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Acadêmica: Thiffany Cristyane Nogueira Direito Processual Penal II Professor Jaciel Karvat ATIVIDADE – 01 ESTUDO DIRIGIDO sobre o Documentário “O prisioneiro da grade de ferro” e o texto "Prisionização: um dilema para o cárcere e um desafio para a comunidade" Assistir o documentário “o prisioneiro da grade de ferro”, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=dlIv7Pg5Ud0 e ler o texto “Prisionização: um dilema para o cárcere e um desafio para a comunidade". A partir do documentário "O prisioneiro da grade de ferro" e do texto "Prisionização: um dilema para o cárcere e um desafio para a comunidade", do professor Alvino Augusto de Sá, analise a compatibilidade da pena privativa de liberdade com as finalidades da punição no ordenamento jurídico brasileiro e discorra em um texto uma análise CRÍTICA de no máximo 10.000 (dez mil) caracteres. A presente crítica é sobre o documentário: o prisioneiro da grade de ferro, e sobre o texto: prisionização: um dilema para o cárcere e um desafio para a comunidade. Onde o documentário trata exclusivamente da vida carcerária e o texto da interação da comunidade junto aos presidiários. Primeiramente o documentário foi realizado utilizando as técnicas aprendidas pelos detentos em um curso de filmagem ministrado dentro do presídio, onde relata a vida dos detentos encarcerados no maior centro de detenção da América Latina, registrando as condições precárias, ou como eles mesmos dizem SOBRE(VIVEM), assim foi realizada a filmagem dez anos após os acontecimentos de um dos episódios mais sangrentos da história do Brasil, o Massacre do Carandiru, que custou a vida de mais de uma centena de detentos, e alguns que protagonizam a filmagem já estavam detidos quando ocorreu o massacre, pois a filmagem ocorreu pelos anos de 2000, antes de ocorrer a implosão. Ainda, pode se perceber a vida diária dos detentos, sendo que sofrem com a vida que levam dentro de uma prisão, onde são tratados igualmente, independe de crime cometido e condenação a cumprir. Percebe-se ainda a obediência dos detentos para os comandos dados pelos agentes penitenciários, há um respeito da sua posição de hierarquia. No entanto, vale destacar que muitos aparentam estar arrependidos pelos crimes cometidos, e buscam uma reinserção na sociedade, por meio de trabalho lícito dentro do presídio. Porém, nem todos são assim, alguns continuam com atividades ilícitas, como o cultivo, preparo e venda de entorpecentes e de bebida alcoólica dentro da unidade prisional, pois ficam ociosos e sem ocupação lícita do que fazer. Em síntese o texto traz a necessidade da aproximação da sociedade junto aos presidiários, pois trata muito de como seria muito mais fácil a ressocialização dos detentos se a comunidade estivesse lhe apoiando. Traz ainda a ideia de investir em presídios industriais onde os detentos possam trabalhar para ajudar na remição de sua pena e assim ficar menos tempo segregado. Ilustra uma ideia de haver um contato vítima - réu, talvez não a vítima do crime cometido pelo réu, mas uma vítima de outro crime, para que haja um arrependimento e uma melhor aceitação na sociedade depois do cumprimento da pena e de haver mais liberdade quanto a comunidade e os detentos. Ainda, discorre que os carcerários deveriam ter vocação e profissionalização para tanto, alegando não haver preparação de qualidade para o cargo exercido, com profissionais não adequados para a área, tornando assim um ambiente de difícil convivência entre os agentes penitenciários e os detentos. No entanto isso não pode ser aplicado na atualidade, pois inviável junto a realidade prisional. Vez que a criminalidade é extensa no território brasileiro, e assim impossível ter uma profissionalização adequada para todos os agentes penitenciários, pois já há falta de funcionários e mão de obra, em virtude de ser uma profissão pouco reconhecida com uma grande exposição da vida e baixa rentabilidade. Deste modo, não há de se falar em um contexto que não pode ser aplicado na realidade, ainda mais quanto à aproximação da comunidade junto às penitenciárias, pois assim tornariam a segregação em algo "normal", e não uma punição, conforme prevê o ordenamento jurídico quando se aplica a pena privativa de liberdade. Pois, a privação da liberdade é uma forma de pena adotada pelo Código Penal Brasileira que consiste na privatização do direito de ir e vir, recolhendo o condenado em estabelecimento prisional com a finalidade de futuramente, promover sua reinserção na sociedade, bem como prevenir a sua reincidência. Assim, temos três tipos de pena privativa de liberdade previstos na legislação penal, são elas a: reclusão aplicada em casos de cometimento de crimes graves, detenção a qual se aplica a crimes menos graves e prisão simples que são usadas nas contravenções penais. O Código Penal também prevê os regimes de cumprimento das reprimendas, definidos como fechado quando em presídio de segurança máxima, semiaberto quando o cumprimento se dá em colônia agrícola, industrial ou equivalente e em regime aberto quando pode ser ccumprido emm casa de albergado ou similar. No entanto, o previsto pelo ordenamento não é totalmente aplicável na atualidade, pois os índices de criminalidade brasileiro são altamente elevados, trazendo consigo superlotação em todos os estabelecimentos prisionais de todo o país, e assim inviável o cumprimento das reprimendas em seus locais adequados conforme previsto em lei.