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160 Heinemann e Silveira LF. FONSECA de drenagem final em duas cultivares de STONE 15. n. 2. p. LF. S.C. da Tensão da água do solo STONE 6 (EMBRAPA- MOREIRA SILVEIRA FILHO, A. Manejo de água na cultura do de plantas absorção de nutrientes e caracteristicas Brasília, 323-337, 1990 MANEJO DE PLANTAS STONE SC da Uso do tanque Classe A no controle da irrigação do DANINHAS 8 de altas Santo de GO: Embrapa Arroz e Feijão, 1999. 2 p. - Pesquisa LF. da Arroz irrigado por Belo 25, LF: SILVEIRA da AQUINO, de Demanda de água da cultura de GO 1980 4 (EMBRAPA-CNPAF Carlos Comunicado 5) PM da A.B. de Efeitos da de fases de crescimento na produção do Brasília, 14. 2. p. 1979 TABBAL Existe uma lacuna entre produtividade média obtida On-farm strategies for reducing water input in case studies in the produtividade potencial (12 a t do no Brasil Agricultural Water Amsterdam, 2013). Esse diferencial de produtividade per diferentes LM Produtividade do por em RS In CONGRESSO DA CADEIA PRODUTIVA DE 1. fatores como o sistema de cultivo deficiência manejo REUNIÃO NACIONAL DE PESQUISA DE 2002. Florianopolis inadequado da clima e solo cultive do Santo de GO Embrapa Arroz e 2002 p 405-406 (Embrapa dentre estes destaca-se controle de Feijão 134) plantas daninhas, que causa perdas quantitativas e qualitativas na TSUTSUL H Manejo da água para produção de arroz. Lavoura Porto produção de arroz irrigado. 1972 As plantas daninhas interferent negativamente nas atividades de K.W A comparison of sprinkler and flood irrigation for e a adoção mais frequente de manejo adotada dos 78, 4. 1986 cultivo de arroz irrigado é através do controle A partir técnicas Water movement through wet soils In IRRI (Los de o manejo de plantas avanços and Los 1978 p. de controle com a utilização de herbicidas. e vantagens como a redução de plantas daninhas desde do a Professor FAEM Professor E-mail da Experimental de E-mail162 e Manejo de plantas daninhas 163 velocidade e praticidade de utilização, eficiência e baixo custo, quando se seguir algumas recomendações como o uso de herbicidas em pré- comparado com outros de controle. Assim, neste emergência da cultura do arroz para plantas daninhas anuais e uso de objetiva-se abordar aspectos relacionados com o manejo de plantas herbicidas em pós-emergência para controle de plantas daninhas anuais daninhas na cultura do arroz irrigado. algumas espécies perenes (FLECK et al., 2008; SOSBAI, 2012). Uma alternativa importante de controle de plantas daninhas, especialmente nas áreas infestadas com arroz-vermelho, consiste na aplicação de Controle de plantas daninhas nos herbicidas não seletivos (glifosato) após a semeadura do arroz, no "ponto de agulha". A aplicação deve ser realizada no momento que diferentes sistemas de cultivo de arroz antecede as primeiras emissões do coleóptilo das plantas de arroz na superficie do solo (SOSBAI, 2012). Este manejo possibilita o controle irrigado das plantas daninhas já emergidas quando associado a herbicidas pré- emergentes, assegura o desenvolvimento da lavoura sem mato- Uma das formas para evitar a adaptação e o desenvolvimento competição na sua fase inicial de desenvolvimento. de espécies nas áreas de arroz irrigado é realizar a rotação de sistemas de Desse modo, esta mudança integra-se como parte de manejo integrado, proporcionando sustentabilidade do processo de Sistema pré-germinado produção de arroz irrigado (SOSBAI, 2012). O emprego do sistema de semeadura com sementes pré- germinadas apresenta, como uma das principais vantagens, a Sistema convencional possibilidade