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Saneamento básico no ambiente 
urbano
Apresentação
Você sabia que saneamento básico ou ambiental é sinônimo de saúde? O saneamento integra 
serviços básicos, de suma importância para a vida do ser humano, principalmente nos grandes 
centros urbanos. O objetivo do saneamento é apenas um: a melhoria da saúde das comunidades e 
do meio ambiente.
A ideia do saneamento é estabelecer formas de controle ambiental por meio de políticas, serviços e 
práticas. Dessa maneira, é possível organizar grandes demandas de locais onde a natureza foi 
modificada, como é o caso da infraestrutura de centros urbanos.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai descobrir o que caracteriza um saneamento básico ou 
ambiental, vai conhecer os diversos serviços que compõem o sistema de saneamento e sua relação 
com a saúde.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Caracterizar saneamento básico ou ambiental.•
Identificar os distintos serviços inseridos no saneamento básico ou ambiental.•
Relacionar saneamento básico com saúde.•
Desafio
Em um município costeado por um rio, 10 crianças de uma escola próxima a ele apresentaram os 
mesmos sintomas: febre alta, mal-estar, falta de apetite e dores abdominais. Os casos foram 
diagnosticados como surto de hepatite A.
A prefeitura então solicita ao Departamento de Saúde e Meio Ambiente uma vistoria no local para 
averiguação do agente causador do problema de saúde dessas crianças. Durante a vistoria, o 
agente de saúde detecta a presença de um córrego nos fundos da escola e realiza a coleta de água 
para análise. Ao coletar a amostra de água, o agente percorre um trecho de 3km do rio e se depara 
com a seguinte realidade:
 
 
Com base na descrição apresentada e nas pesquisas feitas em materiais à sua escolha, indique as 
possíveis causas para o surto de hepatite A naquele local.
Infográfico
Para que se compreenda a saúde ambiental e seu impacto na saúde da população, o profissional de 
saúde precisa conhecer de saneamento ambiental, partindo dos quatro eixos principais nos quais o 
saneamento está estruturado.
 
