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Propostas SEÇÃO II 77 Proposta de redação 1 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A busca por refúgio no Brasil de hoje, apresentando pro- posta de intervenção que respeite os direitos humanos. Se- lecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Deslocando-se através das fronteiras A prática de conceder asilo em terras estrangeiras a pes- soas que estão fugindo de perseguição é uma das caracte- rísticas mais antigas da civilização. Referências a essa prática foram encontradas em textos escritos há 3 500 anos, durante o florescimento dos antigos grandes impérios do Oriente Médio, como o Hitita, Babilônico, Assírio e Egípcio antigo. Mais de três milênios depois, a proteção de refugiados foi estabelecida como missão principal da Agência da ONU para refugiados (ACNUR), que foi constituída para assistir, entre outros, os refugiados que esperavam para retornar aos seus países de origem no final da II Guerra Mundial. A Convenção de Refugiados de 1951, que estabeleceu a ACNUR, determina que um refugiado é a pessoa que “te- mendo ser perseguida por motivos de raça, religião, nacio- nalidade, grupo social ou opiniões políticas, se encontra fora do país de sua nacionalidade e que não pode ou, em virtude desse temor, não quer valer-se da proteção desse país”. Desde então, o ACNUR tem oferecido proteção e assis- tência para dezenas de milhões de refugiados, encontran- do soluções duradouras para muitos deles. Os padrões da migração se tornaram cada vez mais complexos nos tem- pos modernos, envolvendo não apenas refugiados, mas também milhões de migrantes econômicos. Mas refugiados e migrantes, mesmo que viajem da mesma forma com fre- quência, são fundamentalmente distintos, e por esta razão são tratados de maneira muito diferente perante o direito internacional moderno. Migrantes, especialmente migrantes econômicos, deci- dem deslocar-se para melhorar as perspectivas para si mes- mos e para suas famílias. Já os refugiados necessitam des- locar-se para salvar suas vidas ou preservar sua liberdade. Eles não possuem proteção de seu próprio Estado e de fato muitas vezes é seu próprio governo que ameaça persegui- -los. Se outros países não os aceitarem em seus territórios, e não os auxiliarem uma vez acolhidos, poderão estar conde- nando estas pessoas à morte ou a uma vida insuportável nas sombras, sem sustento e sem direitos. Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. Texto II Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. Texto III Brasil tem boa vontade, mas estrutura é precária para receber refugiados A boa vontade demonstrada pelo governo brasileiro nas últimas semanas em receber refugiados sírios no país es- barra na falta de estrutura do sistema público para analisar a concessão do registro nacional de estrangeiros. O Brasil tem hoje 8 400 refugiados conhecidos, mas deste total, ape- nas 791 foram reconhecidos como tal entre janeiro e agosto deste ano. Os dados são do próprio Conselho Nacional para Refugiados (Conare), órgão ligado ao Ministério da Justiça. No mesmo período, foram indeferidas 223 solicitações. O Conare analisa uma média mensal de 126 solicitações de refúgio feita por estrangeiros que chegam ao Brasil. [...] Em alguns casos, as análises demoram mais de ano. Havia até agosto 12 668 solicitações aguardando julgamento. Essa demora, no entanto, é apenas um dos problemas. O país ainda não tem um plano nacional para refugiados. Para o representante da Coordenadoria de Política Migra- tória e Universidades da UFPR, José Antônio Peres Gediel, as principais questões sobre a falta de estrutura para o re- cebimento de refugiados no país passam pela ausência de estabelecimentos de acolhimento, cursos adequados de lín- guas, melhorias no sistema de revalidação de diplomas, de Propostas de redação 8 reforços nas equipes do Conare e de políticas públicas de saúde e educação específicas. “Não temos políticas públicas consis- tentes no Brasil”, disse. Sobre aspectos da saúde, Gediel lem- brou que é fundamental adequar o atendimento a alguns refu- giados para se adaptarem à cultura brasileira gradativamente. Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado) Proposta de redação 2 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda- lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A geração Z brasileira e o mundo do trabalho, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Geração Z mudará o mundo Acabou o egoísmo, o narcisismo selfie, a obsessão pelo consumo e a passividade que isso acarreta. Há uma geração que quer salvar o mundo, mas ainda não sabe como. Nas- ceu ou cresceu em plena recessão, em um mundo fustigado pelo terrorismo, índices de desemprego galopantes e uma sensação apocalíptica provocada pelas mudanças climá- ticas. [...] Viram como seus antecessores desperdiçavam o tempo acumulando títulos universitários e mestrados para depois serem preteridos em entrevistas de trabalho por causa de sua excessiva qualificação. São a geração Z, o gru- po demográfico nascido entre 1994 e 2010, e que representa 25,9% da população mundial. Os especialistas já analisam todos os traços de sua personalidade. Basicamente porque são o mercado que se avizinha. A teoria do consumo diz que o segmento populacional dos 18 aos 24 anos é o mais influente. As gerações ante- riores e as posteriores sempre querem se parecer com ele. É a referência estética. E os Z – assim chamados por virem depois das gerações X e Y – começam a posicionar-se no topo dessa pirâmide de influência, e em cinco anos a te- rão dominado. Segundo a câmara de comércio dos EUA, sua influência no consumo de suas famílias no país alcança atualmente o equivalente a 1,8 trilhão de reais. Essa geração já não se conforma em ser sujeito passivo de marcas e publicações, deseja produzir seus conteúdos. E consegue, através do YouTube, onde as novas celebrida- des surgidas nessa mídia já são mais populares do que as da indústria do entretenimento tradicional (63% contra 37%, segundo o Cassandra Report, um dos relatórios mais uti- lizados pelas grandes empresas para sondar os gostos da juventude). Ou por meio de aplicativos como o Vine (para vídeos em loop) e plataformas on-line como o Playbuzz, a guinada do popular site de histórias virais Buzzfeed, onde agora os conteúdos são postados pelos usuários, que já so- mam 80 milhões por mês, segundo o Google Analytics. Em sintonia com os tempos de mudança, a consciên- cia social e as atividades de voluntariado ganham espaço. Segundo a última pesquisa da Millennial Branding (com jo- vens dos EUA), 76% gostariam de participar de algum tipo de ONG, e também 76% estão preocupados com questões climáticas. “Exigem a igualdade entre pessoas de raça e sexo diferentes. Querem mudar o mundo apoiando suas co- munidades locais”, argumenta Dan Schawbel, fundador do WorkplaceTrends.com e autor do best-seller Me 2.0: Build a Powerful Brand To Achieve Career Success (Eu 2.0: Construa uma Poderosa Marca para Alcançar o Sucesso na Carreira, em tradução livre). O espírito crítico renasce. O mal-estar cresce e é subs- tituído por abordagens práticas e concretas. Somente 6% têm medo do futuro, segundo o último Cassandra Report. Mas aumenta a desconfiança em relação às grandes corpo- rações. Dois terços dos jovens que aparecem na maioria das pesquisas querem fundar sua empresa. Para Anne Boysen, essa geração será mais cautelosa e realista,com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema O impacto das palavras estrangeiras inseridas na língua portuguesa, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacio- ne, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para de- fesa de seu ponto de vista. Texto I ADÃO. Folha de S.Paulo. 2003. Texto II Uma das coisas que nos faz brasileiros é o fato de falarmos português, ou seja, nossa língua colabora a nos definir como nação. Ela é o produto da mescla de outras, e é influenciada ainda hoje por muitas mais. Por estar viva, a língua portugue- sa, a todo momento, incorpora vocabulário, expressões e, até mesmo, entonações de outros idiomas. Todas as nossas fron- teiras terrestres são com países que têm o espanhol como língua oficial, perto dos quais é latente ver (e ouvir) influên- cia mútua. Línguas indígenas e de diversos povos africanos também deixaram marcas significativas em nossa linguagem. Faltar-nos-ia tempo e espaço para falar das influências, ainda que menores, de franceses, holandeses, alemães, orientais etc. Atualmente, contudo, nenhuma outra língua deixa-nos tantas influências quanto a inglesa. Comidas, produtos, ser- viços, termos técnicos, e mais: filmes, séries, frases de efeito, nomes... Muito do que falamos é anglicano. Um defensor radical talvez diga que prefere, por exem- plo, o termo “autorretrato”, em detrimento de selfie, alegan- do que aquele é em português e não utiliza o empréstimo linguístico americano. É possível que tal radicalismo seja bar- rado no fato de que “auto”, o prefixo da suposta palavra em português, vem do grego, ou seja, a rigor, também é estran- geirismo. TEODÓSIO, É. Patriotismo linguístico cotidiano. Linha Direta, Belo Horizonte, ed. 212, p. 100-102, nov. 2015. Texto III Proposta de redação 24 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Boas maneiras no cotidiano, apresentando proposta de in- tervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, or- ganize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Manual de boas maneiras no trânsito Pedestres – Use a faixa de segurança para atravessar. Assim como você espera do motorista a boa educação de parar o veícu- lo quando estiver na faixa, ele espera que você atravesse no local destinado a isso. – Não se deve atravessar por entre os carros. No entanto, se você decidir fazê-lo porque não há faixa de pedestres, faça um sinal amistoso com a mão aos condutores, de forma a chamar a sua atenção. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 22 – Quem atravessa uma via às pressas, aproveitando que o sinal está prestes a ficar verde para os carros, não comete infração, mas imprudência. Disponível em: . Acesso em: 16 set. 2016. Texto II DUKE. Texto III O que fazer quando o aluno me xinga e me desrespeita? A doutora Luciene Tognetta, do Grupo de Estudo e Pes- quisa em Educação Moral da Unicamp, explica que alguns alunos precisam de intervenções para aprender a se expres- sar com respeito. O ideal é que, em uma conversa privada, você coloque a ele o que sentiu. Ouça-o também e legitime os sentimentos dele. Diga ter entendido que ele esteja bravo, mas que há formas não ofensivas de se manifestar. Peça que o próprio estudante as aponte. Com isso, você mostra como resolver conflitos de maneira assertiva. Punições controlam o proble- ma só por um tempo, pois não promovem a tomada de cons- ciência das reais consequências dos atos. Tirar pontos por comportamento, uma atitude comum, é um uso abusivo do nosso poder e desvirtua o processo de avaliação, que deve centrar-se na aprendizagem. Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2016. (adaptado) Proposta de redação 25 Proposta Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade es- crita formal da língua portuguesa sobre o tema A relevância da arte para o ser social: o que é arte?, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coe- sa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I A importância do ensino das artes na escola No dia 3 de maio [de 2016], o teatro, as artes visuais e a dança foram incorporados ao currículo do ensino bási- co brasileiro. Até então, apenas a música era componente “obrigatório, mas não exclusivo” do ensino de arte na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Escolas públi- cas e privadas têm cinco anos para se adequar aos novos padrões. “A arte não é babado cultural, não é enfeite para botar em parede”, disse a professora Ana Mae Barbosa, uma das principais referências no estudo de arte-educação no Brasil. Em entrevista a Época, a especialista comemorou a apro- vação da lei e falou sobre a contribuição que o ensino de arte traz à aprendizagem. Entre eles, o desenvolvimento da capacidade de interpretação: “ao interpretar, você amplia a sua inteligência e a sua capacidade perceptiva, que vai apli- car em qualquer área da vida”. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. (adaptado) Texto II Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. Texto III Arte (nome feminino) 1. Aplicação do saber à obtenção de resultados práticos, sobretudo quando aliado ao engenho; habilidade. 2. Ofício que exige a passagem por uma aprendizagem. 3. Conjunto das técnicas para produzir algo; técnica especial. 4. vidade criativa. 5. Conjunto das atividades humanas que visam essa expressão. 6. Criação de obras artísticas. 7. ríodo ou lugar. 8. Capacidade; dom; jeito. 9. Artimanha; astúcia. Dicionário da língua portuguesa. Porto Editora. Versão digital. Acesso em: 26 ago. 2017. (adaptado) PROPOSTAS DE REDAÇÃO Expressão de um ideal estético por meio de uma ati- Conjunto das obras artísticas de um determinado pe- 23 Proposta de redação 26 Texto I O que é meritocracia? A palavra meritocracia vem do latim mereo, que significa obter, merecer e pode ser definida como forma de atuação baseada no mérito, na qual as posições hierárquicas e ou- tras recompensas são conquistadas pelos colaboradores que atingem os resultados esperados e apresentam no dia a dia de trabalho as competências de liderança, técnicas e estra- tégicas estabelecidas previamente pelas organizações. São muitas as empresas que hoje aplicam critérios meritocráticos em seus sistemas de reconhecimento, recompensa e gestão de carreira, ou seja, que têm como objetivo valorizar e reter os colaboradores que realmente fazem a diferença nos negó- cios, que garantem os resultados e o crescimento constante da organização. A globalização influenciou, e muito, na difusão da cultura meritocrática nas organizações aqui no Brasil. As primeiras empresas a estabelecerem uma gestão de desempenho de pessoas e equipes baseado em metas quantitativas e qualita- tivas foram as multinacionais de grande porte, que há mais ou menos dez anos praticam esse modelo de gestão. Com base nisso, as demais empresas foram constatando os benefícios da prática dessa gestão de desempenho que tinha como ob- jetivo valorizar e estimular não só o desenvolvimento dos co- laboradores e das equipes, mas também o desenvolvimento e maturação de uma cultura meritocrática, e replicaram-na internamente em suas estruturas de gestão de pessoas. Atualmente, são vários os mecanismos que as empresas usam para reconhecer e recompensar esses colaboradores (de nível executivo a operacional) que atingem os resultados qualitativos e quantitativos:ascensão na hierarquia, aumen- to do salário fixo, impacto na remuneração variável, viagens, treinamentos, bolsas de estudo, entre outros. ESTEVES, Sofia. Disponível em: . Acesso em: 16 set. 2016. (adaptado) Texto II Texto de juíza que desnuda os mitos da “meritocracia” “viraliza” nas redes sociais Juíza usa sua própria história para desmascarar as falácias da tão propalada meritocracia. Entre os pontos abordados, Fernanda Orsomarzo afirma que se esforçou para chegar ao cargo que tem hoje, mas jamais teria conseguido se não ti- vesse acesso a uma série de privilégios. Confira a íntegra do texto que viralizou: Ralei duro para ser Juíza de Direito. Cheguei a