” anteriormente citados buscando a eliminação de desordens bem como, tornando o local de fácil acesso e manutenção; Shitsuke: é o senso da autodisciplina e que busca a manutenção dos “S” anteriores, ou seja, deve-se tornar hábito a execução dos mesmos. Portanto, a implantação do Sistema 5 S é uma ferramenta de grande proporção na filosofia de trabalho, pois visa a melhoria do ambiente de trabalho bem como, implantar programas de Gestão da Qualidade. Além disso auxilia na conscientização dos membros de uma empresa e na criação de ambientes motivados na qualidade e cultura organizacional. FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADADE DECISÃOUNIDADE 4 91 CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSO (CEP)4 TÓPICO FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 Para Montgomery (2009) o Controle Estatístico de Processo (CEP) atua no formato de um conjunto de técnicas que fortalecerão a tomada de decisão sobre um processo industrial, com base em dados obtidos por meio da aplicação das ferramentas citadas ao longo do nosso livro, tais como: Ciclo do PDCA, histogramas, Diagrama de Pareto, Ishikawa, 5W2H entre outros de grande relevância para o contexto abordado. Então prezado(a) aluno(a) métodos estatísticos buscam o desenvolvimento e melhoria da qualidade por meio de dados obtidos ao longo dos processos visando obter produtos de qualidade. Já Vieira (1999) define a qualidade em duas classes, quais sejam: qualidade no projeto e qualidade de conformação. Com base na qualidade do projeto podemos identificar pela diferenciação do material do produto, por exemplo, na produção de sapatos são identificadas as linhas de produção, uma delas é a linha básica aquela que visa atender ao público de classes com menor poder aquisitivo. Por se tratar de uma linha econômica de calçados a qualidade deve ser mantida, mesmo sabendo que o uso dos maquinários e colaboradores serão os mesmos que irão produzir uma linha de calçados mais cara. Portanto, a qualidade está embutida na tecnologia e especialmente nas diversas linhas de lançamento que as empresas são capazes de lançar no mercado a seus clientes. Para tanto, todos os bens de consumo ou duráveis comercializados por empresas são produzidos em níveis de qualidade e tecnologia adicionada ao processo, e mudanças de perfil entre os produtos é intencional para atrair a clientes pois, o corpo do projeto e a 92FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 qualidade estão mantidos tanto para linha básica ou luxo. Quanto a especificação, padrão de identidade e qualidade do produto, esses sempre serão mantidos. Pensemos juntos: ao adquirimos uma camiseta para criança, observamos que seu tamanho obedece a uma numeração: 1, 2, 3, 4, 5, 6 e assim por diante. Essa numeração é determinada por padrão de identidade do produto, ou seja, o tamanho do diâmetro circular deve ser mantido indiferente da classe básica ou luxo, já reparou nisso? Assim, são definidos valores e tolerâncias de processo bem como a aceitabilidade do produto podendo ser avaliada por medidas como o comprimento em unidade de centímetros (cm) ou até mesmo unidade volumétrica (Litros) que indicarão parâmetros e faixas de tolerância. Para tanto, o produto precisa estar dentro dos parâmetros de identidade e qualidade, pois os clientes buscam tal informação. Já o processo precisa estar capacitado a operar com baixa variabilidade e atuar dentro das especificações definidas no processo (MONTGOMERY, 2009). Assim, a introdução do CEP busca atuar em conjunto com a produção e resolver problemas relacionados a falta de qualidade oriundas de processos produtivos em geral. Assim, podemos definir o CEP como um conjunto de ferramentas que visa a resolução e interpretação de erros que ocorrem diariamente em maquinários, causando desvios de valores já padronizados para obtenção de um produto de alta qualidade. Para isso, a melhoria na capacidade produtiva e redução de variação de erros é de extrema importância, e sem o uso e aplicação das ferramentas da qualidade é impossível reduzir tais desperdícios e consequentemente há aumento do custo. Faz parte das ferramentas da qualidade: - Gráfico de Pareto; - Histogramas ou gráficos de ramo-e-folhas; - Diagrama de Ishikawa (causa e efeito; - Diagrama de dispersão; - Diagrama de concentração de defeito; - Gráfico de controle. Portanto, as sete ferramentas do CEP quando utilizadas na forma isolada não são satisfatórias em termos de resultados, pois a melhoria contínua deve prevalecer em todos os setores da empresa e para isso, cada ferramenta exige uma particularidade no quesito aplicação como já apresentado em nossos estudos. 93 De acordo com Scheidegger (2006) Controle Estatístico de Processo (CEP) atua como verificador da qualidade sobre um produto ou execução de serviço. Além disso, auxilia na identificação da irregularidade do processo e busca as causas envolvidas no mesmo. O CEP faz essa análise em tempo real para que o operador possa controlar o erro e assim realizar os ajustes necessários. Fonte: Scheidegger, 2006. Aplicação de Controle Estatístico de Processo em Indústria de Branqueamento de Celulose: um estudo de caso. Disponível em: https://docplayer.com.br/2815418- Aplicacao-do-controle-estatistico-de-processos-em-industria-de-branqueamento-de-celulose-um-estudo-de- caso.html REFLITA FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 Sendo assim, o CEP não deve ser um programa de aplicação única, ou seja, aplicar e deixar que os resultados venham por si só. A filosofia do CEP é reduzir a variabilidade nos processos e isso pode levar algum tempo, para tanto não deve estar vinculado apenas a problemas momentâneos e posterior esquecimento de sua implantação. Nesse contexto, ao avaliarmos uma produção seja ela do ramo alimentício, da siderurgia, moveleira, entre outros setores produtivos, precisamos analisar sua variabilidade e o controle do planejamento. Entre as avaliações propostas na variabilidade enquadram- se: o maquinário (que precisa de ajustes nas funções de comando), erros operacionais ou ainda a matéria prima defeituosa (provinda diretamente de fornecedores externos). Ao detectarmos essas falhas no sistema de produção, identificamos esse fator a causas atribuíveis e que estão relacionados uma operação sem controle. 4.1 Custos da Qualidade Muitas vezes empresários ficam receosos quanto a implantação de ferramentas da qualidade pois sabem que haverá um custo envolvido na mesma. Portanto, é importante destacar que investir na qualidade consequentemente impactará no custo sobre os seus produtos. Além disso muitos dos concorrentes possuem o sistema da garantia da qualidade 94FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 em sua produção. Repare agora, todos nós consumidores buscamos algumas importantes observações no produto como: qualidade, serviço prestado e preço. Esses pontos fazem com que muitas empresas percam lugar no mercado por não oferecer o quesito básico exigido que é a qualidade. Demais considerações de relevância estão relacionadas aos custos da qualidade, porém deve-se destacar que não devem ser consideradas um sacrifício financeiro na produção de bens e prestação de serviços (CARVALHO; PALADINI, 2005). Nesse contexto, os autores Carvalho e Paladini (2005) sugerem que custos da qualidade podem ser divididos quanto à prevenção, avaliação e falhas conforme descrito na Tabela abaixo: TABELA 3: TIPOS DE CUSTO DA QUALIDADE Fonte: Carvalho e Paladini (2005). Adaptado. Assim, ao relacionarmos os custos da qualidade existe a conformação ou ausência da mesma, especialmente para o requisito do produto ou serviço envolvido (WERNKE, 2001). Para isso, a qualidade pode ser associada a formação de problemas de conformação na qualidade e aumento dos custos, envolvidos como não-conformidade. Para tanto, já sabemos que a falta de qualidade onera o empresário elevando custos com prejuízos por causa de defeitos que exigem a correção da produção. Mediante os fatos, sabemos que os custos e falhas quando ocorrerem internamente devem ser identificados durante a produção para evitar o retrabalho. Carvalho e Paladini (2005) ressaltam que em alguns tipos de defeito não há como fazer a correção do mesmo, nesse caso o produto passará a ser vendido como sucata minimizando custos adicionais de erros de processo. 95FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 Já os custos de falhas externas são aqueles decorrentes quando o produto ou serviçojá se encontram no mercado ou são adquiridos pelo consumidor final. Essas falhas ocasionam custos não mensuráveis como por exemplo destruição da imagem e credibilidade da empresa (CARVALHO E PALADINI, 2005). Por fim, conclui-se que quanto mais tarde os erros forem notados, maiores serão os custos envolvidos para corrigi-los, além de ocasionar perdas irreversíveis para a empresa. 