de supressão da germinação da maioria das plantas daninhas não aquáticas, especialmente as gramíneas anuais como o Nas lavouras preparadas no sistema convencional, a estratégia arroz-vermelho e o capim-arroz, através do manejo adequado da de controle de plantas daninhas deve combinar diferentes métodos, A manutenção de lâmina de água sobre o solo durante o ciclo fim de se evitarem crescimento e o desenvolvimento de espécies da cultura favorece a supressão da germinação e desenvolvimento de associadas a essa prática. Assim, o cultivo continuado de arroz em um plantas daninhas, principalmente das poáceas anuais. No entanto, o adaptadas integrando programa daninhas vários mesmo sistema favorece o desenvolvimento de plantas sistema favorece o estabelecimento de plantas daninhas aquáticas e a este Portanto, recomenda-se um algumas perenes, como a grama-boiadeira. Uma dificuldade adicional métodos de controle e alternância de herbicidas com no sistema pré-germinado está relacionada ao uso das áreas com outras mecanismos de culturas em sucessão ou em rotação, devido a desestruturação do solo na formação da lama e a drenagem deficiente, pois as áreas são sistematizadas com declividade zero dentro dos quadros. Sistema de cultivo mínimo dividido controle químico no sistema de cultivo mínimo pode manejo ser Principais espécies de plantas daninhas em geralmente da em dois tipos: em pré-semeadura e dessecações é com herbicidas antes da semeadura. estabelecida pré-semeadura procede-se à pós-semeadura dessecação vegetação de definido como toda e qualquer planta que ocorre em local onde não Um dos primeiros conceitos utilizados para planta daninha foi é vegetal das pois depende da quantidade de devem- desejada 1956; MONACO, 1991). Porém, para e espécies No manejo em Fischer (1973) elas se caracterizam como plantas cujas vantagens aindaSchaedler e Eberhardt Manejo de plantas daninhas 165 164 não foram descobertas. Dentre os fatores que causam perdas na Tabela 8.1 Cont. produtividade da cultura de arroz irrigado, as plantas daninhas estão Nome cientifico Nome popular Família Cielo Reprodução entre as que mais interferem, devido à sua competição. (LILIOPSIDAS) Echinochloa helodes Capim-arroz Poaceae Perene Sementes/rizomas A intensidade de competição entre plantas daninhas e arroz Echinochloa polystachya Canarana Poaceae Perene Sementes/rizomas irrigado depende especialmente da população de plantas e da espécie Eleusine indica Capim-pé-de-galinha Poaceae Anual Sementes Capim-de-várzea Poaceae Anual/perene Sementes ocorrente na área de cultivo. Existem diversas espécies de plantas Eriochloa punctate daninhas na cultura do arroz irrigado; no entanto, as que apresentam Hymenachne amplexicaulis Capim-capivara Poaceae Perene rizomas maior competitividade e são mais frequentes, assumindo maior Ischaemum rugosum Poaceae Anual Sementes importância pelos prejuízos que causam à lavoura de arroz e dificuldade Leersia hexandra Grama-boiadeira Poaceae Perene Leptochloa ia Leptocloa Poaceae Anual Sementes de controle, encontram-se listadas na Tabela 8.1. peruviana Grama-boiadeira Poaceae Perene A competição entre planta daninha e cultura dá-se especialmente Oryza sativa Arroz-vermelho Poaceae Anual Sementes pelos recursos do meio como água, luz e nutrientes. Na cultura do arroz Panicum dichotomiflorum Capim-do-banhado Poaceae Anual perene irrigado, geralmente a competição por água é praticamente insignificante, Paspalum acuminatum Grama-doce Poaceae Perene Sementes estolões Sementes pois a cultura é inundada desde os estágios iniciais de desenvolvimento. Paspalum distichum