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Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:26 CADERNO DO PROFESSOR FORMAÇÃO GERAL FÍSICA PRIMEIRA SÉRIE ENSINO MÉDIO1 C A D E R N O Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:26 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:26 PRIMEIRA SÉRIE ENSINO MÉDIO CADERNO DO PROFESSOR 1 C A D E R N O FORMAÇÃO GERAL FÍSICA Carlos N. Marmo (CARLINHOS) HARLEY Sato MADSON Molina Márcio MIRANDA Ronaldo CARRILHO Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:26 Presidência: Mario Ghio Júnior Direção executiva: Thiago Brentano Rodrigues Direção de soluções educacionais: Camila Montero Vaz Cardoso Direção editorial: Lidiane Vivaldini Olo Direção pedagógica: Paulo Roberto Moraes Coordenação pedagógica: Henrique Santos Braga Gestão de projeto editorial: Flávio Matuguma (ger.), Michelle Yara Urcci Gonçalves (coord.) e Daniela Carvalho (analista) Coordenação editorial: Pietro Ferrari Edição: Alexandre Braga D'Avila, Helder Santos, Leonardo Tadashi Nakasone de Paula e Mateus Carneiro Ribeiro Alves Planejamento e controle de produção: Flávio Matuguma (ger.), Juliana Batista e Felipe Nogueira (coord.) e Anny Lima (analista) Revisão: Letícia Pieroni (coord.), Aline Cristina Vieira, Anna Clara Razvickas, Carla Bertinato, Cesar G. Sacramento, Danielle Modesto, Diego Carbone, Lilian M. Kumai, Maura Loria, Paula Rubia Baltazar, Raquel A. Taveira, Rita de Cássia C. Queiroz, Shirley Figueiredo Ayres, Tayra Alfonso e Thaise Rodrigues Arte: André Gomes Vitale (ger.) , Catherine Saori Ishihara (coord.) e Fábio Cavalcante (edição de arte) Diagramação: Casa de Tipos Iconografia e tratamento de imagem: André Gomes Vitale (ger.), Claudia Bertolazzi e Denise Durand Kremer (coord.), Célia Rosa, Evelyn Torrecilla, Fernanda Gomes, Fernando Cambetas, Jad Silva, Paula Dias, Roberta Freire Lacerda dos Santos, Tempo Composto e Thaisi Lima (pesquisa iconográfica) e Fernanda Crevin (tratamento de imagens) Licenciamento de conteúdos de terceiros: Roberta Bento (ger.) , Jenis Oh (coord.), Liliane Rodrigues, Flávia Zambon e Raísa Maris Reina (analistas de licenciamento) Ilustrações: Alex Argozino, Daniel das Neves, Dawidson França, Denis Pereira Cristo, Ericson Guilherme Luciano, Filipe Rocha, Julio Dian, Mauro Nakata, Murilo Moretti, Osni de Oliveira, Paulo Manzi, Studio Caparroz, Tate Diniz, YAN Comunicação Design: Erik Taketa (coord.) e Adilson Casarotti (proj. gráfico e capa) Foto de capa: Nora Carol Photography/ Moment/Getty Images Composição de imagens de abertura: Arquivo do jornal O Estado de S. Paulo/Agência Estado (Imagem Diretas Já), needpix.com, pexels.com, pixabay.com, unsplash.com / Fotomontagem: Michel Ramalho Todos os direitos reservados por Somos Sistemas de Ensino S.A. Avenida Paulista, 901, 6o andar – Bela Vista São Paulo – SP – CEP 01310-200 http://www.somoseducacao.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Anglo : Ensino médio : Formação geral básica : 1º série : Física : Caderno 1 : Caderno do professor / Carlos N. Marmo...[et al]. - 1. ed. -- São Paulo : SOMOS Sistemas de – Ensino, 2020. Outros autores: Harley Sato, Madson Molina, Marcio Miranda, Ronaldo Carrilho ISBN 978-85-4682-273-7 1. Física (Ensino médio) I. Marmo, Carlos N. CDD 530.7 20-3433 AngŽlica Ilacqua - CRB-8/7057 2020 ISBN 978 85 468 2273 7 (PR) Código da obra 703907 1a edição 1a impressão De acordo com a BNCC. Impressão e acabamento Uma publicação Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:26 Caro(a) professor(a), O grande desafio é aprimorar, em um curto espaço de tempo, competências e habilidades, além de consolidar conteúdos de todo o Ensino Médio. Para o Anglo, essa conquista está apoiada em cinco pilares: aula bem proposta, aula bem pre- parada, aula bem dada, aula bem acompanhada e aula bem estudada. Este material é resultado de uma ampla análise dos exames vestibulares de todo o Brasil, tendo em vista não apenas os conteúdos de maior incidência, mas também as abordagens adotadas pelas principais bancas e pelo Enem, trazendo, aula a aula, uma sequência e seleção de assuntos cuida- dosamente escolhidos. Para todos os conteúdos, apresentamos um conjunto de sugestões, escritas pelos próprios au- tores, que auxiliam na preparação das aulas. Com este material procuramos dimensionar cada ex- posição, de modo que haja tempo suficiente para a apresentação da teoria e para a aplicação de exercícios. Tudo isso fortalece o engajamento dos alunos, principalmente ao perceberem a forte conexão entre a aula, o material e os conteúdos cobrados nas provas. O quinto e último pilar desse processo está diretamente relacionado à metodologia “aula dada, aula estudada”. Para cada tópico abordado em sala de aula, apresentamos uma orientação de estu- do clara e organizada, na qual o aluno encontrará tarefas de níveis de complexidade diferentes de- nominadas Tarefa Mínima, Tarefa Complementar e Tarefa Desafio. Além disso, há ainda uma série de exercícios adicionais à disposição dos alunos para auxiliá-los na sua preparação. Você, professor(a), pode adaptar o curso de acordo com suas necessidades, escolhendo as es- tratégias mais eficientes para a sua realidade; afinal, como todos sabemos, cada sala de aula tem suas particularidades. Desejamos a você um ótimo trabalho! Os autores. Apresentação P e tr i O e s c h g e r/ M o m e n t/ G e tt y I m a g e s Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:26 Conheça seu material 1 M Ó D U LO 1 - P O T Ê N C IA S D E E X P O E N T E I N T E IR O M A T E M Á T IC A A M Ó D U L O 1 M A T E M Á T I C A A C O M P E T Ê N C I A S G E R A I S C 1 . C 3 Potências de expoente inteiro HABILIDADES BNCC NORTEADORAS DO MÓDULO EM13MAT103 Interpretar e compreender textos científicos ou divulgados pelas mídias, que empregam unidades de medida de diferentes grandezas e as conversões possíveis entre elas, adotadas ou não pelo Sistema Internacional (SI), como as de armazenamento e velocidade de transferência de dados, ligadas aos avanços tecnológicos. EM13MAT313 Utilizar, quando necessário, a notação científica para expressar uma medida, compreendendo as noções de algarismos significativos e algarismos duvidosos, e reconhecendo que toda medida é inevitavelmente acompanhada de erro. Sugestão de roteiro de aula Objetivos de aprendizag em Aula Descrição Anotações 1 Potência de expoente natural Potências de expoente inteiro negativo Propriedades das potências Notação científica de um número racional Desenvolvendo habilidades: 1 e 2 TM: 1 a 4 TC: 9 a 12 TD: 17 e 18 Extras!: 1 e 2 2 Resolução de problemas que envolvam potências Desenvolvendo habilidades: 3 e 4 TM: 5 a 8 TC: 13 a 16 TD: 19 e 20 Ao fim desta(s)o par ação-reação e como marcar forças em um corpo. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:21 22 M Ó D U L O 1 F Í S I C A B Conceitos iniciais de Cinemática Aula Descrição Anotações 1 Grandezas físicas Grandezas escalares e grandezas vetoriais Representação gráfica de grandeza vetorial Desenvolvendo habilidades: 1 a 3 Caderno de Estudos 1 - Unidade Cinemática – Capítulo 1 TM: 1 e 2 TC: 3 e 4 TD: 5 e 6 2 Velocidade vetorial instantânea Desenvolvendo habilidades: 4 e 5 Extras!: 1 a 5 Caderno de Estudos 1 - Unidade Cinemática – Capítulo 1 TM: 7 TC: 8 TD: 9 HABILIDADES BNCC NORTEADORAS DO MÓDULO EM13CNT204 Elaborar explicações, previsões e cálculos a respeito dos movimentos de objetos na Terra, no Sistema Solar e no Universo com base na análise das interações gravitacionais, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros). EM13CNT302 Comunicar, para públicos variados, em diversos contextos, resultados de análises, pesquisas e/ ou experimentos, elaborando e/ou interpretando textos, gráficos, tabelas, símbolos, códigos, sistemas de classificação e equações, por meio de diferentes linguagens, mídias, tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC), de modo a participar e/ou promover debates em torno de temas científicos e/ou tecnológicos de relevância sociocultural e ambiental. Sugestão de roteiro de aula Objetivos de aprendizagem Ao fim destas aulas, o aluno deve ser capaz de: . Objetivo 1: diferenciar e caracterizar as grandezas nas Ciências da Natureza. . Objetivo 2: classificar movimentos a partir da análise do comportamento do vetor velocidade. C O M P E T Ê N C I A S G E R A I S C 1 , C 2 , C 3 , C 4 , C 6 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:21 23 M Ó D U L O 1 - C O N C E IT O S I N IC IA IS D E C IN E M Á T IC A F ÍS IC A B Ponto de partida Nossa sugestão é que se proponha aos alunos uma discussão acerca da diferença entre a palavra "gran- deza" no sentido cotidiano e o termo "grandeza" aplicado nas Ciências da Natureza. A finalidade é propor uma pequena discussão sobre a importância de o cidadão se apropriar dos termos usados na ciência. Aula 1 Como se trata da primeira aula do setor B no ano, e considerando que alguns alunos vêm de outras escolas e todos estão com certo grau de ansiedade por ingressar nessa nova etapa escolar (Ensino Médio), acreditamos que boa parte do tempo de aula seja consumida em apresentações e esclarecimentos sobre o curso e as regras escolares. Compreendendo esse fato, propomos uma aula cujo único objetivo é explo- rar o conceito de grandezas, diferenciando-as em escalares e vetoriais. Uma das etapas dessa primeira aula é a representação correta das grandezas vetoriais. É sabido que esse tipo de trabalho não se esgota em uma única aula. Notação vetorial, análises e ope- rações com grandezas vetoriais devem (e serão) abordadas ao longo de toda a formação do estudante na cultura das Ciências da Natureza. Note que a habilidade EM13CNT302 da BNCC ressalta que o aluno deve ser submetido às práticas que desenvolvam sua capacidade de se comunicar, em diversos contextos, e de interpretar símbolos e códigos, além de compreender formas de classificação. Seguindo pelo caminho sugerido no , é esperado que pouquíssimas participações Ponto de partida voluntárias surjam nesse momento. O bom caminho aqui é ilustrar com exemplos e contraexemplos (força é grandeza física, mas sentimentos, não). Passada essa primeira etapa, mostre aos alunos a diferença na forma de caracterizar uma grandeza. Como sugestão, é possível trabalhar os conceitos de massa e de deslocamento de um corpo. Com certo cuidado, pode-se propor uma atividade: escolher um aluno volun- tário para que, a partir de seu local, se desloque 2 passos. Essa informação é incompleta, pois, além de saber “quanto”, precisamos saber “para onde”. Já quando dizemos nossa massa, o valor numérico acom- panhado da respectiva unidade é suficiente para compreender seu significado. Após essa breve apresentação, é possível propor a questão 1 do Desenvolvendo habilidades, resol- vendo-a com os estudantes. É importante que eles saibam justificar cada uma das escolhas. O objetivo principal dessa questão é que o aluno, a partir da compreensão acerca das características das grandezas vetoriais, analise as grandezas citadas, identificando-as no uso cotidiano. A dica é verificar se faz sentido a pergunta “para onde” ao se referir à grandeza. Por exemplo: em energia, o aluno deve, primeiro, identi- ficar em que situações ele se defronta com a informação de energia, como no caso do conteúdo energé- tico de alimentos. A sugestão é que os alunos analisem embalagens de alimentos e respondam: “Para onde se dirige a quantidade de energia informada pelo fabricante?”. Esse mesmo procedimento pode ser repetido para força e para massa. Para finalizar, mostre como é a representação de uma grandeza vetorial e mencione os erros mais comuns cometidos ao representá-las. É relevante destacar que a intensidade de uma grandeza física é o valor de sua medida acompanhada de uma unidade. Nesse sentido, a intensidade de uma grandeza é sempre positiva. Por vezes, a intensidade de uma grandeza também é denominada módulo da grandeza; a intensidade de uma grandeza r G é expressa por ou G r G . Resolva as questões 2 e 3, que marcam o final desta primeira aula, cuja finalidade é identificar erros comuns associados à notação vetorial. Aula 2 Inicie a segunda aula com um breve resumo das diferenças entre as grandezas vetoriais e escalares. Em linguagem informal, para as grandezas escalares, basta saber “quanto vale”, enquanto para as grandezas vetoriais, além de “quanto vale”, é preciso indicar “para onde”. Reforçar que os valo- res das grandezas escalares podem ser negativos (por exemplo, tempera- tura), mas as intensidades ou o módulo das grandezas vetoriais são sempre indicados por números positivos. Nesse momento, pode-se perguntar aos alunos se velocidade de um cor- po é uma grandeza escalar ou uma grandeza vetorial. Forneça exemplos sim- ples. Como sugestão, pode-se aproveitar o exemplo proposto na questão 4. Encaminhamento T e d K in s m a n /S c ie n c e S o u rc e /F o to a re n a Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:21 24 Posto da forma indicada na figura anterior, a bolinha está indo da esquerda para a direita ou da direita para esquerda? Esse momento é uma oportunidade para detalhar as características do vetor velocidade. Aproveite e já indique o vetor velocidade no exemplo proposto anteriormente. Sugerimos ainda que, nessa figura, sejam marcados os vetores da força peso em cada posição da bolinha. Convém lembrar que, no setor A, a aula sobre peso e sua correta marcação será desenvolvida em aulas posteriores. Não há problema em anteci- parmos, mesmo que informalmente, a marcação dessa grandeza, mas não exigindo que os alunos acertem. Passada essa parte, a questão 4 pode ser proposta bastando apenas que os alunos escrevam uma breve justificativa. Para a classificação dos movimentos a partir do vetor velocidade, pensamos que uma estratégia válida seja não desenvolver esse conteúdo de forma expositiva. Convidar os alunos a resolver a questão 5 em pequenos grupos é uma boa forma de promover a interação entre eles.Entretanto, é essencial explicar as habilidades que devem ser desenvolvidas nessa atividade, na qual, a partir da classificação do movimento já fornecida, os alunos devem: . Avaliar o espaçamento entre as bolinhas nas posições início, meio e fim. Se uniforme, igualmente espaçadas; se acelerado, a bolinha do instante intermediário deve estar mais próximo da primeira representação. . Representar corretamente o vetor velocidade, ou seja, sempre tangente à trajetória e em uma escala coerente, traçando vetores de dimensões crescentes para movimentos acelerados, decrescentes para movimentos retardados e com o mesmo comprimento para movimentos uniformes. . Comunicar as intensidades das velocidades utilizando a notação com índices distintos (nos movi-v mentos variados) ou com o mesmo índice (nos movimentos uniformes). Também é importante que os alunos só coloquem a flecha sobre a letra quando escreverem essa letra "entre barras" (notação de módulo). Ao percorrer os grupos, monitore e aponte informações que foram omitidas nas representações dos alunos, reforçando a importância que a Ciência dá às representações corretas das grandezas e as possíveis confusões que representações equivocadas podem desencadear. Há cinco questões propostas na seção Extras!, que podem ser aplicadas de acordo com a escolha da condução da aula e do perfil dos alunos. Elas também podem ser utilizadas para eventuais revisões, des- tinadas ao preparo para as avaliações ou como um reforço no conteúdo. Todas as questões propostas nessa seção se conectam com conteúdos que serão abordados posteriormente, tanto neste setor quanto no setor A. #cultura_digital A “Corrida de Vetores” é uma prática, em forma de jogo, que possibilita o desenvolvimento de habilidades associadas a conceitos de Cinemática. www.sbfisica.org.br/fne/Vol10/Num1/a08.pdf. Acesso em: 1º abr. 2020. Esse artigo mostra as regras para a Corrida de Vetores. É possível transformar esse jogo em uma atividade computacional, por meio de programas de edição gráfica, eliminando o papel. Há alguns em que é possível jogar . Para conhecê-los, digite “corrida de vetores ” no seu sites on-line on-line navegador. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:21 25 F ÍS IC A B M Ó D U LO 2 - V E L O C ID A D E E S C A L A R M É D IA M Ó D U L O 2 Velocidade escalar média HABILIDADES BNCC NORTEADORAS DO MÓDULO EM13CNT204 Elaborar explicações, previsões e cálculos a respeito dos movimentos de objetos na Terra, no Sistema Solar e no Universo com base na análise das interações gravitacionais, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros). EM13CNT302 Comunicar, para públicos variados, em diversos contextos, resultados de análises, pesquisas e/ ou experimentos, elaborando e/ou interpretando textos, gráficos, tabelas, símbolos, códigos, sistemas de classificação e equações, por meio de diferentes linguagens, mídias, tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC), de modo a participar e/ou promover debates em torno de temas científicos e/ou tecnológicos de relevância sociocultural e ambiental. Sugestão de roteiro de aula Objetivos de aprendizagem Aula Descrição Anotações 3 Velocidade escalar Desenvolvendo habilidades: 1 Caderno de Estudos – Unidade Cinemática – Capítulo 1 TM: 11 a 13 TC: 14 a 16 TD: 20 e 21 4 Propriedade do gráfico velocidade tempo3 Desenvolvendo habilidades: 2 e 3 Extras!: 1 a 6 Caderno de Estudos – Unidade Cinemática – Capítulo 1 TM: 28 a 30 TC: 31 a 33 TD: 34 e 35 Ao fim destas aulas, o aluno deve ser capaz de: . Objetivo 1: solucionar problemas que envolvam o conceito de velocidade escalar média. . Objetivo 2: analisar propriedades gráficas que envolvam taxas de variação de espaço. F Í S I C A B Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:21 26 Ponto de partida Propomos que inicie este módulo com uma história fictícia de um possível treino (pode ser de bicicle- ta, corrida a pé ou natação), ou uma possível viagem, realizada em duas metades, com velocidades cons- tantes e distintas em cada etapa. A pergunta é: qual a velocidade média do percurso? É a média aritméti- ca das duas velocidades? Aula 3 Caso a opção seja iniciar esta aula pelo , o ideal seria não apresentar de imedia-Ponto de partida to a resposta, e sim deixar o problema para ser resolvido ao final desta primeira aula. Cabe lembrar que, na aula passada, trabalhamos o conceito de velocidade vetorial. Nesse sentido, faz-se necessária a passagem para o conceito de velocidade escalar, que será objeto de nossos estudos desta aula em diante. Quando podemos dispensar o tratamento vetorial da velocidade? Sempre que a trajetória que o corpo vai percorrer for conhecida e indicarmos um sentido como positivo. Nesse caso, o móvel só pode trafegar em dois sentidos. Dessa forma, para explicitar o sentido, é suficiente atribuir um sinal à intensidade da velocidade. Após essa primeira explicação, recomendamos que formalize o conceito de velocidade escalar média a partir de uma situação real, como um automóvel passando por marcos quilométricos de uma estrada. Nessa etapa, é recomendável o uso das simbologias empregadas na Cinemática escalar: s para espaço (indicador da posição espacial) e para tempo (indicador da posição temporal). Apro-t veitar para comentar que o espaço não revela quanto o corpo se deslocou, apenas indica onde ele s está naquele instante. Em seguida, a partir do exemplo escolhido, sugerimos que indique a generalização do conceito de velocidade escalar média (equação) e explique sua interpretação (a velocidade que, se suposta constante, cumpre o mesmo deslocamento escalar percorrido pelo corpo, no mesmo intervalo de tempo). Por fim, explique, também a partir de um exemplo escolhido, as unidades de velocidade es- calar média e as transformações de km/h para m/s e vice-versa. Há também a opção de apresentar essas transformações ao longo das resoluções dos exercícios. Propomos que o exercício 1 seja resolvido pelo professor, a partir da interpretação conjunta do enunciado, construindo um esquema no qual ficam mostradas as cidades de Varginha e de Belo Ho- rizonte e todos os dados numéricos informados, conforme a figura seguir. Varginha 100 km 220 km 320 km vm 1 m5 50 km/h v 2 ?5 9 h 13 h Belo Horizonte Note que o primeiro exercício oferece oportunidade para que os alunos desenvolvam a habilidade de traduzir informações verbais em esquemas gráficos, daí a necessidade de resolver esse tipo de problema em ritmo adequado para que eles possam assimilar essa técnica. Nesse sentido, julgamos mais relevante a ênfase nesse processo do que os cálculos envolvidos. O final da resolução desse exercício deve marcar o término desta primeira aula. Aula 4 A segunda aula do módulo pode ser iniciada com um breve resumo da aula anterior, focando a definição de velocidade escalar média e suas unidades. Uma proposta é retomar os dados do exercício 1. Pode-se propor aos alunos que construam dois gráficos v 3 t, supondo que as velocidades médias coincidissem com velocidades instantâneas e constantes. Encaminhamento Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:21 27 F ÍS IC A B M Ó D U L O 2 - V E L O C ID A D E E S C A L A R M É D IA Nesse caso, eles devem determinar o valor da velocidademédia total 320 km 4 h 80 km/h5 . Os grá- ficos resultariam em: v (km/h) 110 50 119 13 t (h) v (km/h) 80 9 13 t (h) Essa habilidade é um outro foco a ser destacado neste módulo, ou seja, traduzir as informações acer- ca do movimento do corpo em um diagrama . Terminada essa etapa, julgamos ser oportuno desen-v 3 t volver com os alunos a propriedade da área sob cada trecho do gráfico, indicando que se trata do valor do em cada trecho. ∆s v ? (km/h) 110 50 11 22 0 k m 320 km 100 km 9 13 t ? (h) v ? (km/h) 80 9 13 t ? (h) Em seguida, propomos que resolva o exercício 2, o qual é propício para que o aluno fixe ainda mais a habilidade de interpretar problemas, conferindo-lhes soluções. Sugerimos que discuta a inviabilidade prá- tica da solução proposta pelo técnico (instalar para um musical um cabo de 520 000 km).show Por fim, propomos aos alunos o exercício 3, que deve fixar o significado da área sob o gráfico v 3 t. “Quem deve ganhar a prova?”, “Até que instante, aproximadamente, eles ainda estavam correndo lado a lado?” e “É possível estimar a distância que os separa no instante 7 s?” são questões que podem ser explo- radas com base nas informações obtidas do gráfico do movimento dos atletas. Há seis exercícios propostos na seção , que podem ser aplicados de acordo com a escolha da Extras! condução da aula e do perfil dos alunos. Eles também podem ser utilizados para eventuais revisões, des- tinadas ao preparo para as avaliações ou como um reforço no conteúdo. Todos os exercícios propostos nesta seção se conectam com conteúdos que serão abordados posteriormente, tanto neste setor quanto no setor A. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:21 28 M Ó D U L O 3 Aceleração escalar média Aula Descrição Anotações 5 Aceleração escalar média Ampliando as propriedades do gráfico velocidade tempo3 Desenvolvendo habilidades: 1 a 3 Extras!: 1 e 2 Caderno de Estudos 1 - Unidade Cinemática – Capítulo 1 TM: 37 a 39 TC: 42 a 44 TD: 46 a 48 HABILIDADES BNCC NORTEADORAS DO MÓDULO EM13CNT204 Elaborar explicações, previsões e cálculos a respeito dos movimentos de objetos na Terra, no Sistema Solar e no Universo com base na análise das interações gravitacionais, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros). EM13CNT302 Comunicar, para públicos variados, em diversos contextos, resultados de análises, pesquisas e/ ou experimentos, elaborando e/ou interpretando textos, gráficos, tabelas, símbolos, códigos, sistemas de classificação e equações, por meio de diferentes linguagens, mídias, tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC), de modo a participar e/ou promover debates em torno de temas científicos e/ou tecnológicos de relevância sociocultural e ambiental. Sugestão de roteiro de aula Objetivos de aprendizagem Ao fim desta aula, o aluno deve ser capaz de: . Objetivo 1: compreender e aplicar o conceito de taxa de variação de velocidade escalar em situações mais simples. . Objetivo 2: avaliar o comportamento da aceleração escalar em gráficos que relacionam velocidade escalar a cada instante. F Í S I C A B Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:44 29 FÍ S IC A B M Ó D U LO 3 - A C EL ER A Ç Ã O E S C A LA R M ÉD IA Aula 5 O desenvolvimento teórico deste módulo é relativamente simples. Como início, é possível projetar qualquer reportagem que diga respeito a acelerações de veículos e pedir aos alunos que interpretem os valores fornecidos nesse tipo de matéria. Em seguida, após a formalização do conceito de aceleração escalar média, sugerimos que seja dado certo destaque às interpretações das possíveis unidades. Por exemplo, a primeira atividade busca mostrar uma unidade possível de aceleração km/h s , cuja interpretação é mais simples, ou seja, o valor de acele- ração igual a 12,7 km/h s implica que, a cada 1 s, a velocidade escalar do móvel varia, em média, 12,7 km/h. O exercício 2 tem a finalidade de praticar comparações entre grandezas, proporcionando aos alunos a oportunidade de interpretar razões em forma percentual. Já o exercício 3 está sintonizado com o cotidiano de pessoas que frequentam academias de ginástica e procuram interpretar as indicações que aparecem nos painéis das esteiras de corrida. Ele pretende de- senvolver habilidade para construção e interpretações gráficas, possibilitando o desenvolvimento de lin- guagens relacionadas ao universo científico. Ressalta-se que nessa atividade, diferentemente do usual, a velocidade de percurso em esteiras pode ser expressa em ∆t/∆s, ou seja, quanto demora (geralmente, em minutos) para uma pessoa percorrer cada unidade de distância (geralmente o quilômetro). Com isso, o aluno também deve aprender a converter essa forma de expressar a velocidade para o conceito usual ( /∆s ∆t). É recomendável que, após a construção do diagrama (item ), os conceitos de aceleração v 3 t c escalar (associada à inclinação das retas) e de distância percorrida (associada à área sob a curva) sejam reforçados. Caso o tempo de aula seja suficiente, sugerimos que seja trabalhado o primeiro exercício da seção Extras!. O exercício é facilmente resolvido com o uso da equação de Torricelli, mas esse assunto ainda será desenvol- vido em um módulo futuro. Assim sendo, a proposta é desenvolver estratégias associadas ao diagrama v 3 t para solucionar esse tipo de problema, sem o uso dessa equação. #cultura_digital Para ilustrar esse tema, sugerimos o filme Ford 3 Ferrari. Nesse filme é possível conhecer os bastidores do duelo pela supremacia em corridas de velocidade, na década de 1960, travado entre as empresas Ford (novata nessa área) e Ferrari (já famosa em competições automobilísticas). Ao longo do filme, há citações a respeito da tecnologia para adequar os