96 Prezado(a) aluno(a), neste quarto capítulo trabalhamos com a aplicação da análise de decisão, com base na implementação das ferramentas da qualidade e aplicação do Controle Estatístico de Processo CEP. Vimos que a introdução do Diagrama de Ishikawa permite a identificação e análise de potenciais causas de variação, sendo estas observadas no processo e em outros fenômenos envolvidos durante a produção. Ainda, com base no controle de processo e análise de decisão, estudamos o Diagrama de Pareto e o plano de ação como o 5W2H que auxiliam em todos os parâmetros da qualidade bem como, setores diversos que representam processos produtivos. Sob o aspecto de prioridades voltadas a projetos, observamos que é necessário atuar com ideologias voltadas as ferramentas da qualidade, por meio de equações simples e mensuração de valores a serem investidos nos projetos e padrão da qualidade. Para tanto, é necessário que tanto os diretores, como os gestores e colaboradores estejam com suas qualificações em dia, para que o projeto obtenha sucesso ao longo da sua implementação. Neste quesito, o gerenciamento da qualidade permite a melhoria contínua em processos, elevando benefícios para a redução de custos e obtenção de eficiência e eficácia, que elevam indicadores no quesito qualidade, produtividade bem como, retorno financeiro. Caro aluno(a) vimos também que as variações de processos são inerentes a qualquer setor produtivo, então cabe a nós buscarmos a minimização desses erros. Assim, mediante o conhecimento adquirido ao longo dos conteúdos bem como a análise de exemplos práticos, verificamos que deve haver um controle rigoroso do processo de forma geral. Agora, precisamos que você aluno(a) realize uma reflexão das ferramentas da qualidade e sua implantação, como forma de reduzir custos e atuar significativamente sobre o padrão qualidade requerido e com zero defeitos, estamos combinados? Ficamos por aqui, um grande abraço! CONSIDERAÇÕES FINAIS FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 97 LEITURA COMPLEMENTAR INTELIGÊNCIA NA GESTÃO: O USO DO BPMS NA BODYTECH A Ferramenta BPMS é muito importante para auxiliar as empresas de pequeno, médio e grande porte a melhorarem seus processos resolvendo gargalos relacionados à produtividade e qualidade. Algumas empresas vêm se destacando em seu mercado de atuação por usar essas ferramentas de automação. Nesse caso que vamos ver, a Bodytech, empresa especializada em proporcionar qualidade de vida a seus clientes, vem inovando em seu nicho de atuação. Recentemente a Bodytech começou a utilizar o BPMS no seu dia a dia, mesmo com pouco tempo de utilização já foi possível notar um maior entendimento dos colaboradores e das áreas envolvidas no processo, além da inserção de indicadores de acompanhamento para medir e monitorar os acontecimentos em cada área. A Gerente de Processos, Amanda Torres, afirma que a empresa evoluiu bastante desde a implantação do software. As informações e comunicação entre as áreas envolvidas nos processos estão sendo mais eficientes, principalmente com diminuição de envios de e-mail entre as áreas, ação que era comum na empresa, possibilitando ainda a medição do tempo de execução de cada uma das atividades executadas, dando assim maior possibilidade de gerir os processos. Outro importante ganho que a automação trouxe é que agora temos a certeza de que o processo passará por todas as etapas descritas no fluxo que foi mapeado, sem pular qualquer etapa de controle, todo esse processo nos mostra claramente quais são os pontos de melhorias que devemos atacar. Desde a formatação do modelo de negócio, a Bodytech possui um DNA com visão moderna, voltada para inovação, por esse motivo, a empresa sempre pensou em melhorar seus processos e depois de conhecer a ferramenta Suparvizio identificou a oportunidade de implantar a gestão de processos. Amanda explica que a estruturação da Gerência de Processos já se deu com a ferramenta de automação. A Bodytech possui unidades operacionais que compõem a rede consideradas grandes centros de atividades físicas, esportes, bem-estar e lazer para toda a família sendo distribuídas pelos principais estados brasileiros. Fonte: adaptada de Venki (2019, on-line)1. Inteligência na gestão: o uso do BPMS na Bodytech Disponível em:. FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 98 MATERIAL COMPLEMENTAR FILME/VÍDEO • Título: Fábrica de loucuras. • Ano: 1986. • Sinopse: quando uma fábrica de automóveis localizada em uma pequena cidade americana é fechada, um pânico generalizado toma conta do lugar, pois a maioria dos habitantes trabalha na fábrica. Até que um funcionário (Michael Keaton) vai até Tóquio, na tentativa de convencer os japoneses a assumirem a fábrica. Eles concordam com a proposta, mas como os métodos de trabalho oriental e ocidental são bem distintos, um choque cultural se torna inevitável. A questão principal do vídeo incide sobre a mudança de cultura, como base para promover a qualidade em uma empresa. Por se tratar de uma comédia, a assimilação do conteúdo é bem tranquila. LIVRO • Livro: Controle Estatístico da Qualidade. • Autor: Edson Ramos, Silvia dos Santos de Almeida e Adrilayne dos Reis Araújo. • Editora: Bookman. • Ano: 2013. • Sinopse: o controle estatístico da qualidade é assunto obrigatório em diversos cursos de graduação e técnicos, além de estar presente nas empresas preocupadas em garantir a qualidade de seus produtos e serviços. Esta obra foi desenvolvida a partir da experiência dos autores em pesquisa e docência relacionada ao controle estatístico da qualidade. Além de tópicos básicos, os autores detalham o uso e analisam uma coleção de ferramentas do controle estatístico da qualidade reunidas numa só obra. FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 99 WEB • Para melhor fixação dos conteúdos abordados neste capítulo sugerimos a você aluno. Acessar os seguintes links abaixo: • Link disponível em: https://abre.ai/lfww • Acessado em: 02 de Nov. 2019. Univesp – Controle estatístico de processo. • O conteúdo focado fortalece a decisão sobre os processos industriais, que ocorrem durante a aplicação do Controle Estatístico de Processo (CEP) e complementa a redução dos custos envolvidos durante a não conformidade dos processos de forma geral. FERRAMENTAS E MÉTODOS ESTATÍSTICOS PARA TOMADA DE DECISÃOUNIDADE 4 100 CONCLUSÃO GERAL Caro aluno (a), finalizamos aqui o estudo das quatro unidades do livro intitulado Gestão da Qualidade. A apostila foi elaborada com conteúdos focados na busca da melhoria e gestão produtiva, somados ao perfil da inovação e competição no mercado da globalização. É importante ressaltar aqui que o envolvimento da gestão da qualidade e a aplicação de suas ferramentas são imprescindíveis para a tomada de decisões. Para isso, iniciamos nosso estudo com a introdução dos conceitos da qualidade, e outros pontos importantes que envolvem o produto, serviço e o consumidor final. Abordamos também, os desafios da Gestão da Qualidade para mudar a ideologia de alguns empresários que não se preocupam com o serviço prestado posterior a aquisição do produto pelo cliente. Seguimos na segunda unidade fortalecendo a normalização que busca adotar especificações técnicas entre elas, aquelas descritas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT): norma ISO versão 9000, 9001, 14001 entre outras que visambem como seus princípios • Conhecer o processo desde a implantação até a certificação dos sistemas QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 9 INTRODUÇÃO Olá aluno (a), introduziremos a nossa unidade com base na temática da normalização e atuação da Gestão da Qualidade focada em produtos e serviços. Daremos como base inicial a você leitor (a), o panorama histórico, buscando a essência da qualidade, o seu conceito, a sua importância no setor empresarial e consequente fortalecimento da expansão mundial e a formação de renda e consumo. Além deste sentido, precisamos compreender a necessidade do surgimento da normalização que trouxe ainda mais segurança ao produto e serviço prestado aos consumidores. Entretanto, com o passar do nosso aprendizado focaremos na abordagem de níveis de normalização existentes e o consequente surgimento da Organização Internacional de Normalização (ISO). Posteriormente, seguiremos para a abordagem dos impactos positivos com a introdução da normalização que proporcionou aos sistemas de Gestão de qualidade, a linha de produção ou serviço, bem como os elementos fundamentais que sustentam os planos de ação da normalização. QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 10 Prezado (a), introduziremos primeiramente o histórico e em seguida os conceitos da qualidade e suas principais abordagens relacionadas à gestão, visando trazer a você a importância desse tema na sua formação acadêmica. No século XIX a qualidade foi utilizada apenas como uma ferramenta simples de controle de processos aplicados geralmente na área industrial pois, na época, eram raras as empresas que utilizavam processos industriais complexos. O maior potencial produtivo era focado na produção artesanal, na qual o artesão esculpia todo o ferramental, ou seja, o processo dele com suas próprias mãos e no máximo utilizando ferramentas rudimentares. Portanto, naquela época o jeito simples de atuar com monitoramento era muito escasso e o foco pelo controle de processo recaia de forma significativa para os funcionários que fabricavam a peça. Posteriormente, o avanço da revolução industrial foi expressivo para a humanidade e trouxe fortalecimento da economia, desenvolvimento social e regional a uma legião de trabalhadores. Com o crescimento das indústrias da época ninguém tinha domínio da qualidade e atuar em um setor com até 1000 pessoas consequentemente não era tarefa fácil de seguir, especialmente pelo ambiente que formava neste local com pessoas realizando atividades ininterruptas. Mesmo com a percepção que o produto poderia ser melhorado, ninguém imaginava como poderia ser feito. Assim, com o início do século XX, Frederick W. Taylor, implementou métodos considerados científicos de inspeção da produção, apartando essa atividade do HISTÓRICO DA GESTÃO DA QUALIDADE E INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS CONCEITOS1 TÓPICO QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 11 processo fabril em si e atribuindo essa responsabilidade para profissionais especializados (MARSHALL JUNIOR et.al., 2008). Baseado no princípio de Taylor ocorreu a formação da era da Inspeção da qualidade, onde 100% da produção era avaliada bem como, a aplicação de metas a serem atingidas. Quanto ao controle de qualidade, o foco era voltado aos produtos acabados, mas Taylor tinha uma visão muito superior a essa e sua previsão era controlar todo o processo industrial, bem como incluir o projeto inicial do produto. Atualmente, é consenso que para obter qualidade é necessário obter produtos e serviços que apresentam durabilidade. No entanto, conceituar qualidade não é fácil, pois trata-se de um tema complexo especialmente pela inclusão de atributos que compõem o produto ou serviço. Vale ressaltar que o atributo é julgado pelos consumidores que irão determiná-lo pela sua percepção da qualidade (LOBO; SILVA, 2014). Vejamos um exemplo simples, suponha que você seja questionado: qual celular tem maior qualidade, um Apple