Neste Infográfico, entenda o saneamento básico segundo a Lei no 11.445/2007, referente ao 
conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/6e4c0f7e-0db8-461b-b942-789a8c34fd4d/62d2f017-2ed0-46bf-9020-55dc05dc51cc.png
Conteúdo do livro
O saneamento básico é uma parte importante do processo de organização da saúde pública, pois é 
o elemento principal para o acesso do cidadão ao seu direito fundamental à saúde coletiva. A 
evolução histórica do saneamento é, também, a história da sobrevivência dos seres humanos, que 
ultrapassaram os desafios da natureza e superaram seus próprios limites por meio da engenharia e 
da investigação sobre a saúde, perpassando a conscientização, a prevenção e o combate a 
situações sanitárias.
Assim, o saneamento básico moderno representa uma conquista na história brasileira, mesmo que 
ainda existam desafios a serem alcançados para que essa conquista seja direcionada a todos os 
cidadãos que dela necessitam.
No capítulo Saneamento básico no ambiente urbano, você vai estudar o desenvolvimento da saúde 
sanitária no Brasil e no mundo. Além disso, vai conferir as tipologias que caracterizam esse serviço 
e articulá-las com a realidade brasileira.
SAÚDE COLETIVA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Explicar o que é saneamento básico e o seu papel nos contextos urbano 
e rural.
 > Descrever os serviços inseridos no saneamento básico.
 > Estabelecer a relação entre saneamento básico e saúde no Brasil.
Introdução
O saneamento básico é um conceito abrangente, visto que engloba diferentes 
serviços que contribuem conjuntamente para a melhoria da saúde sanitária e 
da saúde pública. Para falar sobre saneamento básico, é preciso compreender 
o papel da saúde pública e as diferentes áreas que a ela estão relacionadas, 
considerando aspectos econômicos, sociais e ambientais.
Assim, a aprendizagem perpassa uma relação íntima com a trajetória da 
saúde pública, com foco na questão sanitária, para que seja possível compre-
ender de que forma essa relação é articulada no decorrer do desenvolvimento 
humano.
Neste capítulo, você vai estudar a definição de saneamento básico e suas 
principais características, principalmente no contexto urbano. Além disso, vai 
conferir a categorização de cada um dos serviços inseridos no saneamento 
básico e suas principais características. Por fim, você vai verificar a importância 
do saneamento básico para a saúde pública brasileira.
Saneamento básico
Anna Laura Brandão Albuquerque Leite
Saneamento básico e desenvolvimento 
urbano
Saneamento básico é um termo comumente discutido na atualidade, porém 
a sua definição não é de conhecimento geral. Ao falar de saneamento básico, 
a discussão é resumida à água potável e ao destino do esgoto. Esses dois 
elementos são, de fato, parte do saneamento básico, porém é preciso aprofun-
dar a reflexão sobre a abrangência de intervenções e serviços que definem e 
configuram a importância da saúde pública associada ao saneamento básico. 
A Figura 1 apresenta a definição de saneamento básico.
Figura 1. Definição de saneamento básico.
O que é saneamento básico? 
Compreende os serviços de tratamento e abastecimento de água, incluindo a drenagem 
e o manejo da água das chuvas. Inclui também a limpeza urbana, como a coleta e o 
destino do lixo e a coleta e o tratamento dos esgotos. Portanto, abrange toda a 
infraestrutura necessária para a proteção da saúde pública, tendo impacto direto na vida 
de todos os cidadãos. 
De acordo com Rosa, Fraceto e Moschini-Carlos (2012), o saneamento 
básico refere-se a um conjunto de ações que visam a aumentar os níveis 
de salubridade ambiental de um território e beneficiar a sua população, 
ou seja, condições que favorecem a saúde e o bem-estar das pessoas quanto à 
qualidade do ambiente físico, às condições sanitárias e à ausência de agentes 
nocivos que possam afetar a sua saúde. Dessa forma, são ações importantes 
que, quando implementadas de forma adequada, impactam positivamente o 
bem-estar e a saúde da população, configurando-se, assim, como um direito 
fundamental dos cidadãos (Brasil, 2004). 
A saúde sanitária foi uma problemática social durante muitos anos, quando 
a identificação de possíveis contaminações era restrita, principalmente pelo 
baixo desenvolvimento médico-científico. Devido à dificuldade em identificar 
quais eram os problemas sanitários, tornava-se ainda mais difícil implemen-
tar ações preventivas e de conscientização; tanto a identificação quanto as 
ações preventivas constituem uma prática moderna. A história humana é, 
também, uma história de luta pela sobrevivência, cujo objetivo principal era 
conseguir suprir as necessidades básicas, o que incluía a busca por água 
potável (Nunes; Diaz, 2020). 
Saneamento básico2
Em uma sequência de conhecimentos históricos detalhada, Nunes e Diaz 
(2020) mencionam provas da existência de coletores de esgoto pelos babilô-
nicos em 3750 a.C. e de tubulações de cobre no Egito em 2750 a.C. Além disso, 
os egípcios passaram a utilizar sulfato de alumínio para clarear a água por volta 
de 2000 a.C. Em Creta, no ano 1700 a.C., datam salas de banho com sistemas 
de água residuárias, além dos aquedutos romanos. Em 400 a.C., é datada a 
construção de banheiros comunitários. Portanto, é possível identificar que 
a preocupação com a saúde sanitária existe há muito tempo, inclusive, em 
paralelo ao desenvolvimento da engenharia. 
Entretanto, somente com a Revolução Industrial é que a saúde pública 
passa por uma verdadeira transformação em aspectos sociais. A necessidade 
de mão de obra nas fábricas e o êxodo rural, que intensificou a transição 
de populações rurais para as regiões urbanas, resultaram em grandes con-
centrações nas cidades,aumentando o problema sanitário, em virtude de 
infraestruturas precárias e baixas condições de higiene e de qualidade de 
vida, contribuindo para o aumento dos surtos de doenças epidêmicas. 
Em 1848, é criado o primeiro Conselho de Saúde, na Inglaterra, devido à 
investigação desenvolvida pelo governo da rainha Vitória sobre as condições de 
saúde da classe trabalhadora inglesa (Rodrigues; Alves, 1977), o que contribuiu 
para o desenvolvimento de estudos na área da saúde pública e do saneamento 
básico e para a compreensão desse cenário como um problema social. 
As condições de higiene em alguns países europeus, como França, 
Alemanha e Inglaterra, eram absurdamente precárias. O aumento de 
camponeses nos centros urbanos acompanhou a superlotação em moradias, 
nas quais os detritos eram acumulados em recipientes e periodicamente trans-
feridos aos reservatórios públicos. Entretanto, por vezes esses recipientes eram 
atirados às ruas. O fornecimento de água e a limpeza urbana não acompanhavam 
a expansão industrial, visto que as grandes fábricas produziam cada vez mais 
