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Propostas
SEÇÃO II
77
Proposta de redação 1
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
A busca por refúgio no Brasil de hoje, apresentando pro-
posta de intervenção que respeite os direitos humanos. Se-
lecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Deslocando-se através das fronteiras
A prática de conceder asilo em terras estrangeiras a pes-
soas que estão fugindo de perseguição é uma das caracte-
rísticas mais antigas da civilização. Referências a essa prática 
foram encontradas em textos escritos há 3 500 anos, durante 
o florescimento dos antigos grandes impérios do Oriente 
Médio, como o Hitita, Babilônico, Assírio e Egípcio antigo.
Mais de três milênios depois, a proteção de refugiados 
foi estabelecida como missão principal da Agência da ONU 
para refugiados (ACNUR), que foi constituída para assistir, 
entre outros, os refugiados que esperavam para retornar 
aos seus países de origem no final da II Guerra Mundial.
A Convenção de Refugiados de 1951, que estabeleceu 
a ACNUR, determina que um refugiado é a pessoa que “te-
mendo ser perseguida por motivos de raça, religião, nacio-
nalidade, grupo social ou opiniões políticas, se encontra fora 
do país de sua nacionalidade e que não pode ou, em virtude 
desse temor, não quer valer-se da proteção desse país”.
Desde então, o ACNUR tem oferecido proteção e assis-
tência para dezenas de milhões de refugiados, encontran-
do soluções duradouras para muitos deles. Os padrões da 
migração se tornaram cada vez mais complexos nos tem-
pos modernos, envolvendo não apenas refugiados, mas 
também milhões de migrantes econômicos. Mas refugiados 
e migrantes, mesmo que viajem da mesma forma com fre-
quência, são fundamentalmente distintos, e por esta razão 
são tratados de maneira muito diferente perante o direito 
internacional moderno.
Migrantes, especialmente migrantes econômicos, deci-
dem deslocar-se para melhorar as perspectivas para si mes-
mos e para suas famílias. Já os refugiados necessitam des-
locar-se para salvar suas vidas ou preservar sua liberdade. 
Eles não possuem proteção de seu próprio Estado e de fato 
muitas vezes é seu próprio governo que ameaça persegui-
-los. Se outros países não os aceitarem em seus territórios, e 
não os auxiliarem uma vez acolhidos, poderão estar conde-
nando estas pessoas à morte ou a uma vida insuportável nas 
sombras, sem sustento e sem direitos.
 Disponível em: . 
Acesso em: 30 jan. 2016.
Texto II
Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016.
Texto III
Brasil tem boa vontade, mas estrutura é precária 
para receber refugiados
A boa vontade demonstrada pelo governo brasileiro nas 
últimas semanas em receber refugiados sírios no país es-
barra na falta de estrutura do sistema público para analisar 
a concessão do registro nacional de estrangeiros. O Brasil 
tem hoje 8 400 refugiados conhecidos, mas deste total, ape-
nas 791 foram reconhecidos como tal entre janeiro e agosto 
deste ano. Os dados são do próprio Conselho Nacional para 
Refugiados (Conare), órgão ligado ao Ministério da Justiça. 
No mesmo período, foram indeferidas 223 solicitações. 
O Conare analisa uma média mensal de 126 solicitações 
de refúgio feita por estrangeiros que chegam ao Brasil. [...] 
Em alguns casos, as análises demoram mais de ano. Havia 
até agosto 12 668 solicitações aguardando julgamento.
Essa demora, no entanto, é apenas um dos problemas. 
O país ainda não tem um plano nacional para refugiados. 
Para o representante da Coordenadoria de Política Migra-
tória e Universidades da UFPR, José Antônio Peres Gediel, 
as principais questões sobre a falta de estrutura para o re-
cebimento de refugiados no país passam pela ausência de 
estabelecimentos de acolhimento, cursos adequados de lín-
guas, melhorias no sistema de revalidação de diplomas, de 
Propostas de redação 
8
reforços nas equipes do Conare e de políticas públicas de saúde 
e educação específicas. “Não temos políticas públicas consis-
tentes no Brasil”, disse. Sobre aspectos da saúde, Gediel lem-
brou que é fundamental adequar o atendimento a alguns refu-
giados para se adaptarem à cultura brasileira gradativamente.
Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 2
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda-
lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A 
geração Z brasileira e o mundo do trabalho, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Geração Z mudará o mundo
Acabou o egoísmo, o narcisismo selfie, a obsessão pelo 
consumo e a passividade que isso acarreta. Há uma geração 
que quer salvar o mundo, mas ainda não sabe como. Nas-
ceu ou cresceu em plena recessão, em um mundo fustigado 
pelo terrorismo, índices de desemprego galopantes e uma 
sensação apocalíptica provocada pelas mudanças climá-
ticas. [...] Viram como seus antecessores desperdiçavam o 
tempo acumulando títulos universitários e mestrados para 
depois serem preteridos em entrevistas de trabalho por 
causa de sua excessiva qualificação. São a geração Z, o gru-
po demográfico nascido entre 1994 e 2010, e que representa 
25,9% da população mundial. Os especialistas já analisam 
todos os traços de sua personalidade. Basicamente porque 
são o mercado que se avizinha.
A teoria do consumo diz que o segmento populacional 
dos 18 aos 24 anos é o mais influente. As gerações ante-
riores e as posteriores sempre querem se parecer com ele. 
É a referência estética. E os Z – assim chamados por virem 
depois das gerações X e Y – começam a posicionar-se no 
topo dessa pirâmide de influência, e em cinco anos a te-
rão dominado. Segundo a câmara de comércio dos EUA, 
sua influência no consumo de suas famílias no país alcança 
atualmente o equivalente a 1,8 trilhão de reais.
Essa geração já não se conforma em ser sujeito passivo 
de marcas e publicações, deseja produzir seus conteúdos. 
E consegue, através do YouTube, onde as novas celebrida-
des surgidas nessa mídia já são mais populares do que as 
da indústria do entretenimento tradicional (63% contra 37%, 
segundo o Cassandra Report, um dos relatórios mais uti-
lizados pelas grandes empresas para sondar os gostos da 
juventude). Ou por meio de aplicativos como o Vine (para 
vídeos em loop) e plataformas on-line como o Playbuzz, a 
guinada do popular site de histórias virais Buzzfeed, onde 
agora os conteúdos são postados pelos usuários, que já so-
mam 80 milhões por mês, segundo o Google Analytics.
Em sintonia com os tempos de mudança, a consciên-
cia social e as atividades de voluntariado ganham espaço. 
Segundo a última pesquisa da Millennial Branding (com jo-
vens dos EUA), 76% gostariam de participar de algum tipo 
de ONG, e também 76% estão preocupados com questões 
climáticas. “Exigem a igualdade entre pessoas de raça e 
sexo diferentes. Querem mudar o mundo apoiando suas co-
munidades locais”, argumenta Dan Schawbel, fundador do 
WorkplaceTrends.com e autor do best-seller Me 2.0: Build a 
Powerful Brand To Achieve Career Success (Eu 2.0: Construa 
uma Poderosa Marca para Alcançar o Sucesso na Carreira, 
em tradução livre).
O espírito crítico renasce. O mal-estar cresce e é subs-
tituído por abordagens práticas e concretas. Somente 6% 
têm medo do futuro, segundo o último Cassandra Report. 
Mas aumenta a desconfiança em relação às grandes corpo-
rações. Dois terços dos jovens que aparecem na maioria das 
pesquisas querem fundar sua empresa. Para Anne Boysen, 
essa geração será mais cautelosa e realista,com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
O impacto das palavras estrangeiras inseridas na língua 
portuguesa, apresentando proposta de intervenção que 
respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacio-
ne, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para de-
fesa de seu ponto de vista.
Texto I
ADÃO. Folha de S.Paulo. 2003. 
Texto II
Uma das coisas que nos faz brasileiros é o fato de falarmos 
português, ou seja, nossa língua colabora a nos definir como 
nação. Ela é o produto da mescla de outras, e é influenciada 
ainda hoje por muitas mais. Por estar viva, a língua portugue-
sa, a todo momento, incorpora vocabulário, expressões e, até 
mesmo, entonações de outros idiomas. Todas as nossas fron-
teiras terrestres são com países que têm o espanhol como 
língua oficial, perto dos quais é latente ver (e ouvir) influên-
cia mútua. Línguas indígenas e de diversos povos africanos 
também deixaram marcas significativas em nossa linguagem. 
Faltar-nos-ia tempo e espaço para falar das influências, ainda 
que menores, de franceses, holandeses, alemães, orientais 
etc. Atualmente, contudo, nenhuma outra língua deixa-nos 
tantas influências quanto a inglesa. Comidas, produtos, ser-
viços, termos técnicos, e mais: filmes, séries, frases de efeito, 
nomes... Muito do que falamos é anglicano.
Um defensor radical talvez diga que prefere, por exem-
plo, o termo “autorretrato”, em detrimento de selfie, alegan-
do que aquele é em português e não utiliza o empréstimo 
linguístico americano. É possível que tal radicalismo seja bar-
rado no fato de que “auto”, o prefixo da suposta palavra em 
português, vem do grego, ou seja, a rigor, também é estran-
geirismo.
TEODÓSIO, É. Patriotismo linguístico cotidiano. Linha Direta, 
Belo Horizonte, ed. 212, p. 100-102, nov. 2015.
Texto III
Proposta de redação 24
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
Boas maneiras no cotidiano, apresentando proposta de in-
tervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, or-
ganize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos 
e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Manual de boas maneiras no trânsito
Pedestres
– Use a faixa de segurança para atravessar. Assim como 
você espera do motorista a boa educação de parar o veícu-
lo quando estiver na faixa, ele espera que você atravesse no 
local destinado a isso.
– Não se deve atravessar por entre os carros. No entanto, se 
você decidir fazê-lo porque não há faixa de pedestres, faça 
um sinal amistoso com a mão aos condutores, de forma a 
chamar a sua atenção.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
22
– Quem atravessa uma via às pressas, aproveitando que o 
sinal está prestes a ficar verde para os carros, não comete 
infração, mas imprudência.
Disponível em: . 
Acesso em: 16 set. 2016.
Texto II
DUKE.
Texto III
O que fazer quando o aluno me xinga e 
me desrespeita?
A doutora Luciene Tognetta, do Grupo de Estudo e Pes-
quisa em Educação Moral da Unicamp, explica que alguns 
alunos precisam de intervenções para aprender a se expres-
sar com respeito. 
O ideal é que, em uma conversa privada, você coloque a 
ele o que sentiu. Ouça-o também e legitime os sentimentos 
dele. Diga ter entendido que ele esteja bravo, mas que há 
formas não ofensivas de se manifestar. Peça que o próprio 
estudante as aponte. Com isso, você mostra como resolver 
conflitos de maneira assertiva. Punições controlam o proble-
ma só por um tempo, pois não promovem a tomada de cons-
ciência das reais consequências dos atos. Tirar pontos por 
comportamento, uma atitude comum, é um uso abusivo do 
nosso poder e desvirtua o processo de avaliação, que deve 
centrar-se na aprendizagem.
Disponível em: . 
Acesso em: 21 set. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 25
Proposta
Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e 
nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, 
redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade es-
crita formal da língua portuguesa sobre o tema A relevância 
da arte para o ser social: o que é arte?, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coe-
sa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I 
A importância do ensino das artes na escola
No dia 3 de maio [de 2016], o teatro, as artes visuais e 
a dança foram incorporados ao currículo do ensino bási-
co brasileiro. Até então, apenas a música era componente 
“obrigatório, mas não exclusivo” do ensino de arte na Lei 
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Escolas públi-
cas e privadas têm cinco anos para se adequar aos novos 
padrões.
“A arte não é babado cultural, não é enfeite para botar 
em parede”, disse a professora Ana Mae Barbosa, uma das 
principais referências no estudo de arte-educação no Brasil. 
Em entrevista a Época, a especialista comemorou a apro-
vação da lei e falou sobre a contribuição que o ensino de 
arte traz à aprendizagem. Entre eles, o desenvolvimento da 
capacidade de interpretação: “ao interpretar, você amplia a 
sua inteligência e a sua capacidade perceptiva, que vai apli-
car em qualquer área da vida”.
Disponível em: . 
Acesso em: 26 ago. 2017. (adaptado)
Texto II 
Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017.
Texto III 
Arte (nome feminino)
1. Aplicação do saber à obtenção de resultados práticos, 
sobretudo quando aliado ao engenho; habilidade.
2. Ofício que exige a passagem por uma aprendizagem.
3. Conjunto das técnicas para produzir algo; técnica 
 especial.
4. 
vidade criativa.
5. Conjunto das atividades humanas que visam essa 
 expressão.
6. Criação de obras artísticas.
7. 
ríodo ou lugar.
8. Capacidade; dom; jeito.
9. Artimanha; astúcia.
Dicionário da língua portuguesa. Porto Editora. Versão digital. 
Acesso em: 26 ago. 2017. (adaptado)
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
Expressão de um ideal estético por meio de uma ati-
Conjunto das obras artísticas de um determinado pe-
23
Proposta de redação 26
Texto I
O que é meritocracia?
A palavra meritocracia vem do latim mereo, que significa 
obter, merecer e pode ser definida como forma de atuação 
baseada no mérito, na qual as posições hierárquicas e ou-
tras recompensas são conquistadas pelos colaboradores que 
atingem os resultados esperados e apresentam no dia a dia 
de trabalho as competências de liderança, técnicas e estra-
tégicas estabelecidas previamente pelas organizações. São 
muitas as empresas que hoje aplicam critérios meritocráticos 
em seus sistemas de reconhecimento, recompensa e gestão 
de carreira, ou seja, que têm como objetivo valorizar e reter 
os colaboradores que realmente fazem a diferença nos negó-
cios, que garantem os resultados e o crescimento constante 
da organização.
A globalização influenciou, e muito, na difusão da cultura 
meritocrática nas organizações aqui no Brasil. As primeiras 
empresas a estabelecerem uma gestão de desempenho de 
pessoas e equipes baseado em metas quantitativas e qualita-
tivas foram as multinacionais de grande porte, que há mais ou 
menos dez anos praticam esse modelo de gestão. Com base 
nisso, as demais empresas foram constatando os benefícios 
da prática dessa gestão de desempenho que tinha como ob-
jetivo valorizar e estimular não só o desenvolvimento dos co-
laboradores e das equipes, mas também o desenvolvimento 
e maturação de uma cultura meritocrática, e replicaram-na 
internamente em suas estruturas de gestão de pessoas.
Atualmente, são vários os mecanismos que as empresas 
usam para reconhecer e recompensar esses colaboradores 
(de nível executivo a operacional) que atingem os resultados 
qualitativos e quantitativos:ascensão na hierarquia, aumen-
to do salário fixo, impacto na remuneração variável, viagens, 
treinamentos, bolsas de estudo, entre outros.
ESTEVES, Sofia. Disponível em: . 
Acesso em: 16 set. 2016. (adaptado)
Texto II
Texto de juíza que desnuda os mitos da “meritocracia” 
“viraliza” nas redes sociais
Juíza usa sua própria história para desmascarar as falácias 
da tão propalada meritocracia. Entre os pontos abordados, 
Fernanda Orsomarzo afirma que se esforçou para chegar ao 
cargo que tem hoje, mas jamais teria conseguido se não ti-
vesse acesso a uma série de privilégios. Confira a íntegra do 
texto que viralizou:
Ralei duro para ser Juíza de Direito. Cheguei a estudar 
doze horas por dia em busca da concretização do tão almeja-
do sonho. Abdiquei de festas, passei feriados em frente aos 
livros, perdi momentos únicos em família. Sim, o esforço pes-
soal contou. Mas dizer que isso é mérito meu soa, no mínimo, 
hipócrita.
