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visto que a autonomia de que dispõem serve justamente para a precípua atenção aos 
objetivos públicos. Não é outra, portanto, a conclusão com o respeito à supervisão 
ministerial que se há de exercer sempre pela autoridade ministerial competente, 
reduzindo-se, no entanto, à medida que, nos limites da lei, se atendam às políticas 
públicas legitimamente formuladas pelos Ministério setoriais. Por isso, se afirma que a 
autonomia existe apenas para o perfeito cumprimento de suas finalidades legais. 
Dito isso, cumpre destacar: não há controle de subordinação ou hierarquia, mas existe tutela 
administrativa quanto aos fins. 
 
Q2. TRF3/TRF3 – Juiz Federal Substituto/2018 
A Lei nº 11.079, de 2004, instituiu normas gerais para a contratação da chamada “parceria público-
privada” no âmbito do Poder Público. Esse tipo de contrato administrativo de concessão pode ser 
feito nas seguintes modalidades: 
a) Patrocinada, quando envolver, além do recebimento da tarifa cobrada dos usuários do serviço 
público, o pagamento de contraprestação do parceiro privado ao parceiro público. 
b) Administrativa, quando a própria Administração Pública seja a usuária direta ou indireta da 
prestação dos serviços, ainda que envolva a execução de obras ou a instalação de bens. 
c) Comum, quando não envolver o pagamento de contraprestação pecuniária do parceiro público 
ao parceiro privado. 
d) Especial, quando o serviço público não é sujeito ao pagamento de tarifa. 
Comentários 
A alternativa B está correta. 
É o disposto no artigo 2º, §2º, da Lei n. 11.079/2004. 
Lei n. 11.079/2004. Art. 2º Parceria público-privada é o contrato administrativo de 
concessão, na modalidade patrocinada ou administrativa. 
(...) § 2º Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que a 
Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução de 
obra ou fornecimento e instalação de bens. 
A alternativa A está incorreta. A contraprestação é do parceiro público ao parceiro privado 
– e não do privado ao público, como afirma a alternativa. 
Lei n. 11.079/2004. Art. 2º Parceria público-privada é o contrato administrativo de 
concessão, na modalidade patrocinada ou administrativa. 
§ 1º Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de 
que trata a Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, quando envolver, adicionalmente à 
 
 
 
 
 
 
 
 
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tarifa cobrada dos usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao 
parceiro privado. 
 A alternativa C está incorreta. Embora na concessão comum efetivamente não haja 
contraprestação do parceiro público ao parceiro privado, ela não constitui modalidade de PPP 
(art. 2º, §3º, da Lei n. 11.079/2004). 
Lei n. 11.079/04; Art. 2º, § 3º Não constitui parceria público-privada a concessão comum, 
assim entendida a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei 
nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, quando não envolver contraprestação pecuniária 
do parceiro público ao parceiro privado. 
A alternativa D está incorreta. Concessão especial é outra denominação da parceria 
público-privada, sendo gênero da qual são espécies a concessão patrocinada e a concessão 
administrativa. 
Aqui, a PPP poderá ou não estar sujeita ao pagamento de tarifa pelo usuário. Haverá 
pagamento de tarifa na concessão patrocinada, ao passo que não haverá tarifa na concessão 
administrativa. 
 
Q3. TRF3/TRF3 – Juiz Federal Substituto/2018 
Indique a afirmação CORRETA: 
a) O contrato de concessão de serviço público não pode prever a arbitragem como mecanismo 
para a resolução de disputas entre as partes. 
b) A transferência do controle societário da empresa concessionária do serviço público, sem prévia 
anuência do poder concedente, sujeita a empresa ao pagamento de multa. 
c) A caducidade da concessão pode ser declarada quando o serviço estiver sendo prestado de 
forma inadequada ou ineficiente, a critério do poder concedente. 
d) A encampação, caracterizada pela retomada do serviço público pelo poder concedente durante 
o prazo da concessão, é condicionada à existência de lei autorizadora específica e ao pagamento 
de indenização ao concessionário. 
Comentários 
A alternativa D está correta. 
Lei 8987/95, Art. 37. Considera-se encampação a retomada do serviço pelo poder 
concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei 
autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização, na forma do artigo 
anterior. 
A alternativa A está incorreta.