Grama-de-ponta Poaceae Perene rizomas Assim, a competição entre o arroz e as espécies daninhas da mesma Paspalum modestum Lombo-branco Poaceae Perene família que a cultura, como as Poaceaes, é mais intensa, especialmente Urochloa plantaginea Poaceae Anual Sementes por luz e por nutrientes (SHAW, 1982). Algumas pesquisas demonstram Cyperus difformis Cyperaceae Anual que a competição entre as plantas daninhas e a cultura, geralmente é tiririquinha Cyperus esculentus Tiririca-amarela Cyperaceae Perene maior quanto mais semelhantes forem suas características Cyperus ferax Junquinho Cyperaceae Anual Sementes cas (LAMEGO et al., 2004). e cultivares Cyperus Junquinho Cyperaceae Anual Sementes de arroz irrigado são da mesma e espécie apresentam caracteristicas habilidade al., Cyperus laetus Junquinho Anual Fimbristylis Anual Sementes semelhantes e equivalência em termos de Cuminbo competitiva pelos recursos disponíveis no meio (BALBINOT JR. et Eichornia crassipes Aguapé Perene 2003; et al., 2008). reniformis Aguape Perene Sementes Saginaria guyanensis Sagitária Perene Tabela 8.1 Principais espécies de plantas daninhas ocorrentes em Saginaria Sagitária Perene de cultivo de arroz irrigado Perene cientifico Nome popular Reprodução DICOTILEDONEAS (MAGNOLIOPSIDAS) Família Ciclo Anual Angiquinho Anual Sementes sensitive Sementes Poaceae Anual Poaceae Anual Digitaria Milha Sementes Poaceae Anual Anual Sementer Poaceae Anual Poaceae Anual Poaceae Anual Poaceae Anual 2012Manejo de plantas daninhas 167 166 de manejo de plantas daninhas sobre as plantas daninhas, principalmente na fase inicial de estabelecimento da cultura, e previnam ou suprimam crescimento e desenvolvimento dessas. Pesquisas foram realizadas com o objetivo de A interferência exercida pelas plantas daninhas na cultura do avaliar morfofisiológicas de cultivares arroz irrigado, irrigado um dos principals limitantes da A identificando aquelas quanto ao potencial em competir com plantas diversidade arroz de especies aliada ao elevado indice de daninhas (BALBINOT et al., 2003a; BALBINOT et al., 2003b). ocorrência dificulta seu com consequências negativas Segundo os autores, existe variabilidade nas características de variada importância sobre a produtividade e qualidade da produção morfofisiológicas dos cultivares de arroz irrigado, que apresentam Existem diversos métodos de manejo disponíveis para habilidade diferenciada em competir com plantas daninhas. controlar plantas daninhas ocorrentes em lavouras de arroz Quanto à adoção das práticas, no controle cultural, a rotação e apenas um método não é suficiente para Os a sucessão de culturas têm grande destaque, principalmente na métodos de manejo para controle de plantas daninhas são, por recuperação de áreas altamente infestadas por arroz-vermelho. Assim, manejo cultural, controle controle biológico e o cultivo continuado de arroz usando sistema cultural fixo estimula o controle A melhor estratégia para o manejo de plantas aumento na população de plantas daninhas adaptadas a este sistema. daninhas é a integração desses métodos (NOLDIN et 2002a). Para isso, podem-se utilizar culturas alternativas como milho, sorgo, soja ou forrageiras, desde que satisfeitas suas exigências culturais. A maior dificuldade na implementação da rotação de cultivos com a Prevenção lavoura de arroz está relacionada à deficiência na drenagem do solo, principalmente quando empregado o sistema pré-germinado. A adoção A prevenção baseia-se no conhecimento dos processos básicos de práticas de drenagem na superficie do solo, como drenos superficiais de reprodução de disseminação