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Conteudista
Prof.ª Dra. Adriana Aparecida Furlan e Profª. Dra. Vivian Fiori
Revisão Textual
Aline de Fátima Camargo da Silva
Concepções Sobre Natureza e Meio 
Ambiente
2
Sumário
Objetivos da Unidade ............................................................................................................3
Introdução .............................................................................................................................. 4
Reflexões Sobre o que é Natureza ...............................................................................................4
Concepções Sobre Natureza ......................................................................................................... 7
A Nova Natureza com a Ciência e o Capitalismo ..........................................................14
Meio Ambiente e Educação Ambiental ...........................................................................15
Material Complementar......................................................................................................21
Atividades de Fixação ........................................................................................................ 22
Referências ........................................................................................................................... 23
Gabarito ................................................................................................................................24
3
Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para 
que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento 
do conteúdo.
Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua disponibili-
zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re-
comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento.
• Conhecer a problemática do meio ambiente;
• Refletir sobre as concepções de natureza e meio ambiente;
• Relacionar a questão ambiental ao ensino.
Objetivos da Unidade
4
VOCÊ SABE RESPONDER?
Para darmos início a esta unidade, convidamos você a refletir sobre a seguinte ques-
tão: Qual é a relação entre natureza e meio ambiente?
Então, vamos começar?
Introdução
Nesta unidade, abordaremos as concepções sobre a natureza ao longo do tempo, 
conforme diferentes povos e sociedades, assim como reflexões acerca do meio am-
biente e da educação ambiental.
Reflexões Sobre o que é Natureza
Em nossa sociedade capitalista e industrial, separamos sociedade de natu-
reza, ou seja, separamo-nos da natureza, não nos consideramos parte dela. 
Porém, há de se indagar se todos nós pensamos assim. Será que há outras 
sociedades ou agrupamentos humanos que, neste início de século XXI, pen-
sam de outra forma?
Segundo Carvalho (2013) e Moreira (1999), todos nós usamos os termos natural e 
natureza como oposição àquilo que consideramos artificial. O senso comum diz que 
natural é aquilo que não foi feito pelo homem, o que é próprio da natureza; e artificial 
é tudo aquilo feito pelo homem, mesmo que com recursos e ajuda da natureza.
Reflita
Vejamos, uma árvore plantada em um jardim de uma casa é na-
tural ou artificial? A tendência é considerarmos que seja natural, 
mesmo que tenha sido colocada ali pelo homem. Uma cadeira 
de madeira é natural ou artificial? Nesse caso, tendemos a con-
siderar que é artificial, pois foi fabricada pelo homem. A madeira 
transformada em cadeira deixou de ser natureza? Por quê?
5
Essa discussão é complexa, mas queremos chamar a atenção para o fato de que os 
conceitos são mais do que simples definições sobre as coisas. Eles envolvem uma 
forma de concebê-las, e essa forma pode mudar ao longo do tempo, como a história 
humana o tem demonstrado.
Para Carvalho (2013, p. 11),
Importante é compreender que entre os seres humanos e os outros 
seres que compõem a nossa realidade as diferenças não se devem ao 
fato de uns serem naturais e outros não. As diferenças encontramos nas 
dinâmicas, nos ritmos, nas finalidades, nas formas, na reprodução, na 
recriação que cada um ou o conjunto de seres que compõem o planeta 
apresenta. [...] É entre os seres humanos, ou para as sociedades huma-
nas, que tem sentido dizer que os homens fizeram ou fazem sua própria 
história. A natureza também tem a sua própria história. Mas é a história 
que nós contamos!
O que tal citação significa? Em primeiro lugar, que a natureza, por si só, não escreve 
sua história, embora o passado geológico da Terra, por exemplo, esteja registrado nas 
rochas. Contudo, cabe ao homem, com base nas suas ideias, desvendar e dar nomes 
aos fatos e elementos do planeta, a começar por chamar determinadas coisas de rocha. 
Em segundo lugar, os seres humanos reconhecem a existência de um conjunto de 
elementos (a que chamam de natureza) os quais se manifestam de forma distinta 
das chamadas coisas humanas. Para o autor citado, a diferença entre esses dois 
conjuntos (natureza e sociedades) é que a característica, composição e ritmos de 
cada um são diferentes.
Figura 1 – A natureza
Fonte: Freepik
#ParaTodosVerem:a imagem mostra a paisagem de um rio cercado por muitas árvores verdes robustas. Fim da 
descrição.
6
Por exemplo, um morro leva milhões de anos para se formar, mas a ação humana 
pode transformá-lo ou eliminá-lo em uma semana ou um dia! Além dos diversos 
ritmos que há na natureza e na sociedade, os significados de cada elemento que as 
compõem muda no decorrer do tempo e a partir da visão de mundo que cada povo, 
no presente e no passado, tem desses elementos. Cite-se, uma floresta.
Uma floresta é capaz de ter vários significados, dependendo de quem a olha. Um ma-
deireiro pode imaginar riqueza nas árvores, a partir de seu corte e venda da madeira. 
