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O Pai da Holanda Guilherme, o Taciturno 1533-1584 Infância Guilherme nasceu na última metade de abril, em 1533, em Dillenburg, Nassau na atual Alemanha; daí vem a citação do hino nacional. Guilherme era um dentre doze filhos, e a família foi criada e educada nos princípios da Reforma Luterana. Nassau, Alemanha 1500 . Nassau, Alemanha atualmente . Sua família era da nobreza - da Casa de Nassau - e vivia em Dillenburg, em Nassau. Desde cedo, Guilherme foi preparado para tomar posse da propriedade da família de Orange, no sul da França. Por conseguinte, mais tarde seu título oficial foi Guilherme I de Orange, da Casa de Nassau. Castelo de Nassau, Alemanha . Contexto geo-politíco Carlos V, nativo da Espanha, tinha sido eleito logo depois da Reforma na Alemanha para ser o imperador do Sacro Império Romano, um império que incluía a Espanha, Alemanha, partes da Itália e os Países Baixos. Os Países Baixos, embora pertencendo ao império anos antes, sempre tiveram grande autonomia, e tinham se tornado - através dos trabalhadores e prósperos cidadãos dos Países Baixos - parte mais próspera sob seu domínio. Imperador Carlos V . Mapa do Império Romano em 1500 Os habitantes dos Países Baixos amavam sua independência e seriam leais ao rei e imperador, desde que ele não interferisse de forma indevida em seus negócios. Cada província tinha seu próprio "stadholder" - o representante ou magistrado principal que tinha governo efetivo. Mapa do Império Romano em 1550 . Educação A família de Guilherme, por fazer parte da nobreza, tinha contato com o imperador e Carlos V ficou interessado no futuro de Guilherme. Carlos o levou à corte para que ele aprendesse os caminhos da política imperial. A instrução de Guilherme na corte incluía um estudo das línguas que o fizeram fluente em flamengo, alemão, espanhol, francês e latim. As possessões de sua família em Orange deram-no entrada em círculos políticos da França. As suas designações e atribuições como um servo de Carlos o colocaram em contato e deram conheci- mento sobre os habitantes dos Países Baixos. Guilherme, 1555 . O Taciturno Foi durante este período na corte de Carlos que Guilherme aprendeu a arte de governar, mas o preço que teve de ser pago foi o treinamento e comprometimento ao catolicismo romano e a perda de sua herança reformada. O imperador Sacro Romano Carlos V era um inimigo amargo da Reforma e estava determinado a impedir todo e qualquer avanço do luteranismo em seu reino. Livro de Martinho Lutero publicado em 1581 . O imperador começou a apegar-se a Guilherme e este tornou-se mais íntimo de Carlos. Ele era o único presente com o imperador quando Carlos se encontrava com embaixadores estrangeiros em questões oficiais importantes. Ele se tornou um confidente de Carlos nas questões mais secretas do império. Papa Clemente VII e Carlos V . Ele poderia até mesmo dar conselhos ao imperador, o que este considerava muito útil. Ninguém era mais influente. A maioria dos historiadores afirmam que Guilherme recebeu o nome "o Taciturno" por causa de sua completa discrição em questões do reino. Sua conversão Guilherme estava a caminho de sua fama, fortuna, honra - e uma vida na igreja papista - quando de repente Deus interveio de uma maneira singular. Carlos V, cansado dos cuidados do império e seus problemas visto que todo o continente estava em um tumulto por causa da Reforma, decidiu renunciar o seu cargo e gastar o resto de sua vida vestindo um cilício em um monastério obscuro na Espanha. Anunciando sua renúncia enquanto recostava-se nos braços de Guilherme, Carlos deu a Espanha e os Países Baixos ao seu filho, o frio Filipe, que tinha um ódio implacável pela Reforma. Filipe II . Dali em diante Guilherme ocupou uma posição muito diferente na corte. Ele continuou a ser usado em várias tarefas diplomáticas, embora Filipe não tivesse confiança nele por causa de sua estreita relação com Carlos V. Foi durante este tempo que a empatia de Guilherme começou a transformar-se em uma preocupação e