dejetos. Doenças transmissíveis por água contaminada, como cólera e febre 
tifoide, dizimaram milhares de pessoas nesse período, assim como a peste 
bubônica, que era transmitida pela pulga de ratos que circulavam por esses 
ambientes (Cavinatto, 1996).
Saneamento básico 3
Os marcos históricos demonstram que o desenvolvimento de técnicas para 
obter água limpa e para a construção de espaços de destino para resíduos 
é recente, refletindo um objetivo ainda contemporâneo da Organização das 
Nações Unidas (ONU, 2015) em promover abordagens alternativas para o direito 
humano à água potável e ao esgotamento sanitário, constituindo, ainda, um 
problema de saúde pública em muitos territórios.
Para falar da saúde sanitária brasileira, primeiramente é preciso falar 
dos povos originários tradicionais. Conforme destacam Nunes e Diaz (2020), 
os povos indígenas tinham “hábitos salutares”, que envolviam o banho diário 
e espaços específicos para dejetos. Além disso, é importante ressaltar que a 
cultura de respeito à natureza contribuía para uma situação sanitária contro-
lada e organizada. Contudo, a história brasileira também remonta a Portugal. 
Como mencionado até aqui, a realidade da saúde pública na Europa era 
precária. A chegada dos portugueses e das pessoas na condição de escra-
vização disseminou doenças pelo Brasil, visto que a imunidade dos povos 
originários era distinta, uma vez que estão inseridos em contextos ambientais 
completamente diferentes e eram muito mais sensíveis à contaminação. 
Em meados de 1500, a política legislativa portuguesa logo se estendeu ao 
Brasil, durante o processo de ocupação, exploração e colonização. Segundo 
Rodrigues e Alves (1977), os encarregados da saúde portugueses tinham 
a responsabilidade de fiscalizar os alimentos. Contudo, somente em 1521 
foram instituídos em Portugal os regimentos de físico-mor e cirurgião-mor 
do reino. Assim, o Brasil, paralelamente, passa a ter comissários-delegados, 
que começam a formar profissionais da física (responsáveis, na época, pelos 
estudos sobre o que hoje chamamos de cuidados sanitários) e autorizar a 
prática de cura, ou seja, pessoas aptas a praticar tratamentos de cura. Assim, 
práticas de investigação, fiscalização e cura passam a ser realizadas no país. 
De acordo com Nunes e Dias (2020), o marco inicial do saneamento brasileiro 
foi em 1561, com a escavação do primeiro poço para abastecer a cidade do 
Rio de Janeiro, de forma bastante rudimentar, com o abastecimento através 
de chafarizes e fontes próprias. Somente em 1750 foram construídos os pri-
meiros aquedutos e, em 1864, a primeira rede de esgoto. Essas construções 
são iniciadas pela necessidade de uma estrutura mínima para a mudança da 
coroa portuguesa para o Brasil. Assim, é necessário o investimento na saúde 
pública e no saneamento básico. 
O período de investimento se inicia em 1892, conforme a Figura 2.
Saneamento básico4
Figura 2. Criação do serviço sanitário no Brasil.
Fonte: Adaptada de Rodrigues e Alves (1977) e Nunes e Diaz (2020).
Da criação do 
serviço sanitário 
até a era 
Oswaldo Cruz
O serviço sanitário foi criado pela Lei nº 43, de 18 de 
julho de 1892, que discriminava os órgãos responsáveis 
pela fiscalização e pela avaliação da higiene e da 
salubridade urbana, pelo estudo das problemáticas de 
saúde pública, pelo saneamento e pelas práticas de 
prevenção, combate e atenuação das doenças 
endêmicas transmissíveis. 
Oswaldo Cruz marcou a história da saúde pública 
brasileira, principalmente pela imposição da 
vacinação como forma de proteção.
A chamada “nova era da higiene nacional” é instituída 
em meados de 1903, quando o médico Oswaldo Cruz 
assume a Diretoria Geral de Saúde Pública em um 
cenário de epidemias e mortes, como a peste 
bubônica, a febre amarela e a varíola.
Entretanto, para além da defesa, a prática de vacinação assumiu moldes 
militares, com uma polícia sanitária que agia de forma agressiva e causava 
medo e resistência na população. A resistência civil foi tão grande que gerou 
o que ficou conhecido como “Revolta da Vacina” (Nunes; Diaz, 2020). 
A Revolta da Vacina foi um movimento popular ocorrido no Rio de 
Janeiro em 1904, em resposta às medidas sanitárias impostas para 
combater doenças epidemiológicas que estavam provocando muitas mortes, 
como a varíola e a peste bubônica. A Lei da Vacina Obrigatória, aprovada no 
mesmo ano, determinava a vacinação compulsória, inspeções sanitárias em do-
micílios e multas a quem se recusasse a obedecer às medidas. Isso provocou uma 
onda de medo e desinformação, devido à ausência de práticas de sensibilização 
e conscientização sobre os efeitos da vacina, e de questões sociais e urbanas, 
visto que a população em maior situação de vulnerabilidade era mais afetada. 
A vivência do autoritarismo interferia diretamente na liberdade individual, 
o que levou a população ao extremo de se revoltar contra o governo por meio de 
protestos, manifestações e enfrentamento das autoridades (Nunes; Diaz, 2020). 
Saneamento básico 5
No decorrer do século, a saúde pública foi sendo desenvolvida e legislada. 
O Decreto nº 16.300, de 31 de dezembro de 1923 (Brasil, 1923), durante muitos 
anos, seguiu como Regulamento Sanitário Federal e, inclusive, foi destacado 
nas Constituições Federais anteriores. No desenvolvimento da discussão sobre 
saúde pública, o saneamento básico passa a se tornar um conceito específico 
referente aos serviços que vão contribuir para a saúde pública de forma geral. 
Algumas das importantes legislações relacionadas à saúde sanitária en-
volvem: a criação do Ministério da Saúde, pelo Decreto nº 19.402/1930, que 
centraliza as políticas de saúde pública e sanitária como responsabilidade 
federal (Brasil, 1930); a Lei dos Serviços de Saneamento (Lei nº 6.766/1979), 
também conhecida como Política Nacional de Saneamento (Brasil, 1979), que 
dispôs sobre o parcelamento do solo urbano e estabeleceu diretrizes para a 
execução de serviços de saneamento básico, como abastecimento de água, 
esgotamento sanitário, drenagem urbana, entre outros, estabeleceu diretrizes 
para o setor de saneamento, visando à universalização dos serviços até então 
privatizados; e a criação da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) (Brasil, 
2018), para atuar na promoção de saúde pública, especialmente em áreas 
de saneamento básico e controle de doenças endêmicas. Na Constituição 
Federal de 1988, o saneamento básico é referido como competência da União, 
e é atribuição do Sistema Único de Saúde (SUS) participar da formulação da 
política e da execução de ações de saneamento básico (Brasil, 1988).
Já no século XXI, estima-se que 20% da população mundial não tem acesso 
à água potável e que 50% da população tem problemas sanitários. Trazendo 
esses dados para a realidade brasileira, 8% da população urbana e 22% da 