Para os indígenas, a floresta é fonte de alimento e moradia. Já para os ecoturistas, 
ela é um lugar de lazer e contemplação. Por sua vez, para os laboratórios farmacêu-
ticos, ela é fonte de pesquisa e lucros. E, assim, poderão existir ainda outros olhares 
e significados para uma floresta.
Da mesma forma, a natureza, em cada uma das diferentes sociedades que habita-
ram e habitam este planeta, será vista e assumirá significados distintos segundo os 
valores e objetivos de cada agrupamento social. Assim, a construção da ideia de na-
tureza (e de tantos outros conceitos que utilizamos em nosso cotidiano) é cultural, 
não natural. Conforme Gonçalves (1996, p. 34),
[...] toda sociedade, toda cultura cria, inventa, institui uma determinada 
ideia do que seja a natureza. Nesse sentido, o conceito de natureza não é 
natural, sendo na verdade criado e instituído pelos homens. Constitui um 
dos pilares através do qual os homens erguem suas relações sociais, sua 
produção material e espiritual, enfim, a sua cultura.
Percebemos, então, que as variadas ideias são reflexos de tempos e sociedades dis-
tintas. O surgimento de novas concepções acerca dos elementos do mundo e das 
relações entre as coisas sempre significa que algumas mudanças ocorreram em de-
terminada sociedade.
A aceitação de explicações (novas) dependeria (e depende) de mudanças nas 
relações estabelecidas entre os homens, pois essas modificações é que são ca-
pazes de criar exigências de conhecimento, de relacionamento e de explicações 
das coisas naturais. Dessa maneira, diferentes sociedades produzem diversas 
explicações de mundo.
A natureza e a história do homem estão intrinsecamente ligadas, já que faz 
parte da natureza do ser humano produzir ideias, concepções, modos de 
vida, hábitos de convivência, ou seja, produzir cultura.
7
No princípio, homem e natureza integravam um todo indissociável, mas isso não é 
mais assim, ao menos em nossa sociedade, pois, mesmo afirmando o contrário, não 
nos consideramos parte da natureza. 
A natureza reconhecida como alteridade (o outro) indica o início de mudanças nas 
relações sociais, ocorrendo a divisão entre o mundo natural e o mundo social. E, por 
que ocorre essa divisão? Veremos que o homem, para poderexplorar a natureza 
em seu benefício (sem se sentir culpado), precisou se afastar dela, conhecer seu 
funcionamento e explicá-la (a partir do surgimento e aperfeiçoamento das ciências).
Figura 2 – Exploração da natureza
Fonte: Freepik
#ParaTodosVerem: a imagem mostra dois pesquisadores na floresta. A mulher anota os dados de uma árvore no 
tablet, que foram repassados pelo homem que está perto da árvore. Fim da descrição.
Todas as verdades que já disseram sobre a natureza, e todas as que ainda serão ditas, 
dão ao poeta liberdade de entendê-la como produto (“doença”) das nossas ideias, 
e a nós, a certeza de que a melhor e mais correta maneira de a ela (natureza) nos 
referirmos não é a de dizermos o que ela é abstratamente, mas sim o que ela tem 
sido para nós, ao longo de cada um dos diferentes momentos históricos nos quais 
os seres humanos já produziram (Carvalho, 1999).
Concepções Sobre Natureza
Os primeiros agrupamentos humanos (chamados de primitivos, por terem sido 
os primeiros) ainda existem até hoje espalhados pelo planeta, e muitos deles vi-
vem como seus antepassados de centenas e até alguns milhares de anos atrás.
8
Para esses povos, natureza e sociedade formam um todo indissociável e cada 
ser é parte desse todo, sem distinção entre eles. A relação com os outros ele-
mentos não humanos é dada por meio de ritos mágicos e as explicações para a 
existência de tudo se dá por intermédio de mitos (poderes sobrenaturais). Não 
há, para esses povos, diferenças sociais, pois cada um exerce seu papel para 
que o mundo “funcione”.
Com o passar dos anos, pequenos avanços tecnológicos (como a invenção do 
arado e de ferramentas utilizadas para o plantio e colheita) reduziram o tempo 
de trabalho necessário para a produção de alimentos e deixaram tempo livre 
para que pudessem ser realizadas festas, viagens, ritos etc. Nesse momento, 
esses grupos não tinham necessidade de produzir excedentes, isto é, de produ-
zir mais do que fosse necessário para sua sobrevivência.
À medida que alguns grupos começaram a produzir mais do que necessitavam 
e a trocar ou comercializar esses produtos, eles acabaram por abandonar sua 
condição de comunidade selvagem (da selva). 
Iniciou-se, então, um processo de estratificação social culminando na desigual-
dade social, em que uns passaram a ter mais poder (como os pajés, curandeiros, 
caciques, faraós, sacerdotes etc.), porque se relacionavam com o sobrenatural; 
e outros, passaram a obedecê-los em função do poder que eles exerciam, co-
meçando, além disso, a produzir excedentes de comida para alimentá-los (já 
que sua função é outra que não a de trabalhar para produzir seu alimento).
Surgiu, assim, a partir de processos internos dos agrupamentos sociais ou de 
guerras e escravizações, a desigualdade social. Desse modo, na distribuição 
das atividades, passou a existir diferenças, em virtude das diversas funções que 
cada um ocupava em um lugar distinto na sociedade. Por exemplo, os faraós, 
sacerdotes, reis, governantes e poderosos em geral, isolavam-se dos produto-
res e dos lugares de produção.