ou uma marca chinesa ainda não representativa no mercado? Sua resposta será processada pelo seu cérebro como Apple, mas conforme seu poder aquisitivo você poderá escolher o celular Chinês pouco conhecido. Neste sentido, a qualidade é vista pela percepção do consumidor já o serviço não é assimilável facilmente pelo ser humano. Assim, a qualidade pode ser definida como intrínseca e extrínseca. A qualidade intrínseca pode ser definida como: [...] Deixamos na neutralidade o produto e serviço, isto é, busca uma mensuração com base em padrões e especificações estabelecidas pelos fabricantes e agências regulamentadoras. Assim, a qualidade intrínseca é julgada e apresentada como um produto e/ou serviço provindo de adequação e conformidades com base em parâmetros específicos e previamente definidos (CHIAVENATO, 2014, p. 47). Já a qualidade extrínseca : [...] baseia na percepção do consumidor. Constitui-se por aspectos extrínsecos (fora) na qual o consumidor ou usuário acha que o produto/serviço realmente é. Tal significado é baseado na aceitabilidade de um produto/serviço pelo mercado (CHIAVENATO, 2014, p. 47). Portanto, quando pensamos em serviço é a percepção da qualidade extrínseca (visão externa) que busca a satisfação dos clientes e usuários que buscam a aquisição QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 12 ou indicam outras pessoas a comprar o produto. Assim, o serviço pode ser classificado de acordo com a qualidade conforme segue (PALADINI, 2012): • Serviço genérico (conhecido com básico): trata-se de uma caracterização sem precedentes e comum para todos. Exemplo: uma roda aro 17. • Serviço esperado (o cliente fica na expectativa em ter): é pontuado como caracterização básica, na qual o cliente gostaria de obter. No entanto, se os serviços esperados não estiverem ativos, serviços genéricos não serão possíveis de serem utilizados também. Exemplo: troca da fechadura da porta, mas utilizando o tambor antigo por causa do molho de chaves. • Serviço aumentado (é algo Vip): o cliente após a sua aquisição não esperava algo do tipo, como um valor mais alto em relação aos demais serviços. No entanto, é observado seu diferencial pela própria concorrência. • Serviço potencial: visa obter um atrativo diferenciado, que busca a capacidade de gerar benefícios aos seus clientes, por meio de serviço customizado. Além disso, a busca contínua de melhorias e criações para seu público-alvo é mais uma de suas características. Diante do cenário abordado fica evidente que o serviço utilizado no setor da qualidade influência de forma dinâmica o mercado por apresentar um potencial agregador sobre o cliente. Com base nesta dinâmica observamos como exemplo, ir a concessionária e realizar a revisão do veículo: primeiramente você será chamado para tomar um café expresso e ficar bem acomodado em um local exclusivo para cliente. Posteriormente seu carro sairá da manutenção já lavado no próprio lava car da empresa. Esse é o tipo de serviço que auxilia na fidelidade do cliente. Portanto, o serviço prestado por uma empresa é um fator que será incluído na qualidade, pois é apresentado como uma forma extrínseca. Paladini (2002), aponta alguns conceitos focados no princípio da qualidade e cliente: ● Qualidade nunca muda; ● Qualidade é sinônimo de perfeição; • Qualidade é algo abstrato; • Qualidade provém de um produto ou serviço que precisa apresentar conformidade. QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 13 Clientes, buscam expectativas voltadas a qualidade do produto obtido. Assim, Faria (2018) afirma que a relação produto/serviço é o principal fator que comprova a fidelidade do consumidor pela marca. Portanto, o grau de satisfação do cliente varia conforme suas necessidades e expectativas. Fonte: Faria (2018) SAIBA MAIS QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 14 A aplicação da gestão da qualidade é um dos temas de maior relevância mundial, especialmente para empresas que buscam oestabelecer a organização empresarial e padronização produtiva. Na terceira unidade, abordamos os conceitos e implantação do Seis Sigma bem como sua importância estatística no quesito qualidade produtiva. Introduzimos o conceito do DMAIC que se refere a um ciclo de melhoria orientado a dados com objetivo de melhorar, otimizar e estabilizar processos. Além disso estudamos os conceitos da amostragem em processos e sua importância para obtenção de resultados que sejam confiáveis e que reproduzam o processo produtivo por meio de dados apresentados em histograma, fluxograma etc. E por fim, no encerramento do nosso livro, na quarta unidade, falamos sobre o Controle Estatístico de Processo (CEP) e suas principais ferramentas de decisão que definem a qualidade como um todo. Assim, para complementar o tema, estudamos o Gráfico de Pareto para defeitos e causas, bem como o diagrama de frequência, diagrama de Ishikawa e como avaliar os 6 M´s. Assim, caro aluno, concluímos que empresa que não garante a qualidade dos seus produtos não tem competitividade no mercado pois cliente satisfeito, é cliente fidelizado. E por fim, o lucro é apenas a consequência da garantia da qualidade da empresa. Agora é hora de colocar em prática tudo visto até aqui! Desejamos muito sucesso a vocês! 101 REFERÊNCIAS ALONÇO, G. ISO 9001 requisitos: Sistema de gestão da qualidade e seus processos. Certificação ISO, 2018. Disponível em . Acesso em: 20 ago. 2019. AMBROZEWICZ, P. H. L. Qualidade na Prática: Conceitos e Ferramentas. Curitiba: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial; Departamento Regional do Paraná, 2003. ANDREALI, T. P.; AHLFELDT, R. Organização de sistemas produtivos: decisões estratégicas e táticas. Curitiba: InterSaberes, 2014. AQUARONE, E; BORZANI, W. SCHMIDELL, W. LIMA, U. A. Biotecnologia Industrial: Biotecnologia na produção de alimentos. Vol. 4, Ed. Edgard Blucher, São Paulo, SP, 2001. 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Assim, sua maior importância é dada pelo fator qualidade e especificação técnica, sobre os produtos e serviços gerados por indústrias de diversos segmentos. Desta maneira, a fiscalização é essencial para obter um padrão de identidade e qualidade, a fim de garantir a satisfação do cliente final. Para tanto, o enfoque da gestão da qualidade é motivado por mudanças estratégicas provindas de mudanças globais assegurando às empresas a competição por mercado de trabalho, que na atualidade é mencionada por três pilares essenciais: • Conhecimento; • Habilidade; • Atitude. Entretanto, quando relatamos o conhecimento, esse é adquirido mediante a informações técnicas e treinamentos basicamente, que devem ser realizados periodicamente para manter a qualidade. Já para a habilidade basta aplicar todo o conhecimento absorvido e desempenhá-lo ao longo do tempo. Por fim, a atitude é baseada no comportamento para desempenhar as funções que lhe são atribuídas, é o famoso “querer fazer”. No entanto, para Alonço (2018) a gestão da qualidade é aplicada para mudar conceitos engessados ao longo de décadas passadas. Assim, a ideia é focar na organização em diversos departamentos para mudar a visão de atrasos e retrabalhos, que ocorrem nas GESTÃO DA QUALIDADE: IMPORTÂNCIA E PRINCÍPIOS2 TÓPICO QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 15 instituições e deixam os clientes insatisfeitos, comprometendo a credibilidade da empresa no mercado. É importante destacar que as empresas não podem errar no quesito qualidade, especialmente quando nos deparamos em um mercado dinâmico e completo como é o mercado brasileiro e mundial. Assim, os custos da qualidade devem envolver todos os setores produtivos, em busca de unidades com defeitos e com desperdícios para enxugar os altos custos de produção. A aplicação de serviços que não atendem a qualidade resulta em processo falho, que aumentam os custos. Com base nessa prerrogativa são envolvidos os seguintes fatos: Produção de peças com defeito: não devem seguir para comercialização, pois os seus padrões de identidade e qualidade foram reprovados e observados ainda no processo produtivo. Devem seguir para a desmontagem e reciclagem. Descartes: realça o objetivo de um produto sem a identificação da qualidade, elevando custos de produção. Assim, a implantação de um sistema de gestão da qualidade, atua como um setor específico na resolução de problemas relacionados ao processo produtivo. Entretanto, os desperdícios assumem diferentes formas, entre as principais destacamos: matéria prima, tempo de espera, transporte, entre outros de suma importância no processo. Portanto, mencionar e quantificar desperdícios não é tarefa fácil durante o processamento de um produto. Vale ressaltar que desperdícios não fazem parte da receita de uma empresa, pelo contrário geram custos que irão onerar a empresa. Assim, os principais fatores envolvidos para desperdícios são: • Produção superestimada: trata-se de uma produção que ficará em estoque que gera ônus ao empresário; • Transporte das mercadorias: longas distâncias oneram o empresário com custos não contabilizados pelo setor administrativo; • Espera para carregamento: é um fator negativo pois, o carregamento somente é feito mediante com carga completa; • Logística interna: falta de planejamento do setor, decorre de falhas que levam a técnica de métodos e tempos utilizados para dimensionar o gargalo produtivo; • Manufatura: trata-se do processo produtivo, que envolve custos desnecessários, podendo ser reduzidos com eficiência e uso de ferramentas da gestão da qualidade; QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 16 Defeitos produtivos: o excesso de defeitos produtivos faz com que ocorra inúmeras perdas, entre elas: matéria prima, lead time do processo, maquinário entre outros; FIGURA 1: A QUALIDADE E SEUS CUSTOS. Fonte: adaptada de Robles (2003). A qualidade e seus princípios de aplicação apresentam uma classificação focada nos custos que podem ser encontrados na literatura como: controle de custo e falha de controle de custo. O controle de custo visa a prevenção de atividades e ocorrências ligadas a erros de processo, atuam na antecipação e monitoramento do processo. Assim, são subdivididos em custo de prevenção e custo de avaliação (ROBLES, 2003). A prevenção é um planejamento do futuro que possa ocorrer, é visado em treinamento de colaboradores, manutenção por agendamento, processo de desenvolvimento, atualizações, desenvolvimento, ampliações, enfim uma gama de atribuições. Entretanto as avaliações ocorrem posterior a fabricação, nesse caso é realizado a identificação e quantificação de unidades defeituosas durante e posterior a produção. São gastos que definem procedimentos focados nas inspeções, auditorias, mercadoria, estoque, qualidade em geral (ROBLES, 2003). QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 17 A importância da qualidade é citada por Miguel (2001) por oito princípios destinados a base das organizações que buscam a identificação na eficiência da gestão. Assim, os princípios da qualidade foram determinados pela Norma ISO 9000 para garantir a aplicação de normas e sua forma de gerenciamento nas empresas. Com base nesta argumentação, citaremos 7 das principais divisões, segundo Carpinetti (2016, p. 22): 1. Foco no cliente: as organizações dependem dos clientes e, como consequência, devem entender as necessidades atuais e futuras dos clientes, atender aos seus requisitos e buscar exceder suas expectativas. 