das a fim de ou uso de melhora as condições de desenvolvimento de seus ciclos de multiplicação e O monitoramento cultivos alternativos. Outro fator limitante são as frequentes enchentes constante pelo agricultor e seus colaboradores sobre a de nas áreas de cultivo de arroz irrigado. No caso de rotação envolvendo plantas daninhas na propriedade é o ponto chave para o sucesso soja, milho ou sorgo, deve-se associar a esses cultivos o emprego de preventivo Portanto, uso de sementes de arroz livre de sementes de herbicidas que proporcionem eficiente controle de arroz-vermelho e de plantas de deve sempre mecanismos de ação diferentes daqueles usados normalmente em arroz passo de qualquer programa. irrigado, promovendo assim a rotação de mecanismos de ação visando uso de sementes de arroz contaminadas com sementes de ao manejo de plantas daninhas resistentes a herbicidas. plantas Outras e principal meio de disseminação nas medidas daninhas lavouras A alternância de sistemas de cultivo constitui-se em uma limpeza preventivas que devem ser consideradas estratégia para reduzir a infestação das plantas daninhas mais adaptadas movimentação irrigação agricola. canais na de calcados e equipamentos de uso cuidados a determinado sistema. sistema de cultivo em solo inundado. com de no manejo de animais de limpeza de sementes é uma alternativa importante para controle e de linhas de cercas e de beiras de estradas do Um sistema de irrigação com lâmina de água uniforme. proporcionando completa e permanente inundação dos Manejo cultural quadros durante o ciclo da também pode diminuir a população de plantas daninhas. especialmente na agricolas que a competitividade à da cultura de manejo cultural diz respeito adoção de procedimentos ou 3 importante fase inicial pode set se de desenvolvimento. Já, a semeadura em solo seco ferramenta para o manejo de plantas daninhas que168 Schardler Manejo de plantas daninhas 169 estabelecem em solo alagado, como sagitária, principalmente se essas forem resistentes à maioria dos herbicidas utilizados no orizicultores. De modo geral, o controle biológico é mais apropriado para uso em lavouras de menores Práticas como aumento na densidade de sementes e plantio em periodos que favoreçam o rápido estabelecimento e fechamento do dossel aumentam a competitividade da lavoura em Controle químico relação plantas daninhas controle faz parte do manejo integrado de plantas daninhas em arroz irrigado. Este método tem sido o mais utilizado nas Controle mecânico lavouras, devido à sua praticidade, eficiência e rapidez. Por se tratar de método que envolve uso de produtos químicos, subentende-se como A movimentação do solo antes do plantio através de gradagens conhecimentos técnicos sobre a ação de herbicidas, numa alternativa para controlar mecanicamente as plantas principalmente para atender a três requisitos fundamentais: alcançar já estabelecidas reduzir o banco de sementes no solo. No entanto, máxima eficiência biológica, causar mínimo impacto ambiental e controle mecânico após a emergência das plantas limitado, devido às reduzir a ocorrência de plantas resistentes a herbicidas. dos sistemas de semeadura e de irrigação por inundação A eficiência dos herbicidas no controle de plantas daninhas em do tamanho das áreas A capina mecânica pode set arroz irrigado está diretamente relacionada às condições de ambiente, empregada de forma isolada ou combinada com alternativas, em de aplicação dos produtos, aos estádios de desenvolvimento das plantas pequenas onde a semeadura em linhas possibilita o uso daninhas, às condições de estabelecimento da