carros e os pilotos às leis da Física e sobre a busca por acelerações cada vez maiores. Também sugerimos a leitura do ranking das maiores acelerações automotivas no : www.turbo.pt/foto-site galeria/os-dez-carros-maior-aceleracao-do-mundo/. Acesso em: 3 abr. 2020. Foi feita a ressalva de que, com o constante desenvolvimento tecnológico aplicado aos carros, esse ranking deve ser constantemente atualizado. Encaminhamento Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:44 30 M Ó D U L O 4 O estudo do movimento uniforme Aula Descrição Anotações 6 Características do movimento uniforme Desenvolvendo habilidades: 1 Extras!: 1 e 2 Caderno de Estudos 1 - Unidade Cinemática – Capítulo 2 TM: 1 a 5 TC: 6 TD: 7 HABILIDADES BNCC NORTEADORAS DO MÓDULO EM13CNT204 Elaborar explicações, previsões e cálculos a respeito dos movimentos de objetos na Terra, no Sistema Solar e no Universo com base na análise das interações gravitacionais, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros). EM13CNT302 Comunicar, para públicos variados, em diversos contextos, resultados de análises, pesquisas e/ ou experimentos, elaborando e/ou interpretando textos, gráficos, tabelas, símbolos, códigos, sistemas de classificação e equações, por meio de diferentes linguagens, mídias, tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC), de modo a participar e/ou promover debates em torno de temas científicos e/ou tecnológicos de relevânciasociocultural e ambiental. Sugestão de roteiro de aula Objetivo de aprendizagem Encaminhamento Ao fim desta aula, o aluno deve ser capaz de: . Objetivo 1: resolver problemas envolvendo corpos em movimento uniforme, analisando equações e gráficos. Aula 6 Uma possível abordagem inicial para esse conteúdo é uma breve retomada do módulo anterior, recor- dando o conceito de aceleração escalar. Em seguida, pergunte aos alunos que tipo de movimento seria aquele em que a aceleração é nula. A partir desse ponto, mostrar que, nos movimentos uniformes: a) O tipo de trajetória é indiferente, podendo ser retilínea ou curvilínea. F Í S I C A B Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:44 31 F ÍS IC A B M Ó D U L O 4 - O E S T U D O D O M O V IM E N T O U N IF O R M E b) Pode-se (e deve-se) confundir velocidade escalar média com velocidade escalar instantânea. Por essa razão, emprega-se apenas o tempo velocidade escalar (sem a distinção entre as velocidades média e instantânea). c) A partir desse ponto, o próximo passo é deduzir a função horária do movimento uniforme. Sugeri- mos que se escreva: s 5 s 0 1 v t ? ( 2 t 0 ). Essa forma de apresentação ajuda o aluno a equacionar corpos que partem em instantes distintos. Particularizar para o caso mais frequente em que t 0 5 0. d) Por fim, a partir da função horária, explicitar as propriedades do gráfico espaço em função do tempo no movimento uniforme, relacionando a inclinação da reta com os valores da velocidade do corpo. Em caso de restar pouco tempo de aula, esse aspecto pode ser trabalhado na atividade proposta na seção Desenvolvendo habilidades. A atividade de aula tem por objetivo desenvolver habilidades de modo que o aluno: . Analise os dados de uma tabela e identifique quando o corpo está em movimento uniforme. É impor- tante que o aluno saiba justificar sua opinião. . Construa a função horária do movimento uniforme a partir dos dados da tabela. . Faça uso da equação horária dos espaços para determinar valores de espaço e de tempo. Há dois exercícios propostos na seção que podem ser aplicados de acordo com a escolha da Extras! condução da aula e do perfil dos alunos. Eles também podem ser utilizados para eventuais revisões, des- tinadas ao preparo para as avaliações ou como um reforço no conteúdo. Todos os exercícios propostos nessa seção se conectam com conteúdos que serão abordados posteriormente, tanto neste setor quanto no setor A. Para o próximo módulo (Aceleração vetorial), é indicado que o aluno assista ao vídeo que antecipa a parte teórica, visando responder aos seguintes questionamentos: 1. Quando um corpo está sujeito a uma aceleração vetorial? 2. Em que tipo de movimento a aceleração vetorial é composta apenas pela aceleração tangencial? Nesse caso, qual a sua intensidade? 3. Em que tipo de movimento a aceleração vetorial é composta apenas pela aceleração centrípeta? Nesse caso, qual a sua intensidade? Nesse sentido, é recomendável que esses questionamentos sejam trabalhados no início do próximo módulo. Aproveitando essa proposta de aula invertida, na próxima aula, é possível combinar essa metodologia ativa com a instrução entre pares. PREPARE-SE Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:44 32 Caderno de Estudos 1 Origem do Universo e método científico Capítulo 1 – A origem do Universo: a mitologia e o método científico 1 c 2 d 3 c 4 b 5 A teoria do diz que o Universo originalmente se Big Bang resumia a um concentrado muito denso de partículas ele- mentares ( , elétrons, neutrinos, etc.) com energia quarks altíssima que começou a expandir e resfriar simultanea- mente. Durante essa expansão todo o Universo se formou. 6 a 7 b 8 b 9 As deduções de Gamow e Lemaître de que o Universo está expandindo; as observações de Hubble; a detecção da radiação cósmica de fundo. 10 b 11 e Cinemática Capítulo 1 – Conceitos iniciais de Cinemática 1 a) A localização da cidade de São Paulo. b) A escala do mapa, a fim de determinar a distância de 135 km. Além disso, a direção, a partir da cidade de São Paulo, em que se localiza Holambra. 2 48° O Trópico de Capricórnio SÃO PAULO Campinas 60 km 60 km 60 km Mococa MG RJ MS PR OCEANO ATLÂNTICO N 135 km 0 3 a) E b) V c) V d) V e) E f) V g) E 4 a) Incompleta. Força é grandeza vetorial, e a única infor- mação fornecida foi sua intensidade. b) Errada. A intensidade de uma grandeza vetorial não pode ser expressa com número negativo. c) Errada. O símbolo r F indica o vetor força. Ao igualar 5 N,5 r F está se igualando um vetor a uma intensidade. d) Incompleta. O vetor indica a direção e o sentido, mas está faltando indicar a intensidade da força. e) Correta. O vetor indica a direção e o sentido de aplica- ção da força, e sua intensidade está corretamente ex- pressa (número positivo acompanhado de unidade). 5 b 6 e 7 d 8 a) MCR b) MRU c) MRA 9 A bola vai bater contra a grade de proteção, não esca- pando pela abertura. Trajetória da bola Sentido do movimento Grade protetora A v 10 d 11 a 12 c 13 d 14 a) v m à 5,88 m/s 21,16 km/h à b) v m à 5,25 m/s 18,9 km/hà 15 e 16 d 17 a 18 Ele chegou ao aeroporto de Congonhas às 11 h 50 min. G A B A R I T O Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:44 33 F êS IC A B G A B A R IT O Note que, na volta, apesar de a velocidade ser 20% supe- rior, o tempo de viagem não foi 20% inferior ao tempo de ida (o que corresponderia a 12 min). 19 b 20 6 h 21 Às 8 h 10 min, 40 min depois da saída de JP. 22 d 23 b 24 e 25 c 26 Velocidade da Giovana: 15 km/h; velocidade da Dulce: 30 km/h. 27 d 28 b 29 e 30 b 31 a 32 d 33 a) AB 75 cm 5 b) v m 5 8,75 cm/s 34 a 35 e 36 d 37 c 38 e 39 t (s) v (m/s) 7,5 0 30 90 165 d 5 843,75 m 40 b 41 d 42 e 43 d 44 d 45 Distâncias percorridas pelos carros: d A 5 d B 5 8 m. Ace- leração do carro A: a A 5 1 m/s2. 46 a) a B 5 0,2 m/s2 b) d A 5 125 m; d B 5 160 m c) v A 5 2,5 m/s 47 Distância percorrida durante o tempo de resposta: D 5 10 m. Aceleração média de frenagem: a 5 25,6 m/s2. 48 Soma: 22 (02 04 16)1 1 Capítulo 2 – O movimento uniforme 1 a) e b) e c) c d) c 2 Motorista B 3 a 4 d 5 e 6 c 7 a 8 c 9 d 10 b Din‰mica newtoniana Capítulo 1 – O estudo dos movimentos e das interações entre os corpos 1 e 2 d 3 b 4 c 5 c 6 c 7 c 8 d 9 e 10 a 11 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:44 34 N A P N A C P 12 Adianteira A traseira 13 b 14 e 15 1 N/m 16 d 17 b 18 a) x 5 23,08 cm b) P 5 45 N 19 a 20 c 21 b 22 c 23 d 24 a 25 e 26 e 27 a) Não. Pois as caixas citadas apenas estão encostadas uma na outra, elas não estão se empurrando ou tenden- do a penetrar uma na outra. b) 3B 2B 1B N 2B3B N Apoio1B N 2B1B N 3B2B N 1B2B P Terra3B P Terra2B P Terra1B Cap’tulo 2 – O conceito de resultante e como obtê-la 1 R F trás F frente 150 N 2 c 3 a 4 a b F P 5 d 6 c 7 d 8 c 9 d 10 Cx 5 A 5 10 3 N Cy 5 N 5 10 N 11 2 N, horizontal, para a esquerda. 12b H a lf p o in t/ S h u tt e rs to ck Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:44 35 F êS IC A B 13 b Intensidade R 5 1 000 N 14 Força lateral Resultante Força de atrito Força da vela 15 a) R 5 50 N, horizontal e para a direita. b) N 5 160 N 16 a) R 5 50 3 N b) T 5 50 N Cap’tulo 3 – Tendências naturais de movimento 1 a 2 c 3 b 4 F – F – F 5 d 6 a 7 b 8 c 9 b 10 d 11 c 12 c 13 b 14 c 15 a 16 d 17 a 18 a 19 b 20 d 21 c 22 d 23 b 24 a) k 5 10 N/m b) g x 5 15 m/s2 25 d 26 k 5 0,3 kg/m 27 a 28 e 29 d 30 90 N 31 d 32 c 33 17,6 3 103 N 34 a G A B A R IT O Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:44 36 A N O T A Ç Õ E S Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:44 Ciências da Natureza e suas Tecnologias BIOLOGIA A Módulo 1 Níveis de organização e conceitos de Ecologia ................................. 248 Módulo 2 Nutrição dos ecossistemas ...........................................................................253 Módulo 3 Dinâmica dos ecossistemas e representações gráficas ................... 261 Módulo 4 Ciclo do carbono .............................................................................................. 267 Módulo 5 Ciclo do nitrogênio .......................................................................................... 274 Módulo 6 Dinâmica de populações e de comunidades ........................................ 281 BIOLOGIA B Módulo 1 Introdução ao método científico e à origem da vida ....................... 292 Módulo 2 Estrutura e tipos básicos de célula ........................................................... 301 Módulo 3 A importância da água e dos sais minerais ......................................... 308 Módulo 4 Os carboidratos e os lipídios ........................................................................ 312 FÍSICA A Módulo 1 A origem do Universo: a mitologia e o método científico .............. 318 Módulo 2 Interações entre corpos: causas e efeitos ............................................. 322 Módulo 3 O conceito de resultante e como obtê-la .............................................. 338 Módulo 4 As tendências naturais de movimento dos corpos ........................... 345 FÍSICA B Módulo 1 Conceitos iniciais de Cinemática ............................................................... 355 Módulo 2 Velocidade escalar média ........................................................................... 362 Módulo 3 Aceleração escalar média............................................................................. 367 Módulo 4 O estudo do movimento uniforme ............................................................ 371 QUÍMICA A Módulo 1 Origem dos modelos atômicos .................................................................. 378 Módulo 2 Características atômicas ............................................................................... 385 Módulo 3 Modelo atômico de Bohr e distribuição eletrônica ............................ 391 Módulo 4 Tabela periódica e algumas propriedades periódicas .................... 400 Módulo 5 Ligação iônica .................................................................................................. 409 Módulo 6 Ligação covalente ............................................................................................. 417 QUÍMICA B Módulo 1 Símbolos e fórmulas químicas .................................................................... 425 Módulo 2 Classificação, características e propriedades físicas de sistemas .. 428 Módulo 3 Separação de misturas de sistemas heterogêneos .......................... 440 in h a u s c re a ti v e /E + /G e tt y I m a g e s Im a g e I d e a s /S to c k b y te /G e tt y I m a g e s James Cawley/500px Prime/Getty Images Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:44 A área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias COMPETÊNCIA ESPECÍFICA 1 Analisar fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas interações e relações entre matéria e energia, para propor ações indi- viduais e coletivas que aperfeiçoem processos produtivos, minimizem impactos socioambientais e melhorem as condições de vida em âm- bito local, regional e global. Habilidades (EM13CNT101) Analisar e representar, com ou sem o uso de dispositivos e de apli- cativos digitais específicos, as transformações e conservações em sistemas que envolvam quantidade de matéria, de energia e de movimento para realizar previsões sobre seus comportamentos em situações cotidianas e em processos produtivos que priorizem o desenvolvimento sustentável, o uso consciente dos recursos na- turais e a preservação da vida em todas as suas formas. (EM13CNT102) Realizar previsões, avaliar intervenções e/ou construir protótipos de sistemas térmicos que visem à sustentabilidade, considerando sua composição e os efeitos das variáveis termodinâmicas sobre seu funcionamento, considerando também o uso de tecnologias digitais que auxiliem no cálculo de estimativas e no apoio à construção dos protótipos. (EM13CNT103) Utilizar o conhecimento sobre as radiações e suas origens para avaliar as potencialidades e os riscos de sua aplicação em equipamentos de uso cotidiano, na saúde, no ambiente, na indústria, na agricultura e na geração de energia elétrica. (EM13CNT104) Avaliar os benefícios e os riscos à saúde e ao ambiente, conside- rando a composição, a toxicidade e a reatividade de diferentes materiais e produ- tos, como também o nível de exposição a eles, posicionando-se criticamente e propondo soluções individuais e/ou coletivas para seus usos e descartes respon- sáveis. (EM13CNT105) Analisar os ciclos biogeoquímicos e interpretar os efeitos de fenô- menos naturais e da interferência humana sobre esses ciclos, para promover ações individuais e/ou coletivas que minimizem consequências nocivas à vida. (EM13CNT106) Avaliar, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais, tecnologias e possíveis soluções para as demandas que envolvem a geração, o transporte, a distribuição e o consumo de energia elétrica, considerando a dispo- nibilidade de recursos, a eficiência energética, a relação custo/benefício, as carac- terísticas geográficas e ambientais, a produção de resíduos e os impactos socio- ambientais e culturais. (EM13CNT107) Realizar previsões qualitativas e quantitativas sobre o funcionamen- to de geradores, motores elétricos e seus componentes, bobinas, transformadores, pilhas, baterias e dispositivos eletrônicos, com base na análise dos processos de transformação e condução de energia envolvidos – com ou sem o uso de disposi- tivos e aplicativos digitais –, para propor ações que visem a sustentabilidade. COMPETÊNCIA ESPECÍFICA 2 Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argumentos, realizar previsões sobre o fun- cionamento e a evolução dos seres vivos e do Universo, e fundamentar e defender decisões éticas e responsáveis. Habilidades (EM13CNT201) Analisar e discutir modelos, teorias e leis propostos em diferentes épocas e culturas para comparar distintas explicações sobre o surgimento e a evolução da Vida,da Terra e do Universo com as teorias científicas aceitas atual- mente. (EM13CNT202) Analisar as diversas formas de manifestação da vida em seus dife- rentes níveis de organização, bem como as condições ambientais favoráveis e os fatores limitantes a elas, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros). (EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de intervenções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres vivos e no corpo humano, com base nos mecanismos de ma- nutenção da vida, nos ciclos da matéria e nas transformações e transferências de energia, utilizando representações e simulações sobre tais fatores, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de reali- dade virtual, entre outros). (EM13CNT204) Elaborar explicações, previsões e cálculos a respeito dos movimen- tos de objetos na Terra, no Sistema Solar e no Universo com base na análise das interações gravitacionais, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros). (EM13CNT205) Interpretar resultados e realizar previsões sobre atividades experi- mentais, fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas noções de probabilidade e incerteza, reconhecendo os limites explicativos das ciências. (EM13CNT206) Discutir a importância da preservação e conservação da biodiver- sidade, considerando parâmetros qualitativos e quantitativos, e avaliar os efeitos da ação humana e das políticas ambientais para a garantia da sustentabilidade do planeta. (EM13CNT207) Identificar, analisar e discutir vulnerabilidades vinculadas às vivên- cias e aos desafios contemporâneos aos quais as juventudes estão expostas, con- siderando os aspectos físico, psicoemocional e social, a fim de desenvolver e divul- gar ações de prevenção e de promoção da saúde e do bem-estar. (EM13CNT208) Aplicar os princípios da evolução biológica para analisar a história humana, considerando sua origem, diversificação, dispersão pelo planeta e diferen- tes formas de interação com a natureza, valorizando e respeitando a diversidade étnica e cultural humana. (EM13CNT209) Analisar a evolução estelar associando-a aos modelos de origem e distribuição dos elementos químicos no Universo, compreendendo suas relações com as condições necessárias ao surgimento de sistemas solares e planetários, suas estruturas e composições e as possibilidades de existência de vida, utilizando re- presentações e simulações, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros). COMPETÊNCIA ESPECÍFICA 3 Investigar situações-problema e avaliar aplicações do conhecimento científico e tecnológico e suas implicações no mundo, utilizando pro- cedimentos e linguagens próprios das Ciências da Natureza, para pro- por soluções que considerem demandas locais, regionais e/ou globais, e comunicar suas descobertas e conclusões a públicos variados, em diversos contextos e por meio de diferentes mídias e tecnologias digi- tais de informação e comunicação (TDIC). Habilidades (EM13CNT301) Construir questões, elaborar hipóteses, previsões e estimativas, empregar instrumentos de medição e representar e interpretar modelos explicati- vos, dados e/ou resultados experimentais para construir, avaliar e justificar conclu- sões no enfrentamento de situações-problema sob uma perspectiva científica. (EM13CNT302) Comunicar, para públicos variados, em diversos contextos, resul- tados de análises, pesquisas e/ou experimentos, elaborando e/ou interpretando textos, gráficos, tabelas, símbolos, códigos, sistemas de classificação e equações, por meio de diferentes linguagens, mídias, tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC), de modo a participar e/ou promover debates em torno de temas científicos e/ou tecnológicos de relevância sociocultural e ambiental. (EM13CNT303) Interpretar textos de divulgação científica que tratem de temáticas das Ciências da Natureza, disponíveis em diferentes mídias, considerando a apre- sentação dos dados, tanto na forma de textos como em equações, gráficos e/ou tabelas, a consistência dos argumentos e a coerência das conclusões, visando construir estratégias de seleção de fontes confiáveis de informações. (EM13CNT304) Analisar e debater situações controversas sobre a aplicação de conhecimentos da área de Ciências da Natureza (tais como tecnologias do DNA, tratamentos com células-tronco, neurotecnologias, produção de tecnologias de defesa, estratégias de controle de pragas, entre outros), com base em argumentos consistentes, legais, éticos e responsáveis, distinguindo diferentes pontos de vista. (EM13CNT305) Investigar e discutir o uso indevido de conhecimentos das Ciências da Natureza na justificativa de processos de discriminação, segregação e privação de direitos individuais e coletivos, em diferentes contextos sociais e históricos, para promover a equidade e o respeito à diversidade. (EM13CNT306) Avaliar os riscos envolvidos em atividades cotidianas, aplicando conhecimentos das Ciências da Natureza, para justificar o uso de equipamentos e recursos, bem como comportamentos de segurança, visando à integridade física, individual e coletiva, e socioambiental, podendo fazer uso de dispositivos e aplica- tivos digitais que viabilizem a estruturação de simulações de tais riscos. (EM13CNT307) Analisar as propriedades dos materiais para avaliar a adequação de seu uso em diferentes aplicações (industriais, cotidianas, arquitetônicas ou tecnológicas) e/ou propor soluções seguras e sustentáveis considerando seu con- texto local e cotidiano. (EM13CNT308) Investigar e analisar o funcionamento de equipamentos elétricos e/ou eletrônicos e sistemas de automação para compreender as tecnologias con- temporâneas e avaliar seus impactos sociais, culturais e ambientais. (EM13CNT309) Analisar questões socioambientais, políticas e econômicas relativas à dependência do mundo atual em relação aos recursos não renováveis e discutir a necessidade de introdução de alternativas e novas tecnologias energéticas e de materiais, comparando diferentes tipos de motores e processos de produção de novos materiais. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:10 Carlos N. Marmo (CARLINHOS) Harley SATO Márcio MIRANDA Madson MOLINA Ronaldo CARRILHOFísica Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:10 318 M Ó D U L O 1 COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS E HABILIDADES DA BNCC COMPETÊNCIA 2 EM13CNT201 COMPETÊNCIA 3 EM13CNT301 F Í S I C A A A origem do Universo: a mitologia e o método científico C O M P E T Ê N C I A G E R A L C 4 PONTO DE PARTIDA • Qual foi a origem do Universo que conhe- cemos hoje? • Como saber quando uma afirmacão tem fun- damentação científica? • Podemos confiar sem- pre em afirmações com origem na Ciência? Objetivos de aprendizagem Neste módulo 1 Origem do Universo 1.1 Algumas teorias não científicas Símbolo que representa Yin e Yang, forças opostas que mantêm o equilíbrio universal e que envolveram o ovo cósmico do qual nasceu o criador de tudo, Pan Ku, na milenar cultura chinesa. re s e a rc h e r9 7 /S h u tt e rs to c k fr e e s ty le o n e /i S to c k p h o to /G e tt y I m a g e s R e p ro d u ç ã o /B ib li o te c a P ú b li c a d e N o v a Y o rk , E U A . W ik ip e d ia /W ik im e d ia C o m m o n s /D o m ín io P ú b li c o Brahma, deus hindu da criação. Marduk e o dragãoKingu, personagens criadores do mundo na mitologia babilônica. Hapi, tido como um dos deuses primordiais no Egito antigo. Aula 1 . Objetivo 1: Compreender diversos modelos sobre a origem do Universo a partir da leitura de texto verbal e não verbal. . Objetivo 2: Identificar quais modelos e teorias têm origem científica e quais derivam do senso comum. Aula 1 Aula 2 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:10 319 M î D U L O 1 - A O R IG E M D O U N IV E R S O : A M IT O L O G IA E O M É T O D O C IE N T ÍF IC O F ÍS IC A A Zeus, deus supremo da mitologia grega. Adão e Eva, os primeiros humanos, frutos da criação divina na tradição religiosa judaico-cristã. 1.2 Teoria científica que ser‡ estudada Big Bang 2 Método científico Observação Problematização Hipóteses Validação das hipóteses (experiências ou teorias científicas) Conclusão IM G S to c k S tu d io /S h u tt e rs to c k j a c k 19 8 6 /S h u tt e rs to c k F la s h M o v ie /S h u tt e rs to c k Representação artística do Big Bang, baseada na premissa principal de que o Universo iniciou-se a partir da constante expansão seguida de resfriamento de um concentrado muito denso de partículas. Aula 3 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:10 320 1 Há diferentes explicações quanto à origem do Universo. Há a explicação hindu, a egípcia, a chinesa, a judaico-cristã, o Big Bang, etc. A partir do ou de outra referência confiável, escreva em seu caderno um resumo sobre uma Caderno de Estudos dessas explicações. A explicação que você vai pesquisar e resumir será definida pelo seu professor segundo critérios que ele escolher. O resumo deve conter: . título; . origem da explicação (hindu, egípcia, etc.); . descrição da explicação sobre a origem do Universo; . referência bibliográfica (livro, revista, , etc.).site 2 Em grupo, compare a explicação que você resumiu com aquelas apresentadas pelos demais colegas e identifique as dife- renças entre elas do ponto de vista de serem ou não teorias ou afirmações científicas. As teorias ou afirmações para serem científicas devem ser construídas a partir do método científico. Elas devem partir de um questionamento, depois da criação de hipóteses, validação dessas hipóteses por meio de resultados experimentais ou teorias científicas pré existentes e finalizando com as conclusões obtidas por meio desse processo. A única teoria sobre a origem do Universo apresentada no texto no que é científica é a do Caderno de Estudos Big Bang, pois é a única validada por meio de evidências (resultado experimentais). 3 Em 2020, durante a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), muitas pessoas ficaram em suas casas, evitando ao máximo o contato com o resto da sociedade. Naquele contexto, algumas afirmações acabaram alimentando uma grande polêmica: I. O novo coronavírus não é perigoso e é apenas uma gripe comum, a quarentena imposta à população é um absurdo, um alarde exagerado que não tem justificativa. II. Um dos pontos de maior preocupação em relação ao novo coronavírus é que ele é muito contagioso e o tempo de tra- tamento é longo. Com isso, é possível que o número de casos graves, que demandem internação, supere a capacidade de atendimento dos hospitais, o que pode acarretar muitas mortes por falta de atendimento adequado. Sobre as duas afirmações, assinale a alternativa correta. a) Antes de existirem dados experimentais ou estudos baseados em referências bibliográficas científicas, ambas as afirma- ções eram apenas hipóteses, portanto, ainda, não podiam ser tomadas como fatos científicos. b) A afirmação I era verdadeira, pois a opinião das pessoas é suficiente para uma afirmação ser científica. c) A primeira fala era verdadeira e científica, pois, de acordo com diversos órgãos de imprensa, um grande bilionário disse que concordava com ela e que mais cabeças pensantes tinham essa opinião. d) A segunda fala com certeza era uma afirmação científica, pois para mim faz todo sentido. 4 Aristóteles (384 a.C.