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O Pai da Holanda
Guilherme, o 
Taciturno
1533-1584
Infância
Guilherme nasceu na última metade de abril, em 1533, em Dillenburg, Nassau na 
atual Alemanha; daí vem a citação do hino nacional. Guilherme era um dentre doze 
filhos, e a família foi criada e educada nos princípios da Reforma Luterana. 
 Nassau, Alemanha 1500 . Nassau, Alemanha atualmente .
Sua família era da nobreza - da Casa de Nassau - e vivia em Dillenburg, em Nassau. 
Desde cedo, Guilherme foi preparado para tomar posse da propriedade da família 
de Orange, no sul da França. Por conseguinte, mais tarde seu título oficial foi 
Guilherme I de Orange, da Casa de Nassau.
 Castelo de Nassau, Alemanha .
Contexto geo-politíco
Carlos V, nativo da Espanha, tinha sido 
eleito logo depois da Reforma na 
Alemanha para ser o imperador do 
Sacro Império Romano, um império que 
incluía a Espanha, Alemanha, partes da 
Itália e os Países Baixos. 
Os Países Baixos, embora pertencendo 
ao império anos antes, sempre tiveram 
grande autonomia, e tinham se tornado 
- através dos trabalhadores e prósperos 
cidadãos dos Países Baixos - parte 
mais próspera sob seu domínio. 
 Imperador Carlos V .
Mapa do Império Romano em 1500
Os habitantes dos Países 
Baixos amavam sua 
independência e seriam 
leais ao rei e imperador, 
desde que ele não 
interferisse de forma 
indevida em seus 
negócios.
Cada província tinha 
seu próprio "stadholder" 
- o representante ou 
magistrado principal 
que tinha governo 
efetivo.
 Mapa do Império Romano em 1550 .
Educação
A família de Guilherme, por fazer parte da 
nobreza, tinha contato com o imperador e Carlos 
V ficou interessado no futuro de Guilherme. 
Carlos o levou à corte para que ele aprendesse os 
caminhos da política imperial. A instrução de 
Guilherme na corte incluía um estudo das línguas 
que o fizeram fluente em flamengo, alemão, 
espanhol, francês e latim. As possessões de sua 
família em Orange deram-no entrada em círculos 
políticos da França. As suas designações e 
atribuições como um servo de Carlos o colocaram em contato e deram conheci-
mento sobre os habitantes dos Países Baixos.
 Guilherme, 1555 .
 
 O Taciturno
Foi durante este período na corte 
de Carlos que Guilherme 
aprendeu a arte de governar, 
mas o preço que teve de ser pago 
foi o treinamento e 
comprometimento ao catolicismo 
romano e a perda de sua herança 
reformada. O imperador Sacro 
Romano Carlos V era um inimigo 
amargo da Reforma e estava 
determinado a impedir todo e 
qualquer avanço do luteranismo 
em seu reino.
 Livro de Martinho Lutero publicado em 1581 . 
O imperador começou a apegar-se a Guilherme e este tornou-se mais íntimo de Carlos. 
Ele era o único presente com o imperador quando Carlos se encontrava com 
embaixadores estrangeiros em questões oficiais importantes. Ele se tornou um 
confidente de Carlos nas questões mais secretas do império.
 Papa Clemente VII e Carlos V .
Ele poderia até mesmo 
dar conselhos ao 
imperador, o que este 
considerava muito útil. 
Ninguém era mais 
influente. A maioria 
dos historiadores 
afirmam que 
Guilherme recebeu o 
nome "o Taciturno" 
por causa de sua 
completa discrição em 
questões do reino.
Sua conversão
Guilherme estava a caminho de sua fama, fortuna, honra - 
e uma vida na igreja papista - quando de repente Deus 
interveio de uma maneira singular.
Carlos V, cansado dos cuidados do império e seus 
problemas visto que todo o continente estava em um 
tumulto por causa da Reforma, decidiu renunciar o seu 
cargo e gastar o resto de sua vida vestindo um cilício em 
um monastério obscuro na Espanha. Anunciando sua 
renúncia enquanto recostava-se nos braços de Guilherme, 
Carlos deu a Espanha e os Países Baixos ao seu filho, o frio 
Filipe, que tinha um ódio implacável pela Reforma.