interesse pelos calvinistas perseguidos e massacrados nos Países Baixos. Guilherme odiava a tirania de qualquer tipo, onde quer que fosse. Ele odiava a tirania dos espanhóis. Seu coração se voltou àqueles que sofriam sob os golpes constantes de Filipe. Guilherme . O terrível Filipe estava determinado a erradicar o calvinismo dos Países Baixos, e usou a Inquisição Espanhola da forma mais cruel para alcançar este objetivo. Guilherme viu o sangue e ouviu bem de perto os gritos de milhares de seus compatriotas que morreram pela sua fé. Isto produziu nele uma impressão inextinguível. In qu is iç ão E sp an ho la O Protetor dos calvinistas Um evento levou toda a questão a um ponto crítico. Uma missão diplomática levou Guilherme à França, enquanto Henrique II governava. Ele era um cruel católico romano casado com a temível Catarina de Médici. Na França, Guilherme chegou ao conhecimento do plano secreto que Henrique e Filipe tinham tramado para destruir o protestantismo, tanto na França, quanto em todo o Império Romano. H uguenotes sendo torturados e m ortos na França Henrique pensou que Guilherme ocupava na corte de Filipe, a mesma posição confidencial que ele tinha ocupado na corte de Carlos; e assim, na floresta durante uma caçada, num momento quando ninguém estava por perto, Henrique contou a Guilherme sobre o plano de destruir "aqueles vermes malditos, os protestantes", mesmo que isso fosse requerer traição. Desolado por tal ultraje, Guilherme conseguiu manter um comportamento que não revelou seus verdadeiros sentimentos. Mas assim que pôde, informou os líderes protestantes em Bruxelas sobre o plano imundo. Não demorou para que Filipe percebesse que o segredo vazou, mas não desconfiou de Guilherme. Henrique II de França . A obra de Guilherme nos Países Baixos aumentou em importância. Ele serviu como um representante de Filipe; ele era um membro do concílio do estado que havia de assistir o regente espanhol no poder em nome de Filipe. A regente era Margarida de Parma I, que tinha alguma simpatia pelos protestantes. Ela foi substituída pelo Duque de Alva, um dos homens mais cruéis da história. O regente foi responsável por executar os planos de Filipe contra o calvinismo. Famílias Huguenotes fugindo da Inquisição. Guilherme também era o "stadholder" das províncias da Holanda, Zelândia, e Utrecht. Nesta posição ele fez o que pôde para ajudar os protestantes, aliviar os horrores da perseguição e restaurar o poder político dos "stadholders" das províncias nos Países Baixos. Todos os esforços de Guilherme não tiveram êxito e Filipe multiplicou suas crueldades e continuou sua conduta desleal. No final das contas, Guilherme não podia mais aguentar; cada vez mais ele se considerava responsável pelo que estava acontecendo. Filipe II e Guilherme por Cornelis Kruseman . Por um breve período de tempo retirou-se para seu lar em Nassau em 1568, onde avaliou sua vida, examinou sua lealdade, levou este dilema diante do Senhor. Então decidiu lançar o seu destino, para melhor ou para pior, quanto ao povo perseguido dos Países Baixos. Toda a história da longa e difícil luta de Guilherme pela liberdade nos Países Baixos é complicada demais para se contar aqui. É uma história de vitórias e derrotas, de coragem e sacrifício, de sofrimento e tristeza, de ganhos e perdas, porém, finalmente é uma história de uma vitória que veio mais por meio de situações que eram becos sem saída, do que por sucesso no campo de batalha. Seus esforços Por três vezes diferentes, Guilherme montou um exército na Alemanha, França e nos Países Baixos. Todas as vezes seus esforços falharam, algumas vezes por causa de mudanças nos rumos políticos; outras porque os seus exércitos não eram suficientementeequipados; algumas vezes por causa da falta de recursos financeiros e outras porque o horror da perseguição sobrecarregava o povo. Mas muitos eventos ajudaram, gradualmente, a mudar a maré. A marinha holandesa, tendo como tripulação homens chamados de "Os Mendigos do Mar", teve êxito em atacar os espanhóis de surpresa. Willem II van