2. Liderança: provém da formação dos líderes que devem estabelecer uma unidade de propósito e direção da organização, mantendo o ambiente interno um foco constante na busca por objetivos. 3. Engajamento das pessoas: todos os níveis de colaboradores devem ser organizados e prevalecer o envolvimento para aplicar suas habilidades e formar benefícios na organização. 4. Abordagem de processos: trazer resultados e alcançar com eficiência, em relação aos recursos e atividades envolvidas gerenciadas como um processo. 5. Melhoria: buscar identificar, entender e gerenciar um sistema de processos e inter-relacionados na forma de objetivos aumentando a eficiência da organização. 6. Tomada de decisão baseada em evidências: esse princípio deve ser objetivo permanente na organização. 7. Gestão de relacionamento: detectar os benefícios mútuos para a organização com base em seus stakeholders valoriza o relacionamento. Suponha que um processo que visa a compra pela internet, na hora do pagamento está com problema no site e o cliente não consegue efetuá-lo, o que acontece? Provavelmente a loja perderá a venda. Aí vem os processos que buscam ser cuidadosos e específicos, para que não produzam problemas entre as organizações e o cliente final. Fonte: o autor REFLITA QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 18 Vamos neste tópico pensar como ocorre uma relação voltada na implantação de normas como a ISO, que visam justificar a padronização e qualidade obtidas por empresas. Nesse contexto, a International Organization for Standardization fundada na década de 40 com sede em Genebra na Suíça, foi introduzida com a filosofia para que comunidades internacionais pudessem atuar entre países com suas mercadorias produzidas. Como exemplo pensamos: ao adquirir um bem para uso considerável durável como uma bicicleta, pensando na mobilidade urbana de grandes centros é uma ótima saída não concordam? Mas, não basta apenas adquirir uma bicicleta é necessário observar suas características relacionadas à segurança como: freios com disco, marchas de fácil troca e acesso as mãos etc. São diversos atributos que uma bicicleta precisa ter para ser realmente um instrumento utilizado em vias públicas. Assim, observem a infinidade de marcas de bicicletas comercializadas na sua cidade, e repare os valores que não são nada acessíveis aquem realmente precisa para obter uma certa qualidade e segurança. Na visão geral do universo das ISO observem que pouquíssimas empresas aderiram ao sistema da gestão de qualidade. Qual será o motivo da sua não inclusão? Assim, a filosofia implantada pela ISO, foi um sucesso que abrange inúmeros países desenvolvidos e em desenvolvimento como é o nosso caso, e que contribuiu para a facilidade em transpor barreiras comerciais e conquistar novos mercados ao longo de outras continentes. Ainda, ocorreu a implantação da norma ISO 9001 tida como a mais popular e disseminadora em todos os países, especialmente aos setores da transformação como é o caso das indústrias. Lembrando que normas são igualmente aplicadas a qualquer IMPLANTAÇÃO, ORGANIZAÇÃO, AUDITORIAS, CERTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE SISTEMA DE QUALIDADE3 TÓPICO QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 19 processo focado em setores tecnológicos, prestação de serviços bem como, o setor público em geral. Para tanto, normas ISO, são basicamente atribuídas ao sistema de gestão da qualidade, mas a grande dificuldade foi organizar a implantação de novas normas e suas filosofias de atuação nas entidades públicas e privadas. Assim, foi criado um comitê da ISO, com finalidade de avaliar normas já estabelecidas em 1987 todas ligadas ao sistema de gestão da qualidade entre elas: ISO série 9000: ISO 9000:1987; ISO 9001:1987; ISO 9002:1987; ISO 9003:1987; ISO 9004:1987 (GOZZI, 2015). A fim de garantir a avaliação do sistema de gestão da qualidade, é necessário que a empresa adote procedimentos, recursos que possam ser interpretados e certificados ao longo de requisitos estipulados pela norma internacional ISO 9001, em busca de da qualidade dos produtos e serviços. O sistema de auditoria no Brasil é realizado por um instituto privado, o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) órgão responsável e certificador que concede o selo de aprovação as empresas, por meio de suas auditorias e inspeções com a implantação de sistemas de qualidade. A atualização da norma ISO 9001 revisada e atualizada em 2015 visou uma mudança focada na padronização a fim de definir um modelo a ser aplicado em todos os sistemas de gestão, com a inclusão de orientação, implantação e certificação do modelo de gestão focado na qualidade (BSI GROUP, 2015), entre as principais contribuições geradas pelo anexo são: - Conformidade de produtos e serviços; - Menor grau de conflitos entre os sistemas individuais de gestão; - Grau de satisfação de cliente; - Reduzir a burocracia; - Desempenho e a eficácia do sistema de gestão da qualidade; - Planejamento implementado eficazmente; - Auditorias internas e externas com eficácia e eficiência; - Eficácia das ações tomadas para abordar riscos e oportunidades; - Desempenho de provedores externos; - Reduzir o tempo relacionado a recursos administrativos e financeiros; - Necessidade de melhorias no sistema de gestão da qualidade. QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 20 Prezados alunos (a) ao viajarmos no tempo, na época dos nossos avôs e bisavôs, observamos como a falta de qualidade foi um fator de desigualdade para aqueles que menos tinham condições de aquisição. Nesse contexto, em especial, quando analisarmos os empregados lotados em colheitas de grãos como soja, milho, trigo entre outras culturas. Nessa época ocorreram inúmeras mutilações e amputações de membros superiores e inferiores, e a busca por soluções eficientes veio por meio do departamento de defesa dos Estados Unidos da América, por meio de avaliações padronizações de fornecedores, com especificação de conformidades e inclusão de dispositivos de segurança para evitar maiores problemas relacionados a aposentadorias precoces de milhares de famílias. Entre outros motivos, os anseios da sociedade por melhorias contínuas e busca por soluções encorajou empresas a se empenharem na pesquisa e desenvolvimento de ações que previam a redução de acidentes e falta de qualidade dos produtos a serem adquiridos. Não distante dos argumentos pela padronização e gestão da qualidade o governo britânico, trouxe à tona inúmeras campanhas para promover o desenvolvimento em massa pela qualidade, sobre seus fornecedores (PARIS, 2011). Queridos acadêmicos, a implantação do sistema de freios Antilock braking system (ABS) é obrigatório nos EUA desde a década de 70 e no Brasil sua obrigatoriedade começou em meados do século XXI, (2014) ou seja, é um item primordial para redução drástica do índice de mortes acidentes. E para esse tópico relatado sobre o sistema ABS especialmente é focado na padronização e segurança automotiva, que relaciona a redução do impacto sofrido durante um acidente. MOTIVAÇÃO PARA A QUALIDADE4 TÓPICO QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 21 Ainda na década de 70, o governo britânico com a busca por qualidade de seus fornecedores publicou a norma da garantia da qualidade, pelo Instituto Britânico de Padronizações (IBP), identificada como BS9000 focada para a indústria de componentes eletrônicos, e expandindo para outros segmentos com a publicação de uma nova série chamada de BS 5750 (VASQUES, 2017). Portanto, a motivação empresarial pela busca da gestão da qualidade é a gratificação que seus fornecedores e consumidores finais demonstram mediante a aprovação de sua linha de produtos e serviços prestados. Além disso, a ampliação do marketing que busca cada vez mais a interação com o público consumidor. QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 22 Prezado (a) aluno (a) chegamos ao final do nosso primeiro capítulo da disciplina de Gestão da Qualidade, na qual introduzimos temas de grande relevância e oportunidades de conhecimento para empresas e nossa vida profissional, focado na produção de produtos e aplicação do serviço deles. Neste contexto, compreendemos como foi iniciada a história da gestão da qualidade no século passado, a qual era fundamentada por artesãos e a mudança drástica focada na industrialização. Assim, a gestão da qualidade, é fundamentada por fatores que definem a empresa mediante a sua contribuição da qualidade e serviço prestado, pois geram expectativas sobre seus clientes e consumidores. Ao adquirirmos uma simples caneta esferográfica, por exemplo, nos importamos com a qualidade da tinta que irá deixar sua marca no papel, bem como, o papel adquirido por nós, a qualidade é indispensável para