 Filipe II .
Dali em diante Guilherme ocupou uma 
posição muito diferente na corte. Ele 
continuou a ser usado em várias tarefas 
diplomáticas, embora Filipe não tivesse 
confiança nele por causa de sua estreita 
relação com Carlos V. Foi durante este tempo 
que a empatia de Guilherme começou a 
transformar-se em uma preocupação e 
interesse pelos calvinistas perseguidos e 
massacrados nos Países Baixos. 
Guilherme odiava a tirania de qualquer tipo, 
onde quer que fosse. Ele odiava a tirania dos 
espanhóis. Seu coração se voltou àqueles que 
sofriam sob os golpes constantes de Filipe. 
 Guilherme .
O terrível Filipe estava 
determinado a erradicar 
o calvinismo dos Países 
Baixos, e usou a 
Inquisição Espanhola da 
forma mais cruel para 
alcançar este objetivo. 
Guilherme viu o sangue e 
ouviu bem de perto os 
gritos de milhares de 
seus compatriotas que 
morreram pela sua fé. 
Isto produziu nele uma 
impressão inextinguível.
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O Protetor dos calvinistas
Um evento levou toda a questão a 
um ponto crítico. 
Uma missão diplomática levou 
Guilherme à França, enquanto 
Henrique II governava. Ele era um 
cruel católico romano casado com 
a temível Catarina de Médici. Na 
França, Guilherme chegou ao 
conhecimento do plano secreto que 
Henrique e Filipe tinham tramado 
para destruir o protestantismo, 
tanto na França, quanto em todo o 
Império Romano. 
H
uguenotes sendo torturados e m
ortos na França 
Henrique pensou que Guilherme ocupava na 
corte de Filipe, a mesma posição confidencial 
que ele tinha ocupado na corte de Carlos; e 
assim, na floresta durante uma caçada, num 
momento quando ninguém estava por perto, 
Henrique contou a Guilherme sobre o plano de 
destruir "aqueles vermes malditos, os 
protestantes", mesmo que isso fosse requerer 
traição.
Desolado por tal ultraje, Guilherme conseguiu 
manter um comportamento que não revelou 
seus verdadeiros sentimentos. Mas assim que 
pôde, informou os líderes protestantes em 
Bruxelas sobre o plano imundo. Não demorou 
para que Filipe percebesse que o segredo 
vazou, mas não desconfiou de Guilherme.
 Henrique II de França .
A obra de Guilherme nos Países Baixos aumentou em importância. Ele serviu como 
um representante de Filipe; ele era um membro do concílio do estado que havia de 
assistir o regente espanhol no poder em nome de Filipe. A regente era Margarida de 
Parma I, que tinha alguma simpatia pelos protestantes. Ela foi substituída pelo 
Duque 
de Alva, um 
dos homens 
mais cruéis 
da história. 
O regente foi 
responsável 
por executar 
os planos de 
Filipe contra 
o calvinismo.
 Famílias Huguenotes fugindo da Inquisição.
Guilherme também era o "stadholder" das 
províncias da Holanda, Zelândia, e Utrecht. 
Nesta posição ele fez o que pôde para ajudar 
os protestantes, aliviar os horrores da 
perseguição e restaurar o poder político dos 
"stadholders" das províncias nos Países 
Baixos.
Todos os esforços de Guilherme não tiveram 
êxito e Filipe multiplicou suas crueldades e 
continuou sua conduta desleal. 
No final das contas, Guilherme não podia 
mais aguentar; cada vez mais ele se 
considerava responsável pelo que estava 
acontecendo. 
 Filipe II e Guilherme por Cornelis Kruseman .
Por um breve período de tempo retirou-se para seu lar em Nassau em 1568, onde 
avaliou sua vida, examinou sua lealdade, levou este dilema diante do Senhor.
Então decidiu lançar o seu destino, para 
melhor ou para pior, quanto ao povo 
perseguido dos Países Baixos.