estudar doze horas por dia em busca da concretização do tão almeja- do sonho. Abdiquei de festas, passei feriados em frente aos livros, perdi momentos únicos em família. Sim, o esforço pes- soal contou. Mas dizer que isso é mérito meu soa, no mínimo, hipócrita. Em primeiro lugar, nasci branca. Faço parte de uma típi- ca família de classe média. Estudei em escola particular, fre- quentei cursos de inglês e informática, tive acesso a filmes e livros. Contei com pais presentes e preocupados com a mi- nha formação. Jamais me faltou café da manhã, almoço e jan- tar. Nunca me preocupei com merenda ou material escolar. Todos têm suas lutas e histórias de vida. Todos enfrentam dificuldades e desafios. Porém, enquanto para alguns esses en- traves não passam de meras pedras no caminho, para outros a vida em si é uma pedra no caminho. Meu esforço individual contou, mas eu nada seria sem as inúmeras oportunidades pro- porcionadas pelo fato de ter nascido – repito – branca e no seio de uma família de classe média minimamente estruturada. O mérito não é meu. Na linha da corrida em busca do su- cesso e realização, eu saí na frente desde que nasci. Não é jus- to, não é honesto exigir que um garoto que sequer tem pro- fessores pagos pelo Estado entre nessa competição em iguais condições. Nunca, jamais estivemos em iguais condições. Disponível em: . Acesso em: 16 set. 2016. (adaptado) Texto III Juíza mineira rebate texto sobre “meritocracia” de juíza do PR e “viraliza” A opinião de Fernanda Orsomarzo gerou dezenas de co- mentários, de gente a favor ou contra a meritocracia. Uma das pessoas que discordou foi a juíza mineira Ludmila Lins Grilo, que disse que independentemente da cor de pele ou condi- ção financeira da pessoa, a meritocracia conta sim no sucesso de um indivíduo. Ela invoca as pessoas a “se levantarem” e buscarem o sucesso. Veja o que ela postou sobre o assunto: Enquanto a Fernanda diz que só é juíza porque também recebeu um “empurrãozinho” da vida, eu te digo que esse empurrãozinho não é necessário: você pode começar do zero. Não temos castas no Brasil. Um rico pode ficar pobre e um pobre pode ficar rico. Enquanto a Fernanda te diz que você deve esperar tudo do Estado, eu te digo que você não deve esperar NADA do Estado. Levante-se! Faça você mesmo! Come on! Enquanto Fernanda invoca questões raciais para dizer que esta circunstância a ajudou na vida, eu te digo: deixe o ra- cismo com eles. Independentemente da sua cor, você PODE. Enquanto a Fernanda te conta que você deve ter revolta, eu te digo: você deve ter otimismo, força de vontade e FÉ. Enquanto a Fernanda te estimula a permanecer onde está, por não ter condições financeiras, eu te digo: ignore sua condição financeira. Não fique onde está, se não te agrada. Saia daí. É possível e viável. Você pode, sim. Isso é a meritocracia que tanto irrita a Fernanda. Claro que existem desigualdades sociais – e lamento informar: sempre existirão. Por isso, parta para o abraço: não deixe que pessoas como Fernanda digam que você não pode. Não acredite nisso. Não se vitimize. VOCÊ PODE, SIM. Disponível em: . Acesso em: 16 set. 2016. (adaptado) Proposta de redação 27 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma- ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Meritocracia e seus efeitos: há igualdade para todos os lados?, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de for- ma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 24 escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A preo- cupação desenfreada com a forma física, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Vigorexia, ou transtorno dismórfico muscular, um subtipo do transtorno dismórfico corporal, é um distúrbio já classifica- do como uma das manifestações do espectro do transtorno obsessivo-compulsivo. Em certos aspectos, vigorexia e ano- rexia nervosa são desordens semelhantes, na medida em que interferem na visão que os portadores têm do próprio corpo. Diante do espelho, anoréxicos esquálidos e desnutridos se enxergam obesos, e os vigoréxicos se veem fracos, magri- nhos, franzinos, apesar de fortes e muito musculosos. A autoimagem distorcida leva os portadores de vigorexia à prática exagerada de exercícios físicos, em busca do corpo perfeito de acordo com os padrões de beleza impostos pelos valores da sociedade contemporânea. Essa insatisfação constante com o próprio corpo, com a massa e força musculares faz com que incorporem novos hábitos e comportamentos à sua rotina de vida. Vigoréxicos passam horas e horas nas academias, sempre aumentando a carga dos exercícios. Paralelamente, introduzem alterações na dieta constituída basicamente por proteínas, passam a consumir suplementos alimentares sem orientação e recor- rem ao uso de esteroides e anabolizantes. Como o corpo que consideram perfeito é um ideal inatin- gível, em razão dos sentimentos de inferioridade e da visão deformada da própria aparência, essas pessoas estão mais sujeitas a desenvolver quadros de depressão e ansiedade. Também chamada de overtraining, ou síndrome de Adônis, em referência ao deus grego da beleza, a vigorexia acomete mais os homens entre 18 e 35 anos. Isso não quer di- zer que as mulheres não desenvolvam esse tipo de transtorno. Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2016. (adaptado) Texto II MANDRADE. Texto III Como ter um corpo perfeito: cirurgias plásticas Vêm se tornado comum os casos de erros médicos fa- tais, em procedimentos cirúrgicos estéticos. Uma grande parcela destes erros ocorre em cirurgias de lipoaspiração e implantes de próteses de silicone. A escolha da cirurgia plástica como meio de obter o cor- po perfeito deve ser analisada com muito cuidado. Este é o método mais perigoso de se chegar à boa forma. É impor- tante que não só uma boa clínica de cirurgia plástica seja escolhida, mas também um bom profissional e que o estado clínico do paciente permita tal procedimento. Antes de pensar em realizar uma cirurgia plástica, analise os prós e contras, e se isso realmente é necessário. Afinal, existem muitas maneiras de conseguir o corpo perfeito, sem a necessidade de intervenções cirúrgicas. Os especialistas afirmam e reafirmam: a melhor maneira de conseguir um corpo perfeito é utilizar métodos naturais, tais como alimentação balanceada e exercícios de muscu- lação e aeróbicos. Caso a insatisfação seja por conta de partes específicas do corpo, como seios ou altura, recorra à truques que possam disfarçar tais imperfeições, deixando de lado os métodos perigosos. Correr riscos pelo desejo do corpo perfeito não é confiável! Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) Propostade redação 28 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma- ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Modelos al- ternativos do processo de ensino-aprendizagem, apresen- tando proposta de intervenção que respeite os direitos hu- manos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Art. 3o – O ensino será ministrado com base nos seguin- tes princípios: I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; IV – respeito à liberdade e apreço à tolerância; V – coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; VI – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; VII – valorização do profissional da educação escolar; VIII – gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino; IX – garantia de padrão de qualidade; X – valorização da experiência extraescolar; XI – vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. XII – consideração com a diversidade étnico-racial. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016. (adaptado) Texto II A nova experiência de aprendizagem, de Matthew Small. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 25 Texto III Conheça os métodos de ensino das escolas brasileiras Tradicional É a abordagem predominante no país e por isso mesmo a mais conhecida. Nas escolas tradicionais, o foco está no professor, que detém conhecimentos e repassa ao aluno. O estudante tem metas a cumprir dentro de determinados pra- zos, que são verificadas por meio de avaliações periódicas. Construtivista Nas instituições que seguem os princípios construtivis- tas, o conhecimento é ativamente construído pelo sujeito, e não passivamente recebido do professor ou do ambiente. Cada estudante é visto como alguém com um tempo único de aprendizado e o trabalho em grupo é valorizado. Montessoriano Na escola montessoriana, baseada na filosofia da pes- quisadora italiana Maria Montessori (1870-1952), a criança deve buscar sua autoformação e construção e os adultos têm de ajudá-la nesse processo, favorecendo o desenvolvi- mento de indivíduos criativos, independentes, confiantes e com iniciativa. Waldorf Na metodologia de ensino waldorf – desenvolvida pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925) –, procura-se equilibrar os aspectos cognitivos (capacidade de aquisição de conhecimento) com o desenvolvimento de habilidades artísticas, musicais, de movimentação e de dramatização. Freinet Nas instituições que colocam em prática conceitos de Freinet, o aprendizado acontece por meio do trabalho e da cooperação. Nesse tipo de escola, a criança é incentivada a compartilhar suas produções com os colegas, sejam eles de sua classe, de outras ou de escolas diferentes Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) Proposta de redação 29 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Interatividade na rede: o contato com o produtor de conteúdo, apresentando proposta de intervenção que res- peite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Uma coisa que eu já cansei de ler dos famosos é que eles fizeram o Twitter para ficar mais perto dos fãs, conversar com os fãs, saber o que os fãs estão achando do seu traba- lho e todo aquele blá-blá-blá, mas sabemos que na prática não é bem assim. Na primeira semana de Twitter, é aquela maravilha, fala com Deus e o mundo e depois o Twitter fica jogado às mos- cas, não servem nem pra linkar o Instagram com o perfil para pelo menos ter a atualização da última foto postada. Tem aqueles também que ficam vidas sem aparecer no site, mas sempre que tem propaganda, seja de filme, CD, re- vista, até um estojo de canetinha de 48 cores, não importa, quando é para fazer propaganda, lembram da senha do Twitter rapidinho e, depois da propaganda feita, ficam mais 3 vidas sem dar o ar da graça até ter uma propaganda nova pra fazer. Famosos têm vida, eu sei, mas eu sou daquele tipo de pessoa que tem o pensamento de que se o fã não pode ficar perto do ídolo nas ruas, nada mais justo do que ter outro meio de comunicação, pois só quem foi respondido por al- guém que admira, que é fã, sabe como é morrer por alguns segundos na hora que vê aquela reply nas suas mentions. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) Texto II Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. Texto III Blogueira responde críticas sobre sua aparência sem maquiagem Depois da campanha onde mulheres maquiaram apenas metade do rosto pelo direito de serem vaidosas, a youtuber Em Ford, do canal My Pale Skin, decidiu gravar um vídeo respondendo às críticas que recebeu sobre sua aparência sem make. O vídeo já tem mais de duas milhões de visualiza- ções e se chama You Look Disgusting (Você parece nojenta) e já virou hashtag no Twitter. Há cerca de três meses, Em decidiu mostrar como o seu rosto é ao natural, afinal, nos tutoriais, sempre está muito maquiada. Depois disso, ela começou a receber vários co- mentários maldosos como: “sério, ela já lavou esse rosto?”, “você é nojenta”, “seu rosto é tão feio”, apenas para citar alguns exemplos. No vídeo, a vlogger começa com o rosto ao natural e exibe os terríveis comentários ao fundo. Depois, começa a se maquiar e a situação muda totalmente. As pessoas come- çam a dizer “você é tão linda!”, “está maravilhosa”, “eu amo sua maquiagem”. Ela então remove toda a make e outros comentários vêm à tona, dizendo que ela é uma farsa e que engana as pessoas com sua aparência. Mas como nas redes sociais é muito difícil agradar a to- dos, Em deixa uma mensagem no final do vídeo: “você é linda. Não deixe que ninguém te diga algo diferente disso. Nem mesmo você”. Mandou bem, né? Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) PROPOSTAS DE REDAÇÃO 26 Proposta de redação 30 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Interesses econômicos ou ecológicos: quem vencerá essa batalha?, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacio- ne, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para de- fesa de seu ponto de vista. Texto I O que é uma Área de Relevante Interesse Ecológico? Uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) é uma área de pequena extensão, com pouca ou nenhuma ocupação humana, protegida por suas características na- turais singulares ou por abrigar exemplares raros da fauna e flora de uma região. Como uma unidade de conservação de uso sustentável, a ARIE tem por objetivo preservar os ecossistemas naturais de importância regional ou local e, ao mesmo tempo, regular o uso admissível dessas áreas, de modo a compatibilizá-lo com os objetivos de conservação da natureza. Em geral, estabelecidas em áreas com menos de 5 mil hectares, podem ser constituídas por terras públicas ou pri- vadas. O uso destas áreas é possível, desde que respeitados os critérios técnico-científicos para a exploração de seus produtos naturais. ARIEs são reguladas através do Plano de Manejo, e são proibidas as atividades que possam colocar em risco a conservação dos ecossistemas que protegem.De acordo com o Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), em junho de 2015, existem 35 áreas de relevante interesse ecológico no Brasil: 16 na esfera fe- deral, 11 na esfera estadual, e 8 na municipal. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) Texto II Pesquisa on-line realizada pela Docol Metais Sanitários. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. 61% 39% É possível aliar interesses econômicos com ecológicos? Sim Não Texto III Ativistas do Greenpeace são presos provisoriamente na Rússia Os tripulantes do barco do Greenpeace que organizaram um protesto em uma plataforma de petróleo russa no Ártico, acusados de pirataria, foram colocados em prisão provisória. “Foram levados para centros de detenção provisória depois de interrogatórios”, declarou à AFP, por telefone, Eugenia Belyakova, ativista do Greenpeace em Murmansk. Os 30 integrantes da tripulação do Arctic Sunrise, detido em alto mar quando seguia em direção a uma plataforma de petróleo da Gazprom, foram levados para vários cen- tros de detenção de Murmansk e seus arredores, explicou Belyakova. O comitê de investigação russo confirmou em um comu- nicado que as 30 pessoas foram colocadas em prisão provi- sória como suspeitos. O órgão destacou que três tripulantes russos já foram interrogados. Os estrangeiros, incluindo a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, serão interrogados após a chegada dos tradutores. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os 30 in- tegrantes do Greenpeace não são piratas, mas violaram a lei. “Não conheço os detalhes do que aconteceu, mas é to- talmente evidente que não são piratas”, disse Putin em um fórum internacional sobre o Ártico na cidade de Salekhard. “Mas é completamente óbvio que estas pessoas violaram as normas da lei internacional”, afirmou, antes de destacar que os ativistas “se aproximaram perigosamente da plataforma”. “Nossas forças de segurança, nossa guarda costeira não sabiam quem tentava apoderar-se da plataforma sob a apa- rência da organização Greenpeace. No contexto dos san- grentos acontecimentos no Quênia, qualquer coisa poderia acontecer”, declarou o presidente russo. As autoridades russas anunciaram a abertura de uma in- vestigação criminal por pirataria, crime que pode ser punido com pena de até 15 anos de prisão na Rússia. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016. (adaptado) Proposta de redação 31 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma- ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Alternati- vas para evitar o desperdício de alimentos, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Em seu livro Brasil: O País dos Desperdícios, o pesqui- sador da UERJ José Abrantes demonstra que desperdício no Brasil chega a 150% do PIB. Esse número diz respeito não apenas ao que se perde de alimentos, água e energia elétrica, mas também a fatores como o desemprego, analfa- betismo, doenças e não aproveitamento do lixo. Enquanto isso, ao redor do mundo, os números são bem diferentes. Nos países europeus, o desperdício está entre 20% e 25%. No Japão, é menos de 20%, e nos EUA chega a 35%, um número já considerado alto. Fazendo uma análise das perdas durante o processo de produção – água, fertilizantes, dinheiro, mão de obra, com- bustíveis, tempo – e do desperdício do próprio alimento, os números encontrados por Abrantes são impressionantes. Já na colheita, o desperdício é de 10%. Durante o trans- porte e armazenamento, a cifra é de 30%. No comércio e no varejo, a perda é de 50%, enquanto nos domicílios 10% vai para o lixo. A soma de tudo faz com que, não apenas 13 milhões de pessoas estejam passando fome no Brasil, mas também com que a comida fique muito mais cara. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) PROPOSTAS DE REDAÇÃO 27 Texto II Desperdício de alimentos no Brasil Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. Alimento utilizado 36% Colheita 20% Varejo 1% Transporte e armazenamento 8% Indústria de processamento 15% Processamento culinário e hábitos alimentares 20% Texto III Legislação inibe doar sobras de restaurantes Atualmente, o doador pode ser punido criminalmente caso o alimento que ele tenha repassado cause algum tipo de intoxicação a quem o recebeu. Embora não exista legislação que proíba, a doação de alimentos já preparados e que sobram nos restaurantes (a chamada sobra limpa) é quase nula no país. Isso porque a legislação atual prevê punir criminalmente o doador caso o alimento que ele tenha repassado cause algum tipo de intoxicação a quem o recebeu. Essa possibilidade de uma responsabilização criminal no caso de uma tragédia é um inibidor às doações. “A pessoa pode garantir a qualidade do material enquanto ele estava no seu estabelecimento, mas depois que sai, não se sabe como foi acondicionado ou manuseado. Mas a responsabilidade continua a ser de quem doou”, comenta Sabrina Vianna Men- des, da Chefia de Alimentos da Vigilância Sanitária de Curitiba. Desde 1998, tramita no Congresso um texto que tenta mudar essa lei. A proposta prevê que, caso não seja iden- tificado dolo ou negligência por parte do doador, ele não pode ser responsabilizado criminalmente no caso de morte da pessoa que recebeu a doação. Há quase 20 anos na Câ- mara, o texto já foi apensado a outros que versam no mes- mo sentido, mas até hoje não foi apreciado. OLINDA, Caroline. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. Proposta de redação 32 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma- ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Exposição de opiniões ou silêncio: a dinâmica ideal da sala de aula, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Entendendo o silêncio como um tipo particular de inte- ração e como veiculador de sentidos, uma das tarefas a que Adriana Laplane se lança em sua reflexão é precisamente extrair do termo sua polissemia e sua discursividade inarre- dáveis: silêncio, silenciamento, implícito, subentendido, ex- clusão, resistência, opressão. Torna-se necessário buscar uma formulação discursiva para o silêncio. Com isso, postula-se que o silêncio significa, que ele é significado, interpretado. O silêncio, então, não é ausência de interação, não é refú- gio voluntário e idiossincrático em meio à batalha verbal e ao domínio da fala; não é falta ou excrescência se comparado à linguagem. Antes, se o silêncio faz parte da construção do sentido (da interação, da comunicação), é também ato de lin- guagem, ato da significação. Como afirma Laplane, "onde há linguagem, há também silêncio". Se há continuidade, e não ruptura entre linguagem e silêncio, o que poderíamos enten- der da recusa da posse da palavra e do turno de fala por par- te de alunos que não falam com adultos em situação escolar? Eis que a aparente não-comunicação também faz parte da ideia de comunicação; a não-interação também faz parte da interação. O silêncio faz parte da linguagem. MORATO, Edwiges Maria. Interação e silêncio na sala de aula. Ijuí: Editora Unijuí, 2000. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016. (adaptado) Texto II Uso do tempo na sala de aula brasileira. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. Uso do tempo na sala de aula brasileira para acalmar a bagunça para burocracia para aula efetiva Texto III Alguns alunos relataram que nos momentosque um co- lega está conversando, desviando o sentido da aula, atra- palha e desfavorece o entendimento do conteúdo, pois o professor necessita fazer pausas nas explicações para cha- mar a atenção dos alunos que estão atrapalhando o desen- volvimento das atividades. Há uma necessidade, diante das respostas dos entrevistados, de ter silêncio na sala de aula, pois, segundo eles, existem momentos de interação. Eles relatam que é produtivo falar e debater o assunto estudado nos momentos adequados a essa proposta. Um aluno relatou que prefere ficar somente escutando, pois sente timidez em falar em público, apesar de ser dentro da sala de aula com seus colegas e professor; teme ser re- chaçado e ridicularizado pelo que disser. É natural algumas crianças se portarem dessa forma, que pode ser causada pela educação dentro do espaço familiar, pelo sistema den- tro da escola ou também pela sua constituição individual, sua personalidade. São vários os fatores que envolvem essa questão, que pode favorecer ou desfavorecer a relação do conhecimento construído na escola. BARBOSA, Christiane Jaroski; BORBA, Mari Teresinha Panni de. Silêncio dentro de sala de aula. Salvador, 2012. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016. Proposta de redação 33 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A prática do internamento compulsório em clínicas de reabilitação, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacio- ne, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para de- fesa de seu ponto de vista. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 28 Texto I Lei 10 216/01. Art. 6o – A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos. Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica: I – internação voluntária: aquela que se dá com o con- sentimento do usuário; II – internação involuntária: aquela que se dá sem o con- sentimento do usuário e a pedido de terceiro; e III – internação compulsória: aquela determinada pela Justiça. Art. 8o – A internação voluntária ou involuntária somen- te será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina – CRM do Estado onde se localize o estabelecimento. § 1o A internação psiquiátrica involuntária deverá, no pra- zo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabeleci- mento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo proce- dimento ser adotado quando da respectiva alta. § 2o O término da internação involuntária dar-se-á por so- licitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento. Art. 9o – A internação compulsória é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários. BRASIL, Leis. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016. (adaptado) Texto II A polêmica da internação compulsória Medida sugerida como política pública para usuários de crack provoca discussões; defensores da proposta argu- mentam que “um em cada dois dependentes químicos apresenta transtorno mental”, aqueles que discordam citam abusos e ineficácia do procedimento Para a secretária adjunta Paulina do Carmo Duarte, da Se- cretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), o discur- so que circula sobre epidemia do crack não está de acordo com a realidade. “Há no imaginário popular a ideia equivoca- da de que o Brasil está tomado pelo crack, mas o que existe é o uso em pontos específicos que pode ser combatido com atendimento na rua, não com abordagem higienista, com o mero recolhimento de usuários.” Dados do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid) revelam que 12% dos paulistanos são dependentes de álcool e apenas 0,05% usa crack. A psicóloga Marília Capponi, conselheira e representante do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP), aponta que, apesar dos dados, o crack tem sido tratado como epidemia em todo o território nacional nos últimos anos, e com isso tem sido disseminada a necessi- dade de uma resposta emergencial para resolver a questão, o que referenda a internação compulsória. Marília, que tam- bém é coordenadora de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), argumenta, porém, que essa é uma propaganda fala- ciosa. Estudos desenvolvidos em centros de pesquisa de vá- rias partes do mundo mostram que, de todas as pessoas que se submetem a tratamento para se livrar das drogas, apenas 30% conseguem deixar a dependência; mas o acompanha- mento dos casos mostra que é imprescindível o tratamento específico e muito esforço multiprofissional. O sistema de conselhos de psicologia acredita que a me- dida fere os direitos humanos e tenta destruir o movimento da reforma psiquiátrica. Defende que não basta reconhecer a insuficiência da rede de saúde na administração das ne- cessidades dos que dependem de drogas, mas estabelecer o compromisso de ampliá-la com o fortalecimento do Siste- ma Único de Saúde (SUS). Os especialistas acreditam que a opção pela internação em instituição terapêutica deve ser considerada e respeitada, mas desde que seja avaliada caso a caso – e jamais adotada como uma política pública. LOCCOMAN, Luiz. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. Texto III Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016. CÊ PROMETE QUE NÃO DEIXA ELES ME LEVAREM? CLARO! Proposta de redação 34 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda- lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema De- safios para conquistar o primeiro emprego, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Encontrar o primeiro emprego não é uma tarefa das mais fáceis. Dados do Censo de 2007 comprovam que mais onze mi- lhões de brasileiros procuram um lugar no mercado de trabalho. Para os jovens, encontrar uma vaga é ainda mais complicado. As empresas, na hora da contratação, aumentaram as exi- gências, e o desemprego fez crescer a competitividade no mercado de trabalho. Conclusão: quem nunca trabalhou, vai ter que dar um duro danado para conseguir a primeira chance. Desta maneira, as filas para conseguir emprego aumen- tam cada vez mais, disputando as poucas vagas que apare- cem nessa época de recessão. A falta de experiência é a principal barreira para o jovem conseguir trabalho. Se para quem tem experiência o em- prego está difícil, imagine só para quem está começando. Só muita persistência, preparo e conhecimento de algumas regras podem ajudar a dar o empurrão inicial. Estudar inglês ou espanhol, conhecer os principais progra- mas de computador, ter um português correto e muita dispo- sição para o trabalho são princípios básicos que um candida- to a emprego deve ter. E quem ainda não estudou tudo isso precisa demonstrar que está com muita vontade de aprender. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) PROPOSTAS DE REDAÇÃO 29 Texto II Recém-formado gasta economias em outdoor para pedir emprego PACITTI, Adam. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016. Texto III Dicas para quem está começando – Não espere muito para começar a busca. O ideal é tra- balhar desde os primeiros semestres do curso. – Procure se informar sobre a empresa para a qual você pretende se candidatar.– Esteja preparado para a entrevista de emprego: não se atrase, vista-se de acordo com o estilo da organização, desligue o celular, evite o uso de gírias e mantenha postura profissional diante do selecionador. – Organize o seu tempo para conciliar estudo e trabalho, garantindo pontualidade na empresa. – Se o primeiro passo na vida profissional for o estágio, invista nele como um emprego. Encare-o com as responsabi- lidades de qualquer trabalho. Seja pontual, dedicado e ético. – Observe os colegas de trabalho. Com base neles, você terá parâmetro para medir a sua forma de atuar na empresa, conhecerá melhor a postura da organização e saberá usar as roupas adequadas ao ambiente. – Busque estar atualizado na sua área de atuação. Partici- pe de palestras, seminários e cursos sempre que necessário. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) Proposta de redação 35 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda- lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Os efeitos dos jogos eletrônicos para o jovem, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I 5 provas científicas de que video games fazem bem à saúde Coordenação motora – Pesquisas mostram que video games podem aumentar a coordenação motora e a coorde- nação entre o olho e a mão. Um estudo realizado na Univer- sidade de Iowa (EUA) mostra que jogar três horas semanais de video games ajuda cirurgiões a terem menos erros em procedimentos pouco invasivos. Os jogos também ajudaram os médicos a realizarem os procedimentos mais rapidamente. Boa forma – Jogos como Dance Dance Revolution e In The Groove faziam a alegria de muitos adolescentes em shopping centers e em casa, sobre os tapetes apropriados para a dança. Agora, o Wii Fit permite que os jogadores rea- lizem várias atividades físicas, como surf, boxe e danças sem nem sair de casa. Algumas academias já até integraram os video games para as atividades físicas. Equilíbrio – Pesquisadores da Universidade de Ottawa, no Canadá, testaram o video game Wii em pacientes com doen- ça de Parkinson. Depois de seis semanas de treinamento diário por 30 minutos com o Wii Fit, de exercícios físicos, e 15 minutos de Wii Sports, com esportes, os participantes do estudo melho- raram significativamente o equilíbrio. Os pesquisadores acredi- tam que treinamentos desse tipo podem ajudar a diminuir o de- clínio das funções corporais em pacientes com esse problema. Cérebro – Jogar Tetris, um dos mais antigos e mais po- pulares video games, pode aumentar a eficiência do cérebro. Pesquisadores de Albuquerque (EUA) realizaram os testes com 26 garotas adolescentes que jogaram Tetris durante 30 minu- tos diários durante três meses. O estudo descobriu que as jogadoras desenvolveram um córtex mais espesso que aque- las que não jogaram. Além disso, as áreas que ficaram mais grossas são aquelas que os cientistas acreditam estar ligadas à coordenação de informações visuais, táteis e auditivas. Visão – Jogos de ação podem ajudar a aguçar a visão e até mesmo curar a ambliopia, conhecida como “olho pre- guiçoso”. Nessa condição, a visão de um olho é pior que a do outro, e o tratamento é muitas vezes feito com o uso de um tapa-olho. Entretanto, pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, descobriram que uma hora de video game pode melhorar a visão tanto quanto 400 horas do uso de tapa-olhos. Além disso, um estudo da Universidade de Rochester (EUA) descobriu que jogos de tiro em primeira pessoa melhoram a visão ao aumentar a capacidade do cére- bro de prestar atenção em vários eventos ao mesmo tempo. Claire Barthelemy, da CNN. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) Texto II ESTÁ FAZENDO UM LINDO DIA, POR QUE VOCÊ NÃO VAI BRINCAR LÁ FORA? Texto III Quais os sinais de alguém que pode estar “viciado” em jogos eletrônicos? Somente um especialista capacitado pode diagnosticar esse tipo de problema, mas existem alguns sintomas co- muns que devem ser considerados e que podem indicar um problema. A Passa muito tempo no computador ou video game. A Entra na defensiva quando confrontado sobre o problema. A Perde a noção do tempo. A Prefere passar mais tempo nos jogos que com amigos e familiares. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 30 A Perde o interesse em atividades que antes eram impor- tantes. A Torna-se socialmente isolado, irritável ou rabugento. A Estabelece uma nova vida social, apenas com amigos on-line. A Negligencia trabalhos escolares e sofre para conseguir boas notas na escola. A Gasta dinheiro em atividades inexplicáveis. A Tenta esconder que passou algum tempo jogando. Apesar disso, alguns especialistas dizem que é difícil de- finir algo como “vício em jogos”. Enquanto uns creem que isso pode ser um transtorno de ordem psicológica, outros acreditam que é apenas parte de outros problemas de or- dem psicológica. Ainda assim, eles concordam que os jogos possuem ca- racterísticas viciantes, que são a gratificação instantânea, ritmo acelerado e imprevisibilidade. Tudo o que caracteriza uma dependência está presente nos jogos eletrônicos. KARASINSKI, Vinicius. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) Proposta de redação 36 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma- ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Formas alternativas de democratização da cultura, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Jessé Souza: Brasil precisa democratizar o capital cultural À frente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplica- da, subordinado ao Ministério do Planejamento) há mais de um ano, o professor Jessé Souza considera que a democratização do que chama de capital cultural é o grande desafio do Brasil. “No fundo, é a coisa mais importante para uma socieda- de democrática moderna, pois o capital econômico é con- centrado em todo lugar, [mas o cultural, não]. Na Alemanha e na França, por exemplo, o capital cultural é 70% ou 80% democratizado. Aqui no Brasil, 20%. Esse é o grande desa- fio, pois ele é transformador na vida da pessoa”. “A transferência de renda, por si, é importante, mas o mais relevante foi o acesso ao consumo. E, a partir disso, as pessoas focaram em educação [...] e essas pessoas estão ampliando seus horizontes. Essa é a grande revolução [...]”, acrescentou. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) Texto II Tramitação da Análise dos Projetos no Ministério da Cultura. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016. Texto III Poesia quentinha Projeto literário publica poemas em sacos de pão na capital mineira Se a literatura é mesmo o alimento da alma, então os minei- ros estão diante de um verdadeiro banquete. Mais do que um pãozinho com manteiga, os moradores do bairro de Barreiro, em Belo Horizonte (MG), estão consumindo poesia brasileira no café da manhã. Graças ao projeto “Pão e poesia”, que faz do saquinho de pão um espaço para veiculação de poemas, es- critores como Affonso Romano de Sant'Anna e Fernando Brant dividem espaço com estudantes que passaram por oficinas de escrita poética. São ao todo 250 mil embalagens, distribuídas em padarias da região de Belo Horizonte, que trazem a boa li- teratura para o cotidiano de pessoas, além de dar uma chance a escritores novatos de verem seus textos impressos. Criado em 2008 por um analista de sistemas apaixonado por literatura, o “Pãoe poesia” já recebeu dois prêmios do Ministério da Cultura. Língua Portuguesa, n. 71, set. 2011. Proposta de redação 37 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma- ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Autoima- gem: ser original em tempos de imposição de padrões, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I A imagem corporal de um indivíduo é sua representação interna, que se baseia na busca de um padrão de beleza institu- cionalizado pelos meios de comunicação em massa. Os fatores utilizados na construção social da imagem podem ser psicológi- cos, políticos ou sociais. Estes definem os papéis desempenha- dos no trabalho, na família e em outros grupos. A busca pela perfeição pode estar ligada ao desejo narcísico de nos sentir- mos amados, inseridos e bem integrados em nosso grupo. A beleza como padrão é um meio que as pessoas têm buscado para conseguir saciar-se sem nunca querer sair do foco central de toda a atenção desejada. Atualmente, per- cebe-se que a aparência se tornou a essência humana, sen- do considerada mais importante do que valores e princípios que vigoravam em tempos passados. Tal preocupação com a beleza faz aumentar em grande es- cala o número de doenças relacionadas aos transtornos alimen- tares, bem como o número de cirurgias estéticas. Estas normal- mente estão associadas à ideia de felicidade, ou seja, só com mais deste ideal o indivíduo poderá alcançar o que é desejado. PAPARELLI, Luís Fernando Bezerra; PAPARELLI, Rosélia Bezerra. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. Texto II Campanha publicitária com mulheres de vários biótipos. Campanha Real Beleza. Ogilvy. 2004. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 31 Texto III Taís Araújo desabafa e fala sobre a imposição de padrões de beleza durante a infância: "Isso é cruel" Atriz estrela capa de revista de comportamento de dezembro Capa da Revista Estilo do mês de dezembro, Taís Araújo posou com looks nada convencionais. A atriz usou roupas metalizadas e deixou os cachos, que são sua marca regis- trada, tomarem conta da cena. Além disso, ela também es- banjou a boa forma em cliques exibindo a barriga chapada. Após um episódio de racismo em suas redes sociais, Taís fica feliz por ter se reerguido e se tornado um referencial para garotas negras. Segundo ela, durante sua infância, ela não teve em quem se espelhar e não esconde a alegria de poder ocupar este lugar hoje em dia. — Adoro ser um ícone para outras meninas negras. Quando eu era mais nova, era carente de ícones. Você só via aquelas bonecas loiras e de olhos azuis no mercado, e esse era um padrão de beleza impossível de alcançar. Isso é cruel. Sinto-me orgulhosa em ser uma referência. Aos 37 anos, a atriz também falou um pouco sobre seu estilo e admitiu que mudou um pouco seu jeito de se vestir após se tornar mamãe de João Vicente e Maria Antônia. — Antes eu usava estampas mais jovens, com uma cara de menina. Hoje, invisto em peças práticas, como calças, ca- sacos e vestidos. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) Proposta de redação 38 Proposta Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma- ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalida- de escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Saúde ou lucro: alimentação com transgênicos, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Transgênicos: perigo para a agricultura e a biodiversidade Os transgênicos, ou organismos geneticamente modifi- cados, são produtos de cruzamentos que jamais acontece- riam na natureza, por exemplo, arroz com bactéria. Por meio de um ramo de pesquisa relativamente novo (a Engenharia Genética), fabricantes de agroquímicos criam sementes resistentes a seus próprios agrotóxicos, ou mes- mo sementes que produzem plantas inseticidas. As empre- sas ganham com isso, mas nós pagamos um preço alto: ris- cos à nossa saúde e ao ambiente onde vivemos. O modelo agrícola baseado na utilização de sementes transgênicas é a trilha de um caminho insustentável. O au- mento dramático no uso de agroquímicos decorrentes do plantio de transgênicos é exemplo de prática que coloca em xeque o futuro dos nossos solos e de nossa biodiversi- dade agrícola. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. Texto II Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. Texto III Estudo analisa benefícios dos transgênicos na agricultura Dos US$ 24,8 bilhões acumulados pelos benefícios da adoção da biotecnologia entre a safra 1996/97 e a safra 2012/13, a cultura do milho responde por mais da metade (55%) deste montante, à frente de soja e algodão. Mas, se- gundo projeções do estudo sobre os impactos econômicos e socioambientais da biotecnologia na agricultura realizado pela Céleres e Céleres Ambiental para a Associação Brasi- leira de Sementes e Mudas (ABRASEM), que chega à sétima edição em 2014, esse cenário deve mudar nos próximos anos. Graças às novas tecnologias de soja que estão chegan- do ao mercado, a oleaginosa deve reassumir o protagonis- mo da biotecnologia, posto que ocupou até a liberação das primeiras variedades de milho geneticamente modificado, em 2007/08. A estimativa é que, nos próximos dez anos (en- tre as safras 2013/14 e 2022/23), o benefício acumulado seja de US$ 90,8 bilhões e a soja lidere com 56% do total, segui- da pelo milho com 38% e pelo algodão com 6%. Outro aspecto importante levantado pelo estudo é sobre qual benefício tem maior participação no montante calculado. O aumento de produtividade decorrente do uso de sementes transgênicas permanece como principal fator positivo e deve aumentar sua representatividade nos próxi- mos anos. Na última década, representou 52% (quase US$ 12,9 bilhões) dos ganhos econômicos, e a previsão para os próximos dez anos é que aumente sua participação e fique com 56% do total (US$ 50,8 bilhões). A redução dos custos de produção (menos aplicações de defensivos, menos uso de água e gastos menores com manejo e equipamentos) respondeu por 28% (US$ 6,9 bi- lhões), no período analisado, enquanto apenas 20% do total ficou com a indústria de sementes. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. Proposta de redação 39 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda- lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A prática de esportes como complemento à educação esco- lar, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 32 Texto I Particularidade do ensino da Educação Física, as práti- cas corporais são aquelas que se apresentam na forma de jogos, brincadeiras, ginásticas, lutas, esportes, danças e ex- pressões alternativas. A todo esse conjunto de atividades, culturalmente produzidas e historicamente situadas, con- vencionou-se chamar de cultura corporal. As aulas de Educação Física têm a difícil missão de supe- rar a perspectiva de simples hora de lazer ou mera prática esportiva, constituindo-se como um trabalho que tematiza a cultura corporal, encarada como linguagem. Com essa nova significação, a Educação Física no con- texto escolar deve ultrapassar a ideia de voltar-se apenas para o ensino do gesto motor correto. Num paralelo com as aulas de Português, seria omesmo que insistir exclusiva- mente em trabalhos escolares voltados para a mera análise gramatical, morfológica ou sintática. Na verdade, o domínio desses conhecimentos não garante a compreensão dos me- canismos da língua, tanto quanto o aprendizado exclusivo dos gestos técnicos não garante a compreensão global da linguagem corporal, embora esta tenha nos gestos técnicos alguns de seus elementos constituintes. Cabe ao professor de Educação Física problematizar, in- terpretar, relacionar, compreender com seus alunos as amplas manifestações da cultura corporal e, dessa forma, facilitar a aprendizagem de competências que levem o jovem e o adul- to a analisarem e sintetizarem uma partida, um espetáculo de dança, a ocorrência de violência e a presença de anabolizan- tes no esporte, entre outros temas igualmente importantes. No sentido de permitir o desenvolvimento da compe- tência analítica, pode-se incentivar, entre tantos outros, os trabalhos de “tradução” intersemiótica, ou seja, propiciar atividades em que os alunos experimentem “traduzir” um jogo para um poema, um filme para uma coreografia, uma aula para uma sessão de mímica etc. PCN+ Ensino Médio. Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Texto II Qual sua opinião a respeito das aulas de educação física na escola? Respostas desconexas 17% São desorganizadas 16% Boa, mas precisa melhorar 13% Ótimas 11% Precisa melhorar 2% São sem graça 1% Desnecessária 1% Boa 38% Sem resposta 1% Israel Rodrigues Vasconcelos e Alexandre Gomes Galindo. Formação de atletas ou cidadãos? Um estudo de caso sobre a aplicação do esporte nas aulas de Educação Física no ensino médio em escola estadual no Amapá. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. Texto III Desvantagens da Educação Física Nem tanto céu, nem tanto inferno! A Educação Física traz ótimos benefícios, mas também é mal utilizada nas escolas. São raras aquelas que realmente educam o aluno fisicamente para que este ganhe saúde no cotidiano e saiba, de fato, en- tender sobre o corpo humano e tudo que está ligado a ele. A seguir, você verá dois problemas bastante comuns nas escolas em relação à Educação Física. Talvez, se fossem sa- nados, ela traria ainda mais vantagens aos alunos! Pouco ensino Apesar de as aulas apoiarem o esporte, elas não ensi- nam a jogá-lo. Salvas exceções, boa parte das escolas ofe- rece uma bola às crianças e estas formam os times para se divertirem. Não há um treinamento nem um ensino tático. Se as instituições trabalhassem mais com o ensino do esporte, os resultados seriam ainda mais otimizados. Pouca teoria Há escolas que dão algumas aulas teóricas sobre Educa- ção Física ao longo do ano. No entanto, há aquelas que não. Eles não falam da anatomia humana, da história de determi- nado esporte, sobre lesões e exercícios etc. Este é um ponto falho que deveria ser melhorado, pois aprender a teoria é importantíssimo, a fim de compreender tudo que permeia o exercício. Aliás, o nome é Educação Fí- sica, não é mesmo? Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. (adaptado) Proposta de redação 40 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma- ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Os limites da privacidade condicionados à segurança, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I As câmeras de vigilância ajudam a garantir a segurança nos condomínios, mas há quem se incomode com a questão da pri- vacidade e questione: para onde vai a minha imagem? De acor- do com o advogado Fernando Schaun Reis, de Florianópolis, existem leis bem específicas sobre o uso de imagem, garantidas pelo Direito Constitucional e pelo Direito Civil. Sendo assim, não é possível que qualquer pessoa divul- gue ou tenha acesso às gravações. Antes disso, é necessária uma ordem judicial, inclusive da polícia. “O condomínio não é obrigado a ceder ou mesmo mostrar as imagens aos poli- ciais sem ordem judicial. Mas é claro que nada impede que o síndico, por bom senso, mostre ou entregue as imagens à po- lícia, no intuito de solucionar um crime”, explica o advogado. Reis se refere ao primeiro atendimento que é feito logo após um crime, realizado pela Polícia Militar – caso haja neces- sidade de investigação posterior, feita pela Polícia Civil, a or- dem judicial é obrigatória. “Nesses casos, recomenda-se que se pegue por escrito uma declaração da polícia, atestando que PROPOSTAS DE REDAÇÃO 33 ela está recebendo as imagens do condomínio e que qualquer responsabilidade pela exibição será exclusiva da pessoa que está recebendo essas imagens”, dá a dica aos síndicos. CARRASCO, Beatriz. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. Texto II DAHMER. Texto III A Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, estabelece que: Artigo III – Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. [...] Artigo XII – Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Todo homem tem direi- to a proteção da lei contra tais interferências ou ataques. Já a Constituição Federal do Brasil determina que: Art. 5o – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estran- geiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: [...] X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. Na busca desse necessário equilíbrio é que diversas en- tidades pelo mundo lutam pela regulamentação do uso das câmeras de vigilância nos espaços públicos. Fundados nos prejuízos que o mau uso de uma câmera possa acarretar, as normas pleiteadas, em geral, pugnam que: a) os “olhos eletrôni- cos” sejam utilizados para propósitos específicos, pré-definidos, sérios e importantes, e que estes propósitos sejam transparen- tes e explícitos; b) as câmeras de vigilância sejam ajustadas às necessidades e adaptadas às situações; c) soluções alternativas e menos prejudiciais à privacidade sejam consideradas ou tes- tadas antes do uso das câmeras; d) o real impacto do uso das câmeras de vigilância seja avaliado; e) seja gravado apenas o necessário e que as gravações sejam devidamente protegidas; f) os operadores do sistema sejam devidamente treinados sobre as regras de proteção ao direito de privacidade etc. MELLO, R. L. M. Câmeras de vigilância nas ruas e qualidade dos espaços públicos urbanos. Disponível em: . Acesso em: 23 set. 2016. (adaptado) Proposta de redação 41 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Igualdade salarial entre os gêneros, apresentando pro- posta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I MS tem maior diferença salarial entre homens e mulheres, diz IBGE Mato Grosso do Sul tem a maior diferença de salários entre homens e mulheres no Brasil. Os dados fazem da Pes- quisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2014, di- vulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O rendimento das mulheres equivale a 65,1% dos salários dos homens. Essa diferença vale apenas para pessoas ocu- padascom rendimento, ou seja, os dados não contemplam pessoas que estão desempregadas. Homens com renda ga- nham em média R$ 2 265, e as mulheres recebem R$ 1 474. Disponível em: . Acesso em: 23 set. 2016. (adaptado) Texto II Fonte: Relatório Global de Desigualdade de Gênero, 2015. Quanto as mulheres ganham?* * renda média anual 2006 2015 Mulheres Homens US$ 6 mil US$ 11 mil US$ 11 mil US$ 21 mil Texto III Desigualdade salarial entre homens e mulheres cai em 10 anos Em 2014, a mão de obra feminina ultrapassou, pela primeira vez, o patamar de 70% da renda masculina; mas salários continuam desiguais O rendimento médio da população ocupada teve au- mento real de 50% entre 2004 e 2014. Mas para as mulheres, a alta foi maior, de 61%. O desempenho foi ainda melhor en- tre as mulheres negras, que contaram com 77% de aumento real de renda nesse período de dez anos. Os dados fazem parte de um diagnóstico da situação da mulher trabalhado- ra brasileira, preparado pelo Instituto de Pesquisa Econômi- ca Aplicada (Ipea). As informações servem como base para ações do programa Mulher Trabalhadora, lançado pelo Mi- nistério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). O programa tem como objetivo ampliar a participação e a permanência das mulheres no mercado de trabalho, ga- rantindo igualdade de rendimentos e de oportunidades de ascensão. Para isso, o Mulher Trabalhadora irá promover po- líticas de proteção da mulher, estimular políticas que incen- tivem o compartilhamento das responsabilidades familiares e desenvolver planos de ações. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. (adaptado) PROPOSTAS DE REDAÇÃOe também mais cética em relação às grandes empresas. “Isso tem a ver com o fato de ter crescido em um ambiente de pós-recessão. Buscarão trabalhos que façam sentido e que os ajudem a mudar o mundo”, afirma. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) Texto II Existem agora quatro gerações distintas no local de trabalho Baby Boomers Geração X Geração ZGeração Y Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. Texto III Conheça a geração Z Os jovens da geração Z, que nasceram depois de 1995, começam a entrar no mercado de trabalho bastante con- fiantes. A chegada dessa nova geração ao meio organiza- cional já causa certos impactos por conta das característi- cas peculiares desses jovens e vai exigir que empresas se adaptem e apliquem novas práticas para atrair e reter esses profissionais. Pesquisas mostram que os nativos digitais são menos motivados por dinheiro que a geração Y e têm mais am- bições empreendedoras. A proatividade com relação aos meios digitais também leva muitos a desejarem ter sua pró- pria start-up. “Eles não nasceram para serem empregados, e sim para empreender e empregar. O trabalho para eles precisa ser uma extensão da casa. Essa geração vai nos en- sinar a ter prazer com o trabalho”, explica o doutor em co- municação Dado Schneider. A geração Z considera que trabalhar muito e ficar no escritório horas depois do fim do expediente não é gratifi- cante. Além disso, eles preferem trabalhar de casa. Oito em cada dez brasileiros dessa geração exigem condições de trabalho mais flexíveis que as gerações anteriores, aponta uma pesquisa da Randstad, empresa de recursos humanos. “O comportamento tanto dos jovens quanto das organi- zações está em constante mudança e evolução. As empresas precisam estar atentas e ter flexibilidade para alinhar suas prá- ticas e programas para estarem sempre atualizadas, colabo- rando na retenção e no desenvolvimento de futuros talentos”, afirma a gerente de aquisição de talentos da AkzoNobel. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 9 No campo da carreira, o mercado observa que há uma tendência a que sejam futuros profissionais com abordagem mais generalista, de acordo com Forghieri, da Randstad. Por isso, há uma preocupação por ausência de especialistas em algumas áreas. “Isso acontece por causa do amplo acesso que a geração Z tem às informações, por meio da internet, utilizando ferramentas como smartphones, tablets etc. Eles recebem muita informação, mas não se aprofundam em nada”, afirma. Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado) Proposta de redação 3 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Internet e democratização da cultura, apresentando pro- posta de intervenção que respeite os direitos humanos. Se- lecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I A internet e o conhecimento A rede mundial de computadores, a internet, é a maior invenção da história da humanidade para a difusão e de- mocratização do conhecimento. Na rede, o usuário tem acesso a ideias e dados de todas as partes do mundo. Seja uma nova técnica de cirurgia, descrita na homepage de um hospital, a todo o conteúdo da enciclopédia Britânica, tudo está disponível para o internauta. É um novo mundo, que está mudando o comportamento das pessoas. Cada vez mais se recorre à web, como fonte de lazer, estudo ou prá- ticas particulares. O e-mail, as redes sociais e os aplicativos para smartphones são outras das grandes inovações trazidas pela internet. Veja um caso prático. Você precisa de material desenvolvido na Europa. A alternativa era fazer fotocópia e mandar pelo cor- reio ou por fax. Com a rede mundial, basta pegar o arquivo e enviá-lo. Em alguns segundos, ele chega ao destinatário. A internet é a base de uma mudança maior pela qual passa toda a humanidade. Trata-se da passagem da era in- dustrial para a era do conhecimento, ou era digital. É uma verdadeira revolução, que está apenas começando. Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado) Texto II Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. Texto III Internet e acesso à cultura Nasci em 1981 e só fui conhecer a internet no final dos anos 1990. Fui morar na França em 1989, voltando para o Brasil em 1995. No período em que fiquei por lá (entre os 8 e 13 anos), tive acesso a uma série de produtos culturais que moldaram minha formação: eu podia ler no original poetas dramáticos franceses do século XVII, podia assistir a mostras da nouvelle vague no cinema da esquina, comprar mensalmente minha Cahiers du Cinéma, ter acesso a auto- res da Plêiade em boas bibliotecas sem gastar um tostão (quer dizer, pagando alguns míseros francos pelo atraso na entrega), e, depois do colégio, podia chegar em casa e sin- tonizar meu rádio nos programas da France Culture, ouvir entrevistas com autores e cineastas que me falavam coisas importantes, me ajudavam a crescer, enriqueciam minha formação. Não era como se eu tivesse tudo ao meu alcance – morava numa cidade pequena, e às vezes precisava pegar um trem para assistir a alguma mostra do Orson Welles na cidade vizinha, ou até mesmo ficar frustrado por não ter di- nheiro para comprar um disco da nova banda de jazz que tinha ouvido na rádio France Inter. Mas era um mundo muito diferente do que eu encontrei ao voltar ao Brasil, no meio dos anos 1990. Voltei a morar em Porto Alegre, e logo me senti revol- tado com o pouco que tinha à disposição. Mas, depois dos meus 20 anos, houve, de fato, uma revolução: com a inter- net, podia ouvir novamente minhas rádios francesas, ler jor- nais e revistas europeus e americanos, ter novamente aces- so a outra visão de mundo. Com a banda larga e os sites de compartilhamento, conseguia baixar filmes raros e músicas de artistas completamente ignorados pelos distribuidores no Brasil. Antes disso, como contar com os selos brasileiros para que me oferecessem as novidades do jazz, das bandas independentes e dos músicos experimentais? Enfim, não precisava mais pagar o triplo por um disco importado, nem esperar pelo lançamento de um DVD de um filme esqueci- do pelas salas de cinema, ou de uma – péssima – tradução do autor revelação da última rentrée littéraire. Eu precisava apenas de um cabo, uma conexão à internet. Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado) Proposta de redação 4 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Intervenções urbanas e denúncia social no Brasil, apresen- tando proposta de intervenção que respeite os direitos hu- manos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Intervenção urbana é a expressão utilizada para desig- nar os movimentos artísticos relacionados às intervenções visuais realizadas em espaços públicos. No início, um movi- mento underground que foi ganhando forma com o decorrer dos tempos e se estruturando. Mais do que marcos espaciais, a intervenção urbana estabelece marcas de corte. Particula- riza lugares e recria paisagens. Existem intervenções urba- nas de vários portes, indo desde pequenas inserções atra- vés de adesivos (stickers) até grandes instalações artísticas. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 10 Segundo o artista visual e arte educador Wagner Barja, “cabe observar que, atualmente nas artes visuais, a linguagem da intervenção urbana precipita-se num espaço ampliado de reflexão para o pensamento contemporâneo. Importante para o livre crescimento das artes, a linguagemdas intervenções instala-se como instrumento crítico e investigativo para elabo- ração de valores e identidades das sociedades. Aparece como uma alternativa aos circuitos oficiais, capaz de proporcionar o acesso direto e de promover um corpo a corpo da obra de arte com o público, independente de mercados consumidores ou de complexas e burocratizantes instituições culturais.” Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado) Texto II Aludindo ao número de policiais mortos, 586 cruzes foram fincadas na Praia de Copacabana no dia 1o de fevereiro de 2008, em protesto da Associação dos Militares do Estado do RJ, a fim de denunciar as condições de trabalho dos policiais militares do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. Texto III Exposição “Vacas magras” em postos de gasolina chama a atenção de fortalezenses Uma intervenção urbana tem chamado a atenção de quem passa pelas principais avenidas de Fortaleza: é a exposição “Vacas Magras”, que retrata a problemática da seca. As esculturas em tamanho real de vacas subnutridas são símbolos da seca no Sertão. Aproximar essa realidade do público que vive longe das áreas mais castigadas pela estiagem é o principal objetivo da exposição. A artista plástica Márcia Pinheiro conta que serão expostas 10 peças ao longo de 2016, em locais de grande movimento da cidade. Projetadas como intervenção urbana, as obras são itine- rantes e devem ficar pelo menos dois meses em cada ponto. A artista responsável explica que os seus trabalhos são feitos com base em alguma problemática social. Ao final do itinerá- rio, três peças serão doadas para leilão, com o intuito de aju- dar instituições que trabalham com vítimas da seca no Ceará. Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado) Proposta de redação 5 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma- ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A mídia na- cional na construção cultural e política dos brasileiros, apre- sentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I O papel(ão) da mídia na sociedade A mídia é composta pelos mais diversos meios de comuni- cação: cinema, televisão, rádio, internet, jornais, revistas, livros, panfletos, cartazes, outdoors. Enfim, tudo aquilo que comuni- ca em massa, ou seja, que torna algo comum a todos, ou a um grande número de pessoas, pode ser considerado mídia. Para a jornalista Marisa Sanematsu, a mídia informativa é um importante espaço de poder, debate e mediações de con- flitos. Ela diz que “estar na mídia é sinônimo de existir. Define os assuntos sobre os quais as pessoas conversam dentro de casa, nas reuniões sociais, no ponto de ônibus e no trabalho. Em outras palavras, a mídia tem o poder de selecionar e hierar- quizar temas, definindo prioridades. É nesse contexto que se pode afirmar que a imprensa tem muito poder e uma respon- sabilidade social muito grande na configuração da agenda de debates de uma sociedade”. Então, o papel da mídia na sociedade é informar, é definir os temas a serem discutidos, é expor ideias e formar opiniões. O papel da mídia é formar cidadãos conscientes e críticos. Mais do que tudo, o papel da mídia é ser leal com o seu público. Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado) Texto II Quino. Toda Mafalda. São Paulo, Martins Fontes, 2000 Texto III Qual o poder da mídia? Colocada assim, em toda sua brutalidade, a pergunta pode receber uma resposta igualmente brutal: a mídia é capaz de qualquer coisa. Ela provoca comportamentos, in- fluencia atitudes, cria ideologias. Em uma era em que a sociedade vive a velocidade dos bits e bytes, em que o acesso à informação, teoricamente, está à disposição de todos, não há como se desvincular sub- jetivamente: a mídia “faz a cabeça”. Notadamente, esse poder da mídia não é percebido no cotidiano das pessoas, aliás, contrariamente, “a centralida- de das mídias está disfarçada, em parte, pela predominân- cia daquela expressão segura de si e bem definida, ‘socie- dade da informação’ ou de maneira ainda mais grandiosa, ‘era da informação’”, como diz Todd Gitlin. A informação isoladamente não representa grande im- portância no universo da comunicação. Volatiliza-se rapida- mente dada sua quantidade e fugacidade. Canalizada e or- ganizada, entretanto, transforma-se em conhecimento, que na atualidade se tornou fator de superação de desigualda- des, de inserção dos excluídos e de distribuição de riquezas, o que significa, em última análise, que informação é poder. Disponível em: . Acesso em: 29 ago. 2016. (adaptado) PROPOSTAS DE REDAÇÃO 11 Proposta de redação 6 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema O apelo midiático do esporte, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumen- tos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Com investimento bilionário na Rio 2016, TV americana causa “corujão” esportivo e tenta até alterar alfabeto Os horários pouco ortodoxos, bem como a escolha dos esportes “agraciados”, são mais uma face da imensa influên- cia que a rede de TV americana NBC tem sobre não apenas os Jogos Olímpicos, mas sobre o Comitê Olímpico Interna- cional (COI). Tudo isso por força do investimento de US$ 1,3 bilhão nos direitos de transmissão da Rio 2016. Muitas pessoas que compraram ingressos para eventos de basquete, natação e vôlei de praia da Rio 2016 devem ter estra- nhado quando encontraram uma programação mais adequa- da para uma “balada” do que para uma competição esportiva – as finais na piscina, por exemplo, começam às 22h de Brasília. Não é surpresa alguma, então, que a emissora dê prio- ridade ao mercado americano, em especial no que diz res- peito a esportes que atraiam o interesse de sua audiência, como é o caso das modalidades citadas anteriormente, ou de provas de interesse universal, como a final dos 100 m ra- sos no atletismo, marcada para 22h30. Mas na Rio 2016, a NBC tentou influenciar até o protoco- lo olímpico: no início da semana, a emissora pediu ao COI que mudasse a ordem de entrada das delegações no desfile da Cerimônia de Abertura, na próxima sexta-feira. De acordo com a tradição, a ordem do desfile tem a Grécia, berço dos Jogos, abrindo o evento, e o país anfitrião fechando. A entrada do restante dos países obedece à or- dem alfabética de acordo com o idioma local. Os executivos da emissora temem um esvaziamento de sua audiência porque, de acordo com a ortografia brasilei- ra, a delegação americana desfilará entre os países iniciados com a letra E, o que poderá fazer com que parte do público mude de canal depois da passagem dos 555 atletas dos EUA. Fernando Duarte. Disponível em: . Acesso em: 5 set. 2016. (adaptado) Texto II A associação entre o símbolo olímpico e o principal cartão postal do Rio de Janeiro revela a intenção de manter o esporte como um elemento lucrativo. Texto III Jogos inspiram prática de esportes olímpicos no TO: “só falam do Phelps” Motivados por histórias de superações olímpicas e por grandes feitos, atletas mirins de Palmas começam a sonhar com um futuro nos Jogos Olímpicos. As academias de Palmas estão comemorando o aumento na procura pelas inscrições para a prática de vários esportes. O efeito Michael Phelps chegou a um grupo de crianças que praticam natação e sonham com a coleção de medalhas do americano. — Aqui, na academia,podemos dizer que melhorou a procura. Nessa época do ano, sempre temos um aumento por conta do calor na capital, mas é claro que a Olimpíada Rio 2016 melhorou as coisas. Os alunos que entram só falam em Phelps — diz Katia Simiema. Disponível em: . Acesso em: 5 set. 2016. (adaptado) Proposta de redação 7 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma- ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema O descom- passo entre a evolução tecnológica e o cuidado ambiental, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I O meio ambiente era tido, tradicionalmente, como uma fonte inesgotável de recursos naturais. Com o advento da industrialização, essa ideia tornou-se ainda mais abrangen- te, e o meio ambiente passou também a ser recipiente de resíduos gerados pelas atividades industriais. A discussão atual foca tanto a questão da utilização desen- freada dos recursos naturais quanto a geração de resíduos no que diz respeito à capacidade de suporte de nosso planeta. Internalizando as questões ambientais para o ambiente empresarial, pode-se observar que, estrategicamente, tal procedimento pode potencializar cenários de vantagens competitivas, por exemplo: redução de custos através de uma eficiência maior na utilização dos recursos, e diferen- ciação através do atendimento a mercados mais exigentes com relação às questões de cunho ambientalista. Por fim, pode-se considerar que o meio ambiente, ao lon- go da história, passou de uma fonte de recursos e recipiente de resíduos para o status de ativo da sociedade global. Nes- se sentido, observa-se que o processo de regulamentações tende a restringir as interferências das atividades humanas, numa tentativa de conservação, que, por sua vez, impactam diretamente no ambiente dos negócios, exigindo novas posturas de empresas e tomadores de decisões. BORGES, Fernando H.; TACHIBANA, Wilson K. A evolução da preocupação ambiental e seus reflexos no ambiente dos negócios: uma abordagem histórica. Disponível em: . Acesso em: 5 set. 2016. (adaptado) Texto II MAURICIO DE SOUSA. Papa-capim. 2000. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 12 Texto III Pesquisador defende benefícios do desmatamento e irrita ambientalistas Em uma apresentação que causou polêmica, o pes- quisador e ex-diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Eustáquio Reis, defendeu os benefícios do desmatamento e incomodou ambientalistas que formavam a plateia de debates do fórum sobre meio ambiente, rea- lizado paralelamente às atividades culturais do 11o Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica). Doutor em economia, Reis começou sua apresentação argumentando que não se pode falar em meio ambiente sem levar em conta as vantagens econômicas do desmata- mento. Segundo o pesquisador, na maioria das vezes há re- lação direta entre devastação e ganhos econômicos, como no norte de Mato Grosso, região que enriqueceu com base na produção de soja em larga escala. “O desmatamento não tem só custos. Tem benefícios. É fundamental ter noção dos benefícios”, destacou. “As estradas são vistas como demônios na Amazônia. Não é assim. Alguns efeitos podem ser minorados. E seria criminoso com os produtores e com o país negar oportuni- dades mais competitivas de transporte”, acrescentou. O pesquisador chegou a ouvir da plateia que sua apre- sentação era “simplista” e com falhas na análise de gráficos e dados científicos. Disponível em: . Acesso em: 5 set. 2016. (adaptado) Proposta de redação 8 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Impacto das ações sociais na qualidade de vida da popu- lação, apresentando proposta de intervenção que respei- te os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Ação Social promove qualidade de vida para Grupo da Terceira Idade com atividade física Com o objetivo de proporcionar o bem-estar físico e mental ao público da terceira idade do Serviço de Convi- vência e do Fortalecimento de Vínculos (SCFV), está incluso, no planejamento semanal, a prática de atividades físicas. Segundo estudos, a falta de atividade física pode reduzir em até dez anos a expectativa de vida, já quem se exercita reduz em até 50% a chance de desenvolver doenças crôni- cas, como câncer, diabetes e problemas cardiovasculares. As pessoas que participaram foram submetidas a uma avaliação física e funcional para o controle e correta pres- crição das atividades físicas, trabalhando de forma global e favorecendo a percepção do equilíbrio entre mente e corpo através de atividades físicas. As atividades físicas são coor- denadas pelo educador físico Rodrigo Menezes. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. (adaptado) Texto II MYRRIS Texto III Bombeiros participam de Ação Social de Limpeza Ambiental Na manhã desta terça-feira, durante a Ação Social de Limpeza Ambiental realizada pelo Movimento Mulheres Vila Dom Luís, sob a coordenação da senhora Vera Jordão, o te- nente do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, José de Ribamar Mendes, proferiu a palestra com o tema Prevenção de Acidentes na Água. Também foram repassados ensinamentos sobre pri- meiros socorros e combate a incêndio e queimadas. Uma megaestrutura foi montada para o evento, que ocorreu às margens do Rio Bacanga. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. (adaptado) Proposta de redação 9 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Sala de aula e a dinâmica perigosa da inversão de papéis, apresentando proposta de intervenção que respeite os di- reitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I CHAUNU, 2009. (adaptado) QUE NOTAS SÃO ESTAS? QUE NOTAS SÃO ESTAS? PROPOSTAS DE REDAÇÃO 13 Texto II Professores falam da transferência da educação dos pais para a escola Rossana Abbiati Spacek tem 52 anos e é professora de Língua Portuguesa e Literatura. Ela nasceu em Barra Mansa (RJ), mas vive em Uberlândia há 30 anos. Atualmente, ela le- ciona em duas escolas e disse que, devido ao mundo mo- derno e às tendências que ele trouxe, o que era para ser um auxílio acabou virando uma obrigação. “Os pais ‘depositam’ seus filhos nas escolas, pagam por isso e exigem que as insti- tuições assumam um papel que não é delas. Os pais moder- nos trabalham cada vez mais, tentando substituir o afeto com bens materiais. Há de se entender que devemos ser parcei- ros, e não adotar sozinhos essa responsabilidade de educar, que é papel da família”, disse. A opinião da Rossana Spacek também é compartilhada pela professora do ensino infantil Mariana Barcelos de Frei- tas, de 36 anos, que há um ano e meio entrou para as salas de aula como profissional da educação. Ela também não é natural de Uberlândia, mas é mineira de João Monlevade e mora na cidade do Triângulo Mineiro há 23 anos. O ideal, segundo ela, é que a educação venha de casa, e aos professores cabe reforçar esse ensino, mostrando aos alunos os “direitos e deveres” perante à escola e à família. “O professor está na escola para passar e obter troca de co- nhecimentos com a relação educador x educando”, comple- mentou. Mariana Barcelos apontou também comodificuldade no ensino o entrosamento entre pais e professores. “A maioria dos pais não acompanha o desenvolvimento dos filhos na escola e/ou em casa”, afirmou. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016 Texto III Aluno processa professor por celular retirado em sala de aula e perde Em sentença, juiz afirmou que país virou as costas para a educação e culpa novelas e reality shows A polêmica do uso de celular em sala de aula chegou aos tribunais depois que um aluno processou o seu professor por ter tomado o aparelho no meio de uma aula. O episódio aconteceu em Tobias Barreto, no Sergipe, e teve a decisão do juiz Eliezer Siqueira de Souza Júnior a favor do docente. O magistrado aproveitou a sentença para criticar as novelas, os reality shows e a ostentação, considerados pelo magistrado como contraeducação. “Julgar procedente esta demanda é desferir uma bofeta- da na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contraeducação, as novelas, os reality shows, a ostentação, o bullying intelectivo, o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem asso- lando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, en- sinando falsos valores e implodindo a educação brasileira”, afirmou o juiz. A ação foi movida pelo aluno Thiago Anderson Souza, re- presentado por sua mãe Silenilma Eunide Reis, que, segundo consta nos autos do processo, passou por “sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional” após ter o celular retirado pelo professor Odilon Oliveira Neto. O estudante disse que apenas utilizava o apa- relho para ver o horário. Porém, perante outras provas, o juiz não acreditou na versão de Thiago. Disponível em: . Acesso em: 26 nov. 2014. (adaptado) Proposta de redação 10 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda- lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema O direito à moradia, e a luta por habitação, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I A partir da inclusão da moradia no rol dos direitos sociais expressamente enunciados no art. 6º da Constituição Federal de 1988 – CF/88, consagrou-se no âmbito jurídico a afirmação do direito à moradia como direito humano e fundamental. No entanto, se enfatizarmos os aspectos históricos e políticos do tema moradia, constata-se que a mera afirmação jurídico- -formal desse direito essencial está longe de significar a sua efetividade na sociedade contemporânea. Não precisamos reforçar os dados estatísticos para demonstrar este descom- passo entre a legislação pertinente ao direito à moradia, e a injusta e excludente estrutura social urbana brasileira. STEFANIAK, João Luiz; STEFANIAK, Jeaneth Nunes. Direito humano e fundamental à moradia. Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais, Universidade Estadual de Ponta Grossa. Disponível em: . Acesso em: 25 set. 2015. (adaptado) Texto II PAPAI, LÊ AQUELE CONTO DE FADAS PRA GENTE DORMIR? “TODO BRASILEIRO TEM DIREITO À MORADIA...” CLARO! JEAN Texto III Gerôncio Henrique Neto, morto em setembro de 2015, foi um lutador pelo direito à moradia. Ele nasceu na cidade de Santana de Ipanema, no estado de Alagoas, mudou-se para São Paulo na década de 1960, e desde o início se en- volveu com os problemas da comunidade do Jardim Edith, onde se instalou com a família. As primeiras remoções de moradores da comunidade começaram nos anos 1970, para a construção de obras viá- rias. Em meados dos anos 1990, mais famílias foram retiradas. Em todos esses momentos, Gerôncio e seus familiares resis- tiram. [...] A área do Jardim Edith foi demarcada como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS) no Plano Diretor de 2002, depois de muita pressão dos moradores. [...] Depois de décadas de lutas, nas quais o Sr. Gerôncio foi protagonista, o conjunto habitacional do Jardim Edith foi cons- truído e, no final de 2012, as famílias começaram a ocupá-lo. Disponível em: . Acesso em: 7 out. 2015. (adaptado) PROPOSTAS DE REDAÇÃO 14 Proposta de redação 11 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma- ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade es- crita formal da língua portuguesa sobre o tema As consequên- cias do consumo de álcool pelos jovens para a sociedade, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Alcoolismo na adolescência Alcoolismo nunca foi problema exclusivo dos adultos. Pode também acometer os adolescentes. Hoje, no Brasil, causa grande preocupação o fato de os jovens começarem a beber cada vez mais cedo. Pior ainda, é que certamente par- te deles conviverá com a dependência do álcool no futuro. Para essa reviravolta em relação ao uso de álcool entre os adolescentes, que ocorreu bruscamente de uma geração para outra, concorreram diversos fatores de risco. O primeiro é que o consumo de bebida alcoólica é aceito e até estimula- do pela sociedade. Pais que entram em pânico quando des- cobrem que o filho ou a filha fumou maconha ou tomou um comprimido de ecstasy em uma festa acham normal que eles bebam porque, afinal, todos bebem. Sem desprezar os fatores genéticos e emocionais que in- fluem no consumo da bebida – o álcool reduz o nível de ansie- dade, e algumas pessoas estão mais propensas a desenvolver alcoolismo –, a pressão do grupo de amigos, o sentimento de onipotência próprio da juventude, o custo baixo da bebida, a falta de controle na oferta e consumo dos produtos que con- têm álcool e a ausência de limites sociais colaboram para que o primeiro contato com a bebida ocorra cada vez mais cedo. Não é raro o problema começar em casa, com a hesita- ção paterna na hora de permitir ou não que o adolescente faça uso do álcool ou com o mau exemplo que alguns pais dão, vangloriando-se de serem capazes de beber uma gar- rafa de uísque ou dez cervejas em um final de semana. Não se pode esquecer de que, em qualquer quantidade, o álcool é uma substância tóxica e que o metabolismo das pessoas mais jovens faz com que seus efeitos sejam poten- cializados. Não se pode esquecer também de que ele é res- ponsável pelo aumento do número de acidentes e atos de violência, muitos deles fatais, a que se expõem os usuários. Disponível em: . Acesso em: 16 jan. 2014. (adaptado) Texto II D iv ul g aç ão Texto III Jovens e álcool O último Levantamento Nacional sobre o Uso de Dro- gas, realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), revela que o consumo de álcool por adolescentes de 12 a 17 anos já atinge 54% dos entrevis- tados, e desses, 7% já apresentam dependência. O estudo mostrou que entre jovens de 18 a 24 anos, 78% já fizeram uso da substância e 19% deles são dependentes. Para demons- trar como o consumo de bebidas alcoólicas na adolescên- cia aumentou, no levantamento anterior, realizado em 2001, apenas 5% dos adolescentes pesquisados preenchiam os critérios para dependência do álcool. Segundo recente estudo divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em comparação com os países da América Latina, o Brasil aparece em terceiro lugar no consumo de álcool entre os adolescentes. A pesquisa foi feita com estudantes do ensino médio e incluiu 347 771 me- ninos e meninas, de 14 a 17 anos, do Brasil, da Argentina, da Bolívia, do Chile, do Equador, do Peru, do Uruguai, da Colômbia e do Paraguai. Entre os brasileiros, 48%admitiram consumir álcool. Disponível em: . Acesso em: 16 jan. 2014. (adaptado) Proposta de redação 12 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A valorização do empregado doméstico, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I No livro Libertas entre sobrados, a historiadora Lorena Telles analisa a relação entre mulheres negras e a profissão de empregada doméstica entre 1880 e 1920 no estado de São Paulo. De acordo com a autora, sua pesquisa revela que, mes- mo após o fim da escravidão, as mulheres negras continua- ram a sofrer com más condições econômicas e sociais e, principalmente, com a herança escravista da profissão. O baixo salário, por exemplo, não permitia que negras re- cém-libertas tivessem suporte mínimo para viver em São Paulo. “A regulamentação (CLT) da profissão de empregada doméstica só aconteceu em 2012, ou seja, uma série de direitos foi negada a essas mulheres por muito tempo. Essa situação indica como a profissão foi influenciada por sua herança escravista”, diz. Para a pesquisadora, a proximidade entre empregadas domésticas e o ambiente familiar também prejudicou as profissionais do lar durante a história. “Quando pensamos que a casa, onde pessoas moram, é também lugar de traba- lho, as empregadas domésticas são colocadas muito próxi- mas aos caprichos, aos cuidados dos patrões, das crianças. Portanto, acabam trabalhando muito mais do que qualquer outra profissão, sendo as primeiras a acordar e as últimas a dormir”, analisa. HISTORIADORA analisa como herança escravista influenciou profissão de empregada doméstica. Opera Mundi, São Paulo, 1o out. 2014. Disponível em: . Acesso em: 13 jan. 2015. (adaptado) PROPOSTAS DE REDAÇÃO 15 TEXTO II Disponível em: . Acesso em: 13 abr. 2015. Texto III O trabalho doméstico O trabalho doméstico pago – mas também o não pago – é uma atividade desvalorizada na maioria das socieda- des modernas, inclusive pelo fato de ser, quase sempre, executado por mulheres. Nas relações e práticas sociais, é um trabalho: 1) subestimado – uma série de atividades indispensáveis para a manutenção da formação social e efetivamente realizadas pelas mulheres não aparecem como "trabalho”; 2) desvalorizado – às tarefas domésti- cas, mesmo reconhecidas, é atribuída pouca importância; 3) isolado – é realizado, na maior parte do tempo, nas uni- dades domésticas; 4) invisível, dos pontos de vista psico- lógico, econômico e ideológico, além de ser "consumido” na mesma proporção e velocidade com que é realizado. PREUSS Miriam Raja Gabaglia. Patroas e empregadas: relações de proximidade e oposição. In: D'ÁVILA NETO, Maria Inácia; GARCIA, Cláudia Amorim (Org.). Mulher: cultura e subjetividade. Rio de Janeiro: Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia, 2007. Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2015 (adaptado) Proposta de redação 13 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda- lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema As favelas brasileiras na dinâmica das cidades, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coe- sa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Doze milhões de brasileiros moram em favelas. Se, todas juntas, elas formassem um estado, ele seria o quinto mais populoso do país, capaz de movimentar R$ 64,5 bilhões por ano. Quase dois terços de seus moradores têm menos de 35 anos. E, entre todos, 62% têm orgulho do local em que vivem. Quem divulga ao público esses dados é o livro Um país chamado favela, de autoria de Renato Meirelles e Celso Athayde. Mas o livro não trata apenas de dados. Os autores pretendem, por meio de histórias de vida, personagens e análises contextuais, desmistificar o território dos morros e comunidades – ainda encarado como um corpo estranho para quem é “do asfalto”. BLUMEN, Felipe. A favela é o local mais antropofágico do Brasil. Catraca Livre, 6 ago. 2014. Seção Urbanidade. Disponível em: . Acesso em: 7 out. 2015. (adaptado) Texto II AMARILDO. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. Texto III O pensamento contemporâneo entende a favela como um fenômeno urbano que se configura no território, sendo, portanto, parte integrante da cidade, um dos elementos da morfologia urbana que conformam seu desenho. Dessa forma, não é mais possível aceitar o conceito de favela centrado em parâmetros negativos, os quais se sus- tentam em torno das ideias de ausência, carência e homoge- neidade, e tomam como significante aquilo que a favela não é em comparação com um modelo idealizado de cidade. Só com base nesse entendimento – das favelas como par- te integrante da cidade – é possível dar início à elaboração dos projetos de urbanização, os quais não serão o “espelho da cidade convencional”; ao contrário, os projetos para as regiões periféricas, caracterizadas por toda sorte de pre- cariedades, devem apostar em uma definição baseada em novas relações de espaço, tempo e distância próprios, que entendam as rupturas e a ordem das diversas ocupações. FRANÇA, Elisabete. Urbanismo na cidade informal. A Cidade Informal no Século XXI. Disponível em: . Acesso em: 30 set. 2015. (adaptado) Proposta de redação 14 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Avanços e retrocessos no combate à violência contra crianças e adolescentes, apresentando proposta de inter- venção que respeite os direitos humanos. Selecione, orga- nize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 16 Texto I O Brasil possui uma população de 201,5 milhões de pes- soas, dos quais 59,7 milhões têm menos de 18 anos de idade. Mais da metade de todas as crianças e adolescentes brasileiros são afrodescendentes, e mais de um terço dos 821 mil indíge- nas do país são crianças. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para se desenvolverem com plenitude todo o seu potencial. A face mais trágica das violações de direitos que afetam meninos e meninas no Brasil são os homicídios de adoles- centes. De 1990 a 2014, o número de homicídios de brasilei- ros de até 19 anos mais que dobrou: passou de 5 mil para 11,1 mil casos ao ano. Isso significa que, em 2014, a cada dia, 30 crianças e adolescentes foram assassinados. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. (adaptado) Texto II Estatuto da Criança e do Adolescente Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de trata- mento cruel ou degradante, como formas de correção, disci- plina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los. Parágrafo único. Para os fins desta lei, considera-se: I – castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o ado- lescente que resulte em: a) sofrimentofísico; ou b) lesão; II – tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou ao adolescente que: a) humilhe; ou b) ameace gravemente; ou c) ridicularize. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. Texto III Página oficial do Senado no Facebook. 10 jun. 2014. Proposta de redação 15 Proposta Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade es- crita formal da língua portuguesa sobre o tema A remoção de famílias em grandes obras: poucos devem pagar por muitos?, apresentando proposta de intervenção que res- peite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Obras do Transcarioca levam a remoção de famílias no Campinho Cerca de 60 famílias, algumas das quais moram no mesmo local há mais de 30 anos, estão sendo removidas pela prefeitura da comunidade do Largo do Campinho Zona Norte do Rio para imóveis do Minha Casa Minha Vida em Cosmos na Zona Oeste. Elas são retiradas para permitir a realização de obras do corre- dor Transcarioca – faixa de ônibus segregada do trânsito que ligará a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim passando pelos bairros de Madureira e Penha. As obras, que são financiadas pelo BNDES, fazem parte do pacote da prefeitura para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. A remoção foi antecedida por um protesto dos mora- dores que se concentraram com faixas e cartazes no Largo do Campinho. Logo depois chegaram agentes da Guarda Municipal, da PM e da Comlurb para iniciar a retirada. Ca- minhões-baús estão sendo empregados para levar os per- tences dos moradores até Cosmos. A subprefeitura da Zona Norte cadastrou as famílias no ano passado antes de fazer as remoções. As negociações começaram a partir de no- vembro de 2010. Os moradores alegam que não foram no- tificados, enquanto que fiscais da prefeitura afirmam que a remoção foi previamente informada aos moradores. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. (adaptado) Texto II Éder Santos. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. Texto III Em Porto Alegre, ampliação da pista do aeroporto é obra mais esperada O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, está entre os terminais aéreos brasileiros incluídos no leilão de concessão para a iniciativa privada, apresentado pelo governo federal. Outros três aeroportos estão no pacote: de Salvador, Florianópolis e Fortaleza. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a oferta inicial no leilão deverá ser de, no mínimo, R$ 31 milhões para o aeroporto da capital gaúcha. Quanto ao prazo, será concedido por 25 anos, prorrogável por mais cinco. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 17 A previsão de investimentos é de, no mínimo, R$ 1,902 bilhão. As melhorias incluem ampliação do terminal de pas- sageiros, ampliação do pátio de aeronaves (14 pontes e 8 po- sições remotas), ampliação de pista de pouso/decolagem (3,2 mil metros) em até 52 meses e ampliação de estacionamento (4,3 mil vagas). A ampliação da pista do aeroporto, aprovada em 2015 pela Infraero, é uma das obras mais esperadas. A limitação da pista impede que aviões maiores voem com sua capacidade máxi- ma de carga e passageiros dentro do aeroporto, o que reduz a atratividade financeira do voo para as empresas aéreas. A execução da obra depende da remoção das famílias das vilas Nazaré, Floresta e Dique. A Infraero explica que, como a remoção não foi concluída, a obra não foi iniciada. Com a am- pliação, a pista aumentaria 920 metros, de 2 280 metros para 3,2 mil metros. Proposta de redação 16 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma- ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Para além dos muros: a ação da escola na comunidade, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I A função social da escola hoje deveria ser aquela compro- metida com a transformação social, lutando em favor da esco- larização para a cidadania, para que cada aluno, pela mediação do professor e também pela interação dos outros segmentos da unidade escolar, receba uma formação que possa atingir melho- res níveis de consciência social e, com isso, seja capaz de atuar como agente de transformação da sociedade em que vive. ASSUMPÇÃO, Tânia Maria de. Reflexões sobre a escola e sua interação com a comunidade: um estudo de caso. 2005. 115 f. Dissertação (Mestrado em Educação e Cultura) – Universidade do Estado de Santa Catarina, Santa Catarina, 2005. (adaptado) Texto II Quando Braz Rodrigues Nogueira assumiu a direção da Escola Municipal Presidente Campos Salles, na favela de Heliópolis, em 1995, o local estava mergulhado em violência. A praça em frente era palco de crimes como tráfico de dro- gas e estupro (certa vez, até encontraram por lá um cadáver). “Nas classes, havia cinco ou seis agressões físicas entre alunos todos os dias, e sobrava cadeirada até para mim”, lembra. O ambiente se tornou ainda mais assustador em 1999, com o assassinato de uma estudante logo após sair da aula. Foi o momento do basta. Nogueira passou, então, a organizar caminhadas anuais pela paz nas ruas da região e investiu em um programa de aproximação do colégio com a vizinhança. Se antes os estudantes, funcionários e professores viviam às voltas com problemas de segurança, hoje o Campos Salles nem sequer tem muros. “Percebi que os problemas da escola são os do bairro, e vice-versa”, conta Nogueira. GOUVEIA, Júlia. Diretor muda realidade de escola na favela de Heliópolis. Veja, São Paulo, 12 abr. 2013. Disponível em: . Acesso em: 22 out. 2015. (adaptado) Texto III Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2016. Proposta de redação 17 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda- lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema O trabalho escravo no Brasil contemporâneo, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I O trabalho escravo no Brasil No Brasil, o trabalho escravo é definido pelo Artigo 149 do Código Penal da seguinte maneira: Art. 149. Reduzir alguém à condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou à jornada exaus- tiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em ra- zão de dívida contraída com o empregador ou preposto: Pena: reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da pena correspondente à violência. § 1o. Nas mesmas penas incorre quem: I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de tra- balho; II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do traba- lhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho. § 2o. A pena é aumentada de metade, se o crime é co- metido: I – contra a criança ou adolescente; II– por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem. O trabalho escravo não é caracterizado por meras infra- ções trabalhistas. Ele é um crime contra a dignidade humana. A constatação de qualquer uma das quatro condições a seguir é suficiente para configurar a exploração de trabalho escravo: trabalho forçado, jornada exaustiva, servidão por dívida, con- diçõesdegradantes (como alojamento precário, falta de assis- tência médica, péssima alimentação, maus-tratos e violência). Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2016. (adaptado) Texto II Cerca de 50 mil trabalhadores resgatados desde 1995 Origem São migrantes provenientes do Maranhão (23,6%), Bahia (9,4%), Pará (8,9%), Minas Gerais (8,3%), Tocantins (5,6%), Piauí (5,5%), Mato Grosso (5,5%). RAIO X: QUEM É O TRABALHADOR ESCRAVO CONTEMPORÂNEO Trabalhadores libertados entre 2003 e 2014 (por atividade) 398 | confecção 1 312 |outro 1% 3% 3% 1 228 | reflorestamento 1% 565 | extrativismo25% 11 077 | cana 5% 2 101 | construção 1% 276 | mineração 8% 3 630 | carvão 19% 8 260 | outras lavouras 5% 2 168 | desmatamento 29% 12 458 | pecuária Escolaridade 33% analfabetos 39% só chegaram até a quarta série Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2016. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 18 Texto III Aplicativo monitora se grifes combatem (ou não) o trabalho escravo A ONG Repórter Brasil lançou uma nova versão do seu aplicativo para o consumo consciente de roupas, o Moda Livre. O aplicativo avalia e monitora as ações que as principais empresas do setor vêm tomando para evitar que as suas pe- ças sejam produzidas por mão de obra escrava. Além disso, oferece ao consumidor, de forma ágil e acessível, informa- ções e notícias sobre as marcas envolvidas em casos de tra- balho escravo na indústria do vestuário nacional. CARVALHO, Fábio. Aplicativo monitora se grifes combatem ou não o trabalho escravo. 180 graus. Disponível em: . Acesso em: 25 jul. 2016. (adaptado) Proposta de redação 18 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A segurança pública e o porte de armas, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Em 2005, 63% dos brasileiros votam em referendo a favor do comércio de armas Em 20 de fevereiro de 1997, o então presidente da República Fernando Henrique Cardoso sancionou a primei- ra lei que endureceu a posição oficial em relação à posse de armas, tornando o porte ilegal um crime inafiançável e passível de encarceramento de um a quatro anos. A lei 9 437 também foi a responsável por criar o Sistema Nacional de Armas (Sinarm), em vigor até hoje. Em 2003, o Congresso votava o Estatuto do Desarmamen- to, que enfrentou grande oposição por parte da chamada “bancada das armas”. A principal polêmica era com relação à realização de um referendo, no qual a população poderia optar por acabar com o comércio desses produtos. Em 23 de outubro daquele ano, o projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados; dois meses depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto, que se transformou na lei 10 826. Disponível em: . Acesso em: 6 set. 2016. (adaptado) Texto II Controle de armas pelo Estatuto do Desarmamento está sob pressão no Brasil Brasília – Enquanto a discussão sobre o controle de ar- mas ganha força nos Estados Unidos, o Brasil vive um mo- vimento inverso, com diversas tentativas de parlamentares para flexibilizar o acesso às armas de fogo e aumentar o número de categorias com direito ao porte de arma, alerta Melina Risso, diretora do Instituto Sou da Paz, organização não governamental que atua na prevenção da violência. No Brasil, a presidenta Dilma Rousseff vetou integralmen- te o texto do Projeto de Lei 87/2011. A justificativa foi que, se sancionado, implicaria maior quantidade de armas de fogo em circulação, "na contramão da política nacional de comba- te à violência e em afronta ao Estatuto do Desarmamento". Para o deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ), autor do projeto vetado – que previa o porte de arma, mesmo fora de serviço, para integrantes das Forças Armadas, agentes e guardas prisionais, integrantes das escoltas de presos e guardas portuários – a alteração é fundamental para ga- rantir a segurança pessoal desses profissionais, que muitas vezes são "coagidos e sofrem ameaças" em função da ativi- dade que exercem. "Queremos menos armas nas mãos dos bandidos, porque isso é que representa o risco", enfatizou. Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2013. (adaptado) Texto III Disponível em: . Acesso em: 6 set. 2016. Proposta de redação 19 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo- dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Os impactos das redes sociais nas relações interpessoais, apresentando proposta de intervenção que respeite os di- reitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I A psicóloga e pesquisadora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Sherry Turkle, escreve sobre tecnologia e relações pessoais em seu livro Alone Together – Why We Expect More From Technology and Less From Each Other, algo como “Juntos sozinhos – Por que esperamos mais da tecnologia e menos de cada um de nós”. Sherry ouviu 450 pessoas e concluiu: a enxurrada de dis- positivos tecnológicos compromete a sociabilidade. Para Sherry, no mundo virtual, as relações são menos profundas e até ilusórias; e as múltiplas amizades das redes sociais são, na verdade, uma redução da amizade. Sherry aponta a diluição no ambiente virtual de aspectos fundamentais das relações sociais no mundo físico. “Quan- do desempenhamos um papel na vida real, contamos com o tom da nossa voz, com a tensão de nossos músculos e com o movimento do nosso corpo para nos comunicar. Aprende- mos a interpretar esses sinais”, diz. “Isso não é irrelevante e não pode ser substituído por linhas postadas no mural do Facebook.” HONORATO, Renata. Pesquisadora aponta riscos de reduzir relações pessoais à internet. Exame, São Paulo, 11 abr. 2015. Disponível em: . Acesso em: 13 set. 2015. (adaptado) PROPOSTAS DE REDAÇÃO 19 Texto II ALPINO. Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2016. Texto III Levando em conta a dificuldade atual de se viver sem tecnologia, também há coisas que se pode fazer para tentar integrar o uso dos telefones celulares de maneira mais sau- dável no dia a dia. Uma delas é reconhecer que atualmente temos ferramen- tas poderosas e de grande auxílio em diversos momentos, mas justamente por serem tão importantes, também podem impedir que as pessoas estejam presentes “de corpo e alma” em outras atividades. Saber disso já pode ajudar a definir como e quando se vai interagir com o aparelho de telefone. É importante também estabelecer limites. Assim, é pro- veitoso agendar uma parte do tempo livre com atividades que incluam outras pessoas, como um almoço com amigos, uma reunião com a família ou mesmo a leitura de um livro. MANO, Ana Luiza. Vício em smartphones: como mudar nossa relação com eles. Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática, São Paulo, ago. 2014. Disponível em: . Acesso em: 13 set. 2015. (adaptado) Proposta de redação 20 Proposta Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade es- crita formal da língua portuguesa sobre o tema Trabalho e qualidade de vida, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e re- lacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I Quarenta e três por cento prefere trabalho flexível aum amento, diz pesquisa Mais dinheiro ou mais tempo? Segundo um estudo di- vulgado pela Unify, 43% dos profissionais negariam um au- mento de salário de 10%, se pudessem ter mais flexibilidade no trabalho. Quando confrontados com a possibilidade de ganhar 20% a mais, 36% dos entrevistados ainda assim prefeririam dias e horários mais adaptáveis. Outra descoberta da pesquisa foi que um terço das pes- soas trocaria de empregador se recebesse uma oferta de trabalho mais flexível do que a atual. A preocupação com a qualidade de vida é a principal ex- plicação por trás dos números. Entre as razões mais citadas estão a facilidade para lidar com as responsabilidades fami- liares (43%) e as possibilidades de ter mais tempo livre (38%). Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. (adaptado) Texto II Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. Texto III Flexibilização de horário exige cautela mesmo se há apoio dos funcionários Mesmo quando funcionários e empregador em mútuo acordo desejam, por exemplo, encurtar o intervalo de al- moço para encerrar o expediente mais cedo, advogados alertam que o trato pode render um futuro passivo judicial. A flexibilização do horário de almoço é apenas um dos vários exemplos em que tanto empresa quanto funcionário são favoráveis a um afrouxamento das regras, mas que sob o ponto de vista jurídico surgem problemas. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que os trabalhadores não são favorá- veis apenas à flexibilização do almoço (58% de apoio), mas também aos horários de entrada e saída (71%) e ao acúmulo de horas extras para obter folgas (63%). Mas seja qual for o pleito, as flexibilizações sempre acen- dem uma luz amarela, se não vermelha, para os empresá- rios. “Hoje não existe possibilidade de flexibilizar. Não só por rigidez da legislação em si como por interpretação dos tribunais, que dizem que essas situações não são possíveis”, afirma o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. (adaptado) Proposta de redação 21 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda- lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema For- mas de incentivar a leitura desde a infância, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. PROPOSTAS DE REDAÇÃO 20 Texto I O que é o PROLER? O Programa Nacional de Incentivo à Leitura (PROLER) tem por finalidade contribuir para a ampliação do direito à leitura, promovendo condições de acesso a práticas de leitura e de es- crita críticas e criativas. Isto implica articular a leitura com ou- tras expressões culturais, propiciar o acesso a materiais escritos, abrir novos espaços de leitura e integrar as práticas de leitura aos hábitos espontâneos da sociedade, constituindo, dentro e fora da biblioteca e escola, uma sociedade leitora na qual a par- ticipação dos cidadãos no processo democrático seja efetiva. Criado pelo Decreto nº 519 de 13 de maio de 1992, o Pro- grama Nacional de Incentivo à Leitura – PROLER pretende cada vez mais ser uma rede referência em valorização social da leitura e da escrita, presente em todo país, com qualida- de, diversidade e inovação. Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2016. (adaptado) Texto II Projetos de Promoção da Leitura A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) foi pioneira no país em projetos de estímulo à leitura, ao beneficiar uma clientela de crianças e jovens que não têm acesso permanente a um acervo variado de livros de quali- dade, entre os quais destacamos: A Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso – o Instituto Ecofuturo, em 1999, criou as Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso. A partir de 2001, a FNLIJ foi contratada para executar este projeto para o Instituto Ecofuturo, ONG vinculada à Suzano Papel e Celulose. É uma ação que considera a biblioteca como um espaço democrático de acesso ao conhecimento. A Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens – realizado anual- mente, no Rio de Janeiro, desde 1999. É a única feira de livros exclusivamente de obras de literatura infantil e juvenil, com lançamentos de livros, encontros com autores, performances de ilustradores e um seminário dirigido ao público adulto. A Concurso "Os Melhores Programas de Incentivo à Leitura junto a Crianças e Jovens de todo o Brasil" – ação criada pela FNLIJ para promover a leitura e mapear as iniciativas de incentivo à leitura existentes. Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2016. (adaptado) Texto III Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2016. Proposta de redação 22 Proposta Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade es- crita formal da língua portuguesa sobre o tema A tecnolo- gia como aliada na sala de aula, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumen- tos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto I A tecnologia é aliada em sala de aula A tecnologia vem mudando significativamente as rela- ções humanas em todos os aspectos da sociedade. O im- pacto dessas mudanças também ocorre no ensino formal, que tem passado por verdadeira revolução para se adequar às novas plataformas tecnológicas e de comunicação. Em decorrência desse fenômeno, o professor deixou de ser a única fonte de conhecimento para o aluno, que hoje dispõe da facilidade de acesso ao computador e, consequente- mente, à internet e às redes sociais, e também aos dispo- sitivos móveis com características de interatividade, como tablets e celulares. Segundo o professor Eduardo Chaves, docente da Unicamp e membro do Fórum de Líderes de Educação da Microsoft Corporation, a geração atual já nasceu conectada e encara as novas tecnologias com maior naturalidade. Sendo assim, a escola deve estar atenta às necessidades dos chamados “nativos digitais” e preparar os professores para manter essa geração motivada em sala de aula. “O mundo mudou e os alunos mudaram. Hoje eles têm acesso a todo tipo de informação a qualquer hora e em qualquer lugar e isso não pode ser ignorado”, explica o professor. Texto II Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. Texto III Lei proíbe uso de celular na sala de aula A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em maio de 2008, uma lei que proíbe alunos de usar celulares e aparelhos eletrônicos como MP3 players e video games em escolas públicas e privadas da Educação Básica. Está libera- da a utilização nos intervalos e horários de recreio, fora da sala de aula, cabendo ao professor encaminhar à direção o aluno que descumprir a regra. O projeto de lei que originou PROPOSTAS DE REDAÇÃO 21 a norma diz que o uso do telefone pode desviar a atenção dos alunos, possibilitar fraudes durante as avaliações e pro- vocar conflitos entre professores e alunos e alunos entre si, influenciando o rendimento escolar. Se por um lado, a tec- nologia serve de apoio às ações educacionais, por outro o seu uso exacerbado se torna um empecilho. Há diferenças entre a discussão das formas e dos modos de fazer uso de tecnologias em espaços coletivos e sua exclusão. A escola tem o dever de humanizar e educar cidadãos, posicionan- do-se por vezes no fio da navalha entre exercer a autoridade e ser autoritária. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. Proposta de redação 23 A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e