população rural não têm acesso à água tratada para consumo. A falta de acesso 
à águapotável e o esgotamento sanitário são problemas sociais que causam 
fatalidade, portanto é preciso repensar as estratégias de conscientização, pre-
venção e modificação dessa realidade (Rosa; Fraceto; Moschini-Carlos, 2012). 
O saneamento básico tem relevância nos diferentes aspectos da socie-
dade. No nível econômico, representa o investimento estatal, garantindo 
uma política de saúde pública que responde às necessidades sanitárias da 
população. Já no nível social, compreende a dignidade humana enquanto o 
direito fundamental de acesso a uma saúde pública de qualidade, promovendo 
o bem-estar e a saúde do cidadão. Por fim, no nível ambiental, representa a 
possibilidade de reaproveitamento dos recursos, minimizando os impactos 
ambientais provocados pela ação do homem na natureza. Na próxima seção, 
serão analisados quais serviços compõem o saneamento básico, identificando 
a sua importância para a garantia do direito da população ao saneamento 
enquanto garantia da qualidade de vida e acesso à saúde pública.
Saneamento básico6
Saneamento básico e os serviços 
que o compõem
Os serviços inseridos no saneamento básico geralmente englobam várias 
atividades essenciais para garantir a saúde pública e a qualidade de vida 
das comunidades. Essas atividades são, ao mesmo tempo, independentes e 
complementares, visto que têm finalidades distintas, mas contribuem con-
juntamente para a garantia da saúde pública e a melhoria da qualidade de 
vida da população. 
Ter acesso a serviços de saneamento básico contribui para a garantia dos 
direitos fundamentais dos cidadãos à saúde, à dignidade e ao bem-estar. 
A Figura 3 apresenta os cinco principais serviços que compõem o saneamento 
básico.
O primeiro tipo de serviço é o abastecimento de água, composto de cinco 
etapas, apresentadas a seguir, de acordo com o Manual de Saneamento da 
Fundação Nacional de Saúde (Brasil, 2004) e os anais do 48º Congresso Nacional 
de Saneamento Ambiental de 2018 (ABES, 2018).
 � Captação da água bruta: a água bruta é captada de fontes naturais, 
que podem conter impurezas e elementos contaminantes, de modo 
que precisa passar pela próxima etapa.
 � Tratamento da água bruta: envolve uma série de processos de trata-
mento para remover as impurezas e tornar a água potável. 
 � Armazenamento: a água é armazenada em reservatórios para garantir 
disponibilidade contínua e regularidade no abastecimento. 
 � Distribuição: a água tratada é direcionada por meio de redes de dis-
tribuição, e a pressurização é feita para garantir que a água chegue às 
residências e aos estabelecimentos comerciais. 
 � Monitoramento da qualidade da água: durante todo o processo, a 
qualidade da água é rigorosamente monitorada, incluindo análises 
periódicas para verificar a presença de contaminantes e garantir que 
os padrões de qualidade sejam atendidos. 
Portanto, cada etapa é crucial para assegurar que a água fornecida seja 
segura para o consumo humano, sendo o objetivo final fornecer uma água 
potável que atenda aos padrões de qualidade estabelecidos, protegendo a 
saúde pública e promovendo o bem-estar da população.
Saneamento básico 7
Figura 3. Tipos de serviços que compõem o saneamento básico.
1. Abastecimento 
de água
Trata-se do fornecimento de água potável para residências, 
indústrias e estabelecimentos comerciais. Envolve desde a 
captação da água bruta (de fontes como rios e lagos) até o 
tratamento necessário para torná-la própria para consumo 
humano. O processo de abastecimento de água potável 
envolve diversas etapas essenciais para garantir que a água 
seja segura para o consumo humano.
2. Coleta e 
tratamento 
de esgoto
Envolve a coleta, o transporte e o tratamento dos esgotos 
gerados pelas atividades humanas. O tratamento é 
fundamental para remover poluentes e microrganismos 
antes de devolver a água tratada ao meio ambiente, com o 
objetivo de reduzir o impacto ambiental e proteger a saúde 
pública. O processo de coleta e tratamento de esgoto é 
fundamental para a preservação ambiental e a saúde 
pública. 
Inclui a coleta, o transporte, o tratamento e a disposição final 
dos resíduos sólidos urbanos de forma adequada, podendo 
envolver reciclagem, aterros sanitários e outras práticas que 
visam a reduzir o impacto ambiental e promover a 
sustentabilidade.
3. Manejo de 
resíduos 
sólidos 
Refere-se ao manejo das águas pluviais, com o objetivo de 
prevenir inundações e alagamentos nas áreas urbanas, o que 
inclui a construção de sistemas de drenagem e galerias 
pluviais, por exemplo. Esse manejo é de extrema importância 
para evitar enchentes e alagamentos, além de possibilitar o 
aproveitamento sustentável dessas águas. 
4. Drenagem 
urbana
A limpeza urbana é essencial para a manutenção da saúde 
sanitária. Inclui a coleta de lixo domiciliar e a limpeza de vias 
públicas, praças e áreas comuns, garantindo um ambiente 
limpo e saudável para a população. O processo de limpeza 
urbana abrange uma série de atividades que visam a manter 
as áreas urbanas limpas, ordenadas e livres de resíduos, 
contribuindo para a saúde pública e o bem-estar da 
população. A coleta de lixo domiciliar pode ser regular, como 
aquelas realizadas periodicamente por caminhões 
específicos, seguindo um calendário estabelecido pela 
prefeitura ou empresa responsável pelo serviço. 
5. Limpeza 
urbana 
Saneamento básico8
O segundo tipo de serviço que compõe o saneamento básico é a coleta e o 
tratamento de esgoto, composto de três etapas. A primeira e principal etapa 
é a coleta de esgoto por meio da rede de coleta, quando o esgoto é coletado 
de tubulações subterrâneas que captam o esgoto gerado por residências, 
indústrias e estabelecimentos comerciais e é direcionado para estações de 
tratamento ou estações elevatórias. Essas estações são utilizadas em áreas 
com topografia desfavorável, bombeando o esgoto até o ponto de tratamento. 
A segunda etapa é o tratamento de esgoto, que envolve diferentes métodos, 
como o gradeamento, a desarenação e o desengorduramento, tratamento 
primário físico-químico, tratamento secundário por lagoas de estabilização e/
ou filtração terciária. Cada um desses métodos tem finalidades específicas de 
acordo com a necessidade de tratamento do esgoto. A terceira etapa consiste 
na disposição final ou reúso, pois, depois de tratado, o esgoto pode seguir 
diferentes destinos, como ser disposto no meio ambiente de forma controlada, 
assim como pode ocorrer a reciclagem de água (Brasil, 2004; ABES, 2018). 
O terceiro tipo de serviços é o manejo de resíduos sólidos, que representa 
uma parte crucial do processo de saneamento básico: a forma de manusear 
tais resíduos. Os resíduos sólidos podem ser coletados por meio da coleta 
domiciliar e comercial, ou seja, de forma regular por caminhões coletores, 