Toda a história da longa e difícil luta de 
Guilherme pela liberdade nos Países Baixos é 
complicada demais para se contar aqui. É uma 
história de vitórias e derrotas, de coragem e 
sacrifício, de sofrimento e tristeza, de ganhos e 
perdas, porém, finalmente é uma história de 
uma vitória que veio mais por meio de 
situações que eram becos sem saída, do que por 
sucesso no campo de batalha.
Seus esforços
Por três vezes diferentes, Guilherme montou um 
exército na Alemanha, França e nos Países Baixos. 
Todas as vezes seus esforços falharam, algumas 
vezes por causa de mudanças nos rumos políticos; 
outras porque os seus exércitos não eram 
suficientementeequipados; algumas vezes por 
causa da falta de recursos financeiros e outras 
porque o horror da perseguição sobrecarregava o 
povo. Mas muitos eventos ajudaram, 
gradualmente, a mudar a maré. 
A marinha holandesa, tendo como tripulação homens chamados de 
"Os Mendigos do Mar", teve êxito em atacar os espanhóis de surpresa.
 Willem II van der Marck .
 Líder dos mendigos do mar . 
suas habilidades marítimas, 
sua coragem inigualável, 
seu conhecimento dos 
canais, diques, baias, 
pântanos e lodaçais dos 
Países Baixos, eles 
impediram que os espanhóis 
tomassem conta do país e 
foram a principal razão pela 
qual muitas cidades nos 
Países Baixos se declararam 
independentes do governo 
espanhol.
Eles capturaram botes espanhóis armados e perturbaram as tropas espanholas 
com ataques relâmpagos em terra firme. Os mendigos do mar eram conhecidos por
 Captura de Brielle em 1572 .
 Mendigos do Mar contra os espanhóis, 1573 . 
Mas no dia três de 
outubro de 1574, Deus 
mudou a direção dos 
ventos de forma que as 
águas da maré 
invadiram a terra, 
carregando com elas os 
botes e trazendo 
provisão para as tropas 
sitiadas. Os espanhóis 
foram derrotados, o 
cerco suspenso e a cidade 
poupada.
Os Mendigos do Mar haviam violado os diques para que navegassem para o resgate 
de Leiden, mas ventos contrários impediram as águas de avançar sob a terra firme 
o suficiente para que os botes navegassem sobre a terra.
 Leiden, Outubro 1574 .
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Para o encorajamento dos 
cidadãos, Guilherme 
propôs o estabelecimento 
de uma universidade 
dentro da cidade, e a 
Universidade de Leiden se 
tornou uma das grandes 
escolas no decorrer da 
história holandesa.
Filipe enfurecido emitiu 
um documento proibindo 
qualquer um de seus 
súditos a estudarem 
na universidade.
 Biblioteca da Universidade de Leiden, 1610 .
Apoio a Guilherme
Um imposto introduzido para o povo acabou por garantir que a revolta ganhasse o 
apoio popular que precisava. Uma cidade após a outra declarava apoio ao príncipe 
de Orange e, portanto, para a revolta. Dentro de dois meses, quase toda a Holanda e 
a Zelândia estavam solidamente apoiando o príncipe. Mais conquistas se seguiram 
quando cidades de outro países se filiaram. Juntar-se ao príncipe também 
significava que a nova religião protestante poderia ser adorada em liberdade. 
Moedas usadas para pagar os diferentes impostos
Em 1579, sob a liderança de 
Guilherme, sete províncias 
holandesas - Holanda, 
Zelândia, Utrecht, Frísia, 
Groninga, Overissel e 
Guéldria - assinaram a 
união de Utrecht, pela qual 
estas províncias se 
tornaram uma república. 
Um novo tempo
Guilherme se torno o re e 
o país Holanda fo formado. 
O Príncipe de Orange era 
extremamente 
respeitado pela sua 
bravura em defender o 
povo holandês.
Ele ficou conhecido como 
um homem justo que 
lutou pela liberdade 
religiosa. Quando todos 
imaginavam que ele se 
vingaria dos romanistas, 
ele propôs que cada um 
deveria ser livre para 
praticar a sua fé desde 
que seguisse as 
leis da Holanda.