-322 a.C) afirmava que, para um corpo se movimentar, era necessário que uma força estivesse sempre aplicada no corpo enquanto ele se movimenta. Veja um texto sobre a visão que ele tinha de como corpos lançados no ar se movimentam: [...] Para explicar o lançamento de projéteis, Aristóteles recorreu à única coisa que permanecia em contato com o corpo: o meio no qual ele se encontrava, ou seja, o ar. Ele discutiu duas possibilidades para o processo pelo qual o ar exerceria a força necessária. Uma possibilidade seria o meio prover a força motora necessária através de um processo denominado “antiperistase”, no qual o ar deslocado pela frente da flecha movia-se rapidamente ao longo da mesma para ocupar o “vazio” deixado pela mesma e, ao fazer isto, exercia uma força, empurrando-a para a frente. Uma segunda possibilidade considerava que, no instante do lançamento, uma camada de ar era movimentada e que este movimento era transmitido às suas sucessivas camadas, que por sua vez exerciam força sobre o projétil. [...] ZYLBERSZTAJN, Arden. Departamento de Física UFSC. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2456154/course/section/565568/Evolu%C3%A7%C3%A3o.pdf. 2 Acesso em: 26 mar. 2020. Aula 1 Aula 2 DESENVOLVENDO HABIL IDADES Professor, sugerimos que você escolha quais explicações sobre a origem do Universo os alunos deverão resumir e atribua um tema diferente a cada um. Peça aos alunos que façam o resumo a partir de referências confiáveis. A orientação é que seja utilizado o Caderno de Estudos, pois, por ser esta a primeira atividade do Ensino Médio, consideramos que ainda é cedo para iniciar o trabalho com pesquisas na internet. Você pode utilizar como temas dos resumos as cinco explicações citadas no enunciado ou procurar outras, desde que não ultrapassem cinco explicações e que a teoria do Big Bang seja uma delas. Fique atento, pois estamos propondo uma atividade individual de pesquisa. As respostas serão pessoais. Sugerimos que acompanhe a produção dos textos, circulando pela sala, e atente-se aos alunos que estiverem resumindo a teoria do Big Bang, verificando se estão destacando as evidências experimentais dessa teoria. Sem verificação experimental, dados concretos ou teorias cien- tida como verdade, precisa ser validada. Professor, caso você deseje, proponha aos alunos uma pesquisa para verificar qual das duas afirmações é cientificamente aceita atualmente. tíficas, qualquer afirmação, segundo a Ciências da Natureza, será apenas uma hipótese, que, para ser admi- 2. O que torna a teoria do Big Bang científica é o fato de existirem evidências experimentais ou teóricas que a corroboram. Caro professor, para que esta atividade seja efetiva, é fundamental que em cada grupo haja pelo menos um aluno que tenha feito o resumo da teoria do . Seria ideal, também, que não houvesse mais de um resumo Big Bang sobre o mesmo tema em nenhum dos grupos, mas isso não é tão importante. Ao terminar essa atividade, ou na hora do , você pode lançar a seguinte questão: por que foi importante haver resumos de teorias diferentes dentro de cada um dos feedback grupos? Estimule, por meio de perguntas, a ideia de que o objetivo era fazer com que cada aluno trouxesse para seu grupo um saber diferente, e que assim eles pudessem comple- mentar-se. Isso pode ser o começo de um processo em que, nas futuras atividades em grupo, eles mesmos passem a se agrupar buscando essa complementaridade, e não por afinidade. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.compara uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:10 321 F ÍS IC A A M Ó D U LO 1 - A O R IG E M D O U N IV E R S O : A M IT O L O G IA E O M É T O D O C IE N T ÍF IC O Com o passar dos anos, novos experimentos foram desenvolvidos. Por exemplo, existem diversas câmaras de vácuo espalhadas pelo mundo. Uma das maiores fica em Maryland, nos Estados Unidos. Ela é utilizada no teste de sondas espaciais, simulando locais nos quais não há ar. Para estabelecer o vácuo, a câmara é selada e o ar ali contido é todo bombeado para fora. Nessas condições, caso um cor- po seja lançado no interior da câmara será possível observar que ele continuará seu movimento, por um intervalo de tempo, mesmo na ausência de ar. A partir dessa constatação experimental, o procedimento, segundo o método científico, é: a) continuar apoiando as hipóteses e teorias de Aristóteles, pois as teorias milenares sempre estão corretas. b) ignorar o resultado experimental, pois, como a Ciência é infalível, ela nunca deve ser reavaliada. c) perceber que ele confirma as ideias de Aristóteles, dando mais força às suas teorias. d) identificar que há contradição entre a hipótese proposta por Aristóteles e o resultado experimental, surgindo assim a necessidade de rever suas hipóteses sobre os fenômenos estudados. Segundo o método científico, as teo- rias e hipóteses sempre são passíveis de validação experimental. Caso uma experiência evidencie que uma teoria apresenta algum tipo de inconsistência, tal teoria deve ser revista, o que pode alterar, por exemplo, seus limites de apli- cação/validade ou até determinar que ela seja descartada. Assim, na evolução da Ciências da Natureza, o erro faz parte do processo. J o h n s H o p k in s A p l/ E d W h it m a n /N A S A /S P L / F o to a re n a DESENVOLVENDO H A BIL I D A DE S Material de consulta: Caderno de Estudos 1 — Unidade Origem do Universo e método científico – Capítulo 1 Objetivo de aprendizagem Tarefa Mínima Tarefa Complementar Tarefa Desafio 1 • Leia o item 1 da seçãoNeste módulo. • Faça as questões 1 e 2. • Faça as questões 3 e 4. • Leia os itens1 e 2. • Faça a questão 5. 2 • Leia o item 2 da seçãoNeste módulo. • Faça as questões 6 e 7. • Faça as questões 8 e 9. • Leia o item 3. • Faça as questões 10 e 11. Aula 1 Aula 2 Orientação de estudo Sugestão de divisão aula a aula: Aula 1: objetivo 1; Aula 2: objetivo 2. Canal “Nostalgia” Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Bl8Q7Lt56y0&t=2s. Acesso em: 27 maio 2020. Este vídeo, produzido em linguagem acessível ao público em geral, é indicado pela Sociedade Brasileira de Física e contou com a consultoria científica de uma equipe da UFSCar e da Sociedade Astronômica Brasileira. Trata-se de um trabalho sobre o Big Bang e o método científico. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:10 322 1 Forças 1.1 Conceito . Resultado da ação de um corpo sobre outro (atração, repulsão, puxão, empurrão, escorregamento). Repulsão magnética N N S S . Grandeza física de natureza vetorial (para ser caracterizada, é necessário informar intensidade, di- reção e sentido). F Ponto de aplicação da força . Apresenta como possíveis efeitos a alteração da velocidade de um corpo (efeito dinâmico) ou a deformação de um corpo (efeito estático). Aula 3 Atração entre corpos, uma das situações nas quais a ação de um corpo sobre o outro resulta na aplicação de força. M Ó D U L O 2 COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS E HABILIDADES DA BNCC COMPETÊNCIA 2 EM13CNT204 COMPETÊNCIA 3 EM13CNT301 F Í S I C A A Interações entre corpos: causas e efeitos PONTO DE PARTIDA • Como colocar um corpo inicialmente em repou- so em movimento? • Como podemos evi- denciar que há forças aplicadas? • É necessário contato para que haja força aplicada? • Como podemos asse- gurar que assinalamos todas as forças aplica- das em um corpo? • Qual é a relação entre a força aplicada e a defor- mação que um corpo pode sofrer? • Se soltarmos uma bolinha no alto de uma rampa, sabe- mos, intuitivamente, que essa bolinha irá descer. O que faz a bolinha descer uma rampa? Objetivos de aprendizagem Neste módulo . Objetivo 1: Construir hipóteses e validá-las a partir da compreensão de textos científicos. Aula 3 . Objetivo 2: Identificar as situações nas quais existem forças aplicadas nos corpos. Aula 3 . Objetivo 3: Diferenciar interações de contato e interações a distância. Aula 3 . Objetivo 4: Caracterizar as principais forças da Mecânica e seus efeitos nos corpos. Aula 4 . Objetivo 5: Analisar todas as forças aplicadas em um corpo. Aula 4 . Objetivo 6: Caracterizar a força elástica em uma mola utilizando a lei de Hooke. Aula 5 . Objetivo 7: Aplicar o princípio da ação e reação para assinalar forças em sistemas de corpos. Aula 6 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:10 323 M Ó D U LO 2 - IN TE R A Ç Õ ES E N TR E C O R P O S : C A U S A S E E FE IT O S FÍ S IC A A . Os corpos podem interagir por contato (forças de contato) ou a distância, sem a necessidade de contato (forças de campo). A B U N 5 M /S h u tt e rs to ck N e w A fr ic a /S h u tt e rs to c k A B Forças relacionadas ao ato de empurrar são de contato (A); forças relacionadas à atração são de campo (B). 1.2 Representando uma força 1.2.1 Método gráfico (por meio de um vetor) F 1 N 1.2.2 Método analítico (por meio de um texto verbal) Intensidade: 4 N Direção: horizontal Sentido: para a direita 5 r F F 2 Principais forças da Mecânica 2.1 Forças de campo 2.1.1 Força peso ou força de atração gravitacional Conceito Força com que a Terra (ou qualquer astro) atrai um corpo. Condição de existência Que o corpo esteja próximo do astro. Direção Vertical. Sentido Para baixo. Aula 4 W K S to c k P h o to /S h u tt e rs to c k r P Força peso aplicada em uma bola de tênis durante seu movimento no ar. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:10 324 2.2 For•as de contato 2.2.1 Força de tração Conceito A força decorrente do ato de puxar. Condição de existência Que um corpo esteja puxando outro. Direção Quando um corpo estiver sendo puxado por um fio, a mesma direção do fio. Sentido No mesmo sentido do puxão. H a lf p o in t/ S h u tt e rs to ck Sentido de puxar r T Força de tração sendo aplicada a um corpo (cachorro). 2.2.2 Normal Conceito Componente da força de contato que impede a pe- netração. Condição de existência Que um corpo tenda a penetrar em outro. Direção Perpendicular à superfície de contato. Sentido Contrário à tendência de penetração. S rd ja n P a v lo v ic /G e tt y I m a g e s A Tendência de penetração r N d ro p S to c k /S h u tt e rs to c k B Tendência de penetração r N Atleta apoiada na parede (A) e vaso apoiado no chão (B). Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:10 325 M î D U L O 2 - IN TE R A Ç Õ ES E N TR E C O R P O S : C A U S A S E E FE IT O S FÍ S IC A A 2.2.3 Atrito ConceitoComponente da força de conta- to que impede ou tenta impedir o escorregamento. Condição de existência Que um corpo esteja escorre- gando ou tendendo a escorregar. Direção Paralelo ou tangente ao apoio com o qual o corpo está em contato. Sentido Contrário ao escorregamento ou à tendência de escorregamento. 2.3 Propondo um método para assinalar as forças em um corpo . Passo 1: Escolher um corpo para assinalar as forças. . Passo 2: Assinalar as forças de campo aplicadas no corpo. . Passo 3: Contar o número de contatos que o corpo tem com demais corpos (o número de contatos é igual ao possível número de forças aplicadas no corpo). . Passo 4: Identificar, para cada contato, o possível tipo de força (tração, normal ou atrito) aplicada no corpo. . Passo 5: Avaliar para cada contato, de acordo com as condições de existência, se a força está apli- cada no corpo. . Passo 6: Assinalar as forças de contato aplicadas no corpo. 2.4 Força elástica Toda força aplicada em uma mola ou aplicada por uma mola ideal é denominada força elástica. x x Sem deformação Comprimida Esticada N F 5 elástica T F 5 elástica Lei de Hooke F k x5 ? elástica . F elástica : intensidade da força elástica; . x: deformação; . k: constante elástica da mola. Observa•‹o: A intensidade da força elástica, a constante elástica da mola e a deformação apresentam intensidades positivas. Aula 5 M a ri a S v e tl y c h n a ja /S h u tt e rs to c k Trenó escorregando no chão. r AEscorregamento Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:10 326 No Sistema Internacional de Unidades: . [F elástica ] N;5 . [x] m;5 . [k] N/m.5 . Gráfico da intensidade da força elástica ( ) em função da deformação para uma mola ideal:F elást x 5F F elást 5x4x3x2xx x 4F 3F 2F F #cultura_digital Em um dos diversos simuladores apresentados no da Universidade do Colorado, podemos aplicar for-site ças em molas e medir suas deformações. Também é possível mudar o formato das molas e verificar o que muda na experiência. Disponível em: https://phet.colorado.edu/sims/html/masses-and-springs-basics/latest/masses-and-springs- basics_pt_BR.html. Acesso em: 13 maio 2020. 3 Princípio da ação e reação Quando um corpo A aplica força em outro B, simultaneamente, B também aplica força no mesmo corpo A. Tais forças são conhecidas como par ação–reação. F homem/geladeira F geladeira/homem O par ação–reação apresenta: 1. mesma intensidade; 2. mesma direção; 3. sentidos opostos; 4. mesmo nome; 5. a possibilidade de produzir efeitos distintos, pois cada força desse par está aplicada em um corpo diferente. Aula 6 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:36 327 M î D U L O 2 - IN TE R A Ç Õ ES E N TR E C O R P O S : C A U S A S E E FE IT O S FÍ S IC A A 1 Observe a imagem. Ela mostra uma pessoa aplicando uma força que foi suficiente para movimentar um carro inicial- mente em repouso cuja massa é muito maior que a da própria pessoa (a massa do veículo é cerca de 50 vezes maior que a da pessoa da imagem). Parte I Junto com seus colegas, discuta a seguinte pergunta: Podemos dizer que um corpo força? Por exemplo, possui podemos dizer que a pessoa que puxa o veículo possui muita força? A partir da imagem, crie suas hipóteses para responder a a essa pergunta de forma a justificá-las e registre suas ideias no espaço a seguir. Professor, a resposta aqui é pessoal. A ideia é que o aluno construa suas hipóteses a partir de seus conhecimentos prévios. Veja comentários no Caderno do Professor. Parte II Com as hipóteses construídas, vamos partir para a segun- da fase, que é validá-las. Para isso, vamos tomar algumas imagens, que descrevem situações reais. Todas as imagens são de um corpo aplicando força em outro. Pé aplicando força em uma bola ao chutá-la. Aula 3 B a z u k i M u h a m m a d /R e u te rs /F o to a re n a Ta n d e m B ra n d in g /S h u tt e rs to c k Bastão eletrizado aplicando força em um pedaço de barbante ao atraí-lo. Pessoa aplicando força em uma barra ao puxá-la. Uma mão aplicando força na outra ao esfregá-la. M a rt y n F . C h il lm a id /S P L /F o to a re n a P e te r M e n z e l/ S P L /F o to a re n a Fios de cabelo aplicando força de repulsão mútua. s e rg io p h o to /S h u tt e rs to ck C o k a P o k a /S h u tt e rs to c k DESENVOLVENDO HABIL IDADES Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:36 328 As imagens anteriores nos trazem algumas evidências experimentais. Sobre elas, volte a discutir com os colegas: a) No caso da primeira imagem, na qual o pé do jogador aplica uma força na bola, é possível que o pé aplique essa força se não houver a bola? No caso do bastão que atrai o barbante, é possível o bastão aplicar essa força se não houver barbante próximo a ele? E no caso das mãos, pode uma das mãos aplicar força (ao esfre- gar) se a outra não estiver junto a ela? Não para todas perguntas. Só há força quando um corpo interage com outro. b) Nos casos apresentados até agora, para que haja forças aplicadas em um corpo, ele pode estar muito distante do outro corpo? Não, em todas há dois corpos interagindo. A partir da resposta, propomos que seja feita uma generalização, concluindo que forças são sempre interações entre dois ou mais corpos. Parte III Agora que você teve contato com alguns resultados ex- perimentais, retorne às hipóteses feitas na parte I. Inde- pendentemente de serem ou não corretas, não as apague, pois elas são um registro do que você já sabia e do que você não sabia. É importante manter esse registro, para que tenha mais clareza sobre o conhecimento que adqui- riu durante o processo de aprendizagem. Veja quais hipó- teses estavam corretas e quais precisavam de correções ou ajustes. Esse trabalho de confirmar suas hipóteses ou reescrevê-las faz parte da construção de suas conclusões, que ocorre a partir das hipóteses estarem validadas ou não. Apresente suas conclusões no espaço a seguir. Após a atividade anterior, a ideia é concluir que, para que um corpo aplique força, é necessário que ele interaja com outro corpo. Assim, um corpo não possui força. Força é resultado da ação de um corpo sobre outro. Caso os alunos tenham dificuldade em formular essa resposta, talvez seja necessário explicar o que é , pois a falta de clareza sobre o possuir significado desse verbo pode fazer com que sintam dificuldade em compreender a proposta como um todo. (Veja mais detalhes no Caderno do Professor.) Sugerimos que as hipóteses formuladas não sejam apagadas. Além de registrar o processo de aprendizagem do aluno, isso é válido para fomentar uma cultura na qual o erro faz parte do processo de aprendizagem. (Veja mais reflexões no Caderno do Professor.) 2 Vamos aprender um pouco mais sobre forças utilizando as imagens apresentadas anteriormente. Em cada uma delas, há um corpo aplicando força em outro. Temos a imagem de uma pessoa puxando uma barra. Na página anterior, há um bastão eletrizado atraindo um barbante. Para que um corpo aplique força em outro, é necessário que eles estejam em contato? Justifique a partir das si- tuações descritas pelas imagens. Não é necessário. No caso do bastão que aplica força no barbante, esses dois corpos não estão em contato. Professor, esta é uma oportunidadepara falar sobre como diferenciar forças de campo e de contato. Outra opção é fazer isso no próximo exercício. 3 Uma pessoa golpeia um saco de treinamento inicialmente na posição vertical e em repouso, aplicando uma força nele. Quando forças são aplicadas em um corpo, elas podem produzir dois efeitos. Um deles é o de deformar os corpos, também conhecido como efeito estático das forças. O outro é alterar a velocidade dos corpos, também chama- do de efeito dinâmico das forças. Qual(is) dos efeitos ocorre(m) no contexto representado na imagem? Como você pode concluir isso? Os dois efeitos podem ser observados. Enquanto a pessoa aplica força no saco, ele dobra, ou seja, sofre deformação. Outro efeito foi fazer o saco, que inicialmente estava em repouso, iniciar movimento. Isso nos permite concluir que a força alterou a velocidade do saco. V ik to r G la d k o v /S h u tt e rs to c k DESENVOLVENDO HABIL IDADES Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:36 329 M î D U L O 2 - IN TE R A Ç Õ ES E N TR E C O R P O S : C A U S A S E E FE IT O S FÍ S IC A A 4 Você já ouviu falar que Isaac Newton “descobriu” a gravi- dade por causa da queda de uma maçã? Caso já tenha ouvido, saiba que essa história jamais aconteceu. Mesmo assim, é fato que podemos observar que, quando corpos são abandonados (com velocidade inicial zero), iniciam queda vertical em direção ao chão. Isso ocorre porque qualquer corpo que esteja próximo à Terra é atraído por ela. Essa força se chama peso, e também é conhecida como força de atração gravitacional. Sobre a força peso ou força de atração gravitacional, po- demos afirmar que: a) é uma força de contato, pois, para estar aplicada em um corpo, é necessário que a Terra esteja em contato com ele. b) todos os corpos têm peso necessariamente, pois força é uma propriedade dos corpos, independentemente de eles interagirem com outros corpos. c) é uma força que é resultado da atração que a Terra exerce nos corpos próximos a ela. d) é sempre vertical e para cima, pois a Terra repele os corpos que estão próximos dela. 5 Quando puxamos um corpo, aplicamos nele uma força chamada tração. Veja a imagem a seguir. Aula 4 b il h a g o la n /S h u tt e rs to ck Incorreto. Peso é uma força de campo. Incorreto. Forças não são propriedade de corpos, elas são resultado da interação entre eles. Incorreto. Seu sentido sem- pre é para baixo, apontando para o centro da Terra. B o d n a r Ta ra s /S h u tt e rs to c k A pessoa está segurando o fio (ou corda). Este, por sua vez, como está preso no cachorro, está aplicando tração no animal. Sobre a força de tração, podemos afirmar que: a) é uma força de campo, pois, para estar aplicada em um corpo, é necessário que ele esteja em contato com outro corpo. b) em todos os corpos que estão ligados a fios esticados, há tração aplicada, pois essa é a única condição para que a tração seja aplicada em um corpo. c) não é uma força, pois todos os fios possuem força. d) caso seja aplicada por um fio, sua direção coincide com a direção do próprio fio. 6 Em algumas situações, um corpo colocado sobre um apoio inclinado (também chamado de plano inclinado) fica em repouso, sem que haja escorregamento. Veja o caso desta menina, sentado tranquilamente sobre uma prancha plana e inclinada. A menina tende a escorregar e penetrar no apoio. Ela não penetra nem escorrega no apoio devido, respectivamen- te, à ação de duas forças – a normal e o atrito – aplicadas nela. Sobre a normal e o atrito, podemos afirmar que: a) a normal sempre é paralela ou tangente ao apoio no qual o corpo está. b) o atrito sempre é perpendicular ao apoio no qual o corpo está. c) para que o atrito seja aplicado em um corpo, é neces- sário que as superfícies em contato não sejam lisas e que haja escorregamento ou tendência de escorregar. d) a normal é a inimiga do peso, sempre de direção verti- cal e sentido para cima. Incorreto Tração é uma força de contato. Há ainda outro erro: a afirmação de que é necessário contato para haver força de campo aplicada. Incorreto. Para que haja tração apli- cada, é necessário, além de contato, que o fio esteja puxando o corpo. Incorreto. Tração é uma força e nenhum corpo "possui" força. F a m V e ld /S h u tt e rs to c k Incorreto. A normal sempre é perpendicular ao apoio no qual o corpo está. Incorreto. O atrito sempre é paralelo ou tangente ao apoio no qual o corpo está. Incorreto. A normal sempre é perpendi- cular ao apoio no qual o corpo está. Logo, não necessariamente é vertical, pois o apoio pode estar em outra direção que não a horizontal. Os exercícios 4, 5 e 6 são um treinamento para que o aluno se lembre das características das forças peso, tração e atrito. Como a habilidade treinada é o lembrar, uma pos- sível forma de resolver os exercícios é utilizando o aplicativo , que, em geral, estimula o aluno a se engajar na atividade. (Veja mais detalhes no Kahoot Caderno do Professor.) DESENVOLVENDO HABIL IDADES Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:36 330 7 Para representar situações reais, muitas vezes é necessário criar um esquema. Os esquemas descrevem tais situações de forma simplificada, mas sem que se percam detalhes importantes para a análise que está sendo conduzida. Por exemplo, caso desejemos assinalar as forças em um vaso que se encontra sobre uma mesa, podemos representar o vaso simplesmen- te por um bloco. Crie esquemas simplificados para representar graficamente cada uma das situações propostas, assinalando as forças apli- cadas nos corpos citados. a) Pessoa pulando de um local para outro. P b) Lustre pendurado no teto. P T c) Caixote carregado sobre uma mesa cujo apoio é horizontal. N P S tu d io 7 2 /S h u tt e rs to c k U la d z im ir N a v u m e n k a /S h u tt e rs to c k A fr ic a S tu d io /S h u tt e rs to c k DESENVOLVENDO HABIL IDADES Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:36 331 M î D U L O 2 - IN TE R A Ç Õ ES E N TR E C O R P O S : C A U S A S E E FE IT O S FÍ S IC A A d) Criança descendo em um escorregador (despreze todos os atritos e a resistência do ar). N P Aula 5 8 Para ajudar em exercícios de impacto, alguns atletas utilizam calçados como os da imagem a seguir. Para simplificar a des- crição da situação, podemos representá-la por meio de um esquema, que é o de um corpo sobre uma mola. Sobre as forças aplicadas na pessoa, que é representada por um bloco, podemos afirmar que: a) são três forças aplicadas, o peso, a normal e a força elástica. b) não há força elástica aplicada, apenas o peso e a tração. c) são duas forças aplicadas, o peso e a normal, que, nesse contexto, também pode ser chamada de força elástica. d) a única força aplicada é o peso. F a m V e ld /S h u tt e rs to c k P h o to S to c k 10 /S h u tt e rs to c k Incorreto. São apenas duas forças aplicadas. Incorreto. A normal é a própria força elástica. Incorreto. Há mais uma força aplicada. DESENVOLVENDO HABIL IDADES O método que sugerimos para traçar as forças sobre o corpo é o mesmo apresentado tanto no Caderno de Estudos como no Caderno do Aluno. Como opção, proponha aos alunos que debatam e criem um método. Por ser mais desafiadoraula(s), o aluno deve ser capaz de: . Objetivo 1: aplicar as propriedades de potências em cálculos que envolvam expressões numéricas. . Objetivo 2: utilizar a notação científica na resolução de problemas. . Objetivo 3: resolver situações-problema que façam uso da potenciação e de suas propriedades. 6 M Ó D U L O 1 A N Á L I S E L I N G U Í S T I C A Fatores de textualidade C O M P E T Ê N C I A S G E R A I S C 1 . C 3 . C 4 HABILIDADES BNCC NORTEADORAS DO MÓDULO EM13LGG103 Analisar o funcionamento das linguagens, para interpretar e produzir criticamente discursos em textos de diversas semioses (visuais, verbais, sonoras, gestuais). EM13LP02 Estabelecer relações entre as partes do texto, tanto na produção como na leitura/escuta, considerando a construção composicional e o estilo do gênero, usando/reconhecendo adequadamente elementos e recursos coesivos diversos que contribuam para a coerência, a continuidade do texto e sua progressão temática, e organizando informações, tendo em vista as condições de produção e as relações lógico-discursivas envolvidas (causa/efeito ou consequência; tese/argumentos; problema/solução; definição/exemplos etc.). EM13LGG203 Analisar os diálogos e os processos de disputa por legitimidade nas práticas de linguagem e em suas produções (artísticas, corporais e verbais). EM13LP01 Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.) de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações. Sugestão de roteiro de aula Aula Descrição Anotações 1 Interação, contextualização e significado Desenvolvendo habilidades: 1 e 2 TM: 1, 2 e 3 TC: 4 e 5 TD: 6 Extras!: 1 2 Princípios fundamentais para a leitura Desenvolvendo habilidades: 3, 4 e 5 TM: 7, 8, 11 e 12 TC: 9 e 10 TD: 13 Extras!: 2 Objetivos de aprendizag em Ao fim destas aulas, o aluno deve ser capaz de: . Objetivo 1: identificar influência do contexto sócio-histórico na construção do significado em textos de diferentes gêneros. . Objetivo 2: utilizar conhecimentos prévios para atribuir significado a textos de diferentes gêneros. 