que possamos obter satisfação sobre o produto adquirido. A partir da satisfação, que foram criados sistemas de gestão da qualidade, entre elas a ISO 9000 que foi atuante para mudança de percepção de mercado aliados a inovação e fatores que possibilitam a empresa ser competitiva no mercado, com a redução de custos e mudanças na estrutura organizacional, pois torna-se necessário o trabalho em conjunto e harmônico entre os colaboradores que reflete em resultados positivos no quesito produto final. Pois bem, buscamos muitas interações com o conteúdo ministrado neste primeiro capítulo, com base na implantação da gestão da qualidade e certificação que visam manter uma padronização dos produtos fabricado em diversos segmentos industriais. Agora, deixamos a você aluno(a) a responsabilidade da disseminação do conteúdo administrado no presente material, com base em questionamentos, argumentações, críticas e acima de tudo seu aprendizado e aplicação prática em áreas de atuação conforme sua respectiva formação. Bons estudos! CONSIDERAÇÕES FINAIS QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 23 LEITURA COMPLEMENTAR GESTÃO DA QUALIDADE A Gestão da Qualidade participa de todas as fases do processo de fabricação e comercialização de um produto ou serviço, desde o estabelecimento de normas e padrões aos fornecedores de matéria-prima até o acompanhamento de atividades de suporte e pós-venda. Assim, a Gestão da Qualidade é um processo fundamental para empresas detodo tipo. E envolvem os seguintes passos: 1. Certificação de Qualidade Para que uma empresa possa comprovar a qualidade de seus procedimentos e produtos é preciso passar por auditorias que atestem o cumprimento das normas estabelecidas. O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), são exemplos de órgãos responsáveis por determinar os padrões de qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela indústria. Para que uma empresa consiga exportar seus produtos ela deve ser certificada de acordo com as normas internacionais. Um dos selos de qualidade mais conhecidos é o ISO, que garante a padronização das atividades de uma empresa. Conseguir esta certificação não é um processo simples. A empresa precisa ajustar seus processos e promover mudanças comportamentais para cumprir os padrões exigidos. O gestor da qualidade é quem cuida dos procedimentos que a empresa precisa seguir para obter e manter a certificação desejada. Sua responsabilidade é adequar as atividades administrativas e produtivas para que as normas sejam cumpridas. Um dos aspectos importantes nesse processo é o treinamento de colaboradores para que entendam e sejam capazes de cumprir os padrões exigidos. 2. Auditoria O profissional especializado em Gestão da Qualidade pode atuar como auditor interno ou externo. O auditor interno é um funcionário da própria empresa que avalia processos de fabricação e rotinas administrativas variadas. O auditor externo trabalha em consultorias ou organizações certificadoras e inspeciona as atividades de uma empresa para avaliar a obtenção, manutenção ou renovação de um certificado ou selo de qualidade. QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 24 3. Modelagem de Processos O gestor da qualidade identifica os processos dos setores de uma organização, para então mapeá-los e adequá-los a padrões de qualidade já estabelecidos. Uma das ferramentas mais utilizadas por este profissional são os indicadores de desempenho. Fonte: Gestão da Qualidade. Disponível em: . Acesso em: 21 ago. 2019. QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 25 MATERIAL COMPLEMENTAR LIVRO • Livro: Gestão estratégica da qualidade: princípios, métodos e processos. • Autor: Edson Pacheco Paladini. • Editora: Atlas. • Sinopse: Ao desenvolver o tema gestão estratégica da qualidade, o autor estruturou o texto a partir das noções gerais da qualidade. Foram discutidos os múltiplos conceitos da qualidade, convergindo para a qualidade como relação de consumo. A partir daí, analisando-se características próprias e restrições de cada definição da qualidade, foram estruturados novos conceitos, sempre ampliando os anteriores. Com essa ênfase, discutiu- se Qualidade Total, a Gestão da Qualidade no Processo e as abordagens práticas que determinam diferenciais competitivos das organizações, convergindo para o impacto social da qualidade. A seguir, são apresentados os métodos e estruturas da Gestão da Qualidade, mostrando como estruturar a qualidade desde o projeto, as formas práticas de avaliar os elementos da qualidade no produto, as diferentes noções de planejamento e controle da qualidade. A estrutura de suporte e o modelo econômico da Gestão da Qualidade são também considerados, sempre sob um viés estratégico. O processo gerencial da qualidade é descrito em termos de seus elementos fundamentais: o processo de tomada de decisão, o perfil do agente de decisão, o envolvimento dos recursos humanos no esforço pela qualidade e o componente cultural que determina a consolidação da gestão da qualidade nas organizações. QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 26 FILME/VÍDEO • Título:Apollo 13. • Ano: 1995 • Sinopse: Três astronautas americanos a caminho de uma missão na Lua sobrevivem a uma explosão, mas precisam retornar rapidamente à Terra para poderem sobreviver, pois correm o risco de ficarem sem oxigênio. Além disso, existe o risco de, mesmo retornando, a nave ficar seriamente danificada, por não suportar o imenso calor na reentrada da órbita terrestre. • Comentário: A abordagem deste filme estimula os acadêmicos a enquadrarem a qualidade em suas vidas, e a presença de falhas quando não detectadas, e seu potencial desastroso. WEB • Para melhor fixação dos conteúdos abordados neste capítulo sugerimos a você aluno. Acessar os seguintes links abaixo: • Link disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=kdlizwJLCME Acessado em: 30 de Ago 2019. Publicado pelo grupo Viotto. • A ISO é um grupo de diretrizes que norteiam o processo de auditoria para qualquer tipo de sistema de gestão, norma que apresenta os princípios da auditoria, passando pelo gerenciamento do processo a competência dos auditores. QUALIDADE: CONCEITOS E DEFINIÇÕESUNIDADE 1 Professor(a) Dra. Ana Paula Stroher GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL2UNIDADEUNIDADE PLANO DE ESTUDO 28 Plano de Estudos • O processo de normalização e níveis das normas da qualidade • Normas da série 9000 e suas aplicações • A importância da alta direção na gestão da qualidade • As diferenças entre TQC (Total Quality Control) e TQM (Total Quality Management) Objetivos da Aprendizagem • Conceituar e contextualizar as normas voltadas a qualidade. • Compreender os tipos de normas e o processo de elaboração delas. • Estabelecer a importância e aplicação das normas da série 9000. GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 29 Caro (a) acadêmico (a), a busca das empresas por segmentos que rendem uma excelente lucratividade é dinâmica na fase atual. Assim, a empresa que apresentar uma competitividade melhorada com a implantação de controles da gestão da qualidade provinda de ferramentas como a norma ISO 9000:2000, ISO 9001:2008 bem como suas atualizações, seguirá na frente dos demais concorrentes. Para isso, querido aluno (a) precisamos aceitar o fato que o mundo realmente diversificado no quesito evolução contínua, vejamos na década de 90 no Brasil especialmente importávamos carros como o Lada Laika da Rússia e nossas principais montadoras resumiam-se em Volkswagen, Chevrolet, Fiat e Ford. Com relação a inovação e modernidade pouco foi feito por essas montadoras ao longo de suas instalações no Brasil. Pois bem, a partir da abertura de mercado e globalização hoje contamos com no mínimo 15 marcas de montadoras com plantas produtivas aqui no Brasil, isso foi um grande marco para o país em termos de tecnologia. Assim, buscaremos introduzir a vocês alunos (as) a importância da gestão da qualidade que é um passo focado no desenvolvimento de técnicas e agentes envolvidos na decisão e transformação do mercado competidor, que busca introduzir ao cliente um produto com qualidade e serviço para zelar pela sua reputação no mercado. Nesse sentido, proponho a você aluno (a) refletir sobre os conteúdos aqui apresentados ou até mesmo tentar colocá-los em prática no seu dia a dia, estamos combinados? Assim, abordaremos nesta unidade a certificação da qualidade, suas relações com o mercado competidor, as vantagens com sua aplicação e ferramentas que idealizam e inovam no quesito conquistar clientes, bem como a sustentabilidade na produção. Não deixaremos de lado, o foco da economia, responsável por indicadores industriais que acirram a competitividade entre setores diversos, que buscam diariamente novas tecnologias e inovações no mercado. Bons estudos! INTRODUÇÃO GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 30 Prezado (a) introduziremos os conceitos da qualidade e a aplicação da normalização processo esse, que trata da elaboração e determinações de regras que devem ser respaldadas ao longo da sua implantação a fim de implantar um sistema que determinará as atividades desenvolvidas pelo segmento industrial, com a preocupação relacionadaa procedimentos operacionais, bem como condições focadas na segurança do trabalhador. Portanto, segundo Carvalho e Paladini (2006) a normalização é o enquadramento do conhecimento em áreas que visam a aplicação de conceitos técnicos voltados a procedimentos administrativos e sua integração de controles. Assim, a normalização prezada aluno (a), é formada por documentação reproduzida em outras diretrizes de formatação que complementam as especificações técnicas, relatórios e normas técnicas. Quando pensamos na especificação técnica, por exemplo, ao adquirirmos um notebook sua compra foi embasada nas especificações técnicas do mesmo você sabia? Entre as especificações definidas são: processador, disco rígido (HD), sistema operacional, tamanho da tela, peso entre outras que devem ser apresentadas ao consumidor. Segundo especificações técnicas o Sebrae Nacional (2019, on-line), “as