 O Príncipe de Orange sendo recebido em Bruxelas, 1577 . 
Holanda
Os espanhóis não foram derrotados, mas foram gradualmente expulsos do norte e 
empurrados para o sul, de tal forma que duas nações emergiram: 
 Paz da Vestfália em 1648 . 
a Bélgica, primariamente católica 
romana nestes dias, e a Holanda, 
um país forte e independente que 
era calvinista do começo ao fim. 
Embora a luta propriamente dita 
havia acabado, a guerra não 
terminou oficialmente até a "Paz da 
Vestfália" ser assinada, em 1648, o 
que trouxe um fim a todas as 
guerras religiosas na Europa.
Guilherme
Ele sofreu grandemente, pois perdera todas as suas possessões com o interesse de 
ajudar o povo perseguido de Deus. Seus motivos para vir em resgate deles nunca 
foram completamente claros. 
Sem dúvida ele odiava tirania de qualquer tipo, onde quer que fosse. Ele odiava os 
espanhóis por causa de sua perseguição para com os habitantes dos Países Baixos e 
a presença de tropas espanholas em solo holandês, mas ele buscou a formação de 
bispados católicos romanos em uma terra em que o povo tinha escolhido a Reforma. 
Ele lamentou por causa da perseguição daqueles cujo único crime era a 
determinação a adorar a Deus como acreditavam ser correto, mas também estava 
disposto a conceder aos católicos romanos o direito de adorar de acordo 
com a liturgia romana.
O príncipe de Orange fo um tipo de enigma no meio disto tudo.
Mas seus motivos eram tanto políticos quanto 
religiosos.
Ele teve de ser movido por amor pelo seu Deus e 
pela fé de Calvino ou nunca teria sacrificado 
tudo que possuía por uma causa que parecia, 
constantemente, sem esperança. 
De seus esforços incansáveis foi gerada não 
apenas a terra da teologia reformada 
holandesa, mas também um baluarte do 
calvinismo que havia de influenciar centenas e 
milhares naquela terra e no exterior.
Ele fo um homem de f , resoluções 
e de persistência inflexíve nos seus prop itos!
Guilherme era, acima de tudo - antes que os 
tempos estivessem prontos para isto - um 
homem que desejava a liberdade religiosa 
mais do que qualquer outra coisa. Quando 
ele marchou com o seu exército em direção 
a Holanda, ele emitiu uma proclamação 
que dizia em parte: 
Quando a União de Utrecht foi formada, 
Guilherme insistiu absolutamente que a 
liberdade religiosa fosse praticada no país.
 Rei Guilherme I de Orange .
"me us d ércit s d por caus 
d seguranç d direit privilégi 
d paí d liberdad d consciênci ".
"Primeirament , libert a cidade 
daquel provínci d escravidã espanhol , 
 restitu - su antig liberdad , direit privilégi , 
 cuid qu Palavr d Deu sej pregad di ndid naquel lugar, 
ma aind , d form algum , por mei d sofriment , 
 fi d qu aquele d igrej papist nã seja , 
d maneir algum , prejudicad , o qu 
qualquer impediment sej p t ele 
n ercíci d su religiã ."
Nas instruções dadas a seu representante, Guilherme requereu que:
Anna van Egmont
Anna nasceu em 1533 em Grave, uma cidade fortificada 
no norte do Brabante. Ela é a única filha de Maximilian 
van Egmond, Conde de Buren e Leerdam. Anna cresceu 
em uma nobre região, falava francês e holandês. Seu pai 
morreu em Bruxelas em 1548, inesperadamente na 
ausência de sua esposa e filha. Em seu leito de morte, 
Maximiliano organizou o casamento entre Guilherme - 
na época um dos jovens nobres e da mesma idade que 
sua filha - ambos tinham apenas quinze anos. Em 8 de 
julho de 1551, o casamento foi celebrado em Breda. 