9
Figura 3 – Desigualdade social
Fonte: Freepik
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma mão construindo uma pilha de figuras humanas de madeira sobre 
uma superfície plana e de fundo escuro. Fim da descrição.
O lugar de produção era o campo e os produtores ficavam em contato direto com 
a natureza (produzindo alimentos para si e para os comandantes), enquanto os go-
vernantes ficavam distantes da natureza (desta pelo menos). Assim, podemos con-
siderar que a diferenciação social precedeu a distinção entre o social e o natural, ou 
seja, primeiro uns homens se tornaram diferentes dos outros e estipularam novas 
relações sociais (uns dominando os outros) e, depois, partiram para a dominação da 
natureza para satisfação de suas necessidades, cada vez maiores, de bens.
Ao olharmos para o passado e contarmos a história da natureza (criada por nós 
mesmos), notamos que há várias concepções desta e, em diferentes momentos, 
ocorreram rupturas na estrutura social vigente e na relação dos homens com 
essas concepções.
Os egípcios e outros povos do oriente tinham como natureza as “leis” dos mitos 
e relacionavam-se com o mundo de forma mágica, por meio da manipulação dos 
poderes sobrenaturais pelos sacerdotes, reis e faraós, sendo estes as próprias en-
carnações das divindades. Todos deviam obediência a eles, que, em troca, davam ao 
povo proteção contra qualquer adversidade ou mal.
Os gregos antigos avançaram muito em certas áreas do conhecimento e seu lega-
do está presente até hoje. À medida que questionavam a forma de explicação das 
10
coisas do mundo e de sua origem, propunham novas concepções de mundo. As re-
lações sociais e a organização da sociedade grega exibiam padrões muito distintos 
daqueles dos povos primitivos. 
Na Grécia antiga, havia a polis e participavam da vida do Estado (cidades-estados) 
somente os cidadãos; os considerados não cidadãos eram excluídos (novas formas 
de relações sociais e desenvolvimento da exclusão social).
Nessa sociedade, os homens do campo produziam excedentes para alimentar os 
governantes e também os pensadores (filósofos), que tinham por função produzir 
novas concepções de mundo e desenvolver uma linguagem sobre a natureza e o 
natural. Esses filósofos afirmaram a alteridade (o outro), quando diziam que havia 
dois mundos distintos: o mundo da natureza e o mundo da sociedade.
O mundo da natureza foi investigado e diversos filósofos propuseram, de 
maneiras distintas, a origem de tudo: para uns, tudo surgiu a partir da água; 
para outros, a partir da terra; outros afirmaram que tudo se originou a partir 
do ar; e outro grupo defendia a ideia do fogo como o início de tudo.
Aristóteles, famoso filósofo grego, afirmava que a natureza era tudo aquilo 
que não fosse produzido pelo homem, era a matéria-prima da qual eram feitas 
as coisas (ideia de natural e artificial muito presente atualmente no senso 
comum). Com o passar do tempo, diversas transformações ocorreram e as 
sociedades se diversificaram, mudando a forma de pensar o mundo. Aliás, que 
outras ideias e formas de explicar o mundo seriam possíveis? Vamos avançar 
um pouco mais no tempo.
Chegamos ao período medieval (na chamada Idade Média), que, na Europa, foi 
fortemente dominado pela Igreja Católica e sua visão de mundo, segundo a qual 
Deus criou todas as coisas presentes neste planeta, inclusive, o homem à sua 
imagem e semelhança. 
Qualquer outra explicação para a origem das coisas que fosse contra as Sagradas 
Escrituras e os dogmas e crenças cristãs seria considerada uma afronta, uma here-
sia, e quem assim a fizesse seria passível de punição (autos de fé e fogueiras para 
os hereges). Nesse período da Idade Média, na Europa, a natureza era a própria Terra 
criada por Deus e perfeita; era a Terra o centro do Universo (também perfeito, pois 
foi criado por Deus).
11
Com o passar dos anos, essas explicações não satisfaziam mais os grupos que apre-
sentavam novas perspectivas de vida e de futuro. Para que a natureza pudesse ser 
explorada (em função de novas necessidades econômicas que estavam surgindo), o 
homem precisou se afastar dela, explicá-la e controlá-la para dela retirar o que fosse 
necessário para sua satisfação. 
Se ainda acreditasse que a natureza estava povoada por seres sobrenaturais e que ex-
plorá-la poderia ser uma ofensa a Deus, o avanço da sociedade (em termos materiais) 
seria impossível. Então, as novas ideias sobre progresso levaram a uma nova relação 
com a natureza e, consequentemente, a uma nova visão e explicação sobre ela.
Muitos autores consideram o final dessa época como um período de transição, em 
que teria ocorrido uma revolução nas concepções acerca do que é natural e o que é 
natureza. Nesse período, o mundo assistiu ao surgimento de uma nova classe social, 
denominada burguesia (que surgiu nos burgos, ou seja, cidades). Ela se desenvolveu 
e ganhou força com o final do Feudalismo e com o surgimentode novas relações 
sociais e econômicas na sociedade, que se transformou rapidamente (em compara-
ção com o período feudal).
