Prévia do material em texto
Webconferência de Unidades Contabilidade Avançada I Prof. Me. Adriano Andrade Período 2025.01 Instrumentos Instrumentos Financeiros Instrumentos Financeiros e Instrumentos Financeiros e Empréstimos Introdução As APLICAÇÕES FINANCEIRAS, e modo geral, têm como finalidade GERAR RECEITA sobre as disponibilidades em caixa. O EMPRÉSTIMO tem como objetivo COMPLETAR O CAPITAL para financiar ou viabilizar um negócio, uma determinada operação ou um novo investimento. Tais transações, seja por meio de um ativo, seja de um passivo, são rentabilizadas como JUROS, com um valor a ser conhecido no ato da operação. Conceitos O CPC 39, no seu item 11, afirma que INSTRUMENTO FINANCEIRO “é qualquer contrato que dê origem a um ativo financeiro para a entidade e a um passivo financeiro patrimonial para outra entidade”. Um ATIVO FINANCEIRO, com o CPC 39 é qualquer ATIVO que seja um caixa ou disponíveis, um instrumento patrimonial de outra entidade, um direito contratual ou um contrato que pode ser liquidado por instrumentos patrimoniais da própria entidade. Um PASSIVO FINANCEIRO, de acordo com o CPC 39, é QUALQUER OBRIGAÇÃO CONTRATUAL que pode entregar um caixa ou disponíveis, trocar o ativo e/ou passivo financeiro em condições desfavoráveis ou um contrato que pode ser liquidado por instrumentos patrimoniais da própria entidade. Registros Os ativos e passivos, à luz do CPC 48, requerem a identificação do modelo de negócio para a sua devida CLASSIFICAÇÃO. É necessária a identificação do MODELO DE NEGÓCIO para cada grupo de instrumentos financeiros, para o adequado gerenciamento da entidade. E, ainda, é preciso verificar os meios de pagamentos e recebimentos para classificá-los como fluxos de caixa contratuais, fluxos contratuais disponíveis para venda ou outro modelo que não se enquadre nos fluxos apresentados. Exemplos Considere que uma empresa adquiriu em 30 de abril de 20XX, um TÍTULO DE RENDA FIXA, PREFIXADO, no valor de $100.000 e o vencimento é em 6 meses, com juros compostos de 2%am. A empresa, quando adquiriu o título, decidiu mantê-lo até o final do vencimento, sendo, portanto, o modelo de negócio é receber os fluxos de caixa do contrato. Nos meses subsequentes, será necessário atualizar os registros contábeis da aplicação, pois os juros estipulados são de 2% am., no primeiro mês o valor do rendimento será de $2.000 e, no segundo mês, $2.040. Aplicação Financeira (Ativo – BP) $100.000 Aplicação Financeira (Ativo – BP) $100.000 Caixa (Ativo - BP) $100.000 Aplicação Financeira (Ativo – BP) $100.000 Caixa (Ativo - BP) $100.000 Aplicação Financeira (Ativo – BP) $2.000 Aplicação Financeira (Ativo – BP) $100.000 Caixa (Ativo - BP) $100.000 Aplicação Financeira (Ativo – BP) $2.000 Receitas Financeiras (Resultado – DRE) $2.000 Aplicação Financeira (Ativo – BP) $100.000 Caixa (Ativo - BP) $100.000 Aplicação Financeira (Ativo – BP) $2.000 Receitas Financeiras (Resultado – DRE) $2.000 Aplicação Financeira (Ativo – BP) $2.040 Aplicação Financeira (Ativo – BP) $100.000 Caixa (Ativo - BP) $100.000 Aplicação Financeira (Ativo – BP) $2.000 Receitas Financeiras (Resultado – DRE) $2.000 Aplicação Financeira (Ativo – BP) $2.040 Receitas Financeiras (Resultado – DRE) $2.040 Ajuste a Valor Justo Operações como empréstimos, financiamentos e debentures, por exemplo, PODEM ter os juros calculados utilizando a taxa efetiva do contrato ou mensurados ao valor justo, ambos reconhecidos no resultado do período. Ajuste ao Valor Justo (Resultado – DRE) $1.040 Ajuste ao Valor Justo (Resultado – DRE) $1.040 Aplicação Financeira (Ativo – BP) $1.040 Consideremos o caso de uma duplicata descontada, supondo que uma empresa decida descontar um conjunto de duplicatas no montante de $300.000. A instituição financeira, nesse tipo de operação, cobrou uma taxa administrativa no valor de $150 e aplicou a taxa de desconto em 7,2%am, em juros simples. Assim, o valor líquido recebido será o montante de $300.000, menos os juros dos 2 (dois) meses, temos o valor de $43.200 e menos a taxa administrativa. Portanto, o valor recebido foi de $256.650, são