1533 - 1558
Anna ficava freqüentemente lá sozinha com seus três filhos Maria, que nasceu em 
1553 e morreu em 1554, Philip Willem, nasceu em 1554, e a segunda filha Maria 
que nasceu em 1556 recebeu o nome de sua irmã falecida.
Guilherme passava bastante tempo na corte, mas também na frente como capitão do 
exército nas guerras com a França. Há cerca de 40 cartas entregues de Guilherme 
para Anna. As cartas dela para ele foram perdidas. As cartas respiram 
especialmente uma atmosfera de solidão e também carinho. Algumas vezes, ele 
expressava sua apreciação pela forma como Anna cuidava dos negócios durante sua 
ausência. 
Ela desenvolveu um papel de liderança 
no mundo da alta nobreza das regiões 
holandesas além do marido. Anna é 
reconhecida principalmente como a que 
aumentou de maneira significativa a 
habilidade de Guilherme. Ela uma 
mulher muito rica, quando morreu ao 25 
anos em 1558, Guilherme herdou todos 
os seus bens. Ela foi enterrada na 
grande igreja em Breda. Anna, Guilherme e seus filhos Maria e Philip .
Ana de Saxônia
Anna de Saxônia tinha 9 anos, quando seu pai, 
Maurice de Saxônia, morreude feridas de batalha, e 
aos 11 Anna perdeu a mãe, Agnes de Hesse. Ela era 
uma adolescente difícil, feia, coxa e corcunda, mas 
amplamente considerada como a captura mais rica 
de todas as princesas alemãs de seu tempo. Em 1560, 
ela conheceu Guilherme, um viúvo bonito, elegante e 
encantador, e se apaixonou por ele. Ela escreveu uma 
série de cartas de amor apaixonadas para William, 
que deixou a tarefa de escrever respostas a ela para 
seu irmão Louis. Apesar de certa oposição, eles se 
casaram em agosto de 1561. 
O casamento foi turbulento desde o início. Anna era apaixonada, 
altiva e distintamente estranha. 
1544 - 1577
Durante sua primeira gravidez, ela teve modos e explosões incontroláveis. 
Enquanto Guilherme estava na Alemanha, uma menina nasceu, que morreu logo 
depois. Nos próximos dois anos, outra filha e um filho nasceram. Anna era 
indiferente tanto para seus próprios filhos quanto para seus dois enteados, então 
em 1564 Guilherme decidiu tirar seus filhos mais velhos de seus cuidados. 
Até então, era de conhecimento geral que seu casamento era um completo fracasso. 
Anna era imoderada em tudo, tinha ataques violentos, esmagando tudo em pedaços. 
Ela começou a expressar pensamentos de suicídio e desespero, isolando-se por dias 
em uma sala escura, não recebendo visitantes e recusando comida. Sua arrogância, 
obstinação e grosseria irritaram os parentes de William, que a chamavam de 
"pessoa morta". Em 1567 nasceu o famoso filho de Anna, Maurits. Quando ela se viu 
grávida mais uma vez, ela se mudou para Colônia, onde vivia em uma 
extravagância cada vez mais grotesca e logo desperdiçou todo seu dinheiro. 
Em 1569, ela deu à luz Emilia. Guilherme repetidamente pediu-lhe para 
se juntar a ele como sua esposa, mas recusava-se. 
Anna se envolveu com um homem chamado Johannes Rubens, e dele teve uma filha. 
Em 1571 Rubens foi preso. Anna primeiro negou qualquer irregularidade, apesar de 
sua gravidez inconfundível. No entanto, Rubens não foi executado, mas exilado e 
mais tarde, sua esposa deu à luz o famoso pintor Peter Paul Rubens. Ana da Saxônia 
deu à luz a filha de Rubens, Cristina. Guilherme se recusou a reconhecê-la como sua 
filha e declarou seu casamento com Ana anulado.