Em primeiro lugar, nasci branca. Faço parte de uma típi-
ca família de classe média. Estudei em escola particular, fre-
quentei cursos de inglês e informática, tive acesso a filmes e 
livros. Contei com pais presentes e preocupados com a mi-
nha formação. Jamais me faltou café da manhã, almoço e jan-
tar. Nunca me preocupei com merenda ou material escolar.
Todos têm suas lutas e histórias de vida. Todos enfrentam 
dificuldades e desafios. Porém, enquanto para alguns esses en-
traves não passam de meras pedras no caminho, para outros 
a vida em si é uma pedra no caminho. Meu esforço individual 
contou, mas eu nada seria sem as inúmeras oportunidades pro-
porcionadas pelo fato de ter nascido – repito – branca e no seio 
de uma família de classe média minimamente estruturada.
O mérito não é meu. Na linha da corrida em busca do su-
cesso e realização, eu saí na frente desde que nasci. Não é jus-
to, não é honesto exigir que um garoto que sequer tem pro-
fessores pagos pelo Estado entre nessa competição em iguais 
condições. Nunca, jamais estivemos em iguais condições.
Disponível em: . 
Acesso em: 16 set. 2016. (adaptado)
Texto III
Juíza mineira rebate texto sobre “meritocracia” 
de juíza do PR e “viraliza”
A opinião de Fernanda Orsomarzo gerou dezenas de co-
mentários, de gente a favor ou contra a meritocracia. Uma das 
pessoas que discordou foi a juíza mineira Ludmila Lins Grilo, 
que disse que independentemente da cor de pele ou condi-
ção financeira da pessoa, a meritocracia conta sim no sucesso 
de um indivíduo. Ela invoca as pessoas a “se levantarem” e 
buscarem o sucesso. Veja o que ela postou sobre o assunto:
Enquanto a Fernanda diz que só é juíza porque também 
recebeu um “empurrãozinho” da vida, eu te digo que esse 
empurrãozinho não é necessário: você pode começar do 
zero. Não temos castas no Brasil. Um rico pode ficar pobre e 
um pobre pode ficar rico.
Enquanto a Fernanda te diz que você deve esperar tudo 
do Estado, eu te digo que você não deve esperar NADA do 
Estado. Levante-se! Faça você mesmo! Come on!
Enquanto Fernanda invoca questões raciais para dizer que 
esta circunstância a ajudou na vida, eu te digo: deixe o ra-
cismo com eles. Independentemente da sua cor, você PODE.
Enquanto a Fernanda te conta que você deve ter revolta, 
eu te digo: você deve ter otimismo, força de vontade e FÉ.
Enquanto a Fernanda te estimula a permanecer onde 
está, por não ter condições financeiras, eu te digo: ignore sua 
condição financeira. Não fique onde está, se não te agrada. 
Saia daí. É possível e viável. Você pode, sim.
Isso é a meritocracia que tanto irrita a Fernanda. Claro 
que existem desigualdades sociais – e lamento informar: 
sempre existirão. Por isso, parta para o abraço: não deixe 
que pessoas como Fernanda digam que você não pode. Não 
acredite nisso. Não se vitimize. VOCÊ PODE, SIM.
Disponível em: . 
Acesso em: 16 set. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 27
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com 
base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma-
ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade 
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
Meritocracia e seus efeitos: há igualdade para todos os 
lados?, apresentando proposta de intervenção que respeite 
os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de for-
ma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu 
ponto de vista.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
24
escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A preo-
cupação desenfreada com a forma física, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Vigorexia, ou transtorno dismórfico muscular, um subtipo 
do transtorno dismórfico corporal, é um distúrbio já classifica-
do como uma das manifestações do espectro do transtorno 
obsessivo-compulsivo. Em certos aspectos, vigorexia e ano-
rexia nervosa são desordens semelhantes, na medida em que 
interferem na visão que os portadores têm do próprio corpo. 
Diante do espelho, anoréxicos esquálidos e desnutridos se 
enxergam obesos, e os vigoréxicos se veem fracos, magri-
nhos, franzinos, apesar de fortes e muito musculosos.
A autoimagem distorcida leva os portadores de vigorexia 
à prática exagerada de exercícios físicos, em busca do corpo 
perfeito de acordo com os padrões de beleza impostos pelos 
valores da sociedade contemporânea.
Essa insatisfação constante com o próprio corpo, com 
a massa e força musculares faz com que incorporem novos 
hábitos e comportamentos à sua rotina de vida. Vigoréxicos 
passam horas e horas nas academias, sempre aumentando a 
carga dos exercícios. Paralelamente, introduzem alterações 
na dieta constituída basicamente por proteínas, passam a 
consumir suplementos alimentares sem orientação e recor-
rem ao uso de esteroides e anabolizantes.
Como o corpo que consideram perfeito é um ideal inatin-
gível, em razão dos sentimentos de inferioridade e da visão 
deformada da própria aparência, essas pessoas estão mais 
sujeitas a desenvolver quadros de depressão e ansiedade.
Também chamada de overtraining, ou síndrome de 
 Adônis, em referência ao deus grego da beleza, a vigorexia 
acomete mais os homens entre 18 e 35 anos. Isso não quer di-
zer que as mulheres não desenvolvam esse tipo de transtorno.
Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2016. (adaptado)
Texto II
MANDRADE.
Texto III
Como ter um corpo perfeito: cirurgias plásticas
Vêm se tornado comum os casos de erros médicos fa-
tais, em procedimentos cirúrgicos estéticos. Uma grande 
parcela destes erros ocorre em cirurgias de lipoaspiração e 
implantes de próteses de silicone.
A escolha da cirurgia plástica como meio de obter o cor-
po perfeito deve ser analisada com muito cuidado. Este é o 
método mais perigoso de se chegar à boa forma. É impor-
tante que não só uma boa clínica de cirurgia plástica seja 
escolhida, mas também um bom profissional e que o estado 
clínico do paciente permita tal procedimento.
Antes de pensar em realizar uma cirurgia plástica, analise 
os prós e contras, e se isso realmente é necessário. Afinal, 
existem muitas maneiras de conseguir o corpo perfeito, sem 
a necessidade de intervenções cirúrgicas.
Os especialistas afirmam e reafirmam: a melhor maneira 
de conseguir um corpo perfeito é utilizar métodos naturais, 
tais como alimentação balanceada e exercícios de muscu-
lação e aeróbicos. Caso a insatisfação seja por conta de 
partes específicas do corpo, como seios ou altura, recorra 
à truques que possam disfarçar tais imperfeições, deixando 
de lado os métodos perigosos. Correr riscos pelo desejo do 
corpo perfeito não é confiável!
Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
Propostade redação 28
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com 
base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma-
ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade 
escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Modelos al-
ternativos do processo de ensino-aprendizagem, apresen-
tando proposta de intervenção que respeite os direitos hu-
manos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e 
coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Art. 3o – O ensino será ministrado com base nos seguin-
tes princípios:
I – igualdade de condições para o acesso e permanência 
na escola;
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar 
a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV – respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V – coexistência de instituições públicas e privadas de 
ensino;
VI – gratuidade do ensino público em estabelecimentos 
oficiais;
VII – valorização do profissional da educação escolar;
VIII – gestão democrática do ensino público, na forma 
desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino;
IX – garantia de padrão de qualidade;
X – valorização da experiência extraescolar;
XI – vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as 
práticas sociais.
XII – consideração com a diversidade étnico-racial.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 
Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016. (adaptado)
Texto II
A nova experiência de aprendizagem, de Matthew Small.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
25
Texto III
Conheça os métodos de ensino das escolas brasileiras
Tradicional
É a abordagem predominante no país e por isso mesmo 
a mais conhecida. Nas escolas tradicionais, o foco está no 
professor, que detém conhecimentos e repassa ao aluno. O 
estudante tem metas a cumprir dentro de determinados pra-
zos, que são verificadas por meio de avaliações periódicas.
Construtivista
Nas instituições que seguem os princípios construtivis-
tas, o conhecimento é ativamente construído pelo sujeito, 
e não passivamente recebido do professor ou do ambiente. 
Cada estudante é visto como alguém com um tempo único 
de aprendizado e o trabalho em grupo é valorizado.
Montessoriano
Na escola montessoriana, baseada na filosofia da pes-
quisadora italiana Maria Montessori (1870-1952), a criança 
deve buscar sua autoformação e construção e os adultos 
têm de ajudá-la nesse processo, favorecendo o desenvolvi-
mento de indivíduos criativos, independentes, confiantes e 
com iniciativa.
Waldorf
Na metodologia de ensino waldorf – desenvolvida pelo 
filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925) –, procura-se 
equilibrar os aspectos cognitivos (capacidade de aquisição 
de conhecimento) com o desenvolvimento de habilidades 
artísticas, musicais, de movimentação e de dramatização.
Freinet
Nas instituições que colocam em prática conceitos de 
 Freinet, o aprendizado acontece por meio do trabalho e da 
cooperação. Nesse tipo de escola, a criança é incentivada a 
compartilhar suas produções com os colegas, sejam eles de 
sua classe, de outras ou de escolas diferentes
Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 29
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
Interatividade na rede: o contato com o produtor de 
conteúdo, apresentando proposta de intervenção que res-
peite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, 
de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa 
de seu ponto de vista.
Texto I
Uma coisa que eu já cansei de ler dos famosos é que 
eles fizeram o Twitter para ficar mais perto dos fãs, conversar 
com os fãs, saber o que os fãs estão achando do seu traba-
lho e todo aquele blá-blá-blá, mas sabemos que na prática 
não é bem assim.
Na primeira semana de Twitter, é aquela maravilha, fala 
com Deus e o mundo e depois o Twitter fica jogado às mos-
cas, não servem nem pra linkar o Instagram com o perfil para 
pelo menos ter a atualização da última foto postada.
Tem aqueles também que ficam vidas sem aparecer no 
site, mas sempre que tem propaganda, seja de filme, CD, re-
vista, até um estojo de canetinha de 48 cores, não importa, 
quando é para fazer propaganda, lembram da senha do Twitter 
rapidinho e, depois da propaganda feita, ficam mais 3 vidas 
sem dar o ar da graça até ter uma propaganda nova pra fazer.
Famosos têm vida, eu sei, mas eu sou daquele tipo de 
pessoa que tem o pensamento de que se o fã não pode ficar 
perto do ídolo nas ruas, nada mais justo do que ter outro 
meio de comunicação, pois só quem foi respondido por al-
guém que admira, que é fã, sabe como é morrer por alguns 
segundos na hora que vê aquela reply nas suas mentions.
Disponível em: . 
Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
Texto II
Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016.
Texto III
Blogueira responde críticas sobre sua aparência 
sem maquiagem
Depois da campanha onde mulheres maquiaram apenas 
metade do rosto pelo direito de serem vaidosas, a youtuber 
Em Ford, do canal My Pale Skin, decidiu gravar um vídeo 
respondendo às críticas que recebeu sobre sua aparência 
sem make. O vídeo já tem mais de duas milhões de visualiza-
ções e se chama You Look Disgusting (Você parece nojenta) 
e já virou hashtag no Twitter. 
Há cerca de três meses, Em decidiu mostrar como o seu 
rosto é ao natural, afinal, nos tutoriais, sempre está muito 
maquiada. Depois disso, ela começou a receber vários co-
mentários maldosos como: “sério, ela já lavou esse rosto?”, 
“você é nojenta”, “seu rosto é tão feio”, apenas para citar 
alguns exemplos. 
No vídeo, a vlogger começa com o rosto ao natural e 
exibe os terríveis comentários ao fundo. Depois, começa a 
se maquiar e a situação muda totalmente. As pessoas come-
çam a dizer “você é tão linda!”, “está maravilhosa”, “eu amo 
sua maquiagem”. Ela então remove toda a make e outros 
comentários vêm à tona, dizendo que ela é uma farsa e que 
engana as pessoas com sua aparência. 
Mas como nas redes sociais é muito difícil agradar a to-
dos, Em deixa uma mensagem no final do vídeo: “você é 
linda. Não deixe que ninguém te diga algo diferente disso. 
Nem mesmo você”. Mandou bem, né?
Disponível em: . 
Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
26
Proposta de redação 30
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
Interesses econômicos ou ecológicos: quem vencerá 
essa batalha?, apresentando proposta de intervenção que 
respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacio-
ne, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para de-
fesa de seu ponto de vista.
Texto I
O que é uma Área de Relevante Interesse Ecológico?
Uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) é 
uma área de pequena extensão, com pouca ou nenhuma 
ocupação humana, protegida por suas características na-
turais singulares ou por abrigar exemplares raros da fauna 
e flora de uma região. Como uma unidade de conservação 
de uso sustentável, a ARIE tem por objetivo preservar os 
ecossistemas naturais de importância regional ou local e, 
ao mesmo tempo, regular o uso admissível dessas áreas, de 
modo a compatibilizá-lo com os objetivos de conservação 
da natureza.
Em geral, estabelecidas em áreas com menos de 5 mil 
hectares, podem ser constituídas por terras públicas ou pri-
vadas. O uso destas áreas é possível, desde que respeitados 
os critérios técnico-científicos para a exploração de seus 
produtos naturais. ARIEs são reguladas através do Plano de 
Manejo, e são proibidas as atividades que possam colocar 
em risco a conservação dos ecossistemas que protegem.De acordo com o Cadastro Nacional de Unidades de 
Conservação (CNUC), em junho de 2015, existem 35 áreas 
de relevante interesse ecológico no Brasil: 16 na esfera fe-
deral, 11 na esfera estadual, e 8 na municipal. 
Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
Texto II
Pesquisa on-line realizada pela Docol Metais Sanitários. 
Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016.
61%
39%
É possível aliar interesses econômicos 
com ecológicos?
Sim
Não
Texto III
Ativistas do Greenpeace são presos 
provisoriamente na Rússia
Os tripulantes do barco do Greenpeace que organizaram 
um protesto em uma plataforma de petróleo russa no Ártico, 
acusados de pirataria, foram colocados em prisão provisória.
“Foram levados para centros de detenção provisória 
depois de interrogatórios”, declarou à AFP, por telefone, 
 Eugenia Belyakova, ativista do Greenpeace em Murmansk.
Os 30 integrantes da tripulação do Arctic Sunrise, detido 
em alto mar quando seguia em direção a uma plataforma 
de petróleo da Gazprom, foram levados para vários cen-
tros de detenção de Murmansk e seus arredores, explicou 
 Belyakova.
O comitê de investigação russo confirmou em um comu-
nicado que as 30 pessoas foram colocadas em prisão provi-
sória como suspeitos. O órgão destacou que três tripulantes 
russos já foram interrogados.
Os estrangeiros, incluindo a bióloga brasileira Ana Paula 
Maciel, serão interrogados após a chegada dos tradutores.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os 30 in-
tegrantes do Greenpeace não são piratas, mas violaram a 
lei. “Não conheço os detalhes do que aconteceu, mas é to-
talmente evidente que não são piratas”, disse Putin em um 
fórum internacional sobre o Ártico na cidade de Salekhard. 