ou pela coleta seletiva, visando a facilitar o processo de reciclagem. O trans-
porte desses resíduos pode ser para estações de transferência ou para cami-
nhões adequados, que garantam o transporte seguro até espaços adequados. 
O tratamento será diferente conforme os tipos de resíduos (orgânicos, reci-
cláveis ou não recicláveis). A disposição final, portanto, é o local final para 
esses resíduos, podendo ser aterros sanitários, reciclagem ou compostagem 
(Brasil, 2004; ABES, 2018). 
A reciclagem e a compostagem têm muitos benefícios ambientais, visto 
que possibilitam a redução da quantidade de resíduos enviados para aterros 
sanitários, conservam recursos naturais e reduzem a poluição. Além disso, a 
reciclagem impulsiona a economia de energia, visto que reciclar muitas vezes 
requer menos energia do que produzir novos materiais, promovendo o uso 
eficiente de materiais e energia (Brasil, 2004; ABES, 2018).
O quarto tipo de serviço de saneamento básico é a drenagem urbana, ou 
seja, a forma de utilização das águas pluviais. Podem ser utilizados sistemas 
para prevenção de enchentes e alagamentos, como drenagem urbana con-
vencional, por meio de sistemas de tubulações subterrâneas, que captam 
e transportamáguas, canais e córregos ou bacias de detenção e retenção, 
espécies de piscinões que armazenam água temporariamente, liberando-a 
de forma gradual para o sistema de drenagem. Também pode ser utilizado o 
Saneamento básico 9
sistema de tecnologias de infraestrutura verde, como telhados verdes, que 
absorvem parte da água, pavimentos permeáveis, que permitem a infiltração 
da água no solo, e jardins de chuva, projetados para captar e infiltrar água 
pluvial. Portanto, são variadas as formas de tratamento e reutilização das 
águas pluviais no processo de drenagem urbana, o que traz muitos benefícios 
para a gestão sustentável e, consequentemente, evita o acúmulo de água em 
residências e comércios, problemática que afeta diretamente o cotidiano da 
população, principalmente das grandes cidades (Brasil, 2004; ABES, 2018).
O último tipo de serviço é a limpeza urbana, que envolve principalmente 
a coleta de lixo por meio de caminhões. Após a coleta, o lixo passa por um 
processo de separação e acondicionamento, em que se incentiva que sejam 
separados os resíduos em categorias como orgânicos, recicláveis (plástico, 
papel, metal, vidro) e não recicláveis. Então, os lixos são acondicionados em 
sacos plásticos adequados ou recipientes, para facilitar a coleta e evitar 
vazamentos ou sujeira nas vias públicas (Brasil, 2004; ABES, 2018). 
Mesmo com essa organização teórica, ainda existem graves problemas de 
saneamento básico que atingem, principalmente, a população em situação 
de vulnerabilidade social e econômica, em especial no que diz respeito às 
condições de moradia e acesso à educação e à saúde. Essa consciência crítica 
é essencial para a formação de profissionais que vão trabalhar com saúde 
e com populações vulneráveis. É importante identificar que a desigualdade 
social é um elemento fundante do modelo de sociedade que vivemos e, mesmo 
com a política de saneamento básico em contínuo desenvolvimento, ainda 
existem limites de intervenção. 
A relação entre serviço social e educação ambiental compreende a 
importância de ações educativas e a responsabilidade profissional 
para com as expressões da questão social, que se manifestam em problemáticas 
sociais na realidade, desde a desigualdade social até os problemas de natureza 
ambiental. Essas problemáticas e suas complexidades exigem, cada vez mais, 
novas formas de intervenção que venham a considerar uma sociedade mais 
sustentável. De acordo com o Plano Internacional de Implementação da Unesco 
(2005), uma sociedade sustentável compreende que todos os aspectos da vida 
humana sejam compatíveis com o desenvolvimento sustentável e, ainda, exige 
a participação das instituições públicas em todos os tipos de governo. 
Desse modo, a prática profissional do assistente social no contexto da 
saúde pública e, mais especificamente, da educação ambiental envolve ações 
de sensibilização e conscientização na execução de programas e projetos so-
cioambientais, a fim de construir relações entre pessoas no cotidiano da vida 
social e alcançar melhor qualidade de vida e bem-estar. 
Saneamento básico10
A saúde pública e a educação sanitária compreendem a melhoria da qualidade 
de vida humana, envolvendo políticas de saúde, habitação e educação. Desse 
modo, construir o diálogo com outras categorias profissionais na área da saúde 
é de extrema importância para o papel do serviço social.
Esses serviços são de extrema importância para a manutenção da saúde 
pública, uma vez que reduzem o risco de proliferação de doenças transmitidas 
por vetores, como mosquitos e roedores, aumentando a qualidade de vida da 
população. Além disso, eles contribuem para um ambiente mais agradável e 
seguro para os moradores e visitantes, garantem a preservação ambiental, 
minimizama poluição visual e ambiental e promovem a sustentabilidade 
urbana. Por fim, eles fortalecem a cidadania, estimulando práticas de res-
ponsabilidade ambiental e civil entre os cidadãos. Na próxima seção, será 
analisada a importância do saneamento básico no contexto específico da 
saúde brasileira, a fim de identificar particularidades do desenvolvimento 
sócio-histórico do país que influenciaram diretamente a construção da política 
de saneamento básico. 
Importância do saneamento básico 
na saúde pública brasileira
Até aqui, foi analisada a importância do saneamento para as diferentes áreas 
da vida do cidadão brasileiro. É importante, ainda, destacar a importância da 
promoção da educação ambiental por meio de campanhas educativas para 
sensibilizar a população sobre a importância da separação de resíduos e do 
descarte adequado, além de utilizar as novas tecnologias para o monitora-
mento, como câmeras de vigilância e sistemas de informação, que podem a 
otimizar as rotas de coleta e identificar pontos críticos de sujeira.
A articulação da equipe multidisciplinar é essencial para trabalhar as 
ações de conscientização e prevenção em saúde pública. Na prática 
profissional, unidades de saúde buscam realizar ações de diálogo com a popula-
ção sobre as doenças causadas pela falta de saneamento básico, relembrando a 
população de que o saneamento básico é uma política pública e que, para além 
da responsabilidade individual de cuidado com objetos cortantes e relações 
sexuais desprotegidas, os ambientes públicos necessitam de saneamento básico 
para evitar a criação de ambientes propícios às doenças. 
Saneamento básico 11
As águas de rios e lagoas, o solo e o próprio lixo se tornam fontes de contami-
nação e ameaça à saúde pública. Essas informações podem ser uma ação conjunta 