Figura 4 – Burguesia
Fonte: ©AndreasPraefcke, Wikimedia Commons
#ParaTodosVerem: a pintura mostra um homem e uma mulher lado a lado. Eles vestem trajes escuros com de-
talhes dourados e há adornos em suas cabeças. O fundo da imagem é escuro com arabescos circulares e florais 
dourados. Fim da descrição.
12
Do mercantilismo (comércio entre a Europa e demais regiões do planeta) passa-
mos a um novo sistema socioeconômico, no qual as relações entre as pessoas se 
alteraram e a busca pela riqueza e por seu acúmulo transformou as relações dos 
indivíduos com a natureza.
Por que ocorreu essa transformação? Ora, para produzir (indústria) e vender cada 
vez mais (comércio), a matéria-prima precisava estar disponível. Ocorreu, nesse 
momento, uma ruptura definitiva entre o homem e a natureza e esta passou a ser 
vista de uma nova maneira para atingir isso.
Com a derrocada final do Feudalismo, no século XV, começaram a se constituir os 
países (na forma como conhecemos hoje) e novas concepções de mundo e de natu-
reza foram difundidas, não somente na Europa, mas também nas terras conquista-
das pelos povos europeus além desse continente. A visão europeia de realidade era 
reflexo de uma nova cultura (ocidentalizada) que se tornou universal (espalhou-se 
pelos “quatro cantos do mundo”).
Entre os séculos XV e XVIII ocorreu a consolidação do capitalismo (o qual passou 
de comercial para industrial) e novas relações entre as pessoas foram estabelecidas 
(principalmente após a Revolução Industrial).
Na sociedade capitalista, a natureza passou a ser considerada fonte de ma-
téria-prima, como recurso a ser usado. Todos os elementos da natureza 
deveriam estar à disposição da sociedade, a qual, por sua vez, retirava de-
les sua sobrevivência. Somente a sobrevivência? Não retiramos dela mais 
do que precisamos para satisfazer nossas necessidades? Mas, quais são as 
nossas necessidades?
Os seres humanos sempre precisaram dos recursos naturais (como todos os ou-
tros animais) para sobreviverem, alimentarem-se, abrigarem-se e reproduzirem. 
Fazemos isso desde que o homem é homem. O que modificou? Mudou a forma 
como resolvemos essas necessidades. Não queremos mais comer carne de caça 
crua ou assada em fogueiras; agora, desenvolvemos novas necessidades alimenta-
res (e podemos confirmar isso nas centenas de comerciais de alimentos veiculados 
a todo instante na mídia, como na TV).
13
Figura 5 – Caça e pesca
Fonte: ©Tcr25, Wikimedia Commons
#ParaTodosVerem: a pintura mostra um agrupamento de humanos Neandertais. Eles estão próximos a uma 
caverna, e um deles à frente, segura uma lança. Suas feições são tensas. No fundo da imagem, há um rio e 
montanhas. Fim da descrição.
Nós precisamos nos abrigar das mudanças climáticas e dos predadores. Não nos es-
condemos mais em cavernas e tocas, mas queremos casas maiores e cada vez mais 
confortáveis, com objetos que satisfaçam nossas novas necessidades. Por exemplo, 
havia, no passado, televisões cujos botões eram manuais e que nos obrigavam a 
levantar do sofá para arrumar a faixa vertical que corria pela tela ou para mudar de 
canal ou aumentar/diminuir o volume. E hoje? Não precisamos mais nos levantar 
para isso, pois elas possuem controle remoto.
Além disso, criamos a necessidade de não nos levantarmos mais, acreditando que 
isso nos traz mais conforto. E quanto maior a tela da TV, melhor; e, com alta defini-
ção, temos um cinema em casa! Então, todos nós, no geral, queremos consumir e 
ter uma dessas novas maravilhas televisivas. E a reprodução? Bem, nós inventamos 
novas formas de reprodução a fim de garantir a continuidade de nossa espécie.
14
Reflita
Será que realmente precisávamos de todas essas novas coisas 
que criamos e das quais (muitas delas) nos tornamos depen-
dentes? Karl Marx falava sobre as necessidades socialmente 
criadas. Elas são fruto do capitalismo, pois esse sistema, para se 
manter em funcionamento, depende do consumo. Se não con-
sumirmos, o que as indústrias produzirão? Para quem venderão? 
Como os capitalistas farão para obter lucro, acumular capital e 
enriquecer?.
Dessa forma, somos levados a crer que, quanto mais tivermos, em termos materiais, 
melhores seremos e maior será nosso status nessa sociedade. Retornando à ideia 
de natureza, temos, então, que, para nossa sociedade, diferentemente das socieda-
des que a precederam, esse conceito ganha uma nova concepção. Cada vez mais, 
a ciência se desenvolve para conhecer o funcionamento da natureza e “desvendar 
seus mistérios” e, dessa maneira, poder utilizá-la (como fonte de lucro).