lavoura e da cultura e de capinas durante periodo entre a emergência e a inundação práticas culturais, principalmente do manejo da água. De modo geral, a definitiva da cultura (FLECK et al., 2008). eficiência do controle químico de espécies daninhas no sistema é notada quando a aspersão dos herbicidas em pós- emergência dá-se em estádios precoces das plantas daninhas. Controle biológico O uso de herbicidas, assim como de outros métodos de controle, Para o controle biológico de plantas daninhas em lavouras de apresenta vantagens e desvantagens. Dentre as vantagens destaca-se a possibilidade de aplicação em grandes áreas em pouco tempo, que torna arroz pode ser usados no periodo entressafra arroz e na safra e entressafra. As aves do de a tecnologia apropriada para grandes lavouras. Como desvantagens, destacam-se risco de controle inadequado das plantas daninhas e de os peixes alimentam-se de sementes de arroz-vermelho de outras espécies solo, reduzindo significativamente sua infestação. danos à cultura, fato de poder causar impacto negativo ao ambiente e a evolução de plantas daninhas resistentes aos herbicidas. Contudo, quando testados para o controle de plantas daninhas em arroz irrigado. Agentes biológicos, como insetos, ácaros e sido No são empregados corretamente, os herbicidas respondem com eficiência e segurança aos objetivos pretendidos. pode são seletivos em sua ação de controle e sua atividade lavoura restringir-se apenas uma única espécie. Por exemplo, em uma Os herbicidas indicados para uso na cultura do arroz irrigado estão relacionados na Tabela 8.2, e as informações sobre a eficiência arroz com de comunidade mista de problema de soluciona plantas plantas desses para as principais plantas daninhas, assim como a sua controle seletivo de uma única espécie não suscetibilidade aos herbicidas, são apresentadas na Tabela 8.3. infestantes global Por essas o controle biológico de em arroz irrigado não vem sendo adotado pelos relacionada época pré-semeadura, irrigado A aplicação de herbicidas na cultura do arroz está com a e modalidade: pré-semeadura com pré-emergência ouNoldin, Schaedler e 170 Manejo de plantas daninhas 171 a aplicação em pré-semeadura consiste em um procedimento A Tabela 8.2 apresenta os herbicidas mais indicados na cultura se estabelecer a cultura sob o sistema de semeadura direta, ou no do arroz irrigado. para cultivo com preparo antecipado do solo. Esse modo de aplicação é recomendado principalmente para o controle de arroz- vermelho, além de outras espécies daninhas ocorrentes na área. Tabela 8.2 - Herbicidas indicados na cultura do arroz irrigado Na aplicação em pré-semeadura com são Formulação Dose do Produto Época de utilizados herbicidas com características como elevada Ingrediente ativo concentração comercial produto por (g/L ou kg) aplicação ha) volatilidade. Atualmente, no Brasil, este modo de aplicação está em Azimsulfurom Gulliver GD 500 desuso na cultura do arroz irrigado. 10-12 g Pós Bentazona 600 SA 600 Pós Herbicidas aplicados logo após a semeadura são denominados Bispiribaque-sódico Nominee SC 400 100 Pós Nesse caso, é necessária adequada umidade no solo Carfentrazona-etilica Aurora CE 400 100 125 Pós para se obter maior eficiência no controle das plantas daninhas. Nessa Cialofope-butilico Clincher CE 180 1,0 1,751 Pós é importante que a aplicação decorra entre a semeadura e Clomazona CE 500 Pré da emergência das Etoxissulfurom Gladium GD 600 100-133 g Pós Na utilização de herbicida de ação total, como o glifosato, após Fenoxaprope-P-etilico Starice CE 69 Roundup SA 360 Pós/plantas a semeadura da cultura, é