Ela ficou detida até 1575, quando seu tio, o eleitor da Saxônia, levou sua casa a 
Dresden em 22 de dezembro de 1576. Sua loucura piorou. Em Dresden, seu tio 
confinou-a em dois quartos e selou as janelas com tijolos. Ela falou delirante, sem 
sentido, tremendo e espumando na boca.Seu tio atribuiu dois homens a ela para 
proteger sua equipe feminina das violentas explosões de Anna. Um dos homens 
informou que Anna o atacou com facas e estava "furiosa e tola como se estivesse 
possuída". Suas alucinações e explosões violentas pioraram. Seu tio removeu 
Cristina de seus cuidados e enviou-a para Guilherme para criá-la com seus 
meio-irmãos.Anna viveu o ano restante de sua vida em Dresden. 
Ela morreu em 18 de dezembro de 1577 aos trinta e três anos.
Charlotte D Bourbon
Ela era filha do Príncipe Louis, Duque de Bourbon. A sua 
mãe, Jacqueline, acreditava nas doutrinas da Reforma 
e ensinou-as em segredo aos seus filhos. O pai de 
Charlotte, quando descobriu o que estava acontecendo, 
ficou determinado em destruir a influência da esposa, 
enviando três das suas filhas para conventos. Ela tinha 
apenas treze anos e implorou que a deixassem ficar com 
a mãe que morreu enquanto Charlotte estava num 
convento, este evento ficou gravado em seu coração pois 
os papistas não permitiram que a jovem fosse ao 
funeral de sua querida mãe.
No tempo que permaneceu no convento sua conduta era impecável, e ela 
fazia possível para compartilhar a fé reformada com as outras freiras. Alguns 
papistas desconfiaram e iniciaram um processo para acusá-la de heresia.
1546 - 1582
Em 1572, providencialmente a Normandia foi invadida pelos huguenotes, e seu 
convento foi aberto. A jovem duquesa chocou tanto a família como a corte real 
quando fugiu do convento em 1572, anunciando que se ia converter ao calvinismo e, 
seguindo o conselho de Joana III de Navarra, fugiu para o Eleitorado do Palatinado, 
onde ficou longe do alcance dos pais.
Assim ela fugiu para Heidelberg, onde foi recebida como uma filha pelo Eleitor 
Frederico III do Palatinado. Ele a protegeu de todos os perigos vindos da perseguição, 
e ela o amava como a um pai. Foi nessa situação que ela conheceu Guilherme e por 
ele se apaixonou. Eles se casaram em junho de 1575 depois de muitas lutas para 
conseguir o consentimento do parlamento francês e a autorização de seu pai.
Charlotte tinha a responsabilidade de cuidar de suas seis filhas, mais as cinco filhas 
de Guilherme dos casamentos anteriores além de muitas viagens políticas. 
Por muitas vezes ela foi a conselheira e representante oficial de seu marido, 
devido a confiança que Guilherme tinha nela. 
Seu relacionamento era tranquilo e muito amoroso e que ela foi uma esposa muito 
devota ao servir seu marido. Seu casamento também lhe acarretou muitas 
preocupações, pois os romanistas faziam de tudo para destruir a reputação de 
Guilherme. Ela vivia em constante temor pela vida de seu marido.
Por incontáveis vezes ela pediu a Guilherme que fosse mais cuidadoso com a segurança 
dele, mas ele achava que ela estava preocupada demasiadamente. Aconteceu que dois 
espanhóis movidos por ganância tramaram contra a vida de Guilherme. Um deles antes 
de prosseguir com o plano foi se confessar com o padre e pedir a sua benção, o padre não 
somente o abençoou como também o levou até a porta do castelo a fim de encorajá-lo. O 
homem entrou na reunião e atirou na cabeça de Guilherme, que imediatamente tombou 
ao chão, segundos depois quando retomou a consciência pediu a seu servos que 
poupassem a vida do infeliz. 
Ele ficou gravemente ferido e Charlotte pôs-se a cuidar dele noite e dia incansavelmente 
por dois meses. Guilherme se recuperou e o povo holandês celebrou um culto de ação de 
graças pela sua recuperação. Dias depois Charlotte ficou terrivelmente doente e 
falece devido a exaustão. Seu corpo foi sepultado na catedral de Notre Dame.
Louisa De Coligny 
Ela nasceu na França e recebeu uma educação 
reformada. Seu pai foi o Almirante Coligny e na sua 
infância ele estava envolvido nas guerras dos 
huguenotes, lutando e sofrendo pela fé reformada. 