A Nova Natureza com a Ciência e 
o Capitalismo
A partir de Charles Darwin, com sua Teoria da Evolução das Espécies (1859), ocorreu 
a consolidação da concepção atual de Natureza, que se deu com o fortalecimento 
da sociedade industrial.
Nos séculos XVIII e XIX, novas concepções de mundo e natureza surgiram, moti-
vadas pelas novas relações sociais desenvolvidas no sistema capitalista, o qual tem 
como ingredientes básicos a luta de classes, a relação capital versus trabalho, o sur-
gimento da crítica ao sistema e a proposta do socialismo, as ideias liberais de pro-
gresso e evolução. Isso confirma o fato de que criar cultura, hábitos de convivência, 
entre outras coisas, faz parte da natureza humana e, toda vez que isso mudar, vão 
alterar as concepções que as pessoas têm das coisas, inclusive da natureza.
Atualmente, podemos acompanhar as discussões sobre clonagem, pesquisas com 
células-tronco, transgênicos, experimentos com o corpo humano no espaço, entre 
outras. Isso nos leva a refletir se caminhamos para uma nova relação entre os seres 
humanos e para uma nova concepção de natureza.
15
Glossário
Transgênico: é um organismo que recebe um gene retirado de ou-
tro, o que lhe confere uma característica nova. A depender do gene 
adicionado, a planta pode se tornar mais nutritiva ou mais resistente 
à seca, às pragas ou aos agrotóxicos. Entre os argumentos mais usa-
dos a favor da transgenia, está o de que essas técnicas permitirão 
ampliar a oferta de produtos agrícolas para atender à necessidade de 
alimentos da crescente população mundial. Os críticos reagem com a 
frequente menção de potenciais riscos em médio e longo prazo des-
sas culturas para a saúde humana (como o aumento de alergias e da 
resistência a antibióticos) e para o meio ambiente (como o uso de 
substâncias tóxicas e radiação). Recentes estudos, feitos inclusive na 
Comunidade Europeia, não descartam riscos na produção e consumo 
de transgênicos – afirma o advogado Maurício Guetta, do Instituto 
Socioambiental (ISA) (Brandão, 2017, n.p.).
Assim, será que a investigação e a utilização do corpo humano atingem um novo limite, um 
novo limiar? Será que estamos, cada vez mais, aprofundando para desvendar outros mis-
térios, agora relativos ao corpo dos organismos (e dos homens)? Tudo indica que as novas 
relações sociais que tomam lugar neste século XXI, podem ocasionar em uma nova con-
cepção de mundo e, consequentemente, de natureza. Contudo, somente o tempo nos dirá.
Meio Ambiente e Educação 
Ambiental
Ao lidar com as questões ambientais, vale ressaltar que essa temática faz parte dos 
temas transversais presentes nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), sendo 
um tema muito importante de ser tratado na educação, dada a emergência pela qual 
passa o mundo, a natureza e a degradação ambiental.
Entende-se a questão ambiental como mais uma dimensão a ser analisada 
no espaço geográfico e desenvolvida no ensino fundamental. Ela precisa 
ser analisada considerando a interface entre a sociedade e a natureza, evi-
denciando os diferentes usos do território no espaço geográfico e como a 
natureza é apropriada pelos diversos agentes sociais.
16
Há muitas visões sobre meio ambiente, assim, vamos nos ater às perspectivas sistê-
mica e crítica. A primeira é a visão sistêmica, observando quetudo que existe no 
mundo e no planeta Terra está interligado. Se existe um sistema natural de vertentes 
(encostas) e há uma ocupação humana, certamente, isso alterará os processos na-
turais existentes.
Vídeo
Assista ao vídeo A história das coisas. 
Disponível no QR Code.
Logo, tanto os processos naturais são sistêmicos quanto às alterações promovidas 
pela vida do homem em sociedade também alteram esse sistema. Uma cidade em 
si é um grande sistema, na qual interagem processos naturais, antrópicos (da ação 
humana), transformando a primeira natureza ou o meio natural.
As transformações existentes com o processo de urbanização tornaram as cidades 
cada vez mais artificiais, sendo até complicado definirmos em tais espaços se ainda 
há natureza. Um rio que foi retificado, canalizado, é natural?
Com técnicas e tecnologias frequentemente mais artificiais, com biotecnologia, su-
perproduções com técnicas que se distanciam dos modos naturais, o ser humano 
vai recriando as formas de produção de modo mais artificial. Basta observar os ali-
mentos ultraprocessados com os quais nos alimentamos.
Os processos de urbanização vêm transformando o modo de vida e as con-
dições existentes no espaço, de modo que, com as transformações técni-
cas existentes, hoje, alcançamos uma verdadeira revolução técnico-cientí-
fica-informacional, com estas a serviço dos interesses capitalistas.
O mundo muda a cada momento, então, cabe a nós compreendê-lo como um pro-
cesso de produção constante, em cada tempo social, em diferentes contextos so-
ciais, políticos e espaciais, que redundam em transformações ambientais. Isso é a 
visão crítica! 
https://youtu.be/Q3YqeDSfdfk
https://youtu.be/Q3YqeDSfdfk
17
Nesse sentido, para a concepção crítica é fundamental entender o contexto nos 
quais as situações acontecem. Contextualizar é a palavra-chave! Se alguém discute, 
por exemplo, um problema ambiental, em qual contexto ocorre? Quais os atores 
envolvidos? Quais os papéis que cada um dos atores envolvidos têm? Precisa-se 
contextualizar do ponto de vista social, econômico, político, ou seja, considerando-
-se a questão ambiental em suas diversas dimensões.