entre enfermagem e serviço social, para que a população possa ser informada e 
tirar suas dúvidas sobre as formas de contaminação, além de ser orientada sobre 
os espaços de testagem de doenças e de tratamento adequado à sua situação. 
A educação sanitária é uma estratégia profissional que visa à melhoria da saúde 
e do bem-estar da população.
A falta de saneamento básico adequado é um grave problema de saúde 
pública que está diretamente relacionado à propagação de doenças trans-
mitidas pela água e por problemas respiratórios, especialmente em áreas 
de baixa renda e em países em desenvolvimento (Brasil, 2004; Santos et al., 
2018). Isso porque pessoas em situação de vulnerabilidade social estão ainda 
mais expostas a precárias condições de habitação, acesso à saúde, educação 
e assistência social. Desse modo, a falta de saneamento se correlaciona com 
esses problemas sociais. 
Um exemplo são as doenças transmitidas pela água contaminada, como a 
diarreia. Essa é uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o 
mundo, especialmente em crianças com idade inferir a 5 anos. A contaminação 
fecal-oral devido à falta de acesso à água potável segura e ao saneamento 
adequado é um fator significativo. A cólera e a febre tifoide são doenças 
bacterianas transmitidas pela ingestão de água ou alimentos contamina-
dos por fezes humanas ou de pessoas infectadas. Além disso, há infecções 
respiratórias derivadas da falta de condições adequadas de higiene e sane-
amento, especialmente em ambientes em que o saneamento é precário e há 
aglomeração de pessoas (Nunes; Diaz, 2020; OMS, 2023).
A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023), no relatório “Progresso em 
água potável para uso doméstico, saneamento e higiene 2000-2022”, docu-
mento conjunto com a Unicef, estima que cerca de 1,4 milhões de pessoas 
morrem anualmente de doenças relacionadas à água insalubre e à falta de 
saneamento básico adequado. Além disso, este relatório da OMS de 2019 
indica que melhorias no acesso ao saneamento e água potável podem reduzir 
significativamente a incidência de doenças diarreicas. Destaca ainda que 
crianças em áreas sem acesso a saneamento adequado têm maior probabi-
lidade de contrair doenças como diarreia e cólera, o que contribui para altas 
taxas de mortalidade infantil. 
Saneamento básico12
Antes da implementação de programas de saneamento básico na 
região Nordeste do Brasil, áreas rurais e urbanas enfrentavamaltas 
taxas de doenças diarreicas entre crianças. Com investimentos em saneamento, 
incluindo melhorias no abastecimento de água e tratamento de esgoto, houve 
uma redução significativa na incidência dessas doenças, melhorando significa-
tivamente a qualidade de vida da população dessa região (Brasil, 2004; Santos 
et al., 2018). 
Além dos impactos diretos na saúde, a falta de saneamento básico contribui 
para a pobreza e o subdesenvolvimento econômico, visto que as famílias 
gastam mais recursos com o tratamento de doenças relacionadas à água e 
à sua produtividade, de modo que a sua força de trabalho é reduzida devido 
à doença e à falta de água limpa (Santos et al., 2018).
O saneamento básico adequado não é apenas uma questão de conforto 
e infraestrutura, mas sim uma necessidade crítica para melhorar a saúde 
pública e promover o desenvolvimento sustentável. A implementação eficaz 
de serviços de saneamento básico não apenas salva vidas, mas também eleva 
a qualidade de vida e reduz os custos associados aos cuidados de saúde. 
As evidências apresentadas por organizações internacionais e estudos de 
caso demonstram claramente que investir em saneamento básico é essencial 
para o bem-estar humano e o progresso social.
Em resumo, a limpeza urbana é um conjunto de ações integradas que, 
quando bem executadas, garantem um ambiente urbano mais limpo, sau-
dável e agradável para todos os seus habitantes, promovendo a qualidade 
de vida e a sustentabilidade das cidades. Esses serviços são fundamentais 
para garantir condições básicas de higiene, saúde e qualidade de vida para 
a população, além de promoverem a sustentabilidade ambiental das áreas 
urbanas e rurais.
A presença de uma equipe multidisciplinar no campo da política pública 
de saneamento básico é de extrema importância para a efetivação das ações, 
programas e projetos de melhoria da saúde pública (Carneiro et al., 2016). 
Essa equipe abrange profissionais de diferentes áreas, como serviço social, 
enfermagem, psicólogos e médicos, de acordo com os espaços de atuação na 
promoção da saúde, na prevenção de doenças e nos cuidados com os usuários/
pacientes. A atuação está diretamente relacionada ao saneamento básico, 
que desempenha um papel fundamental na promoção da saúde pública por 
meio de ações como a prevenção de doenças e o controle de infecções. Assim,
Saneamento básico 13
O saneamento básico é um direito de necessidade imediata, pois, sua ausência 
ou deficiência influencia negativamente no meio ambiente, na qualidade de 
vida e saúde da população, sendo inadmissível pensar a existência de uma 
sociedade em desenvolvimento sem esta prestar serviços básicos em quan-
tidade e qualidade suficiente, como o saneamento (Santos et al., 2018, p. 249).
Enquanto direito da população, os profissionais da saúde desempenham 
um importante papel na educação em saúde, orientando a comunidade sobre 
práticas de higiene pessoal e ambiental, incentivando a adoção de compor-
tamentos saudáveis, que são suportados por um ambiente limpo e seguro, 
proporcionado pelo saneamento básico (Carneiro et al., 2016). Os cuidados 
de saúde, por meio da sensibilização, da conscientização, da prevenção e do 
tratamento de doenças relacionadas ao saneamento, são realizados pelos 
profissionais de saúde ao tratarem pacientes com doenças que podem ser 
prevenidas ou mitigadas com acesso adequado à água potável e ao sanea-
mento. O assistente social é o profissional chamado para atuar com políticas 
públicas, ao intervir e orientar sobre os direitos sociais (Pereira; Souza, 2022).
O papel do serviço social é representado pelos seguintes norteadores da 
prática profissional: teórico-metodológico, que destaca a importância do 
aprofundamento teórico e do estudo sobre as diferentes áreas que envolvem 
a saúde coletiva, para que possa ser promovida a educação em saúde com os 
usuários; ético-político, que compreende a defesa dos direitos dos usuários, 
do acesso igualitário às políticas públicas e às condições mínimas de saúde 
que promovam o bem-estar e a qualidade de vida; e técnico-operativo, que 
representa a intervenção profissional por meio de instrumentos que podem 
ser utilizados na prática (Pereira; Souza, 2022). 
Desse modo, é de extrema importância que os profissionais da saúde 
estejam articulados na promoção da importância do ambiente hospitalar ou 