der Marck . Líder dos mendigos do mar . suas habilidades marítimas, sua coragem inigualável, seu conhecimento dos canais, diques, baias, pântanos e lodaçais dos Países Baixos, eles impediram que os espanhóis tomassem conta do país e foram a principal razão pela qual muitas cidades nos Países Baixos se declararam independentes do governo espanhol. Eles capturaram botes espanhóis armados e perturbaram as tropas espanholas com ataques relâmpagos em terra firme. Os mendigos do mar eram conhecidos por Captura de Brielle em 1572 . Mendigos do Mar contra os espanhóis, 1573 . Mas no dia três de outubro de 1574, Deus mudou a direção dos ventos de forma que as águas da maré invadiram a terra, carregando com elas os botes e trazendo provisão para as tropas sitiadas. Os espanhóis foram derrotados, o cerco suspenso e a cidade poupada. Os Mendigos do Mar haviam violado os diques para que navegassem para o resgate de Leiden, mas ventos contrários impediram as águas de avançar sob a terra firme o suficiente para que os botes navegassem sobre a terra. Leiden, Outubro 1574 . Pã o e pe ix e fo ra m se rv id os p ar a o po vo h ol an dê s ap ós a co nq ui st a em 15 74 N av io s h ol an de se s d es tr ui nd o as g al és e sp an ho la s, 16 02 Para o encorajamento dos cidadãos, Guilherme propôs o estabelecimento de uma universidade dentro da cidade, e a Universidade de Leiden se tornou uma das grandes escolas no decorrer da história holandesa. Filipe enfurecido emitiu um documento proibindo qualquer um de seus súditos a estudarem na universidade. Biblioteca da Universidade de Leiden, 1610 . Apoio a Guilherme Um imposto introduzido para o povo acabou por garantir que a revolta ganhasse o apoio popular que precisava. Uma cidade após a outra declarava apoio ao príncipe de Orange e, portanto, para a revolta. Dentro de dois meses, quase toda a Holanda e a Zelândia estavam solidamente apoiando o príncipe. Mais conquistas se seguiram quando cidades de outro países se filiaram. Juntar-se ao príncipe também significava que a nova religião protestante poderia ser adorada em liberdade. Moedas usadas para pagar os diferentes impostos Em 1579, sob a liderança de Guilherme, sete províncias holandesas - Holanda, Zelândia, Utrecht, Frísia, Groninga, Overissel e Guéldria - assinaram a união de Utrecht, pela qual estas províncias se tornaram uma república. Um novo tempo Guilherme se torno o re e o país Holanda fo formado. O Príncipe de Orange era extremamente respeitado pela sua bravura em defender o povo holandês. Ele ficou conhecido como um homem justo que lutou pela liberdade religiosa. Quando todos imaginavam que ele se vingaria dos romanistas, ele propôs que cada um deveria ser livre para praticar a sua fé desde que seguisse as leis da Holanda. O Príncipe de Orange sendo recebido em Bruxelas, 1577 . Holanda Os espanhóis não foram derrotados, mas foram gradualmente expulsos do norte e empurrados para o sul, de tal forma que duas nações emergiram: Paz da Vestfália em 1648 . a Bélgica, primariamente católica romana nestes dias, e a Holanda, um país forte e independente que era calvinista do começo ao fim. Embora a luta propriamente dita havia acabado, a guerra não terminou oficialmente até a "Paz da Vestfália" ser assinada, em 1648, o que trouxe um fim a todas as guerras religiosas na Europa. Guilherme Ele sofreu grandemente, pois perdera todas as suas possessões com o interesse de ajudar o povo perseguido de Deus. Seus motivos para vir em resgate deles nunca foram completamente claros. Sem dúvida ele odiava tirania de qualquer tipo, onde quer que fosse. Ele odiava os espanhóis por causa de sua perseguição para com os habitantes dos Países Baixos e a presença de tropas espanholas em solo holandês, mas ele buscou a formação de bispados católicos romanos em uma terra em que o povo tinha escolhido a Reforma. Ele lamentou por causa da perseguição daqueles cujo único crime era a determinação a adorar a Deus como acreditavam ser correto, mas também estava disposto a conceder aos católicos romanos o direito de adorar