assim contabilizados. Banco (Ativo – BP) $256.650 Banco (Ativo – BP) $256.650 Encargo a Apropriar sobre Cliente (Passivo – BP) $21.600 Banco (Ativo – BP) $256.650 Encargo a Apropriar sobre Cliente (Passivo – BP) $21.600 Encargo a Apropriar sobre Cliente (Passivo – BP) $21.600 Banco (Ativo – BP) $256.650 Encargo a Apropriar sobre Cliente (Passivo – BP) $21.600 Encargo a Apropriar sobre Cliente (Passivo – BP) $21.600 Encargo a Apropriar sobre Cliente (Passivo – BP) $150 Banco (Ativo – BP) $256.650 Encargo a Apropriar sobre Cliente (Passivo – BP) $21.600 Encargo a Apropriar sobre Cliente (Passivo – BP) $21.600 Encargo a Apropriar sobre Cliente (Passivo – BP) $150 Duplicatas Descontadas Passivo-BP) $300.000 Despesas Financeiras (Resultado – DRE) $20.830 Despesas Financeiras (Resultado – DRE) $20.830 Encargo a Apropriar sobre Clientes (Passivo - BP) $20.830 Despesas Financeiras (Resultado – DRE) $20.830 Encargo a Apropriar sobre Clientes (Passivo - BP) $20.830 Despesas Financeiras (Resultado – DRE) $22.520 Despesas Financeiras (Resultado – DRE) $20.830 Encargo a Apropriar sobre Clientes (Passivo - BP) $20.830 Despesas Financeiras (Resultado – DRE) $22.520 Encargo a Apropriar sobre Clientes (Passivo - BP) $22.520 Outra situação comum nas empresas é o exemplo de um empréstimo pré-fixado com juros e correção monetária, no valor de $200.000, a ser ser pago após 30 dias com juros de 9% e correção monetária de 1%. Banco (Ativo – BP) $180.000 Banco (Ativo – BP) $180.000 Correção Monetária a Transcorrer (Passivo - BP) $2.000 Banco (Ativo – BP) $180.000 Correção Monetária a Transcorrer (Passivo - BP) $2.000 Juros Passivos a Transcorrer (Passivo - BP) $18.000 Banco (Ativo – BP) $180.000 Correção Monetária a Transcorrer (Passivo - BP) $2.000 Juros Passivos a Transcorrer (Passivo - BP) $18.000 Empréstimo a Pagar (Passivo – BP) $200.000 Empréstimo a Pagar (Passivo – BP) $200.000 Empréstimo a Pagar (Passivo – BP) $200.000 Banco (Ativo – BP) $200.000 Empréstimo a Pagar (Passivo – BP) $200.000 Banco (Ativo – BP) $200.000 Correção Monetária Passiva (Resultado - BP) $2.000 Empréstimo a Pagar (Passivo – BP) $200.000 Banco (Ativo – BP) $200.000 Correção Monetária Passiva (Resultado - BP) $2.000 Correção Monetária a Transcorrer (Passivo - BP) $2.000 Empréstimo a Pagar (Passivo – BP) $200.000 Banco (Ativo – BP) $200.000 Correção Monetária Passiva (Resultado - BP) $2.000 Correção Monetária a Transcorrer (Passivo - BP) $2.000 Juros Ativos (Resultado - BP) $18.000 Empréstimo a Pagar (Passivo –BP) $200.000 Banco (Ativo – BP) $200.000 Correção Monetária Passiva (Resultado - BP) $2.000 Correção Monetária a Transcorrer (Passivo - BP) $2.000 Juros Ativos (Resultado - BP) $18.000 Juros Passivos a Trancorres (Passivo – BP) $18.000 Por fim, analisemos uma operação de “hedge”, onde a empresa deseje proteger as possíveis oscilações no fluxo de caixa de uma venda futura, a ser realizada em um mês, sendo o valor contábil do estoque de “commodities”é de $1.000.000 e seu valor de mercado, $1.100.000. A empresa faz um contrato de derivativo de venda de suas “commodities” pelo valor de $ 1.100.000, para um mês, com um contrato que tem os mesmos termos que a venda futura. No final do mês, o valor de mercado dessa “commodity” tem um decréscimo, não manteve o valor esperado de $1.100.000 e constatou-se que, após um mês, seu valor de mercado é de $1.075.000, uma diferença de $ 25.000 entre o valor negociado e o valor realizado Derivativo(Ativo – BP) $25.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 Ajustes de Avaliação Patrimonial PL – BP) $25.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 Ajustes de Avaliação Patrimonial PL – BP) $25.000 Banco(Ativo – BP) $25.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 Ajustes de Avaliação Patrimonial PL – BP) $25.000 Banco(Ativo – BP) $25.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 Ajustes de Avaliação Patrimonial PL – BP) $25.000 Banco(Ativo – BP) $25.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 CPV (Resultado – DRE) $1.000.