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152 LIVRO DE QUESTÕES 467. (TST - Juiz do Trabalho Substituto – 2017 - FCC) José, 60 anos, gerente do empreendimento de construção Verbo, adotava a praxe empresarial de efetuar pagamento extra-folha (por fora) de parte dos salários dos emprega- dos, com registro nos títulos de contabilidade da empresa e realização de recolhimentos previdenciários somente no que se refere aos valores consignados nos recibos princi- pais. Verificado o panorama em ação trabalhista, o Juiz do Trabalho determinou o envio de ofício às esferas fiscal e cri- minal, para conhecimento e análise, sendo iniciada a ação fiscal, com notificação do lançamento do tributo. Nessa si- tuação hipotética, (A) haverá extinção de punibilidade se José, ainda que iniciada ação fiscal, efetuar a correção interna dos livros de contabilidade antes da sentença condenatória criminal. (B) a idade de sessenta anos, na data de eventual sentença condenatória criminal, beneficiará José como cir- cunstância atenuante da pena. (C) as condutas protagonizadas por José, embora de- notem irregularidades trabalhistas, não são previstas como tipos penais. (D) há configuração da conduta típica prevista no art. 337-A, III, do Código Penal, consistente em sonegação de contribuição previdenciária. (E) o crime de sonegação de contribuição previden- ciária é de natureza formal, prescindindo de resultado para sua consumação. 468. (TST - Juiz do Trabalho Substituto – 2017 - FCC) Ao assumir o exercício da titularidade da Vara do Trabalho “Z”, após recém-aprovado no Concurso para ingresso na Carreira da Magistratura, deparou-se o Juiz Substituto Ân- gelo com multifacetado panorama. O Diretor de Secretaria Paulo, nomeado como fiel depositário de automóvel em execução trabalhista em curso na Vara, usava diariamente este veículo para locomoção pessoal. Em audiência, foi en- tregue petição diretamente ao Juiz Ângelo, pelo advogado Bonifácio, noticiando que Júlia, assistente da sala de au- diências, por deter livre acesso à Secretaria da Vara, extraiu de autos de execução trabalhista, que não estavam sob a guarda da referida servidora, três guias de levantamento legitimamente assinadas pelo magistrado anterior, sacan- do e utilizando, em proveito próprio, valores que deveriam ter sido disponibilizados ao trabalhador cliente do mencio- nado advogado. Foi noticiado na petição também que, por deter relação afetiva extraconjugal com Júlia, casada com Pedro, e objetivando manter em segredo o relacionamento, o Diretor de Secretaria Paulo não comunicou o panorama ao magistrado antecedente, tampouco ao Tribunal. No afã de desvencilhar-se de eventual responsabilidade, por se- rem verídicos os fatos noticiados pelo advogado Bonifácio, Júlia protocolizou, no Setor de Distribuição da Vara, petição anônima atribuindo a autoria do suposto delito quanto às guias ao servidor Rafael, Chefe da Seção de Execução. À vista dos aspectos envolvidos, o Juiz Ângelo expediu ofícios ao Tribunal e à autoridade policial, com descrição dos fatos pertinentes, para conhecimento e adoção de providências cabíveis nas searas administrativa e penal. No caso hipotético, (A) ao subtrair as guias de levantamento relativas a valores devidos a exequente trabalhador, que estava em autos de execução trabalhista na Vara em que atuava, Júlia praticou o crime de peculato impróprio. (B) o Diretor de Secretaria Paulo praticou o crime de peculato de uso quanto ao veículo. (C) ao utilizar os valores extraídos do feito judicial, a assistente da sala de audiências Júlia praticou o crime de excesso de exação, na modalidade prevista no §2° do art. 316 do Código Penal. (D) o Chefe da Seção de Execução Rafael foi vítima de denunciação caluniosa, sendo o uso de anonimato pelo((A) agente do crime causa de aumento da pena em um terço. (E) ao ocultar dos superiores hierárquicos o panora- ma de ocorrência de valores indevidamente extraídos do feito judicial e utilizados por Júlia, com base na motivação narrada, Paulo praticou a conduta de condescendência cri- minosa. 469. (TST - Juiz do Trabalho Substituto – 2017 - FCC) Suponha que Maria, supervisora administrativa do setor de tecelagem da Empresa Júpiter, pessoal e previamente preenchia os controles de ponto dos empregados que lhe eram subordinados, com jornadas inferiores àquelas efe- tivamente praticadas. Determinava também que os traba- lhadores apusessem, dia a dia, as respectivas assinaturas ao lado dos errôneos dados já inseridos, objetivando afastar a necessidade de pagamento de horas extras. Os emprega- dos da empresa, dentre os quais quatro indígenas que resi- diam no Estado “A”, haviam sido atraídos pela empresa para o Estado “B”, local de desenvolvimento dos trabalhos, não lhes sendo asseguradas pela empregadora as condições previamente prometidas para retorno ao local de origem, quando ocorreu o encerramento dos pactos de emprego. Nesse caso, (A) não se consuma a figura equiparada descrita no art. 207, §1° , parte final, do Código Penal, se os trabalhado- res obtiverem por iniciativa própria os recursos para retor- no ao Estado de origem, em virtude da recusa da empresa em fornecer os meios a que, para tanto, havia se compro- metido desde o início do pacto de emprego. (B) no delito de frustração de direito assegurado por lei trabalhista, a existência, como empregados, de indíge- nas atingidos pelas condutas criminosas é causa de au- mento de pena de um sexto a um terço. (C) a frustração de direito alicerçado em lei trabalhis- ta somente pode caracterizar crime quando há violência, razão pela qual o errôneo procedimento quanto à jornada não é punível criminalmente no caso concreto. (D) não é admissível tentativa no crime de frustração de direito assegurado pela legislação trabalhista, previsto no art. 203, caput, do Código Penal. (E) incide a ação penal pública condicionada à repre- sentação nos casos de figuras equiparadas ao crime de ali- ciamento de trabalhadores de um local para outro do ter- ritório nacional (art. 207, §1° , parte final, do Código Penal).