Entender as temáticas ambientais como processo histórico, já que os fenômenos 
não são isolados, muito menos devem ser analisados como processos que têm um 
começo e um fim. Não são produções acabadas: há sempre um devir, o mundo 
sempre se modifica e, ao mesmo tempo, algumas situações são mais duradouras.
É essencial, portanto, considerar o meio ambiente como um sistema integrado (bio-
lógico, físico, social, econômico, cultural etc.) e, ao mesmo tempo, analisar as ques-
tões da interface ambiental-urbana do ponto de vista crítico.
A abordagem crítica visa a esclarecer a relação entre a sociedade-natureza, basean-
do-se, principalmente, na lógica dialética. Ela leva em conta a dinâmica política, so-
cial e econômica que reflete nas condições ambientais de degradação, nos diversos 
usos da natureza e nos problemas ambientais.
Ao estudar ou analisar uma questão urbano-ambiental, é fundamental pro-
curar ser interdisciplinar e destacar os papéis sociais que cada agente possui, 
contextualizando essa relação como um processo cheio de contradições.
Uma proposta crítica-dialética considera a complexidade do mundo, alme-
jando evidenciar o papel dos diferentes atores sociais e sua relação com a 
questão ambiental nas variadas dimensões (sociais, econômicas, políticas, 
culturais e naturais).
Cite-se, um rio, em princípio, é natural. Contudo, seu uso é social, econômico e polí-
tico. De quem é a competência para cuidar dos rios no Brasil? Depende, se for um rio 
que corre só em um município, será municipal (prefeitura); se for em vários municí-
pios de um só Estado, ela será estadual; e se passar por vários Estados, será federal. 
Por isso, o rio Tietê é estadual (SP) e o rio Paraná é federal. Desse modo, o uso do rio 
é político!
Em outras palavras, a expressão de um fenômeno ou problema ambiental não pode 
ser compreendida somente na escala da política nacional, nem tampouco deve ser 
analisada como algo inerente apenas à dimensão natural.
18
O que dizer, por exemplo, da construção de uma hidrelétrica em uma região brasi-
leira? Há mudanças na dimensão natural do território, com a construção de represas 
e outros objetos, que alteram a dinâmica dos rios, da hidrologia, da vegetação e da 
fauna, que serão modificados em virtude da construção da barragem, mas também 
se alteram as relações sociais, as formas espaciais, as moradias etc.
Logo, essa visão crítica aponta os usos do espaço urbano e por quais agentes e com 
quais intenções. Um agente ou ator social pode ser o Estado (governo), os grupos 
excluídos, os donos de indústrias, os promotores imobiliários etc. Cada um possui 
uma função social, uma intenção e condição de poder na cidade.
Saiba Mais
A preocupação em relacionar a educação com a vida do aluno – 
seu meio, sua comunidade – não é novidade. Ela vem crescendo 
especialmente desde a década de 1960 no Brasil. Exemplo disso 
são atividades como os “estudos do meio”. Porém, a partir da dé-
cada de 1970, com o crescimento dos movimentos ambienta-
listas, passou-se a adotar explicitamente a expressão “Educação 
Ambiental” para qualificar iniciativas de universidades, escolas, 
instituições governamentais e não-governamentais por meio 
das quais se busca conscientizar setores da sociedade para 
as questões ambientais. Um importante passo foi dado com a 
Constituição de 1988, quando a Educação Ambiental se tornou 
exigência a ser garantida pelos governos federal, estaduais e 
municipais, prevista no artigo 225, § 1º, VI (Baía; Nakayama et 
al., 2012).
Para desenvolver essa consciência ambiental que considera o território, é crucial um 
método e algumas metodologias as quais não sejam tradicionais. Seja por meio de 
uma abordagem crítica ou sistêmica, é importante usar múltiplas linguagens para o 
desenvolvimento de atividades de Educação Ambiental. Entre elas, destacamos: o 
estudo do meio; o uso de vídeo, filmes e imagens de forma significativa; atividades 
lúdicas (jogos e brincadeiras), projetos ambientais etc. sempre considerando as me-
diações e o contexto no qual as atividades serão desenvolvidas.
Cada grupo sociocultural, conforme sua formação, modo de vida, experiência e fai-
xa etária, poderá requerer uma metodologia diferente para Educação Ambiental. E 
uma que poderá ser usada é o levantamento das representações sociais, que se dá 
por meio de uma atividade expositiva com os participantes de uma atividade de 
Educação Ambiental, mediante uma dinâmica com depoimentos, colagem, teatro, 
conversas, isto é, de modo dialógico, com dinâmicas de grupos nas quais haja inte-
ração e descontração deste.
19
A realização de tal atividade possibilita observar as diferentes opiniões e conhe-
cimentos preexistentes sobre um tema, bem como desconstruir e reconstruir os 
depoimentos durante o processo de ensino-aprendizagem, chegando a uma cons-
trução coletiva sobre um certo assunto.