7 M Ó D U L O 1 - IN TR O D U Ç Ã O A O M ÉT O D O C IE N TÍ FI C O E À O R IG EM D A V ID A B IO LO G IA B Aula 1 Nesta primeira aula, a proposta é apresentar o método científico como a forma básica de estudo das Ciências da Natureza. Os componentes curriculares de Química e Física também estão introduzindo seus temas a partir de uma abordagem do método científico; assim, é importante uma linguagem comum. Recomendamos que a abordagem inicial seja mostrar a diferença entre senso comum e pensamento científico. Convém caracterizar o senso comum como o conjunto de conhecimentos transmitidos pela experiência e aceitos como verdadeiros por um grupo social. Esses conhecimentos englobam tradições, crenças, hábitos familiares e preconceitos, sendo transmitidos de geração em geração. O senso comum não é racional nem tem base científica. Pode-se utilizar exemplos como: o número 13 é sinal de má sorte; não pode comer manga e beber leite; cortar o cabelo na lua cheia o fortalece e o faz crescer mais rápido; tomar banho depois de comer provoca congestão; se pegar friagem, vai ficar gripado. Sugerimos estimu- lar os alunos a citar outros exemplos. Em seguida, é importante mostrar como, a partir do senso comum, desenvolveu-se o pensamento científico, que é crítico e metódico. A ciência procura explicações racionais para os fenômenos naturais que permitam a descoberta de relações universais e que possibilitem a previsão de eventos para que, desse modo, possamos atuar sobre as condições naturais. Convém reforçar que a ciência não é um conhe- cimento definitivo e absoluto, mas está em contínua modificação pelo surgimento de novos fatos, desco- bertas ou aperfeiçoamentos tecnológicos. Pode-se apresentar, então, as etapas do método dedutivo, mais comumente usado pelas Ciências da Natureza e explicar que não existe um método universal ou único, e as Ciências Humanas podem usar méto- dos diferentes, mas também científicos Recomendamos destacar a importância da problematização (a ela- boração de pergunta sobre um fato observado), que leva à produção da hipótese, que deve ser testada por uma experiência controlada e repetível. É importante explicar o que são as variáveis consideradas nos expe- rimentos e sua importância. Sugerimos mostrar como um conjunto de hipóteses pode levar a uma teoria, que é apenas a melhor explicação para um fenômeno específico em determinado momento e permite estabelecer previsões tes- táveis; convém ressaltar que a teoria não é uma verdade final e dogmática e pode ser alterada ou abando- nada por uma explicação melhor; toda teoria deve ser submetida à análise de falseamento. Recomendamos trabalhar com os alunos a questão 1 da seção . Pode-se Desenvolvendo habilidades reservar um momento para que leiam a questão e, na sequência, discutir com eles os passos necessários para chegar ao resultado observado. Convém destacar como a observação de um evento casual levou a uma descoberta de imensa importância, que rendeu a Fleming – juntamente com Howard Florey e Ernst Boris Chain – o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina, em 1945, e resultou em um impacto incalculável na saúde pública mundial. Recomendamos, então, apresentar como a metodologia científica foi aplicada na investigação sobre a origem da vida, inicialmente nos trabalhos envolvendo o debate abiogênese biogênese. Pode-se apre-3 sentar o conceito de geração espontânea elaborado por Aristóteles e explicar como, pelo senso comum, essa ideia se manteve sem contestação até o século XVII. Em seguida, sugerimos descrever o experimento de Redi, mostrando que ele estava investigando a origem dos vermes que surgiam na carne em decomposição e, por meio de um experimento controlado e reproduzível, forneceu evidências sólidas para a contestação da abiogênese dos vermes. É importante citar como a descoberta dos microrganismos na mesma época das experiências de Redi reacendeu a discussão sobre a abiogênese no universo microscópico. E essa ideia só foi finalmente refu- tada em meados do século XIX com o experimento de Pasteur. Por fim, a explicação do experimento com frascos com gargalos em formato de pescoço de cisne pode ser feita em conjunto com a resolução da questão 2 da seção Desenvolvendo habilidades. Uma sugestão neste momento é fazer a análise dos experimentos de Pasteur sob um aspecto investi- gativo, organizando os alunos em duplas ou grupos pequenos e sugerindo que resolvam as questões. Ao final, pode-se estimular uma discussão acerca dos conceitos trabalhados. É importante estimar o tempo de aula necessário, estabelecendo limites para as análises e para a discussão. Encaminhamento SUGESTÃO DE ROTEIRO DE AULA Os módulos são previstos para uma ou mais aulas. Neste quadro, há uma sugestão de como trabalhar aula a aula. ENCAMINHAMENTO Nesta seção, há sugestões aula a aula para se trabalhar o conteúdo com os alunos. SETOR Este material é dividido em setores que definem um arranjo dos conteúdos adequado às especificidades da disciplina. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM Nesta seção, explicita-se a expectativa de aprendizagem do módulo. HABILIDADES BNCC NORTEADORAS DO MÓDULO Aqui você encontrará as habilidades da Base Nacional Comum Curricular trabalhadas no módulo. 3 Encaminhamento Ponto de partida As perguntas disparadoras – do Módulo e, neste caso, do curso – têm o objetivo de fazer a turma perceber que a escrita não pode ser reduzida à representação visual da fala. São competências comple- mentares, mas distintas: o processo de desenvolvimento é bastante diferente, bem como as situações sociais em que cada umae exigir mais tempo, é necessário que o professor verifique essa possibilidade. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:36 332 9 Uma vez que corpos pendurados por molas estejam em repouso, eles aplicam forças na extremidade inferior da mola cuja intensidade é diretamente proporcional às suas massas. Em uma experiência de laboratório, vários corpos foram pendurados em duas molas, mola 1 e mola 2, e as deformações que cada corpo produziu, em ambas as molas, foram medidas. As medições executadas foram registradas na tabela a seguir. Massa do corpo pendurado (g) Intensidade da força aplicada na mola (N) Deformação da mola 1 (cm) Deformação da mola 2 (cm) Constante elástica da mola 1 (N/cm) Constante elástica da mola 2 (N/cm) 50 0,5 10 50 0,05 0,01 100 1,0 20 100 0,05 0,01 250 2,5 50 250 0,05 0,01 a) Preencha os espaços vazios da tabela. b) Qual das duas molas é a mais difícil de deformar? Justifique. É a mola 1, pois é a que apresenta maior constante elástica. c) Construa os gráficos da intensidade da força elástica em função das deformações medidas em cada mola. 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 20 40 60 80 100 2 x (cm) F (N) 1 F o u ad A . S aa d /S h u tt e rs to ck Professor, pode ser que alguns alunos perguntem como assinalar as forças na mola ou como calcular a deformação da mola. Se não perguntarem, você mesmo pode levantar a dúvida. Veja no Caderno do Professor sugestões de como proceder nesse caso. DESENVOLVENDO HABIL IDADES Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:36 333 M î D U L O 2 - IN TE R A Ç Õ ES E N TR E C O R P O S : C A U S A S E E FE IT O S FÍ S IC A A 10 Para investigar o comportamento dos carros caso eles colidam, é feito um estudo chamado crash test (teste de colisão). Simplificadamente, o teste consiste em fazer com que carros colidam em diferentes contextos. A imagem a seguir é a de um teste de colisão entre dois carros do mesmo modelo. A partir da imagem, podemos concluir que há força aplicada em qual dos carros? Justifique. Em ambos. Os dois carros amassam, ou seja, sofrem deformação, o que é uma evidência de que há forças aplicadas em ambos. A outra evidência é que os dois carros, durante a colisão, têm sua velocidade alterada. 11 No exercício da flexão de braço, quem o executa posiciona-se paralelamente ao piso, apoiando as palmas das mãos no chão, e empurra-o verticalmente e para baixo. Caso a musculatura da pessoa possibilite, ela consegue esticar os braços, indo para cima. a) Faça um esquema representando a pessoa e o chão e assinale as forças trocadas entre o chão e as mãos da pessoa. Força com que o chão empurra a mão Força com que a mão empurra o chão b) É possível, na flexão de braço, que a pessoa consiga executar o exercício sem empurrar o chão, ou seja, o local no qual está apoiada? Não. Para que o chão empurre a pessoa para cima, a pessoa deve empurrar o chão para baixo. Aula 6 Ao final do exercício, você pode comentar que as duas forças são chamadas de par ação-reação e que elas sempre apresentam mesma intensidade. Uma evidência disso é que carros iguais apresentaram efeitos (de- formações/amassados) similares. É possível também perguntar se os efeitos seriam os mesmos para carros diferentes, tomando como exemplo uma colisão entre um car- ro urbano compacto e uma caminhonete grande. A intenção da pergunta é reforçar que as forças do par ação-reação sempre apresentam mesma intensidade, mas po- dem causar efeitos diferentes, pois sempre estão aplicadas a corpos distintos (que nem sempre são tão semelhantes quanto dois carros de mesmo modelo). Elaboramos este e os próximos exercícios com a intenção de que eles possam ser utilizados de duas maneiras: a primeira é como treinamento em uma teoria já apresentada, e a segunda, como atividades deflagradoras de discus- sões e criação de hipóteses, por parte dos alunos, para uma teoria que ainda não foi vista. No Caderno do Professor, há mais reflexões e como proceder em ambas as opções didáticas. B e n o is t/ S h u tt e rs to ck fi zk e s/ S h u tt e rs to ck DESENVOLVENDO HABIL IDADES Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:36 334 12 Uma maneira de realizar o teste de colisão de carros, o crash test, é colidindo um carro contra um obstáculo fixo. Podemos afirmar que a intensidade da força aplicada pelo carro no obstáculo é menor do que a força aplicada pelo obstáculo no carro? Explique. Não, pois as forças não possuem intensidades diferentes. Elas apresentam efeitos diferentes porque estão aplicadas a corpos diferentes. O obstáculo fixo é muito mais resistente que o carro; logo, a deformação do carro será maior que a do obstáculo. Professor, você pode retomar o exercício 10 nesse ponto para aplicar o princípio da ação e reação. Veja no Caderno do Professor algumas discussões sobre como proceder e em que grau de profundidade. B lo o m b e rg /G e tt y I m a g e s 13 Quando aplicamos teorias científicas, é importante que sai- bamos seus limites de validade. Por exemplo, podemos apli- car o princípio da ação e reação para afirmar que, se um homem empurrar uma parede, a parede vai empurrar o ho- mem naquele mesmo instante, aplicando no homem uma força de mesma intensidade, mesma direção e sentido opos- to. Esse raciocínio é pertinente, porque o princípio da ação e reação vale para corpos que se empurram. Aplicando esse mesmo raciocínio, poderíamos perguntar: se um ímã atrai um prego, o prego atrai o ímã? E o que poderíamos pensar de situações análogas que ocorrem na vida das pessoas? Por exemplo, se Carlos ama Joana, então Joana tem que amar Carlos? Se Paulo agride José, José tem que agredir Paulo? Escreva um texto respondendo a essas perguntas e justi- fique sua resposta. Não é para qualquer ato de A em B que haverá o mesmo ato de B em A. Nos termos do enunciado, se o ímã atrai o prego, podemos dizer que o prego também atrai o ímã. Entretanto, se Carlos ama Joana, esse amor pode não ser necessariamente correspondido. Destaca-se que o princípio da ação e reação vale apenas para o ato de aplicar forças. Se um corpo A exerce força no corpo B, necessariamente o corpo B exerce força no corpo A. r F AB r F BA DESENVOLVENDO HABIL IDADES m im a g e p h o to g ra p h y /S h u tt e rs to c k Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:36 335 M Ó D U LO 2 - IN TE R A Ç Õ ES E N TR E C O R P O S : C A U S A S E E FE IT O S FÍ S IC A A Material de consulta: Caderno de Estudos 1 – Unidade Dinâmica newtoniana – Capítulo 1 Objetivo de aprendizagem Tarefa Mínima Tarefa Complementar Tarefa Desafio 1 • Faça a questão 1. — — 2 • Faça a questão 2. • Faça a questão 3. • Leia os itens 1 a 3. — 3 • Leia o item 1 da seção Neste módulo. • Faça a questão 4. • Faça a questão 5. • Leia o item 4. • Faça a questão 6. 4 • Leia os itens 2.1 e 2.2 da seção .Neste módulo • Faça as questões 7 e 8. • Faça a questão 9. • Leia o item 5. — 5 • Leia o item 2.3 da seção Neste módulo. • Faça a questão 10. • Faça as questões 11 e 12. • Leia o item 6. • Faça a questão 13. 6 • Leia o item 2.4 da seçãoNeste módulo. • Faça as questões 14 a 16. • Faça as questões 17 e 18. • Leia o item 7. • Faça as questões 19 e 20. 7 • Leia o item 3 da seção Neste módulo. • Faça as questões 21 a 24. • Faça as questões 25 a 27. • Leia o item 8. • Faça a questão 28. Aula 3 Aula 3 Aula 3 Aula 4 Aula 4 Aula 5 Aula 6 Orientação de estudo Sugest ão de divisão aula a aula: Aula 3: objetivos 1 a 3; Aula 4: objetivos 4 e 5; Aula 5: objetivo 6; Aula 6: objetivo 7. 1 Uma atração famosa em parques de diversões ganhou uma versão maior e mais atualizada, que é o SkyScreamer, nos Estados Unidos. Aula 4 No próximo módulo, vamos estudar o conceito de resultante e como obtê-la. Para obter a resultante, é necessário conhecer os teoremas da Geometria plana que são utilizados com mais frequência. Para isso, veja o vídeo Geometria plana e vetores, disponível na plataforma e traga suas Plurall dúvidas para a próxima aula. PREPARE-SE EX T R A S! C a s s io h a b ib /S h u tt e rs to ck Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:01:36 336 As pessoas são colocadas a uma altura de 70 m, executando movimento circular em um plano horizontal e desenvolvendo velocidade de cerca de 70 km/h. Podemos representar esse contexto por meio do seguinte esquema: Desprezando a resistência do ar, assinale as forças aplicadas no conjunto banco/pessoa. 2 Uma das provas de atletismo é o lançamento do martelo. Antes de lançar o objeto (martelo), a atleta aplica forças de tal forma que o corpo executa movimento em uma trajetória circular, aumentando sua velocidade até que chegue na velocidade máxima. Nesse momento, a atleta solta o martelo e ele começa seu movimento no ar, chamado de lançamento oblíquo. Assinale as forças aplicadas no corpo preso ao fio no instante representado na imagem anterior. m u z s y /S h u tt e rs to ck E X T R A S ! Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:00 337 M Ó D U L O 2 - IN TE R A Ç Õ ES E N TR E C O R P O S : C A U S A S E E FE IT O S FÍ S IC A A 3 Móbiles são brinquedos muito comuns para utilizar como enfeites. Uma das habilidades necessárias para estudar o equilíbrio do móbile é assinalar forças nos corpos que o compõem. Assina- le as forças nos corpos ligados aos fios da extremidade esquerda da imagem, isto é, na esfera e na estrela abaixo dela. Aula 6 Móbile de decoração infantil. E X T R A S ! A n ja I v a n o v ic /S h u tt e rs to c k Gravidade O filme Gravidade é um convite para ver situações pertinentes à Mecâni- ca que você já pode entender melhor ao final desse módulo e diversas outras que você entenderá no decorrer do curso. Enquanto assiste ao filme, preste atenção às cenas em que os astronautas estão no espaço, identificando os momentos em que forças alteram a velocidade de um corpo ou fazem com que um corpo se deforme. A sugestão é simples pelo que o filme oferece, mas vamos aos poucos. Estamos apenas começando essa jornada pelo mundo da Física, em um processo de crescente compreensão dos fenômenos naturais. R e p ro d u ç ã o /W a rn e r B ro s Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:00 338 M Ó D U L O 3 COMPETÊNCIA ESPECÍFICA E HABILIDADE DA BNCC COMPETÊNCIA 2 EM13CNT204 O conceito de resultante e como obtê-la PONTO DE PARTIDA • Como podemos estu- dar o movimento de um corpo quando há várias forças aplicadas nele? Objetivos de aprendizagem Neste módulo 1 Resultante 1.1 Conceito Dado um sistema (conjunto) de forças, a resultante (R r ) é uma força fictícia que, se existisse e atuasse sozinha, causaria o mesmo efeito dinâmico do sistema de forças. Assim, o efeito dinâmico é o mesmo, por exemplo, nas duas situações descritas a seguir. F 1 F 2 F 3 V 1 V 1 V 2 V 2 R Aula 7 . Objetivo 1: Aplicar o método da linha poligonal para obter a resultante das forças aplicadas em um corpo. . Objetivo 2: Aplicar o método da decomposição para obter a resultante das forças aplicadas em um corpo. Aula 7 Aula 8 F Í S I C A A Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:00 339 M Ó D U L O 3 - O C O N C E IT O D E R E S U L T A N T E E C O M O O B T Ê -L A F ÍS IC A A 1.2 Notação da soma vetorial Dado um sistema (conjunto) de forças (F r 1 , F r 2 , F r 3 , ...) aplicadas em um corpo, definimos a sua resultante (R r ) como a soma vetorial de todas as forças aplicadas nesse corpo. Matematicamente: R F F F ...5 1 1 1 r r r r 1 2 3 1.3 Método da linha poligonal Para obter a resultante de um sistema de apenas três forças, podemos aplicar o método da linha poligonal. R 5 F 1 1 F 2 1 F 3 F 1 F 3 F 2 F 1 R F 3 F 2 1.4 Método da decomposição Podemos decompor uma dada força em duas componentes nos eixos e , perpendiculares entre si, x y como indicado na figura a seguir. Na direção do eixo x: F F x 5 ? θcos Na direção do eixo y: F F y 5 ? θsen u x y F x F y F Aula 8 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:00 340 DESENVOLVENDO HABIL IDADES 1 Uma pessoa segura um elástico e aplica força, fazendo com que ele se deforme. As forças aplicadas no elástico são: . uma tração (ou força elástica) na extremidade direita do elástico; . uma tração (ou força elástica) na extremidade esquer- da do elástico; . a força peso, no meio do elástico. Caso sejam medidas as intensidades dessas forças, é pos- sível observar e concluir que: I. as intensidades das duas forças elásticas são iguais e valem 0,5 N; II. as intensidades das duas forças elásticas são muito maiores que a do peso, que pode ser desprezada; III. as duas forças elásticas apresentam mesma direção e sentido opostos. Assinale a alternativa correta. a) A resultante das forças aplicadas no elástico é 0,5 N e o elástico está se deformando. b) A resultante das forças aplicadas no elástico é 1,0 N e o elástico está se deformando. c) A resultante das forças aplicadas no elástico é zero e o elástico está se deformando. d) A resultante das forças aplicadas no elástico é zero e o elástico não está se deformando. e) A resultante das forças aplicadas no elástico é 0,5 N e o elástico não está se deformando. De acordo com o enunciado, podemos representar assim as forças aplicadas no elástico: Como as duas forças apresentam mesma intensidade e direção, mas sentidos opostos, de acordo com a definição de resultante (R r 5 F r ∑ ), sua resultante é zero. O elástico irá deformar mesmo assim, pois a resultante é equivalente a um sistema de forças apenas quanto ao seu efeito dinâmico, não tendo relações com a deformação, ou seja, com o efeito estático das forças. Aula 7 M A S T E R P H O T O 2 01 7 /S h u tt e rs to c k F elástica esquerda F elástica direita 2 Você já escutou a frase “A união faz a força!”? Se tomarmos ao pé da letra, a frase conceitualmente correta seria que “a união pode aumentar a intensidade da resultante”. Os amigos da imagem a seguir estavam passeando quando seu carro pifou. Responsáveis, preferiram empurraro carro até o acostamento antes de ligar para pedir ajuda. Ao empurrar o carro, as três pessoas aplicam forças para ajudá-lo a se movimentar, todas na mesma direção do eixo longitudinal do carro e no sentido a favor do movimento. O rapaz de óculos, à esquerda, aplica força de 300 N, o que está à direita aplica força de 400 N e o do meio aplica for- ça de 150 N. Além dessas forças, há ainda aplicados no carro o peso e a normal, ambas de intensidade 15 000 N. Como o carro não está freado e nenhuma marcha está en- gatada, a intensidade do atrito aplicado nele pode ser des- prezada, uma vez que é comparada com a intensidade das demais forças aplicadas. a) Represente no esquema a seguir as forças aplicadas no carro. N 5 15 000 N P 5 15 000 N F 1 150 N5 F 2 300 N5 F 2 5 400 N b) Calcule a resultante das forças. Como o peso equilibra a normal, podemos assim representar a soma vetorial. F F F 1 5 150 N 2 5 300 N 3 5 400 N R A intensidade da resultante pode assim ser obtida: R 5 F 1 1 F 2 1 F 3 5 150 1 300 1 400 _ R 5 850 N. D m y tr o V ie tr o v /S h u tt e rs to c k Professor, sugerimos que nas questões 2 e 3 seja feito todo o processo da linha poligonal para calcular a resultante, de modo a deixar claro para os alunos que não é necessário decorar métodos específicos para cada caso. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:00 341 M î D U L O 3 - O C O N C E IT O D E R E S U L T A N T E E C O M O O B T Ê -L A F ÍS IC A A 3 Em vias férreas, é muito comum que apenas uma locomotiva puxe diversos vagões a ela acoplados. Para que o conjunto se movimente, a locomotiva aplica força no primeiro vagão a ela ligado, que, por sua vez, aplica força no segundo vagão e assim por diante. Quando a locomotiva aplica força no primeiro vagão, devido ao princípio da ação e reação, ele também aplica força na locomotiva. Tais forças apresentam mesma intensidade, direção e sentidos opostos. Isso ocorre com os demais vagões também. Podemos representar as forças aplicadas nos vagões da seguinte maneira: F’ 5 80 000 N 80F’ 5 000 N F 5 100 000 N 100F 5 000 N Vagão n 1 1 Vagão n2 1 Vagão n Admitindo que as demais forças aplicadas no vagão se equilibrem, caracterize a resultante das forças nele.n Vagão n F ' 805 000 N F ' 805 000 N F 5 100 000 N F 5 100 000 N R R F' F R F F' R 1 5 5 2 5 2 5 100 000 80000 20 000 N Iv a n K ru k /S h u tt e rs to c k Representando o esquema dado, podemos assim obter a resultante: DESENVOLVENDO HABIL IDADES Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:00 342 4 Brincar é um direito da criança, de acordo com a Convenção sobre os Direitos da Criança, elaborada pela ONU, em 1989 e ratificada pela maioria dos países do mundo. No Brasil, os direitos da criança ganharam status de lei em 1990, quando entrou em vigor o Estatuto da Criança e do Adolescente. Acima do fato de ser uma lei, contudo, está o valor da brincadeira, pois o brincar é um momento fundamental na formação da criança. Em uma brincadeira, uma criança puxa um brinquedo utilizando um fio. Enquanto puxa o carrinho, a criança está observando o que acontece com ele. Trata-se de um processo investigativo muito rico. Caso seja construído um esquema para representar tal situação, as forças aplicadas no brinquedo podem assim ser indicadas: 10 N A N T P a) Caracterize a resultante por meio do método da linha poligonal. 10 N AR N T P b) Caracterize a resultante por meio do método da decomposição. 10 N T x T y T A partir da figura, concluímos que: T x 5 30 N e T y 5 20 N Estudando o problema nos eixos e x y: Em : y R y 5 N 1 T y 2 P 5 1 2 5 10 20 30 0 Em : x R x 5 T x 2 A 5 2 5 30 20 10 N Assim, a resultante é horizontal, para a direita e com intensidade de 10 N. Aula 8 Decompondo a tração nos eixos (horizontal) e x y (vertical): DESENVOLVENDO HABIL IDADES A n d re y _ C h u z h in o v /S h u tt e rs to c k Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:00 343 M î D U L O 3 - O C O N C E IT O D E R E S U L T A N T E E C O M O O B T Ê -L A F ÍS IC A A 5 O canal do Panamá permite que cerca de 14 mil navios por ano transitem entre os oceanos Pacífico e Atlântico. Ele evita que os navios tenham que navegar cerca de 22 mil km a mais, tendo que dar a volta em toda a América do Sul. Nessa travessia, os navios são rebocados de maneira muito precisa, pois passam muito próximos das paredes do canal. Uma maneira como são rebocados é por meio de carros que estão fixos a trilhos, como se vê nas figuras a seguir. Para isso, os navios são ligados por cabos aos carros rebocadores. Vamos admitir que os cabos apliquem forças como indicado no esquema a seguir, que representa o navio visto de cima. Carro rebocador Canal Trilho Navio 30° 30° F F Admitindo que para o navio representado a intensidade da força F r seja 300 000 N, que as demais forças aplicadas no navio são desprezíveis ou se equilibram, calcule a resultante das duas forças representadas no esquema por meio do método da decomposição. Adotando os eixos e e executando a decomposição:x y Carro rebocador Canal Trilho Navio 30° 30° F F F x F x F y F y F x y A partir da figura: F F F F F5 5 ? 5 ? 5 ?cos 30 cos 30 300 000 3 2 N 150 000 3 N x x x ° ⇒ ° ⇒ F F F F F5 5 ? 5 ? 5sen 30 sen 30 300 000 1 2 N 150 000 N y y y ° ⇒ ° ⇒ Analisando o problema: No eixo y: R y 5 F y 2 F y _ R y 5 0 No eixo x: R 5 R x 5 F x 1 F x 5 2?F x 5 300 000 3 N s c h li ff /P ix a b a y /p ix a b a y .c o m P a n a m a P a ll e /P ix a b a y /p ix a b a y. c o m DESENVOLVENDO HABIL IDADES Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:00 344 1 Como visto em aula, uma atração famosa em parques de diversões é o chapéu mexicano, que já ganhou diversas versões repaginadas. No esquema a seguir, que é o mes- mo visto em aula, o corpo executa movimento em traje- tória circular com velocidade escalar constante. Desprezando a resistência do ar e admitindo que a resul- tante apresenta apenas componente na direção horizon- tal, qual das alternativas a seguir representa a resultante das forças aplicadas no corpo? a) Aula 7 Material de consulta: Caderno de Estudos 1 – Unidade Dinâmica newtoniana – Capítulo 2 Objetivo de aprendizagem Tarefa Mínima Tarefa Complementar Tarefa Desafio 1 • Leia os itens 1.1 a 1.3 da se- ção .Neste módulo • Faça as questões 1 a 3. • Faça as questões 4 a 7. • Leia os itens1e2. • Faça as questões 8 e 9. 2 • Leia o item 1.4 da seção Neste módulo. • Faça as questões 10 a 12. • Faça as questões 13 e 14. • Leia os itens3e4. • Faça as questões 15 e 16. Aula 7 Aula 8 Orientação de estudo Sugestão de divisão aula a aula: Aula 7: objetivo 1; Aula 8: objetivo 2. E X T R A ! b) c) d) e) No próximo módulo, vamos estudar as tendências de movimento de um corpo. Para isso é importante que tenhamos em mente o que pensamos a respeito desse tema, ou seja, quais são os nossos saberes prévios. Então, para relembrá-los, produza um texto respondendo às seguintes perguntas:1) Toda vez que um corpo está em movimento é necessário que haja forças nele aplicadas? 