de cuidados de saúde, além de manterem o compromisso com a fiscalização 
das condições de moradia e dos territórios onde essas populações estão 
inseridas. Os profissionais de saúde são, muitas vezes, defensores ativos 
da saúde pública e podem lutar por políticas e programas que promovam 
o acesso universal ao saneamento básico como um direito humano funda-
mental (Pereira; Souza, 2022). Isso pode ser feito por meio de intervenções 
comunitárias com programas que visam a melhorar o saneamento em áreas 
carentes, colaborando com equipes multidisciplinares para implementar 
soluções eficazes e sustentáveis para promover um impacto na qualidade 
de vida dessas populações. 
Saneamento básico14
A importância da participação social de diferentes áreas é defendida por 
autores como Heller e Castro (2013), que destacam a necessidade de uma abor-
dagem integrada dos serviços de saneamento que reúna tanto as dimensões 
da saúde pública como as dimensões tecnológicas. Aqui, destaca-se o papel 
do serviço social diante de uma política pública de saneamento básico que se 
revela fragmentada e desigual, com consequências que atingem a população, 
principalmente aquela em situação de vulnerabilidade. 
Em suma, o saneamento básico e a prática interdisciplinar de enfermeiros, 
assistentes sociais, agentes de saúde, médicos e outros profissionais estão 
intrinsecamente ligados pela promoção da saúde, pelo trabalho coletivo na 
prevenção de doenças e pelo objetivo de alcançar a melhoria da qualidade de 
vida das populações atendidas. Portanto, a colaboração entre profissionais 
de saúde e defensores do saneamento é essencial para alcançar progressos 
significativos na saúde pública global.
Assim, em aspectos econômicos, o Estado é responsável pela elaboração, 
execução e avaliação de políticas públicas, sendo responsável pela garantia 
da saúde dos cidadãos. Conforme o estudo realizado pelo Ministério da 
Saúde (Brasil, 2004), a prevenção de doenças representa um ganho tanto 
para a população como para o próprio Estado. Ou seja, por meio de políticas 
públicas de prevenção e combate à doenças, menos pessoas ficam doentes, 
e o Estado tem menos custos de tratamento. Ainda, os ganhos em saúde 
significam mortes evitadas, maiores anos de vida produtiva e maior valor do 
trabalho. Portanto, são ganhos econômicos e sociais que contribuem para a 
melhoria da qualidade de vida da população, o que é benéfico para o bolso 
do Estado, destacando a relação de desigualdade social e os interesses 
conflituosos da sociedade. 
O saneamento básico representa, portanto, um importante aspecto da 
saúde pública e um direito da população. Como profissionais da saúde, 
é preciso pensar em estratégias de melhoria do acesso às condições sanitá-
rias, dos territórios que contam com habitação precária e do próprio acesso 
à saúde e às campanhas, bem como em estratégias para o desenvolvimento 
de programas e projetos de conscientização sobre saúde e suas formas de 
prevenção. 
Referências 
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NACIONAL DE SANEAMENTO AMBIENTAL, 48.,2018. Anais [...]. Fortaleza: Assemae, 2018. 
Disponível em: https://trabalhosassemae.com.br/2018/48cnsa/anais/Anais_48CNSA_Fi-
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Saneamento básico 15
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BRASIL. Decreto n. 16.300, de 31 de dezembro de 1923. Aprova o regulamento do De-
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Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1910-1929/d16300.htm.Acesso em: 1 ago. 2024.
BRASIL. Decreto n. 19.402, de 11 de agosto de 1930. Cria uma Secretaria de Estado com a 
denominação de Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública. Rio de Janeiro: 
Republica, 1930.
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Nacional de Saúde, 2018. v. 1. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publica-
coes/manual_saneamento_3ed_rev_p1.pdf. Acesso em: 26 jul. 2024.
BRASIL. Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979. Dispõe sobre o parcelamento do solo 
urbano e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 1979. Disponível 
em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6766.htm. Acesso em: 26 jul. 2024.
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pacto na saúde das ações de saneamento: marco conceitual e estratégia metodológica. 
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CAVINATTO, V. M. Saneamento básico: fonte de saúde e bem-estar. 13. ed. São Paulo: 
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HELLER, L.; CASTRO, E. C. (org.). Política pública e gestão de serviços de saneamento. 
Belo Horizonte: UFMG; Rio de Janeiro: Fiocruz, 2013. 
NUNES, L. R.; DIAZ, R. R. L. A evolução do saneamento básico na história e o debate de 
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focus on household drinking water. New York: UNICEF; WHO, 2023. 
ONU. Direito humano à água potável e ao esgotamento sanitário. Assembleia 
Geral, jul. 2015. Disponível em: https://ondasbrasil.org/wp-content/uplo-
ads/2019/09/OITAVO-Relat%C3%B3rio-%E2%80%93-Direitos-humanos-%C3%A0-
-%C3%A1gua-pot%C3%A1vel-e-ao-esgotamento-sanit%C3%A1rio.pdf. Acesso em: 1 
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PEREIRA, M. D. A.; SOUZA, V. F. (eds.). Boas práticas agropecuárias: bovinos e bubalinos 
de corte: manual orientador. 3. ed. ampl. rev. Campo Grande, MS: Embrapa, 2022. 
RODRIGUES, B. A.; ALVES, A. L. Evolução institucional da saúde pública. Brasília: Minis-
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Saneamento básico16
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2005-2014: documento final esquema internacional de implementação. Brasília: UNESCO, 
2005. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000139937_por. Acesso 
em: 26 jul. 2024.
Leituras recomendadas
HELLER, L. (org.). Saneamento como política pública: um olhar a partir dos desafios do 
SUS. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2018. 
MOREIRA, I. S. Serviço social e meio ambiente: a contribuição do assistente social em 
programa de aceleração do crescimento - PAC. 167 f. 2013. Tese (Doutorado em Serviço 
Social) - Universidade Estadual Paulista “Júlio De Mesquita Filho”, Franca, 2013. 
SÃO PAULO. Lei n. 43 de 18 de julho de 1892. Organiza o serviço sanitário do Estado. 
São Paulo: Assembleia Legislativa, 1892. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/
repositorio/legislacao/lei/1892/lei-43-18.07.1892.html. Acesso em: 26 jul. 2024.
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Saneamento básico 17
Dica do professor
O saneamento básico é de suma importância para o desenvolvimento sustentável das cidades e 
para a saúde da população. Sem ele pode ocorrer a propagação de diversas doenças epidêmicas de 
grande impacto.
 