de acordo com a liturgia romana. O príncipe de Orange fo um tipo de enigma no meio disto tudo. Mas seus motivos eram tanto políticos quanto religiosos. Ele teve de ser movido por amor pelo seu Deus e pela fé de Calvino ou nunca teria sacrificado tudo que possuía por uma causa que parecia, constantemente, sem esperança. De seus esforços incansáveis foi gerada não apenas a terra da teologia reformada holandesa, mas também um baluarte do calvinismo que havia de influenciar centenas e milhares naquela terra e no exterior. Ele fo um homem de f , resoluções e de persistência inflexíve nos seus prop itos! Guilherme era, acima de tudo - antes que os tempos estivessem prontos para isto - um homem que desejava a liberdade religiosa mais do que qualquer outra coisa. Quando ele marchou com o seu exército em direção a Holanda, ele emitiu uma proclamação que dizia em parte: Quando a União de Utrecht foi formada, Guilherme insistiu absolutamente que a liberdade religiosa fosse praticada no país. Rei Guilherme I de Orange . "me us d ércit s d por caus d seguranç d direit privilégi d paí d liberdad d consciênci ". "Primeirament , libert a cidade daquel provínci d escravidã espanhol , restitu - su antig liberdad , direit privilégi , cuid qu Palavr d Deu sej pregad di ndid naquel lugar, ma aind , d form algum , por mei d sofriment , fi d qu aquele d igrej papist nã seja , d maneir algum , prejudicad , o qu qualquer impediment sej p t ele n ercíci d su religiã ." Nas instruções dadas a seu representante, Guilherme requereu que: Anna van Egmont Anna nasceu em 1533 em Grave, uma cidade fortificada no norte do Brabante. Ela é a única filha de Maximilian van Egmond, Conde de Buren e Leerdam. Anna cresceu em uma nobre região, falava francês e holandês. Seu pai morreu em Bruxelas em 1548, inesperadamente na ausência de sua esposa e filha. Em seu leito de morte, Maximiliano organizou o casamento entre Guilherme - na época um dos jovens nobres e da mesma idade que sua filha - ambos tinham apenas quinze anos. Em 8 de julho de 1551, o casamento foi celebrado em Breda. 1533 - 1558 Anna ficava freqüentemente lá sozinha com seus três filhos Maria, que nasceu em 1553 e morreu em 1554, Philip Willem, nasceu em 1554, e a segunda filha Maria que nasceu em 1556 recebeu o nome de sua irmã falecida. Guilherme passava bastante tempo na corte, mas também na frente como capitão do exército nas guerras com a França. Há cerca de 40 cartas entregues de Guilherme para Anna. As cartas dela para ele foram perdidas. As cartas respiram especialmente uma atmosfera de solidão e também carinho. Algumas vezes, ele expressava sua apreciação pela forma como Anna cuidava dos negócios durante sua ausência. Ela desenvolveu um papel de liderança no mundo da alta nobreza das regiões holandesas além do marido. Anna é reconhecida principalmente como a que aumentou de maneira significativa a habilidade de Guilherme. Ela uma mulher muito rica, quando morreu ao 25 anos em 1558, Guilherme herdou todos os seus bens. Ela foi enterrada na grande igreja em Breda. Anna, Guilherme e seus filhos Maria e Philip . Ana de Saxônia Anna de Saxônia tinha 9 anos, quando seu pai, Maurice de Saxônia, morreude feridas de batalha, e aos 11 Anna perdeu a mãe, Agnes de Hesse. Ela era uma adolescente difícil, feia, coxa e corcunda, mas amplamente considerada como a captura mais rica de todas as princesas alemãs de seu tempo. Em 1560, ela conheceu Guilherme, um viúvo bonito, elegante e encantador, e se apaixonou por ele. Ela escreveu uma série de cartas de amor apaixonadas para William, que deixou a tarefa de escrever respostas a ela para seu irmão Louis. Apesar de certa oposição, eles se casaram em agosto de 1561. O casamento foi turbulento desde o início. Anna era apaixonada, altiva e distintamente estranha. 