Cite-se, em uma atividade sobre os problemas dos resíduos sólidos em de-
terminada cidade brasileira, pode-se, a partir da metodologia das represen-
tações sociais, questionar aos participantes o que sabem sobre o assunto. 
Qual é o problema em sua cidade relacionado à coleta dos resíduos? Como 
é feito o destino final desses materiais? Qual seria a solução, consideran-
do-se a opinião de cada um ou de cada grupo? Isso pode ser apresentado 
por intermédio de painéis (recortar/colar textos e imagens, desenhos etc.), 
oralmente e/ou por meio de depoimentos por grupos, ou por representação 
teatral, sempre com a mediação do professor/educador.
Em uma atividade, por exemplo, sobre áreas verdes e sua importância ambiental, o 
uso de recursos informatizados (imagem do Google Earth, Google Street View, ou-
tras fontes de imagens da internet) auxilia na identificação das coberturas vegetais. 
O estudo do meio pode ser interessante para reconhecimento in loco, bem como o 
uso de jogoseducativos pode compor um rol de estratégias interessantes.
Saiba Mais
Atividades de educação ambiental
Nos terceiro e quarto ciclos, é grande a dificuldade em obter uma visão mais 
global da realidade, uma vez que geralmente o conhecimento é apresentado 
para os alunos de forma fragmentada pelas disciplinas que compõem a gra-
de curricular. Entretanto, a formulação do projeto educacional da escola, por 
meio da discussão, decisão e encaminhamentos conjuntos, com atribuição 
de responsabilidades, possibilita superar o fracionamento do saber: as diver-
gências de interesses, as várias formações profissionais e as diversas escalas 
de valores, por terem que se articular na efetivação de um projeto pedagógi-
co, podem contribuir para a construção desse espaço coletivo.
Além disso, viabilizar o diálogo entre docentes, e a atuação conjunta (pro-
fessores entre si, docentes com alunos e com a comunidade), em que será 
possível a construção de atitudes e valores. Atividades como a realização de 
excursões, criação de viveiros de muda e hortas comunitárias, participação 
em debates etc. possibilitam um trabalho mais integrado, com maior envol-
vimento dos estudantes, e a participação no espaço social mais amplo, no 
que se refere à solução dos problemas ambientais (Brasil, 2001, n.p.).
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Contudo, cabe lembrar que qualquer resultado dependerá também do método uti-
lizado. Não basta, por exemplo, em uma atividade de jogos educativos sobre polui-
ção do ar nas grandes cidades, fazermos questionamentos no jogo com perguntas 
e respostas diretas, com vistas apenas a observar a memorização sobre o tema.
É necessária a problematização sobre o assunto: quais são as condições que acarre-
taram a poluição do ar em nossa cidade? Há alternativas para melhorar tal situação? 
Quais são? Depende de cada um como indivíduo, do governo, de quais atores so-
ciais? Quais decorrências da poluição do ar?
Logo, não se trata apenas de um jogo de certo ou errado, mas de estratégias que 
conduzam à reflexão mais profunda acerca da poluição do ar. Há diversas temáticas 
que podem ser tratadas, como desperdício de água; de onde vem e para onde vai o 
lixo; a falta de áreas verdes nas cidades; áreas de risco; enchentes; a poluição do ar, 
entre tantos outros.
Leitura
ZOMBINI, E. V.; PELICIONI, M. C. F. 
Saneamento básico: estratégia para a pro-
moção da saúde da criança. Material edu-
cativo para apoio pedagógico. São Paulo: 
Faculdade de Saúde Pública da Universidade 
de São Paulo, 2013.
Disponível no QR Code.
Como afirmam Albanus e Zouvi (2014), é essencial cumprir com as seguintes eta-
pas: definir um dilema/problema; pensar algumas alternativas para a questão, de-
finindo alguns aspectos positivos e negativos e suas contradições, sempre com a 
mediação do educador.
Outra estratégia e procedimento metodológico para envolver de forma direta os 
participantes são as oficinas. Elas se tornam um formato importante para desen-
volver ações a respeito da seleção e reutilização de materiais; de hortas e jardins; 
de desperdício e práticas sobre uso da água; com dinâmicas em grupo e atividades 
práticas.
Finalizando, destacamos, nesta unidade, diversas concepções sobre natureza e meio 
ambiente, mostrando como podem ser desenvolvidas no ensino.
http://bit.ly/3yNzCnb
http://bit.ly/3yNzCnb
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Material Complementar
Armas, Germes e Aço – Os Destinos das Sociedades Humanas
DIAMOND, J. Armas, germes e aço – os destinos das sociedades humanas. 
4ª. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.
Educação e Meio Ambiente: Uma Relação Intrínseca
LUZZI, D. Educação e meio ambiente: uma relação intrínseca. Barueri: Ed. 
Manole, 2012. p. 111-156. E-book.