Nesta Dica do Professor, conheça as diretrizes nacionais de saneamento básico e seus princípios 
fundamentais para essas ações, previstos na Lei no 11.445/2007.
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Exercícios
1) A água doce é elemento fundamental para a manutenção da vida do planeta. Se a água não 
estiver adequada para o consumo, não há como sobreviver de modo saudável.
 
O termo “saneamento básico” foi cunhado em função de diversos fatores. Analise as 
sentenças como verdadeiras (V) ou falsas (F) enquanto fatores que justificam essa prática:
 
( ) Baseado no volume escasso de água doce disponível que é a única passível de ser 
consumida pelo ser humano.
 
( ) Ao fato de que a água é fundamental para a vida das plantações, dos animais e dos seres 
humanos.
 
( ) Pelos aquedutos serem construções enormes realizadas por povos antigos para conduzir 
água potável até as cidadelas.
 
( ) Pelo fato de que 46% da população mundial não têm acesso à água potável.
 
( ) Pelo fato de que no Brasil cerca de 46,7% de brasileiros ainda não têm esgoto tratado.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta:
A) V - F - F - F - V.
B) V - V - V - F - F.
C) V - V - F - V - V.
D) F - F - F - F - V.
E) V - F - F - V - V.
O saneamento básico é benéfico pois, ao proporcionar água potável, contribui com a 
prevenção de doenças e a melhoria de vários indicadores, como redução da mortalidade 
infantil e avanço nos níveis de educação e emprego.
 
Sobre os efeitos benéficos do saneamento básico, analise as sentenças e associe as colunas:
 
I. Melhoria da saúde da população.
II. Diminuição dos custos de tratamento da água.
2) 
III. Melhoria do potencial produtivo das pessoas.
IV. Aumento da arrecadação municipal de tributos.
V. Eliminação da poluição.
 
( ) Aumenta a qualidade de vida.
( ) Maximização do processo de tratamento de água.
( ) Contribuição para o aumento do turismo.
( ) Melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento como um todo da estrutura 
socioeconômica.
( ) Minimização dos gastos com saúde pública.
 
Assinale a alternativa correta:
A) IV - I - III - II - V.
B) I - V - II - IV - III.
C) II - III - V - IV - I.
D) III - II - V - IV - I.
E) V - IV - III - II - I.
3) Um dos desafios para garantir o saneamento básico está no fato de que é preciso que ele 
transcorra vários serviços públicos para garantir a disponibilidade adequada de água potável. 
São diversas ações conjuntas necessárias.
 
Com relação aos serviços descritos a seguir, indique aqueles que compõem o saneamento 
básico ou ambiental:
 
I. Recursos hídricos.
II. Abastecimento de água.
III. Manejo de resíduos sólidos.
IV. Manejo das águas pluviais.
V. Limpeza urbana.
 
Assinale a alternativa correta:
A) II – III – IV – V.
B) I – II – III.
C) II – III – V.
D) I – III – V.
E) I – II – III – V.
4) A Lei no 11.445/2007 estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. Em 2023, 
dois decretos presidenciais reformularam a regulamentação, gerando um novo marco legal 
do saneamento básico.
 
Um dos princípios dessa lei é a universalização dos serviços de saneamento básico, para que 
todos tenham acesso a abastecimento de água, tratamento de esgoto e um meio mais 
saudável. A lei determina que a esfera ______________ elabore o Plano de Saneamento. As 
ações de saneamento básico são serviços da esfera _________________. Para que os 
municípios tenham acesso a recursos, devem elaborar seus planos municipais.
 
Dentre as mudanças ocorridas na lei em 2023, está a possibilidade de que as companhias 
___________________ de saneamento básico regularizem seus contratos com as 
___________________e que as prestações de serviço __________________ e __________________ 
nãotenham limite de parcerias de trabalho.
 
Assinale a alternativa que completa corretamente as frases:
A) Municipal – federal – públicas – privadas – estaduais – municipais.
B) Estaduais – municipais – privadas – publicas – federal – municipal.
C) Federal – municipal – privadas – publicas – estaduais – municipais.
D) Municipal – federal – privadas – estaduais públicas – municipais.
E) Federal – municipal – estaduais – municipais – privadas – públicas.
5) Sabe-se que o saneamento básico e a saúde estão diretamente ligados, sobretudo por evitar, 
por exemplo, a transmissão de doenças. Nesse sentido, quais das doenças abaixo está 
relacionada à falta de saneamento.
 
Assinale a alternativa correta.
A) Candidíase.
B) Hepatite infecciosa.
C) Pelagra.
D) Sarna.
E) Impetigo.
Na prática
Toda infraestrutura de grande porte demanda um planejamento de gestão, e com o saneamento 
ambiental não é diferente. Existe o Plano Nacional de Saneamento, realizado pelo governo federal, 
mas também existem os planos de cada munícipio, conforme suas necessidades.
Confira, Na Prática, uma situação-problema de rotina na realidade diária de um serviço público de 
saneamento básico municipal e como é possível lidar com isso.
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Por que quase metade dos brasileiros não tem rede de esgoto?
Mais de metade da população brasileira ainda não tem acesso ao saneamento básico, mas por que 
isso ainda ocorre? Neste vídeo, você vai compreender mais essa problemática que atinge a saúde 
pública.
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Técnicas inovadoras de saneamento básico
A importância e o impacto do saneamento ambiental na saúde já foram percebidos, mas quais 
técnicas inovadoras seriam possíveis de aplicar para a resolução desse problema endêmico? No 
livro Saúde ambiental (capítulo “Saneamento é o futuro”, página 201), você vai se aprofundar um 
pouco mais sobre ideias praticadas que deram certo.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saneamento básico e saúde autoavaliada nas capitais 
brasileiras: uma análise multinível
Neste artigo, conheça os parâmetros das capitais brasileiras diante do saneamento básico. Veja 
ainda o perfil atual do saneamento e da população e a importância dessa relação.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
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https://www.scielosp.org/pdf/rbepid/v23/1980-5497-rbepid-23-e200050.pdf

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