“Mas é completamente óbvio que estas pessoas violaram as 
normas da lei internacional”, afirmou, antes de destacar que 
os ativistas “se aproximaram perigosamente da plataforma”.
“Nossas forças de segurança, nossa guarda costeira não 
sabiam quem tentava apoderar-se da plataforma sob a apa-
rência da organização Greenpeace. No contexto dos san-
grentos acontecimentos no Quênia, qualquer coisa poderia 
acontecer”, declarou o presidente russo.
As autoridades russas anunciaram a abertura de uma in-
vestigação criminal por pirataria, crime que pode ser punido 
com pena de até 15 anos de prisão na Rússia.
Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 31
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com 
base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma-
ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade 
escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Alternati-
vas para evitar o desperdício de alimentos, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Em seu livro Brasil: O País dos Desperdícios, o pesqui-
sador da UERJ José Abrantes demonstra que desperdício 
no Brasil chega a 150% do PIB. Esse número diz respeito 
não apenas ao que se perde de alimentos, água e energia 
elétrica, mas também a fatores como o desemprego, analfa-
betismo, doenças e não aproveitamento do lixo.
Enquanto isso, ao redor do mundo, os números são bem 
diferentes. Nos países europeus, o desperdício está entre 
20% e 25%. No Japão, é menos de 20%, e nos EUA chega a 
35%, um número já considerado alto.
Fazendo uma análise das perdas durante o processo de 
produção – água, fertilizantes, dinheiro, mão de obra, com-
bustíveis, tempo – e do desperdício do próprio alimento, 
os números encontrados por Abrantes são impressionantes.
Já na colheita, o desperdício é de 10%. Durante o trans-
porte e armazenamento, a cifra é de 30%. No comércio e no 
varejo, a perda é de 50%, enquanto nos domicílios 10% vai 
para o lixo.
A soma de tudo faz com que, não apenas 13 milhões 
de pessoas estejam passando fome no Brasil, mas também 
com que a comida fique muito mais cara.
Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
27
Texto II
Desperdício de alimentos no Brasil
Disponível em: . 
Acesso em: 19 set. 2016.
Alimento utilizado
36%
Colheita
20%
Varejo
1%
Transporte e 
armazenamento
8%
Indústria de 
processamento
15% Processamento culinário 
e hábitos alimentares
20%
Texto III
Legislação inibe doar sobras de restaurantes
Atualmente, o doador pode ser punido criminalmente 
caso o alimento que ele tenha repassado cause algum tipo 
de intoxicação a quem o recebeu.
Embora não exista legislação que proíba, a doação de 
alimentos já preparados e que sobram nos restaurantes (a 
chamada sobra limpa) é quase nula no país. Isso porque a 
legislação atual prevê punir criminalmente o doador caso 
o alimento que ele tenha repassado cause algum tipo de 
intoxicação a quem o recebeu.
Essa possibilidade de uma responsabilização criminal no 
caso de uma tragédia é um inibidor às doações. “A pessoa 
pode garantir a qualidade do material enquanto ele estava no 
seu estabelecimento, mas depois que sai, não se sabe como 
foi acondicionado ou manuseado. Mas a responsabilidade 
continua a ser de quem doou”, comenta Sabrina Vianna Men-
des, da Chefia de Alimentos da Vigilância Sanitária de Curitiba.
Desde 1998, tramita no Congresso um texto que tenta 
mudar essa lei. A proposta prevê que, caso não seja iden-
tificado dolo ou negligência por parte do doador, ele não 
pode ser responsabilizado criminalmente no caso de morte 
da pessoa que recebeu a doação. Há quase 20 anos na Câ-
mara, o texto já foi apensado a outros que versam no mes-
mo sentido, mas até hoje não foi apreciado.
OLINDA, Caroline. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016.
Proposta de redação 32
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com 
base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma-
ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade 
escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Exposição 
de opiniões ou silêncio: a dinâmica ideal da sala de aula, 
apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos 
humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e 
coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Entendendo o silêncio como um tipo particular de inte-
ração e como veiculador de sentidos, uma das tarefas a que 
Adriana Laplane se lança em sua reflexão é precisamente 
extrair do termo sua polissemia e sua discursividade inarre-
dáveis: silêncio, silenciamento, implícito, subentendido, ex-
clusão, resistência, opressão. Torna-se necessário buscar uma 
formulação discursiva para o silêncio. Com isso, postula-se 
que o silêncio significa, que ele é significado, interpretado. 
O silêncio, então, não é ausência de interação, não é refú-
gio voluntário e idiossincrático em meio à batalha verbal e ao 
domínio da fala; não é falta ou excrescência se comparado 
à linguagem. Antes, se o silêncio faz parte da construção do 
sentido (da interação, da comunicação), é também ato de lin-
guagem, ato da significação. Como afirma Laplane, "onde há 
linguagem, há também silêncio". Se há continuidade, e não 
ruptura entre linguagem e silêncio, o que poderíamos enten-
der da recusa da posse da palavra e do turno de fala por par-
te de alunos que não falam com adultos em situação escolar? 
Eis que a aparente não-comunicação também faz parte da 
ideia de comunicação; a não-interação também faz parte da 
interação. O silêncio faz parte da linguagem.
MORATO, Edwiges Maria. Interação e silêncio na sala de aula. Ijuí: Editora Unijuí, 2000. 
Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016. (adaptado)
Texto II
Uso do tempo na sala de aula brasileira. 
Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016.
Uso do tempo na sala de aula brasileira
para acalmar 
a bagunça
para burocracia para aula 
efetiva
Texto III
Alguns alunos relataram que nos momentosque um co-
lega está conversando, desviando o sentido da aula, atra-
palha e desfavorece o entendimento do conteúdo, pois o 
professor necessita fazer pausas nas explicações para cha-
mar a atenção dos alunos que estão atrapalhando o desen-
volvimento das atividades. Há uma necessidade, diante das 
respostas dos entrevistados, de ter silêncio na sala de aula, 
pois, segundo eles, existem momentos de interação. Eles 
relatam que é produtivo falar e debater o assunto estudado 
nos momentos adequados a essa proposta. 
Um aluno relatou que prefere ficar somente escutando, 
pois sente timidez em falar em público, apesar de ser dentro 
da sala de aula com seus colegas e professor; teme ser re-
chaçado e ridicularizado pelo que disser. É natural algumas 
crianças se portarem dessa forma, que pode ser causada 
pela educação dentro do espaço familiar, pelo sistema den-
tro da escola ou também pela sua constituição individual, 
sua personalidade. São vários os fatores que envolvem essa 
questão, que pode favorecer ou desfavorecer a relação do 
conhecimento construído na escola.
BARBOSA, Christiane Jaroski; BORBA, Mari Teresinha Panni de. Silêncio dentro de 
sala de aula. Salvador, 2012. Disponível em: . 
Acesso em: 22 set. 2016.
Proposta de redação 33
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
A prática do internamento compulsório em clínicas de 
reabilitação, apresentando proposta de intervenção que 
respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacio-
ne, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para de-
fesa de seu ponto de vista.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
28
Texto I
Lei 10 216/01.
Art. 6o – A internação psiquiátrica somente será realizada 
mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os 
seus motivos.
Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de 
internação psiquiátrica:
I – internação voluntária: aquela que se dá com o con-
sentimento do usuário;
II – internação involuntária: aquela que se dá sem o con-
sentimento do usuário e a pedido de terceiro; e
III – internação compulsória: aquela determinada pela 
Justiça.
Art. 8o – A internação voluntária ou involuntária somen-
te será autorizada por médico devidamente registrado no 
Conselho Regional de Medicina – CRM do Estado onde se 
localize o estabelecimento.
§ 1o A internação psiquiátrica involuntária deverá, no pra-
zo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério 
Público Estadual pelo responsável técnico do estabeleci-
mento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo proce-
dimento ser adotado quando da respectiva alta.
§ 2o O término da internação involuntária dar-se-á por so-
licitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando 
estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.
Art. 9o – A internação compulsória é determinada, de acordo 
com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em 
conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à 
salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.
BRASIL, Leis. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016. (adaptado)
Texto II
A polêmica da internação compulsória
Medida sugerida como política pública para usuários de 
crack provoca discussões; defensores da proposta argu-
mentam que “um em cada dois dependentes químicos 
apresenta transtorno mental”, aqueles que discordam 
citam abusos e ineficácia do procedimento
Para a secretária adjunta Paulina do Carmo Duarte, da Se-
cretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), o discur-
so que circula sobre epidemia do crack não está de acordo 
com a realidade. “Há no imaginário popular a ideia equivoca-
da de que o Brasil está tomado pelo crack, mas o que existe 
é o uso em pontos específicos que pode ser combatido com 
atendimento na rua, não com abordagem higienista, com 
o mero recolhimento de usuários.” Dados do Observatório 
Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid) revelam que 
12% dos paulistanos são dependentes de álcool e apenas 
0,05% usa crack. A psicóloga Marília Capponi, conselheira e 
representante do Conselho Regional de Psicologia de São 
Paulo (CRP-SP), aponta que, apesar dos dados, o crack tem 
sido tratado como epidemia em todo o território nacional 
nos últimos anos, e com isso tem sido disseminada a necessi-
dade de uma resposta emergencial para resolver a questão, 
o que referenda a internação compulsória. Marília, que tam-
bém é coordenadora de um Centro de Atenção Psicossocial 
(Caps), argumenta, porém, que essa é uma propaganda fala-
ciosa. Estudos desenvolvidos em centros de pesquisa de vá-
rias partes do mundo mostram que, de todas as pessoas que 
se submetem a tratamento para se livrar das drogas, apenas 
30% conseguem deixar a dependência; mas o acompanha-
mento dos casos mostra que é imprescindível o tratamento 
específico e muito esforço multiprofissional.
O sistema de conselhos de psicologia acredita que a me-
dida fere os direitos humanos e tenta destruir o movimento 
da reforma psiquiátrica. Defende que não basta reconhecer 
a insuficiência da rede de saúde na administração das ne-
cessidades dos que dependem de drogas, mas estabelecer 
o compromisso de ampliá-la com o fortalecimento do Siste-
ma Único de Saúde (SUS). Os especialistas acreditam que a 
opção pela internação em instituição terapêutica deve ser 
considerada e respeitada, mas desde que seja avaliada caso 
a caso – e jamais adotada como uma política pública.
LOCCOMAN, Luiz. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016.
Texto III
Disponível em: . 
Acesso em: 22 set. 2016.
CÊ PROMETE 
QUE NÃO DEIXA 
ELES 
ME LEVAREM?
CLARO!
Proposta de redação 34
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda-
lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema De-
safios para conquistar o primeiro emprego, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Encontrar o primeiro emprego não é uma tarefa das mais 
fáceis. Dados do Censo de 2007 comprovam que mais onze mi-
lhões de brasileiros procuram um lugar no mercado de trabalho. 
Para os jovens, encontrar uma vaga é ainda mais complicado.
As empresas, na hora da contratação, aumentaram as exi-
gências, e o desemprego fez crescer a competitividade no 
mercado de trabalho. Conclusão: quem nunca trabalhou, vai 
ter que dar um duro danado para conseguir a primeira chance.
Desta maneira, as filas para conseguir emprego aumen-
tam cada vez mais, disputando as poucas vagas que apare-
cem nessa época de recessão.
A falta de experiência é a principal barreira para o jovem 
conseguir trabalho. Se para quem tem experiência o em-
prego está difícil, imagine só para quem está começando. 
Só muita persistência, preparo e conhecimento de algumas 
regras podem ajudar a dar o empurrão inicial.
Estudar inglês ou espanhol, conhecer os principais progra-
mas de computador, ter um português correto e muita dispo-
sição para o trabalho são princípios básicos que um candida-
to a emprego deve ter. E quem ainda não estudou tudo isso 
precisa demonstrar que está com muita vontade de aprender.
Disponível em: . 
Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
29
Texto II
Recém-formado gasta economias em outdoor para pedir emprego 
PACITTI, Adam. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016.
Texto III
Dicas para quem está começando
– Não espere muito para começar a busca. O ideal é tra-
balhar desde os primeiros semestres do curso.
– Procure se informar sobre a empresa para a qual você 
pretende se candidatar.– Esteja preparado para a entrevista de emprego: não 
se atrase, vista-se de acordo com o estilo da organização, 
desligue o celular, evite o uso de gírias e mantenha postura 
profissional diante do selecionador.
– Organize o seu tempo para conciliar estudo e trabalho, 
garantindo pontualidade na empresa.
– Se o primeiro passo na vida profissional for o estágio, 
invista nele como um emprego. Encare-o com as responsabi-
lidades de qualquer trabalho. Seja pontual, dedicado e ético.
– Observe os colegas de trabalho. Com base neles, você 
terá parâmetro para medir a sua forma de atuar na empresa, 
conhecerá melhor a postura da organização e saberá usar as 
roupas adequadas ao ambiente.
– Busque estar atualizado na sua área de atuação. Partici-
pe de palestras, seminários e cursos sempre que necessário.
Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 35
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda-
lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Os 
efeitos dos jogos eletrônicos para o jovem, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
5 provas científicas de que video games fazem 
bem à saúde
Coordenação motora – Pesquisas mostram que video 
games podem aumentar a coordenação motora e a coorde-
nação entre o olho e a mão. Um estudo realizado na Univer-
sidade de Iowa (EUA) mostra que jogar três horas semanais 
de video games ajuda cirurgiões a terem menos erros em 
procedimentos pouco invasivos. Os jogos também ajudaram 
os médicos a realizarem os procedimentos mais rapidamente. 
Boa forma – Jogos como Dance Dance Revolution e In 
The Groove faziam a alegria de muitos adolescentes em 
shopping centers e em casa, sobre os tapetes apropriados 
para a dança. Agora, o Wii Fit permite que os jogadores rea-
lizem várias atividades físicas, como surf, boxe e danças sem 
nem sair de casa. Algumas academias já até integraram os 
video games para as atividades físicas.
Equilíbrio – Pesquisadores da Universidade de Ottawa, no 
Canadá, testaram o video game Wii em pacientes com doen-
ça de Parkinson. Depois de seis semanas de treinamento diário 
por 30 minutos com o Wii Fit, de exercícios físicos, e 15 minutos 
de Wii Sports, com esportes, os participantes do estudo melho-
raram significativamente o equilíbrio. Os pesquisadores acredi-
tam que treinamentos desse tipo podem ajudar a diminuir o de-
clínio das funções corporais em pacientes com esse problema.
Cérebro – Jogar Tetris, um dos mais antigos e mais po-
pulares video games, pode aumentar a eficiência do cérebro. 
Pesquisadores de Albuquerque (EUA) realizaram os testes com 
26 garotas adolescentes que jogaram Tetris durante 30 minu-
tos diários durante três meses. O estudo descobriu que as 
jogadoras desenvolveram um córtex mais espesso que aque-
las que não jogaram. Além disso, as áreas que ficaram mais 
grossas são aquelas que os cientistas acreditam estar ligadas à 
coordenação de informações visuais, táteis e auditivas.
Visão – Jogos de ação podem ajudar a aguçar a visão 
e até mesmo curar a ambliopia, conhecida como “olho pre-
guiçoso”. Nessa condição, a visão de um olho é pior que a 
do outro, e o tratamento é muitas vezes feito com o uso de 
um tapa-olho. Entretanto, pesquisadores da Universidade 
de Nottingham, na Inglaterra, descobriram que uma hora de 
 video game pode melhorar a visão tanto quanto 400 horas do 
uso de tapa-olhos. Além disso, um estudo da Universidade 
de Rochester (EUA) descobriu que jogos de tiro em primeira 
pessoa melhoram a visão ao aumentar a capacidade do cére-
bro de prestar atenção em vários eventos ao mesmo tempo.