2) Existe relação entre a resultante em um corpo e o movimento que ele executa? Destacamos que, para responder às perguntas, você não deve consultar livros, ou quaisquer informações além do seu saber sites pessoal prévio, mas se quiser debater com seus colegas, é uma ótima ideia. Boa atividade! PREPARE-SE Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:00 345 M Ó D U LO 4 - A S T E N D Ê N C IA S N A T U R A IS D E M O V IM E N T O D O S C O R P O S F ÍS IC A A M Ó D U L O 4 COMPETÊNCIA ESPECÍFICA E HABILIDADE DA BNCC COMPETÊNCIA 2 EM13CNT204 F Í S I C A A As tendências naturais de movimento dos corpos PONTO DE PARTIDA • Qual é a relação entre o movimento que um corpo executa e as for- ças nele aplicadas? • É correto afirmar que peso e massa são a mesma grandeza física? Objetivos de aprendizagem Neste módulo . Objetivo 1: Identificar quais movimentos os corpos naturalmente tendem a executar em diferentes contextos. . Objetivo 2: Relacionar a resultante com os movimentos que os corpos tendem a executar. . Objetivo 3: Diferenciar massa de um corpo e peso nele aplicado. . Objetivo 4: Calcular o peso por meio da definição de campo gravitacional. . Objetivo 5: Analisar situações nas quais há corpos empilhados ou pendurados. Aula 9 Aula 10 Aula 11 Aula 11 Aula 12 1 Princípio da inércia 1.1 Enunciado informal Se em dado instante o corpo está em... Ele tende a permanecer em... Repouso Repouso Movimento Movimento retilíneo e uniforme (MRU) 1.2 Enunciado formal Constante 0= (MRU) Equilíbrio dinâmico Constante 05 (Repouso) Equilíbrio estático RR r 5 00 r Equilíbrio v r constante Aula 9 Aula 10 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:00 346 2 Peso, massa e campo gravitacional 2.1 Diferenciando massa e peso Massa Peso Conceito É a grandeza física que indica: . a quantidade de matéria que um corpo tem; . a inércia de um corpo. É a força atrativa que a Terra ou qual- quer outro astro aplica no corpo. Quanto a ser uma propriedade do corpo É propriedade do corpo. Podemos dizer que a massa de um corpo é, por exemplo, 10 kg. Não é propriedade do corpo, é uma for- ça que algum outro corpo lhe aplica. Não podemos dizer que o peso de um corpo é, por exemplo, 100 N. Nesse exem- plo, o que pode ser dito é que o peso que a Terra aplica em um corpo é 100 N. Natureza Escalar. Vetorial. Medição Balança. Dinamômetro. Depende Do corpo. Do corpo e do local. 2.2 Campo gravitacional Definição 5 r r g P m Para um dado local 5 r r g P m 5 (constante). Unidade [g] N/kg 5 5 m/s2 Direção Radial. Sentido Para o centro do planeta. Depende Do local. Aula 11 Direção radial g M o re V e c to rS h u tt e rs to c k Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:26 347 M î D U L O 4 - A S T E N D Ê N C IA S N A T U R A IS D E M O V IM E N T O D O S C O R P O S F ÍS IC A A 3 Estudando corpos apoiados ou pendurados em repouso Corpo apoiado Corpo pendurado Figura N P T P Par ação-reação Normal e peso não são par ação-reação. Tração e peso não são par ação-reação. Intensidade Normal e peso não apresentam necessa- riamente a mesma intensidade. Tração e peso não apresentam necessa- riamente a mesma intensidade. A força aplicada A força que o corpo aplica no seu apoio é a normal. A força que o corpo aplica no fio é a tração. No equilíbrio (R 5 0) N 5 P T 5 P Aula 12 1 Observe a imagem a seguir, que representa várias pessoas dentro de um vagão de trem em repouso. Após a entrada das pessoas e do fechamento das portas, o trem começa a movimentar-se em um trecho da linha que é retilíneo. Por um erro de cálculo do condutor, o trem inicia o movimento de forma muito brusca, aumentando sua velocida- de com aceleração alta. Devido a esse movimento, as pessoas têm a impressão de serem jogadas para a parte traseira do trem. Qual é a explicação para essa impressão que as pessoas apresentam? a) O trem, ao acelerar, aplica força nas pessoas para trás. b) As pessoas são jogadas para a parte traseira do trem. c) O trem aplica uma força nas pessoas chamada força de inércia. d) O trem acelera e as pessoas tendem a permanecer em repouso em relação ao solo. e) A Terra atrai o corpo para o seu centro, fazendo ele tender a ficar em repouso. Aula 9 G o o d S tu d io /S h u tt e rs to c k Incorreta. O trem não aplica força nas pessoas. Incorreta. Não há corpo algum aplicando força nas pessoas, logo, elas não foram jogadas. Incorreta. Não existe força de inércia. Incorreta. Não é o peso que faz o corpo tender a ficar em repouso. DESENVOLVENDO HABIL IDADES Caro professor, os três primeiros exercícios partem de situações cotidianas e podem ser usados para apresentar a parte informal do princípio da inércia. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:26 348 2 Uma criança de patins anda em linha reta e mantém a intensidade da sua velocidade constante. Em certo mo- mento, as rodinhas, por motivos desconhecidos, travam no chão. A criança cai de frente, com perigo de bater seu rosto no chão. Com base nos conhecimentos da Física, qual é a explica- ção para esse tombo ocorrer? a) Quando as rodinhas travam, a criança é jogada para frente por uma força aplicada pelos próprios patins. b) Quando as rodinhas travam, a criança tende a permanecer em movimento retilíneo e uniforme em relação ao solo. c) Quando as rodinhas travam, a criança tende a aumen- tar sua velocidade em relação à Terra. d) Quando as rodinhas travam, a criança se joga proposi- talmente. 3 Em uma corrida de motos, um competidor tentou execu- tar uma curva desenvolvendo velocidade alta e teve uma surpresa, pois perdeu o controle da moto. O momento em que o piloto perde o controle da moto e a sua trajetória podem assim ser representados: Local da queda Local da parada Trajet—ria 2 x S a m a ra .c o m /S h u tt e rs to c k Incorreta. Não há força aplicada pelos patins. Incorreta. A velocidade tende a permanecer a mesma. Incorreta. A queda é involuntária. S te fa n H o lm /S h u tt e rs to c k Qual é a explicação, baseada nos conhecimentos da Físi- ca, para o movimento descrito ocorrer? a) O competidor e sua moto são jogados para fora da curva por uma força chamada centrífuga. b) O chão aplica uma força na moto que joga o competi- dor para fora da curva. c) A inércia joga a moto e o competidor para fora da curva. d) A moto e o competidor tendem a permanecer em mo- vimento retilíneo e uniforme, saindo pela tangente. 4 Uma carga está presa a um guindaste por meio de um guincho. Podemos considerar que há duas forças aplicadas na carga: o peso, que apresenta direção vertical, sentido para baixo e intensidade de 10 kN, e a tração, também de direção vertical, mas de sentido para cima. O guindaste puxa a carga verti- calmente e para cima, fazendo com que ela, que estava inicialmente em repouso no solo, execute movimento retilí- neo e acelerado para cima. Decorrido um intervalo de tem- po Dt, o movimento continua vertical e para cima, mas sua velocidade escalar passa a ser constante. Qualé a intensi- dade da tração após o intervalo de tempo Dt? a) É menos intensa que 10 kN, pois o movimento é para cima. b) É menos intensa que 10 kN, pois o movimento é re- tardado. c) Apresenta intensidade de 10 kN, pois sua resultante é zero. d) É mais intensa que 10 kN, pois o movimento é ace- lerado. e) É mais intensa que 10 kN, pois a carga está subindo. Incorreta. Não existe força centrífuga. Incorreta. O chão não aplica força que joga o competidor para fora da curva. Incorreta. Apenas forças fazem um corpo ser jogado e inércia não é uma força. Aula 10 b o g d a n h o d a /S h u tt e rs to ck s a fa k c a k ir /S h u tt e rs to c k De acordo com o enunciado, após o intervalo de tempo , o movimento que o cor-Dt po executa é retilíneo e uniforme. De acordo com o princípio da inércia, se o corpo executa MRU, sua resultante é zero. Como as únicas forças aplicadas são o peso e a tração, podemos concluir que eles se equilibram; logo, a intensidade da tração é igual à do peso, ou seja, 10 kN. DESENVOLVENDO HABIL IDADES Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:26 349 M î D U L O 4 - A S T E N D Ê N C IA S N A T U R A IS D E M O V IM E N T O D O S C O R P O S F ÍS IC A A 5 (Uerj) Um carro de automobilismo se desloca com velocidade de módulo constante por uma pista de corrida plana. A figu- ra abaixo representa a pista vista de cima, destacando quatro trechos: AB, BC, CD e DE. A B C D E A força resultante que atua sobre o carro é maior que zero nos seguintes trechos: a) b) AB e BC BC e DE DE e CDc) d) CD e AB 6 Leia o trecho do livro 2001: uma odisseia no espa•o, de Arthur C. Clarke. […] Base Clavius Uma das atrações da vida na Base 2 e na Lua como um todo 2 era sem dúvida a baixa gravidade, que produzia uma sen- sação geral de bem-estar. Entretanto, tinha seus perigos, e várias semanas se passavam até que um emigrante conseguisse se adaptar a ela. Na Lua, o corpo humano tinha de aprender todo um novo conjunto de reflexos. Ele tinha, pela primeira vez, que distinguir entre massa e peso. Um homem que pesava oitenta quilos na Terra poderia ficar maravilhado ao descobrir que pesava somente treze quilos na Lua. Contanto que se movesse em linha reta a uma velocidade uniforme, teria uma sensação incrível de flutuação. Mas, assim que tentasse mudar de curso, virar uma esquina, ou parar subitamente, então descobriria que todos os seus oitenta quilos de massa, ou inércia, ainda estavam lá, pois isso era fixo e inalterável: a mesma coisa na Terra, na Lua, no Sol ou no espaço. Por- tanto, antes de alguém conseguir se adaptar à vida lunar, era essencial aprender que todos os objetos eram agora seis vezes mais lentos do que seu mero peso sugeria. Era uma lição normalmente aprendida através de numerosas colisões e impactos desagradáveis, e habitantes lunares experientes mantinham distância dos recém-chegados até eles estarem aclimatados. [...] CLARKE, Arthur C. uma odisseia no espaço. São Paulo: Aleph. , 2014; ePUB. 2001: a) Encontre a imprecisão no trecho a seguir e proponha uma reescrita a fim de torná-lo correto. Um homem que pesava oitenta quilos na Terra poderia ficar maravilhado ao descobrir que pesava somente treze quilos na Lua. Possíveis propostas de reescrita: Um homem cuja massa é oitenta quilogramas na Terra poderia ficar maravilhado ao descobrir que sua massa na Lua era a mesma. Um homem cujo peso aplicado pela Terra era oitocentos newtons poderia ficar maravilhado ao descobrir que o peso que lhe era aplicado pela Lua era somente 130 newtons. b) Leia o trecho a seguir. Assim que tentasse mudar de curso, virar uma esquina, ou parar subitamente, então descobriria que todos os seus oitenta quilos de massa, ou inércia, ainda estavam lá, pois isso era fixo e inalterável: a mesma coisa na Terra, na Lua, no Sol ou no espaço. Avalie, justificando se o trecho da frase está correto ou não. O trecho está correto, pois massa é uma propriedade do corpo, não do local em que ele se encontra. A resultante é zero apenas quando um corpo está em repouso ou em MRU. Assim, pode- mos dizer que, quando um corpo executa mo- vimento curvilíneo, sua resultante é necessaria- mente diferente de zero. Portanto, nos trechos BC e DE a resultante é positiva. Aula 11 DESENVOLVENDO HABIL IDADES Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:26 350 7 Em um futuro distante, a massa de diversas pessoas e os pesos aplicados nelas foram medidos em dois planetas diferentes, na Terra e em Mercúrio. Sabe-se que a massa de João medida no planeta Terra foi 70 kg e a massa de Paula medida em Mercúrio foi 50 kg. Por sua vez, o peso aplicado em Paula medido na Terra foi 500 N. A tabela a seguir organiza as grande- zas que foram medidas e algumas outras das quais desejamos saber o valor. Complete a tabela. Massa de Paula Peso aplicado em Paula Intensidade da aceleração da gravidade medida com os dados de Paula Massa de João Peso aplicado em João Intensidade da aceleração da gravidade obtida com os dados de João No planeta Mercúrio 50 kg 3,5 N/kg175 N 3,5 N/kg 70 kg 245 N No planeta Terra 50 kg 500 N 10 N/kg 70 kg 700 N 10 N/kg 8 Reconstrua a tabela anterior de forma a reduzir seu tamanho, eliminando partes dela (por exemplo, linhas, colunas desne- cessárias), deixando a tabela mais “enxuta”, porém sem perda das informações que ela está comunicando. Duas possíveis propostas: Massa de Paula Massa de João Peso aplicado em Paula Peso aplicado em João Aceleração da gravidade No planeta Mer- cúrio 50 kg 70 kg 175 N 245 N 3,5 N/kg No planeta Terra 500 N 700 N 10 N/kg Massa de Paula 50 kg Massa de João 70 kg Peso aplicado em Paula Peso aplicado em João Aceleração da gravidade No planeta Mercúrio 175 N 245 N 3,5 N/kg No planeta Terra 500 N 700 N 10 N/kg 9 (Fuvest-SP) Um móbile pendurado no teto tem três elefantezinhos presos um ao outro por fios, como mostra a figura. As massas dos elefantes de cima, do meio e de baixo são, respectivamente, 20 g, 30 g e 70 g. Os valores de tensão, em newtons, nos fios superior, médio e inferior são, respectivamente, iguais a T 1 T 2 T 2 T 3 T 3 P 1 P 2 P 3 a) 1,2; 1,0; 0,7 b) 1,2; 0,5; 0,2 c) 0,7; 0,3; 0,2 d) 0,2; 0,5; 1,2 e) 0,2; 0,3; 0,7 Aula 12 Note e adote: Desconsidere as massas dos fios. Aceleração da gravidade g 5 10 m/s2. R e p ro d u ç ã o /F u v e s t, 2 0 1 2 . Como o conjunto está em equilíbrio: T 3 5 P 3 5 0,7 N T 2 5 T 3 1 P 2 5 0,7 1 0,3 5 1 N T 1 5 T 2 1 P 1 5 1 1 0,2 5 1,2 N DESENVOLVENDO HABIL IDADES Calculando a intensidade dos pesos aplicados nos corpos: P 1 5 m 1 ? g 5 5 0,02 ? 10 0,2 N P 2 5 m 2 ? g 5 5 0,03 ? 10 0,3 N P 3 5 m 3 ? g 5 5 0,07 ? 10 0,7 N Assinalando as forças aplicadas nos corpos: Salientamos que é muito comum o uso dos termos tensão e tração como sinôni- mos, mas em contextos mais rigorosos (geralmente em estudos de Resistência dos Materiais) há diferença entre eles. Embora alguns vestibulares, como ITA e IME, considerem tais diferenças, tratá-los como sinônimos não nos traz prejuízo. Outro ponto é que, ao assinalar forças em um conjunto como o apresentado, iniciemos a marcação pelo corpo que está mais livre, ou seja, do corpo de baixo para cima. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:26 351 M î D U L O 4 - A S T E N D Ê N C IA S N A T U RA IS D E M O V IM E N T O D O S C O R P O S F ÍS IC A A 10 (UFRRJ) Um banco e um bloco estão em repouso sobre uma mesa conforme sugere a figura: Bloco com massa de 10 kg Banco com massa de 5 kg Mesa com massa de 30 kg Piso horizontal Considere: 10 m/sg 5 2 Identifique todas as forças que atuam no banco, calculando seus valores. N Bloco N Banco N Bloco P Banco P Bloco Calculando a intensidade dos pesos aplicados nos corpos: P bloco 5 m bloco ? g 5 ? 5 10 10 100 N P banco 5 m banco ? g 5 ? 5 10 50 N5 Assinalando as forças aplicadas nos corpos: Caro professor, assim como no exercício anterior, sugerimos comentar que, ao assinalar forças em um conjunto como o apre- sentado, iniciemos a marcação pelo corpo que está mais livre, o que significa que este caso não é igual ao anterior, pois a ordem para marcação sugerida é do corpo de cima para o de baixo. Como o conjunto está em equilíbrio: N bloco 5 P bloco 5 100 N N banco 5 N bloco 1 P banco 5 50 1 100 5 150 N DESENVOLVENDO HABIL IDADES Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:26 352 Material de consulta: Caderno de Estudos 1 – Unidade Dinâmica newtoniana – Capítulo 3 Objetivo de aprendizagem Tarefa Mínima Tarefa Complementar Tarefa Desafio 1 • Leia o item 1.1 da seção Neste módulo. • Faça a questões 1 a 3. • Leia os itens1a4. • Faça as questões 4 a 6. • Faça a questão 7. 2 • Leia o item 1.2 da seção Neste módulo. • Faça as questões 8 a 10. • Leia os itens5e6. • Faça as questões 11 a 14. • Faça as questões 15 e 16. 3 • Leia o item 2.1 da seção Neste módulo. • Faça a questão 17. • Leia os itens7a 9. • Faça a questão 18. — 4 • Leia o item 2.2 da seção Neste módulo. • Faça as questões 19 a 21. • Leia o item10. • Faça as questões 22 a 25. • Faça as questões 26 e 27. 5 • Leia o item 3 da seção Neste módulo. • Faça as questões 28 a 30. • Leia o item11. • Faça as questões 31 e 32. • Faça as questões 33 e 34. Aula 9 Aula 10 Aula 11 Aula 11 Aula 12 Orientação de estudo Sugestão de divisão aula a aula: Aula 9: objetivo 1; Aula 10: objetivo 2; Aula 11: objetivos 3 e 4; Aula 12: objetivo 5. 1 (Unesp-SP) Em uma operação de resgate, um helicóptero sobrevoa horizontalmente uma região levando pendurado um recipiente de 200 kg com mantimentos e materiais de primeiros socorros. O recipiente é transportado em movimento retilí- neo e uniforme, sujeito às forças peso (P r ), de resistência do ar horizontal (F r ) e tração (T r ), exercida pelo cabo inextensível que o prende ao helicóptero. u MRU Sabendo que o ângulo entre o cabo e a vertical vale , que sen u u 5 0,6, cos u 5 0,8 e 10 m/s , a intensidade da força de g 5 2 resistência do ar que atua sobre o recipiente vale, em N, a) 500 b) 1 250 c) 1 500 d) 1 750 e) 2 000 Aula 10 EX T R A S! Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:26 353 M î D U L O 4 - A S T E N D Ê N C IA S N A T U R A IS D E M O V IM E N T O D O S C O R P O S F ÍS IC A A 2 (Unifesp) Suponha que um comerciante inescrupuloso aumente o valor assinalado pela sua balança, empurrando sorratei- ramente o prato para baixo com uma força F r de módulo 5,0 N, na direção e sentido indicados na figura. 37¡ F Com essa prática, ele consegue fazer com que uma mercadoria de massa 1,5 kg seja medida por essa balança como se ti- vesse massa de a) 3,0 kg b) 2,4 kg c) 2,1 kg d) 1,8 kg e) 1,7 kg 3 Slackline é um esporte no qual o atleta deve se equilibrar e executar manobras estando sobre uma fita esticada. Para a prática do esporte, as duas extremidades da fita são fixadas de forma que ela fique a alguns centímetros do solo. Quando uma atleta de massa igual a 80 kg está exatamente no meio da fita, essa se desloca verticalmente, formando um ângulo de 10° com a horizontal, como esquematizado na figura. Sabe-se que a aceleração da gravidade é igual a 10 m ? s22, cos10° 0,98 e sen10° 5 5 0,17. Qual é a força que a fita exerce em cada uma das árvores por causa da presença da atleta? a) 4,0 10? 2 N b) 4,1 10? 2 N c) 8,0 10? 2 N d) 2,4 10? 3 N e) 4,7 10? 3 N Aula 11 Aula 12 R e p ro d u ç ã o /E n e m , 2 0 1 9 . E X T R A S ! Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:26 354 Módulo 2 - Interações entre corpos: causas e efeitos 1 T P 2 m u z s y /S h u tt e rs to ck G A B A R I T O - E X T R A S ! 3 T 2 T 2 P 1 P 2 T 1 Módulo 3 - O conceito de resultante e como obtê-la 1 c Módulo 4 - As tendências naturais de movimento dos corpos 1 c 2 d 3 d A N O T A Ç Õ E S T P Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:26 355 M î D U L O 1 - C O N C E IT O S I N IC IA IS D E C IN E M Á T IC A F ÍS IC A B M Ó D U L O 1 COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS E HABILIDADES DA BNCC COMPETÊNCIA 2 EM13CNT204 COMPETÊNCIA 3 EM13CNT302 F Í S I C A B Conceitos iniciais de Cinemática C O M P E T Ê N C I A S G E R A I S C 1, C 2, C 3, C 4, C 6 PONTO DE PARTIDA: Há uma citação de Mahatma Gandhi que diz que “A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são trata- dos”. Vocês concordam com essa colocação? O que quer dizer a palavra “grandeza” nesse con- texto? Na Ciência, essa palavra tem o mesmo significado? Como são caracterizadas as gran- dezas na Ciência? Objetivos de aprendizagem Neste módulo Propomos que este módulo seja desenvolvido em duas aulas. A primeira seria para indicar a diferença entre grandezas escalares e grandezas vetoriais, além de mostrar a notação de grandezas vetoriais. A segunda seria para classificar os movimentos a partir da análise do vetor velocidade. . Objetivo 1: Diferenciar e caracterizar as grandezas nas Ciências da Natureza. Aula 1 . Objetivo 2: Classificar movimentos a partir da análise do comportamento do vetor velocidade. Aula 2 1 Grandezas físicas Propriedades associadas a fenômenos, corpos ou substâncias que podem ser medidas com o uso de um instrumento ou determinadas por meio da aferição de outras grandezas. Grandezas O valor da medida dessa grandeza acompanhada de uma unidade de medida. Intensidade de uma grandeza 2 Grandezas escalares e grandezas vetoriais Um número (positivo ou negativo) acompanhado de uma unidade é suficiente para expressá-la. Grandeza escalar Precisa ser expressa por uma intensidade (núme- ro sempre positivo acompanhado da unidade), uma direção e um sentido. Grandeza vetorial Observação: para expressar uma grandeza vetorial, escolhemos uma letra para representá-la e a gra- famos com uma seta em cima. Exemplos: força ( r F); velocidade ( r v). 3 Representação gráfica da grandeza vetorial Exemplo 1: Corpo com velocidade r v. v vetor velocidade Intensidade: | v | ou v 5 20 km/h Direção: horizontal Sentido: para a direita v Aula 1 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:26 356 Exemplo 2: Em um corpo, atua uma força vertical e para cima, de intensidade 200 newtons.F 5 200 N 4 Velocidade vetorial instantânea v Intensidade: indicação da rapidez do corpo naquele instante. Direção: da reta tangente à trajetória, no ponto onde o corpo se encontra. Sentido: o mesmo do movimento. #cultura_digital Uma atividade prática, em forma de jogo, que relaciona conceitos básicos de Cinemática é a “Corrida de Vetores”. Para saber mais, confira o artigo disponível em: http://www.sbfisica.org.br/fne/Vol10/Num1/a08.pdf. Acesso em: 21 ago. 2020. Há, inclusive, alguns em que é possível praticar esse jogo . Para conhecê-los, recomendamos sites on-line escrever em um buscador “corrida de vetores ”.on-line 1 Os termos utilizados em Ciências da Natureza devem assumir significados precisos, a fim de evitar interpretações equivo- cadas e confusões com a linguagem cotidiana. Em Ciências da Natureza, uma grandeza pode ter significado distinto do seu uso coloquial. Grandeza, na Física, pode ser do tipo vetorial ou escalar. Nos itens a seguir, julgue se a grandeza relacionada é escalar ou vetorial, justificando sua escolha. a) Força Vetorial, pois, para dar informações que a caracterizem por completo, é necessário indicar, além de sua intensidade, a direção e o sentido. b) Massa de um corpo Escalar, pois, para caracterizá-la, é suficiente informar sua intensidade, ou seja, um número acompanhado de uma unidade de medida. c) Energia Escalar. Não faz sentido dizer energia apontada para cima ou para a esquerda. É suficiente indicar apenas sua intensidade. Aula 1 DESENVOLVENDO HABIL IDADES Aula 2 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:55 357 M î D U L O 1 - C O N C E IT O S I N IC IA IS D E C IN E M Á T IC A F ÍS IC A B 2 Saber comunicar ideias e resultados relacionados às Ciências da Natureza faz parte do repertório cultural de qualquer indi- víduo. O uso adequado de terminologias científicas, de conceitos e de símbolos, a identificação e a utilização de unidades de medida corretas para diferentes grandezas, assim como expressar resultados por tabelas, por equações ou por esquemas devem fazer parte do letramento científico do cidadão. Nesse sentido, com relação à simbologia associada a grandezas, suponha que em um texto você encontre a seguinte frase: Sobre um corpo é aplicada uma força r = 4 NF . Essa notação está correta? Justifique sua resposta. Incorreta. O símbolo r F indica que estamos nos referindo ao vetor representativo da força, que deve ser caraterizado pela indicação da intensidade ( )= =4N ou 4N r F F , da direção e do sentido. 3 Observe o exemplo a seguir, em que é representada a força r F que está sendo aplicada a um corpo. Entretanto, há um erro na informação sobre essa força. Você consegue descobrir? Intensidade: 4 NF 5 2 Direção: da reta OS Sentido: do ponto O para o ponto S F F O S As indicações da direção e do sentido estão corretas. Entretanto, a intensidade de uma grandeza vetorial é sempre positiva. 4 Uma pessoa realiza um lançamento oblíquo de uma bolinha. A forma de indicar a velocidade instantânea de um corpo em dada posição está correta? E sobre a força peso da bola, sua representação está correta? Justifique sua resposta. A força peso está indicada corretamente. Em qualquer ponto da trajetória ela é aplicada ao corpo em direção vertical e sentido para baixo. Já o vetor velocidade NÃO está corretamente indicado, uma vez que sua direção é sempre tangente à trajetória. Aula 2 DESENVOLVENDO HABIL IDADES Te d K in sm an /S ci e n ce S o u rc e /F o to ar e n a P r v r Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:55 358 5 Nos esquemas a seguir, estão representadas duas posições e as respectivas velocidades de um objeto em movimento. Com- plete a imagem com uma posição intermediária de forma que os intervalos de tempo entre as posições sejam iguais. Além disso, você deve representar, em cada posição, o vetor velocidade (intensidade, direção e sentido) em uma escala coerente com cada tipo de movimento. A representação deve ser coerente com o tipo de classificação do movimento, de acordo com o código a seguir: I. retilíneo (R) ou curvilíneo (C); II. uniforme (U), acelerado (A) ou retardado (R). Em cada representação, a primeira e a terceira posição do corpo já estão representadas. a) MCU da esquerda para a direita. v 1 v 2 v 3 b) MRR para a direita. v 1 v 3v 2 c) MRA para a esquerda. v 3 v 1 v 2 d) MCA da direita para a esquerda. v 3 v 1 v 2 e) MRU para a esquerda. v v v f) MCR da direita para a esquerda. v 3 v 1 v 2 Professor, atente para o espaçamen- to correto entre a 1a e a 2a posições e entre a 2a e a 3a posições da boli- nha. Além disso, nessa simbologia, sugerimos destacar o uso de com- primentos diferentes para indicar intensidades diferentes. DESENVOLVENDO HABIL IDADES Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:55 359 M î D U L O 1 - C O N C E IT O S I N IC IA IS D E C IN E M Á T IC A F ÍS IC A B Material de consulta: Caderno de Estudos 1 – Unidade Cinemática – Capítulo 1 Objetivo de aprendizagem Tarefa Mínima Tarefa Complementar Tarefa Desafio 1 • Leia os itens 1 a 3 da seção Neste módulo. • Faça as questões 1 e 2. • Faça as questões 3 e 4. • Leia os itens 1 e 2. • Faça as questões 5 e 6. 2 • Leia o item 4 da seção Neste módulo. • Faça a questão 7. • Faça a questão 8. • Leia os itens 4.1 a 4.3. • Faça as questões 9 e 10. Orientação de estudo Sugestão de divisão aula a aula: Aula 1: objetivo 1; Aula 2: objetivo 2. 1 Suponha que, a partir de uma nave muito distante, você conseguisse observar a translação da Terra ao redor do Sol. Terra Sol Considere ainda que, nessa observação, para você, a Terra executasse um movimento circular e uniforme e no sentido anti- -horário. Nessas condições, o vetor velocidade associado à Terra, ao longo da trajetória, teria a seguinte característica: a) Direção constante. b) Sentido horário. c) Intensidade constante. d) Direção, sentido e intensidade constantes. e) Intensidade negativa. 2 Um dos tipos de acidente mais impressionantes em corridas de automobi- lismo ou em estradas ocorre quando uma roda se desprende do carro, com ele ainda em movimento. Por vezes, em razão da alta velocidade, a roda desprendida atravessa a pista e o alambrado, podendo atingir espec- tadores na plateia. EX T R A S! Aula 2 Aula 2 Aula 1 S rd ja n S u k i/ P o o l/ A F P Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:55 360 Considere a situação representada abaixo. Suponha que, nesse instante, a roda dianteira direita do carro à frente, que se desloca sem escorregar, se solte. Qual é a direção do movimento da roda no momento em que ela se desprende do veículo? a) d) A b) B c) C D e) E Texto para as questões 3 a 5 A figura indica uma sequência de fotografias estroboscópicas de uma bolinha que foi lançada obliquamente partindo do ponto P. Nesse tipo de fotografia, o corpo é colocado em ambiente escuro, lançado e então uma luz, sob forma de pisca- -pisca regular, ilumina o corpo enquanto o obturador da máquina fotográfica permanece aberto. 