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Questões Comentadas 11 De acordo com Renato Brasileiro (p. 991, 2020) a modalidade típica de tortura ora sob comento está informada de um dado de subjetividade comum: o dolo (direto ou eventual). O agente empreende a ação típica com a consciência e vontade endereçadas à realização da tortura. Não se admite a modalidade culposa. Todavia, para fins de tipificação de um dos crimes de tortura previsto no art. 1 °, inciso I, da Lei n. 9.455/97, não basta o constrangimento de alguém com o emprego de violência ou grave ameaça, com a produção de sofrimento físico ou mental. Para além disso, o delito deve ser praticado com um dos especiais fins de agir das alíneas “a” (“com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa”) e “b” (“para provocar ação ou omissão de natureza criminosa”), ou com o especial motivo de agir da alínea “c” (“em razão de discriminação racial ou religiosa”). Verificada a ausência desses dados anímicos, o crime de tortura do art. 1°, inciso I, não se completa, do ponto de vista típico, embora possa dar origem a fato criminoso de qualificação jurídica diversa, como, por exemplo, lesão corporal, constrangimento ilegal, sequestro, etc. É o que ocorre, por exemplo, num trote em faculdade. 7. Em relação ao crime de tortura e seu elemento subjetivo, analise o item que segue abaixo Não é necessário especial fim de agir do agente para confirmação do tipo penal de tortura. GABARITO: ERRADO. SOLUÇÃO RÁPIDA Errado. É necessário comprovação de especial fim de agir conforme alíneas ‘a’ ‘b’ e ‘c’ do art. 1 °, inciso I, da Lei n. 9.455/97. SOLUÇÃO COMPLETA De acordo com Renato Brasileiro (p. 991, 2020) a modalidade típica de tortura ora sob comento está informada de um dado de subjetividade comum: o dolo (direto ou eventual). O agente empreende a ação típica com a consciência e vontade endereçadas à realização da tortura. Não se admite a modalidade culposa. Todavia, para fins de tipificação de um dos crimes de tortura previsto no art. 1 °, inciso I, da Lei n. 9.455/97, não basta o constrangimento de alguém com o emprego de violência ou grave ameaça, com a produção de sofrimento físico ou mental. Para além disso, o delito deve ser praticado com um dos especiais fins de agir das alíneas “a” (“com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa”) e “b” (“para provocar ação ou omissão de natureza criminosa”), ou com o especial motivo de agir da alínea “c” (“em razão de discriminação racial ou religiosa”). Verificada a ausência desses dados anímicos, o crime de tortura do art. 1°, inciso I, não se completa, do ponto de vista típico, embora possa dar origem a fato criminoso de qualificação jurídica diversa, como, por exemplo, lesão corporal, constrangimento ilegal, sequestro, etc. É o que ocorre, por exemplo, num trote em faculdade. 8. Julgue o item abaixo: O crime de tortura poderá ser comissivo ou omissivo, contudo, sempre deverá ser verificado o dolo, não sendo possível alegar tortura do tipo culposo. GABARITO: CERTO. SOLUÇÃO RÁPIDA Certo. Elemento subjetivo da tortura é o dolo então não se admite tortura culposa. SOLUÇÃO COMPLETA De acordo com Renato Brasileiro (p. 991, 2020) a modalidade típica de tortura ora sob comento está informada de um dado de subjetividade comum: o dolo (direto ou eventual). O agente