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 Ajustes de Avaliação Patrimonial PL – BP) $25.000 Banco(Ativo – BP) $25.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 CPV (Resultado – DRE) $1.000.000 Estoques (Ativo – BP) $1.000.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 Ajustes de Avaliação Patrimonial PL – BP) $25.000 Banco(Ativo – BP) $25.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 CPV (Resultado – DRE) $1.000.000 Estoques (Ativo – BP) $1.000.000 Banco(Ativo – BP) $1.075.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 Ajustes de Avaliação Patrimonial PL – BP) $25.000 Banco(Ativo – BP) $25.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 CPV (Resultado – DRE) $1.000.000 Estoques (Ativo – BP) $1.000.000 Banco(Ativo – BP) $1.075.000 Receita sobre Vendas (Resultado – DRE) $1.075.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 Ajustes de Avaliação Patrimonial PL – BP) $25.000 Banco(Ativo – BP) $25.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 CPV (Resultado – DRE) $1.000.000 Estoques (Ativo – BP) $1.000.000 Banco(Ativo – BP) $1.075.000 Receita sobre Vendas (Resultado – DRE) $1.075.000 Receita sobre Vendas (Resultado – DRE) $25.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 Ajustes de Avaliação Patrimonial PL – BP) $25.000 Banco(Ativo – BP) $25.000 Derivativo(Ativo – BP) $25.000 CPV (Resultado – DRE) $1.000.000 Estoques (Ativo – BP) $1.000.000 Banco(Ativo – BP) $1.075.000 Receita sobre Vendas (Resultado – DRE) $1.075.000 Receita sobre Vendas (Resultado – DRE) $25.000 CPV (Resultado – DRE) $25.000 Propriedade Propriedade para Propriedade para Investimentos Conceito O CPC 28 – Propriedade para Investimento, define, no item 5, como uma: “PROPRIEDADE (terreno ou edifício ou parte de edifício ou ambos) mantida (pelo proprietário ou pelo arrendatário como ativo de direito de uso) para auferir aluguel ou para valorização do capital ou para ambas. O objetivo é CAPTAR RECEITA DE ALUGUEL enquanto VALORIZA O IMÓVEL. NÃO SE ENQUADRAM como propriedades para investimento aquelas que estão para venda no curso do negócio, em uso na produção ou no fornecimento de bens e serviços ou que abrigam instalações administrativas. Desta forma, o imóvel usado pela empresa, na SUA OPERAÇÃO, estará classificado como um IMOBILIZADO. Sendo as propriedades são classificadas para investimentos, sua alocação contábil será no SUBGRUPO DE INVESTIMENTOS, no ativo não circulante. Neste caso, a entidade já sabe que essas propriedades estão disponíveis para a GERAÇÃO DE BENEFÍCIOS FUTUROS que ainda não serão alocados à venda. Classificação Pelo CPC 28, os terrenos e edifícios são exemplos classificados como PROPRIEDADE PARA INVESTIMENTO, desde que: TERRENOS sejam mantidos para valorização de capital em longo prazo, mantidos para futuro uso correntemente. EDIFÍCIOS quando for uma propriedade da entidade, ESTEJA DESOCUPADO e seja mantido para um ou mais arrendamentos. Reconhecimento Uma propriedade para investimento é reconhecida como um ativo quando for provável que ocorram benefícios econômicos futuros e o seu custo possa ser mensurado confiavelmente . E, como no caso do imobilizado, deverá ter o reconhecimento inicial pelo seu custo, valor à vista. Pelo item 32, do CPC 28, a entidade pode: a. escolher o método do valor justo ou o método do custo para todas as propriedades para investimento que suportem passivos que pagam retorno diretamente associado ao valor justo de, ou aos retornos de ativos especificados incluindo essa propriedade para investimento; e b. escolher o método do valor justo ou o método do custo para todas as restantes propriedades para investimento, independentemente da escolha feita na alínea (a). Mensuração Devidamente mensurada ao longo dos anos, por valor justo, a empresa vende a propriedade, em 31 de março de X2, por $540.000. A princípio, pode se imaginar que a empresa teve um lucro de $40.000, mas a empresa faz a avaliação pelo método do valor justo. Investimentos – Imóveis (Ativos – BP) $40.000 Investimentos – Imóveis (Ativos – BP) $40.000 Ganho com Valorização (Resultado – DRE) $40.000 image2.jpeg image1.jpeg