Livros
Primeira e Segunda Revolução Industrial
https://youtu.be/dBT266GCJF0
Aula de Revolução Industrial – Parte ½
https://youtu.be/meSQG6bNvOM
Vídeos
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1 – Entende-se a questão ambiental como mais uma dimensão a ser analisada no 
espaço geográfico e desenvolvida no ensino fundamental. Ela precisa ser analisada 
considerando a interface entre a sociedade e a natureza, evidenciando os diferentes 
usos do território no espaço geográfico e como a natureza é apropriada pelos diversos 
agentes sociais. O meio ambiente pode ser analisado por concepções distintas, como 
no caso da abordagem sistêmica e crítica.
Assim sendo, qual é a natureza da relação entre a sociedade e a natureza, de acordo 
com o texto? Assinale a alternativa correta.
a) A sociedade deve dominar completamente a natureza.
b) A sociedade e a natureza são entidades completamente separadas.
c) A sociedade e a natureza têm uma interface e interagem em diferentes usos do 
território.
d) A natureza é completamente independente da influência da sociedade.
e) A sociedade deve se adaptar inteiramente à natureza.
2 – A partir de Charles Darwin, com sua Teoria da Evolução das Espécies (1859), ocor-
reu a consolidação da concepção atual de natureza, que se deu com o fortalecimento 
da sociedade industrial. Nos séculos XVIII e XIX, novas concepções de mundo e de 
natureza surgiram, motivadas pelas novas relações sociais desenvolvidas no sistema 
capitalista, o qual tem como ingredientes básicos a luta de classes, a relação capi-
tal versus trabalho, o surgimento da crítica ao sistema e a proposta do socialismo, 
as ideias liberais de progresso e evolução. Nos séculos XX e XXI, essas transforma-
ções do que é considerado natureza se intensificaram com o uso de novas técnicas e 
tecnologias.
Desse modo, qual é a relação entre a Teoria da Evolução das Espécies de Darwin e 
a consolidação da concepção atual de natureza, de acordo com o texto? Assinale a 
alternativa correta.
a) A teoria de Darwin não tem relação com a concepção de natureza.
b) A teoria de Darwin levou à destruição da natureza.
c) A teoria de Darwin contribuiu para a consolidação da concepção atual de natureza.
d) A teoria de Darwin enfatizou a imutabilidade da natureza.
e) A teoria de Darwin reforçou as concepções medievais de natureza.
Atividades de Fixação
Atenção, estudante! Veja o gabarito desta atividade de fixação no fim 
deste conteúdo.
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ALBANUS, L. L. F.; ZOUVI, C. L. Ecopedagogia: educação e meio ambiente. Curitiba: 
InterSaberes, 2012. E-book.
BAÍA, M. da C. F.; NAKAYAMA, L. A educação ambiental por meio da ludicidade: 
uma experiência em escolas do entorno do Parque Estadual do Utinga. Revista 
Interdisciplinar da Divisão de Pesquisa e Pós-Graduação do Campus Universitário 
de Abaetetuba/Baixo Tocantins/UFPA, Vol 7, N.º 9 (2013). Disponível em: . Acesso em: 
04/12/2023.
BRANDÃO, G. O que são os trangênicos. Senado Notícias. 2017. Disponível em: . Acesso em: 04/12/2023.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Meio Ambiente. Ministério da Educação. 
Secretaria de Educação Fundamental. Brasília, 2001. Disponível em: . Acesso em: 04/12/2023.
CARVALHO, M. de. O que é natureza. São Paulo: Brasiliense, 2013.
GONÇALVES. C. W. P. Os (des)caminhos do meio ambiente. 5ª. ed. São Paulo: 
Contexto, 1996.
ZOMBINI, E. V.; PELICIONI, M. C. F. Saneamento básico: estratégia para a promo-
ção da saúde da criança. Material educativo para apoio pedagógico. São Paulo: 
Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, 2014. Disponível em: 
. Acesso em: 04/12/2023.
Referências
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Questão 1
Justificativa: de acordo com o texto, a natureza e a sociedade não são entidades 
completamente separadas, nem a sociedade deve dominar completamente a natu-
reza. O texto destaca que a questão ambiental precisa ser analisada considerando a 
interface entre elas, evidenciando os diferentes usos do território no espaço geográ-
fico e comoa natureza é apropriada pelos diversos agentes sociais. Isso implica em 
uma interação e interface entre a sociedade e a natureza, em que diversos agentes 
sociais utilizam o território de maneira variada.
Questão 2
Justificativa: o texto menciona que a Teoria da Evolução das Espécies de Charles 
Darwin, com sua ideia de evolução e adaptação das espécies ao longo do tempo, 
contribuiu para a consolidação da concepção atual de natureza. Essa teoria desa-
fiou as concepções tradicionais de que a natureza era imutável e revelou como as 
espécies poderiam evoluir e adaptar-se às mudanças. Portanto, ela teve um impacto 
significativo na forma como a sociedade passou a entender a natureza, contribuindo 
para a concepção moderna de natureza como dinâmica e sujeita a mudanças ao 
longo do tempo.
Gabarito
	Objetivos da Unidade
	Introdução
	Reflexões Sobre o que é Natureza
	Concepções Sobre Natureza
	A Nova Natureza com a Ciência e o Capitalismo
	Meio Ambiente e Educação Ambiental
	Material Complementar
	Atividades de Fixação
	Referências
	Gabarito

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