Quando tinha dezessete anos, em 1571, ela escutou o 
conselho de seu pai e casou-se com uma rapaz muito 
sábio que fazia parte do conselho dos huguenotes 
chamado Charles de Teligny. Um ano depois tanto seu 
marido como seu pai foram mortos no Massacre de 
São Bartolomeu. Neste dia Louisa conseguiu escapar, a 
pé até o castelo de sua família para avisar a todos. 
Ela e seu primo fugiram para Genebra. Aos 19 anos Louisa ficou orfã, viúva, exilada 
e perdera todos os seus bens. Ela permaneceu dez anos na Suíça e depois foi 
para Heidelberg. Lá ela foi recebida pelo Príncipe-Eleitor Frederico III.
1555 - 1620
Em Heildelberg, ela conheceu Charlotte De Bourbon, que também havia sido exilada 
e ali encontrou refúgio. Elas se tornaram grandes amigas e partilharam juntas dos 
sofrimentos dos huguenotes. Charlote morreu em 1582, e um ano mais tarde 
Guilherme pediu sua mão em casamento. Eles se casaram 24 de Abril de 1583. No 
ínicio os holandeses não aceitaram muito o casamento pois Louisa era francesa e 
não tinha dote algum. Com o tempo, o povo passou a admirá-la, pois era uma 
mulher dócil e amável. Com ele teve apenas um filho, Frederico Henrique, nascido 
em 1584, que mais tarde se tornaria príncipe de Orange. Foi uma defensora do 
protestantismo durante toda a sua vida e mantinha correspondência com várias 
figuras importantes da época, incluindo a rainha Isabel I da Inglaterra, o rei 
Henrique IV de França, Maria de' Medici e Filipe de Mornay, bem como com os seus 
vários enteados. Morreu em Fontainebleau.
“El er um mulher pequen d bo aparênci ; co traç delicad , pel 
refinad olh negr muit bel , quai parecera , e an seguinte , estar 
sobrecarregadd lágrima nã derramada ; el p suí um notáve firm 
d opiniã , assi com um angélic doçur d caráter.” 
Após o assassinato do marido, Louisa criou o filho e as seis filhas do terceiro 
casamento de Guilherme. Aos 32 anos ela estava dominada por pesar, pois ficara 
viúva pela segunda vez. Ela ficou sem recursos e teve dificuldades com a 
manutenção de sua família, mais tarde as províncias holandesas gentilmente a 
concederam uma pensão anual. Assim ela pode ter alguma tranquilidade ao longo 
de sua vida. Ela enfrentou muitas dificuldades para criar seus filhos, mas é dito que 
ela foi uma mão exemplar, e conseguiu estampar nas meninas o mesmo caráter 
dócil e amável que ela possuía. Ela morreu em 1620 regozijando em esperança, foi 
embalsamada e colocada em uma magnífica sepultura ao lado de seu marido.
“El tinh vantage d ser filh d maior home d Europ , d ter tid doi marid 
da mai eminente virtude , últim d quai de ar par trá um reputaçã imorta . 
Ma mesm assi , el tev desventur d perder trê por súbita violenta morte , d 
mod qu su vid nã fo mai d qu um séri contínu d afliçõe , a quai poderia 
f er co qu qualquer pesso a ndass sob ela . N entant , um alm com 
del j havi s conformad complet inteirament à vontad d Deu .”
Sua Morte
Filipe odiava Guilherme e ofereceu a entrada para 
a classe dos nobres e mais 25 mil Coroas 
(aproximadamente um milhão e quatrocentos mil 
dólares) a qualquer um que o matasse. 
Louisa temia pela vida de seu marido e o 
aconselhava a ser cuidadoso, mas Guilherme 
estava entretido com o nascimento de seu primeiro 
filho de 4 meses. Muitos tentaram, seduzidos pelas 
promessas de Filipe, até que por fim um foi 
bem-sucedido. Um miserável maltrapilho, 
chamado de Baltazar Gerard, que conseguiu uma 
audiência com Guilherme com o pretexto 
de ter negócios importantes a tratar.Gerard Baltazar
 Baltazar e Guilherme .