Claire Barthelemy, da CNN. Disponível em: . 
Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
Texto II
ESTÁ FAZENDO UM
LINDO DIA, POR QUE
VOCÊ NÃO VAI
BRINCAR LÁ FORA?
Texto III
Quais os sinais de alguém que pode estar “viciado” em 
jogos eletrônicos?
Somente um especialista capacitado pode diagnosticar 
esse tipo de problema, mas existem alguns sintomas co-
muns que devem ser considerados e que podem indicar um 
problema. 
 A Passa muito tempo no computador ou video game.
 A Entra na defensiva quando confrontado sobre o problema.
 A Perde a noção do tempo.
 A Prefere passar mais tempo nos jogos que com amigos e 
familiares.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
30
 A Perde o interesse em atividades que antes eram impor-
tantes.
 A Torna-se socialmente isolado, irritável ou rabugento.
 A Estabelece uma nova vida social, apenas com amigos 
on-line.
 A Negligencia trabalhos escolares e sofre para conseguir 
boas notas na escola.
 A Gasta dinheiro em atividades inexplicáveis.
 A Tenta esconder que passou algum tempo jogando.
Apesar disso, alguns especialistas dizem que é difícil de-
finir algo como “vício em jogos”. Enquanto uns creem que 
isso pode ser um transtorno de ordem psicológica, outros 
acreditam que é apenas parte de outros problemas de or-
dem psicológica.
Ainda assim, eles concordam que os jogos possuem ca-
racterísticas viciantes, que são a gratificação instantânea, 
ritmo acelerado e imprevisibilidade. Tudo o que caracteriza 
uma dependência está presente nos jogos eletrônicos.
KARASINSKI, Vinicius. Disponível em: . 
Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 36
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com 
base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma-
ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade 
escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Formas 
alternativas de democratização da cultura, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Jessé Souza: Brasil precisa democratizar 
o capital cultural
À frente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplica-
da, subordinado ao Ministério do Planejamento) há mais de um 
ano, o professor Jessé Souza considera que a democratização 
do que chama de capital cultural é o grande desafio do Brasil.
“No fundo, é a coisa mais importante para uma socieda-
de democrática moderna, pois o capital econômico é con-
centrado em todo lugar, [mas o cultural, não]. Na Alemanha 
e na França, por exemplo, o capital cultural é 70% ou 80% 
democratizado. Aqui no Brasil, 20%. Esse é o grande desa-
fio, pois ele é transformador na vida da pessoa”.
“A transferência de renda, por si, é importante, mas o mais 
relevante foi o acesso ao consumo. E, a partir disso, as pessoas 
focaram em educação [...] e essas pessoas estão ampliando 
seus horizontes. Essa é a grande revolução [...]”, acrescentou.
Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
Texto II
Tramitação da Análise dos Projetos no Ministério da Cultura. 
Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016.
Texto III
Poesia quentinha
Projeto literário publica poemas em sacos de pão na 
capital mineira
Se a literatura é mesmo o alimento da alma, então os minei-
ros estão diante de um verdadeiro banquete. Mais do que um 
pãozinho com manteiga, os moradores do bairro de Barreiro, 
em Belo Horizonte (MG), estão consumindo poesia brasileira no 
café da manhã. Graças ao projeto “Pão e poesia”, que faz do 
saquinho de pão um espaço para veiculação de poemas, es-
critores como Affonso Romano de Sant'Anna e Fernando Brant 
dividem espaço com estudantes que passaram por oficinas de 
escrita poética. São ao todo 250 mil embalagens, distribuídas 
em padarias da região de Belo Horizonte, que trazem a boa li-
teratura para o cotidiano de pessoas, além de dar uma chance 
a escritores novatos de verem seus textos impressos. Criado em 
2008 por um analista de sistemas apaixonado por literatura, o 
“Pãoe poesia” já recebeu dois prêmios do Ministério da Cultura.
Língua Portuguesa, n. 71, set. 2011.
Proposta de redação 37
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com 
base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma-
ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade 
escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Autoima-
gem: ser original em tempos de imposição de padrões, 
apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos 
humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e 
coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
A imagem corporal de um indivíduo é sua representação 
interna, que se baseia na busca de um padrão de beleza institu-
cionalizado pelos meios de comunicação em massa. Os fatores 
utilizados na construção social da imagem podem ser psicológi-
cos, políticos ou sociais. Estes definem os papéis desempenha-
dos no trabalho, na família e em outros grupos. A busca pela 
perfeição pode estar ligada ao desejo narcísico de nos sentir-
mos amados, inseridos e bem integrados em nosso grupo.
A beleza como padrão é um meio que as pessoas têm 
buscado para conseguir saciar-se sem nunca querer sair do 
foco central de toda a atenção desejada. Atualmente, per-
cebe-se que a aparência se tornou a essência humana, sen-
do considerada mais importante do que valores e princípios 
que vigoravam em tempos passados.
Tal preocupação com a beleza faz aumentar em grande es-
cala o número de doenças relacionadas aos transtornos alimen-
tares, bem como o número de cirurgias estéticas. Estas normal-
mente estão associadas à ideia de felicidade, ou seja, só com 
mais deste ideal o indivíduo poderá alcançar o que é desejado. 
PAPARELLI, Luís Fernando Bezerra; PAPARELLI, Rosélia Bezerra. 
Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016.
Texto II
Campanha publicitária com mulheres de vários biótipos. 
Campanha Real Beleza. Ogilvy. 2004.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
31
Texto III
Taís Araújo desabafa e fala sobre a imposição de 
 padrões de beleza durante a infância: "Isso é cruel"
Atriz estrela capa de revista de comportamento 
de dezembro
Capa da Revista Estilo do mês de dezembro, Taís Araújo 
posou com looks nada convencionais. A atriz usou roupas 
metalizadas e deixou os cachos, que são sua marca regis-
trada, tomarem conta da cena. Além disso, ela também es-
banjou a boa forma em cliques exibindo a barriga chapada. 
Após um episódio de racismo em suas redes sociais, Taís 
fica feliz por ter se reerguido e se tornado um referencial 
para garotas negras. Segundo ela, durante sua infância, ela 
não teve em quem se espelhar e não esconde a alegria de 
poder ocupar este lugar hoje em dia. 
— Adoro ser um ícone para outras meninas negras. 
Quando eu era mais nova, era carente de ícones. Você só 
via aquelas bonecas loiras e de olhos azuis no mercado, e 
esse era um padrão de beleza impossível de alcançar. Isso é 
cruel. Sinto-me orgulhosa em ser uma referência.
Aos 37 anos, a atriz também falou um pouco sobre seu 
estilo e admitiu que mudou um pouco seu jeito de se vestir 
após se tornar mamãe de João Vicente e Maria Antônia.
— Antes eu usava estampas mais jovens, com uma cara 
de menina. Hoje, invisto em peças práticas, como calças, ca-
sacos e vestidos.
Disponível em: . 
Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 38 
Proposta 
Com base na leitura dos textos motivadores seguintes 
e nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma-
ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalida-
de escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Saúde 
ou lucro: alimentação com transgênicos, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I 
Transgênicos: perigo para a agricultura 
e a biodiversidade
Os transgênicos, ou organismos geneticamente modifi-
cados, são produtos de cruzamentos que jamais acontece-
riam na natureza, por exemplo, arroz com bactéria. 
Por meio de um ramo de pesquisa relativamente novo 
(a Engenharia Genética), fabricantes de agroquímicos criam 
sementes resistentes a seus próprios agrotóxicos, ou mes-
mo sementes que produzem plantas inseticidas. As empre-
sas ganham com isso, mas nós pagamos um preço alto: ris-
cos à nossa saúde e ao ambiente onde vivemos.
O modelo agrícola baseado na utilização de sementes 
transgênicas é a trilha de um caminho insustentável. O au-
mento dramático no uso de agroquímicos decorrentes do 
plantio de transgênicos é exemplo de prática que coloca 
em xeque o futuro dos nossos solos e de nossa biodiversi-
dade agrícola.
Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. 
Texto II
Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. 
Texto III 
Estudo analisa benefícios dos transgênicos 
na agricultura
Dos US$ 24,8 bilhões acumulados pelos benefícios da 
adoção da biotecnologia entre a safra 1996/97 e a safra 
2012/13, a cultura do milho responde por mais da metade 
(55%) deste montante, à frente de soja e algodão. Mas, se-
gundo projeções do estudo sobre os impactos econômicos 
e socioambientais da biotecnologia na agricultura realizado 
pela Céleres e Céleres Ambiental para a Associação Brasi-
leira de Sementes e Mudas (ABRASEM), que chega à sétima 
edição em 2014, esse cenário deve mudar nos próximos anos.
Graças às novas tecnologias de soja que estão chegan-
do ao mercado, a oleaginosa deve reassumir o protagonis-
mo da biotecnologia, posto que ocupou até a liberação das 
primeiras variedades de milho geneticamente modificado, 
em 2007/08. A estimativa é que, nos próximos dez anos (en-
tre as safras 2013/14 e 2022/23), o benefício acumulado seja 
de US$ 90,8 bilhões e a soja lidere com 56% do total, segui-
da pelo milho com 38% e pelo algodão com 6%.
Outro aspecto importante levantado pelo estudo é 
sobre qual benefício tem maior participação no montante 
calculado. O aumento de produtividade decorrente do uso 
de sementes transgênicas permanece como principal fator 
positivo e deve aumentar sua representatividade nos próxi-
mos anos. Na última década, representou 52% (quase US$ 
12,9 bilhões) dos ganhos econômicos, e a previsão para os 
próximos dez anos é que aumente sua participação e fique 
com 56% do total (US$ 50,8 bilhões).
A redução dos custos de produção (menos aplicações 
de defensivos, menos uso de água e gastos menores com 
manejo e equipamentos) respondeu por 28% (US$ 6,9 bi-
lhões), no período analisado, enquanto apenas 20% do total 
ficou com a indústria de sementes.
Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. 
Proposta de redação 39
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda-
lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A 
prática de esportes como complemento à educação esco-
lar, apresentando proposta de intervenção que respeite os 
direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma 
coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu 
ponto de vista.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
32
Texto I
Particularidade do ensino da Educação Física, as práti-
cas corporais são aquelas que se apresentam na forma de 
jogos, brincadeiras, ginásticas, lutas, esportes, danças e ex-
pressões alternativas. A todo esse conjunto de atividades, 
culturalmente produzidas e historicamente situadas, con-
vencionou-se chamar de cultura corporal.
As aulas de Educação Física têm a difícil missão de supe-
rar a perspectiva de simples hora de lazer ou mera prática 
esportiva, constituindo-se como um trabalho que tematiza 
a cultura corporal, encarada como linguagem. 
Com essa nova significação, a Educação Física no con-
texto escolar deve ultrapassar a ideia de voltar-se apenas 
para o ensino do gesto motor correto. Num paralelo com 
as aulas de Português, seria omesmo que insistir exclusiva-
mente em trabalhos escolares voltados para a mera análise 
gramatical, morfológica ou sintática. Na verdade, o domínio 
desses conhecimentos não garante a compreensão dos me-
canismos da língua, tanto quanto o aprendizado exclusivo 
dos gestos técnicos não garante a compreensão global da 
linguagem corporal, embora esta tenha nos gestos técnicos 
alguns de seus elementos constituintes.
Cabe ao professor de Educação Física problematizar, in-
terpretar, relacionar, compreender com seus alunos as amplas 
manifestações da cultura corporal e, dessa forma, facilitar a 
aprendizagem de competências que levem o jovem e o adul-
to a analisarem e sintetizarem uma partida, um espetáculo de 
dança, a ocorrência de violência e a presença de anabolizan-
tes no esporte, entre outros temas igualmente importantes.
No sentido de permitir o desenvolvimento da compe-
tência analítica, pode-se incentivar, entre tantos outros, os 
trabalhos de “tradução” intersemiótica, ou seja, propiciar 
atividades em que os alunos experimentem “traduzir” um 
jogo para um poema, um filme para uma coreografia, uma 
aula para uma sessão de mímica etc.
PCN+ Ensino Médio. Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros 
Curriculares Nacionais. Linguagens, Códigos e suas Tecnologias.
Texto II
Qual sua opinião a respeito das aulas 
de educação física na escola?
Respostas 
desconexas
17%
São 
desorganizadas
16%
Boa, mas precisa 
melhorar
13%
Ótimas
11%
Precisa 
melhorar
2%
São sem graça
1% Desnecessária
1%
Boa
38%
Sem resposta
1%
Israel Rodrigues Vasconcelos e Alexandre Gomes Galindo. 
Formação de atletas ou cidadãos? Um estudo de caso sobre a aplicação do 
esporte nas aulas de Educação Física no ensino médio em escola estadual no Amapá. 
Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016.
Texto III
Desvantagens da Educação Física
Nem tanto céu, nem tanto inferno! A Educação Física traz 
ótimos benefícios, mas também é mal utilizada nas escolas. 
São raras aquelas que realmente educam o aluno fisicamente 
para que este ganhe saúde no cotidiano e saiba, de fato, en-
tender sobre o corpo humano e tudo que está ligado a ele.
A seguir, você verá dois problemas bastante comuns nas 
escolas em relação à Educação Física. Talvez, se fossem sa-
nados, ela traria ainda mais vantagens aos alunos!
Pouco ensino
Apesar de as aulas apoiarem o esporte, elas não ensi-
nam a jogá-lo. Salvas exceções, boa parte das escolas ofe-
rece uma bola às crianças e estas formam os times para se 
divertirem. Não há um treinamento nem um ensino tático.
Se as instituições trabalhassem mais com o ensino do 
esporte, os resultados seriam ainda mais otimizados.
Pouca teoria
Há escolas que dão algumas aulas teóricas sobre Educa-
ção Física ao longo do ano. No entanto, há aquelas que não. 
Eles não falam da anatomia humana, da história de determi-
nado esporte, sobre lesões e exercícios etc.
Este é um ponto falho que deveria ser melhorado, pois 
aprender a teoria é importantíssimo, a fim de compreender 
tudo que permeia o exercício. Aliás, o nome é Educação Fí-
sica, não é mesmo?
Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 40
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com 
base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma-
ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade 
escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Os limites 
da privacidade condicionados à segurança, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
As câmeras de vigilância ajudam a garantir a segurança nos 
condomínios, mas há quem se incomode com a questão da pri-
vacidade e questione: para onde vai a minha imagem? De acor-
do com o advogado Fernando Schaun Reis, de Florianópolis, 
existem leis bem específicas sobre o uso de imagem, garantidas 
pelo Direito Constitucional e pelo Direito Civil.
Sendo assim, não é possível que qualquer pessoa divul-
gue ou tenha acesso às gravações. Antes disso, é necessária 
uma ordem judicial, inclusive da polícia. “O condomínio não 
é obrigado a ceder ou mesmo mostrar as imagens aos poli-
ciais sem ordem judicial. Mas é claro que nada impede que o 
síndico, por bom senso, mostre ou entregue as imagens à po-
lícia, no intuito de solucionar um crime”, explica o advogado.