normas determinam requisitos de qualidade, desempenho, e segurança, mas também podem estabelecer procedimentos, padronizar formas, dimensões, tipos e usos, fixar classificações ou terminologias e glossários, definir a maneira de medir ou determinar as características, como os métodos de ensaio” Portanto, quando citamos normalização as empresas estão buscando qualidade em seus processos, e acima de tudo confiança de seus fornecedores e clientes. Para NORMALIZAÇÃO DA QUALIDADE1 TÓPICO GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 31 isso, o órgão de normalização brasileira e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), entidade que não adquire fins lucrativos, com fundação em 1940 e representante da norma ISO no Brasil. Assim, os objetivos impostos pela normalização agenciada pela ABNT seguem os princípios: • Segurança; • Comunicação; • Intercambialidade; • Compatibilidade; • Proteção contra o meio ambiente; • Proteção do produto; • Controle da variedade; • Eliminação de barreiras técnicas e comerciais. Ainda com relação aos princípios da normalização, Oliveira e Hu (2018) ressaltam: • Princípio voltado a simplificação: a normalização deve ser gerenciada de forma a obter resultados significativos, com o uso de informações acessíveis a todos; • Princípio voltado a cooperação mútua/consenso geral: é realizada mediante uma elaboração com a presença de participantes que integram a normalização, e mudanças focadas no texto bem como a implantação devem ser passadas por todos os integrantes; • Princípio voltado a implantação: com a inclusão de uma norma ISO deve haver a sua implantação e busca das vantagens a qual ela representa. GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 32 Prezado (a), quando o professor realizá certa atividade buscando o aprendizado do seu aluno, ele busca introduzir a elaboração de um raciocínio que deve passar por procedimentos e etapas até sua conclusão final. Da mesma maneira, por meio da normalização, empresários de diversos segmentos se fortalecem para obter padronização nos seus procedimentos e gestão da qualidade visando a exigência dos fornecedores e clientes. Ainda com base na normalização, quanto mais globalizado o mercado maior são as cobranças induzidas pelo comércio em geral. Que busca favorecer o desenvolvimento da qualidade especialmente para setores que ainda sofrem pela falta de tecnologias avançadas em suas instalações, entre alguns setores fragilizados pela falta de tecnologia enquadram- se frigoríficos, abatedouros entre outros setores alimentícios e industriais. Entretanto, o desenvolvimento aplicado ao setor industrial é favorecido no quesito avaliação de seus produtos lançados ao mercado, bem como decisões tomadas focadas no padrão mínimo de qualidade estabelecidas por normas que regem a qualidade (OLIVEIRA, 2004). Prezado aluno (a) quando os meios de comunicação impresso e digital demonstram um lançamento de uma norma provinda especialmente dos governos: Federal, Estadual e/ ou Municipal buscamos o interesse de interpretar tal edição. Pois bem, normas focadas por órgãos de normalização são classificadas em: internacionais, regionais podendo ser internas dentro das próprias organizações. Assim, a normalização diferencia-se conforme NORMALIZAÇÃO: ELABORAÇÃO E SEUS NÍVEIS2 TÓPICO GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 33 a hierarquia apresentada na qual, a sua complexidade é focada em objetivos comuns em todos os segmentos (AMBROZEWICZ, 2003). FIGURA 1: NÍVEIS DE NORMALIZAÇÃO Fonte: o autor Entretanto, os níveis relacionados a normalização foram descritos por (AMBROZEWICZ, 2003). • Nível internacional: provém de normas resultantes de acordos entre vários países, sua inclusão faz com que ocorram o desenvolvimento, com a ação do Organismo Internacional de Normalização (ISO); • Nível regional: aqui prevalece os interesses dos países conforme sua região. Exemplos: Associação Mercosul de Normalização (AMN); Comitê Europeu de Normalização (CEN); Comissão Pan-americana de Normas Técnicas (COPANT); • Nível nacional: essa aplicação é possibilitada quando houver interesse governamental, de empresários, consumidores entre outros. A publicação destes documentos, podem ser alteradas conforme almeja-se a sua eficácia. No Brasil, o órgão responsável é a ABNT; • Nível de associação: são formadas por associações que complementam muita dedicação e padronização da gestão da qualidade. Alguns exemplos de associações de grande impacto nacional e internacional, como é o caso da American Society for Testing and Materials (ASTM); • Nível empresarial: aqui a empresa é responsável pela sua própria avaliação interna, ela busca padronizar seus setores mediante ao uso de documentação que possa ser utilizada por todos os setores a fim de gerenciar o sistema produtivo e administrativo. Assim, a filosofia para o nível empresarial querido aluno (a) é GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 34 fortalecer laços com seus fornecedores e clientes na forma de fidelidade, algumas empresas utilizam no início de suas atividades empresariais esse formato; • Nível individual: durante a produção e/ou fabricação de produtos, o próprio empresário realiza e empreende a aplicação de normas. Portanto, os níveis da normalização apresentados fazem com que ocorra melhorias no quesito qualidade e padronização, em todos os setores desde a entrega de matéria prima até sua produção final. E com base no contexto da normalização, ela está presente no nosso dia a dia de diversas formas. Pensamos, querido aluno (a) no Egito antigo, na construção das pirâmides, as quais eram construídas com blocos padrões para manter a geometria necessária das pirâmides que após milhares de anos ainda continuam exuberantes. Na atualidade, a construção civil impunha a padronização de suas matérias primas como os tijolos utilizados na construção com o mesmo tamanho e peso. Já, o fator tempo atua no quesito normalização, há cerca de três mil anos, quando surgiu o primeiro relógio de sol, um instrumento de normalização do tempo. Você, já imaginou quantos relógios e modelos são comercializados com tecnologias diferentes, porém todos têm a mesma função: normalizar o tempo. Assim, concluímos esse contexto, frisando que a normalização está relacionada a medidas e parâmetros. GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 35 A introdução da gestão da qualidade foi desenvolvida por uma organização não governamental, que buscava na época a obtenção da qualidade e padronização em produtos oriundos de processos industriais. Assim, querido aluno (a) pensamos em um exemplo bem cultural no nosso país, a “conversa paralela”, ou seja, você adquiriu uma calça jeans a qual pagou um valor considerado alto, acima de R$ 200,00 e sua aquisição foi envolvida por fatores de marketing da empresa, que a cada estação do ano lança suas linhas e tendências para os jovens. Assim,ao adquirir sua calça jeans, após duas ou três lavagens você descobre que a qualidade é um fator não aplicado na empresa, e decide reclamar na loja, e recebe a seguinte resposta: não somos responsáveis por processos que envolvam nossos fornecedores. Moral da história, você adquiriu um produto da alta tendência das estações, mas a qualidade ficou bem abaixo do esperado e a avaliação da empresa será péssima quando alguém lhe perguntar sobre. Assim, nasceu uma ideia de grande pretensão global chamada International Organization for Standardization (ISO) que envolve justamente o setor de produtos e serviços. Essa organização fundada em Genebra na Suíça hoje presente em mais de 170 países implantou a filosofia da padronização e qualidade no setor industrial alavancando as vendas especialmente no que diz respeito a exportações. Agora, sei o que passa na sua cabeça querido aluno (a) e o Brasil professor como foi realizada a inserção deste movimento pela qualidade? Aí vai, no Brasil, somente a partir da década de 90, que ocorreu a criação da NBR ISO 8402:1994, que tratou a qualidade como um processo planejamento e focado no controle da garantia da qualidade, envolvendo a AS NORMAS ISO 9000:2000; ISO 9004:2005; ISO 9001:20083 TÓPICO GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 36 melhoria de processos, focando na sua perfeição, com a aplicação de melhorias constantes buscando os desejos e necessidades dos clientes são mutáveis, exigindo constante aperfeiçoamento das empresas. Bem como, a aplicação de estratégias para se tornarem mais ágeis e a qualidade transforma-se em premissa e obrigação (COSTA NETO, 2007). Com base nesta argumentação, surge a ênfase na inovação, no design, nas certificações e na utilização de novas ferramentas de gestão da qualidade focando a qualidade e acima de tudo o desenvolvimento para que a concorrência não consiga ultrapassar as metas estabelecidas na qualidade. Assim, com a implantação desta família de ISO conforme a tecnologia veio evoluindo, tornou-se padrões a serem seguidos para promover a melhoria contínua, nos seguintes passos: • Processos internos; • Capacitação dos colaboradores; • Ambiente de trabalho e monitoramento; • Análise de satisfação dos clientes, colaboradores e fornecedores; Com base, na certificação e organização as empresas passaram a deter imagens focadas na confiança de produtos e serviços e reconhecimento de relações com seus parceiros de negócios, padronização de fornecedores e acima de tudo a expansão de novos clientes (LOBO e SILVA, 2014). 