1544 - 1577 Durante sua primeira gravidez, ela teve modos e explosões incontroláveis. Enquanto Guilherme estava na Alemanha, uma menina nasceu, que morreu logo depois. Nos próximos dois anos, outra filha e um filho nasceram. Anna era indiferente tanto para seus próprios filhos quanto para seus dois enteados, então em 1564 Guilherme decidiu tirar seus filhos mais velhos de seus cuidados. Até então, era de conhecimento geral que seu casamento era um completo fracasso. Anna era imoderada em tudo, tinha ataques violentos, esmagando tudo em pedaços. Ela começou a expressar pensamentos de suicídio e desespero, isolando-se por dias em uma sala escura, não recebendo visitantes e recusando comida. Sua arrogância, obstinação e grosseria irritaram os parentes de William, que a chamavam de "pessoa morta". Em 1567 nasceu o famoso filho de Anna, Maurits. Quando ela se viu grávida mais uma vez, ela se mudou para Colônia, onde vivia em uma extravagância cada vez mais grotesca e logo desperdiçou todo seu dinheiro. Em 1569, ela deu à luz Emilia. Guilherme repetidamente pediu-lhe para se juntar a ele como sua esposa, mas recusava-se. Anna se envolveu com um homem chamado Johannes Rubens, e dele teve uma filha. Em 1571 Rubens foi preso. Anna primeiro negou qualquer irregularidade, apesar de sua gravidez inconfundível. No entanto, Rubens não foi executado, mas exilado e mais tarde, sua esposa deu à luz o famoso pintor Peter Paul Rubens. Ana da Saxônia deu à luz a filha de Rubens, Cristina. Guilherme se recusou a reconhecê-la como sua filha e declarou seu casamento com Ana anulado. Ela ficou detida até 1575, quando seu tio, o eleitor da Saxônia, levou sua casa a Dresden em 22 de dezembro de 1576. Sua loucura piorou. Em Dresden, seu tio confinou-a em dois quartos e selou as janelas com tijolos. Ela falou delirante, sem sentido, tremendo e espumando na boca.Seu tio atribuiu dois homens a ela para proteger sua equipe feminina das violentas explosões de Anna. Um dos homens informou que Anna o atacou com facas e estava "furiosa e tola como se estivesse possuída". Suas alucinações e explosões violentas pioraram. Seu tio removeu Cristina de seus cuidados e enviou-a para Guilherme para criá-la com seus meio-irmãos.Anna viveu o ano restante de sua vida em Dresden. Ela morreu em 18 de dezembro de 1577 aos trinta e três anos. Charlotte D Bourbon Ela era filha do Príncipe Louis, Duque de Bourbon. A sua mãe, Jacqueline, acreditava nas doutrinas da Reforma e ensinou-as em segredo aos seus filhos. O pai de Charlotte, quando descobriu o que estava acontecendo, ficou determinado em destruir a influência da esposa, enviando três das suas filhas para conventos. Ela tinha apenas treze anos e implorou que a deixassem ficar com a mãe que morreu enquanto Charlotte estava num convento, este evento ficou gravado em seu coração pois os papistas não permitiram que a jovem fosse ao funeral de sua querida mãe. No tempo que permaneceu no convento sua conduta era impecável, e ela fazia possível para compartilhar a fé reformada com as outras freiras. Alguns papistas desconfiaram e iniciaram um processo para acusá-la de heresia. 1546 - 1582 Em 1572, providencialmente a Normandia foi invadida pelos huguenotes, e seu convento foi aberto. A jovem duquesa chocou tanto a família como a corte real quando fugiu do convento em 1572, anunciando que se ia converter ao calvinismo e, seguindo o conselho de Joana III de Navarra, fugiu para o Eleitorado do Palatinado, onde ficou longe do alcance dos pais. Assim ela fugiu para Heidelberg, onde foi recebida como uma filha pelo Eleitor Frederico III do Palatinado. Ele a protegeu de todos os perigos vindos da perseguição, e ela o amava como a um pai. Foi nessa situação que ela conheceu Guilherme e por ele se apaixonou. Eles se casaram em junho de 1575 depois de muitas lutas para conseguir o consentimento do parlamento francês e a autorização de seu pai. Charlotte tinha a responsabilidade de cuidar de suas seis filhas, mais as cinco filhas de Guilherme dos casamentos anteriores além de muitas viagens políticas. Por muitas vezes ela foi a conselheira e representante oficial de seu marido, devido a confiança que Guilherme tinha nela. Seu relacionamento era tranquilo e muito amoroso e que ela foi uma esposa muito devota ao servir seu marido. Seu