Reis se refere ao primeiro atendimento que é feito logo 
após um crime, realizado pela Polícia Militar – caso haja neces-
sidade de investigação posterior, feita pela Polícia Civil, a or-
dem judicial é obrigatória. “Nesses casos, recomenda-se que 
se pegue por escrito uma declaração da polícia, atestando que
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
33
ela está recebendo as imagens do condomínio e que qualquer 
responsabilidade pela exibição será exclusiva da pessoa que 
está recebendo essas imagens”, dá a dica aos síndicos.
CARRASCO, Beatriz. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. 
Texto II
DAHMER. 
Texto III
A Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, 
estabelece que:
Artigo III – Todo homem tem direito à vida, à liberdade e 
à segurança pessoal.
[...]
Artigo XII – Ninguém será sujeito a interferências na sua vida 
privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, 
nem a ataques à sua honra e reputação. Todo homem tem direi-
to a proteção da lei contra tais interferências ou ataques.
Já a Constituição Federal do Brasil determina que:
Art. 5o – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estran-
geiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, 
à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos 
termos seguintes:
[...]
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e 
a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização 
pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.
Na busca desse necessário equilíbrio é que diversas en-
tidades pelo mundo lutam pela regulamentação do uso das 
câmeras de vigilância nos espaços públicos. Fundados nos 
prejuízos que o mau uso de uma câmera possa acarretar, as 
normas pleiteadas, em geral, pugnam que: a) os “olhos eletrôni-
cos” sejam utilizados para propósitos específicos, pré-definidos, 
sérios e importantes, e que estes propósitos sejam transparen-
tes e explícitos; b) as câmeras de vigilância sejam ajustadas às 
necessidades e adaptadas às situações; c) soluções alternativas 
e menos prejudiciais à privacidade sejam consideradas ou tes-
tadas antes do uso das câmeras; d) o real impacto do uso das 
câmeras de vigilância seja avaliado; e) seja gravado apenas o 
necessário e que as gravações sejam devidamente protegidas; 
f) os operadores do sistema sejam devidamente treinados sobre 
as regras de proteção ao direito de privacidade etc.
MELLO, R. L. M. Câmeras de vigilância nas ruas e qualidade dos espaços públicos urbanos. 
Disponível em: . 
Acesso em: 23 set. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 41
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
Igualdade salarial entre os gêneros, apresentando pro-
posta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
MS tem maior diferença salarial entre 
homens e mulheres, diz IBGE
Mato Grosso do Sul tem a maior diferença de salários 
entre homens e mulheres no Brasil. Os dados fazem da Pes-
quisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2014, di-
vulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE).
O rendimento das mulheres equivale a 65,1% dos salários 
dos homens. Essa diferença vale apenas para pessoas ocu-
padascom rendimento, ou seja, os dados não contemplam 
pessoas que estão desempregadas. Homens com renda ga-
nham em média R$ 2 265, e as mulheres recebem R$ 1 474.
Disponível em: . 
Acesso em: 23 set. 2016. (adaptado)
Texto II
Fonte: Relatório Global de Desigualdade de Gênero, 2015.
Quanto as mulheres ganham?*
* renda média anual
2006 2015
Mulheres
Homens
US$
6 mil
US$
11 mil
US$
11 mil
US$
21 mil
Texto III
Desigualdade salarial entre homens e 
mulheres cai em 10 anos
Em 2014, a mão de obra feminina ultrapassou, pela primeira 
vez, o patamar de 70% da renda masculina; mas 
salários continuam desiguais
O rendimento médio da população ocupada teve au-
mento real de 50% entre 2004 e 2014. Mas para as mulheres, 
a alta foi maior, de 61%. O desempenho foi ainda melhor en-
tre as mulheres negras, que contaram com 77% de aumento 
real de renda nesse período de dez anos. Os dados fazem 
parte de um diagnóstico da situação da mulher trabalhado-
ra brasileira, preparado pelo Instituto de Pesquisa Econômi-
ca Aplicada (Ipea). As informações servem como base para 
ações do programa Mulher Trabalhadora, lançado pelo Mi-
nistério do Trabalho e Previdência Social (MTPS).
O programa tem como objetivo ampliar a participação 
e a permanência das mulheres no mercado de trabalho, ga-
rantindo igualdade de rendimentos e de oportunidades de 
ascensão. Para isso, o Mulher Trabalhadora irá promover po-
líticas de proteção da mulher, estimular políticas que incen-
tivem o compartilhamento das responsabilidades familiares 
e desenvolver planos de ações.
Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. (adaptado)
PROPOSTAS DE REDAÇÃOe também mais 
cética em relação às grandes empresas. “Isso tem a ver com 
o fato de ter crescido em um ambiente de pós-recessão. 
Buscarão trabalhos que façam sentido e que os ajudem a 
mudar o mundo”, afirma.
Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016. (adaptado) 
Texto II
Existem agora quatro gerações distintas no 
local de trabalho
Baby Boomers Geração X Geração ZGeração Y
Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016.
Texto III
Conheça a geração Z
Os jovens da geração Z, que nasceram depois de 1995, 
começam a entrar no mercado de trabalho bastante con-
fiantes. A chegada dessa nova geração ao meio organiza-
cional já causa certos impactos por conta das característi-
cas peculiares desses jovens e vai exigir que empresas se 
adaptem e apliquem novas práticas para atrair e reter esses 
profissionais.
Pesquisas mostram que os nativos digitais são menos 
motivados por dinheiro que a geração Y e têm mais am-
bições empreendedoras. A proatividade com relação aos 
meios digitais também leva muitos a desejarem ter sua pró-
pria start-up. “Eles não nasceram para serem empregados, 
e sim para empreender e empregar. O trabalho para eles 
precisa ser uma extensão da casa. Essa geração vai nos en-
sinar a ter prazer com o trabalho”, explica o doutor em co-
municação Dado Schneider.
A geração Z considera que trabalhar muito e ficar no 
escritório horas depois do fim do expediente não é gratifi-
cante. Além disso, eles preferem trabalhar de casa. Oito em 
cada dez brasileiros dessa geração exigem condições de 
trabalho mais flexíveis que as gerações anteriores, aponta 
uma pesquisa da Randstad, empresa de recursos humanos.
“O comportamento tanto dos jovens quanto das organi-
zações está em constante mudança e evolução. As empresas 
precisam estar atentas e ter flexibilidade para alinhar suas prá-
ticas e programas para estarem sempre atualizadas, colabo-
rando na retenção e no desenvolvimento de futuros talentos”, 
afirma a gerente de aquisição de talentos da AkzoNobel.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
9
No campo da carreira, o mercado observa que há uma 
tendência a que sejam futuros profissionais com abordagem 
mais generalista, de acordo com Forghieri, da Randstad. Por 
isso, há uma preocupação por ausência de especialistas em 
algumas áreas. “Isso acontece por causa do amplo acesso 
que a geração Z tem às informações, por meio da internet, 
utilizando ferramentas como smartphones, tablets etc. Eles 
recebem muita informação, mas não se aprofundam em 
nada”, afirma.
Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 3
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
Internet e democratização da cultura, apresentando pro-
posta de intervenção que respeite os direitos humanos. Se-
lecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
A internet e o conhecimento
A rede mundial de computadores, a internet, é a maior 
invenção da história da humanidade para a difusão e de-
mocratização do conhecimento. Na rede, o usuário tem 
acesso a ideias e dados de todas as partes do mundo. Seja 
uma nova técnica de cirurgia, descrita na homepage de um 
hospital, a todo o conteúdo da enciclopédia Britânica, tudo 
está disponível para o internauta. É um novo mundo, que 
está mudando o comportamento das pessoas. Cada vez 
mais se recorre à web, como fonte de lazer, estudo ou prá-
ticas particulares.
O e-mail, as redes sociais e os aplicativos para smartphones 
são outras das grandes inovações trazidas pela internet. Veja 
um caso prático. Você precisa de material desenvolvido na 
Europa. A alternativa era fazer fotocópia e mandar pelo cor-
reio ou por fax. Com a rede mundial, basta pegar o arquivo 
e enviá-lo. Em alguns segundos, ele chega ao destinatário.
A internet é a base de uma mudança maior pela qual 
passa toda a humanidade. Trata-se da passagem da era in-
dustrial para a era do conhecimento, ou era digital. É uma 
verdadeira revolução, que está apenas começando.
Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado)
Texto II
Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016.
Texto III
Internet e acesso à cultura
Nasci em 1981 e só fui conhecer a internet no final dos 
anos 1990. Fui morar na França em 1989, voltando para o 
Brasil em 1995. No período em que fiquei por lá (entre os 
8 e 13 anos), tive acesso a uma série de produtos culturais 
que moldaram minha formação: eu podia ler no original 
poetas dramáticos franceses do século XVII, podia assistir a 
mostras da nouvelle vague no cinema da esquina, comprar 
mensalmente minha Cahiers du Cinéma, ter acesso a auto-
res da Plêiade em boas bibliotecas sem gastar um tostão 
(quer dizer, pagando alguns míseros francos pelo atraso na 
entrega), e, depois do colégio, podia chegar em casa e sin-
tonizar meu rádio nos programas da France Culture, ouvir 
entrevistas com autores e cineastas que me falavam coisas 
importantes, me ajudavam a crescer, enriqueciam minha 
formação. Não era como se eu tivesse tudo ao meu alcance 
– morava numa cidade pequena, e às vezes precisava pegar 
um trem para assistir a alguma mostra do Orson Welles na 
cidade vizinha, ou até mesmo ficar frustrado por não ter di-
nheiro para comprar um disco da nova banda de jazz que 
tinha ouvido na rádio France Inter. Mas era um mundo muito 
diferente do que eu encontrei ao voltar ao Brasil, no meio 
dos anos 1990.
Voltei a morar em Porto Alegre, e logo me senti revol-
tado com o pouco que tinha à disposição. Mas, depois dos 
meus 20 anos, houve, de fato, uma revolução: com a inter-
net, podia ouvir novamente minhas rádios francesas, ler jor-
nais e revistas europeus e americanos, ter novamente aces-
so a outra visão de mundo. Com a banda larga e os sites de 
compartilhamento, conseguia baixar filmes raros e músicas 
de artistas completamente ignorados pelos distribuidores 
no Brasil. Antes disso, como contar com os selos brasileiros 
para que me oferecessem as novidades do jazz, das bandas 
independentes e dos músicos experimentais? Enfim, não 
precisava mais pagar o triplo por um disco importado, nem 
esperar pelo lançamento de um DVD de um filme esqueci-
do pelas salas de cinema, ou de uma – péssima – tradução 
do autor revelação da última rentrée littéraire. Eu precisava 
apenas de um cabo, uma conexão à internet.
Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 4
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
Intervenções urbanas e denúncia social no Brasil, apresen-
tando proposta de intervenção que respeite os direitos hu-
manos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e 
coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Intervenção urbana é a expressão utilizada para desig-
nar os movimentos artísticos relacionados às intervenções 
visuais realizadas em espaços públicos. No início, um movi-
mento underground que foi ganhando forma com o decorrer 
dos tempos e se estruturando. Mais do que marcos espaciais, 
a intervenção urbana estabelece marcas de corte. Particula-
riza lugares e recria paisagens. Existem intervenções urba-
nas de vários portes, indo desde pequenas inserções atra-
vés de adesivos (stickers) até grandes instalações artísticas.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
10
Segundo o artista visual e arte educador Wagner Barja, 
“cabe observar que, atualmente nas artes visuais, a linguagem 
da intervenção urbana precipita-se num espaço ampliado de 
reflexão para o pensamento contemporâneo. Importante para 
o livre crescimento das artes, a linguagemdas intervenções 
instala-se como instrumento crítico e investigativo para elabo-
ração de valores e identidades das sociedades. Aparece como 
uma alternativa aos circuitos oficiais, capaz de proporcionar o 
acesso direto e de promover um corpo a corpo da obra de arte 
com o público, independente de mercados consumidores ou 
de complexas e burocratizantes instituições culturais.” 
Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado)
Texto II
Aludindo ao número de policiais mortos, 586 cruzes foram fincadas na Praia de Copacabana 
no dia 1o de fevereiro de 2008, em protesto da Associação dos Militares do Estado do RJ, a 
fim de denunciar as condições de trabalho dos policiais militares do Rio de Janeiro.
Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016.
Texto III
Exposição “Vacas magras” em postos de gasolina 
 chama a atenção de fortalezenses
Uma intervenção urbana tem chamado a atenção de 
quem passa pelas principais avenidas de Fortaleza: é a 
exposição “Vacas Magras”, que retrata a problemática da 
seca. As esculturas em tamanho real de vacas subnutridas 
são símbolos da seca no Sertão.
Aproximar essa realidade do público que vive longe das 
áreas mais castigadas pela estiagem é o principal objetivo 
da exposição. A artista plástica Márcia Pinheiro conta que 
serão expostas 10 peças ao longo de 2016, em locais de 
grande movimento da cidade.
Projetadas como intervenção urbana, as obras são itine-
rantes e devem ficar pelo menos dois meses em cada ponto. 
A artista responsável explica que os seus trabalhos são feitos 
com base em alguma problemática social. Ao final do itinerá-
rio, três peças serão doadas para leilão, com o intuito de aju-
dar instituições que trabalham com vítimas da seca no Ceará.
Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 5
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com 
base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma-
ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade 
escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A mídia na-
cional na construção cultural e política dos brasileiros, apre-
sentando proposta de intervenção que respeite os direitos 
humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente 
e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
O papel(ão) da mídia na sociedade
A mídia é composta pelos mais diversos meios de comuni-
cação: cinema, televisão, rádio, internet, jornais, revistas, livros, 
panfletos, cartazes, outdoors. Enfim, tudo aquilo que comuni-
ca em massa, ou seja, que torna algo comum a todos, ou a um 
grande número de pessoas, pode ser considerado mídia. 
Para a jornalista Marisa Sanematsu, a mídia informativa é 
um importante espaço de poder, debate e mediações de con-
flitos. Ela diz que “estar na mídia é sinônimo de existir. Define 
os assuntos sobre os quais as pessoas conversam dentro de 
casa, nas reuniões sociais, no ponto de ônibus e no trabalho. 
Em outras palavras, a mídia tem o poder de selecionar e hierar-
quizar temas, definindo prioridades. É nesse contexto que se 
pode afirmar que a imprensa tem muito poder e uma respon-
sabilidade social muito grande na configuração da agenda de 
debates de uma sociedade”.
Então, o papel da mídia na sociedade é informar, é definir 
os temas a serem discutidos, é expor ideias e formar opiniões. 
O papel da mídia é formar cidadãos conscientes e críticos. Mais 
do que tudo, o papel da mídia é ser leal com o seu público. 
 Disponível em: . 
Acesso em: 30 jan. 2016. (adaptado)
Texto II
Quino. Toda Mafalda. São Paulo, Martins Fontes, 2000
Texto III
Qual o poder da mídia?
Colocada assim, em toda sua brutalidade, a pergunta 
pode receber uma resposta igualmente brutal: a mídia é 
capaz de qualquer coisa. Ela provoca comportamentos, in-
fluencia atitudes, cria ideologias.
Em uma era em que a sociedade vive a velocidade dos 
bits e bytes, em que o acesso à informação, teoricamente, 
está à disposição de todos, não há como se desvincular sub-
jetivamente: a mídia “faz a cabeça”.