3.1 A norma ISO 9000:2000 Originalmente a ISO 9000:1987 foi a primeira norma originada da BS-5750 British Standard e passou por quatro revisões nos anos de 1994, 2000, 2008 e 2015. Em 1987 foram aprovadas as normas ISO 9000, composta por sua família (LOBO e SILVA, 2014): NBR ISO 9001:1987 normas SGQ na garantia da qualidade, focada em diretrizes para seleção de uso; NBR ISO 9001:1987 normas SGQ, modelo para garantia da qualidade em projeto, desenvolvimento, produção, instalação e serviços associados, aplicava-se a organizações cujas atividades eram voltadas à criação de novos produtos; NBR ISO 9002:1987 normas SGQ, modelo para garantia da qualidade em produção, instalação e serviços associados, compreendia essencialmente o mesmo material da anterior, mas sem abranger a criação de novos produtos; GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 37 NBR ISO 9003:1987 normas SGQ, modelo para garantia da qualidade inspeção e ensaios finais, abrangia apenas a inspeção final do produto e não se preocupava como o produto era feito; NBR ISO 9004: 1987 normas de gestão da qualidade, sobre elementos do sistema da qualidade, focada em diretrizes para melhoria do desempenho. A família NBR ISO 9000:1994 tratava de termos e definições relativos à norma ISO 9001:1994, explicativa dos termos e definições da garantia da qualidade, não é uma norma certificadora, porém tinha a garantia da qualidade como base da certificação. A família de normas NBR ISO 9000:1994 (9001, 9002 e 9003) foi cancelada e substituída pela série de normas ABNT NBR ISO 9000:2000. Trata-se de fundamentos de sistemas de gestão da qualidade e estabelece a terminologia para estes sistemas, que é composta por três normas (GONZALEZ e MARTINS, 2007): Entretanto, a introdução da norma ISO introduzida ao Brasil, é conhecida como a ABNT NBR ISO 9000:2000 que segmenta uma incorporação de normas que derivam na construção de conceitos básicos de linguagem a fim de orientar a construção de outras normas “famílias” como a ISO 9001 (LOBO e SILVA, 2014). Assim, a implantação da gestão de processos é definida por um padrão universal e hierárquico entre eles: equipe executora, responsável pelo planejamento de processos e gestão. Essa equipe deve demonstrar por meio de relatórios resultados de corporação, aplicabilidade de suas habilidades que devem ser avaliados ao longo do processo e para a finalização de seu desempenho o cliente final (ANDREALI, 2014). Prezado aluno (a), pensamos na organização de um plano de negócio que visa a produção de um produto qualquer, seja um par de sapatos por exemplo. Assim, para gerenciarmos a qualidade e gestão desta produção, nós precisamos conhecer todos os processos que asseguram a produção e recebimento de matérias primas, para obtermos a confecção do mesmo, concordam? É por esse intuito que a norma ISO 2000 vislumbra o estado da arte por meio de aplicações que visam a melhoria e qualidade do processo, mediante a uma equipe que tenha afinidade com o sistema. Já Hooper (2001), o processo de identidade relacionado ao envolvimento do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) busca estabelecer a ordens e configurações ideias ao processo bem como gerenciamento e monitoramento do sistema produtivo. E com base na abordagem do SGQ ocorreram a evolução histórica da norma ISO 9001 ou propriamente incorporada como ABNT NBR ISO 9001, segundo Lobo e Silva GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 38 (2014) ocorreram os seguintes fatos considerados significativos para implementação e seu sucesso: ISO 9001:1994 - A aplicação de alterações, que envolveram a inclusão de processos de monitoramento e manutenção de equipamento, bem como ações preventivas; ISO 9001:2000 - Aqui, foi incluído a participação da diretoria na empresa e inclusão de sistemas de desempenho buscando a modernização do SGQ; ISO 9001:2005 - A inclusão de terminologia focada no SGQ; ISO 9001:2008 - Alterações que vislumbraram requisitos de entrega bem como a satisfação de clientes; ISO 9001:2015 - Aqui ocorreram alterações significativas como a inclusão do anexo SL e introdução da gestão de riscos focadas nos colaboradores envolvidos nos processos de transformação. Portanto, prezado aluno (a) a implantação da norma ISO 9000 e sua geração família ISO 9001 fortalece o segmento da gestão por SGQ por tratar sobre conjuntos diversos ligados a processos, que cabe às equipes de gerenciamento monitorar, identificar e gerenciar a melhor solução para obtenção da qualidade sobre os processos (SELEME; STADLER, 2012). A implantação de processos com o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) em uma organização, faz com que seus custos sejam reduzidos, bem como suas falhas de processos. Neste sentido, como você observa o quesito implantação de normas ISO? Fonte: o autor REFLITA GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 39 3.2 A norma ISO 9001:2008 As modificações estruturais e inclusão de diretrizes é muito comum em normas ISO, e para a ISO 9001:2008 não foi diferente querido aluno (a). Entretanto, essa norma passou por poucas mudanças, somente no sentido de interpretação que relacionou a uma linguagem mais local ao nosso país. Bem como, uma alocação do cenário envolvendo o meio ambiente com a inclusão de alguns itens focandoa ISO 14000 (FREITAS, 2011). Portanto, o SGQ é focado em uma gestão e toda a gestão precisa ser validada para atender requisitos descritos em norma. Assim, a ISO 9001:2008 focando a seguridade de produtos, serviços e processos que buscam satisfazer as necessidades dos clientes e expectativas. Portanto, sua estrutura é formada segundo Lobo e Silva (2014) por: objetivo, referência normativa, termos e definições, SGQ, responsabilidade da direção, gestão de recursos, realização de produtos, medição, bem como melhorias contínuas sobre o processo. Com base, no escopo que descreve a documentação do SGQ é necessário que todos os requisitos da qualidade envolvidas no processo sejam envolvidos, e caso ocorra modificações as mesmas devem atender a renovações e certificações conforme norma. Um modelo prático e versátil é a confecção de procedimentos que possam abranger a qualidade dos setores propostos, os documentos quando criados e circulantes nos setores precisam passar por atualizações e bem como, caso seja necessário reprovação do mesmo para nova criação, visando o atendimento de normas que preveem registros dos próprios documentos (LOBO e SILVA, 2014). GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 40 3.3 A norma ISO 9004:2005 Querido aluno (a) o estudo fundamentado na NBR ISO 9004:2005 estabelece a inclusão e orientação para um sistema de gestão da qualidade. E quando pensamos em gestão a nossa mente fica inquieta, concorda? Isso se deve a gestão ser algo complexo e está interligada com o aprendizado. Além disso, muitas vezes temos que lidar com situações que não estamos acostumados no nosso dia a dia. Por exemplo, no nosso local trabalho caso você trabalhe com a área de produção, você se depara com uma situação de gargalo de processo: o equipamento está causando uma fila no processo produtivo. Assim, você começa a analisar os fatos, e buscar as falhas que ocorreram anteriormente, e durante a sua busca observa-se que os procedimentos de manutenção e revisão estavam completamente abandonados. Que situação complicada hein? Assim, implantar metas e especificações do produto para o atendimento de necessidades, desejos e demanda dos clientes, devem ser incluídas ferramentas, como o QFD (“Casa da Qualidade”), a Matriz Pugh, e a TRIZ, o FMEA, o FTA, que poderá ser Querido aluno (a) vocês já ouviram falar sobre os indicadores ETHOS? Na verdade esses indicadores são ferramentas de gestão que auxiliam empresas a verificarem: ações, objetivos, estratégias, políticas, programas e projetos, bem como seus acordos com diretrizes da responsabilidade social empresarial, ou seja, se o negócio da empresa é eticamente responsável, para tanto, utiliza-se um questionário baseado na ISO 26000, esse formulário é dividido em 4 dimensões, dentre elas, a dimensão visão e estratégia, dimensão governança e gestão, dimensão social e dimensão ambiental. Fonte: Instituto Ethos, 2003. Indicadores Ethos para Negócios Sustentáveis e Responsáveis. Disponível em: SAIBA MAIS GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 41 um forte aliado na detecção de falhas de processos. Aprenderemos sobre a ideia de Juran e a abordagem do sistema Toyota de Produção, com os 8 desperdícios. Neste sentido, a inclusão da norma ISO 9004 atua com implantação de objetivos mais amplos em relação a NBR ISO 9001, especialmente no quesito melhoria contínua e desempenho relacionado a globalização e organização focadas na eficiência e sua eficácia. Portanto, quando relacionamos eficácia estamos nos referindo a obtenção de objetivos pré-estabelecidos, isso ocorre nas empresas pois o seu crescimento é formado mediante a obtenção de objetivos e metas para almejar a qualidade e potencialidade nos serviços prestados. E a eficiência, engloba a utilização de recursos entre eles matérias primas, mão de obra, máquinas e redução de desperdícios. Neste sentido, a NBR ISO 9004 atua como orientadora para as organizações no quesito melhoria do desempenho não buscando certificações para essa prática, apenas implantação de filosofias de condutas. 