chamado de aplicação em "ponto de agulha". Daninhas A aplicação deve ser realizada no momento que antecede as primeiras Glifosato Pós/plantas emissões do das plantas de arroz na superfície do solo. Dessa Zapp CS 620 Daninhas forma, objetiva-se controlar maior número das de Glifosato-sal de Pós/plantas Vários 2,5-5,0 L Daninhas arroz-vermelho e de outras plantas daninhas já emergidas e, ou, que se encontram no inicio do processo de emergência. Apesar de ser uma Kifix WG 525-175 g Pós aplicação em das plantas daninhas, pode ser associada Only 25+75 Pré/Pós Metsulfurom-metilico a herbicidas Ally GD 600 3,3 g Pós Oxadiazona Ronstar A aplicação em pós-emergência é a mais utilizada no manejo CE 250 3-4,01 Pré/Pós 250BR de plantas daninhas em arroz irrigado, uma vez que proporciona maior Oxifluorfen Goal BR CE 240 Pré eficiência quando aplicado em plantas daninhas no estádio inicial de Pendimetalina Herbadox L Pré ou seja, poáceas com até quatro folhas. 500CE Penoxsulam Ricer SC 240 0.10-0.25 L Pré/Pós fatores Além do estádio de desenvolvimento das plantas daninhas, há Sirius 250 SC SC 250 60-80 mL Pós outros ambientais como que vento, interferem orvalho, na umidade eficiência dos do herbicidas. temperatura Fatores e Profoxidim Aura CE 0,75 L Pós Propanil Vários L Pós precipitação Portanto, afetam significativamente a relativa eficiência dos (Propanil tiobencarbe) Satanil CE CE 200+400 Pós requisitos para maximizar essa eficiência, devem-se observar alguns Quincloraque Grassmax CE 70+200 5-6,0 Pós (MEROTTO inerentes à umidade relativa do an e aos ventos Facet PM PM 500 Pós evitada quando JR.; a 2008). A aplicação de herbicida deve ser Saturn 500CE Pré 2.4-D Garlon 480 BR CE Pós temperaturas inferiores umidade a 15 °C relativa ou superiores do a for inferior ou ventos a 55-60%. acima Fontes: Pós et al., SOSBAL 2012; AGROFIT:172 Tabela 8.3 - Suscetibilidade das principais espécies de plantas daninhas aos herbicidas aplicados em pulverização na cultura do arroz Principais plantas daninhas (Angiquinho) C NC NC NC C NC SI NC NC SI NC NC C C NC NC C NC NC NC C NC SI SI NC SI C Cyperus (Junquinho) NC NC NC C NC NC C3 C NC Digitaria (Milha) NC C NC C NC NC C NC NC NC SI C NC C NC C NC C C NC NC NC C C Fimbristylis NC NC NC C NC NC C SI SI SI NC Heteranthera C NC NC SI NC NC C NC SI NC SI SI SI NC Ischaemum (Capim-macho) C NC NC NC SI SI SI C Oryza sativa (Arroz- NC NC NC NC NC NC NC NC NC NC NC NC C NC C NC NC NC NC NC Sagittaria C NC SI NC NC C NC SI SI C C C NC NC NC C SI NC C=controle acima de 90% Aminol DMA 806 BR: Herbi U-46 D Propanil Propanil Stam Stam 480, ( ontrole obtido sobre plantas daninhas nos estádios iniciais de Santa for constatada resistência cruzada a herbicidas da Acetolactato sintase (ALS) para, Cyperus difformis Fimbristylis resistência a da ALS 11 (bentazona) para Sagittaria resistência múltipla a da ALS em Santa ( no Grande do resistência a herbicidas do grupo das no Rio Grande do Sul Santa ( Herbicidas recomendados apenas para cultivares resistentes aos herbicidas do grupo químico das imidazolinonas Fonte SOSBAL 2012174 Noldin, Schaedler e Manejo de plantas daninhas 175 Em Santa Catarina (SC) e no Rio Grande do Sul (RS) também foi constatada a ocorrência de capim-arroz com resistência múltipla aos região F, entre os domínios C, A, D e B, E do gene da ALS (SCHAEDLER et al., 2011). herbicidas inibidores da ALS (bispiribaque-sódico, penoxsulam e herbicidas do grupo químico das imidazolinonas Only e Kifix) e mimetizadores das auxinas (quincloraque). Também foi constatada a Manejo da resistência ocorrência de arroz-vermelho (Oryza