Notadamente, esse poder da mídia não é percebido no 
cotidiano das pessoas, aliás, contrariamente, “a centralida-
de das mídias está disfarçada, em parte, pela predominân-
cia daquela expressão segura de si e bem definida, ‘socie-
dade da informação’ ou de maneira ainda mais grandiosa, 
‘era da informação’”, como diz Todd Gitlin.
A informação isoladamente não representa grande im-
portância no universo da comunicação. Volatiliza-se rapida-
mente dada sua quantidade e fugacidade. Canalizada e or-
ganizada, entretanto, transforma-se em conhecimento, que 
na atualidade se tornou fator de superação de desigualda-
des, de inserção dos excluídos e de distribuição de riquezas, 
o que significa, em última análise, que informação é poder.
Disponível em: . Acesso em: 29 ago. 2016. (adaptado)
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
11
Proposta de redação 6
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
O apelo midiático do esporte, apresentando proposta de 
intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, 
organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumen-
tos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Com investimento bilionário na Rio 2016, TV americana 
causa “corujão” esportivo e tenta até alterar alfabeto
Os horários pouco ortodoxos, bem como a escolha dos 
esportes “agraciados”, são mais uma face da imensa influên-
cia que a rede de TV americana NBC tem sobre não apenas 
os Jogos Olímpicos, mas sobre o Comitê Olímpico Interna-
cional (COI). Tudo isso por força do investimento de US$ 1,3 
bilhão nos direitos de transmissão da Rio 2016.
Muitas pessoas que compraram ingressos para eventos de 
basquete, natação e vôlei de praia da Rio 2016 devem ter estra-
nhado quando encontraram uma programação mais adequa-
da para uma “balada” do que para uma competição esportiva 
– as finais na piscina, por exemplo, começam às 22h de Brasília.
Não é surpresa alguma, então, que a emissora dê prio-
ridade ao mercado americano, em especial no que diz res-
peito a esportes que atraiam o interesse de sua audiência, 
como é o caso das modalidades citadas anteriormente, ou 
de provas de interesse universal, como a final dos 100 m ra-
sos no atletismo, marcada para 22h30.
Mas na Rio 2016, a NBC tentou influenciar até o protoco-
lo olímpico: no início da semana, a emissora pediu ao COI 
que mudasse a ordem de entrada das delegações no desfile 
da Cerimônia de Abertura, na próxima sexta-feira.
De acordo com a tradição, a ordem do desfile tem a 
 Grécia, berço dos Jogos, abrindo o evento, e o país anfitrião 
fechando. A entrada do restante dos países obedece à or-
dem alfabética de acordo com o idioma local.
Os executivos da emissora temem um esvaziamento de 
sua audiência porque, de acordo com a ortografia brasilei-
ra, a delegação americana desfilará entre os países iniciados 
com a letra E, o que poderá fazer com que parte do público 
mude de canal depois da passagem dos 555 atletas dos EUA.
Fernando Duarte. Disponível em: . Acesso em: 5 set. 2016. (adaptado)
Texto II
A associação entre o símbolo olímpico e o principal cartão postal do Rio de 
 Janeiro revela a intenção de manter o esporte como um elemento lucrativo.
Texto III
Jogos inspiram prática de esportes olímpicos no TO: 
“só falam do Phelps”
Motivados por histórias de superações olímpicas e por 
grandes feitos, atletas mirins de Palmas começam a sonhar 
com um futuro nos Jogos Olímpicos.
As academias de Palmas estão comemorando o aumento 
na procura pelas inscrições para a prática de vários esportes. 
O efeito Michael Phelps chegou a um grupo de crianças que 
praticam natação e sonham com a coleção de medalhas do 
americano.
— Aqui, na academia,podemos dizer que melhorou a 
procura. Nessa época do ano, sempre temos um aumento 
por conta do calor na capital, mas é claro que a Olimpíada 
Rio 2016 melhorou as coisas. Os alunos que entram só falam 
em Phelps — diz Katia Simiema.
Disponível em: . Acesso em: 5 set. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 7
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com 
base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma-
ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade 
escrita formal da língua portuguesa sobre o tema O descom-
passo entre a evolução tecnológica e o cuidado ambiental, 
apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos 
humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente 
e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
O meio ambiente era tido, tradicionalmente, como uma 
fonte inesgotável de recursos naturais. Com o advento da 
industrialização, essa ideia tornou-se ainda mais abrangen-
te, e o meio ambiente passou também a ser recipiente de 
resíduos gerados pelas atividades industriais. 
A discussão atual foca tanto a questão da utilização desen-
freada dos recursos naturais quanto a geração de resíduos no 
que diz respeito à capacidade de suporte de nosso planeta.
Internalizando as questões ambientais para o ambiente 
empresarial, pode-se observar que, estrategicamente, tal 
procedimento pode potencializar cenários de vantagens 
competitivas, por exemplo: redução de custos através de 
uma eficiência maior na utilização dos recursos, e diferen-
ciação através do atendimento a mercados mais exigentes 
com relação às questões de cunho ambientalista. 
Por fim, pode-se considerar que o meio ambiente, ao lon-
go da história, passou de uma fonte de recursos e recipiente 
de resíduos para o status de ativo da sociedade global. Nes-
se sentido, observa-se que o processo de regulamentações 
tende a restringir as interferências das atividades humanas, 
numa tentativa de conservação, que, por sua vez, impactam 
diretamente no ambiente dos negócios, exigindo novas 
posturas de empresas e tomadores de decisões.
BORGES, Fernando H.; TACHIBANA, Wilson K. A evolução da preocupação 
ambiental e seus reflexos no ambiente dos negócios: uma abordagem histórica. 
Disponível em: . Acesso em: 5 set. 2016. (adaptado)
Texto II
MAURICIO DE SOUSA. Papa-capim. 2000. 
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
12
Texto III
Pesquisador defende benefícios do desmatamento 
e irrita ambientalistas
Em uma apresentação que causou polêmica, o pes-
quisador e ex-diretor do Instituto de Pesquisa Econômica 
Aplicada (Ipea), Eustáquio Reis, defendeu os benefícios do 
desmatamento e incomodou ambientalistas que formavam 
a plateia de debates do fórum sobre meio ambiente, rea-
lizado paralelamente às atividades culturais do 11o Festival 
Internacional de Cinema Ambiental (Fica).
Doutor em economia, Reis começou sua apresentação 
argumentando que não se pode falar em meio ambiente 
sem levar em conta as vantagens econômicas do desmata-
mento. Segundo o pesquisador, na maioria das vezes há re-
lação direta entre devastação e ganhos econômicos, como 
no norte de Mato Grosso, região que enriqueceu com base 
na produção de soja em larga escala. “O desmatamento não 
tem só custos. Tem benefícios. É fundamental ter noção dos 
benefícios”, destacou.
“As estradas são vistas como demônios na Amazônia. 
Não é assim. Alguns efeitos podem ser minorados. E seria 
criminoso com os produtores e com o país negar oportuni-
dades mais competitivas de transporte”, acrescentou.
O pesquisador chegou a ouvir da plateia que sua apre-
sentação era “simplista” e com falhas na análise de gráficos 
e dados científicos.
Disponível em: . Acesso em: 5 set. 2016. 
(adaptado)
Proposta de redação 8
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
Impacto das ações sociais na qualidade de vida da popu-
lação, apresentando proposta de intervenção que respei-
te os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de 
forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de 
seu ponto de vista.
Texto I
Ação Social promove qualidade de vida para Grupo da 
Terceira Idade com atividade física
Com o objetivo de proporcionar o bem-estar físico e 
mental ao público da terceira idade do Serviço de Convi-
vência e do Fortalecimento de Vínculos (SCFV), está incluso, 
no planejamento semanal, a prática de atividades físicas. 
Segundo estudos, a falta de atividade física pode reduzir 
em até dez anos a expectativa de vida, já quem se exercita 
reduz em até 50% a chance de desenvolver doenças crôni-
cas, como câncer, diabetes e problemas cardiovasculares.
As pessoas que participaram foram submetidas a uma 
avaliação física e funcional para o controle e correta pres-
crição das atividades físicas, trabalhando de forma global e 
favorecendo a percepção do equilíbrio entre mente e corpo 
através de atividades físicas. As atividades físicas são coor-
denadas pelo educador físico Rodrigo Menezes.
Disponível em: . 
Acesso em: 20 set. 2016. (adaptado) 
Texto II
MYRRIS
Texto III
Bombeiros participam de Ação Social de 
Limpeza Ambiental
Na manhã desta terça-feira, durante a Ação Social de 
Limpeza Ambiental realizada pelo Movimento Mulheres Vila 
Dom Luís, sob a coordenação da senhora Vera Jordão, o te-
nente do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, José de 
Ribamar Mendes, proferiu a palestra com o tema Prevenção 
de Acidentes na Água.
Também foram repassados ensinamentos sobre pri-
meiros socorros e combate a incêndio e queimadas. Uma 
megaestrutura foi montada para o evento, que ocorreu às 
margens do Rio Bacanga.
Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 9
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
Sala de aula e a dinâmica perigosa da inversão de papéis, 
apresentando proposta de intervenção que respeite os di-
reitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma 
coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu 
ponto de vista.
Texto I
CHAUNU, 2009. (adaptado)
QUE NOTAS SÃO 
ESTAS? QUE NOTAS SÃO ESTAS?
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
13
Texto II
Professores falam da transferência da educação 
dos pais para a escola
Rossana Abbiati Spacek tem 52 anos e é professora de 
Língua Portuguesa e Literatura. Ela nasceu em Barra Mansa 
(RJ), mas vive em Uberlândia há 30 anos. Atualmente, ela le-
ciona em duas escolas e disse que, devido ao mundo mo-
derno e às tendências que ele trouxe, o que era para ser um 
auxílio acabou virando uma obrigação. “Os pais ‘depositam’ 
seus filhos nas escolas, pagam por isso e exigem que as insti-
tuições assumam um papel que não é delas. Os pais moder-
nos trabalham cada vez mais, tentando substituir o afeto com 
bens materiais. Há de se entender que devemos ser parcei-
ros, e não adotar sozinhos essa responsabilidade de educar, 
que é papel da família”, disse.
A opinião da Rossana Spacek também é compartilhada 
pela professora do ensino infantil Mariana Barcelos de Frei-
tas, de 36 anos, que há um ano e meio entrou para as salas 
de aula como profissional da educação. Ela também não é 
natural de Uberlândia, mas é mineira de João Monlevade e 
mora na cidade do Triângulo Mineiro há 23 anos.
O ideal, segundo ela, é que a educação venha de casa, 
e aos professores cabe reforçar esse ensino, mostrando aos 
alunos os “direitos e deveres” perante à escola e à família. 
“O professor está na escola para passar e obter troca de co-
nhecimentos com a relação educador x educando”, comple-
mentou. 
Mariana Barcelos apontou também comodificuldade no 
ensino o entrosamento entre pais e professores. “A maioria 
dos pais não acompanha o desenvolvimento dos filhos na 
escola e/ou em casa”, afirmou.
Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016
Texto III
Aluno processa professor por celular 
retirado em sala de aula e perde
Em sentença, juiz afirmou que país virou as 
costas para a educação e culpa novelas e reality shows
A polêmica do uso de celular em sala de aula chegou aos 
tribunais depois que um aluno processou o seu professor 
por ter tomado o aparelho no meio de uma aula. O episódio 
aconteceu em Tobias Barreto, no Sergipe, e teve a decisão 
do juiz Eliezer Siqueira de Souza Júnior a favor do docente. O 
magistrado aproveitou a sentença para criticar as novelas, os 
reality shows e a ostentação, considerados pelo magistrado 
como contraeducação.
 “Julgar procedente esta demanda é desferir uma bofeta-
da na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a 
alienação e a contraeducação, as novelas, os reality shows, a 
ostentação, o bullying intelectivo, o ócio improdutivo, enfim, 
toda a massa intelectivamente improdutiva que vem asso-
lando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, en-
sinando falsos valores e implodindo a educação brasileira”, 
afirmou o juiz.
A ação foi movida pelo aluno Thiago Anderson Souza, re-
presentado por sua mãe Silenilma Eunide Reis, que, segundo 
consta nos autos do processo, passou por “sentimento de 
impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e 
emocional” após ter o celular retirado pelo professor Odilon 
Oliveira Neto. O estudante disse que apenas utilizava o apa-
relho para ver o horário. Porém, perante outras provas, o juiz 
não acreditou na versão de Thiago.
Disponível em: . Acesso em: 26 nov. 2014. (adaptado)
Proposta de redação 10
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda-
lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema O 
direito à moradia, e a luta por habitação, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
A partir da inclusão da moradia no rol dos direitos sociais 
expressamente enunciados no art. 6º da Constituição Federal 
de 1988 – CF/88, consagrou-se no âmbito jurídico a afirmação 
do direito à moradia como direito humano e fundamental. 
No entanto, se enfatizarmos os aspectos históricos e políticos 
do tema moradia, constata-se que a mera afirmação jurídico-
-formal desse direito essencial está longe de significar a sua 
efetividade na sociedade contemporânea. Não precisamos 
reforçar os dados estatísticos para demonstrar este descom-
passo entre a legislação pertinente ao direito à moradia, e a 
injusta e excludente estrutura social urbana brasileira.
STEFANIAK, João Luiz; STEFANIAK, Jeaneth Nunes. Direito humano e fundamental à 
moradia. Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais, Universidade Estadual de Ponta 
Grossa. Disponível em: . Acesso em: 25 set. 2015. (adaptado)
Texto II
PAPAI, LÊ AQUELE 
CONTO DE FADAS 
PRA GENTE 
DORMIR?
“TODO 
 BRASILEIRO 
TEM DIREITO À 
MORADIA...”
CLARO!
JEAN
Texto III
Gerôncio Henrique Neto, morto em setembro de 2015, 
foi um lutador pelo direito à moradia. Ele nasceu na cidade 
de Santana de Ipanema, no estado de Alagoas, mudou-se 
para São Paulo na década de 1960, e desde o início se en-
volveu com os problemas da comunidade do Jardim Edith, 
onde se instalou com a família.
As primeiras remoções de moradores da comunidade 
começaram nos anos 1970, para a construção de obras viá-
rias. Em meados dos anos 1990, mais famílias foram retiradas. 
Em todos esses momentos, Gerôncio e seus familiares resis-
tiram. [...] A área do Jardim Edith foi demarcada como Zona 
Especial de Interesse Social (ZEIS) no Plano Diretor de 2002, 
depois de muita pressão dos moradores.
[...] Depois de décadas de lutas, nas quais o Sr. Gerôncio foi 
protagonista, o conjunto habitacional do Jardim Edith foi cons-
truído e, no final de 2012, as famílias começaram a ocupá-lo. 
Disponível em: . Acesso em: 7 out. 2015. (adaptado)
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
14
Proposta de redação 11
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com 
base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma-
ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade es-
crita formal da língua portuguesa sobre o tema As consequên-
cias do consumo de álcool pelos jovens para a sociedade, 
apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos 
humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e 
coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Alcoolismo na adolescência
Alcoolismo nunca foi problema exclusivo dos adultos. 
Pode também acometer os adolescentes. Hoje, no Brasil, 
causa grande preocupação o fato de os jovens começarem a 
beber cada vez mais cedo. Pior ainda, é que certamente par-
te deles conviverá com a dependência do álcool no futuro.