3.4 TQC (Total Quality Control) e TQM (Total Quality Management) Aluno (a), todos nós já ouvimos em algum lugar a frase: a Era da Qualidade Total (TQC) simbolizada em diversos livros da literatura como Total Quality Control (TQM), pois bem, trata-se de uma visão sistêmica que defendia a ideia de criar um departamento de Engenharia da Qualidade nas empresas, com organograma focado na coordenação, assessoria e setores ligados na área. Segundo, Hong e Goh (2003) a ideia foi lançada em 1951 por Armand V. Feigenbaum, que veio a ser melhorada 10 anos posterior a sua aplicação, com mudança de filosofia e introdução do sistema Total Quality Control Engineering (TQM) que atua em todos os órgãos pertencentes a qualidade da empresa. Para tanto, foi definido que todos os setores pertencentes a empresa precisariam atuar de forma unificada, passando pelo marketing, projeto desenvolvimento, aquisição, fabricação, inspeção, assistência técnica focada no atendimento ao cliente bem como a expedição geral de todos os produtos desenvolvidos com base no controle de processo implantado dentro das organizações que devem satisfazer as expectativas dos clientes. A partir da aplicação da qualidade o setor percebeu que o caminho não teria voltas, ou seja, é preciso focar nas seguintes intenções da qualidade: • Visão tradicional; • Conformidade nas especificações; • Produtos e serviços; • Desejos dos clientes. GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 42 Portanto, o Total Quality Control (TQC): resumidamente atua na forma de satisfação em todos os setores da empresa, buscando clientes e um amplo mercado de vendas envolvidas no processo da qualidade. Para isso, a utilização de padronização é essencial para seguir com a qualidade. Entretanto, a implantação do modelo Total Quality Control (TQM) vislumbra segundo Perez-Wilson (1999) a introdução do sistema de gestão Seis Sigma ferramenta de essencial importância para o processo produtivo em busca de qualidade e padronização. Neste sentido, a ferramenta TQM é um diferencial de grande importância, com utilização da estatística no rocesso, visão benchmark que busca a melhoria contínua da sustentabilidade visando clientes internos e externos bem como, a sua competitividade. Para tanto, prezados alunos (a) essa foi apenas uma pequena introdução do sistema de qualidade total, utilizados pelas empresas. Assim, ferramentas estatísticas serão discutidas e apresentadas ao longo do nosso livro. GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 43 A primeira impressão que buscamos quando observamos uma empresa de sucesso é qual o seu segredo, correto? Portanto, dirigir e operar uma organização com sucesso requer um esforço muito intenso de seus maiores representantes, a alta direção que deverá impor o ritmo da gestão eficiente de forma sistemática e transparente. Assim, é necessário que a resultante da implementação e manutenção de um sistema de gestão projetada para melhorar continuamente a eficácia e eficiência do desempenho da organização corresponda com base nas partes interessadas. Já introduzimos a vocês querido aluno (a) que a gestão de uma organização inclui, entre outras modalidades, a gestão da qualidade e baseado na norma NBR ISO 9004, ela deve atender aos seguintes requisitos: • Os sistemas e processos deverão ser definidos, para que possam ser claramente entendidos, gerenciados e melhorados tanto em eficácia quanto em eficiência; • A operação eficaz e eficiente, bem como o controle de processos, medidas e dados usados na determinação do desempenho satisfatório da organização. Entretanto, quando nos deparamos com atividades que buscam estabelecer uma organização orientada para clientes, deveremos incluir: • definição e promoção deprocessos que levem a um melhor desempenho organizacional; ● obtenção e uso continuados de dados e informações de processos; A ORGANIZAÇÃO E A ALTA DIREÇÃO 4 TÓPICO GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 44 • direcionamento de progresso para a melhoria contínua, e uso de métodos adequados para avaliar a melhoria do processo, tais como autoavaliação e análise crítica pela direção. Ainda com relação a análise crítica proposta pela alta direção é necessário aplicar sempre que possível a verificação da eficácia e eficiência sobre o sistema de gestão da qualidade, para torná-lo um processo que se estenda para toda a organização, avaliando também a eficiência do sistema (ABNT, 2000). Para tanto, é necessário que toda e qualquer análise crítica, sejam baseadas pela troca de novas ideias, e discussão aberta e avaliação das contribuições com estimulação na liderança pela alta direção. Portanto, quando relacionamos entradas para o processo de análise crítica que resultaram em saídas e para que os mesmos sejam estendidos na eficácia e eficiência do sistema de gestão da qualidade, o ideal prezado aluno (a) é o setor da qualidade que fornece relatórios focados nas saídas das análises críticas a fim de levantar dados a serem usados no planejamento da melhoria do desempenho da organização. Segundo divulgação da ABNT (2000) com base nas normas NBR ISO 9001 e ISO 9004, são estabelecidos oito princípios da gestão da qualidade que atuam com foco no (a): ● Cliente, buscando entender as necessidades e expectativas, comunicar internamente, medir os resultados e gerenciar o relacionamento; ● Liderança, com definição de rumos da organização para serem atingidos os objetivos da mesma; ● Pessoas, buscando a essência da organização; ● Processo, para garantir maior eficiência; ● Abordagem na gestão, que é o interligamento das atividades da empresa buscando o desempenho em processos e seus conjuntos produtivo; • Melhora contínua, deve ser permanente de qualquer organização na busca por excelência; • Tomada de decisões, seguindo com base nas análises efetuadas; ● Relações com os fornecedores, conjugar e introduzir o benefício mútuo. Portanto, toda e qualquer aplicação da qualidade é voltada ao crescimento das organizações que buscam procedimentos para obter modelos de gestão que possam ser enquadrados em suas estruturas. Para isso, existem diversos procedimentos de origem comum que podem ser desenvolvidos e aplicados como forma de excelência de gestão na qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 45 Prezado (a) aluno (a) chegamos ao final do nosso segundo capítulo da disciplina de Gestão da Qualidade, focamos o perfil das normas ISO e suas ações que correspondem a um produto de qualidade e padronizado, que visa o respeito ao cliente final. Entretanto, os conceitos e definições focados na normalização foram úteis para a compreensão do estado da arte focado na gestão da qualidade, na forma de níveis entre eles regionais e internacionais, instituídos para obtenção da credibilidade. Ainda com base na norma ISO 9000 sua aplicação e acessibilidade faz com que o profissional busque interação com o processo em qualquer segmento profissional com o gerenciamento e detalhamento de processos errôneos eliminados ao longo do sistema produtivo. Suprimos a informação da atração de investimentos por parte do empresário, já que ele se beneficia diretamente com o comércio de seus produtos e serviços prestados aos seus clientes, o que melhora a sua lucratividade, redução de desperdícios, divisão de setores, documentos que facilitam a busca pela qualidade de forma contínua. Ainda com base na qualidade, observamos como a competitividade entre empresas faz com que o mercado se destaca no quesito, padronização, qualidade, eficiência por implantar formatos e serviços que atendem os anseios da população de forma geral. Entretanto, buscamos ao longo dos anos, a evolução da fabricação de produtos estendendo o mesmo ao setor de serviço, para isso, ação do mercado globalizado trouxe a competição o que impulsionou as organizações, a realizarem a aplicação de práticas de qualidade como a Gestão da Qualidade Total (TQM) ou Total Quality Management, assunto que aprofundaremos posteriormente. Agora, deixamos a vocês aluno (a) a responsabilidade da disseminação do conteúdo administrado no presente material, com base em questionamentos, argumentações, críticas e acima de tudo seu aprendizado e aplicação prática em áreas de atuação conforme sua respectiva formação. Bons estudos! CONSIDERAÇÕES FINAIS GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 46 LEITURA COMPLEMENTAR O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) realizou auditoria de manutenção da certificação do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) O Objetivo foi aferir a conformidade do SGQ com os critérios da auditoria de acordo com os critérios da Norma ISO 9001:2008, visando sua manutenção e ampliação. Os Centros de Documentação (VDC), de Apoio (VAP), de Tecnologia da Informação (VTI) e as Divis.es Administrativa (DA) e Operacional (DO) passaram pela manutenção da certificação. Foi também ampliado o escopo de avaliação do programa de qualidade para a Divisão de Infraestrutura (DI). Os auditores Augusto Cesar Giomo, Rafael Machado Hassman e Joaquim Pereira Galvão foram recebidos pelo Presidente da CISCEA, Major-Brigadeiro do Ar Carlos Vuyk de Aquino e pelo Vice-Presidente, Brigadeiro do Ar Carlos Minelli de Sá, na tarde do último dia 30 de outubro, durante a reunião de apresentação dos trabalhos da auditoria para manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade. Na reunião de encerramento, o auditor líder Augusto Cesar identificou alguns pontos a serem melhorados. “Ter o seu trabalho avaliado faz parte do crescimento profissional de cada um. Estivemos aqui buscando evidências da profundidade do Sistema de Gestão em relação à norma auditada e avaliamos também a eficácia dos processos da organização como um todo”. Na ocasião, o auditor também parabenizou a CISCEA por pautar suas ações na busca pelo cumprimento de metas, na otimização dos serviços, pelo comprometimento da alta direção, bem como o envolvimento do efetivo para o alcance de seus objetivos. O Diretor de Operações da CISCEA, Coronel Aviador Walcyr Josué de Castilho Araújo, representando o Presidente da Comissão, aproveitou o momento para agradecer a presença dos auditores e destacou a importância do trabalho realizado. De acordo com Paulo Agostinho de Carvalho, da Assessoria de Gestão de Qualidade (AGQL), desde que o Sistema de Qualidade foi implantado na CISCEA houve aumento na produtividade, agilidade dos processos e diminuição de desperdício. O próximo passo para implantação do Sistema de Gestão da Qualidade está delineado no Programa Plurianual da Qualidade da CISCEA. A meta para o ano de 2015 será a certificação da Divisão Técnica (DT). “O Programa garante a continuidade da GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 47 implantação do SGQ até que toda Comissão esteja certificada dentro da Norma ISO 9001- 2008”, concluiu Paulo Carvalho. Fonte: DECEA. CISCEA passa por auditoria de manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade. Disponível em:. Acesso em: 30 ago. 2019. Fonte: DECEA (2014, on-line)2. GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E CONTROLE DA QUALIDADE TOTALUNIDADE 2 48 MATERIAL COMPLEMENTAR FILME/VÍDEO • Título: Um homem e seu sonho. • Ano: 1988. • Sinopse: “Tucker – Um homem e seu sonho” é um filme sobre a criação do modelo Torpedo pelo visionário Preston Tucker, que tinha o sonho de lançar um automóvel do futuro, logo após a Segunda Guerra Mundial. Por isso, seu carro possuía cintos de segurança, motor traseiro, freios a disco, injeção de