casamento também lhe acarretou muitas preocupações, pois os romanistas faziam de tudo para destruir a reputação de Guilherme. Ela vivia em constante temor pela vida de seu marido. Por incontáveis vezes ela pediu a Guilherme que fosse mais cuidadoso com a segurança dele, mas ele achava que ela estava preocupada demasiadamente. Aconteceu que dois espanhóis movidos por ganância tramaram contra a vida de Guilherme. Um deles antes de prosseguir com o plano foi se confessar com o padre e pedir a sua benção, o padre não somente o abençoou como também o levou até a porta do castelo a fim de encorajá-lo. O homem entrou na reunião e atirou na cabeça de Guilherme, que imediatamente tombou ao chão, segundos depois quando retomou a consciência pediu a seu servos que poupassem a vida do infeliz. Ele ficou gravemente ferido e Charlotte pôs-se a cuidar dele noite e dia incansavelmente por dois meses. Guilherme se recuperou e o povo holandês celebrou um culto de ação de graças pela sua recuperação. Dias depois Charlotte ficou terrivelmente doente e falece devido a exaustão. Seu corpo foi sepultado na catedral de Notre Dame. Louisa De Coligny Ela nasceu na França e recebeu uma educação reformada. Seu pai foi o Almirante Coligny e na sua infância ele estava envolvido nas guerras dos huguenotes, lutando e sofrendo pela fé reformada. Quando tinha dezessete anos, em 1571, ela escutou o conselho de seu pai e casou-se com uma rapaz muito sábio que fazia parte do conselho dos huguenotes chamado Charles de Teligny. Um ano depois tanto seu marido como seu pai foram mortos no Massacre de São Bartolomeu. Neste dia Louisa conseguiu escapar, a pé até o castelo de sua família para avisar a todos. Ela e seu primo fugiram para Genebra. Aos 19 anos Louisa ficou orfã, viúva, exilada e perdera todos os seus bens. Ela permaneceu dez anos na Suíça e depois foi para Heidelberg. Lá ela foi recebida pelo Príncipe-Eleitor Frederico III. 1555 - 1620 Em Heildelberg, ela conheceu Charlotte De Bourbon, que também havia sido exilada e ali encontrou refúgio. Elas se tornaram grandes amigas e partilharam juntas dos sofrimentos dos huguenotes. Charlote morreu em 1582, e um ano mais tarde Guilherme pediu sua mão em casamento. Eles se casaram 24 de Abril de 1583. No ínicio os holandeses não aceitaram muito o casamento pois Louisa era francesa e não tinha dote algum. Com o tempo, o povo passou a admirá-la, pois era uma mulher dócil e amável. Com ele teve apenas um filho, Frederico Henrique, nascido em 1584, que mais tarde se tornaria príncipe de Orange. Foi uma defensora do protestantismo durante toda a sua vida e mantinha correspondência com várias figuras importantes da época, incluindo a rainha Isabel I da Inglaterra, o rei Henrique IV de França, Maria de' Medici e Filipe de Mornay, bem como com os seus vários enteados. Morreu em Fontainebleau. “El er um mulher pequen d bo aparênci ; co traç delicad , pel refinad olh negr muit bel , quai parecera , e an seguinte , estar sobrecarregadd lágrima nã derramada ; el p suí um notáve firm d opiniã , assi com um angélic doçur d caráter.” Após o assassinato do marido, Louisa criou o filho e as seis filhas do terceiro casamento de Guilherme. Aos 32 anos ela estava dominada por pesar, pois ficara viúva pela segunda vez. Ela ficou sem recursos e teve dificuldades com a manutenção de sua família, mais tarde as províncias holandesas gentilmente a concederam uma pensão anual. Assim ela pode ter alguma tranquilidade ao longo de sua vida. Ela enfrentou muitas dificuldades para criar seus filhos, mas é dito que ela foi uma mão exemplar, e conseguiu estampar nas meninas o mesmo caráter dócil e amável que ela possuía. Ela morreu em 1620 regozijando em esperança, foi embalsamada e colocada em uma magnífica sepultura ao lado de seu marido. “El tinh vantage d ser filh d maior home d Europ , d ter tid doi marid da mai eminente virtude , últim d quai de ar par trá um reputaçã imorta . Ma mesm assi , el tev desventur d perder trê por súbita violenta morte , d mod qu su vid nã fo mai d qu um séri contínu