Louisa achava Gerard 
um tanto quanto 
sinistro, mas seu esposo 
não via qualquer 
problema, já que 
Gerard havia se 
tornado um de seus 
servos de confiança. 
Enlouquecido pela 
ganância, Gerard 
atirou à queima-roupa 
em Guilherme, em Delft, 
no dia 10 de julho de 
1584. Guilherme 
morreu pouco 
depois, orando:
 "Meu Deus, tem piedade da minha alma e deste pobre povo"
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https://www.youtube.com/watch?v=c5_1KjqVfwU#action=share
http://www.youtube.com/watch?v=c5_1KjqVfwU
Príncipes e cavalheiros levaram o seu corpo
Tradicionalmente, os membros da família Nassau eram enterrados em Breda, mas 
como essa cidade estava sob controle real quando Guilherme morreu, ele foi 
enterrado na Igreja Nova em Delft. O monumento em sua tumba foi originalmente 
muito modesto, mas foi substituído em 1623 por um novo. 
Desde então, a maioria dos membros da Casa de Orange-Nassau, incluindo todos os 
monarcas holandeses, têm sido enterrados na mesma igreja. 
 Tumba restaurada por Hendrik de Keyser . 
Estátua de Guilherme como um guerreiro
Monumentos 
Históricos
Estátua de Guilherme como representante da família real 
na Igreja Nova em Delft
http://www.focusgroningen.nl/zuid-holland-delft-grafkelder-nieuwe-kerk-2/
Arma que o matou é mantida em um museu
Pedaço da parede com os furos das balas
Brasão de Guilherme
Ao lado dessas estátua de Guilherme seu cão Pompeu foi retratado. Guilherme antes de ser rei .
Bibliografia
Retratos de Santos Fiéis por Herman Hanko
Grandes Mulheres da Reforma por James Good
Emergência da Europa 1500-1600 por História em Revista
História das Religiões pela Folio
Atlas Vida Nova da Bíblia e da História do Cristianismo
Writings by pre-Revolutionary French Women, Vol 2
Anna of Saxony: the scarlet lady of orange por Ingrun Mann 
https://www.rijksmuseum.nl/en/rijksstudio/timeline-dutch-history/1568-1584-Guilherme-of-orange
https://historiek.net/anna-van-buren-1533-1558/1209/
http://resources.huygens.knaw.nl/vrouwenlexicon/lemmata/data/AnnavanBuren
http://madmonarchs.guusbeltman.nl/madmonarchs/anna/anna_bio.htm
http://www.historyandwomen.com/2010/09/anna-of-saxony.html
https://historiek.net/balthasar-gerards-moordenaar-willem-van-oranje/489/
https://owlcation.com/humanities/The-Death-of-William-the-Silent
https://en.wikipedia.org/wiki/William_the_Silent
http://www.hollandhistory.net/famous_dutch_people/william-the-silent.html
https://www.cs.mcgill.ca/~rwest/link-suggestion/wpcd_2008-09_augmented/wp/w/William_the_Silent.htm
autoria: Lidi Cecilio
https://www.rijksmuseum.nl/en/rijksstudio/timeline-dutch-history/1568-1584-william-of-orange
https://historiek.net/anna-van-buren-1533-1558/1209/
http://resources.huygens.knaw.nl/vrouwenlexicon/lemmata/data/AnnavanBuren
http://madmonarchs.guusbeltman.nl/madmonarchs/anna/anna_bio.htm
http://www.historyandwomen.com/2010/09/anna-of-saxony.html
https://historiek.net/balthasar-gerards-moordenaar-willem-van-oranje/489/
https://owlcation.com/humanities/The-Death-of-William-the-Silent
https://en.wikipedia.org/wiki/William_the_Silent
http://www.hollandhistory.net/famous_dutch_people/william-the-silent.html
https://www.cs.mcgill.ca/~rwest/link-suggestion/wpcd_2008-09_augmented/wp/w/William_the_Silent.htm

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