Para essa reviravolta em relação ao uso de álcool entre 
os adolescentes, que ocorreu bruscamente de uma geração 
para outra, concorreram diversos fatores de risco. O primeiro 
é que o consumo de bebida alcoólica é aceito e até estimula-
do pela sociedade. Pais que entram em pânico quando des-
cobrem que o filho ou a filha fumou maconha ou tomou um 
comprimido de ecstasy em uma festa acham normal que eles 
bebam porque, afinal, todos bebem.
Sem desprezar os fatores genéticos e emocionais que in-
fluem no consumo da bebida – o álcool reduz o nível de ansie-
dade, e algumas pessoas estão mais propensas a desenvolver 
alcoolismo –, a pressão do grupo de amigos, o sentimento de 
onipotência próprio da juventude, o custo baixo da bebida, a 
falta de controle na oferta e consumo dos produtos que con-
têm álcool e a ausência de limites sociais colaboram para que 
o primeiro contato com a bebida ocorra cada vez mais cedo.
Não é raro o problema começar em casa, com a hesita-
ção paterna na hora de permitir ou não que o adolescente 
faça uso do álcool ou com o mau exemplo que alguns pais 
dão, vangloriando-se de serem capazes de beber uma gar-
rafa de uísque ou dez cervejas em um final de semana.
Não se pode esquecer de que, em qualquer quantidade, 
o álcool é uma substância tóxica e que o metabolismo das 
pessoas mais jovens faz com que seus efeitos sejam poten-
cializados. Não se pode esquecer também de que ele é res-
ponsável pelo aumento do número de acidentes e atos de 
violência, muitos deles fatais, a que se expõem os usuários.
Disponível em: . Acesso em: 16 jan. 2014. (adaptado)
Texto II
D
iv
ul
g
aç
ão
Texto III
Jovens e álcool
O último Levantamento Nacional sobre o Uso de Dro-
gas, realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre 
Drogas Psicotrópicas (Cebrid) e pela Secretaria Nacional 
Antidrogas (Senad), revela que o consumo de álcool por 
adolescentes de 12 a 17 anos já atinge 54% dos entrevis-
tados, e desses, 7% já apresentam dependência. O estudo 
mostrou que entre jovens de 18 a 24 anos, 78% já fizeram uso 
da substância e 19% deles são dependentes. Para demons-
trar como o consumo de bebidas alcoólicas na adolescên-
cia aumentou, no levantamento anterior, realizado em 2001, 
apenas 5% dos adolescentes pesquisados preenchiam os 
critérios para dependência do álcool. 
Segundo recente estudo divulgado pela Organização 
das Nações Unidas (ONU), em comparação com os países 
da América Latina, o Brasil aparece em terceiro lugar no 
consumo de álcool entre os adolescentes. A pesquisa foi 
feita com estudantes do ensino médio e incluiu 347 771 me-
ninos e meninas, de 14 a 17 anos, do Brasil, da Argentina, 
da Bolívia, do Chile, do Equador, do Peru, do Uruguai, da 
Colômbia e do Paraguai. Entre os brasileiros, 48%admitiram 
consumir álcool.
Disponível em: . Acesso em: 16 jan. 2014. (adaptado)
Proposta de redação 12
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
A valorização do empregado doméstico, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
No livro Libertas entre sobrados, a historiadora Lorena 
Telles analisa a relação entre mulheres negras e a profissão 
de empregada doméstica entre 1880 e 1920 no estado de 
São Paulo. 
De acordo com a autora, sua pesquisa revela que, mes-
mo após o fim da escravidão, as mulheres negras continua-
ram a sofrer com más condições econômicas e sociais e, 
principalmente, com a herança escravista da profissão.
O baixo salário, por exemplo, não permitia que negras re-
cém-libertas tivessem suporte mínimo para viver em São Paulo. 
“A regulamentação (CLT) da profissão de empregada doméstica 
só aconteceu em 2012, ou seja, uma série de direitos foi negada 
a essas mulheres por muito tempo. Essa situação indica como 
a profissão foi influenciada por sua herança escravista”, diz.
Para a pesquisadora, a proximidade entre empregadas 
domésticas e o ambiente familiar também prejudicou as 
profissionais do lar durante a história. “Quando pensamos 
que a casa, onde pessoas moram, é também lugar de traba-
lho, as empregadas domésticas são colocadas muito próxi-
mas aos caprichos, aos cuidados dos patrões, das crianças. 
Portanto, acabam trabalhando muito mais do que qualquer 
outra profissão, sendo as primeiras a acordar e as últimas a 
dormir”, analisa.
HISTORIADORA analisa como herança escravista influenciou profissão 
de empregada doméstica. Opera Mundi, São Paulo, 1o out. 2014.
Disponível em: . 
Acesso em: 13 jan. 2015. (adaptado)
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
15
TEXTO II
Disponível em: . Acesso em: 13 abr. 2015.
Texto III
O trabalho doméstico
 O trabalho doméstico pago – mas também o não pago 
– é uma atividade desvalorizada na maioria das socieda-
des modernas, inclusive pelo fato de ser, quase sempre, 
executado por mulheres. Nas relações e práticas sociais, 
é um trabalho: 1) subestimado – uma série de atividades 
indispensáveis para a manutenção da formação social e 
efetivamente realizadas pelas mulheres não aparecem 
como "trabalho”; 2) desvalorizado – às tarefas domésti-
cas, mesmo reconhecidas, é atribuída pouca importância; 
3) isolado – é realizado, na maior parte do tempo, nas uni-
dades domésticas; 4) invisível, dos pontos de vista psico-
lógico, econômico e ideológico, além de ser "consumido” 
na mesma proporção e velocidade com que é realizado. 
PREUSS Miriam Raja Gabaglia. Patroas e empregadas: relações de 
proximidade e oposição. In: D'ÁVILA NETO, Maria Inácia; GARCIA, 
Cláudia Amorim (Org.). Mulher: cultura e subjetividade. Rio de Janeiro: 
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia, 2007. 
Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2015 (adaptado)
Proposta de redação 13
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda-
lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema As 
favelas brasileiras na dinâmica das cidades, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coe-
sa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Doze milhões de brasileiros moram em favelas. Se, todas 
juntas, elas formassem um estado, ele seria o quinto mais 
populoso do país, capaz de movimentar R$ 64,5 bilhões por 
ano. Quase dois terços de seus moradores têm menos de 
35 anos. E, entre todos, 62% têm orgulho do local em que 
vivem.
Quem divulga ao público esses dados é o livro Um país 
chamado favela, de autoria de Renato Meirelles e Celso 
Athayde. Mas o livro não trata apenas de dados. Os autores 
pretendem, por meio de histórias de vida, personagens e 
análises contextuais, desmistificar o território dos morros e 
comunidades – ainda encarado como um corpo estranho 
para quem é “do asfalto”.
BLUMEN, Felipe. A favela é o local mais antropofágico do Brasil. Catraca Livre, 
6 ago. 2014. Seção Urbanidade. Disponível em: . 
Acesso em: 7 out. 2015. (adaptado)
Texto II
AMARILDO. Disponível em: . 
Acesso em: 20 set. 2016.
Texto III
O pensamento contemporâneo entende a favela como 
um fenômeno urbano que se configura no território, sendo, 
portanto, parte integrante da cidade, um dos elementos da 
morfologia urbana que conformam seu desenho.
Dessa forma, não é mais possível aceitar o conceito de 
favela centrado em parâmetros negativos, os quais se sus-
tentam em torno das ideias de ausência, carência e homoge-
neidade, e tomam como significante aquilo que a favela não 
é em comparação com um modelo idealizado de cidade. 
Só com base nesse entendimento – das favelas como par-
te integrante da cidade – é possível dar início à elaboração 
dos projetos de urbanização, os quais não serão o “espelho 
da cidade convencional”; ao contrário, os projetos para as 
regiões periféricas, caracterizadas por toda sorte de pre-
cariedades, devem apostar em uma definição baseada em 
novas relações de espaço, tempo e distância próprios, que 
entendam as rupturas e a ordem das diversas ocupações.
FRANÇA, Elisabete. Urbanismo na cidade informal. A Cidade Informal no Século XXI. 
Disponível em: . 
Acesso em: 30 set. 2015. (adaptado)
Proposta de redação 14
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
Avanços e retrocessos no combate à violência contra 
crianças e adolescentes, apresentando proposta de inter-
venção que respeite os direitos humanos. Selecione, orga-
nize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e 
fatos para defesa de seu ponto de vista.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
16
Texto I
O Brasil possui uma população de 201,5 milhões de pes-
soas, dos quais 59,7 milhões têm menos de 18 anos de idade. 
Mais da metade de todas as crianças e adolescentes brasileiros 
são afrodescendentes, e mais de um terço dos 821 mil indíge-
nas do país são crianças. São dezenas de milhões de pessoas 
que possuem direitos e deveres e necessitam de condições 
para se desenvolverem com plenitude todo o seu potencial.
A face mais trágica das violações de direitos que afetam 
meninos e meninas no Brasil são os homicídios de adoles-
centes. De 1990 a 2014, o número de homicídios de brasilei-
ros de até 19 anos mais que dobrou: passou de 5 mil para 
11,1 mil casos ao ano. Isso significa que, em 2014, a cada dia, 
30 crianças e adolescentes foram assassinados.
Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016. (adaptado)
Texto II
Estatuto da Criança e do Adolescente
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser 
educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de trata-
mento cruel ou degradante, como formas de correção, disci-
plina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos 
integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos 
agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou 
por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, 
educá-los ou protegê-los.
Parágrafo único. Para os fins desta lei, considera-se:
I – castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva 
aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o ado-
lescente que resulte em:
a) sofrimentofísico; ou
b) lesão;
II – tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel 
de tratamento em relação à criança ou ao adolescente que:
a) humilhe; ou
b) ameace gravemente; ou
c) ridicularize.
Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2016.
Texto III
Página oficial do Senado no Facebook. 10 jun. 2014.
Proposta de redação 15 
Proposta
Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e 
nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, 
redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade es-
crita formal da língua portuguesa sobre o tema A remoção 
de famílias em grandes obras: poucos devem pagar por 
muitos?, apresentando proposta de intervenção que res-
peite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, 
de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa 
de seu ponto de vista.
Texto I
Obras do Transcarioca levam a remoção de famílias 
no Campinho
Cerca de 60 famílias, algumas das quais moram no mesmo 
local há mais de 30 anos, estão sendo removidas pela prefeitura 
da comunidade do Largo do Campinho Zona Norte do Rio para 
imóveis do Minha Casa Minha Vida em Cosmos na Zona Oeste. 
Elas são retiradas para permitir a realização de obras do corre-
dor Transcarioca – faixa de ônibus segregada do trânsito que 
ligará a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim 
passando pelos bairros de Madureira e Penha. As obras, que são 
financiadas pelo BNDES, fazem parte do pacote da prefeitura 
para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. 
A remoção foi antecedida por um protesto dos mora-
dores que se concentraram com faixas e cartazes no Largo 
do Campinho. Logo depois chegaram agentes da Guarda 
Municipal, da PM e da Comlurb para iniciar a retirada. Ca-
minhões-baús estão sendo empregados para levar os per-
tences dos moradores até Cosmos. A subprefeitura da Zona 
Norte cadastrou as famílias no ano passado antes de fazer 
as remoções. As negociações começaram a partir de no-
vembro de 2010. Os moradores alegam que não foram no-
tificados, enquanto que fiscais da prefeitura afirmam que a 
remoção foi previamente informada aos moradores.
Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. (adaptado)
Texto II
Éder Santos. Disponível em: . 
Acesso em: 26 ago. 2017.
Texto III
Em Porto Alegre, ampliação da pista do aeroporto 
é obra mais esperada
O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, 
está entre os terminais aéreos brasileiros incluídos no leilão 
de concessão para a iniciativa privada, apresentado pelo 
governo federal. Outros três aeroportos estão no pacote: 
de Salvador, Florianópolis e Fortaleza.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil 
(ANAC), a oferta inicial no leilão deverá ser de, no mínimo, 
R$ 31 milhões para o aeroporto da capital gaúcha. Quanto ao 
prazo, será concedido por 25 anos, prorrogável por mais cinco.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
17
A previsão de investimentos é de, no mínimo, R$ 1,902 
bilhão. As melhorias incluem ampliação do terminal de pas-
sageiros, ampliação do pátio de aeronaves (14 pontes e 8 po-
sições remotas), ampliação de pista de pouso/decolagem (3,2 
mil metros) em até 52 meses e ampliação de estacionamento 
(4,3 mil vagas).
A ampliação da pista do aeroporto, aprovada em 2015 pela 
Infraero, é uma das obras mais esperadas. A limitação da pista 
impede que aviões maiores voem com sua capacidade máxi-
ma de carga e passageiros dentro do aeroporto, o que reduz a 
atratividade financeira do voo para as empresas aéreas.
A execução da obra depende da remoção das famílias das 
vilas Nazaré, Floresta e Dique. A Infraero explica que, como a 
remoção não foi concluída, a obra não foi iniciada. Com a am-
pliação, a pista aumentaria 920 metros, de 2 280 metros para 
3,2 mil metros.
Proposta de redação 16
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com 
base nos conhecimentos construídos ao longo de sua forma-
ção, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade 
escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Para além 
dos muros: a ação da escola na comunidade, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
A função social da escola hoje deveria ser aquela compro-
metida com a transformação social, lutando em favor da esco-
larização para a cidadania, para que cada aluno, pela mediação 
do professor e também pela interação dos outros segmentos da 
unidade escolar, receba uma formação que possa atingir melho-
res níveis de consciência social e, com isso, seja capaz de atuar 
como agente de transformação da sociedade em que vive.
ASSUMPÇÃO, Tânia Maria de. Reflexões sobre a escola e sua interação com a 
 comunidade: um estudo de caso. 2005. 115 f. Dissertação (Mestrado em Educação e 
Cultura) – Universidade do Estado de Santa Catarina, Santa Catarina, 2005. (adaptado)
Texto II
Quando Braz Rodrigues Nogueira assumiu a direção da 
Escola Municipal Presidente Campos Salles, na favela de 
 Heliópolis, em 1995, o local estava mergulhado em violência. 
A praça em frente era palco de crimes como tráfico de dro-
gas e estupro (certa vez, até encontraram por lá um cadáver). 
“Nas classes, havia cinco ou seis agressões físicas entre alunos 
todos os dias, e sobrava cadeirada até para mim”, lembra.
O ambiente se tornou ainda mais assustador em 1999, 
com o assassinato de uma estudante logo após sair da aula. 
Foi o momento do basta. Nogueira passou, então, a organizar 
caminhadas anuais pela paz nas ruas da região e investiu em 
um programa de aproximação do colégio com a vizinhança. 
Se antes os estudantes, funcionários e professores viviam 
às voltas com problemas de segurança, hoje o Campos Salles 
nem sequer tem muros. “Percebi que os problemas da escola 
são os do bairro, e vice-versa”, conta Nogueira.
GOUVEIA, Júlia. Diretor muda realidade de escola na favela de Heliópolis. 
Veja, São Paulo, 12 abr. 2013. Disponível em: . 
Acesso em: 22 out. 2015. (adaptado)
Texto III
Disponível em: . 
Acesso em: 21 set. 2016.