3 No ponto mais alto da trajetória (ponto Q), o vetor velocidade está mais bem representado por qual vetor? x y PR Q A B C D a) r A b) r B c) r C d) r D E X T R A S ! A B C D E P Q R x y M a rk T h o m p s o n /G e tt y I m a g e s F o u a d A . S a a d /S h u tt e rs to c k Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:55 361 M î D U L O 1 - C O N C E IT O S I N IC IA IS D E C IN E M Á T IC A F ÍS IC A B 4 Durante o movimento desse corpo de P para Q, o comportamento do vetor velocidade ( r v) pode ser descrito por: a) A direção e o sentido não são alterados, mas sua intensidade diminui. b) A direção, o sentido e a intensidade não são alterados. c) A direção e o sentido não são alterados, mas sua intensidade aumenta. d) A direção é alterada e sua intensidade diminui. e) Somente o sentido é alterado. 5 O movimento da bolinha de Q para R pode ser classificado como: a) movimento retilíneo e uniforme. b) movimento retilíneo e acelerado. c) movimento curvilíneo e uniforme. d) movimento curvilíneo e acelerado. e) movimento curvilíneo e retardado. E X T R A S ! A N O T A Ç Õ E S Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:55 362 1 Velocidade escalar Tratamento escalar para a velocidade e para o deslocamento Corpo percorre uma trajetória conhecida 1.1 Velocidade escalar instantânea (v ) ( )1 v A 80 km/h 5 1 v B 5 2120 km/h A B O corpo A se movimenta a favor da orientação da trajetória e com rapidez de 80 km/h.v A 5 180 km/h O corpo B se movimenta em sentido contrário à da orientação da trajetória e com rapidez de 120 km/h. v B 5 2120 km/h No Sistema Internacional de Unidades (SI): [ ] v 5 m/s 1.2 Transformações de unidades para velocidade h km s m 43,6 33,6 M Ó D U L O 2 COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS E HABILIDADES DA BNCC COMPETÊNCIA 2 EM13CNT204 COMPETÊNCIA 3 EM13CNT302 F Í S I C A B Velocidade escalar média PONTO DE PARTIDA: No último fim de sema- na, fiz um treino de bici- cleta acompanhado de um amigo que andava atrás de mim, mas de carro. Na primeira meta- de do percurso, ele me informou que consegui manter minha velocidade praticamente constante e igual a 40 km/h. Já na segunda metade do per- curso, eu estava cansado e mantive uma velocida- de de 30 km/h. Acho que, se eu mantivesse um ritmo constante do começo ao fim do treina- mento, minha velocidade deveria ser 35 km/h, que é a média entre 30 km/h e 40 km/h. Será que eu raciocinei corretamente? Objetivos de aprendizagem Neste módulo Propomos que este módulo seja trabalhado em duas aulas: a primeira para desenvolver o conceito de velocidade escalar média e os comentários pertinentes (unidades e significado), e a segunda para trabalhar a propriedade da área sob o diagrama × v t. . Objetivo 1: Solucionar problemas que envolvam o conceito de velocidade escalar média em contextos simples. Aula 3 . Objetivo 2: analisar propriedades gráficas que envolvam taxas de variação de espaço. Aula 4 Aula 3 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:55 363 F êS IC A B M Ó D U LO 2 - V E L O C ID A D E E S C A L A R M É D IA 1.3 Velocidade escalar média (v m ) Espaço ( )s s 0 s ( )t( )t 0 = − −m 0 0 v s s t t = ∆ ∆ s t 2 Propriedade do gráfico velocidade tempo3 t v 0 Área v máx t 1 A área da figura delimitada entre a linha do gráfico e o eixo dos instantes ( ), entre dois instantes t quaisquer, indica o deslocamento escalar (Ds) realizado pelo móvel nesse intervalo de tempo. 1 Beatriz vai prestar a prova do Enem na cidade de Belo Horizonte. Os portões fecham às 13 h. Entretanto, por um imprevisto, no dia da prova, ela se encontrava com os pais na cidade de Varginha, distante 320 km do local da prova. Seu pai decidiu que a levaria de carro até Belo Horizonte. Partiram de Varginha às 9 h da manhã, no dia da prova. Devido ao trânsito na estrada, os primeiros 100 km do percurso foram percorridos com velocidade média de 50 km/h. Qual deve ser a velocidade média mínima que o pai precisa desenvolver no trecho restante da viagem para que Beatriz não perca a prova? a) 80 km/h b) 90 km/h c) 100 km/h d) 110 km/h e) 120 km/h Aula 3 DESENVOLVENDO HABIL IDADES Veja, no Caderno do Professor, um esquema que indica os trechos do percurso e os dados pertinentes que facilitam a compreensão do problema. Das 9 h até o fechamento do portão às 13 h, Beatriz tem 4 h. Os primeiros 100 km foram percorridos com velocidade média de 50 km/h. Logo, foram gastas 2 h de viagem, restando apenas mais 2 h. Portanto, o trecho final da viagem, 220 km, deve ser percorrido nessas 2 h restantes. Assim, = ∆ = = 220 2 110mv d t km/h. Aula 4 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:55 364 2 Em apresentações musicais realizadas em espa- ços onde o público fica longe do palco, é necessária a instalação de alto-falantes adicionais a grandes distân- cias, além daqueles localizados no palco. Como a velo- cidade com que o som se propaga no ar (v som 5 5 3,4?102 m/s) é muito menor do que a velocidade com que o sinal elétrico se propaga nos cabos (v sinal 5 5 ?2,6 108m/s), é necessário atrasar o sinal elétrico de modo que este chegue pelo cabo ao alto-falante no mes- mo instante em que o som vindo do palco chega pelo ar. Para tentar contornar esse problema, um técnico de som pensou em simplesmente instalar um cabo elétrico com comprimento suficiente para o sinal elétrico chegar ao mesmo tempo que o som, em um alto-falante que está a uma distância de 680 metros do palco. A solução é inviável, pois seria necessário um cabo elétrico de com- primento mais próximo de a) 1,1?103 km b) 8,9 10? 4 km c) 1,3 10? 5 km d) 5,2 10? 5 km e) 6,0 10? 13 km Para o som e para o sinal elétrico, o intervalo de tempo deve ser o mesmo. Assim: t t L v d v L , L , L , , 2 6 10 680 340 2 2 6 10 5 2 10 m 5 2 10 km sinal som cabo sinal som cabo 8 cabo 8 cabo 8 5 ( ) ∆ = ∆ = ⋅ = ⇒ = = = ? ? ? Professor, sugerimos discutir a viabilidade de se instalar esse cabo proposto pelo técnico. DESENVOLVENDO HABIL IDADES Aula 4 3 Um técnico de atletismo acoplou aparelhos de GPS em dois atletas, José (J) e Marcos (M), especialistas em correr os 100 m rasos. Em uma simulação de corrida, os dados fornecidos pelo GPS permitiram que o técnico construísse, usando um programa de computador, o gráfico que mos- tra o comportamento da velocidade desses atletas a cada instante, indicado a seguir. Velocidade (m ? s21) 10,00 9,00 8,00 7,00 6,00 5,00 4,00 3,00 2,00 1,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,000 Tempo (s) M J Pede-se: a) o valor aproximado da distância percorrida por Marcos no primeiro segundo dessa corrida; A distância percorrida é dada pela área sob o gráfico entre 0 s e 1 s (triângulo): = = (1 4,75) 2 2,375 md ? b) o significado da área destacada (em verde) no gráfico. A área em verde indica quanto o atleta Marcos está à frente do atleta José no instante 7 s. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:55 365 F êS IC A B M Ó D U LO 2 - VE L O C ID A D E E S C A L A R M É D IA 1 No Brasil, a quantidade de mortes decorrentes de acidentes por excesso de velocidade já é tratada como uma epidemia. Uma forma de profilaxia é a instalação de aparelhos que medem a velocidade dos automóveis e registram, por meio de fotografias, os veículos que trafe- gam acima do limite de velocidade permitido. O princípio de funcionamento desses aparelhos consiste na instalação de dois sensores no solo, de forma a registrar os instantes em que o veículo passa e, em caso de excesso de veloci- dade, fotografar o veículo quando ele passar sobre uma marca no solo, após o segundo sensor. Considere que o dispositivo representado na figura este- ja instalado em uma via com velocidade máxima permiti- da de 60 km/h. Aula 4 No caso de um automóvel que trafega na velocidade má- xima permitida, o tempo, em milissegundos, medido pelo dispositivo, é a) 8,3 b) 12,5 c) 30,0 d) 45,0 e) 75,0 2 No mundial de 2007, o americano Bernard Lagat, usando pela primeira vez uma sapatilha 34% mais leve do que a média, conquistou o ouro na corrida de 1 500 metros com um tempo de 3,58 minutos. No ano anterior, em 2006, ele havia ganhado medalha de ouro com um tempo de 3,65 minutos nos mesmos 1 500 metros. Revista Veja, São Paulo, ago. 2008 (adaptado). Sendo assim, a velocidade média do atleta aumentou em aproximadamente a) 1,05% b) 2,00% c) 4,11% d) 4,19% e) 7,00% Texto para as questões 3 e 4 O Graf Zeppelin, o maior dirigível da história até a data de sua construção em 1928, tinha 213 m de comprimento, 5 motores, transportava 20 passageiros e cerca de 45 tripulantes. Sua estrutura era de alumínio, revestida por uma tela recoberta por lona de algodão, pintada com tinta prata, para absorver o calor. Dentro dela, existiam 60 pequenos balões inflados com gás hidrogênio (alta- mente inflamável). Seus 5 motores a gasolina o mantinham no ar com velocidade de até 128 km por hora. Podia trans- portar até 62 toneladas. O primeiro voo aconteceu em 1928, ligando Frankfurt a Nova York, uma distância de 6 200 km, com duração de 4 dias e 16 horas. EX T R A S! Material de consulta: Caderno de Estudos 1 – Unidade Cinemática – Capítulo 1 Objetivo de aprendizagem Tarefa Mínima Tarefa Complementar Tarefa Desafio 1 • Leia o item 1 da seção Neste módulo. • Faça as questões 11 a 13. • Faça as questões 14 a 17. • Leia os itens 4.4 a 5.5 e 7.1 a 8.4. • Faça as questões 18 a 21. 2 • Leia o item 2 da seção Neste módulo. • Faça as questões 28 e 29. • Faça as questões 30 a 33. • Leia os itens 8.5 e 8.6. • Faça as questões 34 a 36. Aula 3 Aula 4 Orientação de estudo R e p ro d u ç ã o /E n e m , 2 01 7. Sugestão de divisão aula a aula: Aula 3: objetivo 1; Aula 4: objetivo 2. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:02:55 366 O Airbus A380 é o maior avião comercial de passageiros da história. O avião, chamado frequentemente de Super- jumbo, demorou mais de dez anos para ser construído e custou cerca de R$ 35 bilhões para ser desenvolvido. A tabela a seguir resume alguns de seus dados. Capacidade Até 853 passageiros Comprimento 72,75 metros Altura 24,08 metros Velocidade máxima 970 km/h Peso máx. decolagem 560 toneladas 3 Com base nas informações do texto, determine a veloci- dade média do voo inaugural do Graf Zeppelin. 4 Suponha agora que uma viagem de São Paulo a Lisboa (aproximadamente 8 000 km) fosse realizada por esses dois meios de transporte, sob as mesmas condições atmosféricas. Considere ainda que ambos possam de- senvolver uma velocidade média próxima às velocidades máximas descritas. Estime a diferença de tempos dessa viagem. 5 A distância média da Terra ao Sol é aproximadamente 150 milhões de quilômetros. Suponha que a órbita da Ter- ra ao redor do Sol seja praticamente uma circunferência. Terra Sol Faça uma estimativa da velocidade média de translação da Terra ao redor do Sol em quilômetros por hora. Note e adote: . comprimento de uma circunferência 2 5 ⋅ π ⋅ r .. π ≈ 3 Use calculadora. 6 Ana Paula vai a festa de uma amiga que mora em outra cidade. Nos primeiros 20 km da viagem, ela desenvolve velocidade média de 60 km/h. A seguir, ela para por 10 minutos para tomar café em um posto. Por fim, mantendo a velocidade de seu veículo constante e igual a 50 km/h, Ana Paula leva mais 30 minutos para chegar à cidade de sua amiga. Qual a sua velocidade escalar média no percurso total, em km/h? a) 55 b) 54 c) 50 d) 45 e) 37 E X T R A S ! #cultura_digital Como o velocímetro mede a velocidade do carro Até o final do século passado, os velocímetros dos veículos eram dispositivos apenas mecânicos. Para saber o princípio de funcionamento dos velocímetros atuais, consulte: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/ como-o-velocimetro-mede-a-velocidade-do-carro/. Acesso em: 30 mar. 2020. S to c k M o n ta g e /A rc h iv e P h o to s /G e tt y I m a g e s J o n a th a n D a n ie l/ G e tt y I m a g e s Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:17 367 M î D U L O 3 - A C EL ER A Ç Ã O E S C A LA R M ÉD IA FÍ S IC A B M Ó D U L O 3 COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS E HABILIDADES DA BNCC COMPETÊNCIA 2 EM13CNT204 COMPETÊNCIA 3 EM13CNT302 F Í S I C A B Aceleração escalar média Objetivos de aprendizagem Neste módulo 1 Conceito de aceleração escalar média (a m ) (t 0 ) (t) v 0 v = − − = ∆ ∆m 0 0 a v v t t v t . Unidade no SI: = = m s s m s m 2 a . . Observação: quando a aceleração do corpo é constante, = m a a . 2 Ampliando as propriedades do gráfico velocidade tempo3 t v 0 Ds a 0 a 05 v máx t 1 Aula 5 . Objetivo 1: Compreender e aplicar o conceito de taxa de variação de velocidade escalar em situações simples. Aula 5 . Objetivo 2: Avaliar o comportamento da aceleração escalar em gráficos que relacionam velocidade escalar a cada instante. Aula 5 Professor, é importante mostrar que a análise do movimento por meio do gráfico × é uma fer-v t ramenta poderosa, tendo em vista que podemos ter as três informações mais relevantes em uma única representação: velocidade, aceleração e des- locamento. Desenvolver desde já essa habilidade facilitará o trabalho adiante. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:17 368 1 Divulgando seus produtos na mídia, uma marca de auto- móveis utilitários compactos apregoa que o modelo X, movido a etanol, pode acelerar de 0 km/h a 100 km/h em 7,9 s. Nessas condições, a aceleração escalar média desse mo- delo de veículo é aproximadamente: a) 12,7 m/s2 b) 12,7 km/h2 c) 12,7 km / h s d) 5,7 km/h2 Nota: É permitido o uso de calculadora. Professor: a finalidade deste exercício, além da aplicação do conceito, é operacionalizar uma unidade não usual de aceleração, mas bastante prática para o entendimento do conceito. a , , 100 0 km/h 7 9 s 12 7 km/h s x ( ) = − ã Isso significa que, em média, a velocidade do automóvel aumenta 12,7 km/h a cada segundo. 2 Vamos comparar a aceleração do veículo de passeio cita- do no exercício anterior com a de um carro de Fórmula 1. Para se ter uma ideia, um carro de corrida de Fórmula 1 é capaz de acelerar de 0 a 300 km/h em, aproximadamen- te, 10 segundos. Percentualmente, quanto a aceleração de um Fórmula 1 é maior do quea aceleração do carro de passeio tratado no exercício anterior, em valores aproximados? a) 100% b) 140% c) 200% d) 240% e) 300% A aceleração de um Fórmula 1 é dada por: a F1 5 ( ) = − = 300 0 km/h 10s 30 km/h sF1 a Assim: = = = ⋅ 30 12 7 2 36 2 36 F1 X F1 X a a , , a a , Professor, atenção à interpretação desse número. Se a aceleração do F1 fosse igual a 2 vezes a aceleração do carro, diríamos que ela é 100% maior. Dessa forma, a aceleração de um carro de Fórmula 1 é 136% maior do que a aceleração do carro de passeio. Aula 5 3 Em uma academia, uma jovem vai fazer um treino em uma esteira de corrida. Inicialmente, ela programa a velocidade para v 1 e se mantém nela durante um intervalo de tempo ∆t 1 . Em seguida, programa um aumento de velocidade para v 2 . A transição de v 1 para v 2 é feita de modo uniforme e gasta um intervalo de tempo . Atingida a velocidade ∆t 2 v 2 , a jovem mantém sua corrida por mais um intervalo de tempo ∆t 3 . Terminada essa fase, ela programa a esteira para parar. De até parar, a esteira leva um intervalo de v 2 tempo ∆t 4 . A tabela a seguir resume os valores do treino da jovem. Velocidade (min/km) Intervalo de tempo (min) v 1 5 7,5 ∆t 1 5 20 v 1 7,5 0,255 → v 2 5 6,0 ∆t 2 5 v 2 155 6,0 ∆t 3 5 v 2 6,0 0 0,505 → ∆t 4 5 a) Qual é o valor da aceleração média da esteira, durante a transição de v 1 para , em km/h ?v 2 2 Professor, destaque que as velocidades da esteira estão expressas em min/km uma forma diferente de expressar a velocidade: ( v t sm = ∆ ∆ ). Seus valores em km/h são: , x x⇒ ⇒ = =7 5 min km 1 km ––– 7,5 min (km) ––– 60 min 8 km 60 min 8 km/h , x x⇒ ⇒ = =6 0 min/km 1km ––– 6,0 min (km) ––– 60 min 6 km 60 min 10 km/h O intervalo de tempo da transição de 8 km/h para 10 km/h foi de: , , 0 25 min 0 25 60 h 1 240 h= = Assim, a aceleração média para essa transição foi de: a / = − = 10 8 1 240 480km/hm 2 DESENVOLVENDO HABIL IDADES L ig h tF ie ld S tu d io s /S h u tt e rs to c k Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:17 369 M î D U L O 3 - A C EL ER A Ç Ã O E S C A LA R M ÉD IA FÍ S IC A B b) Construa um gráfico v 3 t do treino dessa jovem. t (h) v (km/h) 10 8 3 h 1 4 h 1 240 h 1 120 h 1 c) Qual é o valor aproximado da distância total percorrida pela jovem durante as fases em que a velocidade da esteira se manteve constante? A distância pode ser obtida pela área sob o diagrama do gráfico × , durante as fases em que permaneceu constante.v t v t (h) v (km/h) 10 8 3 h 1 4 h 1 240 h 1 120 h 1 ≈8 1 3 8 3 km 2,67 km 1 5 ? 5A 10 1 4 2 50km 2 5 ? 5A , Logo, a distância total percorrida nessas fases vale, aproximadamente, 5,17 km. Professor, este é um exercício fundamental a ser explorado, tendo em vista o ob- jetivo de aprendizagem 2 e sua estreita comunicação com os exercícios da tarefa. Material de consulta: Caderno de Estudos 1 – Unidade Cinemática – Capítulo 1 Objetivo de aprendizagem Tarefa Mínima Tarefa Complementar Tarefa Desafio 1 • Leia a seção .Neste m—dulo • Faça as questões 37 e 38. • Faça as questões 40 e 41. • Leia o item 9. • Faça as questões 43, 47 e 48. 2 • Faça a questão 39. • Faça as questões 42 e 44. • Faça as questões 45 e 46. Orientação de estudo DESENVOLVENDO H A BIL I D A DE S Sugestão de divisão aula a aula: Aula 5: objetivo 1 e objetivo 2. Aula 5 Aula 5 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:17 370 1 O trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), que circula diariamente entre a cidade de Cariacica, na Grande Vitória, e a capital mineira Belo Horizonte, está utilizando uma nova tecnologia de frenagem ele- trônica. Com a tecnologia anterior, era preciso iniciar a frenagem cerca de 400 metros antes da estação. Atualmente, essa distância caiu para 250 metros, o que proporciona redução no tempo de viagem. Considerando uma velocidade de 72 km/h, qual o módulo da diferença entre as acelerações de frenagem depois e antes da adoção dessa tecnologia? a) 0,08 m/s2 b) 0,30 m/s 1,10 m/s2 c) 2 d) 1,60 m/s 3,90 m/s2 e) 2 2 Quando se deixa cair um corpo próximo à superfície da Terra, sua aceleração durante a queda é g 5 9,8 m/s2. Para se ter uma ideia da intensidade de aceleração de um atleta olímpico que disputa a prova dos 100 metros rasos, considere o gráfico a seguir, que representa o comportamento da velocidade de um atleta desse tipo de prova em função do tempo. Velocidade (m/s) 12 10 8 6 4 2 2 4 6 8 100 Tempo (s) A análise do gráfico permite concluir que a fase de maior aceleração do atleta corresponde aos 2 segundos iniciais da prova. Nesse intervalo de tempo, a aceleração escalar média do atleta, comparativamente à aceleração dos corpos em queda livre, é próxima de: a) d) 2g b) g c) g/2 g/3 e) g/4 Aula 5 EX TRAS! Ford 3 Ferrari O filme retrata os bastidores do duelo pela supremacia em corridas de velocidade, na década de 1960, tra- vada entre as empresas Ford (então novata nessa área) e Ferrari (já famosa em competições automobilís- ticas). Ao longo do filme, você ainda poderá perceber a tecnologia para adequar os carros e os pilotos às leis da Física e a busca por acelerações cada vez maiores. Os dez carros de maior aceleração no mundo Se você gosta do assunto e quer saber quais são os carros mais “acelerados” do planeta, consulte o link www.turbo.pt/foto-gale ria/os-dez-carros-maior-aceleracao-do-mundo. Acesso em: 31 mar. 2020. Vale destacar que, com o constante aperfeiçoamento tecnológico, essa lista precisa ser sempre atualizada. R e p ro d u ç ã o /2 0 th C e n tu ry F o x Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:17 371 M î D U L O 4 - O E S T U D O D O M O V IM E N T O U N IF O R M E F êS IC A B M Ó D U L O 4 COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS E HABILIDADES DA BNCC COMPETÊNCIA 2 EM13CNT204 COMPETÊNCIA 3 EM13CNT302 F Í S I C A B O estudo do movimento uniforme Objetivo de aprendizagem 1 Características do movimento uniforme Corpo em movimento uniforme v contante 05 = v v v 5 0 5 m s s 5 0 (para 0)1 v t? t 0 5 a 05 Função horária dos espaços para o movimento uniforme 1.1 Gráficos espaço (s) versus instante (t) do movimento uniforme . Objetivo 1: Resolver problemas envolvendo corpos em movimento uniforme, analisando equações e gráficos. Aula 6 Neste módulo Professor, este módulo está previsto para uma aula. Aula 6 s s s 0 t t D >t 0 D t 0 D >s 0 v > 0 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:17 372 1 Em um teste simplificado para determinar a viscosidade de um líquido, pequenos corpos perfeitamente esféricos e de massas conhecidas são abandonados no interior de um tubo graduado que contém este líquido. A intenção é descobrir se algum deles vai cair em movimento uniforme. A partir de alguns parâmetros, é possível determinar a viscosidade do líquido. 35 Bolinha 30 25 20 15 10 5 0 A viscosidade de um líquido é caracterizada pela resistência ao escoamento que todo fluido apresenta e que se deve ao atri- to interno originado pelasdelas é mais necessária. Neste Módulo, abordaremos mais detalhadamente as diferenças entre essas modalidades. Os alunos que começam o Ensino Médio falam há treze ou quatorze anos e escrevem há quase dez. Por isso, aulas sobre fala e escrita não chegam a ser uma novidade. É interessante, então, partir do que eles já sabem sobre o tema. Isso pode ser feito a partir das perguntas disparadoras presentes para o professor no Caderno do Aluno. Aula 1 Por se tratar da primeira aula do curso, sugerimos começá-la apresentando duas gravações de lingua- gem oral, de preferência em vídeo, curtas. A ideia é que uma seja bastante espontânea, e outra indique um grau maior de planejamento. Na internet, não é difícil encontrar material com boas amostras de linguagem falada, em diversos graus de formalidade. Ao discutir com a turma a linguagem dos vídeos, pretendemos, em primeiro lugar, mostrar que os gestos, as expressões faciais e a postura corporal de quem fala contribuem para a produção de sentido. São signos não verbais que interpretamos juntamente com os verbais. Esse pode ser o gancho para a resolução dos três primeiros exercícios: o primeiro focando na interpretação de um texto multissemió- tico; o segundo mostrando a relação entre a linguagem dos quadrinhos e a do cinema; e o terceiro analisando o significado político-cultural mais amplo de certos gestos em nossa sociedade. Em segundo lugar, esses estímulos iniciais podem servir para começar a desenvolver a percepção entre os alunos e as alunas de que, quando pensamos em linguagem falada e linguagem escrita, uma não pode ser considerada mera decorrência da outra. Qualquer tentativa de traduzir a fala em escrita, e vice- -versa, exigirá adaptações, levando à exploração de recursos específicos de cada uma dessas modalidades de atividade linguística. Aula 2 A tabela apresentada na seção pode ser usada para resumir o assunto desta segunda Neste Módulo aula do Módulo, embora parte das distinções entre linguagem falada e linguagem escrita já tenha sido discutida na aula anterior. #cultura_digital Quando falamos sobre os áudios nos aplicativos de trocas de mensagem de celular e, principalmen- te, dos textos escritos nesse ramo do universo digital, parece haver uma mistura entre fala e escrita. A combinação de palavras, , figurinhas, sinais de pontuação, letras maiúsculas e minúsculas emojis procura reproduzir a espontaneidade da fala. Porém, mesmo quando a escrita pretende criar a im- pressão de proximidade com a fala, ela o faz à custa de uma exploração bastante consciente de me- canismos específicos, o que exige planejamento. Para que os alunos compreendam, por meio da experiência prática, essa diferença entre a fala e a escrita no mundo digital, sugerimos a seguinte atividade: peça aos alunos que se dividam em duplas. Eles não precisam estar próximos na sala. Um aluno envia, por meio de aplicativo de mensagem do celular, uma mensagem de voz. O aluno que recebe a mensagem tem de transcrevê-la. Ele pode fazer uso de e outros recursos para ilustrar como ficaria aquela mensagem se fosse escrita.emojis Para a realização dessa atividade, certifique-se de que os alunos têm os recursos eletrônicos neces- sários e de que não há nenhum impeditivo por parte da escola. Objetivos de aprendizag em Ao fim destas aulas, o aluno deve ser capaz de: . Objetivo 1: compreender que os sentidos podem ser produzidos por elementos verbais, visuais e sonoros, podendo ser associados a textos ou aparecer isoladamente. . Objetivo 2: associar a linguagem falada aos gestos e às expressões faciais. . Objetivo 3: reconhecer a importância dos textos da tradição oral. . Objetivo 4: analisar as diferenças entre a linguagem escrita e a linguagem oral, reconhecendo a es- pecificidade de cada modalidade. . Objetivo 5: elaborar, de forma colaborativa, textos multissemióticos, envolvendo a análise de textos de âmbito normativo que tratem de direitos e deveres, especialmente relativos a adolescentes e jovens. CULTURA_DIGITAL Boxe que faz indicação de como trabalhar as TDIC em sala de aula. Ele pode indicar softwares e orientar seu uso. 8 Para terminar a aula, sugerimos examinar de que forma a hegemonia ateniense alimentou a rivalidade entre as cidades e levou as pólis ao enfraquecimento no contexto da Guerra do Peloponeso. Aula 3 Para iniciar a aula, é importante apresentar brevemente a invasão macedônica e as principais carac- terísticas do Período Helenístico. Sugerimos que, a partir da resolução da questão 5 da seção Desenvol- vendo habilidades, sejam tratadas as relações de Alexandre com a cultura grega e suas conquistas mili- tares. É um momento oportuno para estabelecer uma reflexão em torno do etnocentrismo. O que Alexandre considerava “bárbaro” e “civilizado” pode ser útil para problematizar a ideia de superioridade da cultura helênica. Sobre a cultura helênica, analisar o quanto ela foi marcada pela busca da compreensão do ser huma- no e por sua capacidade de transformar e dar sentido ao Universo. A partir da análise da e da Ilíada Odisseia, refletir sobre o papel da língua e da religiosidade na formação da identidade grega. Depois, sugerimos tratar, sequencialmente, das relações entre a democracia e o desenvolvimento da filosofia grega, apresentar as principais caraterísticas do teatro grego e destacar o papel dos Jogos Olímpicos. A partir da resolução da questão 6 da seção , abordar o quanto as esculturas, Desenvolvendo habilidades por meio da busca da perfeição das formas, transformaram-se em uma referência para a arte ocidental. Sugerimos, se for viável, projetar em sala de aula algumas das principais obras de arte gregas. #cultura_digital A apresentação do Museu da Acrópole traz oportunidades de refle xões que estarão presentes no transcorrer do aprendizado de His- tória. Algumas perguntas podem ser lançadas aos alunos: “Como utilizar a internet para obter fontes históricas confiáveis?”; “Como lidar com essas informações e contribuir para democratizar as dis- cussões sobre a sociedade contemporânea?”; “Qual é o papel dos museus em uma sociedade marcada pela cultura digital?”