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LIVRO DE QUESTÕES
467. (TST - Juiz do Trabalho Substituto – 2017 - FCC) 
José, 60 anos, gerente do empreendimento de construção 
Verbo, adotava a praxe empresarial de efetuar pagamento 
extra-folha (por fora) de parte dos salários dos emprega-
dos, com registro nos títulos de contabilidade da empresa 
e realização de recolhimentos previdenciários somente no 
que se refere aos valores consignados nos recibos princi-
pais. Verificado o panorama em ação trabalhista, o Juiz do 
Trabalho determinou o envio de ofício às esferas fiscal e cri-
minal, para conhecimento e análise, sendo iniciada a ação 
fiscal, com notificação do lançamento do tributo. Nessa si-
tuação hipotética, 
 (A) haverá extinção de punibilidade se José, ainda que 
iniciada ação fiscal, efetuar a correção interna dos livros de 
contabilidade antes da sentença condenatória criminal. 
 (B) a idade de sessenta anos, na data de eventual 
sentença condenatória criminal, beneficiará José como cir-
cunstância atenuante da pena. 
 (C) as condutas protagonizadas por José, embora de-
notem irregularidades trabalhistas, não são previstas como 
tipos penais. 
 (D) há configuração da conduta típica prevista no art. 
337-A, III, do Código Penal, consistente em sonegação de 
contribuição previdenciária. 
 (E) o crime de sonegação de contribuição previden-
ciária é de natureza formal, prescindindo de resultado para 
sua consumação.
468. (TST - Juiz do Trabalho Substituto – 2017 - FCC) 
Ao assumir o exercício da titularidade da Vara do Trabalho 
“Z”, após recém-aprovado no Concurso para ingresso na 
Carreira da Magistratura, deparou-se o Juiz Substituto Ân-
gelo com multifacetado panorama. O Diretor de Secretaria 
Paulo, nomeado como fiel depositário de automóvel em 
execução trabalhista em curso na Vara, usava diariamente 
este veículo para locomoção pessoal. Em audiência, foi en-
tregue petição diretamente ao Juiz Ângelo, pelo advogado 
Bonifácio, noticiando que Júlia, assistente da sala de au-
diências, por deter livre acesso à Secretaria da Vara, extraiu 
de autos de execução trabalhista, que não estavam sob a 
guarda da referida servidora, três guias de levantamento 
legitimamente assinadas pelo magistrado anterior, sacan-
do e utilizando, em proveito próprio, valores que deveriam 
ter sido disponibilizados ao trabalhador cliente do mencio-
nado advogado. Foi noticiado na petição também que, por 
deter relação afetiva extraconjugal com Júlia, casada com 
Pedro, e objetivando manter em segredo o relacionamento, 
o Diretor de Secretaria Paulo não comunicou o panorama 
ao magistrado antecedente, tampouco ao Tribunal. No afã 
de desvencilhar-se de eventual responsabilidade, por se-
rem verídicos os fatos noticiados pelo advogado Bonifácio, 
Júlia protocolizou, no Setor de Distribuição da Vara, petição 
anônima atribuindo a autoria do suposto delito quanto às 
guias ao servidor Rafael, Chefe da Seção de Execução. À 
vista dos aspectos envolvidos, o Juiz Ângelo expediu ofícios 
ao Tribunal e à autoridade policial, com descrição dos fatos 
pertinentes, para conhecimento e adoção de providências 
cabíveis nas searas administrativa e penal.
No caso hipotético, 
 (A) ao subtrair as guias de levantamento relativas a 
valores devidos a exequente trabalhador, que estava em 
autos de execução trabalhista na Vara em que atuava, Júlia 
praticou o crime de peculato impróprio. 
 (B) o Diretor de Secretaria Paulo praticou o crime de 
peculato de uso quanto ao veículo. 
 (C) ao utilizar os valores extraídos do feito judicial, a 
assistente da sala de audiências Júlia praticou o crime de 
excesso de exação, na modalidade prevista no §2° do art. 
316 do Código Penal. 
 (D) o Chefe da Seção de Execução Rafael foi vítima de 
denunciação caluniosa, sendo o uso de anonimato pelo((A) 
agente do crime causa de aumento da pena em um terço. 
 (E) ao ocultar dos superiores hierárquicos o panora-
ma de ocorrência de valores indevidamente extraídos do 
feito judicial e utilizados por Júlia, com base na motivação 
narrada, Paulo praticou a conduta de condescendência cri-
minosa.
469. (TST - Juiz do Trabalho Substituto – 2017 - FCC) 
Suponha que Maria, supervisora administrativa do setor 
de tecelagem da Empresa Júpiter, pessoal e previamente 
preenchia os controles de ponto dos empregados que lhe 
eram subordinados, com jornadas inferiores àquelas efe-
tivamente praticadas. Determinava também que os traba-
lhadores apusessem, dia a dia, as respectivas assinaturas ao 
lado dos errôneos dados já inseridos, objetivando afastar a 
necessidade de pagamento de horas extras. Os emprega-
dos da empresa, dentre os quais quatro indígenas que resi-
diam no Estado “A”, haviam sido atraídos pela empresa para 
o Estado “B”, local de desenvolvimento dos trabalhos, não 
lhes sendo asseguradas pela empregadora as condições 
previamente prometidas para retorno ao local de origem, 
quando ocorreu o encerramento dos pactos de emprego.
Nesse caso, 
 (A) não se consuma a figura equiparada descrita no 
art. 207, §1° , parte final, do Código Penal, se os trabalhado-
res obtiverem por iniciativa própria os recursos para retor-
no ao Estado de origem, em virtude da recusa da empresa 
em fornecer os meios a que, para tanto, havia se compro-
metido desde o início do pacto de emprego. 
 (B) no delito de frustração de direito assegurado por 
lei trabalhista, a existência, como empregados, de indíge-
nas atingidos pelas condutas criminosas é causa de au-
mento de pena de um sexto a um terço. 
 (C) a frustração de direito alicerçado em lei trabalhis-
ta somente pode caracterizar crime quando há violência, 
razão pela qual o errôneo procedimento quanto à jornada 
não é punível criminalmente no caso concreto. 
 (D) não é admissível tentativa no crime de frustração 
de direito assegurado pela legislação trabalhista, previsto 
no art. 203, caput, do Código Penal. 
 (E) incide a ação penal pública condicionada à repre-
sentação nos casos de figuras equiparadas ao crime de ali-
ciamento de trabalhadores de um local para outro do ter-
ritório nacional (art. 207, §1° , parte final, do Código Penal).

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