sativa) com resistência aos herbicidas do grupo das imidazolinonas (inibidores da ALS), tanto no Dentre os fatores que afetam a evolução da resistência de RS como em SC. Biótipos das ciperáceas Fimbristylis e plantas daninhas a herbicidas, são considerados principais: os fatores Cyperus difformis em SC e de Cyperus iria no RS são resistentes aos genéticos, bioecológicos e agronômicos. De acordo com a Associação inibidores da ALS. Brasileira de Ação à Resistência de Plantas aos Herbicidas (HRAC- o potencial de desenvolvimento de casos de resistência BR), os fatores genéticos são inerentes para cada espécie de uma acentua-se com o uso prolongado de um mesmo herbicida, ou com a população de plantas daninhas (CHRISTOFFOLETI: utilização continuada de herbicidas que apresentam o mesmo OVEJERO, 2008). Já os fatores bioecológicos resultam da interação de mecanismo de ação (SOSBAI, 2012). características dos indivíduos e a ação do ecossistema sobre a população; e, por fim, os fatores agronômicos são resultantes da seleção A resistência de plantas daninhas a herbicidas é de grande proporcionada pelas práticas agrícolas. Dentre estes fatores, os fatores principalmente por causa do número limitado ou agronômicos são os que podem ser manipulados pelo homem na inexistente de herbicidas alternativos para o uso no controle de biótipos implementação de estratégias de manejo da resistência, visto que os resistentes. Ainda assim, o número de ingredientes ativos disponíveis fatores genéticos e bioecológicos são de mais dificil manipulação. para controlar algumas espécies é restrito e o desenvolvimento de novas dificil e oneroso. Com isso, o controle de biótipos resistentes Para prevenir e reduzir riscos do desenvolvimento de pelo uso de herbicidas fica comprometido, o que restringe a prática de resistência de plantas daninhas aos herbicidas em lavouras de arroz outros muitas vezes menos eficientes. A situação mais grave irrigado, algumas medidas podem ser tomadas conforme descritos a de resistência de plantas daninhas em lavoura de arroz irrigado é com seguir (SOSBAI, 2012): os herbicidas inibidores da ALS, que estão entre os mais utilizados, pela a) Acompanhar com atenção quaisquer mudanças nas populações de sua eficiência em doses reduzidas, elevada seletividade para a cultura plantas daninhas presentes na lavoura, com especial ao do amplo espectro de ação e perfil de toxicidade favorável devido surgimento de manchas de infestação após a aplicação dos à ausência dessa enzima em animais. Em Santa Catarina, há relatos de Fimbristylis com b) Praticar a rotação de culturas como a soja e o milho adaptados em resistência cruzada a herbicidas inibidores da ALS (NOLDIN et de al., F. áreas de várzea, já que essa prática favorece a alternância de 2002b). Atualmente, foi identificada uma mutação em um biótipo herbicidas a utilizar na área. que confere a herbicidas inibidores da ALS. Em c) Alternar sistemas de cultivo, por exemplo, sistema pré-germinado geral, a resistência a inibidores da ALS pode ser atribuída a alterações de que possibilita melhor controle do arroz-vermelho, porém favorece no onde a denominada mutação na sequência 0 aminoácidos do herbicida resulta em mudanças de conformação do sitio de ligação das estabelecimento de espécies de plantas aquáticas com o sistema de com a enzima. Nesta pesquisa, foi realizada a análise d) sequências e aminoácidos entre os diferentes semeadura Fazer aplicações herbicidas, que aquáticas. duas em solo seco reduz o estabelecimento de a rotação de evitando utilizar, por mais de indicando um único ponto de mutação, timina-adenina. A