Proposta de redação 17
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda-
lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema O 
trabalho escravo no Brasil contemporâneo, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
O trabalho escravo no Brasil
No Brasil, o trabalho escravo é definido pelo Artigo 149 
do Código Penal da seguinte maneira:
Art. 149. Reduzir alguém à condição análoga à de escravo, 
quer submetendo-o a trabalhos forçados ou à jornada exaus-
tiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, 
quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em ra-
zão de dívida contraída com o empregador ou preposto:
Pena: reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da 
pena correspondente à violência.
§ 1o. Nas mesmas penas incorre quem:
I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por 
parte do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de tra-
balho; 
II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou 
se apodera de documentos ou objetos pessoais do traba-
lhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho.
§ 2o. A pena é aumentada de metade, se o crime é co-
metido: 
I – contra a criança ou adolescente;
II– por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião 
ou origem.
O trabalho escravo não é caracterizado por meras infra-
ções trabalhistas. Ele é um crime contra a dignidade humana. 
A constatação de qualquer uma das quatro condições a seguir 
é suficiente para configurar a exploração de trabalho escravo: 
trabalho forçado, jornada exaustiva, servidão por dívida, con-
diçõesdegradantes (como alojamento precário, falta de assis-
tência médica, péssima alimentação, maus-tratos e violência).
Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2016. (adaptado)
Texto II
Cerca de 50 mil trabalhadores 
resgatados desde 1995
Origem
São migrantes provenientes do Maranhão 
(23,6%), Bahia (9,4%), Pará (8,9%), 
Minas Gerais (8,3%), Tocantins (5,6%), 
Piauí (5,5%), Mato Grosso (5,5%).
RAIO X: QUEM É O TRABALHADOR ESCRAVO CONTEMPORÂNEO
Trabalhadores libertados entre 2003 e 2014 (por atividade)
398 | confecção 1 312 |outro
1% 3%
3%
1 228 | reflorestamento
1%
565 | extrativismo25%
11 077 | cana
5%
2 101 | construção
1%
276 | mineração
8%
3 630 | carvão
19%
8 260 | outras
lavouras
5%
2 168 | desmatamento
29%
12 458 | pecuária
Escolaridade
33%
analfabetos
39%
só chegaram até a quarta série
Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2016.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
18
Texto III
Aplicativo monitora se grifes combatem (ou não) o 
trabalho escravo
A ONG Repórter Brasil lançou uma nova versão do seu 
aplicativo para o consumo consciente de roupas, o Moda Livre. 
O aplicativo avalia e monitora as ações que as principais 
empresas do setor vêm tomando para evitar que as suas pe-
ças sejam produzidas por mão de obra escrava. Além disso, 
oferece ao consumidor, de forma ágil e acessível, informa-
ções e notícias sobre as marcas envolvidas em casos de tra-
balho escravo na indústria do vestuário nacional.
CARVALHO, Fábio. Aplicativo monitora se grifes combatem ou não o trabalho escravo. 
180 graus. Disponível em: . Acesso em: 25 jul. 2016. (adaptado)
Proposta de redação 18
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
A segurança pública e o porte de armas, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Em 2005, 63% dos brasileiros votam em referendo a 
favor do comércio de armas
Em 20 de fevereiro de 1997, o então presidente da 
 República Fernando Henrique Cardoso sancionou a primei-
ra lei que endureceu a posição oficial em relação à posse 
de armas, tornando o porte ilegal um crime inafiançável e 
passível de encarceramento de um a quatro anos. A lei 9 437 
também foi a responsável por criar o Sistema Nacional de 
Armas (Sinarm), em vigor até hoje.
Em 2003, o Congresso votava o Estatuto do Desarmamen-
to, que enfrentou grande oposição por parte da chamada 
“bancada das armas”. A principal polêmica era com relação 
à realização de um referendo, no qual a população poderia 
optar por acabar com o comércio desses produtos. Em 23 de 
outubro daquele ano, o projeto foi aprovado pela Câmara dos 
Deputados; dois meses depois, o presidente Luiz Inácio Lula 
da Silva sancionou o texto, que se transformou na lei 10 826.
Disponível em: . Acesso em: 6 set. 2016. (adaptado)
Texto II
Controle de armas pelo Estatuto do Desarmamento 
está sob pressão no Brasil
Brasília – Enquanto a discussão sobre o controle de ar-
mas ganha força nos Estados Unidos, o Brasil vive um mo-
vimento inverso, com diversas tentativas de parlamentares 
para flexibilizar o acesso às armas de fogo e aumentar o 
número de categorias com direito ao porte de arma, alerta 
Melina Risso, diretora do Instituto Sou da Paz, organização 
não governamental que atua na prevenção da violência.
No Brasil, a presidenta Dilma Rousseff vetou integralmen-
te o texto do Projeto de Lei 87/2011. A justificativa foi que, se 
sancionado, implicaria maior quantidade de armas de fogo 
em circulação, "na contramão da política nacional de comba-
te à violência e em afronta ao Estatuto do Desarmamento".
Para o deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ), autor do 
projeto vetado – que previa o porte de arma, mesmo fora 
de serviço, para integrantes das Forças Armadas, agentes 
e guardas prisionais, integrantes das escoltas de presos e 
guardas portuários – a alteração é fundamental para ga-
rantir a segurança pessoal desses profissionais, que muitas 
vezes são "coagidos e sofrem ameaças" em função da ativi-
dade que exercem. "Queremos menos armas nas mãos dos 
bandidos, porque isso é que representa o risco", enfatizou.
Disponível em: . 
Acesso em: 30 jan. 2013. (adaptado)
Texto III
Disponível em: . Acesso em: 6 set. 2016.
Proposta de redação 19
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em mo-
dalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 
Os impactos das redes sociais nas relações interpessoais, 
apresentando proposta de intervenção que respeite os di-
reitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma 
coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu 
ponto de vista.
Texto I
A psicóloga e pesquisadora do Massachusetts Institute 
of Technology (MIT), Sherry Turkle, escreve sobre tecnologia 
e relações pessoais em seu livro Alone Together – Why We 
Expect More From Technology and Less From Each Other, 
algo como “Juntos sozinhos – Por que esperamos mais da 
tecnologia e menos de cada um de nós”.
Sherry ouviu 450 pessoas e concluiu: a enxurrada de dis-
positivos tecnológicos compromete a sociabilidade. Para 
Sherry, no mundo virtual, as relações são menos profundas 
e até ilusórias; e as múltiplas amizades das redes sociais são, 
na verdade, uma redução da amizade.
Sherry aponta a diluição no ambiente virtual de aspectos 
fundamentais das relações sociais no mundo físico. “Quan-
do desempenhamos um papel na vida real, contamos com o 
tom da nossa voz, com a tensão de nossos músculos e com 
o movimento do nosso corpo para nos comunicar. Aprende-
mos a interpretar esses sinais”, diz. “Isso não é irrelevante e 
não pode ser substituído por linhas postadas no mural do 
Facebook.”
HONORATO, Renata. Pesquisadora aponta riscos de reduzir relações pessoais à internet. 
Exame, São Paulo, 11 abr. 2015. Disponível em: . 
Acesso em: 13 set. 2015. (adaptado)
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
19
Texto II
ALPINO. Disponível em: . 
Acesso em: 21 set. 2016.
Texto III
Levando em conta a dificuldade atual de se viver sem 
tecnologia, também há coisas que se pode fazer para tentar 
integrar o uso dos telefones celulares de maneira mais sau-
dável no dia a dia.
Uma delas é reconhecer que atualmente temos ferramen-
tas poderosas e de grande auxílio em diversos momentos, 
mas justamente por serem tão importantes, também podem 
impedir que as pessoas estejam presentes “de corpo e alma” 
em outras atividades. Saber disso já pode ajudar a definir 
como e quando se vai interagir com o aparelho de telefone.
É importante também estabelecer limites. Assim, é pro-
veitoso agendar uma parte do tempo livre com atividades 
que incluam outras pessoas, como um almoço com amigos, 
uma reunião com a família ou mesmo a leitura de um livro.
MANO, Ana Luiza. Vício em smartphones: como mudar nossa relação com eles. 
Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática, São Paulo, ago. 2014. 
Disponível em: . Acesso em: 13 set. 2015. (adaptado)
Proposta de redação 20 
Proposta
Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e 
nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, 
redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade es-
crita formal da língua portuguesa sobre o tema Trabalho e 
qualidade de vida, apresentando proposta de intervenção 
que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e re-
lacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para 
defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Quarenta e três por cento prefere trabalho flexível aum amento, diz pesquisa
Mais dinheiro ou mais tempo? Segundo um estudo di-
vulgado pela Unify, 43% dos profissionais negariam um au-
mento de salário de 10%, se pudessem ter mais flexibilidade 
no trabalho.
Quando confrontados com a possibilidade de ganhar 
20% a mais, 36% dos entrevistados ainda assim prefeririam 
dias e horários mais adaptáveis.
Outra descoberta da pesquisa foi que um terço das pes-
soas trocaria de empregador se recebesse uma oferta de 
trabalho mais flexível do que a atual.
A preocupação com a qualidade de vida é a principal ex-
plicação por trás dos números. Entre as razões mais citadas 
estão a facilidade para lidar com as responsabilidades fami-
liares (43%) e as possibilidades de ter mais tempo livre (38%).
Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2017. (adaptado)
Texto II
Disponível em: . 
Acesso em: 26 ago. 2017. 
Texto III
Flexibilização de horário exige cautela mesmo se há 
apoio dos funcionários
Mesmo quando funcionários e empregador em mútuo 
acordo desejam, por exemplo, encurtar o intervalo de al-
moço para encerrar o expediente mais cedo, advogados 
alertam que o trato pode render um futuro passivo judicial.
A flexibilização do horário de almoço é apenas um dos 
vários exemplos em que tanto empresa quanto funcionário 
são favoráveis a um afrouxamento das regras, mas que sob 
o ponto de vista jurídico surgem problemas.
Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da 
Indústria (CNI) aponta que os trabalhadores não são favorá-
veis apenas à flexibilização do almoço (58% de apoio), mas 
também aos horários de entrada e saída (71%) e ao acúmulo 
de horas extras para obter folgas (63%).
Mas seja qual for o pleito, as flexibilizações sempre acen-
dem uma luz amarela, se não vermelha, para os empresá-
rios. “Hoje não existe possibilidade de flexibilizar. Não só 
por rigidez da legislação em si como por interpretação dos 
tribunais, que dizem que essas situações não são possíveis”, 
afirma o presidente do Conselho de Relações do Trabalho 
da CNI, Alexandre Furlan.
Disponível em: . 
Acesso em: 26 ago. 2017. (adaptado)
Proposta de redação 21
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e 
com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em moda-
lidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema For-
mas de incentivar a leitura desde a infância, apresentando 
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, 
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
20
Texto I
O que é o PROLER?
O Programa Nacional de Incentivo à Leitura (PROLER) tem 
por finalidade contribuir para a ampliação do direito à leitura, 
promovendo condições de acesso a práticas de leitura e de es-
crita críticas e criativas. Isto implica articular a leitura com ou-
tras expressões culturais, propiciar o acesso a materiais escritos, 
abrir novos espaços de leitura e integrar as práticas de leitura 
aos hábitos espontâneos da sociedade, constituindo, dentro e 
fora da biblioteca e escola, uma sociedade leitora na qual a par-
ticipação dos cidadãos no processo democrático seja efetiva.
Criado pelo Decreto nº 519 de 13 de maio de 1992, o Pro-
grama Nacional de Incentivo à Leitura – PROLER pretende 
cada vez mais ser uma rede referência em valorização social 
da leitura e da escrita, presente em todo país, com qualida-
de, diversidade e inovação.
Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2016. (adaptado)
Texto II
Projetos de Promoção da Leitura
A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) 
foi pioneira no país em projetos de estímulo à leitura, ao 
beneficiar uma clientela de crianças e jovens que não têm 
acesso permanente a um acervo variado de livros de quali-
dade, entre os quais destacamos:
 A Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso – o Instituto Ecofuturo, 
em 1999, criou as Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso. 
A partir de 2001, a FNLIJ foi contratada para executar este 
projeto para o Instituto Ecofuturo, ONG vinculada à Suzano 
Papel e Celulose. É uma ação que considera a biblioteca 
como um espaço democrático de acesso ao conhecimento.
 A Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens – realizado anual-
mente, no Rio de Janeiro, desde 1999. É a única feira de livros 
exclusivamente de obras de literatura infantil e juvenil, com 
lançamentos de livros, encontros com autores, performances 
de ilustradores e um seminário dirigido ao público adulto. 
 A Concurso "Os Melhores Programas de Incentivo à Leitura 
junto a Crianças e Jovens de todo o Brasil" – ação criada 
pela FNLIJ para promover a leitura e mapear as iniciativas 
de incentivo à leitura existentes. 
Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2016. (adaptado)
Texto III
Disponível em: . 
Acesso em: 8 set. 2016.
Proposta de redação 22 
Proposta 
Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e 
nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, 
redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade es-
crita formal da língua portuguesa sobre o tema A tecnolo-
gia como aliada na sala de aula, apresentando proposta 
de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, 
organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumen-
tos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
A tecnologia é aliada em sala de aula
A tecnologia vem mudando significativamente as rela-
ções humanas em todos os aspectos da sociedade. O im-
pacto dessas mudanças também ocorre no ensino formal, 
que tem passado por verdadeira revolução para se adequar 
às novas plataformas tecnológicas e de comunicação. Em 
decorrência desse fenômeno, o professor deixou de ser a 
única fonte de conhecimento para o aluno, que hoje dispõe 
da facilidade de acesso ao computador e, consequente-
mente, à internet e às redes sociais, e também aos dispo-
sitivos móveis com características de interatividade, como 
tablets e celulares.
Segundo o professor Eduardo Chaves, docente da Unicamp 
e membro do Fórum de Líderes de Educação da Microsoft 
Corporation, a geração atual já nasceu conectada e encara 
as novas tecnologias com maior naturalidade. Sendo assim, 
a escola deve estar atenta às necessidades dos chamados 
“nativos digitais” e preparar os professores para manter 
essa geração motivada em sala de aula. “O mundo mudou 
e os alunos mudaram. Hoje eles têm acesso a todo tipo de 
informação a qualquer hora e em qualquer lugar e isso não 
pode ser ignorado”, explica o professor.
Texto II
Disponível em: . 
Acesso em: 26 ago. 2017.
Texto III
Lei proíbe uso de celular na sala de aula
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em 
maio de 2008, uma lei que proíbe alunos de usar celulares e 
aparelhos eletrônicos como MP3 players e video games em 
escolas públicas e privadas da Educação Básica. Está libera-
da a utilização nos intervalos e horários de recreio, fora da 
sala de aula, cabendo ao professor encaminhar à direção o 
aluno que descumprir a regra. O projeto de lei que originou 
PROPOSTAS DE REDAÇÃO
21
a norma diz que o uso do telefone pode desviar a atenção 
dos alunos, possibilitar fraudes durante as avaliações e pro-
vocar conflitos entre professores e alunos e alunos entre si, 
influenciando o rendimento escolar. Se por um lado, a tec-
nologia serve de apoio às ações educacionais, por outro o 
seu uso exacerbado se torna um empecilho. Há diferenças 
entre a discussão das formas e dos modos de fazer uso de 
tecnologias em espaços coletivos e sua exclusão. A escola 
tem o dever de humanizar e educar cidadãos, posicionan-
do-se por vezes no fio da navalha entre exercer a autoridade 
e ser autoritária. 
Disponível em: . 
Acesso em: 26 ago. 2017.
Proposta de redação 23
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e

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