d afliçõe , a quai poderia f er co qu qualquer pesso a ndass sob ela . N entant , um alm com del j havi s conformad complet inteirament à vontad d Deu .” Sua Morte Filipe odiava Guilherme e ofereceu a entrada para a classe dos nobres e mais 25 mil Coroas (aproximadamente um milhão e quatrocentos mil dólares) a qualquer um que o matasse. Louisa temia pela vida de seu marido e o aconselhava a ser cuidadoso, mas Guilherme estava entretido com o nascimento de seu primeiro filho de 4 meses. Muitos tentaram, seduzidos pelas promessas de Filipe, até que por fim um foi bem-sucedido. Um miserável maltrapilho, chamado de Baltazar Gerard, que conseguiu uma audiência com Guilherme com o pretexto de ter negócios importantes a tratar.Gerard Baltazar Baltazar e Guilherme . Louisa achava Gerard um tanto quanto sinistro, mas seu esposo não via qualquer problema, já que Gerard havia se tornado um de seus servos de confiança. Enlouquecido pela ganância, Gerard atirou à queima-roupa em Guilherme, em Delft, no dia 10 de julho de 1584. Guilherme morreu pouco depois, orando: "Meu Deus, tem piedade da minha alma e deste pobre povo" Su a m or te e m 15 84 Ge ra rd fo i s ev er am en te ju lg ad o e co nd en ad o à m or te . Ba lta za r e G ui lh er m e https://www.youtube.com/watch?v=c5_1KjqVfwU#action=share http://www.youtube.com/watch?v=c5_1KjqVfwU Príncipes e cavalheiros levaram o seu corpo Tradicionalmente, os membros da família Nassau eram enterrados em Breda, mas como essa cidade estava sob controle real quando Guilherme morreu, ele foi enterrado na Igreja Nova em Delft. O monumento em sua tumba foi originalmente muito modesto, mas foi substituído em 1623 por um novo. Desde então, a maioria dos membros da Casa de Orange-Nassau, incluindo todos os monarcas holandeses, têm sido enterrados na mesma igreja. Tumba restaurada por Hendrik de Keyser . Estátua de Guilherme como um guerreiro Monumentos Históricos Estátua de Guilherme como representante da família real na Igreja Nova em Delft http://www.focusgroningen.nl/zuid-holland-delft-grafkelder-nieuwe-kerk-2/ Arma que o matou é mantida em um museu Pedaço da parede com os furos das balas Brasão de Guilherme Ao lado dessas estátua de Guilherme seu cão Pompeu foi retratado. Guilherme antes de ser rei . Bibliografia Retratos de Santos Fiéis por Herman Hanko Grandes Mulheres da Reforma por James Good Emergência da Europa 1500-1600 por História em Revista História das Religiões pela Folio Atlas Vida Nova da Bíblia e da História do Cristianismo Writings by pre-Revolutionary French Women, Vol 2 Anna of Saxony: the scarlet lady of orange por Ingrun Mann https://www.rijksmuseum.nl/en/rijksstudio/timeline-dutch-history/1568-1584-Guilherme-of-orange https://historiek.net/anna-van-buren-1533-1558/1209/ http://resources.huygens.knaw.nl/vrouwenlexicon/lemmata/data/AnnavanBuren http://madmonarchs.guusbeltman.nl/madmonarchs/anna/anna_bio.htm http://www.historyandwomen.com/2010/09/anna-of-saxony.html https://historiek.net/balthasar-gerards-moordenaar-willem-van-oranje/489/ https://owlcation.com/humanities/The-Death-of-William-the-Silent https://en.wikipedia.org/wiki/William_the_Silent http://www.hollandhistory.net/famous_dutch_people/william-the-silent.html https://www.cs.mcgill.ca/~rwest/link-suggestion/wpcd_2008-09_augmented/wp/w/William_the_Silent.htm autoria: Lidi Cecilio https://www.rijksmuseum.nl/en/rijksstudio/timeline-dutch-history/1568-1584-william-of-orange https://historiek.net/anna-van-buren-1533-1558/1209/ http://resources.huygens.knaw.nl/vrouwenlexicon/lemmata/data/AnnavanBuren http://madmonarchs.guusbeltman.nl/madmonarchs/anna/anna_bio.htm http://www.historyandwomen.com/2010/09/anna-of-saxony.html https://historiek.net/balthasar-gerards-moordenaar-willem-van-oranje/489/ https://owlcation.com/humanities/The-Death-of-William-the-Silent https://en.wikipedia.org/wiki/William_the_Silent http://www.hollandhistory.net/famous_dutch_people/william-the-silent.html https://www.cs.mcgill.ca/~rwest/link-suggestion/wpcd_2008-09_augmented/wp/w/William_the_Silent.htm