mutação na encontrada resultou na substituição do aminoácido Asp376Glu, mecanismo de consecutivas, produtos que apresentem o mesmo176 Noldin, Schaedler e Eberhardt Manejo de plantas daninhas 177 e) Associar ou fazer aplicações sequenciais de herbicidas com FLECK, N.G.; MENEZES, V.G.; NOLDIN, J.A.; PINTO, EBERHARDT, D.S. diferentes mecanismos de ação, mas com atividade para a mesma Manejo e controle de plantas daninhas em arroz irrigado. In: VARGAS, L.; ROMAN, E.S. Manual de manejo e controle de plantas Bento Gonçalves, RS: planta daninha. Embrapa Uva e Vinho, 2008. p. 329-401. f) Manejar de forma integrada o controle de plantas daninhas mesmo HEAP, I. International Survey of Herbicide Resistant Weeds. Available in: da constatação de escapes no controle químico de determinada Access in: 28 Out. 2013. espécie. IBGE. Indicadores agropecuários. Safras Instituto Brasileiro de Geografia e Disponível em: g) Uma vez constatado algum problema de resistência, realizar a Acesso em: 25 Out. semeadura, a aplicação de tratos culturais e a colheita da área- 2013. problema por último, praticando completa limpeza dos LAMEGO, F.P.; FLECK, N.G.; BIANCHI, M.A.; SCHAEDLER, C.E. Tolerância à equipamentos utilizados na mesma para evitar disseminação de interferência de plantas competidoras e habilidade de supressão por genótipos de soja- sementes dessas plantas para outras áreas da propriedade. Sugere-se II. Resposta de variáveis de produtividade. Planta Daninha, V. 22, n. 4, p. 491-498, 2004. ainda a consulta à especialista neste assunto para buscar a melhor estratégia a ser adotada. MEROTTO JR., A.; FISCHER, A.J. Absorção e translocação de herbicidas nas plantas. In: VARGAS, ROMAN, E.S. Manual de manejo e controle de plantas daninhas. Bento Gonçalves, RS: Embrapa Uva e Vinho, 2008. p. 89-106. NOLDIN, J.A.; EBERHARDT, D.S.; SCHIOCCHET, M.A. Manejo de plantas Referências daninhas em arroz irrigado. In: SCHIOCCHET, M.A. (Org.). A cultura do arroz irrigado pré-germinado. Florianópolis: EPAGRI, 2002a. p. 133-173. ASHTON, F.M.; T.J. Weed science. New York: John Wiley, 1991. 466 NOLDIN, J.A.; EBERHARDT, D.S.; RAMPELOTTI, F.T. Fimbristylismiliaced (L.) BALBINOT JR., A.A.; FLECK, N.G.; BARBOSA NETO, J.F.; RIZZARDI, M.A. Vahl resistente a herbicidas inibidores da ALS em Santa Catarina. In: CONGRESSO Características de arroz e a habilidade competitiva com plantas daninhas. Planta BRASILEIRO DA CIÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS, 23., 2002, Gramado, RS. Daninha, V. 21, n. 2, p. 165-174, 2003b. Anais... Pelotas, RS: Embrapa Clima Temperado, 2002b. p. 199. BALBINOT JR., A.A.: FLECK, N.G.; MENEZES, AGOSTINETTO, D. NOLDIN, J.A.; EBERHARDT, D.S.; RAMPELOTTI, F.T.; PINHEIRO, G.F.; Competitividade de cultivares de arroz irrigado com cultivar simuladora de arroz- C.R.; RODRIGUES, J.M.; MALBURG, R.C.; ZUNINO, J. Herbicide Pesquisa Agropecuária Brasileira, V. 38, n. 1, p. 53-59, 2003a. resistance in water-seeded rice in Santa Catarina State, Southern Brazil. In: BOCCHI, da P.J.; R.F. Definições e situação FERRERO, A.; PORRO, A. (Ed.). Proceedings of the Fourth Temperate Rice resistência daninhas mundo. In: a Conference. p. 25-28 June 2007. Novara, Italy, 2007. p. 140-141. de plantas daninhas aos herbicidas no Brasil e no P.J. (Ed.). Aspectos de resistência de plantas de C.E.; BURGOS, N.R.; TSENG, T.M.; NOLDIN, J.A. Nucleotide 3. ed. Piracicaba, SP: Associação Brasileira de Ação a Resistência polymorphisms in the ALS gene of resistant to pyrazosulfuron- Plantas aos Herbicidas (HRAC-BR), 2008. p. 9-34. Rico. 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