. Não consideramos oportuno trazer “respostas prontas” a essas perguntas, mas mostrar que a discussão em torno dessas ferra- mentas estará presente em outros momentos do curso. O vídeo traz elementos para uma reflexão sobre os intercâmbios no mar Mediterrâneo, particularmente no plano das artes. É importante ressaltar que a política expansionista romana através do Mediterrâneo ampliou fortemente os contatos com a cultura grega. Fascinados pela cultura helena, militares retornavam a Roma com saques que incluíam inúmeras obras de arte gregas. No apogeu econômico de Roma, ocorreu um gran- de volume de reproduções de obras de arte gregas. Ao trazer os elementos do vídeo para a aula, sugerimos ressaltar a presença grega em outros campos, como a religiosidade, a língua e a filosofia. Seguindo uma estratégia de aula invertida, sugerimos a realização da seguinte pergunta sobre o vídeo: A Roma Antiga, relacionava-se com as culturas dos povos do Mediterrâneo, por meio: a) da negociação de estratégias de livre-comércio. b) do controle sobre as redes comercias. c) da fiscalização intensiva. d) da dinâmica agro-exportadora. e) da tributação sobre o comércio. Resposta: B O texto a seguir pode auxiliar a discussão sobre o tema: Os estudos sobre o Mediterrâneo não têm por objeto, propriamente, o mar, mas as terras in- fluenciadas por ele. É nas terras, não no mar, que vivem os mais diferentes povos. [...] É um mundo de pequenas regiões terrestres, isoladas umas das outras, mas unidas pelo mar. O vale do rio Nilo é a única grande exceção. Por isso mesmo forma um mundo à parte. PREPARE-SE G o o g le rt s & C u lt u re / a rt s a n d c u lt u e .g o o g le .c o m PREPARE-SE Neste boxe, você receberá sugestões de como os alunos podem se preparar para a próxima aula. Em uma busca por uma aprendizagem maisfor- ças de atração entre moléculas próximas. Quanto maior a vis- cosidade, menor será a veloci- dade com que o fluido escoa. É possível aferir a viscosidade de um líquido diretamente com o auxílio de um aparelho deno- minado viscosímetro. N e w s w a n T o o ls & I n s tr u m e n t/ n e w s w a n 0 4 .p t. a li e x p re s s .c o m Suponha que três bolinhas A, B e C sejam colocadas logo abaixo da superfície do líquido, no frasco representado acima, e abandonadas. Quando cada uma delas passa pela marca 35 cm, um cronômetro é disparado. Em se- guida, anotam-se suas posições em determinados instan- tes. A tabela a seguir mostra a que altura ( ) da escala y graduada as bolinhas estavam em cada instante do mo- vimento de descida. t y (s) A (cm) y B (cm) y C (cm) 0 35 35 35 2 28 32 30 4 22 29 26 6 17 26 23 8 13 23 20 10 10 20 17 12 8 17 14 DESENVOLVENDO HABIL IDADES A partir dos dados da tabela, construa o diagrama y (cm) 3 t (s) de cada uma das bolinhas, no par de eixos representados a seguir (se puder, use três canetas de cores distintas para representar os gráficos). 5 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 A C B 10 15 20 25 30 35 h (cm) 0 t (s) Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:17 373 M î D U L O 4 - O E S T U D O D O M O V IM E N T O U N IF O R M E F êS IC A B Responda às seguintes questões: a) Qual das bolinhas descreveu movimento uniforme entre t 5 0 e t 5 12s? Justifique sua resposta. A bolinha B, porque ela percorre deslocamentos iguais ( 3 cm) em intervalos de tempos iguais. (Professor, comente que a bolinha C, a partir de 4s, também 2 t 5 percorre o recipiente em movimento uniforme.) b) Qual a velocidade escalar da bolinha que percorreu o líquido em movimento uniforme durante todo o intervalo de tempo medido? Como o movimento é uniforme: v y t , 1 5 cm/s= ∆ ∆ = − . (Professor, comente que o valor da velocidade não depende do intervalo de tempo escolhido.) c) Qual a função horária da altura da bolinha que se manteve em movimento uniforme durante todo o intervalo de tempo y medido? y t B 5 35.−.1,5 ⋅ (cm s)⋅ d) No instante 2,4 s, qual era a posição da bolinha que se manteve em movimento uniforme?t 5 y y B 5 35 2,4 −.1,5⋅ ∴ B 5 31,4 cm e) Em qual instante, aproximadamente, a bolinha em movimento uniforme atinge a posição dada por 0?h 5 t y 5 ? para B 5 0 0 35 23,3 s5 −1,5 ⋅ t ∴.t ≈ DESENVOLVENDO HABIL IDADES Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:17 374 1 (IFRS) Uma partícula realizou um movimento unidimensional ao longo de um eixo OX e o comportamento da sua posição x em função do tempo foi representado em um gráfico, ilustrado na figura a seguir.t t (s) x (m) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5 25 210 215 10 15 Analise as seguintes afirmativas referentes ao movimento realizado por essa partícula: I. Entre os instantes 3 s e 6 s a partícula realizou um movimento uniforme. II. Entre os instantes 0 s e 3s a partícula realizou um movimento acelerado. III. Entre os instantes 3 s e 6 s a partícula estava em repouso. IV. No instante 8 s a partícula estava na origem do eixo x. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. b) I e IV. II e III.c) d) III e IV. Material de consulta: Caderno de Estudos 1 – Unidade Cinemática – Capítulo 2 Objetivo de aprendizagem Tarefa Mínima Tarefa Complementar Tarefa Desafio 1 • Leia a seção .Neste m—dulo • Faça as questões 1 a 5. • Faça a questão 6. • Leia os itens 1 a 3. • Faça a questão 7. Aula 6 Orientação de estudo Nas próximas aulas, vamos desenvolver o conceito de aceleração vetorial. É recomendável que você assista ao vídeo “Aceleração vetorial”, procurando refletir sobre os seguintes questionamentos: 1. Quando um corpo está sujeito a uma aceleração vetorial? 2. Em que tipo de movimento a aceleração vetorial é composta apenas pela aceleração tangencial? Nesse caso, qual é a sua intensidade? 3. Em que tipo de movimento a aceleração vetorial é composta apenas pela aceleração centrípeta? Nesse caso, qual é a sua intensidade? PREPARE-SE EX T R A S! Sugestão de divisão aula a aula: Aula 6: objetivo 1. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:17 375 M î D U L O 4 - O E S T U D O D O M O V IM E N T O U N IF O R M E F êS IC A B 2 A agricultura de precisão reúne técnicas agrícolas que consideram particularidades locais do solo ou lavoura a fim de otimizar o uso de recursos. Uma das formas de adquirir informações sobre essas particularidades é a fotografia aérea de baixa altitude realizada por um veículo aéreo não tripulado (vant). Na fase de aquisição é importante determinar o nível de sobreposição entre as fotografias. A figura ilustra como uma sequência de imagens é coletada por um vant e como são formadas as sobreposições frontais. O operador do vant recebe uma encomenda na qual as imagens devem ter uma sobreposição frontal de 20% em um terre- no plano. Para realizar a aquisição das imagens, seleciona uma altitude fixa de voo de 1 000m a uma velocidade constan-H te de 50 m?s21. A abertura da câmera fotográfica do vant é de 90°. Considere tg (45°) 1.5 Natural Resources Canada. Concepts of Aerial Photography. Disponível em: www.nrcan.gc.ca. Acesso em: 26 abr. 2019 (adaptado). Com que intervalo de tempo o operador deve adquirir duas imagens consecutivas? a) 40 segundos b) 32 segundos c) 28 segundos d) 16 segundos e) 8 segundos Aula 6 E X T R A S ! R e p ro d u ç ã o /E n e m , 2 01 9 . A N O T A Ç Õ E S Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:17 376 Módulo 1 – Conceitos iniciais de Cinemática 1 c 2 d 3 a 4 d 5 d Módulo 2 – Velocidade escalar média 1 c 2 b 3 = 55km/h m v 4 A diferença entre os intervalos de tempo é de 54,3 h, que equivale, aproximadamente, a 2,3 dias. 5 v m ≅ 102 740 km/h 6 d Módulo 3 – Aceleração escalar média 1 b 2 c Módulo 4 – O estudo do movimento uniforme 1 d 2 b G A B A R I T O - E X T R A S ! A N O T A Ç Õ E S Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:42 377 F ÍS IC A B M î D U L O 2 - V E L O C ID A D E E S C A L A R M É D IA A N O T A Ç Õ E S Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:42 378 A N O T A Ç Õ E S Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:42 379 F ÍS IC A B M î D U L O 2 - V E L O C ID A D E E S C A L A R M É D IA A N O T A Ç Õ E S Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:42 380A N O T A Ç Õ E S Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:42 381 F ÍS IC A B M î D U L O 2 - V E L O C ID A D E E S C A L A R M É D IA A N O T A Ç Õ E S Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:42 382 A N O T A Ç Õ E S Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:42 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:03:42 FORMAÇÃO GERAL FÍSICA 730158 Volatilidade, incerteza e complexidade são algumas das palavras mais usadas para definir o momento histórico em que vivemos. Para muitos, isso gera angústia e inse- gurança. Para o aluno do Anglo, porém, a possibilidade de construir o futuro deve servir cada vez mais de fonte de motivação e inspiração. A fim de contribuir para esse processo de formação e amadurecimento, desenvolvemos este material conside- rando os seguintes princípios: de um lado, é fundamental, como no passado, que todos tenham acesso aos mais sólidos conhecimentos que nos deixaram as gerações anteriores, nas diversas áreas; de outro, esses mesmos conhecimentos apenas fazem sentido quando vinculados a valores, atitudes e habilidades exigidos nesta época, tão marcada pela inconstância e pela fluidez. Com esse direcionamento, cada volume deste material foi cuidadosamente elaborado para favorecer o desenvolvi- mento do pensamento crítico, da ética, da autonomia e da empatia. Desse modo, a etapa do Ensino Médio se compromete com as competências essenciais para garan- tir que o projeto de vida de cada estudante se concretize.autônoma e ativa, vamos indicar alguns vídeos, textos, atividades, pesquisas, etc., que os alunos podem fazer em casa para que na aula seguinte eles já tenham algum conhecimento sobre o assunto. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:26 Sumário Física A Módulo 1. A origem do Universo: a mitologia e o método científico ....................6 Módulo 2. Interações entre corpos: causas e efeitos ..........................................................9 Módulo 3. O conceito de resultante e como obtê-la ............................................................. 14 Módulo 4. As tendências naturais de movimento dos corpos ........................................ 17 Física B Módulo 1. Conceitos iniciais de Cinemática ................................................................. 22 Módulo 2. Velocidade escalar média ......... 25 Módulo 3. Aceleração escalar média ......... 28 Módulo 4. O estudo do movimento uniforme ......................................................................30 ja n ie c b ro s /E + /G e tt y I m a g e s Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:26 6 M Ó D U L O 1 F Í S I C A A A origem do Universo: a mitologia e o método científico HABILIDADES BNCC NORTEADORAS DO MÓDULO EM13CNT201 Analisar e discutir modelos, teorias e leis propostos em diferentes épocas e culturas para comparar distintas explicações sobre o surgimento e a evolução da Vida, da Terra e do Universo com as teorias científicas aceitas atualmente. EM13CNT301 Construir questões, elaborar hipóteses, previsões e estimativas, empregar instrumentos de medição e representar e interpretar modelos explicativos, dados e/ou resultados experimentais para construir, avaliar e justificar conclusões no enfrentamento de situações-problema sob uma perspectiva científica. Sugestão de roteiro de aula Objetivos de aprendizagem Ao fim destas aulas, o aluno deve ser capaz de: . Objetivo 1: Compreender diversos modelos sobre a origem do Universo a partir da leitura de texto verbal e não verbal. . Objetivo 2: Identificar quais modelos e teorias têm origem científica e quais derivam do senso comum. Aula Descrição Anotações 1 Origem do Universo Desenvolvendo habilidades: 1 Caderno de Estudos 1 - Unidade Origem do Universo e método científico, Capítulo 1 TM: 1 e 2 TC: 3 e 4 TD: 5 2 Método científico Desenvolvendo habilidades: 2 a 4 Caderno de Estudos 1 - Unidade Origem do Universo e método científico, Capítulo 1 TM: 6 e 7 TC: 8 e 9 TD: 10 e 11 C O M P E T Ê N C I A G E R A L C 4 Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:26 7 M Ó D U LO 1 - A O R IG E M D O U N IV E R S O : A M IT O L O G IA E O M É T O D O C IE N T ÍF IC O F ÍS IC A A Ponto de partida As perguntas têm como intenção disparar um processo investigativo, primeiro, quanto à origem do Universo que conhecemos. A ideia é que esse questionamento estimule a curiosidade e que, nessa busca, os alunos se apropriem das habilidades sugeridas nos objetivos de aprendizagem. As duas últimas têm a mesma intenção, mas em relação ao método científico. Aula 1 Após apresentações, acolhimento, construção de contratos didáticos e combinados feitos, começamos o curso de Física do Ensino Médio. Independentemente de a aula ser mais expositiva ou investigativa, su- gerimos que a inicie com a pergunta do Ponto de partida: “Como ocorreu a origem do Universo?” Espere algumas respostas, converse com os alunos. Dar abertura e escuta aos alunos é muito impor- tante no estabelecimento das relações interpessoais. Caso não venha nenhuma resposta, faça questiona- mentos mais específicos, tais como: “Quais as explicações não científicas sobre a origem do Universo que você conhece?” Mais uma vez, escute os alunos, faça novas perguntas em função das respostas deles. Tente, por meio de perguntas, provoca-los, convidando-os a falarem suas ideias e conhecimentos prévios. Caso opte por uma aula mais expositiva, sugerimos que seja feita uma apresentação sobre as explica- ções não científicas e sobre a teoria do . Sugerimos que também seja apresentado o calendário Big Bang cósmico proposto por Carl Sagan, que é bem ilustrativo. Nesta opção de aula, oriente os alunos a fazer a atividade 1 da seção Desenvolvendo habilidades como desafio. Se optar pela resolução da atividade 1 em aula e estimular o protagonismo dos alunos, é possível fazê-la logo após o questionamento inicial. Sugerimos que estipule um número de linhas máximo para o resumo e dê o tempo que julgar necessário. Você também pode organizar os alunos em duplas, se achar conveniente. Fique atento ao escolher qual aluno ou grupo de alunos vai resumir cada tipo de teoria sobre a origem do Universo (leia a questão 1). Faça essa escolha de tal forma que todas as teorias sejam igualmente privi- legiadas. Essa produção é importante para identificar quais alunos conseguem extrair de um texto os pontos mais importantes. Para bibliografia de referência, sugerimos o próprio Caderno de Estudos, mas, se quiser ser mais ou- sado, pode liberar o uso de celulares ou (se a escola puder disponibilizar, melhor ainda) para exe-tablets cutar uma pesquisa na internet. Caso opte pela pesquisa, é interessante que inicie a Aula 2 discutindo como foi feita essa pesquisa. Pesquisando na internet Acreditamos que fazer pesquisas na internet é algo que se aprende. Se sua intenção é discutir como fazer uma pesquisa, uma opção é apresentar um modelo. O modelo que vamos sugerir é A Internet para apoio à pesquisa, disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/site/textos/tecnologias_eduacacao/pesquisa.pdf. Acesso em: 20 abr. 2020. A partir do modelo, sugerimos que abra uma discussão com os alunos para validá-lo. A opinião dos alunos para avaliar item a item é muito importante para estimular a participação deles. Essa participação aumenta o engajamento e possibilita relações mais democráticas entre professores e alunos. Outra sugestão é construir do zero um protocolo de pesquisas na internet. Nessa opção, mais desafiadora, também é estimulada a autonomia. Aula 2 Mais uma vez, temos a opção de iniciar a aula expositivamente. Nesse caso, sugerimos dar atenção ao que vem a ser o método científico e quais são as evidências que nos permitem afirmar que a teoria do Big Bang é científica. A partir dessa explicação, resolva os exercícios 2 a 4 do Desenvolvendo habilidades. Outra opção é retornar à aula anterior e deixar os alunos debaterem (em grupo ou individualmente) sobre a questão 2 entre duplas ou trios. A questão 2 pode ser “apimentada” pelo seguinte questionamento: Encaminhamento Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:26 8 “Como saber quando uma afirmação tem fundamentação científica?” Não se esqueça de fixar um prazo para o fim do debate. Durante o debate, circule pela sala e veja como os grupos estão avançando. Ao final, sugerimos que seja feita uma discussão aberta, entre todos os inte- grantes do grupo, para que compartilhem suas ideias. Se optar pelo debate, sugerimos que os assentos sejam dispostos "em U", pois isso estimula que os alunos discutam entre si. Por fim, resolva os exercícios 2 a 4. Caso deseje o diálogo entre eles eentre eles e você, uma ideia é manter a configuração "em U”. Disposi•‹o em meia-lua ou "em U" A sala de aula com disposição “em U” é ideal para debates, aulas expositivas ou que necessitem do apoio da lousa. A N O T A Ç Õ E S Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:52 9 FÍ S IC A A M Ó D U LO 2 - IN TE R A Ç Õ ES E N TR E C O R P O S : C A U S A S E E FE IT O S M Ó D U L O 2 Interações entre corpos: causas e efeitos HABILIDADES BNCC NORTEADORAS DO MÓDULO EM13CNT204 Elaborar explicações e previsões a respeito dos movimentos de objetos na Terra, no Sistema Solar e no Universo com base na aná lise das interaç õ es gravitacionais, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros). EM13CNT301 Construir questõ es, elaborar hipó teses, previsõ es e estimativas, empregar instrumentos de mediç ã o e representar e interpretar modelos explicativos, dados e/ou resultados experimentais para construir, avaliar e justificar conclusõ es no enfrentamento de situaç õ es-problema sob uma perspectiva cientí fica. Sugestão de roteiro de aula Aula Descrição Anotações 3 Forças Desenvolvendo habilidades: 1 a 3 Caderno de Estudos 1 - Unidade Dinâmica newtoniana, Capítulo 1 TM: 1 a 4 TC: 3 a 5 TD: 6 4 Principais forças da Mecânica Desenvolvendo habilidades: 4 a 7 Extras!: 1 e 2 Caderno de Estudos 1 - Unidade Dinâmica newtoniana, Capítulo 1 TM: 7 a 10 TC: 9 a 12 TD: 13 5 Força elástica Desenvolvendo habilidades: 8 e 9 Caderno de Estudos 1 - Unidade Dinâmica newtoniana, Capítulo 1 TM: 14 a 16 TC: 17 e 18 TD: 19 e 20 6 Princípio da ação e reação Desenvolvendo habilidades: 10 a 12 Extras!: 3 Caderno de Estudos 1 - Unidade Dinâmica newtoniana, Capítulo 1 TM: 22 a 24 TC: 25 a 27 TD: 28 F Í S I C A A Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:52 10 Ao fim destas aulas, o aluno deve ser capaz de: . Objetivo 1: Construir hipóteses e validá-las a partir da compreensão de textos científicos. . Objetivo 2: Identificar as situações nas quais existem forças aplicadas nos corpos. . Objetivo 3: Diferenciar interações de contato e interações a distância. . Objetivo 4: Caracterizar as principais forças da Mecânica e seus efeitos nos corpos. . Objetivo 5: Representar graficamente todas as forças aplicadas em um corpo. . Objetivo 6: Caracterizar a força elástica em uma mola utilizando a lei de Hooke. . Objetivo 7: Aplicar o princípio da ação e reação para assinalar forças em sistemas de corpos. Objetivos de aprendizagem Ponto de partida . Em quais situações podemos evidenciar que há forças aplicadas? . É necessário contato para que haja força aplicada? . Como podemos assegurar que assinalamos todas as forças aplicadas em um corpo? . Qual é a relação entre a força aplicada e a deformação que uma mola pode sofrer? . É possível dar um soco violento na parede e não sentir dor? Encaminhamento Aula 3 Esta aula foi planejada para ser desenvolvida de forma investigativa com os alunos. Sugerimos ao professor iniciar a aula pela atividade 1 da seção Desenvolvendo habilidades, cujo enunciado é amplo, pe- dindo aos alunos que discutam entre si a pergunta. Em atividades em grupo com esse grau de complexi- dade, geralmente alguns alunos deixam de participar, por isso indicamos grupos de até quatro pessoas. A atividade se inicia com uma pergunta (parte I), também chamada de problematização. Essa pergun- ta deve ser respondida pelos alunos sem que o professor tenha explicado os conceitos que ela envolve. A intenção é identificar os conhecimentos prévios dos alunos para, a partir deles, buscarmos seu avanço. Quanto ao tempo de debate, isso depende de cada grupo de alunos. Após as hipóteses feitas, vamos para o próximo passo, que é validação das hipóteses. Para isso, faça a parte II da atividade, na qual há imagens que são documentações de evidências experimentais. Nessa etapa, foi proposto, nos comentários do Caderno do Aluno, que seja feita uma generalização, dizendo que a conclusão do item vale sempre. Mais uma vez, cuidado! Fazer generalizações a partir b de um conjunto de fatos experimentais pode ser perigoso do ponto de vista do desenvolvimento do pensamento crítico. Estamos passando a ideia de que, ao estudar alguns poucos casos, poderemos dizer que o mesmo que ocorrer nesses casos vai valer sempre. Sugerimos avisar aos alunos que estamos fazendo a generalização mesmo sem ter dados suficientes que possibilitem esse ato. Deixe claro que só porque ocorre em alguns casos não significa que vai ocorrer sempre. Os alunos devem terminar a correção do item sabendo que, para que uma força seja aplicada, deve haver dois corpos. Não basta b apenas um corpo para haver força aplicada. Siga para a parte III, na qual os alunos vão voltar a refletir sobre a problematização inicial, chegando a conclusões por meio da comparação de suas hipóteses com uma nova informação que se sabe ser confiá- vel: não há força apenas com um corpo, há necessidade de dois corpos interagindo. Esperamos que isso seja suficiente para que os alunos percebam que a frase “Aquela pessoa tem muita força” não está correta, pois força não é uma propriedade de um corpo. Caso ainda não concluam isso, um possível caminho é questioná-los, guiando-os para o lugar a que você quer que eles cheguem. Uma possibilidade para que o aluno não esteja chegando à conclusão desejada é ele não ter clareza sobre o significado do verbo possuir, ou seja, uma questão de linguagem. Consideramos e tomaremos como premissa que é nossa responsabilidade ensiná-lo sobre a linguagem, seja a específica da Física, seja a de uso mais geral. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:52 11 FÍ S IC A A M Ó D U L O 2 - IN TE R A Ç Õ ES E N TR E C O R P O S : C A U S A S E E FE IT O S Segundo o dicionário , possuir é “ter posse de; ter como propriedade”. Por exemplo, certa quan-Houaiss tidade de iogurte em um frasco fechado possui 170 g de massa. A massa é uma propriedade do iogurte, in- dependentemente de outro corpo. Para que um corpo aplique força em outro é necessário que haja interação entre o corpo que aplica força e aquele no qual a força é aplicada. Não se trata de uma propriedade do corpo no qual a força é aplicada, pois, se não houver o corpo que aplica a força, ela deixa de existir. Por fim, é importante que nesse processo de criação de hipótese, validação e conclusão, o erro seja tratado como algo importante durante a aprendizagem. A proposta é naturalizar o erro, incenti- var os alunos para que não tenham receio de cometê-los; que, para quem tenta, é normal que o erro aconteça. Naturalizar o erro é um ponto importante, pois ele é um diagnóstico. Segundo Jiménez (apud SANMARTÍ, p. 41), o erro é uma oportunidade de lançar clareza sobre os pontos em que pode- mos ou devemos melhorar: É muito importante criar um ambiente, um clima não ameaçador na aula, de forma que aqueles que aprendem sintam que suas ideias serão escutadas [...] porque qualquer um de nós, quando vamos apren- der algo novo, necessitamos de oportunidades para nos equivocar e de voltar a pensar as coisas por nós mesmos. Nem sempre deparamo-nos com a resposta correta da primeira vez. Esse tipo de clima, então, ajuda na aprendizagem individual. Resolva os exercícios 2 e 3 da seção Desenvolvendo habilidades.É possível que as conclusões teóricas sejam obtidas a partir deles. Para saber mais sobre investigação científica e trabalho em grupo, sugerimos as seguintes referências bibliográficas: . CARVALHO, A. M. Ensino de Ciências por investigação. São Paulo: Cengage Learning, 2016. . COHEN, E.; LOTAN, R. Planejando trabalho em grupo. Porto Alegre: Penso, 2017. SANMARTÍ, N. Avaliar para aprender. Porto Alegre: Artmed, 2009. Aula 4 A ideia no início da aula é apresentar as características das principais forças da Mecânica. Sugerimos que elas sejam apresentadas expositivamente. Nessa exposição, deixe claro quais são forças de campo e quais são de contato, pois essa diferenciação será muito importante para o método que vamos apresentar para assinalar as forças em um corpo. Após a apresentação das características das principais forças da Mecânica, uma possibilidade é fazer os exercícios 4, 5 e 6 do Desenvolvendo habilidades de forma dialogada com os alunos, ou seja, junto com eles, trocando ideias e conversando. Outra forma é utilizar o aplicativo Kahoot, que normalmente tem grande aceitação por parte dos alunos e estimula bastante seu engajamento na aula. O Kahoot promove uma forma mais lúdica de executar um questionário em equipes. Há diversas opi- niões sobre o uso ou não de aplicativos como esses, que podem estimular a competitividade de forma exagerada. Cuidado com o uso em excesso. Além do engajamento, acreditamos que o Kahoot pode ser útil para situações nas quais desejamos treinar habilidades que se encontram no nível do lembrar de algo. Para habilidades mais complexas, con- sideramos que devemos buscar outras metodologias/ferramentas. Lembrar é o verbo que está associado às habilidades de menor complexidade, segundo a taxonomia de Bloom. Para saber mais, sugerimos a leitura do artigo de Ferraz e Bellot indicado a seguir. Após aprenderem sobre as características das principais forças da Mecânica, chegou o momento de treinarmos como assinalar forças aplicadas no corpo. Sugerimos o método utilizado no Caderno de Estudos, que também está apresentado no Caderno do Aluno. Caso você tenha mais tempo que uma aula, outra boa opção é apresentar o exercício 7 para os alunos e pedir que, em grupo, criem métodos próprios para assinalar as forças em um corpo. . Aplicativo Kahoot, Disponível em: https://kahoot.com/schools/. Acesso em: 04 set. 2020. . FERRAZ, A. P. C. M.; BELLOT, R. V. Taxonomia de Bloom: revisão teórica e apresentação das ade- quações do instrumento para definição de objetivos instrucionais. Gest. Prod., v. 17, n. 2, São Carlos, 2010. Disponível em: www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104=530-2010000200015X&script- sci_arttext. Acesso em: 23 abr. 2020. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:52 12 Aula 5 Existem algumas maneiras possíveis de desenvolver esta aula. Uma forma interessante é torná-la uma atividade investigativa. Caso você, professor, opte por esse encaminhamento, sugerimos organizar os alunos em grupos de no máximo quatro alunos e iniciar a aula pela problematização que se encontra no Ponto de partida: . Qual é a relação entre a força aplicada e a deformação que um corpo pode sofrer? Deixe os alunos criarem suas hipóteses sobre essa problematização. Para validar as hipóteses, há alguns possíveis caminhos. Por exemplo, podemos pedir a eles que leiam o Caderno de Estudos, que realizem experiências (desde que seja disponibilizado material), etc. A sugestão que gostaríamos de destacar para essa atividade é utilizar simuladores que podem ser en- contrados na internet. #cultura_digital Uma boa fonte de simuladores rigorosos e confiáveis é o site do PHET, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. Esse é citado como referência no Caderno do Aluno em “Cultura Digital”. site Disponível em: https://phet.colorado.edu/pt_BR. Acesso em: 30 jul. 2020. Para esta atividade, sugerimos o uso da seguinte animação: Disponível em: https://phet.colorado.edu/sims/html/masses-and-springs-basics/1.0.9/masses-and-springs- basics_pt_BR.html. Acesso em: 30 jul. 2020. Uma dúvida que você pode ter é sobre como orientar os alunos no uso do simulador. Colocamos um roteiro detalhado? Simplesmente falamos para eles buscarem a resposta da pergunta problematizadora? Já adiantamos que não há resposta única para isso. Em turmas mais autônomas, a própria pergunta pro- blematizadora, junto com o simulador, é suficiente para guiar os alunos à resposta. Em turmas menos au- tônomas, um roteiro de utilização do simulador pode se fazer necessário. Depois do uso do simulador (com ou sem roteiro), a ideia é que os alunos cheguem à resposta da pergunta problematizadora. Caso não cheguem, faça perguntas que os orientem, tais como: . Pendurando corpos com massas diferentes as deformações da mola foram as mesmas? . Que diferenças foram essas? Essas duas perguntas foram exemplos de como orientar os alunos, mas elas podem não ser as mais efetivas. Para saber quais perguntas serão mais adequadas a cada turma ou qual será a melhor orientação, temos de observar os alunos e descobrir em qual ponto eles estão enfrentando dificuldades, ou seja, quais são suas questões. Uma vez que eles tirem suas conclusões, peça a alguns grupos que as compartilhem com os demais. Fique atento não só à conclusão, mas também à maneira como eles trabalharam. Expor o processo de trabalho de cada grupo pode render um bom aprendizado para todos. Finalize a aula resolvendo os exercícios 8 e 9 do Desenvolvendo habilidades. A intenção do exercício 8 é destacar que a força elástica não é uma nova força, mas sim outra maneira de chamar qualquer força aplicada na mola ou aplicada pela mola. Já o exercício 9 tem como meta aplicar a lei de Hooke, destacan- do que é uma constante. k Outro modo é trabalhar esta aula de forma expositiva. Na primeira parte da aula, sugerimos explicar aos alunos que, quando aplicamos uma força em uma mola, ela sofre deformação. Ao puxar, aplicando tração, ela estica. Ao empurrar, aplicando a normal, ela comprime. A partir daí, conceitue força elástica como qualquer força aplicada na mola ou pela mola. Para mostrar a relação entre a força elástica e a deformação da mola, você pode levar o mesmo simu- lador e, de forma dialogada com os alunos, chegar à conclusão de que a força elástica e a deformação são proporcionais. Nesse ponto, apresente a lei de Hooke, conceitue o que é a constante elástica da mola, deduza e interprete o significado da sua unidade de medida. Por fim, resolva os exercícios 8 e 9, aproveitando os comentários feitos anteriormente. Aula 6 A aula que encerra este módulo sobre as forças será dedicada ao princípio da ação e reação. Sugerimos que a aula seja dialogada com os alunos e as conclusões obtidas a partir dos exercícios. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:52 13 FÍ S IC A A M Ó D U L O 2 - IN TE R A Ç Õ ES E N TR E C O R P O S : C A U S A S E E FE IT O S Como nos preocupamos com o desenvolvimento do pensamento crítico, sugerimos retomar a discus- são sobre obter conclusões com base em fatos que ocorrem em casos particulares. Para isso, propomos dizer aos alunos que nesta aula vamos falar de um princípio, ou seja, uma afirmação científica que não apresenta demonstração. Ela é obtida apenas a partir de observações de fatos experimentais em que não há outros fatos que a contradigam. Há no Caderno de Estudos um boxe sobre o tema. A discussão de que não há demonstração nos libera de ter que demonstrar, mas desde que saibamos que aquilo é um princípio. O exercício 10 do Desenvolvendohabilidades tem como intenção possibilitar a discussão de dois pon- tos importantes. O primeiro é que forças são sempre aplicadas aos pares. A partir da imagem, vemos que há forças em ambos os carros, pois os dois sofrem deformação e os dois têm sua velocidade alterada. Assim, surge a oportunidade de apresentar conceitos e dar continuidade à construção da assimilação por parte dos alunos da linguagem científica. Sugerimos comentar que as duas forças são chamadas de par ação-reação e que elas sempre apresentam mesma intensidade. Uma evidência desse fato é que carros iguais apresentaram efeitos (deformações/amassados) similares. É possível também perguntar se os efei- tos seriam os mesmos para carros diferentes, como em uma colisão entre um carro compacto e uma ca- minhonete grande. A intenção da pergunta é reforçar que as forças de um par ação-reação sempre apre- sentam mesma intensidade, mas podem causar efeitos diferentes, pois sempre estão aplicadas a corpos distintos, que nem sempre são similares como dois carros do mesmo modelo. O exercício 11 da seção Desenvolvendo habilidades tem como meta que os alunos sejam estimulados a assinalar as forças devido a um par ação-reação e que saibam que tais forças estão aplicadas a corpos distintos e que a direção de ambas é a mesma, mas que seus sentidos são opostos. Vale também dizer que tanto a força aplicada na pessoa quanto a aplicada no chão são normais. Generalize esse fato: par ação- -reação sempre é composto de forças de mesmo nome. No item , outro comentário que pode ser feito é b em relação à simultaneidade do par ação-reação: o chão o empurra pessoa para cima ela o enquanto empurra para baixo, isto é, trata-se de um par de eventos simultâneos. O objetivo do exercício 13 é trazer para os alunos que toda teoria tem limites, ou seja, sempre é um recorte do comportamento da natureza. No caso do princípio da ação e reação, o limite é que ele vale apenas para o fato de um corpo aplicar força no outro. Também é importante alertar os alunos sobre o uso de teorias científicas para justificar fatos em contextos completamente fora de seus limites de validade. Uma etapa importante para se obter a resultante por meio do método da linha poligonal é a aplicação de alguns teoremas da Geometria plana. Para que os alunos façam uma retomada dos teoremas mais relevantes para a Física, sugerimos o vídeo Geometria plana e vetores, da plataforma Plurall. Outro ponto, é que eles foram orientados pelo material a trazerem suas dúvidas para a próxima aula. Essa opção que tomamos é uma inversão de aula (veja outras possibilidades no Guia de Metodologias ativas). Com ela, temos a intencionalidade de que quando o tema for visto em sala de aula, que o aluno já tenha alguma intimidade com o ponto citado e que a retomada seja mais tranquila e eficaz. PREPARE-SE Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:52 14 M Ó D U L O 3 F Í S I C A A O conceito de resultante e como obtê-la HABILIDADE BNCC NORTEADORA DO MÓDULO EM13CNT204 Elaborar explicações, previsões e cálculos a respeito dos movimentos de objetos na Terra, no Sistema Solar e no Universo com base na análise das interações gravitacionais, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros). Sugestão de roteiro de aula Objetivos de aprendizagem Aula Descrição Anotações 7 Resultante Desenvolvendo habilidades: 1 a 3 Extra!: 1 Caderno de Estudos 1 - Unidade Dinâmica newtoniana, Capítulo 2 TM: 1 a 3 TC: 4 a 7 TD: 8 e 9 8 Método da decomposição Desenvolvendo habilidades: 4 e 5 Caderno de Estudos 1 - Unidade Dinâmica newtoniana, Capítulo 2 TM: 10 a 12 TC: 13 e 14 TD: 15 e 16 Ao fim destas aulas, o aluno deve ser capaz de: . Objetivo 1: Aplicar o método da linha poligonal para obter a resultante das forças aplicadas em um corpo. . Objetivo 2: Aplicar o método da decomposição para obter a resultante das forças aplicadas em um corpo. Encaminhamento Ponto de partida . Como estudar o movimento de um corpo quando há várias forças aplicadas nele? Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:52 15 F ÍS IC A A M Ó D U L O 3 - O C O N C E IT O D E R E S U L T A N T E E C O M O O B T Ê -L A Aula 7 Para desenvolver o objetivo de aprendizagem “Aplicar o método da linha poligonal para obter a resul- tante das forças aplicadas em um corpo”, consideramos importante que os alunos se apropriem do con- ceito de resultante, que é um objeto de conhecimento. Para isso, sugerimos iniciar a Aula 7 fazendo uma revisão das Aulas 3 e 4, ou seja, do conceito de for- ça e de como assinalar forças em um corpo. É importante que os alunos saibam marcar as forças e quais são os efeitos de uma força para estudar bem as Aulas 7 e 8. Para relembrar o conceito de força, faça uma revisão. O uso do Kahoot é uma opção bem-vinda. Uma vez feita a revisão, sugerimos utilizar (projetada ou desenhada na lousa) a imagem de várias pessoas aplicando força em um corpo, como a seguir. Assinale as forças na direção horizontal aplicadas na caixa. A ideia é compreender que há duas forças para a direita aplicadas na caixa, uma devida a cada pessoa. Sugira valores para essas forças, caso você queira, e estime a intensidade delas em comparação com o peso aplicado em uma pessoa de massa 40 kg, que é em torno de 400 N. Vamos propor que as intensidades das forças sejam em torno de 100 N e 200 N. Daí vem um questionamento, cuja resposta normalmente é intuitiva: . Se pudéssemos colocar no lugar desses dois jovens alguém com potência muscular maior, qual de- veria ser a intensidade da força aplicada por essa pessoa na caixa, de tal forma que ela fosse equiva- lente às forças aplicadas pelos dois jovens da situação inicial? Induza a resposta deles sugerindo o valor 300 N, ou seja, a soma algébrica das intensidades. Conceitue o que é essa “força” de 300 N. Diga que ela é chamada de resultante. Destaque que: 1. a resultante é equivalente tanto a um sistema de forças quanto ao efeito dinâmico das forças; 2. a resultante é uma força fictícia, ou seja, a rigor, não é uma força. Para explicar o item 1, esclareça que equivalência entre duas coisas quaisquer é sempre em relação a algo específico. Por exemplo: Os dois veículos são equivalentes quanto ao número de rodas que possuem, o tipo de motor que os faz andar (motor a combustão), etc. Entretanto, não são equivalentes quanto ao tamanho de suas rodas ou quanto à cor da sua pintura. É importante destacar que duas coisas não são equivalentes em todos os seus aspectos, mas sim em relação a uma ou mais características específicas. A equivalência entre a resul- tante e um sistema de forças também é assim. A resultante é equivalente a um sistema de forças apenas quanto ao efeito dinâmico das forças, isto é, não há relação entre a resultante e o efeito estático das forças. R e n k le ri n K a fa s i/ S h u tt e rs to c k E m ir h a n k a ra m u k /S h u tt e rs to ck V a le n ti n V a lk o v /S h u tt e rs to c k Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:52 16 Quanto ao item 2, destaque que, para uma grandeza física ser uma força, deve haver uma interação entre corpos associada a ela. No caso apresentado, não há um terceiro corpo de fato aplicando a resultan- te. Logo, a resultante não é de fato uma força. Apresenteo método da linha poligonal, dizendo que a resultante sempre pode ser obtida desse modo. Na seção Desenvolvendo habilidades, resolva os exercícios 1 a 3. Também é possível desenvolver essa aula de maneira mais investigativa, invertendo a ordem desses três exercícios. Inicie a aula organizando os alunos em duplas ou trios e peça que resolvam os exercícios 2 e 3 do Desenvolvendo habilidades. Sem consulta, deixe-os criando suas hipóteses e trabalhando com a própria intuição. Nesse caso, circule pela sala, observe os alunos, ouça-os falando, atente para o conteúdo da fala deles. Oriente-os na direção do que você espera que eles aprendam, preferencialmente não dan- do respostas, mas questionando-os. Após a resolução desses dois exercícios, conceitue resultante, apresente o método da linha poligonal e peça a eles que revejam os dois exercícios que acabaram de resolver. Uma vez terminada a revisão, peça que façam o exercício 1. Aula 8 Sugerimos que seja revisto o conceito de resultante e o método da linha poligonal; é uma boa manei- ra para iniciar a prática do dia. A ideia aqui é apresentar o conceito de decomposição e como executar a decomposição. Apresente o método da decomposição: . Passo 1: adote eixos. . Passo 2: execute a decomposição de todas as forças inclinadas em relação aos eixos. . Passo 3: calcule a sua intensidade lendo a escala ou utilizando a geometria do triângulo retângulo. Na seção Desenvolvendo habilidades, resolva o exercício 4, comparando a resolução do item a com a do item , realizadas por meio de diferentes métodos. Na resolução do exercício 5, sugerimos dar ênfase ao b fato de que duas forças de mesma intensidade sempre apresentam resultante na direção da sua bissetriz. Por fim, há um no final deste módulo. Seu uso pode ser de grande valia, ainda mais se o Prepare-se professor preferir executar um processo mais investigativo. Nesse caso, a ideia é propor aos alunos que redijam um texto com base apenas no próprio conhecimento, sem consultar fonte alguma, para responder às perguntas propostas, mas com a possibilidade de debater o assunto com os colegas. Propositalmente, essas perguntas se referem ao assunto do módulo seguinte, funcionando assim como uma introdução ao estudo do movimento e suas causas. Nessa seção, desejamos coletar quais são os conhecimentos prévios do aluno. É um movimento em direção de um ensino investigativo, no qual os alunos elaboram suas hipóteses. Ao propor essa atividade, estamos escutando o aluno e, assim, tentando conhecê-lo melhor. Um dos pontos de atenção aqui é investigar quantos têm a noção intuitiva/aristotélica de que para haver movimento é necessário que haja força aplicada no corpo. Caso haja alunos na sala com essa ideia, é inte- ressante que a próxima aula seja construída para evidenciar, ou para que o próprio aluno conclua, que isso não é verdade. Por fim, para aqueles cuja hipóteses não seja coerente com as evidências, é importante que esse processo de reconstrução das ideias seja visto como natural e não como um fato a ser condenado ou classificado como um fracasso. PREPARE-SE A N O T A Ç Õ E S Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:52 17 F ÍS IC A A M Ó D U LO 4 - A S T E N D Ê N C IA S N A T U R A IS D E M O V IM E N T O D O S C O R P O S M Ó D U L O 4 F Í S I C A A As tendências naturais de movimento dos corpos HABILIDADE BNCC NORTEADORA DO MÓDULO EM13CNT204 Elaborar explicações, previsões e cálculos a respeito dos movimentos de objetos na Terra, no Sistema Solar e no Universo com base na análise das interações gravitacionais, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros). Sugestão de roteiro de aula Aula Descrição Anotações 9 Princípio da inércia - enunciado informal Caderno de Estudos 1 - Unidade Dinâmica newtoniana, Capítulo 3 TM: 1 a 3 TC: 4 a 6 TD: 7 10 Princípio da inércia - enunciado formal da Inércia Extras!: 1 Caderno de Estudos 1 - Unidade Dinâmica newtoniana, Capítulo 3 TM: 8 a 10 TC: 11 a 14 TD: 15 e 16 11 Diferenciando massa e peso Extras!: 2 Caderno de Estudos 1 - Unidade Dinâmica newtoniana, Capítulo 3 TM: 17 a 21 TC: 18 a 25 TD: 26 e 27 12 Assinalando forças em sistemas de corpos apoiados ou pendurados Extras!: 3 Caderno de Estudos 1 - Unidade Dinâmica newtoniana, Capítulo 3 TM: 28 a 30 TC: 31 e 32 TD: 33 e 34 Objetivos de aprendizagem Ao fim destas aulas, o aluno deve ser capaz de: . Objetivo 1: Identificar quais movimentos os corpos naturalmente tendem a executar em diferentes contextos. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 08:59:52 18 . Objetivo 2: Relacionar a resultante com os movimentos que os corpos tendem a executar. . Objetivo 3: Diferenciar massa de um corpo e peso nele aplicado. . Objetivo 4: Calcular o peso por meio da definição de campo gravitacional. . Objetivo 5: Analisar situações nas quais há corpos empilhados ou pendurados. Encaminhamento Ponto de partida . É necessário haver pelo menos uma força aplicada a um corpo para que ele esteja em movimento? . Qual é a relação entre o movimento que um corpo executa e as forças nele aplicadas? . É correto afirmar que peso e massa são a mesma grandeza física? Aula 9 Uma possível maneira de começar esta aula é relembrar que um princípio é uma afirmação que pode ser verificada experimentalmente, mas que não pode ser demonstrada. Essa abordagem nos dá a liberdade de não fazer demonstrações nesta aula e apenas concluir afirmações a partir de resultados experimentais. Uma maneira de organizar a exposição do assunto é deixar na lousa a seguinte tabela, a ser preenchida ao longo da aula: Se em dado instante o corpo está em... Ele tende a permanecer em... Sugerimos também que seja dito, nesta abertura, que todos os movimentos serão estudados tomando-se como referencial a Terra. Outra sugestão é não entrar em discussões sobre quando o referencial é ou não inercial. Trata-se de uma discussão muito complexa para alunos iniciando o Ensino Médio; é preferível tomar como limite as leis de Newton e a Terra como referencial para estudarmos o movimento. Sabemos que para alguns casos mais complexos, como o do movimento da Terra em torno do Sol, teremos que refazer a discus- são, mas essa ainda nos parece uma opção melhor, pois mais adiante eles já estarão mais maduros. Você pode apresentar a teoria durante a resolução dos exercícios 1 a 3 do Desenvolvendo habilidades. O primeiro ponto importante no exercício 1 é explicar que não há forças aplicadas nas pessoas jogando-as para trás quando um trem acelera para frente a partir do repouso. Não há um corpo de fato aplicando essa força. Explique que um corpo em repouso tende a permanecer em repouso. Para isso, sugerimos apresentar o vídeo “O desafio do ovo”, do canal Manual do Mundo, ou replicar uma experiência similar. Vídeo “O desafio do ovo”, do Manual do Mundo. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=txfKsEEZNI8. Acesso em: 23 abr. 2020. Com isso, complete a primeira linha da tabela: Se em dado instante o corpo está em... Ele tende a permanecer em... Repouso Repouso Vale destacar que “tender”, na Mecânica, significa que “o corpo vai ficar nessa situação se a resultante das forças for zero”. A segunda parte do princípio da inércia é menos intuitiva. Assim, torna-se bastante apropriado recor- rer à apresentação de mais uma verificação experimental, como a experiência do trilho de ar. Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com parauso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:21 19 F ÍS IC A A M Ó D U L O 4 - A S T E N D Ê N C IA S N A T U R A IS D E M O V IM E N T O D O S C O R P O S Vídeo “Trilho de ar”, da USP São Carlos. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EDKLQLzGM08. Acesso em: 23 abr. 2020. Nesse vídeo, é possível perceber que um corpo em movimento no qual a resultante é nula tende a continuar em MRU. Uma vez compreendido que a eliminação do atrito nada mais é do que um meio de tornar a resultante nula, o princípio da inércia se torna evidente. Com essa conclusão, preencha então a segunda linha da tabela. Se em dado instante o corpo está em... Ele tende a permanecer em... Repouso Repouso Movimento MRU Por fim, resolva os exercícios 2 e 3 da seção Desenvolvendo habilidades. Sugerimos indicar vídeos de acidentes de patins e motos fazendo curvas – há vários disponíveis no YouTube. É interessante que eles constatem que a expressão “sair pela tangente”, em Mecânica, designa um fato em sentido literal – o que não ocorre quando a mesma expressão é empregada no cotidiano. Aula 10 Sugerimos que esta aula seja iniciada a partir da tabela obtida na aula anterior, que constitui um enun- ciado informal do princípio da inércia. Desejamos, com base nessa tabela, chegar ao seguinte esquema, que representa o enunciado formal do princípio da inércia: Constante 0 = (MRU) Equilíbrio dinâmico Constante 0 5 (Repouso) Equilíbrio estático RR r 5 00 r Equil’brio v r constante Para isso, sugerimos lembrar mais uma vez o que significa "tender" em Mecânica. A partir daí, comece a construir o esquema. Caso a resultante seja zero, o corpo em repouso fica em repouso e o corpo em movimento fica em movimento retilíneo e uniforme, ambas situações nas quais a velocidade vetorial é constante. Em seguida, relembre aos alunos que a velocidade vetorial, quando constante, pode ser igual ou dife- rente de zero; procure frisar que, se essa velocidade for igual a zero, o corpo está em repouso; já se a ve- locidade for constante e diferente de zero, o corpo executa MRU. Por fim, apresente o conceito de equilíbrio, que é sinônimo de a resultante em um corpo ser nula. Resolva os exercícios 4 e 5 do Desenvolvendo habilidades. Sugerimos destacar ao longo da aula que, se a resultante é zero, não podemos afirmar que o corpo está necessariamente em repouso, pois pode estar em MRU. Outro ponto que pode ser dito (e sugerimos que seja dito) é que, se a resultante é zero, podemos afirmar que o corpo está em repouso ou MRU. Logo, para qualquer outro movimento (MRA, MRR, MCU, MCA, MCR), a resultante é necessariamente diferente de zero. Aula 11 Inicie a aula deixando claro que peso e massa são grandezas físicas diferentes. Construa com os alunos a tabela do Caderno do Aluno. Em primeiro lugar, diferencie as grandezas conceitualmente. Destaque que: . Massa quantifica a inércia de um corpo. Quanto maior a massa de um corpo, maior a dificuldade de alterar sua velocidade. (Para ilustrar, utilize exemplos de corpos com massas bem diferentes. Por exemplo, o que é mais difícil retirar do MRU, uma pequena mosca ou uma locomotiva?) Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:21 20 . Massa é uma propriedade do corpo. O corpo possui massa. Já peso é uma força; logo, não é uma propriedade do corpo, e sim o resultado da ação de um corpo sobre outro. Assim: Massa Peso Conceito É a grandeza física que indica: . a quantidade de matéria que um corpo tem; . a inércia de um corpo. É a força que a Terra ou qualquer outro astro aplica no corpo. Quanto a ser uma propriedade do corpo É propriedade do corpo. Podemos dizer que a massa de um corpo é, por exemplo, 10 kg. Não é propriedade do corpo, é uma força que algum outro corpo lhe aplica. Não podemos dizer que o peso de um corpo é, por exemplo, 100 N. Nesse exemplo, o que pode ser dito é que o peso que a Terra aplica em um corpo é 100 N. Depois apresente a natureza de cada uma dessas grandezas. Massa Peso Natureza Escalar Vetorial Cite os instrumentos de medição apropriados para cada grandeza. Massa Peso Medida Balança Dinamômetro Caso queira, explique a diferença entre balança e dinamômetro. A balança funciona a partir de uma comparação, enquanto o dinamômetro funciona em função da deformação de algum corpo. Apresente imagens de balanças e dinamômetros. Por fim, como massa é uma propriedade do corpo, ela só depende do corpo ao qual está associada. Já o peso é uma força que depende do corpo celeste com o qual o corpo interage e a que distância inte- rage. Logo, depende também do local em que ele se encontra. Massa Peso Depende Do corpo Do corpo e do local D o o m u /S h u tt e rs to ck C m s p ic /S h u tt e rs to ck V e re s h c h a g in D m it ry / S h u tt e rs to ck G IP h o to S to c k /S c ie n c e S o u rc e / F o to a re n a Impresso por Gardjany da Costa, E-mail gardjanydacostamoreira@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 11/03/2025, 09:00:21 21 F ÍS IC A A M Ó D U L O 4 - A S T E N D Ê N C IA S N A T U R A IS D E M O V IM E N T O D O S C O R P O S Resolva o exercício 6. Sugerimos dar tempo para os alunos fazerem, a fim de que sejam estimuladas a leitura e a produção de texto. Apresente a definição de campo gravitacional. Destaque que o campo gravitacional é uma constante para um dado local. Resolva os exercícios 7 e 8. Dê tempo para os alunos fazerem o exercício 8 e verifique como eles estão produzindo; essa escuta pode contar muito sobre como eles aprendem. Aula 12 Esta é uma aula para treinar com os alunos como assinalar forças aplicadas em sistemas de corpos na vertical (pendurados ou apoiados). A sugestão é começar pelo corpo mais livre. No caso do corpo pendurado, é o de baixo e, no caso do empilhado, o de cima. Vamos propor a solução passo a passo da questão 9. A questão 10 segue passos parecidos. A situação é a representada no esquema a seguir: T 1 T 2 T 2 T 3 T 3 P 1 P 2 P 3 . Passo 1: assinale a força peso no elefante 3, que está mais embaixo. . Passo 2: assinale a tração aplicada no elefante.T 3 . Passo 3: como o fio é ideal, podemos dizer, de forma simplificada, que a tração é a força com que T 3 o elefante 2 puxa o elefante 3; logo, vai haver uma força de mesma intensidade aplicada no elefante 2, de mesma direção e sentido oposto. Assinale essa força (T 3 ) no elefante 2. . Passo 4: assinale a força peso no elefante 2. . Passo 5: assinale a tração aplicada no elefante 2.T 2 . Passo 6: como o fio é ideal, podemos dizer, de forma simplificada, que a tração é a força com que T 2 o elefante 1 puxa o elefante 2; logo, vai haver uma força de mesma intensidade aplicada no elefante 1, de mesma direção e sentido oposto. Assinale essa força (T 2 ) no elefante 1. . Passo 7: assinale a força peso no elefante 1. . Passo 8: assinale a tração aplicada no elefante 1.T 1 Faça alguns comentários, tais como: . A tração e o peso não constituem um par ação-reação, pois estão aplicados no mesmo corpo. . A força aplicada no fio é a tração, não o peso. . A tração e o peso não apresentam necessariamente a mesma intensidade. Isso pode ser observado, por exemplo, no elefante 2 – ou, no caso do exercício 10, no banco de 5 kg. Uma opção para esta aula é mais uma vez formar grupos e pedir aos próprios alunos que criem um roteiro para assinalar forças em casos como esses. Se você optar por esse caminho, sugiro que faça uma revisão sobre